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  1. Oi, galera. Vim deixar meu relato porque sei o quanto é importante, para quem quer fazer esta viagem, ter informações recentes. O foco será um dos pontos que mais geram dúvida na hora de fechar o passeio: a agência contratada. No meu caso, foi a Cordillera Traveler. Contrarei o passeio saindo de Uyuni e voltando a Uyuni. Reservei por e-mail o tour coletivo (6 pessoas). O atendimento foi rápido, cortês e, quando cheguei a Uyuni de ônibus, havia, como prometido, um taxista me esperando e para levar até o escritório da agência. Abrindo parênteses: o tal homem tentou me dar um "golpe": disse para, enquanto a agência não abria, eu ir tomar um café no Noñis, que é aquele café cheio de gringo (que até compensa; é limpo, tem wi-fi, banheiro e uma ducha precária) e me apontou uma escada que não se parecia nada com o Noñis. Depois uma senhora apareceu me chamando pelo nome (evidente que comunicada pelo taxista), me pegou pelo braço e subiu a escada para me levar a um café que, embora ela tenha dito que era o Noñis, se chamava Café Satori: 200 pessoas amontoadas num espaço para 10, uma moça vem para cima de você perguntar o que quer comer e, até antes de trazer a comida, já traz a conta rs. Depois da experiência, descobri onde ficava o verdadeiro Noñis, que, inclusive, é um coringa se você precisar usar o banheiro enquanto seu passeio não sai; ninguém liga se você não comer nada. Enfim, quando o escritório abriu, fui recebido pela Bernardina, que foi muito prestativa e educada, me passando várias dicas valiosas sobre o que levar para o tour, inclusive coisas que não havia lido na Internet (por exemplo, chinelos para explorar o salar molhado). Ela também indicou comprar coisas - não se preocupe, Uyuni basicamente só tem, além de agências de viagem, lojinhas para comprar coisas para levar no passeio. Às 10:30, fui encaminhado ao motorista. Sobre os locais visitados, não tem como não se encantar com as paisagens. O Salar é uma maravilha, é surreal. Mas o passeio nunca se limita a ele: ao longo dos três dias, são diversas paisagens diferentes, uma mais bonita que a outra. Sobre a estrutura do tour, optei pela Cordillera porque, pesquisando na Internet, vi que era a que parecia conseguir os melhores alojamentos e ter os melhores carros. Isso pareceu se confirmar: o nosso carro era bem conservado e não quebrou (vimos vários carros velhos e com problemas no caminho) e nossos alojamentos pareceram melhores que os demais. Tinha banho quente nas duas noites (pago, como tudo no deserto) e até wi-fi (pago e lento, mas funciona para dizer que está vivo) na segunda. Vale destacar que o alojamento do segundo dia era mais confortável e limpo que o do primeiro; na Internet costumo ler o contrário. O único grande porém, e que quase estragou tudo, foi nosso motorista, chamado Isac. Elencando tudo o que aconteceu: - Ele foi rude e desrespeitoso desde o início. Falava pouquíssimo e respondia às nossas perguntas com mau humor e grosseria. Fez chacota de uma garota do grupo porque ela queria ir ao banheiro, mas não havia toalete (na verdade percebi que até havia, mas ele não quis levá-la) e deu o maior esporro em um rapaz que pôs sua bolsa de pano sobre o capô do carro, dizendo que ia danificar a pintura; isso falando de um carro que havia acabado de cruzar um deserto de SAL e depois pegou muita poeira na estrada e ainda voltaria a Uyuni sem ser lavado - o motorista ficava esfregando um pano toda hora!!. - Diferente de outros motoristas, quando nós parávamos para fotos ele só dizia quantos minutos tínhamos, desaparecia e, na maioria das vezes, nos fazia caminhar bastante até onde devíamos encontrá-lo. Isso de ele sumir atrapalhou muito no Salar; não conseguimos fazer nenhuma foto aproveitando os efeitos de perspectiva. Não é algo trivial de se fazer, mas vimos que os motoristas ajudavam os outros grupos. - Quando saímos do Salar, ele (que parecia cochilar ao volante) começou a nos levar para um lugar completamente alagado que não tinha nenhum outro grupo. O carro começou a morrer e não conseguíamos seguir em frente. O motorista apenas xingava em espanhol ("chucha! chucha!") e tentava ressuscitar o carro. Quando perguntei por que estava seguindo aquele caminho sendo que ninguém estava indo por ali, ele só retrucou. Depois de uns minutos, deu meia volta e escolheu outro caminho. Na parada seguinte, me confessou que ERROU o caminho porque se guiou pela montanha errada. Isso poderia nos ter posto em uma situação de alto risco e arruinado o passeio. - Como eu disse, o motorista falava pouco. Ao longo da tour, ele se limitava a dizer o nome dos lugares. Quando perguntávamos algo, normalmente ele dizia que não sabia. E, às vezes, até mesmo dava informações falsas. Não sei se para rir da nossa cara ou por desinformação mesmo. - Havia uma garota vegetariana no nosso grupo, e ela informou isso à agência. No entanto, não prepararam as refeições vegetarianas para ela. Quando fizemos a queixa ao motorista, ele simplesmente disse "ninguém me informou isso", deu de ombros e continuou servindo linguiça de porco. - No retorno a Uyuni (que é MUITO longo; se puderem sigam para San Pedro e terminem a viagem lá), ele foi muito imprudente. Todos os motoristas trafegavam na perigosa estrada a, no máximo, 60 km/h. Este ia de 80 a 100 km/h, ultrapassando os demais enquanto falava ao celular. Outra coisa que me preocupou foi que ele, sem nos explicar, parava o carro em alguns lugares e saía para falar com pessoas estranhas, retornando após alguns minutos. Resumo: as paisagens são espetaculares, a empresa tem estrutura para oferecer o passeio, mas fiquem atentos ao motorista. Percebi que alguns são bons e outros não. Sugiro verificarem na Internet indicações de nomes e pedirem por eles quando forem reservar. P.S.: se você quiser fazer o passeio com uma agência em específico, sugiro fazer a reserva ao invés de chegar lá e contratar. Contratar na hora é um pouco mais barato, mas vi muita gente chegando em uma empresa, contratando pensando que é aquela, mas no fim das contas, sendo empurrada para outra SEM AVISAR, porque eles ficam combinando de fechar as vagas de todo mundo. P.S.2: paguei USD 140 no passeio (janeiro de 2018).
  2. guilherme-gn

    Qual é o melhor guia de viagem sobre a Bolívia?

    Oi, Kah. Eu li vários guias, mas, depois de voltar de viagem, percebi que o mais próximo que se encontra são os relatos na Internet. As coisas na Bolívia mudam o tempo inteiro, então os guias ficam defasados rapidamente. Se ficar presa a algum guia, poderá se deparar com valores diferentes, mudança nas rotas (novas estradas etc.), estabelecimentos que fecharam, estabelecimentos que abriram etc. Outra dica: não dá para querer ter muito controle em uma viagem na Bolívia. Deixe que o país te surpreenda.
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