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Lljj

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  1. Amanhã completo um mês de mochilão pelo Rio Grande do Sul. Minha família se mostrou muito preocupada antes da viagem, mas achei que isso melhoraria conforme eu fosse avançando no roteiro. Não melhorou. Continuam fazendo pressão para que eu volte para casa. Mesmo entendendo a preocupação, já enjoei de me explicar e tentar justificar minhas escolhas. Hoje pensei que devia existir um manual destinado aos familiares de um mochileiro, tipo um mini-guia que orientasse o que é um cuidado super bem-vindo e o que é uma superproteção sufocante. A idéia está amadurecendo. Esse é meu primeiro mochilão, estão queria ouvir/ler a opinião de outros mochileiros neste sentindo: O que você gostaria que sua família soubesse sobre mochilões?
  2. Continuando com a série Meus Jeans Viajantes*, trago a citação-tema desta semana. Prontos? Então vamos lá! Comecei a arrumar as malas... Ou melhor, as mochilas. Meses atrás, quando aprendi sobre a utilidade das mochilas-cargueiras, fiquei alucinada com a quantidade de marcas e modelos. Devo o aprendizado – e parte da loucura – aos tópicos do fórum Mochileiros.com. Meu processo de pesquisa era mais ou menos assim: buscava as mochilas com melhores avaliações em sites → escolhia a marca que trazia mais vantagens → procurava um modelo que se adequasse à minha viagem → escolhia a mochila → pesquisava os comentários sobre ela no fórum → achava uma penca de opiniões negativas → voltava a pesquisar… Quanto mais demorava para escolher, mais informações – e dúvidas – surgiam para me atormentar. Fiquei presa nesse círculo de pesquisa e indecisão até meados de maio, quando optei por um modelo Escape da Quechua, adaptado ao corpo feminino. Um peso saiu das minhas costas ao fazer o pedido no site da Decatlon. Recebia as atualizações de entrega sentindo a expectativa de um pai que vai encontrar seu filho – sim, sou exagerada. Quando a mochila foi enviada para a loja em que seria retirada, estourou a greve dos caminhoneiros. A pobrezinha ficou presa em alguma BR; eu fiquei tipo assim: Os dias se encheram de arrependimento, angústia e tensão enquanto eu ligava de hora em hora para a loja. Ninguém conseguia dar perspectivas de entrega. Quase quinze dias depois de ter feito o pedido, liguei para a central de atendimento solicitando o cancelamento da compra. Dada a situação do estado, que na época estava caótico com a falta de combustível, as lojas aceitavam cancelar até os pedidos fora do prazo. Porém a atendente me ofereceu outra opção: ela transferiria o pagamento para uma mochila que já estivesse no estoque da loja, assim eu só precisaria ir buscar. Enxergando a luz no fim do túnel, topei. Só que essa luz, na verdade, era um trem que vinha na minha direção, pois a mochila não estava no estoque. Foi isso o que ouvi quando cheguei na loja. Era noite, tinha ido direto do trabalho, e corria o risco de não encontrar ônibus para voltar para casa. O desespero bateu com força, ainda mais ao constatar como as prateleiras estavam vazias e os corredores desertos. Mesmo assim, pedi que fizessem uma busca mais apurada, até me candidatei a ajudar. Era meu suado dinheirinho que estava em jogo. O sistema apontava duas unidades no mostruário, porém ninguém encontrava as mochilas. Por mais vazia que estivesse, a loja ainda era enorme, e operava com um número reduzido de funcionários – o pessoal não conseguia chegar aos trabalhos. A atendente me deu carta branca para participar da procura. Desembestada, sai pelos corredores. O cenário lembrava um filme distópico, daqueles pós terceira guerra mundial, no qual os mercados estão revirados e abandonados às traças. Na seção Montanha, as poucas mochilas restantes estavam misturadas entre si. Olhei uma por uma e nada. Olhei de novo para ter certeza. Nada. Mais uma vez por desencargo de consciência. Continuou o nada. Vencida, cansada e com fome, retornei para a frente da loja. Pensava em cancelar aquela merda de vez quando um manequim atraiu minha atenção. Sim... no manequim! Uma das mochilas estava apoiada nas pernas, a outra, tombada no chão. Catei as duas num desespero que parecia haver quinhentas pessoas disputando comigo a posse delas. Carreguei aqueles trambolhos até a recepção. Fiquei com uma, que abracei como um bebê até chegar em casa. Ok, nessa altura do campeonato, ainda lembra da citação-tema dessa postagem? Pode voltar lá em cima se quiser conferir. A moral disso tudo é que eu continuo tentando e espero continuar sendo poupada. *Série de postagens inspirada em citações da quadrilogia A Irmandade das Calças Viajantes. Posts anteriores disponíveis no blog www.lljj.com.br. Texto original em: https://www.lljj.com.br/2018/07/uma-historia-para-levar-na-mochila.html
  3. Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho. Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas. O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo. Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões. Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né? Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas. O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares. Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul. A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros. O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser. Post original em https://www.lljj.com.br/ Imagem em Pixabay
  4. Lljj

    A Charmosa Serra Gaúcha

    Os cupons que você comprou possuem data determinada para serem utilizados?
  5. Esse trajeto pela ponte do Rio das Antas costuma ser tão deserto quanto nas fotos?
  6. Sou louca pra conhecer! *-* Quanto tempo vc passou lá?
  7. Lljj

    Conhecendo o Sul do Brasil até Nov/2018

    Oioi, Yasmin! Vc tem algum roteiro pre definido de cidades ou localidades? Quero zarpar pra RS em agosto, vai que a gente se esbarra
  8. Olá! Olha, eu estou na mesma situação que você - o que é legal já que a gente percebe que não está sozinho nisso tudo! Estou planejando o primeiro mochilão e a experiência que vivo agora é de encarar todas as opções incríveis que se abrem a frente. Acredito que quando superamos o medo do desconhecido, do novo, conseguimos contornar qualquer situação que entre em nosso caminho. Então, uma dica de iniciante para iniciante, é não subestimar sua capacidade de realizar este projeto maravilhoso que empreende para a sua vida. Você vai tirar de letra! Fora isso, definir onde você quer ir e quantos dias pretende ficar parece ser essencial como ponto de partida. Assim fica mais fácil descobrir o que precisa levar, quanto poderá gastar e essas coisas. Espero ter ajudado. Boa sorte!
  9. Lljj

    Viagem pelo Sul do Brasil

    Arrasou garota! Estou querendo visitar a Serra Gaucha em agosto. Tem alguma dica?
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