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Elder Walker

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    https://www.mochileiros.com/topic/75285-roadtrip-dos-contrastes-8000km-por-argentina-e-chile/

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  1. @marcela.nering, Obrigado pelo visita e que bom que o relato tenha ajudado em algumas dicas ou informações. Sem dúvidas, se puder acrescentar um ou dois dias no noroeste da Argentina, será muito proveitoso. Não deixe de postar os planos de sua viagem e, depois que fizer, seu relato também para que outros possam pegar informações atualizadas. @glimaz, Obrigado! Concordo contigo, cada viagem tem um propósito e um estilo diferente, mas essas roadtrips acabaram de me conquistar, pois até a parte que seria chata de deslocamento acaba sendo interessante e nos faz ver muito além. Não deixe de compartilhar seu relato de moto! Adoraria ver as fotos! Abraço!
  2. Também sugiro fazer em um só dia esse trecho de Buenos Aires a Mendoza. Eu fiz um percurso semelhante, de Mendoza a Santa Fé, que inclusive percorre parte do mesmo caminho que iria até BsAs. O mesmo se aplicaria à volta: não sei se tem algum interesse em Córdova, mas caso tenha colocado no roteiro apenas para "fracionar" o percurso, talvez pudesse ganhar um dia se fosse até Santa Fé, como eu fiz, e depois pegar um trecho longo no último dia de Santa Fé até POA, que no meu caso fiz até Foz do Iguaçu, quase 1200km. Com relação ao roteiro, de forma geral, não sei quais são seus interesses em Santiago, mas eu recomendaria ao menos um diazinho a mais em Mendoza. Eu adorei! Tanto a cidade quanto a região (cidades vizinhas). Se gostar de vinho então... deixe de ir nas vinícolas em Santiago e vá em Mendoza! Falo um pouco sobre isso no meu relato. Caso queira ler, está na minha assinatura. No restante, continue o planejamento e pé na estrada!
  3. Elder Walker

    Viagem de carro de Porto Alegre a Foz do Iguaçu

    @DiogoFCL Nessa viagem não tive qualquer problema neste sentido. Teve um policial lá para as bandas de Mendoza que perguntou se eu havia declarado algo na imigração, vindo do Chile, ficou rodeando o carro... mas não insinuou nada, nem criou qualquer problema. Não tenho qualquer relato desse tipo de abordagem com relação a mercadorias nas aduanas que conheço. Minha família mora em Foz do Iguaçu e passo a aduana com certa frequência... a sensação que tenho ali em Foz é de que eles só estão preocupados na entrada, a saída é puramente burocrática. Pode acontecer algo contrário disso, mas eeeeeeuuuu duvido incomodarem com qualquer coisa assim. O problema maior seria na aduana brasileira ou na entrada da Argentina, não na saída.
  4. Elder Walker

    Viagem de carro de Porto Alegre a Foz do Iguaçu

    Apenas para complementar ao que já foi dito sobre os requisitos da Argentina: não é porque não pediram uma vez que não se trata de um item obrigatório. Na minha viagem este ano (vide assinatura), me pediram o extintor duas vezes. Por sorte pesquisei isso antes e peguei um emprestado, pois meu carro é novo e já não vem mais de fábrica (no Brasil não é mais item obrigatório). Também me pediram a carta verde uma vez. Levei ainda um triângulo extra (somado ao original do carro), um cambão pequeno, e um kit de primeiros socorros que eu mesmo montei porque queria ter pra viagem de qualquer forma, mas estes itens não foram solicitados. Mesmo com essas exigências, retorno a dizer que, ao meu ver, ainda compensa muito vir pela Argentina sim, desviando do oeste de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná.
  5. Elder Walker

    ATACAMA - 5 DIAS (preciso de opiniões)

    Imagino que por radiotelescópios ele esteja se referindo ao observatório ALMA - Atacama Large Millimeter Array. Eu acabei não indo justamente por ter passado apenas dias de semana em San Pedro (cheguei numa segunda e saí no sábado bem cedinho). Mas por fotos e depoimentos, parece bem legal mesmo. E sem dúvidas é algo diferente do que a maioria dos turistas brasileiros faz por lá... Porém, ao contrário do colega que recomendou o ALMA, eu adorei Puritama e achei uma experiência única o banho inafundável no passeio ao Cejar. As lagunas escondidas de baltinache seriam redundantes à Cejar: opte por uma ou por outra. Imagino que as escondidas sejam mais bonitas (queria ir e também não consegui ir, pois fui de carro próprio e a estrada até ela possui muitas pedras que cortam os pneus). Minha indicação para os 5 dias seria o seguinte, considerando que vá contratar tours com agências: Dia 1: passeio pelo centro da cidade para se localizar, entender o mapa da cidade, fazer câmbio, reservar os passeios etc... durante o dia, e de tarde o combo Cejar + Chaxa OU Lagunas Escondidas. Dia 2: Termas de Puritama de manhã e Valle de la Luna à tarde. Dia 3: Lagunas Altiplânicas em algum combo: alguns levam até a Laguna Tuyajto + Piedras Rojas + Miscanti e Miniques, outros combinam Miscanti e Miniques com Salar de Atacama. Dia 4: Salar de Tara Dia 5: Geisers El Tatio de manhã (geralmente vai até o começo da tarde) e alguma coisa que quiser de tarde, ou que acabou não dando pra fazer dos outros dias. Com relação ao tour astronômico, sugiro fazer a agência SPACE, não com as agências dos demais passeios. Eles são especializados neste passeio. Pode encaixar em qualquer um dos dias. Mas sim, verifique o calendário lunar e tente ir o mais próximo possível da lua nova. Com relação ao que é imperdível, depende TOTALMENTE de gosto particular. Eu achei as altiplânicas (miscanti e miniques) o lugar mais bonito e fotogênico de todos; o salar de tara foi o que mais me marcou no sentido de imensidão, paz, silêncio e contemplação; os geisers foram uma das coisas mais diferentes que já vi; nadar na laguna Cejar foi também algo bizarro e indescritível; Vale da Lua combina atividade com visual; Puritama é relaxante e lindo ao mesmo tempo... então cada uma teve sua importância. Depende do que você quer, se prefere belezas ou experiências. Caso queira, contei minhas impressões e postei algumas fotos de todas estas atrações que listei em meu relato (vide assinatura).
  6. Elder Walker

    Argentina e Chile em Outubro

    Depende de qual parte mais específica na Argentina e no Chile está falando, e do que pretende fazer. Certamente não terá mais neve para esquiar ou fazer atividades assim, mas as cordilheiras ainda estarão com os cumes branquinhos para se ver. Com relação ao hostel, fiquei no Rio Amazonas em Santiago, um hostel mais arrumadinho e descolado, muitíssimo bem localizado. Recomendo!
  7. Elder Walker

    Viagem de carro de Porto Alegre a Foz do Iguaçu

    Exatamente, a viagem pela Argentina fica mais longa, porém as estrada rendem muito mais. O caminho que citei entraria por balsa sim, no Porto Mauá. Acho que roda cerca de 300km dentro da Argentina, tudo com ótimo asfalto. O trecho pelo RS seria esse mesmo que você mencionou, mas não sei como estão as estradas. Só conheço o trecho de POA até Lageado, que quando fiz, estava ótimo também. O total vai ficar nessa faixa aí mesmo, de 800km via Santa Rosa.
  8. Elder Walker

    Viagem de carro de Porto Alegre a Foz do Iguaçu

    @Wesley Stephanio Fiz exatamente este caminho a partir de Lages na semana passada, voltando de Urubici na serra catarinense. O que posso dizer é que, nessa parte do sudoeste do Paraná, chegando em Pato Branco e Beltrão, a estrada não rende absolutamente nada até chegar quase em Cascavel, onde tem uns 20km de pista dupla. É muita lombada, trevo, cidadezinha, asfalto irregular, poucos pontos de ultrapassagem e bastante movimento de caminhões. Chega a dar uma inquietude! Eu tinha feito parte desse caminho também em 2016, porém na parte central por Caçador e entrando no Paraná por Palmas, mas esse trecho ali de Pato Branco em diante estava do mesmo jeito, não melhorou nada. A velocidade média fica em torno dos 50km/h, sério mesmo! Minha sugestão é pegar sentido oeste mais cedo, indo em direção à Santa Rosa e entrando na Argentina. Eu não fiz isso pois realmente só ia até Cascavel, onde mora minha família, e porque estava partindo já ali da região de Lages. Temos parentes em Santo Cristo, noroeste do RS, que SEMPRE vão para Foz e Cascavel via Argentina. Caso tenha o carro em seu nome, compensa muito!
  9. @fore, obrigado por acompanhar o relato. Eu também adoraria ir para o Ushuaia com meu 208. Como mencionei em algum momento, já tenho até o roteiro desenhado. Só me falta tempo e dinheiro! haha Com relação ao carro, esse é o meu segundo Peugeot 208. Tive um Griffe 2014 que vinha com pneus 195/55 R16 e fiquei com ele até os 95mil Km sem trocar nada na suspensão. O atual agora é um Urbantech 2018 que vem com pneus originais nessa medida do seu, 205/45 R17. Realmente, esse pneu é mais baixo e sinto muito mais as "pancadas" a cada defeito no asfalto, mas ele parece bastante reforçado (Michelin Pilot Sport 3), pois já peguei cada buraco que cheguei a parar no acostamento para ver o que tinha acontecido e nunca apareceu sequer uma bolha ou deformação nele. Minha sugestão, caso realmente pense em colocar pneus apenas para a viagem, seria conseguir um jogo de rodas aro 15 ou 16 e colocar pneus mais altos, aí sim teria uma "margem" de borracha sobrando. E logicamente, retirar as molas esportivas para ganhar um pouco de altura e enfrentar os poucos trechos de rípio que deve encontrar na viagem. Conte comigo para tirar qualquer dúvida e conte mais sobre sua viagem num tópico dedicado. Se for criar um relato, certamente quero ler! Abraço!
  10. AGRADECIMENTO Agradeço novamente a todos os relatos que li por aqui, pelas dicas e mensagens trocadas nos tópicos de viajantes com destinos que inspiraram essa viagem. Sinceramente, foi este tipo de troca de informações que me encorajou a seguir com o plano. Na realidade, aproveitando o momento desabafo, nos últimos dias antes da partida, alguns colegas postaram até um "tá chegando" e um "boa viagem" que foram essenciais para acalmar minha ansiedade e apreensão sobre o que viria pela frente. Não conheço ninguém pessoalmente, mas sintam-se todos abraçados com meus mais sinceros votos de gratidão. Quem sabe uma viagem em comboio no futuro? E tentando retribuir, vou tentar atualizar ainda os posts com mais fotos e mais detalhes das estradas que lembrar. Além disso, fico totalmente disponível para responder qualquer dúvida ou compartilhar qualquer informação que eu possa ajudar.
  11. FINAL O que posso dizer, tentando encerrar o relato, é o mesmo que venho dizendo aos amigos que nos perguntam sobre a viagem: a sensação de liberdade é indescritível! Claro que a maioria que pesquisa e participa deste e de outros foruns pode ter experiências muito mais "puras", mais "rootz", passar mais perrengues, fazer com menos dinheiro etc... afinal, fomos com um bom carro, com um orçamento confortável e tudo o mais. Mas ainda assim, o fato de acordar um dia, entrar no carro e partir para um lugar distante, desconhecido... chegar à paisagens extremas com seus próprios recursos... e saber que fez isso tudo "por conta", apenas pesquisando e criando coragem de ir... é algo difícil de descrever, mas extremamente gratificante. Hoje revejo essas fotos dos locais que chegamos e fico pensando que meses atrás eu nem imaginava fazer algo assim, não considerava nem como hipótese! Então, para mim, fica uma sensação de libertação, de incentivo para novas descobertas. Realmente, quando contamos para as pessoas sobre essa viagem, a maioria se espanta, acha loucura. Lá mesmo, durante a viagem, era muito comum ver a cara de espanto das pessoas. Tudo é questão de referência: para quem nunca cogitou viajar assim, a nossa viagem parece um feito. Para nós, agora que fizemos, já pensamos no próximo destino possível. Já tenho um roteiro feito para a Patagônia, mas também cogito algo na costa oeste dos EUA, ou um combo Portugal + Espanha, e por aí a imaginação vai fluindo... No última dia de viagem, cansados, com o carro todo sujo e bagunçado, minha namorada perguntou: se chegasse alguém hoje e falasse que estava paga uma outra viagem para a Patagônia saindo AMANHÃ, você faria? Eu respondi de imediato: VAMOS AGORA! Só o tempo de dormir e refazer as malas que estou dentro! hahaha E de fato, neste intervalo entre iniciar o relato e finalizar neste post, já fizemos mais uma pequena viagem de 2000km pelo Paraná e Santa Catarina, passando pelo litoral sul (Praia do Rosa, Garopaba, etc) e depois subindo a Serra Catarinense, desbravando as famosas Serra do Rio do Rastro e do Corvo Branco, explorando os Canions da Ronda e do Espraiado, e demais atrações dessa linda região. Nada grandioso, mas que para muitos já poderia ser uma "pernada", e que para nós já virou um "logo ali", literalmente...
  12. Dia 19 Dia de encerrar a viagem. Medianeira/PR x Presidente Prudente/SP Roteiro exatamente igual, porém no sentido oposto ao da ida. Partimos de Medianeira, onde estávamos na casa dos meus pais e fomos até Cascavel/PR, onde minha mora minha namorada. Nos despedimos e segui viagem, assim como faço rotineiramente, até Pirapozinho/SP, região de Presidente Prudente. Com estes 500km da volta, somados aos 500km da ida, e mais os quase 7000km que relatei no post anterior, a conta fechou nos 8000km do título do tópico!
  13. Show de bola! Excelente relato! Bacana ter mais informações no inverno e especialmente para essa questão dos celíacos! Essa região de SPA tem tanta atração que cada viajante acaba optando por alguns passeios e deixando outros de lado. Eu também fiquei 5 dias inteiros e penso em voltar algum dia para fazer a subida aos vulcões que você fez, e também não consegui ir de carro próprio às lagunas escondidas que queria muito ter visto. Em compensação, fui com agência para o Salar de Tara e recomendo demais, vi que você havia previsto mas pelo visto acabou não indo... é incrível! Aliás, se quiser, dê uma passadinha no meu relato também: https://www.mochileiros.com/topic/75285-roadtrip-dos-contrastes-8000km-por-argentina-e-chile/ Mais uma vez, parabéns pela viagem e pelo relato!
  14. Dia 18 Dia de voltar ao Brasil! Dia de encarar quase 1200km num só dia para chegar em casa! Santa Fé/ARG x Medianeira/PR Acordamos cedo, novamente sem dormir muito bem. Tomamos nosso café no hotel e partimos. O dia amanheceu chuvoso, escuro, aquele típico dia de preguiça que dava vontade de não fazer nada, mas teríamos uma longa estrada pela frente! Como o hotel já ficava na beira da rodovia que cortava a cidade, pegamos ela e fomos em direção à vizinha Santa Fé. Fomos contornando uma avenida bonita que vai margeando o Rio Santa Fé, passamos algumas pontes sobre áreas alagadas e depois uma outra ponte maior sob o Rio Paraná, chegando na cidade de mesmo nome já na província de Entre Rios. Pegamos a saída pela RN 12 por apenas alguns quilômetros e em seguida entramos na RN 127 em direção a Uruguaiana, seguimos nela até a interseção com a RN 14, aquela famosa pelos policiais corruptos! E assim fomos, com alguns trechos de asfalto irregular (não exatamente buracos, mas umas emendas que batiam seco nos pneus de perfil baixo do meu carro) e outros trechos melhores... uns trechos com bastante chuva e outros onde o tempo abria um pouco... fizemos duas paradas em postos (para abastecer e ir ao banheiro) e uma para almoçar umas empanadas, mas não lembro bem a referência de onde foram. Lá pela altura do acesso a São Borja, a estrada passava a render mais, com menos cidades e um asfalto melhor. Lá de vez em quando tomava um susto por estar chegando em área urbana ainda em velocidades meio altas. Passamos por diversas barreiras policiais mas não fomos parados em praticamente nenhuma. Acho que numa delas me perguntaram apenas o destino e já me liberaram. Saímos da RN 14 e pegamos alguns km da RN 105 para então cair no contorno de Posadas, pegando a RN 12 no caminho oposto ao que fizemos na viagem de ida. Ali já começávamos a ficar ansiosos para chegar logo no Brasil. O movimento aumenta bastante nessa região da província de Missiones. Haviam MUITAS viaturas da polícia em barreiras, praticamente em todas as cidades (igual notamos no caminho de ida), mas com o acréscimo de ter visto várias delas com um radar escondido em pontos estratégicos. Possivelmente eu tenha passado estourando o limite em boa parte destes radares, pois quase sempre estavam nas entradas ou saídas de trecho urbano, então o limite era baixo, 60 ou 80km/h. Fiquei até com medo de ser parado em algum posto policial adiante ou mesmo na aduana, mas não aconteceu nada. O cansaço foi batendo e foi se somando a mais ansiedade. Quanto mais perto chegávamos, mais parecia que já devia ter chegado. EU sentia esse mesmo fenômeno em quase todos os dias de estrada, talvez porque o pensamento era de que, quando faltam apenas uns 100 ou 200km e você já rodou quase 1000km no dia, proporcionalmente já falta realmente pouco, mas ainda assim, 200km é chão pela frente! haha! Efeito disso é que parei em dois postos, mesmo estando perto de chegar a Puerto Iguazu, apenas para esticar as pernas e ir ao banheiro. Mas enfim chegamos a Puerto Iguazu. Fomos parados por uns militares na avenida hoteleira, apenas para responder uma pesquisa turística conduzida por um outro pessoal que estava ali. Ainda tentei parar no último posto antes da aduana, quase em frente ao Cassino Iguazu, para gastar uns pesos e completar de gasolina, mas tinha muita fila e desisti. Por sorte não havia muita fila na aduana, no sentido de retornar ao Brasil, pois no sentido de entrar na Argentina estava com fila até perder de vista pois era feriadão do dia do trabalho. Fizemos o processo rapidamente no guichê e passei sem qualquer problema de multas que achei que pudesse tomar pelos radares! haha! Já no Brasil, ainda tínhamos mais uns 60km até chegar em Medianeira na casa dos meus pais. Para nosso azar, estava acontecendo a "Operação Muralha" com a parceria da Receita Federal e do Exército, onde paravam quase todo mundo na praça do pedágio em Santa Terezinha de Itaipu, logo após a saída de Foz. Uma fila gigantesca! Eu não podia acreditar naquilo. Cansado, com fome, com pouca água sobrando no carro... mas não tinha para onde correr! Só ia avistando aqueles KM de fila em pista dupla e a fila que quase não andava. Ficamos lá cerca de uma hora, mas que pareceram uma eternidade. Por incrível que pareça, não nos pararam, mesmo com o carro visivelmente abarrotado de coisas. Achei que estivessem parando todo mundo, mas demos sorte. Passamos reto no pedágio e fui rasgando os últimos trechos até chegar em casa. Chegando lá, meus pais nos esperavam, junto com outros familiares. Antes de sair do hotel em Santa Fé, havia pedido para minha mãe um prato especial: comida caseira. E ela acertou, nos servindo arroz, feijão preto (estilo feijoada), farofa e carne picadinha com molho. Comi até doer a barriga! hahaha! Descarregamos as malas, distribuímos alguns vinhos de presente, mostramos algumas fotos e conversamos sobre a viagem. Aproveitei para tirar uma foto do computador de bordo, que havia zerado na saída da casa dos meus pais. Foram 6957km rodados, que somados aos 500 e poucos desde minha saída de Presidente Prudente, completariam os 8000km do título deste post.
  15. Dia 17 Dia de pegar o rumo de volta para casa. Mendoza/ARG x Santa Fé/ARG - 920km Após uma noite de sono ruim, talvez por termos acostumado com a cama deliciosa da pousada Lares de Chacras e odiado o colchão fininho do Ibis, acordamos cedo, descemos tomar café no próprio hotel, fizemos check-out e partimos. Como falei antes, o Ibis Mendoza já fica na rodovia de saída sentido leste, a RN 7. Então, em poucos minutos já estávamos em velocidade de cruzeiro. Seguimos sentido San Luiz, com rodovia duplicada e com um certo movimento. Vimos várias familias viajando no estilo mais "rootz", totalmente carregadas e parando na beira da estrada para acampar ou cozinhar. Achei diferente pois não vemos muito disso no Brasil, ainda mais num trecho relativamente povoado como esse que estávamos percorrendo. Passamos por alguns pedágios e pelo controle sanitário, acho que na altura de Desaguadero, divisa de províncias. Paramos num posto grande, bem movimentado e seguimos viagem. Em San Luis, pegamos o contorno da cidade, mantendo a RN 7 sentido Villa Mercedes, e ao chegar nesta cidade, pegamos a RN 8 sentido Rio Cuarto. Aqui a rodovia passa a ser simples e cruza-se várias cidades pequenas, tendo que reduzir para passar em lombadas ou parar em semáforos, então a viagem começa a render menos. Em Rio Cuarto, entramos e procuramos o shopping para um almoço rápido no Mc Donalds, já que os restaurantinhos na beira da estrada estavam meio feios. De barriga cheia, pegamos a saída da cidade, agora na RN 158 sentido Villa Maria, passando por ela e indo até San Francisco. Pegamos um pôr do sol bonito nesse dia, que ia compensando o cansaço de um dia inteiro de estrada depois de vários dias agradáveis anteriores. Em San Francisco pegamos a RN 19 com direção a Santa Fé e assim fomos até a cidade de Santo Tomé, onde havíamos reservado um hotel na beira da rodovia, chamado Escala Uno, um hotel simples porém bem arrumadinho para os padrões da cidade. Fizemos check-in e fomos procurar um restaurante para jantar. Como era domingo, não havia muitas opções abertas, mas encontramos um e comemos qualquer coisa. Provei a cerveja local, batizada com o nome da cidade vizinha Santa Fé. Voltamos e fomos dormir, tentando descansar para encarar o dia seguinte que seria o último fora do país e o mais longo de todos.
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