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Markos Santos

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14 Boa
  1. Taí algo que faltou coragem, mas sobrou desejo kkk quando voltar e escalar o Huayna vou comemorar nos mercadões
  2. PARTE 2: QUERIA UM TITULO TÃO LEGAL QUANTO SUCRE É, MAS NÃO PENSEI EM NADA. NÃO DESISTAM DE MIM NEM DO TÓPICO, QUANDO AS COISAS ACALMAREM NO TRAMPO TEREI MAIS TEMPO PRA ATUALIZAR MAIS RÁPIDO. Particularmente falando, odeio acordar cedo. Sempre travo uma batalha de proporções medievais com minha cama quando tenho que acordar com despertador. Mas no dia 14/12/2018 isso foi beeem diferente, mesmo acordando as 03:00 da manhã. Como disse na parte 1, nós optamos por ir de avião (R$1053,00 ida e volta pela GOL, pesquisei todo dia por diferentes sites e apps e esta foi a melhor oferta em que achei desde fevereiro para época que eu precisava. Se eu não fosse em dezembro, poderia ter pago bem menos, achei passagens por até R$618,00 ida e volta) porém ir de avião não implica que tínhamos ou temos dinheiro, muito pelo contrário. Assim sendo, fomos da maneira mais econômica que existe até o aeroporto de guarulhos: Trenzão. Há 3 maneiras de chegar no aeroporto de Guarulhos de trem: Você vai até a estação da Luz, onde há um trem expresso até Cumbica, cujo qual custava R$8,00 (descartado por nós pelo preço e horários limitados). Você vai até o Brás e de lá pega um trem até Cumbica (também descartado por conta dos horários de partida dele que não encaixavam com o que precisávamos). Você vai até o Brás, pega um trem na Linha 12 Safira e desce na estação Engenheiro Goulart. De lá, sai o trem da Linha 13, Jade, que irá até Cumbica. Como nosso voo tinha saída programada para as 10:15, pegamos o primeiro trem sentido Jundiaí - Luz, as 04:10 da manhã e gastando apenas R$4,00, chegamos no aeroporto as 07:30 da manhã \o/ Um dos segredos de uma boa viagem para a Bolívia é saber que perrengues podem sim acontecer. Sabíamos e esperávamos por isso, mas não esperávamos perrengue ainda no Brasil. Acontece que um dia antes de nossa partida, uma chuva digna de filmes apocalípticos caiu em São Paulo e isso afetou muito os aeroportos, muitos voos cancelados, atrasados, pessoas dormindo no aeroporto e filas quilométricas para despachar bagagens. Isso causou um efeito dominó que chegou em nosso voo, que partiu com mais de 2 horas de atraso, e isso afetou diretamente nosso planejamento. Se tivéssemos decolados na hora prevista, teríamos chegados em Santa Cruz de La Sierra as 11:20 (horário local), porém chegamos praticamente as 14 horas e tivemos que cortar Santa Cruz do primeiro dia (sem problemas, pois voltaríamos no ultimo dia). Deixando isso de lado, o voo foi bem tranquilo, preenchemos no avião mesmo o formulário de entrada na Bolívia, tivemos uma fila de 10 minutos para sermos atendidos (ler: ter seu passaporte carimbado para que entre no país) e pronto: estávamos na Bolívia. A cotação no aeroporto estava muito abaixo (na época que fomos o real tava em baixa, não pegamos boas cotações), sendo trocado 1,60 BOBs por R$1,00, ainda sim, troquei uma Garoupa lá. Primeira coisa que fiz com os 160 BOBs: comprar um chip da Entel. No aeroporto mesmo vendem, paguei 10 BOBs no chip e coloquei 10 BOBs de crédito. A própria funcionária da Entel configura o chip no seu celular e te ensina a comprar pacotes. Comprei só pacote de dados e como fiz a recarga em data promocional, ganhei mais 10 BOBs de crédito, que foram o suficiente para toda a viagem. A Entel é a melhor operadora de celular na Bolívia (gostaria que fosse propaganda e eu estivesse recebendo por isso, mas não é :c) e tem torre dela em praticamente todo lugar, até no meio do deserto do Uyuni tinha sinal, então se você estava na duvida, não esteja mais: compre um chip deles. Segundo passo era chegar no centro de Santa cruz para trocar mais dinheiro numa cotação melhor e de lá, irmos para a rodoviária pega o busão para Sucre. Para isso, normalmente se pega táxi, mas não precisa: ônibus na Bolívia (vans e micros, na verdade) funcionam muito bem e o ônibus que sai do aeroporto te deixa na Av. Ayacucho, que dá mais ou menos 5 minutos de caminhada para a Plaza central. Foi esse meio de transporte que escolhemos, e pagamos 4 BOBs cada (se não me engano) no trajeto, que de táxi seria 40 BOBs no mínimo, com muito choro ainda para ter esse desconto. Assim sendo, poucos minutos depois, estávamos na plaza 24 de Septiembre, uma belíssima praça com vários presépios espalhados, decorada com muitas luzes de natal, cheia de pessoas e pombas (mais pombas que pessoas, proporção de gols da Alemanha para gol do Brasil), com uma linda igreja de fundo e a gente sem tempo para aprecia-la 💔 Caçamos uma casa de cambio, e a escolhida após a equação confiança transmitida x melhor cotação foi a Dubai, onde trocamos R$1,00 por impressionantes 1,75 BOBs, e essa foi a melhor cotação que encontramos na viagem (como eu disse, real tava uma porcaria quando fomos). De lá, fomos ao mercado Tia comprar água, e pegamos um ônibus até o terminal rodoviário bimodal (como disse, essas vans e micros funcionam muito bem na Bolívia). Viram que não disse almoçamos em tal lugar? Pois é, não almoçamos. O atraso do voo deu uma quebradinha no planejamento, mas estávamos com lanches provindos do Brasil para suprir a falta do almoço. Chegando no bimodal tivemos o primeiro contato com as inesquecíveis rodoviárias bolivianas. Ah, o que dizer sobre aquele caos de pessoas andando pra lá e pra cá, umas gritando por destinos (vendendo passagens) outras vendendo seus quitutes e sucos de sacola (seria o verdadeiro sacolé?), crianças e cachorros rolando no chão, com pombas e o que mais tivesse, uma garotinha fazendo seu xixi da tarde no chão mesmo, e ainda raspando no chão pra limpar o fazedor de xixi... Que saudades desse caos organizado e divertido, de verdade. Namorada pra um lado, eu pro outro, partimos em busca de passagens boas e baratas para Sucre (pra quem ja foi, ressalto aqui um chamado: SUCRÊ, SUCRÊ, SUCRÊÊÊ), já tínhamos umas empresas em mente mas resolvemos procurar por mais em conta, sempre pedindo para ver o ônibus antes, e achamos uma a 70 BOBs, com banco cama, 100% limpa, sem perrengue nenhum, um espetáculo, tirando o fato de que mostraram um ônibus dizendo que ele sairia as 18 horas, deu o horário e nada dele aparecer e o pessoal sumiu do guichê onde compramos as passagens, ficamos uma hora procurando eles e o ônibus, achamos o benditos que estavam tentando nos evitar a qualquer custo, só foram querer resolver a situação quando dissemos que ia a policia, nos levaram a um ônibus que não era o que foi nos mostrado e esse mesmo tinha algumas janelas faltando (1º perrengue em solo boliviano sobrevivido com sucesso). Não me lembro o nome da empresa, minha mente apagou eles da viagem, mas tirando a confusão de cima, foi tudo de boas, o ônibus era cama sim, dormi igual uma princesa com meus dois bancos (o ônibus foi enchendo mas graças a Deus alguns bancos ficaram livres e pude aproveitar um espacinho a mais, bem como minha namorada, apesar de eu ter passado um pouco de frio por não ter janela onde sentei, protegido apenas pela cortina), dizem que a estrada de Santa Cruz para Sucre é perigosa e cheia de curvas, mas eu vi foi é nada, dormi super bem. Momentos que acordei antes de chegar a Sucre: Momento 1: ônibus parou e entrou uma galera num ponto que acredito que seja do forte Samaipata, ai como já tinha dormido "muito" achei que já era de madrugada (lembrando que o busão saiu as 19:20 de Santa Cruz) e estava chegando, mas eram 23 horas ainda, entraram uns austríacos (mãe,filha e filho) e a mãe pediu ajuda para fechar a janela, coisa que não conseguimos, mas isso foi o suficiente para puxarmos papo todo mundo (mozão até acordou com a conversa kkk), e ai descobrimos que pessoal cobrou a passagem deles bem mais caro que a nossa, só porque eles vieram da Europa, mas que eles já sabiam disso e fizeram um pequeno barraco para ter o dinheiro a mais devolvido, coisa que aconteceu.Essa foi a primeira vez que conversei em inglês com alguém que não é brasileiro, então foi uma tremenda vitória pra mim e pra minha primeira dama, que também conversou com eles. Momento 2: dessa vez era sim de manhã e estávamos bem pertinho da cidade branca, o motorista parou para o glorioso banho inca. Percebi que a família do motorista entrou no ônibus em algum momento da viagem e foram deitados no chão mesmo (lembrando que ainda tinham bancos disponíveis). Fiquei muito na duvida sobre usar ou não o banho, porque faltavam menos de duas horas para chegar (DICA DO MAPS OFFLINE, DA PARA ACOMPANHAR O TRAJETO ATÉ), mas no fim fui vencido pela vontade matinal, escolhi um lugar isolado, a beira de um barranco, tirei o instrumento e comecei a aliviar. Tava tão tranquilo e all by myself que nem tava usando as mãos, e essa informação estou dando pois é muito importante para o momento a seguir: ouvi um pequeno barulho na minha frente e sabe Deus da onde foi que levantaram umas bolivianas que provavelmente estavam usando o banho inca também, mas muito escondidas, porque eu não tinha visto ninguém no local que escolhi. Ai não tinha o que fazer, não dava mais pra esconder, tudo que pude fazer é dizer "Hola", que elas educadamente responderam (olhando para meu rosto, quero acreditar), e virar para o lado para que minhas partes mais intimas saísse do campo de visão delas. Dica do tio: se não quiser que ninguém veja suas intimidades durante o uso do banho inca, não basta só olhar e não ver ninguém, melhor achar uma pedra e se esconder mesmo. Passado minha primeira experiencia com o banho inca, chegamos em Sucre e uma coisa é você ver por foto, outra coisa é estar lá. Mesmo com o tempo nublado, era uma coisa magnifica de linda, prédio branco pra onde olhava, praça central muito linda, igrejas com estilos de séculos passados, prédio do governo... uma pena que isso se restringe ao centro apenas, pois nos outros lugares é tudo simples como é em toda a Bolívia. Como não tínhamos almoçado nem jantado, apenas comido lanchinhos e bolachas (é bolacha, não biscoito, mude minha opinião), decidimos pegar um táxi para o centro afim de escolhermos logo um hostel e comermos algo no desayuno, sendo essa uma das únicas vezes que usamos táxi na Bolivia (usamos 3 vezes, na verdade), a corrida ficou em 10 BOBs (lembrem-se sempre de combinar o valor antes amiguinho, e ficarem espertos quanto a isso, como verão um tico mais pra frente) e descemos na praça central. Tinhamos uma lista de hostels para vermos, e o primeiro que fomos foi o SPANISH FRIENDS. Nosso limite de estadia era R$90,00 para os dois (157,50 BOBs) e queríamos um lugar limpo e com cama, mas lá encontramos muito mais. Pegamos um quarto com duas camas de solteiro, desayuno incluso, por 117 BOBs o dia, banheiro compartilhado. O negócio desse hostel não é nem luxo (até porque não é um hotel 5 estrelas) mas tudo o que ele nos trouxe. De funcionárias mais simpáticas que tudo, hospedes todos igualmente simpáticos e as atividades extras que o hostel oferece diariamente, recomendo do fundo do meu coração, foi maravilhoso o final de semana que passamos lá. Agora vamos ao que interessa, o que fizemos lá: Foi difícil ter só dois dias lá, se pudesse refazer e reviver o roteiro, com certeza aumentaria isso, nem que tirasse Potosi (não gostei muito não), até porque gostaria de conhecer a cidade, o Parque Cretáceo e ir na feira de Tarabuco, que é só de domingo. Sábado, após nos acomodarmos, conversamos com a Gabi, a dona do local, perguntando sobre as atrações, descobrimos que o melhor jeito de ver as pegadas do Parque cretáceo é estar lá as 12 hrs e com Sol, coisa que não estava acontecendo (estava até chovendo um tico) então acabou que não conheci o parque :c Sendo assim, saímos de lá e fomos ao mercado central, confesso que fui esperando um mercado mesmo kk mas os mercadões lá são bem típicos, me lembram muito o mercadão de SP e o mercado Modelo de Salvador (cidade que tanto amo, diga-se de passagem), tem de tudo: carne (é rapaz, açougue não é algo comum não. Imagine uma barraca onde você compraria banana? As que vendem carnes são bem por ai), quitutes, doces, feijão, arroz, flores... Lá comprei uma capa de chuva, 5 BOBs e tenho até hoje ela (até porque mal usei), e um bolo que estava lindão, mas não gostei muito (foi cincão também), além de frutas, que achei relativamente baratas. Saindo de lá, fomos á igrejas, almoçamos num restaurante em frente a praça (45 BOBs mas não foi a culinária tipica ainda, era massa) e subimos ao mirador la recoleta, onde conheci Thomaz, um Golden que viaja a América com seus tutores e é a simpatia em cachorro. O mirador fornece uma vista incrível, depois de você subir uma ladeira. A arquitetura do local enriquece ainda mais a vista de Sucre, e ele tem ainda lojinhas (primeiras compras \o/) e um barzinho com a melhor vista da cidade. Ao descer, já com a noite chegando, lembramos do convite da Gabi quanto a uma aula de cozinha boliviana que teria no hostel, ao custo de 8 BOBs cada, onde aprenderíamos/ajudaríamos a fazer um prato tipico e ainda poderíamos janta-lo, e fomos lá. E foi ai que começou nosso caso de amor com o Hostel. Muitas pessoas toparam participar e isso proporcionou uma bela socialização. Imagina pra mim, que nunca nem tinha saído do Brasil, estar cortando batatas com pessoas da Inglaterra, Canadá, França, Alemanha, Bolívia... e ainda jogamos um dos jogos que levei, the resistance, e cidade dorme, que incrivelmente parece ser um jogo universal, pois todos sabiam jogar (na versão lobisomem). Após as jogatinas e a preparações dos ingrediente, comemos nosso primeiro prato tipico boliviano, cujo nome não consegui pronunciar no dia e por isso não me lembro (vou descreve-lo para ver se alguém sabe o nome: batatas cozidas, molho picante, molho não picante, ovo cozido, tomate, cebola, queijo e alface) Por somente 8 BOBs tivemos esse jantão, sem um pingo de carne para alegria da minha namorada, e com toda uma alegria que não da para descrever. Não bastasse isso, pessoal do hostel ainda nos convidou a ir a praça de noite, pois haveriam várias apresentações navideñas, nós fomos e vimos a praça cheia de pessoas, famílias, crianças brincando, uma cena que nunca vi por onde moro e que realmente encheu meu coração de alegria. Quanto as apresentações, fiquei encantado pelo empenho e alegria dos jovens nas danças (musica da viagem: Niño Manuelito), se não me engano o estilo de dança se chama chuntunquis. Essa foi a primeira noite em solo boliviano (não vamos contar dentro do ônibus, né?) e não poderia ser melhor. Antes de voltarmos ao hostel, passamos na Farmacop, farmacia 24 horas que vende de tudo e tem um jingle que vai grudar na sua mente o resto da vida , e compramos nossa agua e lanchinhos, pois no dia seguinte, iriamos para Tarabuco. A parte 2 se encerra por aqui, vou me esforçar para fazer a parte 3 mais rapidamente que fiz essa, onde contarei sobre a feira de Tarabuco, Potosí e Uyuni. For now, that's all, folks (mentira, tem as fotos ainda). PRIMEIRO CONTATO COM O THE WALKING DOG (EXPLICAÇÕES NA FOTO 10) PESSOAL LÁ É IMORTAL, AQUI SE A GENTE PEGAR UM RATO QUE AVUA NA MÃO A GENTE VIRA UM TAMBÉM. AS IGREJAS ❤️ A PLAZA 25 DE MAYO ❤️ ESSA CRIANÇA NOS VIU E VEIO DAR UM BEIJINHO A TROCO DE SIMPLESMENTE SER FOFA MESMO PRAÇA CENTRAL (25 DE MAYO) A NOITE ❤️ THEY SEE ME ROOLIN' THEY HATIN' TEM VÁRIOS POEMAS ESPALHADOS NOS PRÉDIOS DE SUCRE. ENNNNTÃO, O DOGUINHO DA FOTO DE BAIXO TÁ MUITO MORTO, SÓ QUE DE SONO KKK FICOU HORAS ASSIM, NO MÁXIMO RECLAMAVA SE VOCE TOCASSE NELE, MAS NÃO SAIA DAI NÃO. ATÉ QUE UMA HORA CANSOU DE DORMIR E FOI ANDAR E AS CALLES DE SUCRE? REGIÃO DO MIRADOR RECOLETA CENTRO TA LÁÁÁÁÁ EMBAIXO, TEM QUE SUBIR ATÉ AQUI PRA CHEGAR NO RECOLETA MAIS DA REGIÃO DO RECOLETA THOMAZ, O DOG VIAJANTE OS POUCOS CHARMOSOS ÔNIBUS DA CIDADE UM POUCO DA VISTA DO RECOLETA O PRATO DELICIA QUE NÃO LEMBRO O NOME OSTENTAÇÃO FORA DO NORMAL
  3. PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM. Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo? Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins. Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia. Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse: SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE SUCRE X POTOSÍ POTOSÍ X UYUNI UYUNI X LA PAZ LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL) COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA COCHABAMBA X TORO TORO TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz. Dicas iniciais (para antes da Bolívia): Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia): Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso. O que levar? Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei: 3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni). 7 camisas (um baita exagero). 1 calça de pijama (ok). 2 camisas e um shorts de pijama (ok). 4 camisas de manga comprida (exagero) 1 Segunda pele (ok). 1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou). 1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante) 9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos) 5 pares de meia (exagero) 2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok) 1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??) Escova de dentes Creme dental Creme de pentear cabelo Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis) 6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid) Celular, carregador e carregador portátil. Doleira Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u) Cartão de crédito para emergências (não usei) Desodorante Sabonete Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho). Touca 1 par de Luva 1 óculos de Sol Manteiga de Cacau Cadeados Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho. E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/ Até logo (espero)
  4. Eu e minha namorada estaremos na Bolivia de 14/12 a 06/01/19, passaremos ao menos o natal em la paz, ficaremos no Landscape (conseguimos um preço legal lá) Nosso roteiro será Santa cruz - Sucre - Potosi - Uyuni - la Paz - Copacabana (isla del sol) - la paz - cochabamba (toro toro) - Santa cruz Se quiserem partilhar roteiros, ajudas e afins, estamos a disposição \o/
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