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Paola Rafaelly

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  1. De fato a Yolanda vive no mundo da lua mesmo hahaha não posso negar. A Carol resistiu a viagem inteira, foi muito dificil pra ela em alguns momentos, como pra subir a Humantay, fazer a trilha da Hidreletricidade, etc. Ninguém quer ficar doente durante uma viagem né. Mesmo depois de todos os perrengues, foi incrível a viagem e temos boas historias pra contar graças a isso. Acho que no final, ninguém tá livre disso haha isso torna o mochilão ainda mais emocionante e imprevisível. Bom, referente a sua pergunta... Tirando o preço das passagens levamos uns $815 mais ou menos, seria aproximadamente uns R$2500 o que foi bem mais que a minha meta (que era de $750), de qualquer forma, eu indico a levar um grana reserva se puder, e não contar com "dinheiro livre".
  2. Oi Anderson! Obrigada pela sua mensagem linda!! Eu fico imensamente feliz de saber que estou ajudando tantos mochileiros como você de alguma forma, seja com o roteiro ou inspirando a colocar uma mochila nas costas e desbravar o mundo. Bom, eu também acho que fizemos milagre com nosso dinheiro e ainda acho que poderíamos ter economizado mais, como você pôde ver o dinheiro deu certinho, foi sorte, mas foi bem arriscado. Fomos com pouco dinheiro e por isso tivemos que pesquisar tudo e seguir a risca, afinal, ou era isso ou não iriamos. Porém, levando em consideração que houveram alguns imprevistos, até que fomos bem sucedidas. Confesso que no começo da viagem achei que seria estranho por ser tão jovem (afinal, a galera geralmente tinha mais de 21). Mas essa essa hesitação só durou algumas horas, porque depois eu enxerguei como eu era sortuda por começar a explorar o mundo tão cedo, eu tenho tantas historias pra contar que pessoas da minha idade nem imaginam haha tive a sorte de só conhecer pessoas incríveis e alguns amigos que vou levar por muito tempo. Lamentavelmente coisas ruins acontecem, pelo menos foi no ultimo dia e não nos prejudicou tanto. Eu agradeço até hoje por tudo ter dado certo, a mãe da Yo nos ajudou com a passagem para Santa cruz e depois do furto da Yolanda tivemos o auxilio do consulado, que nos ajudou de todas as formas que pôde, não só com o documento em si, mas falando "ei relaxa, vai dar tudo certo". Por mais, que ela tivesse perdido muitos pertences importantes, ela tinha a nós para ajudar. Mas eu diria que ela teve sorte, porque diferente de muitos mochileiros ela tinha alguém que poderia ajuda-la com a grana. Mais um dos motivos pelo qual compartilhei nossa historia, vocês poderiam aprender com o dela (e o meu tbm - porque roubaram minha câmera). Obrigada por acompanhar meu relato e pela sua mensagem!! Sempre quis retribuir toda a ajuda que tive pra realizar esse sonho, e também esse relato é uma forma de me lembrar de todos os momentos que vivi. Eu te desejo uma ótima viagem e que você viva historias tão emocionantes quanto as minhas (mas, sem tantos perrengues hahaha), eu tenho certeza que você vai conhecer pessoas incríveis e lugares incríveis na sua jornada! Até mais Anderson, quem sabe não nos esbarramos por ai, né?
  3. Dia 04/01 - Isla del sol O dia 03 não importa muito porque não fizemos nada, apenas trocamos dinheiro, fomos no mercado e embarcamos as 22h para Copacabana com a companhia San Luis. Chegamos em Puno 06h e às 08h partimos para Copacabana, passamos pela imigração e nessa fila tinha o vidro de uma janela que estava cheia de adesivos colados, e adivinhem o que encontramos... O adesivo de olho do Soaren 😂 morremos de rir com isso. Parte de mim estava triste por sair do Peru, um país que me encantou muito e a outra parte estava aliviada por voltar pra Bolívia, terra que eu era mais rica. Ficaríamos só aquele dia em Copacabana, diferente das outras pessoas que geralmente dormem na Isla del sol. Vale muito a pena passar uma noite lá, os quartos não são caros e me falaram que a noite tem muitas estrelas, é lindo. Como já estávamos com pouco grana, preferimos cortar um dia e ir direto para la paz (que é uma cidade barata). Compramos nossas passagens para La paz e nosso ingresso para a Isla del sol, o preço para ir para a ilha é um preço único, mas vale a pena dar uma chorada como nós fizemos, saiu um pouco mais barato. Paramos para comer um lanche e fomos para a fila do barco, infelizmente ficamos em baixo, o mais legal é ir em cima, a visão é top, depois de 1h chegamos a ilha. A Isla é muito bonita, o lago Titicaca é considerado o lago mais alto do mundo, a América do sul é cheia de superlativos como podemos ver. Estava um belo dia sol, subimos um pouco para ter uma visão mais ampla da ilha e lá é cheio de lugares com visão panorâmicas, a ilha é dividida pelo lado sul e norte, sendo que um deles é o lado mais turístico e o outro não. Me falaram que não adianta muito ir pro outro lado da ilha porque não tem muita coisa pra fazer, o lado turístico (que eu não lembro se era o sul ou o norte) por mais que seja mais caro, é onde tem mais coisas pra fazer. Ficamos lá umas duas horas e quando deu 13h30 voltamos para Copacabana, ficamos um tempo dando umas voltas no pequeno Pueblo, tem bem clima de cidade litorânea. Tem um mirante lá bem legal, que vale a pena ver. Fico me perguntando o que surgiu primeiro, a Copacabana deles ou a nossa, as duas são muito parecidas. Quando deu 18h, embarcamos para ir para La paz e vou contar pra vocês que o ônibus parecia um ônibus de circo hahaha com umas cores bem esquisitas e bregas, o espaço era bem apertado e sem ar condicionado (e sem banheiro), bem estilo Bolívia mesmo, a gente tem um histórico com ônibus que pqp. A viagem tem duração de umas quatro horas e teve um momento dessa viagem que foi bem esquisito. Já estava quase anoitecendo quando todo mundo começou a descer do ônibus, deduzimos que tínhamos que descer também, paramos em um lugar para pagar por alguma coisa que nem sabíamos o que era, porque lá ninguém te avisa nada, você só segue o fluxo e ficamos paradas na frente do lago, esperando por algo acontecer. Vimos uns ônibus sendo atravessados por uma balsa e logo chegou um barco para nos levar pro outro lado. Sabe quando parece que você tá num filme ou numa pegadinha? Pois então, me senti hahaha entramos no barco e quando me dei conta estávamos no meio do lago, com um monte de gente tão perdida quanto eu, o motor começou a falhar e ficamos parados no meio do lago, eu tenho certeza que se alguém aparecesse e falasse "pegadinha do malandro" eu ia acreditar hahahaha Ficamos bem uns 10min pro cara ressuscitar aquela carcaça, de tão zuada que era, depois de muito custo chegamos ao outro lado. Não fazíamos ideia de onde que aquele ônibus ia aparecer, mas eu sabia que de qualquer forma eu ia reconhecer aquele ônibus de longe, de tão espalhafatoso que era, nós juntamos as únicas pessoas que reconhecemos serem do nosso ônibus e depois de um bom tempo, o circo, vulgo nosso ônibus, deu o ar da graça. Entramos no ônibus e mais algumas horas chegamos em La paz, gente essa cidade é muito louca, ela fica praticamente entre montanhas e a visão de cima é indescritível, é muito linda! Ainda mais a noite que você vê tudo brilhando entre altos e baixos. Chegamos ao terminal e fomos procurar um táxi, mas descobrimos que não era necessário, afinal estávamos perto da avenida principal, as 22h fomos bater perna para encontrar um hostel. Com muito custo encontramos um hostel muito legal, chamado Drew hostal, nos apresentaram os aposentos e capotei na cama. GASTOS: Taxa do terminal: S/.1,50 Banheiro: S/.0,50 Propina do onibus: S/.2 Xerox (esqueci de falar: para atravessar a fronteira você precisa tirar xerox do passaporte ou RG): S/.0,50 Passagem para La Paz: Bs.30 Ingresso para Isla del sol: Bs.28 Hamburguesa: Bs.10 Sorvete (muito ruim): Bs.3 Entrada da isla: Bs.10 (obrigatório pagar essa entrada) Taxa da balsa: Bs.2 Hostel: Bs.57 Um bolo aí que comprei em algum lugar: Bs.5 Dia 05/01 - La Paz Fomos tomar café - que era muito bom - tomei banho e fui arrumar minhas coisas porque nós iríamos para um outro hostel mais barato. Como no dia anterior estava a noite e não queríamos ficar andando a noite com o mochilão ficamos no primeiro hostel que vimos, não era caro, mas conseguíamos encontrar um lugar melhor. Nesse momento a Yolanda de repente descobriu que não tinha mais dinheiro e nós ficamos tipo "COMO ASSIM VOCÊ NÃO TEM MAIS DINHEIRO???" até hoje eu fico "onde que foi parar o dinheiro dessa menina?" De nós três, ela foi a única que não anotou os gastos, então nem tinha como saber. Mas, eu realmente fiquei impressionada de como uma pessoa pode deixar o dinheiro acabar, sinceramente eu vejo como irresponsabilidade. Nós não estávamos em grandes condições de ajudá-la, afinal nosso dinheiro estava contado. Ainda faltava comprar as passagens para santa cruz, pagar mais um dia de hospedagem e comida pra uns dois dias e ELA NÃO TINHA GRANA!!! Ela teve sorte que pelo menos não estava sozinha. Porque você estar sem grana, num lugar que não conhece deve ser desesperador. Fomos no terminal e as passagens para Santa Cruz estavam mais caras que o previsto, o dinheiro estava contado e não daria pra ajudar nossa amiga Yolanda, sem condições. Deixamos pra comprar depois e pensar num plano. Achamos um hostel mais barato, chamado Bunkie hostel, era ótimo, é um dos hostels mais famosos de La Paz, optamos por ele porque era bem localizado pra chegar no terminal era só subir a ladeira - porque a cidade toda é ladeira. A Yolanda falou com a mãe dela sobre o ocorrido e a mãe dela emprestou o cartão para comprarmos as passagens online, optamos por comprar as três passagens pela internet mesmo porque assim sobraria dinheiro para ajudar a Yolanda - confesso, que não me senti bem de ter que usar o dinheiro de outra pessoa, mas fazer o que né, eu pagaria por isso quando chegasse ao Brasil. Compramos as passagens pelo site de la preferida bus. Resolvemos dar uma volta pela cidade e antes de sairmos encontramos o Yuri, achei engraçado que nós nos encontrávamos em todas as cidades hahaha dessa vez ele estava sozinho, afinal o Gabriel já havia retornado ao Brasil. Fomos para o mercadão de la paz e comemos por lá mesmo, bem barato e gostoso. Troquei alguns pesos que eu tinha, você consegue trocar moedas facilmente pelas ruas. Voltei pro hostel e fui dormir um pouco, as meninas saíram para comprar alguma coisa. Quando eu acordei não tinha nada pra fazer então resolvi andar sem rumo pela cidade. E nossa, foi tão bom sair pela cidade sem nenhum rumo definido, la paz tem umas praças muito bonitas e que estavam toda iluminada, pessoas cantando e dançando no meio da rua, várias lojas abertas, vale a pena sair a noite por lá. Voltei pro hostel e lá conheci um argentino muito gente boa, e logo depois ele me apresentou seus amigos. Ele disse que a noite teria uma festa no Loki, então combinamos de ir. Lá pras 23h saímos pro Loki, que fica pertinho do nosso hostel, em menos de 10 min estávamos lá, o tema era festa da toga. A festa estava bem animada e a galera também, aparentemente só tinha argentinos na festa. Foi umas das festas mais animadas que eu pude participar durante a viagem, joguei um pouco de bilhar com uns caras - argentinos obviamente - o melhor foi que nem gastei tanto com bebida, porque tem um jogo que você arremessa as tampas das garrafas em um balde, se você acertar, ganha um xote de alguma coisa (pisco?) Acertei logo dois!!! Considero isso sorte, não habilidade. Conheci outros argentinos muito legais também e basicamente foi isso a noite toda, a galera era super legal e a música era ótima. 03h da madruga voltamos pro hostel. GASTOS: Hostel: Bs.44 Almoço: Bs.10 Uns doces: Bs.3 Cerveja: Bs.20 Mercado: Bs.7 (as meninas compraram pra mim água e miojo) Passagem para Santa Cruz: $26 Troquei 500 pesos e deu 4 bols Dia 06/01 - La Paz Acordamos cedo como sempre, tomamos o café da manha do hostel e nesse dia decidimos ir até o mirante. Andamos muitoooo e tivemos que subir muita ladeira, a visão que se tem da cidade lá do mirante é impressionante! Gente, é muito louco como La paz foi construída entre montanhas, de um lado você só vê construções e do outro só tem montanhas, é surreal. De longe já conseguíamos ver o temporal que se aproximava e parecia que ia chover muito. Aproveitamos o pouco tempo que tínhamos antes da chuva chegar, tiramos fotos e ficamos aproveitando aquela visão. Resolvemos descer e no meio do caminho fomos pegas pela chuva bem forte, mas tudo bem, eu acredito que chuva lava a alma, fomos assim mesmo, debaixo da chuva. Chegamos no hostel, ficamos um pouco por lá e mais tarde saímos em busca de um lugar pra comer, as meninas comeram no bk e dessa vez eu resisti ao hambúrguer, por incrível que pareça! Hahaha Decidi comer em outro lugar, no caminho de volta pro hostel encontrei uma loja de frango e resolvi comer lá, pedi uma espécie de picadinhos de frango e suco natural, foi mais barato que o bk e me senti mais satisfeita, percebi que o bolivianos tem um certo apreço por frango. Voltamos pro hostel e ficamos lá conversando com o Yuri sobre os passeios que ele tinha feito em La paz, ele e a Yolanda estavam tomando um chá de gengibre porque os dois estavam meio gripados devido ao clima de lá. Mais tarde combinamos de ir pra uma festa no Loki de novo. Na janta comi um miojo (porque tínhamos ido ao mercado mais cedo), e só isso já me alimentou. Umas 23h saimos rumo ao Loki e a festa lá estava bem animada, aparentemente é assim sempre. Conhecemos mais argentinos legais e joguei muita sinuca com o Yuri e uma galera que conhecemos, devo dizer que sinuca virou meu vício real hahaha Decidimos dar uma passada no Wild Rover que era mais ou menos perto de lá, só que ficava numa ladeira (pra variar), vida que segue. Cheguei lá e me arrependi um pouco de ter saído do Loki, não parecia tão animado lá e o ambiente também não me agradava muito, mas tudo bem, joguei mais sinuca hahaha mas, não ficamos tanto por lá, logo voltamos para o nosso hostel e capotei, no outro dia partiríamos para santa Cruz, ou seja, rumo a nuestra casita. GASTOS: Blood Boms (bebida): Bs.30 Mercado: Bs.40 Hot dog: Bs.5 Frango: Bs.25 Ps.: Esqueci de falar que comi um hot dog na rua, lembro bem que todo mundo me avisou para não comer essas comidas de rua lá. Lembro até o Yuri falando que eu ia sofrer. Como vocês podem ver, eu comprei... TREMENDO ERRO! 😂 Dia 07/01 - O furto Eu não me lembro muito desse dia, tenho apenas fleches de memoria, então vou dizer o que lembro e pode acabar soando meio vago, só sei que foi um dia horrível, sem sombras de dúvidas. Acordamos cedo para o check-out, era praticamente o último dia de viagem, parte de era tristeza e uma parte infima, era alívio. Estar em terras brasileiras, ouvir português, estar com a minha família. Mas não se enganem, ainda preferia estar explorando esse mundão. Arrumei minhas coisas com a maior calma do mundo, me despedi das pessoas que conheci, me despedi de la paz e dei uma até breve a minha jornada de mochileira. Não me lembro o que comi (nem, se comi haha), o que fiz, que horas saí, nem quantas horas foram de viagem (mas sei que foram muitas), só me lembro de sairmos cedo e ter tirado o Yuri arrastado da cama para dar um abraço nele hahaha O terminal era pertinho então fomos andando, o ônibus iria fazer uma parada de 1h30 em Cochabamba e trocaríamos de ônibus, o primeiro era convencional e o outro era executivo. Ok, embarcamos de boas com a nossas passagens compradas pela internet e pegamos os bancos da frente perto da porta (essa é uma informação importante para as coisas que vou lhes contar em breve), tinha apenas nós de estrangeiras ali, então fomos o centro das atenções. Sentei ao lado da Yolanda, fiquei na janela e ela no corredor. A minha amiga Yolanda como não perde a oportunidade de fazer bosta haha colocou a mochila de ataque embaixo da cadeira, depois de menos de uma hora de viagem o ônibus fez uma parada para pegar algumas pessoas. Como sabemos, Bolívia é terra sem lei então um monte de gente entrou no ônibus, pessoas que nem embarcariam e ali na entrada do ônibus (vulgo onde nós estávamos) virou a maior festa. Beleza, uns 10min depois das pessoas se acomodarem em seus assentos a Yolanda percebeu que a mochila dela não estava lá. Tipo, NÃO TAVA LÁ! Ela revirou todos os cantos procurando a bendita mochila, pediu pro motorista abrir o porta malas (não sei se é assim que se chama), mas a mochila não estava lá, revirou tudo e nada. Nesse momento eu não sabia se ria ou se chorava de desespero, como eu não perco a oportunidade, acabei rindo (porque é só isso que eu consigo fazer numas situações dessas), gente, meu povo, galerê, queria eu poder falar que isso foi o pior, mas não foi. O pior foi que ela deixou os documentos dela na mochila, OS DOCUMENTOS. Se eu achava que tava ruim, isso era mil vezes pior. Do fundo da minha alma vou dar um conselho a vocês: NUNCA DEIXE A PORRA DOS SEUS DOCUMENTOS NA MOCHILA. Os documentos você tem que carregar o tempo todo com você, nem que seja pra tomar banho, a não ser que você deixe em um lugar que sabe que é seguro, um armário com um cadeado, sei lá. Mas não pode vacilar com essas coisas, a desgraça só espera um deslize seu. E vou dizer que foi a primeira vez que a Yolanda colocou na mochila e essa única vez, roubaram tudo dela. Ok, agora vamos aos fatos. Conversando com as pessoas descobrimos o que tinha acontecido mais ou menos, ali na Bolívia tem um golpe muito conhecido, principalmente com turistas (coincidência não?). Geralmente acontece em ônibus e são duas mulheres. Elas entram nos ônibus e fingem ser passageiras (até porque qualquer um consegue entrar no ônibus, porque não tem fiscalização nenhuma), a vítima mais fácil, ela "ataca", como a mochila da Yolanda estava embaixo do banco e ela não estava prestando a mínima atenção, a mulher simplesmente pegou. Até hoje fico me perguntando como ela não viu alguém tirando a mochila dela bem na cara dela, e olha que a mochila não era pequena. E geralmente ficam duas mulheres porque uma pega as coisas e a outra fica de vigia do lado de fora, se der bosta ela avisa a outra, duas pilantras obviamente. Algumas pessoas viram uma mulher pegar a mochila da Yolanda e achei interessante que nem avisou, alertou, nada! Que empatia né. A Yolanda desceu do ônibus porque ela queria ir atrás da mulher, mas o motorista do ônibus não estava nem aí, ele já estava começando a fechar a porta e falou pra ela entrar, ela estava tão atordoada que nem ouviu e o ônibus começou a andar, não tinha muito o que fazer. Eu fiquei incrédula com a falta de empatia deles, eles não se sensibilizaram nem um pouco com a situação, ninguém se dispôs a ajudar, ninguém fez nada! Nem uma palavra amiga, aquilo pra eles era a coisa mais normal do mundo, como pode?? Comecei a ficar com raiva daquele lugar. Entramos no ônibus e ele partiu, a Yolanda teria que começar a aceitar o fato que não teria mais sua mochila de volta, numa das paradas conversamos com uma nativa e ela nos disse que essas mulheres que furtam coisas geralmente estão "armadas", elas andam com facas, se você for atrás ou denunciar, elas cortam o seu rosto como forma de "punição", no final foi bom ela não ter ido atrás dessas pessoas, pelo menos estava com vida e com a cara inteira. Sobre os pertences não teríamos o que fazer, mas nesse momento precisávamos pensar em uma coisa mais importante, o que iríamos fazer em relação aos documentos. Afinal a Yolanda nunca conseguiria voltar para o Brasil sem os documentos. Impressionante, ela não tinha dinheiro, os pertences mais importantes e os documentos, senão tivéssemos lá seria praticamente considerada indigente, por sorte ela colocou o celular no bolso da blusa antes de ser furtada, pelo menos isso. Algumas horas depois chegamos em Cochabamba, onde faríamos a troca de ônibus, tudo ali já estava me dando raiva, o lugar, o cheiro, as pessoas, não era um sentimento bom, mas não consegui evitar. Eu saí um pouco do terminal porque queria comprar uma blusa pra mãe, mas não consegui encontrar nada, rodando um pouco pela cidade vi como Cochabamba é uma cidade esquisita, acho que era o ranço batendo. A única coisa que eu queria naquele momento era pegar a merda do avião e ir embora daquele país. Desde de que saímos de la paz, todo mundo tinha sido bem ignorante e indiferente, quando fomos pegar nossos bilhetes e perguntamos para o atendente se tinha algo que a empresa podia fazer, ele disse que não, sem dar a mínima para o que aconteceu, tudo bem, eu não esperava muita coisa mesmo. Pegamos o segundo ônibus rumo a santa cruz, finalmente. Acho que seriam umas 10h de viagem só chegaríamos no outro dia de manhã. GASTOS: Baño: Bs.1 Taxa do terminal: Bs.2,50 Taxa do outro terminal: Bs.2,50 Frango (que compramos no terminal como janta): Bs.15 Dia 08/01- ADEUSSSSSS BOLíVIA!!! GASTOS: Táxi até a policia: Bs.15 Táxi até o consulado: Bs.20 Mercado: Bs.15 Táxi até o aeroporto: Bs.60 *gastos com o táxi foram divididos com a Carol Chegamos ao último dia de viagem, eu não podia acreditar. Mesmo depois de tudo o que aconteceu nas últimas horas, eu ainda estava triste de terminar (ou começar?) aquela jornada. Chegamos acho que umas 08h lá no terminal, parecia outro mundo. O terminal era muito grande e organizado, diferente de todos os outros que passamos que era o puro caos, me surpreendi. Esse terminal é tão organizado que tinha até um posto da polícia, então fomos lá nos informar sobre os procedimentos. Chegamos lá e não tinha ninguém, não tinha nem um computador, apenas um caderno. Já aceitei o fato que nada seria resolvido lá, obviamente. Depois de muito tempo o policial (?) apareceu . Explicamos tudo o que aconteceu e ele nos disse que teríamos que ir na delegacia fazer um boletim de ocorrência e depois ir no consulado brasileiro, ele nos deu o endereço e lá fomos nós. Meu dinheiro estava acabando, só teria para o táxi, eu não estava em condições de me bancar, ainda mais bancar a Yolanda, então foi foda... Pegamos o táxi e ele nos deixou em frente a delegacia, estava cheio pra caralho! E a delegacia lá é um pouco estranha, porque assim, aqui no Brasil temos uma delegacia específica para cada coisa e geralmente ela está em diferentes lugares distribuídos pela cidade. Lá não, era como todas as delegacias em um mesmo lugar, cada um com seu departamento. E pra achar o lugar certo, rodamos aquele lugar inteiro, toda hora que achávamos que tínhamos achado, na verdade não hahaha depois de uns 30min achamos o departamento especializado em furtos e roubos. Não tinha ninguém, apenas um monte de policiais. Explicamos tudo o que aconteceu pro policial, e ele fez um boletim de ocorrência, escreveu tudo errado no boletim hahahahaha depois disso, ele disse para levar esse boletim no consulado. E lá vamos nós gastar mais dinheiro com o táxi, eu já estava quase zerada. Rapidinho chegamos ao consulado e quando entramos lá eu fui invadida por um sentimento de paz inexplicável, ouvir português, falar com os meus irmãos de pátria, ver a bandeira do país e praticamente sentir o Brasil ali foi como um calmante, era um pedacinho do Brasil numa terra desconhecida, eu não sabia que estava com saudades até entrar lá. O consulado estava vazio então fomos atendidas rapidamente, a Yolanda explicou tudo e o atendente muito simpático e prestativo disse que ficaria tudo bem e que ela conseguiria voltar ao Brasil, disse palavras de conforto. Coisa que até então, ninguém fez, uma coisa tão simples. Por sorte, a Yolanda tinha o bilhete de estudante - fora da validade - mas o que importava era que ela tinha algum documento que comprovava seus dados. Isso facilitou muito o processo, eles tiraram uma foto, coletaram as digitais e ela passou por uma série de perguntas (que eu não sei ao certo, porque ela foi sozinha), em menos de uma hora ela recebeu uma autorização de retorno ao Brasil, achei bem impactante esse título hahaha uma onda de alívio bateu em mim, a Yolanda conseguiria voltar ao Brasil. E devo dizer que nem precisou do boletim de ocorrência. Ainda bem que existem consulados, porque eles te ajudam quando você menos espera, eu só tenho a agradecer a eles por toda a ajuda, porque mais do que dar apenas uma autorização e suporte, eles se mostraram sensibilizados com o que aconteceu e fizeram de tudo pra ajudar e isso foi uma coisa que quase ninguém fez - apenas a nativa que eu mencionei que se mostrou bem preocupada. Finalmente podíamos ir ao aeroporto, ante disso passamos no mercado e comprei algumas coisas com o último resquício de dinheiro que eu tinha. Nesse momento comecei a passar mal, e porque? Por causa da bosta do hot dog da noite passada, comecei a lembrar de todos os conselhos que me foram dados e ignorados. Dica do fundo meu core: não comam essas comidas de rua, pelo seu próprio bem. Devo dizer que santa cruz é uma cidade muito bonita, bem desenvolvida e bem parecida com SP, foi a cidade mais bonita que eu passei na Bolívia, me surpreendi de verdade. Pegamos o táxi para o aeroporto e o taxista era muitoooo legal, muito simpático, nós contou sobre as várias aventuras dele pela América do sul. Uma coisa que notei em santa cruz: as pessoas são muito educadas, até então eu estava tão desacreditada na bondade das pessoas de lá, que me esqueci que as pessoas boas, felizmente, são maioria. Essa última cidade deixou uma boa impressão da Bolívia, por mais que tenha acontecido várias coisas que me deixaram irritada lá, eu voltaria pro Brasil com várias histórias incríveis pra contar. Ficamos no aeroporto por horas até o nosso embarque que seria 1h da manhã do dia 09. Eu só tinha algumas coisas do mercado pra comer e sobrou literalmente, 1bol. Fiquei impressionada de como o dinheiro deu certinho 😂 por pouco. Dado a hora do embarque, foi tudo tranquilo, a Yolanda conseguiu embarcar de boa com a autorização dela. E era hora de voltar pra casa, eu nem conseguia acreditar as coisas incríveis que vivi nesse um mês, lembrei de todas as pessoas que conheci, todos os lugares que passei, todos os perrengues que fizeram a viagem ainda melhor - porque hoje quando eu lembro, eu dou muita risada. Foi a minha primeira viagem sozinha por esse mundão, foi a primeira vez que eu senti a verdadeira sensação de liberdade e de gratidão, por estar ali, na hora certa e no momento certo. Eu com certeza, sem sombra de dúvidas, ainda vou me aventurar muito por esse mundão, que tem tanto a nos ensinar. Ainda tenho muitas pessoas pra conhecer, muitos lugares pra ver e muitos perrengues pra passar. Eu de coração, espero que meu relato tenha ajudado vocês, seja com o roteiro que vão seguir ou seja inspirando, inspirando a sair da sua zona de conforto e ver você mesmo tudo o que eu vi - e até mais. Que você viva histórias tão intensas quanto as minhas e venha aqui compartilhar sua história para inspirar outras pessoas. Até mais galera, nos encontraremos na próxima jornada! Abraços.
  4. Dia 31/12 - ANO NOVOOOOO!!! Acordamos 07h30 para o zip-line, que nada mais é que uma sequência de quatro tirolesas, uma maior que a outra. A princípio não era nossa intenção fazer-lo, mas como a nossa grana estava curta para fazer outras coisas, optamos por dar uma oportunidade a essa aventura, afinal o zip-line é numa espécie de cânion, cujo nome não me lembro. Fomos para agência e depois de uns 20 min, subimos para a van, achei engraçado que só tínhamos nós de estrangeiras no carro, o povo era tudo do Peru, aparentemente os turistas não fazem muito aquele passeio. Passaram-se uns 30 min e chegamos ao local, assinamos um contrato que era mais ou menos sobre se eu morresse ali eles não se responsabilizariam, mas beleza, eu não estava com medo. Colocamos os equipamentos e foram passadas algumas instruções. Devo dizer que foi nessas instruções que aprendi uma palavra muito interessante em espanhol, o guia começou a dar instruções para quem era "surdo", daí eu pensei: se a pessoa é surda como que ela vai ouvir o que o cara estava falando? Quando foi a minha vez de ir, o cara falou "eres surda?" E eu disse "não, eu escuto muito bem", ele ficou com uma cara de quem não estava entendendo nada, eu também provavelmente. Daí ele falou "mano derecha y izquierda", e foi assim que eu entendi que "surdo" é destro. Ok, vida que segue. São 4 sequências de tirolesas, a primeira 400m, a segunda 500m, depois 600m e por último 700m. As primeiras três vezes fui na posição normal e a última fui na posição Superman, como vocês já podem imaginar. Cada tirolesa era de tirar o fôlego, a visão que se tinha lá em cima era de cair o queixo de tão surpreendente e alto que era. Nos deixaram livres para tirar fotos e depois voltamos para a cidade, vivas. Ainda bem. Fomos comprar nossas passagens para Copacabana no terminal e mal sabíamos o que aconteceria no futuro. Voltamos a pé pro hostel, inclusive se você quiser economizar grana, vai pro terminal a pé, é pertinho da Plaza, uns 25min e você economiza 6 soles. Nesse caminho de volta pro hostel, aproveitei para comprar minha blusa de alpaca e um boneco de alpaca, que eu estava louca pra comprar desde de que pus os olhos pela primeira vez, devo dizer inclusive, que se eu fosse rica (ou fosse como o Soaren que não tem com o que gastar seu dinheiro) eu teria comprado uma llama em tamanho real.Como estávamos mais afastadas da cidade, então saiu bem mais em conta o que compramos. Passamos na farmácia e compramos repelente para Machu Picchu (mal sabia eu que devia ter comprado para ica né). Comemos no subway e a Carol passou mal de novo, então teve que ficar descansando um pouco a tarde. Tomei o sagrado banho e me arrumei pro ano novo, eu nem podia acreditar que era o último dia de 2017 e eu estava em Cusco! Durante muito tempo eu sonhei que iria fazer um mochilão pela América do sul, eu nem podia acreditar que realmente estava acontecendo, é tão gratificante quando você realiza algo que tanto sonhou. Dei uma passadinha rápida no mercado e fiquei jogando ping-pong até dar a hora de sair. Resolvemos ir primeiro pro Wild Rover encontrar os alemães, conversamos um pouco e bebemos uma cervejinha. Ficamos pouco tempo lá, pois tivemos que descer (porque o WR fica numa puta ladeira do caralho) para encontrar o Max e a Danina (os alemães que conhecemos em Arequipa). Devo dizer que também marquei de encontrar o Ramiro na plaza umas 23h30 (aquele que conheci no Uyuni), mas foi uma péssima ideia. Era 21h30 e já estávamos na Plaza esperando os alemães, quando encontramos os brasileiros que conhecemos em Arequipa, o Yuri e o Gabriel. Ficamos conversando e o Max e a Danina chegaram logo depois, conhecemos o namorado da Danina e uma amiga deles, foi legal porque todo mundo interagiu naquele momento. Nos despedimos do Yuri e do Gabriel e o Max nos levou para uma pedra onde tínhamos uma visão panorâmica da cidade, era lindo demais, essa pedra era perto de uma pequena queda d'água e pra chegar nela tem que subir uma ladeira enorme. Fica na rua do hostel flying dog. Nessa pedra conhecemos os amigos alemães do Max e da Danina, eles estavam fazendo trabalho voluntário em Cusco. Ficamos pouco tempo lá, afinal a maior parte daquela galera eu não conhecia e queria estar perto de pessoas que eu já conhecia e gostava. Nos despedimos do Max e da Danina, pra valer dessa vez, foi triste dizer adeus principalmente pra Danina, uma pessoa que gostei muito. Fomos pro hostel do Kennedy e da Eloara e foi a melhor decisão que tomamos na vida. Foi super legal, estava tendo uma festa lá - obviamente. Não pretendíamos beber, mas o Kennedy insistiu muito para que experimentassemos uma bebida e acabamos topando, era uma bebida muitoooo boa, eu não lembro o nome, só lembro que era algo misturado com Coca-Cola. Ficamos um bom tempo dançando, bebendo e conhecendo pessoas novas daquele hostel. A amizade que nós criamos com o Kennedy e a Eloara era estranha, porque parecia que nos conhecíamos a anos e eu confiava demais neles, definitivamente o nosso santo bateu, e eu sou muito grata por tê-los conhecido e ainda mais por passar a virada do ano com eles. Conhecemos um cara que nós já tínhamos lido o relato dele na página do mochileiros no Facebook, foi muito surreal, porque o relato daquele cara foi um dos que me mais me inspirou a começar aquela jornada, até hoje eu não acredito. O tempo passou tão rápido que nem percebemos que só faltavam 10min para a virada do ano. Fomos para a Plaza e finalmente começou a contagem regressiva, gritei pra caralho como se não houvesse amanhã, e os fogos começaram a explodir no céu, estávamos tão felizes, os fogos não só explodiam no céu, como na minha alma. Foi surreal as emoções que senti naquele momento, porque novamente eu estava com as pessoas certas, no lugar certo, não podia ter feito escolha melhor. Eu não sei se é em todo o Peru ou apenas em Cusco, os nativos têm a tradição de toda virada do ano dar sete voltas em volta da Plaza, acho que pra dar sorte e diferente do Brasil, as pessoas tem a tradição de se vestir todo de amarelo, para atrair dinheiro. Assim que deu a virada o Kennedy abriu o champanhe e comemoramos todos juntos o ano que tinha acabado de começar. Sabe, eu posso dizer que fiquei aliviada de passar a virada do ano com brasileiros, porque ninguém sabe comemorar como brasileiro, é muito mais caloroso e divertido, ainda mais com amigos que gostei tanto de conhecer. Depois de tomar o champanhe, fomos levados por uma multidão que estava dando as voltas na Plaza. Olhei em volta para todas aquelas pessoas felizes, cheias de esperança para o novo ano, com aquele céu cheio de fogos, só pude sentir gratidão pela vida. Inclusive, se você pretende passar o ano novo viajando, indico irem para Cusco, é a cidade mais badalada e animada pra passar a virada no Peru, tem muitas festas e a Plaza fica super animada também. Depois de darmos uma volta na Plaza decidimos que era hora de encontrar o Wenzel e o Jonnhy. Me despedi do Kennedy e da Eloara com o coração na mão, definitivamente foi a despedida mais triste que tive, afinal eu tinha gostado realmente deles. Lá fomos nós subir aquela puta ladeira de novo para ir pro WR, o legal é que eu sempre encontrava alguém e mesmo sem se conhecer nós desejávamos feliz ano novo e nos abraçávamos, é o efeito do ano novo - ou da bebida Chegamos no WR e a festa estava a mesma coisa, só que quase todo mundo bêbado. Conversamos, dançamos, bebemos e nos divertimos demais. Esse hostel por ficar no topo de Cusco praticamente, rende uma visão panorâmica da cidade, era muito legal ver os fogos de lá. Mas eu ainda preferia ficar no meio do povão para passar a virada.Depois de altas horas me divertindo, resolvemos que era hora de dar o pé e voltamos pro hostel, Carol não estava passando muito bem então não pudemos ficar mais. Ainda não tinha caído a ficha que já era 2018, que loucura! PS: como puderam perceber, não encontrei o Ramiro. Combinei de encontrar ele na Plaza aluna minutos antes da virada - oque foi um péssimo ponto de encontro, afinal havia centenas de pessoas lá, era impossível acha-lo. PS: lembram que eu tinha combinado de encontrar o Vicente, aquele francês do Uyuni? Então, tentamos marcar de se encontrar, mas ele estava em Puno é só chegaria no dia 1, e nesse dia nós iríamos para MP, em pensamos em ser dia 2 quando voltássemos, mas também não daria porque ele estaria indo para MP, daí já desistimos da ideias de nós encontrar porque o roteiro não estava batendo. GASTOS: Cotação do dia: $1- S/.3,20 (trocamos $55 e deu S/.176,00) Repelente: S/.4 (div.) Blusa: S/.23 llamas (chaveiro): S/.4 llama: S/.13 Mercado: S/.4 Subway: S/.9 Passagem para Copacabana: S/.50 Dia 01/01- Ida para aguas calientes Acordamos 06h da manhã e eu tinha me arrependido amargamente por ter escolhido aquele dia para ir pra MP, eu estava simplesmente acabada. Fomos para a Plaza e pegamos a van, foram 6h de viagem. Tivemos uma parada para almoçar (que não é incluso) e fomos deixadas na hidrelétrica para começar a caminhada até aguas calientes. Essa caminhada de 11km não foi fácil, principalmente para a Carol que estava sentindo dores em tudo quanto era parte do corpo, pensei que ela fosse desmaiar a qualquer momento, por esse motivo demoramos mais que o previsto para chegar ao pueblo, geralmente em 2h você termina o trajeto, demoramos 3h! A trilha não é difícil, você vai seguindo o trilho do trem e sempre tem bastante gente nesse caminho, só fique atento com a sinalização do trem para não ser atropelado, logo na parte final da trilha vai ter uma bifurcação, é o único desvio que tem durante todo o trajeto, você tem que desviar o caminho (ou seja, não ir pelo trilho), porque logo mais a frente tem um túnel e se você estiver lá e passar um trem, você não tem muito pra onde correr, então já sabe, na parte final da trilha, não passe por nenhum túnel. Fora isso, não tem nenhum perigo, é legal que em vários momentos você consegue ver o rio bem imponente, com toda a sua força. Obs: indico levarem repelente, eu não sofri com isso porque eu acho que Deus resolveu me poupar depois de Ica, mas várias pessoas que eu encontrei, recomendaram levar, durante a trilha tem muito mosquito. Chegamos em Aguas calientes por volta das 19h, já havia anoitecido e a cidade é muito linda e charmosa a noite, é tipo uma vilazinha bem afastada do mundo, não sei se por estar tão perto da cidade perdida, mas aquele Pueblo tem um ar meio misterioso e enigmático. Já havíamos reservado um hostel pois era uma época de alta temporada, mas depois conversando com algumas pessoas, descobri que não era tão necessário assim ter reservado. O Pueblo é bem pequeno e eu achava que não dava pra me perder, mas me perdi. Rodamos a vila inteira até achar o bendito hostel Urpi, chegamos no quarto e ficamos beeeem surpresas, era mais um hotel que um hostel, era um quarto para três pessoas, tínhamos o nosso próprio banheiro, o que era ótimo. Sabe, eu gosto muito da vibe do hostel e não troco por nenhum luxo, mas naquele momento eu fiquei muito feliz por ter um quarto "só pra mim", eu precisava de paz e precisava descansar, só queria poder jogar minhas coisas em qualquer lugar e capotar na cama. A Yolanda estava mal também e resolveu já dormir, ela estava com uma febre alta e estava me preocupando um pouco, pelo estado dela eu não sabia se ela aguentaria subir MP no dia seguinte. Saímos só para comprar uma pizza e finalmente fui dormir. E pensar que no outro dia eu ia conhecer MP, uma das sete maravilhas do mundo. Meu coração ainda não estava preparado hahaha GASTOS: Banheiro: Cotação do dia: $1- S/.3,20 (trocamos $55 e deu S/.176,00) Repelente: S/.1 Almoço: S/.10 Hostel: S/.37 Pizza: S/.9,30 Snack: S/.2,50 Dia 02/01- MACHU PICCHU Os nossos ingressos para MP era para a parte da manhã, então levantamos 03h30 pra começar bem cedo. No dia anterior o hostel nos deixou uns snacks (já que não ficaríamos para o café da manhã), por volta de 04h30 chegamos ao ponto inicial da trilha. Demoramos umas 2h para chegar ao topo e pqp, que subida é aquela? Gente de verdade, até hoje eu me pergunto como alguém descobriu MP. Você tem que subir uns 10.000 degraus pra chegar, é muitoooo cansativo, eu nunca fiz tanto esforço na vida. Você tem que pegar um carro por 6h numa mistura de estrada com barro mais precipício, andar 11km perto de um rio gigante e ainda tem que subir dezenas de degraus em meio a floresta, como diabos alguém conseguiu em encontrar esse lugar? Não é a toa que se chama cidade perdida dos incas. Mas pelo menos tem sinal no celular (coisa que na minha casa não tem). Em diversos momentos eu fiquei pensando o porquê que eu não paguei $30 para subir de carro. Mesmo que minhas pernas quase tenham caído do corpo, não me arrependo nem um pouco de subir a pé, porque sinceramente eu acho muita hipocrisia você pagar pra subir de ônibus (fora as pessoas que necessitam), para pra pensar... Na época dos incas não tinha ônibus para levá-los até lá em cima, era na raça mesmo. Eu queria me sentir o mais próximo possível daquele lugar, e para isso era necessário que eu fizesse o mesmo trajeto que eles faziam, era necessário que eu fizesse o mínimo de esforço para me sentir digna de pisar ali, naquela terra sagrada. Sem contar que a sensação de chegar ao topo é indescritível, me senti vencendo a são silvestre. Durante todo o caminho, tinha muita névoa e estava meio nublado, confesso que fiquei um pouco preocupada de o tempo não abrir, como fomos no verão já estávamos cientes de que o tempo é bem instável, chove muito e tem muita neblina, tudo o que não queríamos no momento. Ok, chegamos lá em cima daquele jeito né, havia muitas pessoas lá - obviamente - e havia vários guias ofertando seus serviços, então quem quiser pode deixar pra fechar lá. Quando finalmente coloquei meus pés na cidade inca foi tão surreal, a energia daquele lugar é indescritível, eu nunca conseguiria explicar pra vocês o que é estar lá. Ver o estilo de vida que eles levavam e a forma como a cidade foi construída é inacreditável. Quando cheguei lá e vi as pequenas casas me peguei imaginando como eles viviam, o que eles comiam, seus rituais, sua forma de produção. Mais tarde eu pesquisei sobre a cidade e descobri muitas coisas interessantes. A cidade era muito desenvolvida para a época, a forma de canalizar a água por exemplo, era uma coisa que muitas cidades da Europa ainda não tinham, e toda a estrutura do lugar era pensada com um propósito. Quando começou as invasões espanholas os incas souberam antes que eles os alcançassem, então eles decidiram abandonar a cidade, para um bem maior (uma das versões que ouvi). Eu acredito que eles queriam deixar um legado, ser lembrados. E aquele lugar era tão sagrado e importante, que eles preferiram sacrificar a própria vida, deixando tudo pra trás, para proteger aquilo que consideravam sagrado. Eles abandonaram e esconderam a cidade, e ela só foi descoberta séculos depois, em 1913, por um historiador americano. Infelizmente resta apenas 60% (ou algo assim) do que era MP, devido a exploração turística. Em julho de 2017, o governo peruano, decidiu limitar a entrada de turistas por dia - nada mais que justo - afinal, senão cuidar desse patrimônio, eles pode deixar de existir. Bom, ficamos explorando a cidade inca, o legal é que lá tem várias alpacas, dá pra fazer umas fotos legais com elas. Como eu disse, estava com bastante neblina e não conseguíamos ver muito a montanha inca. Depois de algumas horas de paciência, o tempo abriu e conseguimos ver perfeitamente aquela imagem clássica de MP, vem plena. Conhecemos um baiano, chamado Eduardo, muitoooo gente boa, esse cara era muito engraçado, me diverti demais com ele, foi uma pena que passamos apenas alguns minutos juntos, ele disse que estava há horas esperando o momento certo pra tirar aquela foto clássica em MP, ele disse que só sairia de lá depois que conseguisse. Como estava na hora de irmos embora, então trocamos contato para ver se ele iria conseguir tirar a tão sonhada foto (e conseguiu mesmo! Hahaha). Ficamos explorando mais daquele lugar surreal e quando deu 10h30 começamos a descida. Por volta de 13h já estávamos começando a trilha de volta para a hidrelétrica. Começou a chover e eu não tinha nada pra me proteger - o que descobri mais tarde que foi um tremendo erro. Eu não tinha nada para me cobrir da chuva, mas como eu tinha algumas roupas na mochila, meu coração estava tranquilo. Resultado final, depois de duas horas chegamos a hidrelétrica, eu estava completamente molhada, com um frio do caralho e a mochila (e as roupas dentro) também estavam molhada para a infelicidade do meu corpo. Chegamos no ponto de encontro e só encontramos um casal que tinha ido conosco, eles nos alertaram que o carro estaria do outro lado da ponte e que teríamos que ir até lá - já comecei a ficar puta. Para chegar do outro lado tem que passar por uma ponte, de longe eu avistei uma pessoa muito parecida com o Vicente, conforme fomos nos aproximando percebi que realmente era ele! Corremos para o abraço hahaha Ele estava com a namorada dele, e nossa, ficamos incrédulos com a coincidência. Foi muita loucura encontrar ele ali, no meio da ponte, um lugar que nem deveríamos estar, ficamos conversando um tempo e nos despedimos ainda bem chocados com o reencontro inesperado. Depois chegamos ao outro lado e ficamos procurando a nossa agência... E nada. O casal que estava com a gente entrou no carro de uma agência que eles tinham nome na lista, o cara falou que o nosso nome não estava lá, eu já estava tão puta da vida, porque estava toda molhada, com frio, cansada que comecei a falar um monte pro cara, que nem tinha culpa direito. Mas falei que era muita irresponsabilidade simplesmente não dar as informações corretas e deixar que ficássemos andando pra lá e pra cá procurando o carro que deveria estar nos esperando. Daí ele fez uma ligação e disse que o nosso carro estava do outro lado. Então, lá fomos nós de novo atravessar a merda daquela ponte. Encontramos o carro e o cara super deu um de João sem braço, impressionante. Essa viagem de volta foi bem difícil pra mim, porque eu estava com muito frio e minhas roupas todas molhadas, real oficial: comprem uma capa de chuva, você vai pagar caro mas vai valer a pena hahaha A viagem durou mais de 6h e nós tínhamos cometido o erro de comprar as passagens para Copacabana para aquele dia, vocês já podem prever que deu muita bosta né. O carro demorou mais que o previsto e quando chegamos em Cusco já era hora do ônibus sair. Corremos para o hostel na tentativa frustrada de ir no rodoviária e pegar o ônibus a tempo, quando chegamos no hostel percebemos que isso não daria certo, então fomos na rodoviária resolver isso. A mulher da companhia era tão irritante e mal educada que senti vontade de enfiar aquela passagem na boca dela, ela só sabia falar "no podemos hacer nada" acabamos tendo que comprar outra passagem, por sorte a passagem foi bem mais em conta, levando em consideração que já havíamos pago o primeiro né. Sabe, eu não podia falar que estava tão triste ou irritada por ter perdido o ônibus, eu estava tão cansada que eu só queria uma cama, eu estava aliviada isso sim, há males que vêm para o bem. Fomos pro hostel, tomei um banho merecido depois de tudo que passei e fui para o conforto da cama no hostel que há muito custo aprendi a gostar. Inclusive o dono do hostel de tão fofo que era me deu uma bolsa (segundo ele era um regalo), achei muito legal da parte dele. Nesse hostel eu me senti em casa, porque a galera era muito legal, assistíamos na netflix, fazíamos um chá da tarde todos os dias, jogávamos ping-pong, brincávamos o cachorrinho e os todos super amáveis. VID_20171229_175736299.mp4 GASTOS: Hamburguer (nem sei onde comprei): S/.5 Táxi: S/.3,20 (ida e volta) Ônibus Copacabana: S/.40 Hostel: S/.100
  5. Obrigada!! então Diego, eu até pensei em ir de ônibus mesmo, mas como tinha que dar muito rolê e fazendo as contas percebi que não iria dar uma grande diferença de preço, optei por ir de agencia mesmo. Mas tbm não posso dizer que sofri menos, 6h de carro e dps 11km de trilha debaixo de chuva não é nada fácil haha até hj não sei como minhas pernas estão aqui. Nós não fomos com guia para MP, só pegamos o carro para a Hidrelétrica, eu não tinha pique e nem dinheiro pra ficar ouvindo um monte de explicações em MP, lá eu só queria paz e silencio (que na minha opinião é mais a vibe do lugar). Depois eu pesquisei sobre a cidade perdida e peguei algumas explicações de guias la.
  6. Dia 27/12- Ica Acordei cedo depois da péssima noite que tive, acordei toda picada de mosquitos, como eu tenho um pouco de alergia a picadas de insetos eu fiquei bem vermelha e as partes que estavam mais expostas ficavam coçando muito e doendo, foi horrível. Até usei alguns remédios pra coceira, mas não me ajudaram muito. Os brasileiros, os espanhóis e a Deise já tinham ido embora e só restou nós lá mesmo, voltou a ser um hotel fantasma hahaha Conhecemos uns brasileiros que tinham acabado de chegar e eles e a Yolanda foram subir as dunas porque queriam ver o oásis lá de cima. Como eu estava meio mal das picadas e estava bem cansada devido a péssima noite, acabei nem indo. Zero pique. Enquanto isso, fui na mesma lanchonete do dia anterior e pedi Hambúrguer de novo, porque era o mais barato. Ps.: Se você quer economizar então vai a dica, evita almoçar lá. Almoço e janta são muito caros, vale mais a pena comer umas besteiras lá (afinal, você só vai ficar um dia) e deixar pra comer melhor em Ica. Ou então, se permitir ter uma refeição, como nós. Arrumamos nossas coisas e já fomos embora assim que a Yolanda voltou. Dessa vez, pegamos os famosos tuk-tuks de Ica, me senti na Índia não vou negar foi muito legal experimentar esse costume local, sem contar que é mais barato que táxi. E se você pensa que esses carros são pequenos demais pra caber um mochilão, fica tranquilo, porque coube três mochilões perfeitamente hahaha Fomos deixadas na Plaza de armas, a minha primeira impressão da cidade foi horrível, parecia ser uma cidade bem caótica e barulhenta, tivemos que andar pra cacete pra encontrar o nosso hostel, eu já havia pesquisado um hostel muito legal e super barato, então já fomos em direção a ele. Depois de andar uns 30 minutos, finalmente chegamos e me surpreendi muito com esse hostel, se chama Ica Hostel eu acho. Ele tem uma infraestrutura maravilhosa, tem café da manhã, bar e uma vibe muito boa, ele tem um preço ótimo, então eu super indico. Tô fazendo o maior jaba do hostel hahaha esse hostel foi o melhor que eu fiquei durante toda a viagem, ele superou o Wild Rover (e um chuveiro melhor ainda). Tomei o sagrado banho e fomos comprar as passagens para Cusco, antes disso trocamos mais dinheiro. Ps.: Em ica não tem casas de câmbio e sim pessoas que trocam o dinheiro na rua mesmo, apesar de parecer golpe, não é. Mas prestem bem atenção, geralmente eles vestem uma roupa que os identifica. As passagens estavam caríssimas e acabamos optando pela Palomino de novo. Passamos em uma lojinha e compramos algumas coisas para comer, fomos no mercado comprar snacks (mas as coisas não eram muito baratas lá). Voltamos pro hostel e ficamos no bar jogando ping-pong e sinuca. Ficamos na área do hostel e lá conhecemos um brasileiro (que não parecia nem um pouco brasileiro) e seu amigo, um pouco esquisito hahaha de quebra conhecemos também dois alemães, Wenzel e Jonnhy. Mal sabíamos nós que nos tornaríamos muito próximos os dois alemães estavam fazendo intercâmbio no Rio de janeiro e eram mais brasileiros que nós. Ficamos conversando na área do hostel quando o Wenzel falou que o hostel dava Free pisco, como eu não posso ver nada de graça que já quero e eu já estava in love pelo pisco, logo fui pegar meu Free pisco parte dois chamamos eles pra ficar no bar do hostel, e curtimos muito a noite jogando sinuca e bebendo pisco hahaha eles foram as melhores pessoas que tive o prazer de conhecer, eles iriam pra Cusco no dia seguinte, então combinamos de nos encontrar lá. GASTOS: Cotação do dia: $1- S/.3,22 (trocamos $40 e deu S/.128) Hamburguer: S/.5 Táxi: S/.1,70 (dividido) Passagem para Ica: S/.110 Comida: S/.7,50 Snacks: S/.3,60 Dia 28/12- 17h Acordamos cedo e tivemos um ótimo café da manhã, depois disso fui tomar o sagrado banho e arrumar minhas coisas para o check-out, depois fomos para o terminal da Palomino, pegamos o bus e eu me dei conta de que não estava preparada para 17h de viagem, com direito a precipício, passar mal e não conseguir dormir a viagem inteira. Se eu achava que a viagem Tacna-arequipa tinha sido ruim, o destino estava me reservando coisa pior. PS.: Esse trajeto é muito demorado e tem muitaaaaaaas curvas, vá preparado com muito dramin e um saquinho, você vai precisar. GASTOS: Snacks: S/.4 Táxi até o terminal: S/.1,20 Dia 29/12- Cusco Chegamos 8h em Cusco, o tempo estava feio, chuvoso e frio. Procuramos um táxi, mas estava caro, acabamos encontrando um casal de italianos e rachamos o táxi, como já tínhamos reservado um hostel - afinal é uma época com muitos turistas e não queríamos arriscar ficar sem hostel - já fomos deixadas na rua do hostel. Chegando lá tivemos um pequeno susto, o hostel mais parecia que ficava na entrada de um beco (porque era mesmo), era um hostel novo mas a estrutura não era muito boa, se chama Cobra Hostel. Quando chegamos lá os donos pareciam até um pouco surpresos com nossa ilustre presença. Assim que chegamos já pensamos em mudar de hostel, mas fomos conquistadas pelos dois donos no hostel. Fomos pro nosso quarto - que até que era bom, tomei um banho maravilhoso que tinha seus altos e baixos, depois fomos procurar um lugar pra comer. Fomos ao mercado de San Pedro, que é ótimo lugar pra comer bem e barato (tem feijão lá). O legal é que lá tem muito coisas baratas para comprar, então logo comprei uma souvenirs, parei numa barraquinha e resolvi comprar um suco porque era baratinho, só sei que no primeiro gole quase gorfei aquilo de tão ruim, fiquei bem uma hora tentando tomar aquilo, porque o Julius que existe dentro de mim ficava pensando que tinha gasto 1 sol naquela bosta, mas depois não deu mais e joguei no lixo. Depois fomos procurar uma agência para fazer os passeios e fomos comprar os tickets para Machu Picchu, logo na fila conhecemos dois acreanos, muito gente boa, batemos o maior papo e logo trocamos contato. Fizemos algumas pesquisas para comparar os preços da agência e fechamos em uma para fazer o trajeto até a hidrelétrica, a humantay e de última hora decidimos fazer zip-line. Fomos ao mercado para comprar comida e voltamos pro hostel para dar aquele famigerado descanso. Marcamos de encontrar o Wenzel e o Jonnhy na plaza a noite. Foi o tempo de comer e já ir. Encontramos eles e fomos procurar um bar barato, o que mais tem na cidade é bar galera, então só sair garimpando. Encontramos um bar super legal, onde ficamos bebendo e conversando, eu queria indicar esse lugar onde a bebida é super barata, mas eu vou fazer devendo essa porque eu não lembro. Nesse dia estava chovendo bastante, mas quem liga pro tempo quando se esta viajando, né? Nota: Sobre a cidade... Ela é linda, tem um ar meio coloquial pela interferência europeia. Não se engane com a cidade, pode parecer uma cidade muito desenvolvida, mas é uma cidade pobre que gira quase que exclusivamente em torno do turismo. Tem muitas coisas para conhecer lá, então você nunca vai ficar entendiado, mas também se prepare porque tem muitas ladeiras. *Vou ficar devendo fotos de qualidade, porque o Drive resolveu dar a louca agora. GASTOS: Cotação do dia: $1- S/.3,21 (trocamos $70 e deu S/.224,70) Cotação do dia: $1- S/.3,21 (trocamos $48 e deu S/.154) (Fomos duas vezes) Machu Picchu (ingresso): S/.152 Llmas: S/.3 Bolsinha: S/.3 Chaveiro: S/.2 Almoço: S/.5 Gorro: S/.9 Transporte para Hidreletrica: S/.55 Humantay+ Zip-Line: S/.165 Mercado: S/.8 cerveja: S/.12 Dia 30/12- Humantay Levantamos cedo pra caralho, mais ou menos 3h40 para fazer o passeio da humantay, ou seja, devo ter dormido umas 3h, afinal tínhamos ido pro bar no dia anterior, consequências né. 04h40 a agência veio nos buscar, e devo dizer que eles quase não nos acharam, afinal estávamos meio isoladas naquele beco. Fomos num carro que tinha uma galera muito chata da Argentina que se isolavam entre eles e se achavam maior que o mundo. Demoramos duas horas numa estrada bem pavimentada, com direito a precipício obviamente. E depois pegamos 30 min de estrada de barro. Paramos para desayunar (que estava muito bom) e acabamos conhecendo um casal do Acre, foi simpatia a primeira vista. Pegamos estrada mais um pouco e depois de uns 15 minutos chegamos a base. Ali mesmo na base, nós já estávamos a 3.800m e subiríamos mais 300m num decorrer de 4km, pode parecer fácil, mas não se enganem meros mortais hahaha foi difícil pra cacete. Aquele dia estava chuvoso e bem nublado, logo tinha muita lama e um lugar bem propenso para cair. Nos deram um bastão para ajudar na caminhada e fizemos uma pequena parada para ouvir algumas explicações sobre o lugar. A subida foi muitoooo cansativa, eu achava que estava preparada e habituada com a altitude, mas eu me enganei real. Eu pensei que a minhas pernas iam se descolar do corpo, porque eu já não aguentava mais subir aquilo, e isso porque eu só tinha acabado de começar. Depois de 1h30 de neblina, chuva, lama, um cansaço do cacete, nós chegamos ao topo. E já vou avisando que a parte final é bem mais ingrime e perigosa, um passo em falso e você sai rolando naquela montanha. Cheguei lá em cima e não consegui ver nada porque estava muito nublado, logo pensei "ahhhhhhhhh pronto, subi a toa", mal sabia eu que a natureza só estava dando um suspense para o que eu veria em seguida. Simplesmente a névoa se foi, revelando aquele lago incrível, com uma cor de esmeralda, bem cristalina, bem em frente a big mountain. Segundo o guia, aquela montanha é considerada sagrada, é como uma deusa (sou péssima nas explicações), ninguém se banha naquele lago porque é considerada sagrada pelos nativos e seria um desrespeito dar um mergulho lá (e provavelmente a pessoa morreria de hipotermia). Ficamos lá por uns 40 min, tirei várias fotos porque queria me lembrar desse lago pra sempre. Começamos a descer e nem preciso falar que foi bem mais fácil que a subida né, mas ainda assim estava muito frio, nublado e bem escorregadio o trajeto. Descansamos um pouco e fomos pro carro para finalmente comermos algo, o almoço foi bem completo, super indico esse passeio porque o custo x benefício é ótimo, você paga um preço bom pelo passeio com café da manhã e almoço incluso, a agência que nós fizemos não deixou a desejar em nenhum momento e o nosso guia era super prestativo e atencioso, sempre preocupado se estávamos bem. No caminho de volta a Carol passou muito mal (muito mal mesmo), ela estava sentindo fortes enjoos e não estava conseguindo lidar muito bem com a altitude e o cansaço, tivemos que parar no meio da estrada para ela poder se recuperar um pouco. Durante toda a viagem a Carol foi sem sombra de dúvidas a pessoa que mais sofreu, por conta da altitude, da desidratação e por conta da comida. Voltamos para a cidade por volta das 15h e ficamos a tarde inteira descansando, fomos ao mercado e depois fomos encontrar o Kennedy e a Eloara na Plaza, ficamos conversando e foi muito bom reencontra-los, combinamos com eles de passarmos o ano novo juntos. Voltei cedo pro hostel e capotei na cama porque eu estava realmente cansada. GASTOS: UM DIA SEM GASTOS!!!
  7. Dia 23/12- Wild Rover Acordamos cedo para o café da manhã, e pedi uma panqueca de banana, fiquei aproveitando mais que o necessário, afinal aquele seria o último dia com aquela vista maravilhosa do vulcão Mitty, fui preparar minhas coisas para o check-out, porque já podíamos ir para o Wild Rover. Antes disso fomos para o verdadeiro mundo alpaca, lá é como um museu, tivemos uma apresentação do lugar e descobrimos muitas coisas interessantes sobre a cultura local e sobre esse animal que é tão apreciado no Peru. O legal em Arequipa é que tem muitos museus e muita coisa pra conhecer gastando pouco. Eu já estava a tanto tempo na cidade que já estava me sentindo uma nativa, isso fez com que Arequipa se tornasse a cidade mais querida pra mim, lá eu me sentia realmente em casa. Depois disso fomos comer em um outro restaurante um pouco mais barato, mas não gostei muito do lugar. Voltamos pro hostel e fomos pro Wild Rover, esse também fica pertinho da Plaza de armas. Demos o check-in e eu já fui tomar um banho na esperança do chuveiro ser quente e não me decepcionei, já ganharam meu coração só pelo chuveiro, afinal eu não tomava um banho decente há dias. Descansei um pouco e conheci duas brasileiras a Carol e a Deise, está última se tornou muito próxima de nós durante a viagem, ela me ensinou coisas que foram muito importantes pra mim. Fomos comer no BK de novo depois fomos ao mercado comprar nosso café da manhã, porque no hostel não tem, quando voltamos pro hostel já estava rolando uma festa. Conhecemos dois dinamarqueses muito engraçados, o Jesper e o Soaren, a princípio eu tinha um pouco de receio em relação ao Soaren porque ele tinha uma cara de louco, mas depois descobri que era o jeito dele mesmo e me encantei com sua personalidade Ficamos um pouco na festa e nós 4 resolvemos sair pela cidade para ir pra algum bar, encontramos um lugar legal e mais calmo que a festa do hostel. Ficamos no bar bebendo até altas horas ouvindo as maluquices daqueles dois dinamarqueses hahaha o Soaren não só tinha cara de louco como atitudes de louco haha ele nos contou que estava passando por uma rua que só tinha coisas de confecção, banners, essas coisas. Ele disse que estava sem nada pra fazer e não sabia com o que gastar o dinheiro dele, então ele fez um designer de um olho mais ou menos e imprimiu um rolo de adesivos com mil imagens daquelas, todos os lugares que ele passava ele deixava esse adesivo em algum lugar hahaha ele sempre falava que era o negócio dele. Depois de compartilharmos tantas histórias loucas, voltamos pro hostel bem acabadas e felizes por ter conhecido mais pessoas incríveis na nossa jornada. GASTOS: Cotação do dia: $1- S/.3,22 (trocamos $40 e deu S/.128) Mercado: S/.6,50 Almoço: S/.6 Alguns Pães: S/.0,40 Hamburguer: S/.6,90 Hospedagem (wild Rover): S/.50 Dia 24/12 - Natal Arequipeño Era véspera de natal, como não tínhamos dinheiro pra fazer uma ceia, decidimos que iríamos no pizza Hut confraternizar entre nós, afinal, o espírito do natal é estar com as pessoas que você ama e que te fazem bem, convidamos a Deise para ir conosco, porque ela estava sozinha e gostamos muito dela. O Soaren e o Jesper foram pra outro hostel, porque eles queriam um lugar mais calmo pra passar o natal, então não íamos nos ver de novo. Tomamos nosso café da manhã que já tinhamos comprado no dia anterior. E pela primeira vez eu senti muita falta do nosso outro hostel que eu reclamava tanto do chuveiro, mas que já tinha me acostumado com aquela vista linda do terraço. Depois de tomar um banho quente fomos conhecer o mirador, andamos uns 20 minutos de uma subida que você nem percebe. Lá tem uma visão muito linda da cidade e do vulcão Mitty, todo imponente, não importava quantas vezes eu via esse vulcão, pra mim ele sempre parecia muito pleno. Passamos no mesmo restaurante e eu pedi comida pra viagem, tínhamos virado clientes tão assíduas que o dono deu refresco pra todo mundo hahaha afinal, só eu comprei o almoço. Ficamos a tarde toda sem fazer nada e depois fomos no mercado Vea comprar o café da manhã. Eu não sei vocês galera, mas pra mim o natal sempre tem que ter panetone, pra mim era tão importante que eu acabei comprando três mini panetones só pra mim talvez eu tenha exagerado um pouco. Além de vários panetones, comprei alguns snacks pra viagem, afinal partiríamos no dia seguinte. Quando estávamos indo pro pizza Hut encontramos o Soaren e o Jesper na praça e eles nos chamaram para passar a virada com eles lá no hostel deles que tinha um terraço muito legal, perguntamos onde eles estavam hospedados e disseram que era no MB backpackers se isso não é destino, não sei o que é. Quando o Jesper viu quantos panetones eu tinha comprado, ele ficou bem chocado hahaha daí eu expliquei pra ele que no Brasil é cultural comprar panetone e ele ficou impressionado com isso, ele sempre falava "mas panetone é da Itália, não do Brasil, isso não faz sentido pra mim" hahaha ele ficou incrédulo. Ok, fomos no pizza Hut e tivemos nossa "ceia", foi muito gostoso e eu me senti muito grata por aquele momento, eu estava realmente feliz. Nos arrumamos e fomos pra festa que estava rolando no hostel e diverti muito lá, e toda vez que tocava um funk a galera começava a dançar em cima da mesa e tentar cantar que nem malucos haha conheci um cara muito legal do Texas e todos nós ficamos conversando e bebendo, deu 23h e fomos pro outro hostel, afinal eu queria um lugar calmo e tranquilo para passar o natal, acredito que esse seja mais o espírito natalino. O Wild Rover nos deu esse chapéu Chamamos a Deise para ir conosco, ficamos conversando com os meninos e jogando bilhar. Quando deu 00h00 começou a queima de fogos, com aquela vista panorâmica da cidade, lembro bem que nesse momento começou a tocar a musica "I feel it coming", que combinou perfeitamente com o momento. Eu senti uma felicidade tão grande, aquele momento foi simplesmente perfeito, eu conseguia ver fogos de todos os ângulos da cidade, eu estava em um lugar incrível, com pessoas incríveis. Eu não poderia estar mais grata. Uma coisa que eu achei muito engraçado foi que assim que deu o natal, apenas nós 4 comemoramos e nos abraçamos- e diga-se de passagem que éramos as unicas brasileiras ali- isso me fez pensar como brasileiro é um povo alegre. Porque as pessoas fizeram uma cara de "opa, deu o natal" e pronto. Acabou. Posso dizer que foi um Natal muito feliz, ficamos ouvindo música e vendo os fogos no terraço com uma visão privilegiada, ficamos conversando com os meninos e mais tarde resolvemos voltar pro hostel, nos despedimos deles- pra valer dessa vez. Dei um abraço forte neles, pois não sabia quando os encontraria novamente. Voltamos pro hostel e já estava todo mundo bêbado na festa, fiquei feliz em saber que passei o natal no lugar certo, com as pessoas certas. Fui dormir feliz. Dica: Se você quer um hostel mais tranquilo, eu indico o MB Backpackers, se você quer um hostel de muita festa e curtição, indico o Wild Rover. Os dois são ótimos e tem boa infraestrutura. GASTOS: Pizza: S/.9 (ao todo) Almoço: S/.9 Mercado: S/.11 25/12- See you soon Arequipa! Acordei umas 09h e fui tomar café, vulgo panetone. Fui tomar banho, mal sabia eu, que era o último banho decente que iria tomar na viagem. Arrumei minhas coisas para o check-out e fui jogar ping-pong pro tempo passar, fui comer um hambúrguer no BK de novo hahaha e as meninas foram no mercado com a Deise, quando cheguei no hostel estava rolando a ceia de natal, da qual eu não ia participar pois era muito caro, mas também eu não fazia muita questão. Saimos 17h do hostel para embarcar as 18h. Quando saímos na rua não tinha nenhum táxi, nenhum. Afinal, era natal. Por sorte, encontramos um táxi que dividimos com a Deise que estava indo para Nazca. O taxista era super legal, nos contou muitas coisas sobre a cidade e me simpatizei muito com ele, cheguei a conclusão que as pessoas de Arequipa são o povo mais receptivo de todas as cidades que passei do Peru. Chegamos no terminal e eu estava um pouco preocupada de como seria o ônibus, afinal pagamos um preço baixíssimo, mas a vida surpreende né galera. Assim que eu vi o ônibus já fiquei estarrecida, o ônibus tinha dois andares e tinha uma espécie de aeromoça para nos receber, e uma coisa que não falei foi que quando compramos nossas passagens a vendedora fez questão de nós colocar na visão panorâmica (ela insistiu muito, dizendo que não íamos nos arrepender). Entramos no ônibus na visão panorâmica que era incrível, tinha cobertor e babem, teve até janta. Preciso nem dizer que fiquei chocada né, senti que a vida estava nos recompensando pela viagem anterior, que tinha sido um desastre. Tudo isso por 60 soles, APENAS. A empresa que nós fomos foi a Palomino e super indico, sem dúvidas. Quando estávamos saindo fomos contempladas com o pôr do sol que posso dizer que foi um dos mais lindos que já vi a vida, era incrível aquelas cores, que ate então, em todos os meus dias na cidade, nunca vi tão belo e vivo. E pela primeira vez eu tive a visão perfeita do vulcão Mitty, o céu estava limpo e consegui ver cada detalhe daquela imensidão, eu fiquei tão feliz e emocionada me lembrando de todos os momentos que a cidade me proporcionou, parecia que a cidade estava se despedindo de nós. Eu ia partir, mas meu coração ia ficar, e eu prometi pra mim mesma que um dia iria voltar. Depois de me despedir da cidade, jantamos e fui dormir, agora seriam 12h de viagem. GASTOS: Táxi; S/.2 (dividido) Taxa de embarque: S/.3,60 Hamburguer: S/.5,90 Dia 26/12- Oásis (Huacachina) Chegamos 06h30 na garagem da empresa, no meio do nada basicamente. Não tinha ninguém na rua para dar o ar da graça, mas por sorte encontramos um táxi no meio do nada. Chegamos em Huacachina umas 07h e fomos para o hotel arena, um lugar que a Deise nos indicou, quando chegamos lá parecia um hotel fantasma, não tinha ninguém o lugar mais parecia um hotel abandonado. Os quartos eram bem simples, mas eram ok, só tínhamos nós no quarto, com umas 20 camas. Fomos tomar café com nossos snacks e fui dormir um pouco. Deu 10h e fomos procurar uma agência para o buggie, já tínhamos uma proposta do nosso hotel, se fizéssemos o passeio com eles, ganharíamos desconto na hospedagem, mas resolvemos pesquisar mais para analisar, era tudo a mesma coisa, porém o custo x benefício no hotel ainda era melhor, fechamos lá. Conhecemos uns espanhóis que faziam intercâmbio no Brasil, Eva, Lara e Miquel, super legais. Acabamos ficando no mesmo carro que eles pro passeio, a Deise também estava no nosso carro, ela foi pra Nazca de manhã pra fazer aquele passeio clássico para ver as linhas de Nazca, ela disse que foi incrível, mas passou muito mal no avião, a ponto de nem conseguir aproveitar direito. Fomos almoçar, no meu caso foi hambúrguer haha eu não tinha condições de pagar uma refeição lá, tudo lá é caro galera, tínhamos que economizar mais lá. Fomos conhecer o famoso lago, que é muito bonito, lá você tem a opção de alugar aqueles barquinhos, super válido. Ficamos sentadas na areia admirando aquele oásis enquanto tomávamos uma raspadinha com um sabor de groselha, sei lá, só sei que é muito comum tomar isso em huacachina. Fomos pro hotel para o nosso passeio. Pegamos a prancha normal e os espanhóis o profissional (geralmente para quem faz snowboard). Fomos no horário da tarde, que é o melhor, devido a temperatura e também porque queríamos ver o pôr do sol. No nosso carro foram os espanhóis, a Deise e nós, no deserto tem umas dunas muito altas, e o passeio promete altas adrenalina, eu me sentia em uma montagem russa, literalmente. As vezes eu ficava pensando, como que aquele carro não capotava? Era muito rápido e muitas dunas. O deserto é simplesmente uma das coisas mais incríveis que já vi na vida, é uma imensidão tão plena e magnífica que nem tenho palavras pra descrever, só sei que vocês precisam conhecer esse lugar! No carro tinha muita areia vindo na minha cara, então o que eu super recomendo, é óculos de sol (com certeza), senão você nem vai conseguir ficar com seus olhos abertos. Se você gosta ainda mais de adrenalina, então vai nos últimos assentos, você sente mais o impacto das descidas, fiquei atrás e não me arrependi. Paramos para descer algumas dunas, ao total foram 8 dunas mais ou menos. Sendo que a última, era a maior. O mais legal foi que o nosso carro foram os únicos a ir naquela duna. Ela tinha pelo menos 200m, segundo o guia!!! Descer aquelas dunas foi muito foda! Eu acho que compensa muito mais ir deitada que em pé, é muito mais rápido e aparentemente, melhor. Depois de umas duas horas, fomos ver o pôr do sol, que estava muito bonito e ter aquela visão panorâmica do oásis, foi show. O nosso guia nos convenceu a ir num restaurante perto do hotel, acabamos topando. Resolvi curtir a piscina (a noite mesmo) e fomos pro restaurante com os espanhóis, a Deise e um grupo de brasileiros que conhecemos em Arequipa. Comemos uma comida maravilhosa e ficamos bebendo muito pisco, ouvindo várias histórias sobre huacachina do nosso guia que eu tanto amei. Ele é um expert quando se trata de sandboard, nos contou que em breve quer participar de um torneio internacional, que inclusive um dos lugares será as dunas maranhenses. Nos contou que huacachina tem as maiores dunas da América latina e que é reconhecida no mundo inteiro, eu achei muito legal ver o apreço que os nativos têm por esse esporte, ele nos contou muitas coisas interessantes sobre como é feito o pisco, que eu nem lembro mais hahaha eu só sei que sair com os nativos é a melhor coisa que você pode fazer, nenhum walking tour vai te fazer conhecer tanto sobre um lugar, quanto conversar com um nativo. Depois de conversar muito, fomos pro hotel dormir, o que não aconteceu né, porque tive a pior noite da minha vida, era muito calor e tinha MUITO mosquito, muito mesmo!!! Por favor, levem repelente pelo bem de vocês. GASTOS: Hambúrguer: S/.5 Refrigerante: S/.5 Passeio de Buggie: S/.40 Hotel: S/.15 (era S/.25, mas ficou esse preço com o desconto do passeio) Janta: S/.30 (me deu a louca) Táxi: S/.2,30 (dividido) Raspadinha: S/.3
  8. 21/12- Arequipa Acordamos 08h30, fomos desayunar e dessa vez pedi panqueca com banana, tomei meu chá, porque nesse momento eu já estava na vibe chá. Os alemães foram pro terminal comprar a passagem de ônibus deles e eu e a Yolanda fomos fechar o rafting, como a Carol estava meio mal, ela não foi. Nós decidimos fazer rafting porque parecia ser divertido e não estávamos muito a fim de conhecer o cânion del colca, pesquisamos umas quatro agências e era tudo a mesma coisa, escolhemos a que parecia melhor, não me lembro o nome, só lembro que ficava na Plaza de armas. Compramos água no mercado e voltamos pro hostel. Acabamos conhecendo duas suecas, Linea e Sofía. Elas só ficariam um dia na cidade, já levamos elas pra conhecer um pouco da cidade com a gente, levamos elas no Mercadão e compramos umas frutas. A intenção era comer lá no Mercadão, fica no segundo andar, mas quando chegamos lá a aparência do almoço não parecia ser muito boa, decidimos procurar um outro lugar. Acabamos indo parar no BK hahaha estávamos com preguiça de procurar e o lanche era tão barato e gostoso que ficamos por la mesmo e a as suecas foram procurar um restaurante. PS.: Não me julguem por comer em fast food em um mochilão, mas gente tem uma hora que você só quer comer algo que você conheça hahaha Depois de comermos "bem", fomos encontrar os alemães na plaza, fomos passear pela cidade, depois fomos pro hostel curtir uma música com aquele vista deslumbrante pro vulcão Mitty, que definitivamente era a coisa mais linda naquela cidade. Deu 19h e nos despedimos dos alemães que partiriam para Cusco. Jantei no BK de novo, porque sou preguiçosa haha e passamos o resto da noite no terraço, jogando bilhar e jogando conversa fora com uns brasileiros que conhecemos, o Gabriel e o Yuri. GASTOS: Almoço no BK: S/.10.90 Rafting: S/.55 Janta no BK: S/.5.90 Agua: S/.1 Bananas no Mercadão: S/.2.60 Cartões postais que comprei numa loja de souvenirs: S/.2 22/12- Rafting Acordamos 08h30 como todos os dias aparentemente. Fui tomar café e me preparar pro Rafting com mais um banho frio. Eu realmente não tinha expectativas nenhuma pra isso, nenhuma mesmo, eu não sabia o que esperar, só fui. Chegamos na agência 11h como o combinado, são três horários pro Rafting e esse é o melhor, porque é o período que o clima era melhor. O guia foi bem pontual e nos levou pro carro, ele se chama Rosê. Lá conhecemos um sul-africano muito legal, chamado James e um casal peruano, chegamos num lugar para receber algumas instruções e colocar a roupa apropriada, e conhecemos os guias que estariam com a gente no bote, o Jean Pear e o Jérman, não poderíamos ter guias melhores. Os guias nos levaram para o início do rio e já disse que quem caísse do bote ia pagar uma cerveja pros guias haha sairíamos em dois botes, um bote seria a Carol, a Yolanda e eu, mais os dois guias e o outro, era o James, o casal e um guia, o nosso guia Rosê era o Kayakista, ele ficava responsável por tirar as fotos e sempre voltava pra ficar atras dos botes, caso a gente caísse no rio, ele seria nossa última opção de salvação hahaha O rio tinha 4 níveis de dificuldade, que vai aumentando gradativamente sem você perceber haha o guia nos passou as instruções e entramos finalmente no bote. Como eu disse, eu não criei expectativas nenhuma sobre isso, e me surpreendi de uma forma que não consigo descrever, o rio é muito bonito e pleno e a paisagem em volta é igualmente estonteante. Estava tudo indo muito bem até que o nível de dificuldade começou a aumentar, já estávamos no 3, havia muitas pedras grandes e um caminho mais estreito. Chegou um momento em que havia umas pedras enormes e uma queda d'água, quando descemos a bote ficou preso entre essas duas pedras e o bote começou a virar, eu e a Yolanda estávamos na frente, eu fui a primeira a cair (e a única ), o bote ficou em cima da minha cabeça e eu bati bem forte numa pedra hahaha gente, eu tô rindo agora mas na hora foi desesperador, pensei que eu ia morrer, porque eu não conseguia subir pra superfície e o rio estava me levando, eu sabia nadar, mas naquele rio eu não conseguia fazer nada, porque a correnteza é muito forte, eu tentava colocar os pés no fundo, mas não tinha um fundo hahaha só sei que os guias agiram tão rapidamente que eu nem percebi, o guia logo me puxou com o remo dele e eu consegui subir, quase morrendo, acabei perdendo o meu remo. Como eu disse eu bati minha cabeça numa pedra, mas como eu estava com capacete não me machuquei, só fiquei com uma dorzinha de cabeça Mais tarde eu perguntei pro guia se o rio era fundo, ele disse que não, mas justamente a parte que eu caí, era funda, o nome disso é carma gente hahaha Tentamos achar meu remo, mas não encontramos, tive que ficar sem depois disso ninguém mais caiu, e as quedas ficavam cada vez mais intensas, ao todo durou umas duas horas. E foram duas horas de muita adrenalina, só sei que no final eu me diverti muito, muito mais do que eu jamais havia imaginado, ficamos rindo muito tempo da minha queda dramática. E não sei se perceberam mas eu fiquei devendo cerveja pros guias hahaha Comemos alguns snacks oferecidos pela agência e depois eles nos deixaram no centro. Acabamos combinando com os guias de ir para um bar mais tarde e pagarmos a cerveja haha comemos no mesmo restaurante barato e fomos trocar mais dinheiro, a cotação estava ficando cada vez pior. Fomos pro terminal de ônibus comprar nossa passagem para Cusco, queríamos comprar com antecedência, afinal iríamos lá pro dia 29 e época de festas, sabem como é né. Para economizar dinheiro resolvemos ir de ônibus, a princípio eu não queria, mas as meninas insistiram, e fomos... Foi uma aventura ir de ônibus, se eu reclamava dos ônibus de São Paulo, precisava ver como era aquele, mil vezes pior hahaha em compensação é bem barato. Depois de 30 minutos naquele ônibus, que estava mais pra van, nós chegamos. Uma nativa nos levou até o terminal, porque estávamos bem perdidas haha pesquisando as passagens percebemos que estava muito caro, caro mesmo galera, não tínhamos condições de pagar aquilo, estava de s/.150 pra cima!!! Até que encontramos uma companhia que estava por s/.60 acabamos tendo que comprar a passagem, porque era a unica barata, a empresa era a Palomino. Fiquei pensando "será que aquela companhia seria uma Andoriña parte 2?" Aguardem os próximos episódios... Voltemos de ônibus de novo, esse ônibus era melhorzinho. Descendo no ponto acabamos descobrindo um mercado chamado Vea, fica há uns cinco minutos da Plaza, foi o maior achado do ano. Esse mercado é muito grande e tudo lá era barato, barato mesmo, e vendia de tudo. Compramos presunto, queijo e suco. Por coincidência encontramos a Cláudia, de San Pedro, lembram? Ficamos muito feliz de reencontra-la, ficamos conversando um pouco e subimos pro nosso hostel, antes disso passamos na padaria, finalmente encontrei um lugar que vendia pães gostosos e comestíveis comemos nosso lanche e fomos encontrar os guias num bar que eles nos indicaram, ganhamos Free shot na agência haha o bar tinha um ar meio rústico e era um lugar legal, mesmo que não tivesse muita gente. Chegando lá, eles logo falaram para experimentarmos o famoso pisco, pensa que eu neguei? Que nada. Logo fui pegar meu Free pisco eu gostei muito, pisco tem um gosto bem forte e marcante, lembro até hoje hahaha depois pedi a cerveja Arequipeña, não podia sair de lá sem tomar essa cerveja né galera. Ficamos conversando e rindo muito, vocês lembram que eu disse que quando chegamos em Tacna as pessoas foram muito rudes com a gente? Contamos pra eles e eles nos explicaram o porquê dessa desconsideração toda com os turistas. Arica era uma cidade que pertencia ao Peru, e teve uma grande briga entre o Peru e o Chile para disputar a cidade, acabou que o Chile ganhou e o povo de Tacna guarda rancor até hoje, como eles são muito patriotas, não gostam de turistas e muito menos dos chilenos, por motivos óbvios. Mas, eles disseram que no geral, os peruanos são muito receptivos e nós percebemos isso mesmo, as pessoas de Arequipa eram bem diferentes da de Tacna. Nem se compara. Inclusive eles nos contaram muito sobre a cidade, falaram sobre a grande importância que o vulcão Mitty tem para eles, nos contaram sobre um terremoto que ocorreu na cidade, que praticamente a destruiu, um dos maiores símbolos dessa destruição é uma foto que mostra como a catedral ficou depois do ocorrido, onde apenas um dos pilares ficou em pé, toda a cidade teve que mostrar sua força para se reconstruir. Uma coisa que eu achei muito interessante é que Arequipa é conhecida como "a cidade branca" porque quase todos os Arequipeños são mais brancos se comparado com o resto do Peru, isso é porque a colonização Espanhola foi mais presente lá, e eles tem uma preocupação em não pegar sol que nunca vi. Esse bar estava meio parado, então fomos pra outro, era uma festa em um hostel, lá conhecemos um brasileiro muito legal que estava trabalhando como bartender. Eu não lembro o nome dele, só sei que ele era muito legal, ele já estava trabalhando lá há um mês. O Jean pagou uma rodada de shot pra nós, onde tomamos no estilo peruano hahaha depois voltamos pro nosso hostel. Aquele dia me surpreendeu muito, porque eu não esperava nada daquilo. Sair com os guias foi um banho cultural, porque eu acabei conhecendo muito do Peru conversando com nativos. Nesse ponto da viagem eu já estava me sentindo parte de Arequipa, andei de transporte público, fiz compras no mercado, conversei com nativos. Não sei, mas já estava me sentindo uma Arequipeña, comecei a ter um amor por essa cidade que nem consigo explicar. GASTOS: Cotação: $1- S/.3.22 (trocamos $40 e deu S/.128 Passagem para Ica: S/.60 Almoço: S/.7 Fotos do Rafting: S/.10 Compras no mercado: S/.3.30 (dividimos) Cerveja: S/.12 Pães: S/.0,40 Onibus ida e volta: S/.2 (eu falei que era barato) Água: S/.1.80 Hospedagem no MB backpackers: S/.100 (já deixamos pago)
  9. Dia 19/12- Arica- Ida para Arequipa Ps.: Me sigam lá no Instagram quem quiser (@paola.rafaelly). Quem quiser tirar dúvidas, pode mandar um salve lá no insta, é até melhor pra mim, porque eu não entro tanto no Mochileiros, e fica mais fácil pra eu responder de lá Chegamos em Arica por volta de 6h. Fomos ao banheiro e depois nos informar sobre a ida para Tacna, descobrimos que tem dois terminais, o nacional e o internacional, estávamos no primeiro, eles ficam um ao lado do outro, é só atravessar a rua. Passamos da paz para o caos muito rápido, porque o terminal internacional é uma loucura, muita gente e meio sujo também. Como nós íamos ficar um pouco em Arica nos despedimos do Kennedy e da Heloara, porque eles iam direto, combinamos de nos encontrar em Cusco. Ps: Eu não sei se vocês perceberam mas marcamos de encontrar todo mundo em Cusco haha Guardamos nossas coisas no terminal nacional e fomos desbravar a cidade. Queríamos fazer tudo andando, por motivos óbvios né galera. A princípio, a cidade parecia bem esquisita e nem um pouco interessante, andamos e andamos e nada de ouvir o barulho do mar, só conseguíamos ver aquele monte enorme, o que já era um bom sinal. Pedimos informações para as poucas pessoas que vimos e começamos a nos localizar, a cidade do nada, passou a ficar bonita, as pessoas começaram a dar as caras e não sei, a cidade floresceu haha passamos por uma rua muito charmosa. Queríamos comer, mas nada estava aberto então fomos logo pra praia, andamos muitooooo e chegamos!! A praia que ficamos eu não lembro o nome, mas era muito linda! Muito mesmo, eu me senti tão bem de ver o litoral e respirar aquele ar. Ficamos um bom tempo só admirando aquela imensidão, vimos também aquele monte de Arica. Vale muito a pena ficar um ou dois dias na cidade, super recomendo. Passeamos um pouco pela cidade. Eu estava com muita fome e tinha pouco dinheiro, encontramos um McDonald's e nunca fiquei tão feliz na vida, não tô brincando, fiquei muito feliz. E o preço lá era ok, era mais barato que no Brasil, depois de passar dois dias comendo miojo, aquela "refeição" foi como uma ceia, bem digna. Voltamos para o terminal de transporte público e foi a melhor coisa que fizemos, pagamos bem pouco e os ônibus são bons, o legal é que fica tocando reggaeton no ônibus, amei. Tínhamos decidido pegar táxi pra atravessar a fronteira, mas como estávamos contando cada centavo, não podíamos nos dar esse pequeno luxo. Dica: vale a pena pegar o táxi para Tacna, é bem barato e você não precisa pegar tanta fila na fronteira, porque é só você e mais três pessoas, só não pegamos porque o dinheiro tava foda mesmo. Pegamos o ônibus para Tacna, devo ressaltar que saí ônibus toda hora, é só você entrar na fila. Pagamos a taxa de embarque e por sorte já estava saindo um ônibus. Passamos pela imigração, que foi tranquilo e chegamos na cidade em uma hora. Chegamos por volta de 13h10, fomos para o terminal ao lado que é de onde saem o ônibus para Arequipa e acabamos encontrando o Kennedy e a Heloara de novo haha porque o ônibus deles são ia sair às 13h30. Descobrimos que os ônibus para Arequipa saíam 13h30 e depois só 22h. Então tivemos que sair a caça de um lugar pra trocar nosso dinheiro, tivemos que voltar para o outro terminal, porque só lá trocava, queríamos trocar bem pouco porque a cotação estava muito ruim lá, e gente vou contar pra vocês que as pessoas de Tacna não são nem um pouco receptivas, mas mais que isso, TODAS as pessoas foram muito mal educadas com a gente, muito mesmo. A primeira impressão que eu tive do Peru foi péssima! Tentamos trocar nosso dinheiro e as pessoas eram muito rudes e não queriam trocar de jeito nenhum. Acredito que era porque não queríamos trocar muito dinheiro, então juntamos todo o nosso dinheiro e trocamos tudo junto. Mas eu fiquei realmente incrédula com a falta de respeito daquelas pessoas e eu percebi que era só porque éramos turistas, mais tarde eu descobri o porquê de toda essa desconsideração . Conto depois! Conseguimos trocar o dinheiro e fomos pro outro terminal, já era mais 13h30 e precisamos procurar pra ver se ainda dava tempo de pegar algum ônibus, a Yolanda encontrou uma companhia, que ainda estava barata do que já havíamos visto, tivemos sorte, ou azar... A passagem estava mais em conta lá que em outras companhias, tivemos que nos apressar pra comprar a passagem porque ele estava quase saindo, todo mundo ficava apressando e era bem estressante, enquanto a mulher emitia a passagem eu dei 20 soles pra Yolanda pagar a taxa, ela foi e quando voltou, voltou apenas com algumas moedas, o cara da taxa roubou ela na cara dura e ela não fez nada hahaha que sad, segundo ela, era porque ela não estava com a passagem. Eu só não fiquei mais brava porque pensei "imagina se eu tivesse dado a nota de cinquenta". Fiquei puta, não vou negar. A mulher emitiu a bosta da passagem e quando embarcamos no ônibus, o cara que havia oferecido a passagem a um preço baixo, pediu uma propina pra Yolanda e ela deu o troco da taxa - roubadas parte 2 - quando entramos no ônibus havia apenas alguns assentos disponíveis, perto do banheiro (pior lugar do mundo), a galera tudo estranha, o ônibus não tinha ar condicionado, o motorista era esquisito e o ônibus era uma bosta. Fomos com a empresa Andoriña e eu NÃO RECOMENDO, o barato definitivamente saiu caro. A previsão de viagem era de 6h e demoramos 09h! Foi a pior viagem da minha vida, é sério. Eu só queria sair dali, torcendo pra próxima cidade ser melhor, eu sentia que seria. Depois de 09h perturbadoras de viagem, do lado do banheiro que estava muito fedido, chegamos em Arequipa por volta de 22h. Estava chovendo muito e estávamos bem cansadas, eu só queria chegar no hostel e dormir, saímos do terminal e fomos procurar um táxi, tentamos negociar e só entramos, tínhamos reservado o Wild Rover, más como chegamos três dias antes do previsto e já estava a noite, eu já tinha pesquisado uma segunda opção, que era melhor localizada, se chama MB backpackers e fica na avenida principal. A minha primeira impressão que tive da cidade foi ótima, ela é simplesmente linda. Fizemos o check-in de boa, tomei o sagrado banho e fui dormir, a princípio eu gostei do hostel, mas só saberia mesmo no outro dia. GASTOS: Banheiro em Arica: $200 Banheiro em Arica 2: $300 Guardar a mochila (terminal nacional): $1.500 O maravilhoso "almoço" no MC Donald's: $2.990 Transporte público em Arica: $400 Ônibus para Tacna: $2.000 Taxa de embarque em Arica: $350 Cotação: S/.1- $3.20 (Trocamos $20 e deu S/.64) Passagem para Arequipa: S/.20 Taxa de embarque das três, ser roubadas e propina pro cara: S/.20 Táxi: S/.10 (valor total) Comi uma Empanada de Pollo no ônibus de Arequipa: S/.1 Dia 20/12- Arequipa <3 No outro dia levantamos cedo para o desayuno, e sempre tem duas opções: panqueca com banana e pão com ovo e geleia, mais o café ou chá. Escolhi a segunda opção, o legal é que o cafe da manhã é no terraço que tem uma vista linda da cidade, eu acho que esse é o ponto forte do hostel, lá também fica o bar, e também tem a vista para o vulcão Mitty, que mal conseguíamos ver por causa das nuvens. Nesse dia o clima na cidade estava agradável, diferente do dia anterior. Fui tomar um banho (que estava frio) e quando eu voltei pro terraço as meninas tinham conhecido dois alemães, Max e Danina, e por coincidência vimos Max no transfer para o Atacama, eles nos chamaram para conhecer a cidade, como eles chegaram lá antes de nós, já conheciam melhor a cidade, então eles nos levaram para o mercadão, que era enorme e tem muitas variedades de coisas, achei muito legal. Tomamos um suco lá, eram muitas frutas diferentes, eu escolhi aleatoriamente na esperança de ser bom, peguei o de fresa, mango e maracuyá (tudo junto mesmo), simplesmente amei. Fui no segundo andar e o Max falou para experimentarmos o queso helado, vimos a mulher fazendo e a Yolanda e eu ficamos um pouco assustadas achando que era queijo, a mulher estava colocando leite e canela, e a combinação com queijo não parecia boa hahaha mas depois descobrimos que é doce e é como se fosse um sorvete, não tem nada de queijo haha é muito gostoso gente, por favor, experimentem. Até porque isso é um prato típico de Arequipa, você só vai achar lá, a Carol deixou pra depois e no final nem experimentou. A praça de Arequipa é muito bonita, pra caralho. É a praça mais linda que já vi, se eu não me engano é a praça mais bonita da América do sul. Fomos ver um feira de livros que estava tendo, ficava na rua mesmo e acabamos encontrando a Júlia e o Ciaran, aquele casal do Uyuni, lembram? Que eu disse que não me despedi e depois me arrependi. Senti que a vida estava me dando a oportunidade de dar um abraço neles, ficamos tão felizes de reencontrar-los, muito mesmo. Conversamos bastante com eles e trocamos nossos contatos. Julia e Ciaran Max e Danina Fomos procurar um lugar barato pra comer, encontramos um lugar bom e baratinho, infelizmente vou ficar devendo pra vocês o nome do lugar, mas o esquema é se afastar um pouco da praça que preços vão ficando melhor. Eu finalmente tive a oportunidade de experimentar o famoso Ceviche, até que eu gostei, não foi aquela maravilha, mas gostei. Pedi um prato mais comum lá, e um refresco de manzana. Depois de alimentados fomos procurar o tal mundo alpaca, andamos, andamos e nada. Até que chegamos numa praça com algumas alpacas e deduzimos que não era lá, porque não tinha tantas alpacas. Acabamos voltando pro hostel, fui tomar banho, eu definitivamente odiava aquele chuveiro, porque eu só tomei banho frio lá. Fomos pro hospital acompanhar a Carol, porque ela estava mal nos últimos dias (desde o Uyuni), como ela já tinha seguro, então foi tranquilo, não estava tão mal, mas era bom ir no médico pra não piorar. Por sorte não estava cheio hospital e fomo atendidas rápido, o médico disse que ela estava desidratada e com infecção, provavelmente por causa da comida. Como a Carol é acostumada a beber muita água e até então não estava bebendo como de costume, ela ficou doente. O medico receitou alguns remédios e ela tomou soro. PS.: É muito importante fazer o seguro viagem, as chances de acontecer o que aconteceu com a Carol, são grandes. Depois fomos ver no contrato quanto foi o serviço prestado e deu $200 (dólares mesmo!!!), Nunca teríamos condições de arcar com isso sem o seguro. Nessa noite ia ter barbecue de janta, acabamos topando a ideia, primeiro dia na cidade a gente sempre tá com a mão mais aberta né hahaha o jantar foi barato, poderíamos ter gasto menos, mas eu não me arrependo, porque foi a melhor refeição que eu já tive até então, o jantar foi top. Ficamos jogando bilhar e cartas e depois resolvemos sair em busca de um lugar divertido, acabou que paramos no wild Rover, a princípio estava meio vazio, mas foi ficando legal. Tava rolando uma festa la, obviamente, afinal tem festa la todos os dias. Comprei uma cerveja e pela primeira vez joguei beer pong, devo dizer que amei esse jogo, mesmo que eu tenha perdido haha conhecemos uma galera legal lá e ficamos curtindo até altas horas. O terraço do hostel GASTOS: Trocamos mais dinheiro nesse dia. Cotação: S/.1- $3,25 (a cotação estava horrível mesmo), trocamos $50 e deu S/.162,50 Suco no mercadão: S/.7 Almoço: S/.7 Janta: S/.15 Comprei uma bolsinha de dinheiro no mercadão: S./4 (chorei pra mulher fazer mais barato, era 5) Cerveja no Wild Rover: S/.10 Queso Helado: S/.2
  10. Fala Thiago!! Nós sempre pesquisávamos um pouco antes pra ter noção de preços, no geral, comprávamos um ou dois dias antes, porque na época que fomos os ônibus sempre estavam lotados, então a chance de não conseguir ônibus comprando na hora eram grandes. Outro ponto é que nós sempre comprávamos direto no terminal, era mais barato e também conseguíamos pesquisar e negociar melhor. A passagem de volta nós compramos no Brasil (ida e volta). Sobre o hostel, a maioria tem locker, as coisas que não são tão importantes você pode deixar sem problemas, mas as coisas que são importantes, sempre leve com você! Sempre mesmo. Principalmente, dinheiro e documentos, esses você leva até pro banho haha
  11. Oi Johnny! Então, eu e a Yolanda lidamos bem com a altitude, no começo é difícil mesmo, até se adaptar, vc sente cansaço muito rápido, falta de respiração, o nariz seco e os olhos pior ainda, mas foi tranquilo. Já a Carol sofreu bem mais com a altitude, tanto que ela teve que ir no médico em Arequipa. Mas aí varia de pessoa pra pessoa né, não tem como prever. Mas no geral, é tranquilo. Obrigada por acompanhar o relato!
  12. Dia 17/12- Atacama- Passeio de Bike Acordamos cedo no outro dia porque iamos fazer o passeio de bike. Os meninos estavam mortos na cama, aparentemente de ressaca haha fomos numa loja comprar coisas para preparar nosso café da manhã e alguns snacks pro passeio. Compramos frutas, pão e presunto. Tomei um banho antes de ir e a água estava fria, quase congelei. Descobri mais tarde que o chuveiro funciona por energia solar (a partir das 9). Já tínhamos visto uns preços pra alugar a bike antes, mas pegamos o do nosso hostel, tinha desconto e já tava lá mesmo, pertinho de nós. Tomamos nosso café da manhã, pegamos a bike e a mulher do hostel nos deu umas dicas e um mapa, ela explicou direitinho o caminho que tínhamos que fazer, mas por via das dúvidas eu tinha o mapa offline da cidade. Meu medo era ficar perdida no meio do deserto hahaha. Começamos então a pedalar e o caminho não é difícil, basta seguir o mapa, havia umas pessoas fazendo o mesmo caminho então foi fácil. O foda mesmo é o calor, que é muito forte (alerta: PASSEM PROTETOR SOLAR), eu não tô brincando quando digo que é muito calor. Em alguns momentos o trajeto passa de asfalto para areia e dificulta pra pedalar, acaba cansando muito rápido. Como eu disse, é bem fácil o caminho, mas é beeeeem cansativo, sem falar na altitude que pesa né. Depois de uns 40 minutos chegamos na entrada. Tínhamos que assinar e pagar, o moço que trabalha lá informou que era obrigatório o uso de capacete, eu e a Carol estávamos, mas a Yolanda não. Ela não sabia e acabou não pegando, ela teve que voltar tudo de novo pra pegar o capacete, eu não tinha condições nenhuma de voltar pra lá, então nós nos separamos ali. Entramos e pedalamos mais e mais, atravessamos o rio, que serviu para nós refrescar. Iamos para Pukará de Quitor, mas acabamos indo pra Garganta del Diablo que é um lugar incrível, é como um labirinto infinito, sei lá, é bem extenso, na ida é como se fosse uma leve subida que você nem percebe. Lá é um lugar que rende fotos maravilhosas, com certeza. Depois de uma hora chegamos no começo de uma trilha para você subir no mirador, eu estava tão cansada que não tive pique nenhum de subir aquilo, tenho certeza que a vista é incrível, é bem alto, mas fica pra próxima. Tem uma outra trilha pra ir pra igreja também. Resolvemos voltar, pois estávamos acabadas, o legal é que lá tem várias trilhas que você pode fazer. Paramos pra comer no rio, e encontramos a Yolanda que disse que tinha ido para o sentido contrário em que estávamos, era um lugar que te levava para uma gruta, segundo ela, a ida é muito mais ingrime do que a que tinham acabado de fazer, tanto que ela nem conseguiu chegar até o final. Depois de comer, eu e a Carol resolvemos voltar porque já estávamos bem cansadas. Enquanto que a Yolanda foi pra Garganta del Diablo. Devolvemos a bike e fui tomar um banho, demorei bastante porque queria me dar esse prazer, mas eu demorei tanto que não consegui me despedir do Martin e do Emil que estavam indo pra Santiago, uma pena que passamos só um dia juntos. Fomos comprar nosso almoço, vulgo miojo. Porque gastamos quase todo nosso dinheiro no primeiro dia!!! É sério, estávamos quase sem dinheiro mesmo, queríamos gastar $100 no Chile todo. E já tínhamos gasto $120 só em San Pedro em um dia e ainda tinha Arica. Ok, mas não entramos em pânico. Ainda. Compramos miojo pro almoço e pro jantar haha Mais tarde o Paul nos chamou pra uma festa, chamamos o Gabriel (o chileno da Guacamole) e conhecemos a amiga dele, cujo nome não lembro. Chamamos eles para irem também. Era eleição naquele dia e por isso não tinham muitas pessoas na rua, procuramos a tal festa que o paul tinha dito e nada de encontrarmos, aparentemente não ia ter porque era dia de eleição. Os pessoal queria ir pra um bar, mas como não tínhamos muito dinheiro, voltamos pro hostel, também eu estava muito cansada e só queria dormir. GASTOS Bike: $3.000 (para 6 horas) Dois miojos: $1.100 Café da manhã: $950 (dividido pra três) 18/02- Termas de Puritama- Ida para Arica No outro dia... Acordamos 8h, pois a agencia ia passar lá 09h, fui comprar um Iogurte só pra enganar a fome e depois fomos fazer o check-out. Eles são bem pontuais, chegaram bem no horário. O nosso motorista era super legal e engraçado, inclusive ele se parecia muito com o Jaiminho do chaves, até a voz hahaha no nosso carro só tinha brasileiros, acho que eles reuniram todos os brasileiros e colocaram tudo no mesmo carro haha vocês lembram de um grupo de brasileiros que encontramos no Uyuni? Pois é, eles também estavam nesse carro hahaha foi bom vê-los de novo. Demorou uns 30 minutos para chegarmos nas termas, enquanto isso o motorista nos contou varias coisas interessantes sobre a cidade, ele disse que o rio que tem em San Pedro está secando e por isso a cidade sofre por conta disso, então tem uma obra pra aumentar o fluxo do rio. Ele disse também que as termas de Puritama tem esse nome porque "puri" significa água e "termas", quente. Finalmente chegamos e pagamos a entrada. Tem 8 piscinas nas termas, onde a primeira é reservada. As primeiras piscinas são mais quentes, conforme vai descendo vai ficando mais fria e mais vazia também. Lá tem armários pra guardar os pertences, então levem cadeado. Fomos pra quarta piscina mas ela estava meio fria e eu estava morta de frio, então fomos pra segunda. A piscina dois e cinco são as que tem queda d'água se não me engano. Acabou que ficamos só na dois mesmo, conhecemos um Brasileiro, chamado Alan, na verdade já tínhamos conhecido no carro, bem gente boa ele. Aquela piscina era bem quentinha pra ficar e a queda d'água era relativamente grande, chegamos lá às 10h mais ou menos e tínhamos até 12h pra aproveitar. Depois fomos ver um pouco das outras piscinas e admirar o lugar, onde a paz reina, lá é realmente um lugar pra relaxar, recomendo muito esse passeio! Voltamos pra San Pedro, compramos o almoço, vulgo miojo de novo. Descobrimos que nosso dinheiro tinha acabado e que teríamos que trocar mais, só que o dinheiro que havíamos trocado era pro Chile inteiro, ainda tinha Arica e já tínhamos gasto tudo e não foi por falta de responsabilidade, mas sim porque a cidade é extremamente cara. Trocamos bem pouco e decidimos que não dormiríamos em Arica, ficaríamos lá de manhã e a tarde iríamos embora, eu queria ficar mais tempo, mas realmente não dava. Fizemos nosso almoço e ficamos na área do hostel fazendo bosta nenhuma, conhecemos um chileno muito legal e ficamos conversando com o Paul e o chileno até dar 19h, hora de partir. Nosso hostel. Fomos andando pro terminal, que é bem pertinho, uns 10 minutos, viajamos com a Frontera del norte ate Calama, onde mudaríamos de ônibus. O ônibus estava praticamente vazio, o que foi maravilhoso porque eu podia sentar no lugar que eu quisesse. Eu posso dizer que aquela viagem teve a paisagem mais bonita até então, o sol estava se pondo e eu consegui ver o valle de la Luna, o por do sol estava realmente incrível, com umas cores que eu não sei descrever. Eu estava com sono, mas não consegui dormir de tão linda que era a paisagem! Em tres horas chegamos em Calama e ficamos uma hora esperando o outro ônibus, enquanto isso conhecemos o Kennedy e a Eloara, que vieram no mesmo ônibus que o nosso. Eles eram tão legais! Uma das melhores pessoas da viagem <3 Eles também acharam San Pedro extremamente cara e tiveram que antecipar a saída deles de lá. Fomos comprar alguns snacks e quando deu 22h15 embarcamos no outro ônibus, da mesma empresa. Agora seriam 8h de viagem. GASTOS Trocamos $20 deu $12.500 (Cotação: $1- $629) Miojo: $550 Iogurte: $650 Água: $650 (dividido pra três) Snacks: $650 (dividido)
  13. Menina, foi mágica mesmo hein hahaha com direito a perder dinheiro haha O bom de ir com as amigas é que você pode dividir alguns gastos, como comida, táxi etc. Obrigado por acompanhar o relato!
  14. Fala Miga! Obrigada por acompanhar o relato, infelizmente, vamos ter que deixar pra próxima viagem hahaha Essa calça cinza a gente não comprou na Decathlon, a Carol disse que ela é da marca Lupo e que ela resistiu bem ao frio pra ela (ela não se recorda do preço). Essa calça preta compramos na Decathlon, pagamos R$40, ela é muito boa e resiste bem ao frio, inclusive, em vários momentos usamos só a calça (sem usar calça jeans por cima). Enquanto a Carol e a Yolanda falam inglês fluente, eu falo Espanhol, o que deu pra equilibrar bem durante a viagem. Consegui melhorar meu inglês e as meninas, o Espanhol. Indico ir com o minimo do Espanhol, porque no geral, as pessoas não fazem questão nenhuma de te entender, então solta o Portunhol sem medo haha E realmente conhecemos muitos gringos haha foi legal ter contato com tantas culturas. E ainda tem mais hein...
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