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Gedielson

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  1. Olá Frederico, isso mesmo, R$ 1.400,00 foi por pessoa, com a alimentação incluída, o que dá 175 por dia.
  2. @Isabela Galvan Oi Isabela, essa viagem fiz em dezembro de 2016, então os valores pode ter sofrido alterações. Entre todos os do Atacama, deu uns R$ 1.500,00. Como disse no relato, contratei uma agência que oferecia um pacote com os lugares que eu realmente queria conhecer (fora o tour astronômico que contratei a parte). Mas se pesquisar bem, tem agências que oferecem pacotes bem parecidos com preço menor e acredito que sem o problema de horário com os geisers.
  3. Resolvi fazer este relado de viagem principalmente pela pouca orientação que encontrei para fazer a expedição para o Monte Roraima. Tive dúvida do que levar, mas, principalmente do que NÃO levar. Incerteza com que guia contratar. Incerteza com comida e pouca orientação sobre preparo físico necessário. Espero com este relato suprir algumas dessas deficiências que outros aventureiros possam ter. 1 – Diário de bordo 2 – O que levei para o Monte Roraima 3 – Como contratar um guia 4 – O que comer e o que beber 5 – Preparo físico necessário para subir o Monte Roraima 6 – Despesas 7 – Conclusão 1 – Diário de Bordo DIA 1 Saímos de Londrina, eu Ana e Maurício às 13:25.🛫 Chegamos em Congonhas com pouco menos de uma hora. O voo para Brasília saiu às 17h. Uma hora e meia de viagem. Chegando em Brasília tínhamos mais de 4 horas de espera até o voo para Boa Vista. Bom que deu tempo de conhecer o aeroporto, que é muito grande e bonito. Faz jus a capital do Brasil. Deu tempo de jantar (R$ 28,00) e até de comer uma sobremesa (R$ 36,00). De Brasília saímos às 22:45 e chegamos em Boa Vista a 1:20 (horário local, uma hora a menos do horário de Brasília). Em Boa Vista desembarcamos e pegamos um táxi (R$ 40,00) para o hotel (R$ 110,00).🛬 No hotel chegamos umas 2h da manhã. O Hotel Magna era bem simples, mas suficiente. Tinha até condicionado, mas o chuveiro não tinha a opção de quente. Tudo bem que faz muito calor em Boa Vista, mas água fria e tenso. Depois ficamos sabendo que somente hotéis de luxo que tem chuveiro elétrico em Boa Vista Procuramos dormir logo pq as 6 da manhã o táxi já ia passar nos pegar. DIA 2 Acordamos as 5:15 de uma noite não dormida muito bem. Pernilongos e poucas horas de sono. As 6h em ponto o táxi chegou.🚖 Partimos em direção a Pacaraima. Um pouco mais de 2 horas de viagem. Com direito a uma parada para tomarmos um café da manhã no Quarto de Bode.🐐 Chegando em Pacaraima o nosso guia Leopoldo já nos aguardava e a partir de então era com ele que a gente seguiria o restante da viagem. Pacaraima aparenta ser uma cidade bem pequena, mas estava com um fluxo bem grande de pessoas. Acho que a maioria era venezuelanos. Atravessar a fronteira foi bem tranquilo. Do lado brasileiro nem precisamos fazer trâmite algum (pelo menos eu acho que não precisava 🤔). Do lado venezuelano foi uns 20 min, isso graças ao auxílio do guia. Senão penso que demoraria mais. Para ingressar do lado venezuelano vc passa por tbm por uma fiscalização da guarda Bolivariana que tbm foi sussa. Mas, segundo informações ela geralmente não é tranquila. Ficam criando dificuldades para poder vender a facilidade. Mas não foi nosso caso. Depois da fronteira, mais uns 20 min chegamos em Santa Elena de Uairen e fomos direto para a base do guia, que já ajeitou as nossas mochilas no carro que nos levaria até a reserva de onde começa a expedição. O guia nos apresentou a equipe que nos acompanharia, Omar, sua esposa (até agora não sei o nome dela 😂) e Valentim. Depois se juntaria a nós o cozinheiro Armando. Tbm conhecemos outros dois brasileiros que fariam a expedição com nós, Guilherme e Gabriel. Logo partimos. Umas 10h. A previsão era de umas duas horas de viagem até chegar no Parque Nacional Canaima, mas o carro que estávamos deu um problema mecânico no meio da estrada. Então o motorista ligou para um outro que veio nos socorrer e trocamos de carro. Com isso atrasamos cerca de uma hora. A rodovia foi tranquila. A parte de estrada de chão é de muito sacolejo. Se não for um veículo traçado não daria conta. Quando chegamos na reserva de onde parte a expedição, tivemos que pagar uma taxa de R$ 30,00. A informação é que era R$ 10,00, mas, aparentemente subiu (deve ser a puta inflação venezuelana).🤑 Ainda nesta reserva fizemos um lanche e então partimos para 12 km de caminhada. Iniciamos por volta das 14:30. Não estava sol, o que facilitou um pouco, mas a caminhada não foi fácil. Um trekking de 12 km com uma mochila de uns 13 kg pra quem não tinha dormido direito não é fácil pra ninguém.😲 Chegamos no local do acampamento por volta das 19:00h, exaustos. Ajudamos montar as barracas e descemos para o Rio Tel para tomar aquele banho frio. Não demorou muito para o jantar ficar pronto. Uma macarronada com carne moída. Muito boa! Comemos, o guia nos deu algumas orientações sobre o dia seguinte e jogamos um pouco de conversa fora, depois dormimos, com uma chuva que se aproximava. De madrugada choveu um pouco. DIA 3 Eu acordei bem cedo. Foi uma noite bem dormida. Às 5:30 já estava de pé. Serviram o café da manhã às 6:30, omelete com uma espécie de “massinha” de pão frita. A programação era de sairmos a 7h, mas com a chuva que começou a cair e não dava para seguir viagem. Não pela chuva em si, mas sim pela cheia do rio que teríamos de atravessar. Esperamos até às 10 horas e Omar resolveu que dava para tentar. Então seguimos. Para atravessar o rio Tek foi tenso. Primeiro atravessaram nossas mochilas e depois um a um. O rio estava bem cheio e a correnteza era forte. Mas demos conta. Isso graças ao ótimo trabalho realizado pelos guias. Esta foi a primeira etapa, pq outras duas travessias do rio Kukenan nos aguardava. Paramos para o almoço, até pq não dava ainda para atravessar o rio Kukenan por causa da sua cheia. Prepararam e serviram o almoço, uma salada variada com pão. Ao seguirmos, atravessamos o Kukenan em dois pontos. O primeiro ponto foi tranquilo. A segunda é necessária a ajuda de uma corda esticada de lado a lado. Seguimos para uma caminhada de aproximadamente 3 horas. Deve ter dado uns 8 KM, mas pareceu ter andado uns 80 😅. Boa parte com um sol forte, outras com o tempo encoberto, mas sem chuva. Essa subida exige bastante preparo. Chegamos no acampamento. Mais um banho bem frio. Aquele velho e bom “banho checo”. Barracas montadas, foi hora de descansar um pouco. Já tirei um cochilo e acordei com a janta servida na porta da barraca, frango, arroz e batata cozida. Exaustos, dormimos fácil. Amanhã é o dia de concluirmos a subida e finalmente chegar ao topo. DIA 4 Acordamos cedo e o café foi servido assim que arrumamos as mochilas. Logo partimos para a etapa final da subida. Foi uma subida quase toda por dentro da mata. A trilha em si já é um espetáculo. Foram aproximadamente 5 horas de subidas e descidas. Passando por pequenos riachos, alguns mirantes onde era possível ver toda extensão do paredão do Roraima e o "Poço das lágrimas". Alcança o topo é muito gratificante. A sensação de conquista, de missão cumprida, de superação é difícil descrever. Tudo que vimos debaixo foi sensacional. A impressão que se tem e que de cima não pode superar aquilo que já vimos. Mas, por incrível que pareça, supera sim. 😲 A vista é sensacional. Apreciar o Kukenan, o sol, as nuvens, a vista de toda trilha que fizemos, o paredão visto de cima. As palavras são poucas para descrever. E isso foi só no momento da chegada, em um minúsculo pedaço do tepui que ficamos por alguns minutos. Depois de apreciar a vista e tirar umas fotos de um mirante, fomos rumo ao Hotel Índio, que nesta noite nos serviu de abrigo. É uma espécie de caverna com vista voltada para o Kukenan. O almoço foi servido (macarrão com carne moída). Descansamos um pouco e fomos conhecer as Jacuzzis. Ficava uma cerca de 30 min de caminhada do nosso “hotel”. A água é totalmente transparente, de uma pureza sem igual. Muito fria tbm. Confesso que deu trabalho para entrar. Mas não tem como estar lá e não entrar. O passeio seria incompleto. Por mais frio que seja, vale a pena. É uma beleza sem igual. Ao retornarmos foi servido um chocolate quente e pipoca. Foi possível apreciar um pouco de pôr do sol, mas com nuvens. Não demorou muito e jantamos (sopa de legumes com macarrão). Ficamos um tempo conversando e tirando fotos da lua e das estrelas. Logo depois dormimos. Amanhã é dia de irmos para outro hotel. 12 km de treking. DIA 5 O horário programado para acordar este dia não foi diferente dos outros, acordamos as 6, para tomarmos café as 6:30 e saída umas 7:30. O dia amanheceu com um céu muito limpo. Tomamos café da manhã que foi servido com uma espécie de panqueca com goiabada e uma porção de frango desfiado com umas misturas que nem sei o que é. Sei que parece que não combina, mas é bom. Mochilas arrumadas, partimos para outro hotel, Hotel Quati, este do lado brasileiro. São 12 km de trekking. A imensidão do tepui impressiona. Vc anda e parece que não tem fim. E embora seja um lugar peculiar pelas suas características, é possível perceber que o cenário vai mudando de um lugar a outro. Por este caminho de 12 km paramos em alguns pontos para conhecer e “sacar unas fotitas”. Existe até uma réplica da nave de Star wars 😁🖖 O ponto alto da caminhada é a passagem pelo "El Foço". Trata-se de um poço de um raio de uns 20/30 metros e uma profundidade de uns 30/40 metros. Uma pequena cascata cai de cima e é possível ver a lagoa que se forma no fundo. Uma lagoa de água transparente. Se de cima já impressiona, poder descer ao fundo então é espetacular. O caminho não é dos mais fáceis, mas a ajuda do nosso guia Omar mais uma vez fez toda diferença. O acesso ao fundo do "El Foço" é feita por uma caverna lateral. A descida já vale a pena. Parece que vc está em um cenário de algum filme do tipo "mundo perdido" ou filmes que retratam o período pré-histórico. O fundo do poço é muito melhor do que eu podia esperar. Tem um aspecto dourado, desde sua água até suas paredes. Quando o sol bate por suas fendas o dourado fica ainda mais vivo. A hora de entrar na água foi o momento mais desafiador. Sem dúvida foi a água mais fria que já experimentei até hoje. Ao colocar os pés na água, parecia que estavam sendo cortados. Doía a alma. E o foda é que para chegar na parte aberta, molhar só os pés não é suficiente, é preciso molhar pelo menos até a cintura. Fui o primeiro a entrar, já que percebi alguma hesitação por parte dos meus companheiros de viagem. Depois os outros vieram tbm. Todos nós com muitos gritos de "pqp" e suspiros de "Jesus". 😝 Valeu muito a pena. Olhar aquela imensidão de baixo para cima valeu o perrengue da água geladamente cortante. Depois do "El Foço" fomos para ao "Punto Triple", que é a tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Não é nada além de um marco que sinaliza a fronteira dos 3 países, mas é bem interessante saber que vc com apenas um passo pode mudar de país. Do lado guiano é possível observar um labirinto de rochas. Já do lado brasileiro o cenário muda um pouco e é possível observar árvores. Seguimos então pelo lado brasileiro e com cerca de uma hora de caminhada chegamos ao Hotel Quati, onde um delicioso almoço nos aguardava (feijoada). Almoçamos, descansamos alguns minutos e fomos a um mirante onde se pode observar a savana brasileira e o Roraiminha. A vista mais uma vez surpreendeu. Na volta passamos por um pequeno riacho para tomarmos banho. Dessa vez não tão frio. Ao retornarmos um chocolate quente foi servido, acompanhado de pipoca e bolacha de água e sal. Jogamos um pouco de conversa fora. Logo a noite caiu e a janta foi servida. Mais uma vez uma sopa de legumes. O que caiu muito bem, até pq fazia bastante frio. Mais um pouco de conversa, Conhaque e Rum para aquecer e fomos dormir. Até pq o dia foi cansativo tbm. DIA 6 Acordamos as 5 da manhã para ir ao mirante ver o sol nascer. O dia estava claro, mas quando chegamos no mirante o céu fechou e deu para ver bem pouco do sol mesmo. Mas mesmo assim a beleza foi espetacular. Voltamos ao hotel e tomamos café da manhã (um pão assado, com ovo, acompanhou goiabada). As 8 horas partimos para a aventura do dia. Foram 4 horas de caminhada para ir e 4 horas para voltar. Nada fácil. E isso pq estava somente com uma mochila de ataque. Iniciamos a caminhada com o tempo fechado e logo começou a chover. Conhecemos aquilo que chamam de Jacuzis Brasileiras. Passando por uma área que parecia um “jardim japonês”. Quando chegamos neste ponto o sol abriu um pouco. Neste dia experimentamos da grande variação climática do Monte Roraima. Chuva, sol, frio e calor tudo isso com diferença de poucos minutos. Conhecemos também Lago Gladys, que quando chegamos estava encoberto por nuvens. Abriu um pouco, mas sem muita visibilidade. Seguimos em direção a “proa”. Passamos pelos destroços de um helicóptero da Tv Globo que caiu ali no ano de 1998. O caminho não é fácil. O labirinto se torna bem mais complexo com chuva. Finalmente chegamos, mas o mal tempo não deu trégua. Apesar de ter parado a chuva, o tempo não abriu e vimos apenas o cinza de uma nuvem que insistia em não sair (nem tudo são flores 😏). Na volta, passamos novamente pelo Lago Gladys, agora totalmente visível e também passamos por um mirante espetacular, com o céu aberto. Voltamos para o Hotel Quati. Almoçamos. Descansamos um pouco. Logo a noite chegou. A janta foi servida. Jogamos um pouco de conversa fora. Muitas risadas e fomos dormir. Acredito que esta foi a noite mais fria de todas. DIA 7 Acordamos por volta das 5:00. A expectativa era de pegar um belo nascer no sol no mirante próximo do hotel Quati. E lá fomos nos. O céu que estava um tanto fechado abriu e contemplamos uma cena magnifica. Armando, o cozinheiro ainda nos presenteou com um chá quente enquanto apreciávamos a vista. Este foi o dia de regressarmos para a parte da entrada do topo do Monte Roraima. Foram mais 12 km de caminhada. Um dia de muito sol. No caminho passamos pelo Vale dos Cristais. O nome já diz tudo. A quantidade dos cristais impressiona. Depois de mais algumas horas de caminhada chegamos ao hotel Principal (fica bem de frente com o “Maverick – Ponto mais alto do Monte Roraima), bem próximo do hotel Índio que havíamos ficado no primeiro dia no topo do Roraima. Almoçamos e logo já saímos para conhecer a La Ventana. Um dos principais destinos para quem vai ao Roraima. Logo que chegamos o céu estava aberto. Foi possível apreciar a imensa vista que La Ventana proporciona, inclusive do Kukenan, que parece estar muito perto e também de outros tepuis. A vista não durou 5 minutos. O tempo fechou. Esperamos alguns minutos, mas, sem chance. Na volta passamos pela cachoeira Catedral e aproveitamos para tomar banho (frio, claro 😁). Retornamos ao hotel Principal já quase noite. Jantamos e logo dormimos. DIA 8 Dia que iniciamos a descida e retorno do monte. Começamos logo cedo, umas 7 da manhã. Embora a descida seja um pouco mais fácil, ela exige bastante cuidado e preparo físico. Por volta do meio dia chegamos no “acampamento base” onde almoçamos. Seguimos o trekking. Atravessamos o rio Kukenan e logo chegamos no rio Tek, lugar de nossa última noite de acampamento. Ali tomamos banho. Agora já não tão frio, até pq fazia muito calor. No começo da noite tivemos a oportunidade de reunirmos com os nossos guias e carregadores para um bom bate papo, avaliação da expedição e agradecimentos. Passadas as formalidades, jantamos e demos fim nos últimos álcoois. Acompanhado de muita descontração e risada. DIA 9 Solicitamos ao guia que excepcionalmente neste dia iniciássemos a caminhada mais cedo, com o intuito de evitar o sol muito forte. Então iniciamos por volta das 6:20. Foi uma boa, pois o céu estava bem aberto e o sol castigava. Apesar do sol, dos 12 km a serem percorridos e o soma do cansaço dos outros dia, até que foi tranquilo este retorno. Chegamos de volta na comunidade indígena de onde havíamos iniciada a expedição por volta das 11 horas. Exaustos! Não demorou muito para Leopoldo chegar com uma cerveja gelada para matar a sede. Ainda nos serviram um último almoço. Um mega prato com arroz, frango assado, saladas e banana frita. Acompanhado de refrigerantes e cerveja. Ainda ali na comunidade compramos alguns souvenirs e retornamos para Santa Helena e passamos a fronteira para o Brasil. Pegamos um taxi até Boa Vista. Chegamos por volta das 19:00h. procuramos um hotel onde podemos tomar banho e descansar um pouco até a hora do nosso vôo (1:00h). Chegamos em Londrina no dia seguinte as 13:00h. 2 – O que levei para o Monte Roraima Este tópico é um tanto pessoal, então, pode ter coisas que eu considere importante que para outra pessoa não seja tão importante assim e vice versa. Mas, uma coisa que você tem que ter em mente: LEVE O MÍNIMO DE PESO POSSÍVEL. Existe a possibilidade de vc contratar alguém para carregar a sua mochila. Não sei informar aqui quanto custa esse serviço, mas os guias oferecem. Não foi o nosso caso, cada um carregou a sua mochila. Então, se vc é do tipo que carrega a sua própria mochila (o que acho que seja o mínimo que deve fazer um mochileiro), cuidado com o peso. O peso pode variar de pessoa para pessoa, mas, considero que o limite ideal seria 10 kg. A minha foi com uns 13 kg. Tenho uma mochila de 60 litros. Vc tem que pensar que vai andar muito e em terrenos acidentados, com subidas, descidas, calor, frio. O total que caminhamos pelos 8 dias de trekking deu pelo menos 90 Km e boa parte desse percurso foi com a mochila nas costas. A recomendação que dou é que racione muito bem o que for levar. Uma das integrantes da nossa expedição teve alguns problemas por causa do peso excessivo da mochila. Bem, vamos lá, o que levei? -Protetor solar – Indispensável. O sol não pega leve. Não economize no uso. Ainda que esteja nublado, passe o protetor solar. -Repelente – Indispensável. Antes de chegar ao topo o Monte Roraima os mosquitos quase te carregam. -Shampoo – Levei uma quantidade bem pequena em um frasco pequeno. Tem quem só faz uso mesmo de sabonete. -Condicionador – Levei uma quantidade minúscula em um frasco tipo esses de hotel. Este é um item dispensável para muitos. Eu mesmo quase não usei. -Pente – quase não usei tbm. -Fio dental, escova e pasta de dente. -Desodorante – bem importante, já que vc pode ficar sem coragem de muito banho frio rsrs. -Lenço umedecido – Levei dos pacotes pq pensei que fosse tomar menos banho do que tomei. Um só seria mais que suficiente. -1 Sabonete. -Boné. -Touca. -4 Pares de meias – dá pra tentar levar menos e ir lavando pelo caminho. Se eu fosse hj levaria só 3. Tem muito lugar para lavar e demos sorte de pegar sol na maioria dos dias. O segredo não é só estender as roupas lavadas na barraca ou nos hotéis, até pq la possivelmente não secará. Tem que estender na mochila enquanto vc caminha. Comigo funcionou muito bem. -6 Camisetas – Hj eu levaria apenas 4. No mesmo esquema do item acima. -4 Cuecas e uma sunga – Hj levaria apenas 3 cuecas. -1 Calça de moletom – Achei que foi importante para o frio que faz dnoite. -3 Blusas – Considero importante essa quantidade. Foi o suficiente pra mim. Na medida. Não sobrou e não faltou. É interessante levar, várias ao invés de uma só. Como tem bastante variação de temperatura, é importante que seja em “camadas”. Em algum momento uma só vai resolver. Outro momento vai precisar de duas... três... -1 Prato plástico e talheres de plástico – Totalmente dispensável. Os guias levam todos os utensílios para as refeições. -1 Chinelo – Acho que é bem importante para dar aquela relaxada depois de um longo dia de caminhada. -1 Bermuda. -1 Calça de trekking modular – aquelas que é calça mas vira bermuda tbm. -Remédios – Isso é bem de uso pessoal. Cada um sabe das suas necessidades. Mas, penso que um relaxante muscular é indispensável. -1 Lanterna de cabeça – Muito útil, principalmente na hora das refeições noturnas. -4 pinhas reservas para a lanterna de cabeça. Uma apenas seria suficiente. -1 Lanterna de mão – dá para dispensar, as vezes a lanterna de cabeça é o suficiente, mas até que usei. -3 Power Bank – Não dá para ir em um lugar como o Monte Roraima e correr o risco de ficar sem bateria para tirar fotos. Mas aqui eu exagerei. Poderia ter levado só um de 20.000mah. Mas, atenção, se seu power bank não for bom, leve mais de um. -GoPro e alguns acessórios, incluindo baterias extras. -Isolante térmico/colchão inflável – Eu tenho um muito bom da Ziggy Aztek. -Saco de dormir – Tenho um que é para até 0º. Foi mais que suficiente. -1 Toalha para banho - Tipo microfibra. -1 Capa de chuva – Indispensável e deve deixar sempre acessível. -Capa protetora de chuva para mochila – Usei pouco, mas, foi por sorte de não ter pegado muita chuva. -Gel de suplemento de nutrição – Eu não dava muito para esses gelzinho que vc compra por exemplo na Decathlon. Eu levei apenas 10 e poderia ter levado pelo menos 15. No trekking faz toda a diferença. O sabor frutas vermelhas é o que mais gosto. -Levei algumas comidas – Tratarei em tópico próprio. 3 – Como contratar um guia Não tem como vc fazer o trekking sem um guia. Para entrar no parque em que o Monte Roraima está localizado já precisa deles e para andar pelo tepui então, certamente se perderia nos primeiros 10 passos sozinho. Uma das dificuldade e maior receio que eu tinha era sobre a contratação do guia. Não consegui encontrar muitas referências na internet e com as poucas referências encontrei o guia Leopoldo e arrisquei contratar. Leopoldo é venezuelano. Os guias venezuelanos são bem mais baratos que os brasileiros, em média 50% mais barato. Quando falei para alguns amigos que havia contratado venezuelanos, ouvi muita coisa do tipo: eles abandonam as pessoas lá em cima; eles não dão comida; não tem garantia nenhuma se eles vão prestar o serviço como contratado... De fato, vc não tem nenhuma garantia de que o serviço vai ser mesmo prestado. Até o último instante eu ainda estava receoso. Logo que entrei em contato o guia (fevereiro de 2018) ele pediu um adiantamento de 50% do valor. Em abril eu depositei os 50%. Realmente ele poderia ter sumido com a grana. O que eu faria? Contrataria um advogado para tentar reaver um deposito que fiz para um venezuelano? As chances de sucesso seriam poucas. Mas o Leopoldo e seus auxiliares me surpreendeu positivamente. Tudo o que foi contratado foi cumprido. Absolutamente nada ficou a desejar. Desde o primeiro momento em que ele enviou o taxi a nos pegar em Boa Vista até o retorno. Fomos muito bem tratados pela sua equipe, com toda atenção e cuidado que o Monte Roraima merece. Fomos muito bem alimentados. Eu recomendo o Leopoldo pq experimentei de seus serviços, mas, aparentemente tem outros bons tbm. Também sei que tem como contratar o guia direto em Pacaraima (última cidade do lado brasileiro) ou em Santa Elena de Urairén. Mas, para isso vc vai precisar de pelo menos mais um dia. No nosso caso, como programamos com bastante antecedência, chegamos em Santa Elena e com uma hora já saímos para a expedição. Deixo o contato do Leopoldo e de um outro guia que me atendeu muito bem tbm. Leopoldo +58 424-9115872 Imeru +58 414-1402438 Wenber +58 424-9622689 4 – O que comer e beber Quando contratamos o guia, no pacote já estava incluído a alimentação. Café da manhã, almoço e janta. Como já disse anteriormente, tinha receio se eles realmente serviriam isso e o que serviriam. Por conta deste receio, eu e meus amigos acabamos levando algumas coisas de comer, do tipo, amendoim, bolacha, chocolate, salgadinho (chips), salame, sopão... Levamos essas coisas com medo de passar fome, assim teríamos alguma coisa para comer. Mas, não precisava. Fomos muito bem servidos pela agência. Serviram macarrão com molho de carne moída, macarrão com molho de atum, arroz com molho de batata e frango, arroz com feijoada enlatada, saladas, sopas com legumes e macarrão, panquecas, pão, alguns pães típicos (não sei os nomes), pipoca, chás, café e chocolate quente, algumas frutas como laranja, melancia e melão. A comida que serviram foi o suficiente, mas o que levamos de extra acabou sendo útil nos longos caminhos das trilhas. É bom ter um pacote de bolacha a mão ou um chocolate. Nós levamos tbm uma garrafa de vinho, jurupinga e conhaque. Mas isso vai de cada um. Nas noites frias vai muito bem. Se vc for cheio(a) de “nojinho”, talvez devesse repensar ir para um trekking desses. Vc esta no meio do nada, com uma outro cultura e acaba se virando como pode. Mas, se vc come Mc Donalds então pode comer qualquer coisa rsrs. 5 – Preparo físico necessário para subir o Monte Roraima Não subestime o Monte Roraima. Não é um trekking fácil. Não é para qualquer um. Não escrevo isto para te desmotivar de ir lá, escrevo para que vc vá preparado. É importante que vc tenha algum preparo físico, alguma resistência. Vc vai enfrentar a caminhada (andamos um total de pelo menos 90 km), sol forte, frio, chuva, sobe e desce em pedras e barrancos e o peso da sua mochila. Não sou preparador físico, mas, para um maior aproveitamento da sua aventura, prepare-se fisicamente. Mesmo sendo leigo no assunto, recomendo que vc tenha resistência de correr de 7 a 10 km (por exemplo) para fazer uma subida tranquila e aproveitar ao máximo. A resistência é importante tbm pq vc anda todos os dias, sem descanso. O descanso é somente de noite. Se não estiver devidamente preparado o seu corpo não consegue recuperar. 6 – Despesas R$ 1.250,00 Passagem aérea de Londrina até Boa Vista (ida e volta). R$ 1.400,00 Pacote com o guia para uma expedição de 8 dias (incluído alimentação) R$ 100,00 Taxi de Boa Vista até a fronteira com a Venezuela (ida e volta). R$ 30,00 Entrada no Parque Nacional Canaima. R$ 180,00 Hotel – este valor dividido em 3, uma média de R$ 60,00 para cada. R$ 150,00 Alimentação antes e depois da expedição. R$ 80,00 Taxi em Boa Vista (dividido em 3). *Outros custos com material, roupas e acessórios não foram relacionados (e foi bastante). 7 - Conclusão Subir o Monte Roraima foi a realização de um sonho. Foi uma superação pessoal. O lugar é indescritível, exuberante, de uma beleza única. Nunca vi nada parecido em lugar algum. As fotos e vídeos não são suficientes para descrever. Nem mesmo o mais detalhado relado seria capaz. Ficar 8 dias sem comunicação externa é um capítulo a parte que com certeza colaborou bastante pare esse sucesso. Vc desliga do mundo externo, celular, internet e similares. Seu contato é com a natureza quase que exclusivamente. Por cada lugar que vc passa se surpreende, causa admiração e até mesmo se emociona. Se vc tem a intenção de conhecer o Roraima, pesquise, se prepare e vá. Vale muito a pena. Tenho certeza que será uma experiência para o resto de sua vida.
  4. @Elder Walker Vc tem razão, quando mensionei que finalmente tinha chegado ao Atacama, quis me referir a SPA heheheh. Realmente é enorme o deserto! Que rolê esse eu! Parabéns! De carro deve ser um sonho fazer!
  5. @EduSP Fiquei um tempo sem entrar aqui. Gastei por volta de R$ 3.500,00. Vlw pela dica de BuA
  6. Wesley, eu gastei um pouco mais de R$ 1.500,00 na Aylu e deve ter sido uns R$ 100,00 na Space (a agência que faz o tour astronômico). Não consigo ser tão exato pq acabei pagando uma parte em real, outra em peso e outra em dólar. Mas quando me programei, tinha me preparado para gastar mil e quinhentos com tour e me lembro quando fechei tinha dado um pouco mais do que eu tinha estabelecido. Fora o tour astronômico. Pelo que pude perceber, a Ayllu é um pouco mais cara que as outras agências. Fechei com ela pq seus pacotes estavam bem dentro do que eu queria, os horários deu bem certo com a quantidade de dias q eu tinha pra ficar em San Pedro e ela sempre servia refeição nos passeios. De fato as refeições deles é muito boa. Acabei economizando uma grana com alimentação. Hj, particularmente, eu não fecharia com a Ayllu. Realmente seus atrasos de saída é um fator que pesa muito contra, principalmente para os gêiseres. Acredito q se vc pesquisar (já lá em San Pedro mesmo) encontrará boas agências com um preço melhor e se já tiver em mente os lugares que pretende conhecer, por certo encaixará nos dias que vc tiver disponível Em relação aos gêiseres, tem agência que sai as 4, 4:30 da manhã para o tour (só depois fiquei sabendo disso). Não recomendo nenhuma que saia mais do que 5:00 da manhã. Não entendi muito bem quando vc pergunta sobre quanto dispor. Não sei se é de dias ou em dinheiro. Mas, enfim... De dias eu tinha me programado ficar 5 dias e consegui me virar com 4. Foi bom pq deu pra curtir um pouco de Santiago. De grana, tendo em vista que já passou quase um ano de quando fui, penso q vc deve programar com tour de R$ 1500 até uns R$ 2000, pra não ter nenhum susto. Qq coisa é só falar.
  7. Em Santiago tem muitas lojinhas de celular, bem parecidas com as do Brasil, então foi bem fácil conseguir um chip. Eu adquiri um da Entel e pra mim funcionou muito bem. No "camelô" que eu comprei a vendedora mesmo já me ajudou com a habilitação, depois foi só usar. Necessitei fazer uma recarga pq usei bastante dos meus "dados"
  8. Bastante estrada hehe Então... Me hospedei em 3 hosteis em Santiago, Hostel Lindo, Kombi hostel e Rado Boutique Hostel. Em relação a limpeza, os 3 são bons. A localização do Lindo hostel não achei muito boa, é mais centrão. me hospedei nele pq era só uma noite e relativamente perto da rodoviária. Já o Kombi e o Rado, a localização é melhor. Em questão de qualidade, o Rado deve ser um dos melhores hostel q já conheci. Acho que era um hotel que foi transformado em hostel. Mas acho que até por isso, a interação entre os hóspedes não é tanta. Mesmo assim foi bom. Conheci um pessoal bem legal nele. O preco do Rado é um pouco mais alto que o normal.
  9. A ideia de fazer o relato do meu mochilão pelo chile é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer). Vamos lá! Diário de bordo 1 Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor. Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem. Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km. O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem. O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar. Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe. Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem. Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40. Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo. Diário de bordo 3 Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar. Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego. A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo. Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita. Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto. Diário de bordo 4 Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária. Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária. Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil. Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer. Hunnn Quase 10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou. A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda. O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel. Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah. Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome. Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia. Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama. Diário de bordo 5 Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14. Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in. Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours. Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir. Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno! Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs). Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver. Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco e mais um monte de coisas que nem me lembro. Foi um tour sensacional. Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro. Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar. Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico. A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única. E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente. Ônibus me deixou no hostel. Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe. Diário de bordo 6 Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte. Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior. Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ). Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado. Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui. Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia! Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto. Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra. Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte. Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna. Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber! Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs A experiência na caverna foi além de minhas expectativas. Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs. Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas. Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante. Diário de bordo 7 Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30. Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível. As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela. Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno. A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver. O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido. O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour. Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço. Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo. Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio. Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde. Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina. Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo. A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal. Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer. Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum. Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas. Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois. Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas. A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis. Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar. As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos. Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz. Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima. Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível. Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado. Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado. Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe. Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom! Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal. Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia. Diário de bordo 8 Último dia em San Pedro. O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour. Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet. Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara. A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional. Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras. O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales. A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos. Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha. Perfeito! Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa. Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária. Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens. Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral. Diário de bordo 9 Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago. Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico. Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde. Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar. Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo. Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas. Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto. Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer. Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local. Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não. No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal. Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol. Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv). Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais). Deitei e apaguei. Diário de bordo 10 Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago. No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era. Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar. Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino. Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido. Mas valeu, foi bom! Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza. Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel. O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu Eu tomei banho e sai tbm. Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show. Foi muito engraçado. Diário de bordo 11 Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar. Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos. Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas. De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile. Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4. A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada. Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila Chegamos dentro do horário free. A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa. Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile. Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair. Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu! Diário de bordo 12 Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8. Foi tranquilo. Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil. Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes. Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco. Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite. Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!. Comi e voltei a dormir. Diário de bordo 13 Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais. Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde. Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas. Estrada e um pouco de chuva. Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem. Diário de bordo 14 As 5:30 da manhã passamos por Floripa. Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida). Chegada em Londrina ás 20:00. Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas. Obrigado Senhor!
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