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Elder Walker

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  1. Muito obrigado por ver e comentar, Rafael! O relato ainda não está completo. Escrevi até o dia 11, chegando em Santiago, mas ainda dedicamos dois dias pela capital chilena, atravessamos novamente a cordilheira e ficamos mais 3 dias em Mendoza, e depois ainda tivemos mais 2 dias de estrada para retornar ao Brasil. Dê uma olhadinha no roteiro completo no primeiro post e acompanhe os próximos posts onde vou relatar esse restante da viagem! Com relação as fotos, fico feliz pelo elogio! Tenho fotografia como um hobby e na realidade não pude investir todo o tempo que seria merecido nestes locais para fotos melhores, na melhor hora do sol, buscando os melhores ângulos e tudo o mais... afinal, a viagem era mais para curtir e contemplar do que para registrar, mas tentei conciliar as duas coisas. A grande maioria das fotos foram feitas com uma Sony RX100 III, que é uma "compacta premium" com sensor de 1" (maior que o das compactas basiquinhas e superzooms) e lente de grande abertura. Ou seja, é uma câmera pequena o bastante para carregar no bolso, mas com uma qualidade quase no nível das DSLR maiores. Eu até levei minha Canon 5D (que é uma DSLR full-frame), mas praticamente não usei: não por chamar atenção, mas por não ser tão prática nos passeios etc. Falando mais sobre a RX100, o legal dessa câmera é justamente que ela parece uma compacta comum, então não chama atenção, e é fácil de usar, então não deixava as pessoas receosas quando pedia para desconhecidos tirarem fotos novas. Além disso, ela tem recursos bem interessantes para o viajante, como visor eletrônico embutido tipo pop-up (para usar no sol, quando não consegue ver nada na tela principal), flash articulável (para rebater em paredes, por exemplo, sem jogar direto para as pessoas) e a própria tela principal articulável para selfies ou para usar em ângulos baixos (sem precisar deitar no chão). Outro destaque é que é possível comandá-la pelo smartphone, como se fosse um espelhamento. Eu montava ela em um "gorillapod" (um tripé flexível que pode ser preso praticamente em qualquer lugar) e usava o smartphone para visualizar a cena e disparar à distância. Por fim, ela fotografa em RAW, o que permite um maior "poder" de edição depois. Enfim, parece até que sou patrocinado pela Sony para falar tudo isso, mas foi uma câmera que pesquisei muito antes de comprar e o fiz pensando exclusivamente em viagens, então dou essa dica para os demais interessados.
  2. Oi, Fernanda. Tudo bem sim. E que bom que gostou do relato até aqui... Eu não fiz o passeio ao vale do arco iris, então não posso falar com muita convicção, mas ele não me pareceu um passeio tão bonito assim (olhando por fotos) e até por isso que acabei não o fazendo. Um pouco também foi por ter visto montanhas coloridas na estrada toda e especialmente em Purmamarca. Também não fiz as Lagoas Escondidas, mas este sim creio ser um dos mais bonitos neste estilo, e só não fiz por erro de planejamento. Enfim, na miiiinha opinião, eu cortaria o vale do arco iris dentre os que você citou. Ainda no quesito beleza, os Geysers del Tatio não são exatamente bonitos, mas considero uma experiência bem interessante. Além disso, o passeio engloba outros atrativos interessantes, como o Vado del Rio Putana e povoado Machuca. Eu gostei e recomendo bastante. Como uma dica de última hora, consulte a disponibilidade do passeio para o Salar de Tara para o seu período de viagem. Falo isso pois sigo várias agências no IG e vi alguns posts de que o passeio foi fechado devido a temporada de neve forte neste ano, e continuará fechado por mais alguns dias/semanas. Boa sorte na escolha, boa viagem, e conte comigo para o que precisar!
  3. Dia 11 Dia de continuar a descida rumo a Santiago. Mas antes, uma passada pelas vizinhas Viña del mar e Valparaíso. Acordamos e fomos tomar um super café no restaurante do Enjoy. Foi, de longe, o mais farto da viagem. Carregamos as malas, fizemos check-out e partimos pela RN 5 rumo ao sul. Os arredores de La Serena e Coquimbo estava movimentado e aproveitei um dos postos na saída para abastecer e partir tranquilo. A estrada vai acompanhando o Pacífico, mas nem sempre é possível avistá-lo. E nem de longe temos o mesmo visual do que no dia anterior, com a estrada que passava rente às praias... Ao contrário do que eu imaginava, o deserto ainda se faz presente até poucos km antes de se chegar na região de Santiago. Explicando melhor, mesmo sabendo que o deserto do Atacama vai muito além da região de San Pedro, não tinha consciência de que iria tão ao sul assim, mantendo o aspecto de vegetação árida etc... Aos poucos o trânsito vai ficando mais intenso e começam a surgir vários entroncamentos rodoviários. Fui seguindo o GPS com destino a Viña del Mar, sem um endereço específico. Chegando lá, que lugar gostoso: uma cidade com um ar europeu, tranquila, limpa... não sei explicar direito, mas me senti muito confortável no centrinho dela, com vários restaurantes e cafés pelas ruas. Estacionamos na rua 8 Nte. e fomos caminhar um pouco pela região. Escolhemos um restaurante e optamos pelo menu del dia. Ao pegar o carro para continuar o passeio, uma das surpresas desagradáveis: as vagas de estacionamento na rua são cobradas por minuto e não me lembro agora de cabeça, mas era um absurdo de caro! Mas tudo bem, férias é isso aí mesmo! haha! Pegamos o carro e fomos seguindo a avenida beira-mar, passando pelo castelo Wulff e depois indo conhecer o relógio de flores. Esse é o tipo de turismo que não nos atrai muito, estilo bater cartão em ponto turístico urbano. Mas fomos lá pra cumprir tabela. Como não curtimos muito essa parte "manjada" de Vinã, decidimos pular o roteiro em Valparaíso e ir logo para Santiago. Já era final da tarde e o trânsito estava intenso. Fui novamente seguindo o GPS e logo estávamos na RN 68, que passa por Casablanca. Vimos algumas vinícolas próximas a rodovia, mas nossa programação era concentrar o vinho em Mendoza! haha Na entrada de Santiago, paramos novamente num enorme posto COPEC, todo moderno. Aproveitei para abastecer e ajustar o GPS com o endereço do hostel. E assim fomos, entrando naquele movimento caótico de metrópole. Eu já dirigi em São Paulo, já andei por Nova Iorque, mas achei Santiago pior. Talvez tenha dado azar pelo horário do rush, mas ainda assim, achei bem pesado o trânsito. Enfim, quando já estava próximo do destino, faltando 2~3km, o GPS indicava tempo estimado de mais de 1 hora. Então imagem o ritmo da coisa... haha! Nosso hostel foi o Rio Amazonas. Apesar do nome brasileiro, é um hostel bem descolado. Foi um dos únicos que fechei pelo site e não pelo booking. Além das ótimas avaliações, a localização é excelente, muito estratégica, com metrô quase na esquina, e a 10~15min à pé de várias atrações. Ele fica num casarão histórico, todo decorado, ao lado da embaixada Argentina. Recomendo fortemente! O único ponto negativo é que eles mencionam estacionamento gratuito no local, mas na realidade são apenas 3 vagas improvisadas na lateral do prédio, numa rua de acesso a outros prédios aos fundos, no sentido de entrar no quarteirão, com portão e tudo, mas que são super apertadas e é preciso subir com duas rodas sob a calçada. Meu carro tem pneus de perfil baixo e fiquei com receio de amassar as rodas, mas no final deu tudo certo. Fizemos o check-in, recebemos um mapinha bem intuitivo e várias recomendações dos pontos turísticos de nosso interesse e de utilidades como locais para câmbio etc. Fomos jantar no Pátio Bellavista, lugar manjado, meio pega-turista, mas com várias opções, bem moderninho e prático para quem acabou de chegar na cidade. O dia seguinte seria reservado para conhecer mais da capital chilena...
  4. Dia 10 Um dos dias mais tranquilos da viagem, com "apenas" 400km de estrada e uma estadia num hotel mais bacana para curtir e descansar do deserto e da estrada rodada até aqui. Saímos de Copiapó com neblina, um tempo com aquele ar de preguiça e vontade de ficar nas cobertas. Continuamos na RN 5, sentido sul. A paisagem era a mesma do dia anterior, com o deserto ainda onipresente. A rodovia é muito boa, esqueci de comentar isso nos relatos anteriores, mas todas as estradas que pegamos no Chile eram impecáveis. A saber: após a região de Caldera, toda a RN 5 é duplicada, então o trânsito flui muito bem. Outra curiosidade que esqueci de comentar antes são os memoriais/sepulturas ao longo das estradas. Elas são muito comuns durante todo esse percurso do deserto. Quando digo comuns, quero dizer frequentes, muuuito frequentes. No Brasil vemos algumas cruzes ou flores nos locais onde houve algum acidente e etc, mas por lá é algo diferente, tanto na quantidade quanto na forma como decoram e mantém os locais bem cuidados. Achei bem interessante. Aqui um link que fala mais a respeito, que não é de minha autoria, mas que usei para pesquisar e entender melhor: http://www.expedicoeslatinas.com.br/2017/01/atacama-homenagem-aos-mortos.html Bom, continuando, seguimos sem maiores atrativos até a região de La Serena, com apenas uma parada para pit-stop. Era passado de meio dia mas nosso horário de check-in no hotel era apenas 16h, então fomos almoçar num shopping e matar um pouco de tempo. Depois percorremos a orla, vimos o farol de La Serena, mas o dia ainda estava nublado e feio, nem fomos para a praia nem nada. Nosso hotel foi o Enjoy Coquimbo. Aliás, depois que fui entender que são duas localidades distintas (La Serena e Coquimbo), apesar de ficarem na mesma baía, sem qualquer separação entre elas. Existem inúmeros restaurantes e atrativos na beira-mar, bem como edifícios e hotéis, tudo bem charmoso. Demos entrada no hotel e curtimos a piscina aquecida. Depois jantamos num restaurante muito bacana, com uma parede de vinhos enorme (a maior que já vi na vida), que tinha até uma escada com deslocamento lateral, ao estilo das bibliotecas, para conseguir acessar todos os rótulos. Esqueci o nome dele agora, mas depois edito e coloco. Depois ainda demos uma brincada no cassino do hotel e fomos dormir. Foi realmente um dia para pegar leve e quebrar a rotina que estávamos tendo até então. Não foi nada imperdível nem obrigatório em qualquer roteiro, mas não me arrependo de ter conhecido esse balneário e nem de ter gastado um pouco mais para curtir esse dia. Apenas, como disse no final do relato do dia anterior, se fosse refazer o roteiro, incluiria uma outra parada em alguma cidade litorânea mais ao norte, tentando conhecer mais da costa chilena. O ideal seria parar em duas cidades distintas e dividir melhor a distância de San Pedro até Santiago. Hoje acho que eu faria um dia para San Pedro x Chanãral, passando mais rápido por Antofagasta e conhecendo o Parque Pan de Azúcar, outro dia de Chañaral x La Serena parando algumas horas na Bahia Inglesa, e finalizando com La Serena x Santiago com uma passada por Viña del Mar e Valparaíso, que foi o que fizemos e que contarei no próximo relato.
  5. Dia 9 Hora de pegar a estrada novamente! Depois de alguns dias com base montada em San Pedro do Atacama, era hora de conhecer o Pacífico e iniciar nossa jornada rumo à capital chilena. Após um excelente café da manhã no hostel (que acabamos provando apenas nos dois últimos dias, nos demais saíamos sempre muito cedo para os passeios e não aproveitávamos este benefício incluso no valor das diárias), carregamos as malas e partimos sentido Calama. A estrada é a RN 23 e ela passa pela região do Vale da Lua e da Morte e segue por um bom trecho com aquele visual incrível, cheio de montanhas. Algumas subidas longas, algumas descidas... e aos poucos nos aproximamos de Calama. Passamos pelo contorno, sem entrar na cidade propriamente dita. O problema disso é que, ao contrário do brasil (e em partes na Argentina), quase não se vê postos na beira da rodovia. Então continuamos, agora já na RN 25 sentido Antofagasta. Ao perceber que não teria nenhum posto mesmo, precisamos recorrer ao banheiro natural. O complicado é que a região é realmente muito desértica, sem absolutamente nada para usar como "esconderijo", mas demos nosso jeito. Continuamos até a intersecção com a RN 5 onde, como um alívio, havia um posto bem arrumadinho da rede COPEC. Ali paramos novamente para banheiro, abastecemos e compramos mais umas águas. Seguimos viagem e optamos por um pequeno desvio para conhecermos o monumento natural "La Portada". Pegamos a rodovia B-400 e depois entramos na RN 1. Dali em diante, há bastante sinalização até o atrativo. Chegando lá, não existe uma estrutura tão grande e nem havia muito movimento, apenas uma meia dúzia de turistas, mas o visual é de tirar o fôlego. Bom, já seria uma experiência apenas pelo fato de estar vendo o Oceano Pacífico pela primeira vez, mas ao somar isso com o incrível contraste do deserto com o mar, a cidade ao fundo, e aquelas pedras esculpidas numa pequena baía... foi incrível! La Portada by Elder Walker, no Flickr Após tirar algumas fotos, decidimos entrar na cidade de Antofagasta. Havia bastante movimento nas avenidas e acabamos perdendo bastante tempo ao entrar num shopping para almoçar. Abasteci novamente num posto ali no centro e pegamos a saída sentido sul, pela RN 5. O plano era ir até a famosa escultura "Mano del desierto", mas como estávamos meio atrasados, decidi pegar a B-700 e seguir viagem pela costa chilena, desviando desta atração. A estrada segue nos mesmos moldes de verdadeiro deserto, com absolutamente nada a se ver de nenhum dos lados, a não ser algumas montanhas. Longas subidas... longas descidas... e uma sensação que só quem cruzou o deserto por tanto tempo pode explicar. Quando estávamos entediados, surgiam alguns artefatos curiosos: no meio do nada, esculturas super coloridas de artigos sem qualquer contexto com o deserto, como dados, sapatos e frutas! Não entendi muito e não consegui pesquisar ainda a respeito, mas achei que estava sonhando com aquilo! haha! Após uma última subida bem ingrime, iniciamos a descida para o marnos arredores de Paposo, onde voltamos a pegar a RN 1. Foi uma sensação incrível dirigir por aqueles cenários. Acho que houve um empate técnico entre as estradas do Paso de Jama e este trecho aqui. Realmente digno de filme. Ao chegar no nível do mar, a estrada segue por uns bons kilômetros margeando o Pacífico. Era difícil escolher o melhor ponto para encostar e tirar algumas fotos. Dava vontade de parar a cada momento, mas a viagem precisava continuar. Costa Chilena 2 by Elder Walker, no Flickr Costa Chilena by Elder Walker, no Flickr E assim fomos até os arredores de Taltal. Após esta cidade, pegamos novamente a RN 5 e já estávamos bastante atrasados. Gostaríamos de pegar o dia ainda com sol na Bahia Inglesa, mas nossos atrasos acabaram frustrando mais este objetivo. Passamos o Parque Nacional Pan de Azúcar batido (também era um ponto de interesse), já com o sol se pondo e chegamos a Chañaral. Na entrada da cidade há um excelente posto COPEC, possivelmente o melhor da viagem toda. Foi quase um oásis para nós, após a tarde toda em meio a deserto e estradas sinuosas sem parar em nenhum local estruturado. Ali fizemos nosso pit-stop e seguimos, já com a noite escura, passando por Caldera e Bahia Inglesa, chegando finalmente em Copiapó, onde estava previsto nosso pernoite. Ficamos no hotel Cumbres de Atacama, um bom custo/benefício para viajantes. Nesse dia estávamos tão cansados que nem saímos para jantar, apenas tomamos banho e fomos dormir. Não conhecemos nada desta cidade, foi realmente apenas uma passagem. A sensação era de tristeza por não conhecer o a mão do deserto e a bahia inglesa, mas de entusiamos por todos os cenários incríveis que passamos na beira da estrada. Se pudesse refazer meu roteiro, certamente dividiria melhor este trecho, pernoitando em Taltal ou em Chañaral, e assim, conhecendo melhor o Parque Pan de Azúcar e a Bahia Inglesa. Em compensação, nosso roteiro previa outra cidade litorânea logo na sequência: o dia seguinte nos levaria até La Serena!
  6. Elder Walker

    Bogotá - conexão 23 horas

    Fiz um "stopover" também em Bogotá no ano passado e tive pouco tempo para tentar conhecer a cidade. Acabei fazendo exatamente o que o pessoal indicou acima, percorrendo as principais atrações do centro histórico. Uma dica de ouro: caso goste de café (ou queira conhecer mais sobre a realidade da bebida), não deixe de entrar no museu do ouro e conhecer a cafeteria que fica lá dentro. Sim, parece estranho um café num museu, mas é um dos locais mais fascinantes para degustar um bom café, conhecer suas nuances etc...
  7. Elder Walker

    Atacama - Guia completo

    Muito bom! Bela iniciativa. Gostaria de reafirmar o que foi dito a respeito das agências: é exatamente como está escrito. Como dizem os americanos, "you get what you pay for". Para mim, o principal ponto de atenção é essa questão do tamanho do grupo para cada passeio. Os locais de visitação possuem trilhas e caminhos delimitados, então é bem complicado chegar num grupo grande e querer caminhar, percorrer e até tirar fotos num grupo grande. Fora a questão do coitado do guia tentando explicar algo para uma turma enorme... Eu fui de carro e fiz alguns passeios por conta, outros fechei com agência pois julguei ter mais informações ou riqueza de detalhes com alguém que conhece. Na minha avaliação, decidi apostar na Araya, uma das mencionadas pelo diferencial de grupos menores e foco em brasileiros. O que posso falar é que, realmente, eles tem um nível de profissionalismo bem bacana, são pontuais e comprem com o acordado. Os guias interagem bem e são realmente "conhecedores" da cultura e de toda história/geografia do local, além de atenciosos para fotos e até atendimento aos passageiros nos casos de passar mal etc (experiência própria! haha). O café da manhã deles é muito bom, mas muito bom mesmo, porém sem o nível gastronômico (leia-se frescura) da Ayllu e da FlaviaBia com taças de cristal, cadeirinhas personalizadas etc. Era exatamente o que eu queria: um meio termo entre as mais baratas de grupos grandes e essas muito elitizadas e cheias de frescuras. Recomendo neste sentido. Mas deixo claro que, realmente, cabe a cada um avaliar se o que eles cobram a mais justifica esses pontos que descrevi, que para mim eram importantes, mas pode não ser para todo mundo. Aproveito para deixar meu relato com também alguns informações sobre o Atacama, não apenas na cidade de San Pedro, mas cruzando boa parte do deserto rumo a Santiago: https://www.mochileiros.com/topic/75285-roadtrip-dos-contrastes-8000km-por-argentina-e-chile/
  8. Elder Walker

    Atacama - SP ate San Pedro de Atacama - Out/18

    Jaime, Conhecia este termo das estradas como "rípio". O que posso dizer é que não encontrará nenhum trecho de terra desde São Paulo até Copiapó, pode ficar tranquilo. Existe apenas um trecho esburacado no meio do Chaco, conforme relatei no meu post, próximo a Monte Quemado. O único ponto que deverá encontrar rípio é na travessia de Copiapó para Fiambalá. De fato, neste caso, concordo que é um risco extra por estar sozinho, pois nunca sabemos que tipo de imprevisto podemos ter, ainda mais de moto. Dê uma pesquisada a respeito. Com relação aos postos de combustível, é possível encontrar um mapa com a localização de cada um nos sites das empresas mais fortes de cada país, sendo o YPF na Argentina e o COPEQ no Chile. Evidentemente que existem outras redes, como Shell, ou até postos dispersos "sem bandeira", mas já dá para montar uma programação baseado nestes mais famosos. https://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx - selecione o ícone "estaciones de serviço" no meno a esquerda. Considere os "full" como os mais completos, que vendem lanches etc. https://ww2.copec.cl/stations - vá navegando também e pesquisando Qualquer dúvida, continuo a disposição! Abraço!
  9. Dia 8 Ao contrário da maioria, que começa com os passeios em baixa altitude e vai progredindo, deixamos para o último dia estes passeios mais próximos da cidade. Não pensando na aclimatação, mas sim na prioridade dos que gostaríamos de conhecer. Ficou para este dia, então, a Laguna Cejar e o Vale da Lua. Na realidade, gostaríamos de ter conhecido as Lagunas Escondidas de Baltinache no lugar da Cejar, mas dos relatos que encontrei na internet, quase todos que foram com carro próprio ou carro alugado tiveram contratempo com pneu furado etc, aparentemente pelo tipo de pedras pontiagudas que formam o rípio (estrada de terra) deste trajeto. Como já havíamos estourado a cota de passeios contratados (mais caros do que ir por conta, obviamente), decido me contentar com a Laguna Cejar e ir por conta própria. Aliás, fizemos o contra-fluxo: normalmente as agências vão para lá no final da tarde, quando a sensação de calor é maior, e já combinam o passeio com o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. Mas nós fomos logo de manhã, sendo um dos primeiros a chegar no atrativo. A vantagem é, além de não pegar o lugar lotado, pagar a entrada bem mais em conta. A desvantagem é que ainda está meio frio no horário que chegamos, lá pelas 10h30. O caminho é curto, sendo um dos passeios mais próximos a cidade, apesar de ter alguns km de estrada de terra, porém em ótimo estado. Ao chegar e pagar os ingressos, recebemos um voucher e entregamos para outro funcionário, que explicou como funciona o local, mostrou o mapa das lagoas, as instalações com banheiro, chuveiros etc... Fomos andando pela trilha até a Laguna Cejar, observamos um pouco ela. É algo bonito, mas nada especial, comparado ao que já havíamos visto nos outros passeios. A lagoa onde realmente é permitido o banho recebe outro nome (que me esqueci agora), mas o pessoa continua chamando o passeio apenas pelo nome Cejar! A experiência é muito interessante. Apesar da água gelada, é incrível a sensação de não conseguir afundar, mesmo tentando. Nosso corpo parece uma bóia que, ao tentar afundar de um lado, o outro é empurrado para cima. Não é necessário nenhum esforço ou posição corporal para flutuar, basta se lançar, deitar, sentar, cruzar as pernas... de qualquer forma você vai flutuar! O único cuidado é com alguma eventual ferida no corpo e com as mucosas (olhos, nariz, boca, etc), que não devem entrar em contato com a água. Para efeito de comparação, o que chamamos de "solução salina" para limpeza interna possui 0,8% de sal, enquanto que essa lagoa possui 29% se não me engano. É realmente muito sal! Laguna Cejar by Elder Walker, no Flickr Tomamos o nosso banho por alguns minutos e logo saímos. O água vai evaporando e deixando apenas os resíduos de sal na pele. Mas logo chegamos na parte do receptivo com os banheiros e as duchas para um banho e tudo ficou bem! Pegamos a estrada sentido a Lagoa Tebinquiche, mas fomos apenas até os Ojos de Salar, que são nada mais do que crateras abertas no solo que acumulam água. Parece que não existe um consenso sobre a origem destas crateras e é realmente algo intrigante. Ficamos ali alguns minutos e retornamos para San Pedro. Ojos de Salar by Elder Walker, no Flickr Passamos no hostel, depois fomos almoçar e nos preparar para o último passeio: o Vale da Lua. Este foi, de longe, o passeio mais "farofa" de todos. Digo, é um passeio muito bonito, com vários pontos de interesse para se percorrer, mas estava simplesmente lotado de turistas. Além de ser super próximo da cidade e permitir o pessoal ir de bicicleta, haviam filas de vans e ônibus estacionados, tanto na entrada quanto nos pontos de parada já dentro do parque. Impressionante! Nós tentamos encaixar, portanto, um sentido invertido tentando desviar de quais pontos estavam mais concorridos. Fomos primeiro para o mais distante deles, que é conhecido como "Três Marias". Há várias lendas e explicações sobre o local, bem interessante. Depois disso, paramos no ponto intermediário onde se pode subir em algumas montanhas e admirar o local com uma vista panorâmica. Este foi o ponto alto do passeio. O visual é de tirar o fôlego e, realmente, lembra a imagem que temos na mente da lua ou outro planeta! Vale da Lua 4 by Elder Walker, no Flickr Vale da Lua 2 by Elder Walker, no Flickr Na sequência, com o parque já quase fechando, fomos explorar as cavernas de sal. Bem interessante também, e de difícil acesso em alguns trechos. Com o sol quase se pondo, fomos rapidamente para o Valle de la Muerte. Segue-se pela estrada rumo a Calama e há vários pontos de parada na beira da rodovia que servem de mirante. Um dos mais famosos é a Pedra do Coyote, que avistamos de longe e estava lotada de turistas. Para o Vale da Morte seguimos um pouco adiante e pegamos um acesso à direita, sem sinalização, que depois vai subindo até o pico de uma montanha por uma estrada de terra bem ruim, com pedras grandes. Ao chegar lá, a recompensa: um dos visuais mais incríveis que já presenciei. Fizemos um mini-coquetel por lá, com direito a frios e vinho. Pelo visto, este é um local ainda meio "escondido", pois estavam lá apenas duas vans de agências (Araya e Ayllu) e uns 4 ou 5 carros com o pessoal voando drones. Ficamos então por ali, contemplando o pôr do sol e curtindo o momento. Retornamos já escuro para o hostel. Vale da Morte 2 by Elder Walker, no Flickr Após um bom banho, arrumamos um pouco nossas malas e fomos jantar, desta vez decidimos ostentar um pouco para conhecer a gastronomia local. Escolhemos o restaurante Adobe, um dos mais famosos da cidade. Foi sensacional. O lugar é muito bonito e bem decorado, o atendimento é bom, há várias opções no cardápio, todas bem servidas e bem apresentadas. Peguei um vinho orgânico da região para acompanhar. Foi um dos jantares mais caros da viagem, mas valeu a experiência. Voltamos já meio tarde para o hostel e fomos dormir para pegar a estrada no dia seguinte...
  10. Elder Walker

    Atacama - SP ate San Pedro de Atacama - Out/18

    Legal, Jaime! Não sei que tipo de opiniões você busca, já que deixou a pergunta bem ampla, mas com relação ao roteiro, parece tudo certo. Pesquise bem as cidades para pernoite e divida a distância entre os dias conforme achar que seu ritmo é capaz de alcançar. Além disso, pensar também na distância entre postos de combustível nos trechos mais ermos, pois imagino que a autonomia da moto não deva ser das maiores, certo? Fiz um roteiro bem parecido, só que de carro. Se quiser pegar algumas dicas, estou relatando a viagem aqui: Abraço e bom planejamento de viagem!
  11. Dia 7 Mais um dia de passeios. E neste fomos ao famoso Salar de Tara. Na realidade este é o nome comercial do passeio, que leva a vários pontos de interesse além do salar. Trata-se da Reserva Nacional Los Flamencos, que é dividida em setores, e pudemos percorrer alguns deles neste tour. Este é, provavelmente, o único passeio que realmente depende da contratação de uma agência. Primeiro porque não existe um caminho indicado, ou melhor, se quer existe estrada! Sim, é necessário entrar deserto adentro e andar no meio do nada! E mesmo que você seja um legítimo aventureiro e tenha um super 4x4 com um super GPS e todas as coordenadas necessárias para desbravar essa imensidão, imagine as possíveis consequências de quebrar o carro aqui e depender de socorro alheio? OK, talvez com um bom carro, um bom GPS e indo numa caravana, talvez seja viável. Mas aí já são vários requisitos para poder dizer que não depende de uma agência, certo? Seguindo, saímos cedo novamente com a van da Araya. É uma estrada um tanto longa até o ponto em que se deixa a rodovia e se entra no deserto, e novamente, atinge-se a altitude máxima de pouco mais de 4800m s.m.n. Apenas lembrando, este é o caminho em direção ao Paso de Jama que havíamos feito no caminho de ida. A paisagem durante todo o percurso é muito bonita. Conforme nos aproximamos, é possível visualizar as formações rochosas já à distância, conhecidas como Monges de la Pacana. Foi ali que deixamos o asfalto e entramos no primeiro setor do parque. Neste caso, não há exatamente uma estrutura para controlar os acessos e fiscalizar as atividades, provavelmente pela dificuldade de acesso e tudo o mais acabem negligenciando isso. Mas enfim, logo que saímos da estrada já demos de cara com as enormes esculturas naturais, essas pedras enormes formadas pela ação do tempo. Paramos para explorar e tirar fotos enquanto nosso café era preparado pelo guia. Estava bastante frio, tanto pelo horário (ainda cedo) quanto pela altitude que aqui era de aproximadamente 4400m. Monges de la Pacana by Elder Walker, no Flickr Na sequência, a van precisou mostrar seus atributos de 4x4 e o motorista toda a sua experiência. São diversas subidas e descidas entre o relevo lunar até que se chega numa espécie de altiplano, com aquela típica aparência de deserto plano. Ali fizemos uma parada e o guia contou toda a história por trás das pedras e minerais da região. Esculpiu ali mesmo, na hora, uma ponta de flecha para demonstrar a técnica dos antepassados, utilizando outros 2 tipos de pedras mais duras para fazer uma espécie de lapidação. Achei o máximo! A trilha segue aparentemente sem rumo e com apenas algumas marcas no chão, mas aos poucos vamos avistando novas formações rochosas: as Catedrales de Tara. Ali desembarcamos e percorremos uma pequena trilha até o Salar de Tara propriamente dito, que é uma lagoa salgada, porém com um visual incrível. Demos sorte de chegar a este ponto sem nenhuma outra agência ou turista por perto. O silêncio deste lugar é indescritível. Poucas vezes na vida tive a mesma sensação de liberdade e de contato com a natureza. E então aproveitamos: tiramos fotos, sentamos, ficamos ali, apenas contemplando e guardando aquele momento. Catedrales de Tara 2 by Elder Walker, no Flickr Salar de Tara 2 by Elder Walker, no Flickr Após um tempo, embarcamos e pegamos a direção para retornar a cidade. O guia ainda fez uma parada para as famosas fotos na estrada e também no mirante do vulcão Licancabur, mas dado o horário e a luz ruim, acabei preferindo as fotos que havia feito no dia que passamos de carro por lá. Road couple by Elder Walker, no Flickr Depois ainda almoçamos no restaurante conveniado e fomos deixados no hostel. Aproveitamos o final da tarde para passear pela cidade, conhecer melhor a feirinha de artesanato e comprar algumas porcarias. No cair da noite, pegamos o carro e rodamos uns 20km saindo da cidade: a ideia era sair do alcance da poluição luminosa e ver novamente o céu noturno para praticar os conhecimentos adquiridos no tour astronômico. Foi bem legal a experiência e fizemos mais algumas fotos daquelas com o centro da via láctea. Depois voltamos para a cidade e saímos novamente para jantar, mas não lembro o nome do restaurante. O esquema era sempre procurar algum com um "menu del dia" que fosse do nosso agrado ou algum que tivesse os pratos que estávamos com vontade por um preço aceitável. O dia seguinte seria o nosso último em San Pedro...
  12. Dia 6 Mais um dia de passeios em San Pedro, sendo que neste dia fizemos o mais "sofrido" e o mais "relaxante". Saímos cerca de 5h da manhã em direção aos gêiseres. A estrada é toda de terra, mas boa parte dela está em boas condições. A dificuldade é que existem trechos bastante sinuosos, aclives e declives constantes, e um ganho de elevação considerável, atingindo a altitude de cerca de 4400m s.n.m. Este passeio também fizemos com a Araya. Ao chegar no parque, tivemos o azar de pegar um dia com bastante vento, o que aumentava e muito a sensação de frio, que já era de alguns graus abaixo de zero. Além da questão do frio, o vento acaba dispersando um pouco o vapor d'água que sai de cada gêiser. Mas enfim, é um passeio muito interessante. Não é exatamente bonito, mas impressiona. Os gêiseres estão numa espécie de vale, cercado por uma cadeia de vulcões. O guia deu toda a explicação técnica e cultural daquele atrativo e depois tivemos um tempo para percorrer sozinhos cada um deles. Aos poucos, o sol ia subindo e iluminando cada parte das montanhas ao redor. Tomamos café no estacionamento, tudo muito caprichado. Na sequência, era hora de encarar a piscina geo-térmica, e eu fui o único do grupo que teve coragem de entrar! Achei uma experiência muito legal, tanto pela água quentinha quanto pelo frio desgraçado na hora de sair, com todo aquele vento! hahaha! Geysers del Tatio by Elder Walker, no Flickr Piscina geotermal by Elder Walker, no Flickr Após o banho e a saída gelada, pegamos o caminho de volta para a estrada e paramos no Vado del Rio Putana, uma espécie de pântano muito bonito e cheio de vida. Vimos diversas espécies de animais e de vegetação, e aqui sim, foi recompensador a parte de ter um guia no passeio. Continuando, também fizemos uma parada no povoado Machuca, que já está virando algo tipo "caça turista", mas que é uma experiência legal. Vado Putana by Elder Walker, no Flickr Povoado Machuca by Elder Walker, no Flickr Voltamos para a cidade, já passado do meio-dia, e almoçamos por conta. Fomos para o hostel e nos preparamos para ir ao Termas de Puritama. Desta vez, fomos com o nosso carro próprio. A estrada é a mesma que havíamos percorrido pela manha em direção aos gêiseres, porém numa altura da estrada há uma bifurcação onde se pega a direita. E assim seguimos, chegando na atração já umas 15h. Paga-se a entrada no parque e estaciona-se na parte alta de um cânion. Depois é necessário descer a trilha à pé, de onde já é possível ir admirando a beleza do local. Lá em baixo, estruturas de madeira levam às 8 piscinas naturais, com águas quentinhas e super transparentes. Me lembrou as águas de Bonito/MS, só que quentinhas e relaxantes, com aquele céu azul escuro característico do deserto. Uma baita experiência também. Gostaria de ter passado mais tempo aqui. Aliás, fica a dica de chegar mais cedo nesta atração. Até porque, ela fecha 17h ou 17h30 (não me lembro ao certo), e assim ficamos até os últimos minutos. O sol já ia se escondendo do vale e o frio já começava a dar as caras. Termas de Puritama by Elder Walker, no Flickr Fomos para o hostel e nos preparamos para o tour astronômico, que era um dos meus maiores objetivos da viagem. Passamos no centrinho tomar um café e fomos para o ponto de encontro da agência SPACE, que dizem ser a mais especializada neste tipo de tour. Realmente, adorei tudo! Um ônibus nos levou até o receptivo e chegamos com o céu ainda um pouco colorido, com o sol recém posto. Mesmo sem a escuridão total, já era possível visualizar o porque da fama do céu do Atacama: impressionante a claridade e visibilidade das estrelas. E olhe que a lua já era crescente (o ideal seria a lua nova) e que nos afastamos poucos kilômetros da cidade, ou seja, ainda havia poluição luminosa. O tour é um espetáculo e muito interativo. Aprende-se muito sobre astronomia, mesmo para quem não sabe nada do assunto. No começo, a guia vai apontando para o céu com um laser verde especial, explicando tudo e vamos acompanhando a olho nu. Depois, ela vai regulando uns 10 telescópios mecânicos para que possamos ver de perto as estrelas, nebulosas, etc. Para quem tiver uma noção um pouquinho melhor de fotografia, é possível fazer aquelas famosas fotos capturando o centro da via láctea. Desert Night Sky by Elder Walker, no Flickr O passeio terminou já passado das 10h, e o ônibus nos deixou no centro da cidade. Vários restaurantes já estavam fechados, mas encontramos um e jantamos qualquer coisa. Voltamos para o hostel e fomos logo dormir. O dia havia sido puxado! E o seguinte ainda aguardava o passeio mais rootz: o Salar de Tara.
  13. Dia 5 Dia dos primeiros passeios com agência. E começamos logo com um dos maiores cartões-postais: as lagunas altiplânicas! E aqui gostaria de compartilhar meu raciocínio sobre o esquema de passeios com agência em San Pedro: de fato, quase todos os passeios são acessíveis sem maiores dificuldades, mesmo com carro pequeno. Tirando o Salar de Tara, todos são possíveis. Alguns com mais trechos de terra/pedras, outros menos, mas tranquilamente acessíveis. De carro ainda se tem a vantagem de fazer seu horário, parar o quanto quiser para fotos, pular alguma parte não interessante, enfim, tudo o que é relacionado com sua liberdade ou individualidade. Maaass, ainda sou daqueles que valoriza o trabalho de um bom guia turístico. Vejam bem: sou alérgico a grandes grupos, excursões tipo CVC e coisas deste tipo. Foi por isso que procurei um meio-termo. Existem agências baratas (daquelas que levam de ônibus) e existem agências caríssimas e individualizadas. Nas minhas pesquisas, acabei fechando com a Araya. É uma agência focada no público brasileiro, assim como a Ayllu e a FlaviaBia Expediciones, porém estas duas são ainda mais caras e oferecem frescuras demais para o meu gosto. O legal da Araya é que eles são bem profissionais e pontuais, os guias são bem descolados e conhecem muito dos locais, os grupos são realmente pequenos, a comida incluída nos passeios era muito boa (mas sem frescuras)... enfim, e eu acreditei que poderia tirar mais proveito de alguns lugares do que indo sozinho, por ter as explicações, as histórias, aquele "know-how" de quem está ali todo dia. De todos os passeios que contratamos, talvez este das lagunas altiplânicas tenha sido o único que não achei que valeu tanto à pena ter fechado com agência. Digo, tudo ocorreu bem, mas não vi nenhum benefício do guia neste dia especificamente. Creio que se tivéssemos ido de carro, teria o mesmo nível de aproveitamento, e ainda teria tido mais tempo e liberdade em alguns locais que queria fotografar. Não sei se era apenas o nosso guia neste dia que era mais quieto ou menos esforçado em passar algo a mais, mas foi a impressão que tive. Mas vamos lá: nosso primeiro dia em San Pedro. Passeio marcado para 7h00 e a van passou nos buscar no hostel. A van passou buscar mais um pessoal e partimos pela Ruta 23 em direção ao Paso Sico. São 160km bem demorados até a primeira parada, na Laguna Tuyajto. Ali pudemos contemplar um belo cenário enquanto o guia preparava uns ovos mexidos e montava toda a mesa do café. Aliás, já contou como uma primeira experiência bacana: tomar café da manhã a 4200m s.n.m! De barriga cheia, retornamos alguns kilômetros até um mirante das famosas Piedras Rojas. Aqui cabe um outro parênteses: o acesso mais próximo as tais pedras e as lagoas está fechado! Ao que parece, no final de 2017, um pessoal do "Canal OFF" da TV por assinatura resolveu fazer kitesurf para aquela matéria "lacradora" nas lagoas deste salar. Sim, apesar do nomes Piedras Rojas, o nome oficial do lugar é Salar de Talar (não confundir com Salar de Tara). E aí, a comunidade indígena que controlava a atração, mesmo que sem uma estrutura oficial de parque e tudo o mais, resolveu proibir o acesso até segunda ordem. Imagino que devam construir os acessos e demarcar as trilhas, limitando as atividades no local, assim como é feito em quase todos os outros passeios. De qualquer forma, mesmo do mirante à distância, o local é impressionante. Continuamos na estrada, retornando em direção as lagunas altiplânicas. O visual seguia mais ou menos assim: Logo saímos da estrada asfaltada e pegamos o acesso de terra para as lagunas. Aqui sim existe a estrutura controlada, onde se paga entrada e tudo. O esquema da van é ir até a segunda lagoa, onde se tem um banheirinho (fazia fila no feminino) e depois retornar a primeira. Aqui o meu descontentamento com a agência neste dia: o tempo um pouco curto para fotos. Além do pouco tempo, o horário também não foi legal, pois já era perto do meio-dia, com o sol à pino... o que torna a luz "duro" e deixa as fotos meio "chapadas". Ainda assim, foi talvez o lugar mais bonito que vi na viagem. Digo, todos os passeios foram extremos, impressionantes. Mas este foi o mais bonito, esteticamente falando. Das lagunas, voltamos para a estrada e ainda tivemos uma parada para as famosas fotos no meio da estrada. Nós já havíamos tirado algumas no dia da travessia, e viríamos a tirar melhores no dia do passeio ao Salar de Tara, então deixo para postar essa depois! haha! No esquema do nosso passeio, ainda estava incluso o almoço num restaurante parceiro da agência. Comida boa, com 3 opções de "menu del dia", com entrada, prato principal e sobremesa. A agência ainda levava e servia alguns vinhos, água e sucos. Após o almoço, a van nos deixou no hostel. Descansamos um pouco. À noite fomos ao centrinho, fizemos câmbio, compramos algumas porcarias para comer fora de hora e jantamos no famoso "La Picada del Indio", que é um restaurantinho BBB, talvez não tão bonito, mas muito bom e relativamente barato (comparado aos demais no centrinho). Tentamos dormir cedo pois o dia seguinte seria o mais puxado de todos...
  14. @MARCELO.RV sem dúvidas, ficaram algumas coisas que gostaria de fazer se tivesse mais dias. Adorei Salta e gostaria de conhecer melhor essa bela cidade. De quebra, teria toda essa região do NOA, incluindo Purmamarca, Humahuaca, Cafayete, etc... Minha vontade em voltar para o Atacama só não é maior do que a de conhecer novos lugares. Meu atual sonho é a Patagônia, descendo a Ruta 3 até o Ushuaia e subindo pela Ruta 40 e Carretera Austral. Quem sabe daqui mais 1 ou 2 anos?
  15. Dia 4 Salta/ARG x San Pedro de Atacama/CHI 594km O dia mais esperado chegou: meu primeiro contato com montanhas deste porte, altitude e estradas de tirar o fôlego! Acordamos cedo, após mais uma boa noite de sono, tomamos café no hotel, carregamos as mochilas e partimos. Optamos por não pegar a famosa estradinha conhecida como "camino de Cornisa" e retornamos em diração a Gen. Güemes. Abastecemos num YPF bem grande no trevo e seguimos para San Salvador de Jujuy. A estrada é boa, porém bastante movimentada, em especial próximo aos acessos de Jujuy. Após contornar a cidade, as montanhas vão surgindo e vamos margeando um riozinho, começando a compor belas paisagens. Conforme começávamos as primeiras grandes subidas, ainda antes de Purmamarca, um sorriso brotava em meu rosto. Saímos da RN-9 e entramos na RN-52 em Purmamarca, de onde se vê algumas das montanhas coloridas que viraram cartão postal da região do NOA. A estrada continua e começamos a subir a "Cuesta de Lipán" que, para mim, foi talvez o ponto mais marcante da viagem toda e uma das maiores decepções: simplesmente não parei para tirar fotos! Uma hora estava concentrado na direção, noutra estava boquiaberto com todo aquele cenário... fomos indo e indo, apreciando, curtindo... mas não paramos durante toda a subida. Apenas quando chegamos no ponto mais alto, conhecido como "Abra de Potrerillos", é que paramos num mirante onde existem alguns vendedores de artesanato. Ali foi que desci do carro e senti os efeitos da altitude pela primeira vez: uma tontura imediata ao subir poucos metros do barranco com a pedra indicando a altitude, uma leve falta de ar, além do vento gelado da altitude. Mas, novamente, reforço: é inacreditavelmente bonito esse trajeto. Cada curva é uma surpresa. Continuamos a descida da Cuesta de Lipán e encontramos o restaurante La Pekana que foi quase um oásis para nós. É meio engraçado porque, mesmo após ter cruzado o Chaco, você não percebe como a civilização vai ficando para trás a cada kilômetro rodado após San Salvador de Jujuy. Nenhum posto, nem nada. Estávamos dois dias "pulando" o almoço, então resolvemos parar para comer mais tranquilos neste dia. O lugar estava lotado de motos, a maioria de brasileiros. Comemos umas "milanesas" e seguimos viagem. Logo a frente, a estrada vai retomando o esquema de longas retas e é possível ir avistando as "Salinas Grandes". Fomos andando e apreciando a paisagem. Paramos em dois mirantes nas salinas. É possível acessar a planície de sal e curtimos um pouco o local. Mais um pouco adiante, tivemos a companhia selvagem mais aguardada da viagem: diversos grupos de lhamas e de burros selvagens. Ainda bem que vimos eles de perto por aqui, pois na região de San Pedro de Atacama, que era onde pensávamos encontrar eles, vimos praticamente apenas vicuñas. Mas nesta região aqui, ainda antes de fronteira com o Chile, elas devem ser muito populosas. Digo isso pois um caminhoneiro passou buzinando e jogando o caminhão no acostamento para assustar um grupo de lhamas que estávamos fotografando, então imagino que devam ter problemas com elas (freadas bruscas, desvios ou acidentes) com relativa frequência. A estrada continua, belíssima. Longas retas e depois mais uma pequena serra próximo a Susques. O movimento nessa altura da estrada já é quase zero. É possível parar para fotos no meio da rodovia por vários minutos sem ninguém aparecer. E assim fomos, andando e parando para fotos, até chegar no Paso de Jama propriamente dito. O esquema das alfândegas é integrado e demos sorte de chegar antes de um grupo maior de motoqueiros. Não devemos ter perdido mais do que 30min em todos os trâmites (acho que eram 6 cabines separadas, cada uma com seu carimbo! haha). No final, como declaramos ter alimentos no carro, a fiscal nos acompanhou e coletou uma banana e uma maçã que tínhamos sobrando e nos liberou. Aqui tive um pequeno susto: na chegada ao Paso de Jama (alguns metros antes de quem vem da Argentina e vai entrar no Chile), existe um posto bem arrumadinho da YPF. Eu havia pesquisado e sabia que era a última chance de abastecer antes de San Pedro. Acontece que, chegando lá, ele estava sem combustível! Minha espinha quase congelou! Eram mais de 150km até San Pedro e cerca de 110km voltando para Susques. A minha sorte foi que, na altitude, o consumo do carro despencou, e a autonomia que eu tinha naquele momento era de mais de 250km, suficiente para seguir viagem. Eu estava preocupado com a perda de potência na altitude (que é uma verdade), mas o fato da menor resistência do ar compensou e até superou esse problema. Nos trechos de reta "normal" onde meu carro faz uma média de 13~14 km/l, meu carro passou a fazer 19~20 km/l nessa altitude elevada. A média desse dia, considerando todas as subidas de serra etc, foi a mais alta de toda a viagem: 15,5km/l. Passada a fronteira, já no Chile, as paisagens continuam inacreditavelmente bonitas. É difícil demonstrar em fotos a grandiosidade e as belezas destes locais. A Ruta 27 corta a Reserva Nacional Los Flamencos. Aliás, o passeio para o Salar de Tara está dentro desta reserva, e o acesso é feito por essa estrada até próximo a fronteira, então já pudemos ir apreciando boa parte do visual que retornaríamos alguns dias adiante no passeio com agência. A estrada continua subindo e alcança a altitude máxima, não lembro o número exato, mas é na casa dos 4800m s.n.m. Logo após, segue numa descida bastante forte até a cidade de San Pedro. Quando digo descida forte, é forte mesmo: meu carro tem 6 marchas e, mesmo colocando uma terceira para usar freio-motor, o carro ganhava velocidade. Existem várias saídas de emergência para caminhões (caixas de brita). Mas não tem muito mistério, é só controlar a velocidade, usar um pouco de freio-motor para não sobrecarregar os freios e ir contornando as curvas com calma. Quase no final da descida e já relativamente perto de San Pedro, a estrada passa bem pertinho do vulcão Licancabur, o mais "fotogênico" dos diversos vulcões da região. É aquele todo perfeitinho, com formato bem característico em cone, e que é possível ser avistado de quase todos os passeios e cidades da redondeza. Seguimos mais alguns kilômetros e chegamos a cidade de San Pedro. O asfalto acaba, tão logo se entra no vilarejo. Ruas de terra e construções bem rústicas vão dando o clima do local. Fomos direto para o nosso hostel, Illauca de Atacama. Optamos por ele por ser uma construção nova, num bairro novo e mais afastado do centrinho. Justamente por ser mais afastado, ele não é tão caro e oferece um nível de conforto e limpeza um pouco melhor que a maioria dos hostels. Como estávamos de carro, nenhum problema com a localização. Mas para quem quiser encostar o carro, também nada que uns 20 minutos de caminhada não resolvam. San Pedro é uma cidade simpática, o pessoal é extremamente receptivo e acolhedor. Existem muitas dicas sobre restaurantes, casas de câmbio, agências de viagem etc. Vou relatar as minhas experiências e indicações nos relatos diários que seguem abaixo.
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