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Unirio Jelinek

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  1. A Espanha é o principal destino turístico do mundo. Mas a imensa maioria dos pacotes turísticos, e mesmo de viajantes independentes, restringem seus roteiros apenas a Barcelona, Madrid e seus arredores, e a Andaluzia. Todavia, o país tem muito mais a oferecer: em todas as suas regiões existem exuberantes cidades medievais e castelos históricos, belezas naturais e mesmo um lindo litoral. Como já conhecíamos Madri e arredores, bem como a região de Barcelona, elaborei um roteiro diferente, que ia pelo norte da Espanha em direção à cadeia de montanhas dos Picos da Europa, por Valladolid e Burgos até Santander, e depois atravessando novamente os Picos da Europa em direção a León e Salamanca, de onde saímos para a Andaluzia, no sul da Espanha, e depois nos dirigimos à histórica Cuenca, para finalmente retornar a Madri. No total, foram 3.200 km rodados. Chegamos a Madri através do barato vôo da AirChina, que foi tranquilo e bem atendido. Procurei no aeroporto a Interrent, que entregaria o carro locado através da Rentalscar. Recebi um Fiat Panda, bom carro, que se comportou bem e sem problemas em nosso longo roteiro. A média de consumo ficou em torno de 20km/litro, o que não é muito para a excelente gasolina da Espanha. O problema foi não ter ar condicionado, o que me obrigava muitas vezes a abrir a janela do carro. Levei meu próprio GPS, que carregara com o mapa da Europa ocidental. 1º Dia (sexta-feira): Saímos de Madri já às 15 horas, direto para COCA, a 157km., onde conhecemos seu belo e enorme castelo do séc. XV, e aproveitamos para nos abastecer num supermercado, de frutas, refrigerante, vinho, iogurte, pão e outros alimentos que utilizaríamos na viagem. Seguimos depois até VALLADOLID, a 70 km, onde pernoitaríamos, indo direto para o Hostal Mônaco, bom, bem localizado, mas tive que deixar o carro a uns 600m., onde por sorte encontrei num estacionamento rotativo, que fica liberado das 20h.às 9:00 h. da manhã. Saímos conhecer a cidade, que é bonita e organizada, mas de poucas atrações turísticas, apenas antigas igrejas. 2º dia: Fomos dormir já quase à meia-noite, que para nós seria 19h. devido ao fuso horário, pelo que tomei um comprimido para dormir. Mas o cansaço da viagem sem dormir me afetou, e só acordamos próximo ao meio-dia. Seguimos então até PALÊNCIA, uma bela cidade, mas também sem atrações turísticas além da Catedral, onde não entramos, pois como quase todas da Espanha estava fechada, ou tinha que pagar, e como já conhecíamos as mais belas catedrais do mundo, inclusive as russas, decidi que não pagaríamos mais para ver igrejas. Continuamos então até BURGOS, indo direto ao Hotel Campus Tavern, próximo à universidade, e encontrei vaga no estacionamento livre desta. Demos uma volta pelas proximidades e voltamos para dormir. 3º dia - O hotel ficava longe das atrações, mas como era domingo, saímos cedo pela manhã, podendo utilizar o carro para ir ao castelo, que fica numa colina, e estava fechado àquela hora, mas tem um belo mirante da cidade. Depois consegui deixar o carro a uns 300 m. da Catedral e seguimos a pé para conhecer o centro histórico, que gira em torno da bela e enorme Catedral, voltando ao estacionamento e ao hotel ao final da tarde, já bastante cansados. 4º dia: Meu roteiro previa ir para Montes Obarenes, mas meu GPS não indicava esse lugar, de onde iria a alguns vilarejos no caminho. Assim, partirmos direito para FRIAS, que estava no roteiro, cidade originada no século IX, com Igreja e Convento do séc. XIII e ruínas de um castelo, mas novamente não conseguimos entrar em nada, pois até as 10 h. e entre 14h. e 17h. está tudo sempre fechado. Conhecemos o local, tiramos fotos externas e continuamos, mudando novamente o roteiro, que previa ida a Oña e Puente Viesgo, mas me informaram não haver estrada asfaltada para esses lugares. Assim, seguimos para SANTANDER, uma bela cidade costeira, fomos até a península de La Magdalena, onde tem um belo palácio, do qual nem perto chegamos, mas também uma bela praia, com vista da cidade e um viveiro de leões marinhos. Continuamos ainda até SANTILLANA DEL MAR, onde tinha reserva na Hosteria Miguel Angel, que tive que procurar, pois o endereço não casava com o GPS. Nos muito bem conservado. reabastecemos num supermercado e depois fomos ao belo centro histórico medieval. 5º dia: Pela manhã fomos até as Cuevas de Altamira, que fica junto à cidade de Santillana, mas eram fracas, não compensou a perda de tempo. A cidade tem também um zoológico razoável, mas não tínhamos tempo nem disposição para ir. Seguimos então até COMILLAS, bela cidade à beira mar, onde se destacam o Palácio de Sobrellano, de 1881, e logo abaixo dele uma mansão denominada El Capricho, muito bonita, projetada pelo mestre Gaudi, onde também só tiramos fotos externas. Achamos interessante o cemitério local, que foi construído dentro das ruinas de uma igreja medieval, com muitas paredes ainda intactas. Seguimos depois até San Vicente de la Barquera, bela cidadezinha à beira de uma espécie de lagoa marítima, onde existe um pequeno castelo do sec. 13, uma igreja também medieval, ambos no alto de uma colina, com vistas da enseada do mar cantábrico. Continuamos em direção a POTES, e foi o melhor momento da viagem, pois a estrada vai acompanhando um rio que corre serpenteando sob paredões de enormes montanhas, que oferecem paisagens sensacionais, além de alguns vilarejos medievais encravados entre as encostas, com pontes e casas de pedra. Chegando a Potes, fomos direto até Fuente Dé, onde existe um teleférico que leva ao alto das montanhas, o que serviu apenas para me causar um enorme resfriado, pois estava só com uma camiseta longa, e lá encima estava muito frio, inclusive com neve. Dormimos em Potes no Hotel Arha, bom e com desjejum, mas difícil de localizar e mais ainda de estacionar. A cidade é bonitinha, mas sem atrações turísticas especiais. 6º Dia: Seguimos pela manhã para CUEVAS DE VALPORQUERO, a 140 km. de Potes, atravessando as belas montanhas dos Picos de Europa, com muitas paisagens deslumbrantes e vilarejos aos pés das montanhas. As Cuevas (cavernas) são interessantes e enormes, muito extensas, mas internamente com muita umidade e muito frio (7ºC), quando externamente estava 24º C., então passei frio e tratei de sair logo. Continuamos até LEÓN, que fica a uns 50 km. Deixei o carro numa avenida (Paseo), a uns 500m. do Hostal Bayon, num estacionamento livre, e começamos a conhecer a cidade. 7º Dia: Cedo da manhã caminhamos pela cidade, mas tudo abria muito tarde, pelo que não entramos em nada. A cidade é bonita, mas pouco restou de seu passado histórico, apenas as igrejas. Seguimos então para ASTORGA, uma cidade fundada pelos Romanos, mas onde nada restou de sua história, só a Igreja do séc. 15, e o palácio episcopal projetado por Gaudí em 1870. Continuamos até PUEBLA DE SANABRIA, indo direto para seu castelo, do séc. XV , mas todo restaurado e sem nada internamente, pouco valendo a visita. A igreja, do séc. 12, é parecida com inúmeras outras que vimos pela Espanha. Como as visitas eram rápidas e o dia muito longo, fomos ainda a ZAMORA, que tem também uma Igreja do séc. 12, mas que estava fechada quando passamos, e a bonita Puente de Pedra, que atravessa o rio Duero, e próximo à qual deixei o carro para ir até a Catedral. Mas esqueci um vidro aberto, e na volta haviam roubado o GPS. Por sorte não mexeram no resto de nossas coisas, pois estava com todas nossas bagagens e aparelhos. Procurei, então, um shopping na cidade, onde comprei outro GPS por E$ 100,00, para seguir a viagem. Por esse atraso, só chegamos ao nosso destino final do dia – SALAMANCA – após as 19 horas. Busquei estacionamento na rua mas não encontrei, tive que pagar E$ 10 por noite na garagem do Hotel Le Petit onde ficamos. Já eram mais de 20 horas quando fomos ao centro histórico, que ficava nas proximidades, para filmagem com a sua bela iluminação noturna. Comemos num MCDonalds junto à Plaza Mayor. 8º Dia: Como previa nosso roteiro, ficamos mais um dia inteiro em Salamanca, o que se mostrou desnecessário, pois só vimos o que já havíamos visto na noite anterior. Não pagamos para entrar em Igrejas, nem na famosa Universidade, pois seria somente para ver as salas de aula. Fomos então ao Museu da Mobilidade, onde tem uma coleção de carros antigos, inclusive uma réplica do triciclo com motor a explosão inventado por Karl Benz, primeiro veículo de combustão interna do mundo. Havia, ainda, uma MC Laren F-1 que fora pilotada por Fernando Alonso, o espanhol vencedor da F-1 com a Ferrari. À tarde não havia mais o que fazer sob o sol escaldante, pelo que fomos ao hotel descansar e só voltamos ao centro histórico à tardinha. 9º Dia: Saímos de Salamanca em direção à Andaluzia, nossa segunda parte da viagem. Passamos primeiro por PLASÊNCIA, cidade medieval também bonita, mas não havia onde estacionar e nada para ver além de duas enormes igrejas do séc. 16. Seguimos para CÁCERES, cidade muito antiga, que foi conquistada aos mouros em 1127, mas o que resta hoje é dos séc. XV e XVI. O centro histórico é bem conservado, mas não encontramos onde estacionar, pelo que também só passamos rapidamente. Basicamente sobraram os edifícios religiosos, partes da muralha que cercava a cidade e umas torres. 10º Dia: Nosso roteiro previa uma chegada a Tenudia, no caminho para Sevilha, onde existe um monastério do séc. XII, mas que ficava a 20 km. da cidade, pelo que desisti de ir, pois já havíamos visto muitos. Chegamos a SEVILHA, que já conhecíamos, e fomos direto para o Hotel Ibis Budget, onde deixei o carro e fomos de ônibus ao centro, rever suas principais atrações, como a Giralda, a Catedral, o Alcázar, etc. Seguimos caminhando até o Parque Maria Luisa e à Plaza España, e retornamos ao hotel. 11º Dia: Voltamos ao centro de ônibus, que pegamos a uns 400m. do hotel, descendo no Prado San Sebastian, a uns 500m. da Catedral. Caminhamos pela cidade, fomos ao bairro Santa Cruz, onde não há nada de especial, e à Plaza Encarnación, onde não existe nada de interessante, salvo o bonito teto quadriculado que recobre uma grande área. Ao final da tarde, comemos num Burger King próximo à catedral e assistimos a uma comemoração da torcida do Sevilha pela conquista da Copa da Uefa, na Puerta de Jerez. Continuamos então até MÉRIDA, antiga Lusitania fundada pelos romanos, dos quais sobrou um teatro e um anfiteatro e partes da muralha, além de ruínas de uma alcazaba, e uma enorme ponte romana de pedra. Além disso, existe a tradicional Plaza Maior e a Catedral. Como não achamos onde estacionar, somente passeamos de carro pela cidade, tirando algumas fotos e seguimos depois até ZAFRA, que havia escolhido para pernoite no bom hotel Las Palmeras. É uma cidadezinha simpática e acolhedora, com um centro histórico todo com pintura nova, que deixa boa impressão, além da tradicional Catedral medieval, com obras de arte no seu interior. 12º Dia: Saímos em direção a Córdoba, passando no caminho por ÉCIJA, que só tem algumas igrejas barrocas e o palácio de Peñaflor também estilo barroco, meio sem graça, pelo que seguimos adiante. Chegamos a CÓRDOBA e fui direto para o Hostel Ronda, estacionando o carro numa avenida nas proximidades. Largamos nossas coisas, comemos e saímos de ônibus para o centro histórico, que se compõe de uma espécie de medina, com ruelas estreitas cheias de lojas, e onde tudo é muito caro. A mesquita moura transformada em Catedral é a única atração verdadeira, sendo interessante por manter os dois estilos – árabe e espanhol, muçulmano e cristão – no mesmo ambiente, mas o ingresso custa caro, E$ 8,00. No alcázar sequer entramos, pois obviamente nada havia de especial em seu interior. Em duas horas nada mais havia para conhecer, pelo que apenas caminhamos pela cidade. 13º Dia: Partimos para GRANADA, indo direto ao bom Hotel Saylu, longe do centro. Comemos e depois pegamos um ônibus para o centro. Não encontramos nada de muito interessante para ver, apesar de caminharmos muito. Buscamos souvenirs, comemos no Burger King, e sentamos nos bancos para aguardar até as 20 h., quando fomos ao Alhambra, para o qual tínhamos ingresso para as 22 h., comprados ainda no Brasil pela internet, para os Palácios Nazaries, que só tem salas vazias, com paredes e tetos muito trabalhados no estilo árabe, mas a iluminação era muito ruim, sequer dava para filmar. Em meia hora buscamos um táxi para o hotel. Foi decepcionante a ida à noite, não recomendo a ninguém. E pensar que tive que comprar o ingresso com dois meses de antecedência! Para a atarde do dia seguinte tinha ingresso para o Generalife e jardins, pelo que ficamos toda manhã no hotel, arrumando nossas coisas, e só saímos próximo às 15 horas, com o sol mais fraco. Pegamos o ônibus ao centro e logo, com o mesmo bilhete, que vale para uma hora, outro até o Alhambra. Durante o dia pelo menos se tem vista da cidade, os jardins são razoáveis, mas os prédios do “Generalife” nada tem de especial. Leva-se umas 2 horas caminhando pelos jardins e prédios, o complexo é muito grande. Voltamos depois ao hotel, pois era feriado Corpus Christi e estava tudo fechado, nem o shopping próximo abrira. 14º Dia: Saímos em direção a Cuenca, nosso último objetivo. Fomos primeiro até Calzada Calatrava, a mais de 200 km., ver um castelo medieval do séc. XIII, parcialmente em ruínas, mas que se mostrou interessante por sua história, eis que construído pela Ordem de Calatrava, primeira organização militar/religiosa da Espanha, para conter o avanço dos mouros, eis que os cruzados não vinham até aquela região. Por isso, o castelo/monastério, além de enorme, foi construído no alto de uma colina de uns 400m. de altura, foi difícil subir até mesmo de carro pela estrada calçada de pedras. Mas certamente era um castelo imponente e quase inexpugnável. Seguimos para BELMONTE, a outros 200km., onde tem também um imponente e belo castelo do séc. 16, ainda inteiro e reformado, mas cuja entrada custava E$ 9,00, e sem a história do outro. Depois de visita-lo, continuamos até CUENCA, a 90 km., indo direto ao Hostel Cortes, onde consegui deixar o carro na rua, pagando estacionamento até as 20 horas, depois ficava livre. Fomos a pé até a Ponte de S. Pablo, de onde se tem bela vista da principal atração da cidade, as Casas Colgadas, construídas à beira de enormes paredões das montanhas, que formam uma espécie de canyon. 15º Dia: Pela manhã fomos novamente até o local, para tirar fotos com sol melhor, e depois ao castelo (ruínas árabes do séc. 12), que foi tomados pelos cristãos em 1.117, e à parte alta da cidade, de onde se tem belas vistas das Casas Colgadas , da cidade e das belas formações rochosas das montanhas ao redor. Uma cidade muito interessante, que valeu a visita e se mostrou uma das principais atrações de nosso roteiro. Saímos depois para Madrid, a 160 km., deixei as malas no hotel e fui ao aeroporto devolver o carro, pois nosso vôo para o Brasil seria cedo da manhã, e havia um transfer do hotel, que ficava próximo ao aeroporto. Enchi previamente o tanque de combustível do carro, pois disseram que devolveriam o valor cobrado na retirada. Isso aconteceu, mas depois de 4 dias, quando achava já que não haveria a restituição.
  2. Olha, já conheço a Noruega, mas como ficamos basicamente na linda Bergen, paramos num ótimo albergue, em quarto privativo para três pessoas, com custo bem menor que na Suíça. E tinha a vantagem dos albergues de poder preparar ocasionalmente a própria comida, na cozinha disponibilizada, que se torna um ponto de encontro. Isso praticamente não existe na Suíça, pois os lugares mais em conta que encontrei foram os hotéis Íbis. Quanto às tuas observações sobre a Suíça, as cidades citadas são bonitas, mas nada de excepcional em relação a outras semelhantes pela Europa. Para mim, os vilarejos tipicamente alpinos foram as verdadeira atrações, que distinguem a Suíça dos outros países.
  3. Um destino europeu muito badalado atualmente é a Croácia. Isso se deve principalmente à sua bela costa do Mar Adriático, para onde afluem milhões de europeus no verão, especialmente pelos baixos preços, em relação aos países da Europa central, eis que não adotaram ainda o Euro. Muitos brasileiros vão à Croácia, não tanto em busca das praias, mas de suas históricas cidades, e especialmente para conhecer um lugar excepcional: O Plitvice National Park. A maioria apenas passa por aquele belo país, a bordo dos navios de cruzeiros, que geralmente aportam apenas em Dubrovnic, pelo que deixam de conhecer suas principais atrações. Outros, vão em pacotes turísticos, que incluem suas principais cidades e o belo parque nacional, mas que custam muito caro. O restante vai por conta, e geralmente utiliza ônibus para os deslocamentos no país, eis que as linhas férreas são bastante restritas. Mas as distãncias são grandes, e perde-se muito tempo com os ônibus, exigindo mais dias para conhecer o país, e encarecendo a viagem. Outrossim, não tem oportunidade de conhecer verdadeiramente o deslumbrante litoral croata. Meu relato trata de uma viagem independente, com minha esposa, de forma bastante econômica, conhecendo os mais atraentes lugares do país, com custos imensamente inferiores aos dos pacotes turísticos. Primeiramente, devo dizer que é fácil chegar à Croácia, até mesmo por terra, a partir da Itália ou da Áustria, atravessando a Eslovênia. Mas a forma mais econômica e comum é por via aérea, existem vôos baratos para lá de muitos lugares da Europa. No nosso caso, utilizamos a Easyjet, a partir de Genebra. E para conhecer o país, a melhor forma é alugar um carro, pois é muito barato e as estradas são boas e pouco movimentadas. Saímos de Genebra no sábado, 17 de maio, num vôo da Easyjet para SPLIT, que custou Chf 172 (R$ 460,00) para os dois, chegamos às 15 horas, troquei 300 euros por Kunas croatas e retirei no aeroporto o carro que havia reservado da Enterprise, através da Autoeurope, pagando apenas 67,46 Euros por 05 dias. O carro fornecido, todavia, foi um Corsa de motor muito fraco, gastador e que andava pouco. A gasolina por lá é também muito cara, cerca de 11,00 Kunas, quase R$ 4,50 por litro. Utilizei meu próprio GPS, no qual havia incluído o mapa da Europa Oriental, e que nos serviu muito, especialmente nas cidades. Conforme eu programara, saímos do aeroporto e passamos num supermercado próximo, no caminho, para nos abastecer (água, refri, croissans, bolos, frutas, componentes para sanduíches, etc) e seguimos direto na direção do meu principal objetivo naquele país, que era o Plitvice National Park. Chegamos a Korenica, que fica já próximo ao Park, às 19h., dirigindo com cuidado para não ser abordado pelos corruptos policiais, conforme relato de outros, e busquei uma pousada. Eu havia selecionado algumas pela Internet, mas são tantas por lá que acabamos ficando numa outra, muito boa, por 200 kunas, sem café (cerca de R$ 80,00), à beira da estrada. Jantamos num restaurante próximo à pousada ( lá denominam Rooms, Zimmer ou Apartmens), eu comi Goulach e minha esposa peixe, ambos estavam bons, mas foram servidos em quantidade muito pequena, por 80 kunas (cerca de R$ 38,00) para ambos. Como vão muitos italianos para lá, os principais pratos são pizza e massas, e também peixe. Levantamos às 7 h., fizemos nosso desjejum com as coisas que havia comprado, preparamos os sanduíches para o meio-dia, e seguimos para o parque, sendo dos primeiros a chegar. Sem querer, parei na entrada 2, o que se mostrou muito favorável, pois pegamos o ônibus interno (incluído no ingresso de l10 Kr.), até o ST 3 (stop 3), ponto mais alto e mais distante das trilhas, pois minha companheira não estava em condições de fazer a pé todo o percurso de cerca de 8 km., que levaria o dia inteiro. De lá, fizemos uma trilha circular, para ver algumas cascatas, de onde se pode voltar por trilhas, mas retornamos até o ST 2 com o busão, onde pegamos um barco para a travessia de uma lagoa até o ST 1, e depois fizemos uma trilha até a maior atração, a BIG WALLS, que é um conjunto de cascatas magnífico. Por isso, foi melhor começar no ST 3, pelas atrações menores, e culminar com a maior atração. Dali, pode-se ir até a entrada 01, e voltar de ônibus para ST 02, junto à entrada 2, onde havia deixado o carro. O "Plitvicka National Park" correspondeu à minha expectativa, sendo verdadeiramente fantástico, seguramente uma das belezas naturais mais bonitas do mundo, com uma sucessão de cascatas, que formam lagos verde-esmeralda, caem em novas cascatas, formando outros lagos, e assim sucessivamente, em meio a uma densa vegetação muito preservada. Um paraíso para fazer trilhas, com deslumbrantes vistas. Apesar de conhecer mais de 50 países, só vi lugares mais bonitos no Canadá. Saímos do parque às 14 horas, e seguimos para ZADAR, uma antiga cidade costeira de porte médio, na costa do mar Adriático, que pertenceu ao império romano, e tem pequenas ruínas de um Fórum. Demos um giro pela cidade para algumas fotos, mas sua maior atração é estar à beira-mar, o que atrai centenas de milhares de turistas no verão àquela bela cidade. Como era ainda cedo da tarde, depois de conhecer a cidade decidi seguir adiante, para SIBENIK, também uma cidade magnífica e comum centro histórico muito conservado, por onde giramos para conhecer e tirar fotos. É uma cidade muito atraente e interesseante, mas como eu não havia selecionado previamente, e não encontrei nenhuma pousada, continuamos em direção a Trogir, seguindo uma estrada costeira e passando por muitos belos vilarejos à beira-mar, mas não encontramos nenhum lugar para dormir, pois havia apenas casas e apartamentos para temporada de verão. Chegamos então a TROGIR já ao anoitecer, e foi muito difícil encontrar a hospedagem. Eu havia selecionado muitas pousadas, mas ao chegar lá, vi que todas ficavam no centro histórico, onde não entram carros. Parei na única rua onde havia carros, mas era controlada, só para moradores, mesmo assim conseguir deixar por lá, para procurar uma pousada. Mas internamente, era um verdadeiro labirinto, com ruas de 2 metros de largura, sem nome. Só consegui achar com a ajuda de um rapaz que falava inglês, que falou com um idoso que passava por lá, não entendia uma palavra de inglês, mas que nos conduziu até uma das pousadas que eu havia selecionado, onde um velho que também não falava inglês nos cobrou Kr 260,00 (cerca de R$ 100,00) por um quarto bom, sem café da manhã. Na manhã seguinte, encontrei facilmente outras pousadas, na rua paralela à Old Town, deixando uma reservada para a última noite, uma vez que Trogir fica próxima ao aeroporto. Saímos para Dubrovnic, pegando rodovia principal, duplicada, onde paguei Kr 43,00 (R$ 18,00) pelo pedágio. Depois de uns 120 km. entra-se na rodovia simples, mas que vai costeando o litoral, permitindo apreciar os belos vilarejos à beira do azulado mar Adriático, como NEUM (que fica na área da Bósnia) e Babilon. A travessia do trecho que pertence à Bósnia, de cerca de 14 km., foi tranqüila, sequer nos pediram os documentos. Como fomos parando muito para apreciar a paisagem, chegamos só às 14 h. a DUBROVNIC e entrei direto para a Ulica Od Greba Zudioskih, até o número 02, que fica junto à Old Town, onde havia muitas pousadas, e ficamos no próprio nº 2, Villa Kosuta, muito boa e proprietária muito atenciosa, pagando Euros 40,00, quando pelo Booking custaria E 60,00. O carro ficou na rua, onde reservam uma vaga, largamos a bagagem e fomos para a cidade murada, a uns 200 metros, e que é mais interessante por fora, onde se tem vista das muralhas e do mar, que internamente, onde os prédios estão totalmente tomados por restaurantes e lojas. Da era romana e medieval pouco existe, não havendo muitos atrativos, apenas mantém-se preservadas as estreitas ruas, por onde não transitam carros. Em duas horas já havíamos visto tudo e cobravam Kr 100,00 por pessoa para subir na muralha, o que achei absurdo, pois só se vê os telhados das casas e partes da cidade, quando pode-se ir de carro, ou mesmo a pé, à parte alta da cidade, de onde se tem vista de toda a cidade murada, juntamente com o mar. Partimos pela manhã de volta a SPLIT, desta vez utilizando apenas a estrada costeira, sem entrar para a auto-estrada. Não se paga pedágio, é um pouco mais longe, demora-se muito mais, pois a velocidade geralmente é de 60 km/h, cheia de curvas, mas tem-se paisagens constantes. Passamos, entramos e fotografamos inúmeras cidades e vilas à beira-mar, como Babilon e Podgorny, que mostram toda a beleza do litoral croata, especialmente a Rivera de Makarska. Existem muitos vilarejos costeiros, todos bonitos, emoldurados pelo azul do Mar Adriático, o que tornou esse trecho da viagem mais interessante que a própria Dubrovnic, tanto que levamos 6 horas para os 230km., mesmo com pouco trânsito, numa viagem muito tranqüila. Chegamos a Split e fui direto procurar pousada, havia selecionado algumas no Booking, coloquei no GPS a Ulica Pojisanska, onde havia várias, e achei melhor a do nº 10, com quarto e banheiro novos, com cozinha ao lado, TV, ar condicionado, etc, mas tendo que deixar o carro na rua, parcialmente sobre o passeio, como todas as outras, e tive sorte de achar a última vaga. Acertei com a linda menina que nos atendeu por 35 Euros, tinha entrada independente e acesso à Internet. Largamos a bagagem e fomos caminhando à Old Town, onde transformaram o antigo Palácio de Diocleciano, que estava em ruínas – e do qual só sobraram algumas paredes e colunas – em um lugar com construções de todas as épocas e estilos desde os tempos do império romano. Estranhamente, utilizaram as próprias paredes e estruturas do palácio, abrindo janelas e fazendo construções sobre as mesmas, sem qualquer controle, transformando o outrora majestoso palácio numa parafernália de construções desorganizadas, que encheram de lojas de souvenir no térreo e moram nos pisos superiores. Em frente ao antigo “Palácio”, existe um bonito calçadão à beira-mar, com lojas e restaurantes de nível, e algumas bancas de lanches que vendem gostosos panquecas e bolinhos fritos com caldo de chocolate, a preço acessível. No dia seguinte, 21 de maio, voltamos à área do castelo para procurar souvenirs, pois no dia anterior muitas bancas do camelódromo existente próximo ao “Palácio”já haviam fechado, e seguimos depois novamente para Trogir, a 28 km. de distância, onde já havíamos dormido, parando no caminho junto a uma das praias de Kastela, onde ficamos apreciando o mar e almoçamos. Nos hospedamos em Trogir a uns 200 metros da Old Town, onde havia reservado um quarto, mas no deram um apartamento, com sala e cozinha, pelo qual paguei apenas 35,00 Euros, por ser baixa estação. Somente então fomos verdadeiramente conhecer Trogir, que possui um conjunto medieval muito bem conservado, limpo e organizado, sem construções que descaracterizem a área. Possui até um pequeno castelo, e um calçadão à beira-mar com bons restaurantes. Passeamos pelo labirinto de vielas, recheadas de lojas e restaurantes, compramos alguns souvenirs e encerramos então nossa passagem pela Croácia. Na minha avaliação, considerando que as praias da Croácia, apesar do belo mar, não são melhores que as brasileiras, pois não tem areia - no máximo uns pedriscos, quando não pedras – e nem ondas, a principal atração é o Plitvice National Park, pois as cidades, mesmo sendo bonitas, limpas e organizadas, não possuem atrativos que não possam ser encontrados às centenas em outros países da Europa. Seu litoral, todavia, é muito bonito, sendo possível admirar do alto das estradas os belos vilarejos refletidos no azul do Adriático. Uma viagem independente é bastante, econômica, pois o aluguel do carro e as pousadas são baratas na baixa temporada. Não recomendo ir no verão europeu, pois os preços inflam muito devido à presença dos europeus em busca das praias croatas. E no inverno, faz muito frio. Então, a época melhor é de abril a junho, e de setembro a outubro. Na quinta-feira, 22 de maio, saímos para o aeroporto de Split, que fica a uns 5 km. de Trogir, onde devolvi o carro, e partimos novamente com a Easyjet para London Gatwick e de lá para Edimburgo.
  4. Os roteiros turísticos para a Europa abrangem muitos países, inclusive alguns outrora pertencentes à União Soviética, e que foram aos poucos se abrindo para o turismo. Mas geralmente excluem um lindo país, ligado aos mais badalados destinos daquele continente: a SUIÇA. E isso não pela falta de beleza e atrações, mas porque lá tudo é extremamente caro. Provavelmente é o país mais caro do mundo, depois do Japão. Todavia, vou mostrar que é possível conhecer aquele belíssimo país de uma forma relativamente econômica. Primeiramente, todos as agências e revistas de turismo dizem que se deve conhecer a Suíça de trem. Efetivamente, ela possui uma excepcional rede ferroviária, pode-se ir fácil e rapidamente a qualquer canto do país. Todavia, os preços são muitos altos, o mais em conta seria comprar um passe para alguns dias. Mas mesmo esses passes não são nada baratos, e acho que só compensam se a pessoa viajar sozinha, o que torna antieconômico e entedioso viajar de carro. Para conhecer os principais lugares do país, seria necessário um passe de 8 dias, que custa 327,00 euros por pessoa, sem incluir o trecho mais atraente, que é o Glacier Express, que vai de Zermatt a Saint Moritz, que custa mais 120,80 euros por pessoa (tem um desconto para quem comprou o passe), o que totalizaria cerca de 850 euros para 2 pessoas. Outrossim, de trem tem-se que andar com as malas para todos os lados, colocá-las em um ‘locker” em cada estação (quando for apenas conhecer a cidade e seguir adiante), ou seguir diretamente para um hotel, para se livrar delas. Com isso, perde-se tempo e maior custo, tendo que buscar hotéis próximos à estação, que geralmente são mais caros, ou se virar com o transporte público/ táxis muito caros, para hotéis mais afastados. Por isso tudo, especialmente para quem viaja acompanhado, é muito mais econômico, prático e agradável viajar de carro, como veremos adiante. Primeiramente, mesmo com o combustível, um carro custará para duas pessoas um terço do que custaria andar de trem, e permitirá conhecer verdadeiramente os lindos vilarejos alpinos, não apenas passar por eles. Depois, permitirá procurar hotéis mais afastados do centro, geralmente mais econômicos. Evitará gastos com táxi ou transporte público (que não é barato também) e andar com as malas por todas as cidades. Ainda, permitirá que tenha seus alimentos básicos e bebidas no próprio carro, o que gerará mais economia e menor perda de tempo. E poderá conhecer muitos lugares em um mesmo dia, pois é possível acomodar o roteiro de acordo com a conveniência e disponibilidade de tempo, começando o dia mais cedo e aproveitando-o até o anoitecer, bem como esperar em algum lugar em caso de tempo ruim, para não deixar de conhecê-lo. Pelo exposto, eu recomendo, por achar imensamente mais prático, econômico e agradável, conhecer a Suíça de carro, pois o trânsito é fácil e as estradas muito boas. Todavia, isso só poder ser feito a partir do mês de abril, e ainda assim com algumas restrições, nunca durante o inverno europeu, que torna algumas estradas suíças intrafegáveis, e muitos lugares só acessíveis por trem. Passo, então, a relatar a viagem que fiz com minha esposa em maio de 2014. Eu havia comprado os vôos da KLM, mais em conta, mas que nos obrigava a pernoitar em Amsterdam na ida e na volta da Suíça, e chegamos nessa cidade ao meio dia de 09 de maio. Fomos para o IBIS Budget Airport com o Shuttle do próprio hotel, que eu reservara por apenas E 59,00 diretamente no site da Accor Hotéis, largamos a bagagem e voltamos ao aeroporto, onde pegamos o trem ao centro, que custa E 8,50 ida e volta, por pessoa. Como já conhecíamos a cidade, apenas demos um giro pelo centro até o entardecer, para rever aquela beleza toda, e voltamos ao hotel. Tivemos que levantar às 4:30h, para pegar o busão das 5:00h. até o aeroporto, pois nosso vôo para Genebra saía às 7:00h. Chegamos a GENEBRA às 8:30h. e no aeroporto peguei numa máquina, no setor de coleta de bagagem, os tíquetes para o transporte grátis por 80 minutos, e fomos de trem para a Centraal Cornavin. Em frente a esta, pegamos o bonde 15 apenas até a primeira parada., onde descemos e fomos mais uns 300m. caminhando até a agência da Dollar, na Rue de Berne, onde havia reservado um carro, através da AuroEurope, pagando E 232,00 por uma semana (como tudo na Suíça, o aluguel do carro também é mais caro). Eu havia escolhido um Ford Fiesta, mas entregaram um Toyota Yaris, excelente carro, que fazia nas auto-estradas, até 25 km/litro. A gasolina custa cerca de Chf 1,80 (Francos Suíços, cerca de R$ 5,00), mas tem 95 octanas, enquanto a brasileira tem apenas 68 octanas). Peguei o carro, estacionei na rua e fomos de imediato a um supermercado que existe nas proximidades, na Rue de Lausanne, onde compramos o básico para sanduíches, croissans, água, refri, frutas, iogurte para o café da manhã, e até uma garrafa de vinho, por 4,00 euros, para me aquecer à noite, e tinha levado um rabo-quente, chá e até cappuccino conosco. Instalei o GPS que levara carregado com os mapas da Europa Central e Oriental, e saímos em direção a Fribourg, passando junto a Lausanne. Já próximo a Fribourg, como era cedo da tarde, e escurecia depois das 21 h., decidi seguir até Berna, a uns 30 km., que estava planejada para o dia seguinte, o que foi muito bom, pois amanheceu chovendo no outro dia. BERNA é muito bonita e chique, mas sem muitos atrativos especiais para quem já conhece muitos lugares da Europa, apenas o Zeitglockenturm (Clock Tower), que foi o portão da cidade do séc. 13, e que possui um relógio de 1530 onde figuras se movimentam a cada hora; a catedral do século 15 e a Bundeshäuser, o prédio do Parlamento, que tem em sua cúpula o escudo de cada um dos cantões helvéticos. Encontramos por acaso um lugar para estacionar, pois era sábado à tarde, e demos um giro para algumas fotos. Voltamos depois a FRIBOURG, pois estava com o Hotel IBIS já pago, CHF 97,35 (US 115,00). Pudemos conhecer essa cidade ainda naquele dia, é também muito bonita, com um centro histórico medieval, mais interessante que a capital, mas algumas horas são suficientes para conhecer, e não se encontra onde estacionar no centro, mesmo pagando é permitido apenas um hora nos parquímetros, pelo que tivemos que desistir de comer por lá. Encontrei um MC Donalds próximo ao hotel, onde o Big-Mac custava Chf 12,00 (cerca de 33,00 reais), pelo que começamos já a fazer nossos sanduíches, que levávamos sempre para o meio-dia. No domingo pela manhã, seguimos para INTERLAKEN, a uns 100km., passando junto a Berna. A cidade é linda, com muitas casas típicas e incontáveis hotéis e hospedarias, pois é ponto de partida para tours e estações de esqui. Esperamos a chuva passar para algumas fotos, e continuamos para WINDERSWIL e LAUTERBRUNNEN, encantadoras cidadezinhas típicas sob as montanhas, e mais 3 km. até Trummelbach Falls, onde cascatas subterrâneas descem numas fendas da montanha, e custa Chf 11,00 para entrar, pegar um elevador e depois seguir por escadas escavadas na rocha, para observar as cascatas que surgem no meio da montanha. É interessante, mas achei o ingresso caro pelo que apresenta. Valeu mais o passeio pelos belos vilarejos típicos encravados entre as montanhas, como GRINDEWALD e outros, todos muito bonitos, com suas belas casas revestidas de madeira, e cascatas caindo do alto das montanhas, o que proporcionou fotos que só se vê em calendários. Foi um passeio incrível, e por sorte o sol abrira, permitindo belas fotos. De Grindewald voltamos em direção a Interlaken, e pegamos a rodovia para LUCERNA, na região central do país, onde iríamos dormir, chegando ainda a tempo de conhecer a cidade, cujo centro histórico ficava próximo ao IBIS Budget, que eu reservara, pagando mais caro, Chf 112,00, (cerca de US 140,00) pela possibilidade de cancelamento (na eventualidade de chover muito e atrasar o roteiro). Fomos caminhando até o centro, que é muito bonito, junto ao lago Lucerne, onde a principal atração é uma ponte de madeira coberta, do ano 1333, a Kapellbrücke (Ponte da Capela), que atravessa o Rio Reuss, e é o maior símbolo da cidade, com 204 m. de extensão. Outra atração é o Löwendenkmal, um leão caído esculpido numa rocha, homenagem aos 700 soldados suíços que morreram defendendo Luiz XVI, em 1792, mas até onde não fomos, pois estava muito frio ao entardecer e ficava um pouco longe para ir caminhando. Para a 2ª feira, só estava previsto no meu roteiro a ida até Chur. Mas, como a chuva não atrapalhara como previsto quando saímos do Brasil, decidi mudar o roteiro, evitando a auto-estrada, que não oferece nada para ver, pois passa longe das cidades e vilas, e enveredar por caminhos secundários, que passariam por muitas cidades. Peguei o mapa que entregaram com o carro, montei um caminho alternativo mais longo, ajustei o GPS para a primeira cidade nesse caminho e fomos conhecendo uma a uma, passando sucessivamente por CHAM, ZUG, ARTH, SCHWYZ, SCHINDELLEGI, RAPPERSWIL, WATTWIL, além de muitos outros vilarejos, e finalmente BAD RAGAZ, que estava em meu roteiro inicial, antes de chegar a CHUR. Foi um dia maravilhoso, o caminho é fascinante com um vilarejo mais lindo que outro, casas típicas por todos os lados, com as montanhas nevadas emoldurando as fotos. Bad Ragaz, já próxima a Chur, é muito linda, merecendo uma parada maior. Naquele dia fizemos pouco mais de 100km. e senti a enorme vantagem de estar de carro, mas lamentei não ter vindo ainda em abril, para haver mais neve. Mas esse detalhe seria compensado nos dias posteriores, como veremos adiante. Chegamos ainda cedo a CHUR, indo direto para o IBIS - que eu reservara para duas noites, por Chf 178,00 - bastante antecipado e sem possibilidade de cancelamento - mas como começou a garoar, sequer fomos ao centro. No próprio prédio do hotel existia um MC Donald, caro como o anterior. Na Terça-feira, dia 13 de maio, saímos cedo em direção a Saint Moritz, nosso objetivo naquele dia, pegando um caminho mais curto, mas cheio de curvas, por Tiefencastel e Silvaplana, na esperança de passar por vilarejos lindos como no dia anterior, o que não ocorreu. Mas subíamos muito, e a uns 20 km. de Saint Moritz começou a nevar forte e havia muita neve da noite, o que nos proporcionou belas vistas e finalmente a alegria de encontrar a tão esperada neve. Saint Moritz é muito bonita, com um lindo lago na entrada e montanhas nevadas nas proximidades, mas não tem casas de madeira no estilo alpino, e sim prédios e casas de alvenaria, por isso achamos que os vilarejos são mais interessantes. Apesar de estar a 1.856 m. de altitude, não estava nevando. Atravessei a cidade e segui na direção de La Punt, não encontrei nada de muito interessante, pelo que retornamos e seguimos até o Malojapass, passando pelas belas Maloja e Truoch Pignia, de onde começamos a retornar a Chur pelo mesmo caminho, mas desviando depois para Thusis e Bonaduz, antes de chegar a Chur para o pernoite. No caminho, algumas vilas típicas, lagos e rios, sempre com as montanhas nevadas ao fundo. Dessa vez fomos até o centro de Chur caminhando, mas não havia nada de interesse turístico. Nosso objetivo seguinte era conhecer Zermatt, de onde sai o famoso trem Glacier Express, que atravessa os Alpes até Saint Moritz, pelo alto das montanhas, e que relatam ser muito bonito, mas extremamente caro, e que só serve para quem está fazendo o roteiro pela Suíça de trem, para não ter que voltar a Zermatt. Eu reservara um hotel para duas noites em Tasch, a poucos quilômetros de Zermatt, pois não se pode ir a esta de carro, e nela a hospedagem é muito cara. Existem três alternativas para chegar a Tasch a partir de Schur, a mais curta indo direto em direção a Andermatt, que utilizamos, mas que só pode ser feita a partir de maio, pois pode haver bloqueio nas estradas até abril, devido à neve, e ter que utilizar o Oberalp Tunnel Train, cujo custo é de Chf 65,00 mais 12,00 por pessoa. Outra alternativa seria uma volta maior, pela auto-estrada em direção a Zurich até Weesen, e depois para Altdor e Andermatt. A terceira opção seria seguir para Bellinzona, na região italiana, e depois para Andermatt, mas igualmente poderia ter problemas com a neve. A atenciosa croata da recepção do hotel buscou na Internet e me confirmou que a primeira opção estava com a estrada liberada no Oberalp Pass, sem necessidade de utilizar o caro trem, pelo que seguimos por esse caminho mais direto, em direção inicial a Laax, e fomos entrando nas diversas cidades e vilas do caminho, pois tínhamos o dia inteiro para fazer pouco mais de 150 km. até Tasch. Passamos por Llanz, Trun, Disentis, e fomos parar em SEDRUN, no alto dos Alpes, onde havia muita neve e continuava nevando. A cidadezinha é muito bonita e a neve nos proporcionou momentos e fotos muito especiais. Mas a partir dali continuamos subindo, e havia tanta neve que achei que não conseguiria seguir. Mas não podia parar, não havia qualquer vilarejo, e nem voltar, pois já estávamos próximos de nosso destino. Havia muito pouco transito, raros carros em sentido contrário, e só conseguia seguir através dos sulcos na neve por eles deixados, pois praticamente não enxergava a estrada, muito estreita, sem acostamento e com despenhadeiros nas bordas, e com curvas terríveis, às vezes tinha que rodar a 20 km./hora em alguns trechos, pois estava sem pneus próprios para neve. Finalmente chegamos a ANDERMATT, também uma bela cidade, com casas muito típicas, e onde havia ainda muita neve e continuava a nevar, pelo que tiramos algumas fotos e continuamos até Realp. Logo depois desta, pegamos o Furka-Pass Train, no qual se sobe com o carro, pagando Chf 33,00, e que atravessa o maior túnel que já vimos, tão longo que pegamos no sono dentro do carro, pois levou uns 20 min. para atravessá-lo, no escuro. Depois de descer do trem, a estrada foi tranqüila, já não havia neve, e fomos passando por muitos vilarejos interessantes, como Ulrichen, Blitzingen e Fiesch. Depois passamos por BRIG e VISP, cidades maiores, até chegar a TASCH, que não passa de um vilarejo com uma movimentada estação de trem, que leva a Zermatt, onde se encontram estações de esqui permanentes. Eu havia reservado através do “Booking.com” duas noites numa pousada, Restaurant Hole in One, pois o preço era de apenas Chf 100 para as duas noites. Mas ao chegar, me disseram que a roupa de cama e banho não estava incluída, e queriam me cobrar o dobro. Saí buscar outra pousada, mas só havia um hotel aberto, devido à baixa estação, e cobrava Chf 145,00 por noite. Então voltei, e após uma negociação acabei acertando com o proprietário por Chf 150,00 as duas noites, sem café. No dia 15 (quinta-feira), pegamos uma Van para Zermatt, que passa nos hotéis, por Chf 12,00 ida e volta por pessoa, ou teria que ir até a estação de trem, um tanto longe, onde é caro para deixar o carro, para ir até aquela cidade, por Chf 16,00 ida e volta. ZERMATT é muito bonita, muito turística, com casas e prédios bastante típicos, muitas lojas de souvenir (caras) e belas vistas das montanhas, mas não havia neve na cidade, apesar de ser muito alta (1.620m.) e estar muito frio pela manhã (3º C), mas o sol aliviou o vento frio. O teleférico para uma das primeiras estações de esqui, para chegar junto à neve e ver mais de perto o pico mais alto da Suíça, o Matterhorn (4.478m.), custava Chf 49,00 por pessoa, pelo que não o pegamos, pois já tínhamos visto e enfrentado muita neve, e nos contentamos em ver a montanha mais ao longe. Caminhamos pela cidade toda, tiramos muitas fotos, e como não iríamos esquiar, no meio da tarde nada tínhamos para fazer. Voltamos a Tasch às 16 h., mas nada havia para fazer por lá também, então cheguei à conclusão que não valera a pena ir até Zermatt, pois nos custou dois dias de viagem, sem acrescentar muito ao que vimos nos outros lugares. Só vale a ida até lá para quem vai esquiar, pois algumas estações funcionam o ano todo. Ou ir rapidamente até Tasch, pegar o trem, conhecer por umas 2 horas, e voltar. Saímos na manhã seguinte para Lausanne, passando por diversas cidades no caminho, mas como se trata de uma região mais plana, costeando os lagos, de língua francesa, não havia mais os vilarejos tipicamente alpinos, característica alemã. Passamos por muitas cidades bonitas, como Martigny, St. Maurice e Bex, mas a maior atração foi o Castelo de Chillon, pelo qual se passa na própria estrada que vai a MOINTREUX. Esse castelo é o mais tradicional e conhecido da Suíça, muito bonito, à beira do lago Lehman, e começou a ser construído no séc. XIII como fortaleza, pertenceu à família Savoya, uma das mais ricas do país. Mointreux é uma bela cidade, que desfruta de uma vista incrível, com o lago e montanhas de picos nevados à sua frente. Passando por ela, encontramos as igualmente belas Vevey e Chexbres, também no alto, com magnífica vista do lago, até chegar a nosso destino, LAUSANNE, onde fomos direto ao centro histórico, mas não achamos nada de especial em termos turísticos. Seguimos pela manhã até Genebra, para devolver o carro e pegar um vôo para a Croácia. Genebra é também muito bonita, mas algumas horas são suficientes para conhecê-la e ver o belo Jardin Anglais, sua principal atração. Como se viu, a Suíça é um país que merece ser visitado, e é possível fazer uma viagem econômica, utilizando carro locado, que possibilita conhecer muitos lugares a mais e melhor que viajando de trem, no mesmo lapso de tempo. Todavia, o roteiro poderia ser encurtado, penso que cinco dias completos seriam suficientes, para conhecer os lugares mais bonitos, excluindo então a ida a Saint Moritz e Zermatt, e explorando mais os vilarejos alpinos nas proximidades de Interlaken, no caminho alternativo para Chur, na ida desta para Andermatt, e nas proximidades desta, e depois retornar ao ponto de chegada para devolver o carro. Chur também não precisa ser conhecida, pois nada tem de especial, apenas a facilidade de hospedagem. Existem hospedarias em qualquer vilarejo, só são difíceis de encontrar na Internet, e os preços podem ser mais elevados que os hotéis da rede Ibis. Comer em qualquer lugar será sempre muito caro, pelo que deve-se de buscar de imediato um supermercado, e abusar de sanduíches (o pão preto fatiado suíço é maravilhoso), croissants, bolos (tem uma espécie de rocambole muito bom em pacote), e frutas. Eu levei cartelas de salame fatiado do Brasil, no fundo da mala, pois lá o preço é exorbitante. Os pratos mais em conta são geralmente as pizzas e massas, em torno de Chf 20,00 por pessoa. A época ideal é após o inverno, para ainda ver neve, de abril a maio.
  5. Jorge, As despesas dependem muito de cada um. O custo maior é justamente a parte aérea, que custou cerca US 2.400 para cada, incluindo a ida à China. Mas nós fizemos toda a parte interna da Tailândia de aviâo, custando cerca de US 400 para cada, e era possível fazer de ônibus, com custo bem inferior, mas exigiria tempo maior, e também aumentaria o cansaço, pelas viagens noturnas. No referente aos hotéis, nós pagamos entre US 30 e US 50 a diária de casal, na Tailândia, e em torno de 70 euros na Itália, todos eram muito bons. Existem opções bem mais baratas na Tailândia, geralmente em albergues. Os gastos com os passeios, para duas pessoas, seriam mais ou menos os seguintes: Em Chiang Mai: taxi e ingressos no Wat Doi Suthep, Tigerkingdon e Maesa Elephant Camp: US 90. Em Ao Nang, 3 passeios de barco: US 140. Em Bangkok: ingressos no palácio e Wats, custam cerca de US 30. É possível ir a Ayuthaya de Van ou ônibus,( taxi US 35) Comida e bebida, incluindo alguma cervejas, sucos, etc: US 20/dia. Assim, a despesa depende muito do tempo de viagem, e também se vai só ou acompanhado. Para um casal, é possívle fazer o meu roteiro na Tailândia (10 dias), incluindo pousada, passeios, comida e bebidas, e excluídos os vôos, com cerca de US 750. Se for sozinho e aguentar a comida tailandesa, pode fazer com uns US 450.
  6. Tendo programado uma viagem à Tailândia e à China, e como a melhor opção de vôos seria utilizar a TAM até Milão e depois a Qatar até Bangkok, decidimos fazer um stop em Milão, tanto na ida como na volta, não só para não passarmos duas noites seguidas em vôo, como também para nos habituar aos poucos à diferença de fuso horário. Assim, tendo dado um giro por Milão na ida, no retorno de Pequim programei ficarmos mais alguns dias, e busquei alguns lugares para conhecer. Como já conhecíamos os mais badalados, como Roma, Veneza, Florença, etc., decidimos conhecer Gênova, cidade onde nasceu Cristóvão Colombo, e também os famosos vilarejos à beira dos penhascos, chamados Cinque Terre. Pode-se fazer tudo de trem, desde o aeroporto de Milão, e ficar em Gênova mesmo, indo e voltando aos vilarejos no mesmo dia, pois o percurso de trem entre eles leva menos de 5 minutos, basta cuidar o horário de saída dos trens, que são muitos. Saímos de Pequim à 1:30 da manhã, pela Qatar, indo até Doha e depois para Milão, onde chegamos por volta da 13 horas. Após a sempre demorada chegada das malas em Milão, comprei de imediato os bilhetes de ida e volta do shuttle Malpensa Express (E 16,00) até a Stazzione Centrale, onde também logo comprei os bilhetes para Gênova, e conseguimos embarcar às 15:05h., chegando às 16:45h. à Estação Principe, quando já escurecia. Fomos para o Hotel BELLEVUE, que havia reservado por 65,00 Euros a diária, muito bem localizado, em frente à estação, mas no alto de uma colina. Quartos bons, com vista da cidade, e um excelente café-da-manhã. O único defeito era o Box do banheiro muito reduzido. Saímos logo depois para uma caminhada em direção ao centro, e encontramos um restaurantezinho de um chinês, que nos serviu gostoso stick de franco com batatas fritas por E 3,00. No dia seguinte, já mais tarde à noite, estava fechado, só funcionava até as 20 horas. Pela manhã seguimos um roteiro indicado pelo rapaz que nos recepcionou no hotel, descendo pela Via Cairoli até a Via Garibaldi, e subindo pelo elevador (pode-se usar o Day Card, mas não existe ninguém para conferir) na Piazza Del Portello (à esquerda do final da Via Garibaldi), até o Castelleto, de onde se tem uma magnífica vista da cidade e do porto. Infelizmente o dia estava feio e garoando um pouco, o que prejudicou as fotos. Descemos depois e seguimos até a Catedral de San Lorenzo, que estava fechada, por ser meio-dia, e depois à Piazza de Ferrari, apreciando os prédios antigos e monumentos. Seguimos até a casa de Cristóvão Colombo, e depois à Via XX de Setembre, a uns 200m., comer num Mac Donalds. Voltamos depois à Piazza De Ferrari, onde pegamos o metrô (só então usei o Day Card/24 h. que havia adquirido por E 4,50 cada) até a Estação Príncipe, para pegar um trem para NERVI. Fomos à plataforma indicada, mas o trem não apareceu, então no setor de atendimento aos usuários, onde me disseram que havia sido suspenso devido a protestos populares, e me disseram para pegar ônibus. Tive que me informar com os motoristas para saber como ir: pegar o 35 até a Piazza Ferrari, dali o 20 até a Corso Buenos Aires e então o 15 até Nervi. Fizemos isso e deu certo, chegando lá próximo às 16 horas. O lugar é lindo e o percurso também, vai-se costeando o mar. Lá existem muitas casas nas colinas, de frente para o mar, que bate contra enormes paredões de rocha. Seguimos pela Passegiatta Anita Garibaldi, uma trilha cercada que costeia o mar, por cerca de 2 km., com magníficas paisagens. Voltamos pelas 17 h., de trem para a Estação Príncipe, e à direita, na saída da estação, encontramos um loja de produtos chineses melhor e mais em conta que na própria China. Depois fui para uma Lan House próxima, por não havia computador disponível no Hotel. Pela manhã, fizemos o excelente desjejum do hotel, e como bons brasileiros filamos um sanduíche e croissant para almoço, e fomos para a estação pegar o trem das 9:47 para MONTEROSSO (o primeiro vilarejo de Cinque Terre)levando 1:15h. O tempo estava bom em Gênova, o que me deu um alento, mas já antes do destino estava garoando, e lá um frio com forte vento. Comprei o Cinqueterre Card (E 10,00 cada), pedi um timetable do trem para os outros vilarejos, e seguimos de um em um, ficando apenas o tempo necessário para pegar o próximo trem, entre 30 minutos e 1 hora em cada lugar, com o que conseguimos pegar em Riomaggiori o trem das 16 horas para o retorno a Gênova. Não fizemos a trilha entre Manarolla e Riomaggiore (Via dell’Amore), até porque estava fechada, mas acho que não perdemos muito, íamos ver apenas os rochedos e o mar lá embaixo, quando o bonito mesmo são os vilarejos encravados no alto das montanhas. O tempo estava terrível, e prejudicou sensivelmente a vista das cidades. A época (novembro) não era nada propícia, o ideal seria ir próximo ao verão. Minha avaliação de Cinque Terre é a seguinte: - Monterosso: apenas um vilarejo na parte baixa, próximo ao mar, como muitos na costa entre Gênova e Nervi. É o melhor ponto para curtir a praia, no verão, para quem se hospeda por lá no verão. - Vernazza: um pouco melhor que Monterosso, fica no alto da colina, proporcionando uma vista mais bonita. - Corníglia: a vila do meio, chega-se de trem na parte baixa, vai-se de Van à parte alta, onde existem poucos prédios e a vista não tem nada de especial em relação às outras. Não ficamos mais que 10 minutos, devido ao frio e garoa. - Manarola: disparado a melhor, tanto de perto como de longe. A maioria da fotos relativas às Cinque Terres são dela, pois se situa verdadeiramente sobre os penhascos à beira-mar. Tem também uma bonita baía, e pega-se um pedaço da Via del Amore, de onde se tem excepcional vista do vilarejo. - Riomaggiore: também é interessante, pode-se descer até a marina, de onde se tem boa vista da baía com o vilarejo sobre os penhascos. Nesta última, pegamos o trem (Euros 7,30 ) para voltar a Gênova. No ultimo dia em Gênova, não tínhamos muito o que fazer, pois desistimos de ir a Boccadese conforme previa nosso roteiro, por já ter visto coisas semelhantes nos passeios a Nervi e Cinque Terre. Assim, fomos apenas até o Porto Antico, área revitalizada do porto, de onde se tem bela vista da cidade, e voltamos a passear pelo centro e ir ao Casteletto, aproveitando o belo sol que abrira, para novas fotos. Voltamos depois para o hotel, para pegar nossa bagagem, ir à estação, e pegar um trem para Milão, depois o Malpensa Express até o aeroporto, e finalmente nosso vôo da TAM para o retorno ao Brasil.
  7. O que vou relatar pode decepcionar muitos que estejam de malas prontas para conhecer a China. Isso porque, com verá quem ler este relato, não achei nada de excepcional a viagem àquele país, que deixou muito a desejar em termos turísticos. Isso se deve possivelmente ao fato de eu já conhecer quase 50 países, alguns dos quais nas proximidades da China, com população e costumes semelhantes. Mas, de qualquer forma, aqui vai meu relato, que eventualmente poderá auxiliar a quem esteja indecido, ou mesmo quem já esteja decidido a ir àquele país. Juntamente com minha esposa, saímos de Bangkok para Pequim no final de novembro de 2012, através da Air China, que se mostrou uma boa companhia aérea, chegando próximo à 1:00 h. da manhã. Na chegada ao aeroporto, um malandro fardado e com crachá veio nos “auxiliar”, falava bem o inglês, e não saía de perto de nós. Eu queria primeiro sacar dinheiro local e ver mapas, e ele sempre nos seguindo, até que desconfiei que a atenção era exagerada. Então me ofereceu um táxi, por 500 Yuan, mas recusei, fui buscar um táxi oficial, mas havia uma fila enorme. Uma moça do controle dos táxis viu que me assustei e nos colocou no começo da fila, não sei se por sermos idosos ou uns dos poucos turistas que chegavam. Já era 2 h. da manhã, e o taxista demorou muito para encontrar o hotel, apesar de eu ter o endereço em mandarim. Ele não entendia uma palavra em inglês, e no meio da noite teve que parar em vários lugares para perguntar, até encontrar o hotel, apesar de este ficar numa rua larga e movimentada , bem próximo à Cidade Proibida. O taxímetro marcava l03,00, mas me cobrou 120,00, e acabei concordando, acho que tinha que pagar o pedágio que existe na saída do aeroporto. O Citytel, que havia reservado, mostrou-se excelente, havia uma recepcionista com bom inglês naquele horário, o que não se repetiu nos dias seguintes. Mas eles tem boa vontade para ajudar, e existe um computador junto à recepção, para uso dos hóspedes. A localização também é ótima, a 300 m. da Tianamen Square e da Cidade Proibida. Não experimentamos o desjejum, pois havia lido que não era bom, mas existem lojas de conveniências nas proximidades, onde compramos iogurte e bananas, e havíamos trazidos alguns bolos da Tailândia. Havia também cafeteira e chá no quarto, pelo que fazíamos nosso desjejum no próprio quarto. Saímos já eram 9:30 h. da manhã, fomos à Tianamen Square e depois à Cidade Proibida. A primeira é uma enorme praça, com um calçadão e um enorme telão que passa imagens da China, e alguns monumentos. Observamos que não existem jardins em Pequim. No local há também uma enorme foto de Mao Tse Tung. Não se paga para entrar, mas deve-se passar por uma segurança na entrada. A Forbiden City fica em frente, é também enorme, 70 hectares, paga-se para entrar e têm-se de caminhar muito para atravessá-la e sair do outro lado. Em seu interior, muitos prédios bonitos, mas praticamente vazios, e os pátios só têm calçadas, sem qualquer tipo de jardim. Não achamos nada de especial, pois os prédios são sempre do mesmo estilo, parece que se está vendo sempre o mesmo. E tem sempre muuuuiiiiiita gente! Na saída, ia pegar um ônibus para voltar ao hotel e depois um metrô, mas um riquixá se ofereceu por 3,00 Yuan, mostrando com os dedos. Achei que era pouco, e desconfiado, mostrei uma cédula de 10,00 e perguntei se ele teria troco. Quando íamos indo, trocou o motorista, por outro que nos oferecera antes uma espécie de tuc-tuc. Achei estranho, mas nada disse; este nos levou por vielas e parou num lugar desconhecido, dizendo que o metrô era logo adiante. Quando fui pagar, queria 30,00 ( US 5,00), recusei, ele se fez de brabo, mas ameacei chamar a polícia, e isso ele entendeu e se mandou sem receber. Mas havia nos deixado muito longe da estação de metrô. Então, esse tipo de serviço também não é confiável em Pequim. Seguindo o mapa que havia obtido no aeroporto, fomos até a Avenida que atravessa a Tianamen, pegamos um metrô e fomos até o Templo do Céu, um lugar enorme também, com algumas construções do período imperial, mas achamos que não vale a enorme caminhada que se tem de fazer no seu interior. O problema é que estava muuuiiiito frio também, tive de comprar um boné de pele, do tipo russo, para aguentar. Eu havia comprado vários bilhetes (cartões magnéticos) de metrô, mas a cancela não os aceitava para voltar. Pelo jeito, para cada trajeto tem-se de comprar o bilhete específico, de acordo com a distância e ponto de saída. Mas uma guarda nos fez passar, e quando saímos recolhiam o cartão na cancela. Outras vezes me fiz de desentendido, como a cancela não aceitava o cartão, entrava junto com outras pessoas, pois não havia fiscalização por perto, e se havia eu mostrava os cartões que possuía e me fazia de desentendido (e estava mesmo). Saímos do Temple of Heaven, pegamos o metrô 5 (roxo), que depois trocamos pelo 1 (vermelho), sempre tendo os mesmos problemas com os cartões, e descemos na famosa Wangfujing Street, point de lojas de grifes e shopping centers de luxo, onde é muito difícil comprar alguma coisa, pois os preços são absurdos. Não agüentamos o frio na rua e entramos num enorme camelódromo que começa quase em frente ao MC Donalds , onde compramos souvenirs mediante muita negociação. Deve-se ter sempre uma idéia do valor que pretende pagar, pois senão será enganado. Existem no local também muitas barracas de comidas, mas preferimos comer sempre o Big Mac, que custa 20 yuan (cerca de R$ 6,00). Depois voltamos ao hotel, que ficava a uns 400 metros. Antes da entrada da Tianamen Square, pela manhã, haviam vários guias oferecendo serviços e tours em inglês. Gostei de um atencioso rapaz, e acertei a ida às muralhas (Mutianyu), Tumbas da Dinastia Ming + Estádio Olípico por 150 Yuan cada ((US 25), para o dia seguinte, mas sem nada pagar naquele momento, e nos pegariam no hotel, onde me haviam pedido 360,00 por pessoa. No horário previsto (8:00 h.) vieram nos buscar, mas logo depois o rapaz que me oferecera o tour desceu da Van, ficando uma moça como guia. Mais adiante, chegaram a um pedágio, e me pediram para pagar pagar. Já estrilei, pois constava no cartão que o rapaz me dera, que estava tudo incluído, inclusive os ingressos para os locais e almoço, mas depois tive que pagar tudo. Não adiantava reclamar, porque para eles também não estava sendo bom negócio, eis que estávamos apenas nós dois na Van para 12 pessoas, e pelo menos apareceram para nos levar. Conferi em um cartão que outro guia havia me dado no dia anterior, que oferecia o passeio por 100 Yuan, também tudo incluído, quando só de ingressos gastariam 60,00, mais o almoço. Então, é óbvio que é sempre um golpe, não cumprem nunca o prometido. Como estávamos só nós, tive que pagar sozinho o pedágio, que me custou l05,00 ida e volta. No total, nossa despesa prevista, de 300,00 passou a 500,00 yuan, o que custaria um táxi, mas este certamente teria ainda o pedágio, ingressos e almoço, então chegaria a mais de 700,00. A decepção maior foi com as Ming Tumbs, que não passa de um mausoléu velho e nada mais. E nem as muralhas agradaram muito, pois levaram a outro ponto, e não ao Mutianyu combinado, que possui um elevador. Nessa, tive que subir uns 200 degraus pesados para chegar ao alto, até uma guarita, para ter uma vista melhor, num frio glacial. Mesmo ali a vista é muito pequena em relação ao tamanho da muralha, pois existem muitos morros, e uma neblina prejudicava a visão e fotos de longe. Outra coisa que coisa que me desagradou foi o shopping-tour que nos aplicaram, parando em factory de pedras de jade, outra de vasos chineses, e na volta até numa de chás. Não comprei nada, disse que paguei o tour + todas as despesas para não perder meu tempo com coisas que eu não queria comprar. A guia não gostou, pois ficou sem a comissão que provavelmente receberia. No retorno, só nos levaram ao Estádio Olímpico porque reclamei, e chegando lá tinha que caminhar mais de 1 km. naquele frio danado, e havia ainda uma forte neblina (ou poluição), pelo que sequer chegamos perto, bati uma foto de longe e desistimos. No geral, o tour foi pouco produtivo, até as muralhas decepcionaram. Quando voltamos, pegamos um metrô até um shopping center indicado pela moça da agência de tours do hotel, localizado na avenida de acesso a Tianamen, que passava junto ao nosso hotel, mas a alguns quilômetros. Era grande e com enorme variedade de confecções de boa qualidade, especialmente casacos femininos de inverno, mas tudo sem preço. Quando viam que éramos turistas, pediam um preço exagerado, para negociação, e ficavam até nos puxando pelo braço, o que foi nos irritando, pelo que saímos sem comprar nada, pois pediam até 10 vezes o que valia por lá. Então, saem sempre ganhando na “negociação”. Existem muitos balconistas em cada loja, acho que ganham apenas o que conseguem a mais pelo produto, pois não pagariam salários a tanta gente. No 3º e último dia, meu programa previa o Palácio de Verão, o Lama Temple e Confúcio Temple, mas depois da decepção com as outra atrações maiores, e por ver fotos em folders, que nada mostravam de especial, desisti de ir. Pensei em ir à estação de trem para ver o expresso para Xangai, que dizem ser o mais rápido do mundo, mas a moça dos tours no hotel me disse que só entraria no local com o bilhete de trem, pelo que também não fomos. Assim, foi um dia inteiro perdido, ficamos apenas caminhando pela Wanfujing Street, entrando nos shoppings caríssimos apenas para fugir do frio, e depois voltamos ao camelódromo para gastar o dinheiro que sobrara, deixando apenas uma reserva para o táxi até o aeroporto. No aeroporto, complicaram muito por causa de um saquinho com uma espécie de gel, na bolsa de mão, que se aquecia automaticamente quando misturava, servindo como bolsa quente para partes doloridas do corpo, que havíamos comprado por 20 yuan, e que disseram então ser inflamável e por isso proibido levar na bolsa de mão. Nem percebemos ao colocar na bolsa, pois estava numa caixinha. Para completar, havia também um isqueiro na bolsa, que havia comprado em Milão, onde fizéramos uma conexão. Então, armaram um escândalo, como se minha mulher fosse uma terrorista. No geral, Pequim surpreendeu pela beleza do centro e organização, mas decepcionou quanto às atrações turísticas e preço dos produtos para os turistas. Os eletrônicos são vendidos em poucas lojas, e quase ao preço do Brasil. O transporte público é eficiente e muito barato, além de várias linhas de metrô (custam cerca de 2 yuan) existem muitos ônibus, mas é difícil saber qual pegar, pois raramente alguém fala inglês para prestar alguma informação. Paga-se direto ao cobrador, pois não tem roleta, e custa 1 yuan (cerca de R$ 0,30). Os táxis usam taxímetro e são bem mais baratos que no Brasil, mas deve-se levar escrito o destino em chinês, pois nenhum motorista entende qualquer palavra em inglês. Existem poucos ATM para sacar dinheiro, ou casas de câmbio, só encontramos na Wangfujing Street e em algum Shopping. Compras, só efetuamos numa loja de produtos chineses em Milão, quanto estávamos retornando. Por isso tudo, no geral consideramos a ida a Pequim como uma das viagem mais decepcionantes e improdutivas que já fizemos.
  8. Antes de iniciar meu relato, quero esclarecer que sou muito experiente em viagens, conhecendo cerca de 50 países, sempre em viagens independentes pelo mundo inteiro, realizadas sempre se forma econômica, buscando previamente na internet todas as informações possíveis, tanto sobre os países, como lugares para conhecer, roteiros, transporte, hospedagem, etc. No caso da Tailândia, já tinha também a experiência anterior de meus dois filhos, que já a haviam conhecido também de forma independente. Por isso, juntamente com minha esposa, fizemos o que muitos recomendam: não iniciar pelo caos de Bangkok, para não levar um choque. O melhor é começar conhecendo Chiang Mai, onde as atrações são mais completas e variadas na capital, e muito mais fácil tudo, desde o transporte, a hospedagem, os deslocamentos caminhando, etc., permitindo ir se acostumando com os costumes da população, com a comida, com o clima. Saímos do Brasil até Milão pela TAM, que oferecia o melhor preço, com o conveniente de se ganhar a milhagem, e decidimos ficar um dia nessa cidade, para não passar duas noites seguidas em avião. Encontrei um bom hotel próximo à estação de trem Centrale, o Gonzaga, por apenas 64,00 euros. Seguimos depois para Bangkok pela QATAR, que também oferecia o melhor preço, e é considerada uma boa companhia aérea. É parceira da Gol na milhagem, mas no concedeu comente uns 3.000 pts. entre ida e volta. Como pretendíamos ir primeiro a Chiang Mai, e nosso vôo chegaria a Bangkok às 18:30, comprei passagens da Thaiair aquela cidade, saindo já às 21:40, pois assim nem sairia do aeroporto. Também decidimos não ir a Phuket, mas sim a Krabi e dali a AO NANG, que fica mais próxima das ilhas, facilitando os passeios, e também não está congestionada de gente com Phuket. CHIANG MAI Chegamos a Bangkok às às 18:30, de imediato busquei o Heart Control, para carimbar o certificado da vacina amarela (foi rápido) e depois pegar o visto de entrada, e já às 21:40 pegamos um vôo da Thai Air para Chiang Mai. Chegamos às 22:50, bom vôo e serviço de bordo, que comprei por +- U$ 90 cada. Peguei um tiquet para táxi no escritório dentro do aeroporto, por BHT 120 (US 4), e fomos para o hotel reservado, De Rachamanka Hotel, muito bom e bem localizado, onde paguei THB 5.600 por 3 noites (US 186,00). Existiam opções mais baratas, mas queríamos conforo para enfrentar os problemas do fuso horário e poder dormir melhor. Pela manhã, saímos para conhecer os principais templos (Wat), começando pelos próximos ao hotel, o Chedi Luang, o Pan Tao, o Chang Taem, o Jed Rin e vários outros, e depois pegamos um tuc-tuc até um dos mais distantes, cerca de 1,5 km., o Wat Phra Singh. Perguntei quanto custava, ele me fez sinal 5 com a mão, mas depois queria cobrar 50, quase metade do que eu pagara por um táxi desde o aeroporto. Recusei e dei 10, mas depois vi que estão mesmo cobrando no mínimo 40 para qualquer corrida, o que para nós ainda é barato. Seguimos até o Wat Prasat e de lá, voltamos caminhando até o hotel, vendo incontáveis templos pelo caminho, que eu havia selecionado olhando o mapa no Google. Mas foi cansativo, pois estava um sol de rachar. O melhor seria mesmo pegar um tuc-tuc para os pontos mais distantes. À tarde, pedi para o gerente do hotel chamar um táxi, acertei com ele por Thb 700,00 para ir aos WATS Suam Dok, Jet Yot (que não valem muito a pena), mais afastados do centro, e depois ao fantástico DOI SHUTEP, que é disparado o mais bonito da região, no alto de um morro,e quase inteiramente revestido em ouro. É um enorme conjunto de templos e estupas, no alto do morro, de onde se tem uma vista de toda a cidade de Chiang Mai, mas a 15 km. da cidade. O “táxi” era uma camioneta, viaja-se na caçamba, muito desconfortável. Existem poucos taxis de verdade, em carros confortáveis. E paguei demais, deveria ter negociado diretamente com os motoristas, sairia no máximo Bht 500. No retorno, fomos a uma casa de massagem em frente ao hotel, pagando Thb 180,00 a hora, não gostei, é mais uma sessão de alongamentos forçados que massagem, dói muito na torção dos membros. Pode ser saudável, mas achei aquilo um masoquismo. A massagem com óleos seria mais interessante, como a massoterapia, mas era também mais cara. Depois da “massagem” fui procurar um lugar para comer, eram umas 20:00 h., caminhei uns 2 km. pela rua do hotel, mas já estava tudo fechado. Eu estava cansado, voltei para o hotel e comi algumas bananas que tínhamos comprado, biscoitos, tomei uma cerveja e fui dormir, pois teria que pegar um tuctuc para procurar um restaurante aberto. Cedo da manhã, depois de dormir bem pela primeira vez em 3 noites, pedi ao gerente para chamar um táxi (o verdadeiro) ou tuc-tuc para nos levar ao passeio que havia programado para o dia: Tiger Kindom e Maesa Elephant Camp. Ele chamou um tuc-tuc, que acertamos por Th 500,00. No Tiger KIingdom houve uma pequena confusão, disseram que eu não poderia entrar com a Musa para tirar fotos e filmar. Tinha que pagar Thb 200 para um fotógrafo, e considerando que seriam pelo menos 2 (ela e depois eu), seriam Th 400,00 só para isso, mais os ingressos. Pagamos Th 1.080 para ambos, ela para ficar com os filhotes, eu com os “jovens”, desisti de ficar com os tigres adultos, pois estavam quase só dormindo. Mas eu podia ficar do lado de fora da cerca, de onde é possível tirar fotos da pessoa que entra no recinto dos tigres, então não precisava ter pago o fotógrafo, mesmo porque pedi para tirar fotos também com minha máquina. Depois, entregaram um CD com as fotos que eles tiraram com suas máquinas. Não achamos que os tigres sejam dopados, pois convivem com as pessoas desde que nascem, vimos a “maternidade”, onde haviam nascido trigêmeos naquela noite. Mas pela manhã estão muito mais ativos, à tarde dormem mais, então o melhor é ir cedo para lá, chegar próximo às 9:00 horas. Saímos de lá e fomos direto para o MAESA, mas não fizemos o treking com elefantes, achamos muito bôbo aquilo, assim como não fomos até as “mulheres-girafas”, que alguém definiu como um zoológico humano. Optamos por apenas apreciar os animais e seus filhotes, e assistir ao show, que é excepcional, com os elefantes dançando, jogando futebol e especialmente pintanto quadros, o que só se acredita vendo. É feito três vezes ao dia, pegamos o horário das 13:30.h., pagando Bht 150 cada. Voltamos à cidade e fomos ao Night Market caminhando, fica a cerca de 1,5 km. do hotel, mas achamos que pouco tem para turistas, é mais para a população local, um enorme camelódromo. Pela manhã do terceiro dia não tínhamos muito mais que fazer, buscamos os Wats por outro lado, fui cambiar dinheiro próximo à muralha, e só encontramos Wats pequenos, sem maior importância. Como não iríamos fazer nenhum tipo de aventura que as agências oferecem, pegamos um tuc-tuc (Th 50 após muita negociação) e fomos para um shopping enorme, indicado pelo gerente do hotel, onde passamos muitas horas e inclusive almoçamos. Estranhamente, era tudo muito caro, mas no andar térreo e subsolo, onde estão o supermercado e praça de alimentação, existem também muitas lojas com preços atraentes, onde compramos alguns tipos de roupa, como camisetas e calças, que custariam 4 vezes mais nos andares superiores. Para voltar pegamos uma lotação, por Th 20 cada, e descemos direto, já ao final da tarde, na Walking Street (Saturday Market), que inicia às 18 horas de sábado, tem de tudo, de artesanato a comidas, mas são mais de 2 km. de bancas, e uma enorme multidão, pelo que é cansativo fazer toda a feira. Mas é bem melhor que o Night Market. Voltamos a pé para o hotel, estava a uns 500m., e arrumamos nossas coisas, pois sairíamos cedo da manhã, vôo às 7:10 para Bangkok e de imediato para Krabi, através da Air Ásia, que nos pareceu boa, mas deve-se fazer o check-in pela Internet para não ter que pagar, e também pagar pela bagagem (15 ou 20 kg) no ato da reserva, pois na hora custa bem mais. AO NANG Chegamos a Krabi às 11:40h. e pegamos um ônibus (US 5) para Ao Nang, leva uns 45 min., deixa em frente ao hotel. O “J Hotel” reservado era muito bem localizado e muito bom, e custou apenas US 25/dia, mas não fizemos o desjejum nele, pois era muito fraco. Compramos pão, bolinhos, queijo, presunto, iogurte, refri, etc, no 7Eleven em frente ao hotel, e bananas numa tenda abaixo, ficando abastecidos não só para o desjejum como também para o lanche durante o dia. Naquela tarde ficamos na praia da cidade, para conhecer e tirar algumas fotos, e comprei o tour 4 Island por Thb 500 cada, mas deveria ter oferecido menos, pois depois no próprio hotel pediram Thb 350. As opções para comer na cidade são todas de comida Thai, as poucas que possuem um buffet custam de US 10 a US 13 por pessoa, por algo simples, e só à noite. As comidas de rua não nos atraiam, só comíamos milho verde assado e panquecas (ambos bons, Thb 20 a 30 cada), espetinhos de frango, e se necessário mais algum sanduíche no quarto do hotel. Apenas eu comia algum “Yellow Noodle with chicken” quando encontrava algum bem feito, por 40 ou 50 Thb (cerca de US 2). O passeio às “4 Islands” foi muito bom, com lugares e vistas incríveis, e vários pontos para mergulho. Estava incluído um almoço, serviram arroz com frango e verduras, estava muito bom. Mas deve-se escolher bem a empresa que faz o tour, pois algumas só servem um Box Food. Voltamos às 4 horas da tarde, e depois fui à Internet do hotel e acertei com a recepcionista os tours para os outros dias. Comprei o HONG ISLAND em Long Tail (bote grande), que é bem mais barato e confortável que o speed boat (lancha de alta velocidade), paguei Thb 600,00 por pessoa. O passeio também foi bom, a empresa Krabi Kingdon tinha um bom serviço e almoço, mas achamos o tour inferior ao anterior, até porque choveu à tarde. Passamos por menos ilhas e os pontos de mergulho não eram tão bons quanto o das 4 Islands. Pior mesmo, é que naquele dia esqueci a câmara fotográfica e filmadora no hotel. Quando voltamos, acertei com a recepcionista o tour para PhiPhi Islands, desta vez em Speed Boat, por Thb 1.000 cada. Amanheceu chovendo muito e pensamos que o passeio ia fracassar, mas logo pagou e abriu sol antes do primeiro stop. O barco é desconfortável, imprimem muita velocidade, pula como cabrito, passa muito rápido por alguns lugares previstos no tour, não dando tempo sequer para fotos. A guia falava rápido demais, eu não entendia seu inglês (tipo americano), pedi que falasse mais devagar, mas não adiantou, e além disso foi grosseira conosco quando nos atrasamos no retorno de uma das paradas, justamente por não a ter entendido. Fomos à Maya Bay, que não correspondeu às expectativas, sua fama se deve só ao filme “ A Ilha”, pois é uma pequena baía onde estavam mais de 40 barcos e umas 800 pessoas, deixaram apenas um círculo de uns 30 m. para banho, a água é muito rasa, não permite nadar, e na maré baixa fica nas pedras. Phi Phi Dom também decepcionou, teve um crescimento desordenado, está minada de restaurantes e lojinhas até quase dentro da praia, que fica também minada de barcos. Quem quiser se banhar, tem de pegar um barco para outra baía, como Bamboo Island, que tem a melhor praia, mas sem visual de montanhas. Voltamos às 15:30 num mar de solavancos. Eu pensava em fazer outro tour no dia seguinte, mas só restava a “James Bond Island”, muito fraco em relação aos outros, sem snorkelling (pontos de mergulho), e caro (pediram Thb 1.000 por pessoa), pelo que desisti do tour e decidimos ficar em Ao Nang no último dia. À noite, fizemos sempre um “shopping tour” pelas lojinhas de Ao Nang, são vários quilômetros para cada lado do hotel, e são boas para comprar souvenirs, camisetas, chinelos, bermudas, etc.,. mediante muita negociação,. Fomos para a praia de manhã e não levei dinheiro, pois íamos voltar ao meio dia para dormir um pouco e depois voltar à praia, mas foi um erro, pois só então constatei que a praia é muito poluída, deveria ter pego um barco para May Bay (Bht 200 ida e volta), mas não tinha dinheiro e não quis voltar ao hotel para buscar. Ao final da tarde, apesar de estar ainda muito nublado, conseguimos um pouco do belo por-do-sol de Ao Nang. Ao escurecer, fui à Internet do hotel e levei um choque: a Sri Lankan, que faria nosso vôo de Bangkok para Pequim (vôo mais barato que encontrei) havia antecipado nosso vôo, que era à noite, para a manhã de domingo, o que prejudicaria nosso passeio em Bangkok. Respondi que não aceitava, e já em Bankok conferi que me ofereciam um vôo da Air China, que saía às 19:15, o qual aceitei, pois a companhia e horário eram melhores do que eu havia comprado. BANGKOK Chegamos de Krabi em vôo da Air Ásia às 11:00 horas, e busquei o busão que disseram haver do Dom Mueang, mas passava numa rodovia em frente ao aeroporto, pelo que desisti e entrei na enorme fila para táxi. Ele levou cerca de 1:30h. para chegar, e sequer encontrava a rua da New Siam Guest House III, que eu havia reservado por cerca de US 30/noite, o quarto duplo com ar cond., com o inconveniente de ter de pagar na reserva mediante transferência bancária, e ainda exigirem um depósito de Bht 500 no check-in. A pousada é muito boa, localizada numa rua que possui de tudo, mas calma à noite, e a 200m. da Khao San Road, ponto noturno de referência. As garotas da recepção foram muito atenciosas e simpáticas, o quarto era confortável, cama e banheiro bons, um pequeno problema com o frigobar, que desligava quando tirávamos o cartão/chave do quarto, foi logo resolvido. O único inconveniente era não possuir elevador, e nosso quarto ficar no 4º piso. Saímos direto para o Gran Palace, primeiro um tuc-tuc pediu Thb 100,00 - não aceitei, mas acabei pagando 120,00 a um táxi, mas ia tão devagar no trânsito, que descemos antes e fomo a pé nos últimos 500 metros. O palácio se vê apenas de longe, e não tem nada de especial, mas o WAT PHRA KAEO, em cujo interior está o Buda de esmeralda (é pequeno, quase não se percebe de longe), é fantástico, com muitos templos, estupas, etc. Saindo da área do Palácio, fomos a pé cerca de 1 km. até o WAT PHO, do século XVI, que tem um enorme Buda reclinado, de 46metros, que dizem ser de ouro (deve ser folheado). De lá, após nos informar como ir, pegamos um bote para atravessar o rio até o WAT ARUM, que tem uma torre de 70m. de altura revestida de mosaico de vidro e porcelana chinesa, mas está com muita fuligem e limo, que lhe tira um pouco da beleza. Tem uma escadaria onde se sobe até cerca de metade da torre, de onde se tem bela vista da cidade, inclusive dos templos antes vistos. Para voltar ao hotel, pegamos o bote para voltar ao outro lado do rio, e depois outro que ia na direção que queríamos, descendo próximo ao Hotel, ao custo de Bht 20 cada, pago direto a um cobrador no bote. É o melhor meio de transporte de Bangkok. Não foi fácil encontrar a rua do Hotel, pois tem uma travessa quase imperceptível, próxima à saída do píer, que leva à rua próxima ao hotel. O melhor é pegar como referência sempre a Khao San Road, que todos conhecem. Não havia nada mais que gostaríamos de conhecer em Bangkok, que já não tivéssemos visto em Chiang Mai, pelo que nosso programa para o dia seguinte era ir a AYUTHAYA, que fica a 80 km. Eu planejara pegar um busão até o Victory Monument, de onde saem ônibus e vans até lá, mas acabei seduzido pelo conforto de um táxi, que se ofereceu por Bht 800,00, mas pediu mais quando eu disse que tinha que esperar por nós para o retorno, e acertamos por Bht 1.000. Na volta, todavia, quis me cobrar mais, não concordei e dei apenas o combinado. Ayuthauya é legal, com enormes ruínas daquilo que foi a sede de um enorme império, que compreendeu os atuais Laos, Camboja e Myanmar, mas que acabou sendo destruído em 1767,na guerra com os Birmaneses (atual Myanmar), após mais de 400 anos como capital do reino do Sião. Os principais locais para conhecer são os WAT Ratchaburana e Mahathat, bastante próximos, o WAT Phra Ram, e depois o Phra Mongkon Bophit, que possui uma das maiores estátuas de bronze de Buda, e por fim o WAT Phra Sing Sanphet, de 1448, que fica num enorme sítio arqueológico, mas ficou mais famoso por ter uma cabeça de Buda entrelaçada por raízes de uma árvore. O fato se explica pela existência de centenas de Budas na área, todos decapitados, então alguma cabeça rolou e ficou encostada na árvore, que a engoliu ao longo de 2,5 séculos. Na localidade, próximo ao Wat Mahathat, existe uma grande feira de objetos de porcelana, com ótimos preços, e na frente tem um parque com show de elefantes, e também se pode contratar um passeio sobre eles, por Thb 400, mas são vagarosos e não entram nas áreas dos templos, então não fizemos. A visita aos templos pode ser feita a pé, mas para quem vai de ônibus ou Van, deve pegar um tuc-tuc até o primeiro Wat e depois para voltar ao ponto de ônibus, pois o calor por lá é terrível. Retornamos a Bangkok e pedi ao motorista para nos deixar no CHATUCHAK Weekend Market, que ficava no caminho, uma enorme área com incrível variedade de artesanato, roupas, comidas, etc, mas cujo interior tem pouco espaço de circulação , tornando-o sufocante, além de um calor absurdo. Por sorte, começou a chover e refrescou um pouco. Tivemos que comprar uma sacola para poder levar tudo que compramos, desde camisetas, bermudas, artesanato, etc. Voltamos ao centro de metrô, que passa junto ao Market, e íamos pegar depois um bote, mas o píer ficava longe e estava chovendo, então acertei um tuc-tuc por Bht 80 até o hotel (US 6). À noite, fomos finalmente até a Khao San Road, a apenas 200m. da pousada, e que tem uns 500 m. de bares, restaurantes e lojas, â noite fecha o trânsito para veículos, e se enche também de camelôs, inclusive para venda de comidas e bebidas de todo o tipo, e fica lotada de uma galera muito diversificada. Não tínhamos mais nada para conhecer, pelo que dormimos até mais tarde no dia seguinte, pois amanheceu chovendo (chove todos os dias), pegamos um bote até a área próxima ao Wat Pho, à busca de um shopping, mas era domingo, e só encontramos camelôs, e já na Chinatown algum pequeno shopping aberto. Voltar foi complicado, não encontrava o píer e nem onde comer decentemente. Após muito caminhar, encontramos o píer e voltamos de barco para o hotel, e só então fui comprar os bilhetes para o “Aeroport Express”, uma Van que sai da Khao San Rd. Mas não se pode comprar na hora, tem de ser com até um dia de antecedência, pois passam de hotel em hotel. Consegui no tour office da guesthouse, mas para um horário posterior ao que eu queria, e ainda me aplicou Thb 150 cada, quando o preço era 120. Deveria ter pego um táxi, por Thb 400, pois a Van levou mais de meia hora recolhendo gente pelos hotéis, e achei que iria atrasar, mas chegou ao aeroporto no horário previsto. De imediato busquei o balcão da Srilankan, que providenciou com a Air China a troca de nosso vôo, dando tudo certo. Gostamos da Air China, comida razoável, bom avião e cumpre horários.
  9. Olha cara, mantenho minha opinião sobre a catedral. Não sei vc conhece muitas outras pelo mundo, mas eu conheço incontáveis, e depois de conhecer a de Florença, ou a de S. Pedro em Roma, e mais ainda, as catedrais russas, sem pagar aquela exorbitância, não poderia achar interessante a Montreal. Quanto ao mirante, descemos em frente ao cemitério (que é interessante), onde nos indicaram para descer, e além de cansados, o tempo estava se armando para chuva, tanto que efetivamente voltamos com chuva para o centro. Mas valeu a dica para outras pessoas.
  10. Para quem gosta de natureza e lindas paisagens, certamente pensará algum dia em ir à Noruega. Parece difícil, mas não é. É como ir a qualquer outro país da Europa, podendo-se partir quase de qualquer um deles, de avião, pois de trem ou ônibus fica um tanto longe de muitos. No meu caso, foi simples: comprei passagem da KLM diretamente do Brasil para Bergen, com um stop de 3 dias em Amsterdam, por pouco mais que só a esta cidade, e o retorno fiz por outro país, o último de meu roteiro. Bergen é a maior atração do país, e de onde saem, ou para onde vão a partir de Oslo, todos os passeios. É uma bonita cidade, fundada no ano de 1070, na época dos Vikings, que possui um importante porto, e é ligada por um canal ao Mar do Norte. Vejam uma vista geral dela: Antes ainda de ir para lá, já nos assustamos com os preços: pagamos 120 euros/dia por um quarto quádruplo privativo, com banheiro, no albergue da juventude, muito central, com boas instalações, e com um bom supermercado em frente. Os preços dos hotéis eram impensáveis. Ao chegar, outro choque: 30 euros pelo táxi, para apenas 20 km.! É tudo muuuuiiiiito caro! Existe um shuttle, que custa 8 euros, mas é muito esporádico, uma vez que são poucos os vôos que chegam, e como estávamos entre três, não valia a pena, pois ainda teríamos que andar com as malas, e estava garoando. Aí vem um detalhe desestimulante: chove também muuuuiiiito naquela região, mais de 300 dias por ano! Então, as chances de se pegar algum dia bom são reduzidas, e de vários dias bons, só fazendo romaria para São Pedro. Acho que pode-se ganhar dinheiro por lá vendendo guarda-chuvas para os turistas. E nós, em três dias, pegamos apenas uma réstia de sol, quando saímos correndo para tirar algumas fotos, para substituir as que havíamos tirado com garoa. A parte mais interessante da city é o Briggen, antigos armazéns de madeira na margem do porto, que durante 400 anos, até 1754, estiveram no centro do comércio da Noruega, especialmente de peixe e seus derivados. Afinal, seu bacalhau defumado já era conhecido há séculos! É formado por casinhas de madeira, com vários pisos, muito coloridas, que, após uma restauração, se tornou um centro de artistas, artesões e lojas. Seu visual é lindo, especialmente pelo outro lado do canal, depois de atravessar a ponte existente. Vejam só como é o Briggen: Do outro lado do canal, a vista é ainda mais bonita: Da ponte sobre o canal também se tem belas vistas: Logo depois do Briggen, há uma residência fortificada, como um castelo, construída em 1560, a Rosenkrantztärnet, que possui um salão gótico (Häkonshallen), mandado construir pelo rei Häkon para a coroação e casamento do seu filho, em 1261. Outra atração da cidade é um funicular, que leva ao alto de um morro, de onde se tem belas vistas de toda a cidade, que custa 70 NOK (8 euros). Existe uma alternativa grátis, que é subir a pé por escadas e pelas ruas que vão serpenteando pelo morro. Eu fiz isso, fui até mais da metade do morro, onde já foi possível tirar boas fotos e admirar a beleza das casas de estilo nórdico que embelezam o local. Caminhamos pela cidade, apreciando os belos prédios e os impronunciáveis nomes das ruas, até chegar a uma feira de artesanato, junto ao mercado de peixe, o Fisketorget, onde oferecem incrível variedade de frutos do mar. Por lá encontramos até um brasileiro, vendendo peixes numa das bancas, e que nos ofereceu um pedaço de baleia defumada para provar (arghhh). Na feira, encontra-se desde animais empalhados, peles de lobos (com cabeça e tudo), até guampas de renas, além de farto artesanato. Os preços não são nada convidativos. Mas o melhor de toda a Noruega, para onde vão 99% dos turistas,e que é verdadeiramente um dos lugares mais lindos do mundo, estava por vir: os Fiores Noruegueses. Havia contratado o tour “Norway in a Nutshell” pela Internet (995 NOK, cerca de 90 euros), que começa numa viagem de trem até Voss, cidadezinha muito bonita, à beira de um lago, com casas típicas. Vejam as vistas a partir do trem: Voss tem uma bela estação de trens, à beira de um lago, e muitas casas típicas: Em Voss se pega um barco para o mini-cruzeiro pelo lago, até Flam. Em condições normais, o lago é muito lindo, azulado, e com impressionantes vistas dos enormes morros que o costeiam (fiordes), de onde jorram muitas cascatas. Às margens, muitas belas casas típicas, todas em madeira e muito coloridas, que se destacam nas paisagens. Para nosso azar, todavia, chovia muito, o que prejudicou não só as paisagens, mas também as fotos. Mesmo com o tempo ruim, que prejudicou as fotos, dá para se ter uma idéia da beleza dos fiordes: Do alto das enormes montanham, as cascatas parecem cair sobre as belas casinhas à beira do lago: Ao final do cruzeiro, toma-se um ônibus de Flam, que passa por lugares lindíssimos, cascatas, cidades, montanhas, etc., até chegar de volta a Voss, onde se pega novamente o trem para retorno a Bergen. Para quem vem de Oslo, pode-se fazer também esse passeio em sentido inverso, saindo dessa cidade e terminando-o em Bergen, ao custo de 1.370 NOK. E também, pelo mesmo preço, sair de Bergen até Oslo. Não usei essa alternativa por esperar por um melhor dia para fazer o passeio, que tivesse sol, mas foi em vão, pois choveu nos 3 dias que estivemos em Bergen. Assim, retornamos a Bergen, e pegamos um trem na manhã seguinte para Oslo, para curtir as lindas paisagens durante o dia. Saímos às 8:00 horas e chegamos à 14:30h., numa viagem muito agradável. Eu havia comprado antecipadamente as passagens de trem de Oslo para Estocolmo, nosso próximo destino, pelo que, ao chegar, deixamos as malas no locker da estação (20, 40 ou 60 NOK, conforme o tamanho do armário), e saímos para conhecer a cidade. Trata-se de uma cidade bonita, organizada, com belas praças, mas sem maiores atrativos turísticos, pelo que havia decidido não pernoitar nela. Fomos caminhando até o Museu Histórico, que tem algumas coisas interessantes para uma ou duas horas, e é grátis. Vejam como é a cidade: Ela possui também alguns prédios bonitos, em estilo barroco: Dali, seguimos a pé, para conhecer a cidade, até o Vigeland Park, principal atração da cidade. É enorme, bonito, com jardins, fontes, chafarizes, etc., e sua principal atração, que deu seu nome, são as 212 esculturas do artista Gustav Vigeland, feitas de 1924 a 1943, que reproduzem a humanidade em todas as suas facetas, com todos os modelos nus, representando desde a criação, a família, a alegria, a dor, etc. A obra de maior destaque é um impressionante monólito com 17 m. de altura, composto de 121 figuras humanas interligadas. Voltamos por outras ruas, passando pelo belo prédio do Parlamento, na Karl Johans Gate, até retornar, ao final da tarde, à estação de trem, onde um cachorro-quente + refri custava 6 euros, e um Big Mac, 10 euros. Saímos às 21:30 h. em direção a Estocolmo, em trem leito. A viagem não foi muito agradável, as cabinas são apertadas, com 2 beliches triplos, pelo que não havia espaço para as malas, além de o trem ser muito barulhento. Para quem pretende espichar a estadia, existem muitos outros lugarem que podem ser conhecidos na Noruega. O ideal seria alugar um carro, para fazer um roteiro completo, passando por inúmeras cidadezinhas muito típicas e também por algumas históricas, como a bela Haugesund, próxima a Bergen. No caminho, haverão sempre belas paisagens, seja de lagos, fiordes, ou de suas belas casas em meio às pradarias.
  11. Em março de 2007 comprei bilhetes em oferta para Lisboa da BRA, que logo quebrou. Nessa oportunidade, como não tinha previsão de viajar, comprei a passagem para onde não conhecia, para ver depois o roteiro que faria. Passei então a pesquisar, e descobri a RYANAIR, de vôos low cost, e fiz um roteiro utilizando apenas seus vôos, muitos quase de graça, passando por muitos países europeus. Saímos ao final de abril, e após ir de Dublin (Irlanda) à Cracóvia ( Polônia), e de lá para Hahn, um aeroporto pequeno a 120 km. de Frankfurt, pegamos um vôo para ESTOCOLMO, pagando praticamente somente as taxas de embarque, cerca de EU 23,00 cada. Nem percebi que o destino era o aeroporto de Skavsta. Ao desembarcar, busquei o serviço de informações no aeroporto para saber como ir até o centro, e me indicaram um Shuttle, que saia a cada meia hora e levava à Central Station. Estranhei o preço de KS 130,00 (cerca de US 25), mas ao sair percebi a razão: o aeroporto ficava a 100 km. da cidade de Estocolmo. O principal, Arlanda, fica a 45 km., e tem transporte público ao centro. Não havia posto de informações turísticas no Skavsta, nem na Central Station. Encontrei um próximo a esta, mas não tinha sequer mapa da cidade. Os hotéis por lá são muito caros, e não havia encontrado algum hostel econômico, pois só compensam para quem estiver sozinho, e ainda assim cobram separado pelos lençóis. Por isso, o que encontrei mais em conta foi um hotel Formule-1, da rede Accor (do Íbis), por cerca de EU 60 a diária, que é razoável,mas com banho coletivo, sem qualquer serviço, e ficava afastado do centro. Não conseguia informações de como chegar a ele, até ser auxiliado por uma bela guarda de olhos azuis, a típica loira escandinava, que ligou para sua central para obter informações de como ir ao hotel. Era necessário pegar 2 linhas de metrô, e depois caminhar uns 600 metros. Mas depois descobrimos que bastava pegar a linha para Fruängen, e descer na estação Telefonplan, levando 15 minutos. Quase ao lado desta encontramos um supermercado, onde nos abastecemos. E saindo dela para a esquerda, caminha-se até um viaduto onde pega-se à direita para chegar ao hotel. Antes de seguir o relato, devo dizer que achamos a cidade tão linda que não é à toa que desfruta o título de a mais bela capital escandinava, e é sem dúvida uma das cidades mais encantadoras do mundo, sendo difícil mostrar sua beleza em poucas fotos. Por isso, voltamos a Estocolmo em 2009, vindos da Noruega, num trem noturno que partiu de Oslo, e ficamos no mesmo hotel, pois além do preço tinha o conveniente de ter uma cama extra sobre a de casal, que seria para criança até 15 anos, mas deixamos nossa filha (adulta) para trás na hora do registro, alegando que ela ficara conhecendo a cidade, e depois entrávamos e saíamos separados. A cidade é servida por um excelente metrô, assim como linhas de ônibus, integrados, que custam SEK 26 (cerca de US 4,00). Por lá é tudo muuuuuiiiiito caro, pelo que levávamos sanduíches para o meio-dia, pois nem sempre existia um Mc Donald por perto para quebrar o galho. Nos restaurantes, as comidas têm preço especial até as 17 horas, quando saem do trabalho e todos lotam. Pela manhã, tomamos o metrô e fomos ao centro, buscando um posto de informações pelo endereço, na Hamngatan 27, próximo à estação de metrô Kungsträdgarden, dentro de um shopping. Pegamos um mapa, onde sequer constavam os pontos turísticos (esse tinha que comprar). Aliás, eles cobram até o carrinho do aeroporto! Aqui está o centro da cidade, para se ter uma idéia de como é toda ela: Começamos então a peregrinação. A cidade é lindíssima, cheia de canais que atravessam a cidade e refletem os belos prédios medievais existentes. Os barcos por lá são mais utilizados que os carros. Acho que possuem mais iates que automóveis. . Para não perder nada, o melhor é ir caminhando mesmo. Mas haja pernas! Começamos pela parte mais tradicional, o Gamla Stam, uma ilha onde se situa a parte mais antiga da cidade, com tudo muito conservado e limpo, ruelas estreitas e sem tráfego, possuindo incontáveis lojas de souvenirs e restaurantes. Seguimos depois até o Palácio Real, é meio sem graça por fora, e cobram por setor para entrar, pelo que não entramos, pois já vimos muitos outros pela Europa. Assistimos a uma bela troca de guardas ao meio-dia, mas ela só é diária entre julho e agosto, e na segunda vez que fomos, no dia 31 de agosto, não foi a mesma coisa. Mas pelo menos é gratuita! No meio da tarde voltamos ao centro, sempre a pé, para ver a cidade, e fomos a um shopping muito bonito. A cidade tem muitas lojas de grifes, restaurantes chiques (e caros) e incontáveis Mc Donalds e Burger King, únicos lugares para se comer por preço próximos ao do Brasil, cerca de US 10. Ao entardecer esfria bastante, mesmo próximo ao verão deles, no mês de maio, pelo que voltamos ao hotel pois não tínhamos levado agasalho. Na manhã seguinte pegamos mais um metrô para ir até próximo ao Vasa Museum, onde paga-se KS 80,00 ( cerca de US 15) para ver o navio de 1628 que afundou após navegar apenas 1 km., que havia sido resgatado há alguns anos. É muito interessante, mas encontra-se dentro de um local muito escuro, dificultando fotos ou filmagem. Junto ao museu, fica o DJURGARDEN PARK, muito lindo, que possui um fantástico museu a céu aberto, o Skansen, aberto diariamente, com entrada entre KS 65 e KS 110 (mais cara no verão), que mostra réplicas de construções típicas do interior, como casas de madeiras ou troncos, com os telhados recobertos por vegetação. Existe também uma espécie de vilarejo, que retrata as antigas casas interioranas, como padaria (funcionando), escolas, sapateiros, etc. Possui, ainda, uma área com vários animais da região, como alces, ursos e linces. Um passeio imperdível, ideal para um dia de sol, abre das 10 às 17 h., leva umas 2 a 3 horas para ver tudo. Vejam umas das casas típicas no Skansen Museet: Na área do Skansen existe também um mini-zoológico, com animais típicos da região, como estes: Pretendíamos fazer um passeio de barco pelos canais, que custa KS 130 (US 25) por pessoa, para um tour de 45 minutos, mas estava muito frio, pelo que preferimos caminhar e poupar o dinheiro. Voltamos a pé ao centro, é a melhor forma de conhecer e apreciar a cidade, pois as vistas são belíssimas, e o barco passa muito rápido pelos locais. Do alto do Djurgarden, tem-se uma bela vista da área central da cidade: Para quem gosta de museus, o mais interessante é o Nordiska Museet, no Djugarden, próximo ao museu Skansen. Tem exposições sobre a história e cultura suecas, desde 1520 e telas de grandes artistas mundiais. Aberto diariamente entre 10 e 17h., entrada a KS 60, gratuito às quartas a partir das 16 horas, quando fica aberto até as 20 horas. O Nordiska Museet tem obras de arte muito especiais, como essas esculturas: COPENHAGEN Eu havia comprado pelo site http://www.sj.se, os bilhetes de trem de Estocolmo para Copenhagen. Como fiz isso com bastante antecedência, paguei apenas KS 1.152 (cerca de US 180) para duas pessoas, e ainda ganhei a primeira classe. Foi uma decisão muito acertada, pois o trem é magnífico, e o passeio, de cinco horas, sensacional, com lindas vistas durante todo o percurso. Vem só: Saímos às 8 horas e chegamos às 13:30, e busquei de imediato um posto de informações próximo à estação, na rua em frente, saindo à esquerda uns 200 metros, que estava aberto mas não havia ninguém para atender, por ser domingo, mas consegui um mapa da cidade. Ficamos no hotel Nebo, que havia reservado a EU 80,00 a diária, com excelente desjejum, e que ficava a menos de 100m. dos fundos da estação central, facilitando tudo. Também não havia encontrado por lá um hostel que valesse a pena. Dormíamos até mais tarde, fazíamos um café reforçado, que já servia de almoço, e de quebra “filava” alguns sanduíches para passar o dia (brasileiro típico, eh, eh, eh). Deixamos as coisas no hotel e saímos a caminhar, indo até o Rosenborg Slot, palácio construído em 1577 que foi residência de campo dos reis, com um belo parque em frente. Não pudemos entrar, pois já era mais de 17h. e estava fechado. Também cobram por ala para entrar em tudo, e igualmente caro. Voltamos caminhando por outro trajeto, costeando uma lagoa, onde fomos apreciando as belas construções em suas margens. Cidade é muito bonita também, mas não tem tantos canais como Estocolmo. Todavia, possui vários museus melhores, inclusive gratuitos. Vejam a beleza do centro da cidade: No dia seguinte, fomos até o NYHAVN, um canal que é a parte mais bonita e típica da cidade, com belas casas e restaurantes à sua margem, de onde saem barcos para passeios. Não pegamos nenhum, pois estava frio, eram abertos e muito caros, e dá para fazer tudo a pé, observando melhor e buscando o melhor ângulo para as fotos. O Nyhavn é um lugar para passear, comer ou passar o tempo tomando uma cerveja, ou café quando está frio. Nessas ocasiões, os bares oferecem umas mantas para os clientes se cobrirem, pois ficam nas mesas externas mesmo, apreciando o canal: Visitamos posteriormente os principais palácios, Christianborg Palace e Amalienborg Palace e as Igrejas próximas, seguindo o roteiro do mapa, e ao final da tarde percorremos a Stroget, principal via de comércio, para comprar souvenirs. Ali perto encontramos um restaurante chinês que vendia o china-box, com preço especial até as 17 horas (depois sobe tudo nos restaurantes), a DK 25 ( US 6,00). Logo adiante está a Rundetárn (torre redonda), que é o observatório astronômico mais antigo em funcionamento da Europa, construído em 1642. Paga-se entrada para subir os seus 300 degraus, de onde se tem bela vista de toda a cidade. Outra atração da cidade, é a Kobenhavns Radhaus (Prefeitura), com entrada gratuita de 2ª a 6ª-feira. Próxima a ela existem muitas lojas de souvenirs, mas tem-se de pesquisar muito, pois os preços são bem diferenciados. Encontramos algumas camisetas a preços razoáveis em uma galeria em frente à praça da Prefeitura. Em frente à estação central encontra-se o Tivoli, um belo parque, que abrange uns 5 quarteirões, onde existe também um parque de diversões. Abre todos os dias até as 23 horas, e pode-se pagar pelo uso diário, com direito a todos os brinquedos por cerca de DK 250, ou DK 90 pela entrada mais DK 10 por cada uso deles. Fomos ainda à Christiania, um bairro hippye fundado em 1971, onde ainda vivem cerca de 1.000 pessoas, que fazem algum artesanato, embalados pela criatividade de um baseado, ainda permitido por lá. Além dos hippyes, existem também os Darks, que se encontram em grupos pela cidade: Próximo ao Tívoli está também o Nationalmuseet (Museu Nacional), que é muito interessante, com artigos da Pré-história, Idade Média, Renacença e Dinamarca do século 17. E o melhor de tudo, é gratuito. Dali, seguimos ao Staten Museum for Kunst, também grátis, com enorme acervo de obras de arte, desde o século XV. Para quem gosta disso, pode programar um dia inteiro, pois são vários andares. Nós ficamos duas horas apenas para uma visita rápida. Caminhando pela cidade, encontra-se muitos prédios interessantes, como esta Igreja com a torre em espiral, no caminho para a Christiania: Continuamos, ainda, até o Castelet, um bonito parque, com um canal, mas que não vale a caminhada, pois é um pouco distante. Por isso, para quem gosta de pedalar, a melhor forma de conhecer a cidade é de bike, pode-se alugar em muitos lugares, ou simplesmente pegar emprestada em alguns pontos do centro, colocando uma moeda de DK 20, que receberá de volta quando devolver. Mas cuidado, a circulação é apenas na zona central, há multa para quem for pego circulando fora da área estabelecida. Outrossim, mesmo caminhando, fique sempre atento, pois os ciclistas têm preferência nas ciclovias sobre os passeios, e se você caminhar por eles vai levar uma xingada. Vejam só como é um estacionamento de bikes no centro: No final das contas, mesmo não tendo a exuberância de Estocolmo, a cidade é muito charmosa e vale a visita. Para quem gosta de bike ou é capaz de caminhar o dia inteiro, dois dias inteiros são suficientes para conhecer as principais atrações da cidade. Estávamos encerrando nossa viagem, por isso de Copenhagen pegamos um vôo para Madrid, de onde voltamos para o Brasil.
  12. WJSuellen, fico satisfeito em você ter gostado. Eu já estava pensando em fazer um relato sobre Estocolmo, que é tão bela que estive lá em 2007 e voltei em 2009 para ver de novo, levando dessa vez minha filha. Vou ver se envio esta semana. Depois, pretendo enviar ainda um relativo à Noruega, onde estive na mesma viagem.
  13. Muitas pessoas viajam para a Europa visitando apenas a capital, e pensam ter conhecido o país. Em muitos casos efetivamente existe pouco a conhecer fora da cidade maior, como na Suécia, pois quando fui a Estocolmo – que considero a cidade mais bonita do mundo depois de Praga – busquei na Internet informações sobre outros lugares a conhecer na Suécia e não encontrei nada de interessante. Mas existem casos em que a capital não é o lugar mais interessante. E um desses lugares é a Bélgica. Chegamos a Bruxelas em setembro de 2009, vindos de Praga, através de um vôo relativamente barato da Wizzair, e ficamos no Íbis Midi Hotel, que havia reservado por US 90 a diária, tendo em vista que seus quartos possuem uma cama extra para “crianças de até 15 anos”, e fica em frente à estação de trem, que iríamos usar. Reservei o quarto para três, entrei com minha esposa inicialmente, e depois saí. Quando voltei, entrei com minha filha adulta, e depois circulamos livremente pelo hotel. Jeitinho brasileiro! Talvez por recém ter saído de Praga, não achamos nada de muito especial na cidade de Bruxelas. Apenas alguns prédios típicos, uma praça apenas calçada - a Grand Place, onde o principal prédio é o Hotel de Ville, que parece um palácio, com uma enorme e pontiaguda torre – e algumas igrejas. A principal atração da cidade é Manneken Pis, famosa estátua de um menino fazendo xixi. Giramos pela Cidade Baixa e depois fomos até a Cidade Alta, de onde se tem vista panorâmica da cidade. O incrível na Bélgica é a variedade de cervejas que possuem. Existem lojas só de cervejas, onde vi mais de 250 tipos diferentes, de vários sabores e graduação alcoólica. No dia seguinte pegamos um trem para GENT, a 50 minutos , essa sim uma bela cidade medieval, provavelmente a mais conservada da Europa, com um castelo do século 12 todo restaurado, onde se pode fazer uma visitação, e do alto de suas torres se tem bela vista da cidade. Tem vários canais, com muitas casas antigas bonitas e coloridas nas margens, em estilo típico, semelhante às de Amsterdam. Passeamos algumas horas por suas sinuosas e estreitas ruelas, nos deleitando com suas belezas. Os canais dão um charme à cidade: É como se fosse uma pequena Amsterdam, com os belos prédios refletindo nas águas verdes dos canais, mas com uma atmosfera medieval que não existe na capital holandesa. O castelo é uma atração especial e pode-se subir ao alto de suas torres: Voltamos depois à estação de trem, onde seguimos até BRUGGES, percurso de 30 minutos, a maior atração turística da Bélgica, muito típica e extremamente bem conservada, também com construções medievais e um belo rio e canais que cortam a cidade e refletem os lindos prédios, permitindo belas fotos. As atrações principais são uma deslumbrante prefeitura gótica, a Basílica do Sangue Derramado e a Igreja de Nossa Senhora, do séc. 13, que tem a maior agulha de tijolos do mundo. Vejam o centro: Esta é a praça central, onde se pode sentar e curtir a beleza do local: Trata-se de uma cidade com boa infra-estrutura de turismo e, por ser um centro universitário, com muitos jovens girando pelas ruas. Ao fim da tarde, regressamos a Bruxelas, para não ter que andar de cidade em cidade com as malas. Mas levamos na memória a beleza da cidade. No terceiro dia, pegamos outro trem, para ANTUÉRPIA, uma cidade grande e bonita, mas que não possui muitos atrativos turísticos, apenas uma igreja com uma torre altíssima, algumas casas antigas de estilo típico e um castelo menos antigo que o de Gent, onde não pudemos entrar. Alguns prédios típicos no centro lembram as outras cidades citadas: A prefeitura, um belo prédio gotico, com muitas bandeiras à frente, é muito interessante: O castelo dá um ar medieval à cidade, que na verdade é muito moderna, tendo apenas algumas pequenas áreas históricas: Um estátua de um gigante, em frente ao castelo, faz parte das lendas belgas. A cidade é mais na verdade um centro comercial, com destaque para o setor de modas, pelo que aproveitamos para fazer algumas compras, nas ofertas de final de verão. Ao final do dia, voltamos novamente a Bruxelas, mas poderíamos também ter seguido diretamente para a Amsterdam, nosso próximo destino, com o excelente trem belga. DICAS. Se você gosta de um ambiente alegre e ao mesmo tempo nostálgico, romântico e misterioso, fique uma noite em Gent e Brugges, pois ambas tem boa disponibilidade de hotéis e albergues. As estações de trem ficam no centro, praticamente não se necessita de transporte público. Os trens para ir entre as cidades, a Amsterdam ou outras cidades européias são fantásticos, de dois andares. Compra-se a passagem em máquinas, e valem para qualquer dia ou horário. Os preços em geral são altos, ao nível dos demais países baixos. Na capital a língua principal é o francês, em outras o holandês, mas todos falam inglês.
  14. Karla, Praga, assim como as outras cidades do relato são efetivamente muito bonitas, e ninguém discorda disso. Eles têm um cuidado extremo com a cidade, o que faz parte de sua cultura, pois mesmo as cidades pequenas por onde passei de ônibus eram assim. Então se tiver oportunidade de ir, certamente você vai adorar. Vá juntando aos pouco, que voce consegue, pois lá as coisas não são muito caras, e as passagens são financiadas. Pode-se ir para lá de qualquer das grandes cidades européias, aproveitando alguma oferta de vôo para estas, em baixa estação (maio, junho, setembro, outubro). Quanto às fotos, infelizmente eu quiz anexá-las muito rápidamente e acabei atropelando tudo, pelo que repetiu a primeira sem eu perceber, e mudou a ordem em relação ao relato. Por isso, a terceira foto pertence ao segundo item do relato, e assim por diante. A primeira foto de Karlovy Vary é na verdade o castelo de Praga à noite, e não sairam as fotos de Ceske Budejovice e Cesky Krumlov, que são também bonitas cidades. Aqui vai a de Ceske Budejovice: Esta é Cesky Krumlov: Um abraço, Unirio.
  15. Como no primeiro relato não tive tempo para incluir fotos, e algumas pessoas o pediram, estou complementando o texto, com a inclusão de algumas fotos, com identificação dos lugares de cada uma, para que os companheiros mochileiros possam ter uma idéia melhor das belezas das Montanhas Rochosas canadenses. Começamos pelo Johnson Lake, visitado logo na chegada. Após esse belo lago e outros do relato anterior, chegamos a Banff. Vejam a graça da cidade e as montanhas ao redor: Conhecida a cidade, no dia seguinte seguimos para uma de suas maiores atrações, o Lake Louise, que ao final de maio encontrava-se ainda quase totalmente congelado, vejam só: Seguimos depois até o Moraine Lake, que fica bastante próximo. Ambos são totalmente verdes no verão, mas este se encontrava ainda mais congelado que o Lake Louise, apenas as bordas aparecem esverdeadas. Voltando em direção a Banff pela Bow River Road, existem muitas placas alertando para os cuidados com os animais selvagens. E não é à toa, veja só o que encontramos pastando à beira da estrada: No dia seguinte, partimos em direção a Jasper, pela maravilhosa estrada que atravessa os parques nacionais, encontrando incontáveis pontos para tirar fotos. Mas alguns se destacavam pela beleza, como o Mistaya Canyon: Seguimos adiante, admirando as incríveis belezas naturais da região, e fomos parar nas Sunwapta Falls, um canyon com uma maravilhosa cascata, sob as belas montanhas nevadas: Mas as cascatas e canyons não acabaram por aí. Chegamos logo depois à Athabasca Falls, igualmente linda: Continuamos até Jasper, onde ficaríamos dois dias. A cidade é muito típica e aconchegante, com boa estrutura turística, restaurantes, lojas e supermercados. Próximos a Jasper se encontram dois belos lagos, o Piramid Lake, de águas muito verdes, e o Patrícia Lake, que além de bonito tem muitas cabanas de madeira belíssimas, de aluguel, pois ali funciona mesmo é no verão, quando curtem aquelas águas limpas, para natação e canoagem. Vejam ele: Já por uma estrada que leva Maligne Lake e ao Medicine Lake, pelo quais passamos, encontramos também uma enorme e muito interessante formação rochosa, o Maligne Canyon, que tem uma trilha de 3 km. em seu costado. Já no retorno em direção ao Lake Louise, onde voltaríamos e pegar a HW-1 para o Yoho National Park, passamos ainda por outras atrações, algumas das quais deixamos justamente para ver na volta em função da chuva na ida, e assim passamos, além de muitas outras atrações, pelo Bow Glacier: Já o Yoho, chegamos ao sensacional Esmerald Lake, que faz juz ao nome. É o mais lindo de todos, por impressionante cor de esmeralda. Uma foto apenas não consegue mostrar a grandiosidade de sua beleza, mas vejam só: Na mesma estrada, mais próximo à HW-1, encontra-se outra admirável beleza natural, com uma vista indescritível e de tirar o fôlego - a Natural Bridge: Depois de seguir pelo Glacier National Park até a bela Revelstoke, retornamos até Golden, de onde seguimos para o Kootenay National Park. Já neste, vem o que encontramos, junto a outros, à beira da estrada: Chegamos, então, à linda Canmore, a 20 km. de Banff na direção de Calgary, onde pegaríamos o võo para Quebec. Vejam só a beleza da cidade: Para encerrar, tivemos também alguns problemas, e tive que apelar para a polícia. Vejam só o legítimo e tradicional guarda canadense que nos atendeu: E aqui, galera, encerro meu relato. Espero que curtam as dicas e comecem a planejar a viagem às belíssimas Montanhas Rochosas do Canada.
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