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José Carlos de Miranda

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  1. Lugares por onde andei: Fernando de Noronha Considerando o que se ouve, se fala e se olha sobre Fernando de Noronha, evidentemente que, dá uma vontade muito grande de ver como é que é, ainda mais quando, dias atrás, um viajante, lá pelas bandas do Jalapão disse que em matéria de turismo, Noronha está em primeiro lugar como ponto de visitação no Brasil. Quando ouvi, logo imaginei que tal turista tinha passado por lá para dar este veredito. Estas palavras permaneceram em mim até o dia, no qual poderia comprovar tal afirmativa, pois em se tratando de Jalapão, nadamos de braçadas. Mas, este assunto é para outra postagem. E o dia de conhecer Noronha, chegou. E viva o ecoturismo e a aventura! Viva as praias, as baias, mergulhos, surfe e as trilhas. A justificativa pra conhecer tal ilha baseia-se, primeiramente na “inveja”, segundamente no gosto pela aventura e, malandramente, pela oportunidade, aguardada. E lá vamos nós, nuvens adentro, rumo ao arquipélago. A aterrisagem foi tranquila numa tarde cinzenta, porem calorenta. A passagem pelo hall de acesso á ilha, um tanto quanto modorrenta, pelo fato de alguns não terem pago a taxa de entrada na ilha na compra do pacote turístico e ter que faze-lo no momento da entrada nas instalações do aeroporto, fato muito comum no trade, ao qual já estamos bastante acostumados. Aliás, para aproveitar os encantos da ilha, é necessário pagar uma taxa diária, a TPA – Taxa de Preservação Ambiental, que pode ser paga antecipadamente. Do lado de fora, vans, taxis e bugs disputavam a prioridade no traslado dos visitantes a suas respectivas pousadas, contratadas anteriormente, sem saber que a poucos metros um ponto de ônibus poderia ser utilizado para embarque num coletivo que faria o mesmo trajeto, com enorme economia. Bem, e nós? Embarcamos numa van, convidados que fomos por um agente que nos entregou à Pousada contratada. As Pousadas se equivalem, pois sobram na ilha. Café da manhã básico, quarto com ar condicionado e espaço bem definido para pouca bagagem. O atendimento dentro daquele padrão estimulo-resposta tão comum em nossas andanças. Claro que fomos bem recebidos e atendidos sempre que as duvidas apareciam quanto a locais, direção e aconselhamentos. E depois destas conversas, adentramos pelas trilhas da ilha, induzidos que fomos a fazer um tour motorizado para os iniciantes do passeio. Ilha tour é um passeio realizado por caminhonetes, taxis, bugs onde os turistas, caso sejam apanhados primeiro, vão na cabine, caso contrário, sobra pra carroceria. Carroceria coberta e as laterais livres para admirar melhor a paisagem. Mas, o itinerário é curto, o que demora mais são as caminhadas por escadas, pedras e mergulho nas águas claras das enseadas. E passou-se o primeiro dia. No segundo dia, embicamos nossos narizes para o passeio marítimo e lá fomos, mas adentro, ver golfinhos, tartarugas, pedaços de embarcações, peixes de várias cores, espécies e tamanhos. É neste passeio que temos a oportunidade de mergulho e ser rebocado por uma embarcação através da prancha subaquática (planasub), que nada mais é do que olhar para o fundo do mar, de óculos e respirando por canudinho (snorkel). Um passeio assaz interessante. Teve até uma gaivota nos acompanhando. Um churrasquinho a bordo e muito agua em volta. No terceiro dia, que deveria ter sido o primeiro, fomos dar uma volta naquele coletivo (micro-ônibus), citado no inicio desta relato, assim que saímos do aeroporto, lembram? Um passeio bem interessante, onde passamos a saber exatamente onde estávamos, a distancia dos atrativos, o tempo percorrido e a melhor noticia, saber onde se localizava a praia do Porto, local de treinamento para os passeios aquáticos destinado aos iniciantes nas águas azuis e mornas de Fernando de Noronha. E assim foi nossa visita á tão falada ilha, de tantas histórias e glamourização. Mais um lugar por andamos.
  2. Lugares por onde andei: Portugal Uma viagem que nos enche de orgulho. Não só pelo fato de ir frente, mas, sim, para podermos dar um mergulho nas narrativas de nossa ancestralidade. E assim, num fim de tarde brasiliense, embarcamos num voo da TAP para botarmos o pé no chão europeu ou na porta de entrada da civilização, tão falada nos livros de História. Bem, a viagem não foi lá estas confortalidades, pois viajamos nas poltronas centrais que nem mexiam e nem ofereciam possibilidades de contorcionismo num período de oito horas ininterruptas. Foi-nos servido um jantar digno de viajantes transnacionais e assim, sob, o Atlântico, seguimos nosso voo noturno. O chegar à Portugal, claro que nos sentimos a ultima cereja do bolo, afinal aterrissar em Lisboa é descer no portal da Europa. Uma viagem construída nos detalhes, em idealização, concentração e pesquisa. Pensamos onde ir, o que fazer, onde e o que comer, onde ir e o que visitar. Legal, porque foi arrebatador pensar, planejar e executar. E, em solo europeu, deu-se inicio a mais uma saga afetiva brasileira pela consanguinidade histórica portuguesa. E de BMW, pois queríamos locar um "Cinquecento", porem a locadora disse que, considerando o fato de que iriamos percorrer o país, melhor um veiculo de ponta. Surpresa! E pelo mesmo preço. Coisas da Europa! Lisboa Em Lisboa, graças a um plano hoteleiro nos hospedamos no Vila Galè Opera. Olha só a fachada do acolhimento, junto ao Rio Tejo, de onde partiram as grande navegações, de tantas historias e tradições e ao lado das docas, onde se come um arroz com tamboril, que é um luxo. Vejam a ponte que leva ao sul de Portugal e para as águas mornas do Mar Mediterrâneo e Marrocos que ainda nos espera. Este Hotel localiza-se junto a uma área animada e repleta de restaurantes e bares. Além das 4 estrelas e do firmamento estelar visto de suas janelas dispõe de piscina coberta e clube de saúde e bem-estar, além de WiFi gratuito, tão comum por lá. Todos os quartos e suítes dispõem de móveis confortáveis e incluem serviço de quarto. A equipe cordial do hotel está à sua disposição 24 horas por dia. O restaurante do Galé Ópera serve buffet de café da manhã farto, bem como buffet e menu à la carte para almoço e jantar. As refeições são acompanhadas por vinhos, tão comum pelas banda de lá. As opções de entretenimento incluem um salão de bilhar e música ao vivo em algumas noites. O Centro de Convenções de Lisboa está a 2 minutos a pé do hotel, e o Museu da Carris está a menos de 300 metros. Vila Galé Ópera tem um bonde e estação de trem na porta, e fica a menos de 10 minutos de carro do centro da cidade de Lisboa. É uma ótima escolha para viajantes interessados em monumentos, cultura e história. Lá se fala 4 idiomas, incluindo o seu! Brincadeirinha. Estamos de férias! E, por Fátima iniciamos nossas andanças. Fátima E de férias seguimos para a cidade de Fátima, ícone católico mundial. Lá participamos dos eventos diários, compras de lembranças religiosas e seguimos, com os olhos, o andor de N.S. por entre os fiéis que numa mistura de sotaques cantavam hinos à divindade. Bem, depois das preces e agradecimentos pela viagem até ali e pedidos de bonanças à frente nos direcionamos para a cidade de Coimbra, berço do conhecimento português. Coimbra Em Coimbra, nos hospedamos à margem do Rio Mondego em mais um hotel da rede Vila Galé e fomos percorrer alguns pontos centrais da cidade. Um desses pontos é a famosa Universidade, sonho de consumo de milhares de estudantes de lá estudarem. E foi uma visita fantástica - saber que pisamos onde grandes pesquisadores botaram os pés – e ficamos a par de muitas histórias, as quais os livros oficiais não nos contam, como, por exemplo, o fato deque aqueles que lá estudavam e cometiam deslizes eram aprisionados nos porões da biblioteca para que, aquilo que sabiam, não caísse em outras mãos, senão aquelas que dominavam a territorialidade acadêmica. Soubemos também do ouro ali depositado e da forma de repassar conhecimentos à época. É muito conhecimento acumulado durante séculos. Os livros contam ainda com mais um aliado neste combate diário pela conservação; com efeito, no interior da biblioteca, habita uma colónia de morcegos, que, durante a noite, se vai alimentando dos diversos insetos que por aqui aparecem, mantendo, portanto, todos estes volumes a salvo do seu ataque. E depois deste banho de cultura fomos nos deliciar com a gastronomia portuguesa regada a um bom vinho, descansar e empreender, para o dia seguinte, uma passagem na cidade onde nasceu o descobridor do Brasil, segundo livros oficiais, Pedro Alves Cabral, em 1467, de nome Belmonte. Belmonte E, ei-nos aqui, nos sentindo o próprio, em sua própria terra. Terra de Pedro Álvares Cabral, situada em plena Cova da Beira e com ampla vista sobre a encosta oriental da Serra da Estrela, a vila de Belmonte justifica plenamente as características que lhe terão dado o nome. Diz a tradição que o nome Belmonte provém do lugar onde a Vila se ergue (monte belo ou belo monte). Porém, há quem lhe atribua a origem de “belli monte” – monte de guerra. Terra solarenga, de boas gentes, paisagens sem fim e uma história de séculos. E continuando o descobrimento, agora em terras lusitanas, a nossa viagem seguia para Covilhã, onde participaríamos de um evento acadêmico, a convite de alunos brasileiros pós-graduando em Comunicação Social. E lá íamos nós, curiosos e ansiosos rumo á esta cidade e qual não foi nossa surpresa quando percebemos que, sem querer, estávamos subindo a Serra da Estrela. Serra da Estrela Bem, esta Serra, além dos famosos queijos e defumados possui sistema de captação de energia eólica como também forte plantio de pinheiros. Os pinheiros, além de aquecer a população no inverno, de vez em quando proporcionam incêndios de graves proporções. Para além destas observações mais conhecidas é conveniente acrescentar que a serra abrange, além disso, um vasto território - sendo mesmo uma grande área protegida de Portugal - abarcando um patrimônio natural e humanizado de extrema riqueza. Os habitantes e nós, agora conhecedores, consideramos mesmo que a Serra tem também uma beleza digna de nota. Existem mais atrativos nas demais encostas e picos da serra e nas suas povoações típicas. Para usufruir das mesmas precisaríamos despender de um pouco mais de tempo e de planificação prévia e possuir espírito de aventura. Por enquanto, ficaríamos somente com o espirito de aventura. Aventura que seguiria em Covilhã. Covilhã Este nome advém das ovelhas que forneciam matéria prima para os lanifícios. Com cerca de 37 mil habitantes, é uma cidade média, situada na encosta da Serra da Estrela, grande montanha continental, e abriga uma comunidade universitária com cerca de 7 mil estudantes. Outrora conhecida como a “Manchester Portuguesa” pela sua tradição têxtil, a cidade é ainda hoje um dos maiores centros de produção de tecidos, mas a esta indústria acrescentou agora a aposta no turismo e nas novas tecnologias, o que a torna uma referência nacional no campo das TIC. Com três superfícies comerciais de grandes dimensões e um comércio tradicional de relevo, a cidade dispõe de vários espaços de lazer, estruturas de saúde de grande qualidade e uma rede de transportes com diversas ligações diárias às grandes cidades portuguesas. Muito bem, e depois destes elogios à cidade apontamos o bico da BMW para Miranda do D’Ouro, sem antes, pernoitar por dois dias nesta acolhedora cidade, Miranda D’Ouro É uma cidade do distrito de Bragança, no Nordeste de Portugal, banhada pelos rios Fresno e Douro, onde acontece um cruzeiro internacional, pois do outro lado do Rio Douro é a Espanha. A região montanhosa e árida, mas com lindas paisagens e envolta pelo Parque Natural do Douro Internacional possui um linguajar próprio- o Mirandês, que tem sobrevivido à passagem do tempo. Mas há outras tradições que ainda hoje sobrevivem como em tempos atrás, dado o interesse que as gentes manifestam e o carinho com que são mantidas na região. É o caso do colorido folclore com a famosa dança dos Pauliteiros de Miranda - com o seu típico trajo de saias acompanhados pelo toque da gaita de foles. A proximidade com Espanha ajuda os numerosos comércios existentes de colchas feitas nos teares tradicionais, os bordados, as flautas, as gaitas de Foles, as rocas e as castanholas, são igualmente procuradas por quem se desloca à região. No que toca à gastronomia, na região transmontana de Miranda do Douro, é obrigatória a posta mirandesa, considerada a melhor carne do mundo, pois advém de uma raça autóctone e a afamada alheira, outra iguaria inigualável. Possui uma raça de burros como também uma raça de ovelhas, as churras, também autóctones. E depois de desfrutarmos todas estas especialidades rumamos para Viana do Castelo. Viana do Castelo Situada na foz do Rio Lima, entre o mar e a montanha, a atrativa cidade de Viana está imersa em tradição. Historicamente, a cidade foi um ponto de partida durante a época das grandes navegações, quando muitos exploradores embarcaram para descobrir o mundo. Atualmente, possui um próspero porto de pesca, reconhecido pela arquitetura renascentista e um inovador design contemporâneo. No sopé da colina de Santa Luzia, as estreitas ruelas são ladeadas por belos solares construídos ao longo dos séculos. A bela praia de Cabedelo, de águas gélidas, estende-se pelo estuário do Lima. Viana vale a pena ser visitada e para tal, nós ajudamos a sua viagem com algumas sugestões como: subir no elevador até a igreja de Santa Luzia - a vista é fantástica. Mas para a cereja no topo do bolo há de ir mais além - subir ao Zimbório. As vistas do Zimbório, em Santa Luzia, são magníficas. O santuário é grandioso, muito maior do que se está à espera e o seu interior faz lembrar as melhores catedrais modernas no mundo. Outra sugestão é visitar o navio Gil Eannes. E não se pode sair desta visita sem se sentir um tremendo orgulho no navio, nos seus tripulantes e nos estaleiros de Viana. A história do navio hospital está intimamente ligada à cidade. Hoje pode-se visitar as salas de operações, internamentos, os laboratórios de análises e todo um conjunto de divisões que nos permitem conhecer e perceber melhor a vida de embarcado. E depois de nos deliciarmos, por três dias, com solares e luminárias, zarpamos para Porto, de onde se diz que veio o vinho. Vamos conferir? Porto Bem, o vinho do Porto, na verdade, é o vinho transportado pelo Rio Douro, que nasce na Espanha e atravessa o norte de Portugal inda desaguar nas aguas do Atlântico. O vinho, então era armazenado em Porto e dai distribuído pelo mundo. Tudo bem? Quanto à cidade, ela é belíssima, com as fachadas das casas distribuídas em varias cores, o que a torna um cartão postal. E tem um passeio de teleférico. Apesar de bem curtinho, o passeio pelo teleférico é lindo! A vista de lá de cima é maravilhosa. Quem for ao Porto, não pode perder! Minha sugestão é: atravessar a Ponte Luís I a pé e de lá pegar o teleférico para descer para Vila Nova de Gaia e depois de provar algum vinho, voltar a pé em direção à ponte, aproveitando ainda mais a paisagem da Ribeira! Olha que lindo:
  3. Lugares por onde andei: uma viagem ao fim do mundo Iniciar uma historia com uma imagem é um desafio, assim como foi e é um desafio iniciar uma subida pelos flancos rumo às alturas da Cordilheira dos Andes, com começo no Glaciar Martial, na cidade de Ushuaia, na Patagônia argentina. Mas, vamos ao que interessa que é o relato da viagem, uma viagem pensada, por intermédio de um comentário surgido do nada, numa roda de bate-papo alguém disse que “... o Brasil é o fim do mundo...”. Logo, alguém disse que o fim do mundo era outro lugar e partir desta alusão resolvemos ir ao verdadeiro fim do mundo. Da aeronave se admira o caminho da neve formando os lagos e irrigando a planície. E então, numa bela noite calorenta, no paralelo 13, uma linha do Equador, na mais nova capital do Brasil, Palmas/Tocantins, nasceu esta viagem. assim teve inicio a viagem. Primeiro com a criação de um mapa mental que forçasse êxito do empreendimento. E fomos nós ao planejamento e surge, ai, a primeira duvida, quando ir, no inverno ou no verão? Optamos pelo verão porque somos do calor dos trópicos e não iriamos deixar a nossa origem. E daí, a pergunta: como seria o verão no fim do mundo? Recorremos às leituras sobre o assunto, leituras estas produzidas nos e pelos comentários daqueles que por lá passaram. Fizemos leitura e releituras sobre o assunto. Ficamos sabendo da velocidade do vento, da temperatura, dos hotéis, restaurantes, dos atrativos e nos atentamos para as respostas das perguntas comuns estampadas nos sites de viagens: como chegar, onde hospedar, por onde andar e o que comer. Essencial é preparar a documentação e trazè-la sempre consigo. Evidentemente que uma coisa é saber de longe, outra coisa é estar lá. E para estarmos lá marcamos a data de saída do Tocantins para o dia 09 de janeiro de 2017. Na madrugada deste dia demos inicio ao embarque rumo ao fim do mundo. Acordamos em São Paulo, onde passamos o dia e a noite, pois nosso voo para Santiago, capital do Chile, iria acontecer às 13 horas do dia 10. E lá pelas 11 horas já estávamos no aeroporto de Guarulhos e de reserva hoteleira na mão. Embarcamos num avião da LATAM e já vou logo dizendo foi uma viagem terrível. Calma! Não teve turbulência, o lanche era bom, o atendimento também, mas, os últimos assentos que a companhia aérea nos forneceu não tinha janelas. Não preciso dizer mais nada. Só digo que antes de embarcar não embarquem nesta furada. E nós que havíamos pensado tanto em fotografar as Cordilheiras, pela primeira vez, ao chegarmos à Santiago ficamos a ver navios nos ares de Santiago. Aí, lembramo-nos daquela passagem bíblica “os últimos serão os primeiros no reino dos céus”. E conformados, mas, indignados fomos ver Santiago só depois que a porta da aeronave se abriu. Santiago a nossos pés, do alto do Costanera. Na chegada, apanhamos um táxi e fomos direto para um hotel próximo ao aeroporto, afinal, se “mineiro não perde o trem”, imagine o avião. O fato de passarmos a noite próximo ao aeroporto é a comodidade para quem viaja. Primeiro porque evita-se gastar com táxi ou transporte correlato, segundo porque dá tempo de reorganizar estratégias de mobilidade como horários e distancia entre atrativos e terceiro porque dá tempo de recuperar de algum mal-estar. Como todo viajante que se preza sempre tem uma carta na manga nos tornamos clientes da rede RDC, onde se paga anualmente por 7 diárias em prestações mensais. Isso nos força a viajar pelo menos 7 dia no ano para não perdemos o investimento. Evidentemente que, para aqueles de maior poder aquisitivo pode-se dobrar este investimento. Isso irá permitir mais dias nos locais a se conhecer. No nosso caso, nesta viagem ficamos no Hotel Manquehue Aeroporto, a 3 kms do aeroporto de Santiago. E aproveitamos a estadia para dar um pulo no edifício Sky Costanera, o mais alto da America do Sul. Um longo caminho do aeroporto ao centro de Santiago. Fomos porque programamos nossa ida, senão nos conformaríamos em fica próximo ao aeroporto, de acordo com as comodidades citadas acima. A ida do aeroporto de Santiago ao centro da cidade é uma viagem. Podem preparar os pesos chilenos e a os olhos para observar o trajeto, que é um tanto quanto bem esticado, passando por um tunel bem dimensionado e por uma auto estrada bem edificada. Em Santiago, no Sky Costanera, cujo nome nos reporta aos canais de TV fechada pudemos admirar a beleza da capital, uma capital longitudinal, ou seja, uma cidade de delimitação que nos lembra a figura geométrica do paralelogramo, assim como o território chileno, que também lembra a mesma forma. Um lembrete: o elevador do Costanera é um foguete para percorrer seus 61 andares. Outra lembrete: instalado no 61º andar, um mirante oferece uma vista de 360º da capital. Num dia claro, dá para ver os Andes emoldurando a cidade no lado oeste. No inverno, os topos estarão nevados, com certeza. Em nossa ida ao mirante, o tempo estava bem nevoado, mas, deu para apreciar a beleza do lugar.Como só tinhamos o final do dia e a noite para gorgear em Santiago, jantamos numa das praças de alimentação do próprio edificio e em seguida voltamos para o hotel. Aeroporto de Santiago: porta de entrada para o fim do mundo, no bom sentido. E no dia seguinte, 11/01/17, o taxi do hotel nos levou ao aeroporto, onde um avião da LATAM aguardava para nos levar à Punta Arenas, ultima cidade da Patagonia chilena, objetivo primeiro do nosso tour pelo fim do mundo. Enquanto aguardávamos a chamada fomos reparar nos equipamentos do aeroporto e observamos que se tratava de um aeroporto com dimensões bastante econômicas -a volta mostrou o contrário. E, a medida que se aproximava o aviso para o embarque notamos que havia um movimento bem interessante entre as pessoas no saguão do aeroporto. Elas se movimentavam para colocar gorros, cachecóis, blusas e outras roupagens de inverno. Como isto poderia estar acontecendo se estávamos em pleno verão e o aeroporto estava com a temperatura bastante elevada? Nós, manga de camisa, óculos escuros, agasalhos guardados só olhávamos e comentávamos o quanto aquelas pessoas estavam sensíveis ao frio em pleno verão. Parecia até que estavam indo para o continente antárctico. E o aviso chegou. Fomos convidados a embarcar no voo para Punta Arenas/Chile. E lá fomos nós rumo a Cordilleira de los Andes. Desta vez, so faltou uma jnela panoramica para apreciarmos melhor o mundo visto de cima. Fantástico o que estavamos vendo e continuaríamos a ver durante praticamente todo o voo. Pela nossa cabeça passava o filme “ Os sobreviventes do Andes”, mas rapidamente o filme era cortado pela visão dos picos cobertos de neve que eram substituidos a todo momento por novas imagens. E assim fomos nos deleitando com os limites da imaginação daqueles que ousavam desfrutar de tão belo momento. A Cordilheira dos Andes é uma cadeia de montanhas localizada na costa oeste da América do Sul. Ela está presente no território de sete países Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Argentina e Venezuela. Suas principais características são a extensão, 7.240 quilômetros, a largura: entre 200 e 700 quilômetros, o seu ponto mais alto é o Monte Aconcágua com 6.962 metros de altura, sua altura média e de 4.000 metros e o clima predominante é o frio, muito frio. Em função de o clima ser inóspito (muito frio e ar rarefeito), existem poucas cidades e vilas instaladas nas partes mais elevadas da Cordilheira dos Andes. Não as vimos do alto. Também pudera a 37.000 pés (linguagem aérea) de altura, um tanto quanto difícil. Não vimos também, nem as lhamas, as vicunhas e muito menos as alpacas, animais estes que povoam nossos livros sobre a história andina. Mas, vimos os guanácos. Tripulação preparada para o pouso. E o comandante avisou que era chegada a hora do pouso na cidade de Punta Arenas e coração, apressado, palpitava. Em vez de tum-tum, fazia, tum-tum-tum. E pousamos. Enquanto taxiava na pista pudemos observar um “tucano” brasileiro (avião utilizado pela força aérea brasileira). Nada como algo conhecido na chegada. E observamos também que a paisagem era uma paisagem lunar, aquela que a gente vê nos filmes. Solo cinzento, vegetação esparsa e pouca, céu não-azul e somente construções que atendia os serviços do aeroporto. Nada que pudesse nos chamar a atenção pela grandiosidade. A atenção era despertada, justamente pela falta daquilo que estávamos acostumados a ver em outras paragens. Hora de dar "tchau" para os que ficaram na saudade. A porta da aeronave abriu e pegamos as nossas coisas. A mochila, mala e maletas, só na esteira, no interior do aeroporto. E adentramos ao aeroporto. Um aeroporto pequeno, silencioso e sem vento. O barulho que ouvíamos era só o falar das pessoas e o deslizar da esteira trazendo as bagagens de todos os passageiros. Demorou, mas, as nossas chegaram. Mochila, mala e maleta. Na próxima viagem, só mochila. Providenciamos um carrinho para colocar as nossas coisas e nos dirigimos para o balcão com a finalidade de contratarmos um veiculo que nos levasse ao hotel, já contactado anteriormente, naquele planejamento feito no Brasil. Veiculo contrato, fomos para fora do aeroporto para entrarmos no veiculo. Roupa leve, calor do aeroporto, curiosidade pela chegada. Mas, ao abrirmos a porta que dava para o estacionamento, aí foi que entendi porque as pessoas, no aeroporto de Santiago, antes do embarque para Punta Arenas, se preparavam como se fosse para o polo sul. Fomos pegos por um frio de “bater o queixo”, um vento que faltava nos carregar e um ar frio que nos fez lembrar a touca ninja que estava na mochila. Rapidamente voltamos com o carrinho das bagagens para dentro do aeroporto e arrancamos tudo aquilo que precisávamos para nos proteger do novo tempo, o qual iriamos conviver dai pra frente. A Van nos deixou no Keoken, um hostel muito aconchegante, aquecido de cima em baixo, com uma ampla recepção, uma proprietária atenciosa e cumpridora dos compromissos assumidos e equipamentos novos. Enfim, uma hosteria como havíamos imaginado, com preço acessível, wi-fi satisfatório e bem localizada. Quer dizer bem localizada porque é de fácil acesso, pois esta numa rua que não precisa dobrar nenhuma outra para chegar ao centro da cidade, onde estão os restaurantes, cafés, lanchonetes e atrativos. E por falar em atrativos ei-los, os principais, de acordo com nossa estadia (claro que existem outros), elencados: La luna restaurant: um dos melhores bares vistos em nossas andanças pelo mundo. Bonito de se ver, de se comer, comer, conversar, fotografar, trocar ideias com os proprietários e degustar piscosur, uma bebida local. Restaurante La Marmita: a ida ao Restaurante La Marmita em Punta Arenas foi coincidência. Claro que já tínhamos lido a respeito. Estávamos andando pela cidade quando nos vimos de frente a ele. Aí, entramos e nos demos bem. Uma visita com a observação de ser também imperdivel! E quando é assim, é melhor conferir. Cervejaria Hernando de Magallanes: a proprietária nos atendeu como se fossemos filhos pródigos voltando pra casa. Adquirimos uma cerveja artesanal produzida em Punta Arenas, província de Magalhães, extremo sul do Chile. Segundo um degustador “foi uma experiência ótima provar dessa cerveja. Ela tem todos os atributos das Golden Ales em geral, com creme alto e persistente, notas maltadas, extremamente marcantes, maltadas, caramelizadas, quase doce. Nota-se pouco o lúpulo. O gole é carbonatado e o retrogosto adocicado. Ótima”. Esta cervejaria fica próxima a orla, onde estão localizados alguns atrativos como monumento aos primeiros colonizadores, um ancoradouro desativado, uma praia gelada, mercado municipal e relógio inglês assentado na praça. Vale a pena caminhar por este local. Monumento al ovejero: um memorial dedicado à riqueza da pecuária e às tradições rurais da região de Magallanes. Nada é tão belo quanto subir no cavalo e se sentir o desbravador da região do Estreito de Magalhães Neste caminho também tem uma banca de souvenirs. Não se esqueçam de adquirir adesivos para colar em superfícies planas e para costurar em mochilas. Aproveitem e façam uma visita ao cemitério local. Ele foi tombado por uma organização internacional. Ele parece uma vila, onde se misturam túmulos imponentes e sepulturas decadentes, entremeados por ciprestes emoldurados. Monumento ao índio fueguino: ponto de visita obrigatória na Praça Munhoz Gamero. Diz a lenda que se você beijar o pé do índio você voltará a Punta Arenas. Foi o que fizemos, sem mais delongas. O pé do índio chega a estar brilhante de tanta gente que quer voltar a esta cidade. Estão ai alguns “points” desta cidade que nos cativou. Uma cidade aconchegante, com pessoas extremamente afetivas, cordiais, prestativas, disponíveis e responsáveis. Fomos surpreendidos positivamente pelo que vimos, ouvimos e participamos ao escolher esta cidade como o inicio da nossa viagem ao fim do mundo. E depois destas visitas voltamos ao Keoken para descansarmos e partirmos, no dia seguinte, de ônibus, para Ushuaia, ultima cidade da patagônia argentina. Lá, sim considerado o verdadeiro fim do mundo. Punta Arenas, podemos considerar o meio do fim do mundo. Hostel Keoken: na medica certa. E amanheceu. Como amanhece rápido no extremo sul do continente. Também pudera, os dias aqui duram 18 horas. Deve ser muito interessante viver por aqui porque existe até um movimento de libertação na região. Bem, aí, já é outra história, outra viagem. Juntamos as coisas e caminhamos muito bem agasalhados, botas, blusa corta-vento, gorro, cachecol, luvas para a garagem da empresa Bus Sur, que nos levaria para Ushuaia, uma viagem mochileira de 10 horas. E exatamente, no horário combinado rumamos para a Ruta (Rodovia) 255 e 257. O ônibus tem banheiro, pouco usado, por sinal, lanche a bordo (biscoito e suco) e velocidade de acordo com as normas necessárias para uma viagem tranquila. E íamos imaginando como seria a travessia do tão falado Estreito de Magalhães, Afinal foi para isso que adquirimos bilhetes rodoviários. E o ônibus tanto andou que chegou. Fomos gentilmente convidados a descer porque na travessia o veiculo fica vazio. Descemos e encaramos uma ventania digna dos filmes de cowboy. Soprava os ventos do Atlântico com os do Pacífico e, juntos, potencializava a friagem. Os passageiros não conseguiam ficar fora da cabine. Uma palavra sintetiza esta travessia: irada. É uma travessia de uma hora, aproximadamente, que nos remete ao tempo das grandes navegações e a Camões “navegar por mares nunca dantes navegados”, muito embora, Hernando de Magalhães seja espanhol. Fronteiras: daqui pra lá, de lá prá cá. Parada obrigatória para estar acordado com cada país. Após a travessia, todos ao ônibus e a viagem prossegue com a próxima parada programada para a fronteira, onde fica-se mais uma hora verificando a documentação dos passageiros. Momento do lanche, vento no rosto e fotografias ao acaso. E segue a viagem ao lado de pradarias, residências isoladas, guanácos, ovelhas, rebanho bovino, equinos e muitas áreas desérticas. Não tem como dormir diante do inusitado. E assim, com o correr do tempo e do coletivo nos aproximamos de Ushuaia. Ushuaia Com o canal do Beagle às nossas costas, uma cerveja patagônica pra comemorar a chegada. Enquanto íamos nos aproximando de Ushuaia, a ansiedade nos acompanhava em maior velocidade. Sabíamos disso pelo aparecimento da rede de eletrificação na margem da estrada. A vegetação se caracterizava pela existência de uma única espécie, de nome lenga, que resistia ás intempéries locais com extrema galhardia ao lado do sopé da Cordilheira. Quanto ao cume das montanhas quem dominava era a neve e isto enchia os olhos pela sua eternidade. Notamos também enorme quantidade de árvores caídas e soubemos que era um esporte praticado pelos castores, introduzidos por moradores para o comercio de peles. Depois este comercio foi extinto e ficaram os vorazes castores que, sem predadores, dominam as margens dos riachos e derrubam as árvores para fazerem seus diques, tão famosos nos desenhos da Disney. Um fim de mundo, tranquilo. Glaciar Martial: debaixo de neve, de chuva, de sol, de cerração, estamos na Cordilleira de los Andes. Um sonho. Depois de muitas curvas e quilômetros, eis-nos adentrando à cidade de Ushuaia. Sonho realizado. Agora é compartilhar a vida no fim do mundo e olhe que de fim de mundo não tem nada, talvez, seja o começo do tudo. O ônibus nos deixou no frio do cais do porto, onde os cruzeiros aportam para que pessoas do mundo inteiro possam conhecer o que a natureza nos oferece por estas plagas. Sinalizamos para um taxi que, prontamente, parou para nos atender e levar ao nosso quartel general – a Hosteria Bella Vista. Enquanto o taxista nos conduzia pelas ruas da cidade fomos mentalizando o trajeto, caso fosse preciso nos guiar pelas pernas para observar melhor o lugar onde ficaríamos por alguns dias. E chegamos ao hostel, distante bem uns 5 quilômetros do centro, mas, para quem tinha viajado mais de 6,5 mil aquilo era uma gota no oceano gelado da Antarctica. E a Bella Vista é um encanto. Uma proprietária falando português era tudo que queríamos para nos inteirarmos dos momentos a serem vividos. Ela foi uma “lady” no convívio durante o tempo, no qual ficamos hospedados em sua pousada. Nos deixou completamente a vontade: nos indicou onde comer, preços, variedades, caminhos, onde ir, como ir e principalmente nos “empurrou” para o ponto alto de Ushuaia, o Glaciar Martial. Falou da família, do trabalho, dos objetivos, porque estava lá e deixou a pousada à nossa inteira disposição, inclusive ligando para outras localidades para tentar resolver “acidentes de percurso”, coisa bastante comum para quem viaja por lugares diferenciados. E depois de estarmos bem acomodados fomos “curtir” o “porquê” estávamos ali. Nos dias subsequentes à nossa chegada fizemos um tour pela cidade, um tour pelo Canal do Beagle, onde Charles Darvin também fez, melhor, ele faz antes da gente, lá pelos idos de 1832. Numa manhã fria, bem, em Ushuaia todas as manhãs são frias, extremamente frias, embarcamos numa Van para a Estancia Harberton, onde visitaríamos um museu de espécies marinhas, além de visualizar as árvores-bandeiras e porque deste nome, e, posteriormente, uma creche, isto mesmo, uma creche no meio do fim do mundo. Mas, não era uma creche qualquer. Era e é um berçário de pinguins. Pinguins para todos os gostos, na Pinguinera Martillo, uma ilha do Canal do Beagle. Pinguins para todo lado, grandes, pequenos, todos de fraque sem cartola e tinha até dois intrusos pinguins imperadores, pareciam estátuas, trazidas por alguma onda sem rumo. Muito interessante e pedagógico. Devo dizer que a Van nos deixou na Estancia e daí pra frente foi só transporte marítimo. Inicialmente por uma lancha bimotor, porque para navegar no gelado Beagle tem que ter potencia e segundamente num belo catamarã, de fazer inveja a muito barco utilizado por agencias de turismo em outras extremidades da Terra. E foi neste catamarã que nos aproximamos da Ilha dos Pássaros, dos Lobos e do genérico Farol do Fim do Mundo, pois o verdadeiro, descrito por Julio Verne, estava a quilômetros dali. Foi tudo fantástico. Um passeio monstruoso para ser muito bem relatado e influenciar pessoas a trilhar este mesmo caminho. No meio do caminho do fim do mundo existe um farol. Centolla: nao fique sem degustar. No quesito gastronomia, encaramos a famosa “centolla”, prato típico do lugar. Bem, foi preciso umas duas garrafas de Pinot noir para degusta-la de fato, mas, como voltar sem passar por esta prova? Em outros momentos degustamos algumas taças de Cabernet Sauvignon e Malbec, afinal, momentos especiais, paladares apropriados. Outro prato bastante apreciado foi a merluza negra, esta sim, não era preciso nem ajuda etílica. No mais, com uma culinária bastante variada, voltado mais para frutos do mar, fomos digerindo o cardápio fueguino e bebericando bons vinhos argentinos. E o trem? Bem, o trem foi um dos pontos altos do passeio. O tão decantado trem do fim do mundo foi vivido com muita intensidade desde a saída da estação até a entrada do Parque Nacional. Uma viagem pela História da Terra do Fogo. Tudo muito bem organizado, desde as instalações de embarque até o trem propriamente dito, com locomotiva nova e vagões bem aconchegantes, com bancos confortáveis, janelas panorâmicas e som a bordo. Só que na época de presidio não era assim. Enquanto o trem fazia “piuí piuí” íamos admirando a natureza e sabendo da vida dos presidiários naquele fim de mundo. E assim passamos as horas de alguns dias em um dos extremos da Terra. Esta viagem é obrigatória. E numa outra bela e fria manhã embarcamos num voo para El Calafate, onde visitaríamos o Glaciar Perito Moreno. El Calafate Primeiramente, calafate é nome de uma fruta miúda que pode ser utilizada na fabricação de licores, sorvetes e sucos. Quem provar do calafate voltará onde foi provado, diz a lenda. Provar, não provamos, mas a vontade de voltar, depois de ver um dos maiores glaciares do mundo é imensa. Pra quem chega de avião, no nosso caso, o aeroporto fica a 23 km da cidade e o transfer para a cidade, hotel ou hostel pode ser feito de taxi ou serviço de van. Apesar de El Calafate ser uma cidade pequena, alguns hotéis ficam um pouco longe do centro. É bom dar uma olhada no mapa antes de fazer a reserva, pois a caminhada pode ser longa e talvez seja necessário pegar um taxi. E tenha cuidados na escolha. A melhor época pra visitar El Calafate é na primavera e no verão, entre Outubro e Março. Fomos em janeiro. O clima nesse período é frio e seco com poucas chuvas e a temperatura pode variar entre 28˚C durante o dia e 10˚C a noite. Como viemos para visitar Perito Moreno, vamos a ele. Mas, antes, visitamos o pequeno centro da cidade e agendamos as passagens e o ingresso para o dia seguinte. Fomos ao supermercado, onde adquirimos algo para o lanche da manhã e a merenda no glaciar. Glaciar Perito Moreno: sonho de consumo de mochileiro. E amanheceu, corremos para a rodoviária e ficamos aguardando o ônibus que nos levaria ao Glaciar Perito Moreno. Fica a cerca de 85 kms do centro da cidade em estrada boa. O passeio é bem organizado e tem 7 kms de passarelas que chegam até muito perto daquela parede enorme de gelo que tem 5 kms de frente e 60 m de altura, em média. Esse passeio dura cerca de uma hora e serve para olharmos mais de perto aquelas formas de massa azulada gigante. O glaciar Perito Moreno é uma exceção entre os glaciares, pois ao invés de estar derretendo, aumenta a cada ano. Ele faz parte do Gelo Continental Patagônico, que é um resquício da última era do gelo. Lembrou-se do filme? Ele é formado pela compactação da neve pela gravidade ao longo do tempo, junto com quaisquer substancias que estejam pelo caminho. Ela é azulada porque esse gelo é muito denso e absorve todas a cores, menos as de tons azuis. A popularidade deste glaciar decorre da facilidade de acesso. Visto o Perito Moreno, voltamos á pousada, repousamos para, no dia seguinte, embarcamos para Punta Arenas, de onde voltaríamos pra casa, sem antes, passarmos próximo à Torres del Paine, fronteira novamente, rodoviária de Puerto Natales, local de conexão rodoviária e aportamos novamente em Punta Arena, onde, no dia seguinte, voo de volta para o Brasil. Assim foi a viagem ao fim do mundo. Até a próxima. Desta vez no calor dos trópicos, o arquipélago de Fernando de Noronha, onde, segundo especialistas, se localiza a melhor praia do mundo, a Praia do Sancho. Bem, aí, é outa história. Hasta la vista!
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