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_Julia

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  • Data de Nascimento 23-01-1998

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    Bolívia + Peru ou Leste Europeu (FINGERS CROSSED)

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  1. Oi! Tudo bem, e com vc? Infelizmente não.. Eu ainda não tinha completado 18 anos quando estava lá, então estava com medo de encrencarem na fronteira
  2. @GuilhermoCruz Israel não carimba mais o passaporte por causa disso. Hoje em dia a imigração dá um papelzinho na entrada (azul) e outro na saída (rosa).
  3. Ex-colônia britânica, foi fundado em 14 de maio de 1948 após uma votação na ONU e seguido de uma guerra de Independência, Israel é um país bem pequeno, tenho o mesmo tamanho do estado de Sergipe, localizado no Oriente Médio. Apesar de ter sofrido com algumas guerras e disputas territoriais, religiosas e políticas, sendo elas armadas ou através de propagandas eleitorais, o país é considerado desenvolvido, e seus índices de criminalidade são baixíssimos. Ou seja, é mais fácil você ser alvo de um assalto aqui no nosso país do que em Israel. Mas se você der azar e ouvir a sirene antibomba, não se assuste! É só correr pra um dos vários bunkers existentes no meio da rua, nos prédios, nas casas, nas estações de trem e de ônibus e por ai vai. De dimensões geográficas pequenas (se vc seguir de Eilat em uma linha direta até o extremo norte, a viagem pode durar apenas 6h. Sim, Rio x SP), é possível fazer bate-volta e sair do eixo da Highway 1: Tel Aviv - Jerusalém. Israel é divida da seguinte forma: Norte (Tzáfôn), Haifa (Heifá), Jerusalém (Yerushaláim), Central (Mêrkáz) e Sul (Drôm). (algumas pessoas juntam o Norte com Haifa). Ou seja, no Norte está Tiberiades (Tvéria) e Safed (Tzfát), no sul está Ashkelon, Ashdod, Beer Sheva, Massada (Mêtzadá) + Mar Morto (Yám HáMélach com som de "r"), os desertos e Eilat, no Centro está Tel Aviv, Holon e outras cidades da Gush Dan (zona metropolitana de TLV). TEL AVIV Literalmente "Colina da Primavera". Foi fundada em 1909 por imigrantes judeus do então Império Russo quando a região da atual Israel ainda fazia parte o Império Otomano. Não tinha nada lá, mas logo trataram de fundar escolas e outras infraestruturas básicas. Foi lá onde a independência foi declarada por David Ben Gurion e é onde fica o centro financeiro do país, as embaixadas, as praias badaladas e uma das maiores paradas gays do mundo. Na década de 50 foi fundida com Jaffa. A cidade é pequena, e dá pra chegar lá de ônibus ou trem vindos de qualquer outra parte do país. Mas se você entrar por avião em Israel, você provavelmente vai desembarcar no Ben Gurion International Airport (TLV), seja de voos vindos de escalas na Europa, na África, das Américas ou da Ásia. O aeroporto em si fica na cidade de Lida, mas é pertinho de TLV, inclusive dá pra ir de trem pra cidade. Na cidade, é legal ir no Hall da Independência, onde Ben Gurion leu a declaração. O lugar ainda tá totalmente preservado e o tour lá dentro é bem interessante! Fica na Rothschild Boulevard. Hall da Independência. Pontos turísticos como a Allenby, a Kikar Rabin, o Shuk HaCarmel, o Dizengoff, o Azrieli, o parque Yarkon, o Museu da Diáspora, a orla e o porto são imperdíveis! Também há o Sarona, a comida é mais cara, mas... Monumento à Ytzhak Rabin, ex primeiro ministro de Israel assassinado durante um comício para a paz em 1995. Fica atrás da prefeitura, localizada na Kikar Rabin. Jaffa em si merece outro post exclusivo pra ela, já que são tantas as coisas para fazer por lá.. A vantagem é que ela é minúscula. Vá na fonte dos signos, no portal, no mercado das pulgas e ande nas ruelas da cidade. Rua em Jaffa. LATRUN INFELIZMENTE eu não consegui ir. Infelizmente em caps lock mesmo. O forte fica no meio do caminho entre TLV e Jerusalém. Já teve um papel importantíssimo durante a guerra de independência e hoje é lar de uma exposição do exército do país. Lá ficam expostos tanques de guerra (Mêrkavá, no singular) e você pode tirar fotos neles. NETANYA Hoje ela é uma das cidades que mais recebem imigrantes franceses, então você praticamente se sente na França. É uma cidade litorânea e relativamente pequena. O principal ponto turístico, além da praia, é um elevador tipo o Lacerda. Vista do topo do "elevador Lacerda" HAIFA Os Jardins Baha'i. That's the tea. Eles ficam envolta de o santuário de Báb no Monte Carmel e são considerados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Apenas vá. Ah sim, a fé Baha'i é uma religião monoteísta fundada na Pérsia, atual Irã. Seguem três princípios básicos: unidade de Deus, unidade de religião e a unidade da humanidade. Atualmente, apesar de perseguições em vários países, segundo o site https://bahaiteachings.org/how-many-bahais, não é possível saber exatamente a quantidade de fiéis hoje, mas fontes indicam que o número gira em torno de 7 milhões. A Colônia Alemã fica embaixo dos jardins e é bem bonita. Visite também o porto. Praia de Haifa. CESAREIA MARÍTIMA Na minha humilde opinião, é sensacional. Cidade/porto construída pelo rei Herodes algumas décadas a.C. Fica no meio do caminho entre TLV e Haifa e é obrigatória de tão linda e interessante. Lá dentro, tem um filminho explicando a história, hologramas e ruínas de um antiteatro, aqueduto e hipódromo. Uma HIPER vantagem: ABRE NO SHABAT. Então se você alugar um carro dá pra não "desperdiçar" o dia!! ACRE OU AKKO Nunca fui por ser a mais chatinha de chegar de transporte público. É uma cidade fortificada da era das Cruzadas e teve um papel importante para o exército britânico durante sua ocupação na região. ROSH HANIKRÁ Fica na fronteira com o inimigo Líbano e, uma das principais atrações é um famigerado muro na fronteira fechada e guardada pelo exército israelense - e libanês do outro lado - indicando o caminho para Beirute e o para Jerusalém em inglês, árabe e hebraico. Tá, fotos de instagram à parte, é uma formação rochosa de calcário e belissíma no mar Mediterrâneo, com grutas e um trilho em um túnel abandonado onde seria a linha Haifa x Beirute que, é claro, não foi concluída. Você desce e sobe do penhasco de teleférico e de boas. Mas tente ir em um belo dia de sol. Apesar da umidade - mano parece que vc sai do chuveiro - e do calor, fica tudo bem mais bonito. É legal também ir sabendo da lenda da menina que se suicidou no local depois que seus pais não deixaram ela se casar com seu amor, se jogando nas ondas. Dizem que dá pra ouvir o choro e o canto dela nas grutas. Eu graças a Deus não ouvi. A lenda é bem popular. GOLAN OU GOLÃ Algumas pessoas focam tanto em Jerusalém que se esquecem de uma das regiões mais disputadas entre Israel e seus vizinhos: as Colinas de Golã ou Gôlán, em hebraico. Até a Guerra dos Seis Dias, fazia parte do território da Síria e até hoje é possível ver as minas e casamatas deixadas por eles. Além dos Kibbutzim (comidades agrícolas) é possível visitar o Har Bental, perto da fronteira entre Israel e a Síria. Dizem que à noite, durante os anos mais intensos da guerra entre o governo de Bashar al Assad e os rebeldes e ISIS, era possível ver o conflito de lá de cima. Além disso, é possível transitar entre as trincheiras e bunkers antigamente utilizados pelo exército israelense e se aproximar de um mirante que tem um binóculo e uma bandeira da ONU. Esse foi um dos passeios mais sensacionais que já fiz em Israel. "soldado" de ferro. Mirante com o binóculo e a bandeira da ONU. MAR DA GALILÉIA OU KINNERET O Mar da Galiéia, além das histórias religiosas, é o maior reservatório de água doce para o consumo diário população israelense, já que boa parte país é desértico e toda sua fronteira ocidental é com o Mar Mediterrâneo e ao sul com o Mar Vermelho. Mar da Galiléia visto da parte alta da cidade. Como o foco do post não é o turismo religioso, vou dar a dica de visitar Tiberiades, ou Tvéria e IR em uma das praias, ou no parque aquático, nas margens do mar. A vida noturna lá é agitada por uma feirinha bem legal perto da margem do Kinneret. Rua de Tibérias onde a feirinha noturna acontece. Há também um dos kibbutzim pioneiros de Israel, o Degania Alef, mas não sei como funciona o esquema de visitação. Tibérias é linda, mas acho que um ou dois dias já é o suficiente para conhecê-la bem. RIO JORDÃO OU YARDENIT Sim, é famoso por ser um local de batismo, mas não por aluguel de caiaque. Como eu fui em 2015, eu não me lembro qual empresa eu usei, mas se jogar no google, aparecem algumas! Eu me lembro que eram tenda(s temáticas que ofereciam água e tâmaras aos visitantes. Você inclusive pode mergulhar nas águas do rio. O melhor é que não tinham muitos turistas, só locais que estavam de férias escolares. MASSADA + MAR MORTO Dá pra visitar de ônibus. É sério. É só sair das estações centrais e verificar quais passam por Mêtzadá e Ein Bokek (na primeira vez, eu e minha amiga descemos na Ein Gedi, mas a praia estava seca. Depois de um tempo perdidas no deserto, achamos uma pousada e o recepcionista, comovido com a nossa situação de perdidas no meio do deserto em pleno verão e sem água, nos disse que Ein Bokek estava boa para banho). Ein Bokek é uma praia CHEIA de hoteis de rede, spas, lojas de cosméticos e souvenirs, banheiros (COM VESTIÁRIOS), ATMs, restaurantes... A infraestrutura é impecável. Ônibus cheio saindo da Estação Central de Jerusalém. A praia pública não é paga. O único cuidado que você deve ter é não SOB HIPÓTESE ALGUMA mergulhar sua cabeça ou sequer deixar pingos d'água caírem na sua boca e olhos. Ah sim, por causa do sal, depile-se com alguns dias de antecedência porque ARDE. ARDE HORRORES. Mesmo sem se depilar você vai sentir ardências em partes do corpo em que você nunca tinha prestado atenção antes. Mar Morto. A margem oposto é jordaniana. Tá, Massada. É uma fortaleza que foi palco de um dos maiores atos de resistência de toda história judaica: o suicídio coletivo de judeus que preferiam morrer à se tornarem escravos. Hoje, Massada é uma ruína no alto de uma das montanhas do deserto. Se você for de tour e ficar em uma das tendas beduínas do deserto, pode dar a sorte de chegar ao topo no nascer do sol. Dizem que no pôr do sol também é lindo. Como eu fui no inverno, estava muito frio e amanhecendo mais tarde. Por isso, acabamos indo quando já estava claro. É possível subir de teleférico, mas pegar a trilha do Caminho da Serpente é bem mais divertido. ASHDOD, ASHKELON E REGIÃO Cidades perto da fronteira com a Faixa de Gaza e frequentes alvos de mísseis disparados de lá. Mas isso não é pra te deixar com medo de vistar: as duas são LINDAS e, caso dê alguma tensão na área e a sirene soar, segue o fluxo e fique abrigado em um dos bunkers. Lá é preparado para esse tipo de situação: os Iron Domes (kipat barzel) abatem a maioria dos disparos antes deles caírem. Pode ir nas duas sem medo. Praia de Ashkelon Como tenho conhecidos em Ashkelon, eles me levaram pra conhecer a fronteira (dá pra ver o muro e as torres de vigilância de longe e uma exposição de conchinhas e pinturas feitas nas paredes por crianças com desejos de paz) e alguns kibbutzim, sendo o mais famoso o Yad Mordechai, batizado em homenagem ao líder de 24 anos do levante do gueto de Varsóvia, Mordechai Anielewicz. Lá também foi um dos primeiros palcos da guerra de independência e tem vestígios disso! Ah, também estão exibidos restos de foguetes que caíram na região. Estátua de Mordechai e atrás a caixa d'água destruída durante um tiroteio entre as forças recém israelenses e o exército egípcio. Muro com as conchinhas. EILAT O ponto mais ao sul de Israel e banhado pelo Mar Vermelho. De lá, você pode ir pra Jordânia e pro Egito e vai estar perto da Arábia Saudita. É um balneário e zona tax free. Eu não consegui ir por ser o ponto mais longe e porque minha amiga e companhia ficou doente no dia em que íamos viajar. Anyway, você pode chegar lá de trem, avião ou ônibus. De Jerusalém ou TLV, a viagem de ônibus demora 5 horas. De Eilat, você pode atravessar a fronteira e ir pra Petra.
  4. Oi! Sou do RJ e estou pensando em passar uns 20-25 dias viajando pelos dois em janeiro. No Skyscanner vi que os dias mais em conta seriam 7-27/01pela LATAM ou pela BoA, sendo a ida e a volta entre São Paulo e Santa Cruz de la Sierra (algo que quero ajustar para chegar pela Bolívia e sair pelo Peru, ou ao contrário kkk). Por enquanto, ao pesquisar coisas para o roteiro, pensei basicamente em fazer o trajeto Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Potosí, Uyuni, La Paz, Copacabana + Isla del Sol, Puno, Cusco, Nazca e, por fim, Lima. Alguém pilha? edit: ainda estou na dúvida se faço esse roteiro ou se vou pro centro e leste europeu.
  5. De todos, um dos eventos mais impressionantes que presenciei durante minha estadia em Israel foi o show das luzes. Não estou falando do show que acontece durante à noite na Torre de David, o Night Spectacular, mas de um que toma a Cidade Velha INTEIRA. O Festival das Luzes acontece durante as noites de verão, em junho e julho, e é simplesmente imperdível se você estiver em Israel na época. São montadas árvores e flores gigantes no lado de fora das muralhas e, nelas, são exibidas imagens que se movimentam. Dentro dos portões, músicos tocam harpas e, nas ruas de dentro, tocam seus instrumentos vestidos com coletes que lembram vagalumes. Em cada parede, um tema diferente é projetado: de líderes de Israel à águas-vivas coloridas penduradas em sua parte mais alta. Para você não se perder na cidade já escura, iluminada apenas pelas atrações, mapas com as principais atrações são distribuídas em hebraico, árabe e inglês. O melhor de tudo é que o evento é totalmente de graça e aberto ao público! De acordo com o site do evento, ele acontece entre 20h e 23h nos dias normais e entre 21h e 00h no shabat (sábado). Site do evento: https://www.lightinjerusalem.com/ Vídeo promocional: Portão de Damasco na edição de 2014: obs.: perdão pelas fotos... a qualidade da câmera e a paciência da fotógrafa não era das melhores... no youtube e no site do evento dá para ter uma noção melhor do quão incrível o festival é.
  6. Janeiro de 2019 - altíssima temporada: estava com férias para tirar no estágio e com vontade de viajar. Há meses estava pensando em fazer um mochilão pela Itália com uma amiga, que logo pôs meus pés no chão por conta do preço das passagens. No dia 20 recebi senhora promoção noticiada pelo Passagens Imperdíveis com os trechos SP x FCO x LIN x FCO x SP por 1.200 bonoros reais. Eu e meu pai compramos elas pelo Almundo e deu super certo! A reserva emitida pela Alitalia chegou algumas horas depois no e-mail. Como a promoção apareceu na página apenas quatro dias antes do embarque, tivemos pouquíssimo tempo para nos programarmos, escolhermos hotel e etc. 24/01/2019 (dia 00) Viagem: RJ x SP x Roma Saímos do Santos Dumont umas 11h da manhã e chegamos no Guarulhos menos de 1h depois em um voo bem ponte aérea da Gol. O voo atrasou um pouco, mas não tinha problema, já que a viagem para Roma seria só a noite. Embarcamos umas 22h na classe econômica da Alitalia. O avião era velho, algo que dava para perceber pela poltrona e pela tela do sistema de entretenimento. Mas a viagem foi tranquila, a comida era boa e o atendimento sem defeitos. 25/01/2019 (dia 01) Roma Nós chegamos à tarde em Roma e pegamos o trem Leonardo Express por 14 euros do aeroporto internacional Leonardo da Vinci - Fiumicino até a Termini. A imigração foi tão tranquila que o agente, que estava conversando com outro, mal olhou nossos passaportes. Inclusive, o carimbo saiu com a data errada. Compramos o ticket em uma maquininha logo na área de desembarque já depois de pagar as bagagens e, na verdade, a única vantagem dele é a velocidade e o tempo menor de viagem. Fora isso... descobrimos que o ônibus é mais barato. São algumas companhias com guichês que ficam no lado de fora do terminal, vendendo os tickets por 5 ou 6 euros. Um exemplo é a Terravision. Desembarcamos na Termini e fomos direto para o hotel fazer o check in. Ele ficava à alguns quarteirões em uma área cheia de barraquinhas de souvenir por 1 euro e etc., mas não muito bem frequentada durante a noite. O hotel ficava em um prédio residencial e era bem antigo, mas limpo e aconchegante. O dono, um senhor bastante atencioso, nos deu um mapa da cidade e circulou as principais atrações turísticas. Ele inclusive nos indicou um supermercado subterrâneo nas redondezas com um preço mais em conta. Também compramos nossos chips com 4g da Vodafone na loja deles na própria Termini. Nas duas primeiras noites, nós ficamos no Hotel Aristotele. Esse é o link com mais informações sobre o Leonardo https://www.alitalia.com/pt_br/fly-alitalia/news-and-activities/news/Leonardo-Express.html. A compra dos tickets pode ser feita no site da Trenitalia ou nas maquininhas já no saguão do aeroporto. 26/01/2019 (dia 02) Roma Acordamos bem cedo, tomamos café da manhã em um mercado que fica no subsolo da Termini e descemos para o metrô. Compramos o ticket diário de transporte por 7 euros e embarcamos na linha azul sentido Laurentina, mas tínhamos como destino final a estação Coloseo. Essa é uma das grandes vantagens de ficar hospedada perto da Termini: o metrô. A estação dela é a que todas as linhas se encontram. Mapa do metrô romano. Achei ele bem eficiente, mas a meio complicado no quesito de acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção. Algumas estações estavam sem escada rolante e elevador, contando apenas com escadarias. Já tínhamos lido sobre a imensa fila de turistas na bilheteria do Coliseu e a dica de entrarmos na do Palatino. Deu mega certo! Só haviam 3 pessoas na nossa frente e o ticket era o mesmo: Coliseu + Fórum romano + Palatino por 14 euros e com validade de 2 dias. Visitamos primeiro o Coliseu e almoçamos no Carrefour Express próximo antes de irmos para os outros dois. Ah, é possível fazer múltiplas entradas com o ingresso, desde que sejam dentro dessas 48h desde a compra do ingresso. Sendo sincera, apesar de ser fã de história e tal e ser telespectadora #1 do History, senti falta de um guia. Saímos do complexo no meio da tarde e demos de cara com uma avenida com estátuas de imperadores romanos, como Júlio Cesar. Ela dá na Piazza Venezia, chegando ao lado do imenso e branco monumento ao Vittorio Emanuele II, o primeiro rei da Itália unificada. Seguimos nosso caminho à pé até o grandioso Panteão. Depois, fomos andando até a Piazza Navona, local de um dos pontos do Caminho da Iluminação de Dan Brown: a do elemento água. Lá também é onde fica a embaixada palácio brasileira na Itália, o consulado-geral e a Missão do Brasil na FAO. Nós infelizmente esquecemos da existência de um tour guiado pelo palácio às quintas. O agendamento para ele pode ser feito neste link: http://www.ambasciatadelbrasile.it/palacio/visita_guidata_por.asp. Fomos até a feira Campo dei Fiori lanchar um típico sanduíche de foccacia de caprese e depois entramos no primeiro metrô que vimos para a Piazza del Popolo. Localizada logo em sua entrada, a igreja Santa Maria del Popolo é outro ponto do Caminho da Iluminação: terra, localizada na Capela Chigi, feita por ninguém menos que Rafael. A última atração visitada no dia foi a L O T A D A Fontana di Trevi, com a presença bem cara de pau dos pickpockets. Ela é bem longe da estação e rende uma boa caminhada. Já tinha anoitecido. Minha tentativa de mostrar a quantidade de gente em um espaço surpreendentemente tão pequeno. Eu li que, pra tirar fotos boas e dignas de instagram, o melhor jeito é chegar bem de manhãzinha ou tarde da noite. 27/01/2019 (dia 03) Vaticano e Roma Precisávamos trocar de hotel que agora seria do outro lado da Termini, em uma região melhor localizada. Era um Airbnb também em um prédio residencial, mas mais moderno e limpo, com snacks e chás disponíveis para os hóspedes. Como era o último domingo do mês, algumas atrações estavam gratuitas, então resolvemos usar essa oportunidade para visitarmos o Museu do Vaticano. Placa do Vaticano informando o calendário com os dias de gratuidade no ano de 2019. A fila estava gigantesca, mas andou bem rápido e o museu é imperdível. Site: http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html. Depois de sairmos, cruzamos a fronteira entre a Itália e o Vaticano e fomos na Praça São Pedro, ver o ponto do elemento ar. Seguimos até o Castel Sant'Angelo, que custou 15 euros e, na verdade, apesar de toda sua história, arquitetura e etc., fiquei um pouco decepcionada com a falta de semelhança com oque foi apresentado no filme Anjos e Demônios. Se você comprar o Roma Pass, ele tá na lista de museus. Saímos de lá já a noite e fomos jantar pizza no Panteão. 28/01/2019 (dia 04) Vaticano e Roma Voltamos ao Vaticano e gastamos a manhã toda na Basílica de São Pedro - após pegar uma longa fila e uma dolorosa e bizarra chuva de granizo. Assim como todas as igrejas de Roma, ela é gratuita. Saímos dela e passamos o dia visitando cada canto do Vaticano, que é bem interessante! Lanchamos em uma padaria subterrânea perto da estação de metrô Ottaviano antes de embarcamos para a Piazza di Spagna. Chamamos lá e PÁ, mas uma chuva gelada que depois se transformou em uma de granizo. Por causa do frio beirando ao insuportável, voltamos ao Vaticano e ficamos por lá o restante o dia. 30/01/2019 (dia 05) Roma Recebemos a indicação de visitar a Trastevere, no outro lado do Rio Tibre, mas ficamos bem decepcionados. Pode ser devido a hora do dia e tal. O que compensou a ida foi o Gueto judaico. Milhares de judeus ficaram confinados nele e posteriormente enviados para campos de concentração ao leste. Para visitar a sinagoga, é preciso de agendamento e um guia. É interessante observar também as plaquinhas douradas no chão indicando o local de moradia de alguns dos deportados, com as informações de onde e quando nascerem e para onde foram. Placa em homenagem aos judeus romanos deportados para o campos de concentração no dia 16 de outubro de 1943. 31/01/2019 (dia 06) Roma (Fiumicino) - Milão (Linate) Desta vez nos acertamos e pegamos o ônibus até o aeroporto. A viagem foi supertranquila! Chegamos bem cedo no Fiumicino e, para nossa supresa, a Alitalia permitiu o despacho das bagagens com mais de 5h de antecedência. Todos os procedimentos de segurança foram tranquilos e rápidos e nós almoçamos em um restaurante de saladas por lá. Chegamos em Milão pelo aeroporto de Linate, mais próximo da cidade e bem menor que o de Malpensa. Demos a sorte de pegar o último ônibus para a estação central (mesmíssimo esquema do que o de Roma). Fizemos o check in no hotel. Foi engraçado e bastante esquisito: o check in foi feito em uma loja de rua, atendida por uns garotos na faixa dos 20 anos de idade, e o hotel ficava um pouco mais a diante, no outro lado da rua, em um prédio comercial. Era equipado com microondas, chaleira, máquina de café, torradinhas, geleias e cápsulas de café. Nós fomos achar um lugar para jantar, mas tudo nas redondezas já estava fechado. 01/01/2019 (dia 07) Milão Acordamos com neve e saímos cedo e descemos para o metrô, no outro lado da rua do hotel. Fomos para o Duomo de Milão (a estação se chama Duomo mesmo), ainda fechado. O frio estava intenso (para dizer pouco... neve, chuva gelada e essas coisas) e estávamos com muita fome. Como tinha um Mc Donalds por perto decidimos que seria ali mesmo. Na verdade, acabou valendo a pena! O croissant custava 1 euro e o chocolate quente também tinha um preço bem acessível. Tinham alguns combos de café da manhã bem bons e em conta. Terminamos de comer e fomos na Galeria Vittorio Emanuele e, uma das saídas dela, dá direto no Teatro Scala e a uma estátua do Leonardo da Vinci. Tínhamos lido sobre a Panzerotti di Luini, famosíssima e decidimos experimentar. Só que ela abre um pouco tarde, então precisávamos fazer hora. Voltamos para a área do Duomo e entramos na La Rinascente, uma loja de departamentos bem chique, mas com uma loja de várias coisas bem legais no subsolo - de canetas à decoração de cômodos. Enfim fomos comer na Panzerotti di Luini - eu pedi de Margherita e meu pai de Pistachio - e voltamos para o Duomo, já lotado e, devido ao frio, decidimos não encarar a fila. Fomos almoçar pizza na estação central e embarcamos no metrô até o Castelo de Szforzesco. Eu diria que ele é imperdível. Suas coleções são incríveis e o castelo em si é um espetáculo. O problema era o frio e o gelo no solo no lado de fora dele. O site dele é https://www.milanocastello.it/en. Parte de fora do castelo. Pietà assinada por Michelangelo. Jantamos em uma cafeteria perto da estação central risoto a milanesa e frango a milanesa. Acho que um dia em Milão foi mais que o suficiente. O nome do b&b em que ficamos é I Am Here - Gioia 66, fizemos a reserva pelo Booking e duas diárias para duas pessoas custou 81,70 merkels. 02/02/2019 (dia 08) Viagem interna: Milão x Veneza Mestre Embarcamos para Veneza pela Italo umas 11h. A viagem foi mega tranquila e descobrimos que poderíamos descer na Mestre ao invés do nosso destino original, que era a Santa Lucia. Chegamos em Mestre e fomos fazer o check in no hotel. Tínhamos reservado após a cancela do anterior já quase no portão de embarque do Guarulhos e a sorte que tivemos logo se tornou evidente. Ok, ele estava em obras, mas nos transferiram para um "hotel irmão" dele, localizado na Corso del Popolo, a rua principal e rota do ônibus que liga Mestre a Veneza que conhecemos. Perto do hotel também tinha um Mc Donalds, lanchonetes, supermercado PAM e outra rede ainda maior e mais barata. Fizemos a reserva no Hotel Ambasciatori, mas acabamos ficando no Hotel Delfino. As cinco noites para duas pessoas no quarto Standard custou R$ 921,70. 03/02/2019 (dia 09) Veneza Compramos o ticket diário de transporte na recepção do hotel e fomos de ônibus até a ilha, passando pela Via della Libertá, o único modo terrestre de chegar até lá. Chegamos na Piazzale Roma e subimos aquela estranha ponte de vidro que enfim dá acesso à ilha. Ponte que dá acesso à Veneza. Fomos andando pelas ruas e demos de cara com elas alagadas. Logo me toquei que estávamos presenciando a Acqua Alta: um fenômeno que ocorre no inverno com a subida do nível do mar, alagando partes da cidade durante algumas horas do dia. Mas tudo lá é preparado para isso: são montadas passarelas nos pontos afetados e camelôs vendem "botas" de plástico para proteger os sapatos. Um dos canais transbordados. Passarela montada ligando a galeria da praça ao Palácio Ducale. O chão já estava praticamente seco. Ainda era bem cedo e as lojas estavam fechadas. Isso foi claramente um erro. Nós estamos acostumados a sair bem cedo do hotel para aproveitar bem o dia, mas percebemos que não seria o caso de Veneza. Seguimos o trajeto e chegamos na Ponte di Rialto e seguimos até a Piazza San Marco, com poças d'água. A famosíssima e belíssima San Marco alagada. Um lugar interessante que fomos é o Theatro Italia, que fica no lado da Piazzale Roma de Veneza. É um supermercado dentro de um teatro desativado, que manteve sua arquitetura, pinturas e etc. É muito lindo! Eles ainda vendem doces típicos e com embalagens próprias do supermercado. Compramos uma caixa linda de torrone para trazer para o Brasil. Infelizmente, não podia tirar foto dentro. 04/03/2019 (dia 10) Veneza Fomos no triste Gueto judaico - que na verdade são dois! O Vecchio e o novo. Uma curiosidade é que a palavra "gueto" surgiu lá. Durante a república veneziana, os judeus da cidade eram confinados dentro do bairro durante a noite, quando as pontes se levantavam, isolando-os das outras ilhas. Eles eram limitados à certos tipos de emprego e o uso de peças de roupa distintivas era obrigatório. Lembra algum outro episódio histórico? O clima lá é um tanto mais pesado que o de Roma, por ser mais antigo e com mais monumentos dedicados aos judeus de Veneza deportados e mortos durante o Holocausto. A visita ao Museu Judaico precisa ser agendado. Parede no gueto com placas com cenas da deportação e do Holocausto. Muro em homenagem aos judeus venezianos deportados. 05/03/2019 (dia 11) Veneza Enfim: SOL!!!! O dia amanheceu ensolarado e o cenário mudou totalmente! Refizemos os trajetos e revisitamos os principais pontos turísticos como a San Marco - e a sua basílica - e a Ponte dos Suspiros, os bairros da cidade, como a Accademia e o Dorsoduro, visitamos por coincidência o Museo della Musica, e a Santa Croce. Fomos também na eleita pela BBC a livraria mais bonita do mundo, a Libreria Acqua Alta. Os livros, mapas e fotos ficam dispostos em banheiras, barris e gôndolas para serem protegidos das águas do canal. Eles vendem livros de diferentes gêneros, estados de conservação, preço e idiomas. Tem uns souvenires bem legais e diferentes, como fotos e mapas antigos da cidade. 05/03/2019 (dia 11) Lagoa de Veneza Compramos o ticket diário para o uso do Vaporetto por 7 euros em um dos seus guichês. Nos embarcamos na estação da Piazzale Roma. Vaporetto é o ônibus de Veneza, ou seja, um barco. Ele não é muito confortável e é um pouco lento e, dependendo da linha e do horário, pode ser bem cheio. Para Lido, há também o ferry. São várias linhas e achei as rotas um tanto confusas. Começamos por Murano, com suas inúmeras lojas vendendo peças feitas com seu famoso vidro. Fiquei um pouco decepcionada com a ilha.. Os vendedores eram nem um pouco receptivos e tudo parecia ser meio artificial estilo engana turista Depois, seguimos para a calma e vazia Torcello antes de seguirmos para Burano, o ponto altíssimo do nosso dia. As casas são lindas e parecem ter saído de um filme. São todas coloridas. De longe, é a melhor e a mais linda de todas. Árvore de natal em Murano feita com vidro de Murano, claro. Murano. A fofa e calma Torcello. Burano. Eleita por mim a melhor ilha de todas e seria um crime ir até Veneza e não visitá-la. Eu tinha lido sobre as praias de Lido e decidimos ir até lá conhecer. Já no vaporetto percebemos a ausência de turistas e a abundância de locais. Quando desembarcamos, não conseguimos achar as praias e só depois descobri que elas ficam no outro lado. Como estava frio e anoitecendo e Lido é um pouco longe de Veneza, resolvamos voltar. Ficamos passeando pela principal linha de vaporetto que cobre o Grande Canal (!!!) e passa pelos principais pontos turísticos. Já estava de noite e confesso que fiquei um pouco decepcionada com a visão e com a vida noturna. Considerando que a gôndola custa salgados 80 merkels por passeio, pra quem quer economizar, acho que o vaporetto pode ser uma boa opção para ter uma visão de Veneza pelos seus canais. Voltamos pra Mestre lá pelas 22h. Obs.: quando estávamos indo para as ilhas, vimos as Dolomitas no horizonte. Fomos pesquisar no site de ônibus o preço das passagens e elas estavam bem em conta mas, infelizmente, não tinha mais data disponível nos dias em que estaríamos em Veneza, apenas no dia de regresso à Milão. 06/03/2019 (dia 12) Veneza Como meu pai era oficial da Marinha do Brasil, a parada no Museu Naval era obrigatória. Enquanto ele estava lá, o meu plano original era ir no Palácio do Dodge, o Ducale, mas o ingresso era tão caro que acabei desistindo e fui para o Naval também. SOBRE A COMIDA EM VENEZA: conseguimos achar perto da San Marco, uma rua cheia de lojas tipo Spoleto mas com sabores fixos. Os preços variavam entre 5 e 8 euros e eram uma delícia!!!! As pizzas lá também são baratas. Em Mestre nós comprávamos a janta no supermercado. Só no último dia que compramos uma pizza de cinco queijos, acho, em uma lanchonete em frente ao hotel. Custou menos de 10 euros e tinha até brie kkk Ou seja, dá para economizar em Veneza sim. 07 e 08/03/2019 (dias 13 e 14) Veneza Mestre x Milão x Roma Viajamos o dia inteiro e enfim chegamos à Milão umas 18h. Pegamos o ônibus por 6 euros para o Linate e lá ficamos a noite inteira esperando o momento de embarcar para Roma, que seria logo pela manhã. Após longas horas de espera e com o aeroporto fechado, mas com gente dentro na mesma situação, o check in enfim abriu! O melhor de tudo foi que a moça da Alitalia conseguiu adiantar nosso voo para o primeiro da manhã. E isso acabou fazendo toda diferença: a aduana do Fiumicino estava lerdíssima e entupida de gente. Nós, um pessoal de um voo para a Cidade do México e de outro para a Armênia quase não conseguimos embarcar. Mas acabou dando tudo certo. Conseguimos chegar no portão de embarque quando estavam anunciando o início dele. Para SP, o voo, como sempre, foi tranquilo, apesar de diurno. Chegamos em Guarulhos umas 20h, alguns minutos antes do último voo do dia para a Cidade Maravilhosa. 09/03/2019 (dia 15) São Paulo - Rio de Janeiro (Gol) Após mais uma noite em claro no aeroporto, salva pelo intenso movimento existente 24/7 no GRU e pela existência de um "hotel" que você pode alugar um banheiro por 1h dentro do aeroporto, embarcamos às 6h para o Santos Dumont. UTILIDADE PÚBLICA: https://www.slavierohoteis.com.br/hoteis/fast-sleep-by-slaviero-hoteis/ O LINK DO TAL HOTEL. ((((( em construção )))))
  7. Oi, Kamaral! Olha, o único problema dele é a paciência para enfrentar a fila para fazê-lo na estação. Se você tiver a paciência, andar bastante de transporte público em Jerusalém e pretender visitar outras cidades pelo país, vale a pena sim! Por exemplo, se for ao Mar Morto com a Egged, pode pedir para o condutor o "Od Chazor", ou seja, ida e volta, podendo ganhar desconto na passagem. Outra vantagem é não precisar se preocupar em ficar comprando passagem o tempo todo e poder pagá-la nos totens do "VLT".
  8. Olá! Meu primeiro relato de viagem vai ser sobre Jerusalém, cidade onde morei por alguns meses. Como não sou uma pessoa religiosa, antes de ir, e até mesmo lá, fiquei caçando dicas do que fazer na cidade, e vi que a maioria era de turismo religioso. Acredito que muita gente também não tenha essa prioridade no roteiro, então resolvi fazer algo com um foco novo. Então, como dizemos em hebraico: YALLA! Como estava no bairro de Ramot, o meu ponto de partida basicamente era a Tachaná HaMerkazit, literalmente Estação Central. Nela, você pode comprar chip de celular na loja Bug (o símbolo é uma joaninha), comer, fazer seu Rav Kav (o RioCard da cia de ônibus Egged) e viajar para várias cidades dentro do país. Site da Egged: http://www.egged.co.il/HomePage.aspx No lado de fora da estação, no outro lado da rua, tem um prático VLT, que viaja para dois sentidos: Har Herzl (Mount Herzl) ou Heil HaVir. Dividi os pontos de interesse de acordo com cada um deles. . Mount Herzl: São dois os principais pontos turísticos: o cemitério homônimo e o Yad VaShem, o Museu do Holocausto. Um fica literalmente ao lado do outro e dá para visitar gratuitamente os dois no mesmo dia. O cemitério do Mount Herzl é o cemitério nacional de Israel. Nele, estão enterrados personalidades como a maioria dos chefes de Estado e governo do país, o pai fundador do sionismo - o próprio Herzl -, vítimas do terrorismo, soldados mortos durante as guerras e até os que perderam suas vidas lutando pelos exércitos britânico e soviético durante a Segunda Guerra Mundial. O lugar é lindo, silencioso, calmo e cheio de monumentos. Túmulo de Theodor Herzl. O Yad VaShem dispensa explicações. Apesar de pesado, acredito que deve ser uma visita obrigatória. O complexo é bem grande, contendo não apenas o "museu principal", mas o lindo e triste memorial das crianças, a avenida dos Justos Entre as Nações, monumentos às comunidades judaicas europeias, à resistência e o hall onde fica a chama eterna, cercada pelos nomes dos campos de extermínio cravados no chão em hebraico e em inglês. Heil HaVir: são muitos rsrsrs Se quiser andar mais um pouco e explorar a cidade, desça na Machané Yehuda, o shuk. É simplesmente incrível a quantidade de produtos frescos, restaurantes, aromas e cores. Quinta e sexta ela fica LOTADA e fica fechada durante o shabat. Doces árabes no Machané Yehuda. Siga andando pela Reehov Yaffo, ou a Jaffa Street. Há várias lojas, pedestres e ruas interessantes. Uma das mais famosas é a clássica Ben Yehuda. Aproveite para almoçar na rua de cima, a King George. No outro lado da calçada, tem um podrão chamado HaMelech Falafel ve Schawarma, literalmente O Rei do Falafel e do Schwarma. É barato e gostoso. Se quiser uma opção mais turística - e cara - coma no Moshiko que fica bem na Ben Yehuda. Continue pela Yaffo e passe pela prefeitura, atravesse a rua e pronto: você chegou no portão de Jaffa. Ele dá acesso aos bairros muçulmano (siga em frente) e ao armênio (à direita) e você de quebra dá de cara com a Torre de David (de preferência vá a noite nela! Tem um show de luzes lindo que conta a história da cidade https://www.tod.org.il/en/the-night-spectacular/). Ambos os bairros são incríveis, mas a calmaria e o artesanato dos armênios me conquistou de primeira. O muçulmano é mais caótico e você se torna mais passível de assédio comercial por parte dos vendedores das lojas de artefatos e souvenirs, algo que enche mais o saco. Ele é consideravelmente mais movimentado também. Siga as placas - ou o fluxo - e chegue ou no Muro das Lamentações, acessível pelos dois bairros mencionados, ou ao Santo Sepulcro. A entrada de ambos é gratuita e os dois são lotados, mas lindos e obrigatórios. Ainda sobre os bairros, há o católico e o judaico, que também são bons para bater perna e admirar. Mapa da Cidade Velha Esplanada das Mesquitas: só consegui ir uma vez, e de forma rápida. Sugiro que vá vestidx adequadamente (mulheres cobrindo os ombros, a cabeça e as pernas - e isso vale para o Muro das Lamentações tb) e verifique os horários (cuidado com o Ramadã e as preces). Outro lugar interessante é a Ir/Cidade de David: fica no lado de fora da cidade velha murada e onde tem cisternas subterrâneas acessíveis para o público. Recomendo bastante! Menos para os claustrofóbicos. Também do lado de fora da cidade murada tem o Mamila: fica no lado de fora do portão de Jaffa. É um shopping com marcas de grife a céu aberto, bem lindo. Há lugares acessíveis de ônibus que são incríveis também: o Museu de Israel, o Knesset (Parlamento) - precisa agendar horário para visitas internas - e até o zoológico bíblico. Desses, eu acho o Museu de Israel o mais incrível. O acervo é gigante, principalmente se tratando das comunidades judaicas ao redor do mundo: do Suriname à Índia há até sinagogas replicadas. site: https://www.imj.org.il/en verifique nele os dias de gratuidade. Se não me engano, é as quintas. Sobre comidas: Israel é um país CARO, mas há opções mais em conta. COFIX, OU COFIZZ: qualquer uma das duas vende quase tudo por 6 NIS. A comida é boa, é servida rápida e take off. Ou seja, um café da manhã com um ice (o tradicional e febre é o ice coffee, mas tem de morango, chocolate, maracujá, baunilha…) e uma focaccia sai por 12 NIS. É barato, bom e alimenta. Lá vende também refeições prontas. Falafel & Shawarma: não passa dos 30 NIS e a maioria vem com um refrigerante. Vende por todo o país, principalmente nos shuks. É literalmente a marca registrada de Israel. Um clássico shawarma Outros lugares bons, mas nem tão baratos: as sorveterias Aldo e Katsefet (essa fica na Ben Yehuda e vende outros doces, como crepe), o Aroma (não tem Starbucks em Israel, então o Aroma é seu substituto e fica bem à altura), a hamburgueria Burgers Bar e a padaria sensacional com uma inconfundível fachada vinho Maafe Neeman (מאפה נאמן). Sobre casa de câmbio: ou eu sacava nos vários ATM disponíveis na Machané Yehuda, ou trocava os euros (sempre dou preferência aos euros por causa das escalas na Europa) nas casas de câmbio perto da Ben Yehuda. Às vezes eu sacava nos caixas dos bancos israelenses Hapoalim ou Leumi. Espero que gostem e aproveitem essa cidade incrível e mágica
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