Ir para conteúdo

cassiano963

Membros
  • Total de itens

    10
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra

Sobre cassiano963

  • Data de Nascimento 12-04-1980

Bio

  • Ocupação
    Servidor público federal
  1. Vou relatar a minha experiência para deixar registrado e ajudar outros que pensam em ir ver jogos em Buenos Aires. Há muito tempo eu com frequência via vídeos das "hinchadas" argentinas no youtube e sempre achei muito legal o tipo de incentivo das torcidas, as músicas quase sempre não ofensivas, que pegam aquele detalhe histórico de décadas atrás que mostram a grandeza do seu clube ou alguma vergonha de rival. A vontade foi tanta que eu fui a Buenos Aires basicamente só para ver jogos de futebol. A Grande Buenos Aires tem mais de 2 dezenas de times entre primeira e segunda divisão. Então, basicamente em qualquer dia da semana, você tem opção de assistir a algum jogo, desde que os campeonatos estejam em andamento. E aí vem o detalhe: não se limitem a BOCA JUNIORS e RIVER PLATE! Praticamente todas essas dezenas de equipes que tem lá são centenárias, possuem torcida fanática, rivalidades fortes com outras equipes, etc. Eu fui a Buenos Aires num fim de semana em que tinha River Plate x Boca Juniors e não me interessei muito em ir, até porque o preço era exorbitante (quase 2000 reais com traslado e guia). INGRESSOS: Boca Juniors - NÃO vende ingressos para não sócios há alguns anos. Só dá para comprar via alguma agência de turismo a preço exorbitante. River Plate - ÀS VEZES vende ingressos para não sócios, se o jogo for de baixa procura. Independiente/Racing/San Lorenzo - junto com Boca e River são os "cinco grandes", mas tem bem menos torcida que os dois. Dá para comprar ingressos facilmente com antecedência nos locais de venda. Fui a um jogo do Independiente e comprei ingresso no mesmo dia na sede do clube em Buenos Aires (calle Boyacá). Fui também a um jogo do San Lorenzo e comprei ingresso no dia anterior na loja oficial do clube no centro de Bs. As. (Av. de Mayo). É só consultar o site oficial dos clubes que as informações são encontradas. Equipes pequenas (todas as outras) - compra-se na hora, sem maior estresse, pelo menos foi assim quando fui a um jogo do Chacarita Juniors. Vi 3 jogos de futebol lá: Independiente x Nacional do Paraguai. o Independiente, assim como o Racing, são de Avellaneda. Fui e voltei de Uber. Tentei ir de ônibus, o que é possível mas não me parece a melhor opção. Os estádios do Independiente (Libertadores de América) e do Racing (El Cilindro) são praticamente um do lado do outro, é muito curioso. San Lorenzo x Banfield. Fui de metrô e depois caminhei (cerca de 1.5 km). A região do "El Nuevo Gasometro" é uma favela, os 300 metros mais próximos do estádio são feios mesmo... Mas não senti insegurança porque tinha muito policiamento e muito fluxo de pessoas por causa do jogo. Iria de novo da mesma forma sem grandes receios. Chacarita Juniors x Gymnasia y Esgrima de La Plata. O estádio do "Chaca" fica em San Martín, dá para ir de metrô + trem. É uma zona residencial. Torcida muito animada, estádio com ótima ocupação, com cara de futebol antigo. Gostei muito. E por isso digo... ESQUEÇAM BOCA, ESQUEÇAM RIVER. Quer dizer, deve ser ótimo também, mas todo jogo de lá é extremamente animado! O "Chaca" quando eu fui era o penúltimo do campeonato, com 2 empates e 5 derrotas em 7 jogos. O estádio estava com uma boa ocupação, torcida animada, apoiando, saindo feliz da vida após a vitória de 2 x 0. Aliás, o apoiar ("alentar") do argentino é impressionante. O San Lorenzo perdeu do Banfield por 1 x 0 num jogo que tudo deu errado para o time do papa, com direito a perda de pênalti. Nenhuma vai durante ou após o jogo. Aliás, o time saiu aplaudido e agradeceu a torcida. Preços dos ingressos: Independiente: +/- 120 reais para o segundo setor mais barato do estádio (a mais barata "platea" - cadeira) San Lorenzo: +/- 100 reais para o segundo setor mais barato do estádio (a mais barata "platea" - cadeira) Chacarita Jrs.: +/- 65 para o setor popular (arquibancada) O ambiente em todos os jogos é familiar, tendo eu encontrado em todos os jogos muitas mulheres, crianças e idosos. Vale lembrar que, na Argentina, por questões de segurança, nenhum jogo tem torcida visitante. Como gosto também de basquete, fui a um jogo do campeonato argentino de basquete também: do Ferro Carril Oeste (que também é um clube tradicional no futebol). Recomendo também! Embora com menos pessoas, tem clima de torcida de futebol, e os jogos não são do tipo "Rexona" x "Rio de Janeiro", como no vôlei do Brasil. É um clube centenário de um lado contra um clube centenário do outro lado! Clubes que por décadas se engalfinham no futebol, no basquete, no vôlei, na ginástica, no rúgbi, no hóquei sobre a grama, etc. Para quem gosta de esporte, RECOMENDO DEMAIS ir a Argentina com esse propósito. Será em qualquer circunstância uma experiência divertida, segura, relativamente barata e com bom nível técnico. Pretendo retornar para fazer algo parecido em breve, tanto que continuei de propósito com um punhado de pesos argentinos! E, se voltar, continuarei a não fazer nenhuma questão de Boca Juniors ou River Plate (se conseguir ingresso a preço justo, ok; se não, ao invés de pagar ágio absurdo, certamente é melhor ver uma meia dúzia de jogos dos "equipos chicos").
  2. Interessante o tópico, minha ideia é rigorosamente idêntica à da Gabriela. 101 não é uma meta para mim, mas Rep. Dominicana devem ser os países 51 e 52 da minha lista! Vou à "Isla Hispaniola" em 26/12 e volto em 03/01. Passarei 7 noites por lá e a minha ideia hoje é: 1 noite em Santo Domingo 2 noites em Punta Cana 1 noite em Santo Domingo 2 noites em Port au Prince 1 noite em Santo Domingo As duas noites em Port au Prince por razões de segurança (vou sozinho) seriam restritas à Petionville (onde o ônibus tem parada) e a minha opção de hospedagem inicial seria o Best Western. Certamente vou querer suas impressões quando retornar do Haiti em julho, Gabriela!
  3. Joyce, Final de dezembro e janeiro tenho ferias. Minha opcao numero 1 e viajar a Europa, ja que ainda nao conheco o continente. Tenho boa experiencia como motorista, ja fiz varias viagens rodoviarias longas pelo Brasil e tb para Argentina e Uruguai. Porem, nao curto viajar a noite, nem tenho experiencia com neve/gelo. Entao, tenho muito receio de fazer essa viagem no inverno europeu. Se for fazer, penso em me concentrar em baixas latitudes e altitudes. Minha ideia seria Portugal - Espanha - Franca - Italia - Holanda - Belgica - Luxemburgo - Alemanha - Suica - Austria (alguns deles podem ser cortados). Quais dessas regioes apresentam maior probabilidade de neve intensa pelo percurso? Obrigado.
  4. Via Brasil não tem, já que a fronteira Brasil - Suriname não tem cidades nem estradas próximas nem de um lado, nem de outro da fronteira. Porém, o Suriname tem ligação rodoviária com Guiana Francesa e Guiana: trechos muito ruins, aventura total em meio à floresta, segurança para lá de questionável em todos os sentidos. Mas, se quiser se aventurar, completando o seu roteiro, é só acrescentar o Amapá, de lá ir para a Guiana Francesa e depois seguir ao Suriname. Se quiser continuar a viagem, pode depois ir para a Guiana, depois Roraima, depois Amazonas, e aí voltar para casa. De Roraima dá para ir a Venezuela também. Problema 1: do Pará ao Amapá não tem estrada, só avião ou barco. A Gol, porém, costuma ter preços em conta para esse trecho. Problema 2: para entrar na Guiana Francesa, vc precisa tirar visto antes. Informe-se com a embaixada da França a respeito. Por ora, é isso. Abraço!
  5. Deu certo sim, a passagem foi sem problemas. O estranho é que a Surinam cobra a taxa de embarque do aeroporto de Belém na hora, mais 65 reais. Achei estranho demais, na hora desconfiei, nunca vi isso em aeroporto brasileiro. Mas depois me informei mesmo que as passagens da Surinam não incluíam a taxa aeroportuária daqui do Brasil.
  6. Voltei do Suriname sexta-feira passada. Foi uma viagem muito legal, a mistura de culturas torna Paramaribo uma cidade interessante para se visitar. A qualidade de vida do país me pareceu melhor do que outros países sul-americanos como Peru ou Bolívia. Nos voos, de ida e de volta, fiquei impressionado com as pessoas que vão para lá saindo daqui do Brasil: 50% garimpeiros brasileiros, 40% prostitutas brasileiras, 10% outros. É incrível! Lado ruim de Paramaribo é a falta de calçadas. Os carros param onde querem, já que as ruas são estreitas e são poucas vagas de estacionamento. As calçadas são todas irregulares e na maioria dos locais não existe. O povo surinamês é muito simpático, não importando a etnia. É um país seguro e com uma imensa selva para explorar. Enfim, tenho várias impressões banais sobre esse simpático e desconhecido país. Se alguém, algum dia, quiser conhecê-lo, é só me contatar. Na minha opinião, VALE A PENA. É uma volta ao mundo e uma viagem no tempo, num país de meio milhão de habitantes...
  7. Fala, André! Finalmente confirmada a minha viagem. Vou ficar 3 dias em Paramaribo agora no comecinho de maio. Na mesma viagem vou conhecer Manaus e Belém. Tive que cortar a Guiana, pois não houve jeito de eu conseguir a passagem da Meta aqui no Paraná. A companhia só vende para agências de turismo cadastradas, o que me atrapalhou. Resultado: vou só para o Suriname, com a Surinam Airways. Preço ida e volta saindo de Belém: R$ 740,26, incluindo taxas de embarque e mais uma taxa de serviço (20 reais) para a Americanas Viagens (cagada, depois que vi que a Surinam tinha compra direta no seu site...). O preço das passagens em si é 330 USD ida e volta, o resto é taxa. Vamos ver como será essa jornada. O inesperado me aguarda. Daqui a uns 15 ou 20 dias, trago as minhas impressões sobre o local! Abraço!
  8. Vou de Meta. Até onde eu vi, a Surinam não vai até a Guiana. A opção com mais frequência entre Georgetown e Paramaribo é a Caribbean, porém o voo não é direto, faz escala em Trinidad (Trinidad e Tobago), e me pareceu um pouco mais caro. Vou de Meta mesmo, é menos "tenso" comprar numa companhia brasileira. André, sabe dizer como é a aceitação de cartões de crédito no Suriname e na Guiana? A maioria dos estabelecimentos aceita? Costumam cobrar alguma taxa a mais pelo fato de o pagamento ser no cartão?
  9. Quase 2 anos depois, retorno aqui. A viagem a que tinha me referido não se concretizou, realizei outra viagem à época, por isso não postei nada. De toda forma, o interesse pelas guianas parece ser reduzídissimo mesmo. Porém, agora em maio, realmente irei para Georgetown e Paramaribo. Tenho o aéreo nacional até Manaus, Manaus-Belém, e o retorno a partir de Belém. Estou me informando junto à Meta para a compra de passagem Belém - Georgetown, Georgetown - Paramaribo e Paramaribo - Belém. Quanto ao Suriname ser área de risco, acho que não tem nada a ver! O problema existente com os brasileiros no final do ano passado foi num rincão do interior e os brasileiros lá não eram santos, mas sim imigrantes ilegais que roubavam as poucas riquezas do país. (óbvio que isso não justifica a violência, mas certamente atenua) Por fim, falar que o Suriname tem potencial turístico zero é questão de opinião. Eu, particularmente, acho que um lugar que reúne um caldeirão cultural num país de meio milhão de habitantes é, certamente, um lugar prioritário para se visitar. Porém, é claro que se podemos passar 30 dias tendo muito o que fazer num país grande como EUA, China, Rússia, etc, não podemos fazer o mesmo em países do porte do Suriname ou da Guiana. Por isso, pretendo ficar 2 dias na Guiana e 3 no Suriname, e apenas na capital desses países. Creio que será muito bom. Quando a viagem concretizar, certamente postarei as impressões aqui. Abraço!
×
×
  • Criar Novo...