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Jorge Soto

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Sobre Jorge Soto

  • Data de Nascimento 30-06-1969

Outras informações

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    designer
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  1. Aventura Já - A revista de trilhas do Sérgio beck

    Caro Bob, Esse material deve encontrar por ai em pdf (eu so tenho impresso, quase desbotando) ou nalgum sebo, pois eu ja vi por ai. Nalgumas lojas de aventura encontra algumas edicoes aqui e acola. Na Mundo Terra (de Pinheros) eu vi umas dando mole recentemente. Ja o livro do Beck só acha com sorte mesmo. Contudo, como vc mesmo frisou, esse material ja ta bem datado, desatualizado e particularmente eu nao me fiaria mais dele pra cair no mato. Aqui no forum mesmo (e na net, em geral) vc encontra tds os roteiros dessas publicacoes, mais atualizados e com infos mais frescas e confiaveis. Muita coisa mudou nos ambientes naturais, seja de referencia fisica do lugar como aspectos relacionados a entrada (condicoes, etc) de parques. abracao e boas trilhas, cara
  2. minha única recomendação é evitar essa regiao durante datas festivas em Paranapiacaba, principalmente o Festival de Inverno. O maior fluxo de turistas (e trilheiros) na mata atrai outro bixo escroto: assaltantes
  3. Boa trip, Rafa.. nossa qta coisa mudou desde q estive nessas bandas!!! Lembro q década atrás encarei uma pernada de 4 dias por essa regiao, na cia da Cleusa e da alemãzinha Katia: saímos de Ouro Branco e terminamos em OP, passando pela cumieira das Serra do Ouro Branco, da Chapada, do Trovão, ladeamos td Represa do Custodio (c/ tchibum geladérrimo!) e vazamos pelo Pico Itacolomi (do qual as meninas declinaram da subida devido ao cansaço/carrapatos), q ate entao não era parque e sim um emaranhado de picadas e mato. O unico ruim na travessia foi q tivemos q ter cuidado com a água pra beber, uma vez q o entorno daquela região tava cheia de garimpagem clandestina e, consequentemente, os rios sujos de mercúrio.. Nao sei como ta a situacao agora c/ o parque, mas espero q a água pelo menos seja potável..
  4. Fotenhas http://www.ipernity.com/doc/275479/album/534595?view=1 SERRA DO CADEADO: CIRCUITO OESTE Situada entre Mauá da Serra e Ortigueira, a enorme Serra do Cadeado detém imponentes boulders espalhados na face leste viabilizando escaladas nervosas; além de contrafortes serranos e desfiladeiros esparramando-se em tds direções possibilitando td sorte de pernadas. Foi então natural q esta serra - desconhecida fora do PR - fosse meu destino outra vez. Se na minha 1ª incursão rasgamos o setor sul e na 2ª embicamos pro norte, atravessando o Perau Vermelho, esta 3ª visitação foi mais tranqüila e, ao invés de resultar noutra travessia, palmilhou o setor oeste do Cadeado num circuito de 17kms bem andados. E seja andando por trilho de trem, apreciando visu de inúmeros mirantes, tomando banho de cachus e bordejando cânions de responsa, não é difícil perceber pq aqui seja o “point” preferido da galera aventureira desta região norte paranaense. O tempo acizentado repousava por td firmamento e uma fina garoa fustigava o parabrisa do veiculo enqto percorríamos a PR-376. Devido a pendências e responsabilidades diversas, zarpamos de Londrina bem depois do meio-dia, e após rodar algo de 3hrs (com direito a demorada parada p/ almoço a beira de estrada) já era hora de atentar onde deveriamos deixar o asfalto pra entrar no Cadeado. Explico: nas vezes anteriores sempre viéramos ao Cadeado de busão (numa longa e cansativa viagem “pinga-pinga”) e o motora se encarregava de nos avisar a hora de saltar. Agora, num confortável veiculo a trip tinha abreviada consideravelmente seu tempo de duração, mas demandava de nossa atenção e memória pra não passar batida a entrada da serra, q por sinal naquela altura era encoberta por densas e espessas brumas. Mas felizmente uma referencia não tardou a surgir. A majestuosa Pedra Branca elevava-se parcialmente logo a frente, quase a nossa esquerda, destoando da ate então enfadonha horizontalidade q domina esta região do Terceiro Planalto Parananense. A referida pedra é vizinha do Cadeado, q por sua vez estava totalmente encoberto dum fino véu de alva opacidade. Passado o emplacamento “Rio Couro” e “Divisa Mauá da Serra-Ortigueira” a atenção é redobrada e finalmente ei-la numa curva, quase no km 312, a discreta (e sem sinalização alguma) entrada pra Serra do Cadeado! O veiculo embica então pela precária estrada de terra, porém mostrando estar em “melhores” condições da ultima vez q estive por aqui. A primeira das trocentas porteiras q se seguem é transposta. Uma menina abre a dita cuja após paga a taxa de “pedágio” de dez pilas e nos informa q o “Refúgio” está repleto de visitantes, apesar do mau tempo. A subida é lenta e nalguns trechos mais íngremes eu, Lau, Cacau e Greici temos q descer do veiculo de modo pro mesmo não derrapar a esmo, mas o hábil motora Marcio consegue levá-lo ate o alto da serra, onde por incrível q pareça o tempo aparenta estar muito melhor e sem nebulosidade alguma. Cruzamos então pelo q outrora foi sede da antiga Faz. do Claudio (ou Faz. Perau Vermelho), antigo dono daquelas terras, abandonada. O lugar deu lugar apenas a casebres trancados, embora exista um caseiro tomando conta dos trocentos bichos espalhados por ali. Vacas, cavalos, porcos, bodes, galinhas, etc. perambulam livremente pela estrada, ate q enfim chegamos no tal “Refúgio”, na verdade o “Rancho Amigos da Serra”. São 16hrs qdo estacionamos o veiculo no meio dum bosque de pinnus, onde o amplo espaço é dividido tanto por outros veículos como pelas barracas de seus ocupantes. O “Rancho” é uma espécie de “albergue coletivo” construído pela galera q freqüenta mais assiduamente a serra (os tais “Amigos da Serra”) e q serve como pto de encontro, prosa e principalmente cozinha pra quem quiser fazer uso dele. Montamos nossas barracas bem protegidas do vento, limpando antes o espaço tanto dos galhos e pedras como principalmente dos dejetos de vaquinhas, existentes aos montes por aqui. Por ser horário já avançado, nos limitamos apenas a tomar um rápido café e dar um visu do por-do-sol num tal de “Mirantinho”, relativamente próximo dali, a sudoeste. Passado o “Rancho” e saltando um correguinho de onde despenca uma simpática queda q serve de chuveiro, emergimos do bosque pra andarilhar pelos amplos descampados deste pré-topo de crista de serra. Mas tomando uma vereda q se embrenha atraves dum foco de mata, descemos suavemente pela face oeste da serra ate dar novamente nos largos descampados, onde o forte e frio vento sopra o capim ao redor. Pulando um trecho de brejo e em coisa de menos de 10min alcançamos o tal “Mirantinho”, um belo cocoruto rochoso com largas vistas pros espigões em volta, algumas fazendas q circundam o Cadeado e a linha férrea (da All, sim, aquela q vai até o Morretes!) q atravessa a serra seja por altas pontes seja perfurando-a por extensos túneis. Mas o espetáculo começa mesmo qdo o Astro-Rei se debruça sobre o horizonte em meio a nuvens baixas, dourando as colinas ao redor. Por sobre o ombro nos encantamos pelos escarpados paredões do “Mirantão” e do alto da serra ganharem uma coloração avermelhada tão impar qto vivida, sendo merecedor de inúmeros cliques. Terminado o espetáculo, tomamos imediatamente a mesma rota de volta de modo a escuridão não nos surpreender no caminho, coisa q não ocorreu. A noite de fato pousou seu manto negro sobre a serra realmetne qdo já nos preparávamos pro sagrado ritual da comilança. O Marcio nos brindou com sua já tradicional e deliciosa polenta feita na hora, q bastou pra nos empanturrar (além dos petiscos generosos de provolone) naquele comecinho de noite. Td isso regado a um bem-vindo vinho tinto cuja garrafa serviu até de castiçal pra iluminar o acampamento. Qdo ensaiávamos nos juntar á animada baguncinha no “Rancho”, o cansaço falou mais alto e assim capotamos em nossas respectivas tendas. A fria noite transcorreu sem nenhuma intercedência, embalada pelo som das fortes rajadas de vento castigando o arvoredo, e eventuais “béééé!!” ou “múúúúú!!” , oriundos da bicharada da fazenda. Mas nossa esperança maior foi a de poder apreciar, atraves da copa do arvoredo, o firmamento lentamente dissipando suas nuvens pra dar lugar ao disco prateado dum belo luar. Promessa q o dia sgte seria agraciado por tempo bom. Diferente do péssimo dia anterior e corroborando nossas previsões otimistas, a manha sgte irrompeu linda e radiante. Um lindo sol surgia lentamente pela escarpada crista do Cadeado, esparramando seus longos braços pelos campos e vales. Logicamente q tds levantamos o mais cedo possivel afim de aproveitar melhor aquela dia, e largamos nossos sacos-de-dormir assim q alguns fachos de luz tocaram nossas barracas. Fogareiros ronronaram um farto e delicioso desjejum, com direito a café fresquinho, coado na hora, nacos de mortadela e queijo, pão sovado e td sorte de guloseimas como acompanhamento. Ao lavar a louça na pia improvisada ao lado do “Rancho” foi travamos contato realmente com a galera do “Amigos da Serra”, q lá se aglomerava pro seu igualmente farto desjejum coletivo, q tava bem mais pra self-service q qq outa coisa. O “Rancho” é amplo e espaçoso e dispõe até de fogão e geladeira, e pelas informações q troquei com a galera foi construido por uma galera de Apucarana. Na verdade o recinto é uma versão mais rústica duma cozinha qualquer de hostel, porém q atende as necessidades a contento. E banheiro? Bem, ai tem td o matinho ao redor... As 8:30hrs q preparamos mochilas de ataque, pegamos algum lanche, enchemos os cantis e lá fomos nós pro circuito proposto praquele dia, sempre guiados pelo sempre prestativo Marcio, conhecedor da região como ninguém. Inicialmente tomamos a mesma estrada pela q viéramos, mas logo a abandonamos pra ganhar os descampados a oeste, onde interceptamos outra precária estrada q vai sentido a torre q coroa o Perau Vermelho, imagem q preenche td quadrante norte. Mas não tarda pra abandonar a tal estrada em prol dum discreto desvio pela esquerda, q desce em curtos ziguezagues a íngreme encosta forrada de pinnus daquela face oeste do Cadeado. No caminho, td solado da Snake da Cacau desgrudou de forma impressionante, engrossando o coro daqueles q reclamam da péssima qualidade dessa “premiada e duradoura” bota de caminhada. Inclusive eu, q particularmente considero dez no quesito conforto, mas deixa muito a desejar no de durabilidade. Apenas pra constar outra bronca à Snake de ordem pessoal: uma “top de linha” e zerada presentou o mesmo problema já logo no 5º dia da primeira travessia q encarou comigo, no Espinhaço. Felizmente, a Cacau contornou o problema com o sempre útil silver-tape, com o qual conseguiu unir o solado à bota provisoriamente ate o final da pernada. Fica aqui a dica pra empresa reconsiderar seu produto e não apenas se ancorar dos prêmios q recebe no “Guia de Equipamentos Outside”. Pronto, falei e disse. Pois bem, contornado o problema da Cacau as 9:30hrs alcançamos, enfim, a linha férrea e dali prosseguimos nossa jornada num autentico “ferro-trekking”. No caminho é possivel avistar cachoeirinhas despencando em meio a encosta, oriundas das inúmeras nascentes do alto da serra. Da mesma forma, logo de cara tropeçamos com a enorme boca q nos engoliria naquela manhã: a entrada do primeiro túnel a ser vencido naquele dia, onde uma plaquinha indicava sua modesta extensão de quase 1km!!! Respiramos fundo e la fomos nós, mergulhando aos poucos naquele breu total. O pouco de luminosidade atrás de nos logo sumiu e não demorou pra fachos de headlamp iluminarem o caminho a nossa frente. Por sorte, o organismo se acostuma facil á escuridão e as passadas logo “decoram” a distância dos dormentes, mantendo dessa forma um ritmo compassado e ágil de caminhada no interior da montanha. Mas aos poucos eis q surge, literalmente, uma luz no fim do túnel. Luminosidade esta q aumenta conforme se avança ate q enfim emergimos no outro lado da montanha onde é possivel respirar aliviado. Na verdade, o alivio é provisório pq o próximo túnel, de extensão de 835m, vem logo na sequencia e nele adentramos sem pestanejar, tendo sempre os mesmos cuidados e precauções q no anterior. Foi neste túnel q tropeçamos com carcaças de td sorte de animais provavelmente surpreendidos e vitimados pelo trem, seja tatu, macacos, quatis e uma família inteira de gambás! Trombamos aqui tb com trafego no sentido contrario, no caso, o numeroso galera do “Londrinapé”, um grupo de caminhadas daquela cidade. Na sequencia a caminhada transcorre tranquilamente no aberto por quase 1km, sempre pelo trilho q sepenteava atraves das abauladas dobras serranas, aqui recobertas com capinzal e pinheiros. Uma bem-vinda bica despejando seu precioso e refrescante liquido pela encosta direita serve como parada provisória pra molhar a goela e rostos suados. Mas não demora a aparecer o ultimo e extenso túnel daquele dia, de quase 870m, q é vencido na mesma medida q os anteriores, embora este daqui fosse mto mais úmido e fedido. Logo descobrimos o motivo: mto farelo de ceral q cai do trem se acumula nas beiradas da linha, q ao se juntar com a umidade local termina apodrecendo. Isso sem contar na bicharada atropelada, q ali tb abunda. O momento adrenalina se deu justamente quase na saída do túnel. Foi ai q no ate então silencio sepulcral de dentro da montanha começamos a ouvir um barburinho aumentando, assim como uma indescritível tremedeira nos trilhos. O trem estava vindo! Qq semelhança com o filme “Conta Comigo” não será mera coincidência, coma diferença q nós estavamos no interior do túnel e não numa ponte! Pois bem, como eu tava na dianteira deu tempo suficiente pra dar uma corridinha e sair do mesmo. Já o resto do povo teve q se espremer na parede do túnel, repleta de fuligem, e ainda por cima se agachar pra não receber o chicote de qq material saliente da longa e interminável composição. A pernada prosseguiu no aberto e numa paisagem bem diferente da anterior, uma vez q as altas e escarpadas montanhas da Serra do Cadeado haviam sido deixadas pra trás e agora o cenário dava lugar a suaves colinas forradas de pinnus, eucaliptos e principalmente á geometria colorida de td sorte de plantio. Como daqui em diante terminaríamos dando em Faxinal, coisa duns 20km, foi aqui q abandonamos os trilhos e e tomamos, na duvida, uma precária estrada de chão q acompanhava a linha, a direita. As 11hrs, ao invés de retornar pelo mesmo caminho, um caçador q ali passeava com seu filho (munido de estilingue) nos informou q poderíamos retornar por aquela mesma estrada, sem problemas, pois ela bordejava praticamente o setor sul do Perau Vermelho, com belas e amplas vistas da paisagem ao redor. Ótimo. Acompanhamos então a tal estrada, q subia suavemente outra vez ao alto da serra. Antes, porém, o forte sol e calor daquele horário nos obrigou a fazer uma breve parada nas dependências sombreadas da Faz. Sta Clara, onde alem de descansar um pouco fizemos uma boquinha provindencial por mais de meia hora. Conversando com o caseiro de plantão soubemos q boa parte das fazendas da regiao se dedica pouco ao plantio e mais a criação de gado, razão pela qual não raramente percebem-se focos fumegantes adentrando mais e mais na serra. Ali tb conhecemos a Pantera, uma cadelona tão mal encarada qto mansinha. Prosseguimos a pernada em franca ascensão no aberto, devagar e quase parando, pois o sol forte martelava a cachola sem dó, o q nos distanciou por um tempo uns dos outros. Mas uma vez no alto bastou simplesmente acompanhar o carreiro principal q basicamente bordejava a serra. A Lau e a Cacau não se fizeram de rogadas e mal subiram se estatelaram á sombra dumas araucárias solitárias, enqto Marcio servia de cia no final da subida pra Greici. No topo da serra todo mundo seguiu junto, sem problemas, e o caminhar tornou-se mais agradavel e ágil. A vista, por sua vez, descortinava a nossa esquerda td vale do verdejante Perau Vermelho, de onde destoava facil a Pedra Branca, bem atrás a oeste. Um pouco mais adiante o carreiro nos obrigou a saltar uma cerca, cruzar um capão de araucárias, fugir de um bando de boizinhos até q finalmente avistar a famosa torre principal do Perau Vermelho, a sudoeste, onde chegamos por volta das 13:30hrs. O forte sol daquele inicio de tarde era aplacado pela brisa suave q soprava do sul, trazendo inclusive algumas nuvens escuras q pensamos ser chuva, o q nos fez apressar o passo. Mas por sorte td não passou de susto pois logo a súbita nebulosidade se dispersou e, após a torre, finalizamos o trecho sul do Perau Vermelho. Este trecho final foi palmilhado literalmente a beira de abismos, aqui bem mais pronunciados q antes e como q cortados a prumo, a semelhança dos gdes cânions da Serra Geral. Logicamente q a proximidade dos desfiladeiros se debruçando serra abaixo de forma vertiginosa nos obrigou a inúmeras paradas pra fotos e panorâmicas do entorno. Daqui de cima tb foi possivel avitar o grupo do Londrinapé (sim, aquele q cruzamos no túnel!) voltando por uma estrada de terra, bem abaixo da gente, a leste. No caminho, as meninas se encantavam não apenas com a paisagem como tb com belos exemplares de “rainhas do abismo”, flores típicas destes peraus. “Olha uma curucaca!”, gritou a Cacau, apontando pruma ave q mais parecia um quero-quero fantasiado pros festejos momescos. Do cânion caímos novamente na estrada q dá acesso a torre, q bastou simplesmente acompanhar até q enfim chegamos outra vez no acampamento, um pouco antes das 15hrs. Claro q chegamos bem no horário do farto almoço da galera do “Amigos da Serra”, q fizeram questão de q nos juntássemos a eles na farta comilança . Dentro do “Rancho”, enormes panelões perfilados ofereciam arroz, feijão, frango, carne e outras gostosuras q foi impossível não aceitar. Mandamos ver, claro, ao mesmo tempo q conversávamos com a galera ali td reunida. Jovens, senhores e crianças, td junto e misturado! Na sequencia, aproveitei a cachu próxima pra remover td minha nhaca acumulada na pernada, banho q somente eu tomei. Antes do finalzinho de tarde já desarmávamos acampamento, uma vez q ainda tínhamos uma longa viagem de volta até Londrina. Nos despedimos dos bem receptivos “Amigos da Serra” prometendo reencontro e zarpamos dali as 16:20hrs. Trocando infos com essa animada galera tomamos conhecimento de mais roteiros pelos arredores, q incluem mais cachus escondidas em meio a fendas serranas e até uma improvável gruta. Pois é, eu q vim aqui em três ocasiões achando q já tinha visto td mal sabia q arranhara de leve a superfície do lugar... O que torna mais evidente q a Serra do Cadeado esconde outras opções aventureiras, que certamente serão exploradas futuramente. Mais um bom motivo prum breve retorno a esta pouco divulgada região do Terceiro Planalto Parananense.
  5. Trilha & Assalto em Parnapiacaba

    Pois é... a anos que Paranapiacaba está tranquila e em segurança. Pode visita-la sem nenhum receio. A vila é acolhedora e suas trilhas (inumeras) muuito convidativas. E se nao sentir segurança em ir sozinho, va com monitor ambiental. Apenas um aviso referente a "Trilha dos Tupinquins" (que desce ate a Prainha e, consequentemente, Cubatão). Essa trilha está (va) fechada por uma série de motivos e provavelmente haverá um trailer de fiscalizacao na entranda dela, barrando acesso. É de lua, as vezes ta la e outras nao. Logo, descer a trilha ai será por conta e risco, lembrando que a fiscalizacao ta bem rigorosa por la ultimamente.
  6. Trilha do Putim... a pé!

    fotenhas http://www.ipernity.com/doc/275479/album/553775?view=1 A TRAVESSIA DO PUTIM Guararema é uma simpática cidadezinha vizinha de Mogi das Cruzes q se caracteriza por preservar seus tesouros coloniais e antigas tradicões. Situada as margens do grande e esverdeado Rio Paraiba do Sul, Guararema tb tem alguns encantos naturebas q podem ser conhecidos numa breve e tradicional travessia local. Uma pernada de menos de 18km q visita os 50m de queda da imponente Cachoeira do Putim, pra depois atravesar a serra em direção dos monumentos megalíticos do Pq Mun. da Pedra Montada, passando pela pitoresca Pedra do Tubarão. Uma caminhada tão curta qto facil q revela uma faceta pouco visada desta região do Alto Tietê. O sol brilhava forte no alto de nossas cacholas qdo chegamos em Guararema, por volta das 9:30hrs, após 75km rodados desde a capital paulistana. Havia a possibilidade de ter vindo atraves da demorada dobradinha trem/bus mas achamos melhor otimizar o dia e viemos motorizados. Encostamos então o veiculo numa travessa da simpática e movimentada Praça Central e Igreja Matriz Nove de Julho, percebendo q a cidade acordara faz tempo. Do carro - de onde saíram as curiosas Débora, Lore, Carol e um deslocado Ricardo - apenas eu conhecia a cidade, pto final doutra pernada bacana de anos atrás, no caso, o ferro-trekking “Mogi-Guararema”. Com tempo de sobra devido a pernada da vez ser algo breve resolvemos dar um rolê pela cidadezinha, cujo nome em tupi-guarani significa “paud´alho”. Logo ao sair do veiculo nos deparamos com uma ponte bem decorada ao lado do enorme Rio Paraiba do Sul, q exibia um tom lindamente esverdeado. Uma placa avisava q ela dava acesso a uma tal de “Ilha Grande”, q depois se revelou uma espécie de “mini-pracinha” bem arvorizada, com boa infra, playground, núcleo de educação ambiental, aparelhos p/ ginástica, mirante, etc.. só q situada numa ilhota bem no meio do majestuoso rio. O destaque mesmo ficou por conta da bicharada local dando as caras despudoradamente e fazendo ate pose pra fotos, como capivaras, sabiás e até uma cigarra. O rio merece um destaque a parte e foi algo q nos chamou muito a atenção, pois além do tom esmeralda q reluzia nos surpreendeu a qtidade de enormes peixes (bagres, no caso) nadando próximo das margens. “Ahh, aqui é um charme! Acho q vou ficar por aqui mesmo!”, ameaçava uma preguiçosa Lore. Na sequencia cortamos a cidade de cabo a rabo, sentido leste, sempre acompanhando a sinalização “Pque Pedra Montada”, indo em direção ao sopé do Morro do Gervásio, coroado por enormes antenas. Ao cruzar a linha férrea, esticamos rapidamente pra alguns cliques tanto da charmosa Estação Guararema como do belo pontilhão ao norte, com belo visual tanto do rio como da bela morraria ao redor. Mas por ser mesmo já quase 11hrs resolvemos iniciar a pernada dali mesmo. Pois bem, da Estação Guararema basta tocar pela via principal sentido leste, ladeando o tal Morro do Gervásio e tendo como cia constante o Rio Paraiba do Sul, a nossa esquerda. A pernada é tranqüila, com pouco desnível, e num piscar de olhos as casas vão ficando pra trás pra dar lugar a presença cada vez maior de mato e verde. No caminho, uma simpática igrejinha desperta a atenção reluzindo suas paredes alvas de taipa (e pau-a-pique) ao sol do quase meio-dia. É a Igreja Nossa Sra da Escada, típico exemplo de construção jesuíta datada do século 16. A pernada prossegue modorrenta e enfadonha, pois parece q o tempo não passa e sempre pela Estrada Mun. Dr. Hercules Campagnoli, q depois de um tempo se afasta do gde rio. O sol castiga sem dó este trecho bem exposto e aberto. Cruzamos algumas construções isoladas e bordeja o enorme espelho dágua q abriga o Condominio Alpes de Guararema, ate q finalmente vem um trecho relativamente sombreado onde a caminhada arrefece. Mas qdo a estrada emparelha novamente com o rio é preciso já prestar atenção, já q aparecerá uma bifurcação pro sul indo pro Pq Pedra Montada e Lagoa Nova, q ignoramos, mas q será nossa via de retorno mais tarde. Nos mantemos entao sempre na via principal, ao lado do rio e sentido Sta Branca, atentando agora pras entradas de terra pela direita. E assim, na segunda delas e marcada por um portão metálico amarelo, enfim, deixamos o asfalto ao meio-dia e pouquinho. Palmilhando então sinuosamente uma área de reflorestamento da Suzano, basta tocar sempre pela via principal sentido sudeste ignorando qq saída lateral. A caminhada prossegue agradavel e relativamente bem sombreada pela profusão de eucaliptos perfilados a nossa volta, mas após cruzar um aceiro de gasodutos da Petrobrás é preciso atentar pruma discreta picada nascendo pela esquerda, numa área mais descampada. Entrando por essa vereda logo os horizontes do quadrante oeste se ampliam, revelando nosso primeiro destino a sudeste, a Cachu do Putim. Um enorme véu dágua derramando-se atraves de 50m de enormes lajotas de pedra ligeiramente inclinado destoa da paisagem , em meio a baixas colinas, e intuitivamente o caminho a seguir é mais q óbvio. Descemos então a suave encosta de campim em sua direção, passando pelas ruínas do q sobrou duma construção ate q quase dar no sopé da belíssima cachu. Saltando de pedra em pedra, desviando de corredeiras e banheiras naturebas, estacionamos então na sombra dum baixo arvoredo na base da queda, as 12:30hrs. Logicamente q naquele calor desgraçado eu, Ricardo e Débora fizemos questão dum banho tão bem-vindo qto refrescante, enqto a Carol e a Lore apenas lagarteavam a sombra dos lajedos. Enfim, éramos donos absolutos daquele belo recanto. Mas td q é bom dura pouco, ou quase. Após descansar, beliscar e até ensaiar um cochilo, resolvemos dar continuidade a pernada um pouco antes das 14hrs. E assim começamos a subir tranquilamente pelas aderências rochosas do lado esquerdo da queda, sem maior dificuldade. A declividade de quase 30 graus seria de facil transposição, não fosse o sol martelando forte o alto da cuca. Mas como não havia pressa fomos ganhando altitude numa boa, ate chegar no alto do primeiro patamar da queda. La havia uma vista bem bonita de td a baixada percorrida e das colinas em volta. Daqui havia q passar pro outro lado, coisa q so foi conseguida atraves duma picada q nascia discretamente na margem palmilhada, adentrando num foco de mata e dava no alto dos rochedos q represavam o rio numa pequena e bela cachu dourada. Saltando as pedras com cuidado caímos então na outra margem do rio, onde havia alguns gato pingados tomando sol e até uma macumbinha básica, sinal q estavamos próximos dalguma muvuca. O som relativamente alto dum pancadão abafado pelo vale tb era indicio disso. Pois bem, da margem direita da cachu foi so tocar pelo q parecia ser uma veredinha no capinzal q cruzava em diagonal mas se perdia na encosta. Mas não havia problema, pelo mato não ser tão agreste assim e o sentido ser mais obvio, bastou apenas tocar rumo a origem daquele maledito som, misto de funk-pagode-sertanejo. Deixamos o capim, cruzamos o q pareceu ser um aqueoduto seco até emergir numa voçoroca de bambuzinhos q finalmente nos deixou no patamar superior e definitivo da cachu, onde infelizmente não havia a mesma privacidade e silencio la de baixo. A profusão de carros estacionados, duas enormes caixas de som bombando um som infernal e uma farofada desmedida finalmetne corroboravam a idéia q ali era o balneário da galera local. O lugar ate q era bonito, com dois gdes escorregas q culminavam num pocinho relativamente cheio, mas era a multidão ali presente q maculava td aquela beleza natureba. Logicamente q não ficamos ali nem um minuto e nos pirulitamos imediatamente daquele inferno de Dante, prosseguindo então pela estrada principal (onde ao menos havia uma perua onde adquiri uma bem-vinda lata de breja), q agora bordeja os reflorestamentos pela esquerda. Dali tb parte uma breve picada q leva ao alto da parede concretada da Barragem Putim, onde fomos dar uma rápida bisbilhotada. Olhando pro lado oposto á farofa, observávamos claramente os efeitos da estiagem dos últimos meses pois era pra represa estar muito mais cheia, mas no caso ela apenas ostentava um razoável curso dagua cercado de alto capinzal. Td isso emoldurado pela morraria de reflorestamentos da Suzano. Pois bem, dando continuidade a breve travessia é preciso abandonar a tal estrada principal, pular a cerca e passar pro outro lado, onde outra precária estradinha parece acompanhar a principal, sentido sudeste. Logo é possivel avistar, nesta outra via, outra q deriva transversalemente e mergulha em linha reta pro interior dos reflorestamentos, sentido sudoeste. E é por ela q seguimos um bom tempo, e sempre em franca ascensão. Subida esta feita a passo de tartaruga-manca em virtude do calor abafado daquele horário da tarde. E olha q estavamos na sombra.. Uma vez no alto do morro tropecamos com uma encruzilhada, onde tive q consultar a infalível dupla carta/bussola. Em tese, daqui teríamos q tocar sempre pra sudoeste e não fugir disso. Logo, tomamos a via da esquerda q ia no sentido desejado. Não tardou e após palmilhar um tanto de crista a picada desembocou noutra via, onde tomamos o ramo da direita q aparentava ir na direção certa. Errado, pois alem de descer um tanto a rota começou a marcar norte, ou seja, estavamos voltando. Meia volta. Subimos td novamente e tomamos a via da esquerda, mas foi ai q percebi uma outra trilha acompahando a principal e, discreta, ia no sentido desejado perfeitamente. Bingo. A picada descia pro vale sgte, mas ia na direção correta. Uffa. Aqui já abandonávamos os reflorestamentos da Suzano e o cenário em volta passava a ser de abundante Mata Secundaria, salpicada de muitas e muitas pedras arredondadas, os chamados “matacões”, típicos da serra de Biritiba-Mirim. Mas depois duma longa descida veio uma íngreme e árdua subida, q nos separou uns dos outros. A picada erodida visivelmente denunciava transito de bikes e motos. No alto, ofegantes, fizemos um breve pit-stop pra retomada de fôlego e prosseguimos a pernada, agora pelo alto da morraria, felizmente sempre com sombra. Foi ai q desembocamos num trecho aberto, q nada mais era q o tal aceiro dos gasodutos da Petrobras, onde havia uma bela vista da baixada e representava metade da travessia percorrida. Eram 15:20hrs qdo a picada então mergulhou novamente na mata fechada, sempre sentido sudoeste, percorrendo tranquilamente o alto da abaulada morraria sgte. Dali em diante a navegação apenas ficou mais facil e obvia pois a picada visivelmente era uma via principal e, ignorando qq ramificação lateral, bastou tocar sempre por ela. Percebi q estavamos no alto do Morro da Pedra Montada as 15:40hrs, qdo tropeçamos com um enorme rochedo de formato pitoresco q guardava semelhanças com um certo peixe. Era a tal Pedra do Tubarão, da qual já tinha ouvido falar e q realmetne faz jus ao nome pois se prarece mesmo com o bicho. Desde q se olhe do ângulo certo, claro. Ali tb havia uma palco de madeira armado, sinal q de q deve haver algum tipo de apresentação por ali. Daqui em diante foi td passeio no bosque, pois logo adiante a picada deu lugar a calçamento e desceu um bom tempo a encosta do morro, acompanhada por um cercado delimitando propriedade. Foi ai q finalmente demos de cara com a formação rochosa q empresta nome ao morro e ao parque, quase as 16hrs. Duas enormes pedras majestuosamente equilibradas uma sobre a outra naquela íngreme encosta; a pedra de cima apresenta aproximadamente 6m de comprimento por 3m de largura e 2,5m de altura, e peso em torno de 50 ton, já a pedra de baixo e possui dimensões estimadas de 7m de comprimento por 2,7m de largura e 2,5m de altura. O conjunto realmente impressiona e, geologicamente, formou-se a 50 milhões de anos atrás, qdo o movimento das placas tectônicas formou a região do Alto Tietê. O pque abriga outras 50 gde pedras, espalhadas ao redor de td montanha. Tem até a “Pedra do ET”... Ali do ladinho é possivel reparar na simpatica infra-estrutura do lugar, com banheiros, sinalização, playground, etc.Tem até estacionamento pra cavalo! O restaurante é um charme a parte pois foi construído sob palafitas na encosta e parece com a “casa do Tarzã”, construida numa arvore. Percebe-se perfeitamene q a prefeitura esta aproveitando o potencial turístico dali. No entanto, o lugar estava fechado p/ visitação pq estava em reformas, como soubemos depois. Na verdade, soubemos na hora de sair dali, qdo o guardinha local – q revelou se chamar de José Wilker – nos viu e esbravejou na nossa direção: “De onde vcs vieram?? Sabiam q aqui é propriedade particular e ta fechado!”. Mas depois de esclarecido o imbróglio, alem de nos dar infos do lugar, nos convidou gentilmente a sair dali pela “porta dos fundos”, de modo a não sermos flagrados pelas câmeras de vigilância e q não “sujasse” pra ele. Em tempo, o parque só reabrirá durante o verão, pelas infos passadas pelo Zé Wilker. Dali não nos restou opção senão retornar, claro! Tinhamos quase 7km de longo chão ate Guararema e, ao saber q o busuca so passaria dentro de 2hrs, voltamos a pé mesmo. E tome sol escaldante na cachola (e na cara!) no caminho, onde qq sombrinha efêmera era muito bem-vinda! Chegamos finalmente em Guararema por volta das 17:30hrs, onde desabamos num boteco e bebemoramos a simplória empreitada dominical nos arredores daquela simpática cidadezinha q já foi até uma sesmaria de Mogi das Cruzes. Bebemorando com “A Outra”, diga-se de passagem, uma breja de Socorro q nunca desceu tão gostoso gogó abaixo. É possivel abreviar (e muito) a caminhada deixando um veiculo de resgate no inicio ou no fim da travessia, seja na Cachu Putim ou na Pda Montada. Mas como a gente queria andar mesmo começou a andar desde Guararema, despreocupado com qq detalhe logistico. A caminhada tb pode ser feita em ambos sentidos, sendo q partindo da Pda Montada em direção a Cachu Putim é menos desgastante pq é totalmente em declive. Entretanto, pelo fato do Pque estar provisoriamente fechado resta, por ora, unicamente a opção “perrengueira” relatada acima, ou seja, td em subida! Se preferir, mande a caminhada pro alto e vá numa magrela, esticando pra outros atrativos locais, como a Represa de Sta Branca, programa comum da galera biker do Alto Tietê. Ou melhor, fique apenas de boa na cidade e abrace um roteiro mais sussa e mais preguiçoso, como passeios de barco pelo Paraiba do Sul ou ate visitação dos famosos alambiques dali, outra gde tradição da cidade.
  7. pics http://www.ipernity.com/doc/275479/album/525905?view=1 A Serra do Quebra-Cangalha é a extensa sucessão de respeitáveis montanhas situada entre o Vale do Paraiba e a Serra do Mar, em SP. Resultado dos enrugamentos geológicos q deram origem as gdes colinas da região, é uma serra extensa q corre além dos 80kms rumo RJ, e seu nome deriva do esforço q os animais de carga tinham q fazer para transpô-la. Grande assim, é natural q suas dobras escondam pequenas surpresas, como a Cachu da Usina Vaticano, relíquia datada da segunda metade do século passado q abastecia de energia uma indústria local de celulose, na pacata Roseira. Hj desativada, seu acesso se dá mediante íngreme picada q, num desnível de quase 800m, ganha o alto dos 1400m da Cangalha e descortina altos visus desta serra pouco conhecida e tão próxima dos paulistanos. Aparecida não é somente a cidade tida como o maior centro de peregrinação do Brasil, q inclusive recebeu a honrosa visita do Papa meses atrás. De uns tempos pra cá e por ser residência dum gde montanhista amigo nosso, o Fernando Barros (q inclusive conquistou recentemente o Marins pela face sul!), Aparecida tb tornou-se nosso pto de apoio e “campo base” obrigatório pra incursões montanheiras tanto na Mantiqueira como pelo Vale do Paraiba. E foi justamente pra lá q eu e o Nando nos pirulitamos num final de tarde qq, pra sermos recebidos pelo nosso amigo e sua simpática esposa, a Marilda, q nos hospedaram calorosamente em sua residência, situada no centrão da cidade. A bebedeira q precedeu a deliciosa janta foi motivo pra colocar muita conversa em dia, assim como pra alguns desabafos. “O melhor prefeito q Aparecida teve foi o Papa!”, queixava-se Fernando diante do descaso do governo municipal em maquiar os problemas apenas pra receber o sumo pontífice. Conhecedor da região como ninguém, coletamos as infos básicas necessárias pro nosso rolezinho no dia sgte e na sequencia, após mais uma “saideira etílica”, capotamos de vez em nossos respectivos aposentos. Na manhâ sgte tomamos aquele farto desjejum típico de cidade interiorana, regado a leite fresco e pãozinho quente crocante, e nos pirulitamos pro rolê. Infelizmente Fernando tinha q resolver alguns problemas na sua loja, assim como a Marilda q tinha plantão no PS onde trabalha, e não puderam nos acompanhar. E dessa forma, as 8:30hrs, eu e o Nando deixamos a pequena cidade, tocamos pela Dutra e nos dirigimos pra cidade vizinha, Roseira, menos de 10kms dali. Ao passar pela Faro (Faculdade de Roseira), é preciso atentar prum discreta saída (pela direita) sem nenhuma sinalização q atravessa a rodovia por baixo, num minúsculo e medonho túnel, e nos deixa quase na entrada da pacata Roseira, a exatos 520m de altitude, povoado q nasceu a margem da Estrada Real e cujo nome se originou das rosas silvestres existentes, q cobriam fartamente cercas e divisas de propriedades ao longo do caminho. Após uma breve parada na padoca local, ao lado da bonita Capela de Nossa Senhora do Rosário (hoje Nossa Senhora da Piedade) pegamos o veiculo e tocamos pela Estrada Vicinal Antonio Venezzi, deixando o Vale do Paraíba pra adentrar na morraria sentido sul. Após passar um cemitério e uma gde pedreira, serpenteamos a sucessão de mar de morros e colinas desnudas q dá inicio á Serra da Cangalha, numa paisagem q se assemelha (guardadas as devidas proporções) a Estrada de Coroico, na Bolivia. Precaria e não raramente estreita, a via bordeja altos penhascos de onde se pode avistar algum riacho correndo bem abaixo. Mas ao cair numa bifurcação assinalada por um enorme bambuzal abandonamos a via principal e tocamos pela vertente da esquerda, subindo suavemente. Mas logo nossos horizontes se abrem e descortinam o perfil elevado das maiores montanhas da Serra da Quebra-Cangalha, espichando-se de leste a oeste, mais precisamente o trecho chamado de Serra dos Forros. E olhando bem, é possível avistar um filete alvo despencando do alto dessa silhueta esmeralda elevando-se pro céu, q é a cachoeira visada da nossa incursão. Contudo, a medida q avançamos a estrada torna-se cada vez mais e mais precária. Buracos e lamaçais são uma constante, e dessa forma vamos até onde julgamos prudente o carro não empacar de vez, até q finalmente encostamos o veículo na sombra dum arvoredo rente a estrada, na cota dos 600m. Mochila nas costas eis q finalmente começamos nossa pernada, prosseguindo a subida da estrada serra acima, as 9:30hrs. A atmosfera limpa e translúcida envolta num sol a pino martelando nossas cacholas não tardam a encharcar nossos rostos de suor, e lamentamos não trazer um boné. Dividindo a precária estrada com algumas vaquinhas, é preciso desviar de lamaçais medonhos (q provavelmente só são vencidos por veículos tracionados 4x4) cunhando com razão nossa decisão de ter deixado prudentemente o veículo lá a trás. Sempre subindo pela principal, e ignorando as bifurcações pra ambos lados, nossa ascensão se mantem compassada e ininterrupta no aberto, sem nenhum problema. Por volta das 10hrs e na cota dos 850m atravessamos uma porteira q nos dá acesso a uma área sombreada por reflorestamentos de eucaliptos, onde o caminhar nivela e basicamente bordeja espigões q derivam da cadeia principal. Uma placa pertencente a Faz. Sta Efigenia alerta tanto da proibição de entrada de pessoas estranhas, caça e pesca, mas principalmente do tráfego de motos em suas dependências. No caminho, surpreende a qtidade de toras de madeira empilhadas, prontas pra serem levadas. Meia hora depois, na cota dos 950m, tropeçamos com nova placa desta vez pertencente á Faz. Vaticano, q basicamente se notabilizou pela produção de celulose na região. Um oficio anexo informa do fechamento da fazenda em virtude de sua falência como empresa, situação pra lá de datada de mal-administrada desde tempo de criação da fazenda. Aqui tb nos deparamos com uma trifurcação mas o bom senso nos guia pela via da direita, q acompanha a encosta direita da montanha e vai de encontro ao vale do Córrego do Vaticano, cujo som de agua correndo furiosamente logo inunda nossos ouvidos. A pernada se mantem tranqüila até q cruzamos o referido rio, q passa por baixo duma oportuna ponte, as 10:40hrs. Uma bica oriunda de captação nos fornece deliciosa agua, q bebericamos de bom grado uma vez q não levávamos cantil. “É sussa e rápido!”, disse o Fernando pra gente, cunhando de q não havia necessidade de levar água. Só não levamos em consideração q ele havia feito esse roteiro de bike e não a pé, como a gente. Aqui paramos um pouco pra descanso e pra conferir a rota. Duvidas surgem diante das dicas do Fernando mas optamos por obedecer nossos instintos e nos meter sempre na via principal. Durante o descanso, aproveito pra fuxicar os arredores e me deparo com um grandioso cânion afunilando o rio e despencando numa bonita mini cachu, logo abaixo. Prosseguimos a pernada sempre nos mantendo na via principal, q basicamente acompanha o Córrego do Vaticano por uma crista paralela ao vale. As ruínas de uma casa a nossa esquerda marcam vestígios prováveis da época da usina, e logo adiante a estrada embica de vez pra subir forte a encosta sgte. A alta declividade obriga inúmeras paradas pra recuperada de folego e o suor corre pela nossa testa, uma vez q o sol forte não perdoa ninguém naquela altura do campeonato. O calor causticante parece emanar do chão daquele terreno árido e descampado. Surgem bifurcações mas nos mantemos sempre na principal, sempre serpenteando a encosta desnuda, repleta de mudas de eucaliptos ainda em crescimento. O consolo deste trecho é q a cada breve pit-stop de descanso o olhar se volta por cima do ombro e se regozija com uma fantástica panorâmica do Vale do Paraíba, aos pés do imponente paredão da Mantiqueira. Após este trecho bem desgastante eis q finalmente mergulhamos na mata fechada, as 11:20hrs, agora na cota dos 1100m de altitude. O reflorestamento ficou pra trás, dando lugar a muita mata secundaria com alguns focos evidentes de Mata Atlântica de altitude. A estrada a muito se estreitou e deu lugar a uma óbvia picada q sobe em ziguezagues o restante da montanha. Algum matinho agreste ou espinhento vez ou outra surge obstruindo caminho, mas nada do outro mundo pois a vereda é mais do q obvia e evidente. Subindo suavemente nesse compasso, finalmente damos nos 1450m do topo da Serra da Cangalha, onde a trilha então passa a percorrer a crista florestada por td sua extensão, sentido nordeste. Com a caminhada nivelada a velocidade aumenta e assim progredimos mais e mais na trip. Nesse mesmo compasso e após começar a descer suavemente, tropeçamos com uma bifurcação em “T” onde ignoramos a ramificação da direita (q provavelmente leva ao outro lado da serra, na região de Goiabal ou Lagoinha) em prol de sua vertente esquerda. A medida q se avança, sempre descendo suavemente, o som inconfundível de agua logo adiante soa como música a nossos ouvidos. Nesta altura eu e Nando estamos, além de cansados, morrendo de sede e não vemos a hora do precioso liquido molhar nossa goela. “Sussa e perto.. sei!”, pensei, lembrando do aviso do Fernando. Mas é somente na bifurcação sgte em “T” q , obviamente tomando a esquerda, enfim nos deparamos com o Córrego do Vaticano, q corre bem mais abaixo na encosta. A vereda o acompanha a distância durante um bom tempo, até q finalmente o intercepta aos pés pedregosos duma barragem q pelas frestas da mata já havia chamado minha atenção. E assim, as 12:30hrs e na cota dos 1270m, pisamos finalmente nos altos paredões da Barragem Vaticano, q represa as águas do córrego do mesmo nome num enorme e bucólico lago encavado no alto d Quebra- Cangalha - cercado de muita mata secundaria – pra depois despejar suas águas por uma enorme lajota inclinada e deslizar pela enorme rocha, quase por mais 50m abaixo, formando o grandioso filete alvo avistado lá de baixo. Uma oportuna e precária ponte feita de madeira cruza o córrego pro outro lado, mas enqto o Nando descansa no alto da barragem eu tento me aproximar do topo da cachu, sem sucesso. O limo visguento não recomenda seguir além dos limites de segurança e prefiro ficar na minha. No entanto, a vista daqui do alto é tão gratificante qto aquela outra, na trilha, e complementa a generosa panorâmica com vislumbres de Cpos do Jordao, Gomeral, Taubaté, Moreira Cesar e Pindamonhangaba. Após descansar, beliscar algo e me presentear com um refrescante tchibum na represa, empreendemos a volta lá pelas 13:10hrs. Ao invés de voltar pelo mesmo caminho decidimos prosseguir a continuidade da picada, do outro lado do córrego, pois visivelmente o caminho seria bem menor do q a ida. Cruzamos a rústica ponte e do outro lado bastou acompanhar a adutora q nascia da barragem, sem nenhum problema. Algum resquício enferrujado do maquinário da época de funcionamento da usina é percebido no trajeto, engolido pelo mato, servindo de testemunha da nossa passagem. E dessa forma, após andar em nível não menos de 10min a adutora, nossa rota desemboca numa gde estrada de reflorestamento, q simplesmente basta desce-la por completo. E tome descida íngreme, quase vertical! Num ângulo beirando acima de 45 graus, a declividade aqui é vencida cautelosamente pois o chão arenoso/pedregoso esconde várias armadilhas traiçoeiras. Impossível mesmo um veículo não tracionado subir aquilo ali. Bike? Só se for carregada no ombro. Mas 100m abaixo a pernada arrefece e assim finalmente desembocamos na trifurcação mencionada no comecinho, mais especificamente na via/estrada do meio, completando assim um árduo circuito pela Barragem Vaticano. O resto do trajeto foi feito na maior tranqüilidade, embora o Nando estivesse com receio de q bovinos amassassem o veículo durante a passagem. Mas o veículo estava inteiro e intacto qdo retornamos nele, coisa de 14:40hrs. Imediatamente nos trocamos e nos mandamos desesperados pra fazenda mais próxima, no caso, a Sta Maria, na verdade um casarão bonito oriundo dos tempos do café. Desta vez não estávamos ansioso por agua ou sedentos pelo precioso líquido, e sim com uma vontade irresistível de mandar ver deliciosa cerveja gelada goela abaixo afim de bebemorar a breve, porem desgastante, empreitada deste belo e pouco conhecido rincão do Vale do Paraíba. A Serra do Quebra-Cangalha é pouco conhecida embora se situe numa região de fácil acesso, provavelmente por conta das rodovias q a cortam transversalmente, sentido litoral; ou devido ao fato de suas cidades pararem no tempo depois do Ciclo do Café. Lembrar q Paraibuna, S Luis do Paraitinga e Cunha foram esquecidas pela industrialização do Vale do Paraíba e pela urbanização do Litoral Norte. Por ser uma serra extensa, o Quebra-Cangalha não é percebida tb como um conjunto pelo fato de sua sinuosidade e “baixa” altitude. Ainda assim, é uma serra q promete vindouras investidas futuras pois é uma cadeia montanhosa q se estende por mais de 100km ate Cruzeiro (quase RJ), onde é barrada pela Bocaina. Já temos noticia de inúmeras trilhas e até travessias pela região, q oportunamente serão exploradas em seu devido tempo. E quem sabe, descortinar mais surpresas agradávelmente interessantes como a Usina do Vaticano.
  8. Salto do Apucaraninha... a pé!

    pics http://www.ipernity.com/doc/275479/album/534583 Foi durante uma monótona e tediosa viagem pela PR-445, vulgo Rodovia Celso Garcia, q alguém no carro sugeriu um breve desvio. O tempo acizentado, porém quente, repousava sobre a horizontalidade do terceiro planalto norte parananese, qdo surgiu essa proposta tentadora de esticada prum atrativo natureba próximo dali, segundo a Claudia Melatti, mais conhecida como Cacau pelos amigos e q lecionara numa escola da região. E mais q em comum acordo - ainda mais pelo fato da maioria dos presentes no veiculo desconhecer tal atrativo – foi q então topamos essa parada q revelou-se uma mais q grata surpresa de percurso. Era um tal de Salto do Apucaraninha. Deixamos então a PR-445 na altura do km 55 pra adentrar no distrito de Lerroville, próximo a divisa com município de Tamarana. Placas indicativas estão presentes em td trajeto, não tem erro. Lerroville, por sua vez, é uma minúscula cidadezinha de faroeste onde não se via nenhuma vivalma, e td sua simplória arquitetura se limita a pequenos estabelecimentos repousando na horizontalidade daquela região q nasceu basicamente da agricultura do café. Atravessado o pacato distrito de cabo a rabo basta acompanhar o emplacamento apontando como ”Usina Hidreletrica Apucaraninha”. E assim o asfalto finalmente dá lugar a uma precária e empoeirada estrada de chão pelos 25kms sgtes, que rasga a horizontalidade abaulada daquela zona agrícola basicamente permeada de cultivo sazonal de trigo, soja e café. Mas sem nenhum esforço, é possível identificar algumas elevações maiores destoando daquela enorme planície ressequida, como a Serra do Arreio e dos Agudos, ao sul, assim como a Serra do Cadeado, a sudoeste. O resto da trupe, eu, Lau, Greici e o motora Marcio trocamos algumas impressões mas a monotonia da estrada se encarrega apenas de silenciar qq comentário. Imaginamos alguém viver naquele fim de mundo, sem sinal algum de casa ou transporte publico regular. Eu, pra variar, adormeco naquele cenário entediante, q basicamente toma rumo leste, indefinidamente. Aos poucos, os tons dourados do campo vão lentamente se tomando uma coloração mais vivida, de tonalidade esverdeada. Sinal da aproximidade dalgum gde curso dagua. Ao longe é possível observar uma enorme fenda rochosa separando os campos dourados percorridos. Era o majestuoso Rio Tibaji. Mas subitamente o planalto termina e a estrada quase que se debruca num enorme abismo. São 14hrs. É hora de parar. Estacionamos no acostamento gramado, rente uma cerca da Copel - Cia Parananse de Energia – por sinal pretensa dona daquelas terras. A estrada continua, serra abaixo, ate dar na Usina Apucaraninha. Mais adiante, coisa de 2km, esta a Reserva Indigena Apucarana de etnia Kaigang, donos legítimos da região q recebem atualmente indenização da Copel pela construção da usina em suas terras e cujo impacto ambiental foi fruto de mtos conflitos recentes, alguns bem tensos. Uma pequena ponte de concreto passa sobre o Rio Apucaraninha, ali afunilado por uma pequena barragem q o represa num enorme lago antes de se despejar canion abaixo numa queda de gde imponência, q já já comento. Inumeras placas proibindo td qto é coisa estão espalhados pelo local.. proibindo nadar, proibindo acampar, proibindo isso, proibindo aquilo e blábláblá, sempre sujeito as infracoes cabíveis por lei, claro. Logo após a ponte há um pequeno alambrado q da acesso a um minúsculo mirante, de onde é possível avistar td imponência da queda do Rio Apucaraninha no salto do qual toma emprestado seu nome e onde o rugido de suas aguas se faz cada vez mais alto. São exatos 116m de queda livre onde as aguas de 50m de largura do Apucaraninha despencam num enorme lago, pra depois singrarem sinuosamente o canion cavado pelo caudaloso rio pra finalmente desaguar no não menos majestuoso Rio Tibaji, 1km logo a frente. Pausa pra fotos, muitas, claro. Busco me arriscar na beirada do mirante, após o parapeito pra tentar um ângulo mais privilegiado daquele salto incrivel, mas termino recebendo apenas uma bronca da Lau. O resto do povo fica empoleirado numa rocha, apenas curtindo o visual daquele belo espetáculo natureba. E após mais uma leva de fotos resolvemos nos mandar dali. Mas eis que perto do alambrado há um outro acesso que leva pro outro lado da cachu. Uma breve trilha mergulha em meio a trechos de brejo e alguns bambuzinhos mais rebeldes, mas q terminam nos deixando nos escorregadios lajedos da margem esquerda do Rio Apucaraninha. Caminhando cuidadosamente é possível chegar na beirada queda, onde não há proteção, alambrado ou cerca alguma dando apoio, a diferença do mirante oficial. Pausa pra mais fotos, claro. Ver a queda deste ângulo tem um quê de Cachu do Tabuleiro, em Minas Gerais, q foi a primeira referencia q tive na hora. O cânion avermelhado acompando o rio é algo mais q parecido com a famosa queda mineira do Espinhaco. A única diferença é q daqui é possível avistar a Usina Apucaraninha, logo abaixo, o q a aproxima mais das cachus do Marumbi, como Salto do Ipiranga ou Rosario. Após muitas fotos e, principalmente, contemplacao nos pirulitamos dando continuidade a nossa trip rodoviária. Ainda tínhamos um tanto ate chegar no Cadeado mas ate ai pelo menos já havíamos nos deliciado com aquele gde, senão o maior, atrativo natureba de Londrina. Em tempo, o acesso ao lugar é restrito não apenas por estar situado dentro de área da Copel, mas principalmente inserido dentro da reserva Kaigang. Mas a gente chegou lá de boa, sem autorização alguma da Funai. E pra quem pensa q o interior norte parananese não tem nada em termos trekkeiros, aqui tb existe a possibilidade de fazer um trajeto q desce o canion bordejando o Apucaraninha, ate dar nas margens do Tibaji em coisa de meio dia – q so não fizemos por falta de tempo mesmo - assim como tb palmilhar uma secular trilha Kaigang q ainda esta em processo de ser consolidada. Bem, quem sabe isso fique pruma próxima ocasião. Mas por ora, esse simplório desvio de rota certamente já atiçou novas e vindouras explorações por esta pouco conhecida região do Terceiro Planalto Parananense.
  9. Perneira é apenas alivio psicologico. é sabido q filhotes de jararacas por serem menores e vulneraveis, optam por "escalar" os mato e ficar de moita, pendendo nos galhos... e a incidencia de suas mordidas é maior em mãos e antebraço, locais inatingiveis pelas perneiras. Proteção total nao existe, a menos q va pernar com armadura. Nao conheco nehum relato de caminhante de trilha em década q haja sido picado (fora o Divanei e Minduim), e eu mesmo varo-mato td final de semana de bermuda e so tive encontros esporadicos com peçonhentas. Resumindo, o bom senso deve prevalecer apenas atentando bem ao caminho percorrido, pq ser picado por cobra numa trilha batida ta na mesma proporção q ser fulminado por um raio.
  10. Esse lance de óbito por mordida de cobra é muuito relativo. Varia muito da peçonhenta em questao e da condição da pessoa, fatores q podem potencializar (ou nao) o encontro derradeiro com o tinhoso. O Divanei e o finado (e hipertenso) Minuim são bons exemplos desses casos extremos. Mas no geral, picadas em trilhas sao raras, senao inexistentes. Óbitos são mais comuns em comunidades rurais e com quem trabalha diaria e diretamente na roça, onde o socorro demora e fica longe padedéu. Em trilhas a cobra costuma vazar ou ficar na moita, esperando o caminhante passar. O problema é se vc pisa nela inadvertidamente, mas se pressume q andando numa picada vc observe atentamente por onde anda. Logo, se vc vê uma cobra basta contorna-la. Ja varar mato são outros quinhentos. Resumindo: mordida em trilha é raro, mas nao impossivel. Idem pra assalto.
  11. Trilha & Assalto em Parnapiacaba

    O que as pessoas precisam entender é q assaltos ou qq especie de violencia acontecem em TODO lugar, infelizmente. O q varia é a proporção e incidencia deles. Paranapiacaba não é diferente. Mas agora esta muito mais tranquilamente q antes, isso é fato. Bato cartão na regiao e nunca ocorreu nada (comigo, pelo menos) a mais de uma década. Ta sussa. Minha unica recomendação é evitar fazer trilhas CONHECIDAS durante o tradicional Festival de Inverno (julho ou agosto) ou algum gde festival, onde o fluxo de turistas á vila aumenta consideravelmente, e os olhos dos malacos tb. Com aumento de visitantes, aumenta a galera nas trilhas q atiça a ganancia de qq criminoso, q fica de sobreaviso de grupos numerosos. Tds as (raras) ocorrencias recentes foram nesta epoca. Fora essas circunstancias os roles sao tranquilos. Basta pensar: nenhum meliante vai se dar o trabalho de andar trocentos kms e se enfiar no mato apenas pra assaltar duas pessoas ou alguns gatos pingados. Outra recomendação é evitar redes sociais abertamente pra agitar rolês com muita gente. Tenho conhecimento de grupos numerosos q ja foram assaltados pq os criminosos ja sabiam do rolê antecipadamente pelo facebook (ou finado orkut), por exemplo. Nunca se sabe a boa-fé de quem está do outro lado da tela.
  12. Morro do Capuava... a pé!

    http://www.ipernity.com/doc/275479/album/519785?view=1 O MORRO DO CAPUAVA O Morro do Capuava despertara minha atenção no final da Trav. do Morro Negro, coisa de mês atrás. Sentinela q guarda Pirapora do Bom Jesus a seus pés, suas encostas de mato ralo elevavam-se graciosamente 900m acima do planalto, recortando o céu azul colorido apenas de parapentes indo e vindo. Sem tempo de bisbilhotá-lo naquela ocasião, aproveitei este fds p/ matar tal desfeita. E o q descobri foi q o Capuava agrega as melhores características doutros picos: do Saboó (São Roque), o desnível acanhado de apenas 300m; do Urubu (Mogi), a facilidade de acesso e presença de praticantes de vôo livre; e da Pedra Gde (Atibaia), a deslumbrante panorâmica descortinada do entorno, no caso, do Alto Tietê. Programa breve e tranqüilo de ascenção de serrote doméstico ideal pra alguem q, como eu, dispõe apenas meio-dia prum bate-volta. Chegamos mais rápido q o previsto na pacata e tranquila Pirapora do Bom Jesus, importante centro de peregrinação religiosa de São Paulo (“A cidade com a fé viva”, conforme divulgação local). A facilidade de acesso e ausencia de trânsito tanto na Castelo Branco (SP-280) como na Estrada dos Romeiros (SP-312) fez com q pisássemos no famoso centro peregrino por volta das 9:30hrs. O clima interiorano de cidade “pé-verméia” se faz sentir logo na entrada, qdo tivemos alguma dificuldade de estacionar o veículo por conta dum par de cavalinhos circulando tranquilamente, numa boa, bem no meio da rua principal. Sem pressa alguma eu, Lore, Carol e a irriquieta Chiara nos demos o luxo de tomar um delicioso desjejum no Bar do Thiaguinho, na base de café fresco, salgados e um suco “natural” q mais parecia anilina entupida de açúcar. O sol a pino daquele horário nos calçara previamente de protetor e bonés, uma vez q a pernada seria na ausência completa de sombra, feita no aberto. Além do mais, não sabendo o q encontrar no alto do pico almejado praquele dia, levamos água de sobra pois o calor decerto ia pegar forte dentro de algumas horas mais. Mochilas nas costas, ajeita aqui e ali, e finalmente começamos a pernada, primeiro subindo a rua ao lado da Igreja Matriz pra depois tomar qq outra q fosse na direção do morro repleto de cruzes próximo dali, a leste. Serpenteando as ruas locais, num piscar de olhos caímos outra vez no asfalto da Estrada dos Romeiros, um nível mais acima, pela qual seguimos instintivamente durante bom trecho. Qdo ass casas e estabelecimentos de Pirapora ficam pra trás, no cruzamento sgte basta acompanhar a sinalização “Araçariguama – Via Pedagiada”, sem problemas. Vale mencionar neste trecho, feito na segurança do acostamento, a abundancia de cruzes fincadas a margem da estrada. Boa parte delas é pagação de promessa, embora tb algumas sejam de gente vitimada na estrada. Abandonamos o asfalto logo após subir um tantão as 10:30hrs, mais precisamente ao lado duma cruz com os dizeres “14ª Estação – Jesus é colocado no sepulcro”. Mas o q ajuda mesmo é a presença constante de setinhas amarelas (nos postes) apontando a direção a ser tomada, provavelmente deixadas pela galera praticante de bike e moto-cross. Daqui em diante a pernada nivela e basicamente descreve o contorno do morrote avistado da cidade (aquele das cruzes). A poeirenta estrada é agraciada pela sombvra fresca do arvoredo apenas no inicio, pq depois o visu abre e o horizonte descortinado pelas largas vistas merece menção. Percebe-se q ate aqui nossa ascenção já foi de quase 100m, pois avistamos já tanto a pequenina Pirapora, a oeste, como o largo serrote da Serra do Voturuna, ao sul. Com menos ou quase nenhum trafego, neste trecho a Carol pode largar a pulguenta Chiara, q ate então nos acompanhada folgadamente carregada no colo. A farta vegetação do trajeto igualmetne deu lugar a encostas peladas, com mato ralo ou ressequido, e algumas pequenas arvores retorcidas evocam um quê de cerrado ao entorno. Dez minutos depois alcançamos um largo patamar q serve de mirante, onde inúmeras cruzes enormes fincadas no solo demonstram a devoção dos peregrinos em busca de pagação de promessas. De tds os tipos, formas e tamanhos, estas cruzes tem as mais variadas inscrições e são a melhor representação do sincretismo religioso q tipifica a pacata Pirapora. “Ta vendo q não era cemitério isto aqui? É q visto de baixo parece mesmo..”, falei pra Lore. Uma enorme cruz branca disposta num patamar divide espaço com as demais fincadas pelos devotos, assim comocom alguns pratinhos de cerâmica contendo despachos e afins, demonstrando q o lugar não discrimina religião alguma. Mas o melhor mesmo do lugar é o visual, q contempla tanto a pequena Pirapora como oferece o primeiro vislumbre do espichado serrote q abriga o Morro do Capuava, coroado por duas enormes torres no alto. Tristeza apenas era constatar o morro totalmente chamuscado de queimadas, onde uma evidente linha cortado-o pela metade delimitava o trecho intocado e verdejante daquele atingido pelo fogo, preto ou amarelado. Pois bem, a partir daqui é visível nossa rota a seguir, não tem erro. Sem necessidade alguma de bussola ou GPS, basta acompanhar a estradinha de chão palmilhada e prestar atenção na sinalização do caminho. No caso de duvida, se é q isto é possivel, siga a placa “Vôo livre – Motocross”, cujo desgaste já desbotou boa parte das inscrições. No trajeto, a espoleta Chiara encontrou uma cobrinha verde recém-atropelada no meio da estrada. “Cuidado, não chega perto! É cobra-cipó mas vai saber se não ta viva ainda!”, alerta Carol. Surge uma bifurcação no caminho e a lógica sugere q se tome a via da esquerda, uma vez q sua variante a direita é visivelmetne a via de acesso de veículos ao cume. Uma vez na bifurcação, a estrada estreita-se a tal ponto na mesma medida em q valas e buracos a tornam precária ate demais. “Agora sei pq os carros não vem por aqui! Esta é a rota das motocas!”, pensei comigo mesmo. A subida então aumenta a declividade de forma suave pra se manter outra vez em nível. Apesar de tranqüila, a pernada é sentida por conta do sol escaldante na cachola e a ausência tanto de sombra como de brisa, e qq sombra no caminho é motivo prum breve pit-stop. A impressão q se tem é q o calor emana do chão. E não é pra menos. A vegetação ressequida (e principalmente queimada) das encostas peladas do morro aumentam a sensação de desolação e o desgaste não tarda a se sentir na pele. Mas após contornar uma dobra serrana em nível, passar o q restou duma pequena construção e cruzar algumas arvorezinhas maiores, a estrada embica de vez nas piores condições possíveis, tornado-a apenas transitável pra motos ou veículos tracionados 4x4. Ate q finalmente por volta das 11:30hrs pisamos no alto do Morro do Capuava, onde havia meia dúzia de pessoas q pela cara era um instrutor de parapente e seus alunos. O topo é largo, gramado e se estende de norte a sul, e atraves duma picada principal é possivel apreciar tds os panoramas q se descortinam pra onde quer q se lance o olhar: o leste, o espelho dágua do Represa de Pirapora reflete o céu azul daquele horário, enqto a geometria vertical de Barueri eleva-se ao fundo, assim como o Pico do Jaraguá, logo acima; ao sul, destaca-se o maciço da Serra do Voturuna tendo o Morro Negro como seu pto culminante; a oeste apreciamos a minúscula Pirapora e a Represa do Rasgão, assim como Cabreuva e a Serra do Pirai, logo atrás; e finalmente ao norte temos os recorte escarpado da Serra do Japi delimitando o horizonte, assim como outros serrotes menores na frente. Diferente de suas encostas, no topo corre um vento forte q justifica o local como pto de decolagem pra galera de vôo-livre. Há ate inclusive um pequeno abrigo construído pela “Associação de Vôo Livre e Preservação Ambiental do Capuava”, onde a gente foi se refugiar tanto do vento como do sol a pino. Munido de banheiros e uma área pra churrasqueira, foi la mesmo q nos prostramos e ficamos um tempo de boa, descansando e beliscando algo. Ali tb conhecemos o Xuxa, figurinha carimbada local q ajuda nos vôos e com quem pude saber mais a respeito do lugar. Contou q o abrigo é recente e q logo deve receber um “puxadinho” onde irá residir em breve. Mas o mais interessante era a vida do próprio senhor, q não devia ter mais q seus 40 anos: Ex-mochileiro, viajava pra td lugar com seu enorme cachorro numa mala repleta de furos; foi “adotado” pela galera paraglider do morro e ia casar em breve com uma “moça q conheceu na internet”. Enqto proseávamos, a Chiara desdenhava os avanços do felpudo Napoleâo, o vira-lata de Xuxa. “Chiara é periguete! Só provoca mas depois não quer nada..”, dizia Carol enqto Xuxa repreendia seu assanhado pet com um inconfundível e hilário“Napoleãããão!”. Descansados naquele inicio de tarde escaldante, resolvemos retornar as 13hrs. Pra não voltar pelo mesmo lugar emprendemos a volta pela precária via utilizada pelos veículos, ou seja, aquela q sai próximo das torres q coroam o morro. E la fomos nos, perdendo rapidamente altitude onde, num piscar de olhos, nos vimos do outro lado do serrote onde já pude estudar (no olhômetro) a volta por outra trilha avistada do alto. Uma vez no “mirante das cruzes”, tocamos por uma larga vereda q acompanhava paralelamente o Capuava por outra dobra serrana, sentido norte, ate desembocar num amplo e largo terreno descampado. O lugar tinha cara de ser local de pouso da galera do parapente, mas o legal era a vista privilegiada q proporcionava tanto de td extensão do Capuava como da Represa de Pirapora, de cujo alto paredão despencava furiosamente o Rio Tietê. Dali o sentido a tomar é obvio, uma trilha bordeja as laterais de um simplório e rustico cemitério pra então desembocar no asfalto da SP-312, onde após algumas quebradas tomamos a Rua das Avencas e, minutos depois, caímos no largo central da Igreja Matriz de Pirapora. Por ser cedo e a volta se mostrar mais rápida q a ida, coisa de 13:45hrs, deu tempo ainda pra estacionar num botequinho na rua principal, beliscar uma porção e mandar ver 3 cervejas esptupadamente geladas, enqto observávamos o vaivém da simpática cidade. Pra completar o agradavel ar interioranos dali, um bem-vindo som de MPB (e não funk) ao vivo tocando no coreto ao lado inundou nossos ouvidos fechando assim a tarde com chave de ouro. Zarpamos algumas horas depois, bem antes do dia findar, dando tempo suficiente ainda pra chegar em SP e dar continuidade a nossos respectivos compromissos “noturnicos”, no caso, baladinha e pizzada familiar. Pirapora do Bom Jesus é um charme de cidade e importante centro de peregrinação religiosa de São Paulo. Pirapora (“peixe q pula”, em tupi) recebe romeiros e turstas o ano inteiro. Eles chegam de carro, bike, charrete, cavalo e a pé. Mas com o Morro do Capuava é possivel constatar q eles tb chegam voando, de paraglider ou parapente. Como já foi dito anteriormente, é possivel chegar ao alto do morro rapidamente de carro, mas pra quem tiver disposição e apenas uma hora de tempo recomenda-se a subida pela precária via das motos. Não é nada do outro mundo nem tampouco nada desafiante, montanhisticamente falando, mas não deixa de ser um programa sussa e tranqüilo de subida de serrote domestico de menos de meio-dia, q pode ser emendado perfeitamente a outros programas tradicionais da região. Resumindo, um topo com vista magnífica acessível pra qq um.
  13. Pico Boa Vista (Juréia)... a pé!

    Tb ja tive minha cota de tropeçar com umas 8 peconhentas (de tds os tipos) numa travessia no Quiriri, num verão. Respondendo suas indagações, a subida é rapida...se der 3hrs é muito, em ritmo tranquilo e sem pressa. O unico local de acampamento é na base da antena por ser mais seguro e protegido. Existe espaço tb nos arredores das ruinas dos casebres proximos, mas o risco deles despencarem sobre vc numa ventania mais forte é real. A mina dágua no cume geralmente tem agua corrente de boa qualidade o ano td, mas infelizmente a gente foi numa epoca de longa estiagem. Logo, tivemos sorte por ter o bom senso de levar agua extra, mas ainda assim a agua "parada" da caixa dagua serviu pra ferver e cozinhar.
  14. Pico Boa Vista (Juréia)... a pé!

    fala Getúlio... vi teu comentario nas fotos e realmente la tem muuita jararaca... so nao topamos com elas pq estava mais frio q o habitual, mas ainda assim é bom conferir bem onde se pisa nessas bandas..abcs
  15. http://www.ipernity.com/doc/275479/album/513745?view=1 O BOA VISTA DA JURÉIA Situado no miolo da Reserva da Juréia, o Pico da Boa Vista destaca-se não apenas por ser um dos ptos culminantes emergindo do escarpado e imponente maciço da Serra do Itatins. Com vista privilegiada de td reserva, Iguape, Barra do Ribeira e até parte do Superagui, o alto dos 1100m do seu pto culminante se caracteriza tb por ser coroado por uma torre da Cotesp (antiga Telesp) desativada na década de 70. O q poucos sabem é q este topo é ainda acessível por íngreme vereda q palmilha o q restou da outrora (precária) estrada de manutenção da velha torre, hj tomada pelo mato. Uma caminhada árdua e pouco freqüentada - exceto por extrativistas ilegais - q resgata uma antiga e respeitável montanha da Juréia a muito esquecida. Nas duas ocasiões em q rodamos pela Estrada do Despraiado (Juréia), o Pico Boa Vista despertara nossa atenção montanhisticamente falando, e o simples fato de ser coroado por uma decrépita antena de retransmissão já sugeria a existência dalguma espécie de acesso razoável, independente das condições do mesmo. Entretanto, informações desencontradas com os locais naquelas duas empreitadas, por sua vez, deixavam patente q a subida a montanha (cujo desnível se assemelha ao Corcovado de Ubatuba!) não seria nada facil e qq aventura nesse sentido fatalmente demandaria árduo vara-mato, nem q fosse ao menos pra interceptar a velha estrada de manutenção q outrora subia ao alto, atraves dalgum espigão derivante do maciço principal da Serra do Itatins. O pico então ficou na vontade e o tempo passou. Ate agora, qdo o Nando retomou seus estudos da região e, sobrepondo a carta topográfica mais precisa da região (obtida da Nasa) com imagens aéreas, semana passada me ligou avisando: “Jorge, prepara a mochila q agora a gente sobe o Boa Vista! Descobri onde nasce a antiga estrada q subia o pico!”. Apesar da previsão meteorológica favorável, o dia amanhecera envolto numa nebulosidade opaca desde q havíamos deixado a capital paulistana. Agora, naquela altura rodando pela Rod. Regis Bittencourt (BR-116), eu Nando e Ronaldo torcíamos pro panorama melhorar assim q começássemos a pernada propriamente dita. Saimos cedo da capital com a ciência de q se td corresse bem a empreitada demandaria apenas o árduo bate-volta de um dia. Mas, claro, fomos devidamente calçados prum pernoite caso a pernada fosse mais pauleira q o previsto, mesmo nossa aventura sendo norteada por uma antiga via asfaltada q nos servia como referencia. A nebulosidade nos acompanhou desde inicio da jornada ate Pedro de Toledo, onde até insinuou melhorar com algumas frestas de céu azul no alto. Após a simpatica Três Barras o asfalto deu lugar a uma sinuosa e poeirenta estrada de terra batida, q após cortar o Rio do Peixe serpenteou pra sudoeste pro fundo do Vale do Despraiado atraves da precária estrada do mesmo nome. A cumieira daquela morraria tomada por bananeiras tava devidamente ocultada por brumas alvas e espessas, e desta vez qq tentativa de vislumbrar o Morro Boa Vista se mostrava sem sucesso desde o inicio. Chegamos finalmente na “Xiboquinha do Cumpadi” as 10:30hrs, nome local q é dado ao simplório boteco q bordeja a estrada logo antes da mesma cruzar pro outro lado do Despraiado. Lá, a exatos 100m de altitude, reencontramos o Reginaldo e seus pais, com os quais tomamos um delicioso desjejum regado a café fresco. Contamos nossas intenções a ele q simplesmente exclamou: “Ah, deve ser aquela estrada véia tomada pelo mato perto das ruinas da escola onde estudei!”. Felizmente nossas informações coincidiam com as q o velho senhor resgatava de sua precária memória, e la fomos nós. Arrumamos então nossas coisas, enqto nos estapeávamos a td momento. Apesar de estar nublado, o vale estava abafado o bastante pra ter as habituais nuvens de borrachudos. Deixamos o carro na sombra do frondoso abacateiro q orna a frente do “Bar do Cumpadi”, colocamos a mochila nas costas e retrocedemos pela estrada calmamente, dando inicio a jornada pouco antes das 11hrs. Não deu nem pouco mais de 1km comendo poeira q o pto plotado pelo Nando conferiu com a info proferida pelo Reginaldo. Como referencia de q pto abandonar a estrada tenha as manilhas de concreto á margem da mesma, a direita. Por ali, buscamos um modo de descer o íngreme barranco onde, uma vez no leito de pedras, vislumbramos resquícios duma antiga pinguela. Bastou tocar por ela q mergulhamos numa picada (com algum mato alto) q desembocou nas margens do Rio Despraiado, q por sua vez é cruzado atraves duma decrépita ponte pênsil. Cuidado com esta ponte, pois o chão ta bem podre e o Nando quase foi pro rio ao pisar num toco podre q estourou na primeira pisada. Claro q era aqui q comecava o trecho adrenalina da trip, e a travessia do raivoso rio foi feita nos segurando firmemente nos cabos q sustentam o pontilhão. Na outra margem do rio, batemos de cara com o q outrora já foi uma escola bem ativa, hj engolida em gde parte pelo mato. Apesar disso, o interior ainda exibia resquícios de material escolar e algumas carteiras deterioradas. Acredito q se o poder público quisesse poderia mto bem restaurar este lugar e dar-lhe alguma finalidade. Pois bem, contornando a escola pela direita subimos o barranco sgte (em meio a alguma mata espinhenta) e em questão de poucos minutos caímos, finalmente, no inicio daquela q foi a estrada de manutenção da torre da Cotesp. Realmente, a via estava de fato td tomada pelo mato e o q ainda lhe conferia aspecto de estrada era o onipresente corte vertical na encosta, além dalguns vestígios da antiga pavimentação no chão. Apesar do mato presente, relativamente alto, era perfeitamente visível um rastro (e não trilha) percorrendo a via por td sua extensão. E foi esse rastro q acompanhamos sem perder de vista até o topo. O Ronaldo se prontificou a ir na dianteira, abrindo caminho com facão (imprescindível!) enqto eu e o Nando apenas baixávamos o restante de mato, deixando o caminho aberto e “abaixado” pra volta. E assim começou nossa ascenção propriamente dita, onde a estrada subia suavemente a encosta aos ziguezagues sentido sul, enqto nossos ouvidos se enchiam tanto dos ruídos da mata qto dalgum rio percorrendo algum fundo vale, a nossa esquerda. Apesar da subida suave, o calor logo se encarregou de encher nossos rostos de suor, q escorria farto pela pta do nariz, aumentando consideravelmente nosso consumo de água. Em tempo: cada um levou 2L de agua no lombo; havia infos de presença de agua no cume, mas fomos calçados pro caso deste pequeno detalhe não ter mais procedência. A subida então prosseguiu inipterrrupta e no mesmo compasso, sempre acompanhando o rastro e algumas velhas marcas de facão q a mata apresentava, datadas provavelmente de uma semana. As vezes desviávamos de alguns gdes obstáculos, geralmente gigantes da floresta tombados no caminho ou enormes deslizamentos de encosta; outras vezes simplesmente encarávamos de frente, no geral, touceiras e emaranhados de finos bambuzinhos ou criciúmas (aquele “capim-velcro”) formando túneis de farta vegetação q não raramente nos obrigavam a engatinhar no chão e de onde emergiamos ralados. E assim sucessivamente. Mas de uma forma geral a pernada mantinha-se com ritmo e sem maiores percalços de dificuldade. Sem muita pressa, por volta do meio-dia fizemos um breve pit-stop na cota dos 450m, num trecho onde o terreno aparentou nivelar. E após descansar e beliscar alguma coisa demos continuidade a subida, q voltou no mesmo compasso, ou seja, suave e inipterrupta. O caminho, por sua vez, exibia seus encantos a td momento, fosse nas orelhas-de-pau q ornavam o arvoredo em volta, conchinhas espalhadas pelo chão, belos exemplares de palmito faconados (revelando o atual freqüentador da vereda) e pequenos detalhes remanescentes do antigo uso daquela via, como fiação elétrica, postes tombados, tubulações, etc. Na cota dos 500m é possivel ouvir agua farta correndo lagum lugar das dobras serranas, próxima, e acredito ser possivel coleta-la em caso de emergência nesse sentido. Mas após desviar de uma arvore tombada q trouxe meia floresta abaixo, pela esquerda na cota dos 700m, nos deparamos com montes de fezes de anta bem no meio do caminho. É, seria ingenuidade imaginar q a bicharada tb não se vale das trilhas deixadas pelo homem. Sendo assim, não tardou pra sentirmos pelo corpo a coceiinha tradicional e típica de carrapatos. Paciência.. Por volta das 13:45hrs, desta vez na cota dos 800m, fizemos nossa segunda e ultima parada de descanso, agora tendo como trilha sonora a algazarra promovida pela macacada nalgum contraforte abrupto da serra. A proximidade com o cume fez com q esta parada fosse breve e então demos continuidade a pernada, agora mais apressados q o normal. E tome subida, desvia de mata, engatinha ali e agacha aqui. Compasso q não mudou ate o final, tanto q nos finalmentes há uma presença maior de vegetação ao largo da vereda. Vestigios da antiga pavimentação ficam mais evidentes na cota dos 930m ate sumirem de vez. E após desviar de novo gde deslizamentode encosta, surge uma fresta na vegetação q exibe a proximidade do cume, infelizmente envolto em opaca nebulosidade. Nos idos dos 1100m, as 15hrs, percebemos q o terreno nivelou de vez e não há mais o q subir. Estavamos no cume finalmente, na verdade, o falso cume q serve de base pra antiga torre de telefonia da Cotesp (Cia Telefônica de SP, atual Telesp), desativada com o advento da comunicação via satélite em 1977. O lugar é plano, amplo e dominado por pequenos bambuzinhos, denunciando q aquilo td já foi descampado e um belo mirante. Alem da enorme torre de metal de quase 30m de altura, o falso cume divide o espaço restante com postes tombados, um “iglu metálico” q deve ter sido a casa dos geradores, e ruínas dos casebres de madeira com algumas pixações dos freqüentadores ocasionais (tds da regiao de Miracatu, Iguape e adjascencias). Lixo? Quase nenhum. Pois bem, mal chegamos fomos conferir nossa maior preocupação: água. Perscrutando os arredores dos bambuzinhos, descemos um pouco pela encosta e encontramos realmentee uma caixa dágua q captava o precioso liquido duma nascente, conforme nos havia sido informado. Contudo, o longo período de estiagem q assolara a regiao deixou a caixa com pouca agua, sem sinais de nada correndo na ocasião. Ufa! Menos mal q havíamos levado água nas mochilas, pois a q havia ali estava parada e servia (pelo menos) pra ser fervida e utilizada pra preparação da janta. Enqto o Nando e Ronaldo descasavam, resolvi ir pro cume propriamente dito. Chamei eles pra vir junto mas nem quiseram de saber ir pro topo derradeiro do Boa Vista. Avançando pelos bambuzinhos em meio a um visível rastro ladeando os casebres, atravessei um túnel de vegetação engatinhando e escalaminhei a mata tombada da encosta sgte. Um nível acima avistei a continuidade do rastro, subindo suavemente, ate dar na base dum enorme rochedo verticalizado onde reencontrei vestígios de ser outro sanitário de antas. “Caraca! Estes bichos são antas ou cabritos montanheses?”, pensei comigo mesmo, tendo em vista da alta declividade do terreno. Da base do rochedo é preciso escalaminhar um trecho bem íngreme, onde foi improvisado um fio plástico como “corda”, mas q eu não senti mta firmeza e venci na raça mesmo, me firmando nas rochas e vegetação em volta. No alto, bastou contornar o rochedo sgte em meio a vegetação baixa ate q finalmente não havia mais onde subir. Estava finalmente nos 1140m do cume do Pico Boa Vista, mas infelizmente a paisagem a minha frente se resumia a brumas alvas e espessas, q permitiam unicamente vislumbre parcial da torre e dos casebres, logo abaixo. Paciência. Satisfeito, retornei ate onde estavam meus companheiros e armamos nosso acampamento. Nando pousou sua rede dentro do “iglu metálico”, Ronaldo montou sua barraca ao lado dele e eu armei minha tenda na base concretada da torre, afastado deles, onde não havia muito o q roçar pra abrir espaço. Com a proximidade do final da tarde e bem cansados, após a janta nos recolhemos a nossos respectivos cafofos, onde não demorou pra cairmos no sono. De noite esfriou e ventou bastante, dispersando td a nebulosidade q pairou durante o dia. Foi aí q a luminosidade duma lua quase cheia inundou o topo do Boa Vista, dispensando qq necessidade de headlamp naquele ermo e remoto lugar. Durante a noite tb q ouvi passos dalguma coisa andando ao redor da barraca e qq vontade de regar a moita diluiu-se imediatamente. Torci pra q fosse algum roedor ou mamífero de médio porte, mas meu “cagaço” em espiar pela porta da barraca me fez ficar na duvida eterna do q seria. Os rapazes não ouviram nada (a não ser uma coruja) mas o Reginaldo depois comentou duma suçuarana avistada pela mata. Só sei q após os passos na mata cessarem por completo, pude voltar a dormir com mais tranqüilidade, abraçado pelas zilhoes de estrelas q o firmamento pousou sobre a Serra do Itatins. A manha sgte irrompeu maravilhosamente aberta e sem vestígio algum de brumado. Não pelo menos a nossa volta pois o nosso acampamento literalmente flutuava sobre um tapete alvo de nuvens, q foi se dispersando conforme o Sol surgia atraves do recorte silhuetado das serras, a leste. Imediatamente eu e o Ronaldo subimos a escadinha metálica (bem conservada) da torre e fomos ate quase seu topo afim de apreciar melhor o panorama. No alto tivemos uma vista deslumbrante q, da direita pra esquerda, descortina os abruptos contrafortes da Serra do Itatins, a Estrada do Despraiado serpenteando o sopé da verdejante Serra do Bananal e Serra de Miracatu, logo atrás! Com esforço é possivel avistar tb a Ilha Comprida, Ilha do Cardoso, Barra do Ribeira, Serra da Juréia e até Iguape. E claro, o azul profundo do mar delimitando o horizonte! Qdo a sombra piramidal do Boa Vista começou a se espichar pela verdejante serra abaixo da gente, tomamos rapidamente nosso desjejum e desarmamos acampamento, pois queríamos ainda aproveitar o resto do dia. Zarpamos então do topo do Boa Vista por volta das 8:30hrs e , pra variar, a descida foi mto mais rápida q a subida. As 9:40hrs palmilhávamos a cota dos 400m e uma hora exata depois nos refrescávamos nas águas do Rio Despraiado, ao lado da ponte pênsil e sob um sol escaldante de rachar. Não bastasse, na sequencia ainda mandamos ver um tchibum na Cachu Despraiado, e depois estacionamos na “Xiboca do Cumpadi”, onde alem de bebemorar a empreitada, comemos alguma coisa (pra surpresa do “Cumpadi”, q se encantou com nosso fogareiro!) e trocamos impressões com outros locais do Despraiado. Foi ai q conhecemos o Josué, um palmiteiro q tava bem manguaçado e do qual extrai o q pode ser considerado um retrato do homem sofrido da região: recém saido da prisão após cumprir 6 anos (por atropelar e matar um casal, embriagado ao volante) e ter perdido td, havia virado palmiteiro no Despraiado como única opção de sobrevivência, e forma viável p/ manter seu vicio em drogas. “É, ainda tenho q pagar minha divida do crack q peguei anteontem senão os caras vão me matar..”, dizia ele com a naturalidade de quem tem apenas mais um “probleminha”. Fora isso, Josué dizia conhecer aquelas matas como ninguém e saber de outros acessos ao Boa Vista. Na sequencia e com bucho cheio, pegamos o carro e zarpamos dali por volta das 14hrs, cientes e satisfeitos do dever cumprido. Finalizando, é possivel subir ao alto do Boa Vista num único dia, em esquema de bate-volta, mas é preciso começar a andar bem cedo, claro. Além de levar facão (fundamental) fique atento pra cobras, abundantes naquele mato. Tomamos tb conhecimento de outros picos intocados na região, q serão oportunamente visitados noutras ocasiões em promissoras aventuras futuras. E assim, em tempos da mesmice de roteiros montanheiros tradicionalmente batidos, a Serra do Itatins resulta numa boa pedida de perrengue alternativo e selvagem a ser redescoberto. Não é a toa q qdo alguma trip desdenha rotas conhecidas em prol de pernadas incomuns q a aventura em questão ganha o peso de legitima exploração. E neste ecossistema atípico e privilegiado do Despraiado da Juréia, onde seus poucos habitantes vivem praticamente isolados de td, é ainda possivel resgatar velhas montanhas esquecidas. E tb de desbravar as q sequer foram pisadas pelo homem.
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