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Igor Bagnara

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  1. Ótimo relato! Estou indo em janeiro com uma amiga e não somos religiosos, deu uma outra vista do que fazer!
  2. Opa Eduardo, valeeu! Olha, peguei chuva diversas vezes durante a trip, porém eram chuvas passageiras, muitas vezes na volta do passeio, não sei se foi sorte ou Pacha Mama olhando por mim. Não atrapalhou NENHUM passeio que fiz, peguei alguns lugares nublados, porém é normal o ano todo. Cusco tem um tempo imprevisível hahaha Meu conselho é ir sempre com troca de roupas e no estilo 'cebola', varias camadas pra ir tirando ou colocando conforme o tempo. Pode perguntar quando tiver qualquer dúvida! Postarei as continuações assim que possível Ps: se eu não responder aqui, pode mandar no insta que vejo na hora: @igorbagnara
  3. DIA 3 - O ESPERADO E ESPETACULAR DESERTO DE SAL O ônibus chega de madrugada numa rua deserta, geral estava lesado de sono, sem saber o que fazer... Maaaas eu estava preparado! Assim como havia lido no relato do @rodrigovix e da @Maryana Teles, um senhor nos abordou, já mandei com todo meu portunhol: Eres de lo Nonis café? Quando o senhor concordou, já gritei pra geral me seguir que sabia exatamente onde ia, me sentindo o guia. 🤣😂 Havia um pessoal tentando abordar em relação à passeios, mas ignorei todos com sucesso (melhor esperar as agências abrirem e vc estar mais consciente antes de fechar algo). Eu estava me sentindo em casa, pedi um chá com pão redondo e comecei a conversar com nossa turma BR (por enquanto era Eu, Kaique, Cleverson, Cintia, Clau e Eli, a quantidade exata de pessoas pro 4x4), eu estava bem aliviado por que curti geral e tinha lido muito relato de pessoas que não curtiram tanto a travessia do deserto por conta da companhia no carro. O que se seguiu foi rápido e já não vem à mente com clareza, mas ouvimos mais da nossa amada língua e fomos trocando ideia, juntando o povo! Até aí já tínhamos mais cinco meninas (Gabi, Clarissa. Thayna, Vitória e Natália). Eu dizia ter indicações de duas agências e batendo com do pessoal a agência em comum era a Esmeralda tours. Ficou decidido que ao dar 8h, iríamos num pequeno grupo negociar. Gostamos da proposta e de como fomos recebidos, estava por 800 bols (valor padrão). Ao voltar já havia crescido o grupo BR, tinha até uma gringa no meio (Ivy se não me falha a memória). Fomos toda cambada de BR pra agência, deixamos os mochiloes, separamos as coisas pra mochila de ataque (importante pois o mochilao fica em cima do 4x4 e não pode ser acessado) e iríamos aguardar teoricamente até as 10h para a partida. Fomos comprar snacks e água (são 2 dias e meio, ponto de água somente nos alojamentos e almoço), dividimos um galão de 6l (se não me engano) em dois. Ali passei meu primeiro 'perrengue' com inglês, a gringa estava no grupo porém nós já tínhamos comprado snacks antecipadamente e começamos a voltar antes. Ela era da Finlândia, mas o inglês era bem carregado e eu tava bem travado para falar, foi uma conversa bem mais ou menos sobre viagem, porém vi que ela não tava curtindo, tentei usar o tradutor e ela se mostrou menos disposta ainda, então larguei mão. Fui trocar o dinheiro para pagar o passeio, havia trocado certo para pagar esse passeio, mas o dia a mais em Sucre me fez gastar os bols. Encontrei um grupinho BR na frente e já comecei a trocar ideia, ali estavam a Karla e mais dois. A cotação era HORRÍVEL pra Real e bem ruim pra dolar. A Karla inclusive se ferrou por ter apenas Real, eu troquei dólares o suficiente pra pagar o passeio. (sempre façam câmbio antes em Santa Cruz ou Sucre) Ao voltar, já havia outro grupo de brasileiros fechados com a Esmeralda. Estava aquele monte de BR desconhecido trocando ideia, foi mó bagunça na frente e dentro da agência! Ali conheci mais de cada um que iria conosco e a nova integrante, a blogueirinha (Tainá @fora_darotina). Fomos avisados que haveria atraso na saída por falta de combustível, já estava todo mundo bem cansado da viagem de ônibus, um puta calor e ansiedade à mil, ou seja, geral bolado. Mas foi até de boa, uniu bem mais o grupo! Eu estava me sentindo em casa, como se conhecesse aquele povo louco desde pequeno. Os carros começam a sair e nada dos da Esmeralda, pressionamos e um tempinho depois chegou a hora! Mochilao pra cima do 4x4 e o povo pra dentro. A disposição de lugares era: Um na frente ao lado do motô, três no banco de trás e dois no fundo que era meio apertado (decidimos ir revezando). Duas coisas importantes que aprendi durante essa travessia: a segurar o xixi (não pode fazer no deserto de sal por risco de contaminar) e que um bom grupo no carro realmente faz TODA diferença! Passamos 90% do tempo dentro do 4x4 e se a companhia for ruim, as horas irão se arrastar, eu tive uma grande sorte. Ah, outra coisa é levar folha de coca e algo para quebrar sua amargura, dica da Eli que levou uma espécie de bola de menta. A gente "bolava" a folha de coca com uma bolinha de menta no meio, era ótimo e ajudou bastante na aclimatação (o corpo acostumar com a altitude elevada). A primeira parada é logo na saída de Uyuni, o cemitério de trens. Há quem ache zoado um bando de trem abandonado (se fosse em sampa vc iria ficar empolgado?) e há gente como nós que estávamos ali pra aproveitar tudo o que havia. Eram os antigos trens utilizados para atravessar o deserto, tiramos várias fotos engraçadas em grupo e nosso guia aproveitou para voltar na cidade para pegar algo que tinha esquecido (só faltou nos avisar 🙄), mas não demorou muito. A Esmeralda estava com três carros, os três com 17 brasileiros e uma gringa. Porém um deles não estava junto, só o vimos quando partimos do cemitério de trens e lá estava a blogueirinha tirando fotos com seu lenço esvoaçante 🤣 A próxima parada já foi o almoço, foi o tempo de servir a mesa, visto que estava pronto. Tinha carne (de lhama creio), legumes, arroz, salada... Estava fria, porém boa e acompanhava coca quente e água pra beber. Ali a estrutura já era toda de sal, desde às paredes até o banco (obviamente eu provei o sal da parede igual a @Maryana Teles KKK). Após comer rapidinho e alguns irem no banheiro (2 ou 3 bols, Bolivia é sinal de banheiro pago) fomos para a parada seguinte, o monumento do Dakar e a praça das bandeiras. Como estávamos atrasados, seria uma parada rápida de 15/20 min, o pessoal se separou, alguns foram pegar fila pra tirar foto no monumento, outras na praça da bandeira procurar a bandeira do Brasil. Eu tirei uma foto só da parte de trás do monumento e juntei com um pessoal para começar as frustrantes tentativas de foto em perspectiva! Hahahaha é bem mais difícil do que parece. Umas tentativas em vão e nos reunimos rapidinho pra foto e vídeo na praça da bandeira (rolou até cântico contra bolsonaro que havia acabado de assumir). Nesse momento a ansiedade tomava conta do corpo, a viagem finalmente havia começado! Mais alguns minutos de carro e chegamos num ponto seco do grandioso deserto de sal. Aquela imensidão de branco sem fim, o óculos de sol é indispensável, pois o branco chega a cegar. Descemos e fomos todos empolgados tirar fotos e mais fotos, apreciar aquela vista. A dificuldade com fotos panoramicas permaneceu, o guia não ajudou, então sobrou disposição! Cheguei a deitar para tirar foto, péssima decisão... O sal grudou na roupa toda hahahaha Tive que lavar antes de dormir! Meia horinha depois, volta todo mundo pro carro e partiu rumo ao Salar alagado, uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida. O conselho é levar chinelo ou ficar descalço. O carro foi chegando e o fôlego foi sumindo, que visão era aquela... Parecia um mundo de nuvens, no céu e no chão, algo infinito. Ali eu perdi a noção do tempo, de onde estava, do que fazer. Tirava uma foto ou outra, ficava olhando, voltava a tirar fotos, apreciava... Não estava preparado praquela paisagem, aquela imensidão de céu! Dali rumamos para o primeiro abrigo, horas e horas de carro, segurando xixi. Mas era agradável na medida do possível, a companhia era boa, o papo fluía. Nesse caminho um dos carros ficou para trás, em determinado momento paramos num pedacinho de terra e foi uma correria louca quando o motô disse que poderíamos fazer xixi ali! Hahahaha Vimos um carro atolar de longe e outro estava ajudando. Perrengues dos outros a parte, eu estava exausto. A viagem mal havia começado e eu tinha vivido taaaanta coisa em 3 dias. Depois de um tempo, o carro desatolou e seguimos viagem. Ao chegar no 'hotel de sal', fui surpreendido novamente! Achei muito bem estruturado, bonito, um rústico com conforto. A fila do banho estava gigante, o banho gelado era free, 10 bols pra ser "quente". Banho tomado, roupa suja lavada, bem agasalhado (estava frio pra k7), o jantar foi outra surpresa! Chegou uma panela gigante de sopa e me debulhei, até alguém da mesa avisar: gente, é só a entrada. Do nada chega um prato imenso de lomo saltado com papas. Eu já estava cheio só com a sopa hahahhaha Mas como minha mãe ensinou, bora limpar o prato né?! Falhamos na missão, era muita coisa, ainda havia um vinho pra cada mesa (carro). O guia inclusive achou meio ruim sobrar comida, mas não dava. Geral bem comidos (rs) e de banho tomado, indo dormir com as 3 cobertas na cama de sal. Tinha um povo juntando os vinhos das mesas pra tomar. Obviamente me juntei a eles, conversamos um bocado, bebemos e rimos muito. E já tava mais que na hora de dormir, no outro dia sairíamos cedinho. Eu sabia que havia feito a escolha certa de traçar esse caminho "sozinho"!
  4. DIA 2 - SUCRE E O PARQUE DOS DINOS No café da manhã fui comer pela primeira vez o que me seguiria durante toda viagem: aquele pão redondo seco com chá (café só solúvel e intragável). Depois do café o Cleverson e a Cintia encontraram mais duas brasileiras (Clau e Eli) indo para Uyuni no ônibus noturno. Nosso grupo BR tava se formando... combinamos de nos encontrar na rodoviária e saímos para resolver nossas pendências. Decidimos ir logo cedo na rodoviária pra resolver a questão das passagens (ainda bem), chegando lá era tipo uma garagem com uma mesa e cadeira hahaha Eu gastando todo meu portunhol pra convencer o cara que deveria trocar minha passagem, visto que mandei email dia 30/12 pedindo pra trocar a minha e do Kaique (migué a dele 👀). O cara ligou pro pessoal responsável pelo site e disse que eu teria que convencê-los! Deu um puta frio na barriga precisar falar espanhol por telefone e ainda ter ganhar uma discussão, mas era desconto né?! . Briga vai, briga vem... Conseguimos que eles vendessem duas passagens pelo valor de uma. O valor no local físico já era metade do que no site e durante esse rolo havia pedido pro Kaique ir na fila das passagens e segurar duas, visto que tinha ouvido que haviam pouquíssimas. De um jeito ou outro iríamos ter que pegar as passagens e acabamos ficando com as duas últimas! Depois decidimos fazer algo pela cidade e alguém falou que lá havia um parque de dinossauros, decidimos ir. Foi divertido? Sim. Eu voltaria se soubesse o valor + o que tem la? Não (eles cobram uma taxa maior pra turista e valor a mais pra foto) . Não que fosse ruim, mas achei bem voltado para as crianças, logo eu invoquei meu melhor lado e resolvi simplesmente me divertir ali com os dinos. Após o parque fomos ao mirante da cidade onde diziam ter uma vista completa de Sucre, só não imaginava que era uma subida até o céu hahahaha Valeu a pena, a vista era bonita e passamos numa das muitas feirinhas, onde o pessoal comprou touca, luvas e lembranças, me contentei em barganhar (mas acabei comprando uma touca no fim do dia por 20 bols). Sucre é uma cidade bonita, histórica, com belas arquiteturas, calçadas minúsculas, ótima pra fazer passeios a pé e sentir o clima. Lá pras 18h fomos tomar banho, pegar as coisas rumo Uyuni e o tão esperado deserto de sal! A rodoviária era um caos, demoramos pra nos acharmos, o ônibus atrasou, mas enfim embarcamos. Encontrei as meninas apenas dentro do ônibus. Lembro de flashbacks da viagem noturna, eu acordando algumas vezes com o motô fazendo umas curvas fechadas, o ônibus quebrando (motô/mecânico arrumou), mais algumas curvas, ônibus quebrando novamente, o povo aproveitando pra usar o famoso 'banheiro inka' e finalmente a chegada de madrugada em Uyuni.
  5. INTRO Depois de 8 meses finalmente estou encontrando coragem pra escrever o relato do mochilao pela América do Sul, espero conseguir lembrar de tudo hahaha Eu nunca havia feito uma viagem internacional, nem viajado sozinho, mas o desejo de percorrer a América do Sul já estava dentro de mim há um bom tempo. Lembro na época de faculdade, quando estava vendo uma matéria sobre Machu Picchu na casa da minha namorada e disse: Um dia eu irei, nem que seja sozinho! Um segundo depois eu me arrependi, pela cara dela de brava e a frase: Ah bonitão, então vai me deixar e viajar sozinho é? (HAHAHA) Anos depois, foi o que acabei fazendo... Mesmo sem querer. Comecei a me planejar pra ir e a correr atrás de companhia, a princípio de amigos, depois de pessoas aqui no mochileiros ou em grupos de viagem do Facebook. Porém, o medo de ir sozinho me fez correr atrás de TUDO, me organizar e querer saber todos detalhes. Com o tempo passando, as frustrações de encontrar alguém e a coragem crescendo, defini que queria e precisava trilhar esse caminho sozinho. Vamos deixar o blá-blá-blá de lado e efetivamente começar a falar dos preparativos. Usei três roteiros como base para o meu, porém eram todos antigos, mas completos. O principal foi o do Rodrigo @rodrigovix, que inclusive foi base para o da Mari (@vidamochileira usei a planilha dela pra criar a minha) e o de uma terceira menina que esqueci o nome 😅. Comecei a anotar as dicas sobre roupa, calçado, onde ir assim que chegar, onde trocar dinheiro... Foi de uma ajuda absurda. BAGAGEM Levei duas mochilas, a de 50l Forclaz da Quechua e uma de ataque que tenho desde o ensino médio. Tentei levar coisas suficientes para uma semana de uso, foi mais ou menos assim: 08 camisetas 02 shorts 01 conjunto segunda pele (usei MUITO) 01 calça jeans (usei pouco) 01 calça de trilha que vira shorts (usei muito) 01 calça moletom 01 blusa fleece 01 blusa corta vento 01 blusa moletom 01 touca 01 bota (timberland basica, peguei na promo por 100 reais e deu conta) 01 toalha de microfibra (decathlon) 01 par de chinelo 08 cuecas 06 pares de meia 01 bastão da caminhada (não usei pq sou burro) Medicamentos Necessaire Pelo que eu me lembre, foi basicamente isso e algumas coisas pequenas como documentos, cadeado, hidratante, bandana, kindle (nem li) e afins. ROTEIRO Mudei milhares de vezes antes do início e esse era o roteiro original, PORÉM ocorreram mudanças forçadas hahaha Tive que passar dia 03 em Sucre e tirar Paracas do roteiro, ou seja, até dia 12 é preciso jogar tudo um dia pra frente, o resto continuou igual. DICAS APP: Google Maps Offline - Baixem o mapa de TODOS lugares que irão e deixem salvo no google maps, salvou minha vida mais de uma vez! (atenção pro prazo de armazenamento) Uber - Usei em cidades que possuiam pra saber o preço justo e negociava com os taxis. Moeda - Mostra a cotação atual da moeda (valor comercial, não o de compra) Booking - Reservas de hostel com cancelamento grátis (atenção no prazo para cancelar) COMPRAS PRÉ VIAGEM: Vôo SP - Santa Cruz de la Sierra Vôo Santa Cruz - Sucre Ônibus Sucre x Uyuni Vôo Lima - Cusco O resto deixei TUDO pra fechar na hora. Mas aconselho a reservar pelo Booking locais com cancelamento grátis só por segurança, passei um perregue por conta disso. DIA 1 - O SUSTO ANTES DO COMEÇO Três dias antes da viagem (30/12), descubro que meu voo de Santa Cruz para Sucre seria ADIANTADO. Assim, eu não conseguiria embarcar, visto que ele estaria saindo a hora que eu estivesse pousando do voo Guarulhos-Santa Cruz. Tive que adiar esse voo pra Sucre, o que me fez perder o ônibus noturno de Sucre pra Uyuni. Ou seja, mal começou e os planos indo pro ralo, mas eu estava consciente que poderia dar ruim esse primeiro dia, era um risco calculado. E como dizem, há males que vem para o bem. Eu iria viajar dia 2 de janeiro e fui passar a virada de ano na casa da minha Madrinha. De lá, meu pai daria carona até o aeroporto. Tudo pronto, me despedi de todos e partiu! Quando estou na fila pra pegar a passagem, procuro minha doleira, onde estavam meu passaporte e toda grana da viagem, e... TCHARAM: NADA! O desespero foi tanto que joguei o mochilao no chão e saí abrindo tudo ali mesmo. Liguei pros meus pais, pedi pra olharem no carro, mas não acharam. Liguei pra minha madrinha e nada na casa... Não era possível, eu não tinha mexido e tinha certeza que havia levado a doleira. Estava explicando a situação pra moça do guichê pra tentar não perder o vôo, até que recebo o telefonema salvador, meu pai achou DEBAIXO do banco e estava voltando. Porém, não daria tempo pra retirar a passagem e fazer o check-in. Tive que usar toda minha lábia e desenrolar com a atendente. Consegui que ela deixasse tudo adiantado pra retirar sem fila e burocracia só precisando apresentar o passaporte. No fim, foi correria mas deu certo! Inclusive, a primeira coincidência ocorreu na hora do embarque. Lembram que eu havia entrado em contato com diversas pessoas pra companhia? Um deles era o Kaique. E não é que ele manda msg no whats falando que está me vendo na fila do embarque?! Combinamos de nos encontrar em Santa Cruz de la Sierra. Também era a primeira viagem solo e internacional dele, ainda usou umas partes do meu roteiro como base. O voo foi tranquilo, o primeiro contato com o espanhol foi meio assustador, as aeromoças falavam bem rápido e eu não entendia muita coisa dos avisos no alto falante. Desci na Bolívia e fui passar pela alfândega. Estou lá, suave, vendo o Policial passar por todo mundo e parar em quem? Eu, óbvio. Fiquei todo atrapalhado pra achar passaporte e responder. Ele ainda me olha o passaporte, minha cara, passaporte, minha cara... Eu já tava quase baixando as calças e indo pra salinha, até que ele resolveu me liberar. Encontrei o Kaique e fomos dar um pulo no centro de Santa Cruz pra trocar dinheiro, visto que havia lido que em Sucre não há locais pra troca perto do aeroporto. Lembrei das recomendações sobre táxi e tentamos negociar a ida pro centro, tava caro... Perguntei pra uma tia da limpeza do aeroporto e descobri que tinha busao pro centro por menos de 5 reais, enquanto o taxi sairia por 40 reais! Na plaza central, o Kaique comprou um chip e fomos fazer o câmbio. Demoramos muito e começamos a correr pra voltar a tempo. Não teria como pegar o ônibus, então fomos até a avenida principal atrás de táxi. Perguntei em um local se tinha algum lugar pra pedir e o valor médio. Foi ali que tive o primeiro contato com os táxis ilegais da Bolívia. O cara deu sinal pra um carro bem velho e perguntou o preço pro aeroporto. Ficou em 60 bols e deu tempo de embarcar no "teco teco" da Amaszonas rumo a Sucre. Na hora de retirar as mochilas, eu comentei com o Kaique sobre dois mochiloes enormes e que apostava que estavam indo fazer a mesma trip. Fui ao banheiro e, ao voltar, o destino prepara outra surpresa: o Kaique conversando com o casal das mochilas... Era o Cleverson, um cara que eu havia conversado nos preparativos da viagem tbm! Estava acompanhado da Cintia, na real eles nos salvaram, pois já era noite e eu e o Kaique teríamos que achar onde dormir pra pegar o bus na noite seguinte. Dividimos o táxi, fomos onde eles estavam hospedados e conseguimos vaga! Logo tentamos ir até a rodoviária trocar as passagens do ônibus que são bem concorridas, porém já estava fechada. Voltamos a pé, curtindo um pouco de Sucre e caçando um lugar pra comer. Achamos uma lanchonete, comemos hambúrguer com soda (ruim, parecia sem gás) e rodamos por algumas praças. Fomos dormir depois de um primeiro dia louco, a empolgação era contagiante.
  6. Acompanhando! Vou em Janeiro, também peguei dicas demais com a Mary e o Rodrigo! Vendo seu relato me bateu um frio na barriga.. Meu voo de SP tem previsao de chegar 15h e o de Santa cruz pra Sucre sai 16:30. Além de embarcar, passar pela Aduana e tudo mais, tenho que trocar o dinheiro kkkk
  7. Acham que a Bota Hawk aguenta um mochilão de 28 dias na America do Sul? (Iria só com ela) Vão ter algumas trilhas por montanhas, mas tudo de um dia só.
  8. Hahaha é um "problema" bom! Vou pesquisar direitinho sobre os dois e decidir. Obrigado pela dica!
  9. Obrigado Bea! Nossa, acabei de tirar hahahaha Tenho que escolher apenas passeios pra dois dias no Atacama. Agora colocou a pulga na minha orelha.
  10. Ah sim! Shooow, deu pra ver sim. Vou em Janeiro, então vou aguardar a black fraude pra ver se consigo uma promoção, então estou apenas olhando. Já experimentei a Forclaz nas costas e curti bastante. Obrigado
  11. Erica, a da Trilhas e rumos não tem as barras de suporte nas costas? Tava vendo a Quechua Forclaz 50 L na Decathlon, gostei bastante e tem o suporte.
  12. Ja mudei um pouco o roteiro, segue o atual: Tem também um grupo que o pessoal ainda está agitando, mas a maioria vai no mesmo período. https://chat.whatsapp.com/934MX5Qh4WZEl6iZO1rdW3
  13. Se quiser, te coloco no grupo Add ai: 11969103983 Criei esses dias e tem nada organizado, mas são umas 20 pessoas que irão no começo do ano.
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