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Vilson Almeida

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  1. Vilson Almeida

    CUBA - VÁ LOGO!

    Oi Julia, Quando se vacina contra a febre amarela você ganha um comprovante. De posse desse comprovante vai ter um local em seu Estado ou município onde a Secretaria de Saúde emitirá esse certificado internacional, onde o papel é amarelo Aqui no Rio de Janeiro fica bem no Centro da cidade. Não foi muito difícil conseguir Qualquer dúvida pode continuar mandando Vilson
  2. Vilson Almeida

    CUBA - VÁ LOGO!

    Olá Julia. Sim, reservei antes. Através de email Foi tranquilo A Dona Candida é um amor de pessoa. Professora aposentada. Já esteve no Brasil e tem filhos que moram na Europa A casa dela fica entre o Vedado e Havana Velha. Dá uma boa caminhada para qualquer dos lados, mas achei legal [email protected]
  3. Vilson Almeida

    CUBA - VÁ LOGO!

    7º dia Acordei com uma baita ressaca e dispensei todo o maravilhoso café da manhã que o seu Luís havia preparado pra gente. Depois de chamar o Raul, não o Castro, me senti um pouco melhor fomos andar pelas ruas de Trinidad. Meu interesse nessa cidade é pela história da luta dos revolucionários na Serra de Escambray. Existe até um museu lá que conta essa história , o Museo de La Lucha contra los Bandidos. A cidade também é próxima de Santa Clara, outro ponto do meu interesse. O calçamento das ruas de Trinidad lembram muito Paraty. A cidade é super turística e tem muita coisa para conhecer. Antes de sair, como de costume, conversamos bastante com o Sr. Luís. Quando saímos fomos almoçar próximo à Plaza Mayor e visitamos o bonito Museu de Arquitetura Colonial, um casarão do século XVIII. Dali fomos para o Museu de La Lucha contra Los Bandidos, subimos sua torre para fotos que tem uma vista que alcança o mar. À noite fomos à Casa de La Trova e, por incrível que pareça, fomos barrados porque homens não entram de camisa sem manga lá . Como estava muito calor e não queríamos voltar em casa por isso, nos contentamos com a Casa da Música e sua escadaria. A música mais ouvida em Cuba - Chan Chan - foi um clássico cantado por Compay Segundo, do Buena Vista Social Club: De Alto Cedro voy para Marcané / Llego a Cueto y voy para MayaríChan... 8º dia Neste dia agendamos um passeio para cachoeira. Sim , além de praias bonitas, tem cachoeiras bonitas em Cuba. Poderíamos ir a cavalo ou de charrete, mas na hora do passeio a charrete era na realidade uma carroça. Apesar da surpresa, entramos no clima e fomos. O passeio que custou 15 CUCs tinha um almoço rústico pago a parte. Depois que descemos da carroça para uma pequena caminhada em direção à cachoeira, o rio estava seco, o que nos causou uma apreensão, mas chegando na cachoeira era um poço para banho delicioso. Os gringos estavam adorando e nós também. Um oásis naquele calor com sombra e água fresca. Tinha uma barraquinha do lado da cachoeira vendendo mojitos Melhor impossível. Voltamos, almoçamos e descansamos para à noite irmos a Casa de La Trova devidamente vestidos. Foi mais uma noite incrível de música cubana: De Alto Cedro voy para Marcané / Llego a Cueto y voy para Mayarí... 9º dia No roteiro original teria ido a Cienfuegos no dia anterior para uma noite naquela cidade, mas a passagem por lá acabou mudando nossos planos. Tinha pedido ao Sr Luís para reservar um carro pra Santa Clara. Sabia que o horário do ônibus e o preço: 8 CUCs por pessoa. Então pagaria até 30 CUCs se ele arranjasse com isso poderia fazer um passeio de trem até o Vale dos Engenhos. Seu Luís conseguiu o carro por 60 CUCs Então o passeio pensado e o carro ficaram de lado. Aproveitamos a manhã para ir à Playa Ancon, muito falada aqui no Fórum. Arruamos um carro por 16 CUCs, ida e volta antes de embarcarmos para Santa Clara. A Playa Ancon é mais simpática que Varadero, tem mais cubanos, vendedores ambulantes e muitas algas. Entretanto Varadero é MUITO MAIS BONITA. Então valeu a pena pelo tempo livre que tínhamos, mas depois de uma praia bela o nível de exigência vai aumentando. Experiência feita em outra praia do Caribe. Almoçamos na casa do Sr. Luís: lagosta de novo por 12 CUCs por pessoa e rumamos para Santa Clara pela Via Azul. A casa nos foi arrumada pelo Sr. Luís pelo mesmo preço que ele nos cobrou (20 + 4). Casa de Rabelo e Onélia, Calle Abel Santamaria. Foi a casa com mais jeito de casa que ficamos. A família super simpática. Havia dois poloneses e uma portuguesa também lá. Chegamos num enorme calor e o senhor Rabelo nos esperava na rodoviária nos arrumando um táxi por 2 CUCs, Ali mesmo fizemos a reserva para o dia seguinte, pois retornaríamos no dia seguinte para Havana. à noite fomos ao Centro a pé, uma pequena caminhada. Ainda deu tempo de visitar uma casarão histórico, passear pelo Boulevard Independência e pela Parque Leôncio Vidal, uma bonita praça, cheia de gente acessando a internet, uma constante em Cuba. Jantamos num bonito restaurante estatal e fomos dormir cedo para aproveitar o dia seguinte. 10º dia Santa Clara tem uma importância fortíssima para a revolução cubana. Foi lá que Che Guevara comandou o ataque ao trem blindado que possibilitou a vitória daquele movimento insurrecional. A cidade é toda em homenagem ao Che. Iniciamos a visita ao Museu e Mausoléu do Che que ficava mais perto da casa. Dali pegamos um táxi-charrete para ir ao outro lado da cidade onde ficava a Loma del Capiro, o monumento Che e lo Nino e o memorial do Trem Blindado. Para nossa decepção estava fechado naquele dia, um domingo, só podendo visitá-lo pelo lado de fora. Almoçamos e rumamos para o Rodoviária. Santa Clara é também passagem para as Cayeras del Norte - Cayo Santa Maria e Cayo de las Brujas, também bonitas praias cubanas, mas não era nosso interesse. O esquema na Via Azul de deixar o nome no dia anterior e pagar a passagem na hora funcionou direitinho em Trinidad e Santa Clara. Creio que na alta temporada seja um pouco mais concorrido, mas você terá sempre táxis compartilhados pra te levar a qualquer lugar nas rodoviárias cubanas. Chegamos em Havana depois de 04 horas para mais duas noites na casa da Dona Cândida. 11º dia Era nosso último em Havana, com o que tínhamos economizado iríamos comprar umas lembrancinhas e visitar o que ainda faltava. Pegamos o Habana Bus Tour, 10 CUCs cada e fomos direto para a Plaza da Revolucion. Queríamos tirar mais fotos lá. Não subimos o Memorial José Marti. Pegamos o ônibus de novo ele dá uma volta grande e descemos no Hotel Habana Libre, no Vedado. Nosso interesse era almoçar no mesmo restaurante que estava fechado e fomos a outro também na Avenida 23. Também queríamos voltar na Copélia para mais um delicioso sorvete. Não tinha fila alguma, mas era porque estava fechada naquele dia, uma segunda-feira. Para a venda por CUCs estava aberta e aí só turistas conseguem comprar. Pegamos o ônibus turístico de novo e descemos no Centro. Fomos a Calle Obispo compramos uma lembrancinha, andamos pelas praças, já com gostinho de despedida. Com a economia que fizemos ainda queríamos jantar no Paladar San Cristobal, sim o mesmo restaurante que o Obama jantou que era do lado da casa da Dona Candida, mas para nossa decepção estava fechado pro falta d'água. Fomos ao Hotel Inglaterra que acabou se transformando em nosso point em Cuba. 12º dia O voo era às 08:45. Então já tínhamos reservado com o mesmo taxista que nos pegou na rodoviária de Havana para nos levar ao aeroporto por 25 CUCs. A Dona Cândida acordou cedo para se despedir da gente. Um amor de pessoa. Ainda tivemos um longo tempo de espera no Panamá. Chegando a meia noite no Brasil. Foi uma viagem fantástica que superou minhas expectativas. Tinha um interesse histórico, político e cultural para conhecer Cuba. O contato com o povo cubano foi fantástico. A presença forte de um capitalismo novo em Cuba com o seu passado socialista ainda pode trazer mais mudanças, nem todas boas. O povo cubano tem uma cultura formidável. Esperamos que eles não percam a salsa e a rumba, os mojitos e os daiquiris, nem a vontade de superar os males do capitalismo. Se queres conhecer um pouco do passado glorioso do povo cubano, VAI PRA CUBA, MAS VÁ LOGO! Prometo que ainda vou colocar fotos da viagem.
  4. Vilson Almeida

    CUBA - VÁ LOGO!

    6º dia Ida para Trinidad Levei do Brasil todos os horários da Via Azul, bem como os preços. Para Trinidad partindo de Havana eram 25 CUCs. A questão era ir até a rodoviária reserva a passagem e no dia da ida pegar outro táxi até lá e chegar com uma hora de antecedência. A dona Cândida tinha me oferecido um carro por 35 CUCs. Seria mais rápido e nos pegaria em casa, mas teríamos que dividir com outras duas pessoas. E a depender do carro e das pessoas poderíamos ficar esprimidos por 5 horas. Foi aí que mencionei este meu dilema com uma das funcionárias da casa e ela me disse para ir ao Hotel Inglaterra que lá teriam ônibus turísticos. Chegando no Hotel Inglaterra (passamos a ir lá várias noites tomar mojitos e ouvir salsa cubana) nos disseram que era em outro hotel, o Plaza, que ficavba do outro lado do Parque Central. Lá tinha um ônibus para Trinidad por 27 CUCs saindo do Centro e sem ficar no aperto Acordamos cedo neste dia e fomos carregando nossas malas até o hotel. Ônibus confortável. Fez uma parada na estrada igualzinho as que têm aqui no Brasil (isso tirou minha preocupação de uma possível viagem de carro alugado). E passou por Cienfuegos parando em todos os pontos que pretendia conhecer: Paseo El Prado, Casarões do Centro Histórico, Malecon de Cienfuegos, Punta Gorda.. com isso deixe de voltar a Cienfuegos pra uma noite nesta cidade e resolvi ficar mais uma dia em Trinidad. Chegamos em Trinidad às 15 horas. Não tínhamos feito reservas como indicam aqui nos outros relatos, mas acabou sendo melhor, pois na hora nos foi oferecido um quarto por 20 CUCs para duas pessoas e desayuno por 4 CUCs, por pessoa. Casa do Sr. Luis Media, Calle Jose Marti, 170, próximo ao Parque Céspedes. Seu Luis é professor aposentado e membro do Partido Comunista Cubano. Quando percebeu nosso interesse por política queria ficar conversando por horas. Nós gostávamos muito de trocar ideias com ele, mas ele não nos deixava sair Queríamos também conhecer a cidade e tomar mojitos. Estávamos varados de fome e seu Luís nos indicou um restaurante que achei caro e não voltamos mais lá, próximo à escadaria. Tava uma calor enorme. Descamos e à noite voltamos à escadaria da Casas da Música, cobram 1 CUC. Conhecemos outros brasileiros, dois paulistas descendentes de coreanos, um de Salvador que mora na França que estava com sua amiga espanhola, descendente de africano. Foi uma confraternização só. Muitos mojitos e quando o show na Casa da Música acabou rumamos para uma balada dentro de uma caverna, o Disco Ayala. Ficamos mais um puco bebendo e conversando e voltamos já meio altinho com cuidado para não tropeçar nas ruas de pedra de Trinidad, a la Paraty. Uma americana trêbada tentou puxar conversa. Não dava pra entender nada. Fomos embora felizes por ter encontrado aqueles brasileiros e terminado a noite cubana com muita música e mojitos. Sem contar a canchanchara, um drink mais forte, tipo caipirinha, que bebemos também. Continuarei com o relato e com fotos na próxima
  5. Vilson Almeida

    CUBA - VÁ LOGO!

    Colocarei fotos sim. Por uma inabilidade minha ainda estou separando-as.
  6. Vilson Almeida

    CUBA - VÁ LOGO!

    Oi Julia, Vou continuar o relato sim. Olha, troquei um pouco no aeroporto. Ia até trocar mais. A própria atendente falou pra não fazer isso. Então troquei todo o restante no dia seguinte no Banco Metropolitano. Rola uma fila. E preferi ficar uma só uma vez. Como Cuba é muito segura não tem problema você fazer toda a viagem com o dinheiro. Não usei o cartão nenhuma vez, porque as taxas de 6,38% são um roubo e porque é pouco aceito lá. No aeroporto 1 Euro = 1,06 CUC. Em Havana 1 Euro = 1,08 CUC. As casa de câmbio são estatais. Não haverá diferença
  7. Vilson Almeida

    CUBA - VÁ LOGO!

    Este relato é para ajudar a todos aqueles que pretendem viajar para este país incrível. Há muitas dúvidas, muitas curiosidades e muita de vontade de brasileiros irem para Cuba. Único país das Américas a ter feito uma revolução socialista, o embargo econômico sofrido, a restauração capitalista, o sistema de saúde, as praias, o povo e sua cultura... tudo nos faz querer conhecer Cuba. Realizei esta viagem em maio de 2017. Agradeço a todos que escreveram o seu relato aqui. Pesquisei bastante na internet, li a biografia do Che e arrumei as malas. Foi mais fácil, mais prazeroso e mais barato que imaginei. DICAS BÁSICAS Clima - é um eterno verão. Maio é um mês chuvoso, mas para nossa sorte pegamos pouca chuva e muito calor. Você deve saber que a temporada de furacões começa em junho e vai até novembro - o que não quer dizer que vai ter sempre furacão, mas é um risco. Que faz menos no calor no inverno. Cuba tá no hemisfério norte, portanto no final de ano lá é menos quente, mas cheio de turistas. Moeda - você já ter ouvido falar que deve levar Euro pra Cuba. Isto porque o dólar tem uma sobretaxa de 10%. Levando seus Euros, e a dureza é a conversão aqui no Brasil, você vai trocar lá pelo CUC (é assim que você vai chamar lá). É a moeda do turista que equivale a 01 dólar. Em maio de 2017, um euro no aeroporto tava valendo 1,06 CUC e nas CADECAs (casa de câmbio) ou Banco Metropolitano, no Centro de Havana, 1,08 CUC. Obs.: os cubanos usam a Moeda Nacional (assim eles chamam lá) ou CUP. 01 CUC vale 24/25 CUPs. Ou seja, a moeda nacional é bem desvalorizada e receber o CUC é quase uma fortuna para o cubano. Hospedagem - há hotéis, resorts, mas a experiência de ficar em casas de cubano é insuperável. Em Havana fiquei na casa da Dona Candida - Calle San Rafael, 403, entre Manrique e Campanario. A diária custou 30 CUCs para duas pessoas mais 5 CUCs por pessoa para um excelente café da manhã. Total 40 CUCs por diária. Os quartos costumam ter ar condicionado e banheiro privativo. Bem parecido com hostels e pousadas familiares no Brasil. Visto - além de estar com o seu passaporte em dia, tem a tal tarjeta turística que você deve comprar no guichê da Cia Aérea. Na Copa custou 65 reais para duas pessoas. E não se esqueça do Certificado de Vacinação Internacional que é obrigatório depois da volta da febre amarela no Brasil. Foi uma das primeiras exigências ao desembarcar. Não me exigiram seguro saúde. Viagem - com 12 dias, descontando a ida e volta teria 10 dias para conhecer Cuba. Sou avesso a viagens fast-food e foquei em Havana, Trinidad e Santa Clara, com um bate volta a Varadero e passagem por Cienfuegos. Se tivesse mais tempo e dinheiro teria ido a Santiago de Cuba, no extremo oriente da ilha. Tirando as passagens aéreas, foram gastos 1500 euros para duas pessoas, o que considerei razoável pelos outros relatos que li aqui. O RELATO 1º dia Comprei a passagem aérea pela Copa Airlines (2250 ida e volta) com 03 meses de antecedência. Procurei e consegui um voo que não fosse noturno. Saí às 11h e cheguei às 22h. São 07 horas até o Panamá e depois mais 02 hora e meia até Havana. O aeroporto é todo vermelho, rs. Leva-se um tempão para entregarem as malas. A dica neste caso é se estiver com mais alguém ir logo pra fila da casa de câmbio no aeroporto, enquanto o outro espera a mala. Não fiz isso e perdi um tempão. Os táxis cobram 30 CUCs até Havana. Cheguei na casa da Dona Candida depois da 01 hora da madrugada. Ela nos esperava e nos acomodou num quarto no segundo andar. Só deu tempo de pedir o desayuno para o dia seguinte e cama 2º dia O café da manhã foi fantástico: frutas, sucos, sanduíches de queijo e presunto, café, leite, etc. Toda vez que me perguntavam se eu queria ovo frito, mexido ou omelete eu respondia: huevos revueltos e viva la revolucion! Neste primeiro dia resolvi passear pelo Centro de Havana. Escolhi a casa pela localização, no meio entre Havana Velha e o Vedado. Dava para conhecer tudo a pé em Havana. Antes de começar a entrar nos pontos de maior interesse paramos no Banco Metropolitano para trocar todo o dinheiro. Aqui uma observação: li num relato que a moeda nacional de 3 pesos tinha o rosto do Che Guevara. Então no banco pedi a funcionária para me dar 10 CUCs em moeda nacional. Seriam 240 CUPs. Isso também serviu para alguns gastos e gorjetas. No Brasil imprimi vários mapas de Havana e das cidades por onde passaria. Me ajudou bastante. Começamos pela Real Fábrica de Tabacos Patargas, na realidade uma loja,. No caminho vários cubanos te oferecem tabacos de cooperativa. Recusei educadamente. Na loja fumamos um bom charuto e tomamos nossos primeiros mojitos em Cuba. Os charutos são bem caros. Devidamente batizados fomos andar pelas ruas do Centro. Passamos pelo Capitólio, que tá na fase final de obras, Gran Teatro Habana, Museo de Bellas Artes, Parque Central, Bar El Floridita (famoso pelos daiquiris) e seguimos pela turística Calle Obispo. Numa rua perpendicular fizemos nosso primeiro almoço: lagosta por 12 Cucs por pessoa, mais os 10%, mais a gorjeta da banda que tocava no restaurante, total 30 Cucs. Dali seguimos para o Paseo el Prado, uma bonita calçada onde artistas expõem seus trabalhos, indo em direção ao Malecon. O por do sol não era dos melhores, pois havia muita nuvem, mas estar naquele lugar mítico era inacreditável. Fechamos o dia comendo uma pizza próximo a casa da Dona Cândida, por 5 CUCs. Lá eles colocam açafrão na pizza, o que para mim não fica muito gostoso 3º dia Este seria o dia reservado para ir ao Museu da Revolução e conhecer as praças históricas de Havana, mas ficamos sabendo que teria show de rumba no Callejon de Hamel e rumamos para lá. Tava lotado de turistas. Como o Callejon de Hamel fica no caminho para o Vedado, então o roteiro ficou para curtir as coisas desse lado da cidade. Passamos pela Universidade de Havana, Hotel Havana Libre (que antes da revolução era Hilton), Avenida 23 (onde almoçamos um prato delicioso de cerdo - porco - por 15 CUCs). Como não poderia deixar de ser tomamos sorvete na Copélia. Se você assistiu o filme Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate) vai entender a emoção de estar ali. A fila para pagar em moeda nacional, baratíssimo, tava durando 3 horas, pois era um domingo de sol. Para os turistas que podem pagar em CUC, bem mais caro para o cubano, sem fila. Descemos a Avenida 23 em direção ao Malecon, mas para ir ao Hotel Nacional, um equivalente do nosso Copacabana Palace que nunca entrei. Lá eu sabia que poderia ficar nos seus jardins apreciando a vista e tomando uns mojitos. Foi bacana descansar na sombra, pois o calor tava forte. Ao sair dali fiz um clássico programa de turista: andar naqueles carrões conversíveis. Combinei com o motorista para dar uma passadinha na Plaza da Revolução para tirar umas fotos dos murais do Che Guevara e do Camilo Cienfuegos antes dele retornar para o Centro de Havana pelo Malecon. A noite mais uma pizza e cama. O dia seguinte era de ir a uma praia no Caribe. 4º dia Bate e volta a Varadero Estava fora de cogitação ficar hospedado em resort em Varadero, mas tinha muita vontade de conhecer essa praia. Li muito sobre o transporte para ir e voltar. Sabia os horários da Via Azul, empresa de ônibus cubana, mas também sabia que teria que ir a rodoviária, que é um pouco longe do Centro, para fazer reserva da passagem e ainda teria que chegar com certa antecedência para garantir meu lugar, mais duas horas e meia de estrada. Resolvi ir de taxi compartilhado que nos pega na porta da casa onde estamos hospedados e voltar pela Via Azul. Foi a melhor escolha, visto que os ônibus na volta param tanto no Centro como no Vedado, o que te economiza tempo e dinheiro com taxi. O taxi compartilhado da ida era uma camionete estilo rural, e um pouco apertada para quem tem pernas longas. O motorista nos deixou no terminal da Via Azul. Fizemos as reservas da volta e fomos caminhando até a praia. E que praia! Um tom de verde e azul se mesclavam sobre nossos olhos. O mar piscininha, areia branca, etc. Valeu muito a pena. Almoçamos no La Viccaria, na Calle 38, e resolvemos andar no Varadero Bus Tour. Como as distâncias eram muito longas e o ônibus servia de transporte para os turistas dos resorts não descemos em nenhum ponto. Retornamos para próximo do terminal e ainda deu tempo para um último mergulho na naquela praia maravilhosa. 5º dia Finalmente íamos conhecer o Museu da Revolução. Foi indispensável e ficamos bastante tempo lá. Saindo de lá só passamos pelo Bodeguita del Médio e rumamos para as praças históricas de Havana: Catedral, Plaza de Armas, Basílica de San Francisco e Plaza Vieja. Passamos pelo Museu do Rum, mas não entramos porque tínhamos encomendado uma almoço de comida criolla na casa da Dona Cândida. Mas deu tempo para saber que a barca para o outro lado da baía de Havana funcionava até a meia noite dando tempo de ir e voltar para a Cerimônia do Canhonaço sem precisar pegar táxi. Almoçamos aquela comida maravilhosa: lagosta de novo e dormimos. Acordamos já com o sol se pondo, o que em Havana acontece às 20 horas. Pegamos um táxi até o terminal de ferry. Não tem um ticket que você possa comprar. Você coloca uma moedinha na mão do funcionário e vai entrando. Fui perguntar e ele disse que era um CUC. Sabia que erma 10 centavos e para não perder viagem acabei dando um pouco a mais. Ali no terminal tem duas barcas para Regla e Casablanca. Para ir ao forte La Cabana, onde tem a cerimônia é a barca pra Casablanca. Pergunte antes de entrar. Passamos direto pelo Cristo de Havana (sim, tem lá) e pela cabana do Che. A Fortaleza de La Cabana, onde acontece a cerimônia, tem o por do sol mais bonito de Cuba. Dali você observa toda a Havana, o Malecon, etc. O segredo é você chegar antes da cerimônia que acontece todos os dias 21 horas. A cerimônia do canhoazzo é um espetáculo a parte. Na volta fomos pelo mesmo caminho, mas tava uma escuridão só. Apesar de Cuba ser muito segura, aconselho a voltar de táxi, mas a ida de barca é muito boa e para um final de tarde será umas caminhada incrível. Continua
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