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StanlleySantos

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Tudo que StanlleySantos postou

  1. Vai da região e cultura de cada um também....Por morar no norte, gosto de levar goma de tapioca, é café e lanche do final da tarde garantido, não ocupa muito espaço, e é super fácil de fazer. Dá pra rechear com tucumã se der a sorte de encontrar alguns caídos na trilha kkkkkk pra quem vai acampar em Roraima, por exemplo, paçoca dura um bom tempo bem armazenada, e a combinação de charque/farinha/banana te dão o necessário para a aventura. Pro nordeste, farofa nordestina (de cuscuz com charque, calabresa, ovo, bacon...), embora essa azede fácil se mal condicionada, mas é bastante prática. E por aí vai fora isso, oleaginosas como castanha do amazonas, castanha de caju, ou amendoim que dão uma energia boa e fazem até a fome passar. No mais, biscoitos integrais (aqueles de cacau com cereais), bebidas em pó (café instantâneo, leite e nescau em pó). Nunca que o camarada vai passar necessidade, rs. E o bom e velho miojo, apesar de não ser a coisa mais saudável do mundo, dá pra combinar com ovo cozido, por exemplo.
  2. Depende de vários fatores, sendo, a meu ver, o principal, quanto vc pode investir? Pq barraca não é igual, tem pra todos os bolsos e situações. Fora isso, tem que ver se vc quer uma que aguente temporal, se faz questão de ser autoportante ou não, se vai usar ela pra uso durante o dia, ou se vai só levantar ela pra dormir mesmo, enfim.... Para um mochilão do estilo que vc está falando, aparenta ser minimalista e o mais econômico possível...recomendaria uma barraca para uma ou duas pessoas, pra caber na bolsa sem pesar ou ocupar muito espaço. Aí a gente encontra várias no mercado, mas a maioria tem um valor elevado: quickhiker (quechua), mykra e minipack (azteq), everest (guepardo), falcon ou Windy (Nautika). pesquise sobre essas que citei e veja qual te agrada mais.
  3. Fala com a autora desse relato, provavelmente ela pode te ajudar https://www.mochileiros.com/topic/85247-5-dicas-do-que-não-fazer-na-nicarágua/
  4. Sim, pode ficar o dia todo se quiser, eu não lembro agora o horário para os visitantes saírem (mas deve ser lá para as 17:00) Eu não sei se houve mudança de regras em relação à entrada do parque, pois a parte da entrada foi privatizada, tanto que vc agora paga para o acesso.
  5. Já que vc é "iniciante" nesse aspecto, por que não começar com algo mais "light" para ir pegando o pique de como é ficar longe de casa? Tipo, focar em apenas um destino ou um estado, ao invés de pensar em várias regiões de uma vez? Dependendo dos estados, existem diferenças logísticas que podem complicar seu estilo de viagem (que por sinal precisa ser claro, vc vai de carro, de avião, de ônibus, como?) Primeiro de tudo, decida um ponto de partida, pensa no local que vc mais quer visitar aqui dentro do país. Tipo "ah, quero conhecer floripa, vi as fotos e achei massa", ou "sempre tive curiosidade de visitar a serra gaúcha!". Veja qual estado ou capital (geralmente o ponto de partida de uma viagem de férias é uma capital, por ser um porto seguro, de onde vc vai decidir por onde vai andar) lhe interessa de cara. A partir daí começa ir pesquisando, nesse site mesmo, informação não vai faltar sobre o Brasil quase todo. No google afora sites e blogs com infos sobre as atrações de um estado não faltam. O tripadvisor é um deles, me ajudou bastante em algumas ocasiões. Google também te dá uma ajuda, caso vc pesquise "o que fazer em lugar tal", e já fica um filtro disponível com as principais atrações. O google maps também ajuda bastante (a nível local) caso vc queira saber que atrações, hoteis ou afins ficam nas cidades. E por fim, sondar isso num roteiro, de acordo com quanto vc pretende (e pode) gastar, e os dias que pretende investir nisso. Aì vai exigir uma planilha, pesquisa em sites de transportes, sites de hospedagens (recomendam bastante o Airbnb, embora eu use bastante o booking), enfim. Penso que é mais gratificante vc montar seu roteiro por conta própria e ir se baseando no que os outros viajantes acharam dos locais. Um mês inteiro viajando, para quem não está acostumado, eu penso que é muito, metade de um mês é possível, até pq vai depender de quanto dinheiro vc está podendo investir com os custos diários, mais seu estilo de viagem. São coisas pessoais que não podemos dar uma luz, sabe.... Mas na minha opinião pessoal, se dedicando a um estado em particular, conhecendo a capital, e umas 3 ou 4 cidades boas, e passando dois, três dias em cada uma para devorar bem as atrações e não ficar "correndo para ver tudo" é um roteiro bem confortável. Uma capital pode te prender por dias, dependendo de quantas atrações ela possui, por exemplo. A partir daí vc vai ousando nas próximas viagens. Preparando roteiros para mais de um estado, e várias semanas.
  6. Mano, não sei se vc teve a oportunidade de parar e dar uma lidinha, mas tem relatos interessantes sobre a experiência de quem esteve nesses países https://www.mochileiros.com/forum/460-argentina-relatos-de-viagem/ https://www.mochileiros.com/forum/493-uruguai-relatos-de-viagem/ Ou, veja logo a lista dos países da América do Sul https://www.mochileiros.com/forum/623-américa-do-sul/ antes de decidir meus roteiros eu pesquiso bastante nos relatos, descubro locais bem interessantes nos depoimentos, que às vezes até fogem da mesmice. Uso bastente o google maps também para ver que atrações interessantes existem nos locais que desejo conhecer.
  7. Exatamente como o colega falou. Explore os tópicos e subtópicos para achar o que lhe interessa, inclusive vc pode criar novos tópicos de conversa (como vc fez agora), para tirar suas dúvidas, anunciar uma venda (no classificados, por exemplo), relatar uma viagem sua em um destino específico (no relatos de viagem), ou procurar companhia para viajar. Tirar uma hora ou duas do seu dia para "devorar" o site é recomendado para vc entender o funcionamento da coisa. E antes que vc faça perguntas, é bom uma pesquisa prévia para ver se sua resposta não está em algum lugar. Bons ventos!
  8. Não sabia que o radical king tinha chegado a esse patamar, interessante. Fiz uma vez atividade com eles, mas a nível local, apenas. Sobre a fui trilharr, ainda não tinha ouvido falar a respeito, e é bom sempre conhecer uma galera nova. Mas o valor para essa expedição foi esse apenas em virtude da parceria com a RK? Ou ela (a agência) cobra essa faixa mesmo? No mais, está aí algo que quero fazer em breve, muito bom e detalhado o relato. Lindas as fotos.
  9. Exatamente isso. Tem três maneiras viáveis: - pegando ônibus da rodoviária de Brasília (aquela perto do zoológico), se não me engano é a empresa real expresso que faz essa viagem. Mas dizem que é o pior jeito. - pegando carona pelos grupos do facebook de carona "solidária", coloco entre aspas pq não é gratuito, vc geralmente colabora com R$ 35,00 para ajudar no combustível, mas a possibilidade de achar uma viagem em horários mais flexíveis é maior. - pedindo pelo blablacar. Aí é contar com a sorte para ver se tem alguém indo para lá no dia que vc deseja. É tipo um uber de caronas, com cadastro e tudo. Eu usei em RS e gostei muito.
  10. não encontrei muita coisa nos fóruns e sites gringos sobre essa marca em particular, dá pra vc tentar se basear em avaliações de clientes, como por exemplo, da amazon. https://www.amazon.com/Free-Knight-Backpack-Mountaineering-Resistant/product-reviews/B07217DDMH/ref=cm_cr_arp_d_paging_btm_next_2?pageNumber=2 Parece ter opiniões divididas (tipo as marcas mais baratas do nosso país como a Nautika). Enfim, eu pessoalmente não compraria algo que não conheço e parece ter muitas reclamações lá fora. Veja se vc encontra outra marca mais conhecida lá fora. Sobre a bagagem de avião, com mochila vc tem chance de passar sem despachar, e acredito que essa mochila em particular peca somente na altura, mas veja as dimensões dela e vai no site da latam pra ver as medidas da bagagem de mão e comparar.
  11. Como falado no relato, fui em Maio. No mês em que vc vai é bem provável que a cachoeira do mirante da janela esteja seca, pq é a partir de outubro/novembro que as chuvas começam a voltar e o período de seca vai chegando ao fim. Mas a cachoeira é apenas um detalhe, o bom mesmo é o mirante em si.
  12. Salve, Adriana! Olha, do Amazonas não dá para ir pro Pará de carro, mas para RR sim (via BR-174, que por sinal pega presidente figueiredo), e super indico! Só administra bem os dias do aluguel pq de Presidente Figueiredo para Boa Vista levam mais ou menos umas 8-10 horas de viagem se não houverem muitas paradas e com o carro indo com tudo, rs. Ah, passando Presidente tem a reserva indígena que tem restrição de passagem no período da noite, se eu não estiver desatualizado, então a viagem precisa ser de dia. Em presidente, corredeiras e pequenas cachus não vão faltar, vc pode passar no CAT que te dão um panfletinho com o mapa dos principais banhos, cachoeiras, etc. Super acessíveis de carro. Tiraria uns 2, 3 dias ali. 5 dias penso eu que é um período muito extenso, maaaas vai de vc, claro. Em Roraima, olha, tem a capital que vale a visita, com alguns banhos próximos, entre eles o famoso lago do robertinho, um laguinho de água clara no meio do lavrado roraimense, bem legal de visitar. Tem a serra do tepequém, que fica a uns 200 km de Boa Vista, no qual vc sobe a BR-174 no sentido venezuela e entra numa rodovia estadual, não é difícil de achar. Lá tem muita atração natural também. Tem o lago Caracaranã, que fica no território Raposa Serra do Sol, já no lado mais leste do Estado, e Lethem, na fronteira com a Guiana (inglesa), lá é um centro de compras bem visitado (estilo Ciudad del Este), do norte do Brasil. Pro Pará vc vai precisar ir de Barco ou Avião.
  13. Transforma isso em relato homem, seria legal ler infos atualizadas sobre a subida. 😃 Tou decidindo entre subir o mte. Roraima e fazer um mochilinho em MG + pico da bandeira como cereja do bolo pra 2020, então....rs Deixa eu te perguntar, no terreirão tem solo para fixar os specs?
  14. Mano, é como os colegas acima falaram. Não é algo que pode ser de qualquer jeito, e não se arruma da noite pro dia sem capital. Ainda mais num mochilão grande e ousado como o seu. De todos os itens que vc for usar, a mochila indispensavelmente precisa prestar, sabe? Como alternativa, mas eu não recomendaria a não ser pros meus inimigos (risos), tem aquelas mochilas cargueiras xingling de importadoras dos centros das grandes cidades, elas custam entre 60,70, 120 reais, mas é o famoso "por sua conta e risco", pq elas não são confiáveis. Aí vc teria que levar um kit de remendos e costuras nas suas viagens. Infelizmente mochila boa para viagens é um investimento que precisa ser feito, se eu pudesse te passar uma fórmula mágica para arrumar uma mochila de graça ou no mais acessível preço, eu passava com prazer. Os menores preços que vc pode encontrar seriam nas usadas, nos sites de desapego, ou na faixa de 300 mangos, uma quechua ou uma trilhas e rumos (que aguentam o tranco). É um conselho de amigo: invista numa mochila boa. Ou, ou vc pode arriscar encontrar uma cargueira de marca desconhecida em algum país que vc for visitar, a um preço acessível. Pode ser que sim, pode ser que não, existem países como Guiana e Venezuela (principalmente este por estar numa crise) que podem ter o que almeja. Mais uma vez, boa sorte!
  15. Olha, acabei de vir da serra gaúcha, que está no final do inverno. Em Gramado tem muita opção para família com criança. E a cidade está um charme, como o festival de cinema encerrou, e vai começar a esquentar no estado, acredito que a cidade já não vai estar tão lotada. Vc falou sobre a possibilidade de ir a Tocantins, já pensou em visitar as praias de Alter do chão(Pará)? Os rios não vão estar nem tão cheios, nem tão vazios, e como estamos no verão vai poder ver um por do sol bem bonito por lá. E dá pra ir de carro, ainda que seja uma senhora viagem!
  16. Amigo, doação acho difícil, mas não impossível. Se vc não conseguir por aqui dá uma sondada no Mercado Livre ou na OLX, dá pra encontrar boas mochilas a preços acessíveis. Consegui uma forclaz da quechua por 200 mangos na OLX e diria que foi um achado! Claro, depende do estado onde vc mora tbm. Boa sorte!
  17. Mano, confesso que ouço falar muito dos xiaomi, mas não tive a oportunidade de usar qualquer modelo, então vou ter que ficar te devendo essa. Como usei/uso a linha g então minha sugestão segue. Espero que encontre algo que lhe agrade. 👍
  18. Tenho ficado bem satisfeito com a série g da Motorola. O G3 e o G7 me ajudaram inclusive com trabalhos de fotografia da faculdade. O G7 tem a opção (ainda que limitada) de vc trabalhar com o ISO, obturador, velocidade, etc, mas vc vai precisar dos conhecimentos básicos de fotografia para balancear bem esses aspectos e gerar aquela foto maneira. E ele tbm vem com outros recursos básicos como escolha de cor e foto em retrato (que desfoca o ambiente ao redor de um rosto reconhecido), caso queira algo mais "Instagram". Creio que valem a pena.
  19. Com toda a certeza! Fiquei bastante cativado pelo orgulho gaúcho, a receptividade, o gosto por uma boa prosa, os motoristas com quem peguei carona conversaram a viagem toda sobre todo tipo de assunto! E como falei no relato, o Estado é riquíssimo em atrações para todos os tipos! Compras, cultura, história, atividades radicais, nossa! Definitivamente contarei os dias para retornar.
  20. Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista.... Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen imagina pegando 1 grau em gramado!!! Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm. O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo ) Le parque farroupilha no seu esplendor verde Aquela foto bem maneira e clássica no centrão Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa. Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão. Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero. A tão comentada Gonçalo de Carvalho O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍 Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito). GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida Vai por mim, é assim mesmo, a cara de tristeza acima não é à toa Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro. O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita. Casa de cultura Mário Quintana War.......War never changes O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus. A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício. Dia 09-10: De POA para Torres. Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes o que é mais a minha cara. Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. E cá estamos em Torres, que beleza! Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também. Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse: Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje.... A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada. Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres. O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽 Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores Um pouco da vida local Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora? De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país. Acredite, isso vai bem longe... Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar. O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica. Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais..... ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️ Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado. Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou? Era o sentimento naquela segunda A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá? Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍 A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!! Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também. Dia 15: La Cittá pela terra da Uva No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer? Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva. O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver. "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!" Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa Exposição da imigração italiana no museu municipal Catedral de São Pelegrino Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas. Legendas são dispensáveis Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação. A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear. Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem. Gramado e seu clima para romances O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto. os gigantes na estrada em obras A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas? O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento. Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra. Aquele clima padrão europeu, adoro! A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes. Que visão é essa cara! Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões. Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante. Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei. O Lago negro nos dias ensolarados E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê! Agora as infos básicas: Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um. Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento. Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios. Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante. Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer. Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado. Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade. Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região!
  21. Acabei de sair do Salgado Filho (POA), e vi os agentes do mal (vestidos de verde) que supostamente estariam fazendo a triagem das bagagens. Estão olhando muito pouco para quem passa e praticamente nem reparam em quem passa de mochila. No embarque tem o gabarito, mas também é difícil pararem alguém. Estou com uma mochila de 60 litros bem cheia + uma bolsinha, indo p/ Brasília agora, sem problema algum com bagagem na vinda e na volta, até então. Vale ressaltar que muitos vôos estão dando a oportunidade de vc despachar de graça antes do embarque, para evitar atrasos, então é uma oportunidade para quem acha que pode ter problema.
  22. Me baseio pelos hostels do Brasil. Os armários são uma comodidade do estabelecimento, e diria que um direito do hóspede, inclusive. Nunca vi cobrarem por armário/cofre. Hostel que não tem armário para objetos em dormitórios pra mim nem vale a estadia. Quanto aos itens pessoais, é uma questão complicada. Penso que vai depender dos locais aonde você fica (se há reclamações ou casos registrados de furtos de objetos, ou se a cidade em si é violenta). Os itens críticos de viagem (dinheiro, celulares, câmeras) são melhores com a própria pessoa, e no armário do hostel os menos críticos. Isso é um pensamento meu, claro, vai de você seguir ou não. E tomar cuidado por onde andar. Dinheiro numa conta do banco ou bem guardado em algum lugar estratégico (dentro da meia, por exemplo) com documentos + um dinheiro de "isca" na carteira é algo que sempre faço para evitar tragédias. Quando não tem remédio, gosto de deixar os valiosos dentro de um saquinho no saco de cuecas sujas da mochila 😂 Fazer amizade com alguém que passe alguma confiança no dormitório também é uma boa, pode te dar um par de olhos extras para atividades suspeitas, ou em caso de faltarem coisas. Mas jamais deixe item algum na sua cama.
  23. Parei no 300mm. Isso mal aguenta um banho de mangueira de jardim 😂 parecem estar no mesmo patamar daquelas barraquinhas do telhadinho amarelinho, de supermercado ou lojinha de departamentos. Melhor partir para uma náutica, nord ou guepardo, que ainda aguentam alguma coisa.
  24. Cara, opinião sincera de morador.....penso que depende do que vc está atrás, pq quem vende roupas em grandes quantidades por aqui já trás de fora, pode dar uma circulada no centro comercial, diria que 50% são de bate palmas e importadoras xingling com réplicas e roupas de baixa qualidade. Assim, vc não vai encontrar nenhuma franquia de roupas e similares própria (e de qualidade) na cidade, as roupas de marca a gente compra nas filiais da Riachuelo, Marisa, C&A, que já existem no Brasil afora, também. Indústria de roupas não é um forte da região até onde sei. Mas como disse, o que vc mais vai ver no centro é loja de roupa. Pode ser que agrade.
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