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mrlaalm

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  1. @Getulio Zborowski ola! Sim, até o cicaplast é melhor...coisas que descobrimos depois de sofrer kkkk No segundo dia em San Pedro, encontramos duas irmãs que estavam voltando do Uyuni e foram buscar suas malas no Hostal Montepardo,. Elas nos falaram de um gel que você coloca dentro do nariz e lá ele forma uma camda protetora de umidade. Gente, não lembro o nome. Mas se alguém for pra la, deem uma pesquisada nisso porque elas garantiram que ajudou muito abraços!!
  2. @Elder Walker Olá! Desculpe a demora pra ler seu comentário e obrigada por faze-lo! Sobre o desvio, fizemos por dois motivos: primeiro para conhecer outro caminho e segundo pela divisão do tempo. Como percebeu no relato, levamos mais dias na ida do que na volta e como quisemos sempre viajar de dia, optamos por fazer um trajeto que desse para parar em cidades mais estruturadas, com opções de hoteis, bons postos, etc. Abraço!
  3. Olá mochileiros(as)! Vim relatar uma roadtrip que eu e meu noivo, Luís, fizemos em dezembro de 2017. Saímos de Jaraguá do Sul/SC de carro (Vectra GT 2.0) e fomos até San Pedro de Atacama. Sei que há bastante relato sobre esse destino, porém, nada mais justo do que colaborarmos com nossa experiência depois de tanto utilizar o site Começarei com alguns tópicos antes de descrever o dia-a-dia, pois as vezes pode ser a dúvida de alguém. DOCUMENTAÇÃO Não temos passaporte, por isso fomos somente com o RG e CNH. O carro é financiado, porém o documento está em meu nome. Mesmo assim, escolhemos pedir ao Banco onde o financiamento foi feito a Autorização para Viagem ao Exterior para garantir. Depois fui ao Cartório para fazer o Apostilamento da Convenção de Haia (válido para os 2 países que passamos, Argentina e Chile). Fizemos Carta Verde pela SulAmérica através de uma seguradora daqui de Jaraguá. Pagamos R$151,38 por 12 dias. Tem a opção de fazer na fronteira, porém, como estávamos com horários apertados, não quisemos correr o risco. E foi ótimo, pois quando passamos de manhã para a Argentina, ainda estava tudo fechado. O SOAPEX, válido para o Chile, nós fizemos pelo site da HDI Seguros https://www.hdi.cl e pagamos $10,13 (dólares) no cartão de crédito. Fizemos também, para cada um, o seguro viagem. É o tipo de coisa que pagamos torcendo para não usar, mas é muito importante tê-lo. Contratamos pela Real Seguro Viagem. Custou R$66,24 cada, válido por 10 dias. A CNH de meu noivo, condutor por toda viagem, não foi pedida. Os policiais estavam mais interessados em saber sobre mim, a proprietária do veículo. Mas não deixa de ser um doc. obrigatório. Confesso que em nenhum momento nos pediram a autorização do carro e seu apostilamento. Mas tê-los em mãos foi uma tranquilidade pra minha cabeça durante a viagem rs. Outra questão foi a propina para policiais. Lemos que isso ocorre muito, e também ouvimos de pessoas próximas. Conosco não aconteceu isso. Na verdade, fomos parados apenas 1 vez na Argentina – na ida – além das fronteiras. E o policial que nos parou foi muito gentil,só pediu documento do carro e meu RG e nos lembrou de manter os faróis acesos lá mesmo durante o dia. Levamos cambão, kit primeiros socorros e os 2 triângulos exigidos, mas que também não foram pedidos. DINHEIRO Não foi nossa primeira viagem na América do Sul. Porém, cometemos um grave erro que não tínhamos feito ainda... Eu troquei na cidade onde moro uma grande quantia em pesos argentinos, o que seria suficiente para ida e volta (gasolina, hotéis, comida). A minha ideia era que só passaríamos por essas cidades, ou seja, não teríamos tempo de percorre-las atrás de casas de câmbio, então essa alternativa seria um ganho de tempo. E foi, mas perdi dinheiro. E muito. Pegamos uma cotação horrível, e cada centavo encarece demais uma conta a pagar na viagem. É muito mais vantajoso trocar na cidade. Se quiser levar alguma quantia na moeda do país, aconselho levar pouco. Resumindo: levamos 400 dólares, 3700 reais, 60.000 pesos chilenos e 9400 pesos argentinos. Também levamos cartão de crédito internacional. Em real, reservamos para tudo isso 8 mil. Mas por causa do “erro” da cotação podemos considerar que perdemos mais de 500 reais do total Os pesos chilenos eram só pra entrar no país, o restante para os dias que ficamos em San Pedro trocamos na rua Toconao, onde tem muitas opções. Os dólares foram o melhor negócio! Quando compramos, pagamos o equivalente a 3,30 reais por dólar. Lá vendemos por 3,42! ROUPAS Fomos no verão, mas por causa da altitude em alguns passeios, sabíamos que pegaríamos muito frio (chegamos a 10 graus negativos!). Por isso levamos casacos, gorro, calça, shorts, vestido, regatas... Mas sobre a temperatura falarei melhor em cada dia. DIA 1 – 23/12/17 (JARAGUÁ DO SUL – SÃO JOSÉ DO CEDRO) Optamos por não andar muito na ida para não cansar demais, e também porque quisemos fazer alguns caminhos de dia por causa da paisagem. Saímos logo após o almoço e percorremos 585km. Fomos sentido Mafra, Porto União, Palmas...Não pegamos pedágio nesse trecho. Nos hospedamos no Hotel Cedro Palace que fica perto da rodovia e pagamos R$110,00 pelo quarto duplo. A entrada da cidade tem o asfalto muito ruim, por isso cuidem com os buracos! Tudo no hotel é novo e bem confortável. O café da manhã estava incluso e era bem servido, com muitas opções! OBS: todas nossas reservas eram feitas pelo Booking e os nosso filtros eram: estacionamento gratuito, wifi e café da manhã incluso. Reservamos cada hotel 1 dia antes de ir para a cidade. Exceto o hotel em San Pedro de Atacama por causa da concorrência da data e dos preços que aumentam no final de ano. DIA 2 – 24/12/17 (SÃO JOSÉ DO CEDRO – RESISTÊNCIA) Após o café, saímos em direção a Dionísio Cerqueira para passar pela fronteira com a Argentina. Foi tudo bem rápido. Passamos por um primeiro guichê (sem sair do carro), onde o rapaz pediu nossos documentos, o do carro e a carta verde. Também tivemos que abaixar os vidros para enxergar que éramos só em 2 e abrir o porta malas. Depois estacionamos mais a frente para fazer a Migração. Descemos até o estabelecimento para entregar os mesmos documentos e dizer para onde estávamos indo. A moça preencheu tudo com nossos dados, nos entregou o papel e pediu para que guardássemos ele para a saída do país. Ali em Bernardo de Irigoyen abastecemos no YPF. No caminho todo abastacemos lá e no Shell. Em ambos os postos pedimos a Nafta Super (equivalente a nossa gasolina aditivada). O litro custava entre 24,99 e 26,36 pesos argentinos. DICA: Já adianto que a conveniência do YPF é mais cara. Chegamos a pagar 430 pesos para comer um lanche lá. A do Shell tem um preço beeem melhor e até mais opções. Pena que não são em todos os trechos que encontramos ele. Cuidado com uma coisa que em vários lugares fazem: não colocam preço nas mercadorias. Eles decidem no caixa o quanto querem te cobrar. Chegamos a pagar o equivalente a 13 reais por 1,5L de água. Se tiverem a oportunidade de entrar nas cidades para comprar essas coisas, aproveitem. Pois sentimos bastante diferença no bolso. No trecho desse dia, pagamos 3 pedágios: dois de 20 pesos cada e um de 15 pesos. No geral as estradas te um bom pavimento e o limite de velocidade chega a 110km/h. Dá pra andar bem por causa das retas, mas tem que cuidar muito com os animais na pista. Desviamos e até tivemos que parar o carro por causa de cachorros, bois, cabras e cavalos. Usamos o app Maps.me para vermos nos mapas off-line onde tinham postos, restaurantes, pedágios e radares no caminho. Foi muito útil para programarmos quando parar para abastecer, principalmente, pois em alguns trechos demora pra encontrar um posto e as vezes ele é sem bandeira ou simplesmente está fechado. No restante do caminho, usávamos os mapas baixados do Google Maps. Em Resistência ficamos no Hotel Del Pomar. Pelas opções do booking, achamos as hospedagens disponíveis pro dia muito caras. Esse estava em “oferta” e saiu por $52 (dólares). É um hotel diferente do que estamos acostumados. Podíamos ter rodado a cidade para procurar outros que não estivessem no booking, mas sempre chegávamos muito cansados e o tempo estava curto. Nos programamos muito mal para passar o dia 24 na estrada. Os estabelecimentos fecham cedo, claro (no máximo até as 18h). Então nossa ceia foi um pacote de batata Lays e 2 cervejas. DIA 3 – 25/12/17 (RESISTÊNCIA – TILCARA) Tivemos que pagar um pedágio no Chaco. Custou 30 pesos – o mais caro que encontramos tanto na ida quanto na volta, mas nada comparado aos pedágios que pagamos nas estradas brasileiras. E outro pedágio perto de Salta. Esse saiu por 5 pesos (o mais barato). Em Monte Quemado, passando a rotatória da entrada, paramos num posto que tinha restaurante, do lado esquerdo da rodovia. Cada um comeu uma milanesa grande (frango) com salada e suco (eles estavam sem batatas, principal acompanhamento dos pratos de lá). Tudo saiu por 270 pesos. A estrada fica muito ruim por uns 30km após passar esse lugar. Muitos buracos, dava até medo pelo carro. Mas assim que passa o posto policial, tudo mudou e voltou a ter uma ótima pista. Foram 932km até chegar em Tilcara. E que cidade linda! Nos apaixonamos pela simplicidade das ruas, das pessoas...e estava bem cheia! Conforme nos aproximamos, a paisagem nos presenteia com lindas montanhas como podem ver nas fotos: Demos entrada no Hostal Antigua Tilcara. Pagamos $99 (dólares) por 2 diárias para casal. O lugar é muito aconchegante, nos sentimos em casa. Algumas coisas poderiam ser melhores: sair mais água no chuveiro e ter opções de salgado no café (um presunto e queijo estaria perfeito!). A internet não é muito boa, oscila bastante, mas deve ser por causa da localização. Descemos a rua do Hostal para dar uma volta a pé e depois jantar. Paramos no restaurante A La Playa para jantar. Dividimos uma cerveja local tipo stout chamada Tilcara. Eu comi Lomo de Lhama com creme de curry e batatas, e meu namorado pediu uma Milanesa com batatas. Tudo saiu por 440 pesos incluindo os 15 pesos da entrada (torradas com uma pasta de berinjela temperada). ALTITUDE: Tilcara encontra-se a 2465m de altitude. Já adianto que nem lá e nem no Paso de Jama (a 4200m) passamos mal. Estávamos preparados para vomitar, ter dores de cabeça, etc. Mas nosso organismo deu uma mãozinha e talvez ter feito o caminho de carro subindo aos poucos deve ter ajudado. O maior problema que enfrentamos foi o tempo seco. Nariz sangrando, olhos ardendo e boca rachada. Mesmo usando soro fisiológico, colírio e manteiga de cacau, foi difícil. De manhã e a noite é friozinho, pegamos 11 graus nesse período. Mas a tarde é quente apesar de ventar bastante. Acho que chegou a 30 graus. DIA 4 – 26/12/17 (PASSEIOS EM TILCARA) Após o café da manhã no Hostal, fomos de carro até Pucará de Tilcara e o Jardim Botânico de Altura (ficam no mesmo lugar). Estrangeiros pagam 100 pesos para entrar e ganhar um folheto/mapa explicativo como guia da visita. Neste dia as refeições foram mais econômicas, almoçamos no próprio Hostal, pois serviam combos individuais. Cada um pediu 4 empanadas + 1 Quilmes long neck, tudo por 100 pesos. A tarde fomos até Purmamarca visitar o famoso Cerro de los Siete Colores. Logo na entrada da cidade tem como estacionar o carro na rua e seguir a pé por 1 ou 2 quarteirões. Para você subir num morro de frente para o Cerro e observá-lo melhor, precisa pagar 5 pesos. É jogo rápido. A montanha é linda, claro, tem que visitar. Mas não precisa separar muito tempo para isso. Quando voltamos a Tilcara fomos passear na Plaza Alvarez Prado, a principal e onde muitos artesãos vendem suas criações. Passamos numa vendinha para comprar aquelas sopas de saquinho e um pouco de pão haha essa foi nossa janta. Aproveitamos que o Hostal tem cozinha compartilhada para dar uma economizada. DIA 5 – 27/12/17 (TILCARA – SAN PEDRO DE ATACAMA) Tchau Tilcara, tchau Argentina. Após o café, abastecemos o carro na saída da cidade (tem um YPF lá) e partimos rumo ao Paso de Jama que nos levaria ao destino principal: San Pedro de Atacama. Passamos por muuitas curvas na RN52, logo após Purmamarca. Dá medinho, mas o caminho é lindo demais! O asfalto está muito bom, o que dá mais segurança para dirigir por lá. O último posto de gasolina antes de subir o Paso de Jama fica na saída de Susques (na rodovia mesmo). Lá completamos o tanque e cada um comeu um lanche e o refri foi dividido. O “almoço” deu 170 pesos. Passamos pelas Salinas Grandes no caminho. Vale muito a pena parar para apreciar. A aduana chilena fica um pouco antes da fronteira em si. No primeiro guichê nos entregaram um papel que seria o controle dos carimbos. Estacionamos o carro e entramos. Lá dentro são 6 tramites, entra na fila do primeiro e conforme vão carimbando, eles te liberam para o próximo. Até o 4º pedem identidades ou passaporte e documento do carro. No 5º cada pessoa preenche a Migração, lá contém seus dados e se você declara estar levando mais de 10 mil dólares (ou o equivalente em outra moeda), produtos de origem animal ou vegetal ou animais de estimação. Depois de entregar a declaração eles perguntam se temos certeza do que declaramos e o último tramite é a revista do carro e das malas. Após a revista é dado o último carimbo e pode prosseguir. Todo o processo é demorado, acho que ficamos 1h lá. Já quaaaase chegando tem a Laguna Pujsa que dá uma prévia das coisas lindas que veríamos nos dias seguintes. Tínhamos reservado 4 noites no Hostal Montepardo 3 meses antes da viagem. Porém, como precisamos antecipar em 1 dia, não conseguimos entrar antes lá, já estavam cheios. Por isso a primeira noite em San Pedro dormimos no Hostal Atacama North. Foram pagos $64,26 (dólares) por um quarto com 2 camas de solteiro e banheiro compartilhado. Achei caro em vista do que estávamos pagando no caminho e do que estavam nos oferecendo. No mais, tudo bem organizado e limpo. Depois de fazer o check-in fomos a Rua Caracoles e suas transversais para fechar os passeios, trocar dinheiro, comprar água e jantar. A rua é demais! Tudo gira em torno dela: restaurantes, mercados, lojas, agências, câmbio... Pesquisamos em 4 agências e fechamos os passeios na Sun Travel (ou Yalcana) Pagamos 130.000 pesos chilenos em 3 tours para 2 pessoas: - Geysers del Tatio (4:30 as 12h com café da manhã) – incluindo Vado de Putana e o povoado Machuca - Piedras Rojas e Lagunas Altiplanicas (7h as 18:30 com café e almoço) – incluindo Salar de Atacama, Laguna Chaxa, Toconao, Socaire, Trópico de Capricórnio. - Laguna Cejar e Tebinquiche (16:30 as 20:30 com snacks e Pisco Sour) – inclui flutuação na Laguna Piedras e uma vista linda do pôr-do-sol na Tebinquiche com Pisco Sour. As entradas nos parques são a parte, nenhuma agência inclui esses valores nos passeios porque o pagamento é individual. Passarei os valores no relato de cada tour. Lá é muito comum o Menú. Geralmente ele compõe uma entrada, um prato principal (fondo ou principale) e as vezes vem bebida ou sobremesa (postre). No restaurante Paatcha (Caracoles, 140) o menu vinha acrescido de taça de vinho. Além disso pedimos 1 cerveja artesanal do tipo IPA e tudo saiu por 20.000 pesos (com 10% de atendimento chamado lá de propina ou “tips” e é opcional). A moça que nos atendeu era brasileira e nos explicou que toda noite lá você escolhe se quer 10% de desconto ou 1 Pisco Sour. Ficamos com a 1ª opção. Água lá preferimos comprar galão de 6 litros e encher nosso cantil. Pagamos 2500 pesos mas encontramos por até 1750 em alguns lugares. Convertendo, isso dá o mesmo do que pagávamos o de 1,5L na Argentina... DIA 6 – 28/12/17 (GEYSERS DEL TATIO / VADO DE PUTANA / MACHUCA) Nosso combinado no Hostal Atacama North foi: deixar paga a diária, deixar o carro estacionado na frente e as malas arrumadas dentro do quarto com a chave em cima. Assim a recepcionista poderia deixar na sala dela até voltarmos do tour e liberar o quarto para outros hóspedes, pois o check-out era 11:30 e só chegaríamos depois das 12h. Ela foi muito atenciosa em nos oferecer um lanche para levar de madrugada, já que não tomaríamos café lá. Mas recusamos, pois sabíamos que essa refeição estava inclusa no passeio também. E nos foi o suficiente. 4h da manhã acordamos, pois entre 4:30 e 5h a van da Sun Travel passaria para nos buscar rumo ao primeiro tour. É muito comum um determinado passeio não fechar número de pessoas o suficiente na agência. Quando isso ocorre, eles realocam as pessoas para ir com outra agência. Foi o que nos aconteceu no primeiro dia. Entrada por pessoa: 10.000 pesos. As 7h descemos do micro ônibus já nos Geysers e estavam deliciosos -10 graus! Fomos bem preparados com casacos, gorros, etc, pois quando fechamos o pacote o Alejandro (vendedor e guia da Sun Travel) nos alertou sobre a temperatura. O lugar é maravilhoso, e todos são avisados das regras que devem ser seguidas, pois já houve casos de pessoas que morreram no local por desatenção e desrespeito a essas regras. O guia Cristobán era muuuito animado e fez todos acordarem e se interessarem pelas explicações que ele dava. Até o momento que nem frio mais sentíamos <3 Ali mesmo, ao lado do micro, foi montada uma mesa com café, chás, pães, frios, bolos e bolachas e todos conversaram um pouco, comeram e apreciaram a vista. Em nosso tour tinham franceses, chilenos, alemães, brasileiros... Voltamos a estrada e paramos no Vado de Putana. Putana é o nome do vulcão que se vê ao fundo na próxima foto e nesse local se encontra uma ave que faz um barulho parecido com uma risada. Mais a frente, paramos no povoado Machuca, onde pudemos ficar 30 minutos livres, sem guia. Comemos um espetinho de lhama e andamos até uma igreja que tem no alto. Ao voltar para San Pedro, fomos almoçar no Sol Inti (Tocopilla, 130). O menu desse dia incluía entrada, prato principal e sobremesa. Além disso, cada um pediu uma cerveja Austral. Tudo saiu por 17.000 pesos. Buscamos nossas malas e o carro no hostal e fomos fazer o check-in no Hostal Montepardo, onde ficamos até o último dia. Eu amei lá! É muito familiar, a decoração é maravilhosa, tem 3 gatos lindos e o quarto é muito confortável. O Rodrigo nos recepcionou e nos apresentou tudo. Também se ofereceu para explicar sobre a região e ajudar nos tours. Tiramos a tarde para descansar, pois eu estava me sentindo um pouco mal. Acredito que por causa da diferença de temperatura da manhã para a tarde. E também porque vacilei em tomar pouca água só porque estava frio. Fim do dia fomos conhecer o La Frachuteria. É uma casa de croissants e pães comandada por um francês. Vale muito a pena tomar um café lá. Não é barato, mas eu mesma adoro esse tipo de comida e nunca tinha experimentado um tão bom! Cada um comeu um croissant salgado e dividimos um doce (de framboesa com chocolate branco). Eu tomei um café preto pequeno, e o Luís um com leite grande. Tudo saiu por 11.200 pesos. Eu já fui com a ideia de comprar umas lembrancinhas simples para familiares e para a gente também. Gostamos de ter em casa objetos que nos lembre constantemente da viagem. Então fomos até a Feira Artesanal ao lado da Iglesia San Pedro de Atacama. Acredito que os artesãos tem um acordo sobre os preços para não geral muita concorrência. Por exemplo, havia os mesmos objetos em todas as barraquinhas pelo mesmo valor. Uma ou outra se destacava por vender algo diferente. Roupas, decoração, acessórios, ervas, etc. Artesanato não é algo barato e acho que nem deve ser. Achei os preços bem justos. Compramos (quase) tudo o que queríamos para nós e para os outros e gastamos o equivalente a R$80,00 Para esta noite eu tinha reservado há meses o tour astronômico. Era o passeio mais esperado por mim. Ao chegar na agência SpaceObs para pagar, fui informada que estavam cancelando devido a quantidade de nuvens e a Lua cheia. Apesar de ficar muito chateada, eu entendi que é um lugar muito sério. Eles não queriam receber por um passeio do qual eu não desfrutaria completamente. Para quem não sabe, a luminosidade da Lua atrapalha a observação do céu, como o que ocorre com a luminosidade artificial que temos nas cidades. Fica para uma próxima DIA 7 – 29/12/17 (LAGUNAS ALTIPANICAS, PIEDRAS ROJAS E SALAR) De novo não conseguimos tomar café no hostal, mas o Rodrigo deixou preparado um lanche de queijo e peito de peru com uma banana e suco de maçã para cada <3 7:30 a van nos buscou. Foi um tour bem menor, com 8 pessoas. As explicações foram dadas pelo Alejandro em espanhol e inglês. Só nós 2 éramos brasileiros, a maioria eram coreanas e havia 1 italiano. Primeiro paramos no povoado de Toconao, onde observamos a igreja principal da cidade e ouvimos sobre os costumes religiosos e como a colonização espanhola influenciou neles. No caminho até a próxima parada, passamos pela marcação do Trópico de Capricórnio. Lá foi explicado como se reconhece onde está o Norte, Sul, Leste e Oeste. Depois viajamos até Socaire. Lá há um restaurante onde muitas excursões param para tomar café e/ou almoçar. Tinha café, chás, ovos mexidos, manteiga, marmelada e pães. De barriga cheia, fomos a pé até uma outra igreja. Ao voltar, seguimos até as Lagunas Altiplanicas (Mistanti e Miñiques). Ali é paga a primeira entrada do dia: 3000 pesos por pessoa. Há delimitações feitas com pedras no chão para não chegar muito perto. Já voltando sentido San Pedro, paramos para almoçar no mesmo local que tomamos café, isso já era 15:30. Estava inclusa a limonada, a entrada e o prato principal. Como em todos os lugares que servem menu do dia, você tem 2 opções de entrada para escolher e de 3 a 5 opções de prato principal. Piedras Rojas acredito ter sido o lugar que mais gostamos de visitar. A paisagem é maravilhosa e o contraste da água clara com as pedras avermelhadas é demais. Nossa última parada foi o Salar de Atacama. Para entrar lá, cada pessoa paga 2500 pesos. Observamos mais de perto os Flamingos Andinos (existem 3 espécies na região e eles explicam como as diferenciar pelas cores) e soubemos um pouco mais sobre a Artemia salina, crustáceo que é o principal alimento para os flamingos manterem sua cor. Chegamos em San Pedro por volta das 18:30. Fomos até o hotel tomar um banho e sair para jantar. Nesta noite comemos no Barros Cafe (Tocopilla, 418). Ali não tinha opção de menu completo, então fomos direto ao prato principal: o meu era um quiche de queijo gouda com cebolas caramelizadas e acompanhava salada. Do Luís era um lanche bem grande, mas não me recordo tudo o que vinha nele. Dividimos uma Pisco Sour com Rica Rica (é uma planta de gosto mentolado) e tudo saiu por 15400 pesos sempre com os 10% incluso. DIA 8 – 30/12/17 (LAGUNA CEJAR, PIEDRAS E TEBINQUICHE) Chegou nosso último dia na cidade Tomamos um café maravilhoso no Montepardo e fomos alugar uma bicicleta. Não me recordo o nome do lugar, mas fica no início da Caracoles (se vc começa-la pela rua Ignacio Carrera Pinto). Se for nesse sentido será o primeiro lugar escrito Rent a Bike a esquerda que verá. Pagamos 8000 pesos para usar as 2 bikes por 6 horas (mas ficamos bem menos que isso). Está incluso o capacete, colete verde de segurança, kit remendo de pneu, bombinha e cadeado. No dia anterior eu machuquei minha perna esquerda e estava com dor muscular. Por isso usamos a bike para ir só até Pucará de Quitor (dá uns 6km ida e volta). A entrada lá custa 3000 pesos e leva 2h aproximadamente para percorrer tudo. Devolvemos as bicicletas e finalmente conseguimos sentar no ChelaCabur (Caracoles, 212). É um pub que só toca rock e vende várias cervejas nacionais muito boas. Sempre que passávamos lá estava muuuito cheio. Acho que só pegamos mesa porque devia ter aberto há poucos minutos. A partir das 12:30 você pode pedir pizza. Eles encomendam da Pizzeria El Charrua e vc come na embalagem mesmo com guardanapos. Lá sai barato pedir garrafa tipo litrão. Tem de 3 marcas e sai por 2500 pesos cada! Mas como queríamos experimentar outras do cardápio, fomos pedindo em tamanhos menores. Tomamos umas 5 (algumas de 500ml e outras de 330ml) e pedimos pizza de mussarela. Tudo saiu por 30100 pesos. Nos empolgamos, mas pelo menos o que sobrou da pizza foi nossa janta para compensar o gasto. Voltamos para hotel para descansar e trocar de roupa, já que as 15:50 tínhamos que estar na agência para visitar a Laguna Cejar e Tebinquiche. Entrada na Cejar: 17000 pesos. É a entrada mais cara e lá nos explicaram o porque. Uma das atrações é você entrar na Laguna Piedras para flutuar, pois ela tem 9x mais sal que o mar. Como estamos sempre com protetor solar e também levamos sujeira do corpo à laguna, o tratamento daquela água sai caro para o Parque. Lá nos perguntamos: mas não era na Cejar que se entra para boiar? Pois é, entramos na Piedras. Há uma proteção em volta da Cejar, um deck de madeira com proteção de ferro para delimitar até onde podemos ir. Eu sinceramente não entendi se nunca pôde entrar lá ou se isso é recente e transferiram o “mergulho” para a Piedras, pois todas as informações e relatos que lemos antes da viagem se referiam a Cejar. Como saímos cheios de sal da laguna, pudemos tomar uma ducha (proibido usar sabonete ou shampoo) e nos trocar antes de seguir até os Ojos del Salar. Lá, em um dos “ojos”, da para mergulhar, mas precisa saber nadar (sua profundidade não é totalmente conhecida, mas estima-se ter mais de 20 metros). Então por este motivo não entramos Por último, chegamos a Tebinquiche e tínhamos uns 15 minutos para percorrer o limite em volta dela até a mesa estar posta. Enquanto apreciávamos o pôr-do-sol, comemos uns snacks (amendoins, bolachas e batatas) e tomamos a famosa Pisco Sour (tinha opção de suco para quem não bebe). De volta para San Pedro levamos esse fim de tarde maravilhoso na memória como uma despedida do dia e de lá. Queremos voltar, não deu pra ver tudo o que queríamos e o legal – ao meu ver, claro - é você realmente aproveitar a cidade. O bom de ficar mais dias seria ter pausas entre os passeios para não se esgotar muito. O sol e a secura do tempo nos deixou mais cansados do que o normal, apesar de não sentirmos os males da altitude. No relato da volta serei mais sucinta, pois as novidades já se foram. DIA 9 – 31/12/17 (ATACAMA – SANTIAGO DEL ESTERO) Antes de partir, abastecemos no posto COPEC que fica na Toconao. No Chile usamos a gasolina 93 que equivale a nossa comum aqui, enquanto a 95 seria uma aditivada (tem a 93, 95 e 97). Saímos as 8:30 e começamos a voltar. Fizemos um caminho um pouco diferente da ida e dormimos em Santiago del Estero. Nesse trecho teve apenas 1 pedágio de 5 pesos. Nos hospedamos no Hotel Ciudad que fica bem no centro. A diária saiu por $61,71 (dólares) com café e estacionamento. Após o check-in e um banho, saímos a pé para procurar um lugar aberto para comer. Quase tudo fechado e os que estavam abertos eram muito longe do hotel – não queríamos entrar no carro de novo – ou só com reserva para a ceia e festa. Até que no quarteirão de cima do hotel encontramos o Alma. É um restaurante muuuito pequeno, uma portinha na verdade com 1 mesa na calçada que faz comida árabe. Pedimos 6 esfihas, 4 blakavas de sobremesa e uma coca e pagamos 150 pesos. Deixamos 50 pesos de gorjeta para o dono, que é Sírio na verdade. E apesar de ser uma prática muito comum na Argentina, ele não queria aceitar. Insistimos e ele ficou bastante feliz. Deu um beijo e abraço em nós 2 e nos acompanhou até a calçada. Não vimos os fogos, na verdade acordamos com eles hehe DIA 10 - 01/01/18 (SANTIAGO DEL ESTERO – POSADAS) Após o café da manhã com muitas meias-luas, seguimos por mais 948km até Posadas. Tivemos 3 pedágios para pagar: dois de 30 pesos e um de 15 pesos. Dormimos no Hotel Maryland, opção mais barata que o booking nos deu para aquele dia ($52). O hotel é bem simples, até por isso achei um pouco caro pelo o que oferecia e pelo o que encontramos nos dias anteriores. Mas era confortável e era só isso que precisávamos, na verdade. De novo começamos a saga de procurar algo para comer. Tudo fechado e não queríamos comer salgado no posto. Rodamos um monte com o carro até acharmos uma pizzaria e lanchonete que nos custou apenas 80 pesos por 2 lanches e 1 coca-cola! DIA 11 - 02/01/18 (POSADAS – JARAGUÁ DO SUL) Tínhamos a opção de passar pela fronteira de Porto Xavier, de balsa. Mas resolvemos subir até Dionísio Cerqueira (mesmo lugar que entramos na Argentina) e de lá voltar pela mesma estrada até Jaraguá do Sul/SC. Tivemos só 1 pedágio de 20 pesos. Foi uma viagem tranquila apesar da chuvinha, da neblina e do trânsito que encontramos no Brasil, totalmente diferente das estradas desertas que já estávamos acostumados. Resumindo: Nosso gasto total foi de 3500 reais por pessoa para 11 dias. Podíamos ter cozinhado mais para não comer tanto fora, dormir em hostel com quarto e banheiro compartilhado, não comprar lembrancinhas, ir com mais pessoas no carro. Enfim, dá pra fazer essa viagem com menos grana ainda! Valeu demais a experiência, com certeza o que vivemos brevemente lá nos deu muitas lições sobre pessoas, valores e prioridades. Desculpem o tamanho do relato e por ter esquecido o nome de alguns lugares. Postamos mais fotos no instagram @mrlaalm e @luizion_ e se quiserem perguntar algo por aqui, ficarei feliz em poder ajudar. Beijos e até um próximo relato!
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