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Philippe Matheus

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  1. Todos os anos eu me organizo para realizar um mochilão por países que ainda não conheço, às vezes dou uma passada rápida em países já visitados e, em outros casos, sigo por países não visitados ainda. Assim que cheguei do meu último mochilão pela Europa eu decidi que em 2019 faria uma viagem para o Oriente Médio, apesar de ser uma região um pouco conturbada politicamente falando ela guarda muitos destinos incríveis e com paisagens deslumbrantes. Definido o roteiro, era hora de viajar! O primeiro país seria Israel. Embarquei em um voo direto do Brasil para Tel Aviv com a LATAM, este voo dura quase 14h por causa dos desvios que a aeronave tem que fazer devido as restrições em sobrevoar alguns países da África. Este era só o começo da viagem. As perguntas que sempre escuto sobre Israel é sobre segurança e os preços por lá. Israel é um país seguro? Sim! Muito seguro. Israel é um país caro? Infelizmente sim. Muito caro! Chegando em Tel Aviv fomos para a fila de imigração, ali começou o nosso tormento (estava viajando com um amigo). A fila não existe. As pessoas se aglomeram em frente as cabines e tentam se organizar da melhor maneira, uma péssima primeira impressão. Ao chegarmos para a oficial de imigração ela nos recebeu de forma simpática e nos fez algumas perguntas como: é a primeira vez de vocês em Israel? Onde vão visitar? Quanto tempo pretendem ficar? Qual a relação de vocês? Após respondermos estas perguntas básicas ela olhou, nos deu um sorriso, pegou os nossos passaportes e disse: vocês podem aguardar ali! direcionando-nos para um canto onde haviam algumas pessoas. Pensei comigo: deu ruim! não é possível que vou ser barrado sem motivo algum. Percebi que vários brasileiros estavam sendo retidos e direcionados para o mesmo lugar, o que me tranquilizou um pouco por acreditar que não havia um problema especificamente comigo e com meu amigo. Após quase 1h de espera uma oficial nos chamou e nos fez várias perguntas novamente, repetiu algumas das que haviam sido feitas anteriormente e algumas novas como: com o que você trabalha? Quanto de dinheiro você tem?, etc. Enfim, passado o processo mais chato de imigração era hora de seguir para Jerusalém, cidade onde ficaria hospedado durante meu período em Israel. Chegar em Jerusalém é fácil: saindo no aeroporto você verá as indicações da estação de trem, estando lá é só comprar o bilhete que custa 17 Shekels. A viagem dura cerca de 25min e o trem é super confortável. Vale lembrar que a malha ferroviária de Israel é bem nova e está em constante expansão, para maiores dúvidas consultem o site da operadora de trens de Israel: https://www.rail.co.il/en Chegando em Jerusalém fui direto para o hostel tomar um banho e comer alguma coisa. Na hora de comer é que você percebe o quão caro Israel pode ser! Comi apenas um macarrão com uma coca cola e paguei algo em torno de 40 Shekels. Algo em torno de R$50,00. Enfim, bolso e psicológico preparado era hora de descansar para aproveitar os próximos dias no país. No primeiro dia levantei bem cedo e fomos para a cidade velha de Jerusalém, ali estão os principais pontos da cidade e visita obrigatória para todos os que são cristãos. A cidade velha é cercada por muros, desta forma você deverá entrar por um de seus portões e desbravar suas ruas internamente. Acessei a cidade pelo portão de Jaffa, entrando neste portão você sai diretamente na torre de Davi. Ao entrar pela cidade velha você verá várias casas de câmbio, consegui lá a melhor cotação para trocar dólar por shekel. Me cobraram apenas 0,03 centavos acima da cotação oficial. Pelo menos alguma coisa ´´barata´´, né? Entrada da cidade velha no portão de Jaffa. Ao entrar pela cidade fomos direto para o muro das lamentações. O muro das lamentações na verdade é o que sobrou do muro que cercava o segundo templo, os judeus vão até ele para orar e lamentar sua destruição. Tradicionalmente as pessoas colocam papéis com pedidos de oração em suas frestas e eu não poderia deixar de fazer isso, né? Para se aproximar do muro homens e mulheres ficam em áreas separadas e os homens devem obrigatoriamente usar o ´´quipá´´, para aqueles que não são judeus e não andam com o seu quipá na mochila eles disponibilizam para que você possa se aproximar do muro. Assim o fiz! A cidade velha é dividida em quatro partes: judaica, cristã, muçulmana e armênia. É impressionante como ali as religiões se misturam e convivem em paz, muito diferente da ideia que temos das guerras que acontecem naquela região. O muro fica no lado judaico da cidade porém, logo acima dele, temos a mesquita do domo da rocha, que já está na parte muçulmana. A mesquita foi construída em um local onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu aos céus, os cristãos acreditam que ali Abraão levou seu filho Isaque para ser sacrificado. Percebam o quanto cada ponto é sagrado para todas as religiões neste lugar, por isso elas se misturam tanto. A mesquita é linda é sua cúpula é de ouro puro. O acesso dentro dela é proibido para não muçulmanos e para estar nesta área próximo a ela devemos estar com o corpo todo coberto. Homens, por exemplo, não podem acessar a área de bermuda. Vale lembrar que todo país com esta carga religiosa muito forte é importante estar sempre vestido de forma adequada para visitar os lugares pois vários pontos são considerados sagrados e determinados tipos de roupa podem ser ofensivos para eles, portanto, vale um ponto de atenção neste aspecto. Mulheres ´´sofrem´´ um pouco mais com isso, em alguns pontos além de estar com o corpo todo coberto devem obrigatoriamente usar o hijab (véu). Eu costumo dizer que para fazer um mochilão temos que nos despir dos nossos preconceitos e procurar compreender, entender e, principalmente, respeitar a cultura do lugar que estamos visitando. O mais legal é poder mergulhar na cultura local, isso não tem preço que pague. Seguindo por dentro da cidade velha encontramos a via dolorosa, este é o caminho por onde Jesus passou carregando a sua cruz. Andar por ela é bem complicado pois muitas pessoas fazem o caminho o tempo todo, caravanas inteiras pelas ruelas apertadas da cidade velha e o local fica bem tumultuado. Portanto, tenha bastante paciência se você quiser fazer o caminho inteiro, ou então faça caminhos alternativos para chegar até a igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja foi construída no local onde algumas pessoas acreditam que Jesus foi sepultado, entretanto existem dois ´´túmulos´´. O da igreja do Santo Sepulcro e o do Jardim do Túmulo. Segundo o que está escrito no livro de João o túmulo de Jesus estaria próximo a um horto, ou seja, um jardim. Independente de onde é ou não o túmulo de Jesus o que interessa é que Ele ressuscitou e está vivo! Igreja do santo sepulcro: Jardim do túmulo: O Jardim do túmulo fica fora das muralhas da cidade, mas pegando os mapas turísticos da cidade fica fácil chegar até ele. Você terá que caminhar um pouco, mas chegará facilmente até o local. Após a visita aos dois túmulos segui para o Jardim do Getsemani, neste jardim Jesus fez a sua última oração antes de ser capturado pelos soldados Romanos. Existem estudos que comprovam que as oliveiras deste jardim são milenares. O jardim fica bem abaixo do monte das oliveiras, local onde Jesus transmitiu vários dos seus ensinamentos. Subi o monte das oliveiras a pé, foi uma caminhada e tanto mas valeu a pena! De lá de cima temos uma vista magnífica da cidade de Jerusalém e do cemitério judaico que fica bem abaixo do monte. Todos estes pontos eu visitei em apenas um dia e a pé. Foi bem cansativo, mas valeu a pena pois os lugares são magníficos e com uma carga histórica, cultural e religiosa muito grande. Andar pelas ruas de Jerusalém faz com que vivamos os passos de Jesus, e isso não tem preço que pague! Estava realmente exausto para o primeiro dia, mas como havia conhecido os principais pontos decidi seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Tel Aviv é bem diferente de Jerusalém. Em Jerusalém a religião é muito forte, vemos o tempo todo pessoas com seus ´´trajes religiosos´´, já em Tel Aviv a religião parece ser um pouco menos importante e o ritmo da cidade se aproxima muito mais de qualquer metrópole do que de uma cidade religiosa. Para chegar em Tel Aviv é só pegar o mesmo trem que vai do aeroporto para Jerusalém, a diferença é que você deve trocar de trem no aeroporto para seguir até Tel Aviv. Meu interesse em Tel Aviv era conhecer as praias e a cidade de Old Jaffa, que fica em uma das praias da cidade. Esta cidade foi construída há mais de 3000 anos pelo filho de Noé, é super bem conservada e tem alguns restaurantes bem típicos na região. Andar por Tel Aviv é bem interessante pois parece que estamos em outro país pois o astral da cidade é bem diferente de Jerusalém. Após conhecer a cidade, andar pela orla de bicicleta voltamos para Jerusalém. No dia seguinte iríamos visitar o Mar da Galileia, está região fica bem mais ao norte do país e é possível chegar de ônibus partindo de Jerusalém em uma viagem que dura cerca de 3h. Os ônibus de Israel não são dos mais confortáveis, mas como o país é bem pequeno a viagem é curta. Para consultar as rotas e preços disponíveis nos diversos destinos do país você pode acessar o site: http://www.egged.co.il/homepage.aspx Pegamos o ônibus para Tiberíades e chegamos até o mar da Galileia. Jesus cresceu nesta região e lá ele fez importantes milagres como a multiplicação dos pães e peixes e andar sobre aquelas águas. O lugar é lindo e bem agradável. Ao fundo é possível ver as colinas de Golã, estas colinas pertenciam à Síria antigamente e foram tomadas por Israel na guerra dos seis dias e anexada ao território Israelense em 1981. Dizem que frequentemente escutam barulhos de bombas e tiros nesta região por causa da guerra na Síria. Particularmente eu não presenciei nada disso! Passei o dia na região da Galileia e retornei para Jerusalém no final da tarde. Na manhã do dia seguinte visitamos o museu do holocausto. A visita a este museu é gratuita e uma verdadeira aula de história. Lá dentro é possível ver fotos, objetos, vídeos do período do holocausto. É impactante! Pela tarde retornei à cidade velha de Jerusalém para andar com calma por outras áreas ainda não exploradas. Jerusalém tem que ser explorada com calma, tem muita coisa pra ser visto na cidade, muitos comércios, comidas típicas, etc. Tire um dia inteiro para andar pelas ruelas da cidade e você não vai se arrepender! No dia seguinte decidi ir para a Palestina. Quando comentei com amigos e parentes sobre a ida àquela região muitos me chamaram de louco, etc. Confesso que tinha sim medo de ir lá, mas me surpreendi positivamente com o lugar e, principalmente, com as pessoas. Para chegar na Palestina é só seguir para o portão de Damasco na cidade velha de Jerusalém, lá existe uma rodoviária com ônibus para Belém. Achamos o ônibus e fomos para lá! Dentro do ônibus você já nota a diferença de Jerusalém, tínhamos apenas muçulmanos, vários estudantes e pessoas indo trabalhar. No sentido Israel - Palestina cruzamos a fronteira sem problemas, ao chegar em Belém haviam vários taxistas oferecendo vários tours, etc. Estávamos decididos a não contratar este tipo de serviço, mas o rapaz que nos recepcionou foi tão insistente e conseguimos barganhar o preço pela metade do inicial e teríamos algumas vantagens pois não conheceríamos apenas a Igreja da Natividade, local onde Jesus nasceu, mas vários pontos da Palestina, inclusive o muro que separa Israel da Palestina. Seguimos primeiro para alguns pontos onde era possível ver todo o território palestino, depois para a igreja da Natividade. Após visitarmos a igreja da natividade fomos até um ponto onde era possível ver o muro. A primeira reação foi de espanto! O muro é realmente enorme e é chocante ver um muro separando dois povos daquela forma. Após a visita ao muro retornamos para o ponto onde os ônibus para Jerusalém param. No retorno à Israel os ônibus passam por um controle na fronteira entre os dois Estados, sendo que todos os homens tiveram que descer do ônibus e os soldados Israelenses entraram no ônibus e conferiram os documentos das mulheres e crianças que ficaram a bordo. Do lado de fora formamos uma fila e os soldados conferiam o documento de cada um dos palestinos. Quando chegou a minha vez apresentei meu passaporte e o ´´visto´´ que me foi dado para entrar no país, o soldado olhou com cara de poucos amigos e permitiu meu retorno ao ônibus. Israel é um país incrível, mas me decepcionei muito com as pessoas do lugar. Em nenhum lugar, absolutamente nenhum, fomos bem atendidos ou nos sentimos bem vindos ali. Não expressam alegria, sorrisos e não fazem questão de atender os turistas bem em nenhum lugar, bem diferente do lado palestino onde fui super bem recebido. Confesso que já estava incomodado por estar ali e ser mal recebido em todos os lugares, o Brasil pode ter muitos problemas mas se tem algo que nosso povo pode se orgulhar é de sua hospitalidade, não vi isso em Israel. No último dia seria Sábado, ou o Shabbat. Neste dia, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o por do sol de sábado, o povo judeu para todas as suas atividades e o país também para. Em Tel Aviv não se vê muito isso, mas em Jerusalém todos os comércios fecham, o transporte para, por isso é importante se programar para quando visitar o país estar preparado para o Shabbat. Como o dia seguinte seria o nosso último na cidade nos programamos para dormir até mais tarde, mas antes compramos algumas coisas para comer no hostel pois sabíamos que nada iria funcionar no dia seguinte. No sábado acordamos mais tarde e fui para o portão de Damasco, lado muçulmano da cidade velha de Jerusalém onde tudo estava funcionando normalmente. Passei o dia na região e fui para o aeroporto a noite pois o meu voo para a Grécia seria de madrugada. Por causa do Shabbat o primeiro trem para o aeroporto seria apenas 19:30, desta forma tive que aguardar até este horário para ir para o aeroporto. Outro ponto de atenção em Israel é a antecedência de chegada ao aeroporto para sair do país. Se eu achei a entrada complicada a saída foi muito pior, vários check points, revistas e perguntas de segurança até conseguir embarcar. Chegue com pelo menos 3h de antecedência de qualquer voo partindo de Tel Aviv, caso contrário você não irá embarcar. Estava super feliz por tudo o que tinha visto em Israel e por deixar o país ao mesmo tempo, realmente a hospitalidade do povo de lá deixou muito a desejar. Meu voo era para a ilha grega de Kos, mas antes faria uma conexão de 13h em Atenas. Atenas é uma cidade magnífica, já havia visitado a cidade antes (você pode ver no meu último post), e aproveitei o tempo de conexão para visitar a Acrópole novamente. Como estava acordado há mais de 36h eu estava realmente exausto, precisava de um banho e uma cama para dar uma cochilada. Junto com meu amigo consegui achar um hostel por 8 Euros onde deitamos por 3h e tomamos um banho, estava novo para encarar o próximo voo. Retornamos ao aeroporto e pegamos o voo para Kos, 40 minutinhos estávamos lá. Kos não é uma ilha badalada como Santorini, mas tem um astral gostoso e um clima muito agradável. Teria dois dias na Ilha para conhecer alguns pontos históricos e visitar a árvore de Hipócrates. Hipócrates é considerado o pai da medicina e ele nasceu nesta ilha, debaixo desta árvore ele desenvolvia seus estudos e ensinava aos outros também. Conheci vários outros pontos da Ilha, ruínas, etc. A Grécia é um lugar incrível, e o povo de lá torna tudo ainda mais incrível pois nos recebem de uma forma tão carinhosa e acolhedora que não da vontade de ir embora. Realmente é um dos povos mais amigáveis deste planeta. Kos fica muito perto da Turquia, 40 minutos de ferry boat e já estamos na Turquia. Fui até o porto da cidade e peguei o ferry para a Turquia, 40 minutos depois já estava na Turquia fazendo os trâmites de imigração que são necessários pelo fato da Turquia não fazer parte do acordo Shengen. O ferry chega em uma cidade chamada Bodrum que também tem um clima agradável e uma orla com muitos bares e restaurantes, apesar de não ter ficado na cidade voltaria pra conhecer melhor o lugar. De Bodrum peguei um ônibus para a cidade de Denizle, que fica a cerca de 4h de viagem. Denizle é uma cidade relativamente grande e eu ficaria lá por dois dias para conhecer Pamukkale e o seu castelo de algodão. Após 4h de ônibus estava em Denizle, no dia seguinte peguei um ônibus para Pamukkale e por ser um lugar muito pequeno foi super fácil chegar no castelo de algodão. O local tem este nome pois tem algumas formações calcárias branquinhas e com a água bem quentinha. O passeio é muito agradável e vale muito a pena a visita. No topo das montanhas existem as ruínas de Hierapólis, outro ponto incrível para ser visitado. Após conhecer o local retornei para Denizle para pegar o ônibus com destino Selçuk, cidade mais próxima de Éfeso, outro local histórico incrível para se visitar. Selçuk é uma pequena cidade no interior da Turquia, com um povo extremamente amigável e com um clima muito agradável, o objetivo era visitar as ruínas da cidade Éfeso, que fica a cerca de 4km da cidade. A distância pode parecer longa, mas a caminhada até Éfeso é super rápida ao lado de uma rodovia mas por um caminho muito agradável, não há necessidade de contratar transfer ou pagar transporte para chegar até o local. Éfeso é uma cidade grega antiga da região, por lá passaram alguns importantes personagens bíblicos, inclusiva Maria, mãe de Jesus. As ruínas são enormes e incríveis, uma visita surreal e uma oportunidade de voltar no tempo. No dia seguinte iria para a Capadócia. A visita a Capadócia é obrigatória para quem vai à Turquia, conhecer a região com formações milenares e fazer os famosos e incríveis passeios de balão é realmente maravilhoso. No dia seguinte levantei cedo, peguei um trem de Selçuk para Esmirna, cidade mais próxima com aeroporto. De lá peguei um voo para Kayseri. Kayseri é uma cidade grande e muito bem estruturada, apesar de não ser a cidade mais próxima de Goreme é a que tem a maior oferta de voos. Chegando em Kayseri peguei um ônibus para a rodoviária e de lá um ônibus para Goreme, a viagem dura cerca de 1h. Goreme é a principal cidade da região da Capadócia, lá ficam a maior parte dos hotéis e de onde decolam os famosos passeios de balão. Vale destacar que a Turquia é um país extremamente barato, mesmo Goreme que é uma cidade muito turística as coisas não tem um preço surreal como em outras cidades famosas de vários países. Cheguei em Goreme no início da noite, não havia mais o que fazer pela cidade, apenas descansar. No segundo dia levantei cedo e caminhei pela cidade e locais por onde conseguia ver as formações, além disso, fui procurar por agências onde pudesse contratar os passeios de balão. Depois de muita pesquisa encontrei o mais barato por 140 Euros. É caro? Sim! Mas valeu a pena cada centavo, a experiência é única. Voltei cedo para o hotel para descansar e no dia seguinte acordei bem cedo, pois as vans das agências nos pegam nos hotéis bem cedo pois os balões decolam antes mesmo do sol nascer. Estava muito frio, mas um céu lindo, sem nuvens, vento calmo, o passeio seria lindo. Fomos até um local onde vários balões estavam sendo preparados, após inflarem os balões decolamos. O voo dura cerca de 45min a 1h e é realmente incrível! Este dia seria o último na região da Capadócia, durante a tarde fiz um passeio para visitar outros locais, formações da região, etc. Valeu muito a pena, mas com certeza o ponto alto da viagem para esta região foi o passeio de balão. No dia seguinte precisava acordar cedo para seguir pra Istambul. Como Goreme não tem aeroporto contratei uma empresa de transportes que me levaria para Kayseri e de lá para Istambul, o voo dura cerca de 1h. Ao chegar no aeroporto de Ataturk a gente se impressiona pelo tamanho do aeroporto, ele foi inaugurado recentemente e é gigantesco com uma estrutura sensacional. Infelizmente não há metrô até o aeroporto, mas existe uma empresa chamada Havaist https://hava.ist/ que tem ônibus saindo do aeroporto para diversas regiões do país. Vale destacar que Istambul é uma cidade gigantesca, por este motivo é importante que você se hospede em pontos próximos aos principais pontos turísticos da cidade, desta forma você garante que o deslocamento seja mais fácil e barato. Peguei o ônibus no aeroporto em direção a praça Sultanahmet, que fica na parte antiga da cidade e próximo a mesquita Azul. Deixei as coisas no hotel e fui para a rua caminhar e conhecer a região. A mesquita Azul é gigantesca e impressiona, é possível visitá-la nos horários em que os muçulmanos não estão orando e ela fica exatamente na praça Sultanahmet. Como Istambul é uma cidade muito grande é necessário muito tempo para explorar ela toda, mas além do dia da chegada eu teria mais dois dias na cidade onde eu visitei os mercados da cidade, a torre Gálata e fiz algumas caminhada pela Orla da cidade que tem um por do sol maravilhoso. Em Istambul, como toda cidade grande, é necessário ficar atento a algumas coisas. O oriente médio é uma área muito complicada e tensa, alguns ataques já aconteceram na cidade e por este motivo eu sempre evito aglomerações. Outra característica que havia lido sobre a cidade são as tentativas de golpe por engraxates. Você está simplesmente caminhando pela rua e eles percebem que você é turista, passam na sua frente e deixam a escova cair de propósito, você ao tentar ajudar pega para entregar a ele e ele como forma de gratidão se oferece para engraxar os seus sapatos, mesmo que você esteja de tênis. A oferta que antes era gratuita depois é cobrada pelo cidadão, que com certeza não cobrará um valor pequeno. Em Istambul jogaram esta escova na minha frente por duas vezes, como já sabia do golpe passei como se não tivesse visto, eles pegaram e tentaram aplicar o golpe em outras pessoas. Portanto, fiquem atentos a isso. Não deixem de visitar o grande bazar, ainda que você não compre nada é muito legal se perder naquele lugar e ver um pouco da cultura dos Turcos e da forma como eles negociam. Depois de três dias em Istambul eu segui para Dubai, peguei o ônibus da empresa Hava Ist e cheguei bem cedo no aeroporto de Ataturk. Assim como a maioria aeroportos do oriente médio você passa pela inspeção de segurança antes de chegar no check-in, isto acontece devido aos problemas da região, o aeroporto de Ataturk inclusive já foi palco de atentados em 2016 e por este motivo a segurança é redobrada. Chegando em Dubai pela manhã peguei o metrô em direção ao hostel onde ficaria. Para sair do aeroporto de Dubai a forma mais fácil e barata é o metrô, mas fique atento pois o bilhete tem valores diferentes de acordo com a estação onde você vai desembarcar. Como o metrô alcança vários pontos turísticos eu recomendo que você compre os passes diários do metrô por 22 Dirhans, com ele você pode andar por todas as zonas quantas vezes quiser durante um dia inteiro, para se ter uma ideia um passe apenas de ida para percorrer três zonas custa 10 dirhans, portanto, o passe diário vale muito a pena. Fiquem atentos somente a divisão de vagões no metrô de Dubai, os vagões das pontas são especiais, sendo uma ponta exclusivo para mulheres e a outra ponta os vagões Gold Class, que tem bancos mais confortáveis e estão um pouco mais vazios. Outro ponto importante é a proibição de beber ou comer nos recintos do metrô, portanto, fiquem atentos. Como tinha andado o dia inteiro em Istambul, ido cedo para o aeroporto e voado a madrugada toda até Dubai, estava muito cansado. Decidi que iria até o Dubai Mall conhecer o maior shopping do mundo e ver o maior prédio do mundo, almoçar e retornar para o hostel para descansar. O Dubai Mall é gigantesco, fui nele por várias vezes e não conheci tudo. Na parte de fora é possível ver o Burj Khalifa, maior prédio do mundo. É possível subir nele, mas os ingressos tem horários reservados e mais baratos se comprados com antecedência pela internet. Não tinha interesse em subir no prédio, por isso não comprei o ingresso. No segundo dia na cidade acordei cedo e fui visitar os principais pontos da cidade. O primeiro lugar foi o Burk Al Arab, famoso hotel 7 estrelas em formato de barco a vela. Para chegar no hotel é só descer na estação Mall Of The Emirates e ir caminhando por cerca de 3km, o local é reto assim como toda a cidade de Dubai, mas o sol é muito quente, fui no outono peguei agradáveis 33 graus. Imagina no verão? As temperaturas passam dos 40 graus facilmente, portanto programem-se para visitar a cidade em épocas menos quentes. Caminhei até a região do hotel e a praia publica que fica ao lado dele para tirar algumas fotos, realmente impressiona. Dubai é um grande canteiro de obras, a cidade está em constante modificação, por isso não será difícil ver andaimes e guindastes por toda a cidade. Voltei a pé para o Mall of the Emirates onde almocei e durante a tarde fui conhecer a região da Marina de Dubai. Esta região é muito linda com vários bares, restaurantes e praias para aproveitar. O que mais me impressionava na cidade eram as construções. Após visitar a região da Marina de Dubai peguei o metrô novamente e fui para o Dubai Mall, lá eu ia aguardar até as 18h para assistir ao show das águas que acontece em frente ao Dubai Mall todos os dias à partir das 18h. Recomendo que cheguem cedo para pegar um lugar legal para assistir pois a praça fica lotada. O show dura pouco mais de três minutos mas é impressionante. Após o show jantei no próprio shopping e retornei para o hostel. No dia seguinte levantei bem cedo para visitar outros pontos da cidade e conhecer o mercado do ouro, que fica em uma área menos turística da cidade com construções mais modestas e trânsito caótico, mas impressiona pela ostentação do lugar. Nem ousei perguntar os preços das coisas, mas olhando a foto abaixo da pra imaginar, né? É muito ouro! Saindo de lá fui até o Dubai Frame, uma moldura gigantesca toda revestida em ouro. É possível subir nela para tirar algumas fotos, mas não achei que valia a pena o valor a ser pago. Entretanto, apreciar ela de fora já é algo que fale a pena pois é gigantesca e imponente. No dia seguinte seria meu último dia na cidade. Como havia conhecido todos os pontos resolvi ir cedo até a Marina de Dubai e curtir uma praia, que estava vazia e com a água bem quentinha. Passei a manhã ali e depois de tomar um banho no hostel fui até o Dubai Mall novamente para almoçar e dar uma ultima visitada naquela região e ver o Burj Khaliffa pela ultima vez, ele realmente impressiona. Voltei para o hostel para descansar pois, mais uma vez, ia precisar passar a noite no aeroporto pois o meu voo para o Brasil era muito cedo. Sobre Dubai muitos acreditam ser uma cidade extremamente cara e muito luxuosa, entretanto Dubai é uma cidade para todos os públicos. Para nós mochileiros é possível gastar menos de 100 dirhans por dia incluindo alimentação e transporte, mas aqueles que gostam de ostentar o céu é o limite, pois a cidade realmente tem opções extremamente caras e luxuosas. Afirmo com total certeza que Dubai é uma cidade acessível a todos, muito mais do que Israel, por exemplo, que foi o país mais caro que visitei nesta viagem. Enfim, este é mais um relato que divido com vocês. Espero que possa servir de referência e inspiração para a viagem de muitos aqui do blog, este mundo é maravilhoso e tem muita coisa a ser explorada. Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e enquanto estava na Turquia escrevi um texto sobre tudo o que estava vivendo nesta viagem e gostaria de compartilhar com vocês: Ser mochileiro é sair da zona de conforto; É abrir mão do supérfulo e desfrutar ao máximo das coisas simples que cada lugar oferece; É deixar de lado a praticidade de um carro e se aventurar nas ruas de cada cidade, conhecendo assim os hábitos e a cultura de cada lugar. Ser mochileiro é se virar apenas com o básico e passar alguns perrengues, pois eles fazem parte de cada viagem e com eles tudo fica mais legal. Ser mochileiro é saber dividir o espaço, é abrir mão da sua privacidade e interagir com pessoas do mundo inteiro, conhecendo e respeitando os costumes e a cultura de cada um. Ser mochileiro é ter o mundo como a sua casa, é dormir em um país cristão e acordar em um muçulmano e se encantar com as diferenças, mesmo que elas pareçam absurdas para os seus costumes. Ser mochileiro é dormir hoje pensando no amanhã, planejando como você chegará naquele lugar que você quer visitar, mesmo que você tenha que ir caminhando por alguns quilômetros. Ser mochileiro é ter coragem, ser aventureiro, é saber que cada viagem terá seus desafios, mas que no final aquele país, aquela cidade e cada ponto valerá a pena. Ser mochileiro é sorrir (ou chorar) de alegria por estar no lugar que tanto sonhou, mesmo que seus pés estejam cansados de tanto andar e os ombros doloridos de carregar tantas coisas por tantos lugares. Ser mochileiro é agradecer a Deus todos os dias pelas oportunidades e lugares visitados, pois muitos gostariam de estar no seu lugar. Ser mochileiro é sentir saudades de casa, do seu país, da comida e dos costumes, mas acima de tudo entender que ter o mundo como a sua casa é uma escolha, e eu? Eu escolhi viajar! Um grande abraço a todos e muitas viagens!
  2. Olá Vitor! Tudo tranquilo?

    Vi seu post sobre viagem para Israel em Novembro/2019. Estou pretendendo fazer Israel, Egito, Turquia e UAE em Novembro, ainda sem Cia. para todo este roteiro. Como esta a programação para a data?

    Abraços!

  3. @RodrigoDigão, é como dizem por ai: viajar é a única coisa que nós gastamos dinheiro e nos deixa mais ricos. Eu também amo!
  4. @D FABIANO Fiz algumas pesquisas e já é possível, pois Israel possui acordos comerciais com alguns países. Os que ainda existem esta restrição são: Síria, Líbano, Arábia Saudita e Irã, se eu não me engano. Egito não há problema, tanto que muitos turistas fazem o trajeto terrestre entre todos os países. É claro que Israel costuma ser bem restrito e os procedimentos de segurança são bem chatos, mas acredito que não ocorrem maiores problemas.
  5. Oi Kelly! Obrigado pela atenção, vou te add no Instagram tb. Confesso que não estou querendo passar muito tempo no Egito, quero apenas conhecer as pirâmides, etc. Quero dedicar mais tempo a Israel. Enfim, vai ser ótimo receber suas dicas. Vamos nos falando pelo insta. Abraços!
  6. Em novembro de 2017 tive a oportunidade visitar a Europa (Portugal, Espanha e França), decidi que em novembro de 2018 retornaria à Europa e assim o fiz, passando por Portugal, Itália e Grécia. A minha primeira parada seria Roma, na Itália. Teria na cidade apenas três dias, mas foram suficientes para conhecer a parte histórica desta cidade incrível. Eu cheguei em Roma pelo aeroporto FCO (Fiumicino), este aeroporto fica bem afastado da cidade e a melhor opção para chegar ou sair dele é de trem. Ao sair do desembarque siga as placas que vão te direcionar para a estação de trem que fica dentro do terminal, é muito simples. Ao chegar na estação você poderá compra o bilhete de primeira ou segunda classe, o que difere um do outro é o preço e também o tempo de viagem. Os trens de segunda classe fazem várias paradas intermediárias e, em alguns casos, você precisa fazer conexões com o metrô, não é uma opção muito viável pois pode demorar muito e ele custa cerca de 8 Euros. O trem direto para estacãoo Termini é o Leonardo Express, ele custa 14 Euros e sai do terminal FCO e vai direto para estação Termini, no centro de Roma. Ao chegar na estação termini eu peguei o metrô, que também para na estação e fui para o hostel. Na verdade andei apenas uma estação, mas como estava cansado e ainda não conhecia a cidade optei por pegar o metrô. Eu me hospedei no hostel des artistes, que na verdade é um hotel mas disponibiliza alguns quartos compartilhados. O hotel é muito bom, bem localizado pois é perto da estação Castro Pretório do metrô e da pra ir a pé para a Estação Termini, em frente ao hotel há um PUB administrado por Brasileiros, eles são sensacionais e sempre nos dão dicas de passeios. Além de ter uma comida e bebida muito boa. No primeiro dia eu fui visitar o ponto mais importante e famoso de Roma, o Coliseu e o Fórum Romano. Para chegar é bem simples, você pega o Metrô e desce na estação Colosseo, você estará em frente ao Coliseu. O metrô de roma é fácil de andar mas não atende todas as regiões da cidade, mas para os principais pontos turísticos da pra ir com ele, ainda que você tenha que andar um pouco a pé. Ao chegar no Coliseu você vai encontrar muitos vendedores e agências de turismo vendendo ingressos para entrada, não aceite! Aprecie a vista de fora do coliseu que é linda e entre somente depois. As agências cobram, em média, 30 euros para entrada, mas você pode ir direto na bilheteria e comprar ingressos por 11 euros, portanto, espere na fila um pouquinho e economize alguns euros. Este ingresso é válido para entrada no coliseu e fórum romano, que fica ao lado. Este local é bem próximo a saída da estação do metrô Colosseo Depois de dar uma volta completa no Coliseu fui para a bilheteria para comprar os ingressos, como eu disse no início a fila é grande e demorada, mas vale à pena para economizar alguns euros. Foto dentro do Coliseu. Uma sensação mágica estar neste lugar e poder imaginar quantas coisas aconteceram aqui. Após dar uma volta completa dentro do Coliseu fui para o Forum Romano, que fica ao lago e você tem acesso com o mesmo ingresso que compra para entrar no Coliseu. O lugar é fantástico e pra quem curte história é uma oportunidade e tanto de voltar no tempo: Após a visita ao Coliseu e Forum Romano andei pelas ruas da região que é muito linda. Para este passeio é interessante reservar um dia inteiro, você perde algum tempo nas filas mas pode apreciar com calma a paisagem e as estruturas do lugar. No segundo dia eu me programei para ir ao Vaticano. Apesar de não ser católico a visita é obrigatória, o lugar é lindo e é uma verdadeira emoção estar ali. Para chegar ao Vaticano você pode pegar o Metrô e descer na estação Otaviano ´´San Pietro´´, esta é a mais próxima e você vai precisar andar um pouquinho. Para entrar no Vaticano você precisa passar por uma inspeção de segurança, como nos aeroportos. Este processo é super comum nos principais pontos turísticos da Europa, mas é bem tranquilo. Ao entrar no Vaticano estava tendo uma celebração e o Papa Francisco estava falando, inclusive mandou uma mensagem aos brasileiros que estavam no local. É bem interessante a visita ao local, tudo é muito grande e muito bonito! Visão da Praça São Pedro: Próximo ao local está o Museu do Vaticano, que dizem ser um dos mais incríveis do mundo. Fui até a porta mas estava impossível de entrar, as filas eram quilométricas e eu perderia muito tempo para conhecê-lo. Decidi almoçar no Vaticano e depois seguir explorando as ruas de roma. Decidi ir até a Fontana Di Trevi, local muito famoso e muito lindo. Para chegar até lá você deve pegar o metrô e descer na estação Barberini, mas esta estação de metrô não é tão próxima, você precisa andar uns 10 ou 15 minutos para chegar no local e ele fica bem escondido. Apesar de compreender um pouco do que os Italianos falam podemos confundir um pouco por causa do falso cognato, neste momento foi o que senti mais dificuldade pois não encontrei ninguém que pudesse me ajudar em inglês. Ninguém falava! Fui andando até chegar ao local. A visão da fontana de trevi é linda, mas muito difícil de tirar uma foto legal pois o local fica lotado! Muitos turistas! Mesmo assim consegui apreciar o lugar e tirar algumas fotos. Após conhecer a região fui comer algo e descansar, no dia seguinte eu decidi que iria para Pisa. Pisa é uma cidade muito agradável, entretanto não tem muita coisa pra se ver no lugar, apenas a famosa torre inclinada. Para chegar na cidade a melhor opção é o trem. Os trens de Roma para Pisa saem durante todo o dia, você pode pegar os trens de alta velocidade e chegar na cidade em aproximadamente 3h. As passagens custam cerca de 60 Euros ida e volta, comprando com antecedência no site da trenitalia você pode conseguir preços melhores. O trajeto é lindo e a paisagem encanta! Para chegar até a torre de pisa você vai precisar andar um pouco, mas é uma caminhada muito agradável por uma cidade bem tranquila. Siga direto a rua da estação, atravesse a ponte, vire à esquerda e depois a segunda à direita, siga em frente e você chegará a torre. O local é lindo, muito agradável a visão da torre é mágica. Ela é realmente muito inclinada. O mais difícil é você consegui um ângulo legal para tirar a famosa foto segurando a torre, mas eu consegui! Passei a tarde toda na cidade, andando, conhecendo e curtindo a tranquilidade do lugar. No mesmo dia eu voltei para Roma, também de trem. No dia seguinte acordei bem cedo pois teria que dar continuidade na minha viagem, precisaria chegar cedo ao aeroporto pois iria pra Grécia no dia seguinte. O trajeto até o aeroporto é o mesmo que informei no início do relato, seguindo para a estação Termini e lá pegando o trem Leonardo Express para o aeroporto. Peguei um voo da Alitália e a viagem entre Roma e Atenas dura aproximadamente 1h40min, é bem pertinho. A Grécia encanta! A paisagem é espetacular e o povo é um dos mais gentis que tive a oportunidade de conhecer, eles são incríveis. Como o Grego é um idioma muito diferente e falado somente na Grécia e no Chipre, praticamente todas as pessoas que conheci ou conversei falavam Inglês, alguns falavam até o espanhol muito bem. Portanto, a comunicação é fácil. O aeroporto de Atenas é relativamente pequeno se comparado aos demais aeroportos da Europa, mas ele é bem estruturado e tem fácil acesso. Apesar de ficar afastado da cidade o metrô atende o aeroporto e o ticket para quem chega ou sai do aeroporto custa 10 euros. Peguei o metrô e fui até a estação Monastiraki, no centro de Atenas, o trajeto dura uns 40 minutos. Fiquei hospedado no Bedbox hostel, que fica a dois quarteirões da estação Monastiraki, muito fácil de chegar. A região é a melhor pra você se hospedar, você consegue ir à pé a todos os pontos turísticos. Após chegar no hostel deixei as minhas coisas e fui comer algo. Com o mapa que peguei no aeroporto ficou fácil desbravar a cidade, minha primeira parada foi o Templo de Zeus Olímpico. Na bilheteria você pode comprar o ingresso somente para aquela atração por 8 euros, ou um ingresso de 30 euros que te da direito a entrar em todo o sítio arqueológico da cidade durante cinco dias, obviamente comprei este último pois tinha interesse em conhecer tudo. Fui a pé mesmo para as ruínas do templo de Zeus Olímpico, e a vista realmente encanta pois as ruínas são imponentes. Outro local interessante e de visita obrigatória na cidade é a Praça Syntagma, é uma das principais praças da cidade e fica ao lado do templo de Zeus. Na praça fica o palácio do governo e lá acontece a troca da guarda helênica de hora em hora, a troca é um dos rituais mais legais que já vi e enquanto eu estive na cidade devo ter ido à praça umas cinco vezes ver a troca. Vale muito à pena acompanhar: No segundo dia pela cidade eu fui visitar a Acrópole. Lá você pode ver ruínas incríveis e ter a oportunidade de mergulhar na história e em tudo o que aconteceu na região a mais de dois mil anos. Do hostel onde eu me hospedei dava pra ir à pé. Com o mesmo ingresso que eu comprei no dia anterior eu pude entrar nas ruínas da biblioteca de Adriano, que fica um pouco abaixo da Acrópole atrás da Praça Monastiraki. Vale à pena a visita por ser um local histórico, mas o ponto alto é a acrópole. Ao entrar na Acrópole o primeiro ponto que você irá encontrar é o Teatro de Dionísio, este foi o mais importante teatro da Grécia antiga e é incrível imaginar tudo o que se passou por aqui. Existem muitas ruínas e muitas histórias pra contar e viver na Acrópole de Atenas, é impossível descrever a sensação de estar no lugar e de colocar todas as fotos aqui. Andei muito pela região que, apesar de grande, estava lotada de turistas. Descendo do alto da acrópole você encontrará a Ágora de Atenas, outro local incrível e é a única que ainda está com todas as colunas intactas. Observando ela da pra imaginar a magnitude de outras ruínas, que hoje estão bem mais deterioradas do que a Ágora. No meu terceiro dia pela cidade choveu durante toda a manhã e eu aproveitei para descansar, eu tinha andado muito nos últimos dias e estava realmente muito cansado. À noite eu andei pela cidade, mas o dia foi basicamente de descanso. No meu quarto e último dia eu decidi ir até o Estádio Panatenaico, ele é enorme e foi todos construído em mármore branco, a visita custa 5 euros e você tem a oportunidade de conhecer o estádio onde ocorreram os primeiros jogos olímpicos da era moderna. Dentro do estádio também há um museu com objetos e fotos de tudo o que aconteceu no local. Após a visita ao estádio fui até a parte litorânea da cidade, no meu último dia foi o único que teve um pouquinho de sol e aproveitei para conhecer o mar mediterrâneo. Para chegar até a parte litorânea é só pegar o metrô e descer na estação Piraeus, que fica próximo a zona portuária da cidade. Próximo a estação terá alguns bondes elétricos, tipo VLT, que complementam o trajeto. É necessário pedir informações a alguém pois os letreiros dos bondes estão todos em Grego, não há informações em inglês e isso dificulta um pouco. Foi uma oportunidade e tanto conhecer a região litorânea da cidade, pude aproveitar pra ficar um tempo olhando para o mar, refletindo e agradecendo a Deus pela oportunidade de estar ali. A vista é linda, mas a maior parte das praias são particulares e, apesar do sol, estava um pouco frio. Não arriscaria entrar no mar que devia estar gelado! Este foi meu ultimo dia na cidade e eu voltei para o hostel após almoçar, decidi descansar um pouco pois de madrugada iria para Portugal. Eu já havia passado por Portugal no ano anterior, mas decidi passar de novo pois gostei muito e não conheci tudo da região. Chegando em Lisboa eu me hospedei no hostel NCL Hostel, fica em frente a estação Avenida do metrô. Sair do aeroporto de Lisboa é fácil, o metrô para dentro do terminal e te leva a praticamente todos os locais. No meu primeiro dia em Lisboa eu decidi ir a Cascais, a cidade fica a cerca de 30 minutos de Lisboa e você tem que pegar um Comboio que te levará direto a cidade. O bilhete de ida e volta custa 5,50 euros. A cidade encanta pois é muito tranquila, mas o mar é muito agitado e perigoso, é lindo para observar, mas não arriscaria entrar. Até porque estava muito frio. Passei o dia na cidade e almocei por lá, no retorno o comboio passou em frente a torre de Belém e eu desci para conhecer a região e tirar algumas fotos. É um ponto bem conhecido da região e vale muito à pena a visita. No dia seguinte fui visitar Évora. A cidade fica a cerca de duas horas de Lisboa e você pode ir de trem, eles saem da estação Oriente e o bilhete custa cerca de 22 Euros ida e volta. Évora é uma cidade bem pacata, lá existe a famosa capela dos ossos. As paredes são revestidas com ossos de pessoas que foram enterradas ali, é um pouco assustador o lugar mas a visita vale à pena. Retornei para Lisboa e no dia seguinte resolvi andar pela cidade. Lisboa é uma das cidades mais lindas que conheço, é muito limpa e organizada e infinitamente mais barata do que muitas outras cidades que conheço pela Europa como Paris e Roma. Não há dificuldades com o idioma e a comida é muito parecida com a nossa, o que é um alívio para pessoas que, assim como eu, não gostam de se aventurar na gastronomia local. Fiz um passeio de barco pelo Rio Tejo, um passeio de 30 minutos em um barco que parecia uma caravela antiga, é bem legal pois da pra se ter uma panorama geral da cidade. Enfim, visitar a Europa é certeza de muita história e cultura. Mesmo com o câmbio não muito favorável é possível conhecer vários países sem gastar muito dinheiro. Afinal, como dizem por ai, viajar é a única coisa que gastamos dinheiro e nos deixa mais rico. Espero ter contribuído para esclarecer dúvidas e inspirar pessoas a fazer o mesmo: colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo, um pouco sem rumo, com desejo de se encontrar, se perder e se aventurar em lugares desconhecidos. Boa viagem à todos!
  7. Sensacional o relato! Bem detalhado. Em novembro estou pretendendo fazer Turquia, Egito e Israel, mas tenho ouvido muitas coisas ruins sobre o Egito, principalmente com relação a infra estrutura e assédio de vendedores, etc. Enfim, tem alguma dica específica para evitar problemas nesta viagem?
  8. Oi Lourenço, boa tarde! Obrigado pelo elogio. Tentei ser o mais detalhista possível no relato para ajudar outros viajantes pois eu tive muita dificuldade de encontrar informações precisas para esta viagem à Europa. Com relação aos gastos de viagem isso é muito pessoal, cada um tem o seu ´´estilo´´ de viagem. Eu, particularmente, sou muito econômico. Não sou de comprar lembrancinhas e fazer passeios muito caros, a não ser que realmente valha à pena, como é o caso de Paris e o Oceanário em Lisboa. Eu vou para viver o momento e conhecer o lugar. Sendo bem sucinto com relação à valores eu gastei 385 Euros em espécie. Posso resumir meus gastos de viagem assim: Madrid Ticket´s de Metrô em Madrid: Cerca de 20 Euros para todos os dias Hostel em Madrid: 77 Euros (3 diárias) + 3,50 por dia pelo café da manhã. (Este hostel era bem mais caro que a média, mas ele era muito bem localizado) - Este hostel foi pago com antecedência pelo cartão de crédito. Alimentação em Madrid: Entre 30 e 40 Euros por dia. Viagem Para Salamanca Passagens de trem ALVIA: 60 Euros (Ida e volta) - Os trens MD são 10 Euros mais barato Almoço em Salamanca: 5 Euros Lanche em Salamanca: 5 Euros Todos os passeios em Salamanca eu fiz à pé, a cidade é bem pequena. Viagem de Madrid para Lisboa Passagem de trem: 24 Euros (Comprada com antecedência aqui no Brasil) Lanche no trem: algo em torno de 5 ou 6 Euros. Lisboa Ticket´s de metrô em Lisboa: Cerca de 15 Euros todos os dias Hostel em Lisboa: 45 Euros (3 diárias) - Café da manhã incluso - Pago em espécie no hostel Em Lisboa foi possível almoçar com uma média de 5 a 6 euros, em Sintra um pouco mais caro, cerca de 8 Euros. Atrativos em lisboa e Sintra Oceanário: 16 Euros + 4,50 do almoço Castelo de São Jorge: 8,50 Euros Passes de trem para Sintra: Não me lembro exatamente, mas algo em torno de 5 ou 6 Euros ida e volta. Ônibus para levar até os castelos de Sintra 4 Euros Entrada no castelo de Pena: 11,50 Euros Viagem para Paris Ônibus do aeroporto de Orly para a Estação Trocadéro (Torre Eiffel): 26 Euros (Ida e Volta) Almoço em Paris: 15 Euros Passeio de barco pelo Rio Sena: 15 Euros Café em Paris: 5 Euros Estes foram os gastos básicos que tive na Europa. Claro, tudo vai depender do seu estilo de viajante, se é mais econômico ou gosta de mais conforto, etc. Mas posso afirmar que comi muito bem, conheci tudo o que queria, dentro do que o tempo me permitiu, sem passar aperto ou dificuldades. Espero ter ajudado e qualquer dúvida estou à disposição. Abraços!!!
  9. Em junho de 2017 comecei a programar a minha viagem de férias. Defini que o roteiro seria a Europa, à princípio apenas Espanha e estando lá decidiria pra onde mais iria. Passagens aéreas Brasil - Europa: Então, lamento não poder ajuda-los muito com relação às tarifas, como sou funcionário de Cia. Aérea eu tenho um benefício que me permite viajar com valores mais atrativos, é um ótimo incentivo para a vida de qualquer mochileiro. O meu primeiro destino seria Madrid. Madrid é uma cidade linda, segura, e com uma rede de metrô de dar inveja a qualquer cidade. Você pode ir para qualquer ponto da cidade de metrô, é apenas preciso ter atenção aos números das linhas, os sentidos e as estações de transferência. Para facilitar o traçado do seu trajeto você pode baixar o aplicativo do metrô de Madrid, que funciona off-line e possui um mapa turístico que mostra as estações mais próximas dos pontos turísticos da cidade. Muito fácil! Para facilitar ainda mais, você pode comprar bilhetes com desconto caso compre em grande quantidade, eu comprei 10 bilhetes por 12 Euros, tudo isso carregado eletronicamente em um cartão magnético. Caso você vá ficar mais tempo na cidade existe um passe de metrô turístico para até 30 dias, não me lembro o valor, mas no meu caso não era vantajoso comprar este passe. O metrô atende o aeroporto da cidade, ou seja, é muito fácil sair e chegar ao aeroporto Barajas em Madrid. Hospedagem em Madrid: Me hospedei no hostel Safe Stay Madrid, que fica na Calle Sagasta, ao lado da estação Alonso Martinez do metrô. Fica em uma área super tranquila, bem localizada e de fácil acesso aos principais pontos da cidade. O staff é gentil e os quartos são confortáveis, apenas o café da manhã é pago à parte 3,50 Euros. Achei um pouco caro pelo que é oferecido. Conhecendo Madrid: Então, eu não tinha muito tempo na cidade pois cheguei em uma quinta feira e iria embora no domingo à noite, ou seja, tinha que otimizar o máximo possível meu tempo. Apesar de voar a noite inteira e estar muito cansado, deixei as minhas coisas no hostel e fui comer alguma coisa. Parei em uma rede de Fast food próxima ao hostel e comi um combo grande por 5 Euros, um valor aceitável pela quantidade de comida. Após eu segui para visitar o Palácio Real de Madrid. Uma construção magnífica, imponente e onde sua visita é obrigatória. É possível entrar no pátio do palácio, mas a visita ao seu interior não estava disponível. Optei por não entrar pois a fila era quilométrica e eu realmente estava muito cansado. No segundo dia decidi caminhar pela cidade. Minha primeira parada foi o parque El Retiro, um lugar lindo e com uma natureza exuberante! Ótimo para caminhar, ou simplesmente sentar e apreciar a paisagem. O fácil de caminhar por Madrid é que os principais pontos da cidade são muito próximos uns dos outros, e é inevitável você ir caminhando pela cidade e ir ´´esbarrando´´ nos outros pontos. Após visita ao parque dei uma passada na estação de trem Atocha. É de lá que partem alguns trens para o interior da Espanha e outros países, o prédio é lindo por dentro e por fora e, mesmo que você não vá embarcar, vale à pena a visita a esta estação. Após a visita a esta estação eu sai caminhando pela cidade e passei por vários pontos interessantes e que devem ser visitados como Praça de Cibeles e a Gran Via, que é uma avenida famosa e com várias lojas de roupa de grife, algumas lojas com roupas baratas também. Passei apenas por curiosidade, não comprei nada. Em Madrid você encontrará várias Pizzarias no centro da cidade vendendo pedaços de pizza com refrigerante a bons preços, eu comprei dois pedaços e uma coca média por 4 Euros para enganar a fome. Após visita à estação atocha e à região da Gran Via sai andando pela cidade e conhecendo vários pontos. Como tudo na Europa é histórico, cada prédio, rua ou praça tem uma história por trás. Estava indo em direção à Plaza Mayor quando me deparei com vários prédios com a bandeira da Espanha exposta nas sacadas, aquilo me chamou a atenção. Depois fiquei sabendo que isso era uma forma da população da Espanha manifestar contra a separação da Catalunha da Espanha. São muitas fotos desta viagem (1200 pra ser mais exato), então não tenho como postar todas. O fato é que em dois dias eu já havia feito a minha programação do terceiro dia também, haja vista o fato dos pontos turísticos serem muito próximos uns dos outros. Então decidi que no terceiro dia ia para o interior da Espanha, ainda sem cidade definida peguei algumas sugestões com alguns colegas de quarto no hostel e me indicaram a cidade de Salamanca, que fica à cerca de 200km a oeste de Madrid. No terceiro dia acordei cedo e fui para a estação de trem Chamartin. Madrid tem duas estações de trem, Atocha e Chamartin, caso você vá fazer alguma viagem de trem é preciso prestar muita atenção em qual estação o seu trem parte uma vez que elas não são próximas uma da outra, mas ambas são servidas por linhas de metrô, ou seja, o acesso é fácil. Chegando na estação eu verifiquei que existem trens de MD (Média Velocidade), que gastam pouco mais de 3h de Madrid a Salamanca, e os trens (ALVIA), de alta velocidade que gastam pouco mais de 1h de Madrid a Salamanca. O bilhete no MD custa 17 Euros e no ALVIA 27 Euros. Eu sempre tive um sonho de viajar nestes trem bala da Europa, então desembolsei um pouco mais pra ir e voltar no Alvia. Não me arrependi! Além de ter ganhado tempo para aproveitar Salamanca. Esta é a máquina que fez o trajeto. Salamanca é uma pequena e simpática cidade. A cidade possui um centro histórico com catedrais e construções magníficas. Descendo na estação de trem da cidade é só pegar um mapinha e seguir direto pela rua da estação até o centro histórico, não tem erro! A cidade ainda possui uma das universidades mais antigas do mundo. É uma cidade tipicamente européia, vale à pena a visita! Enfim, após uma visita ao centro histórico de Salamanca e almoçar na região, voltei à pé para estação de trem. A igreja onde sou membro aqui no Brasil possui uma ´´filial´´ em Madrid, reservei o domingo de manhã para visitá-la e de lá segui com algumas pessoas para almoçar. Este era o meu último dia na cidade. À noite eu viajaria para Lisboa, e é claro, iria de trem. Diariamente é disponibilizado um trem noturno entre Madrid e Lisboa, ele sai da estação Chamartin às 21:40 e chega em Lisboa no dia seguinte às 07:30. As passagens, quando comprada com antecedência, podem ser adquiridas à preços atrativos, eu consegui por 24 Euros na classe turística, que são bancos bem confortáveis, há a opção de cabines privativas com chuveiro, etc. mas ai o valor ultrapassa facilmente os 160 euros, como pra um mochileiro tudo é festa, obviamente fui na classe turística. A maior das coincidências desta viagem aconteceu neste momento, dentro do mesmo vagão encontrei cinco vizinhos meus no Brasil, moram a duas quadras da minha casa! Um absurdo, né? O mundo é muito pequeno! kkk. Rimos da situação e fomos para o bar tomar alguma coisa e jogar conversa fora, ficamos lá até meia noite e logo depois voltamos para o vagão, onde acordei com o trem quase chegando em Lisboa. Em Lisboa fiquei no hostel New Concept Hostel Lisboa, um lugar extremamente agradável com um Staff super gentil. O hostel fica na Av. Liberdade, quase em frente a estação do metrô avenida, ou seja, muito fácil o acesso. Como só poderia fazer check-in após às 14:00 eles permitiram que eu tomasse café, um banho e guardasse minhas coisas para poder aproveitar a cidade. Fiz tudo bem rápido, peguei o metrô e fui direto para o Oceanário de Lisboa. O oceanário fica próximo a estação de Metrô Oriente e ao Parque das Nações, muito fácil chegar lá. No oceanário é possível encontrar vários aquários enormes com várias espécies de peixes e animais marinhos de todos os oceanos, inclusive pinguins. O ingresso custa cerca de 14 euros, não é barato, mas valeu muito à pena. Após visita ao Oceanário almocei no Shopping Vasco da Gama, que fica ao lado do Oceanário e com várias opções, desde restaurantes aos fast food´s. Comi um menu completo com, entrada, principal, sobremesa e bebida por 4,50 euros, ou seja, muito barato! Andei pelas ruas do centro histórico, subi as ladeiras até chegar ao Castelo de São Jorge. É necessário pagar 8,50 para visita-lo, mas vale à pena. A vista de Lisboa e do Rio Tejo lá de cima é incrível. Após muita caminhada e o cansaço da viagem de trem, voltei para o hostel e tomei uma decisão: amanhã vou para Paris. Tomei esta decisão porque realmente Paris era um desejo meu, pegaria o primeiro voo do dia e voltaria no último voo, ou seja, teria um dia inteiro em Paris e uma programação bem corrida. Mas, e daí? Vamos conhecer a Torre Eiffel, o Rio Sena, o Arco do Triunfo e andar pelas ruas da cidade. Como comentei no início do relato, sou funcionário de Cia. Aérea, e isso me da algumas facilidades para viajar. Emiti as passagens pelo sistema da empresa e fui dormir, pois no dia seguinte às 04:30 da manhã estaria de pé para ir à Paris. Embarquei em um voo da TAP às 06:55 e cheguei no aeroporto de Orly às 10:00. São 2:15 de voo, mas como Paris tem o fuso de +1h, esta diferença foi sentida no voo de ida. Ao chegar no aeroporto de Orly eu teria várias opções para chegar à Torre Eiffel, mas optei por não seguir de metrô e peguei o Le Direct Bus. Paris é realmente muito caro, tudo lá é o dobro ou triplo das outras cidades em que passei, mas valeu à pena. Paguei 13 Euros no Le Direct Bus que com cerca de 40 Minutos me deixou na Estação Trocadero, que é uma estação de metrô bem em frente à torre e de onde você tem a visão mais linda da torre. Então segui andando pela avenida, passando pelo Rio Sena e chegando próximo à torre. Então resolvi almoçar bem em baixo da torre, às margens do Rio Sena, um lugar onde eu tinha exatamente esta visão. Infelizmente não subi na torre. A fila é enorme para comprar o ingresso, e maior ainda para subir. Meu tempo era muito curto e deveria ter uma programação mais rápida para não correr o risco de perder o voo. Então, resolvi fazer um passeio de barco pelo Rio Sena. Você paga 15 Euros e ele dura cerca de 1h, neste passeio é possível apreciar os principais pontos da cidade, construções e, é claro, tem todo aquele charme que só existe em Paris. Após o passeio de barco fui dar uma volta pelas ruas de Paris e tomar um café, é claro. Nesta volta acabei encontrando o Arco do Triunfo, outro ponto turístico super importante da cidade. Em seguida voltei para a estação trocadéro onde em frente tem o ponto de ônibus do Le Direct Bus para o aeroporto de Orly. Algumas dicas que dou à respeito de Paris é: O trânsito da cidade é um caos! Todas as vezes que for se locomover pela cidade faça com tempo hábil para não perder os seus compromissos; cuidado com batedores de carteira, na região da torre eiffel existem vários e é preciso ficar atento; programe-se, Paris é realmente mais cara do que as outras cidades da Europa, os preços costumam ser o dobro ou até o triplo do que você normalmente pagaria em Madrid ou Lisboa, por exemplo. Se valeu à pena um dia em Paris? Claro! Faria tudo de novo para visitar a cidade, mas para conhecê-la de verdade é preciso no mínimo uma semana, é uma cidade incrível. Retornei para o aeroporto e para Lisboa, no dia seguinte era o meu último dia na Europa e resolvi pegar um trem cedinho e seguir para Sintra. Sintra é uma cidade que fica a cerca de 40 minutos de Lisboa, você chega lá pegando os Comboios na estação Rossio ou Oriente. A cidade é famosa por seus castelos e a vista é maravilhosa. Descendo na estação de trem da cidade existe um ônibus turístico que faz a volta neste circuito de castelos da cidade, o bilhete custa cerca de 4 euros ida e volta. Como eu tinha pouquíssimo tempo, fui apenas em um, o de Pena. A vista é maravilhosa e você volta ao tempo pois tudo no interior do castelo é muito bem conservado, até os objetos utilizado por eles naquela época. Enfim, este é o meu relato e uma pequena parte das fotos de uma incrível viagem de 8 dias pela Europa. Confesso que foi bem corrido e dormi muito pouco, voltei exausto para o Brasil, mas quem viaja pra ficar dormindo em hotel? A Europa é linda, rica em história e, por incrível que pareça, acessível! Espero que o meu relato contribua e ajude à todos na escolha dos seus próximos destinos de viagem. Fico à disposição para ajuda-los! Boa viagem à todos!!!
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