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raquelmorgado

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  1. Quando regressámos da viagem pelas américas trouxemos connosco a mesma vontade de conhecer coisas novas e acabámos por transportar isso para as cidades portuguesas. Em outubro fomos viver para Lisboa e começou a caça às atividades giras, preferencialmente gratuitas. Foi dessa forma que a Raquel, pelo Facebook, encontrou as visitas guiadas ao aqueduto de águas livres que se realizam ao sábado de manhã. Nenhum de nós tinha visitado o museu da água e apenas conhecíamos o aqueduto visto da estrada, em trânsito. Quem leu em adolescente os livros da coleção Uma Aventura quase de certeza não falhou o que se passa no aqueduto – Uma Aventura em Lisboa. Se forem como nós, desde essa altura têm uma vontade de atravessar o aqueduto. Por ser algo garantido, não se valoriza devidamente o acesso a água canalizada, que está sempre ali, à espera que se abram as torneiras. Pelo contrário, quem, como nós, viveu alguns meses sem água canalizada, a ter de comprar cisternas de água para encher depósitos, sabe como este é um bem precioso. O museu da água (EPAL) tem a função de consciencializar a população para o racionamento desse bem precioso, uma coisa que tem sido muito falada. O caso mais mediático é o da Cidade do Cabo, na África do Sul, em que há vários meses se fala no Day Zero, o dia em que a água vai deixar de correr nas torneiras devido à seca extrema. Esse dia foi sucessivamente adiado por medidas de poupança cumpridos à risca, redução do horário de fornecimento, proibição de desperdício e atribuição de um rácio de água por habitante. Mesmo em Portugal, em 2017, houve dias assustadores, com diversas barragens abaixo do recomendado e duas pontes outrora completamente submersas a surgirem de novo na paisagem. Nós fomos à procura de uma delas e o cenário é realmente desolador. Muitos criticam os preços que a EPAL cobra pela água, acima da média europeia, mas nem tudo é mau nesta empresa. Estes sabem que têm um papel na vida lisboeta que vai além da tarefa diária de manter a água a correr nas torneiras, dando valor ao património histórico e cultural, sendo um dos exemplos o museu da água aberto ao público. Houve tentativa de criação de museu em 1919, mas só em 1987 foi instalada uma exposição permanente. O museu tem um preço acessível, recebendo também concertos grátis e pagos. É constituído por: aqueduto das águas livres; reservatório da mãe d’água; reservatório patriarcal; estação elevatória a vapor dos Barbadinhos; Galeria do Loreto; Aqueduto das águas livres Os arcos que o compõem são uma das imagens de marca de Lisboa, visíveis da Avenida de Ceuta, Monsanto, Campolide, e até para quem chega de avião. O aqueduto foi construído recorrendo a um imposto especial aplicado aos bens essenciais, como azeite, vinho e carne, por determinação real de D. João V, em 1731, plena época de império português, onde circula ouro, diamantes, especiarias, tecidos e madeiras finas. Tempo de esbanje e de mostrar aos países vizinhos que temos tudo em grande, então, por que não fazer um aqueduto à sua imagem? Estes 14 quilómetros de aqueduto resistiram ao terramoto de 1755, mantendo-se inabaláveis os 127 arcos, inclusive o maior arco de pedra do mundo. O sistema completo percorria quase 60 quilómetros, trazendo água de 58 nascentes, tendo sido utilizado até 1967. Voltando ao início, em 1744, diz a EPAL que ao som de avé-marias, circulou primeira vez água de Belas (Sintra) até às Amoreiras, onde fica a mãe d’água. Fornecia 1300m3 de água, reforçados em 1880 com a inauguração do aqueduto do Alviela. É monumento nacional desde 1910. Foi cenário de diversas histórias e lendas, como a do célebre ladrão Diogo Alves, que atirava do topo do aqueduto as vítimas que roubava. Foi muito pela agitação criada por estas mortes que se fechou o aqueduto. Diogo é célebre por ser o último condenado à morte em Portugal, enforcado a 19 de fevereiro de 1841. Há um filme, estreado em 1911, sobre a sua história, e a sua cabeça encontra-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo sido estudada para perceber de onde vinha tanta malvadez. Voltando ao aqueduto, tem 941 metros abertos ao público, sobre o Vale de Alcântara. É uma caminhada fácil, agradável, com uma boa vista sobre a cidade, e com pouca gente em simultâneo. Tem um bebedouro junto ao portão de entrada onde podem encher garrafas que levem vazias. Reservatório da Mãe D’água Dois dos seus arquitetos morreram antes da finalização do projecto, que foi sendo alterado com as sucessivas trocas de responsável. Começou a funcionar em 1746, sem que o projeto estivesse finalizado. Passaram mais 80 anos, 7 reis, invasões francesas e o terramoto até que durante o reinado de D.Maria II, com alteração da imagem inicial, este ficasse concluído. Tem um certo misticismo, sendo amplo e luminoso. Arquitetonicamente é muito mais do que uma cisterna de água. Tem um terraço com vista sobre a cidade, um tanque de 5500m3, quatro colunas e é utilizado para receber exposições, algo que já tínhamos visto na Argentina, em Mar del Plata, uma Torre de Água que também é museu. Tem uma pequena loja com produtos alusivos à EPAL, é um espaço bastante interessante, merece que se fique ali a olhar para a cascata que sai da boca dum golfinho e para o tanque. Reservatório da Patriarcal Em pleno Príncipe Real, por baixo da praça D. Pedro V, existe um reservatório que era abastecido pelo novo aqueduto da Alviela. É um espaço imponente, também misterioso, onde se fazem desfiles e concertos. Os dois tanques têm uma capacidade próxima de 900m3 e foi construído para reduzir a pressão da água entre as Amoreiras (Reservatório da Mãe D’água) e a baixa da cidade. Tem um 31 pilares e abóbadas que sustentam o lago que permite o arejar das águas. São visíveis as três galerias que partem dali. Uma vai até à Galeria do Loreto, outra até à Rua da Alegria e a última até à Rua de S. Marçal. Partem daqui as visitas pela Galeria do Loreto, podendo ver-se os capacetes de segurança dispostos no início do túnel. Todas as sextas-feiras, às 19h, recebe concertos de fado, em parceria com a Real Fado. Estação Elevatória a Vapor do Barbadinhos Chegou um momento na história em que era preciso mais água, o sistema existente não dava conta do recado, por isso foi preciso encontrar outra solução. Entre 1871 e 1880 construiu-se o Aqueduto da Alviela, que trazia água a 114 quilómetros de distância. O reservatório foi construído junto a um extinto convento, foi desativado a 1928, mas ainda conserva as máquinas a vapor e uma exposição permanente. Nota: A nossa viagem não incluiu os Barbadinhos. Galeria do Loreto O sistema tem várias galerias, como a das Necessidades, Campo Santana, Rato, Esperança e Loreto. Esta é a única visitável, com guia, em duas partes: 1) do Reservatório Patriarcal até ao miradouro de S. Pedro de Alcântara; e 2) do reservatório até à Rua do Século. Todo o sistema da galeria do Loreto tem 2835 metros. Dizem que vale a pena a visita, mas tem sido difícil enquadrar os nossos fins de semana em Lisboa com as visitas guiadas. Preços: Os reservatórios, a estação elevatória e o aqueduto são grátis todos os fins de semana de 2018. Nos restantes dias, os preços variam, de 1 a 10€, dependendo do que forem ver. As únicas visitas mais restritas são as da Galeria do Loreto, que exigem marcação prévia. Vale a pena: Aproveitando os bilhetes grátis ao fim de semana devem visitar o museu. Mesmo pagando, por 15€ conseguem ter acesso a tudo. O ideal é encontrar um dia não muito quente para ir ao aqueduto. Tanto faz sentido ir em visita guiada, para receber o contexto histórico, como sozinhos, para calmamente apreciar e passear nos aquedutos e os reservatórios. R. Alviela 12, 1170-012 Lisboa, Portugal https://365diasnomundo.com/2018/09/19/agua-lisboa/
  2. raquelmorgado

    BERLENGAS, UMA ILHA ALI TÃO PERTO (PORTUGAL)

    Chegando a Peniche no porto há várias empresas que fazem a viagem. Nós fizemos bate e volta, e fomos de Lisboa, foi uma hora e meia mas fomos na nacional. Fica mais a norte de Lisboa, perto de Óbidos. Sei que no inverno o mar fica muito agitado e a viagem de barco é dura, mas penso que não funciona só na época alta.
  3. BERLENGAS, UMA ILHA ALI TÃO PERTO (PORTUGAL) Anos e anos passados em Portugal e nenhum de nós se lembra de ter ido às Berlengas. Já tínhamos reserva feita para as galegas Cíes e não quisemos deixar o arquipélago português para trás. Bem mais fácil e rápido de lá chegar e preparar a visita. Bastou procurar uma empresa que fizesse a travessia, escolher o dia e fazer a viagem de pouco mais de uma hora de Lisboa a Peniche. A viagem de barco foi feita pela Viamar, mas também se pode ir pela AOMT. O arquipélago é reserva da biosfera da UNESCO desde 2011. É habitat natural de diversas espécies de aves e répteis, que não devem ser incomodados. Fomos em Agosto, num fim de semana de calor horroroso em qualquer ponto de Portugal, o que se revelou uma decisão inteligente. Estava muito mais fresco na ilha! Como chegar: Chegar a Peniche, estacionar gratuitamente no parque junto aos bombeiro e caminhar até ao cais. Na marina, vão à empresa onde reservaram antecipadamente, pagam e levantam os bilhetes. Se gostarem de arriscar e não tenham reservado, podem sempre procurar empresas que ainda tenham bilhetes disponíveis. A viagem de barco demora 40 minutos. No nosso dia o mar estava calmo, mas a fama e os sacos para vómito distribuídos no início da viagem são um pronúncio de que não é sempre tão fácil fazer os cerca de quinze quilómetros que separam as ilhas do continente. O que fazer: Praia: logo ao sair do cais há uma praia com um tamanho inversamente proporcional à afluência, agravado em maré cheia; Trilhos: estão bem assinalados e são acessíveis, não muito extensos nem íngremes (as estimativas de duração dos percursos estão folgadas): Trilho da Berlenga: 3km e 3h, permite passar pelo farol e pelo forte. Até ao forte consegue-se ir, mas o farol não é acessível; Trilho da Ilha Velha: 1,5km e 1h30, parte do bairro de pescadores, passa por Buzinas e pelo Carreiro dos Cações; Forte S. João Baptista: à chegada, basta subir seguindo pela esquerda, em direcção farol, e continuar o percurso, até ver o magnífico forte. Para quem não puder ou não quiser caminhar, também pode ir de barco; Visitar as grutas: há um passeio de barco pelas principais grutas (6€), não muito longo (1h). Existem diversas opções de barcos, alguns até com fundo de vidro; Desportos aquáticos: paddle, pesca, snorkeling, tudo pode ser feito. Onde dormir: Parque de campismo: chamar-lhe parque de campismo é talvez demasiado, porque é bastante simples, mas tem uma vista! Forte S. João Baptista: o forte está renovado e é possível dormir lá. Não vimos as condições, mas estava quase cheio. Mais um sítio com uma vista fantástica, literalmente em cima do mar; Pavilhão Mar e Sol: com um restaurante com o mesmo nome, este espaço tem alguns quartos pequeninos junto ao restaurante. Onde comer: Levar alguma coisa para comer é sempre mais barato, mas há alguns espaços que servem refeições: Restaurante Mar e Sol: consta que é caro, mas os pratos (principalmente a caldeirada) têm bom aspecto; Micromercado Castelinho. Notas: Não há multibanco (alguns sítios aceitam cartão); Só recebe 350 visitas/dia; É preciso seguir nos caminhos assinalados; O gerador é desligado às 23h; Deve-se trazer o lixo de volta, ou pelo menos até aos contentores no bairro dos pescadores; As gaivotas são territoriais junto aos ninhos, não atacam, mas não gostam de visitas junto das crias. A nossa opinião: Ir em Agosto, financeiramente falando, não é a melhor altura (bilhetes 7€ mais caros). É uma escapadela cara, mas continua a valer a visita. Pelo menos uma vez na vida devem ir, ver o verde translúcido das águas, o forte digno de cenário da Guerra dos Tronos, o farol, os trilhos, apreciar a vista e o domínio selvático das gaivotas, enfim, sentir um paraíso natural aqui tão perto. A água é fria, mas suportável. Talvez a praia fique demasiado cheia. Enquanto dormitámos ficámos demasiado encostados a malta que se sentou depois. Mas podem aventurar-se “praias” rochosas junto ao forte. Para quem vai para conhecer não achamos vantajoso dormir na ilha, porque não é grande, vê-se toda num só dia (6h entre as duas viagens de barco). Para quem gosta de campismo ou vai mesmo de férias já é outra história. E deve ter um céu estrelado excelente. O nosso conselho é ir a um dia de semana, em junho ou julho, para poupar, mas escolham uma altura de muito calor e sem vento. 365 dias no mundo estiveram 1 dia nas Berlengas, a 5 de agosto de 2018
  4. raquelmorgado

    Douro (Portugal)

    Fizemos as duas coisas, fomos ver o museu no fim da visita à arte rupestre. Gostávamos de ter feito a visita noturna também, mas não deu.
  5. raquelmorgado

    Douro (Portugal)

    Argentina, Chile, França, África do Sul e Portugal são considerados países com bom vinho. Em Portugal, há duas grandes regiões de vinho: o Alentejo e o Douro. Existem outras, como a região da Bairrada, zona da Raquel, onde um bom espumante acompanha o leitão assado à moda da região. O que torna especial a região do Douro para a produção de vinho é também o que a torna única e imperdível de ser visitada. A região pode ser visitada de carro, barco ou comboio. Pode-se fazer uma viagem apenas com o intuito de conhecer os vinhos da região, com a maioria das quintas de produção de vinho bem preparadas para receber visitantes, algumas até com alojamentos e restaurantes. Pode-se também fazer uma viagem com a ideia de visitar as praias fluviais, e são muitas, ou pode-se ir em busca de comida tradicional “da boa”. Nós somos fãs de tudo isto, portanto, nada como conciliar programas, ou visitar a região várias vezes. Já fomos de comboio (The Presidential), um projecto fascinante, onde se faz a viagem num antigo e ainda atual comboio presidencial, acompanhada de uma refeição com um chef de topo. No nosso caso, em 2016, com o chef Dieter Koschina do Villa Joya, de duas estrelas Michellin. Esta refeição, claro está, é servida com uma cuidada seleção de vinhos do douro, seguindo viagem com os participantes o enólogo responsável, explicando cada escolha. Há uma paragem na Quinta Vesúvio onde se faz uma prova de vinhos do porto. Este evento foi considerado em 2017 pela BeaWorld como o melhor evento público do mundo. Já fomos de carro, atravessando a Volta a Portugal, percorrendo praias fluviais, vendo quedas de meteoritos em aldeias remotas e comprando vinho em adegas. Também já fomos atrás das pinturas rupestres, em Foz Coa, e a provas de vinho em quintas de famílias tradicionais inglesas. Falta-nos subir o rio Douro de barco. Um dia… O que recomendamos fazer: Ir de comboio: sabemos que um evento como The Presidential não é uma escolha consensual. Nem todos gostamos de comida gourmet e nem todos valorizamos um evento deste tipo ao ponto de pagar o que custa. Para quem não quer perder a viagem de comboio junto ao rio douro há uma solução mais em conta, da CP, a MiraDouro, de São Bento à Régua, e da Régua ao Tua, com paragem no Pinhão, o Comboio Histórico do Douro. Ir de barco: não temos nenhuma experiência. Sabemos que se fala muito na Douro Azul, que há outras empresas, como a Douro. Também há várias opções, como fazer as 6 pontes ou subir e descer até à Régua, e durações variadas, normalmente em cruzeiros de 2 e 3 dias. Ir a uma quinta de produção de vinho: fazer uma prova de vinhos é obrigatório, mas podem também fazer visitas guiadas, picnics, passeios, etc.. Algumas sugestões: Quinta da Pacheca (Lamego); Quinta da Rôeda (Pinhão); Quinta de La Rosa (Pinhão); Quinta do Bonfim (Pinhão) da família Symington, os mesmos donos da Quinta do Vesúvio; Quinta da Pôpa (Tabuaço); Quinta do Panascal (Valença do Douro); Quinta do Seixo (Valença do Douro). As provas de vinho têm diversos preços dependendo do pretendido. Mas rondam os 10-20€. Museus Ir ao Côa ao museu e ver as pinturas rupestres. As visitas devem ser marcadas previamente no site. Podem ser feitas em três zonas e até há visitas noturnas, em que dizem que é mais fácil ver o traçado das pinturas. É preciso alguma criatividade para ver alguns desenhos, em algumas rochas, mas noutras vê-se bem. Para nós faz sentido fazer a visita guiada para compreender melhor como tudo se processou. Afinal ia ser construída uma barragem que inundaria as zonas de arte rupestre. Quanto ao museu é bastante interessante seja pelo conteúdo ou pelo edifício em si, mas como portugueses sente-se que a obra é demasiada grandiosa para o público alvo, disseram-nos o custo mensal em eletricidade e achámos um exagero. Custo entre os 6 e os 20€. Museu do Douro no Peso da Régua. Fica na reabilitada casa da Companhia e foi inaugurado em 2008. Pretende divulgar a região do Douro, tanto a sua história e tradição como os seus artistas. Tem vários tipos de programas e por isso o preço varia entre os 7,5 e os 30€ (com almoço). Visitar as praias fluviais: Praia Fluvial de Porto de Rei (Resende); Praia Fluvial da Lomba Praia Fluvial de Zebreiros (Gondomar); Praia da Congida (Freixo de Espada à Cinta); Praia Fluvial de Bitetos (Marco de Canaveses); Praia Fluvial do Peredo da Bemposta; Praia Fluvial de Pedorido e Praia Fluvial do Castelo (Castelo de Paiva). Ir aos Miradouros: Miradouro de São Leonardo da Galafura, onde encontram um poema de Miguel Torga; Miradouro Casal dos Loivos, uma vista já reconhecida como uma das mais bonitas do mundo; Miradouro de Alto de Vargelas; Miradouro São Salvador do Mundo; Achamos que todos são muito especiais e viajando de forma independente de carro faz sentido passar em todos. Comer: Restaurante Vindouro (Lamego): na nossa última visita ao Douro decidimos ir a este restaurante que nos aparecia no The Fork, uma App que usamos muito. O restaurante é sofisticado, até na forma como apresenta os pratos. A comida era de qualidade. Restaurante São Leonardo (miradouro com o mesmo nome): tentámos ir o verão passado, mas estava cheio (recomenda-se reserva). Restaurante DOC (Sabrosa): é um restaurante para quem aprecia uma culinária de autor. Do Chef Paula; Restaurante Ponte de Pedra: com uma vista fantástica para o rio Tâmega e a ponte de pedra onde passa a N108; Havia um casamento e chegámos tarde o que nos deixou limitados na ementa, mas fomos super bem servidos. Restaurante A Repentina (Peso da Régua): este é O restaurante onde devem ir se querem comer cabrito; Restaurante Dallas (Foz Côa): foi-nos recomendado, mas estava fechado; Restaurante Foz Caffé (Foz Côa): foi o que encontrámos aberto em alternativa ao Dallas, comemos uma ótima costeleta de novilho. Assistir às vindimas: a época principal começa agora. Nem todas as quintas abrem a atividade ao público, mas há umas que aproveitam para atrair os curiosos com programas que incluem a estadia, as refeições, participação ativa na apanha da uva e prova de vinhos. Algumas até permitem pisar as uvas. O Douro é sempre um bom destino e passar por lá é sempre uma boa ideia!!!
  6. raquelmorgado

    São Tomé e Príncipe (África)

    No nosso caso, fomos a partir de Luanda. O voo não é muito longo, apenas cerca de 2 horas de viagem, mas ter parte do avião sem ar condicionado não abonou muito a favor do conforto. Mas o Tiago não se pôde queixar: nas datas que queríamos só conseguíamos um lugar em económica, tendo o outro “desgraçado” de ir em executiva. Como o Tiago tinha mais milhas na TAAG, lá foi ele em executiva, sem autorização para trocarmos de lugares e partilharmos as regalias (um na ida e outro no regresso). Já vos dissemos que tínhamos tudo organizado a partir de Luanda, algo que foi fácil, a partir da internet, onde encontrámos os Serviços Turísticos de São Tomé e a Marta Freitas. A Marta fez um trabalho excelente, foi paciente na nossa procura pelo pacote ideal, e acabamos por contratar um serviço com carro e motorista/guia durante os dias que necessitávamos. Foi através dela que conhecemos o Arcelino, o guia que nos acompanhou durante toda a viagem, exceto no Ilhéu das Rolas. Todas as manhãs, ia buscar-nos à guesthouse e guiava-nos pelo percurso planeado para o dia, sempre com paragens para almoço, conhecer roças, descansar nas praias, etc.. Temos sugerido a Marta a todas as pessoas que nos dizem que vão a São Tomé porque ela é incansável, tendo ido receber-nos ao aeroporto (e nós chegámos bem depois do previsto) e explicado como seriam os nossos dias seguintes. Um dos dias, até nos foi levar e buscar ao restaurante onde fomos jantar. A Marta é portuguesa, apaixonada por São Tomé, e é por existirem pessoas como ela que achamos que não é necessário que se vá para este belo país num pacote tudo incluído de agência de viagens, como é tão comum para quem viaja a partir de Portugal. Também é possível alugar só o carro, mas nós recomendamos que inclua o guia. Uma pessoa local consegue resolver qualquer problema muito mais facilmente, e os caminhos e carros de São Tomé têm tendência para dar problemas. Portanto, se querem uma estadia ao bom ritmo são tomense “leve-leve“, se querem conhecer aquela cascata que está num terreno privado com segurança, se querem visitar os fornos onde se torrava o cacau, mas que estão fechados, ou se não querem pagar gorjetas acima do “suposto”, então optem por ter um guia. Atenção: como sempre, esta é uma opinião pessoal, se preferem ir em pacotes tudo incluído, mesmo sabendo que vos vai custar muito mais, ou não ter um guia, não criticamos, são opções perfeitamente válidas. De Lisboa, pela TAP, a viagem dura cerca de 8 horas, com escala em Accra. No entanto, com base nas nossas pesquisas recentes, o percurso mais barato é Lisboa-Luanda-São Tomé-Luanda-Lisboa, pela TAAG (cerca de 17h de viagem). A STP Airways tem dois voos semanais diretos, mas costumam ser caros (apenas 6h de viagem). O ideal é recorrer ao Skyscanner para escolherem a vossa melhor opção. À data de hoje, uma reserva de ida e volta a partir de Lisboa, com escalas, de 20 a 27 de outubro, custaria 293€ (um achado). E como partir de São Tomé? São Tomé e Príncipe cobra uma taxa turística diária e uma outra aeroportuária. São 75.000 dobras/dia (aproximadamente 3€) pela primeira, cobrada pelos hotéis, navios cruzeiro ou agências de viagem, e 20€ pela segunda, incluída no pacote das agências de turismo. Na altura em que fomos, a cobrança era feita à saída. No momento em que se dirigiam à entrada do aeroporto eram desviados para a fila de liquidação dessa taxa, só sendo depois autorizados a entrar no terminal. Ainda não voltámos desde 2016, mas na altura o aeroporto era rudimentar, com pesagem “manual” das malas. Sabemos que o aeroporto está nesta altura em obras. Como chegar ao Príncipe: Já vos dissemos que não fomos, mas ainda pesquisámos os voos. A companhia que faz as viagens diárias é STP Airways e cada percurso custa cerca de 100€. Já vos explicámos o nosso plano financeiro da altura, e acabámos por não conseguir encaixar este extra. Numa visita mais longa e com um orçamento maior, sabemos que ir ao Príncipe é obrigatório. Afinal, é reserva da biosfera. A oferta de alojamentos também está a aumentar. Dobra: A moeda são-tomense é o Dobra (STD), que tem um câmbio para o Euro nada simpático (1€ = 24.470 STD), o que pode dificultar a noção dos preços. Uma boa referência é: 100.000 STD = 4€. Nós não levámos kwanzas, mas na altura era relativamente fácil trocar kwanzas por dobras no mercado informal, o que teria sido uma vantagem para nós. Só percebemos ao notar que os são-tomenses residentes em Angola apenas traziam kwanzas. Pagámos o possível com os nossos cartões de crédito, como os alojamentos, pagámos os tours através de transferência bancária e trocámos alguns euros. Em São Tomé não existem caixas multibanco que aceitem cartões internacionais. Vacinação: Países como Angola e Brasil (endémicos de febre amarela) obrigam a que os seus cidadãos ou residentes entrem com o boletim internacional de vacinação e a vacina da febre amarela em dia. Recomenda-se também a profilaxia da malária. Nós, por residirmos em Angola na altura, não precisámos. Vistos: Países do espaço Schengen, EUA e Canadá, não precisam de visto, mas têm de apresentar um passaporte válido com duração superior a seis meses. Visitantes de outros países, mas com visto para um dos países indicados acima, também não precisam de visto. Isto é válido para estadias turísticas até 15 dias. Se necessitarem de visto, pede-se aqui. Deambular à noite pela cidade de São Tomé: Nós chegámos a andar a pé pela cidade, de noite, para regressar de um jantar. Não nos sentimos confortáveis, não por nos sentirmos inseguros, mas pela falta de iluminação, pouco movimento na rua, e por andarmos meio à deriva. Durante o dia, exceto em destinos específicos, como o Ilhéu das Rolas ou Praia Inhame, andámos sempre com o nosso guia. Ir ao Ilhéu das Rolas São Tomé e Príncipe tem uma ilha mais pequena, atravessada pela linha do Equador, o Ilhéu das Rolas. Habitado por locais, mas um destino de turistas que se hospedam no único hotel da ilha, do grupo Pestana, o que a torna quase um resort. Toda a nossa estadia foi organizada por nós, com sugestões da Marta, uma portuguesa que vive em São Tomé, ligada ao turismo, a pessoa ideal para sugerir um plano para a estadia. Decidimos dormir uma noite no Pestana do ilhéu, numa estadia que incluía as três refeições. Não é económico, mas podemos dizer que vale o preço. Devemos salientar que, apesar de ser um Pestana, não apresenta a mesma qualidade que outros hotéis do grupo em geografias diferentes. O Ilhéu é pequeno e é fácil dar a volta a pé completa, coisa que o hotel incentiva, com as suas walking tours acompanhadas por funcionários. Vêem-se as praias acessíveis só de barco, a floresta onde a Raquel foi atacada fortemente pelos mosquitos, apesar de ter repelente, bebe-se água de coco pelo caminho, passa-se pela aldeia onde vivem cerca de 200 pessoas, e vai-se até ao Marco do Equador. O marco é uma atracção local onde se tira a típica fotografia com um pé em cada hemisfério. Lamentavelmente, este está já bastante degradado, merecendo um restauro. Chegámos à ilha ao final da manhã e fomos brindados com um simpático upgrade ao quarto. O quarto era espaçoso e agradável, com vista para a piscina. O hotel está junto à costa voltada para São Tomé, com uma extensa praia e uma piscina infinita de água salgada. Nota-se que o hotel já sofreu com o passar dos anos e começa a precisar de uma manutenção/refresh mais pesada. A estadia inclui, como já dissemos, as três refeições, em regime buffet, mas com uma variedade de pratos mais reduzido que o habitual para um hotel de 4*. Nota-se que tentam agradar aos turistas, tentando oferecer uma culinária europeia, mas estamos num local onde o peixe deveria ser rei. Oferecem também um ou dois pratos típicos e uma zona onde podemos pedir massas ao nosso gosto. Algo que também não falha é a simpatia dos funcionários. Não estava muita gente hospedada durante a nossa estadia (daí o upgrade), o que acrescentou romantismo à estadia, talvez até demais, porque nem beber um copo no bar era fácil, os funcionários só lá iam quando chamados. O hotel tem também um centro de mergulho, onde se pode, além de agendar mergulhos com garrafa, levantar material de snorkeling e alugar canoas. Nós fizemos logo a primeira coisa que nos foi aconselhada a não fazer pelo hotel: comer na praia um almoço preparado por locais, que já tínhamos reservado com o nosso capitão do bote. O rececionista falou em intoxicações alimentares, de não estar garantida a higiene na confeção dos alimentos, e nós ouvimos, mas ignorámos (os nossos estômagos já têm calo), e ainda bem. Esperámos na praia pelo nosso almoço, mergulhando e vendo como carregam os cocos em sacos, para envio para Angola. Aproveitámos para conhecer as nossas colegas de mesa, também portuguesas, que regressavam a São Tomé depois de almoço. Para quem se quiser aventurar: saindo do hotel, é só seguir pela praia para o lado esquerdo, que alguém vos irá abordar para o almoço. As praias do ilhéu são muito bonitas, verdadeiramente paradisíacas, podendo mesmo ser partilhadas com os ninhos eleitos pelas tartarugas para a desova. Tenham apenas algum cuidado, porque algumas têm rochas. Algumas praias são inacessíveis a pé e exclusivas para quem chega de barco. A praia a não perder é a praia Café, tanto pela envolvente natural, como por ter uma aldeia perto, sendo fácil encontrar porcos e galinhas a deambularem junto à praia. Como ir: O meio de transporte oficial sai de Ponta Baleia, o ancoradouro em Porto Alegre. Pelas fotos, o barco é confortável. Nós preferimos o formato mais local (e económico). Fomos ver as praias do sul e fomos de bote pela praia Inhame. A viagem foi atribulada no regresso, com uma chuvada torrencial tipicamente tropical e um mar agitado a animar a malta. Onde comer: A estadia de uma noite incluiu três refeições, portanto, o jantar do dia de chegada e o pequeno-almoço e almoço do dia da partida. Deixamos a opção de ir mais cedo e almoçar na praia ao critério de cada um. Nós fomos e gostámos muito, mas percebemos quem nos diga que acha um risco. O almoço na praia foi servido à mesa, uma refeição completa de bifes de atum grelhados, com acompanhamentos e fruta, direito a toalha de mesa, loiça e bebidas. Há simpatia e podem aproveitar para conhecer outras pessoas. Como reservar: Fizemos a reserva directamente no site do Grupo Pestana. Os preços rondam sempre os 200€, às vezes um bocadinho mais. https://365diasnomundo.com/2018/08/17/como-chegar-e-viajar-por-sao-tome/ https://365diasnomundo.com/2018/08/08/ilheu-rolas/ https://365diasnomundo.com/2018/07/29/sao-tome/
  7. raquelmorgado

    Nova Iorque - Manhattan

    MANHATTAN DOWNTOWN Lower Manhattan fica a sul da Rua 14 até ao limite da ilha (na junção dos dois rios, a baía de NY). Aqui ficam o Financial District, Little Italy, World Trade Center, SoHo e o local de partida de ferry para Staten Island. Wall Street: A maior bolsa do mundo e alguns bancos ficam nesta rua. Pertence ao que se chama o Financial District, pois a Bolsa, bancos e sedes de repartições públicas estão aqui sediados. O touro de Wall Street, da autoria de Arturo di Modica, foi colocado em 1989 em frente ao edifício do Mercado da Bolsa de Nova Iorque. A estátua representa a virilidade após a queda da bolsa de 1986, e encontra-se no cruzamento da Broadway com a Morris. É visitado como um amuleto e alvo de toques inusitados em busca de sorte. Bowling Green: Casa atual do Charging Bull (o touro referido acima), um pequeno parque que fica a caminho de Battery Park. Vimos aqui um concerto fora do vulgar de gaitas de fole. Trinity Church Wall Street: Engloba as igrejas Trinity Church e St. Paul Chapel. Ficam próximas uma da outra. A primeira, de estilo gótico, pode ser visitada em tour nos dias úteis, às 14h. A segunda celebrou 250 anos em 2016. Memorial e Museu 11 de Setembro: Residem junto ao One World Trade Center, a torre construída depois do ataque e queda das torres gémeas em 2001, que também pode ser visitada. Aqui vão facilmente sentir um aperto no estômago e o coração partido. Os americanos colocaram toda a sua capacidade para homenagearem as vítimas e o museu é efetivamente impressionante, bem conseguido e motivo de orgulho. Tem testemunhos de familiares, de sobreviventes que não morreram por casualidades, de bombeiros, são expostos objectos que perduraram e mostrados vídeos do ataque e dos dias seguintes. Além de tudo isto, é construído junto às fundações das antigas torres, que se mantiveram. Deixamos-nos impressionar pelas caras e histórias de quem morreu. Ver a fotografia, saber o nome, a idade, a vida que tinham as vítimas, dá cara à tragédia e não permite esquecer. O espaço tem uma tremenda solenidade e sente-se que as pessoas respeitam o local. No exterior, o memorial são dois lagos gigantes, o negativo de cada torre, no exato local onde estas se erguiam. No seu contorno é possível ler o nome de cada pessoa falecida, sentir o constante movimento de água e deixar flores de homenagem. Preço: 24-44$ Battery Park: Podem encontrar aqui um miradouro para a Estátua da Liberdade, o Castle Clinton e a estátua The Immigrants. Estão também aqui os pontos de acesso ao ferry para Liberty Island (ilha onde está a estátua) e Staten Island. Este último é particularmente importante, porque é grátis e uma alternativa ao cruzeiro da Circle Lines de que falámos em Midtown. City Hall Park: O parque alberga os edifícios da câmara da cidade (City Hall) e a atual sede do Ministério da Educação, no edifício Tweed Courthouse, de 1881. Brooklyn Bridge: é mais uma das imagens de marca da cidade e onde quase todos os turistas tiram a foto da praxe. Inaugurada em 1883, é um símbolo nacional. Nós aconselhamos caminhar também por baixo da ponte, na rua junto à margem do rio, pelo menos até Manhattan Bridge. MIDTOWN Empire State Building: Fomos a pé, descontraídos, gelados, chegámos e trocámos o nosso voucher pelo NY CityPass. Não estava lotado, mas está organizado para permitir uma espera QB agradável em dias de grande fila. Há maquetes, descrições e vídeos que explicam como tornaram o edifício eco friendly, o que se torna engraçado quando pensamos que estávamos no mês em que o novo presidente tomaria posse. Falamos nisso porque é mais uma contradição nos Estados Unidos, com um presidente e sua falange de apoio não acreditando no aquecimento global, e um dos edifícios mais icónicos do país defendendo e publicitando a redução das emissões de carbono, produzindo grande parte da energia que consome. Os decks são nos 86º e 102º andares. Pode ser visitado das 8h às 2h da manhã e de quinta a sábado há um saxofonista que toca das 21h à 1:30h. Preço: 37-57$. Com CityPass é permitido entrar uma segunda vez no mesmo dia e visitar o deck do 86º andar. Top of the Rock Observation Deck: O Rockefeller Center é mais um edifício extraordinário. Está a par com o Empire State Building (ESB) em termos de vista, só que este tem um deck aberto, no 70º andar, onde é possível sentir NYC, ver o ESB e ver as luzes de Times Square, se forem de noite, como nós fizemos. O deck tem três níveis, um fechado, onde é a loja, e dois ao ar livre (o último andar é no 70º). Os americanos são super organizados nas visitas a estes edifícios, vão ter filas que funcionam, zonas de espera confortáveis e funcionários eficientes. Abre às 8h e fecha à meia-noite. Preço: a partir de 36$. Times Square: Quantos filmes viram na vossa vida onde esta praça surge? Quantas vezes viram na TV a passagem de ano com a bola gigante? Times Square é a praça central da cidade. Há projecções gigantes por todo o lado, publicidade para todos os gostos e múltiplas cores. Há grupos de dança, animadores de rua, vendedores, entregadores de folhetos, gente que prega o fim do mundo, e muito mais teríamos para escrever. Basta parar nesta praça para sentir NY, com a Broadway ali tão perto, restaurantes por todo o lado, e grandes pontos turísticos a escassos metros. Se o vosso hotel/hostel/airbnb/etc for próximo, não se percam numa grande visita, porque terão que a cruzar múltiplas vezes. Broadway: Há diversas peças em cena nos vários teatros desta avenida, no designado Theatre District. Estão sempre em cena algumas delas, podem assistir às típicas, como CATS, Lyon King, The Book of Mormon, etc, ou às novidades. Os bilhetes não são baratos, mas é possível encontrar promoções para o próprio dia na TKTS. Nós dispensámos porque encontrámos uma forma de substituir o evento. Muitos dirão que fizemos mal, provavelmente, mas como pretendemos voltar um dia, não nos arrependemos de não ter ido. Hell’s Kitchen: Vai da 8ª avenida até ao Rio Hudson. Se já foi um bairro problemático, agora não faltam restaurantes da moda e diversas zonas residenciais. Junto ao rio encontra-se a zona de embarque da Circle Line Sightseeing Cruises, cujo bilhete está incluído no NY CityPass. Fomos de autocarro desde Times Square até à paragem mais próxima (uma zona de construções pouco movimentada) e fizemos o resto a pé. A cidade tem sempre gente na rua, mas confessamos que andámos neste dia com algum respeito, por ser de noite e ser uma zona menos movimentada. O cruzeiro vale a pena, faz-se o percurso pelas pontes, tem guia, e no nosso caso, inverno, não estava muito concorrido. Como é ao final do dia não prejudica as típicas atividades “diurnas”. É uma bela forma de ver a Estátua da Liberdade e ter aquele primeiro impacto de que afinal é bastante mais pequena do que parece. Sede da ONU: Do lado do East River fica a sede da Organização das Nações Unidas. Pode ser visitada de segunda a sexta-feira, mas os bilhetes têm de ser reservadoscom antecedência. Deve-se chegar uma hora antes da hora marcada para a visita (de 60 minutos) e tem que se ter um documento de identificação com fotografia. Preço: 22$ Grand Central Terminal: Provavelmente a maior estação do mundo. O edifício, além de muito bonito, é também imagem de marca de inúmeros filmes. Os seus relógios (o do ponto de informação e o da fachada da Rua 42), o candelabro, o mapa do Zodíaco pintado no tecto (renovado em 1990) merecem ser observados. Para além da estação tem um mercado, uma zona de restauração, um shopping, um clube de ténis, e recebe eventos. Nós ficámos aqui bastante tempo a aproveitar o momento. Biblioteca Nacional: Em plena 5ª avenida, no cruzamento com a Rua 42, fica a Biblioteca Nacional, no Edifício Stephen A. Schwzarman. Aberta em 1911, é a representação do livre acesso ao conhecimento e recebe milhões de visitantes, pois, mesmo as visitas “turísticas”, são grátis, às 11h e às 14h, de segunda-feira a sábado. Tours em grupo têm um custo de 10$ e devem ser marcadas com 8 semanas de antecedência. Os visitantes têm de ter em mente que estão dentro de uma biblioteca e que se encontram no meio de utilizadores das instalações que procuram silêncio para trabalhar. Há sempre exibições e exposições. Bryant Park: Fica nas traseiras da biblioteca nacional. Foi aberto em 1934, mas reestruturado em 1992 para o aspecto atual. Recebe mais de 1000 eventos por ano, diversos jogos e desportos podem ser ali realizados. MoMa ou Museu de Arte Moderna: Mesmo que não gostem ou não entendam nada de arte, faz todo o sentido visitar o museu e observar obras de grandes artistas que são geralmente replicadas em livros. Há obras de Picasso, Matisse, Miró, Warhol, Monet, Cézanne e muito mais. É neste espaço que Marina Abramovic “expôs” A MINUTE OF SILENCE. Ela, sentada junto a uma mesa, e várias pessoas a sentarem-se em frente e ficarem em silêncio, juntos, inclusive o seu ex-marido Ulay. Fomos num dia de pay what you wish (sextas-feiras, das 16h às 20h, pagam o que quiserem para entrar). Claro que isto faz do museu uma espécie de local de entretenimento, mais do que um espaço de observação e análise de arte. O segundo edifício do museu (PS1) fica em Queens e custa 10$. Preço: 25$. UPTOWN Central Park: Inaugurado em 1857. É obrigatório passear no parque. Nós assistimos a um pedido de casamento com mariachis. Pouco tem de natural, mas foi criado para destoar do ambiente envolvente de arranha-céus da cidade. São famosos os passeios de charrete pelo parque. Permite a circulação de carros em algumas zonas. Museu Guggenheim: Tivemos azar!!! Estava grande parte do edifício fechado, para renovação de exposições, no dia da nossa visita. Cobraram menos, mas também não vimos grande coisa. Fica junto ao Central Park e a sua arquitetura (obra de Frank Lloyd Wright) salta à vista. Conseguimos assistir a uma visita guiada focada numa das exposições, mas mesmo assim não nos encheu as medidas. O dia de pay what you wish é aos sábados das 17:45 às 19:45. Não temos referido isso, mas em todos os museus somos obrigados a deixar no bengaleiro mochilas e passamos por uma revista, cujo grau de complexidade depende do local. Preço: 25$. Museu Americano de História Natural: Aqui está um museu onde se pode ir uma semana inteira e de certeza que não se vê tudo. Gente, já vimos muitos museus de história natural por esse mundo fora e não há nada como este. Nada é comparável. Vêem-se famílias inteiras a visitar o museu. "Perdemos-nos" varias vezes um do outro porque escolhíamos caminhos diferentes. É impressionante o esqueleto da baleia pendurado, o space show, etc. Tem uma zona de restauração que é o caos, ou não fosse um local frequentado por MUITAS crianças. Pay what you wish disponível nas bilheteiras. Preço: 23-33$. The MET: Ainda há pouco tempo decorreu a gala deste museu, famosa pela quantidade de excentricidade entre os famosos que seguem o dress code à risca. Este é dos museus que não podem perder. É fantástico e completíssimo. Há concertos, esporadicamente, visitas guiadas, e possui inúmeros restaurantes e cafetarias. Está dividido em três edifícios espalhados pela cidade, na Madison Ave (The MET Breuer) e no Fort Tryon Park (The MET Cloisters). Preço: 25$, neste momento só há pay what you wish para residentes de NYC, mas o bilhete é válido durante 3 dias. 365 dias no mundo estiveram 7 dias em Nova Iorque, de 14 a 21 de janeiro de 2017 Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ Preços: elevados Categorias: cidade, cultura, música, arquitetura, compras, teatro Essencial: Central Park, Guggenheim Museum, The MET, American Natural History Museum, Broadway, MoMa, Empire State Building, Times Square, 5th Ave, Brooklyn Bridge, Estátua da Liberdade, Top of The Rock, etc Estadia Recomendada: mínimo de 5 dias www.365diasnomundo.com
  8. raquelmorgado

    I'M IN MIAMI BEACH (EUA)

    Como se conjuga uma viagem pela américa do sul e central com Miami, perguntam vocês? Ou não perguntam, mas nós dizemos na mesma. Quando decidimos voltar sabíamos que havia voos para Portugal pela TAP (tínhamos milhas suficientes para a viagem dos dois) a partir do Brasil e EUA. Como voltar ao Brasil pareceu-nos descabido, optamos pelos EUA, e Miami surgiu como tendo viagens económicas. Miami é tudo o que se vê nos filmes e séries, e muito mais. É praia, é festa, é música, é carros de luxo (alugados), é passear de bikini todo o dia, é bling bling e ouro, é a saída de cruzeiros para as Caraíbas, é… mais, muito mais. Também é história. Juan Ponce de León foi o primeiro europeu a pisar a Flórida em 1513. Dizem que procurava a fonte da juventude, mas acabou por encontrar o Canal Bahamas e chegar até à foz do Rio St Johns, onde vê uma ilha florida, à qual não dá grande importância, não imaginando que tinha acabado de chegar ao continente americano. Numa segunda visita à “ilha” da Flórida, em 1521, é atacado por índios e segue para Cuba onde morre. Já em 1565, Pedro Menéndez de Avilés funda a cidade de St Augustine e, em 1783, os ingleses assinam o tratado de Paris, onde reconhecem a independência dos EUA e entregam Flórida a Espanha (pelo meio tinham conquistado a Florida e ficado com ela), até que em 1821 estes acabam por entregar o território aos EUA. A história continua até aos dias de hoje, com o reconhecimento como estado, furacões, o exílio de cubanos após a chegada de Fidel Castro ao poder em Cuba, o desenvolvimento da região com a criação de hóteis e algumas guerras e tensões pelo meio. Não esquecer que Miami e Miami Beach são duas cidades diferentes, a primeira a típica cidade continental e a segunda o conjunto das ilhas, onde a animação acontece. Nós ficámos na segunda, se é para ir que seja na zona onde a magia acontece. Como chegar a Miami Beach Havia a opção de entrar no espírito e alugar um Lamborghini junto ao Miami Intermodal Center. Quer dizer, havia a opção, mas nem havia o dinheiro nem era essa a nossa mood. Para chegar lá é só ir no fantástico MIA Mover (comboio/tren) do aeroporto até ao Miami Intermodal Center, o centro de transportes do aeroporto. O Mia Mover fica localizado no terceiro andar do aeroporto, entre as garagens Golfinho e Flamingo. Pára na estação central, onde se encontram as empresas de rent-a-car e os transportes públicos Metrorail e Metrobus. Na estação há umas máquinas onde se pode comprar o EASY card, os cartões de acesso aos transportes públicos. Falamos em Lamborghini, mas temos sempre a eterna Ferrari Podíamos ter ido de taxi (32-40 USD), de Uber ou Lift (mais de 15 USD). Ora, balança, dois pratos, num 15 USD ou mais, no outro pouco mais de 5 USD… Pois, segunda opção. O nosso hostel era muito bem localizado, por isso chegámos lá de autocarro a partir do aeroporto. Fomos no autocarro/ônibus 150 (Miami Beach Airport Express). Íamos bastante confortáveis, o que dá jeito porque estávamos super cansados. Chegando à estação do aeroporto há sempre alguém que ajuda a encontrar a paragem e wi-fi. Por 2,65 USD pode-se ir no Miami Beach Bus do aeroporto até Miami Beach. Estes autocarros especiais para turistas têm lugares para as malas e máquinas de moedas, onde é só inserir o dinheiro até completar o valor do bilhete. Achámos bastante fácil encontrar o autocarro certo e a paragem. A internet também ajuda. O que fazer: Praia!!!! Já dissemos que estávamos cansados? Pois, focámos a nossa curta estadia em praia, apesar de termos visto outras coisas. Achámos fantástico que na mesma praia onde parece que entrámos na série Baywatch também haja ninhos de tartarugas, com os ovos protegidos por uma cerca e um aviso. A praia é um grande areal com dunas e fáceis acessos. Há passadiços, dispensadores de protetor solar (uma ótima ideia, se não estivessem quase todos vazios), casas de banhos, chuveiros, bares e parques de bicicleta. Lembram-se do sítio onde fica o nadador salvador nos filmes e séries? Existe, claro, e são super coloridas e fotogénicas. Nós ficámos sempre pela South Pointe Park Beach, que era em frente ao hostel e acompanha a Ocean Drive. Num dos dias até tivemos o prazer de nos ter sido cedida uma cama de praia por uns bacanos que iam sair mais cedo. Vimos filmagens, talvez de um anúncio, com um nadador salvador numa prancha motorizada, vimos sessões de fotos no pontão, foi uma animação, só não andámos de bicicleta porque achámos o preço do aluguer da Deco Bike demasiado caro. Há a Fontainebleau Miami Beach, onde se encontram os resorts. Depois da 46th Street encontra-se a parte norte de Miami Beach onde se podem ver filmes grátis no North Shore Park Brandshell (7275 Collins Avenue). Na quarta quarta-feira de cada mês, das 17h às 22h, há música grátis no Miami Beach Food Truck & Music Fest. Surfside é a zona preferida dos habitantes locais. Têm ainda a Praia de Haulover, Oleta River State Park Beach e Sunny Isles Beach. Para famílias com pequenos aventureiros há Matheson Hammock Park Beach e Homestead Bayfront Park Beach, onde se encontram lagoas, piscinas naturais e restaurantes icónicos. South Pointe Park É onde fica a praia que frequentámos. Tem um parque agradável para passear, com regras rigorosas no passeio de cães sem trela. Junto ao parque e à praia encontram os famosos Joe’s Stone Crab e o Nikki Beach, restaurantes famosos pelo seu marisco. Vê-se do outro lado Fisher e Dodge Islands e os barcos dos apetecíveis passeios na região. Coconut Groove Com colonizadores de origem nas Bahamas, criou-se uma comunidade com uma identidade própria que perdura: Peacock Park é um parque público em memória de Charles e Isabella Peacock, que construíram Bay View House em 1883, o primeiro hotel. O parque é giro, mas achámos que junto à água tinha demasiado lixo, o que é pena. Woman´s Club of Coconut Grove tem origem no Housekeeper’s Club, um clube criado por Flora McFarlane em 1891 para as mulheres da cidade. The Coconut Grove Library é a biblioteca construída em 1901. O edifício actual, de 1963, incorpora uma réplica da fachada original. Dignos de visita são também a escola The Coconut Grove School e o banco The Old Bank of Coconut Grove, que chegou a ser a sede do Instituto de pesquisa John C. Lilly. A casa mais antiga de Miami é The Barnacle, de 1891, onde se pode fazer uma pequena viagem ao passado. Fechado está o teatro Coconut Grove Playhouse, que começou por ser um cinema, em 1927. Downtown, ou o centro histórico da cidade de Miami Fica junto a Miami River. Possui vários exemplos de arquitetura do estilo Art Déco, devido a um boom na construção nos anos 30. Até aos 50 foi um bairro da moda, com muita concentração de visitantes. As lojas, igrejas e as casas noturnas faziam parte das atrações locais, até se tornar demasiado movimentado para os habitantes locais, que procuraram outras zonas para morar. Neste momento quer se “ressuscitar” do declínio que teve um declínio nos anos 70, surgindo novos restaurantes e museus no Museum Park, em frente ao mar. Vale a pena passear durante o dia e ver como funciona uma típica cidade de de arranha-céus. Deve-se experimentar também o metromover, um transporte elétrico grátis. Miami Design District Quarteirões inteiros de lojas misturadas com carros, ambos de marcas de luxo, e restaurantes com ar de serem demasiado caros para as nossas carteiras, mas tudo com muito bom aspeto. Chegámos aqui por engano, à procura de outra coisa, mas acabámos por circular por aqui e achar piada ao que víamos. Ainda há edifícios que estão a ser acabados e ruas a “nascer”. Achámos piada a este hospital que vimos no caminho: Ocean Drive Ir a Miami Beach é caminhar, conduzir ou pedalar pela famosa avenida. Ver a arquitetura, os restaurantes, bares, ou então observar simplesmente a natureza humana numa das mais famosas cidades dos EUA. Nós subimos esta avenida, mas também passámos pela West Ave, pelo outro lado da ilha, e sentimos uma caminhada menos turística, com mais sombra, pelos portões dos condomínios dos habitantes locais. Museus Tem festa/balada? Tem! E tem cultura? Calma, também tem. Existe o Vizcaya (deve-se passear nos jardins do museu), Peréz Art Museum, Bass Museum of Art, Wolfsofian e o Memorial ao Holocausto. Lummus Park Entre a praia e Ocean Drive existe um parque onde se encontram esquilos e aves em plena cidade. As árvores onde os animais passeiam permitem fugir ao calor do meio-dia e passear à sombra. É fantástico como uma cidade tão badalada e com tanto movimento tenha também tanta vida animal. Wynwood Arts District Um bairro outrora abandonado que agora exibe as cores dos grafittis em Wynwood Walls. Há um do Eduardo Kobra. Já tínhamos visto e fotografado uma obra dele em São Paulo. Little Havana Quando Fidel chegou ao poder em Cuba já referimos que houve um movimento de migração em massa para Miami, e isso sente-se neste bairro. Deve ser visitado na última sexta-feira do mês (Viernes Culturales) se quiserem ouvir música. Venetian Pool Se são mais de piscinas do que de praia, podem sempre passar por esta piscina pública inaugurada em 1924, fica no bairro de Coral Gables. Ilha de Key West Dizem que é a viagem de 3 horas de carro mais bonita do mundo. Dizem que são praias paradisíacas. Ficou para outra altura… Everglades Se querem ver jacarés é aqui. É o típico passeio para fazer de airboat, exactamente como se vê na TV. Fort Laurderdale Para quem tem um dia de sobra e quer conhecer mais do que Miami ou Miami Beach. NBA Toda a gente sabe como os americanos adoram ver os jogos da NBA. A equipa local (Miami Heat) é famosa por isso vale a pena o investimento. Nós assistimos em Nova Iorque, por isso desta vez passámos. Depois temos os programas de família com crianças, como o ZOO, o Seaquarium, o Jungle Island e o museu das crianças. Há muito mais do que escrevemos aqui, aliás já temos imensa vontade de regressar depois de escrever este artigo e vermos o que nos escapou. Provavelmente voltaremos um dia para seguir de cruzeiro pelas Caraíbas, quem sabe? Onde dormir: Sem dúvida, Miami Beach. Nós ficámos em South Beach num hostel com camaratas (Ocean Blue Hostel). Tinha pequeno-almoço, estava super bem localizado, tinha vista mar, bar, restaurante. Para nós, os quartos tinham demasiados beliches, o que torna o quarto um pouco abandalhado, mas, para o tempo de permanência, foi o suficiente. Achámos desagradável não cederem um milímetro no check-in e não permitirem sequer deixar as malas no quarto antes da hora. Onde comer: Opções não faltam, em Ocean Drive quase todos os restaurantes fazem promoções para aliciar quem passeia pela avenida. Tem que se ter cuidado e analisar as ofertas que eles dão porque facilmente caímos numa esparrela que acaba por nos ficar mais caro. Qualquer sítio vai servir cocktails enormes, aliás, gigantes! Todas as esplanadas têm clientes com um copo gigante amarelo, azul, vermelho, verde, de todas as cores, e cheio de palhinhas. Comemos no hostel (Voodoo) e no Down n Dirty Tacos. Pedimos a promoção dos tacos que nos pareceu vantajosa. Lanchámos no La Sanswicherie. Espaço não muito grande, gerido por franceses, que vendem sandes em baguete ou em croissants e servem sumos naturais. Como somos poupadinhos, aproveitámos sempre os menus brunch e partilhámos. Podem sempre comprar sandwiches nas lojas de conveniência. Nós também utilizámos para comprar café e coisas pequenas. Onde sair à noite: Em Ocean Drive bares e discotecas não faltam. Não fomos a nenhuma, por isso não podemos fazer sugestões. Não há nada como perguntar a locais ou ver sítios recomendados na internet. O nosso hostel tinha uma discoteca (Voodoo Rooftop Lounge), tentámos ir uma vez ao bar no terraço, estava vazio e desistimos. 365 dias no mundo estiveram 3 dias em Miami Beach, de 5 a 7 de julho de 2017 Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ Preços: caro Categorias: cidade, cultura, compras, praia Essencial: Coconut Grove, praias, Ocean Drive, South Pointe Park, Everglades, Lummus Park Estadia Recomendada: 5 dias Leiam mais sobre a nossa viagem em: www.365diasnomundo.com
  9. raquelmorgado

    Manágua (Nicarágua)

    Europe/Lisbon Abril 17Europe/Lisbon 2018 MANÁGUA, A MARCA DO QUE SE DESMORONA QUANDO O CHÃO TREME (NICARÁGUA) Nicarágua não estava no nosso roteiro inicial, em que o plano era seguir da Costa Rica para o México. Depois de conhecermos viajantes que tinham passado três meses no México, percebemos que ficar só uns dias, e numa época de chuvas, nos ia saber a pouco, então desistimos, ou melhor, adiámos. A escolha de incluir Manágua nestes cinco meses teve a ver com a ligação mais barata a Miami, cidade de onde regressaríamos a Portugal. Quando decidimos ir sabíamos que havia zonas muitos mais interessantes, como Granada, San Juan del Sur (tínhamos visto um hostel ótimo), a ilha de Ometepe, as Ilhas del Maíz, Léon, entre outras, mas Manágua era a cidade de onde partiríamos e nesta altura não queríamos arriscar grandes aventuras. Chegámos a Manágua cedo, cansados, e sem muita vontade de aturar taxistas. O terminal era a 800m do hostel, mas os taxistas começaram a dizer que o bairro é perigoso e não recomendam a caminhada. O que se faz? Arrisca-se? Epá, não chegámos até à última semana de viagem pela América para algo correr mal agora. Negociou-se com o taxista (1 USD cada um de nós) e ele lá nos deixou à porta do hostel. A viagem foi curta e a paisagem é a de uma pequena cidade, com prédios baixos, muito comércio de rua, não a típica capital que estamos habituados. Depois de descansarmos (já não temos vida para aguentar palmilhar uma cidade quando não descansamos convenientemente), vamos então passear pela cidade. Caminhámos, de dia é seguro, de noite deve-se regressar de táxi. Temos de confessar que a cidade não nos impressionou, não como capital do país. A cidade até tem potencial, fica junto a um lago gigante, onde encontramos alguma vida, mas muito cara para o que oferece. Parece estranho, não é? É cara, estávamos à espera de outros preços. Manágua fica na margem sul do lago Manágua e dizem que é a capital por ficar entre León e Granada. Foi criada por indígenas como vila de pescadores e o seu nome deriva de mana-ahuac, ou seja, cercado de água. Durante todo o período colonial foi tratada pelos espanhóis com desinteresse. Após a independência do país, em 1821, houve intenções de a tornar capital, mas, só em 1846 é que se tornou cidade e em 1852 finamente foi nomeada capital. O que fazer? Para ter uma vista panorâmica da cidade tem que se entrar no Parque Histórico Nacional “Loma de Tiscapa”. Para estrangeiros custa 1 USD, pode-se entrar de carro/autocarro, mas cada opção tem um preço diferente. Sobe-se a encosta e vai-se até à zona onde era o Palácio Presidencial, inaugurado em janeiro de 1931. Onde era e já não é, porque após o primeiro terramoto (1931) ficou parcialmente destruído, mas foi reconstruído. Após o segundo terramoto (1972) decidiu-se deixar assim e não voltar a reconstruir. Este palácio faz parte da história do país, não só por ter sido usado como palácio, mas porque a sua cave foi utilizada para torturar pessoas. No edifício conhecido como “La Curva” morava o chefe da Guarda Nacional. Também ficava na mesma zona, junto à cratera do vulcão, o lago de Tiscapa. Os calabouços onde eram torturados e mantidos os presos eram chamados de “El Chipote”. Em julho de 2017 estavam duas exposições nos calabouços, um pouco confusas para quem não conhece a historia do país. Uma sobre as noites de tortura, outra sobre a história da cidade, principalmente a destruição causada pelo último terramoto. O Puerto Salvador Allende é uma zona moderna, junto ao lago, onde cobram 2 USD de entrada, dando acesso a uma zona de restauração, espaço de eventos e pista de karts. É das zonas mais caras para jantar. O Tiago pediu uma mechilada em vez de só cerveja e sentiu que tinha estragado a cerveja. Se não sabem o que é, um dia explicamos. Passear pela cidade de noite de táxi, passar nas principais ruas para ver as iluminações. Na praça Hugo Chavez há um busto desta personagem, iluminado, e umas árvores gigantes coloridas, também iluminadas, que vão até à margem do lago, dando um efeito engraçado à cidade. A Catedral de Santiago, em ruínas desde o terramoto de 1972. O Palacio Nacional tem agora no primeiro andar um museu onde exibe a cultura nahuatl. A biblioteca é grátis e o museu custa 5 USD. Fica na mesma praça que a Catedral, a Plaza de La Revolución. Junto ao Palácio está La Glorieta (Templo de la Musica) e a estátua homenagem a Ruben Dario, poeta. O Museo Sítio Huellas de Acahualinca exibe as marcas deixadas por povos ancestrais na região do lago preservadas por uma erupção (4 USD). A Catedral Metropolitana de la Puríssima Concepción foi concluída em setembro de 1993 e a visita é gratuita. Agrada a alguns pela diferença. O Parque La Paz e o Parque Luis Alfonso Velasquez, onde procurámos sombra e descansámos. Junto aos parques encontra-se o Centro de Convenciones Olof Palme. Como circular: Os táxis não têm taxímetro. Até ao aeroporto são 120 NIO (3,1€) e para sair do centro até ao hostel custou-nos 60 NIO. De dia percorremos a cidade a pé, ao anoitecer sempre de táxi, os privados. Os collectivos são tipo autocarros, param para apanhar clientes até não haver mais lugares, ou melhor, até não caber mais uma alma lá dentro. Onde comer: Comemos a maioria das refeições no Centro Comercial Managua, mesmo o pequeno-almoço. Também fomos ao porto, mas achámos caro, como já referimos. Não temos nenhum sítio que se tenha evidenciado. Onde dormir: Casa Liz, era um hostel limpinho, simpático, barato, com quarto particular. Tem um terraço com umas hamacas que dão belas sestas. Vale a pena? É uma cidade nostálgica, onde é evidente a destruição dos terramotos de 1931 e 1972, porque muita coisa não foi reconstruída. Não é das cidades mais seguras onde estivemos, sendo recomendado não abrir os vidros dos táxis, mas não temos razão de queixa, tomando todas as medidas necessárias. 365 dias no mundo estiveram 3 dias em Manágua, de 2 a 4 de julho de 2017 Classificação: ♥ ♥ Preços: médio Categorias: cidade, cultura Essencial: Catedral, Loma de Tiscapa, Puerto Salvador Allende Estadia Recomendada: 2 dias Nota: Já sabem que estamos nomeados nos Open World Awards da Momondo? Votem em nós nestes links: Fotografia Open World Blog e Vídeo
  10. raquelmorgado

    BOGOTÁ, DE BACATÁ AO BOGOTASO (COLÔMBIA)

    Fabiano, as salinas em Cusco (inclui o Peru), a Catedral do sal, em Bogotá, Las Lajas, em Ipiales, Caño Cristales, a Amazónia por Leticia.
  11. raquelmorgado

    BOGOTÁ, DE BACATÁ AO BOGOTASO (COLÔMBIA)

    Aconteceu-nos muito só ouvir falar de algumas coisas depois de regressar. Por um lado é bom, dá vontade de voltar para ver o que ficou em falta.
  12. raquelmorgado

    QUITO – ONDE O MUNDO SE DIVIDE A MEIO (EQUADOR)

    As nossas sugestões são sempre de dias mínimos para conhecer o principal, não temos a pretensão de fazer roteiros aprofundados para cidades que mal conhecemos. Vivi 5 anos em Lisboa, regressei agora e continuo a encontrar coisas que não fazia ideia que existiam. Não é isso que torna viajar tão especial? Poder viver toda a vida num lugar sem nunca esgotar as possibilidades só nos mostra que o podemos fazer no resto do mundo.
  13. raquelmorgado

    Tamarindo (Costa Rica)

    Começou por ser uma aldeia de pescadores, mas a sua história vai mais além, como contam os achados arqueológicos do povo que vivia nesta zona antes da chegada dos espanhóis, de etnia chorotega. Hoje, é um destino de referência para surfistas, o que faz dela uma praia cara, mas também o melhor destino da região para encontrar hostels. Circular de carro alugado nesta viagem é uma novidade. Já contámos no post sobre Monteverde que ainda pensámos em alugar uma autocaravana e chegámos a ver preços, mas ficava mais caro que o sistema de aluguer de carro+alojamento. A liberdade que temos em decidir o que queremos fazer durante o dia, o que visitar, a hora de saída para o destino seguinte, mesmo a forma como gerimos o tempo de viagem, é fantástico. Acabamos por parar em supermercados, apetrechar-nos de um kit para as refeições do dia e seguir descansados, sabendo que comida e transporte não nos faltará. Foi a primeira vez que embarcámos para um destino sem reservar quarto e não correu muito bem, porque chovia torrencialmente. Tentámos primeiro em Playa Cocos e aí era caro, só nos apareciam sítios a 55-60 USD, tendo até encontrado um hotel a 500 USD. Decidimos ir para Tamarindo quando percebemos que os hostels ficavam nessa praia. Chovia torrencialmente, o céu ficava completamente iluminado pelos trovões e nós continuávamos na estrada, à procura de um sítio para ficar. Visitámos 6 sítios e ficámos no último. Quando a chuva acalmou saímos para jantar e já não nos pareceu um destino para backpackers, mas sim para famílias em viagem. Preços acima da média, pessoal a jantar enquanto bebe um vinho, famílias inteiras a jantar ou a circular pela cidade. Até as lojas da cidade nos pareceram ser de gama média/alta. O que fazer: Junto à cidade, a praia mais popular da zona. Há desportos, concessões com cadeiras, campos de volley, bares. Ir a Playa del Coco. Tal como Tamarindo, é um destino popular, não recomendado parq quem gosta de estar sozinho. Ir a Playa Baia de los Piratas, se gostam de praias com pouca gente, está é a vossa praia. A água tem a temperatura ideal e cristalina o suficiente para fazer snorkeling. Vimos muitos peixinhos, o Tiago viu uma tartaruga e a Raquel lagostas. Há umas “ilhotas” no meio da praia que podem ser escaladas. Na estrada, junto às praia, há um terreno privado com macacos que aproveitam as mangueiras para se consolar e dar umas dentadinhas em quase todas. Ir a Playa Mina. Uma praia deserta, onde encontrámos só 5 pessoas. Esta praia tem menos rochas e é mais ampla. Melhor para ficar a torrar ao sol. Ir a Playa Conchal, mesmo esquema populista das praias de Coco e Tamarindo. Vendedores de rua, kayaks, resorts. Ir a Playa Flamingo. Mais a norte, é uma praia mais popular, como Conchal, Coco e Tamarindo. Ir ao Marino Las Baulas National Park. Onde ficar: O Hostel Selina é um bom hostel. Cama em dormitório custa 15 USD e quarto privado custa 40 USD. Tamarindo Backpackers. Tem piscina, as casas de banho são estranhas, não tem água quente, mas é confortável. A cozinha é bem equipada e tem AC nos quartos. Foi onde ficámos e conhecemos a Sabrina e o Bryan. Onde comer: Nari, comida italiana boa, mas não é barato. Asian Fusion Bistro, este sim é barato. Temos que agradecer à Sabrina por nos ter trazido até aqui. A Sabrina e o Bryan estavam no mesmo hostel que nós e foram à boleia connosco até às praias mais afastadas, menos concorridas, para fugir do spot de Tamarindo. Foi aqui que vimos a derrota de Portugal que falhou os 3 penaltis, fazendo a alegria dos Costa Riquenses da gelataria, que apoiavam o Chile. 365 dias no mundo estiveram 2 dias em Tamarindo, de 27 a 28 de Junho de 2017 Classificação: ♥ ♥ ♥ Preços: médio/caro Categorias: praia, noite, surf, natureza Essencial: Parque Nacional Marino Las Baulas, praias Estadia Recomendada: depende, 2 dias mínimo, para conhecer as praias à volta, mas podem ficar uma semana se forem amantes do surf www.365diasnomundo.com
  14. raquelmorgado

    La Fortuna (Costa Rica)

    EM LA FORTUNA DEMOS BOLEIA (COSTA RICA) A duas horas e meia de Monteverde está La Fortuna, onde se encontra o famoso vulcão Arenal. Em dias de céu claro consegue-se ver fumo a sair da cratera, porque há neste momento dois vulcões em erupção. Nada que deva preocupar moradores e visitantes, desde que se cumpras as recomendações. Historicamente, é uma cidade muito jovem, conhecendo-se como primeiro habitante Marcial Jarquín. Em 1968, uma forte erupção matou centenas de habitantes e retirou o valor às terras agrícolas, dando-se o êxodo da população. Já em 1982, a cidade percebe que o vulcão atrai visitantes e foca-se no turismo. Hoje, a cidade é famosa pelas suas termas, tendo muita hotelaria direcionada para este mercado. Leia-se hotelaria de luxo, ou apenas cara. Foi o primeiro sítio na Costa Rica onde demos boleia, a um casal argentino, a Amancay e o Teine, que acabaram por ir connosco ao trilho dos campos de lava, cerro chato e águas termais, em dois dias. No final desta jornada juntos, ofereceram-nos um caderno feito à mão por ela, como agradecimento pelas boleias. O que fazer: Não é possível subir ao vulcão Arenal, dizem que por razões de segurança, porque em caso de acidente não é possível evacuar por via aérea. Ir ao Cerro Chato. Outra cratera de vulcão, esta mais baixa e larga. Na cratera do vulcão extinto está um lago. O acesso é feito por dois caminhos, um junto à cascata, que estava fechado, e o outro através de um parque que fica imediatamente antes do Observatorio Lodge. O parque fica à esquerda, depois da ponte, e tem um preço de 10 USD (6000 Colones) para ir ao cerro e aos campos de lava de 1992. A subida ao cerro é difícil, principalmente se for num dia de chuva, pela razão habitual: lama. São cerca de 10 subidas e descidas, umas mais acentuadas que outras. Chegando ao lago, este tem uma cor turquesa muito bonita, mas a água é fria. No percurso vêem-se aves, macacos, insetos e répteis. O campo de lava é um trilho mais fácil, mas que não tem muito que ver. Pagar para ir só ao campo de lava é um desperdício de dinheiro. Do Cerro Chato tem-se uma boa vista para o vulcão e para o lago. O parque tem sinalização durante o percurso, casas de banho e água potável. Enquanto pesquisávamos para o post de San Jose lemos que o Cerro Chato está ou esteve com o acesso fechado, porque havia uns malucos que o usavam para aceder ao Vulcão Arenal (o que é PROIBIDO), tendo havido acidentes com turistas. Ir à Cascata La Catarata Río Fortuna. Tem um custo de 15 USD, mais 2 USD pelo cacifo, com 10 USD de caução. Dizem que é bonita, limpa, organizada, com um caminho de orquídeas, mas para nós era demasiado caro. É preciso subir 530 degraus para chegar até à cascata de 70m. Os nossos amigos vinham de lá e gostaram. Para saber como chegar é só ver no site. Ir às águas termais, imperdível, por vários motivos. Por baixo de uma ponte rodoviária passam as águas termais naturais e são grátis, basta estacionar o carro e descer – localização. Só por serem grátis já vale a pena, mas são mesmo agradáveis, a água é quente, formam-se umas mini-piscinas naturais, o que permite que cada grupo tenha a sua privacidade. Se escolherem uma zona onde a água tem pressão, ainda recebem um jacuzzi. No dia em que lá fomos choveu imenso e foi agradável estar dentro de água quente enquanto caía a chuva fria. Ir até ao lago Arenal. No lago é possível passear de barco ou andar de caiaque. A vista para o vulcão é magnífica. Ir ao Campo de Lava Arenal 1968. É o campo de lava mais famoso. Há tours de dia inteiro por 15 USD. Existem dois trilhos, o amarelo (4,5km) e o vermelho (2,5km), mais curto. Encontram a Lagoa Los Patos e vários animais, principalmente aves e macacos, mas podem encontrar também répteis. A entrada custa 12 USD. Onde comer: Soda Cafe Lago, fica em El Castillo, fora da cidade. Encontrámos este espaço quando vínhamos do Cerro Chato. Apesar de ser de uma local fomos atendidos por uma estrangeira, provavelmente voluntária. A comida era boa, a memória já nos atraiçoa, mas a Raquel tem uma vaga ideia que alguma coisa não veio para a mesa muito limpa. Soda Sabor Tico. Fica no centro, a comida não é má, mas falha nos sumos, que são excessivamente doces e artificiais. Onde dormir: Nós ficámos no Sunset Inn Valle del Volcan. Não é mau, mas também não é fantástico. O quarto tinha um dos vidros partidos o que permitia livre circulação de mosquitos. A casa de banho era partilhada e podia estar mais limpa. O pequeno-almoço era bom: ovos mexidos, torrada, arroz com feijão (gallo pinto), banana caramelizada, café e sumo natural. Foi uma ótima refeição para ganhar energias para subir à cratera. O dono da casa tentou ajudar-nos a descobrir o que fazer, apresentando-nos os pontos turísticos num mapa. 365 dias no mundo estiveram 2 dias e 1 noite em La Fortuna, de 26 a 27 de junho de 2017 Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ Preços: médio/caro Categorias: cidade, cultura, natureza, aventura Essencial: Vulcão Arenal, Cerro Chico, Campos de Lava, Catarata, termas, Lago Arenal Estadia Recomendada: 3 dias www.365diasnomundo.com
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