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Marco Sobral

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5 Neutra
  1. *Não tente realizar essa trilha sem guia(telefone para contato abaixo), pois a dificuldade aumenta muito e precisa de muitos requisitos para conseguir se achar* Contato de Guia Tavinho (98) 9244-0720 Desde que eu fiquei sabendo dos Lençóis Maranhenses eu disse que faria sem guia e sozinho, pois seria um desafio pessoal meu que eu precisava meter as caras e ir. Mas como estava de carona com a Bruna ela também animou de ir para os lençóis e partimos para Barreirinhas. Chegamos em Barreirinhas e fomos andar para fazer o famoso reconhecimento e ver como realmente faz para fazer a travessia dos lençóis. No meio da praça encontramos o Tavinho morador de Barreirinhas e um dos guias que leva para a travessia. Ele nos explicou sobre a travessia e disse que poderia nos levar um pedaço se fizéssemos o contrário (Sul x Norte) e logo aceitamos, pois evitaria o fluxo de gente que faz o tradicional (Norte x Sul). Fomos para Santo Amaro (a chegada em Santo Amaro atravessa um rio e só é realizada por quem sabe o caminho pelo rio e de 4x4.) Ficamos hospedado no Camping Lençóis do Cássio que é praticamente na entrada das Dunas e ele fez um preço camarada para nós ficarmos R$ 30pp (telefone para contato abaixo) 1° Dia: Santo Amaro x Queimada dos Britos Percorrido: 35km Tempo estimado: 10hrs Acordamos por volta das 5h, tomamos um café bem reforçado e entramos na trilha por volta das 6h. O sol já tinha nascido, mas estava bem tranquilo, seguimos bastante o percurso que os carros fazem, sempre olhando em direção para a Betânia, passando por muitas lagoas bonitas até pararmos em uma para dar aquele mergulho. Chegamos em Betânia por volta das 9h e até aí foi tranquilo, o sol estava favorável, o caminho não teve tanto segredo, tinha muitos pontos de referência. Saímos de lá e aí começou a ficar tenso, era uma duna maior que a outra e as lagoas maiores ainda. Estávamos desviando de.muitas lagoas (o que fazia o percurso ficar cada vez maior). Paramos de novo por volta de uns 20km andado e a Bruna já estava muito cansada e pelo mapa ainda faltava uns 10km. Foi aí que paramos de contornar as lagoas e começamos passar por dentro, era muita duna e muita lagoa, curvas e mais curvas, subidas e descidas. Um novo obstáculo...gaivotas! As gaivotas começaram a dar uns rasantes na minha cabeça (pois eu que estava na frente) doidas para me acertarem e foi assim por longos caminhos o que me fez perceber mais uma referência é errando que se aprende né? Até que eu subi uma duna e a Bruna foi contornar, mas em vez dela ir na minha direção ela seguiu reto o que fez a gente se desencontrar e foi aí que bateu um desespero que eu não sentia há muito tempo nas trilhas. Comecei a correr pelas dunas procurando a Bruna e nada, rodava, rodava e nada...voltei para a duna mais alta onde deixei minha cargueira e segui sentido a comunidade. Chegando próximo da entrada da queimada o professor passou de moto e eu pedi a ajuda dele para ver se a pessoa que estava lá naquela duna era a Bruna. Ele foi e me disse que sim, foi quando me aliviei e segui. Na entrada da Queimada dos Britos já encontramos o morador mais velho da comunidade Sr. Massu conversamos um pouco e ele me convidou para ir em sua casa, aceitei claro, disse que passaria lá no dia seguinte. Chegamos na casa do Sr. Bargado e já fomos recebido com um cafezinho passado na hora, apesar do cansaço ficamos conversando com o Bargado até a comida ser preparada. Comidinha feita LITERALMENTE na hora, enquanto conversávamos Sra. Alessandra matou a galinha, depenou, botou no fogo, junto com o arroz, feijão, salada...tudo feito na hora. Jantamos e continuamos as conversas com o Sr. Bargado, muita história boa um homem de muita vivência e uma família espetacular. Entre risos e gargalhadas foi que Sr. Bargado disse que tinha um resgate que buscava pessoas que não conseguiam seguir, foi aí que a Bruna decidiu ficar e ir de resgate (que não é barato). Depois de muitas conversas fomos dormir, um redário dos sonhos para quem só dorme na rede 😁. *Nas comunidades tem os abrigos e eles cobram cerca de R$ 35pp para dormir nos redarios e R$ 35pp para “comer”* *Lembre-se você está em uma comunidade primitiva, ou seja, todo respeito com os moradores é pouco! Eles são muito hospitaleiros e gostam de ajudar, mas não abusem!* 2° Dia: Queimada dos Britos x Baixa Grande Percorrido: 16km Tempo estimado: 3h Acordei por volta das 6h e fomos tomar café, que já estava nos esperando, e que café maravilhoso. Enquanto tomávamos café fomos conversando com os moradores e as crianças foram chegando, pois a casa do Sr. Bargado também é o espaço da escola da comunidade. Conversei com as crianças e fui lá na casa do Sr.Massu como tinha prometido, chegando lá Sr. Massu já foi me colocando pra dentro de casa, oferecendo café, água e uma boa prosa. Enquanto conversávamos ele abriu um coco para eu beber e continuarmos conversando. Conversamos muito sobre a comunidade, as histórias, pescarias, peixes, plantas, animais...tudo… E toda essa conversa acabou me entretendo muito e quase me fez esquecer que eu tinha um trecho para caminhar ainda ainda naquele dia. Voltei para a casa do Sr. Bargado, me despedi de todos, da Bruna e sai. Solitário e cantando, logo na saída entrei em uma mata que não tinha saída e já tive que atravessar o rio batendo na barriga, mas logo me achei de novo e segui, olhando sempre as referências que eu tinha em mente, passei mais lagoas uma mais bonita que a outra e logo o sol começou a fritar a cabeça. Quando encontrava uma lagoa já mergulhava com a boca aberta para ir bebendo água de tão calor que tava. Comecei a avistar as cabras que ficam soltas ao redor das comunidades e logo comecei a ver as árvores. Dessa vez as gaivotas não me atacaram, pois acertei o caminho, mas em compensação o sol judiou e o vento mais ainda. Entrei errado e acabei chegando na casa de Dona Maria que me recebeu muito bem, mas precisava seguir para o Sr. Moacyr. Continuei andando pelas Dunas e avistei outro “maluco” fazendo a travessia sozinho só que no caminho tradicional (norte x sul), mas só nos olhamos pois estávamos algumas dunas de distância. Andei mais um pouco e logo avistei os coqueiros da casa do Sr. Moacyr e Dona Dete, cheguei lá e novamente fui muito bem recebido. Por incrível que pareça a galera já sabia que eu tava fazendo sozinho e que a Bruna tinha abortado. Sr. Moacyr já me chamou pra “bater uma pestana” na rede e ficamos lá conversando um tempo junto com o Buxinha (guia local). Como ainda estava relativamente cedo aproveitei a rede e tirei um cochilo e fui acordado pelo Sr. Moacyr chamando as cabras (cada uma tem um nome), depois de alimentar as cabras ele começou dar mamadeira para os cabritinhos que não tinham mãe. Ficamos conversando por mais um bom tempo sobre a comunidade, pescaria, plantas, frutas e muitas coisas foi quando percebi que o sol estava indo embora e corri para a duna para admirar. Foi um por do sol sensacional, talvez um dos melhores que já vi. Voltei para a casa e falei com Dona Dete para ela preparar minha janta e foi mesmo jeito da casa do Sr. Bargado, tudo preparado na hora. Uma comida perfeita para um dia de caminhada. Depois de jantar ainda conversei um pouco com os guias, peguei mais umas dicas sobre o próximo trajeto e ja emendamos em umas outras histórias e trilhas e daqui a pouco tava todo mundo conversando. Me retirei e fui deitar pois teria que acordar bem cedo. *Nas comunidades tem os abrigos e eles cobram cerca de R$ 35pp para dormir nos redarios e R$ 35pp para “comer”* *Lembre-se você está em uma comunidade primitiva, ou seja, todo respeito com os moradores é pouco! Eles são muito hospitaleiros e gostam de ajudar, mas não abusem!* 3° Dia: Baixa Grande x Atins Percorrido: 34km Tempo estimado: 7h Acordei por volta das 5h já atrasado, pois queria sair às 5h. Tomei café e sai correndo para não perder o nascer do sol das dunas, consegui chegar na duna alta e logo o sol foi aparecendo e contemplando um belo dia de caminhada longa. Sai por volta das 6h e como eu estava sozinho eu ia colocando umas metas na cabeça que era a cada 5km mergulho a cada 13km uma parada de 10min. As vezes já dava umas carreira no meio das dunas, conversava com o vento, desviava das lagoas. Quando você tá sozinho não tem muito o que fazer a não ser andar e andar. Até às gaivotas me atacando eu gostava, ia trocando uma ideia com elas. Passei em muita lagoa bonita, cada lagoa tem sua beleza, mas essas últimas estavam surpreendentes. Fui enjoando de dunas, vento e lagoa e resolvi cair pra praia, chegando na praia me arrependi demais pois na praia o vento é muito mais quente e já era por volta das 11h. Parei em um abrigo de pescador para uma respirada e pensar um pouco sobre esses dias de caminhada antes de chegar no fim. Caminhando pela praia a vista muda completamente e para quem já estava enjoado de ver praia eu só queria chegar logo, fui avistando muitos turistas nas 4x4, pois até o Rio Negro é liberado tráfego de carro e todos acenaram pra mim e creio que se perguntavam que peste um muleke tá fazendo sozinho na praia com uma mochila dessas e todo encapuzado. Logo avistei o vilarejo do Canto dos Atins e fui direto no restaurante do Sr. Antônio comer o famoso camarão e beber a cachaça tiquira. Depois de comer continuei pela estrada dos 4x4 até Atins chegando na rua principal é finalizando meu trekking na pousada da Tia Rita. Um objetivo pessoal concluído com sucesso, 85km em 3 dias muito bem aproveitados. Não aconselho ninguém a fazer essa trilha sozinho e os trekkinglog serve apenas como apoio, pois as dunas mudam sempre de local. Contato do Guia Tavinho (98) 9244-0720 O QUE PRECISA: UM GUIA - Guia Tavinho (98) 9244-0720 Lanche de trilha (para quem for ficar e comer nas comunidades) Protetor solar e repelente Chinelo ou meia, não adianta fazer de tênis Muita disposição para enfrentar o sol e o vento do nordeste em um dos lugares mais bonito desse nosso País. *RESPEITE A NATUREZA LEVE SEU LIXO COM VOCÊ!* Link do trekkinglog: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/travessia-lencois-maranhenses-sul-x-norte-25725113 Para mais fotos e dúvidas (@sobralsemfreio): https://www.instagram.com/sobralsemfreio/
  2. Importante: Esse trekking apesar de parecer fácil (só andar pela praia) exige uma alta compreensão sobre marés e condições climáticas (todos os dias olhávamos o tábua de marés de noite e de manhã), pois qualquer mudança de tempo pode acarretar na abordagem do trekking. É recomendável fazê-lo na lua nova* Iolanda me chamou para realizar esse trekking por volta de Setembro/2017 com previsão de realizarmos em Março/2018, como eu já estava no mochilão pelo Brasil eu não dei certeza, mas me programava para realizá-lo, pois depois de pesquisar sobre o trekking me encantei com a história. Em fevereiro consegui a passagem para Itamaraju para o dia 09/03 e estávamos marcando para iniciar o trekking no dia 12/03. Embarquei no dia 09/03 para Itamaraju para encontrar a Iolanda na casa da avó dela. Após 27hrs de viagem cheguei em Itamaraju na madrugada do dia 11/03. Ficamos o dia 11/03 inteiro atrás de mercado e lugares para comprar o que faltava, mas esquecemos que era domingo e cidade do interior não funciona igual Sampa rsrs 1° Dia - Itamaraju a Barra do Cahy Percorridos: 11km. Tempo estimado: 4hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) (Ônibus Itamaraju x Prado: R$14 Táxi Prado x Cumuruxatiba: R$15) Acordamos por volta das 6hrs da matina e fomos tomar café, nos despedimos de todos e corremos para rodoviária, chegando na rodoviária vimos o ônibus para Cumuruxatiba saindo e o próximo seria só às 14h30. Optamos pela opção de ir até Prado e de Prado tentar um táxi ou pegar o ônibus às 12hrs para Cumuruxatiba. Chegando em Prado nos deparamos com os primeiros oportunistas que encontraríamos no caminho dessas cidades que estão virando turísticas, o senhor queria cobrar R$200 (exatamente duzentos reais) para deixar a gente no trevo de Cumuruxatiba e assim tentarmos carona, nem fodendo que íamos pagar tudo isso em um táxi sendo que o ônibus não era nem R$15. Aproveitamos o intervalo para irmos no mercado para comprar o restante das coisas que comeríamos nos próximos dias. Voltando do mercado um senhor ofereceu para levar a gente por R$15 até Cumuruxatiba e nos deixaria onde quiséssemos, por esse preço não dá para recusar né...logo aceitamos! Chegamos em Cumuruxatiba por volta das 10h30 e junto conosco chegou uma puta de uma chuva! Como estava chovendo muito resolvemos parar em um restaurante para “encher a pança” antes de começar a caminhada. Encontramos PF há R$15 no Restaurante da EMA que fica atrás da igreja de Cumuruxatiba. Após comermos iniciamos o trajeto até Barra do Cahy era por volta das 12hrs. No começo da caminhada estava uma maravilha, tinha parado de chover, o sol estava entre nuvens, estava um vento agradável, a vista da praia era muito foda. Mas como nem tudo são flores o céu começou a fechar e logo começou a chover muito. Começou a ficar ruim para andar na areia com chuva e maré alta corremos para andar perto das vegetações. E foi desta forma que achamos o camping da Glória, onde decidimos entrar e ficar para esperar a chuva passar Pagamos R$ 30 pp, o camping é bem estruturado e tem uma “puta de uma vista”. 2° dia - Barra do Cahy x Corumbau Percorrido: 16km Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Acordamos por volta das 5h para ver o Sol Nascer, mas o tempo não colaborou para um belo nascer do sol. Fizemos nosso café e enquanto comíamos olhavamos o site Tábua de Maré para saber o horário exato da maré morta, assim não teríamos surpresas ao chegar no Rio Cahy. Nesse dia a maré morta seria por volta das 9h portanto saímos do camping por volta das 9h já que estamos há uns 30min do Rio. Passamos pela tão famosa “placa do desembarque e pela Cruz do Marco do Descobrimento” (que cada um diz que foi em um lugar). Chegamos no Rio e ele estava realmente muito baixo e como diz os locais “a água berava o jueio”. A vista é espetacular, mas a maré estava subindo e isso dificultou a nossa passagem por um dos “cotovelos de falésias” onde atravessamos com a água “berando o jueio”, mas depois desse “cotovelo” já avistávamos a ponta de Corumbau que dizem que chega a 200m a dentro do mar (eu não tinha uma fita para medir, mas ia longe…). Após algumas horas de caminhada (até que tranquila já que o clima ajudou bastante), chegamos em Corumbau e fomos direto olhar o Rio para ter uma noção da maré no pico mais alto e ver se dava para atravessar na maré morta. Chegando perto do rio já fomos surpreendidos por um índio muito louco de cachaça que queria de todo jeito levar a gente para o outro lado, mas decidimos pernoitar em Corumbau e sair no dia seguinte. Encontramos o camping Ilha do Sossêgo do Seu Zé que nos cobrou R$10 pp. O camping não era tão estruturado, tinha banheiro e se quisesse usar a cozinha poderia usar a da casa do Seu Zé. Por volta das 18hrs a maré estaria quase morta então resolvemos ir no Rio Corumbau para ver a possibilidade de atravessar no dia seguinte. Mesmo a maré não estando morta dava para atravessar com a água na cintura, ou seja, na maré morta a gente passa com a água “berando o jueio”. 3° dia - Corumbau x Caraíva Percorrido: 12km Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Acordamos por volta das 5hrs, mas novamente o tempo nublado não quis colaborar para vermos um belo nascer do sol. Enquanto preparavamos nosso café da manhã Seu Zé veio “trocar um dedinho de prosa” com a gente e tomar um cafezinho de mochileiro. Contou diversas histórias de quando era mais jovem e fazia esses caminhos a pé pois não tinha outra opção. Contou sobre como a vila e a aldeia vem crescendo nos últimos tempos e melhorando o acesso às cidades vizinhas. Contou mais um monte de histórias, típico de senhor do interior que já vivenciou muita coisa e sempre tem bons "causos" pra contar. Depois de boa conversa com Seu Zé saímos para mais uma caminhada e já beirava as 9hrs onde passávamos tranquilamente pelo rio “berando o jueio”. Agora sim estávamos trilhando na Bahia o sol batia os 35° logo pela manhã e andar na areia fofa de Corumbau para Caraíva não estava sendo nada fácil. Pouco tempo andando na areia corremos para a estrada que liga Caraíva a Aldeia de Corumbau (onde passa muitos bugs), o chão ficou melhor para caminhar mas o sol e a ausência de vento continuava o mesmo. Cada sombra que encontrávamos tínhamos que parar para um descanso e em uma delas encontramos uma entrada de carro que dava para uma estupenda vista do mar esverdeado. Entramos e logo avistamos diversos coqueiros e o mar mais bonito visto até agora (Praia do Negro). Conversamos com dois senhores que estavam parados lá pegando coco e aproveitamos para pegar coco também pelo menos a água de coco para matar um pouco desse calor bahiano. Dali em diante seguimos pela areia até começarmos a avistar as aldeias de Caraíva e o calor nada de diminuir. Entramos no primeiro camping que vimos e negociamos um valor para ficarmos 2 noites já que estávamos com tempo e não tínhamos pressa de chegar em lugar algum. No camping do xando cobram R$15 pp e não é tão estruturado, os banheiros são compartilhado com a aldeia toda e a cozinha se quiser usar pode usar de uma das casas. Após fecharmos os dias no camping fomos conhecer a vila e realmente Caraíva é muito aconchegante, diversas casas coloridas e um povoado bem hospitaleiro, andamos bastante na vila e fomos para a barra para analisar o Rio e o nível da maré no seu pico máximo, aproveitando que estávamos lá ficamos para curtir o restante do dia. De noite fomos até a vila para conhecer o comércio e tudo é muito limpo e organizado, mas os preços são absurdos! Tudo é superfaturado (mesmo para um local de difícil acesso). Aproveitamos o horário para ver a maré morta para estudarmos uma forma de passar. Voltamos para a vila e curtir um pouco mais da noite e os poucos lugares abertos (talvez porque era uma quarta pós temporada). 4° dia - Caraíva Percorrido: 0km Tempo estimado: dia de descanso Novamente acordamos as 5hrs e a neblina não ajudou no nascer do sol, mas também não dava para ficar muito tempo na barraca afinal estamos na Bahia. Após o café da manhã fomos na barra ver o nível na maré morta e se realmente dava para passar. Depois ficamos o dia todo curtindo a praia, a vila e o rio. A noite fomos em um MPB que estava rolando em um dos bares e a maioria dos comércios estavam abertos (creio que porque era quinta) diferente do dia anterior que estavam todos fechados. 5° dia - Caraíva x Curuipe (um pouco mais pra frente) Percorrido: 12km Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Novamente acordamos as 5hrs para ver o sol nascer e o tempo nublado não ajudou, mas aproveitamos para tomar café e arrumar as coisas para sairmos. Após 10min de caminhada chegamos no Rio Caraíva no momento exato da maré morta e conseguimos passar com a água “berando o jueio”. Andamos aproximadamente 3km e chegamos na praia do Satu (homenagem ao antigo morador da praia) e, na minha opinião, o local é muito mais bonito que Caraíva e tem opção de camping agora. Seguindo pela praia de Satu passamos pela primeira lagoa que sabíamos que encontraríamos pelo caminho, mesmo estando vazia preferimos seguir pois sabíamos que havia outra logo a frente e que era ainda mais bonita. chegamos na segunda e paramos para admirar a paisagem e tomar um “banhão” naquela bela Lagoa esverdeada e de água morna. Para nossa surpresa pouco tempo depois da segunda lagoa encontramos uma terceira é essa terceira é bem agitada, mesmo na maré morta a água estava com um nível elevado e a correnteza forte pra caramba. Seguimos para a falésia onde subiríamos para chegar no espelho (e para bom um observador a trilha da falésia é vista de Caraíva). Subimos por uma escada que ajudou bastante, mesmo em construção, e logo avistamos a placa indicando a praia do espelho para esquerda, mas também tinha uma trilha para a direita que, aparentemente, iria para a ponta da falésia, claro que pegamos para a direita! E que bom que pegamos para a direita passamos por diversos mirantes com vistas de tirar o fôlego e conseguíamos avistar até Corumbau. Seguimos a trilha e encontramos as placas do espelho novamente, ou seja, devemos ter andado 1km a mais do que a trilha indicava. Descendo a falésia avistamos um mar surpreendente e a movimentação de turistas, deduzimos que estávamos bem perto da praia do espelho. Chegando na praia do espelho tava lotado de turistas, não tinha nem lugar para sentar mais portanto seguimos e Curuipe também não foi diferente. Lembramos que era sexta-feira e que a parte “tranquila” de praia tinha acabado. Andamos um pouco mais e decidimos parar para dormir do jeito que a gente gosta (no bivaque). 6° dia - Curuipe x Trancoso Percorrido: 18km Tempo estimado: 4hrs Novamente acordamos as 5hrs e hoje sim valeu ter acordado cedo, que nascer do sol foda! Na nossa cara, saindo de dentro do mar. Tomamos café e saímos por volta das 7h30 para chegar no Rio dos Frades na maré morta. Após 1h de caminhada chegamos no Rio dos Frades e ele realmente é como falaram, largo e com muita correnteza. Mas como estávamos sempre atentos na tábua de maré sabíamos que estaria chegando a hora da maré morta e daria para passar, dessa vez a água chegou na cintura e foi um pouco mais trabalhoso a correnteza, mas passamos! Estamos firmes seguindo o plano de não pagar canoa proposto no início da trilha. Como estava bem cedo tinha muito pescador de polvo e de siri. Seguimos firmemente por todas as praias aproveitando o tapetão de areia firme formado pela maré morta e o sol entre nuvens também estava ajudando, tudo propício para andar mais de 15km. Após passar várias praias sem ninguém, começamos avistar muito, mas muito guarda sol e logo tivemos certeza que estávamos chegando em Trancoso pelas abordagens. Foram umas 5 abordagens de turistas perguntando onde estávamos, quantos km, se dormíamos (?) e essas coisas (até pediram para tirar foto com nossas cargueiras). Enfim, Trancoso e a muvuca de turistas e muita gente e sem paz nem Sossêgo. Fomos então para o famoso quadrado de trancoso, entramos na placa da associação, passamos por uma ponte de madeira que corta o mangue e já começamos avistar muitos carros principalmente subindo a estrada para o quadrado. Andamos pelo quadrado e lembra bastante Caraíva (só que 3x maior e mais cheio de gente), paramos no mercado pra comprar uma breja e brindar a caminhada. Enquanto conversávamos sobre como Trancoso estava cheio e como a cidade estava grande (tem de tudo por aqui mas para alta sociedade) uma senhora abordou a gente e perguntou se não queríamos ficar no camping dela que era R$15 pp e ficava bem próximo da praia. Aceitamos e fomos para a Casa Harmonia. O lugar está começando agora, mas a recepção foi bem boa e decidimos pernoitar nele mesmo. (Como estava tudo muito cheio, praticamente não tiramos fotos) 7° dia - Trancoso x Porto Seguro Percorrido: 21km Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Como estávamos em um camping tranquilo, não tinha vista pro mar e era praticamente o último dia de trekking resolvemos aproveitar mais para dormir. Acordamos por volta das 7hrs, tomamos aquele café da manhã que acaba com tudo o que tem pra ficar mais leve e seguimos. A praia dos nativos é bem bonita e ainda não tinha muitos turistas, pois era bem cedo. O tempo, novamente, ajudou para mais esse dia de caminhada. Sol entre nuvens, areia firme, maré baixa e pé na areia! Pouco tempo de caminhada passamos pelo rio da barra que estava com a água “berando o jueio” e assim finalizamos nosso acordo de não pagar canoa para atravessar nenhum rio! A vista de Trancoso para Arraial é igual todas que estávamos vendo até hoje, mar azul, mar verde, falésia, areia grossa, areia fina e céu azul tudo muito foda como foram esses 7 dias. Após algumas horas de caminhada começamos ver a movimentação dos turistas andando pela praia e assim foi até chegar na Praia do Mucugê (uma das praias de Arraial d'ajuda). Entramos em uma ruazinha para conhecer a vila e me apaixonei por ela. De todos os lugares que passamos Arraial d'ajuda foi o que eu mais gostei. Casinhas coloridas, bares e restaurantes temáticos, ruas de pedras, nativos bem receptivos, preços não era tão abusivos...era praticamente uma cidade grande com cara de interior na praia (ótima denominação). Andamos bastante por arraial d'ajuda e seguimos pela praia até a balsa para passar para Porto Seguro e finalizarmos nosso trekking. A praia dos pescadores e Araçaipe nem se comparam com as praias que passamos tanto pela cor do mar como pela vista e a movimentação dos turistas. Chegamos na balsa e para atravessar para Porto Seguro não paga, mas para voltar para Arraial d'ajuda tem uma taxa de R$5. Descemos da balsa e fomos andando pela passarela do descobrimento para dar uma olhada na orla de Porto Seguro (e uma analisada nos preços das coisas) fomos até a ponta onde começa a praia e voltamos para finalizar nosso trekking com chave de ouro. Paramos em um bar para beber uma breja e comer porque ninguém é de ferro! Foram 7 dias de trekking, mais de 100km andados e 90km gravados, valeu cada esforço! Dava para ter feito em menos dias, mas não tínhamos pressa de nada e fomos aproveitando cada minuto desse pedacinho do Brasil de tirar o fôlego. O litoral Bahiano não deixa de ser uma bela atração para todos os gostos e nunca desanima. Quem sabe um dia a gente não segue subindo até onde der 😁 Link do trekking no wikiloc: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trekking-do-descobrimento-23334805 Para mais fotos e dúvidas (@sobralsemfreio): https://www.instagram.com/sobralsemfreio/
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