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Elder Walker

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  1. Dia 5 Dia dos primeiros passeios com agência. E começamos logo com um dos maiores cartões-postais: as lagunas altiplânicas! E aqui gostaria de compartilhar meu raciocínio sobre o esquema de passeios com agência em San Pedro: de fato, quase todos os passeios são acessíveis sem maiores dificuldades, mesmo com carro pequeno. Tirando o Salar de Tara, todos são possíveis. Alguns com mais trechos de terra/pedras, outros menos, mas tranquilamente acessíveis. De carro ainda se tem a vantagem de fazer seu horário, parar o quanto quiser para fotos, pular alguma parte não interessante, enfim, tudo o que é relacionado com sua liberdade ou individualidade. Maaass, ainda sou daqueles que valoriza o trabalho de um bom guia turístico. Vejam bem: sou alérgico a grandes grupos, excursões tipo CVC e coisas deste tipo. Foi por isso que procurei um meio-termo. Existem agências baratas (daquelas que levam de ônibus) e existem agências caríssimas e individualizadas. Nas minhas pesquisas, acabei fechando com a Araya. É uma agência focada no público brasileiro, assim como a Ayllu e a FlaviaBia Expediciones, porém estas duas são ainda mais caras e oferecem frescuras demais para o meu gosto. O legal da Araya é que eles são bem profissionais e pontuais, os guias são bem descolados e conhecem muito dos locais, os grupos são realmente pequenos, a comida incluída nos passeios era muito boa (mas sem frescuras)... enfim, e eu acreditei que poderia tirar mais proveito de alguns lugares do que indo sozinho, por ter as explicações, as histórias, aquele "know-how" de quem está ali todo dia. De todos os passeios que contratamos, talvez este das lagunas altiplânicas tenha sido o único que não achei que valeu tanto à pena ter fechado com agência. Digo, tudo ocorreu bem, mas não vi nenhum benefício do guia neste dia especificamente. Creio que se tivéssemos ido de carro, teria o mesmo nível de aproveitamento, e ainda teria tido mais tempo e liberdade em alguns locais que queria fotografar. Não sei se era apenas o nosso guia neste dia que era mais quieto ou menos esforçado em passar algo a mais, mas foi a impressão que tive. Mas vamos lá: nosso primeiro dia em San Pedro. Passeio marcado para 7h00 e a van passou nos buscar no hostel. A van passou buscar mais um pessoal e partimos pela Ruta 23 em direção ao Paso Sico. São 160km bem demorados até a primeira parada, na Laguna Tuyajto. Ali pudemos contemplar um belo cenário enquanto o guia preparava uns ovos mexidos e montava toda a mesa do café. Aliás, já contou como uma primeira experiência bacana: tomar café da manhã a 4200m s.n.m! De barriga cheia, retornamos alguns kilômetros até um mirante das famosas Piedras Rojas. Aqui cabe um outro parênteses: o acesso mais próximo as tais pedras e as lagoas está fechado! Ao que parece, no final de 2017, um pessoal do "Canal OFF" da TV por assinatura resolveu fazer kitesurf para aquela matéria "lacradora" nas lagoas deste salar. Sim, apesar do nomes Piedras Rojas, o nome oficial do lugar é Salar de Talar (não confundir com Salar de Tara). E aí, a comunidade indígena que controlava a atração, mesmo que sem uma estrutura oficial de parque e tudo o mais, resolveu proibir o acesso até segunda ordem. Imagino que devam construir os acessos e demarcar as trilhas, limitando as atividades no local, assim como é feito em quase todos os outros passeios. De qualquer forma, mesmo do mirante à distância, o local é impressionante. Continuamos na estrada, retornando em direção as lagunas altiplânicas. O visual seguia mais ou menos assim: Logo saímos da estrada asfaltada e pegamos o acesso de terra para as lagunas. Aqui sim existe a estrutura controlada, onde se paga entrada e tudo. O esquema da van é ir até a segunda lagoa, onde se tem um banheirinho (fazia fila no feminino) e depois retornar a primeira. Aqui o meu descontentamento com a agência neste dia: o tempo um pouco curto para fotos. Além do pouco tempo, o horário também não foi legal, pois já era perto do meio-dia, com o sol à pino... o que torna a luz "duro" e deixa as fotos meio "chapadas". Ainda assim, foi talvez o lugar mais bonito que vi na viagem. Digo, todos os passeios foram extremos, impressionantes. Mas este foi o mais bonito, esteticamente falando. Das lagunas, voltamos para a estrada e ainda tivemos uma parada para as famosas fotos no meio da estrada. Nós já havíamos tirado algumas no dia da travessia, e viríamos a tirar melhores no dia do passeio ao Salar de Tara, então deixo para postar essa depois! haha! No esquema do nosso passeio, ainda estava incluso o almoço num restaurante parceiro da agência. Comida boa, com 3 opções de "menu del dia", com entrada, prato principal e sobremesa. A agência ainda levava e servia alguns vinhos, água e sucos. Após o almoço, a van nos deixou no hostel. Descansamos um pouco. À noite fomos ao centrinho, fizemos câmbio, compramos algumas porcarias para comer fora de hora e jantamos no famoso "La Picada del Indio", que é um restaurantinho BBB, talvez não tão bonito, mas muito bom e relativamente barato (comparado aos demais no centrinho). Tentamos dormir cedo pois o dia seguinte seria o mais puxado de todos...
  2. @MARCELO.RV sem dúvidas, ficaram algumas coisas que gostaria de fazer se tivesse mais dias. Adorei Salta e gostaria de conhecer melhor essa bela cidade. De quebra, teria toda essa região do NOA, incluindo Purmamarca, Humahuaca, Cafayete, etc... Minha vontade em voltar para o Atacama só não é maior do que a de conhecer novos lugares. Meu atual sonho é a Patagônia, descendo a Ruta 3 até o Ushuaia e subindo pela Ruta 40 e Carretera Austral. Quem sabe daqui mais 1 ou 2 anos?
  3. Dia 4 Salta/ARG x San Pedro de Atacama/CHI 594km O dia mais esperado chegou: meu primeiro contato com montanhas deste porte, altitude e estradas de tirar o fôlego! Acordamos cedo, após mais uma boa noite de sono, tomamos café no hotel, carregamos as mochilas e partimos. Optamos por não pegar a famosa estradinha conhecida como "camino de Cornisa" e retornamos em diração a Gen. Güemes. Abastecemos num YPF bem grande no trevo e seguimos para San Salvador de Jujuy. A estrada é boa, porém bastante movimentada, em especial próximo aos acessos de Jujuy. Após contornar a cidade, as montanhas vão surgindo e vamos margeando um riozinho, começando a compor belas paisagens. Conforme começávamos as primeiras grandes subidas, ainda antes de Purmamarca, um sorriso brotava em meu rosto. Saímos da RN-9 e entramos na RN-52 em Purmamarca, de onde se vê algumas das montanhas coloridas que viraram cartão postal da região do NOA. A estrada continua e começamos a subir a "Cuesta de Lipán" que, para mim, foi talvez o ponto mais marcante da viagem toda e uma das maiores decepções: simplesmente não parei para tirar fotos! Uma hora estava concentrado na direção, noutra estava boquiaberto com todo aquele cenário... fomos indo e indo, apreciando, curtindo... mas não paramos durante toda a subida. Apenas quando chegamos no ponto mais alto, conhecido como "Abra de Potrerillos", é que paramos num mirante onde existem alguns vendedores de artesanato. Ali foi que desci do carro e senti os efeitos da altitude pela primeira vez: uma tontura imediata ao subir poucos metros do barranco com a pedra indicando a altitude, uma leve falta de ar, além do vento gelado da altitude. Mas, novamente, reforço: é inacreditavelmente bonito esse trajeto. Cada curva é uma surpresa. Continuamos a descida da Cuesta de Lipán e encontramos o restaurante La Pekana que foi quase um oásis para nós. É meio engraçado porque, mesmo após ter cruzado o Chaco, você não percebe como a civilização vai ficando para trás a cada kilômetro rodado após San Salvador de Jujuy. Nenhum posto, nem nada. Estávamos dois dias "pulando" o almoço, então resolvemos parar para comer mais tranquilos neste dia. O lugar estava lotado de motos, a maioria de brasileiros. Comemos umas "milanesas" e seguimos viagem. Logo a frente, a estrada vai retomando o esquema de longas retas e é possível ir avistando as "Salinas Grandes". Fomos andando e apreciando a paisagem. Paramos em dois mirantes nas salinas. É possível acessar a planície de sal e curtimos um pouco o local. Mais um pouco adiante, tivemos a companhia selvagem mais aguardada da viagem: diversos grupos de lhamas e de burros selvagens. Ainda bem que vimos eles de perto por aqui, pois na região de San Pedro de Atacama, que era onde pensávamos encontrar eles, vimos praticamente apenas vicuñas. Mas nesta região aqui, ainda antes de fronteira com o Chile, elas devem ser muito populosas. Digo isso pois um caminhoneiro passou buzinando e jogando o caminhão no acostamento para assustar um grupo de lhamas que estávamos fotografando, então imagino que devam ter problemas com elas (freadas bruscas, desvios ou acidentes) com relativa frequência. A estrada continua, belíssima. Longas retas e depois mais uma pequena serra próximo a Susques. O movimento nessa altura da estrada já é quase zero. É possível parar para fotos no meio da rodovia por vários minutos sem ninguém aparecer. E assim fomos, andando e parando para fotos, até chegar no Paso de Jama propriamente dito. O esquema das alfândegas é integrado e demos sorte de chegar antes de um grupo maior de motoqueiros. Não devemos ter perdido mais do que 30min em todos os trâmites (acho que eram 6 cabines separadas, cada uma com seu carimbo! haha). No final, como declaramos ter alimentos no carro, a fiscal nos acompanhou e coletou uma banana e uma maçã que tínhamos sobrando e nos liberou. Aqui tive um pequeno susto: na chegada ao Paso de Jama (alguns metros antes de quem vem da Argentina e vai entrar no Chile), existe um posto bem arrumadinho da YPF. Eu havia pesquisado e sabia que era a última chance de abastecer antes de San Pedro. Acontece que, chegando lá, ele estava sem combustível! Minha espinha quase congelou! Eram mais de 150km até San Pedro e cerca de 110km voltando para Susques. A minha sorte foi que, na altitude, o consumo do carro despencou, e a autonomia que eu tinha naquele momento era de mais de 250km, suficiente para seguir viagem. Eu estava preocupado com a perda de potência na altitude (que é uma verdade), mas o fato da menor resistência do ar compensou e até superou esse problema. Nos trechos de reta "normal" onde meu carro faz uma média de 13~14 km/l, meu carro passou a fazer 19~20 km/l nessa altitude elevada. A média desse dia, considerando todas as subidas de serra etc, foi a mais alta de toda a viagem: 15,5km/l. Passada a fronteira, já no Chile, as paisagens continuam inacreditavelmente bonitas. É difícil demonstrar em fotos a grandiosidade e as belezas destes locais. A Ruta 27 corta a Reserva Nacional Los Flamencos. Aliás, o passeio para o Salar de Tara está dentro desta reserva, e o acesso é feito por essa estrada até próximo a fronteira, então já pudemos ir apreciando boa parte do visual que retornaríamos alguns dias adiante no passeio com agência. A estrada continua subindo e alcança a altitude máxima, não lembro o número exato, mas é na casa dos 4800m s.n.m. Logo após, segue numa descida bastante forte até a cidade de San Pedro. Quando digo descida forte, é forte mesmo: meu carro tem 6 marchas e, mesmo colocando uma terceira para usar freio-motor, o carro ganhava velocidade. Existem várias saídas de emergência para caminhões (caixas de brita). Mas não tem muito mistério, é só controlar a velocidade, usar um pouco de freio-motor para não sobrecarregar os freios e ir contornando as curvas com calma. Quase no final da descida e já relativamente perto de San Pedro, a estrada passa bem pertinho do vulcão Licancabur, o mais "fotogênico" dos diversos vulcões da região. É aquele todo perfeitinho, com formato bem característico em cone, e que é possível ser avistado de quase todos os passeios e cidades da redondeza. Seguimos mais alguns kilômetros e chegamos a cidade de San Pedro. O asfalto acaba, tão logo se entra no vilarejo. Ruas de terra e construções bem rústicas vão dando o clima do local. Fomos direto para o nosso hostel, Illauca de Atacama. Optamos por ele por ser uma construção nova, num bairro novo e mais afastado do centrinho. Justamente por ser mais afastado, ele não é tão caro e oferece um nível de conforto e limpeza um pouco melhor que a maioria dos hostels. Como estávamos de carro, nenhum problema com a localização. Mas para quem quiser encostar o carro, também nada que uns 20 minutos de caminhada não resolvam. San Pedro é uma cidade simpática, o pessoal é extremamente receptivo e acolhedor. Existem muitas dicas sobre restaurantes, casas de câmbio, agências de viagem etc. Vou relatar as minhas experiências e indicações nos relatos diários que seguem abaixo.
  4. Dia 03 Resistencia/ARG x Salta/ARG 821km Dia de cruzar a província de Chaco. Nas minhas pesquisas, sempre lia algo como "temido Chaco" ou atributos neste sentido. Não achei nada demais! Dormimos muito bem na noite anterior no Hotel Gala, tomamos um bom café, carregamos as mochilas (as malas maiores não eram necessárias aqui) e, quando estávamos para sair, percebi o pneu traseiro do lado do motorista muito baixo. Fui até o posto próximo ao hotel, abasteci e havia uma "gomeria" (borracharia) ao lado também. Calibrei todos os pneus e vi que este traseiro já havia perdido 3libras ao final da calibragem. Estava furado. Solicitei ao rapaz que fizesse o reparo. Havia um prego cravado nele. Calculem o tamanho da sorte, já que o prego foi o suficiente para furar, mas não o bastante para esvaziar o pneu a ponto de me deixar na estrada. Além disso, era domingo de manhã e o pessoal estava trabalhando nessa borracharia. O que poderia tomar uma eternidade da viagem (trocar o pneu na estrada, tirar bagagens, reparar o pneu) foi feito tudo ali, em poucos minutos, sem stress. Seguimos viagem pela RN-16. A estrada segue em pista dupla por um bom trecho até o movimento diminuir nos arredores de Resistencia. Pista simples depois, porém com ótimo asfalto, sempre em longas retas. Algumas cidades com postos relativamente estruturados no começo, até a altura de Pampa del Infierno. Daí em diante, cidades cada vez mais pobres e feias, sem muita estrutura. Ao se aproximar de Monte Quemado, começam alguns buracos dispersos, que requerem atenção mas permitem manter uma boa velocidade. Após essa cidade, o único trecho HORRÍVEL a ser superado: não são mais buracos, são crateras misturadas com pequenos resquícios de asfalto, onde você precisa de atenção e habilidade para calcular qual a menor e entrar nela. Devo ter demorado mais de um hora para cruzar uns 30km nestas condições. Não consegui pensar num motivo para este abandono, já que estamos falando da mesma rodovia, na mesma província... toda ela super bem-cuidada e este único trecho destruído! Antes arrancassem todo o asfalto e deixassem uma estrada de terra compactada que seria muito melhor! Aliás, em alguns locais compensava andar pelo acostamento de terra/pedra do que tentar desviar dos buracos, mas nem sempre isso era possível. Após este trecho, as coisas voltam ao normal e a estrada segue sem muitos atrativos até se aproximar da intersecção com a RN-9, onde entramos rumo a Salta. Ali começamos a ver as primeiras montanhas, embora a paisagem ainda não seja exatamente bonita. O fluxo de veículos aumenta MUITO nessa rodovia, e ela é toda duplicada. Neste dia também não almoçamos. Fomos comendo algumas porcarias que compramos no mercado em Resistência e apenas compramos um saco de gelo num posto para nossa bolsa térmica. Chegamos em Salta no entardecer e o GPS nos guiou tranquilamente até o Hotel Almería, super bem localizado numa rua charmosa e próxima ao centrinho e praça da catedral. O hotel é antigo mas muito bem cuidado, gostamos bastante e achamos um ótimo custo/benefício. A avaliação dele também foi deixada no Booking com meu nome. Tomamos um banho e saímos caminhar pela cidade. Conhecemos a praça, a catedral e alguns prédios históricos. Era domingo e havia bastante gente na rua. Estavam começando a montar uma espécie de feitinha de artesanato num calçadão. Jantamos no restaurante "Dona Salta" e aqui vale uma indicação extremamente honrosa: foi um dos melhores da viagem! Sério, fomos sem maiores pretensões, mas adoramos! O local é super rústico, os garçons vestidos à caráter, a comida sensacional. Foram as melhores empanadas que comi em toda viagem, e olhe que comi quase todos os dias! Eu peguei um bife de chorizo e minha namorada uma massa fresca, ambos excelentes também! Depois voltamos para o hotel e dormimos para encarar o trecho de estrada no dia seguinte que viria a ser o mais bonito de toda a viagem...
  5. Dia 02 - 14/04/2018 Trajeto: Medianeira/PR x Resistencia/ARG Distância: 700km Acordei já bastante ansioso. Afinal, agora sim estávamos começando a viagem e eu tinha um certo receio de qualquer problema que pudesse ocorrer. Tomamos café com meus pais, carregamos, vimos os últimos detalhes e partimos. Acabamos não saindo tão cedo quanto gostaríamos. Chegamos em Foz do Iguaçu já umas 9h30 eu acho. Passamos numa casa de câmbio para comprar uns pesos Argentinos, vantagens de entrar por Foz que é uma cidade turística e preparada. Consegui 6 pesos para cada real, o que na época estava bom, lembrando ainda que se trata de câmbio paralelo, sem IOF nem nada. Fomos para a aduana argentina e eu já conhecia os trâmites, pois passamos com relativa frequência para Puerto Iguazu fazer compras e/ou jantar na cidade (coisa de morador da região). Como era um sábado normal (sem ser feriado) e ainda era relativamente cedo, não havia fila de carros e passamos rapidamente. Ao invés de dar a costumeira CNH, demos os passaportes. Ao ser questionado, informava como destino sempre a cidade de Salta, que seria a última cidade no país antes de cruzarmos a fronteira com o Chile. Ainda na aduana, após o cadastro no sistema e carimbo dos passaportes, fomos liberados e seguimos pela única rodovia existente, desviando do centro de Puerto Iguazu e indo em direção a alguns hotéis e às cataratas. Alguns km depois, pegamos a saída para Posadas, via RN-12. Logo que entramos nesta rodovia, há um posto do exército onde fomos parados e me foi solicitado o documento do carro e a carta verde (única vez que solicitaram este seguro). Depois o oficial pediu que eu abrisse o porta malas e ficou surpreso pela quantidade de bagagem, me perguntando se era uma viagem de férias! haha! Perguntou o destino e depois começou a conversar com outro oficial sobre o modelo do meu carro, que é uma versão especial no Brasil e que não existe na Argentina. Logo me liberou e seguimos viagem. O caminho é tranquilo, o asfalto está muito bom. A estrada segue em pista simples e cruza diversas cidades pequenas. Em praticamente todas, os policiais estão presentes e ativos. O procedimento era sempre o mesmo: reduzir (bastante) a velocidade, ligar o pisca-alerta e baixar os vidros. Algumas vezes faziam sinal para seguir adiante sem nem mesmo me parar, outras tantas paravam e perguntavam o destino apenas. O trecho até Posadas, na província de Missiones, é de longe o mais "travado", tanto pelo número de cidades quanto de paradas policiais. No contorno de Posadas, o policial pediu documentos, depois para abrir o porta-malas e por fim questionou se havia extintor, sendo que este estava por cima de todas as bagagens, de fácil acesso. Entreguei prontamente e ele começou a olhar para o extintor, conferiu a pressão, a data de validade e por fim me liberou. Depois de Posadas, entramos na província de Corrientes. As estradas viram longas retas e o espaçamento entre cidades aumenta bastante. Aqui a estrada rende bastante. Fomos assim até chegar a cidade de Corrientes, onde se pega uma rotatória com a saída para a RN-16 rumo a província de Chaco. Após cruzar boa parte da cidade por uma avenida, cruzamos também uma ponte sobre o Rio Paraná e chegamos a cidade de Resistencia, já no entardecer. Acabamos não almoçando neste dia, paramos apenas num posto YPF Full e comemos umas empanadas e tomamos um café. Falando em postos, até existem com boa frequência, mas a maioria é mais simples (sem ser full) ou antigo/feio. O mesmo vale para restaurantes. Preparem-se para pagar caro na água mineral, cerca de 30~40 pesos na garrafinha pequena! Por sorte, havíamos levado umas 5 garrafinhas de casa numa bolsa térmica com gelo, e com isso economizamos um pouco. Nos hospedamos no Gala Hotel & Convenciones, um hotel localizado estrategicamente fora da cidade, às margens da rodovia RN-11. É preciso cruzar praticamente toda a cidade de Resistencia e sair da RN-16 que seria nosso caminho para Salta por uns 2km. A vantagem é que no dia seguinte já deixou toda essa parte para trás e já está "na boca do gol" para seguir viagem. O hotel em si é muito bom, super novo (deve ter uns 2 ou 3 anos desde sua inauguração, eu acho) e é usado para convenções/eventos/shows/etc. Como era fim de semana, não estava muito cheio. Deixei minha avaliação completa sobre ele no Booking, onde fiz a reserva. Outras boas vantagens é que ao lado existe um Walmart (onde compramos água e petiscos para o dia seguinte) e um pouco mais adiante, um posto da YPF.
  6. Dia 01 - 13/04/2018 Trajeto: Presidente Prudente/SP x Medianeira/PR Distância percorrida: 530km Na realidade, eu chamaria esse dia como "dia zero", não como primeiro dia de viagem. Digo isso porque este é o mesmo trajeto que faço todo mês, então não parecia ainda que estava saindo para a grande viagem! As malas já estavam prontas desde quarta-feira. Carreguei, juntei todos os documentos, conferi meu check-list e fui trabalhar nessa sexta-feira treze! Resolvi tudo o que precisava e saí mais cedo, lá pelas 11h00 usando meu banco de horas positivo do trabalho. Rodei 150km até a cidade de Maringá/PR onde precisava buscar umas coisas emprestadas com minha irmã e também passei no shopping comprar um boné que não havia conseguido comprar antes. Almocei por lá e segui mais 280km até Cascavel/PR, passando pela rodovia BR-369 que é o caminho mais rápido, porém pedagiado entre estas cidades. Já era final da tarde quando cheguei no apartamento da minha namorada, carregamos as malas dela (muitas! haha) e fomos até Medianeira/PR, meus pais moram lá e usamos como nossa última "base" antes da saída para a aventura propriamente dita. O único caminho possível é via BR-277 e é sempre bastante lento, já que várias rodovias se encontram ali em Cascavel e seguem em pista simples até Foz do Iguaçu. Então a dica para quem não conhece e for percorrer este trecho, tenha paciência, pois o movimento é grande e existem poucos pontos de ultrapassagem. A partir de Matelândia a estrada está duplicada até Foz, e aí a coisa vai tranquila...
  7. Passei exatamente por esse [email protected] O que eu fiz foi exatamente o que você imaginou: coloquei no porta-malas. Ainda tomei o cuidado de sempre carregar tudo primeiro (bagagens, mochilas, etc) e deixar os triângulos e extintor na parte mais externa, de fácil acesso e visível aos olhos de uma eventual inspeção. Quando o policial me parou e solicitou o extintor, mal ele terminava de perguntar e eu já estava com ele em mãos. @antoniocalves que legal! Você definiu o roteiro já? Vou começar a relatar cada trecho da minha viagem, mas fiquei curioso pela sua também...
  8. Antes do relato detalhado, trago uma das fotos que mais gostei da viagem e que traduzem essa questão do contraste: as longas retas do deserto, com montanhas de um lado e o mar do Pacífico de outro. E também algumas informações gerais e preparativos... Carro: fomos com o meu Peugeot 208 com motor 1.6 16V e câmbio automático, ano/modelo 2017/2018 que estava com 10.500 km no início da viagem e, portanto, novo e recém revisado (revisões a cada 10 mil km). É um carro relativamente pequeno e não muito usual para esse tipo de viagem, mas o porta-malas é incrivelmente aproveitável, anda bem, não gasta muito, conta com vários itens de conforto e conveniência como a central multimídia com espelhamento e Android Auto que nos ajudou bastante, etc. Talvez o único ponto negativo foi que, por ser de uma versão especial (Urbantech), as rodas de aro 17" e os pneus de perfil baixo (205/45) me deixavam preocupado nos pouquíssimos trechos de estrada ruim e/ou de terra que percorri nos passeios. Ainda é um carro pequeno e baixo, mas para esse roteiro, não existe a mínima necessidade de um SUV, camionete ou muito menos um 4x4! Seguros: fiz a Carta Verde (exigido na Argentina) com meu corretor local pelo período da viagem ao custo de aproximadamente R$ 150,00 e o SOAPEX (para o Chile) pelo site da HDI por cerca de USD 10,00. Não fizemos seguros pessoais (seguro saúde ou seguro viagem) e também não fiz a extensão da cobertura do seguro normal do meu carro: essa foi a parte corajosa da viagem! haha Documentos: levamos nossos passaportes, e isso facilita bastante nas imigrações e também na questão de isenção do imposto IVA dos hotéis, tanto na Argentina quanto no Chile. Recomendo fortemente! Levei o documento do carro (CRLV) e carteira de motorista normal (sem PID). Fiz cópia de todos estes documentos para qualquer eventualidade e levei numa pastinha junto aos vouchers dos hotéis e junto as leis de trânsito Argentinas impressas. Aqui uma observação: muito se lê sobre a questão do documento do carro em caso de financiamento, sobre a necessidade de autorização da financeira etc... mas convenhamos: caso o documento esteja em seu nome (ou no nome de alguém dentro do carro), não existe nenhuma restrição, aparece apenas algo no campo "observações" na parte de baixo do CRLV e ainda por cima tudo abreviado. Duvido que algum policial vá olhar para aquilo, entender que seja referente a alienação fiduciária, e vincular que possa ter alguma restrição que por sinal acredito ser apenas nos casos de leasing em que o bem de fato não é seu. Enfim, não sou especialista no assunto, mas arrisco-me a dizer que isso é algum boato que surgiu e que nós, como precavidos, fomos generalizando e correndo atrás de permissões para nos prevenir de qualquer situação possível. Exigências: além dos seguros e documentos, levamos extintor, dois triângulos, cambão e kit primeiro socorros (que nós mesmos montamos). A única coisa que me foi solicitada foi a carta verde e, numa única vez, o extintor. Hotéis: como o roteiro estava bem enxuto e bem definido, optamos por já deixar todos reservados, ainda que na opção mais cara de cancelamento gratuito em muitos casos. Sei que isso acaba saindo um pouco mais caro, mas nos poupou MUITO tempo e trabalho de pesquisa, além de poder escolher bem a localização e o nível de conforto que gostaríamos. Vou relatar cada uma das hospedagens nas publicações de cada trecho. As reservas foram feitas na maioria por meio do Booking, e alguns diretamente com os hotéis/pousadas por email ou site próprio. GPS: baixei a região de cada cidade que iríamos pernoitar ou passear no Google Maps e acabei usando basicamente só isso. Baixei também, por precaução, o app Here WeGo, reconhecidamente um dos melhores para navegação offline, mas acabei não utilizando muito, até porque apenas o Google Maps roda nativamente no Android Auto. Sempre dava uma olhada no roteiro diário e memorizava as cidades e/ou rodovias que iria passar, e me orientava mais pelas placas do que pelo GPS. Apenas dentro das cidades é que dependia 100% do GPS, especialmente para chegar no hotel e para ir até restaurantes e atrações. Aqui uma observação: li muita gente relatando dificuldade em encontrar as atrações na região de São Pedro de Atacama e especialmente as vinícolas em Mendoza. Ao contrário destes relatos, eu achei MUITO fácil e o google me levou perfeitamente e precisamente em todas as situações. Internet: comprei o chip da Easy SIM 4YOU que nada mais é do que um chip da T-Mobile dos EUA habilitado na função roaming nos países em que há cobertura (existe uma lista com mais de 140 países). Comprei na função de dados ilimitado, porém sem opção de chamadas. Na Argentina a cobertura foi sofrível, ao menos nos locais que passei. Mesmo em cidades grandes, como Mendoza, a navegação era lenta. Até consegui mandar um whatsapp ou pesquisar alguma coisa, mas era lento. Na estrada ou nas cidades menores, era quase zero! No Chile a cobertura melhora bastante, mesmo em algumas rodovias e locais afastados conseguia algum sinal. Ainda assim, percebia que quem estava com chip comprado localmente conseguia uma navegação infinitamente melhor, cheguei a ver o pessoal fazendo video-chamadas nos passeios no meio do nada do Atacama!
  9. Antes de criar este relato, olhei a lista de tópicos e vi que praticamente todas a viagens de carro da página estavam com Atacama em destaque. Ainda assim, gostaria de compartilhar minha experiência, tanto para retribuir as dicas e informações que consegui em outros relatos lidos quanto para tentar acrescentar com a minha viagem que teve não teve um único objetivo ou foco, percorrendo diferentes regiões e desfrutando de diferentes níveis de conforto ao longo da jornada. Tentando contextualizar brevemente, eu moro em Presidente Prudente, sudoeste do estado de São Paulo, e minha namorada mora em Cascavel, oeste do Paraná, próximo já de Foz do Iguaçu, terra das Cataratas do Iguaçu e tríplice fronteira com Paraguai e Argentina. Percorro mensalmente essa distância de quase 500km para visitá-la. Também já fiz diversas viagens de carro pelo sul do Brasil. Já fui do Paraná ao Acre numa época em que meus pais moraram por lá. Então, posso dizer que estou habituado com trajetos médios e longos na estrada. Além disso, já aluguei carro em viagens internacionais por EUA, México e Aruba, porém sempre para deslocamentos próximos. Ainda assim, nunca tinha cogitado uma "roadtrip". Foi então que, entre o final de 2017 e início de 2018, buscando um roteiro de férias para março/abril de 2018, eu e minha namorada não conseguíamos ficar satisfeitos com destinos muito "manjados", passando, por exemplo, apenas por Buenos Aires ou Santiago. Começamos a aprofundar a ideia de ir até Santiago e alugar um carro lá para conhecer os arredores, mas queríamos algo mais para o lado de natureza e paisagens. Tentamos simular um "multi-trechos" incluindo Buenos Aires e El Calafate ou Ushuaia, mas os valores e a quantidade de atrações que queríamos conhecer não cabiam em nosso orçamento e nos dias que teríamos de férias. Foi então que, após alguns relatos de amigos locais, pensamos: porque não irmos de carro? E para onde conseguimos ir de carro, com um mínimo de conforto (sem precisa acampar e cozinhar), com um orçamento de uns 10mil reais e com 15 dias de férias, que inclua natureza e paisagens legais? Voltamos àquela ideia de Santiago, mas logo adicionamos o deserto do Atacama! Daí em diante, foram horas, dias e semanas de pesquisa. Consegui muita informação nos tópicos aqui do forum, juntei com algumas coisas de blogs de viagens e finalizei com decisões e escolhas pessoais. Foi aqui que saímos do foco da maioria que concentra a viagem numa região e tentamos colocar alguns contrastes: ver o deserto mais seco do mundo mas ver também o Pacífico pela primeira vez; ficar num povoado com ruas de terra como San Pedro do Atacama e depois numa metrópole como Santiago; se hospedar em hostels ou hotéis baratos na maioria dos lugares mas ostentarmos em hotéis chiques em La Serena e em Mendoza; e por aí vai... Nosso roteiro ficou assim: (ver imagem anexa) OBS: Não consegui colocar todas as cidades relevantes (pernoites/passeios) no mapa pois o Google limita. Mas a lista completa ficou assim: Presidente Prudente/SP, Medianeira/PR, Foz do Iguaçu/PR, Resistencia/ARG, Salta/ARG, San Pedro de Atacama/CHI, Antofagasta/CHI, Copiapó/CHI, La Serena/CHI, Vinã del Mar/CHI, Santiago/CHI, Mendoza/ARG, Santa Fé/ARG Nos próximos posts, vou relatar cada um dos dias, tentando destacar algo que considerei mais interessante ou que seja uma dica mais valiosa para quem interessar. Foram quase que exatamente 8.000 km percorridos, somando todos os deslocamentos (tanto estrada entre cidades quanto o que rodamos para os passeios etc), feitos em 19 dias, entre os dias 13/04/2018 e 01/05/2018 (feriado do dia do trabalhador) sendo que dois deles viajei sozinho: o primeiro de Presidente Prudente/SP até Cascavel para buscar minha namorada e irmos até Medianeira/PR dormir na casa dos meus pais, e o último fazendo o inverso.
  10. Elder Walker

    Problemas com a Policia Caminera Argentina

    Vou deixar meu relato, procurando retribuir as dicas aqui obtidas. Acabo de retornar de uma "roadtrip" com o caminho de ida pelo norte da Argentina (Puerto Iguazu, Posadas, Resistência, Salta, Jujuy e Paso de Jama) e de volta pela região central (Mendoza, Córdoba, Santa Fé, Puerto Iguazu). De longe, a província que mais vi policiamento é a de Missiones, que é essa logo na divisa com o Brasil para quem sai por Foz do Iguaçu, entrando em Puerto Iguazu. Logo no início, existe uma estrutura do exército deles que param praticamente todos os veículos. Neste local, fui parado, me pediram os documentos do carro e a carta verde. Depois me pediram para abrir o porta-malas. Sempre com educação e cordialidade. No final, os dois oficiais ficaram conversando sobre o modelo do meu carro que era diferente do que eles tinham na Argentina e me desejaram boa viagem. Na sequência, o trecho até Posadas conta com policiais em TODAS as cidadezinhas que são cortadas pela rodovia. Em muitos deles recebi um sinal de "adelante" ou no máximo me paravam e perguntavam para onde eu estava indo, me liberando em seguida. No contorno de Posadas fui parado num posto policial, me pediram os documentos do carro e para abrir o porta-malas. O policial tinha um tom um pouco mais "engraçadinho", solicitou o extintor, olhou, olhou, conferiu a validade e me liberou. Nos demais trechos, o policiamento é menos intenso e continuou naquele esquema de parar e perguntar o destino ou mandar seguir adiante sem nem mesmo me parar. Em nenhum momento fui coagido nem tentaram insinuar qualquer irregularidade. Fui seguindo o exemplo do que observei os Argentinos fazerem: ao se aproximar das "blitz", diminuía bastante a velocidade, baixava os vidros e ligava o pisca-alerta. Na parte do retorno, a única vez que fui parado foi pouco antes de chegar em Mendoza. O policial pediu o documento do carro e par abrir o porta-malas. Perguntou o destino e de onde estava vindo. Perguntou se eu havia declarado algum bem na alfândega vindo do Chile. Depois ficou passando o dedo na placa traseira (que estava empoeirada) e me perguntou o que significava a sigla "DETRAN". Após minha resposta, mandou seguir viagem. Acho que depois dessa, não fui parado mais nenhuma vez em mais de 2mil km! Levei dois triângulos, cambão e toda a lista mencionada no post anterior, mas a única coisa cobrada foi a carta verde (uma única vez, logo na entrada do país) e o extintor pelos policiais na região de Posadas. De resto, tudo tranquilo mesmo. Não sei se foi sorte ou se realmente as coisas estão mais tranquilas por lá... EDIT: Acrescentando, levei também as leis de trânsito Argentinas impressas, mas não precisei mostrar ou tentar argumentar nada contra nenhuma tentativa ou invenção dos policiais.
  11. @antoniocalves Haha, obrigado pela lembrança! Está chegando mesmo, estou bastante ansioso... nunca fiz uma viagem assim! Vou sair da cidade onde trabalho apenas na sexta-feira, mas acabo de fazer minha mala aqui, hoje, terça-feira! AH, e vou tirar bastante fotos sim. Esse é, inclusive, um dos motivos da viagem: sou fotógrafo amador! E pra compartilhar com o pessoal que perguntou, chegou hoje meu chip da EasySIM4u. Vamos ver como se sai...
  12. @xexelo Excelente relato! Conforme lia o diário, ficava me imaginando como parte integrante da aventura. Muito bacana mesmo. Parabéns pela viagem.
  13. @xexelo Muito obrigado pelas dicas! Também pretendo levar algo no carro comprado em Corrientes/Resistência (nosso pernoite), mas certamente faremos algumas paradas para banheiro e, se encontrasse alguns lanches "frescos" pelo caminho, seria melhor. Mas pelo visto não deve ter muita coisa mesmo! haha! Boa a dica de falar a cidade do próximo destino. E vamos levar tudo o que é solicita sim, certamente. E excelente essa dica de "desviar" por Taltal, parece ser um trecho belíssimo. Vou considerar isso no roteiro! A propósito, você chegou a passar pelo Parque Pan de Azúcar antes de Chanaral?
  14. @MARCELO.RV Excelentes dicas! Anotadas aqui! Muito obrigado! Com relação ao trecho após SPA, sim, já estava considerando passar por La Portada e pela Mano del Desierto, mas agradeço também pelo toque.
  15. Apenas atualizando... Fechei o roteiro com apenas pequenos ajustes comparando com este do post inicial. As datas estão mantidas, sairemos no sábado dia 14/04 mesmo. Apenas tirei o pernoite em Viña del Mar (vamos apenas dar uma passada durante o dia) e transferi para Santiago. E adicionei um dia em Mendoza, aumentando em um dia o cronograma de retorno. Fechamos quase todos os hotéis pelo Booking (dois deles diretamente com o hotel), mas sempre com a opção de cancelamento gratuito, nos precavendo de algum imprevisto. Já estou com quase tudo em mãos: carta verde, SOAPEX, cópias de documentos, cambão, segundo triângulo, etc... aguardando apenas o chip internacional da EASY SIM 4U. De resto é fazer as malas e partir. Em breve farei o relato na área correta para contar nossa experiência...
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