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BrunaKC

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  1. Pessoal que está acompanhando o relato: ainda não acabou! Minhas férias é que acabaram e o meu tempo está curto! hahaha ☹️ Semana que vem eu volto! Abraços!
  2. @samir.oliveira Cara, que sufoco! Obrigada por compartilhar, isso é utilidade pública!! 🙏🙏🙏
  3. @Kellycwb Kelly, vocês vão amar mais ainda!! Fazer com uma amiga deve ser ainda mais divertido!! 😄 Precisando de dicas, estou por aqui! Um abração e obrigada por ler!
  4. Depois de ter passado a noite - ou desmaiado, como preferir 😂 - no Refugio Grey, era hora de partir e continuar meu caminho pelo circuito W inverso. Minha próxima parada era o Camping Francés. A primeira parte do percurso, que se iniciou às 7 hs da manhã, era na verdade o caminho de volta do Refugio Grey até Paine Grande. Bom, além de ver aquela paisagem maravilhosa mais uma vez, eu precisei subir todo aquele "penhascão" que eu havia descido. Nesse ponto, eu ainda não tinha conseguido ajustar o mochilão corretamente. Os meus ombros estavam bem doloridos do dia anterior e o calcanhar - meu Deus! - nem se fala.... Na noite anterior, antes de dormir, tomei um dorflex. Deve ter ajudado... hahaha. No meio do percurso, Grace (lembra da Grace?) me alcançou. Ela saiu do Refugio Grey uma hora depois de mim. Conversamos um pouco e ela seguiu antes de mim. Foi a milionésima vez que eu repeti a mim mesma: "chegando em casa você vai começar a fazer exercícios, fofinha". 😅 Depois que terminei o percurso que vai do refugio até o Mirador Lago Grey, o caminho foi bem mais leve. Eram mais descidas, então aliviava muito o atrito entre o calcanhar machucado e a bota. Já mais adiante, assim que passei a área do mirante (sentido Paine Grande), o vento me pegou de surpresa e tive uma enorme dificuldade em me equilibrar, comecei a rir sozinha. Foi divertido andar contra o vento. O vento começa contra você e no instante seguinte, muda de direção, te empurrando para a frente. A sensação aqui foi boa, eu não estava na beirada do penhasco, então tinha bastante espaço pra eu cair sem me estabacar (hahaha). Passei por um grupo com uns três casais, pessoas de idade mais madura. Um senhor passou por mim, subindo na pedra ofegante, enquanto eu descansava sentada - pensando "Graças a Deus que toda subida uma hora vira descida" hahaha - parou bem cansado e sorrindo disse "Como vai você?". Eu respondi, rindo: "Cansada". Ele riu e foi a minha vez de motivar alguém: "Você está quase chegando! Vai valer a pena!". 😊 Cheguei em Paine Grande por volta das 11:30 hs da manhã. Dali pegaria a outra trilha, agora em direção ao Camping Francés. Mas nesse ponto, encontrei a Barbara (lembra da Barbara?). Ela fez o passeio bate e volta, tinha acabado de iniciar a trilha, iria até o mirante, ver o Glaciar Grey e voltaria para Puerto Natales no mesmo dia. Conversamos uma meia hora, ela disse que eu parecia exausta (e eu estava!) e também disse como foi bom nos conhecermos! Ela teve aquela mesma sensação de "amigas de infância" que eu. Como é bom conhecer gente boa, né?! 💛 Só voltei a falar com ela quando retornei para casa, e ela conseguiu fazer tudo como planejado, deu tempo de ir até o Grey e retornar para pegar o último catamarã para Pudeto, às 19 hs. Nos despedimos e segui para a segunda parte do meu dia. Eu havia percorrido 11 km, mas ainda havia muito chão pela frente. Meu destino final nesse dia era o Camping Francés, mas no meio do caminho, eu teria a opção de subir até o Mirador Francés, Mirador Britânico e, obrigatoriamente, passaria dentro do Camping Italiano. Então fui caminhando nessa direção. Caminhei, caminhei, caminhei.... e quando apareceu uma placa, eu só havia caminhado uns 2 km. Nossa, eu estava cansada... que dia longo! Aqui eu já havia, finalmente, conseguido ajustar o mochilão nas costas. Que diferença absurda! Ah se eu soubesse disso no dia anterior!! 💩 No meio do caminho, conheci a Serena. Serena é uma artista plástica coreana, e estava fazendo a trilha sozinha também. O que mais me chamou a atenção foi o fato de seu mochilão parecer ter o dobro de seu tamanho, e ainda assim, ela andava como se não fosse nada demais. Nos encontramos em vários pontos da trilha, uma passando pela outra sempre. Conversamos, rimos um pouco falando de como estávamos cansadas, tiramos fotos uma para a outra e seguimos. Ela iria mais adiante, até o Camping Cuernos, 3 km além da minha parada. Reencontrei a Serena, por puro acaso, no fim da minha viagem, em Ushuaia. Dividimos o mesmo quarto no hostel. (Mas só nos reconhecemos depois, quando eu já havia retornado para casa. Ela colocou no Facebook uma foto que eu tirei para ela na trilha. Você tem que levar em conta que estávamos de boné, descabeladas, exaustas, cheias de penduricalhos, não é tão fácil de reconhecer assim hahaha). 🙈🙉🙊 O caminho aqui não é tão pesado, mas venta bastante. Em um dos momentos que sentei para descansar os ombros, vi um redemoinho se formar no Lago Sköttsberg. Foi incrível. Chegando próximo ao Camping Italiano, encontrei a Grace! Chessus, como é possível ela andar tão rápido?? hahahaha. A Grace estava VOLTANDO sabe de onde? Do Mirador Francés! Eu nem havia chegado lá! A Grace ia passar a noite no Refugio Paine Grande, então tinha deixado o mochilão por lá e estava voltando para descansar. Eu ri toda vez que encontrei ela daqui pra frente. E ela também. Grace é um doce de pessoa, ela disse pra mim que eu já estava perto, só pra me animar. (hahaha!) Ela subiu até o Mirador Francés, mas teve que descer logo, porque a neblina caiu muito forte. Então, também não conseguiu ir até o Mirador Británico, que fica acima do Francés. Ou seja, eu não subi nenhum dos dois. O clima não permitiu, mas acho que na condição em que meu pé estava, eu não teria subido de qualquer maneira. Li muitos relatos - antes de viajar - sobre a dificuldade de chegar no Mirador Británico, pois o tempo fecha ali com muita facilidade, pela altitude. Num ponto mais adiante, a ventania veio forte novamente, num lugar onde haviam árvores numa altura mediana cercando a trilha. O vento parecia furioso e soprava em todas as direções. Precisei sentar no chão - segurando numa placa que estava ali - e esperar acalmar. Encontrei um grupo de chilenos aqui, duas moças e um rapaz, que se reuniram mais adiante comigo, no acampamento. Foram gentis, como todos que encontrei no caminho. Em certo ponto, chegando no Camping Francés, eu estava muito cansada. Não estava mais aguentando andar, de verdade.Para seguir caminho até o Camping Francés, segui a trilha dentro do Camping Italiano e continuei minha jornada, já que não conheceria o Mirador Francés dessa vez. Sentei num ponto da trilha e um casal passou por mim. Eles então retornaram e perguntaram se estava tudo bem. O caminho todo é assim. As pessoas passam por você, sorriem, conversam um pouco. Isso traz uma sensação de gratidão muito grande. Aquece o coração. Finalmente cheguei no acampamento, quase 19 hs. Fiz o check in e o rapaz da recepção perguntou de onde eu estava vindo (provavelmente porque eu estava com uma cara de "Jesus, me acuda!"). Quando disse que vinha do Grey, ele fez questão de me cumprimentar com um aperto de mão. Fiquei bem orgulhosa. 😊😊😊 Fui para a minha barraca, que ficava ao lado do riacho. O rapaz que me atendeu na recepção me mostrou onde ficavam os banheiros e duchas, a área para lavar a louça e também onde há uma mini mercearia. No camping Francés não há serviço de refeição inclusa, como nos outros refúgios, então se você for acampar aqui, é importante que você leve um fogareiro (aqui é permitido fazer fogo na plataforma) e alimentos para cozinhar. Coloquei a mochila na barraca, peguei o que precisava e fui tomar um banho. O chuveiro é ótimo e só precisei esperar uns 10 minutos, porque todas as duchas estavam ocupadas. Deve haver umas 5 duchas, se não me engano (a área masculina é separada). Voltei para a barraca e ainda não sentia fome. Durante os 20,5 km de percurso nesse dia, tudo o que eu comi foi um pacote de amendoim com cobertura de açúcar. Um pacotinho de 500g. Ia andando e comendo aos poucos. Ou seja, fazia quase dois dias que eu não comia direito. No dia anterior, no caminho para o Grey, "almocei" um Snikers. E só. Mas eu entendi que isso era exaustão. E que se eu não me alimentasse, mesmo sem vontade para isso, no dia seguinte eu não teria energia nenhuma. Então acendi meu fogãozinho - que ganhei de presente de natal dos meus queridos pais - fui até o riozinho ao lado da barraca encher minha panela de água - fresquinha e totalmente potável - e fiz um arroz à grega misturado com atum. Enquanto o arroz cozinhava - Tio João, vem duas porções no saquinho, é só colocar o saquinho na água - eu comi uma lata inteira de sardinha crua. Pelo visto eu me enganei. Eu estava morrendo de fome. M-E-L-H-O-R-A-R-R-O-Z-C-O-M-A-T-U-M-D-A-V-I-D-A! 💘 Mas eu estava tão cansada que comia um pouco, com os olhos fechando, e deitava. Daí levantava, comia e deitava. Fiz isso umas 4 vezes, até que o sono venceu. Nesse dia não passei frio. Meu saco de dormir aguentou bem (temperatura conforto de -7°C). O vento durante toda a noite foi um pouco assustador, porque você fica imaginando em que momento a sua barraca vai sair voando. Fora isso, foi uma das melhores noites da minha vida. 💖 Isso é viver. Com certeza é. 😉 No dia seguinte teria um dia bem leve. Iria até o Refugio Los Cuernos, apenas 3 km adiante, e segundo o mapa, 2 hs de caminhada (mas pra mim, é sempre o dobro). Dormi feliz, satisfeita, orgulhosa, feliz, em paz, leve, feliz. Já disse como me sentia feliz de estar ali? hahaha. O ar, a paisagem, o vento, o céu, as nuvens, os lagos, os pássaros, as montanhas, o silêncio e o assobio do vento... é indescritível. Esse dia foi um desafio, em muitos sentidos. Aquela sensação de solidão que me visitava de tempos em tempos, a exaustão, as dores físicas. Mas eu sorri muito nesse dia. Cruzei o caminho de pessoas de bem. Vi paisagens de tirar o fôlego. A sensação de contentamento quando deitei na minha barraca não tem descrição. Informação importante: ➼ A trilha para o Mirador Francés se inicia dentro do Camping Italiano. E a trilha para o Mirador Británico parte do Mirador Francés. ➼ O Camping Italiano é um camping gratuito, mas também exige reserva antecipada. Aqui não há serviço de aluguel, portanto você leva tudo, barraca, saco de dormir, fogareiro, tudo. Você faz a reserva entrando em contato com a Conaf, que é responsável por sua administração. ➼ O pessoal que vai até os Miradores Francés e Británico, mas não acampa no Italiano, deixa as mochilas no camping pra aliviar a subida. Eu vi muita gente fazendo isso, sem medo de roubo ou coisa assim. Também não encontrei qualquer relato sobre roubos nos campings. Parece ser bem seguro mesmo. O que aprendi até aqui: como é importante se desafiar. Como é importante se superar. Como é importante acreditar em si. No próximo post, sigo caminho para o Camping Los Cuernos, e apesar do caminho ser mais curto, passei por um dos lugares mais indescritíveis dessa trilha. Então, vejo você em breve! Até logo, aventureiro! Bruna.
  5. @Carol Maya Oi Carol! Desculpe a demora para responder, eu não havia visto sua mensagem! Então, você precisa obrigatoriamente fazer as reservas antes de ir. Qual circuito você vai fazer? Se você fizer o circuito W (ou W inverso) você pode alugar tudo lá. Se você for fazer o Circuito O, você vai ter que levar suas coisas, por parte do circuito é em camping selvagem e a travessia é mais puxada. Eu fiz o W inverso e levei meu saco de dormir, aluguei a barraca com plataforma lá. Mas sinceramente? Quanto menos peso você puder carregar, melhor! Acho que vale a pena alugar a barraca e o saco de dormir por lá mesmo. No momento em que você faz a reserva, você já faz essa opção. Por outro lado, o saco de dormir é algo bem particular né, as pessoas dormem dentro dele, nem todos tem os mesmos hábitos de higiene e não sei se eles são lavados, ou como funciona isso... hahaha. O meu era bem leve. Comprei um da Nautika, com temperatura de conforte de -7 graus. Eu dormi duas noites sem isolante térmico, e passei muito frio. Frio a ponto de colocar todas as minhas roupas dentro do saco de dormir pra aquecer. E eu fui no auge do verão. Então, se for levar um saco de dormir daqui, leve um para temperaturas ainda mais baixas. Quanto à barraca, alugue lá. O vento lá é fenomenal, então tem que ser "a" barraca pra não sair voando. E chegando no camping, já está tudo no jeito, é só você entrar e descansar. 😊 Espero que tenha ajudado. Estou aqui para o que precisar! Abração! Bruna
  6. @felipenedo Oi Felipe! Faz sentido sim! Muita gente faz esse bate e volta até às Torres e volta para Puerto Natales. Dica: pegue o ônibus na rodoviária, no primeiro horário (quando fui, era às 7hs) e quando chegar no parque, pegue o transfer até o Hotel Las Torres. O transfer só aceita pagamento em dinheiro. Leve dois bastões de trekking, faz toda a diferença. Para o segundo dia: o camping italiano é "selvagem". Não tem aluguel de barracas, plataformas ou qualquer material. Então, sugiro você ficar no francés. Mas aí é importante você lembrar que o camping francés não tem refeições inclusas, então é bom você levar um fogareiro de camping para poder jantar. Claro que se você optar por levar lanches, você vai sobreviver tranquilo sem comer comida quentinha uma única noite! Lá também tem uma mercearia, mas eu não entrei, então não sei te dizer como é. No terceiro dia, acordando cedinho, dá tempo sim de você chegar em Paine Grande e pegar o barco. Vá preparado para o frio, a noite na barraca é muito gelada. Leve apenas o necessário, não leve peso a toa. Quanto a comida, leve algo que te sustente bem. Amendoim, chocolate, um pacote pequeno de pão, uma peça de salame (pq é salgadinho e não estraga sem refrigeração), uma lata de atum se você gostar de comer frio (caso não leve o fogareiro), frutas secas (isso dá uma energia danada!). Coisas assim. Não esqueça de levar, pelo menos, duas garrafinhas de 500ml para água. No mais, divirta-se muito! Espero ter ajudado. Precisando, tô por aqui, é só perguntar! abração, Bruna.
  7. Como eu disse no último post, no meu primeiro dia de Torres del Paine, meu objetivo era chegar até o Refugio Grey. De Paine Grande - onde eu desci do catamarã e iniciei minha caminhada - até o Refugio Grey são 11 km. Que eu deveria ter feito em 3,5 hs. Deveria. D-E-V-E-R-I-A. 🙈🙉🙊 Mas, como eu gosto de emoção, eu levei 7 horas. Eu não chamaria aquilo de caminhada, eu diria mais é que eu me arrastei até lá. Um à zero para o sedentarismo. No início da caminhada, a trilha passa por uma grande área que sofreu com um incêndio causado por um turista descuidado, anos atrás. É triste. Nesse ponto se faz silêncio, parece que nem o vento faz barulho. A natureza está se reconstruindo, mas ainda vai levar muitos anos para que tudo volte a ser verde ali. Depois desse ponto, você chega na Laguna Los Patos. Tem um mirante e um pessoal almoçando. Nesse ponto eu encontrei uma família de brasileiros, mãe, pai e dois meninos com cerca de 10 anos. Achei lindo. Mas me deu uma saudade enorme de casa. Me senti sozinha de novo. Muita gente faz esse percurso como bate e volta, apenas para ver o Glaciar Grey, que é realmente um espetáculo. Do Refugio Paine Grande até o Mirador Lago Grey são 4,5 km. A partir dali, até o refugio, são mais 6 km de caminhada descendo rochas. E na volta, toda descida vira........ subida! Isso mesmo, parabéns! (hahaha) To rindo, mas é de desespero. Acho que não te falei, mas você desembarca do catamarã, em Paine Grande, por volta das 11hs da manhã. Então se você for fazer um bate e volta no Lago Grey, e voltar para Puerto Natales no mesmo dia, tome cuidado com o último horário que o catamarã retorna para Pudeto. Segundo a indicação da placa, são 4,5 km para chegar até o mirante, então considere o tempo de volta, o tempo de parada e contemplação e as pausas para descanso. Deixa eu te contar então o que eu fiz, pra você fazer diferente. 😬 Primeiro, lembra que eu deixei para amaciar minhas lindas botinhas fazendo a trilha da Laguna de los Três, lá em El Chaltén? Pois então, anote: erro nº 1. Isso esfolou meu calcanhar de uma forma que a tendência seria piorar. E piorou? Claro. Eu cuidei do machucado, que graças a Deus era só no pé esquerdo. Eu levo uma "farmacinha" comigo em qualquer viagem que eu faça, então eu estava preparada para o caso de precisar fazer um curativo (ou vários, como você vai ver a seguir). Pois esse foi o meu primeiro mochilão na vida. Então, claro, minha mochila era nova. Obviamente eu a testei em casa, coloquei todo o peso dentro dela e aprendi a ajustá-la corretamente no meu corpo, evitando dores nos ombros e costas, bem como a sobrecarga nos joelhos. Ah, não se iluda amiguinho! A essa altura do campeonato você já me conhece o suficiente para saber que eu fiz o contrário do que é recomendado. Erro nº 2. Eu coloquei a mochila nas costas e ela estava tão pesada - ou eu estava tão desacostumada ao peso - que todas as vezes que eu precisei tirá-la das costas, tinha que procurar uma pedra ou uma encosta para me apoiar, porque senão eu caía. Era engraçado (e ridículo haha). Mas o pior mesmo não era o peso, eu realmente levei apenas o que precisava para passar os dias. O problema todo aqui foi a falta de ajuste. Esse tipo de mochila é preparado para se ajustar ao seu corpo. Portanto, você precisa encontrar o ajuste que a deixe confortável em você. No meu caso, eu só fui perceber o que deveria fazer no dia seguinte. Então camarada, quando você for utilizar um mochilão, ajuste ele ao seu corpo, utilize a barrigueira - que é a fivela que prende o mochilão entorno da sua cintura - e cuide para ficar confortável nos ombros. Dessa forma, você distribui o peso do mochilão e sua caminhada não se torna um martírio. Outra dica: guarde seus pertencer na mochila de forma que o mais pesado fique na parte inferior. Hoje, se eu fosse fazer de novo, eu teria me hospedado em Paine Grande, pego apenas uma mochila de ataque - aquelas mochilinhas pequenas apenas para passar o dia - teria ido até o mirante (mirador) e voltado, passaria a noite ali e no dia seguinte seguiria meu rumo. Ir até o Refugio Grey é mandatório para quem faz o Circuito O. Mas no meu caso, não havia necessidade. O Refugio Grey não faz parte do circuito W, então são 6 km - com muita subida e descida - de brinde. O caminho é lindo, mas é extremamente puxado. Você pode conferir as diferenças de altitude em uma das fotos que estou anexando aqui. Tire suas conclusões. Claro que, se eu não estivesse com o pé machucado e o mochilão desajustado nas costas (e fizesse exercícios no dia a dia), a minha percepção seria diferente. Então, leve em consideração que essas dicas aqui estão sendo dadas por uma marinheira de primeira viagem. Absorva só o que te for útil. Não pense você que eu não havia lido - em um milhão de sites diferentes - o que eu deveria ter feito para me prevenir desses erros estúpidos que eu cometi. Eu li as recomendações de todos os aventureiros do planeta, e elas são bem simples: não deixe para amaciar as botas na viagem, teste seu mochilão em casa, se prepare fisicamente para esse tipo de viagem, leve uma farmacinha com você... mas como você pode perceber, eu só levei a sério a história da farmacinha. Eu poderia mesmo escrever uma manual do que NÃO fazer pra se dar bem. 😜 Mas, voltando para o que interessa mesmo, depois de 4,5 km de caminhada, você encontra o Mirador Lago Grey e aquela vista estonteante do Glaciar Grey. No fim do ano passado, um pedaço considerável da geleira se soltou, o que é alarmante. Eu havia lido em alguns blogs o seguinte comentário: "se você viu o Perito Moreno, você não precisa ver o Grey". Comentário absolutamente descabido, na minha opinião. São experiências completamente diferentes. O ambiente em Torres del Paine é absolutamente outro. O Parque Nacional Los Glaciares, onde está o Perito Moreno, é completamente "urbano" se comparado à Torres del Paine. Então, se puder, vá e conheça ambos. Te garanto que vai valer a pena. Você já ouviu falar que em Torres del Paine venta loucamente, não é? Mas eu posso te afirmar que venta mais do que isso aí que você está imaginando. Eu tentei chegar no meio da pedra grande do mirante, mas o vento não deixou. Fiquei uns minutos encostada numa pedra enquanto tentava tirar uma foto, sem perder a máquina fotográfica para a ventaria. Você não tem mais nem expressão facial nessa hora, porque o vento estica tudo. É um belo lifting. Quem é que precisa de Renew, meu bem? hahaha. Eu vi um grupo de pessoas que conseguiu chegar mais adiante, e foram deitados até lá, pra você ter uma ideia. É nesse ponto que as pessoas se separam. A maioria retorna para Paine Grande, mas alguns poucos, como eu, seguem até o Refugio Grey. O caminho para o refugio é uma aventura a parte. Uma parte é trilha de terra, a outra parte é pedra. Então você desce pelas pedras, algumas vezes acompanhadas de um rio. Existem pontos extremamente íngremes e é importante você cuidar para não torcer um tornozelo ou os joelhos aqui. Eu levei um par de joelheiras e usei todos os dias, depois desse. Pode ser efeito placebo, mas te dá uma sensação de segurança maior. Como havia muita descida, um terreno muito íngreme e meu calcanhar pedindo socorro, eu comecei a chutar pedras. Era sem querer, eu juro. Mas acho que o cansaço, que já estava se tornando exaustão, não me deixava levantar os pés direito pra andar. Perdi uma unha. Eu estava com um bastão de trekking, mas deveria ter levado dois. Te dá um excelente apoio. O meu bastão é o mais baratinho da Decathlon. Paguei 50 reais e ele não me deixou na mão em nenhum momento. Foi mais resistente do que eu imaginei. Nesse dia eu encontrei a Grace pelo caminho. Acho que você ainda não conhece a Grace. A conheci na hora que fui dormir, lá naquele hostel em Puerto Natales. Ela é da Lituânia (terra da minha bisa, por parte de pai), mas mora em Londres. Ela havia estado no Rio de Janeiro no mês anterior. Pessoa super simpática. A Grace saiu depois de mim do hostel, mas me passou na trilha - parou um pouco para conversar comigo e saber se eu estava bem - e chegou duas horas antes de mim no refugio. Grace não é sedentária. 😂 Em um outro momento da trilha, eu sentei num tronco de árvore caído, e um grupo com uns 4 rapazes - que acredito serem mexicanos - passaram por mim. Me deram o maior apoio moral pra continuar: "vamos, já estamos chegando, força!". Enquanto eu tentava acomodar o mochilão nas costas, proteger o calcanhar da bota, não cair com a ventania, e segurar a minha língua que estava quase arrastando no chão, eu vi as paisagens mais incríveis da minha vida (até aqui). Ah, essa perna do circuito W é bem gelada, viu? Vá bem agasalhado, mas no sistema "cebola". Paulistas conhecem bem: você coloca várias camadas de roupa para ir tirando ao longo das várias temperaturas no decorrer do dia. 😅 Pra finalizar, vou te contar uma coisa que me deixou bem intrigada: fui a última a chegar no Refugio Grey e fui encaminhada para um quarto compartilhado, com duas beliches. Apenas uma cama estava ocupada. A outra seria a minha. Para conseguir uma cama nesse refúgio foi uma guerra, contei num post. E quando cheguei lá, surpresa: duas camas vagas. Tirando o problema de organização com as reservas, o refugio é excelente. Tomei um banho bem quentinho, lavei o que dava para lavar no chuveiro, voltei para o quarto e desmaiei. Eu levei comida, mas eu não sentia fome. Eu peguei um pão tipo hambúrguer, que havia comprado em Puerto Natales, e comi metade. Não eram nem 19hs. Fiz um curativo no pé, que havia piorado um pouco, dormi e acordei no dia seguinte, às 6hs da manhã. O refugio fica sem energia elétrica a partir das 22hs e retorna às 6hs. Acordei, me ajeitei, ajeitei minha mochila, deixei um pacote de nhoque - que não precisava de refrigeração - e um saquinho de molho pra trás (na esperança de fazer a mochila pesar menos). Não comi nada. Meu estômago estava enjoado e eu não sentia fome. Às 7hs já estava fazendo a trilha de volta, agora seguia para o Camping Francés. Seria um longo dia. Loooooongo. Mas essa história eu te conto no próximo post. O que levei desse pedaço de trilha: apesar de todo o perrengue, cada vez que eu via algum capricho da natureza, eu esquecia das dores no pé ou nas costas e só pensava "valeu totalmente a pena". Enquanto caminhava sozinha, eu tinha muito tempo pra conversar comigo mesma, pensar na vida, refletir. Chorei um pouco e pensei o quanto mudaria algumas coisas. A solidão é um santo remédio pra quem tem a cabeça cheia e o coração cansado. Recomendo. Até logo, viajante! Bruna.
  8. @top_dog Rafa, meu amigo querido! Que bom ver você aqui! Com certeza vou passar aí pra tomar esse café e conhecer sua linda família! ❤️ Vocês vão amar a Patagônia! Conte comigo para o que precisar! Vou ler seus relatos também, com certeza! Um abração!
  9. @felipenedo Oi Felipe! Com certeza, tenho muitas sugestões! haha Você já sabe onde vai acampar? Conte comigo para o que precisar nessa organização! Um abraço!
  10. @brunasscarvalho Te entendo completamente, xará! hahaha
  11. Depois de exatos 7 dias explorando a Patagônia, finalmente chegou o dia mais esperado de toda a minha viagem: o primeiro dos 5 dias que eu passaria no Parque Nacional Torres del Paine. ✨ O planejamento de toda a minha viagem girou em torno desses dias, e eu explico o porquê: para você acampar no parque, obrigatoriamente, você precisa reservar uma vaga. O parque aceita um limite de pessoas acampando lá por dia, isso ajuda a preservar o meio ambiente, é turismo sustentável e responsável. Só que isso torna essas vagas disputadíssimas. Preste atenção: faça a sua reserva o quanto antes. Eu fiz a minha com 5 meses de antecedência e ainda passei um baita perrengue, o que rendeu pauta até para um post, que você pode conferir aqui: Tentando acampar em Torres del Paine: Vértice Patagônia e a angústia que te dá! Muito bem. Eu li muito sobre o parque, os campings e refúgios e os circuitos. E eu escolhi percorrer o Circuito W inverso, o que significa que eu iniciaria a minha jornada por Pudeto e terminaria em Laguna Amarga. Escolhi esse circuito inverso porque li muitos relatos de que esse seria o percurso mais leve, em relação a inclinação do terreno. Teoricamente as subidas seriam menos sacrificantes. Uhum, tá ok (hahaha). Passei 5 dias e 4 noites lá, que é a média de quem faz o circuito W. Mas tem quem faça em menos tempo. No primeiro dia, cheguei com o ônibus na Portaria de Laguna Amarga. Todo mundo desce do ônibus para se registrar no parque. Isso é obrigatório e é para sua própria segurança. Você preenche um formulário, paga o ingresso (somente em dinheiro) e ainda pode carimbar seu passaporte. Depois é encaminhado para uma sala, onde recebe orientações por vídeo. Quem inicia a travessia por Las Torres, começa a caminhada ali mesmo (também tem um serviço de transfer dentro do parque, que é pago, e te deixa numa estação rodoviária mais adiante no parque, próxima ao Hotel Las Torres, que é o início efetivo do circuito). Recomendo. Utilizei o serviço na volta. Quem inicia a travessia por Paine Grande, retorna para o ônibus. O ônibus te leva até o píer de Pudeto. Nesse ponto você pega um catamarã, que atravessa o lago Pehoe e te deixa no refugio Paine Grande, início do circuito. Os barcos tem horário e não são muito tolerantes com atrasos. No fim desse post tem um link para você acessar horários e valores atuais. Nesse dia, meu destino era o Refugio Grey. O planejado foi o seguinte: Dia 1: Chegada ao Parque Nacional Torres del Paine: início da trilha por Paine Grande até o Refugio Grey - 11 km de percurso; Dia 2: trilha do Refugio Grey até Camping Francés, passando pelo Valle del Francés, até mirador Británico - 31 km de percurso; Dia 3: trilha do Camping Francés até Camping Cuernos - 3 km de percurso; Dia 4: trilha do Camping Cuernos até Camping Chileno - 16,6 km de percurso; Dia 5: trilha do Camping Chileno até as Torres del Paine e retorno a Las Torres, onde pegaria o transfer até a portaria e lá, o ônibus para Puerto Natales - 13,8 km de percurso. Até aqui, te contei o que planejei. Mas claro, não saiu como o planejado. 😂 Dicas valiosas: ➼ Preste atenção nas orientações na entrada do parque. Não subestime a natureza. Quinze dias depois que deixei o parque, um rapaz morreu, e tudo indica que ele foi derrubado pela força do vento. Os ventos em Torres del Paine passam de 100 km/h. Eu senti isso na pele, foi desesperador. Não brinque com isso. ➼ Eles recomendam que você nunca faça as travessias sozinho. Eu fiz e havia muitas pessoas fazendo, tanto homens quanto mulheres. Mas se você tiver uma companhia, é mais seguro e provavelmente mais divertido. Você não corre nenhum risco dentro do parque além de sofrer com a força da natureza, mas isso basta, não é? ➼ Existem pumas dentro do parque. Não vi nenhum. Também não há relatos de acidentes com pumas. ➼ Existem áreas bem complicadas de atravessar. Pontos onde você tem que escalar pedras ou descer por elas, passagens dentro de rios, com uma correnteza considerável, áreas de penhasco e ventania forte. O vento é o seu maior inimigo. Se estiver ventando muito, pare de caminhar e encontre um ponto de apoio, algo em que se segurar. Não tente, de jeito nenhum, enfrentar a ventania. ➼ Leve dois bastões de trekking. Eles são de uma ajuda inestimável. Levei um só e me arrependi. ➼ Suas botas precisam ser impermeáveis. Como eu disse, você vai passar dentro de rios, obrigatoriamente. ➼ Não faça fogo fora das áreas permitidas. Além de você correr o risco de ser pego e expulso do parque, você pode causar um incêndio. Não seria a primeira vez. ➼ Respeite seu limite, não force seu corpo. Pare e descanse quantas vezes precisar. O dia é longo e escurece tarde (no verão). ➼ Leve todo o seu lixo com você. Não deixe nada para trás. ➼ Leve, pelo menos, duas garrafinhas de 500ml com você. Existem muitas fontes de água fresquinha e potável pelo caminho. Geladinha, delícia. Não passei sufoco. Bebi água como nunca. ➼ Beba água. Beba, beba, beba. Você precisa repor o que perde. ➼ Assim que você chegar ao parque, preste atenção no seu ônibus, anote a placa para você não se perder. São muitos ônibus chegando ao mesmo tempo. Os motoristas esperam todos se registrarem, então não se desespere. Muitas pessoas ali vão seguir a pé, então você vai notar que o ônibus que sai para Pudeto vai com poucas pessoas. No meu caso, eles juntaram a turma de vários ônibus em um só. ➼ Os horários dos ônibus e embarcações dentro do parque, bem como seus valores, você pode encontrar aqui. ➼ A embarcação em Pudeto e o transfer para Las Torres, são pagos - em dinheiro apenas - na hora. O ticket do catamaran é cobrado depois que você entra e todos estão acomodados. Quando fui, o barco encheu e pessoas ficaram de pé. O trajeto não é longo, mas... ➼ Coloco o link com o mapa de Torres del Paine aqui. Ai que saudade desse lugar! 💗 Tem muita história pela frente ainda! Te conto no próximo post! O que aprendi até aqui: "Tá com medo? Vai com medo mesmo!". Até logo, aventureiro!😊 Bruna.
  12. @luizh91 Obrigadão, meu querido! Você vai amar, a Patagônia é mágica, não conheço ninguém que não tenha se apaixonado!! Conte comigo para o que precisar! 😄
  13. @isaribeiro Oi Isa! Obrigada! 😊 Dá pra fazer bate e volta, mas eu não recomendaria, é bem cansativo. Se você for bem cedinho, você consegue fazer a trilha, mas tente passar a noite lá e voltar no dia seguinte.... Eu fui de ônibus e foram umas 3 horas de percurso. Estou anexando um mapa com as trilhas e seus tempos, dá uma olhadinha.... Conte comigo para o que precisar!
  14. Depois de voltar de El Chaltén, passei mais uma noite em El Calafate, pois no dia seguinte eu iria de ônibus para Puerto Natales, no Chile. A cidadezinha funciona mais como uma espécie de "cidade dormitório". O objetivo dos turistas ali é o Parque Nacional Torres del Paine. A estrutura da cidade é voltada para o turismo de aventura, existem muitas lojas especializadas em produtos de camping, trekking e coisas do tipo.Puerto Natales é uma cidade pequena, as ruas são planas, o centrinho é super bonitinho e as lembrancinhas são caras. Rapaz, como são caras! 😱 Deixei El Calafate numa manhã de domingo e fui para Puerto Natales. Meu vizinho de banco de ônibus era um senhorzinho australiano, que falava um pouco de português. Quando o motorista pediu para ver os passaportes e esse senhor viu o meu passaporte brasileiro, ficou todo contente. Por algum motivo as pessoas sorriem quando descobrem que você é do Brasil. 😊 Me contou que uma vez por ano ele faz viagens assim. A esposa dela estava na Austrália, achou muito longe, mas ele veio conhecer as famosas Torres del Paine. Cheguei na cidade por voltas das 14h, peguei um táxi e fui para o hostel. Eu poderia ter ido caminhando da rodoviária até o hostel. Não é exatamente perto, mas a cidade é plana, fácil de andar e se localizar. Mas precisei pegar um táxi. Meu mochilão estava muito pesado e eu havia judiado muito dos meus pés amaciando as minhas botinhas para ir até o Fitz Roy, em El Chaltén, lembra? Os táxis lá cobram valores fixos, que variam de 2000 à 4000 pesos chilenos, se não me engano, dependendo o horário do dia. Os preços geralmente ficam fixados no para-brisa do carro. O taxista foi muito bacana, me mostrando a cidade ao longo do caminho (apesar dele ter tentado me dar um nó na hora de me devolver o troco). 🙈 Cheguei, deixei as coisas no hostel - dessa vez fiquei num quarto compartilhado feminino - e saí para andar na cidade. A cidade estava bem cheia, apesar do dia frio e chuvoso. E eu estava me sentindo profundamente melancólica e sozinha. Achei uma lanchonete e comi um hambúrguer. Andei um pouco na avenida costaneira que beira o Seno Ultima Esperanza. Entrei em algumas lojinhas. Voltei pro hostel. Eu resolvi reservar um dia inteiro lá para arrumar o mochilão com calma, comprar alguma comida que faltasse para o camping, o gás para o meu fogãozinho e descansar bem. Fiz isso no dia seguinte. Existem algumas coisas que você pode fazer estando em Puerto Natales: visitar a Cuevo del Milodon é uma delas, mas ficou para a próxima. Lá também tem um cassino, há quem goste. E os pontos turísticos clássicos, como o "Monumento la Mano", o "Monumento al Viento", a estátua do Milodon, as placas de tsunami... lugares onde você pode tirar uma foto pra guardar de recordação. Ainda nesse dia tive a felicidade de conhecer duas viajantes que, assim como eu, estavam viajando sozinhas pela primeira vez, buscando o mesmo que eu. Colombe - advogada belga - e Bárbara - italiana que trabalhava no comitê de esportes de Londres. Sabe quando você encontra com alguém e parece que são amigos de infância? Pois é. Fomos jantar juntas no restaurante do hostel e ficamos conversando sem ver a hora passar - ainda bem que eu já havia arrumado o mochilão para a aventura que se iniciaria no dia seguinte. A ansiedade não ia me deixar dormir de qualquer maneira! No dia seguinte acordei super cedo, tomei café (só por comer mesmo, porque a ansiedade não me deixava ter fome) e o rapaz do hostel chamou um táxi para mim, para eu ir até a rodoviária. Eu vou confessar: eu estava apavorada com a ideia de passar 4 noites acampando sozinha em Torres del Paine. A minha mochila parecia pesar uma tonelada e eu estava com uma baita machucado no calcanhar. Antes de sair eu conversei pelo telefone com "o meu alguém especial" e isso me deu forças. 💘 As minhas novas amigas iriam fazer passeios bate e volta lá no parque, e começariam pela ponta oposta do meu circuito, então eu iria sozinha. Eramos só nós, minha mochila e eu. A coragem não veio nesse dia, ficou dormindo. Mas eu estava acordada e não dava pra voltar atrás. Fui - apavorada - mas fui. Fui pra maior aventura da minha vida até aqui. E no próximo post, eu te conto porquê! O que eu aprendi até aqui: "tudo o que você precisa é de um minuto de coragem insana". Até a próxima, aventureiro! 😁
  15. Oi Anton! Obrigada! 😃 Estive lá em Janeiro/2018.
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