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adriano duraes

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  1. Saímos eu,Júnior,Sidinei de uruacu Go e encontramos o Tiago e Renato em campinorte(23 km após Uruacu) De lá pegamos estrada para a cidade de Luís Alves na beira do rio Araguaia Andamos neste trecho 290 km sendo em torno de 140 estrada de chão e 150 asfalto Agora só veríamos asfalto após atravessar a ilha do bananal De Luís Alves atravessamos de balsa o Rio Araguaia e fomos em em direção ao Rio cristalino já no estado de Mato Grosso Eu e o Renato estávamos andando na frente e paramos após o Renato entrar no vão de um mata burro Logo após chegou o Tiago Ficamos esperando mais de 30 min Então voltei para saber o que tinha acontecido e encontrei o Júnior com o Sidinei que estava andando devagar por causa da dor forte no ombro Após um exame nele constatamos uma fratura da escápula Ele teve uma queda forte e a moto caiu em cima do seu corpo,isso após andar uns 30 km de estrada difícil Paramos para pensar o que fazer nesta situação O Sidinei tomou uns medicamentos O Tiago desde o início só iria um pedaço do trecho com a gente e prontificou a acompanhar o Sidinei que mesmo com dificuldade estava pilotando(lugares isolados tem esta dificuldade) Acompanhei eles voltando uma parte e eles estavam indo devagar mas com dor estável na medida do possível(o Sidinei foi guerreiro em pilotar nestas condições) Nisso passou uma caminhonete (o único carro que vimos neste trecho)e o Renato explicou a situação para o motorista e o mesmo prontificou a encontrar com eles e colocar a moto na carroceria O que foi feito e eles tiveram uma carona até São Miguel do Araguaia Andamos 75 km com muita poaca à alguma areia num ritmo forte Paramos no Rio cristalino para beber água e esticar as pernas Iríamos tomar banho,mas 3 pessoas locais foram atacados por piranha exatamente no momento que chegamos no Rio Nada sério,mas de repente perdemos a vontade de nadar Kkk Atravessamos o Rio cristalino na balsa e fomos em direção a novo Santo Antônio na beira do rio das mortes Pegamos 85 km de estrada com muita,mas muita areia(mais que o Jalapao no circuito normal que quase todos passam) Atravessamos o Rio de balsa e estávamos 6C636C67-9DC2-4B09-AF67-71B300866185.MP4 6C636C67-9DC2-4B09-AF67-71B300866185.MP4 vendo um local na praia do Rio para acampar O Renato teve 2 queda neste trecho,porém ele estava andando muito forte e foi até pouca queda Após chegar em novo Santo Antônio optamos por seguir até São Félix do Araguaia que estava 90 km a frente Pegamos 30 km de estrada de terra boa e 60 km com muita areia fina e poacas esporádicas O problema foi que escureceu e andar a noite estava difícil controlar a moto já que estava difícil diferenciar terra boa da areia e da poaca que tinha uma camada fina Todos os 3 chegaram a parar a moto porque a frente começava a dançar e pensamos que o pneu estava furado Mas era o pó que deixava a moto instável . Chegamos em São Félix ,fomos comer um sanduíche e tomar cerveja e dormimos no hotel karajas Já estávamos na beira do rio Araguaia na margem oposta da ilha do bananal Pela manhã ficamos sabendo que os índios na ilha do bananal vendem o passe do pedágio para atravessar seu territórios Pegamos uma balsa para atravessar para ilha e pagamos 50 reais cada do pedagio Os índios foram bem educados e percebemos que o pessoal da região gostam bastante deles Iniciamos a travessia da ilha numa estrada de terra muito boa nos próximos 70 km Vegetação exuberante Muita vida selvagem Nos últimos 20 km a estrada fica com areias e poacas e pouco confuso mesmo usando o gps Chegamos no final da ilha e atravessamos o Rio javae pilotando a moto De lá fomos a cidade de formoso aonde almoçamos Depois voltamos para uruacu passando por alvorada,novo planalto e porangatu andarmos uns 350 Km sendo uns 50km de estrada de terra e o restante asfalto fotos e filmagens abaixo 6C636C67-9DC2-4B09-AF67-71B300866185.MP4 B7EDBD77-3ED2-47F2-824F-48AC05C90405.MP4 863A89CB-FD70-43C4-9C55-F994A5CB9E28.MP4 E979C92D-C4E3-4057-BE83-59480633F36A.MP4 0D64EAEE-F8F1-4914-AA2E-CC1201A98679.MOV 4E8E5FC3-FFE2-4602-A73A-CB9C6CB1E4E9.MOV
  2. Apesar de iniciar a leitura agora,ja sei que vai o melhor relato de todos os tempos relacionado a moto neste site e talvez em todos os sites do Brasil. Ja acompanho sua viagem no facebook. Parabens por compartilhar aqui tambem com as pessoas
  3. adriano duraes

    Camping de Moto

    Gabriel,na região centro oeste tem muitas regiões ainda bem isolados e bacana para ir de moto acampando Aqui já fomos em terra ronca,chapada dos veadeiros,região dos kalungas,jalapao etc Faz uma pesquisa nestes lugares que te falei
  4. Eu e o Renato estivemos com uma ideia maluca de ir de bicicleta de Brasília para Uruaçu,mas estávamos um pouco amedrontado com o risco de pedalar no asfalto com motoristas imprudentes e então associado a isso e nosso gosto por mata e locais mais selvagens,optamos por realizar uma cicloviagem e optamos pela chapada dos veadeiros,iniciando a viagem em Cavalcante e indo ate colinas do sul,contornando o parque da chapada dos veadeiros e passando por duas vilarejos(povoado de capela e povoado do rio preto)em estrada de chão,sendo a logística da viagem realizada como sempre pelo Renato e sempre de forma impecável. Outros amigos também decidiram ir conosco,alguns desistiram pelo caminho(né Junior e Marcos),mas o Marney e o Jader seguiram firme neste propósito. No dia 11/07/14 ficamos de nos encontrar na cidade de Colinas do Sul em Goiás,na sexta feira pela manha onde deixaríamos um carro e seguiríamos em outro carro ate Cavalcante e com as bicicletas na carretinha. Como sempre o Renato atrasou algumas horas hehehe e eles chegaram em Colinas do sul em torno de 12 hs e optamos por almoçar uma “matula” no restaurante do Valdomiro próximo ao povoado de são Jorge(que é a entrada do parque da chapada dos veadeiros) e depois fomos para a cidade de Cavalcante,chegando na cidade no final da tarde e apesar do atraso optamos de não dormir na cidade e já iniciar a viagem após deixarmos o carro em uma chácara no inicio da estrada de chão. Proximo a Sao Jorge indo para Cavalcante. inicio do passeio descendo as bikes da carretinha. So morros,hehehe. A lua estava bonita. Iniciamos o pedal já escurecendo e após longas subidas até o alto da serra do Vâo iniciamos uma descida gigante,mais ou menos 3 km de pura adrenalina e dedos dormentes de tanto apertar os freio(ficamos sabendo depois que esta descida tem abismos imensos e teríamos ido mais devagar se soubesse antes). Viajando a noite tendo uma lua gigante como farol . Após a descida tive uma queda da bike,porem sem maiores consequências.Em torno de 20 hs chegamos no leito do rio são domingos,local que tínhamos programado como primeiro acampamento. Encontramos uma cabana abandonada porem com o quintal relativamente limpo onde montamos as barracas e depois fomos comer uma macarronada preparada pelo Renato e escutar estórias contadas principalmente pelo Jader e depois fomos dormir. Preparando o jantar. Esperando a macarronada… No outro dia cedo depois de eu e o Renato tomarmos dorflex e nimesulide,iniciamos o pedal e ajudarmos o Marley a desmontar suas tralhas,já que ele não tinha ninguém de sua familia(filhinho da mamae) para ajudar e não sabia fazer sozinho,hehehe. O cara é muito urbano . rsrsrs Renato desmontando o acampamento depois de ajudar o Marney a fazer o mesmo, hehehe. Ponte no Rio Sao Domingos. Ponte do Rio Sao Domingos. Água gelada!!! Saímos e deixamos o Marney um pouco para traz(sempre ele),mas seu nível de pedalada estava em dia(bem melhor que eu e o Renato)e ele logo nos alcançou. Paramos em alguns riachos de águas cristalinas para encher o cantil e refrescar um pouco já que o calor estava intenso. Água gelada para encher o cantil. Alguma ponte no caminho para povoado Capela. Recarregando as energias. Chegando em Capela. As duas da tarde chegamos exausto no povoado de capela,onde encontramos uma barzinho e nos foi preparado um merecido almoço(não sei se era a fome ou a mão cheia da cozinheira mas foi a melhor carne seca com arroz que já comi na vida). Povoado de Capela. Local do nosso almoço em Capela. Descansamos um pouco e seguimos viagem ate o povoado do rio preto,chegando no final da tarde,fomos conhecer o famoso rio da chapada dos veadeiros(e já programado uma descida de caiaque saindo deste local) e ainda conseguimos assistir o final do jogo do Brasil x Holanda pela copa,alem de uma merecida cerveja gelada.Montamos acampamento no fundo de um barzinho. Povoado do Rio Preto. Enfim Rio Preto. Nao sei por qual motivo,mas um colega da expedição resolver guardar flor de pequi para comer e fazer chá,mas foi descoberto e zuadooo,hehehe. Assistindo o joga BrasilxHolanda,unica decepção da viagem. No outro dia cedo levantamos acampamento e seguimos ate Colinas com um pequeno pedaço de estrada asfaltada,chegamos em torno de 12 hs e almoçamos na cidade. Após o almoço fui com o Renato ate Cavalcante buscar seu carro e de lá cada um seguiu para sua cidade de moradia(eu para Brasília e o Renato, Marney e o Jader para Uruaçu) e já estamos preparando a próxima aventura.
  5. Eu e o Renato estivemos com uma ideia maluca de ir de bicicleta de Brasília para Uruaçu,mas estávamos um pouco amedrontado com o risco de pedalar no asfalto com motoristas imprudentes e então associado a isso e nosso gosto por mato!!!,optamos por realizar uma ciclo viagem e optamos pela chapada dos veadeiros,iniciando em Cavalcante ate colinas do sul,contornando o parque da chapada dos veadeiros e passando por duas vilarejos(povoado de capela e povoado do rio preto)em estrada de chão,sendo a logística da viagem realizada pelo Renato sempre de forma impecável. Outros amigos também decidiram ir conosco,alguns desistiram pelo caminho(né Junior e Marcos),mas o Marney e o Jader seguiram firme neste propósito. No dia 11/07/14 ficamos de nos encontrar na cidade de Colinas do Sul em Goiás,na sexta feira pela manha onde deixaríamos um carro e seguiríamos em outro carro ate Cavalcante e com as bicicletas na carretinha. Como sempre o Renato atrasou algumas horas hehehe ,e eles chegaram em Colinas em torno de 12 hs e optamos por almoçar uma “matula” no restaurante do Valdomiro próximo ao povoado de são Jorge(que é a entrada do parque da chapada dos veadeiros) e depois fomos para a cidade de Cavalcante,chegando na cidade no final da tarde e apesar do atraso optamos de não dormir na cidade e já iniciar a viagem após deixarmos o carro em uma chácara no inicio da estrada de chão. Proximo a Sao Jorge indo para Cavalcante. inicio do passeio descendo as bikes da carretinha. So morros,hehehe. A lua estava bonita. Iniciamos o pedal já escurecendo e após longas subidas até o alto da serra do Vâo iniciamos uma descida gigante,mais ou menos 3 km de pura adrenalina e dedos dormentes de tanto apertar os freio(ficamos sabendo depois que esta descida tem abismos imensos e teríamos ido mais devagar se soubesse antes). Viajando a noite tendo uma lua gigante como farol . Após a descida tive uma queda da bike,porem sem maiores consequências.Em torno de 20 hs chegamos no leito do rio são domingos,local que tínhamos programado como primeiro acampamento. Encontramos uma cabana abandonada porem com o quintal relativamente limpo onde montamos as barracas e depois fomos comer uma macarronada preparada pelo Renato,e escutar estórias contadas principalmente pelo Jader e depois fomos dormir. Preparando o jantar. Esperando a macarronada… No outro dia cedo depois de eu e o Renato tomarmos dorflex e nimesulide,iniciamos o pedal e ajudarmos o Marley a desmontar suas tralhas,já que ele não tinha ninguém de casa para ajudar e não sabia fazer sozinho,hehehe. Renato desmontando o acampamento depois de ajudar o Marney a fazer o mesmo, hehehe. Ponte no Rio Sao Domingos. Ponte do Rio Sao Domingos. Água gelada!!! Saímos e deixamos o Marney um pouco para traz(sempre ele),mas seu nível de pedalada estava em dia(bem melhor que eu e o Renato)e ele logo nos alcançou. Paramos em alguns riachos de águas cristalinas para encher o cantil e refrescar um pouco já que o calor estava intenso. Água gelada para encher o cantil. Alguma ponte no caminho para povoado Capela. Recarregando as energias. Chegando em Capela. As duas da tarde chegamos exausto no povoado de capela,onde encontramos uma barzinho e nos foi preparado um merecido almoço(não sei se era a fome ou a mão cheia da cozinheira mas foi a melhora carne seca com arroz que já comi na vida). Povoado de Capela. Local do nosso almoço em Capela. Descansamos um pouco e seguimos viagem ate o povoado do rio preto,chegando no final da tarde,fomos conhecer o famoso rio da chapada dos veadeiros(e já programado uma descida de caiaque saindo deste local) e ainda conseguimos assistir o final do jogo do Brasil com a Holanda pela copa,alem de uma merecida cerveja gelada.Montamos acampamento no fundo de um barzinho. Povoado do Rio Preto. Enfim Rio Preto. Nao sei por qual motivo,mas um colega da expedição resolver guardar flor de pequi para comer,mas foi descoberto e zuadooo,hehehe Assistindo o joga BrasilxHolanda,unica decepção da viagem. No outro dia cedo levantamos acampamento e seguimos ate Colinas com um pequeno pedaço de estrada asfaltada,chegamos em torno de 12 hs e almoçamos na cidade. Após o almoço fui com o Renato ate Cavalcante buscar seu carro e de lá cada um seguiu para sua cidade de moradia(eu para Brasília e o Renato, Marney e o Jader para Uruaçu) e já estamos preparando a próxima aventura.
  6. Bacana seu relato. Sou de Goiás(moro em Brasília)e sempre vou nestes locais. show demais
  7. Historia muito boa,aguardando o restante da mesma.Boa sorte ai nos eua.
  8. Ola D Fabiano, tem bastante terra apos Novo Repartimento no sentido Santarem.Trecho complicado devido ao grande numero de carreta e poeira que fica com a visibilidade muito diminuido.
  9. Ola Sergio,moro em Brasilia e conheci o Bressan este ano e falo com ele esporadicamente pelo whatzapp.A viagem que voces fizeram em 2016 foi umas das minhas inspiracao para esta minha viagem.Li e assistir os videos que foram publicado no elbando.com.br Abracos
  10. Parizotto,quero fazer este roteiro da ilha do bananal(sair de Luis Alves,passar por Novo Santo Antonio,subir ate Sao felix do Araguaia e entrar na ilha voltando para Luis Alves) .Vc teve que ter autorizacao da funai para atravessar a ilha,ja que la parece que é reserva indigena?Ou é so chegar la e ir entrando?Grato
  11. Faz um tempo que queria conhecer a rodovia transamazônica pelo desafio da viagem e também para conhecer está região bacana do nosso imenso país. O André (amigo desde a minha infância) veio com essa ideia maluca e como isso já estava na minha mente há muito tempo, de imediato eu já decidir ir com ele e durante uma viagem que realizamos com nossa turma de motociclista de Goiás e DF para o Jalapão mais 4 desta turma toparam encarar essa grande aventura. Porém quase todos desistiram da viagem, sobrando somente eu e o André que confirmamos nossa presença nesta viagem. Num último momento o Amerizon (cunhado do André) juntou a nos ,mesmo ele nunca ter andado de moto em estrada de chão e sua grande e vasta experiência anterior era ter feito uma longa viagem de 100 km no asfalto há 20 anos atrás. Rsrsrs Esse aí só pode ser maluco mesmo. Kkk O nosso trajeto ficou assim: Além da transamazônica (BR 230) decidimos também cruzar a Humaitá-Manaus (parte mais crítica da BR 319 também conhecida como rodovia fantasma) esta rodovia que foi totalmente abandonada e a mata está tomando conta da estrada ,também decidimos descer pela Santarém-Cuiabá(BR 163) e entrar pela MT 322(que passa pelo parque do Xingu na reserva dos índios do Xingu e saindo na cidade de Alo Brasil e de lá partimos para o vale do Araguaia até Luís Alves. Seria aproximadamente uns 3500 km de asfalto,uns 3800 km de estrada de chão e 700 km de barco. Realmente seria uma viagem para contar para nossos netos. hehehe Muita estrada para rodar. Essas que são consideradas as piores rodovias do Brasil e são realmente desafiadoras ainda mais pelo tempo curto que tínhamos de liberação de nossas esposas e do nosso trabalho. Nossa programação era fazer tudo em até 17 dias. Kkk Muita estrada de terra mas muita mesmo, estradas bem precárias, grande número de carretas, poeira que acreditava que nem poderia existir nesta quantidade, além de regiões selvagens e sem nenhum apoio além de nós mesmo. Importante salientar que estávamos levando muitas ferramentas e algumas peças de reposição como manetes, câmara de ar etc, além de todo equipamento de acampamento, alimentos e água para dois dias. Ou seja, estávamos muito pesados. Combinamos de sair de Uruaçu no dia 07/09/17 durante o feriado de 07 de setembro as 06 da manhã. Eu e o André estávamos com uma Yamaha Tenere 250 e o Amerizon numa Honda Xre 300. Está Xre 300 era do André e após a viagem ao Jalapão ela estourou o cabeçote e então ele perdeu a confiança nela ,assim ele acabou vendendo para seu cunhado(Amerizon) mesmo este sabendo deste problema crônico da moto e mesmo assim ele decidiu ir nesta viagem nela com a gente. O cara é corajoso mesmo. O André como excelente engenheiro e tendo ótima noção de mecânica acabou ele mesmo reformando está moto com ajuda do manual técnico da mesma e estávamos realmente com esperança de que ele tivesse feito um bom serviço nela já que nosso apoio era nos mesmo e teríamos complicações se a moto desse um defeito mais grave no meio da viagem principalmente em lugares inóspitos. Kkk Saímos então dia 07/09 de Uruaçu-Go com poucos minutos de atraso e tocamos firmes pela BR 153. Fomos parando somente para abastecer, comer um salgado e hidratar já que neste dia foi extremamente quente porem atenuado após uma parada para comer abacaxi gelado numa banca na beira da rodovia já próximo a Guairá-TO. Terminamos o dia rodando 865 km até Araguaína no estado do Tocantins repousamos no hotel chamado Mais Hotel. Eu estava muito cansado até porque eu raramente ando na minha moto e a última vez que usei ela foi no Jalapão há uns meses atrás. Lá encontramos várias motos no estacionamento do hotel já que estava tendo um encontro de moto na cidade ,mas como estávamos muito cansado não fomos a este encontro e resolvemos dormir cedo. No outro dia (08/09) combinamos de tomar café as 06 da manhã e sair bem cedo (quase conseguimos se o André não perdesse a hora kkk). Andamos num ritmo bom até próximo a Xambioá onde o André parou para tirar fotos e acabou perdendo da gente logo após eu e o Amerizon entrarmos num posto de gasolina. Depois de quase 2 horas de desencontro reunimos a turma em Xambioá já na nossa primeira balsa, está a do rio Araguaia (famoso rio que é a praia dos goianos) para atravessarmos para o estado do Pará. Tocamos numa ritmo bom passando por Marabá aonde paramos para o André sacar dinheiro no banco e continuamos viagem por mais 40 km aonde paramos e almoçamos um peixe saboroso (tucunaré) na cidade de Itupiranga está situada na beira do rio Tocantins. Estávamos já na mítica transamazônica, porém em trechos de asfalto e não era isso o que queríamos. Hehehe Logo começou um trecho de estrada de chão de mais de 100 km dentro da reserva dos índios Parakanã. Trecho em obras com muito movimento e pequenas poacas Neste trecho o André quase bateu numa mula perdida no meio da estrada. A partir daí começamos a andar um pouco mais devagar. Chegamos em novo repartimento no final do dia e fomos dormir no hotel montes das oliveiras após uma merecida refeição. Total do dia 460 km(em torno de 350 asfalto e 110 terra). Lá encontramos outro aventureiro que não recordo o nome e ele estava viajando sozinho com destino São Paulo no sentido contrário ao nosso numa bmw 1200 e já nos alertou das grandes poacas que teríamos pela frente. De novo repartimento no dia 09/09 fomos andando pela transamazônica com trechos de asfalto com pequenos trechos de terra passando pela subida da velha que ainda não asfaltado (famosa pelos atoleiros gigantescos na época da chuva) e logo após está parte paramos numa pequena "venda" para tomar um açaí e comer um pastel frito. Foi o melhor açaí que já tomei na minha vida(não sei se era a fome já que geralmente não esperávamos o café da manhã do hotel para iniciar a viagem e neste dia não foi diferente ou era porque era um açaí puro já que era colhido e preparado pela família proprietária da "venda"). Continuamos a viagem passando por Pacaja, cruzamos algumas boiadas pelo caminho, passamos pela usina de belo monte (local que paramos para tirar umas fotos) e almoçamos em Altamira, pegamos depois do almoço um trecho que tinha acabado de chover e portando molhado e a pilotagem muda completamente nos dificultando bastante já que estávamos com pneus mistos, continuamos a viagem até depois de Medicilândia aonde furou o pneu da minha moto (estávamos há mais de 30 km de Uruará). Resolvemos o problema do pneu e como já estava escuro e começou a armar uma chuva muito forte resolvemos ficar por ali mesmo e acabamos acampando num bar abandonado que tinha se transformado num poleiro de galinhas. Eu acabei montando minha barraca. O André dormiu em cima de uma tábua que estava em cima de uma mesa de sinuca velha e o Amerizon improvisou uma rede com sua coberta. Neste dia comemos um arroz com carne frita que a esposa do André já tinha deixado semi-pronto em sua bagagem. Rodamos neste dia 480 km já quase todo trajeto em estrada de terra. Acordamos na madrugada do dia 10/09 com o canto do galo a menos de 1 metro da gente e resolvemos partir bem cedo No trajeto tive o primeiro tombo numa poaca grande Abaixa o moral mas faz parte. kkk Foi perigoso porque a poeira subiu e o Andre e Amerizon vinham numa velocidade mais alta e passaram bem próximo a mim e eles só me visualizaram há uns poucos metros de distância. Levantamos a moto e seguimos viagem. Tomamos café em Rurópolis que era um entroncamento e voltaríamos a passar lá depois de alguns dias e de lá seguimos até Itaituba aonde atravessamos a balsa, mas antes enquanto esperava a balsa tomamos um banho para tirar a poeira do corpo no lindo rio Tapajós (este de águas cristalinas) e após a travessia almoçamos nesta cidade num restaurante bem simples, mas com comida saborosa. Na saída da cidade enquanto aguardávamos o André numa sombra apareceu uma turma de motociclistas da região, eles estavam montando um moto-clube e nos deram várias dicas da região, falaram das onças que ficam no parque da Amazônia e era aonde nos pretendíamos dormir acampados e no final fizeram uma oração para que tivessem uma ótima viagem (Pessoal muito bacana e espero encontrar eles em outras viagens pelo Brasil afora). No trecho de 50 km até uma vila de pescadores (se não me engano chamada Vila Nova) estava um trânsito intenso com muitos motoristas provavelmente bêbados devido ao final de uma festa regional da galinha caipira e pegamos essas pessoas voltando da festa cometendo grande imprudências. Foi tenso esta parte da viagem. Dividir estrada com poeira com bêbados no volante não é para qualquer um. No final do dia entramos no parque nacional da Amazônia, este lugar com uma natureza exuberante e seguimos por uns 10 km dentro da mata sem encontrar um local apropriado para montar acampamento e resolvemos voltar ao início do parque aonde tinha uma sede do Ibama, para solicitar pouso no local. Lá falamos com o guarda local chamado Xavier e ele deixou a gente armar barraca num gramado em frente à sede do parque. Foi sem dúvidas a nossa melhor escolha para este local. Acampamentos num local com um rio bem bonito com uma pequena cachoeira aonde tiramos a poeira das roupas e do corpo e renovamos nossa disposição de continuar a viagem. Mais tarde o outro vigia chamado Ceomir e que estava de folga naquele momento, nos levou no povoado para comer o que sobrou do festival da galinha caipira. Pessoal muito gente boa. O Xavier e Ceomir ficou nos contando histórias até tarde da noite. Além disso o Xavier nos garantiu que dava para carregar as baterias dos nossos celulares amarrando o carregador do mesmo nos poraquês (peixe elétrico que era abundante neste rio). Kkk O Amerizon quase acreditou. Voltamos e dormimos bem até as 04 da manhã quando chegou a polícia ambiental junto com o pessoal do ibama para montar uma barreira para "pegar caçadores inescrupulosos que insistem em caçar animais silvestre dentro desta reserva ecológica". Eles fazem um belíssimo serviço à humanidade e a natureza. Pena que acho que não pegaram nenhum destes marginais já que no dia 11/09 as 07 hs iniciamos o trajeto dentro do parque e não cruzamos com praticamente nenhum carro até chegar ao km 180(local de apoio à garimpos da região). Apos o Km 180 encontramos 3 ciclistas que estavam fazendo o trajeto de Itaituba para Humaita,eu parei para trocar algumas palavras rapidas com eles e fui embora,o Andre tirou foto com eles.Depois vimos uma reportagem e descobrimos que eles eram cientistas e um deles era simplesmente o astronauta chefe da agencia espacial da nasa. http://m.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-453758-.html O pessoal da base do ibama tinha falado que passou um ciclista frances solo dois dias antes que a gente.Acabei encontrando ele logo apos esta turma de ciclistas que eram cientistas.Este frances estava viajando do Rio de Janeiro e iria ate o estado do Acre,isso numa bicicleta estilo barraforte,ai sim,esse é um aventureiro de verdade,estilo raiz. kkk Resolvemos tocar num ritmo forte apesar do grande calor, estradas péssimas e imensas poacas. Neste trecho da viagem tomei um segundo tombo na poaca. Este bem forte já que estávamos rápidos. Acabei com um pequeno rasgo na calça de cordura e rasgando parte da luva de couro Meu alforje direito rasgou na parte que fica no suporte e acabei usando liga elástica para fixar o mesmo (e olha que aquentou até o final da viagem). O amerizon também “comprou terreno” neste trecho. Porém o equipamento de segurança protegeu bem e só tive prejuízos na moto. Como diz meu amigo Jader (companheiro de outras viagens) a viagem de moto continua até acabar as abraçadeiras plásticas e isso tínhamos de sobra. Fomos até Jacareacanga aonde fiz um conserto rápido na moto e neste local o Amerizon após insistência minha e do André ,acabou comprando uns elásticos extensor para amarrar bagagem já que todo dia e em toda parada ele ficava amarrando suas cordas para segurar a bagagem (ele ficava falando que se estes elásticos fosse bom os caminhoneiros não usariam cordas e sim estes elásticos). Kkk Mas no final da viagem acho que ele se convenceu que para cargas pequenas estes elásticos são o ideal, então de Jacareacanga resolvemos chegar a balsa do rio sucudunri já no estado do Amazonas. Foi um dia pesado, muito pesado. Estrada muito ruim, cheio de poacas e valas, andamos 550 km em estrada de chão. Chegamos no limite. Neste dia também vimos muitas queimadas na floresta com várias áreas devastadas, coisa que nos entristeceu muito e ficamos nos perguntado aonde está o poder público para inibir isso. Se continuar assim em pouco tempo teremos o deserto da Amazônia. Lamentável. Neste vilarejo de Sucunduri paramos um pequeno hotel chamado hotel da manobra e depois jantamos no restaurante da flor uma caldeirada amazonense servido com o peixe Pacu, sendo está uma ótima refeição, muito saboroso mesmo, apesar da simplicidade do local. O Amerizon acabou descobrindo vários amigos em comum com a proprietária do restaurante e além disso ficamos sabendo que ela é de Porangatu, cidade goiana próxima a nossa cidade de Uruaçu. Acordamos bem cedo no dia 12/10 e andamos num ritmo bom Paramos em Apuí para abastecer e depois chegamos ao rio novo Aripuanã aonde a balsa principal estava em horário de almoço e acabamos atravessando numa pequena balsa que só coube nós três com as motos, mesmo assim bem apertados. O André ficou meio cabreiro com a balsa, mas ninguém caiu na água. Kkk Pegamos uma estrada de terra boa e que esporadicamente apareciam tinha umas valas grandes. O amerizon acabou caindo devagar uma delas e o André acabou caído forte após passar numa vala grande. O André estava se achando o piloto oficial da Yamaha do rally dos sertões e estava andando forte com extrema confiança e apesar do tombo em que a moto acabou arrastando uns 20 metros no cascalho, ele não teve nada devido a proteção divina e dos equipamentos de proteção Ou melhor,ele teve uns arranhões na mão esquerda e estava ardendo o braço esquerdo. Quando tirou a roupa de proteção viu que era um minúsculo arranhado no braço que ele até ficou com vergonha de reclamar depois. Kkk Mas na moto gastamos uns 10 abraçadeiras plásticas, também arranhou bem a carenagem do tanque e amassou o protetor de motor além de soltar o suporte lateral com o galão de combustível (e lá vai mais algumas abraçadeiras plásticas kkk). Chegamos no final do dia em Humaitá após atravessar a balsa do rio madeira. Dormimos no hotel macedônia. No dia 13/09 acordamos cedo fomos abastecer a moto e acabamos pegando informações com uma turma da PM amazonense sobre a br 310, a famosa rodovia fantasma. Seguimos um trecho de 30 Km pela rodovia transamazônica e logo estávamos entrando nesta outra rodovia mística e ótima para quem gosta de aventuras. Estávamos na tão sonhada rodovia fantasma. Logo no início da estrada o Amerizon acabou escorregando quase parado num buraco na pista e quando voltei para ajudar ele a levantar a moto já tinha um motorista de um carro ajudando. Andamos até a pequeno vilarejo chamado Realidade, isso numa estrada de asfalto pior que a maioria das estradas de chão que andamos. Abastecemos a moto e nossa fome e aproveitamos para colocar gasolina num galão de 5 litros já que não teria posto no caminho. A rodovia fantasma alterna trechos bons e trechos péssimos e outros muito pior que péssimo. Mas conseguimos manter um ótimo ritmo e chegamos em torno das 15:30 hs em Iquapó-açu (do lado do parque estadual do Matupiri) para pegar a balsa sobre o rio do mesmo nome. Inicialmente tínhamos programado dormir neste local, porem devido ao horário e à disposição dos integrantes da viagem resolvemos continuar na estrada e parar quando escurecer porém em torno das 17:30 estávamos chegando a cidade de Careiro para abastecer a moto(total de 490 km sem posto de gasolina, porém costuma ter venda de combustível em Iguapo-açu, no entanto não precisamos). Resolvemos chegar a Manaus sabendo que a última balsa para atravessar o rio Solimões saia as 20 hs. Continuamos na estrada e logo escureceu e acabamos andando a noite na rodovia asfaltada com alguns buracos e isso foi exceção, já que não andamos à noite devidos aos vários animais na pista e aumento do perigo por outros motivos e fomos tocando num ritmo lento. Chegamos dentro do prazo para pegar a balsa e entramos em Manaus à noite e fomos direto ao novo hotel Brasil no centro da cidade após pegar informações com os moradores locais, isso porque tínhamos o gps da moto porém o suporte da mesma estava na moto do André e o suporte caiu da moto após seu tombo antes de chegar a Humaitá. Total do dia 697 km Dia 14/09 já na cidade de Manaus, acordamos cedo e fomos fazer uma revisão nas motos e após ficarmos perdidos na cidade pagamos um motoboy para nós levar a tvlar motos Yamaha(concessionária da marca) aonde fomos bem atendidos. O Amerizon acabou levando a xre dele numa loja próximo a nossa. Ficamos a manhã toda lá e após o almoço fomos ver como funcionava o embarque e as passagens do barco até Santarém. Agora depois da revisão estamos com o gps na moto do André e estávamos local na bonita cidade de Manaus. Acabamos sendo informado que embarcar a moto um dia antes é melhor (apesar de outra pessoa falar diferente) e fechamos o valor em 120 reais por pessoa e também por 120 reais cada moto, além disso tem uma taxa que paga no Porto de 45 reais. Nosso barco seria o Golfinho do Mar com capacidade para 700 pessoas. Dica: Compramos as passagens dentro da estação local no local que vende as mesmas e não de outros vendedores que fica próximo ao local de embarque e acho que foi a melhor opção. Total de 285 reais por pessoa. Optamos por ficar nas redes juntos com os moradores da região e não nas suítes (está custava mais 150 reais por pessoa) até para conhecer esse modo de viagem da população desta região e certamente foi uma ótima opção. Neste mesmo dia embarcamos a moto e o barco sairia as 11 hs do próximo dia. À noite fomos próximo ao teatro amazonas e este estava há uns 400 metros do hotel e fomos jantar um peixe pirarucu (famoso na região norte) que estava até bom. Melhor estava o tacacá que comi antes. O Amerizon acabou dormindo na mesa do jantar Cansaço? Kkk tiramos até foto para enviar aos seus parentes e amigos. Dia 15/10 as 9 hs estávamos entrando no barco com nossas bagagens. Como estávamos como muitos equipamentos de proteção acabamos comprando uma sacola que o pessoal vende na área do porto para colocar nossos equipamentos Gastamos 10 reais e certamente foi uma excelente ideia Após embarcar o André avistou um boto rosa próximo do barco, mas quando fui tirar fotos ele desapareceu. As 11:10 a viagem começou naquilo que era umas das nossas prioridades devido à situação inusitada para nós da região central do Brasil. Posso dizer que foi uma experiência ímpar. Muito boa esta parte da viagem e deu para descansar um pouco o corpo das estradas em cima da moto. Vimos o encontro do rio Solimões esta barrenta com o rio negro com aguas escuras, interessante porque as aguas dos rios demoram a se misturar formando o rio Amazonas. Vimos um pôr do sol espetacular. Vimos depois também o encontro do rio Amazonas com suas aguas barrentas com as aguas cristalinas do rio Tapajós já chegando em Santarém. Tudo isso faz parte dos roteiros turísticos nestes locais. Numa destas paradas durante o trajeto de 700 km quase todos os passageiros tiveram suas bagagem revistada pela polícia federal em busca de drogas já que neste rio tem uma rota para escoamento da mesma (imagino que com cães farejadores nossos policiais teriam o trabalho facilitado e com melhores resultados para inibir este crime). Chegamos em Santarém no dia 16/09 e após desembarque dos passageiros fomos a outro porto para desembarque nosso e de nossas motos Estava escurecendo quando deixamos as motos prontas para seguir viajem Pagamos 5 reais para sair do Porto e já fomos para Álter do chão (conhecido como o Caribe do Brasil). À noite fomos jantar um pirarucu num bar/restaurante que tinha uma apresentação boa, porém estava muito ruim o prato. Decepção total. No dia 17/09 acordamos cedo e após o ótimo café da manhã na pousada vila da praia (local que estávamos hospedados) fomos conhecer as praias da região. Inicialmente fomos a praia da ilha do amor que fica em frente à cidade. Tem um trecho de água para chegar a ilha que eu e o André decidimos ir nadando. O Amerizon acabou indo um pequeno barco a remo para travessar este pequeno braço do rio e ele estava com um imenso colete para sua segurança (norma correta que é obrigatório). Queríamos tirar uma foto disso para mostrar aos amigos, mas infelizmente o Amerizon estava com nossos celulares. Curtimos as limpas e quente águas do rio Tapajós e fomos comer uma moqueca de pirarucu numa barraca da praia e até que estava bom. À tarde fomos a praia do Pindobal e ficamos muito impressionado com a largura do rio Tapajós(algo em torno de 20 km). Simplesmente não dava para ver o outro lado da margem Ficamos sabendo por um morador local que um pescador desta vila a alguns dias atrás foi levar o irmão ao outro lado do rio e na volta após um vendaval seu barco afundou e ele segurando uma garrafa pet levou dois dias para chegar na margem do rio. À tarde voltamos às praias na cidade de Álter do Chão para “pegar” o pôr do sol em suas praias. A noite encomendamos um peixe na pousada para nosso jantar. Estava espetacular o Tucunaré. No dia 18/09 saímos às 08:30 para continuar a viagem Resolvemos cortar caminho por estrada de terra passando por Pindobal e depois saindo já na rodovia Br 163 (Santarém-Cuiabá). Andamos pelo asfalto margeando o parque da floresta do Tapajós até a cidade de Rurópolis, chegando lá tomamos um lanche e abastecemos no mesmo local da ida da nossa viagem. Após Rurópolis passamos novamente num trecho que já tínhamos ido no início da viagem. São 110 km de muita poeira, poaca e muito perigoso devido as carretas e com isso nas ultrapassagens tínhamos que ter atenção total. No meio do caminho vimos um riacho com águas escuras e pedras bonitas. Resolvemos tirar a poeira do corpo e depois seguir viagem com o corpo renovado. Seguimos até a vila de campo verde (conhecido como KM 30) e de lá ao invés de seguir para Itaituba fomos no sentido para Cuiabá-MT. Neste trecho pegamos partes asfaltada e outros trechos com muita poeira. Trânsito muito intenso de carretas e estas geralmente vazias já que tinham deixado as cargas (grãos) no Porto de Santarém e principalmente no Porto de Itaituba. Tenso para ultrapassar estas carretas... Rsrsrs De repente você entrava numa poaca com visibilidade quase zero devido a poeira, que mais parecia um jato de areia, jogada pelos caminhões. Numa dessas ao ultrapassar 4 carretas o André deu de cara com uma grande poaca e acabou entrando numa vala(que fica escondido pela poeira) e acabou caindo. Um caminhoneiro parou para ajudar já que sua perna ficou presa debaixo da moto. Realmente muito perigosa esta estrada,devido a grande poeira voce ou o motorista no sentido contrario tem dificuldade de visualizacao. Certamente está estrada já recebeu algumas vezes dinheiro para ser asfaltado. Certamente está grana está no bolso de alguns figurões da política já que de asfalto são somente alguns trechos nesta parte da rodovia. Coitados dos nossos irmãos de estradas, os caminhoneiros. Sinceramente acho que o valor que eles ganham no frete fica todo na estrada com consertos de seus instrumentos de trabalho. Para nós passar uma vez lá é uma ótima aventura mas para quem usa como meio de sustento deve sofrer bastante. Seguimos com muita poeira até a cidade de Morais Almeida e andamos neste dia 555 km. No dia 19/09 bem cedo fomos novamente enfrentar a poeira E nem podíamos reclamar já que foi para isso que fomos até lá, né Andre? Kkk Na cidade de Novo Progresso paramos para tomar o café da manhã e lá o Antony (morador da cidade e que já foi associado a moto-clube) perguntou se precisávamos de alguma coisa e nos deu dicas da região. Fomos num ritmo bom já que a maioria dos trechos eram asfaltados e após abastecer e tomar um lanche num posto ficamos sabendo de uma cachoeira na região da serra do cachimbo. Cachoeira do Curuá era o nome da cachoeira no rio com mesmo nome. Chegamos lá após informacoes com outras pessoas já que não tinha nenhuma placa informando o local da mesma. Lugar muito bonito. Tem uma cachoeira de uns 3 metros que dá para entrar debaixo dela e com bom espaço para ficar descanso e curtindo debaixo dela. Qual foi nossa surpresa ao encontrar lata de cerveja dentro deste lugar. Putz... O ser humano tem o hábito e capacidade de levar seus lixos mesmos para os lugares mais paradisíacos. Após este descanso inesperado continuamos nossa viagem. Uma coisa que vimos antes de entrar em Novo Repartimento foi a fumaça de queimada das florestas ou do que restava delas invadindo as estrada. Fumaça que nos perseguiu por quase 700 km. Ora fumaça pesada ora fumaça leve, mas sempre fumaça das queimadas. Lamentável o que está acontecendo nesta região tão bonita. Continuamos a viagem e entramos no estado do Matogrosso Pegamos um asfalto bom até a cidade de Matupá e de lá entramos na rodovia MT 322(está cruzando a reserva do índios do Xingu). Continuamos por asfalto por mais uns 60 km e começou novamente a parte de estrada de chão após um pequeno povoado que foi aonde reabastecemos as motos. Agora só veríamos asfalto após entrarmos na cidade de Luis Alves já no estado de Goiás. Nossa ideia era dormir acampado na beira do rio Xingu. Lá no local que abastecemos as motos descobrimos que 40 km antes até 40 km após o rio Xingu é território indígena e não era permitido dormir lá. Foi nos informados que tinha um pequeno comércio/bar antes de entrar na reserva e optamos por viajar até lá para pedir pouso acampado. Nesta parte da viagem pegamos muita poaca funda e de grandes dimensões. O André acabou caindo e quebrou a manete da embreagem. Sorte que tinha uma de reserva. Após o conserto continuamos a viagem. O Amerizon também caiu, mas sem maiores consequências. A xre e o Amerizon estava surpreendendo e aguentando bem está viagem bruta. Paramos então no bar do goiano já escuro. O goiano é morador antigo da região é conhecido por todos no local. Chegando lá tinha uma cobra no bar (acabei levando ela para o mato próximo, já que está cobra pelas suas caracteristicas imaginamos que era de uma espécie não venenosa). Lá jantamos uma excelente e saborosa refeição. O Goiano nos autorizou a montar acampamento dentro do bar Eu e o André montamos rede e o Amerizon montou barraca(será medo de cobra?). Importante salientar que fomos muito bem recebido pelo goiano e família. Neste mesmo local tinha alguns caminhoneiros parados dormindo dentro de seus caminhões, esperando amanhecer o dia para entrar na reserva indígena. Um destes motorista reconheceu o André . Ele tinha visto o André caído da moto num trecho anterior Nossos corpos estavam ficando acostumados com a dureza e não ficamos muito cansados como nos trechos anteriores Neste dia andamos 654 km. No dia 20/09 acordamos bem cedo e continuamos numa estrada ruim com várias poacas e muita poeira(já estávamos ate gostando de brincar nas poacas). Chegamos cedo na balsa do rio Xingu que era operado pelos índios da reserva. Tinha outros indios pescando na beira do rio Xingu (estavam garantindo o seu almoço já que lá não tem mercado...) Seguimos viagem até a cidade de São José do Xingu. Lá o Amerizon seguiu por outro caminho. Ele foi em direção a Confresa visitar amigos e depois iria ao Tocantins visitar parentes. A sua xre continuava inteira. Realmente o André fez um ótimo serviço nela. O Amerizon foi um parceiro top,pessoa do bem, sempre animado. Apesar de nunca ter andado em estrada de chão não reclamou nenhum vez das adversidade da viagem Realmente para andar em estradas difíceis dessas tem que ter parceiros certos e com mesmos pensamentos. Eu e o Andre continuamos a viagem juntos. Passamos numa estrada muito ruim. Muito calor. Muita poeira. Muita poaca. Distâncias longas sem nenhuma sombra. Parecia que não chegava nunca no nosso próximo destino que era Alo Brasil. Neste trecho o André acabou caindo de novo e teve uma luxação no quinto dedo da mão esquerda. Ficou bem inchado o dedo dele. Mas não adiantava lamentar. Não tinha outra opção além de continuar a viagem. Chegando em Alo Brasil eu vi 3 tatus na estrada. Parei a moto e eles ficaram menos de 1 metro da minha moto. Tive que descer da moto para tocar eles para fora da estrada senão eles poderiam ser atropelados. Chegamos num posto próximo a Alo Brasil e não tinha gelo para o André colocar no dedo. Resolvemos ir até a cidade de Bom Jesus do Araguaia. Lá finalmente tinha gelo no hotel Acreúna (lugar que ficamos hospedados). Neste dia andamos em torno de 323 km(pouco porque a estrada não ajudava e ficamos esperando o almoço e batendo papo com o Amerizon e curiosos na cidade de São Jose do Xingu). Mas pareceu que andamos muito mais devido ao estado da estrada e ao calor. Dia 21/09 Eu o André saímos umas 07:30 do hotel e pegamos estrada em direção a cidade de novo Santo Antônio. São 80 km numa estrada de chão até boa. Chegando na cidade compramos água para enfrentar um terreno de muita areia que viria a seguir. Atravessamos a balsa do rio das mortes e estávamos no parque estadual do Araguaia. Agora começava um trecho de muita areia. Porém foi a parte mais agradável da viagem. Natureza exuberante. Estrada muitos isoladas. Muitos animais selvagens no nosso caminho. E logicamente uns tombos... O André parou numa parte que tinha muita areia para ligar a câmera e filmar e eu estava atrás dele quando mudei a moto de lugar. Estava praticamente parado e acabei caindo. Cai de barriga no chão e minha perna esquerda ficou preso no alforje. Doeu bastante na panturrilha esquerda. Rsrsrs. Levantei a moto antes do André perceber meu tombo. Kkk Mas há 20 metros adiante o André acabou caindo também. Kkk Acabei contando que tinha caído logo atrás. Logo vimos uns cervos e paramos para tirar fotos,fazer um lanche e beber água. Depois quando fui ligar a moto ela não deu partida. Tivemos que abrir a parte aonde fica o botão da partida para dar uma limpada na poeira e acabamos com o mal contato e a moto ficou quase zerada novamente. Kkk Continuamos no areião e chegamos na balsa do rio cristalino que faz jus ao nome pela cor de suas águas. Fizemos 85 km neste trecho em 3 horas. Após atravessar de balsa o rio cristalino optamos por encomendar um almoço com a esposa do balseiro. Eles já tinham almoçado e sua esposa foi preparar nosso almoço. Enquanto esperávamos resolvemos tomar banho no rio cristalino. Ao colocar o pé na água vi duas arraias. Mostrei ao André e então ficamos cabreiros de colocar o pé no chão. Kkk Resolvemos entrar diretamente numa parte mais funda. Atravessamos o rio nadando e voltamos para nosso local de partida. Evitamos a todo custo pisar no chão arenoso do rio. Tomar uma ferroada de arraia não seria nada agradável. Kkk Saímos da água e nosso almoço estava quase pronto Pensa num almoço campeão... Comemos tucunaré com um arroz e salada digno das melhores comidas caseiras. Ficamos batendo papo com o Francisco (balsista). Agora tínhamos informações que este trecho era mais difícil e não queríamos perder a balsa do outro rio(este já o nosso famoso Rio Araguaia que divide o estado de Goiás do estado do Mato Grosso). Então as 14:45 saímos deste ponto no rio cristalino e pegamos estrada. Estrada muito difícil, porém mantemos um ritmo forte. Muitos animais selvagens. Cervos. Aves diversas. Raposas. Muita areia. Muita poaca funda principalmente nos 10 km finais. Neste trecho o André caiu 2 x e quando o André ligou a câmera para me filmar passando na poaca cai também. Muitas risadas. Levantamos a moto e continuamos a viagem. Chegamos às 17:15 muito cansado porém satisfeito por já estar chegando no nosso Goiás. Atravessamos o bonito rio Araguaia com suas paradisíacas praias e chegamos em Luís Alves. Total deste trecho 75 km em 2 hs e 30 minutos. Total do dia 240 km. Fomos dormir na pousada estrela do Araguaia. Nem saímos para jantar isso por ter almoçado tarde e principalmente devido ao cansaço. No dia 22/09 saímos cedo de Luís Alves e antes de chegar a São Miguel do Araguaia vimos um tamanduá bandeira atravessando a estrada. Até eu conseguir tirar a luva para tirar uma foto com o celular o tamanduá já estava longe. Abastecemos em São Miguel do Araguaia e tinha a opção por seguir viagem pelo asfalto ou cortando caminho por estrada de chão. Obviamente optamos por cortar caminho. Passamos por Bonópolis, Amaralina e então pegamos asfalto até nossa querida cidade de Uruaçu-GO. Foram 16 dias totais na estrada e mais de 7000 km a maioria de estrada de chão . Graças a Deus fizemos uma viagem sem nada de incidentes importantes. Conhecemos lugares e pessoas maravilhosas e que nos ajudaram muito pelo nosso caminho Meus parceiros de viagens não poderiam ser melhores Pessoal animado, sem stress com as dificuldades da viagens, mantemos o mesmo ritmo, tudo estava bom para eles mesmo muitas vezes não estando isso devido as adversidades da regiao,calor forte etc... Foi realmente uma grande aventura e que eu recomendo a todos que gostam de viajar a lugares poucos exploradora Valeu. links dos vídeos da viagem realizado pelo André Dias muito top vale a pena assistir
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