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joaopaulosarja

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7 Neutra
  1. Nossa aventura começou na madrugada do dia 21/03/18, depois de muito se discutir decidimos fazer um bate volta. Iriamos ao parque fazer o Agulhas e retornar no mesmo dia. Antes de ir pesquisei com amigos que já fizeram a respeito da trilha, além de ver diversos vídeos no youtube e relatos aqui no blog mesmo. Apesar de ser um pouco orgulhoso e já ter alguma experiência em trilhas já quero ressaltar no começo do relato a importância de um guia para subir o agulhas. Explicarei mais durante o relato. Saímos de São Paulo as 3 da madrugada, a ideia era algo em torno de 4 horas de viagem podendo mudar um pouco de acordo com o tempo e as paradas. Para quem também tiver pensando em fazer um bate volta, trabalhe sempre com uma margem, mesmo que vá de madrugada, pois pegamos um engarrafamento na estrada que sai da Dutra em direção ao parque com vários caminhões em marcha lenta que nos atrasou pelo menos 40 minutos. O caminho não tem segredos, você seguirá pela Dutra, e assim que entrar no Rio pegará uma saída a direita, se não me engano é a saída 317 em direção a Itatiaia. Você fará uma espécie de balão por cima da Dutra, como se fosse voltar para São Paulo, mas assim que pegar esse retorno entrará a direita em direção ao Parque Nacional. Você seguirá em torno de 26 quilômetros por essa estrada até a garganta do registro, nesse ponto todos os celulares pararam de funcionar, porém será difícil de errar, marque no hodômetro do carro, e em 25/26 km você verá muito bem sinalizado a "Garganta do Registro" e a indicação de entrar a direita para a parte alta do parque. Dai mais 14 km e você chega no parque. A estrada não é nenhuma Brastemp rsrs, mas se você pegar um tempo razoavelmente bom não tem motivo para se preocupar, diferente do Pico dos Marins kkk. Obs: Durante o caminho já é possível ver toda a beleza dessa região ! Você chegará então no Posto Marcão, lá você fará o registro de entrada no parque, encontrará seu guia provavelmente, e também irá parar o carro. ( Para quem pretende ficar hospedado no abrigo rebouças, possivelmente poderá ir mais 3km de carro até o abrigo, eu esqueci de perguntar, mas um amigo ja chegou a ir de carro até o abrigo, para quem não for se hospedar lá, o carro fica no Posto Marcão ). No posto tem bons banheiros, hora de trocar de roupa se for o caso, passar o protetor, apertar a mochila e começar a aventura. A primeira caminhada é de 3 km até o abrigo Rebouças, a estrada é larga e a caminhada sem muita alteração de nível ou qualquer dificuldade. Durante essa caminhada você pode ver outras atrações do parque como as prateleiras, o início da trilha dos cinco lagos, etc... Depois que você passar do abrigo Rebouças, mais uma pequena caminhada e inicia a subida de 800 metros para o Pico, durante o trajeto você poderá ver algumas plaquinhas no chão que marcam de 100 em 100 metros até o a plaquinha 8. A subida para o agulhas até a parte de pedra é bem tranquila, quando você chega na parte de pedra já existe um ponto onde será necessário a corda. Os mais corajosos podem tentar subir sem corda, como os guias fazem, porém, existe uma séria chance de um braço quebrado, ou algo do tipo, mesmo os guias tem uma certa dificuldade nessa parte. Admito que nessa parte quis tentar subir sem o auxílio de equipamento, porém travei na metade, e precisei me apoiar pela corda para subir o resto. Óbvio que a galera não perdoou e tive que ouvir bastante zuação nessa hora, hahahaha. O resto da subida é relativamente tranquila, se você já está acostumado, ou já subiu alguma montanha com certa exposição, e subida em pedra, não irá ter grandes surpresas, alguns trechos com bastante exposição, aqueles pedaços que você precisa subir meio que engatinhando para conseguir se fixar bem na rocha, ou usando fendas para fixar bem o pé. Alguns outros pontos de corda em que o uso é relativo. Mas tem o ponto para fazer a segurança. A subida para o Agulhas não é tão demorada, em torno de 2 horas e meia a 3 horas. Se seu grupo é pequeno, e você não quiser fazer muitas fotos, é possível iniciar bem cedo e quem sabe ainda curtir algum outro atrativo do parque. Porém se estiver com um grupo grande ou quiser aproveitar o passeio ao máximo, reserve um dia inteiro para fazer essa caminhada, até porque você provavelmente estará bem cansado no final. OBS: Fomos durante a semana, era uma terça feira, e éramos os únicos privilegiados no parque, durante todo o tempo que ficamos lá, ninguém entrou e nem havia ninguém de saída, se você for final de semana chegue cedo, pois com certeza encontrará muitos grupos e o parque tem um controle de números de pessoas que eles liberam para fazer a subida ao pico. Então vá cedo para garantir um passeio bem agradável. Enfim... O CUME Todo o esforço, arranhões, medo, obstáculos e toda a subida compensa automaticamente assim que você chega ao cume, a vista é realmente sensacional sem contar a satisfação por ter completado essa jornada, você ficará realmente orgulhoso por ter enfrentado tudo isso e ter tido a força para chegar até o final... OU QUASE... O cume ainda não é o cume !! Como assim ? Haha, é isso mesmo, ao chegar ao pico, é possível ainda atravessar um desfiladeiro para um segundo cume, onde se encontra o famoso Livro. Existe um livro lá, para que você deixe sua assinatura, mensagem ou registro dessa passagem por aquele lugar maravilhoso. É importante dizer mais uma vez, até aqui, é muito indicado o guia, porém pessoas bem experientes (bem experientes mesmo) em subida em pedra podem tentar se aventurar. Porém, para fazer a passagem para o livro, é fundamental o uso de equipamentos e conhecimento de técnicas além do conhecimento de como lidar com os equipamentos. Isso não é brincadeira, e o risco nesse ponto é extremamente alto. Sei que estou sendo chato, porém antes de ir eu cogitei várias vezes ir sem o guia, e fazer eu mesmo a passagem por esses trechos, com alguns equipamentos que um amigo me emprestaria, por fim achamos por bem contratar o guia. Já tive o prazer de fazer algumas travessias como Petro x Tere, Marins x itagaré, subir o pico dos marins, pedra da gávea. Em todas essas ocasiões fizemos por nossa conta, e isso me levou a ter uma falsa ilusão de que eu tinha o conhecimento necessário, por isso estou falando bastante desse ponto, subir montanhas é realmente algo incrível e que te embarca em sentimentos maravilhosos de superação, auto conhecimento, alegria. Porém devemos estar ciente que nosso esporte é radical e de risco. Então temos de conhecer nossos limites também ! Voltando ao foco, a passagem para esse outro pico onde tem o livro é feita com os equipamentos, a descida deve ter em torno de uns 7, 8 metros para depois subir também com a cadeirinha para o livro. Aproveite o momento, registre sua passagem da melhor maneira e comece a segunda parte de subir a montanha que é DESCER. A hora que estávamos assinando o livro o tempo mudou repentinamente, e começou a chover e ventar bastante, mesmo que você pegue um dia de sol, leve algum tipo de agasalho e se possível um poncho ou capa de chuva. Assim que voltamos para o cume principal o sol saiu, hehe, assim é o tempo na montanha. Tiramos uns minutos para fazer uma boquinha e iniciamos a descida. A via para voltar é mesma para subir e você pode aproveitar a volta para ter outros ângulos e fazer mais fotos. Com todas as paradas, fotos e tudo mais levamos em torno de 7 horas no passeio. E confesso que a caminhada do abrigo Rebouças até o Posto Marcão acaba se tornando infinita rsrsrs. Voltamos para São Paulo satisfeitos e com sensação de quero mais. O parque de Itatiaia é simplesmente sensacional, e tem as mais diversas opções de passeio, desde cachoeiras, travessias na parte baixa como a Ruy Braga, Couto-Prateleiras entre outras. Espero que todos tenham a oportunidade de ir lá um dia que seja ! CONSIDERAÇÕES FINAIS 1 - Quantos aos valores, o guia nos cobrou R$ 80,00 por pessoa e mais R$ 15,00 por pessoa a entrada no parque. Nosso grupo era de cinco pessoas e o total saiu menos de R$ 250 por pessoa, mesmo considerando os gastos com comida. Então ressalto que mesmo que as coisas estejam apertadas, existem belas possibilidades de passeio que valem muito pena, sendo que as vezes gastamos esse valor num final de semana que não nos trará tantas lembranças positivas ! Nosso Guia foi o IVAN, pessoa muito gente fina, profissional e ótimo guia, vou deixar aqui o contato dele: (35) 9927 - 1676 2 – Antes de entrar no Rio, já no final da Dutra SP, tem um graal que é uma boa opção para comer antes de entrar em Itatiaia. 3 – Eu tentei ser bastante didático no texto pensando em pessoas que nunca fizeram nenhuma trilha parecida que possam ler. Foi mal se fui repetitivo hehe. 4 – Quem ainda não conhece use o app WIKIROTA ( Esse faz todos os cálculos de combustível e pedágio para o seu destino), outro app muito bom é o WIKILOC que serve para gravar e seguir trilhas. Aqui está a minha gravação dessa trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=23392290 5 - https://www.instagram.com/joaopaulosarja/?hl=af Valeu até a próxima !
  2. Depois de muito planejar, resolvi tirar do papel e fazer essa viagem, confesso que não me agradava muito a idéia de ir para o rio, mas fui surpreendido, realmente vale o nome de cidade maravilhosa. O Rio tem muitos atrativos, dos mais diversos tipos e para os mais diversos gostos. Como o meu gosto é trilhas e montanha não tinha como ser diferente, hehe, e o meu objetivo principal era subir a Pedra da Gávea. Decidimos ir para o Rio de ônibus, e chegamos la Domingo de manhã, passeamos um pouco e conhecemos alguns lugares como Ipanema, Lagoa Rodrigo de Freitas, Leblon e a cada lugar que íamos nos encantávamos mais e mais. Depois de almoçar estava na hora de subir e iniciamos nossa empreitada em torno das 14 horas. A entrada para a Pedra da Gávea fica no final da Estrada do Sorimã, la tem uma praça, e uma rua com uma guarita, essa primeira guarita, acho que é do condomínio que tem ali, o caminho segue pela rua, por mais ou menos 1km, até que chegamos numa segunda guarita, essa sim sendo o início da trilha, e la deve ser registrado o nome para a subida. A primeira parte da subida é bem cansativa, e recomendo que esteja preparado para fazê-la, principalmente se estiver com uma mochila cargueira. São uns 40 minutos de caminhada até a Pedra do Navio e de la a subida torna-se pura escalaminhada. O próximo ponto conhecido é a Praça da Bandeira, que é uma clareira e um ponto onde muitos aproveitam para tomar um fôlego e comer alguma coisa. De la para a carrasqueira já esta pertinho, uns 20 minutos. Um pouquinho antes de chegar à temida carrasqueira, tem uma trilha que sai pela esquerda que leva no paredão, um lugar que rende fotos incríveis. Nesse ponto ja é possível tambem visualizar a face do imperador. Mesmo com todo o cansaço essa vista te faz puxar forças sabe-se la de onde. É impressionante hehe. A carrasqueira é considerada uma escalada de nível 1 e muitas pessoas optam por fazer com corda. Se você for de final de semana esteja preparado para enfrentar uma grande fila e possivelmente levar mais de uma hora na subida. Para quem optar por fazer sem corda, basta seguir a rota certa, são dois caminhos, esquerda e direita, você verá as fendas, o da esquerda oferece mais apoios, e fica mais fácil de subir. Quando for descer use o mesmo ! Esquerda de quem sobe, direita de quem desce. A carrasqueira é um trecho muuuito legal, mas não brinque com a sorte, acidentes realmente acontecem lá, e são graves, portanto, preste atenção e certifique-se de que seus pés estão bem apoiados e as mãos firmes nas agarras. Terminada a carrasqueira pode comemorar, ainda tem mais um pouco de escalaminhada, mas pode se considerar no topo rs. E uma vez que você chegar ao topo você terá certeza que cada pingo de suor valeu a pena. Mesmo no topo tem vários pontos para conhecer, a mesa, cadeirinha, pedra do raio, pedra do egito, admirar todas as visões que a pedra da gávea oferece. Coloque no seu cronograma pelo menos uma hora para ficar lá em cima. Uma informação interessante, eu procurei em muitos lugares qual seria a altura da pedra do raio, lugar onde você encontra algumas fotos insanas por ai, não achei. Mas deixo agora pra vocês, em torno de 5 metros é o risco pela foto, aos corajosos boa sorte ! A sensação de conquista é enorme ao chegar la em cima !!! Aproveitamos também para conhecer um lugar pouco explorado, a orelha do imperador, não existe trilha marcada para la. Então você precisa estar com alguém que conheça e saiba como chegar. Posso afirmar que é um dos lugares mais incríveis que ja fui !! Quando chega a hora de voltar a descida exige bastante dos joelhos, são em torno de 3 horas para a subida e umas 2 horas para a descida. Lembre-se de não deixar lixo na trilha e também de não pixar as pedras. Assim o parque continua aberto e os trilheiros agradecem ! RS Espero que vocês façam essa trilha e aproveitem tanto quanto nós aproveitamos. Deixo aqui também uma dica de guia. O Jhonny conhece muito la e é uma ótima opção. (21) 96894-4695
  3. Hello, rs.. Então, não precisa ficar muuito preocupada não. RS. O que eu quis dizer pra levar em consideração é o seguinte, dependendo do ritmo, talvez você leve até umas 7 - 8 horas para chegar ao cume. A caminhada ideal seria em torno de 4 horas, um pouco mais, talvez um pouco menos.. Mas se você for acampar, estiver com mochila cargueira e tudo mais.. pode jogar um pouco pra cima o tempo. Quando falei pra iniciar cedo, é para que chegue ao cume com luz do dia, que fica mais facil de montar barraca, de navegar, e você ainda pega o por do sol, olha que bom hehehe.. eu acho que iniciar a trilha as 08 da manhã, é um horario mais que ideal, que você chega ao cume tranquilamente. Não precisa iniciar a trilha de madrugada não. La no cume, também tem bastante lugar pra acampar, mas se você for num final de semana por exemplo, pelo que vi dia 19 é um sabado né.. com certeza você encontrará mais gente na trilha, então se você chegar mais cedo ao cume reserva o melhor lugar pra sua barraca, com menos vento e tal. Mas vá tranquila. A dica que dou é iniciar cedo a trilha, não precisa ser de madrugada, levar uns snacks, uns lanches rapidos para evitar de ficar parando pra comer pelo caminho e ai é só alegria ! Você estará indo com mais alguem ? Haha, tenho que ser sincero que a maior preocupação é a bendita estradinha, não precisa ficar com muito medo tambem, mas não é legal estar sozinho numa situação dessa. E ter que esperar um carro aparecer pra ajudar. kkk
  4. Há tempos venho tentando organizar uma viagem para o RJ, para conhecer as maravilhosas trilhas e paisagens da cidade. A intenção inicial era ir para a Pedra da Gávea, mas após inúmeras desistências e contratempos, acabei indo para o Pico dos Marins. Lugar que eu já tinha na minha lista há um bom tempo mas que pretendia ir um pouco mais pra frente. O Marins fica entre Piquete e Cruzeiro, sendo que o acesso mais fácil para quem vem de São Paulo ou RJ seria a Dutra, pegando a saída 51 que cai na Rod Lorena-Itajuba, a partir de lá as placas facilitarão o trajeto. No site oficial dos Marins podemos ver o mapa mais detalhado do caminho. http://www.marinzeiro.com/como_chegar.html O roteiro deste caminho é o seguinte: Pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459, passar por Piquete e logo em seguida (800 metros) virar à direita para a Estrada Viscinal José Rodrigues Ferreira que dá acesso à Vila dos Marins. Quando chegar ao fim do asfalto, que é na saída da Vila dos Marins, suba à esquerda até o final da serra, passe o portal do município de Marmelópolis na divisa SP-MG, entre à direita e logo em seguida você chegará ao Acampamento Base Marins. Veja o mapa: As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes: • Distância total: 40 km • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 19 km • Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 20 km • Portal de entrada de Marmelópolis - Acampamento Base Marins: 1 km Ainda para quem vem de São Paulo ou Rio de Janeiro outro roteiro de estrada é pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459 até a divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Passar pelo posto da barreira fiscal e pelo trevo de Venceslau Brás, seguir mais 1.500 metros e entrar na estrada de terra atrás do ponto de ônibus do lado direito da estrada (há uma placa indicando a Fazenda Saiqui). Seguir por cerca de 14 Km na estrada e entrar no pequeno trevo indicando Pico dos Marins/Montanha. Veja o mapa: As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes: • Distância total: 53 km • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Saída para a estrada da Fazenda Saiqui: 38 km • Estrada para a Fazenda Saiqui - Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha: 14 km • Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha - Acampamento Base Marins: 1 km Vale ressaltar que já próximo do Acampamento Base Marins, você ira pegar mais ou menos uns 4km de estrada de terra, e o caminho lá não é dos melhores, você irá achar relatos de pessoas que sobem com os mais diversos veículos, mas a chance de parar na estrada é real. Sendo que apesar de engraçado, não será nada agradável se você estiver indo de madrugada e num grupo pequeno. Após as tentativas e fracassos na viagem para o RJ, escolhi Domingo dia 23/07 para fazer a subida aos Marins, com a idéia de acampar no Cume e fazer a descida na segunda-feira 24/07. Fomos em dois amigos, amigo esse que me garantiu que estaria pronto para fazer a trilha, isso veríamos kkk. Combinamos de sair de São Paulo em torno de 07 horas da manhã, porém com alguns “pequenos” atrasos às 10:00 estávamos pegando a estrada. O caminho é bem tranqüilo e saindo de São Paulo são exatamente 4 pedágios, totalizando R$ 26,00 ( 3,40 / 3,40/ 6,10/ 13,80) e um pouco antes à saída 51 (para quem vem de São Paulo) existe um GRAAL que é uma ótimo opção para abastecer e fazer a refeição antes de por o pé na trilha. Continuamos nosso caminho e como falei eu temia mais a serra dos Marins do que a montanha hehe, e como a Lei de Murphy nunca falha, já próximos ao Acampamento Base atolamos. Já imaginei que ficaríamos um bom tempo ali, pois não aparecia ninguém, porém demos sorte e logo um carro descia com 4 rapazes que disseram que no dia anterior atolaram exatamente no mesmo ponto. E assim com muito esforço conseguimos tirar o carro de lá e trilha que segue. Hehehe. Chegamos ao Acampamento Base em torno das 14:00 horas, chegando la conversei com o rapaz que é encarregado do lugar, e não é mais o Milton como vocês devem ter visto em outros relatos por aqui. No acampamento é possível comer e comprar ainda algumas bebidas para levar para a trilha, aproveitamos para comprar algumas águas extras e antes de subir ainda fomos informados pelo novo dono que eles oferecem o serviço de resgate para quem vai fazer a Travessia Marins x Itagaré, tudo pode ser combinado assim que você chegar ao acampamento base. A diária para o estacionamento do acampamento é de R$ 20,00. Iniciamos a subida e com 10 minutos de caminhada meu amigo já queria parar para descansar Na verdade quando mandei os vídeos, fotos e relatos da trilha, ele não olhou nada e estava achando que uma trilha tranqüila, mesmo eu tendo o alertado diversas vezes. Ok, já entendi naquele momento que não seria mais possível acampar no cume, não tínhamos mais o tempo hábil para subir, muito menos naquele ritmo. Mas mesmo assim ele não quis voltar e disse que iria até o final, então decidimos ir até onde desse, acamparíamos e terminaríamos a subida no dia seguinte. O primeiro ponto no tracklog é o morro do careca, leva-se em torno de 40 minutos para chegar, e partindo dali começa oficialmente a trilha para o Pico dos Marins. No começo não tem segredo e a trilha é bem marcada, com alguns pequenos trechos de escalaminhada. A partir da metade da trilha que inicia a subida em pedra que passa a ficar um pouco mais técnico, porém nada que seja impossível ou demasiadamente difícil. Obviamente que não chegamos ao pico com a luz do sol e quando deu 18:00 horas escureceu. Porém mesmo não estando no topo é possível ver toda a beleza que existe nesse lugar. Durante praticamente toda a caminhada é possível ter o vislumbre de vistas e paisagens incríveis. Daquelas que realmente ficam guardadas na memória. E porque não tentar guardar num registro fotográfico também ! Rs !! Após escurecer andamos por mais 2 horas, porém a navegação no Marins, não é das mais simples a partir da metade do caminho, e no escuro ainda com uma lanterna fica bem complicado de prosseguir. Levem sempre mais de uma lanterna e com bateria reserva. Por fim achamos uma área onde era possível acampar e por lá ficamos. Nesse momento em torno de 21 horas, não estava ventando muito, porém ao longo da noite os ventos aumentaram muito, mas a barraca resistiu bem e não passamos muito pouco frio. ( Se serve de indicação a barraca ARPENAZ 2 da QUECHUA vale muito o custo beneficio na minha opinião. Para quem não quer investir uma grana muito alta em barraca esse modelo da Quechua atende muito bem as necessidades !! ) Dormimos bastante e no dia seguinte com um vento bem gelado prosseguimos em nosso caminho. Nesse segundo dia já começamos no trecho onde se inicia alguns trechos por pelo capim elefante. Em uma primeira vez realmente se tem um pouco de dificuldade em navegar pelo caminho, porém a impressão que tive é que não existe um caminho certo quando se sobe o Marins, em alguns trechos você tem a indicação de setas e totens, mas pelo que percebi você pode ir de diversas maneiras. Não estou aconselhando a abrir novas rotas e nem demarcá-las, porém, você verá que não esta preso, e você consegue subir pelo tracklog, ou indo 20 metros para La ou para Ca. Caso você tenha se perdido pode usar o tracklog como uma referência mesmo que um pouco longe da trilha. Mas assim que você localizar as setas novamente nesse trecho de pedras, não tem erro. Dificilmente se perderá. O trecho final do Marins requer um pouco mais de cuidado e atenção, alguns pedaços de pura escalaminhada, subir em 4 apoios, escolha um bom calçado para não ter nenhum imprevisto, esse ultimo trecho é muito gostoso de ser feito e a recompensa fica logo a vista. Passados alguns minutos estávamos lá, chegamos ao cume !!! Mesmo não tendo a oportunidade de ver o por do sol ou o nascer do sol, ficamos sem palavras, e explicar o que é aquela vista, aquela sensação é até difícil !!! O céu estava totalmente aberto, sem nenhuma nuvem, e de La é possível ver todas as principais cidades da região da Mantiqueira, é realmente indescritível. Ficamos algum tempo apreciando tudo aquilo e fazendo o máximo de fotos que conseguimos RS. Mesmo no pico existe diversos pontos para visitar, apreciar e fazer lindas fotos. É possível avistar a travessia de Serra Fina, Pedra redonda, entre outros... Depois de explorar bastante, resolvemos descer, apesar de ser mais simples agora que tínhamos idéia do caminho, não foi tão mais rápida a nossa descida, e em torno de umas 16:00 horas estavamos de volta no acampamento base. Fomos de domingo para segunda, encontramos muitas pessoas descendo que haviam ficado La no sábado, porém domingo fomos os únicos a subir, para quem vai aproveitar um final de semana para fazer essa aventura, inicie a trilha cedo, para que consiga pegar um bom lugar para acampar, caso esteja indo dentro da semana, ou domingo não precisa se preocupar muito com isso. O tempo que se leva para subir é muito relativo, depende da sua condição física, do seu costume de fazer esse tipo de trilha, da sua mochila, então não vou falar em tempo pois muda muito de pessoa para pessoa. Por fim, a visita ao Marins não só valeu muito a pena como me deixou com vontade de mais, e pretendo logo estar voltando para fazer a travessia, e aproveitando a oportunidade para acampar no cume. A quem ainda não foi e tem vontade o único conselho que tenho é que vá, aproveite cada segundo da trilha e de tudo que essa maravilhosa montanha tem para oferecer, com certeza ficarão tão apaixonados por ela quanto eu. OBS: provavelmente quando forem verão pelo caminho uma cachorrinha que fica no acampamento base, ela parece uma raposa, deve ser algum espírito reencarnado sei La..kkk, enquanto estávamos lá, ela subiu e desceu a montanha 3 vezes, ela é a guia oficial pode-se dizer, mostra o caminho de verdade, e tem um pique maior que todos os viajantes juntos hehe, quando estávamos no final da trilha a encontramos novamente e resolvi retribuir o favor levando ela no colo, até que a danada dormiu, hahaha. Boa sorte a todos, e boas aventuras !!
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