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mario_samaja

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  1. Reserva de Mamirauá. Cinco dias de sonho na Casa do Caboclo. Faz tempo, descobri quase por coincidência na net uma foto dum macaco extraordinário, quase charmoso, de longo pelo branco e rosto dum vermelho intenso; nunca o tinha visto antes, e imediatamente cogitei que devia ir visita-lo na sua “residência”. O tal macaco é o Uacari, e a sua única “residência” é a reserva sustentável de Mamirauà; isto é, o único lugar do Mundo onde ele existe. Finalmente a oportunidade aparece, Agosto de 2018: após uma longa viagem intercontinental que me traz da Africa ao Brasil, e vários voos internos no Brasil cheguei finalmente a Tefé, continuando de barco, pouco menos que duas horas, para a Casa do Caboclo, na Boca do Mamirauà. O pessoal da Casa do Caboclo recebe-me no aeroporto de Tefé e partimos para a pousada. Sendo a minha primeira vez no Amazonas, que sempre imaginara (erroneamente) como selva intricadíssima, fico surpreendido em encontrar um mundo aquático. A agua e a selva se abraçam em todo o lado; aprendo nestes dias maravilhosos que é a várzea, a floresta inundada por vários meses do ano. A Casa do Caboclo é o retiro ideal para explorar à Reserva; situada no seio da comunidade da Boca do Mamirauá, é um ambiente simples e muito relaxado, quase familial; os donos Waldenilson (chamado normalmente de Choca) e sua esposa Ruth, e todo o pessoal da pousada são extremamente atenciosos e carinhosos. A comida excelente (especialmente os peixes, fritos ou assados, as tapioquinhas, a banana frita, sem falar das sobremesas e dos sucos) e os guias muito preparados e atentes às preferências de cada visitante. Passei quatro dias andando pela várzea de canoa, de barquinho em alumínio a motor, e também marchando bastante, a pé pelas trilhas nas zonas da selva não inundadas. Acompanhou-me o Agewan, guia espetacular, jovem nos anos mais com conhecimento profundo da zona, da sua selva, das suas aguas e seus animais. Passamos horas navegando entre as arvores, caminhando (as vezes na lama, pois as aguas ainda se estão retirando), em busca dos habitantes da selva, em primeiro lugar o nosso macaco branco de rosto escarlate. A floresta e seus canais e lagoas são, de facto, maravilhosos; mas oferecem aos seus animais amplíssimas oportunidades para se esconderem….. somente a experiência e a persistência do Agewan me permitem de ver de perto (ou quase-perto 😊) o mundo dos animais da várzea. Pássaros, infinitos. Jacarés, omnipresentes nas aguas. E preguiça e macacos do cheiro, guaribas (chamado também de bugio em outras partes do Brasil: um macacão muito barulhento, você poderá escuta-los diariamente de grandes distancias) e pegadas da onça pintada na lama das trilhas, botos cor de rosa e tucuxi cinzento (os golfinhos do Rio) e muitos outros. E, pacientemente, naturalmente, finalmente, felizmente: o dono de casa, o Uacari, ao qual se deve a constituição da reserva de Mamirauá. No fim das tardes, relaxando nos arredores da pousada, tomando um café e olhando para os jogos sempre animadíssimos das crianças da comunidade, ou visitando o centro de artesanato local, ou conversando com os pescadores, dá para recuperar das marchas na selva e preparar o dia seguinte. A Casa do Caboclo é o lugar ideal para visitar uma floresta encantadora, para relaxar, para ganhar o passo da vida normal esquecendo por poucos dias as conexões internéticas e redes sociais e a agitação das cidades hipercongestionadas. Um lugar de maravilha, que todo o pessoal da Casa do Caboclo ajuda a conhecer de forma amigável e muito experiente. Voltarei, um dia 😉 www.casadocaboclo.com
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