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Gabs Palhares

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  1. Olá mochileiros! Essa é a primeira vez que eu escrevo aqui, ainda não entendi muito bem como funciona, mas achei muito legal a ideia do site e acho que deveria compartilhar com vocês a minha experiência desse último fim de semana (28/07/18) em Ilhabela. Eu e o Lucas resolvemos fazer a trilha que eu sempre sonhei até a praia de Bonete em Ilhabela, considerada uma das praias mais bonitas do Brasil. Pelo que eu tinha lido na internet não era uma trilha muito fácil de ser feita, então combinamos que teríamos um mês para nos preparar para andar com nossos mochilões com os utensílios necessários para acamparmos em um camping na praia. Ou seja, teríamos que aguentar 15km com bastante coisa nas costas. Foi a melhor decisão que tomamos, porque realmente seria difícil fazê-la totalmente sedentária. Enfim, vamos ao que realmente importa! Partimos de São José dos Campos às 4h30 da manhã com destino a balsa pela Tamoios. Estava bem vazia, então foi tranquilo chegar em São Sebastião. Demoramos algo em torno de 2h20 para chegar e mais 30 min para realmente iniciar a travessia da balsa. O preço para fazer a travessia é um pouco salgado, R$28,00, mas vale muito a pena. Chegamos em Ilhabela 7h30 e seguimos rumo extremo sul da ilha, onde lemos na internet ter um estacionamento do Zé da Sepituba. Para chegar la tivemos que andar alguns metros em uma estrada de terra bem tranquila e lá pelas 8h estávamos estacionados. O pernoite custou R$30,00. Fizemos um último xixi, comemos uns pãezinhos que preparamos para o fim de semana (foram ao todo 8 sanduíches com requeijão e presunto, 10 ovos cozidos e algumas tapiocas e sardinha, que acabamos não comendo) e iniciamos a trilha 8h30. A trilha é muito bem demarcada e não tem dificuldade nenhuma para seguir. Seguimos em um ritmo bem tranquilo, por mais ou menos 1h, quando alcançamos a primeira cachoeira. Nesse primeiro momento o cansaço ainda é pequeno, tem algumas subidas e descidas, mas não foi suficiente para nos deixar muito cansados. Porém, foi muito gostoso parar o esforço físico para entrar nas águas gelaaaadas da primeira cachoeira: cachoeira da Laje. Tem uma ponte bem bonitinha para atravessar, que é igual nas três cachoeiras seguintes. Primeira cachoeira (cachoeira da Laje). Depois de nos refrescarmos bastante seguimos nosso caminho, chegando na segunda cachoeira (cachoeira Areado) depois de mais ou menos umas 2h. Nesse ponto já havíamos subido e descido bastante então estávamos mais cansados. Tentamos entrar nela, mas os borrachudos que até então não tinham nos atormentado tornaram impossível ficar sem calça e blusa, o pouco de tempo que fiquei de biquini para entrar na água tomei algumas picadas no tornozelo. Resolvemos ficar com a roupa mesmo e apenas molhar os pés. Seguem fotos dela. Segunda cachoeira (cachoeira Areado). Depois dessa cachoeira, andamos por mais um tempo, não sei ao certo quanto, e vimos pela primeira vez a praia ao longe. Nesse momento, tente procurar por uma trilha secundária que dá em um mirante muito bonito da praia, como na foto abaixo. Já dava para ouvir o barulho da queda da última cachoeira o que significava que realmente estávamos chegando. Tiramos algumas fotos nesse mirante (até subimos em uma das pedras!) e depois seguimos para os últimos km até a maravilhosa praia do Bonete. Primeira vista da praia durante a trilha. Mirante incrível um pouco antes da última cachoeira. Por fim, chegamos na última cachoeira, cachoeira Saquinho, mas estávamos tão ansiosos para chegar a praia que tiramos algumas fotos rápidas e seguimos até o destino final. Última cachoeira (cachoeira Saquinho). Chegamos na praia por volta das 14h30, totalizando 6h de trilha. Assim que chegamos já fomos direto procurar por um camping. Tinha um logo no início da praia, bem próximo da areia que a princípio gostamos muito, mas tínhamos lido bastante sobre o camping do Eugênio e resolvemos procurá-lo para decidir qual era o melhor. O camping do Eugênio era muito mais longe da praia e não encontramos ninguém para nos informar quanto ao preço , banheiro, etc, então decidimos voltar para o primeiro que tinha banho quente e um espaço bom para colocar nossa barraca, por R$30,00 cada um. Montamos tudo e fomos para a praia. Nesse momento tivemos o primeiro vislumbre do que são os borrachudos e o poder que eles tem para incomodar. Passe muito repelente quando for e de preferência tente comprar o da ilha que na minha opinião é o único que funciona. Fui tão picada nessa viagem que minha perna está inchada até agora e estou tendo que tomar antialérgico de 8 em 8 horas. Depois de nos banharmos um pouco nas águas cristalinas do mar do Bonete (um mar bastante bravo), tomamos um banho e resolvemos descansar. Dormimos até 20h30 quando sentimos muita fome e fomos no restaurante ao lado do camping. Pedimos um prato comercial de 30 reais cada um, com filé de frango, farofa, arroz, feijão e salada. Muito bem servido, geralmente não aguento comer muito, mas nesse dia a fome tava gigante e comi até o último grão de arroz que tinha no prato. Depois dessa refeição maravilhosa fomos passear na praia a noite, sob uma lua cheia incrivelmente bonita. A praia era praticamente nossa, foi uma sensação gostosa passear por ela. Sentamos um pouco e depois quando sentimos sono voltamos para a barraca para dormir. No dia seguinte tínhamos combinado de acordar cedo para ver o nascer do sol, mas como ele não nasce no mar ficamos com preguiça e fomos acordar somente 8h30. Colocamos uma roupa para fazer trilha, pegamos uma mochilinha menor com apenas água, câmera e uns pãezinhos e partimos rumo ao mirante do outro lado da praia. a trilha é um pouco difícil de achar, mas é só perguntar para os moradores que indicam para você. Tem bastante subida, depois de andar até o Bonete pode ser bastante cansativo, mas vale muito a pena. Depois de alguns km, acredito que no máximo 2, você chega ao mirante. Tem várias pedras que você pode tirar fotos, é só continuar andando. Mirante da praia do Bonete. Vista do outro lado do mirante. Depois de tirarmos bastante foto resolvemos seguir a trilha que daria até a praia das Enxovas que, de acordo com a placa, ficava a 3,3km dali. Para chegar é bem fácil, apenas descida, mas para voltar pode ser bastante cansativa. A praia das Enxovas é maravilhosa também, mas sofremos um grande ataque de borrachudos quando chegamos lá. O mar possui bastante pedra, então tem que tomar cuidado para não machucar os pés. Praia das Enxovas. Depois de voltarmos para o Bonete, agendamos às 16h com um dos locais para voltarmos de barco, porque, confesso, minhas pernas já estavam muito cansadas para fazer a trilha de volta. Tomamos banho, arrumamos nossas coisas e fomos para o barco. Nesse momento foi quando mais tomei picadas em toda a viagem, por estar de shorts e não calça. Não façam isso! Essa última parte da viagem foi um pouco conturbada. O moço que nos levou de barco nos deixou em um lugar cheio de pedras muito escorregadias e nos pediu para seguir por uma trilha de uns 10 minutos até o estacionamento do Zé. Para mim foi muito ruim, porque escorregava muito e a minha mochila pesada me atrapalhava mais ainda, me deixando um pouco irritada. Lucas teve que me ajudar levando não só a mochila dele, mas a minha também, porque eu não conseguia subir sem escorregar. A trilha toda até o estacionamento foi assim, o que foi um pouco irritante. 17h estávamos no carro pronto para irmos comer em Ilhabela. Aproveitamos o fim de tarde para passear na praia do Julião e depois seguimos para a vila tomar um sorvete do Rochinha. Para completar a gordisse, passamos no restaurante "O caminho da pizza" para comer uma pizza deliciosa de massa fina na pedra. É isso! Foi um passeio incrível, com certeza farei de novo. Um dos lugares mais bonitos que já estive. Apenas os borrachudos poderiam ficar de fora. Até mais!
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