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Andrea Collaço

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  1. O melhor de Niterói são as praias oceânicas. Pra quem gosta de praia vazia, sem turista, trombadinha e pedinte, as de lá são fenomenais, e não ficam devendo nada no visual às praias cariocas. Minhas preferidas são Itacoatiara, a praia dos surfistas, e Camboinhas, onde passei todas as minhas férias de infância. Pra chegar dá pra pegar ônibus pra Região Oceânica em frente à estação das barcas, que te deixam na DPO (delegacia de polícia). Dentro do bairro é proibido o tráfego de transporte coletivo, por isso você precisa andar uma meia hora até a praia, mas é pelas ruas internas mesmo, nada radical. O nome do bairro se deve ao navio Camboinhas, cujo leme quebrou perto da costa do Rio e que, depois de vagar à deriva, acabou encalhando na praia. O rebocador que veio tentar levá-lo de lá encalhou também, mas conseguiram retirá-lo posteriormente. Já o Camboinhas ficou encalhado mesmo, e foi "desmontado" pela companhia proprietária para tentar reaproveitar os materiais. O esqueleto dele ainda pode ser visto por quem passeia na areia nos dias de maré baixa. Aliás, é bom tomar cuidado porque é perigoso mergulhar nesse trecho e as placas de sinalização não são muito visíveis. Por Camboinhas é possível chegar à Praia do Sossego, uma prainha minúscula protegida pelos costões de Cambô, de um lado, e de Piratininga, do outro. Ela é usada por alguns mais saidinhos como praia de nudismo, mas nada obrigatório (até porque, se você conseguir chegar, não vai ter ninguém na entrada pra te obrigar a tirar a roupa). O caminho é pelo meio das pedras do final da praia, do lado direito de quem chega. É bem rápida a trilha, mas inclui um mergulho no mar numa garganta entre as pedras. Se o mar estiver virado, não tente. É difícil explicar por onde é a trilha sem mostrar o caminho, mas não é muito complicado achar, não. A grande sacada é ir pelas pedras menores, não pela pedra grande. É pra fazer de dia, porque não tem iluminação noturna. À noite é melhor ficar por Camboinhas mesmo, fazer um luau na praia (que felizmente também não tem iluminação) e dar um belo mergulho no mar no meio da escuridão. Apesar do medo, a sensação de liberdade é indescritível. Não precisa levar guarda-sol nem esteira: os quiosques disponobilizam mesinhas na areia pra quem quiser. Não é obrigatório consumir pra usar, mas não custa muito tomar pelo menos uma água de côco. Alguns quiosques têm uma aparência (e higiene) bem melhor do que os outros. Numa caminhada pelo calçadão você escolhe o que te parecer mais arrumadinho. Dá pra almoçar um peixe frito e outras iguarias marinhas sem medo. Recomendo também o cuscuz vendido pela dona Maria, uma senhora bem velhinha que passa com seu tabuleiro aos fins de semana (quando as praias estão, infelizmente, mais cheias). O cuscuz carioca é doce, feito de tapioca e côco, e servido com bastante leite condensado por cima. Uma delícia! Só não esqueça de levar sacos plásticos para recolher o seu lixo. Não vá sujar a minha praia!
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