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Fernanda Nicaretta

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  1. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Oi Guilherme!! Claro! Vou te passar meu e-mail e você me escreve com toooodas as suas dúvidas, daí vejo como posso ajudá-lo! É [email protected] Eu aguardo!! Abraço
  2. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Que show, Carol!! Parabéns pela busca, pela escolha em fazer esse intercâmbio social. Tenho curiosidade em saber mais sobre esse tipo de programa, se puderes me mandar algum link com informações, agradeço! Acredito que sempre voltamos outra, a cada viagem. Estar imersa em outra cultura, ensina muito, amplia nossa capacidade de ver e entender a vida. Não tenho dúvidas que tu serás outra depois dessa experiência. A intensidade das experiências quando estamos fora do nosso 'habitat' é diferente, tudo se apresenta como novo e desafiador, o que exige mais da nossa coragem, mas que também nos faz mais fortes e maduros depois. É algo que faz com que nos reencontramos ou nos redescobrimos enquanto seres deste planeta (maluco). Eu escrevi outros textos sobre a viagem, eles estão no meu blog https://perdicoes.blogspot.com.br/, se tiveres interesse. Ótima viagem pra ti! Vivas com toda a intensidade! Um beijo e obrigada pela leitura e comentário!!
  3. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Oii! Sim, eu reservei o hostel para Lima, Águas Calientes e para os primeiros dias em Cusco pelo Booking. Depois acabei trocando de hostel em Cusco, daí olhei no Booking os que estavam com disponibilidade de quarto, e fui pessoalmente até o local. Acho arriscado ir sem hostel reservado, especialmente para a primeira noite... O Booking é bem seguro e as avaliações geralmente condizem com a realidade. Abraço!
  4. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Oi, Vanessa! Acredito que cada vez mais nós mulheres estamos rompendo barreiras, também estamos mais dispostas a superar certos medos que, historicamente, foram sendo colocados em nós. Como esse que mulher não pode viajar sozinha, que é perigoso...ou, ainda, que é triste ou sinal que somos pessoas solitárias. Eu fiquei 10 dias longe de todas as pessoas que conhece e em nenhum momento me senti sozinha, pelo contrário: fiz amigos, me senti livre e muito bem acompanhada. Você vai gostar, é uma ótima experiência. Além disso, o Peru é um lugar incrível para viver isso. O país tem uma energia e uma cultura que impactam muito, fazem com que nos deslocamos de tudo que estamos habituadas a viver, o que é muito bom. Eles são riquíssimos em costumes e a arquitetura faz parecer que não estamos em 2018, o que me fez pensar muito sobre o tempo e as urgências que vivemos em nosso dia a dia. Quanto ao roteiro, não sei quantos dias você vai ficar e quanto está disposta a gastar. Vou te contar mais ou menos como fiz: Fui de Porto Alegre a Lima. Cheguei ao meio dia. O primeiro dia andei pelo bairro Miraflores, fui até a praia. O segundo dia conheci o centro histórico (não é necessário mais que um dia e meio em LIma) Terceiro dia de viagem fui a Cusco. Em Cusco, também cheguei ao meio dia e aproveitei a tarde para caminhar pela cidade. Segundo dia fui ao Vale Sagrado (que é passeio obrigatório!!!). No quinto dia de viagem fui a Águas Calientes, aproveitei o dia na cidade. No outro dia, beeeem cedo subi a Machu Picchu a pé, passei o dia lá nas ruínas. No dia seguinte, voltei a Cusco. Fiquei mais um dia pela cidade (museus, mercado, praças), no penúltimo dia fui a Laguna Humantay e no último dia foi para organizar as coisas e voltar. Se você tiver mais dias, sugiro a Montanha das sete colores e o lago Titicada. Ambos são passeios que envolvem mais que um dia e custam mais caro. A Laguna Humantay não estava nos meus planos e me surpreendeu, é incrível o lugar, só é necessário estar disposto a caminhar. Se tiver menos dias, sugiro que não deixe de fazer o Vale Sagrado, o city tour por Cusco, e dormir uma noite ao menos em Águas Calientes. Fiquei 10 dias, fiz os passeios que queria, me alimentei bem, mas economizei em hostel, fiquei sempre em locais simples e quartos coletivos. Gastei aproximadamente 2000,00. Comprei as passagens de trem de Cusco a Águas Calientes, e o ingresso de Machu Picchu antecipadamente. Ambos envolvem mais uns 500,00. No meu blog descrevo cada dia da viagem. Acesse, se tiver interesse https://perdicoes.blogspot.com.br/. Espero ter ajudado. Qualquer coisa, fico à disposição!! Beijo e viaje, guria, viaje!!
  5. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Oii! Eu tenho um cartão Visa internacional pelo Banco do Brasil. Autorizei para saques e compras no período da viagem. Usei em uma loja normalmente (no crédito) e saquei em um caixa eletrônico na estação do trem, desses 24h que são para todos os bancos. Depois de sacar, eu conversei com brasileiros que estavam lá e eles me disseram que é mais seguro ir no Banco Nacional do Peru e sacar diretamente no caixa... é uma opção. Em Cusco o Banco Nacional fica na avenida principal da cidade.
  6. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    De nada!! 152 soles (ou reais porque é mais ou menos 1 por 1)... Uns 40 e poucos dólares
  7. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Será uma viagem linda! Se prepare para se surpreender com o Peru Eu gastei cerca de 2000,00 em 10 dias. Fiz os passeio que queria, me alimentei bem, mas gastei pouco com hostel, em compensação. Levei 400 dólares e precisei sacar mais lá. O que totalizou uns 2000,00 Hoje não sei se levaria em espécie. Paga-se taxas para sacar lá,mas no câmbio também a gente perde um pouco... então no fim dá elas por elas Ótima viagem!!
  8. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Sim! O preço é o mesmo. É padrão. O preço do trem até Águas Calientes muda, mas a entrada para Machu Picchu não! Eu comprei a passagem do trem antes e paguei mais que pessoas que compraram na hora...mas é o risco!
  9. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Aah, essas pessoas que conversei que compraram um dia antes, compraram lá em Cusco, em um local oficial que vende ingresso para Machu Picchu.
  10. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Eu comprei antes, meses antes porque fiquei com medo de não ter na hora. Porém durante a viagem conversei com pessoas que compraram um dia antes e foi super tranquilo. Acho que na hora é meio complicado...ainda mais se você for de abril a novembro (que é alta temporada lá). Agora, em janeiro, comprar um dia antes estava tranquilo. Como é limitado o número de pessoas, a gente fica com esse medo né...foi por isso que comprei bem antes, mas por fim nem foi necessário tanta antecipação. Espero ter ajudado!! Ótima viagem
  11. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    No Peru não tem taxímetro, então a negociação é feita na hora. Achei o preço do táxi bem bom, comparando com o que pago aqui na minha cidade. Tem muuuuita oferta, mas muita mesmo! Então se achou caro é só dizer obrigada que já tem cinco ao redor de ti oferecendo por menos! É uma loucura!! Em Lima eu usei um ônibus do aeroporto que leva até o centro e o bairro Miraflores (onde eu fiquei hospedada). Comprei a passagem na hora por 25 soles. Em Cusco usei táxi, paguei 15 soles (a primeira oferta foi 20, eu disse que estava caro e ele fez por 15). Não senti medo ou que estava sendo explorada em nenhum momento, durante toda a viagem. Vai tranquilo que lá é super fácil o acesso a tudo!! Espero ter ajudado!!
  12. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Oi!! É muito bom mesmo!! Eu fiquei 10 dias. Com passagens aéreas eu gastei R$1550,00 (trechos: PoA -Lima; Lima-Cusco; Cusco-Lima ; Lima-PoA). + R$350,00 a passagem de trem de Cusco até Águas Calientes (Machu Picchu). Fiquei em hostels simples, quartos coletivos, gastei em média R$50,00 por dia. O ingresso para Machu Picchu é meio carinho, uns 70 dólares. Os passeios lá também não são muito baratos, nem os ingressos (muitos inclusos no boleto turístico). Gastei cerca de R$200,00 para conhecer o Vale Sagrado, por exemplo. A trilha de Águas Calientes até Machu Picchu durou 1h15, com duas paradinhas de 5min para descansar. É bem sinalizado , sem problemas subir a pé. A passagem do ônibus achei cara, por isso também fui a pé (era 24 dólares). Não fui até o Titicaca por falta de tempo. Fui até o Humantay, um lado mais próximo a Cusco. Lindíssimo. O passeio dura um dia (sai de madrugada e volta final do dia) e custa aproximadamente R$100,00 (van, alimentação e guia). Fico à disposição para outras informações! Ótima viagem! O Peru é lindo e super turístico. Tudo é muito fácil de acessar lá!
  13. Fernanda Nicaretta

    Sobre viajar sozinha: minha experiência no Peru

    Também estou planejando uma próxima pela América! Acho que Bolívia, Colômbia...ainda estou analisando! Hehe
  14. Um semana depois de voltar de viagem sigo encontrando pessoas, revendo amigos e conhecidos que me perguntam sobre essa experiência. Encontros e conversas em que ouço perguntas e comentários que podem ser divididos em duas ou três categorias. As quais poderiam ser nomeadas como: os que me acham maluca; os que me acham corajosa e/ou admiram o feito; os que não estão nem aí, nem pensam nada sobre. E isso tudo que tenho ouvido está me fazendo pensar sobre 'o porquê viajo sozinha'. Até porque eu não sei em qual categoria destas eu me colocaria, ou qual delas eu penso ser a mais justa para o que aconteceu. Por que viajo sozinha? Sempre fui (e ainda sou) bastante insegura. Não naquilo que sou, nos meus valores, convicções e caráter. Sempre tive muito claro o que é certo, o que eu quero para mim e como quero ser lembrada pelas pessoas. Mas sou insegura naquilo que faço, naquilo que sei, naquilo que quero dizer. A primeira viagem que fiz sozinha foi quando finalizei a faculdade. Vivia um momento de 'e agora?', de passagem de uma vida de estudante e estagiária para profissional. Foi a primeira vez que me vi longe de casa, em um lugar que as pessoas não falavam a minha língua e que eu precisei me virar. Com uma mochila nas costas, uma passagem de ônibus e pouquíssimo dinheiro, organizei meu tempo, fiz escolhas, somei amigos e vivências. Voltei feliz e confiante que sendo capaz disso, seria capaz de outras coisas também, principalmente as quais mais despertavam medo em mim. Fiz a seleção para o mestrado mais ou menos confiante, sabia das minhas limitações teóricas e de currículo. Fui aprovada. Vivi quase três anos de idas e vindas entre a minha cidade e Porto Alegre em que, com poucas exceções, viajava pensando 'guria, tu tá fazendo mestrado em uma das melhores universidades do país, tu conseguiu'. Mesmo assim as dúvidas quanto a minha capacidade e merecimento do que estava vivendo, me acompanharam durante todo o processo. Defendi minha pesquisa frente a uma banca que a aprovou praticamente sem sugestões de correção. Após a conclusão do mestrado, um retorno do terrível 'e agora?'. Senti que era hora de me testar novamente. Uma viagem mais longa, com trocas de cidades e voos com conexão. Um medo imenso, misturado com uma vontade quase necessidade de me arriscar. Fiquei dez dias longe de casa, sozinha com minha mochila, de hostel em hostel. Um planejamento que me acalmava, mas que dava espaço ao inesperado. O que no fundo era o que eu mais queria. Queria me arriscar, me testar, sentir na pele a intensidade da solidão. Voltei feliz, energizada e gritando pra mim mesma que viagens são o que eu quero acumular nesta vida. Então, respondendo: eu viajo sozinha porque me faz bem! Uma forma um tanto egoísta de me abastecer de segurança, uma forma um tanto intensa de sentir que sim, as coisas vão dar certo. Não penso em viajar sozinha sempre, não quero pensar nada a respeito. O que sei é que estar imersa em outra cultura me ensina, me ajuda a ver como somos pequenos em nossa rotina, e que tudo aquilo que pode me deixar triste ou insegura é pequeno demais em um mundo tão grande. O Peru, país escolhido para essa viagem, se mostrou acolhedor a todas essas minhas inseguranças. Pessoas alegres e dispostas a ajudar, lugares bem sinalizados e já bastante povoados por turistas (apesar de estarem em baixa temporada agora). Vivi as ruas bonitas de Lima, a praia em Miraflores e o centro histórico em dias sol. Já em Cusco, a sensação de não estar em 2018, despertada pela arquitetura. Ruas estreitas e cheias de história e cultura, pessoas caminhando para todos os lados, disputando lugar entre as ofertas de tudo que se pode imaginar. A viagem de trem até Águas Calientes, a energia de uma cidadezinha ao pé daquilo que eu mais esperava. Minha subida até Machu Picchu foi pela trilha: eu recomendo! Uma paisagem que motivava degrau por degrau e que foi compensada pela beleza de uma cidade lindíssima. Arrepio e choro ao entrar, saudade e muitas fotos ao sair. Viajo sozinha não porque não tenho amigos ou pessoas para me acompanhar, mas porque vejo nessas experiências a oportunidade de conversar somente com a Fernanda, levar ela para o mundo e deixar que ela veja que há muito mais lá fora. Muitas vezes senti minha mão sendo pega por mim mesma, como se houvesse outra Fernanda, bem mais segura, que garantia 'é por aqui'. Por isso não me sinti sozinha. Não fui nem sou triste comigo mesma, pelo contrário. Viajo sozinha para provar para mim mesma que eu sou o que tenho de mais importante. Que minha família e as pessoas que sinto saudade são as que quero sempre por perto.A intensidade de estar só e longe de casa possibilita outro ângulo de olhar, faz ver o que realmente importa. Um deslocamento que sacode e faz ver a pequenez de tanta coisa que, de perto, parece grande. E, por fim, viajo sozinha também porque sou, como dizia Frida Kahlo "o assunto que conheço melhor", minha melhor companhia, a pessoa que quero mais bem e feliz. O que entendo ser uma construção primeira, algo que fará que eu seja uma boa companhia para quem for comigo nas próximas viagens, ou quem permanecerá perto por aqui mesmo. Viajem sozinhos. É o que desejo.
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