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isaribeiro

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Respostas postados por isaribeiro


  1. @hhhessel Já que você vai estar sem carro, a melhor opção é São Jorge, pq está mais próximo do vale da lua e do parque nacional (esse ultimo você vai a pé mesmo). O pessoal em São Jorge é mais disposto a dar carona e você sempre pode contratar os passeios também.

    Já que você tem 5 dias, recomendo:

    Use a segunda-feira dos seus dias para ir para a Cachoeira Santa Bárbara bem cedo. Vai estar bem mais vazia. Não é um passeio barato, mas vale a pena. 

    Vale da Lua (muito fácil conseguir carona ida e volta de SJ)

    Parque Nacional - Cariocas e Canyons (dentro de SJ)

    Parque Nacional - Mirante da Janela (dentro de SJ)

    Cachoeira do Cordovil (do lado do vale da lua, a trilha é muito boa!), Almécegas e São Bento (saída de Alto Paraiso) ou Catarata dos Couros (meio distante, mas na minha opinião é a cachoeira mais bonita. Aconselharia contratar o passeio)

    Cachoeira do Segredo (compre o ingresso em SJ), Loquinhas (dentro de alto paraiso) ou Cachoeira do Poço Encantado (caminho de cavalcante)

     

    Cuidado que está chovendo muito aqui pelo cerrado, atenção redobrada no vale da lua, mesmo sendo no final de março. Já peguei tempo ruim até em abril, mas mesmo com chuva vale a pena. A chapada é maravilhosa, espero que goste!

     

    • Gostei! 1

  2. Oi Ju! Que relato incrível e que família incrível vocês são, também! Com certeza irei usar suas dicas na minha viagem.

    Também vou em julho, minha primeira viagem em alta temporada (meu pavor!) mas eu quero ver neve em Santiago e é a melhor época para isso, enfim, como você avalia essa época na questão de pessoas? Tem muita multidão? Atrapalha os passeios? 

    • Obrigad@! 1

  3. Entre contratar pacote e alugar carro, definitivamente alugue carro. 

    Você está indo em altissima temporada e as cidades vão estar cheias, não vai ser difícil achar carona. Te recomendo ficar em são jorge por causa da facilidade de ir para o parque nacional e também para encontrar carona para o vale da lua. Por aqui está chovendo bastante, tome muito cuidado com as cachoeiras.

    Tenho aqui comigo alguns cartões de guia que talvez possa te ajudar, nunca utilizei nenhum serviço, como moro em Brasília, sempre vou com meu carro.Também recomendo @cariocanachapada e @guialuancarlos só procurar no instagram.

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    • Gostei! 1

  4. Olá Mochileiros!

    Hoje vim relatar um pouco sobre minha viagem para Ilha Grande, que fica na cidade de Angra dos Reis, no Rio! Angra pra mim sempre foi sinônimo de luxo e riqueza e depois de trabalhar o ano todo, decidi separar um pouco mais de dinheiro e conhecer essa ilha. Como essa viagem aconteceu em agosto e minha memória não está tão fresca para preços exatos, vou tentar ao máximo resumir a experiência e dar dicas de como economizar e aproveitar esse paraíso.

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    RESUMÃO

    A ILHA – impressões, como chegar, onde ficar, onde comer, o que fazer e passeios.

     Impressões e como chegar

    Bem, como o nome diz, Ilha Grande é uma ilha e nela só se chega por barco. Há diversas opções, mas decidimos contratar um serviço de transfer ida e volta que nos pegaria no Aeroporto do Galeão e nos deixaria em nosso hotel no Rio na volta. O valor do serviço incluindo transfer terrestre e marítimo com lancha rápida ida e volta custou R$210 reais por pessoa, com a empresa Transfer Ilha Grande que recomendo demais, o serviço foi muito bem prestado.

    Opções mais baratas para chegar na Ilha vindo do Rio é pegar carona/um ônibus na rodoviária até a cidade de Conceição de Jacareí e de lá comprar o ticket de barca para Abraão por 35,00.

    Em ilha grande existem 3 cidades para hospedagem: Abraão, Palmas, Araçatiba e Aventureiro (sendo que esse ultimo só se chega de barco saindo de Angra dos reis). Nossa escolha foi Abraão por ser a maior e principal. Logo no desembarque já sabíamos que a viagem valeria a pena, o lugar é paradisíaco. Não tenho palavras para descrever a beleza do lugar, uma vila simples, pequena, onde o comércio fecha de 13:00 – 17:00, rodeado por uma mata atlântica viva. O dress code é chinelo ou pé no chão, mas não esqueça de incluir um casaco e tênis na sua mochila.

     

    Onde ficar

    Sobre as hospedagens em Abrãao... Precisa ser levado em consideração que a Ilha é um lugar bem simples, originalmente era uma vila de pescadores e tudo precisa chegar de barco. É uma logística meio complicada que também influencia na inflação dos preços. Estivemos na Ilha em agosto, baixa temporada para o Brasil, mas férias na Europa e consequentemente os valores não estavam tão baratos, pois a Ilha lota de Europeus nesse mês, fomos descobrir isso por lá. Estávamos em casal, não queríamos ficar em camping, nem quarto compartilhado, o ideal era uma pousada com cama confortável e chuveiro quente. As diárias variam muito, escolhemos a pousada Horizonte dos Borbas pelo custo benefício e ótima localização. Foram 6 diárias e o valor total ficou em R$ 877,50 com café da manhã incluso. Recomendo esse lugar, foi um bom achado. Opção mais barata para Ilha Grande é camping e hostel. Recomendo bastante o Che Lagarto. DICA MOCHILEIRA: acampar em Ilha Grande é um prato cheio. Caso decida por essa opção, não deixe de acampar em Parnaioca ou Aventureiro.  

     

    Onde comer

    Comer em Ilha Grande é absurdamente caro. Não tem meio termo, ou você cozinha no hostel/camping ou gasta, no mínimo, 40 reais em um prato. Até no mercado as coisas são muito caras, e olha que sou de Brasília onde preços altos normalmente não assustam, o que me deixou meio indignada. Uma água de 5 litros custa 10,00. Se você for ficar hospedado em pousada/hotel, recomendo separar pelo menos 100 reais por dia para alimentação entre almoço e janta, contando que sua hospedagem tem café da manhã. Sim, não é exagero.

    O preço é caro, mas a comida é boa. Recomendo os seguintes lugares:

    - Café do Mar Bar e Restaurante

    - Lonier Garoupas

    - Pizzaria Fornilha

    - Ateliê Cafeteria

    - Creperia Tropicana

     

    Passeios e o que fazer

    A Ilha é dividida entre trilhas que levam até algumas praias e passeios que você faz apenas com barco. As trilhas são perfeitamente demarcadas, não sendo necessário guia apenas disposição. Contratamos todos os passeios com a empresa LIG – Lanchas Ilha Grande. Os passeios saem diariamente de Abraão, não compramos nada com antecedência, porém alguns passeios são determinados pela maré, então recomendo ir atrás dos passeios logo na chegada para garantir. Fizemos os seguintes passeios em nossa estadia por lá:

    - Ilhas Paradisíacas (R$ 90,00)

    - Volta a Ilha (R$110,00)

    - Meia Volta (R$80,00)

    - Lopes Mendes (independente)

    - Trilha até praia de Abraãozinho (independente)

     

    Vou detalhar cada passeio a seguir:

     

    • Gostei! 1

  5. Olá, Mochileiros!

    Estou planejando minhas férias internacionais para Outubro desse ano, gostaria de saber onde posso ir com 4.000 reais para tudo, incluindo passagem. A princípio será sozinha.

    A única coisa que faço questão é hospedagem em quarto individual (meu sono é tão leve que até o barulho de uma agulha caindo me acorda... nada resolve, eu só consigo descansar dormindo sozinha e eu faço MUITA questão de um bom sono!).

    Já conheço Peru e a Patagônia Argentina.

    Obrigada!!

     


  6. @Arthur R. Ferro Oi Arthur! Acredito que nós gastamos cerca de 3.000 reais, no máximo, por pessoa com hotel, passeios e restaurantes. Mas como relatei, contratamos passeios e sempre comíamos em bons restaurantes. Achei Buenos Aires bem barato e o preço da Patagônia equivale os preços de Brasília ou Curitiba, por exemplo. Não tivemos taaaanta surpresa com os preços. 

    Mas ao mesmo tempo ficamos em lugares que nos permitiam fazer nossa própria comida, caso quiséssemos. Isso ajuda muito! Teve dias de preguiça que fizemos omeletes, sanduíches e as empanadas salvam sua vida! Guardar umas coisinhas do café da manhã para levar nos passeios também é uma boa, já que as lanchonetes dos lugares são bem carinhas (a do perito moreno, então!!)

     


  7. USHUAIA 

    Parte 2

    No nosso quarto dia, fomos fazer a Navegação pelo Canal Beagle + Pinguinera. Até agora não tínhamos pegado nenhum vento patagônico, então fui agasalhada “normal” e nunca passei tanto frio na vida! O dia estava perfeito, limpo e ensolarado. Primeiro paramos na ilha para ver uns pássaros que parecem pinguins. Depois, fomos para a ilha dos lobos marinhos  e enfim  para o Farol Les Eclaireurs (lindo!! Parece uma pintura!). Em seguida iniciamos a viagem de aproximadamente 1h até a Isla Martillo. Apesar de estar na baixa temporada de pinguins, tivemos a oportunidade de ver uns muito de perto! A colônia estava pequena, mas há pinguins pequeninos que ficam andando por lá, uma gracinha. Depois da caminhada com os pinguins segue para o almoço e, para aqueles que quiserem, ao museu marítimo. O museu é incrivelmente completo para uma estrutura tão pequena e bucólica, é tudo feito à mão, com a dedicação dos Biólogos que cuidam muito bem do lugar.

    Não achei tanta graça nas árvores retorcidas, não tem nada demais. A volta é feita de ônibus, que te deixa na frente do Hotel Beagle. De lá, fomos carimbar nossos passaportes na Secretaria de Turismo. Na nossa ultima noite, fomos ao pub irlandês Dublin. O lugar todo tem decoração bem temática, tem calefação mas é bem cheio, então é bom reservar ou chegar cedo. Ótimas cervejas e petiscos, tudo barato. O wifi também é ótimo!

    Nosso último dia foi dedicado ao Parque Nacional, Parque do Fim do Mundo ou Parque da terra do Fogo. Escolhemos não andar no trem, achei meio bobo e caro. O Parque tem uma ótima estrutura de trilhas, dá para você passar o dia inteiro desbravando o lugar, tem muita coisa para fazer. O Correio mais austral infelizmente só abre no verão, então fomos carimbar os passaportes no centro turístico/restaurante. Os lugares que mais gostei do parque foi a Bahia Lapataia e o Lago Acigami. Nosso voo sairia de tarde, então contratamos esse passeio que percorre o parque de van, pois não teríamos muito tempo. Deixamos nossas malas na agência do Brasileiros em Ushuaia e depois do passeio almoçamos, compramos algumas lembrancinhas e fomos para o aeroporto.

    Nosso voo de volta sairia do Ezeiza, mas pousamos no Aeroparque. A Aerolíneas Argentinas disponibiliza um voucher para pegar um ônibus entre os dois aeroportos, se você tiver que trocar, só aí você economiza 100 reais! Aconselho para quem tiver essa conexão que seja em tempos bem espaçados para evitar contratempos.

    O voo para o Brasil foi tranquilo e vazio. 3 meses depois e ainda estou com ressaca dessa viagem incrível.  A Patagônia Argentina é realmente surreal! Recomendo a todos! 

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    Tão lindo que parece montagem!

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    Os pinguins são muito dóceis!

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    FIM! 🎆

     


  8. USHUAIA

    Parte 1

     

    Ahh, Ushuaia! Sua linda! Finalmente chegamos ao fim do mundo. O meu sonho de visitar a Patagônia Argentina surgiu por causa dos livros  “The Lighthouse at the End of the World” do Jules Verne e “Geological Observations on South America” e “The Voyage of the Beagle” do Darwin. A ideia de navegar nas mesmas águas que Darwin sempre me fascinou!

    O voo Calafate -> Ushuaia foi o voo mais lindo que já peguei. Magistral. Apesar do que falam, foi bem tranquilo.

    Pegamos nossas malas e um táxi para o apartamento que alugamos. Quando você se acostuma com El Calafate, Ushuaia pode ser uma decepção. A cidade não é bonita. Tem até um tipo de “favela” e andar a pé por lá também exige certa disposição, pois tudo é subida e nosso apto ficava bem em cima de uma. Tudo bem, a decida era fácil e na subida usávamos táxi, que é barato.

    No nosso primeiro dia fomos na loja Jumping alugar as botas impermeáveis (ARS 500 para 2 dias de aluguel, por pessoa), ir na Piratour buscar os vouchers para a Pinguinera e contratar os passeios para Laguna Esmeralda e para o Parque Nacional com a Brasileiros em Ushuaia. Infelizmente o Cerro Castor já estava com as atividades encerradas, apesar de ter neve. Almoçamos no Hard Rock e tínhamos reservado o resto do dia para subir no Glaciar Martial, já que só iria escurecer às 21hrs mas...

     

    Meu namorado ficou muito doente. 😭 Uma infecção alimentar horrível causada por uma pizza. Ele não tinha contratado seguro viagem, tínhamos chegado há poucas horas, não conhecia nada da cidade e ele só piorava conforme a noite avançava. Em resumo: consegui ligar para um rádio táxi que chegou a nosso apartamento muito rápido e nos levou para o hospital público. Lá fomos atendidos na hora e meu namorado já foi internado. Ficou a noite inteira. Infelizmente perdemos um dia de viagem e não conseguimos ir no Martial mas ainda bem que não foi nada pior e ele teve um atendimento excelente, no final das contas.

    Também é bom ressaltar a compreensão e gentileza do Brasileiros em Ushuaia que remarcou nossos passeios para outro dia, sem cobrar nada, e foram gentis desde o começo dessa confusão. Fica a lição: SEMPRE CONTRATE SEGURO.

     

    Passado o susto, no terceiro dia fomos para a Laguna Esmeralda e o passeio não poderia ter sido mais perfeito. Tinha parado de cair neve então o dia estava claro e tudo estava bem branquinho com neve fresca. Foi o meu primeiro contato com neve!!! Infelizmente não lembro o nome dos guias, que fizeram tudo ficar mais divertido, até serviram um almoço delicioso com Malbec, tábua de frios e uma sopa de ervilha bem quentinha.

    A Laguna é linda, maior do que eu esperava. Existe uma área de camping para quem quiser pernoitar e tem como subir para o Glaciar Ojos de Albino, a montanha que fica atrás da Laguna.

    Depois do passeio fomos para a casa de chá. Ela realmente é cara, mas eu gostei bastante. Vale a pena. Até tentamos subir para o Martial, mas estávamos sem os bastões de apoio e estava com muito gelo e neve na subida. Deveriam consertar o bondinho... achei um grande desperdício de estrutura, a vista do Martial é belíssima.

     

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    A felicidade da pessoa na sua primeira vez vendo neve!

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    A Laguna estava assim toda congelada!

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    Você encontra muitos cachorros "selvagens" na trilha. Esse é o Victor, um cachorro muito simpático e bonzinho.

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    Nosso lancho/janta na casa de chá. Tudo delicioso. A melhor cheesecake que comi.

     


  9. (bate e volta) EL CHALTÉN

     

    Nosso último dia na região foi em uma excursão full day em El Chaltén feita pela agência Criollos. Infelizmente amanheceu frio, escuro, nublado e com muita chuva, nevando no topo das montanhas, e dali já sabia que não poderia ser possível ver o Fitz Roy, o que me deixou muito desanimada, pois os outros dois dias não tinha uma nuvem no céu durante o dia, estava até calor. Apesar de ter sido alertada por vários viajantes que a região de El Chaltén é assim mesmo, foi um pouco decepcionante. Por isso aviso: se preparem para contratempos climáticos! Tanto o psicológico quanto as roupas impermeáveis.
    Esse passeio está incluso o traslado, entrada e passeio de barco para o glaciar Vespignani. Há outra versão desse passeio que é apenas o traslado para a cidade e o almoço, assim você fica livre pela cidade e faz a trilha que quer de forma independente. Como estava chovendo e o Fitz Roy estava encoberto decidimos continuar a viagem para o Vespignani, não fazia sentido subir. O passeio é longo, faz paradas em cachoeiras e bosques, para no início da trilha para o Glaciar Huemul para os interessados (que depois fui descobrir que é mais bonito que o Vespignani...), segue para um pequeno píer onde pegamos um barco panorâmico que navega pelo Lago Del Desierto até quase a fronteira com o Chile e chegamos em um abrigo chamado Mirador de Glaciares que é o início da trilha.
    Obs: o lago fica a 37km da cidade mas existem transferes direto, é em torno de ARS 180 a 200.


    Considerações sobre o full day: Todas as paisagens estavam deslumbrantes. Vale a pena, mesmo com chuva e mesmo ficando muito tempo rodando dentro do carro. Claro que em dias ensolarados o passeio é perfeito, já que está incluso diversas paradas também na ruta 23 e em El Chaltén, mas mesmo assim acredito que foi uma boa oportunidade para quem não tinha muito tempo disponível. Eu apenas visitaria o Glaciar Huemul ao invés do Vespignani, mas fica pra próxima. Com certeza voltarei para El Chaltén!

     

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    É incrível como as fotos não fazem jus a grandeza de El Chaltén! 

     

     

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  10.  
    Galerinha, to começando a planejar minhas férias e to com muitas dúvidas sobre o destino... estou considerando seriamente uma roadtrip nos EUA.
    Procurando nos sites da vida sobre o deserto e west coast, 9 de 10 pessoas recomendaram o seguinte roteiro:
     
    • Arizona (10 dias)
     
    Phoenix
    Antelope Canion
    Monument Valley
    Route 66
    Havasu waterfalls
    Horsebend Shoe
    Grand Cânion
    Las Vegas (sei que é outro estado mas ta ali coladinho com o Grand canion)
     
    • California (10 dias)
     
    Los Angeles
    Pacific Highway
    Santa Barbara (pit stop)
    Julia Pfeiffer state park
    Monterey Bay (pit stop)
    San Francisco
     
    Considerando isso, pensei no seguinte roteiro POR CIMA:
     
    Desembarcar em Los Angeles, seguir pela L-10 até Phoenix. Iniciar os 10 dias visitando as atrações do deserto indo para o Norte finalizando o roteiro em Las Vegas. Partir de Las Vegas até Bakersfield para iniciar o roteiro pela Califórnia, seguir pela L-5 até San Francisco e de lá descer pela Pacific Highway, visitando o Julia Pfeiffer state park no caminho e finalizar até Los Angeles.
     
    Ou seja:
     
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    Los Angeles (Start point, ir pela route 66) -> Phoenix -> Atrações do Arizona ( Antelope Canion, Monument Valley, Havasu waterfalls, Horsebend Shoe, Grand Cânion) -> Las Vegas -> Bakersfield (pit stop, talvez ir no parque das sequoias) -> San Francisco -> Big Sur (Monterey, Julia Pfeiffer state park) -> Los Angeles.
     
    Minhas dúvidas são as seguintes:
     
    • Qual seria o melhor start point da viagem? Los Angeles mesmo? Ou uma passagem múltiplos destinos cairia melhor?
    • As locadoras de carro dos EUA são flexíveis em diferentes pontos de entrega do carro?
    • Quanto deve considerar de gasolina para esses dias? Fiz uma simulação por cima e deu uns 3000km rodados se for parar em todos esses pontos recomendados
    • Quantos dólares é recomendado por dia pra sobreviver?
    • Quais são os lugares que deve investir mais dias e os que deve investir menos dias?
    • É tranquilo ir sem hospedagem reservada?
    • Ir no Outono é uma boa época?
    • E afinal, tem como visitar todos esses lugares em 20 dias?? Considerando que eu e meu namorado são somos muito interessados em viagem de compras então não perderemos tempo indo em outlet, lojas etc
     
    Enfim, é isso! Muitas perguntas, eu sei haha Desde já agradeço a quem puder ajudar! :)
     

  11. EL CALAFATE

    2º dia

    O grande dia de conhecer o gigante Perito Moreno chegou!!! Como nosso hotel era muito próximo a agencia da Hielo y Aventura, o combinado foi encontrar com o transfer para o Parque Los Glaciares lá mesmo na agência, de manhã bem cedo. Infelizmente não nos informaram que o ingresso para o parque não estava incluso no pacote e meu namorado teve que ir atrás de câmbios paralelos, já que a casa de câmbio estava fechada. Ele conseguiu trocar em um kiosko por um preço bem abaixo da cotação.

    Subimos no minibus da agência e partimos seguindo a Ruta 11, parando em um mirador que fica em frente ao Cerro Frias. Cerca de 1h depois, chegamos no Puerto Bajo las Sombras para pegar a embarcação que nos deixaria na Base do Perito Moreno. Toda a viagem é visualmente bem agradável.

    A navegação é muito bonita, você pode ter uma visão panorâmica do lado leste do glaciar por bons e frios 20 minutos. Todos sabem que é bem comum que grandes pedaços de gelo desprendam do glaciar e caia com tudo na água, por isso as embarcações não podem chegar muito perto da geleira. Por toda a cidade você verá imagens surreais do barco bem perto do gelo para divulgar as navegações, mas são todas montagens bem feitas. Essa ida foi o interessante o suficiente para que não me desse vontade de comprar o passeio da navegação. O Perito Moreno apesar de ser o 3º maior glaciar, é o único que pode ser visto bem de perto.

    Ao desembarcar, dividiram o grupo em espanhol e inglês e fomos direcionados para um refúgio onde guardaríamos nossas coisas. Você não é obrigado a deixar sua mochila/bolsa por lá, mas facilita bastante na hora da trilha. Esse refugio possui estrutura de banheiros, armários, mesas dentro da casa de madeira ou mesas de piquenique com visão para a geleira. Dica: LEVE COMIDA! Você estará faminto depois do trekking. Depois de um tempinho distribuíram as luvas (que são obrigatórias) para quem não tinha e começamos a caminhada para a base por dentro de um bosque muito agradável e uma praia de areia escura cheia de pedaços de gelo, onde nos foi passado informações sobre o glaciar, sua composição, história e comportamento. Demos sorte, pois no dia não chovia, não ventava e não fazia sol, clima perfeito! A expectativa só aumentava.

    Chegou a hora de colocar os grampões e minha outra dica é ir com um calçado que cubra os tornozelos, pois as amarras do negócio são firmes e apertadas e dependendo do estilo do calçado, vai machucar. Fui com um tênis normal, incomodou mas eu sustentei e molhou um pouco mas é recomendado ir de bota impermeável. Meu namorado, por exemplo, pisou em uma camada de gelo traiçoeira e o pé foi com tudo na água gelada!

    Começamos o minitrekking e... Veja por você mesmo! Não tenho palavras para explicar o quanto essa experiência foi maravilhosa em todos os sentidos possíveis, tudo é majestoso, tudo é muito lindo, interessante e especial. De certa forma, me senti naquele filme Interestrelar, uma formiguinha insignificante andando naquele monstro de gelo, não parecia desse planeta! O dinheiro vale a pena e é o ponto alto da viagem. Vi inúmeras fotos e vídeos desse passeio e nenhum chegaram perto de captar a grandiosidade e beleza do lugar, é quase como se as câmeras não fossem capazes de fazer tal registro. Enfim, vá! E vai sem medo!!  

    Ao terminar, voltamos para o refúgio e nos deram 1h30 para almoçar e ficar explorando o lugar e depois pegamos a mesma embarcação para o Bajo las Sombras pois seguiríamos para as passarelas, onde ficaríamos por mais 1h30.

    O tempo começou a fechar e, como tinham poucas pessoas no parque, o ar ficou com um aspecto meio sombrio e silencioso que contrastava com o ranger do gelo se movimentando e formava uma atmosfera que me fez ter um imenso respeito por aquele lugar, até mesmo falar parecia que iria quebrar aquela magia. A administração do parque é impecável, tudo limpo e bem cuidado. Se tivéssemos mais tempo, com certeza voltaríamos para andar por mais tempo nas passarelas, lembrando que apenas o Minitrekking é feito em tempo hábil o suficiente para visita-las. Há algumas opções de trilhas, que são divididas em cores, sendo que a amarela é a mais curta e onde tem a melhor vista. Caso você não faça um dos trekkings, digo que ir apenas às passarelas é igualmente incrível.

    Como o tempo naquela região é bem instável, recomendo fortemente levar capa de chuva ou roupas impermeáveis. Quando estávamos indo embora começou uma chuva que só iria dar trégua dali três dias. Ao chegar na pousada, resolvemos cozinhar no quarto mesmo: omelete feio com Chandon Rosé 😁 e descansar para o próximo dia, mas por mim eu poderia morrer naquela noite mesmo, de tão feliz que estava.

     

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    Ruta 11

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    Para quem não bebe whisky, foi servido água mesmo!

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    P.S: Esse Chandon custou ARS 100!!! 

     

     

     

     

     

     

     

    • Gostei! 3

  12. PARTE 2

    EL CALAFATE

    1º dia

    Fez sol e calor nos dois últimos dias em Buenos Aires, logo na manhã que iríamos para El Calafate CHOVEU. Além de termos saído atrasados do apartamento, a cidade é um labirinto de semáforos e ainda por cima tinha acontecido um acidente no meio do caminho. Já comentei que o Aeroporto Ezeiza é MUITO longe do centro? fui o caminho todo com lágrimas nos olhos aceitando que iríamos perder o voo. Foi graças ao taxista (ou seria um anjo?) que atendeu nosso pedido e foi na tora!!! Chegamos poucos minutos antes de terminarem o check in e assim que sentamos na sala de espera abriu um solzão! Embarcamos e tínhamos 3h de voo pela frente, com uma parada em Bariloche. Viagem mais tranquila impossível. 

    Chegamos em El Calafate recepcionados por uma aterrissagem incrível! O aeroporto fica ao lado do Lago Argentino. Compramos nosso transfer na Vestur, ARS 350 IDA E VOLTA, o horário que você sai de El Calafate já fica marcado e eles te buscam no hotel no dia. 

    O que dizer de El Calafate? Foi a cidade mais linda que visitei. Me arrependi de ter escolhido ficar apenas 3 dias e me arrependi principalmente de ter ido antes de Ushuaia, em breve explico...

    Nosso primeiro dia foi bem leve, fizemos check in na pousada, saímos para comprar passeios e alugamos uma bicicleta por ARS 500 o dia inteiro. Fomos na Laguna Nimez, paramos para (tentar) ver os flamingos , ficamos rodando até cansar e fomos lanchar no Librobar, um restaurante que também é uma livraria, uma graça! A cidade é cheia de cachorros, eu amei!

    Sobre os passeios, vou anexar uma tabela de preços e sim, é caro desse jeito em todas as agências. Preço tabelado. Compramos o Minitrekking no Brasil no site da Hielo & Aventura por ARS 4400, o que deu uns USD 117 na fatura do cartão e na cidade decidimos comprar o bate-volta em El Chaltén. O que eu queria mesmo era ir na Estância Cristina, mas me assustei com o preço, apesar de ser bastante recomendado. A opção de kayak na geleira também me pareceu um sonho, mas igualmente caro. O Safari Explorer só sai no verão, e o Cerro Frias e Nativo Experience é uma boa opção de passeio barato. Na secretaria de turismo da cidade sai um transfer gratuito para o Glaciarium. El Calafate é bem contrastada com El Chaltén. Enquanto você vai encontrar pessoas mais novas e aventureiras e coisas para fazer de graça em Chaltén, em Calafate você encontra uma galera mais velha e os passeios são caros.

    Jantamos em um restaurante incrível chamado Casimiro Biguá que fica ao lado da casa de câmbio. Os melhores artesanatos você encontra na Casa índio e no mercado La Anonima você consegue comprar tudo para fazer lanches e refeições por preços bacanas. Hora de dormir pois teríamos que acordar cedo para ir ver o Perito Moreno 😲

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    Olha o Fitz Roy e Cerro Torres lá no fundo!!!!

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    Pela Av. Costanera, você fica na frente das margens do Lago Argentino, onde ficam muitas aves, inclusive os Flamingos. Descemos para lá mas infelizmente jogam esgoto no lago :( nossas botas saíram imundas e fedidas (recomendo ir com bota impermeável) e no final só conseguimos ver os flamingos de longe pois esse cachorrinho aí ficava correndo atrás deles. 

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    Librobar!

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    Esse lanche/almoço custou cerca de ARS 700

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    Essa janta saiu por volta de ARS 800.

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  13. BUENOS AIRES

    2º dia

    Nosso segundo dia foi o mais cansativo, pois andamos pra CARAMBA! Decidimos visitar o centro com mais tempo, pois no dia anterior só tinhamos ido até o obelisco. Descemos na estação Congresso Nacional e já demos de cara com aquele prédio monumental com uma arquitetura impecável. Tinha um pequeno protesto na frente, nada mais Buenos Aires. Há visitas guiadas e gratuitas de seg a sáb. 

    Gostaria de fazer um adendo: façam as visitas guiadas de todos os lugares que vocês puderem. Reserve tempo, se programe. Cada lugar tem uma história diferente e especial que acrescentará muito para a viagem. Caso não tenha tempo, igual eu, procure pela internet mesmo ou compre aqueles guias.

    Do congresso, fomos andando pela Av. de Mayo, passamos pelo Palácio Barolo, Café Tortoni e Monumento al Quijote (o qual você pode ver o prédio com o painel da Evita ao fundo) até chegarmos a Plaza de Mayo. A Praça é linda, muito limpa e segura, rodeada pela Catedral, Banco de la Nacion e Casa Rosada. Os Argentinos são muito nacionalistas e gostei de ver a bandeira orgulhosamente exposta em vários estabelecimentos e casas, acho que falta esse sentimento aqui no Brasil...

    Depois, fomos ao Puerto Madero, passando em frente ao imponente CCK. É impressionante o contraste do Puerto Madero com o resto da cidade. Rico, moderno, cheio de prédios a lá Dubai. Minha intenção era atravessar a Puente de la Mujer para tomar um helado mas o acesso estava fechado por conta dos Jogos Olímpicos da Juventude. O Museu Marítimo estava aberto e de graça e depois de turistar ali, fomos para San Telmo.

    Para vocês terem uma ideia, essa caminhada levou a manhã inteira! Quando chegamos em San Telmo já era 13:00!

    Chegamos ao Paseo de la Historiera para tirar a foto com a Mafalda e por sorte só tinham mais dois casais por lá, por isso deu para aproveitar bastante. Não sei se foi o dia (terça feira) mas não haviam muitas lojas abertas e as únicas que tinham eram umas de antiguidade bem sinistras, aquelas que você provavelmente compra uma boneca possuída. Não cheguei a entrar mas para quem curte antiguidades, San Telmo é um prato cheio! As ruas são bonitinhas, bucólicas, você também encontra bares e restaurantes bem interessantes pelo caminho. Paramos no Mercado de San Telmo para almoçar um choripan na La Choripaneria e beber um pint, achei bem servido e gostoso. O mercado, assim como as lojas, estava com a maioria das bancas fechadas, infelizmente. Saímos de San Telmo sem saber que dia as coisas abriam e qual seria o melhor dia para visitar, só sei da famosa feira que acontece aos domingos. Se alguém quiser compartilhar essa informação ficarei grata!

    Pegamos um táxi na rua para o La Boca. Foi a primeira vez que pegamos o táxi e confesso que de tanto ser alertada sobre notas falsas e gente pilantra, fiquei com o coração na mão e no final das contas não precisou de nada disso. Pegando os táxis oficiais as chances disso acontecer são poucas. Paramos na frente do Caminito e fomos explorar o lugar, que é mais bonitinho do que eu estava esperando. Cheio de lojinhas, restaurantes, pessoas vendendo souvenires e artes. O clima é bastante “Argentina”, foi onde mais senti estar no país. O caminito também é o melhor lugar para comprar lembrancinhas e o doce de leite/licor da Cachafaz (melhor marca de doces, na minha opinião). Depois de explorar tudo, fomos correndo para o La Bombonera fazer a visita express. Fomos a pé mesmo, é do lado do Caminito!
    Aqui gostaria de deixar outra observação: fui alertada e li diversas vezes sobre o perigo que é a La Boca, de que só poderia ir de táxi, não é seguro, não pode sair do Caminito... sinceramente? Não tem nada disso. É de conhecimento geral que o bairro é pobre e um dos menos seguros de Buenos Aires mas não há nada que te impeça de ir de ônibus, por exemplo, ou andar para ver os famosos e renomados grafites pelas ruas. Na verdade, me senti menos segura visitando o Pelourinho e a Escadaria Selaron, por exemplo. Acredito que você sabe onde pisa. Se desconfiar que uma rua vazia é estranha, não entre lá. Não ande com câmera no pescoço nas ruas ou fique com o celular na mão por muito tempo. Cuide das bolsas e pertences, basicamente o perigo são os batedores de carteira e terás ótimos momentos nesse bairro que me cativou bastante!


    Continuando, andamos até o estádio e compramos a visita express. Até eu que não sou fã de futebol me apaixonei pela história e tradição do Boca Juniors, os fãs piram!! Principalmente na lojinha que tem lá (levem $$$$). Essa visita da direito a olhar o museu e entrar na arquibancada inferior para ver o estádio e o campo por dentro, há opções mais completas que vão no vestiário, tiram sua foto etc e que são mais caras também. A visita custou ARS 260.

    Pegamos um táxi na frente do estádio mesmo e pedimos para nos deixar na estação de metrô mais próxima pois voltaríamos para Recoleta para visitar o MALBA. A estação mais próxima do museu é a faculdade de direito e de lá são uns 20 minutinhos andando pela super chique Av. Pres. Figueroa Alcorta, cheia de embaixadas, lojas e casas riquíssimas.
    Pagamos as entradas e fomos direto ver o famoso autorretrato da Frida e nosso Abaporu. O museu é bem interessante e cheio de obras importantes, gostaria de ter ficado mais, observando cada obra detalhadamente, mas depois de um dia inteiro andando sem parar, nossos calcanhares estavam pedindo arrego haha

    Voltamos para nosso apartamento totalmente exaustos, descansamos um pouco e fomos para o mercado Jumbo comprar vinhos, doces de leite e alfajores. Mercados são os melhores lugares para comprar tais coisas, para quem gosta de vinho e espumantes, então, é um prato cheio! Chandon é barato demais, convertendo os preços daria em torno de 30 reais uma garrafa. Uso o aplicativo Vivino para comprar vinhos e vi que os preços eram em torno de 50 a 70% mais baratos do que aqui no Brasil. Encontrei vinho de ARS 180 que aqui no Brasil custa mais de cem reais. Deveria ter levado uma mala maior para ter trago mais garrafas. Para quem tem dúvidas, pode sim sair da Argentina com garrafa de vinho na bagagem de mão, desde que não ultrapasse 4L, tanto em voos nacionais quando internacionais! 

    Nosso dia foi cheio e precisaríamos descansar pois na manhã seguinte pegaríamos nosso voo para El Calafate.

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    San Telmo

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    Mercado de San Telmo

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