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Wesley Felix

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  1. Wesley Felix

    Salkantay trek COMPLETO! sem guia :p

    @Samuel Meireles Acredito que já tenha visto esse relato, mas se não, de uma olhada, ta meio desatualizado (2013) mas vale como guia: https://www.mochileiros.com/topic/43592-salkantay-trek-completo-sem-guia-p/
  2. Wesley Felix

    Salkantay trek COMPLETO! sem guia :p

    Que massa Samuel, infelizmente não vou fazer Huaraz nessa trip, vai ficar pra uma próxima. O importante é estar bem preparado e com o psicológico lá em cima, com certeza tu vai tirar de letra, quanto a trilha em si, apesar de difícil os relatos aqui de quem fez solo, dizem ser tranquilo quanto aos acampamentos e com sorte encontramos algum mochila no caminho até lá, com uma boa companhia é muito melhor, tudo de bom pra gente brother, e se eu concluir com sucesso e tu quiser umas dicas, só manter contato, abraço.
  3. Wesley Felix

    Salkantay trek COMPLETO! sem guia :p

    @Samuel Meireles E ai irmão, difícil encontrar alguém por aqui que também queira fazer a trilha sem agencia, se não tivesse que estar em Santiago dia 03, iria te esperar pra fazermos juntos, se tudo der certo começo dia 17, segunda próxima, quem sabe até lá encontramos alguém pra companhia, boa sorte e abraço.
  4. Wesley Felix

    Companhia para a Salkantay

    Realmente, a ansiedade começa a bater forte, infelizmente devo estar chegando da trilha quando vocês forem inicia-lá , de qualquer modo espero que de tudo certo pra nós, estou pretendendo fazer o caminho sem agencia mas só se encontrar alguma parceria até lá (devo iniciar dia 12), se souber de algum louco (a) por ai que tb queira fazer sem agencia da um toque. Boa viagem desde já e quem sabe a gente se encontrar por Cusco , vlw.
  5. Wesley Felix

    Salkantay trek COMPLETO! sem guia :p

    @Camila Ferreira Messias Lé @TiagoCM @hkipgem Olá pessoal, vocês ainda pretendem fazer a trilha, tá meio confuso aqui mas acho que relacionei as pessoas certas, se pretendem em qual data darão início, estou chegando em Cusco semana que vem e gostaria de fazer a Salkantay sem agência, mas sem ninguém de companhia é meio hard, abraços.
  6. Wesley Felix

    Companhia para a Salkantay

    @Tallini Oi Tallini, já tem data pra Salkantay, se não me engano vi um outro post seu em um tópico de companhia, e acho que já tem um grupo formado né? vocês estão pensando em fazer com agência o trajeto ou vão independentes?
  7. Wesley Felix

    (PERU) - Setembro

    @danielvmf Chego em Cusco semana que vem, provavelmente terça, e vou ficar duas semanas, se tiver em mente algum passeio tipo a Rainbow Montain, e a trilha Salkantay sem agencia da um toque, ou mesmo só descontrair na city, sei que é foda conciliar passeios já com o bonde andando, abraço.
  8. Wesley Felix

    (PERU) - Setembro

    @danielvmfJá tem roteiro definido meu brother?
  9. Wesley Felix

    Salkantay em Setembro

    Olá mochileiros, alguém pretendo fazer a Salkantay entre 05 ou 12 de setembro, a princípio sem agência, só no pulmão e coragem, segue o número pra contato (69) 981201741.
  10. Wesley Felix

    Alguém indo para Machu Picchu em Setembro 2018?

    Olá pessoal, fiz o seguinte planejamento para um mochilão pelo Peru Bolívia e Chile, agora no começo de Setembro, se alguém estiver em um dos trajetos nas datas previstas podemos manter contato e fazer parte dos trechos juntos uma vez que é muito difícil conciliar todas as datas PLANEJAMENTO MOCHILÃO PERU, BOLÍVIA E CHILE A primeira parte do trajeto (Cusco) ficará assim: 31 de agosto, sexta feira - Saída de Porto Velho (de ônibus pela transoceânica). 02 de setembro, domingo - Chegada em Cusco (aclimatação). 03 de setembro, segunda feira - Organização dos passeios, boleto turístico e troca de moeda pela manhã - Ruínas do Valle Sur - Pikillacta e Tipon - Centro histórico à tarde - Visitas aos museus e catedral. 04 de setembro, terça feira - City Tour. 05 á 09 de setembro, quarta á domingo - Trilha Salkantay. 10 de setembro, segunda - Machu Picchu (Visita a montanha de Wayna Picchu). 11 de setembro, terça feira - Águas Calientes (Referencia: Águas Calientes). 12 de setembro, quarta feira - 1ª Parte Vale Sagrado - Ollantaytambo, Maras e Moray. 13 de setembro, quinta - 2ª Parte Vale Sagrado - Urubamba, Saqsahuaman, e Pisac. 14 de setembro, sexta feira - Rainbow Montain (Com agência - Referencia: Montanha Colorida. Volta para Cusco (descanso e preparação para Ayacucho) e curtir a noite da cidade se ainda tiver pernas e pulmões). Embarque para Ayacucho, viagem durante a noite. Estimativa de gastos para 1ª parte: 1500 Soles (1.750 Reais).* A segunda parte do trajeto (Peru) ficará assim: 15 de setembro, sábado – Centro, Complexo Arqueológico e Museu de sitio de Wari, Aldeia de Quinua, Santuário Histórico de Pampa de Ayacucho (e se der tempo Complexo Arqueológico de Vilcashuaman). 16 de setembro, domingo – Chegada a Ica. 17 e 18 de setembro, segunda e terça – Passeios na região (Oásis de Huacachina, Ilhas Ballestas e Paracas). 19 e 20 de setembro, quarta e quinta – Arequipa (Cidade Museus e Valle del Coca). 21 de setembro, sexta – Puno (Cidade e ilhas). Estimativa de gastos para 2ª parte: 965 Soles (1.250 Reais).* A terceira parte do trajeto (Bolívia) ficará assim: 22 e 23 de setembro, sábado e domingo – Copacabana (Cidade e ilhas). 24, 25, 26 e 27 de setembro, segunda a quinta – La Paz (Cidade, tour Chacaltaya e Valle de la Luna, Passeio de bicicleta pela Estrada de la Muerte, tour sítio arqueológico de Tiwanaku). 28 de setembro, sexta – Sucre. 29 de setembro á 02 de outubro, sábado á terça – Uyuni (Salar) **. Estimativa de gastos para 3ª parte: 2.145 Bols (1.100 Reais).* ** CONSIDERAR um dia a mais ou a menos devido a distancias que podem acrescer ajustes.
  11. Wesley Felix

    Conhecendo Manaus e volta de barco para Porto Velho.

    VIAGEM - 1º ao 5º dia - Manaus a Porto Velho de barco. “Segunda” parte da viagem (e acho que posso dividir em duas, afinal foram seis dias em Manaus e quatro rio acima, até Porto Velho, em um ambiente bem diferente e com outras experiências e pessoas – e vou tentar explicar o mais detalhado possível pois na época achei poucas informações, além do que, sei que muitas pessoas só estão aqui pelo interesse em saber como essa viagem funciona). Essa segunda parte começou na quinta-feira anterior, quando em minha andança depois do mercado municipal fui até o porto de Manaus um pouco mais abaixo comprar a passagem de ida para Porto Velho, o terminal de compra fica ao lado do de embarque de passageiros em uma salinha, esse prédio do porto é bem antigo e se encontra (ou encontrava) bem abandonado, assim como essa região de modo geral, há muitos ambulantes, pedintes e aparentemente gera certo receio, mas nada me ocorreu e certamente parte deste temor se deve por eu vir de uma cidade pequena e interiorana. No site do Porto de Manaus, aba Estação Hidroviária > Navegação Regional, há uma lista completa dos barcos, horários, itinerários e valores, e foi por lá que soube o dia e valor da minha viagem, como tinha muita vontade de fazer esse percurso via fluvial e com o encorajamento do Douglas fui e comprei a passagem, não fosse isso, teria escolhido voltar de avião também, pois os relatos que encontrara pesquisando a época eram muito desestimulantes, o valor que paguei no bilhete foi de R$ 250,00 e nele estava incluso as três refeições diárias durante os quatro dias. Assim que terminei de comprar a passagem e sai do terminal de venda fui abordado por um senhor que perguntou se eu queria um bilhete para Belém, depois de lhe falar que acabei de comprar a passagem para Porto Velho ele disse que também vendia e que eu poderia devolver o bilhete na agencia e por isso perderia R$ 30,00 com a devolução, mas ainda assim ganharia R$ 50,00, pois na sua mão o bilhete valia R$ 180,00 (esse foi o preço final, ao ver minha resistência, sua primeira oferta foi de R$ 200,00), de qualquer modo disse a ele que iria procurá-lo um dia antes do meu embarque e segui rumo ao cemitério naquele dia. Naquele momento fiquei com medo de ser algum tipo de golpe, mas depois soube que eles compram direto com os donos do barco e esses passageiros embarcam de uma maneira "não oficial" do porto. Em porto Velho o preço também é “tabelado” e há postos de venda dos bilhetes (leia-se bares) na Rua João Alfredo desde a Av. Farquar pouco acima, que fica junto ao porto do Cai n’água. Meu horário de embarque estava marcado pras 14:30 horas, mas só cheguei no barco as 15:00 horas e ele só saiu as 18:00 horas, aparentemente é sempre assim, em Manaus o porto possui uma boa infra estrutura mas não há muitas informações, assim que apresentei o bilhete o rapaz mandou seguir e fui no fluxo até avistar o nome da embarcação, lá você sobe no barco e apresenta o bilhete ao funcionário que lhe entrega uma pulseira e pronto, você está livre pra escolher o seu lugar e boa viagem. Os barcos que saem de Manaus aparentemente (foi o caso deste) levam pouca carga e são mais para o transporte de pessoas mesmo, já os que saem de Porto Velho vem completamente carregados rio abaixo, e as pessoas vão de brinde, lembrando que são os mesmos barcos, então eles vivem nesse sobe e desce constante. Já o porto do Cai n’água, e imagino que já sabem o porque do nome, foi recentemente reformado mas ainda assim não comporta a mesma estrutura do de Manaus e acredito ser mais fácil avistar a embarcação, nele os barcos demoram mais na saída, que também é por volta das dezoito horas, pois eles só partem quando completamente carregados, por fim, li em alguns relatos que é possível dormir nos barcos um dia antes da viagem pra quem não quer pagar hotel. Na época alguns relatos me ajudaram a ter noção de como seria todo o processo, segue o link para mais informações, apesar de datarem de 2012/14, pouca coisa mudou e eles mostram o trajeto inverso - Porto Velho á Manaus. Barco de Porto Velho a Manaus - 2012, De Porto Velho à Manaus de Barco - Em Porto Velho, Passagem, Porto e Barco - 2013 e Porto Velho a Manaus {4 dias e 3 noites no Barco} 2014/15. Procurando na internet há agencias que oferecem a viagem pelo mesmo trecho com valores bem mais salgados, entre R$ 500,00 para redes e até R$ 1.200,00 para os camarotes, não posso atestar a qualidade dos barcos se é superior ou não, mas acredito que, por ser a opção mais econômica de viagem entre as cidades, essas outras embarcações devem ser para um turismo diferenciado a julgar pelos preços. Nas embarcações comuns está incluso na viagem todas as refeições durante o percurso, da subida do rio para Porto Velho a viagem leva de quatro a cinco dias dependendo da carga, no meu caso foram quatro dias inteiros e quatro noites (saímos na tarde de terça e chegamos na tarde de sábado), na descida do rio para Manaus a viagem dura um dia a menos a depender das condições do rio, pois no período de seca a viagem é mais perigosa devido aos bancos de areia que se formam e a quantidade de carga que pode gerar acidentes. O tipo mais comum de “hospedagem” dos passageiros é o feita em redes, na região dos portos de ambas cidades há lojas vendendo-as assim como os dois pedaços de corda necessários para amarrá-las, sua bagagem vai ao seu lado embaixo da rede, aconselho levar cadeado para evitar possíveis transtornos, no meu caso não o fiz e tudo correu bem. Ainda nas embarcações comuns existem dois ou três camarotes, espécies de quartos, que são mais privativos, possuem cama e ar condicionado além de prioridade no horário das refeições, os preços também são maiores, em media o dobro. Sobre a embarcação, o nome do meu barco era Stenio Araújo, e não da pra se basear muito, pois todos os barcos parecem bem iguais e constantemente mudam de nome por razões “legais” e troca de donos. Em relação à limpeza e acomodações, acredito que esse tipo de viagem não é pra gente “fresca” e tudo vai depender da expectativa e espirito de cada um, como nas minhas pesquisas o que havia eram relatos exorcizando esse tipo de viagem já fui preparado pra possibilidade de nem chegar a Porto Velho (meus pais acham que sou louco até hoje), mas é aquilo, se outras pessoas fazem porque também não posso fazer, sobreviver e ainda estar aqui contando a história. Enfim, quando cheguei a Porto Velho no sábado o que mais tinha saindo de baixo da minha mala era barata, a cozinha é aparentemente limpa, mas se for ficar pensando em limpeza ninguém come em lugar nenhum, a água servida para consumo vem de um grande bebedouro, mas não posso atestar a qualidade, sei que em cima do barco há uma caixa d’água que espero, sirva ao preparo dos alimentos e potabilidade, mas não sei afirmar, até porque durante o percurso o barco não faz nenhuma parada para reabastecer ou se livrar do lixo, esse inclusive é jogado no rio mesmo. Por fim, a água dos banheiros, que são cinco cabines unissex com chuveiro e vaso sanitário, vem e vão diretamente pro rio que estiver navegando, isso se percebe pela cor da água, mas se as pessoas tomam banho de rio, considere que estará fazendo isso por toda a viagem. Pra quem tem interesse de transportar veículos acredito que apenas motos podem ser levadas e o preço é o mesmo de uma pessoa (mas não posso confirmar, pelo que li em relatos, nem o transporte de motos é mais permitido) já outros veículos tem que transitar pelos rios através das balsas e o custo fica entre R$ 500,00 e 700,00 nas empresas especializadas. Durante todo o trajeto a embarcação não foi parada ou vistoriada nenhuma vez pela capitania dos portos, e nas cidades onde ocorre a parada para embarque e desembarque de passageiros e cargas os postos junto aos portos estavam fechados, assim sendo, não é incomum casos de superlotação de passageiros (enquanto houver o menor espaço de se colocar uma rede, ela será colocada) e principalmente superlotação de carga, que como já disse, no período de seca do rio Madeira, pode ocasionar acidentes, como já ocorridos. Pra quem vai sair de Manaus com destino a Porto Velho, a dica que dou é comprar o bilhete até a cidade de Humaitá ainda no Amazonas e de lá ir de ônibus para Porto Velho, além de economizar na passagem do barco (o que é compensado no ônibus) você fará um trajeto muito mais rápido e seguro (a rodovia entre as cidades é bem asfaltada e depois de quatro dias no barco a única coisa que você vai querer, é cair fora, desde que não seja no rio Madeira, o habitat dos famosos e temidos candirus da Amazônia). As últimas dicas que posso dar são em relação à escolha dos lugares no barco. Ele é divido em três compartimentos, o porão de carga, o primeiro andar e o segundo andar onde esta a cabine de comando e o bar. No ultimo andar a musica alta que toca o dia inteiro é o fator contra, além da escada que da acesso a este compartimento, ela é praticamente 100% vertical, o movimento lá é bacana pra passar um tempo, comprar alguma coisa em troca de um rim ou coisa assim, mas ficar lá em cima todo o trajeto é pra quem gosta do movimento, de um ou outro bebado e do gosto musical dos outros passageiros que se ressume ao funk, sertanejo e musica regional, até ai tudo bem. No primeiro andar é onde fica a maioria das redes, e quando falo maioria é em todo o espaço possível e quanto mais à frente do barco mais apertado, isso porque na parte de traz estão à cozinha, o bebedouro e os banheiros que dão muito movimento de gente, além, e mais importante, é aqui que está o motor da embarcação, com seu barulho ensurdecedor e possivelmente uma ou outra fumaça e calor, então cheguem relativamente cedo (na hora marcada no bilhete, mesmo sabendo que o barco só sairá dali três ou quatro horas e tentem o lugar mais a frente, mesmo indo exprimido entre redes, ficará longe do barulho ou faça como eu e fique próximo ao motor onde estará mais folgado, mas terá que conviver com o barulho e empurra-empurra do pessoal nas horas das refeições, ou ainda vá ao piso superior e curta um som, de qualquer modo ficará com pontos positivos e negativos. Voltando ao relato, assim que encontrei o barco e colocaram a pulseira em mim (uma tripulação nada simpática) fui arrumar um lugar pra armar minha rede, a principio fiquei tentado em ir para o segundo piso, mas a escada e minha mala se estranharam de cara e como havia um bom lugar vazio próximo a um fosso (lugar do motor que já estava ligado e fazendo barulho) pensei “é aqui que vou me alojar”, a principio o barulho nem incomodava tanto, mas depois de dois dias ali do lado e sem ter pra onde correr, bem, no fim me acostumei, mas incomoda. Armei a rede, coloquei minha bolsa e mochilas perto da cabeça e deitei, pouco tempo depois uma moça chegou e ajudei a armar a rede dela próximo a minha, e logo depois chega o marido dela fardado pela guarda municipal, e eles começam a discutir, ele começa a me encarar depois dela dizer que havia armado a rede pra ela, pensei comigo, agora tô feito, fechei a cara pra ele também peguei meu livro e me afundei na rede, só sei que dali a pouco, após ele tentar convencer ela a ficar com ele na cidade, o guarda desata os nós e tira a rede afastando daquele local, só pensei comigo “o tal do corno é um bicho besta mesmo, vai é tarde”, nem sei a hora que peguei no sono, quando acordei já era hora da janta, o empurra-empurra tinha começado, o barco estava tomado de redes e ao meu lado estava uma moça que seria minha parceira de viagem, detalhe, também não lembro o nome. A essa altura já estava de noite e havíamos passado o encontro das águas, acredito que já estávamos adentrando o rio Madeira, já que ele desagua próximo a Manaus, não jantei e fui ler um pouco até que chegou a hora de dormir novamente, lá pras 23 horas quando o pessoal começa apagar as luzes, não sei se é por causa do barulho ou qualquer outra coisa, mas durante toda a viagem não tive problemas com mosquitos, como me esqueci de comprar repelente foi um alivio, mas esse é um item obrigatório pra quem anda pela amazonia. Sobre o restante da viagem vou resumir, uma vez que acredito ter passado as dicas e informações mais importantes, e se você chegou até aqui vai querer ler minha impressão sobre a viagem e como ela termina. O barco faz cinco paradas ao longo do percurso de Manaus até Porto Velho: Nova Olinda, Borba, Novo Aripuanã, Manicoré e Humaitá. Todas são cidades bem pequenas e tem o rio como principal acesso, além das cidades há muitos corajosos que vivem isolados a margem do rio, com suas plantações e poucos animais, é muito interessante ver de longe e pensar como somos privilegiados por termos todo o conforto e comodidade enquanto essas pessoas mal tem energia elétrica, mas se mantêm firmes e vivendo ou sobrevivendo. O rio Madeira é espetacular, o clima durante a viagem foi bem ameno e um dia antes de chegar a Porto Velho choveu durante todo o dia. Dentro do barco não há muito o que fazer, só podemos contemplar, seja as pessoas, as outras embarcações (muitas balsas), as dragas de ouro, a floresta imponente, o rio de cor barrenta e que forma vários redemoinhos, as toras de madeira que dão nome ao rio e ao desbarrancamento das margens que vai levando tudo pelas sua berradas, são lembranças que fazem tudo valer muito a pena. Aproveitei pra colocar a leitura em dia com “A menina que roubava livros”, estava a tempo tentando terminar de lê-lo e finalmente consegui, é uma história magnifica e ao final, na chegada a Porto Velho repassei o livro pra minha companheira que disse que iria lê-lo enquanto ia para Cruzeiro do Sul no Acre onde teria seu bebê, ela estava gravida, mas nem muita barriga tinha ainda. Haa, conversar é outra coisa que tem a se fazer no barco, além dessa minha companheira que iria ficar junto da mãe para ter o filho e depois voltar para Manaus pra ficar com o marido, têm gente de tudo quanto é tipo, desde gringos mochileiros, que geralmente fazem o trajeto PVH – MAO, até os locais, garimpeiros, turistas, comerciantes, atravessadores e por ai vai. Numa das noites em claro apreciando o rio sob o luar (veja que coisa linda), um senhor parou ao meu lado pra fumar seu cigarro, e dali a conversar, acabou que ele terminou contando do dia que dançou com uma onça, a onça de um lado da árvore e ele do outro lado com as mãos dadas e circulando a árvore até que ambos cansaram e resolveram ir embora, depois dessa até fui dormir, mas não vou dizer que é mentira também, a verdade é que ali tinha histórias pra tudo que é gosto e crença. Nesse trajeto só tomei banho duas vezes e almocei uma, além de não sentir muita fome, como viram ao longo do relato, as bolachas foram minha salvação, não que a comida seja ruim, só não é boa, mas pra quem tem fome tudo vale. Conheci muita gente, e conselho, se estiverem solteiros, não vão na intenção de ficar com alguém, além de poder arrumar uma boa briga, tu pode é sair preso por abuso de menores, o que mais tinha era adolescente se jogando em cima de homem, mas se não tiver nada a perder, só vai. Haa, o bom de ter um vizinho de rede é que vocês se revezam na tarefa de cuidar das coisas um dos outros, obvio que quem vê cara não vê coração, por isso se tiver algo de valor ou leve consigo o tempo todo ou deixe cadeado mesmo. Enfim, poderia enumerar outras pessoas e histórias pra contar, as paisagens e lugares, mas em linhas gerais é isso, a experiência é super valida, e faria novamente, só que agora rio abaixo e na época da seca onde o visual é totalmente diferente, em relação a Manaus, com certeza, se puder, voltarei novamente, é um povo muito bacana e uma cidade riquíssima em experiências e sensações e do mesmo modo que iniciei o relato, vou concluir, as pessoas que conheci foram o melhor dessa viagem. Pra terminar tenho só que contar como foi a chegada a minha capital, bem, Porto Velho tem um potencial gigantesco, é uma pena que seja tão mal gerida e cuidada, logo se percebe que estamos nos aproximando da cidade, não só pelos portos particulares das empresas, mas também pela quantidade de lixo que se margeia e desce o rio, no lugar de uma orla temos muito mato e no momento da chegada a cidade, a poucos metros do porto, o barco parou em uma ribanceira, estendeu uma tabua e desce todo mundo, de idosos a crianças com sua malas, foi só ai após atravessar carregando minha mala e a da minha vizinha de rede que fui perguntar seu nome, nos despedimos e o senhor da história da onça me alcançou pra dividirmos um táxi até a rodoviária, isso já eram as 14:00 horas de sábado, chegando lá pegamos os primeiro ônibus e eu fui sua companhia até a cidade de Ariquemes onde seus filhos moram, eu continuei pois era metade do caminho apenas, antes das oito da noite estava em casa findando assim essa viagem. Obrigado por acompanhar e até a próxima. É assim que viajamos durante a maior parte do percurso, nessa parte do barco próximo ao motor não é tão lotado e tinha um bom espaço entre redes. O tempo durante toda a viagem foi de pouco sol e muita chuva. Chegada em uma das cidades ao longo do rio. Contemplação. E mais contemplação, essa senhora de vermelho era a mais animada do barco e dançava bem. Dragas a procura de ouro no leito do rio. Pode parecer só uma vista comum de um rio, mas estar nele é compreender a existência de uma força incrível.
  12. Wesley Felix

    Conhecendo Manaus e volta de barco para Porto Velho.

    VIAGEM - 7º e Último dia - Até breve Manaus, foi um prazer conhecê-la e conhecê-los. Nossa terça começou em clima de despedida, na noite anterior ainda encontramos o Douglas acordado e acertei tudo com ele, entre passeio, hospedagem e outros serviços tudo ficou na casa dos R$ 800,00. Como ele iria ao mercado municipal para comprar os produtos dos salgados me ofereceu uma carona, as nove iriamos embora e ficaria pelo centro até às três da tarde quando meu barco partiria, aproveitaria esse tempo pra tentar conhecer o máximo do centro antigo, no entanto os meninos também curtiram a ideia e de última hora decidiram que também iriam aproveitar a carona e ficariam no centro até a partida, todos íamos embora neste dia, no entanto eles só pegariam o voo mais tarde, acho que o Rafel as cinco e o Gabriel já á noite. Faziam apenas dois dias inteiros que não via a Rebecca e parecia uma eternidade, aquele casal tinham boas energias e agora já estávamos voltando pra nossas vidas cotidianas, foi uma viagem rápida, mas muito intensa onde acima de tudo ficaram as lembranças das pessoas que encontrei nesse momento. Todos a bordo da abacatinho, e paramos próximo ao porto, não teve tempo pra abraços e muito mais, aproveitamos o sinal fechado para descer enquanto eles seguiriam mais a frente até o mercado, no terminal do porto deixamos nossas malas no guarda volumes e partiu centro, acabou que como os meninos não conheceram o interior do Teatro decidimos ir direto pra lá, neste dia a visitação era free, mas sem guia. No caminho até o Teatro paramos na “Casa do pão de queijo” e como o Rafel queria matar a vontade fomos aproveitar pra tomar nosso café da manhã, copiando o Rafel pedi um shake de maracujá com baunilha e agora fico salivando toda vez que me lembro disso, pensa num trem bão sô . Com mais energia fomos para o teatro e ficamos um bom tempo lá dentro, tanto o Rafel quanto o Gabriel saíram impressionados com seu interior (o Gabriel confessou que achou o Teatro pequeno em relação às imagens que conhecia, mas que seu interior era mesmo incrível). Depois de visitado o Teatro, foi a vez do MUSA, que tinha uma exposição de contos regionais bem interessantes, e logo depois fomos para a sorveteria Barbarella onde o Gabriel marcou com uma manauara que ele conhecera nas nets da vida, muito simpática e bonita, diga-se de passagem, eles aproveitaram para experimentar algum sabor de sorvete regional e depois fomos de encontro a mãe dela que nos ofereceu uma carona até um lugar para que pudéssemos almoçar, a churrascaria ficava na a Av. Getúlio Vargas que não era muito longe de onde estávamos, mas como carona oferecida não se recusa, fomos os três, achei que o Gabriel seguiria com elas, ou ela conosco, mas esse rolo deles ficou pra depois do meu embarque e no tempo que ele ficou aguardando na cidade até a hora do seu voo (safadenho ). Almoçamos muito bem obrigado, e nisso já era quase duas da tarde, então fomos descendo pela Getúlio Vargas em direção ao porto, e lá vem chuva novamente, entramos nas lojas Americanas e esperamos o tempo melhorar, era mais uma daquelas pancadas fortes e passageiras comuns nesse período. Aproveitei pra comprar duas bolachas e um porquinho pra minha sobrinha, à chuva diminuiu, mas não parou, o horário chegando e os três mosqueteiros juntos porto abaixo, ainda tinha que comprar minha rede e cordas, a coluna sem dor como que por milagre e chegamos pontualmente no horário, hora de se despedir dos amigos de viagem, eu iria de barco para casa em uma viagem de mais de quatro dias e eles voltariam de avião e em menos de 24 horas estariam em casa se tudo corresse bem e correu, o Gabriel ainda tentou uma aproximação com outra passageira para querer fazer um meio campo (pense num menino atirado) mas ela logo mostrou o namorado e fechou a cara em um prenuncio de como seria a viagem. Enquanto fui em direção ao barco o Gabriel escoltou o Rafel ao aeroporto, nesse meio percurso ele quase perde o horário por conta da confusão no local de busca do nosso taxista (eles falaram que estavam no porto, e a pousada fica no condomínio Porto Tarumã) acabou que nosso taxista foi pra pousada e só no meio do caminho, com a demora, que eles acertaram o porto certo, fora isso deu tudo beleza e o Gabriel ainda ficou um tempinho com a manauara que também não me recordo o nome (ótima memória essa hein). Um dos contos regionais em amostra no MUSA, tá ai o porquê da graça . E em um raro momento, o Gabriel tirou uma Selfie do trio enquanto aguardávamos passar a chuva dentro da loja, está ai nosso gaúchinho a direita, o mineirinho a esquerda e eu, todos no clima de carnaval. A seguir narro a viagem e volta a Porto Velho pelo rio Madeira.
  13. Wesley Felix

    Conhecendo Manaus e volta de barco para Porto Velho.

    VIAGEM - 6º dia - Noite no centro manauara. Acabado o passeio, precisava passar no banco pra destravar meu cartão, então seguimos para a agencia mais próxima e depois para o Teatro Amazonas, marcamos de encontrar um amigo do Gabriel pra tomarmos uma gelada, o ponto de encontro seria o bar do Armando, coluna mais ou menos ok, o bar é bem movimentado, como já disse anteriormente, achei um tanto decadente, acredito que muito mais pelo que ele já foi num passado recente, do que por ser “decadente de fato”, de longe se percebe que o local é um ponto de referencia na história da cidade, um empreendimento de gerações onde as paredes contam sua história com fotos, prêmios e sua importância no carnaval local, inclusive, como era época de carnaval a impressão passada é que daquele ponto se reuniam ou saiam os blocos. Pelo que conversamos com o pessoal ali no bar, o movimento só começaria mesmo depois das dez – onze horas, horário que o pessoal das faculdades saiam pra agitar a noite manauara, o som era bacana, um pagodinho pra não variar, gente bonita, cerva gelada e papo bom, depois de um tempo chegou o amigo do Gabriel, não me lembro seu nome mas ele pediu a melhor cerveja que provei e que me lembro, só não lembro o nome dela , ficamos mais um tempo por lá e esse amigo do Gabriel teve que sair mas voltaria depois, então fomos dar uma volta pelo centro, saímos da ilha (em torno do Teatro Amazonas) e fomos nos aventurar nas ruas menos seguras em direção ao porto, como estávamos em três, tudo certo mas como também já disse anteriormente, sozinho não me arriscaria por ali, ainda mais com dinheiro na carteira que saquei pra pagar o Douglas. Essa andança pelo centro antigo até foi divertida, ali o movimento de bares e boates para maiores de idade é bem intenso, até cogitamos adentrar uma dessas casas a convite, mas deveria ser como todas as que existem onde entrar e não consumir nada é até ofensivo, ainda mais estando em grupo, e adentar e consumir, especialmente bebidas, é bem caro, então só recusamos seguimos em frente. Continuamos pela região, como começou a chover, ou melhor, não parou de chover, resolvemos parar no bar mais tradicional da cidade, segundo pesquisas, o bar do Caldeira, muito bem avaliado é um ponto boêmio de parada obrigatória para os turistas com muito samba e ambiente ao ar livre, o bar não é decadente, mas essa região do centro deve-se ter cuidado, lá tomamos mais umas cervas e aproveitamos para comer um prato feito a preços bem atrativos, ali esperamos o amigo do Gabriel e como a chuva tinha apertado o movimento da região praticamente havia acabado, ainda voltamos ao Largo de São Sebastião mas também estava muito parado por lá, nos grupos o pessoal ou já havia voltado ou estava se preparando para fazê-lo e como vimos ao longo do caminho de volta para a pousada, o movimento de segunda a noite na cidade não era muito grande, então nos despedimos e chamamos nosso taxista oficial para retornarmos a pousada. Vista da Igreja de São Sebastião já ao anoitecer. Teatro Amazonas. Monumento de Abertura dos Portos. Depois de várias tentativas, uma foto que retrata nossa presença no bar de Vinícius de Moraes.
  14. Wesley Felix

    Conhecendo Manaus e volta de barco para Porto Velho.

    VIAGEM - 6º dia - Passeio para o Encontro das Águas. Como que por milagre, acordei sem sentir nenhum incômodo nas costas, virei de um lado para o outro pra ter certeza e nada de dor, então foi hora de confirmar se os outros estavam acordados e descer para irmos até o centro aonde o grupo que iria para o passeio marcou de se formar. Chegamos pouco antes das sete em frente à sorveteria Glacial, logo o pessoal do passeio foi chegando e as oito o nosso guia apareceu para irmos caminhando até o porto de onde sairia nosso barco rumo ao encontro das águas, depois de todos embarcados seguimos pelo rio Negro até um ponto de abastecimento dos barcos e conveniência, lá seria pago o passeio, R$ 180,00, mas como disse, no mercado municipal ofertaram com valores de R$ 120,00 e R$ 100,00, os mais baratos que me lembro. Nosso barco estava cheio e acredito caber pelo em torno de umas 40 pessoas sentadas, nosso guia era bem animado e falante e essa parte do pagamento foi bem rápida, logo estávamos novamente descendo o rio para o famoso encontro, minha primeira impressão nessa parte do passeio, e não é necessário ser muito observador para isso, é que o rio Negro sofre do mesmo problema de outros rios que margeiam nossas cidades, poluição sem qualquer controle, e isso é visível não só pelo lixo aparente, que deve ser como a ponta de um iceberg, mas também, como nosso guia explicou, por conta de um tipo de planta que cobre parte do rio e margens e se desenvolve em águas de baixa qualidade e alta poluição. No campo urbano, essa parte da cidade que fica ao longo do rio não pode ser chamada de bonita e possui muitas indústrias e seus portos particulares, também há um grande movimento de balsas e grandes navios graças à navegabilidade do rio Amazonas que permite o acesso destes gigantes até a cidade, que por sua vez é uma zona franca de comércio e indústria. Como íamos conversando dentro do barco só me dei conta que estávamos no local do encontro quando o guia fez o anuncio, logo começou um grande alvoroço e ele pediu para ficarmos em nossos lugares que todos veriam, de todos os ângulos, o encontro, e o barco iria parar para tirarmos as fotos na parte aberta à frente. A linha que demarca o encontro se estende até onde os olhos perdem a vista, e é um fenômeno bem interessante, os fatores que fazem os dois rios correrem lado a lado sem se misturarem se devem, entre outras coisas, pelas diferenças de temperatura, velocidade e componentes orgânicos. Não é o único caso que ocorre na região, mas é o mais famoso, principalmente pelo volume de água dos dois rios que acabam por formar o grande rio Amazonas, anteriormente ao encontro com o rio Negro, o Amazonas é chamado de rio Solimões e têm sua nascente da cordilheira peruana, ao longo de seu percurso recebe as águas de vários rios que formam sua bacia, o maior na sua margem direita é o rio Madeira, já em sua margem esquerda o grande rio Negro de águas escuras, que depois de correr conjuntamente por quase seis quilômetros, acaba sendo engolido pelas barrentas águas do Solimões até desaguar no Atlântico. Depois de tiradas as fotos e todos apreciarem o fenômeno, voltamos para o rio Negro com o objetivo de conhecermos uma comunidade ribeirinha, suas casas estão dentro do rio, construídas sobre toras para acompanhar o sobe e desce das águas, mas junto a porções de terra que ficam encobertas pelas águas das cheias, eles vivem da pesca e da venda de artesanatos e outros produtos, também plantam de modo provisório quando a época permite e tem criações de animais que também ficam em cercados sobre toras, acredito que para “nós” de fora, possa parecer uma vida repleta de privações e coisas do tipo, mas na região amazônica isso é muito comum, principalmente para os que vem de uma tradição ribeirinha, é sobre tudo, um estilo de vida, mais do que a falta de recursos para irem compor a massa urbana nas cidades. A única coisa que conseguia pensar era: pelo menos eles não tem que pagar IPTU e IPVA, e quando enjoassem podiam amarrar suas casas em um barco e se mudarem de lugar, mas tem que se ter coragem. Feita a visitação, o barco foi em direção a um local no meio da floresta onde poderíamos ter contato com animais da fauna amazônica e era gerido por indígenas. Assim como a comunidade ribeirinha este local também ficava sobre toras de madeira, como era época de cheia do rio, não sei se na seca há acesso à terra firme nesse ponto, no lugar havia um cercado para a criação de Pirarucu, onde os visitantes podem comprar um pequeno pote de ração e alimentar os peixes, em uma espécie de casa os indígenas vendem diversos artesanatos e expõem os animais para os visitantes que podem pagar um valor e segurar os animais para tirar uma foto, os animais em exposição eram uma sucuri, um filhote de preguiça e um de jacaré. Além de ter muita gente no espaço, o jacaré fica com sua boca amarrada e a sucuri tem sua cabeça segurada por um “índio” o tempo todo a fim de evitar acidentes com os visitantes. Feita a visita e todos a bordo, fomos em direção a outro ponto na floresta onde almoçaríamos e também poderíamos contemplar um lago de Vitórias-régias junto ao rio, como ainda não estava sendo servido o almoço rumamos através de uma passarela de madeira até o lago de onde seria feita a observação, no caminho um monte de macaquinhos apareceram querendo comida ou ver nossos belos olhos, este último eu duvido um pouco. Sobre o lago haviam duas coberturas cercadas e nosso guia deu uma rápida explicação sobre as plantas e o porquê de terem esse nome, lá de cima é possível ver um pouco mais que apenas as plantas, a água é totalmente limpa e há muitos peixes que tem seu habitat neste ambiente. Voltamos para o restaurante, antes aproveitei para comprar um canivete para meu irmão, mas não qualquer canivete, ali há mais artesanatos regionais e esse me chamou atenção, e segundo a vendedora, protegeria seu portador de maus espíritos (ok então, melhor ainda), mas só o comprei por achar ele muito bacana e mesclar a cabeça de uma piranha com a arte indígena. O almoço foi excelente, comida boa e farta e com variedade de peixes locais, tudo incluso no valor do passeio, uma vez terminado o almoço nosso guia foi levar o pessoal para ver a floresta submersa (mata-de-igapó) e falar um pouco do nosso bioma, depois iriamos subir o rio até outro extremo onde teria ainda uma visita a aldeia indígena e “nado” com o boto cor de rosa. Esse trajeto foi bem longo e novamente minha coluna deu sinais de vida própria, já não tinha posição confortável e tomei um remédio pra dor que havia levado. A visita à aldeia indígena se resume a entrar em uma grande oca onde os índios fazem algumas pinturas e uma dança em troca de alguns reais, o quanto você achar que deve pagar, não há um valor determinado, já o nado com o boto é feito em um local também no meio do rio, mas sobre uma estrutura metálica, na verdade não é bem um nado, o que existe é uma área delimitada aonde os visitantes podem adentrar equipados com coletes, e o “tratador” sacode pedaços de peixe na água atraindo o boto, uma vez no local, o tratador faz o boto subir atrás dos pedaços de peixe e assim nós podemos avistá-lo de perto, foi recomendado não tentar tocá-lo e manter certa distância, pois o bichinho sobe atrás da comida e volta com tudo, acrescido seu peso, ele retorna a água com força, um colega nosso que tentou se aproximar demais foi nocauteado pelo boto e feriu os lábios, mas me pareceu mais que o tratador fez de propósito pelo fato dele não obedecer à recomendação. Terminado a visita, já próximo das cinco da tarde, voltamos para o local de embarque inicial, o porto de Manaus passando pela faraônica ponte sobre o rio Negro, muito bonita por sinal, e também sob forte chuva, o que torna a navegação muito perigosa, pois se forma uma espécie de nevoa branca sobre o rio e nada se pode ver há uma distância regular. Se tivesse que dar uma nota para todo o passeio seria sete, havia feito pesquisas sobre o que fazer em Manaus e esse passeio aparece sempre em primeiro lugar junto com o Teatro, como disse, há vários tipos e valores, no primeiro grupo de Whats em que estava, nosso passeio ocorreria no sábado e teria duração de meio dia, então não teríamos a visitação aos botos e aldeia indígena, mas como o Rafel e o Gabriel estavam nesse outro grupo resolvi ir junto com eles, talvez por ser da região minha impressão sobre o passeio tenha sido diferente da dos demais, mas não foi a única. O encontro das águas vale muito a visita, ver esse fenômeno diante de você te faz compreender o quão pequeno somos diante da natureza e quão bonita é essa visão, no entanto nossa embarcação, por acomodar um grande número de pessoas, era fechada em sua laterais (muito segura, diga-se de passagem), e só quem estava na janela podia ter uma completa visão de tudo, para quem for em grupos menores a experiência em outros barcos pode incluir tocar a água e sentir a diferença de temperatura e velocidade dos rios, e há opções mais radicais onde pode-se nadar entre os rios (mesmo que nadasse bem e com coletes acho que não faria, há pontos que se formam grandes redemoinhos no encontro dos rios, mas pra quem tem mais coragem, esse é um dos tipos de passeio que o Douglas oferece e outras agencias também). A visita à comunidade ribeirinha é valida e apresenta a maioria das pessoas uma realidade ao qual não estão acostumadas e só veem na televisão, essa experiência, é, como disse anteriormente, um modo de vida dessas pessoas mais do que uma simples opção, acho que para a experiência ser mais real e menos comercial poderia ocorrer uma pequena interação com os locais, coisa que não vi em nosso passeio. Já a visita onde são expostos os animais é totalmente descartável em minha opinião, pra não dizer criminosa, sob a desculpa de ajudar alguns “indígenas” os animais são mantidos em níveis de estresse extremos além de servirem como bonecos para turista tirar foto, e o “índio” que segurava a sucuri teve a cara de pau de dizer que no fim do dia eles soltam os animais na floresta e no outro dia cedo capturam outro animal para exporem lá (tá bom). Acredito que não é necessário nem ser dessa onda do politicamente correto e protetores dos animais e blá, blá, blá, mas esse tipo de exploração e comercio não é bacana, há passeios que tem como objetivo uma real interação com o meio ambiente local, como a focagem de jacarés, e que permitem vivenciar em meio à mata, tanto a fauna quanto a flora da nossa Amazônia. A contemplação das Vitórias-régias e almoço que pareciam ser as coisas mais simples foi o que mais me surpreendeu positivamente, ver os macaquinhos próximos a nós no ambiente deles, essas plantas realmente majestosas e o lago bem conservado foram pontos positivos, ali há uma grande variedade de artesanatos locais bem interessantes mesmo só para fotografar, e por fim a comida farta, variada e gostosa fecharam com chave de ouro essa parte do passeio. A visitação a mata-de-igapó também é interessante, apesar de muito rápida, foi como passar em um corredor de árvores pela água e a maior preocupação do pessoal era de algum animal cair no barco, quase ninguém deu ouvidos a explicação do guia sobre esse tipo de floresta e suas características. A visita à aldeia indígena é uma experiência mais turística mesmo, aqui os indígenas mostram um pouco da sua cultura, mesmo que de forma bem superficial e pelo menos não cobram explicitamente nenhum valor, na ocasião não fui até a oca com o grupo, fiquei a beira do rio conversando com um morador da região que estava buscando um casal de turistas ali, além do que, minha coluna não me deixaria subir o barranco muito bem naquele momento. Pra quem tiver interesse, há imersões em comunidades indígenas que duram dias e até semanas, onde você vai viver, comer, dormir e sei lá mais o que, durante esse tempo, como um indígena, e principalmente, conhece-los um pouco mais de verdade, mas considero está experiência propiciada valida, apesar de bem superficial. Por fim o nado com os botos, idem a minha consideração da aldeia indígena, aqui os animais estão livres e só se acostumaram em receber uma recompensa em troca de alguns minutos para que os turistas tirem fotos e fiquem bem próximos. Vale ressaltar que dentre as pesquisas, há agências que permitem uma maior interação com os botos, como tocá-los e alimentá-los diretamente, algo que não foi permitido no nosso passeio. Encerro essa parte do relato aqui, mas o dia ainda não terminara, ainda fomos aproveitar a noite no centro da cidade. O Encontro dos rios Negro e Solimões. Daqui podemos observar a vista diária dos moradores ribeirinhos. Essa passarela liga o restaurante ao ponto de observação da Vitórias-régias. Lago das Vitórias-régias. Arte indígena e regional, eles mandam muito bem. Ponte sobre o rio Negro, já no fim do passeio. A narração é do nosso parça, Rafel. WP_20170220_09_53_42_Pro.mp4
  15. Wesley Felix

    Conhecendo Manaus e volta de barco para Porto Velho.

    VIAGEM - 5º dia - Domingo de concurso, mas não só isso. Meu domingo iniciou-se no banheiro, a pizza não caiu muito bem (acho que foi por ter intolerância à lactose, só acho), por sorte e provavelmente por não ter mais nada no estômago foi só esse primeiro momento de mal estar, desse mal não sofreria para a prova. Banho tomado e pontualmente nosso taxista (ele se tornou o oficial para o nosso trio) estava me esperando rumo a Universidade Nilton Lins, muita gente foi fazer esse concurso, de todo lugar do Brasil, domingo de manhã e o transito já estava intenso, principalmente à medida que nos aproximávamos do campus, cheguei com mais de uma hora de antecedência, depois de pagar quase R$ 100,00 pela corrida de pouco mais de 15 km, fui procurar o local da minha prova, o campus é bem grande, tem um córrego bem poluído que corta todo ele e duas grandes estatuas na sua entrada principal, de resto, as provas foram bem cansativas e as carteiras acabaram com a minha coluna, tanto que na prova da tarde minha vontade era fazê-la em pé ou chorando, ou as duas coisas. Acabadas as provas, já eram mais de cinco horas da tarde e fui para o ponto de ônibus em frente à universidade, havíamos combinado de nos encontrar no Shopping Manauara para voltarmos juntos a pousada e racharmos o táxi. Acabou que o ônibus indicado no aplicativo não passava e o sol indo embora, ir andando até o shopping era uma opção, eram uns dois quilômetros apenas, mas como já passava das seis e começava escurecer, resolvi pegar um moto-táxi que me deixou no shopping, o valor da corrida, R$ 20,00. Não demorou muito e o Gabriel chegou, depois o Rafel, e fomos dar uma volta no lugar. Sinceramente shoppings não são meus lugares favoritos para visitação, afinal, tirando um detalhe ou outro no resto são todos iguais, templos de consumo aonde, ou só se vai pra comer em fast-foods ou ficar andando de um lado pro outro, com raras exceções, como se as cidades não tivessem nada melhor a oferecer, mas enfim, o Shopping Manauara vale a pena a visitação, além de ser um dos maiores e famosos da cidade, nele há uma reprodução ou preservação de um pedaço da floresta amazônica, para os turistas que não tiveram nenhum contato com o ambiente amazônico verdadeiro da pra ter uma pequena percepção de como é a floresta. As colunas no interior do prédio, junto à praça de alimentação também são bem interessantes, de resto é um shopping como todos os outros. Como os meninos estavam com fome decidimos comer algo, o Gabriel foi de comida salgada e eu e o Rafel de doce, mais especificamente bolo, ele pediu um de chocolate que estava muito bom e olha que não sou fã de chocolate, já eu pedi um de cupuaçu com castanha do Brasil (ou da Amazônia, eles não gostam que chamem a castanha do Pará de castanha do Pará, haha), de verdade, foi um dos melhores bolos que comi na vida, sério, muito bom mesmo e pelo preço tinha que ser, mas é bom, se forem visitar o shopping peçam e não vão se arrepender, o Rafel também gostou, só pra constar. Todos de barriga cheia e já era quase hora de fechar o shopping, ficamos próximo à saída tentando decidir algo para fazer no resto de noite, enquanto o Rafel foi fazer rapidinho, não sei o que, ficamos esperando, o Gabriel tentava ver algum contato que estivesse em algum lugar pra irmos também e eu só queria respirar sem doer tanto à coluna, há tempos não tinha uma crise tão forte. Reunidos mais uma vez, aparentemente o pessoal do concurso não estava no mesmo gás que “nós”, uma ou outra noticia de uma festinha, mas o melhor já havia acabado segundo os grupos de Whats, então fomos andando avenida acima até um bar/restaurante de sushi, lá ficamos e bebemos umas cervejas até passar da meia noite, o Gabriel estava pilhado querendo fazer algo, eu e o Rafel já em clima de fim de festa e decidimos por chamar nosso taxista oficial, apesar de sermos três, já era tarde e Manaus não era uma das cidades mais seguras para se andar de madrugada (foi bem no começo desse ano que houve a maior rebelião e chacina nos presídios do estado), no caminho para a pousada, já na Ponta Negra, estava tendo várias “baladas”, o que deixou o Gabriel com ainda mais vontade de curtir a noite manauara, o Rafel declinou e eu até ia acompanhá-lo se insistisse mais um pouco, mas minha coluna estava travando, passava da uma hora e como teríamos o passeio para o Encontro das Águas pela manhã cedo ele se convenceu de ir dormir, não sem antes caírem na piscina da pousada, como mal conseguia andar, fiquei só dar apoio moral, depois fui tomar um remédio para dor e rezar para amanhecer melhor, do contrário nem o passeio iria conseguir fazer. Um dos monumentos no campus da Universidade Nilton Lins. Esse é o outro, só me fazia lembrar de Dom Quixote, mas sem duvida têm outro significado. Vista da praça de alimentação do Shopping Manauara vista a partir do espaço de floresta que o compõe. Espaço no hall de entrada do Shopping.
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