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arielbrothers

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  1. Roteiro resumido: Ayutthaya e Chiang Mai (com mapas) Aqui está o resumo do roteiro da nossa passagem por Ayutthaya e Chiang Mai com mapas e preços das atrações (lembrando que as informações aqui são de quando visitamos o país, que foi em 2016). Para quem quer dicas mais "objetivas" e não necessariamente ler sobre as nossas histórias e experiências de viagem, pode pular direto para este post. Feito então? Segue abaixo: RESUMÃO: Passamos 1 dia em Ayutthaya, saindo de Bangkok de trem, e ficamos 4 dias cheios em Chiang Mai, chegando de trem noturno de Ayutthaya e depois seguindo de avião, já no que seria o 5º dia em Chang Mai, para Siem Reap, no Camboja. Nossos dias foram divididos assim: 1º Dia: Passeio de bicicleta pelos Templos históricos de Ayutthaya 2º Dia: Chegada em Chiang Mai, Templo Wat Phra Singh, luta de Muay Thai à noite 3º Dia: Templo Wat Chedi Luang, Monk Chat, Templo Wat Chiang Man, noite no Night Street Market 4º Dia: Santuário de Elefantes Elephant Nature Park, China Town de Chiang Mai, Warorot Market 5º Dia: Templo Wat Phra Doi Suthep, San Kamphaeng Hot Springs, Sunday Night Market, Festival das Lanternas de Chiang Mai Em Chiang Mai ficamos no Soi Sabai Guest House, que atendeu o que precisávamos, ficaríamos novamente, mas não podemos dizer que é a melhor opção de hospedagem. A localização é ótima porém há vários outros hostels próximos, inclusive na mesa rua, que devem ser tão bons quanto. Escolhemos ele pelo preço e por sua localização: bem no meio entre o principal portão do Old Quarter e a rua do Night Market. Além disso, é uma caminhada tranquila até a estação de trem. O link para o site da guesthouse no booking é este aqui: https://www.booking.com/hotel/th/soisabai-ghuesthouse.html Essa é a avaliação que fizemos dele no booking: 1º Dia: Passeio de bicicleta pelos Templos históricos de Ayutthaya Do Hostel em Bangkok até a estação de Trem Hua Lamphong para pegar o trem para Ayutthaya: Caminho a pé do hostel até a estação de trens Trem de Bangkok para Ayutthaya: pegamos o trem 75 que sai às 8h20 e chega 9h41 Tabela dos horários dos trens da manhã Bangkok-Ayutthaya Valor do trem: 20 baths 3º Classe Compra-se o bilhete em qualquer guichê na estação (quando estávamos na fila, uma funcionária da estação nos encaminhou para uma salinha especial de venda de bilhetes para estrangeiros) Chegada em Chiang Mai às 9h41, deixar as malas no Guarda-Volume da estação (de graça) Alugar bicicleta nas lojas em frente à estação: 100 baths Locais onde pode-se alugar bicicletas marcados no mapa Templos visitados marcados com estrela no mapa: Mapa de Ayutthaya Caminho que fizemos de bicicleta (total de 17 km): Trajeto aproximado que fizemos de bike Templos que visitamos (por ordem): Wat Chaiwatthanaram: 100 baths Wat Lokayashutaram: grátis Wat Mongkol Bophit: grátis Wat Phra Sin Sanphet: 100 baths Wat Phra Ram: grátis Wat Maha That: 100 baths Obs: outro templo bastante conhecido que vale a visita é o Wat Yai Chaimongkhon. Entrada custa 40 baths. Infelizmente não conseguimos ir neste. Dizem que é bonito ir no por-do-sol pois ele é alto e pode-se observar a cidade. Caminho da estação de trem até o Wat Yai Chaimongkhon Trem de Ayutthaya para Chiang Mai: Pegamos o trem nº 13, que sai de Ayutthaya às 21h05 e chega em Chiang Mai no outro dia às 8h40 Pagamos 2.152 baths assento cama na segunda classe com ar condicionado (Class II Sleeper AC) com uma antecedência de 3 meses devido a ser o período do festival das lanternas de Chiang Mai e as passagens estarem bem concorridas com poucos lugares sobrando Para comprar as passagens utilizamos uma agência de viagens bem conhecida e confiável na Ásia (e que cobra as menores taxas de comissão). a 12go Asia. Tu paga online e eles compram as passagens para ti e te mandam um voucher confirmando. N momento da compra você pode escolher se eles te mandam os tickets para o seu endereço (muito caro) ou endereço do hostel (menos caro) ou você retira na sede deles (mais barato). Optamos por retirar os bilhetes direto na sede deles, que fica em frente à estação Hua Lamphong em Bangkok. O endereço para a compra Online é: https://12go.asia/en Endereço do 12go asia em Bangkok (em frente a estação de trens Hua Lamphong) Hoje já pode-se comprar online diretamente do site oficial da empresa estatal de trens da Tailândia, mas se paga uma taxa pela compra online de qualquer forma. O link para compra é: https://www.thairailwayticket.com/ Comprando direto no guichê das estações de trem, se paga o preço normal sem "adicionais". Quanto à disponibilidade, o recomendado é comprar no mínimo com 3 dias de antecedência em dias "normais", e 3 meses em datas festivas (como nós fizemos). Porém, pode-se conseguir lugares no mesmo dia com frequência. Tabela de horários e informações sobre os trens deste trajeto: Fonte: https://www.seat61.com/Thailand.htm#Bangkok_to_Ayutthaya O site seat61.com possui informações sempre atualizadas sobre horários e valores dos trens, não só da Tailândia mas de praticamente todos os trens do mundo! Esse site é excelente e recomendo muito. 2º Dia: Chegada em Chiang Mai, Templo Wat Phra Singh, luta de Muay Thai à noite Chegada em Chiang Mai às 8h40 Se precisar trocar dinheiro, em Chiang Mai existe uma casa de câmbio do lado da outra, todas com cotações semelhantes Caminho da estação até o Hostel, passando pelo Centro de Informações Turísticas de Chiang Mai no caminho (TAT Office): Caminho da estação de trem até o hostel Soisabai Guesthouse. No caminho, marcado com estrela o TAT Office 1. Templo Wat Phra Singh Entrada no templo: 40 baths Caminho do Hostel até o templo, passando pelo portão Tha Pae Gate: Trajeto a pé do hostel até o templo Wat Phra Singh passando pelo Tha Pae Gate (marcado com estrela no map) 2. Luta de Muay Thai no Thapae Boxing Stadium Ingresso para as lutas: 400 baths Compra-se ingressos no local Inicio das lutas às 21h Localização do Thapae Boxing Stadium 3º Dia: Templo Wat Chedi Luang, Monk Chat, Templo Wat Chiang Man, noite no Night Street Market 1. Templo Wat Chedi Luang Entrada no templo: 80 baths Trajeto até o templo: Participar do Monk Chat: você senta nas mesas e os monges vem conversar com você sobre qualquer assunto, pelo tempo que quiser e de graça Lugar do templo onde é realizado o Monk Chat: 2. Templo Wat Chiang Man Entrada no templo: grátis Trajeto até o templo saindo do Wat Chedi Luang: 3. Night Street Market Região onde ocorre o Night Market de Chiang Mai: Região onde ocorre o Night Market de Chiang Mai: marcados com estrela as duas principais "atrações" do local Chiang Mai Night Bazaar: grande mercadão que vende de tudo Ploen Ruedee Night Market: Praça de alimentação com diversos food-trucks com comida de todo o mundo e banheiros grátis Obs: também é legal ir a noite até a ponte próxima a Night Market, local de encontro de vários jovens tailandeses que se reunem pra tomar cerveja e apreciar a vista do rio. Ali também é o local onde, durante o festival das lanternas, os tailandeses soltam barquinhos com oferendas. Marcado em vermelho, a ponte mencionada 4º Dia: Santuário de Elefantes Elephant Nature Park, China Town de Chiang Mai, Warorot Market 1. Santuário de Elefantes Elephant Nature Park Van do Parque nos buscou e trouxe de volta na frente do hostel Passeio reservado pelo site com antecedência de 4 meses: Passeio escolhido por nós no Santuário (pelo que vi ali, por algum motivo não se pode mais entrar no rio junto com os elefantes) Valor do passeio escolhido: 2500 baths por pessoa Endereço do site do santuário para realizar a reserva: https://www.elephantnaturepark.org/ 2. China Town de Bangkok e Warorot Market Caminho do hostel até a China Town de Chiang Mai: 108 Chang Moi Road: local onde fica o portão chinês de entrada na China Town Região delimitada (aproximadamente) da China Town de Chiang Mai: Região que faz parte da China Town de Chiang Mai (marcados no mapa com estrela o Warorot Market e o Mercado de Flores, os dois principais mercados da região) 5º Dia: Templo Wat Phra Doi Suthep, San Kamphaeng Hot Springs, Sunday Night Market, Festival das Lanternas de Chiang Mai 1. Templo Wat Phra Doi Suthep Entrada no templo: 60 baths Para ir até o templo, pegar um Songtaew numa parada próxima ao portão norte do Old Quarter Valor do Songtaew: 100 baths por pessoa Trajeto do hostel até a parada de Songtaews Local aproximado onde ficam os Songtaews que vão para o templo marcado em amarelo (em frente ao 7eleven) Songtaews vermelhos que vão para o templo Trajeto do Songtaew até o templo Para voltar, o Songtaew fica te esperando na rua em frente a entrada do templo (anotar a placa para não se perder, são muitos!) 2. San Kamphaeng Hot Springs Entrada no parque: 150 baths (se quiser tomar banho nas piscinas, mais 100 baths e precisa levar roupas de banho) Local onde se pega a van para ir para o parque (forma mais barata de ir): Trajeto até o local onde saem as Vans para San Kamphaeng Local mais específico do terminal de vans (marcado em amarelo) Terminal onde se pegam as vans para San Kamphaeng Trajeto de van até o parque Valor da van: 50 baths por trajeto Para ir embora, pegar a van no mesmo local onde ela te deixou na ida: Local onde se pega a Van para voltar para Chiang Mai Não existe online nenhuma tabela de horários, mas quando fomos a última van saía às 18h 3. Sunday Night Market Nos domingos, o Chiang Mai Night Bazaar se transfere para dentro do Old Quarter: Região onde ocorre o Sunday Night Market 4. Festival das Lanternas de Chiang Mai Obs: o festival das Lanternas mais turístico é uma festa fechada que ocorre aos arredores de Chiang Mai e é bem caro. Nós fomos acompanhar os eventos de rua que ocorrem durante este período. As lanternas estavam expostas na praça dos Três Reis, e seriam soltas no céu somente no outro dia (14 de novembro), por causa da morte do rei neste ano Local onde estavam expostas as lanternas: Praça dos três reis (marcado em vermelho no mapa)
  2. SUDESTE ASIÁTICO 10º Dia - Cozinhando ovos nas águas termais de San Kamphaeng (13/11/2016) Último dia em Chiang Mai, última oportunidade de conhecer o templo mais famoso dos arredores da cidade, o Wat Phra Doi Suthep. Este templo, que se localiza em cima de um morro na periferia de Chiang Mai, é considerado um dos mais sagrados do budismo e com certeza é o "mais turístico" da cidade. Como o templo fica um pouco afastado da cidade, tínhamos que arranjar um transporte para ir para lá. Tínhamos lido que no portão norte do Old Quarter, haviam Songtaews que iam especificamente para lá por um preço fixo de 100 baths por pessoa, num sistema bastante comum no sudeste asiático (e depois descobriríamos que na América Latina também) que é de só sair a condução quando estiver lotada, sem horário fixo. Acordamos bem cedo então e fomos em direção ao portão norte mas, chegando lá, não tinha Songtaew nenhuma e nem sinal de "parada" ou "terminal" de Songtaews que levassem ao Doi Suthep. Atacamos então um Songtaew qualquer que passou na rua e embarcamos. Dizem que os Songtaews possuem uma rota (mais ou menos) fixa e que a pegadinha para turistas é que: a passagem custa 20 baths para qualquer lugar dentro da cidade. É só fazer sinal para eles pararem, você sobe, e na hora que chegar sua parada você desce e paga os 20 baths. Agora se você, quando subir no Songtaew, pedir que quer ir para um local específico, daí ele se transforma em táxi, e vai te cobrar o preço que ele quiser, de 100 baths pra cima (mesmo que fosse um lugar que ele já ia passar no trajeto dele). Bem louco não? Imagina você subir numa lotação no Brasil e dizer pro motorista: "Me leva no lugar x". Daí ele desvia da rota normal dele, te leva no lugar e te cobra um valor a mais. Pois bem, seguimos o script e subimos no Songtaew sem falar nada pro motora e pra tiazinha que tava de cobradora (que acho que era a esposa dele). Ficamos rodando um tempo até que perguntamos prum passageiro gringo, que parecia morar ali pois falava tailandês e estava junto com um grupo só de tailandeses, se aquele Songtaew passava no Wat Phra Doi Suthep. Ele foi então perguntar pra tiazinha que estava junto com o motorista e veio nos dizer: "Ela vai largar todo mundo nas suas paradas e depois leva vocês até lá, espera por uma hora e depois traz vocês de volta, tudo por 500 baths". Achei caro, mas como não tínhamos achado as tais Songtaews do portão norte e o templo fica distante mesmo do centro, acabamos aceitando. Demos uma chorada ainda com a tia e conseguimos baixar o valor para 400 baths pelo menos. Depois de deixar os outros passageiros nos seus devidos pontos, começamos então a subida até o templo. E é uma subida bastante considerável. A Songtaew vai serpenteando um morro por uma estrada sinuosa e íngreme. Para ajudar, um monte de ciclistas subindo e descendo espremidos na estrada. Fiquei pensando: como esse elefante conseguiu subir tudo isso? Ainda por cima com um cofre nas costas. Passeando de Songtaew Sem mentira nenhuma, a temperatura lá em cima era bem mais baixa que na cidade e passamos um certo friozinho, sendo que estava um calorão desgraçado neste dia. Além disso, uma neblina típica de serra que diminuía muito a visibilidade, sendo que o dia estava bem ensolarado (para ter uma ideia como é alto o local). Chegando na entrada do templo, a tiazinha pediu para a gente tirar uma foto da placa para que pudéssemos encontrá-los depois, já que o local é lotado de Songtaews levando e esperando turistas para descer. E com certeza foi o templo mais lotado que fomos em Chiang Mai (talvez também por ter sido num domingo). Só na fila para comprar ingresso já demoramos um tempinho e ali já vimos que só uma hora para visitar o templo iria ser pouco (e é, não aconselho tão pouco tempo assim). Cusco esperando pra subir para o templo Antes de chegar no templo mesmo, ainda tem que se subir uma escadaria gigante. Uma escadaria muito bonita e icônica (umas das fotos que mais aparecem no instagram de quem vai pra Chiang Mai é justamente essa escadaria) em formato de dragão. Escadaria "de Dragão" que dá acesso ao Wat Phra Doi Suthep (lotado de turistas) Durante a subida ficam umas tailandesinhas com trajes típicos pedindo para tirar foto em troca de gorjetas. Lemos em diversos blogs que estas crianças são "ligeiras". Elas distraem as pessoas enquanto tiram as tais fotografias e enquanto isso roubam tuas coisas sem tu nem perceber. Num desses blogs uma viajante comentou que foi tirar foto com as crianças e depois quando chegou lá no templo estava sem seu relógio. Mantivemos distância então dessa gurizada, até porque de qualquer forma somos contra a exploração infantil. Detalhes da Escadaria Depois de uma subidinha sofrida, chegamos finalmente no tal Wat Phra Doi Suthep. Deixamos os calçados na portaria e essa foi a primeira vez que ficamos meio receosos de não os vermos de novo depois, pois eram muitos calçados! Todos amontoados e o templo estava muito cheio. Pra piorar, o tempo estava meio úmido e o chão meio molhado, então tínhamos que ficar desviando das poças para não molhar nossas meias. Local para colocar os calçados O local em si é belíssimo, e faz jus a fama que tem. Não há um templo principal como os outros que visitamos, toda a "atenção" se volta para a imponente estopa dourada no centro do complexo, o local onde dizem se encontrar enterrada a relíquia do buda e onde o elefante branco deu seu último suspiro. Estopa central do templo, local onde supostamente o Elefante morreu e foi enterrada a relíquia sagrada do Buda Em volta da estopa se concentram diversos "templinhos", cada qual com suas estátuas de buda, uma mais bonita que as outras, entre elas uma estátua de esmeralda/jade (pra mim parecia ser feita daquelas garrafas antigas de Sprite hehehe) muito bonita, para mim bem mais bonita até que a estátua de buda esmeralda do Gran Palace em Bangkok (que dizem ser a mais bonita da Tailândia). Neste dia, apesar de lotado de turistas, havia muitos tailandeses nativos fazendo oferendas e acendendo seus incensos, dando um ar ainda mais "espiritual" para o local. Diversas estátuas de Buda envoltas da Estopa central; Buda de esmeralda; Incensários de oferenda ao Buda Demos uma volta rápida por todo o complexo (afinal só tínhamos uma hora para isso) e fomos numa outra parte do templo bem disputada para fotos, uma plataforma que funciona como um mirante da onde se tem uma vista privilegiada e panorâmica da cidade de Chiang Mai do alto. Infelizmente neste dia a vista estava encoberta pela névoa e não conseguimos ver quase nada. Descobrimos depois que por ser um local alto e de serra, é bem raro se conseguir uma vista "limpa" da cidade, isto é, sem neblina. Apreciando a "vista" de cima do templo Ainda neste sacadão, há uma espécie de "toldo" todo feito em madeira envernizada com figuras em detalhes perfeitos entalhados na madeira e com representações em seu teto dos doze signos do horóscopo chinês. Colunas esculpidas na madeira contando a história do Buda e representando o horóscopo chinês Há também, no pátio externo do templo, uma "réplica" do elefante branco que segundo a lenda subiu o monte com a relíquia do buda nas costas. Elefante branco com a relíquia do Buda nas costas Findada a uma hora que tínhamos combinado com a tiazinha do Songtaew para visita, descemos a escadaria de dragão e fomos procurar pelo carro entre os milhares estacionados na avenida que dá acesso ao templo (agora já bem mais cheio do que na hora que chegamos). Demoramos um pouquinho para achar mas eles estavam lá, pagamos os 400 baths combinados então e voltamos para o nosso hostel ainda antes do meio-dia. Tínhamos combinado de almoçar no hostel neste dia com o casal de canadenses que foram conosco no dia anterior para o Elephant Nature Park e fizeram uma propaganda muito boa da comida da Lynn, mas eles deviam ter ido em algum passeio e não apareceram, então comemos sozinhos um Pad Thai e uma massa não lembro qual, tudo muito bom (como tudo que comemos em Chiang Mai) e feito na hora pela Lynn. Achávamos que a visita ao templo iria nos tomar o dia inteiro e já estávamos tristes que não iríamos conseguir conhecer as águas termais de Chiang Mai, mas como tínhamos então a tarde inteira pela frente, resolvemos encarar a ida até o parque San Kamphaeng Hot Springs (que não fica exatamente em Chiang Mai, e sim na cidade vizinha chamada San Kamphaeng), conferir as águas termais que tem por lá e a oportunidade de ver gêiseres pela primeira vez. Chiang Mai tem até isso também, águas termais e gêiseres! Tem um tour que é o mais procurado pelos turistas na cidade que um dos locais visitados é um gêiser na cidade de Chiang Rai (junto com o templo branco que é bem famoso no instagram), mas não quisemos fazer porque além do local dos gêiseres que se visita neste tour ser bem furreca comparado ao Parque San Kamphaeng, tem uma parte do passeio que é a visita a uma tribo de mulheres girafa (aquelas que põem milhões de argolas no pescoço), próximo a fronteira com o Laos, que parecia ser bem deprimente, tratando as mulheres da tribo como se fosse um zoológico ou circo, não é uma atração turística que concordamos. Seguimos então até o local onde o atendente do Centro de Informações Turísticas havia indicado para pegar a van até o parque. Pelo que ele havia indicado, se trata de um terminal de transportes que fica do lado de fora da muralha, na mesma rua da saída do portão norte. No caminho uma surpresa: na rua do lado de dentro da muralha ao lado do portão norte, uma fila com os tais Songtaews que levam ao Wat Phra Doi Suthep enfileirados e na calçada um cartaz indicando o preço de 100 baths por pessoa para ir até lá. "Que droga", pensamos, pagamos 200 baths a mais para ir lá. Acontece que a hora que fomos de manhã era muito cedo e ainda não estava na hora das vans saírem (quem mandou acordar cedo hehehe). Saindo pelo portão norte, seguimos a rua e não se avistava nada que parecesse um terminal. Seguimos mais um pouco meio desconfiados até que encontramos o lugar: uma espécie de rodoviária com várias vans estacionadas em boxes e em cada box informações sobre os horários e paradas, em tailandês e inglês, bem organizado e muito fácil de se achar. O local onde saiam as vans para as Hot Springs era o com mais indicações (deve ser a mais procurada por turistas né), só não conseguimos entender se os horários da tabela se referiam ao horário de saída da estação ou das hot springs (e o motora também não soube explicar direito ou não nos entendeu). Pagamos 50 baths se não me engano a passagem e só tinha nós na van o caminho todo. O local fica a quase 50 km de Chiang Mai e o trajeto todo demorou pouco mais de uma hora, nos deixando bem na entrada do parque. O parque é um daqueles lugares extremamente agradáveis para se passar o dia. Bastante arborizado e com uma vista belíssima das montanhas ao redor da cidade (fiquei imaginando curtir aquilo ali com um chimarrão... tudo de bom!). Portão de entrada do parque; Monumento de ovos, símbolo do parque; área verde do parque, muito bonito; caminho que leva aos gêiseres, só seguir o barulho do esguicho d´água A maioria dos frequentadores eram tailandeses, pouquíssimos gringos, bastante famílias fazendo picniques e molhando os pés nas águas termais. Pagamos 150 baths a entrada e havia ainda a opção de utilizar uma piscina por mais 100 baths, mas infelizmente não sabíamos disso e não tínhamos levado roupas de banho (fica a dica). O local mais disputado ali é com certeza próximo aos gêiseres, são dois naturais, que espirram água a 105 graus célsius a uma altura de 15 a 20 metros sem parar, embora por ser um pouco quente ali e perigoso o pessoal não consiga ficar por muito tempo. Gêiseres do San Kamphaeng Hot Springs Nunca tínhamos visto um gêiser de verdade e achamos sensacional! A água que sai deles é então armazenada em um "piscinão", e dali ela escorre por córregos construídos artificialmente que atravessam todo o parque, sendo mais quente ou menos quente a água dependendo da distância dos gêiseres. "Piscina" onde se armazena a água recém saída dos gêiseres à 105 graus célsius! Nesses córregos os frequentadores do parque se banham e aproveitam as propriedades medicinais daquela água, rica em enxofre e que dizem rejuvenescer a pele em anos. Mesmo longe da fonte, a água é bem quente, mais perto então é quase impossível tocar nela sem se queimar feio (sim né, imagina 105 graus!). Tentando rejuvenescer a pele Outra grande atração ali é a oportunidade de cozinhar seus próprios ovos na água fervente. Se compra ali uma bandejinha com ovinhos de codorna e um grande letreiro dá as instruções de quanto tempo tu mergulha a bandejinha na água para poder comê-los de acordo com o gosto do freguês (bem mole, mais ou menos ou durinho, em pouco menos de 10 minutos já está pronto). Ainda te dão um molinho shoyo para tu temperar os ovos, muito divertido! Cestinha de ovinhos de codorna; instruções para cozinhar os ovos; colocando os ovos na piscina de águas termais; ovinhos prontos! Ficamos um tempão nesse lugar e poderíamos ter passado mais, principalmente observando os costumes dos locais. Os picniques deles não são que nem os nossos: sanduíche, suco e umas frutinhas. Lá eles trazem massa, pad thai, frango, arroz, sopa, o negócio é profissional. As Hot Springs de San Kamphaeng são mesmo uma visita imperdível para quem vem para Chiang Mai. Observando os locais fazendo seus picniques Na tabela de horários lá da rodoviariazinha dizia que a última van saia as 18h, mas como já dito, não sabíamos se esse horário se referia a saída de Chiang Mai ou de San Kamphaeng. Na dúvida, como já eram umas 17h30, fomos indo para a parada de ônibus para esperar. Neste meio tempo aparece uma Songtaew amarela que ia para Chiang Mai, mas perguntei o preço e era mais caro que a van (tipo uns 2 reais mais caro...) então resolvemos continuar esperando a van. De repente uma jovenzinha tailandesa, vendo que nós queríamos ir para Chiang Mai, chega para nós e nos oferece carona na caçamba de sua caminhonete (lá não existe leis de trânsito hehehe). Na hora pensei: que sorte, os tailandeses são mesmo um povo muito legal! Aceitei sem pestanejar e ainda perguntei se ela podeira nos deixar no Tha Pae Gate e a guria disse que nos levaria lá sem problemas! Subindo na caçamba, já com o carro em movimento, a Juju se vira pra mim e pergunta: "Tu tem noção do que tu fez? Não tem medo que roubem nossos órgãos, roubem nossas coisas ou nos estuprem, ou de repente seja um golpe a gente chegue na cidade e eles queiram nos cobrar (havia mais dois jovens na cabine com a menina)?" Meu semblante mudou na mesma hora, estava tão feliz que tinha conseguido uma carona que não tinha pensado nessas hipóteses. Passei a viagem toda cuidando o GPS no celular e combinei com a Juliana: se eles desviarem da rota vamos pular! Nós na caçamba da caminhonete e minha cara de pavor quando pensei que podíamos ter caído num golpe Mas não teve nada disso, chegamos no Tha Pae Gate em 40 minutos (parecia uma eternidade devido ao nervosismo) e os jovens se despediram de nós com um grande sorriso. Soltei um grande e aliviado kop kun krap (obrigado em tailandês) e aprendi a lição de não ser tão desconfiado. A mídia sensacionalista, além da violência diária a que estamos acostumados no Brasil, nos faz (ainda mais por sermos marinheiros de primeira viagem) sempre pensar no que de pior pode acontecer. Acontece que existem muito mais exemplos positivos do que negativos no mundo, existe muito mais gente boa do que ruim no mundo, só que isso não sai na TV, não sai no jornal, isso se aprende conhecendo os lugares, conhecendo as pessoas, quebrando assim paradigmas tão naturalizados como verdades pelo senso comum. Chegamos de volta em Chiang Mai já anoitecendo e, sendo a última noite na cidade, queríamos aproveitar ela ao máximo. Fomos então em direção ao Sunday Night Market, que se trata do mesmo Chiang Mai Night Bazaar só que aos domingos ele se transfere para a rua principal do Old Quarter, bem na entrada do Tha Pae Gate, e conta com o dobro de barraquinhas de comida e bugigangas, além de diversas apresentações, uma verdadeira festa! Sunday Night Market Já na entrada do portão, uma grande decoração de velas formando os dizeres: I LOVE THE KING, rodeada de seguidores. "I love the king" escrito com velas Mas entrando dentro da feira aí sim, talvez por causa da época, estava muito lotada! Bem difícil de caminhar, tendo que se espremer entre a multidão. No caminho (no que conseguíamos ver), milhares de vendedores de roupas, lembrancinhas, quinquilharias de todo o dia e comidas. Aproveitamos para comer um negócio bizarro, espetinho de cogumelos shimeji enrolados num presunto assados na brasa (não sei dizer se achei bom ou ruim, a Juliana adorou). Espetinho de Shimeji enrolado com presunto Paramos depois num palco montado em uma rua paralela onde estava acontecendo uma apresentação de crianças cantando (horrorosamente) uma de cada vez estilo "show de calouros" para uma plateia de pais. Apesar da doer nos ouvidos, aplaudimos todos com entusiasmo para dar aquela força para a garotada. Platéia acompanhando o tal "show de calouros" Era a semana do festival das lanternas e, até agora não tínhamos visto nenhuma lanterna. Seguimos então pelas ruas do Old Quarter a procura das benditas até que as encontramos na praça dos três reis, a praça principal de Chiang Mai que fica em frente ao palácio do governo. Estátua dos três reis e lanternas expostas em frente à praça Lá que elas estavam expostas acessas, as que supostamente seriam alçadas ao céu no outro dia, milhões delas, um negócio impressionante. Além de diversos altares com velas acessas. Lanternas tailandesas decorando a praça dos três reis Ali nas ruas adjacentes também tinham várias lanternas bem coloridas, além de outras diversas decorações que deixavam as ruas muito iluminadas e coloridas. Templos decorados com lanternas coloridas; piscina simulando um rio com os "barcos oferendas" sendo lançados; Juju fingindo que está fazendo uma oferenda de barquinho Passando por uns templos que haviam ali perto percebemos que também estavam ocorrendo diversas cerimônias. No pátio de um deles (não olhei que templo era), o mais lotado, vários monges ajoelhados recitando mantras no meio de diversas velas e abaixo de uma árvores enorme toda decorada com lanternas, formavam uma cena impactante, uma experiência inesquecível (pena que a superlotação do lugar tirava um pouco do ar zen da cerimonia). Cerimônia "surreal" com vários monges budistas recitando mantras Passamos um tempão por ali e depois seguimos para a ponte sobre o Chao Phraya para ver se hoje estavam soltando mais barcos com oferendas no rio. Havia até bastante gente até ali na margem com barquinhos, mas bem discretos se comparados aos anos em que não houve morte de nenhum rei (nos últimos 75 anos pra ser mais exato). Pessoal soltando barquinhos no rio e um barco um pouco mais elaborado Lá de cima da ponte, observando as oferendas e tomando uma Singha, nos despedimos então de Chiang Mai e da Tailândia (por enquanto). No outro dia partiríamos de avião para o Camboja para continuar desbravando o sudeste asiático.
  3. SUDESTE ASIÁTICO 9º Dia - Conhecendo um Santuário de Elefantes em Chiang Mai (12/11/2016) Este dia reservamos para fazer a visita de um dia inteiro num santuário de elefantes. Antes, uma pequena contextualizada mais a fundo daquilo que eu já havia comentado aqui no blog sobre o turismo de exploração de animais no sudeste asiático: quando se pensa em Tailândia, sempre vem a mente aquelas cenas com turistas montados em elefantes (lembra o Indiana Jones inclusive). Quando pesquisávamos sobre as principais atrações turísticas de Chiang Mai, muitas delas envolviam: ou andar de elefante, ou "circos" com elefantes, atrações onde os elefantes ficam de pé, pintam quadros com a trompa, dançam, etc. Acontece que quando envolve animais (ou mesmo humanos no caso de visita a tribos indígenas por exemplo), sempre tem que se ter um pé atrás com essas "atrações turísticas" e pesquisar mais a fundo. Dessa forma, acabamos descobrindo que não só subir nas costas de um elefante é terrivelmente cruel para a musculatura do animal, como o tratamento dado a eles nesses circos é uma coisa desumana. Felizmente, nestas pesquisas descobrimos que existem várias ONGs em toda a Tailândia que resgatam estes animais maltratados e que este tipo de prática vem diminuindo aos poucos graças a intervenção destas. Estes locais são chamados de "santuários de elefantes" e, uma das formas que elas utilizam para arrecadar fundos é oferecer (a um preço um pouco salgadinho, é verdade) visitas guiadas, podendo ser de meio-dia, um dia inteiro ou pernoite, onde eles mostram e ensinam para o turista o trabalho que eles fazem no local e ainda por cima o visitante, durante o período da visita atua como se fosse um voluntário, dando comida e banho para o elefante, entre outros cuidados. Ficamos entusiasmados com o que lemos sobre os santuários e resolvemos fechar um pacote de um dia no Elephant Nature Park, um dos mais famosos de Chiang Mai na época. Hoje em dia se multiplicaram o número de santuários na região, inclusive levantando dúvidas do próprio governo tailandês sobre o real propósito de vários destes (dúvidas se não são só fachadas para enganar turistas), portanto é importante pesquisar bem antes de escolher um local para a visita. O Elephant Nature Park é um dos pioneiros em Chiang Mai, então é bastante confiável. A procura pelas visitas neste santuário é bastante grande, então resolvemos fechar pelo site mesmo, ainda no Brasil, com bastante antecedência. Quando reservamos, o valor da visita de um dia inteiro por pessoa foi de 2500 baths (250 reais!), bem carinho se comparado ao preço dos "circos" que maltratam elefantes, que chegam a cobrar apenas 100 baths pela visita. Havia ainda uma opção de só meio dia de visita, pela metade do preço, mas este, diferente da visita de dia inteiro, não incluía café da manhã e almoço e também não incluía poder dar banho nos elefantes (que nós queríamos muito!). Pensamos: "ah, se inclui refeições tá valendo". Isso porque os ingênuos aqui não sabiam ainda o quão barato é a comida na Tailândia (tem dias que gastávamos menos de 100 baths cada um por todas as refeições). Ok, acabamos extrapolando um pouco no orçamento mas foi por uma boa causa, valeu a pena. Feito a contextualização, acordamos cedo e ficamos na frente do hostel esperando a van do Elephant Nature Park nos buscar para o passeio. Durante a espera ficamos observando um grupo de mulheres no bar/inferninho ao lado tomando cerveja àquela hora da manhã e junto na mesa um gringo quarentão se achando o gostosão elogiando as tailandesas, mais uma das bizarrices do turismo sexual de Chiang Mai. Esperando a Van do Elephant Nature Park A van chegou pontualmente e, acabamos descobrindo que um casal de canadenses que estava no nosso hostel também ia fazer o passeio conosco. Partimos então em busca dos outros passageiros que fechariam nosso grupo: um casal de brasileiros de Brasília que estavam em lua-de-mel, duas amigas norte-americanas e, por último, passamos num resort podre de chique buscar um casal mais velho, também norte-americano, que pensávamos ser esnobes por causa né, da ostentação, mas não, eram muito simpáticos e divertidos (eita preconceito). No caminho uma televisão dentro da van mostra um pouco da história do santuário e relata, com imagens e vídeos terríveis, os maus-tratos a que são submetidos os elefantes nas atrações turísticas. Para fazer os elefantes pintarem quadros, por exemplo, os "adestradores" (para não dizer torturadores), espetam um gancho na orelha dos animais até eles levantarem a tromba e obedecerem. O pior é que a maioria desses animais são torturados desde bebê, roubados dos pais para atuarem nestes espetáculos. As cenas são fortes e chocantes. Na Van que nos levou para o parque Chegamos cedo ao santuário e fomos direto para uma mesa tomar café da manhã (não lembro direito o que era mas lembro que tinha macarrão e uma boa variedade de frutas). O santuário é bem extenso, com bastante área verde e um rio e fica na zona rural de Chiang Mai. Elephant Nature Park Aliás Chiang Mai também é bastante visitada por causa de sua zona rural, que conta com natureza abundante: trilhas, morros, cascatas. Também dizem ser um ótimo local para turismo de aventura: fazer rapel, tirolesa, etc. Infelizmente, devido ao pouco tempo na cidade, não pudemos conhecer a fundo esta faceta de Chiang Mai. Após o café-da-manhã, fomos oficialmente apresentados a nossa guia, a tailandesinha Poor (ou Pur, não existe tradução em caracteres romanos), que já estava na van junto com a gente, uma menina muito sorridente com um inglês tenebroso, que nos acompanhou o resto do dia. Primeiro ela contou sobre os cuidados com os elefantes, que todos eles tem nome e são "adotados" por alguém, inclusive uma das modalidades de visita é você passar o dia cuidando de um elefante específico, como se fosse o adotante deste. Mostrou um painel com os "antes" e "depois" de alguns deles e que todos tem acompanhamento médico regular pois a maioria vem de uma vida inteira de maus-tratos. Fotos do antes e depois do "Ponsawan" um dos elefantes resgatados e quadro com a lista de voluntários do parque Ela também mostrou que cuidam de outros animais perdidos, como gatos, cachorros e até uma vaca que apareceu por lá. Acho que isso não é um elefante... Inclusive tem mesas na área dos visitantes só para animais. Outros animais resgatados pelo parque Quando questionado como eles resgatam estes animais, eu pensava (romanticamente) que eles iam, na calada da noite, nos locais que os elefantes estavam sendo maltratados e os resgatavam com fugas arriscadas e heróicas. Mas não, na verdade eles compram os elefantes deste locais, tudo de forma legal porém com uma certa barganha. Não preciso dizer que os que são vendidos para os santuários são sempre os que já estão na capa da gaita né, afinal, os que estão com a musculatura inteira ainda e dessa forma dando lucro para os exploradores turísticos, dificilmente são vendidos, a não ser por altos preços. Partimos então para a primeira interação com os animaizinhos: dar comida para os elefantes! Nos dão uma cesta e ficamos num deck alto, distribuindo comida para os bichinhos. E é impressionante como eles pegam com a tromba, levam à boca e destroçam uma melancia inteira numa dentada. Melão e abóbora também (haja comida, acho que por isso é tão caro a visita hehehe). Dando comida para os elefantes: melão, abóbora e melancia Em seguida descemos do deck e fomos para "campo aberto", agora sim andar lado a lado com os bichanos. Somos avisados como se aproximar dos elefantes: não ficar na frente nem atrás deles, chegar pelo lado e cuidar ao seu redor pois, apesar de grandes eles são bem silenciosos (é verdade), não se percebe a aproximação deles e quando se vê pode ter um elefante passando por cima de ti (os elefantes estão entre os animais que mais matam humanos no mundo). Primeiro contato com os Elefantes (dá pra ver que eu estou meio cagado ainda para me aproximar deles) Cuidado Juju! Outra coisa interessante é que os que ficam soltos no santuário são só as fêmeas. Os machos, que são os que tem as presas de marfim, são muito selvagens e ficam presos. Percebemos na pele isso pois se aproximamos das grades deles e eles ficaram furiosos, um até cuspiu em mim (pelo menos eu espero que tenha sido cuspe). Local onde ficam os elefantes machos, separados das fêmeas e dos visitantes Chegou a hora do almoço e agora sim, um buffet livre de verdade (depois do fiasco daquele do passeio de barco no Chao Phraya)! Vários tipos de massas, frango, frutas, uma delícia! Tiramos a barriga da miséria hehehe. Depois do almoço ficamos mais um tempo na mesa batendo um papo com nossos colegas de grupo. O casal brasileiro estava fazendo o caminho inverso do nosso: eles primeiro foram para as praias e agora estavam subindo, tendo como último destino Bangkok. Nos deram algumas dicas de Koh Phi Phi, disseram que tinham umas festas em uns barcos que era uma loucurada, tudo liberado, bebidas, drogas... e que tinha um bar que tinha um ringue de Muay Thai no meio que qualquer um podia subir e desafiar alguém do bar, muito louco. O casal de americanos contou que eram aposentados e estavam viajando o mundo, que o lugar que eles mais tinham gostado foi a Índia e que estavam em Chiang Mai para o festival das lanternas, que haviam comprado o ingresso para a festa privada no dia da lua-cheia (uma que é só para estrangeiros e é caríssima). Também uma hora contou que era primo do ator que faz o Abraham no seriado Walking Dead, e foi bem na época de mudança de temporada, no episódio que o Neegan mata dois protagonistas, mas fica o mistério de quem seriam os dois (quando retornou a nova temporada, descobre-se que foi justamente o Abraham). O casal já sabia, mas disse que não ia dar spoilers, hehehe. No intervalo do almoço ainda passamos na loja de souvenires do parque, onde tinha que pedir permissão pros gatos do santuário para poder olhar as camisetas. Até pensamos em comprar uma camiseta de lembrança que era bem bonita mas acabamos não comprando. Camisetas à venda de lembrança do parque e seus "vendedores" dormindo Na parte da tarde fomos dar mais uma volta com os elefantes e conhecemos um bebê elefante que nasceu ali, algo raro pois os machos ficam separados das fêmeas no parque (a natureza conseguiu dar um jeito). Bebê elefante e sua família (até cachorro eles tem), aquela família que o "cidadão de bem" brasileiro não gosta muito, com duas mamães Fomos numa outra parte do parque com vários elefantes andando em grupos e pudemos observar eles se "sujando" de barro e de grama. Nos contaram que eles fazem isso para se proteger do sol e de intempéries. Elefantes "se sujando" e eu já bem menos cagado para chegar perto deles Chegou então a parte mais esperada do passeio: dar banho nos elefantes! Na verdade é um negócio meio pega-turista, pois os elefantes já estão limpos, eles atraem eles para o rio com comida e te dão um baldinho onde tu finge que lava os elefantes. Como fazia bastante calor, é legal pois você acaba se molhando bastante. Hora do banho! Entramos todos então com água pelos tornozelos num rio cheio de barro e possíveis bichos de pé e começamos a guerrinha de baldinho. Na verdade os elefantes são lavados sim pelos voluntários do parque, mas com sabão esponja e esfregão, para tirar bem as "cracas" que ficam na sua pele, e é bastante importante este banho. No nosso caso foi só brincadeirinha mesmo mas bastante divertido e deu para ficar mais um pouquinho em contato com os animaizinhos. "Dando" banho nos elefantes ou "tomando" banho? Finalizado o "banho", nos despedimos da Poor e ficamos mais um tempo no deck observando os elefantes até a hora da van nos levar de volta para o hostel. Despedindo-se da nossa guia "Poor" e dos bichanos do parque No caminho de volta, nos despedimos do pessoal e combinamos de almoçar no outro dia com o casal de canadenses que estavam hospedados com a gente que disseram que a comida do restaurante do hostel era excelente, que a Lynn (que além de tudo ainda era cozinheira) era uma grande chef de cozinha. Pedimos para a van nos deixar no Tha Pae Gate, pois queríamos ainda dar uma volta para conhecer a China Town de Chiang Mai. A China Town de Chiang Mai fica ao norte, costeando o Ping River e fora da muralha, em direção nordeste do Tha Pae Gate e é bem menor e menos movimentada se comparada a de Bangkok. Ali tem alguns templos bonitos chineses, um mercado grande de flores bem famoso na cidade, com plantas bem bonitas e exóticas e o seu ponto principal que é o Warorot Market, um mercadão dentro de um prédio fechado, daqueles que se encontra de tudo mas principalmente comida (com destaque para os frutos do mar), bem no estilo dos mercados municipais que tem nas principais cidades brasileiras (mas no estilo asiático, ou seja, com uma higiene bem questionável...). China Town de Chiang Mai Havíamos lido que por ali havia um terminal de Songtaews amarelos que iam até as Hot Springs de San Kamphaeng, as quais planejávamos ir no domingo. Demos uma volta rápida no mercado Warorot e no mercado de flores apreciando a "exoticidade" desses locais e depois fomos procurar o tal terminal mas acabamos não encontrando. Bonito fim de tarde à beira do rio e mercado de flores da China Town de Chiang Mai Com um bonito céu de fim de tarde, fomos retornando então para o hostel, não sem antes dar uma passada novamente no Ploen Ruedee Night Market para aproveitar a noite tomando uma Chang. Mais uma passada no Ploen Ruedee Night Market, ainda vazio pois estava cedo Fomos também até a ponte que cruza o Chao Phraya também para ver se já havia alguém realizando o ritual de soltar barcos de folha de bananeira no rio em função do festival das lanternas. Até tinha algumas pessoas fazendo isso, mas bem pouca gente. Em compensação, a ponte em si fica bem movimentada a noite, com bastante jovens curtindo e apreciando a vista do rio, então pegamos umas cervejas no 7eleven e ficamos um tempo por ali também. Ponte sobre o Chao Phraya, com bastante movimentação de jovens tailandeses Agora sim, hora de voltar para o hostel, mas resolvemos ainda fazer mais uma foot massage, num local que as pessoas faziam a massagem ali na rua mesmo. A Juju deu a ideia de aproveitar para treinar o tailandês com a moça que estava fazendo a massagem nela, fazendo umas perguntas que nós havíamos aprendido como por exemplo Kuhn Chun Arai (como você se chama). Eu falei que era bobagem, que a mulher tava ali fazendo a massagem e não ia querer treinar tailandês com a gente. Mas no fim a Juju conversou com a mulher mesmo assim e ela achou o máximo, respondeu as perguntas com a maior simpatia. Às vezes a gente fica com receio de puxar assunto com as pessoas por não saber falar a língua delas ou achar que elas são "fechadas" mas o que a gente aprendeu nessas nossas viagens é que na maioria das vezes as pessoas querem sim conversar, querem conhecer outras culturas tanto quanto nós, basta um dos dois dar o primeiro passo.
  4. SUDESTE ASIÁTICO 8º Dia - Batendo um papo com um monge sobre budismo (11/11/2016) Teoricamente, o período das monções na Tailândia se encerra no mês de outubro, porém em novembro, durante nossa passagem por lá, praticamente todo dia ocorreu pelo menos uma pancada de chuva e, neste dia não foi diferente. Acordamos e o dia já estava com uma garoa bem fininha na rua. Tomamos café da manhã no hostel mesmo, que era bem barato (pão, omelete e umas verduras) e fomos em direção ao Old Quarter conhecer o templo Wat Chedi Luang. Este templo, que fica praticamente no centro da cidade murada, é na verdade um complexo que compreende em seu perímetro, três templos principais (e vários anexos) e, no seu centro, um panteão belíssimo (chamado de Chedi), cheio de esculturas de serpentes e elefantes. Este Chedi foi parcialmente destruído por um terremoto em 1545 e suas ruínas são mantidas conservadas até hoje, sendo a principal atração turística do lugar. Era aqui também o lugar original do Buda Esmeralda, considerada a principal estátua de Buda da Tailândia (aquela que eu não achei grande coisa) e que hoje se encontra no Gran Palace de Bangkok. Mas o que mais me deixou com vontade de conhecer este templo é que lá acontece o "Monk Chat": um espaço com mesas e cadeiras em que os monges ficam ali exclusivamente para conversar à vontade com os visitantes sobre budismo (ou qualquer assunto), sendo essa uma forma de eles ensinarem os fundamentos da religião e ao mesmo tempo praticarem inglês com os turistas. Uma oportunidade de ouro para quem quer conhecer mais a fundo sobre o budismo "na raíz". Chegando lá, pagamos 80 baths a entrada e o primeiro templo que fomos (Chiang Mai Pillar City Shrine), que fica mais próximo da entrada, tinha uma peculiaridade: não é permitido a entrada de mulheres. O motivo: porque mulheres menstruam e portanto são impuras, correndo o risco de "pecaminar" o templo com seu sangue sujo (pouco machista hein?). Entrei meio contrariado pra dar uma olhada no que que era "tão sagrado" assim, enquanto a Juju ficou esperando lá fora. Juju indignada por não puder entrar no templo E o templo é bem bonito, com suas paredes todas decoradas com gravuras ilustrando a história do Buda e no seu centro uma estátua do Buda em pé dentro de um reservatório de vidro. Lindos desenhos dentro do templo contando a história do Buda Depois seguimos para o templo principal (esse a Juju pode entrar), que possui uma estátua do Buda também em pé bem bonita folhada a ouro, acompanhado de duas estátuas que representam monges importantes do budismo, uma de cada lado (deve ser o equivalente aos santos no cristianismo). E aqui vai uma dica para visitar este complexo: como são muitos templos e em cada um tem que se tirar o sapato para entrar, o melhor é vir de chinelos para facilitar o tira e põe (que foi o que fizemos), ainda mais que o dia estava bem úmido e a área que você tem que deixar os calçados normalmente é descoberta. Dentro do Templo principal do Wat Chedi Luang A entrada do templo principal também conta com belíssimas esculturas coloridas de animais e uma foto em homenagem ao rei recém falecido. Belíssimas esculturas em frente ao Templo Principal do Wat Chedi Luang, com detalhes para a homenagem ao rei Bhumibol ao fundo Dentro deste templo também aproveitei para fazer uma simpatia que tem ali que dizem ser para dar sorte e prosperidade: no corredor do templo ficam dispostas 12 estátuas em fileira, cada uma representando um signo do horóscopo chinês. Se compra (é lógico, tudo é sempre cobrado nestes templos) uma pequena lâmina de ouro e se cola esta na estátua respectiva do seu signo chinês (no meu caso, colei no porco). Com cada visitante colando um pedacinho no seu respectivo signo, vai se preenchendo assim a estátua até ela ficar toda revestida de ouro. Fazendo as mandinga: colando a lâmina de ouro na estátua correspondente ao signo do porco O ruim é que a lâmina vai se soltando pó de ouro nas mãos todas. Passei o resto do dia "dourado". Depois passamos para admirar o Chedi do templo, abaixo de uma chuva fina. O Chedi se destaca no meio do complexo, por ser a única edificação "não restaurada ali. Aliás, este é um fato interessante da Tailândia: por lá não tem essa história de que um monumento, por ter sido tombado como patrimônio histórico, não pode ser modificado. A maioria dos templos são todos restaurados, telhas trocadas, pinturas modificadas, claro que sempre mantendo o estilo e o padrão original e tradicional do país. Chedi principal do Wat Chedi Luang Partimos então para o Monk Chat. A Juju, já indignada pelo machismo do templo e também porque havia várias regras específicas para mulheres que quisessem participar como: não sentar do mesmo lado que o monge, não tirar foto com o monge, não encostar no monge, etc. Preferiu ficar de fora e foi conhecer a biblioteca que existe dentro do templo. Eu entrei no local, que é um espaço ao ar livre com mesas e bancos de pedra e com uma lona em cima para proteger da chuva, me sentei e logo veio um jovem monge conversar comigo. O menino tinha 17 anos e era bem gente boa, um típico adolescente. Ficamos conversando por mais de uma hora e foi muito enriquecedor saber mais sobre a vida que os monges levam e sobre o budismo em si. Ele me contou que para eles o budismo não é uma religião, e sim uma filosofia de vida que prega o desapego tanto a bens materiais como a qualquer desejo. O próprio fato deles quererem buscar a iluminação (ou seja, virar um Buda), não é aceitável porque também se trataria de desejar algo, e o caminho para a iluminação é justamente negar qualquer desejo do corpo e da mente. Ele me contou sobre a rotina dos monges, de acordar todo dia com o nascer do sol, de pedir doações nas ruas, de orar várias vezes ao dia, das diversas escolas diferentes de budismo, mas que também levam uma vida "normal", frequentando escolas e universidades. Eu perguntei para eles porque todos eles, ou pelo menos a grande maioria, possuíam smartphones, e ele disse que justamente para isso, eles precisam deles para estudar, dar uma "googleada" de vez em quando (e aproveitar para mandar aquele zapzap pros outros monges no grupo do monastério hehehe). Me pareceu que ser monge na Tailândia é tipo participar de grupos de escoteiros aqui no Brasil. Eles podem entrar para um monastério desde pequenos (até os 13 anos tem que ter autorização dos pais) e lá praticam várias atividades, podendo, a qualquer tempo, desistir e voltar para sua casa. Ele me contou que tem alguns monastérios em Chiang Mai que você pode se inscrever para fazer um retiro (por um precinho bem salgado), normalmente de 5 a 10 dias, e que é bem procurado por estrangeiros que buscam paz interior, auto-conhecimento ou só praticar o budismo e sentir como é ser um monge por uns dias. Me indicou também um templo para conhecer, o Wat Chiang Man, que é o templo mais antigo de Chiang Mai e fica ao norte do Old Quarter. Aproveitei para perguntar para ele porque o Chedi era a única edificação não restaurada ali, e eu esperava uma explicação espiritual ou ritualística e ele me diz: "é porque assim fica mais bonito e atrai mais turistas (que coisa hein...). Já tinha me despedido do meu amigo monge quando ele me puxou e pediu que eu ficasse mais um pouco, porque tinha uns chineses ali atrás de mim que iriam querer falar com ele quando eu me levantasse e ele não estava afim de falar com chineses porque eles não sabem falar inglês direito (meio xenofóbico o guri...). Então ficamos conversando mais um pouco até os chineses irem embora. Meu amigo monge Saindo do Wat Chedi Luang, como não tínhamos nada planejado e ainda era cedo, fomos conhecer o templo que o monge indicou dizendo ser o mais antigo de Chiang Mai, o Wat Chiang Man. Fomos costeando os escombros do muro do Old Quarter em direção ao norte e rapidinho chegamos lá. O templo principal tem a aparência mesmo de bem antigo, com as paredes de madeira, mas dentro é bem "comum" em comparação com os outros que havíamos visitado, valendo a visita mais pelo valor histórico do mesmo do que pelo visual em si. No lado de fora há uma estopa ornamentada com estátuas de elefantes, esta sim de visual único e bem bonito, sendo este meio que o "símbolo" do templo. Estopa do Wat Chiang Man, o templo mais antigo de Chiang Mai Quando estávamos ali começou mais uma chuvarada forte, então aproveitamos o templo como abrigo da chuva e também para descansar e meditar um pouco. Neste templo também aconteceu uma coisa engraçada: uma moça veio falar comigo, primeiro perguntou se eu sabia falar inglês. Respondi que sim e então ela começou a falar umas coisas indecifráveis, sei lá em que língua. Respondi para ela: mai kao jai (eu não te entendi em tailandês). Daí ela ficou braba e resmungou: "isso é tailandês, não é inglês, tu não sabe falar inglês", e foi embora. Bem louca hehehe. Dentro do Templo Wat Chiang Man Com a chuva dando uma pausa, voltamos para o hostel. Quando chegamos, começou a chover forte novamente, então resolvemos aproveitar o resto da tarde para colocar o sono em dia. Já noite e com o a chuva dando uma trégua, fomos conhecer o Night Market de Chiang Mai, uma espécie de Khao San Road da cidade (mas bem menos muvucada), que como já comentado, ficava bem próximo do nosso hostel. O agito acontece na rua Changklan, rua essa que abriga na noite diversas barraquinhas de roupas e comidas de rua, tendo também dois mercados principais, o Chiang Mai Night Bazaar e o Ploen Ruedee Night Market. Changklan Road, a Khao San Road de Chiang Mai O primeiro é um espaço onde funciona tipo uma miniatura do Mercado Chatuchak, um típico mercado do sudeste asiático que vende de tudo, onde aproveitamos para tomar mais um daqueles sucos deliciosos que tu escolhe a fruta no copo e eles liquidificam ali na hora (tomei um de maracujá com dragon fruit muito bom!) e comprar umas lembrancinhas. Inclusive a Juju comprou uma bolsa de elefantinhos que nos foi útil todo o resto da viagem e de outras que fizemos depois ainda. Sempre naquele esquema de pechinchar até encher o saco. Nos domingos este mercado acontece dentro do Old Quarter e vira o Sunday Night Market. Já o outro mercado, o Ploen Ruedee, esse achamos demais! É tipo uma praça de alimentação, rodeada por Food Trucks (mas com preços muito baratos, bem diferente dos food trucks aqui do Brasil nesse sentido) com comidas de todos os lugares do mundo. Ploen Ruedee Night Market (na última foto o banheiro do local, sustentável e muito estiloso) Paramos ali para comer um Cheeseburguer e um Cachorro-Quente por 50 baths cada um (5 reais!) e o bom é que se podia comprar cerveja no 7eleven e levar pra tomar ali sem problema. O resto da noite ficamos percorrendo a rua e vendo o movimento, inclusive no fim dela foi a primeira vez que nos deparamos com um supermercado grande na Tailândia, o Big C, mas os preços eram iguais ou piores do que os do 7eleven. Gostamos bastante do Night Market de Chiang Mai. Apesar de bem turístico, não é tão "agressivo" (no sentido de um turismo que extrapola), se comparado à Khao San Road, por exemplo, e isso que estávamos num período de bastante movimento na cidade por causa do Festival das Lanternas.
  5. SUDESTE ASIÁTICO 7º Dia - Chegando em Chiang Mai (10/11/2016) Acordamos no trem com a tiazinha que havia nos vendido café da manhã no dia anterior dizendo que o café estava pronto. Tomamos o café e ficamos no resto do caminho apreciando uma paisagem quase que inteiramente de floresta, inclusive com alguns córregos e precipícios no meio de uma mata densa. Desembarcamos do nosso trem na estação de Chiang Mai lá pelas 9 horas. Apesar do trem ter sido bem confortável, quando descemos parecia que o chão ficava se mexendo, uma sensação bem estranha. Acho que por não estarmos acostumados ao sacolejar do trem. Desembarcando em Chiang Mai Ficamos na dúvida entre pegar um Songtaew para o nosso hostel, uma espécie de van vermelha, que você vai na caçamba dela e que é o principal meio de transporte público de Chiang Mai, ou ir a pé, já que o hostel fica a menos de 2 km da estação e pensamos: pô, já andamos tanto nessa viagem, 2 km não é nada para nós. Quando saímos da estação, vieram tantos motoristas de Songtaew nos encher o saco que decidimos ir a pé (talvez se eles não fossem tão inconvenientes, teríamos optado pela van). Songtaew: essa van vermelha aí que é o principal transporte público de Chiang Mai Seguimos a pé então e o bom é que aí já passamos no centro de informações turísticas de Chiang Mai, que fica no meio do caminho, pedir umas informações de como chegar a alguns lugares usando transporte público, entre eles o San Kamphaeng Hot Springs, um parque com gêiseres e águas termais que queríamos muito conhecer. Os centros de informações turísticas das cidades sempre são lugares de ótimo atendimento e que te dão informações muito precisas e sinceras sobre as atrações turísticas e, em Chiang mai, não foi diferente. Fomos muito bem atendidos e nos foi passado realmente as formas mais baratas de se chegar nos lugares que queríamos. Depois de sair dali, bem próximo, atravessamos uma das pontes que dá acesso à área central da cidade. Ponte esta que passa por cima do Rio Chao Phraya e que depois descobriríamos ser um ponto de encontro de jovens à noite que vão ali curtir, namorar, beber, fumar e apreciar a vista do rio. Também é o local onde os tailandeses vão para fazer suas oferendas durante o festival das lanternas (que estava ocorrendo enquanto estávamos lá), soltando na água barcos feitos com folhas de bananeiras contendo velas, flores e frutas. Ponte sobre o Rio Chao Phraya Aqui abro um parenteses para falar sobre este festival tão tradicional: Os tailandeses nesta semana enfeitam suas casas com as lanternas feitas de papel e a noite as soltam no céu, uma cena mágica que você com certeza já deve ter visto em algum lugar (tem em uma das telas de fundo do windows e também no filme da disney da Rapunzel). Também durante essa semana rolam diversas apresentações típicas nas ruas, principalmente na Praça dos três reis, a praça central de Chiang Mai. Não é preciso dizer que neste período a cidade fica infestada de turistas né? Tanto que foi difícil conseguirmos comprar a passagem de trem para lá (tivemos que comprar a passagem para um dia antes do que pretendíamos, e isso com 3 meses de antecedência!). Devido a morte do rei naquele ano, cogitou-se cancelar o festival. No entanto, devido a imensa procura turística que o mesmo gera (além duma baita grana que a Tailândia perderia com turismo se o cancelassem), foi acordado que os tailandeses poderiam enfeitar suas casas e as ruas com as lanternas, porém sem soltá-las no céu e sem apresentações artísticas. Foi liberado somente a noite da lua cheia mesmo como único dia de soltar as lanternas, que este ano cairia no dia 14 de novembro, justo o dia em que iríamos embora a tarde. Atravessando a ponte, caminhamos mais duas quadras e chegamos no nosso hostel, o Soi Sabai Guesthouse. Escolhemos este hostel pelo preço (é claro), 16 reais a diária por pessoa, e pelo local, estrategicamente situado no meio do caminho entre a cidade murada e a rua do Nightmarket. O hostel é meio que um restaurante que tem quartos lá no fundo. Ficamos num quarto com 10 pessoas mas era um quarto grande, com os beliches bastante isolados um dos outros. Não tinha ar condicionado, mas em novembro e por Chiang Mai se situar numa região de serra, o ventilador deu conta. Os donos (e funcionários) do hostel eram um casal muito simpático, o Patrick e a Lynn. Ele francês e ela tailandesa (ele foi visitar a Tailândia a anos atrás, se apaixonaram e ele acabou não voltando mais pra França). Ele no começo parecia meio fechado e antipático, mas depois quando tu puxa assunto se percebe que é só impressão mesmo, ambos eram muito legais. O único problema do hostel é que na área da frente do restaurante era permitido fumar, impregnando o salão com aquele cheiro de cigarro. Também a noite nesta mesma área a mosquitada pegava solta, mas daí era só passar aquele repelente básico. Pois bem, largamos nossas coisas e já fomos caminhar para conhecer a cidade. Fomos em direção à cidade murada, a parte central e histórica de Chiang Mai, conhecida como Old Quarter. Essa zona da cidade é onde se encontra o palácio do governo da região e a praça principal, além de concentrar em seu interior os principais templos da cidade. Em tempos remotos, o Old Quarter era cercado por uma grande muralha, formando um quadrado quase perfeito (olhando no google maps dá pra ver a perfeição), junto com córregos de água artificialmente desviados para acompanhar o muro e dificultar ainda mais as invasões inimigas. A muralha foi praticamente destruída pelas guerras ao longo dos anos, porém há vários pontos ainda conservados, inclusive os quatro portões majestosos que dão acesso ao Old Quarter, um em cada ponto cardeal (norte, sul, leste, oeste), sendo estes também uma atração turística da cidade. Córrego que circunda o Old Quarter e segmento conservado da Muralha Fomos direto para o portão principal da cidade, o Tha Pae Gate, que fica no leste e é um dos mais bonitos e conservados dos quatro. É também considerada a porta de entrada do Old Quarter, concentrando um número grande de artistas de rua e barraquinhas de comida, ou seja, onde o pessoal local vai pra tentar ganhar uma graninha dos turistas. Portão Tha Pae Gate, o principal que dá acesso ao Old Quarter (e posando em sua frente uma princesa tailandesa!) Dentro do Old Quarter, assim como em toda a Tailândia, existem mais templos budistas do que moradores (exagero, talvez tenha um templo para cada 2 habitantes hehehe) e, assim como Ayutthaya e Bangkok, havíamos pesquisado previamente os que mais nos interessava conhecer. E dentro do Old Quarter eram dois que estavam no nosso roteiro: o Wat Phra Singh, e o Wat Chedi Luang. Este dia não tínhamos nada programado. A ideia era só se acomodar na cidade e dar uma voltinha básica, mas, como não era nem meio-dia ainda e estávamos com aquela adrenalina de chegar num lugar novo e querer conhecer tudo, fomos visitar um dos templos. Assim, adentrando no Old Quarter, fomos em direção ao Wat Phra Singh, que fica bem no final da rua principal, indo sempre reto pelo Tha Pae Gate. Wat Phra Singh Pagamos 40 baths a entrada e é um templo bem bonito, além de sediar uma biblioteca que possui obras muito importantes do budismo e uma escola de monges. No templo principal está localizada uma estátua que é considerada uma das mais bonitas de Chiang Mai, a do Buda Leão. Lá dentro aproveitei para tomar um passe (será que assim que chamam?), de um monge budista: ele molhou um pé de arruda em uma água e jogou uns pingos em mim enquanto proclamava uns mantras e depois amarrou uma fitinha no meu braço desejando boa sorte e saúde. Cobrado, é claro. Estátuas que representam os monges tailandeses que passaram pelo templo; um dos templos do Wat Phra Singh; Estátua do Buda Leão, considerada uma das mais belas e importantes de Chiang Mai. Num outro templo anexo, havia uns "bonecos de cera" de monges budistas, muito reais (e mórbidos). Parece de verdade, mas são bonecos de cera! Estávamos no pátio apreciando o jardim já se preparando para ir embora quando de repente começa a cair uma tromba d´água. Ficamos com receio de deixar nossos passaportes no hostel porque os lockers não pareciam muito confiáveis e ficavam fora do quarto, então os tínhamos trazido com a gente. Assim, mais que preocupados em se molhar, estávamos preocupados em molhar nossos passaportes no bolso. Dessa forma, saímos correndo pela rua tentar achar um lugar para se abrigar. Paramos então num restaurante simplesinho na rua principal e, foi a partir daí que começamos a comer bem na Tailândia! Já eram umas 14h da tarde e, além de pedir uma ceva, aproveitamos para almoçar. A Juju pediu um Tom Yum e eu pedi um Fried Rice with Chicken (arroz frito com frango), comida que depois viraria a minha preferida no país, tudo muito bom e bem servido. Chuvarada pegando no jardim do templo, paramos para tomar uma Chang e almoçar. Passada a chuva, voltamos pro hostel para descansar. No caminho observamos mais um pouco a vida em Chiang Mai que, apesar de ser a segunda maior cidade da Tailândia e ser beeeem turística, tem um charme especial de cidade do interior. Uma característica marcante do turismo ali é o turismo sexual. Olhando para dentro dos milhões de "bares" que há pela cidade, o que mais se vê são estrangeiros homens de meia idade, bebendo, fumando ou jogando sinuca acompanhado de uma ou mais mulheres tailandesas (essas em sua maioria bem jovens). As charmosas ruas de Chiang Mai e o nosso "templo", o 7eleven Havíamos deixado nossas roupas para lavar no hostel e quando chegamos a Lynn (que além de cozinhar e atender no balcão ainda é a pessoa que lava e passa as roupas) nos comunicou que as roupas estavam prontas. Tinha pedido apenas para lavar e secar, sem passá-las (que era mais caro), mas ela passou do mesmo jeito sem cobrar a mais. Além disso, as roupas ficaram muito cheirosas, foi a lavagem de roupas mais caprichada que fizemos em todas as nossas viagens até hoje (a Lynn é demais). Ficamos o resto da tarde ali pelo hostel tomando umas Changs. Havia chegado um novo hóspede no nosso quarto, e o cara acho que não lavava os pés a muito tempo. O fedor de chulé impregnou o quarto, e o pior é que o cara não saia do quarto nunca. Só ficava lá na cama dele mexendo no notebook (fazer o que né? Quem fica em hostel tá sujeito a estas coisas). Estávamos nas mesas lá da frente quando de repente passa um carro com um alto-falante gritando: "Muay Thai Tonight! Muay Thai Tonight!" (bem coisa de cidade do interior mesmo). Fomos conferir e haveria uma luta no ginásio da cidade à noite. Feito! Não iríamos perder a oportunidade de assistir o que é o principal esporte da Tailândia. Compramos nossos ingressos por 400 baths e já tínhamos então programação para a noite. Flyer da luta de Muay Thai a noite Chegamos no "estádio" (era mais um galpão mesmo) às 21 horas para assistir as lutas. Compramos o ingresso mais barato mas nem por isso ruim, já que o local é bem roots, praticamente todo só frequentado por turistas. Assim como no boxe ou UFC, há o "card" com várias lutas, de várias modalidades (peso-pena, peso-médio, etc) e o "card principal" da noite seria entre um lutador local e um australiano pela disputa de um cinturão. Se acomodamos, pedimos umas cervejas Tiger e aproveitamos o espetáculo, que é realmente um espetáculo imperdível para quem está na Tailândia! Apreciando uma Tiger e a porrada comendo solta Antes das lutas os lutadores fazem tipo umas "dancinhas", que dizem ser um ritual pedindo proteção pra buda. Quando começa a luta, fica uma bandinha com um cara tocando um tambor e outro tocando aquelas flautinhas bem características, muito legal! A medida que o round vai avançando eles começam a tocar mais rápido, "atiçando" os lutadores para buscar a vitória. Entre as lutas ocorrem várias atrações: um espetáculo com espadas, uma luta (coreografada é claro) entre dois espadachins e um momento palhaçada com quatro lutadores tentando lutar vendados entre si. Logo na primeira luta, a peso-pena eu acho, o cara nocauteou o outro com uma joelhada no queijo! Sensacional! Já as outras no decorrer da noite foram bem "burocráticas", inclusive a luta final foi decida por pontos, com a vitória do australiano (quem diria hein?). Depois das lutas ainda forma-se uma fila para tirar foto com os vencedores (claro que aproveitei para tirar uma também né?). Fotinho com o campeão Depois de uma noite muito divertida, voltamos para o hostel encarar o chulé do quarto. Antes ainda passamos pelo Tha Pae Gate observá-lo iluminado a noite, que fica muito bonito, ainda mais junto com várias fontes de água que se iluminam ao longo do córrego que circunda o Old Quarter. Arredores do Tha Pae Gate a noite (sim, nossa câmera é muito ruim para fotos a noite)
  6. SUDESTE ASIÁTICO 6º Dia - Passando o dia na antiga capital da Tailândia (09/11/2016) Saímos cedo do Old Town Hostel (em Bangkok) rumo à estação de trem Hua Lamphong, tentar pegar o trem das 7h30 para Ayutthaya. No caminho tomamos o café de sempre no 7eleven e antes das 7h já estávamos lá. Chegando na estação, fomos para a fila comum da bilheteria comprar a passagem quando uma mocinha tailandesa chegou para nós e os outros estrangeiros da fila e pediu para passarmos numa outra salinha que dizia ser o local de venda de tíquetes para turistas. Pensei comigo mesmo: olha o golpe! Mas não, era um local de vendas com atendimento em inglês, inclusive o preço do bilhete era o mesmo da bilheteria. Bilhete de trem ao custo de inacreditáveis 20 baths (2 reais!); Esperando o trem na plataforma. Com um pouquinho de atraso, chegou o nosso trem. Compramos o bilhete comum mesmo, visto que a viagem até Ayutthaya é de apenas duas horas. O trem, um caco velho com poltronas pra lá de desconfortáveis, na primeira hora passa dentro do perímetro urbano de Bangkok (inclusive há uma parada no Aeroporto Don Muenang, o aeroporto secundário da cidade e que opera os vôos das companhias Low-Cost tipo AirAsia, Thai Airlines, LyonAir, etc), a uma velocidade de 10km por hora. Só depois que sai da cidade é que ele "engrena", passando por vilarejos bem pobres que ficam à beira dos trilhos, cujos moradores vivem com a venda de comida e entre outros para os passageiros dos trens (o trem anda tão devagar que o pessoal consegue vender ali nos trilhos). Lá pelas 9h30 chegamos na estação única da cidade. A Tailândia que a Globo não mostra Lá em Ayutthaya funciona assim: a parte da cidade que possui os templos e prédios históricos que abrigavam a sede da antiga capital do reino do Sião (parte antiga), se concentra, estrategicamente é claro, em sua maioria, num perímetro relativamente pequeno, que é cercado por 4 rios (entre eles o Chao Phraya) e que pode ser visto todo em um único dia sem pressa. A maioria dos visitantes ou faz um bate-volta no mesmo dia a partir de Bangkok, ou passa o dia em Ayutthaya antes de seguir com o trem noturno para Chiang Mai (que foi o que fizemos). Para percorrer a parte antiga da cidade há 3 opções: ou aluga-se um tuk-tuk particular para te levar nos templos, ou aluga-se uma scooter, ou uma bicicleta, sendo esta última opção a mais barata. Para quem já acompanha nossos relatos, já deve saber que optamos pela bicicleta né? Descemos na estação de trem e fomos atrás do guarda-volumes para deixar as mochilas. Chegando na sala do guarda-volumes, só tinha um tiozinho mexendo no celular e indicando: "para guardar as mochilas? pode deixar na salinha ali". Bem isso, tu larga as mochilas ali numa sala aberta, umas em cima das outras, sem armário para trancar. Na confiança mesmo. O tiozinho até te dá um recibo que tu deixou a mala, mas nem olharam depois quando fomos retirar no fim do dia. Brasileiros e desconfiados que somos, pelo menos trancamos com cadeado as mochilas (como se fizesse diferença se alguém entrasse ali e a levasse). Atravessamos a rua da estação e ali já tem várias lojas alugando bicicletas (parece que há a opção de atravessar de barco ali o rio e alugar bikes já lá do lado da zona antiga, sem precisar passar de bicicleta pela ponte). Fomos na primeira que passamos e alugamos as nossas, deixando uma cópia do passaporte de garantia e ganhando um mapinha da cidade. As bicicletas acho que eram do tempo que Ayutthaya era a capital da Tailândia ainda de tão velhas e demolidas, mas quebraram o galho. Mapinha turístico de Ayutthaya Tínhamos feito uma lista dos lugares que queríamos visitar na cidade e partimos então com nossas bikes, primeiro para o lugar mais distante, para depois ir voltando até a estação. Atravessamos a ponte que dá acesso à zona antiga da cidade e fomos costeando o Rio Chao Phraya até a primeira parada, o templo Wat Chaiwatthanaram (se preparem agora para os nomes impronunciáveis). Acabamos queimando a largada indo de cara no templo que achamos o mais bonito de Ayutthaya. Templo Wat Chaiwatthanaram Apesar de destruído (assim como todos os templos históricos de Ayutthaya), pode-se ver a magnitude de suas estopas e torres, todas rodeadas por escombros de paredes e muros. As estátuas de Buda decepadas que ficam envolta da torre central de estilo Khmer (cambojano) também dão um ar meio sombrio que combina perfeitamente com o local (e rende altas fotos instagramáveis hehehe), além do sítio em si, com o Chao Phraya correndo ao lado, que é muito bonito e arborizado. Pagamos 100 baths a entrada. Antes de voltar para a zona antiga (já que o Wat Chaiwatthanaram fica tecnicamente do outro lado do rio), passamos no 7eleven para almoçar. Compramos nossa comidinha pronta congelada e comemos ali na rua mesmo em frente ao mercadinho. Não compramos cerveja desta vez por medo da desidratação, já que já estava começando a esquentar e nós tínhamos o dia inteiro ainda para pedalar no sol. Ao invés disso, compramos duas águas que se mostraram muito valiosas no decorrer do dia. Seguimos então para um dos momentos mais marcantes do passeio, quiça de toda a viagem. Conhecer o Buda do Street Fighter! Este pra mim foi um sonho realizado. Desde a infância, quando jogava o jogo no fliperama e mais tarde no megadrive, o cenário do Sagat sempre me intrigava. Será que existe um local assim? Pensava. E não é que existe mesmo? E é demais! O Wat Lokayasutharam (eita), templo que abriga este monumento, é com certeza um dos mais destruídos de Ayutthaya. Do templo mesmo não sobrou quase nada, dizem que foi incendiado de maneira brutal, só sobrou mesmo este monumento enorme do Buda em posição reclinada que serviu de inspiração para um dos cenários deste jogo histórico. O local é um pouco difícil de achar pois fica no meio de uns bosques, sendo a entrada grátis. Ficamos ali um tempão admirando o monumento (eu segurando as lágrimas de emoção) e observando quem que iria querer tirar uma foto na frente do buda em pose de luta pra fingir que estava no Street Fighter. Até que uns garotos japoneses o fizeram e foram imediatamente repreendidos por uma senhora por estarem faltando com o respeito com o Buda, hehehe. Lugar que serviu de inspiração para o cenário do Sagat no jogo Street Fighter Fomos então para o próximo lugar da lista, um grande conjunto de templos e edificações que fica quase ao centro de Ayutthaya e que foi o equivalente ao Gran Palace hoje em Bangkok. O lugar que serviu de residência para os antigos reis da Tailândia quando a capital ainda era lá, e que abriga diversos templos, estopas e jardins. Dentro deste complexo visitamos três templos, todos por 100 baths a entrada de cada. O Gran Palace de Ayutthaya Primeiro fomos no Wihan Phra Mongkhon Bophit. Que abriga a maior estátua de buda feito de bronze da Tailândia, que infelizmente estava em reformas no dia e não pudemos conhecer. Depois seguimos para o Wat Phra Si Sanphet, que é um dos principais cartões postais de Ayutthaya. No seu centro ficam 3 estopas enormes e belíssimas (aqueles locais onde dizem estar enterradas as relíquias do buda) e o mais legal é que pode-se subir até a entrada delas e ter uma vista privilegiada de todo o perímetro. Wat Phra Si Sanphet Havíamos lido ainda na época do planejamento da viagem que em Ayutthaya tinha que se ter muito cuidado com cães selvagens que ficavam pelas ruas e pelos templos, pois eram muito perigosos e podiam te atacar a qualquer momento. Os primeiros cachorros que vimos foram exatamente ali, tinha um bando deles. Só que os tais "cães selvagens" não tinham nada de selvagens. Ou estavam morrendo de calor ou tinham acabado de comer, pois só ficavam na deles ou dormindo. Os "perigosíssimos" cães selvagens de Ayutthaya Falando em calor, já eram umas 14 horas e o sol estava castigando. Pegamos nossas águas compradas no 7eleven e nos demos um banho pra refrescar. Depois seguimos para um píer a beira de um lago que fica ao lado do templo, do outro lado do muro principal para aproveitar uma sombrinha. A vista do píer pro lago é muito bonito e um cartaz nele dizia que esse era o jardim onde o rei e a rainha iam para relaxar, sendo que ao lado ficava o palácio real, este já todo em ruínas e tomado pelo mato, quase sem vestígios. Dando uma refrescada no calor Por último, ainda dentro do complexo, passamos no Wat Phra Ram. Outro templo com torres em estilo Khmer bastante destruído pela invasão birmanesa. Este templo serviu de locação para várias cenas do clássico filme "O Desafio do Dragão" do Van Damme (um dos meus favoritos até hoje!), daí não pude resistir em tirar umas fotos "encarnando" o personagem Kurt Sloane, hahaha. Curtindo uma de Van Damme (kkkkk). Ao fundo, as ruínas do Wat Phra Ram Saímos dali em direção ao templo Wat Maha That, o mais próximo à estação de trem. No caminho passa-se dentro do Rama Public Park, um parque bem grande e arborizado, com diversos lagos (e templos, é claro) interligados por pontes formando umas espécies de ilhas. Passando pelo Rama Public Park Neste caminho tivemos o primeiro contato com o turismo exploratório de animais na Tailândia, algo que é bem sério e apesar de contar já com diversas organizações que combatem este tipo de prática, ainda é muito comum na região. Elefantes servindo de transporte turístico, levando as pessoas em seu lombo como se fosse um cavalo, sendo que este tipo de atividade é extremamente danosa para o animal, comprometendo toda sua musculatura. Turismo exploratório de animais #DIGANÃO Já bem cansados de pedalar as bicicletas velhas e do calor, chegamos no Wat Maha That, o templo mais instagramado de Ayutthaya, que é famoso pela cabeça de buda encravada no meio de uma árvore. O templo em sí é bem parecido com os outros, valendo mais pela cabeça de buda na árvore mesmo, que dizem que foi arrancada de uma estátua, ficou no chão e a árvore cresceu em comunhão com ela (sei não hein. Acho que eles mesmo botaram a cabeça ali para atrair turistas hehehe). O legal é que, para tirar fotos com uma estátua do buda, a cabeça do buda sempre tem que estar mais alta na foto do que a cabeça da pessoa (se não é falta de respeito e uma afronta ao buda), então ali na frente da árvore tem uma instrução dizendo para a pessoa se abaixar para tirar sua foto. Templo Wat Maha That com e sua iconica cabeça de buda entre as árvores Na saída do templo, já do lado de fora, ainda havia uma praça com várias árvores e, quando vimos, estas contavam com vários esquilos que subiam e desciam pelo tronco atrás de comida. Era a primeira vez que víamos este tipo de bichinho, assim, solto na natureza, então resolvemos pegar um sorvete e ficamos sentados em uns bancos os observando e aproveitando para descansar um pouquinho. Esquilinhos na praça em frente ao Wat Maha That Ainda havia um último templo que queríamos visitar, o Wat Yai Chai Mongkol, que é conhecido por contar com uma dezena de estátuas de buda enfileiradas e também por ser permitido subir em sua torre central, o que dá uma vista interessante da cidade, sendo preferível visitá-lo no fim da tarde para apreciar o por-do-sol. Porém, exaustos do calor e com o tempo já fechado, sem indícios de que daria pra ver o por-do-sol, resolvemos já seguir para a estação para esperar o nosso trem e, ainda bem que o fizemos, pois chegando na estação, deu 10 minutos começou uma chuvarada tenebrosa que com certeza nos deixaria ensopados (ainda mais de bicicleta). Largamos as bicicletas com um pouco de receio, já que dizem que um golpe comum na Tailândia é você alugar alguma coisa (scooter, jet sky, bicicleta e etc) e no momento de devolver o carinha dizer que tu estragou alguma coisa e que vai ter que pagar por aquilo ali (e que não adianta chamar a polícia, o consulado, o papa, tem que pagar de qualquer jeito. É tipo uma "lei informal" do país), e nossas bicicletas eram de um estado no mínimo deplorável, mas foi tranquilo, devolveram nossa cópia do passaporte, passamos no 7eleven para comprar "mantimentos" para a viagem de trem e chegamos na estação ali pelas 18h. Pegamos nossas mochilas daquele jeito que havia dito: passamos pelo guardinha que só apontou para a gente entrar ali na salinha e pegá-las, nem pediu recibo nem nada e continuava no celular. Tudo certo, agora era só esperar nosso trem, que já havíamos comprado passagem com bastante antecedência através da agência aquela que passamos bem no início da viagem, devido à procura estar grande já que estávamos entrando na semana do festival das lanternas de Chiang Mai. Abrimos umas Singhas (não muitas já que o banheiro ali era cobrado hehehe) e ficamos observando o vai-e-vem da estação. Um dos que passaram por ali e vieram puxar papo era um casal de brasileiros que ficaram espantados como nós conseguíamos viajar todo esse tempo só com as nossas mochilinhas. Nos contaram também que alugaram um tuk-tuk privativo para levá-los para percorrer a cidade e o motora não sabia falar inglês, levou eles nos lugares errados e no fim não conseguiram visitar a metade dos templos que queriam (viu? Se tivessem alugado a bicicleta isso não teria acontecido hehehe). Eles partiram para Chiang Mai no trem das 19h30 e nós continuamos ali. Esperando nosso trem para Chiang Mai Ainda esperando nosso trem, mais uma cena bizarra: passou um senhor com uma roupa de exército com dois "seguranças" ao lado e então toda estação começou a olhar, cochichar, apontar, um tiozinho mais "desinibido" até chegou junto ao senhor e pediu para tirar uma foto com ele. Com certeza devia ser alguma autoridade da Tailândia, ou algum famoso no país. 21h e pouco enfim, chega nosso trem. Este bem mais conservado do que o que havíamos pego na manhã. Este trem que você vai dormindo (sleeper train), na classe que compramos a passagem, não possui cabines individuais. Fica o corredor de um lado e do outro "nichos" com sofás de frente para o outro, que a noite eles transformam em 4 camas. No horário que entramos, a cama já estava arrumada, ficando no mesmo "nicho" que nós, dois rapazes chineses que passaram a viagem toda com as cortinas fechadas, não deram nem oi para nós e durante a noite faziam barulhos bemmm assustadores enquanto dormiam. Nosso "quarto" com beliche para a noite Largando nossas coisas, passa então uma senhorinha vendendo café da manhã para o outro dia. Nós até já tínhamos nossa comida, mas a tiazinha era tão simpática que acabamos comprando. Suados e fedorentos de passar o dia inteiro pedalando no calor. Fomos correndo para o banheiro pois pensávamos: trem noturno? Deve ter chuveiro né? Que ingênuos. O negócio foi improvisar um banho com o chuveirinho do vaso sanitário mesmo e com a pia para dormir um pouco "menos sujos". Cara de espanto da Juju ao descobrir que o vagão não tem chuveiro Antes de dormir ainda fizemos uma "degustação" dos salgadinhos estranhos que compramos no 7eleven, só para realçar nossa certeza de que os salgadinhos mais comuns são sempre os melhores mesmo. Devidamente alimentados, fomos dormir apreciando a paisagem passando pela janela do trem. Provando as comidinhas do 7eleven (pelas fotos dá pra ver quem pegou o salgadinho mais horroroso) Foi a primeira vez que pegamos um trem noturno e achamos muito confortável e divertido, nos apaixonamos! Sempre que possível hoje em dia optamos por este tipo de transporte nas nossas viagens.
  7. Nosso roteiro resumido por Bangkok (com mapas) Aqui vai um resumo do roteiro da nossa passagem por Bangkok com mapas e preços das atrações (lembrando que as informações aqui são de quando visitamos o país, que foi em 2016). Para quem quer dicas mais "objetivas" e não necessariamente ler sobre as nossas histórias e experiências de viagem, pode pular direto para este post. Cabe lembrar que este roteiro representa apenas a NOSSA experiência, o que para nós foi muito bom para o pouco tempo que tivemos, não tendo a pretensão de ser um "guia do que fazer em Bangkok", ou muito menos um "guia definitivo da cidade". Até porque muitas atrações turísticas para nós não nos interessava. Felizmente, existem infinitos sites e blogs de viagem na internet (além do google maps), o que permite a cada um pesquisar e encontrar o SEU roteiro ideal. Foi através destes inúmeros sites que pesquisamos o que mais nos atraia na cidade e montamos o nosso roteiro, que segue abaixo: RESUMÃO: Ficamos 5 dias em Bangkok, sendo que no primeiro chegaríamos no meio da tarde, dessa forma dividimos os dias assim: 1º Dia: Noite na China Town 2º Dia: Mercado Chatuchak (já que era um sábado) 3º Dia: Museu Nacional da Tailândia, Templo do Buda em Pé, Templo de Mármore 4º Dia: Shopping MBK, Shopping Siam Paragon, noite na Khao San Road 5º Dia: Templo do Buda de Ouro, Gran Palace, Wat Pho, cruzeiro de barco com jantar pelo Rio Chao Phraya Ficamos no Hostel Old Town, que recomendamos muito! Escolhemos ele pelo preço e pela localização, próximo do metrô, da estação de trem, do templo do buda dourado, da China Town e da estação de ferrys. O link para o site do hostel no booking é este aqui: https://www.booking.com/hotel/th/oldtown-hostel.pt-br.html 1º Dia: noite na China Town Chegada prevista às 13h20 no Aeroporto Suvarnabhummi. Antes da fila de imigração, necessário passar no Health Control para mostrar a carteira internacional de vacinação. Trocar dinheiro (pelo menos para o metrô e para pagar o hostel, embora as cotações que pegamos no aeroporto tenham sido quase iguais que na cidade). Utilizar as casas de câmbio do subsolo, próximas a estação de metrô, que possuem as melhores cotações: há uma do lado da outra, bem fácil para pesquisar qual a melhor cotação. Pagar o metrô (Airport Link) em direção à cidade: Pegar a linha azul (mais barata) Descer na estação MAKAKASAN, que dá acesso ao metro (MRT) de Bangkok, linha azul. Pegar o MRT linha azul da estação MAKKASAN até a estação HUA LAMPHONG: Da estação Hua Lamphong até o hostel: ir a pé: Noite na China Town, passando pelo portão chinês: Do hostel até o portão chinês Rua principal da China Town: Yaowarat Rd 2º Dia: Mercado Chatuchak (já que era um sábado) Pegar o MRT linha azul da Estação HUA LAMPHONG até a estação CHATUCHAK PARK: Da estação de metrô, seguir para a esquerda, seguindo o parque, até uma das entradas do mercado: Mapa BEEMMM resumido do Mercado Chatuchak 3º Dia: Museu Nacional da Tailândia, Templo do Buda em Pé, Templo de Mármore 1. Museu Nacional da Tailândia Entrada no Museu: 400 baths Pegar o barco na estação SI PHRAYA (linha laranja em direção ao norte): trajeto a pé até a estação de ferrys Mapa das linhas de ferry de Bangkok Descer na estação THA CHANG: Trajeto a pé da Estação Tha Chang até o Museu Nacional (marcados no mapa ainda dois lugares que visitamos, o minishopping a beira do rio Tha Maharaj e o parque Sanam Luang 2. Templo do Buda em pé (Wat Intharawahan) Entrada no templo: Grátis Pegar o ferry na estação THA PHRA CHAN (linha laranja) sentido norte até a estação RAMA 8 BRIDGE: Trajeto do Museu até a estação THA PHRA CHAN Trajeto a pé da estação RAMA 8 BRIDGE até o Wat Intharawihan 3. Templo de Mármore (Wat Benchamabophit) Entrada no templo: 100 baths Do templo do Buda em pé, melhor trajeto é a pé: Trajeto que fizemos de um templo a outro Para voltar para o hostel, pegar o ônibus 49, em direção à estação de trens Hua Lamphong Trajeto a pé do Templo de Mármore até a parada do ônibus 49 (no caminho, marcado com estrela no mapa o Estádio de Muay Thai) Lugar exato da parada de ônibus (em vermelho) Trajeto do ônibus 49 (descer no ponto da estação de trens Hua Lamphong) 4º Dia: Shopping MBK, Shopping Siam Paragon, noite na Khao San Road 1. Shopping MBK Pegar o MRT na estação HUA LAMPHONG e descer na estação SI LOM: Da saída da estação SI LOM, seguir até a estação de Skytrain (BTS) SALA DAENG: Estações de MRT e de BTS sinalizadas no mapa Pegar o BTS da estação SALA DAENG até a estação NATIONAL STADIUM Da estação até o MBK center são 500 metros de caminhada, inclusive a uma passarela que leva direto ao shopping: 2. Shopping SIAM PARAGON Do MBK Center até o Siam Paragon o melhor trajeto é a pé, os dois são muito próximos: MBK Center e Siam Paragon marcados com estrela no mapa 3. Noite na Khao San Road Pegar o ônibus 15 ou 47, próximos ao MBK Center, em direção à Khao San Road Local da parada de ônibus Trajeto da Linha 15 e 47 de ônibus Obs: Quando pegamos esse ônibus, a cobradora nos obrigou (por algum motivo desconhecido) a descer em uma parada bem distante do nosso destino (marcado com uma seta vermelha no mapa). Dessa forma seguimos a pé 2 km até a Khao San Road, podendo passar por dois monumentos bem interessantes, o Giant Swin e o Monumento à Democracia (marcados com estrela no mapa): Região da Khao San Road 5º Dia: Templo do Buda de Ouro, Gran Palace, Wat Pho, cruzeiro de barco com jantar pelo Rio Chao Phraya 1. Templo do Buda de Ouro (Wat Traimit) Entrada no templo: 40 baths Ir a pé Trajeto a pé do Old Town hostel ao Templo do Buda de Ouro 2. Gran Palace Entrada no palácio: 500 baths Pegar o ferry na estação RACHAWONGSE (linha laranja) sentido norte em direção à estação THA TIEN Trajeto a pé do Wat Traimit atè estação de Ferry Trajeto da estação de ferrys THA TIEN até o portão de entrada do Gran Palace Mapa do Gran Palace 3. Wat Pho (Templo do Buda Reclinado) Entrada no templo: 200 baths Massagem na primeira escola tailandesa de massagem que fica dentro do templo: 400 baths Do saída do Gran Palace à entrada do Wat Pho, é uma curta caminhada: Trajeto a pé da saída do Gran Palace até a entrada do Wat Pho Para voltar o hostel, pegar o ferry (linha laranja) na estação THA TIEN sentido sul até a estação SI PHRAYA 4. Cruzeiro de barco com jantar no Chao Phraya Companhia escolhida: https://www.hotels2thailand.com/bangkok-day-trips/Bangkok-Chaophraya-Cruise.asp Valor: 950 baths por pessoa (valor atualizado para jan/2020), comprado com antecedência. Local de saída dos barcos: River City Bangkok Trajeto a pé do hostel até o local de saída do cruzeiro Obs: outras opções de cruzeiros: http://www.loynava.com/ https://www.thaicruise.com/banquetservice.php http://www.chaophrayacruise.com/index.html http://www.thairivercruise.com/index.php?tpid=0083 http://www.dinnercruisesbangkok.com/ http://www.sightseeingbangkok.com/dinner_cruise-bangkok.html
  8. SUDESTE ASIÁTICO 5º Dia - Visitando o principal cartão postal da Tailândia (08/11/2016) Último dia em Bangkok, última oportunidade de visitar os principais templos da Tailândia, o Gran Palace e o Wat Pho, que são o equivalente mais ou menos ao Cristo e ao Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. Havíamos também reservado um passeio de barco com jantar à noite pelo Chao Phraya, para finalizar nossa passagem por Bangkok com chave de ouro. Saímos então cedo da manhã, tomamos nosso café no 7eleven e, antes de partir para a Oldtown, a zona dos templos, passamos primeiro no templo do Buda Dourado (Wat Traimit), que fica na China Town bem próximo ao hostel e cuja visita estava desde o início nos nossos planos. Não sei se já tinha amenizado o luto pelo rei mas o fato é que daqui em diante todos os templos que entramos tivemos que pagar a entrada. Esse do Buda Dourado era se não me engano 30 baths (3 reais). Esse templo pra mim foi um dos mais bonitos da cidade que conhecemos, é alto e lá de cima se tem uma vista privilegiada de Bangkok. Lá dentro o buda de ouro maciço, que é considerado o maior deste material no mundo, é lindo demais. Templo do Buda Dourado (Wat Traimit) por dentro e por fora No lado de fora também pode-se fazer várias atividades (todas cobradas, é claro). Entre elas, fizemos uma que é um ritual de tocar 108 sinos com o intuito de ficar mais perto da iluminação. Quase atingindo a iluminação Há também, junto a uma estátua do confucio, um colégio japonês (ficamos intrigados) dentro do complexo do templo, bem naqueles estilos de anime, com um monte de crianças vestindo uniforme colegial e tudo mais, além de todas as sinalizações e placas estarem em japonês. Não sabemos enfim se é uma escola para aprender japonês ou se é uma escola que usa o método de ensino japonês. Estátua do Confúcio junto à escola estilo japonesa e vista do alto do Templo Seguimos então para a estação de ferry pegar o barco para Oldtown. Para conhecer um caminho diferente fomos pegar o ferry numa outra estação que não a mais perto do nosso hostel, a Rachawongse, estação que dá acesso à China Town. No mapa parecia perto, mas caminhamos feito uns animais, primeiro passando pela China Town de dia, que é bem diferente daquela agitação noturna que conhecíamos, e depois por dentro de um bairro residencial que costeia o Chao Phraya, acho que onde devem morar todos os vendedores da China Town, pois todas as casas tinham um estilo chinês com decorações chinesas, além de um cheiro forte de peixe, acredito que pela pesca que devem fazer ali na beira do rio. Depois de caminhar bastante, fomos de ferry até a estação Tha Chang (sempre com a linha laranja), que desembarca numa rua que fica exatamente entre o Gran Palace e o Wat Pho. Havíamos lido que na saída desta estação o pessoal vinha te atacar freneticamente, oferecendo serviço de guia, vendendo tudo que é possível, tentando aplicar um golpe dizendo que os templos estavam fechados aquele dia e querendo te levar para um outro lugar, etc. Mas no dia ninguém nos ofereceu nada, não sei se devido a morte do rei e a enorme quantidade de locais que estavam visitando o Gran Palace naqueles dias meio que intimidaram os golpistas ou a foi a presença massiva de guardas no caminho. Ou então, foi por respeito ao rei mesmo. Como não sabíamos onde era a entrada, fomos seguindo o fluxo enorme de grupos de tailandeses vestidos de preto até um dos portões. Quando chegamos, descobrimos que o acesso ali era só para locais, não precisava nem mostrar nenhum documento, só pela cara mesmo eles deixavam passar ou não. Descobrimos depois que ali era uma entrada que dava acesso direto para o palácio onde estava exposto o corpo do rei morto, o que não é permitido para os estrangeiros. Entrada lateral do Gran Palace (só pra tailandeses) Demos a volta então no Palácio para acessar a entrada principal. No caminho já dá para observar as edificações lá de dentro, tudo muito majestoso. No caminho que leva à entrada já dá pra ter uma ideia da suntuosidade do Gran Palace Depois de caminhar mais um bocado, passando pelo portão de entrada (que é um caminho também belíssimo com um gramado impecável e vista para as estopas do palácio) um tiozinho sentado numa cadeira vestido com roupas militares mas com um jeito que parecia estar bêbado, apontou pra minha bermuda e soltou um: "não permitido" (not allowed), mas num inglês com um sotaque indecifrável e, como ele parecia estar "naquele estado" e ainda falando meio que sozinho, não dei bola e continuamos a caminhada até o guichê de compra de ingressos (500 baths, o ingresso mais caro que compramos na Tailândia). No guichê sim, ali me falaram que eu não podia entrar com minha bermuda, mesmo a bainha dela sendo abaixo do joelho (o que é permitido nos outros templos). Enquanto a Juju já tinha entrado, fui então todo o caminho de volta do portão até a rua, atrás de uma calça, o que, obviamente era fácil de encontrar por ali né? Entrei na lojinha mais perto do Palácio mesmo e fui comprar aquelas calças bem largonas estilo "hippie". Queria comprar uma coloridona pra avacalhar mesmo mas a tiazinha vendedora disse: "você é homem, tem que comprar uma preta". A tiazinha era tão engraçada que nem me opus. Pensei ainda que ia pagar caro já que a situação ali é perfeita para se aproveitar de turistas que esquecem de vir ao Palácio com os trajes adequados, mas até que não. Naquele velho esquema de pechincha, de 150, a calça acabou saindo por 100 baths. Enfim vestido adequadamente, entramos finalmente no Gran Palace. Esse sim é um lugar gigantesco, fácil de se perder, dividido em vários pátios rodeados de templos, aqueles bonecões gigantes estilo tailandês (são tipo uns guardiões espirituais), estátuas de elefantes, guarda-chuvas e estopas gigantes douradas onde diz-se guardar relíquias (pedaços) do corpo do Buda. Há também uma maquete do Angkor Wat perfeitinha num dos pátios. Belíssimos templos do Gran Palace, com seus 8 guardiões (aqueles bonecões ali das fotos de cima) nos portões principais e maquete perfeita do Angkor Wat Nessas estopas douradas aí dizem que estão enterradas partes do Buda (relíquias) O templo principal, Wat Phra Kaew, é com certeza o mais bonito de todos lá dentro e a principal atração turística, com suas paredes 100% decoradas com vários detalhes em ouro. É onde fica também o buda esmeralda, um buda não muito grande, todo feito de jade, considerado o buda mais bonito da Tailândia. Eu sinceramente não achei grande coisa, o Buda dourado do Wat Traimit, templo que visitamos no início da manhã, pra mim era mais bonito. Também é o único lugar onde não se pode tirar fotos, então não tenho aqui para mostrar, mas se procurar na internet, dá pra se ter uma ideia de como é a estátua. Detalhes das paredes externas do Wat Phra Kaew, o templo do Buda Esmeralda Além desta zona de templos, o Gran Palace compreende também uma área só com prédios públicos administrativos, além de uma outra área, onde fica o palácio real, reservada a cerimonias oficiais e a visitas de chefes de estado, num local que por muitos anos serviu de residência oficial do rei até o reinado do Rama IV (que depois mudou a residência para aquela outra edificação lá em frente ao templo de mármore que fomos no domingo). Todos esses prédios também são lindíssimos, uma mistura de estilo colonial europeu com templos orientais e conta também com jardins ornamentais, mas infelizmente não é permitida sua visita (excetuado os tailandeses que podiam entrar para ver o corpo do rei neste período). Pudemos passar pela frente desta área quando estávamos saindo do palácio e mesmo de longe podia-se admirar os prédios. Prédios estilo colonial construídos para serem residência real e hoje abrigam a administração pública da Tailândia Ali havia um cordão de isolamento que separava os locais que estavam liberados para entrar no salão real para ver o rei morto e os turistas, sendo a separação feita daquele mesmo jeito, o guardinha olhando pra tua cara e dizendo: "tu tem cara de tailandês, vai pra lá, tu tem cara de turista, vai pra cá". Neste prédio aqui o corpo do rei ficou "exposto" por um ano após sua morte No cordão do lado "de lá", milhares de locais, todos de preto, a maioria chorando, é uma cena impactante (e sempre tem uns gringos babacas com aquelas roupa de turista tirando foto da cara das pessoas e achando graça). De um lado do cordão, os tailandeses todos de preto, do outro a turistada Na saída ainda se topa com um daqueles guardinhas tipo inglês, que fica brincando de estátua e a galera tirando foto em volta. Guardinha estilo inglês Saindo do Palácio, almoçamos numa entre várias lanchonetes que haviam na rua em frente ao portão de saída. Comi novamente um Pad Thai para ver se dessa vez eu gostava (e tava bonzinho até) e a Juju pediu um Tom Yum. Dessa vez, preferimos pedir sem pimenta (mai ped, sem pimenta em tailandês). Sem mais delongas partimos para o Wat Pho, o templo do Buda inclinado, o lugar que possui uma das estátuas mais impressionantes do Buda na Tailândia e uma das que mais estávamos ansiosos para conhecer. Logo na entrada (pagamos 200 baths) já dá pra avistar da janela o Budão lá deitado e já ficamos arrepiados! Lá dentro do templo é ainda mais fantástico, realmente espetacular. De fora já dá pra ter uma ideia do tamanho do Budão Já dentro, é realmente impressionante! De frente ao buda fizemos um ritual que é famoso ali, que é jogar 108 moedas, uma por uma, em 108 vasos dispostos em frente à estátua (cobrado, é claro). Também na parte externa do templo, aproveitei para fazer uma oferenda ao Buda. Observei os locais fazendo e os imitei: acender 3 incensos, se curvar 3 vezes em posição de reza na frente do altar dos budas, abrir as pétalas de uma flor de lótus e colocá-la na água para flutuar e colar uma lâmina de ouro que te dão junto com o "kit oferenda" em uma das estátuas do Buda (tu escolhe uma e cada uma tem um significado diferente, tipo se tu quer prosperidade, amor, saúde, etc), vai que eu fico mais perto da iluminação né? Fazendo oferendas ao Buda O Wat Pho, assim como o Gran Palace, é um complexo de templos. Tem o "principal" que é o do Buda Inclinado e a parte externa é formada por vários pátios interligados com diversos templos, cada um com uma estátua de Buda diferente (que agora nós mais ou menos já sabíamos o que significava devido à visita ao Pátio dos 50 budas no Templo de Mármore no domingo), além de várias fontes e estopas. Parecendo o velho do saco no meio de estopas no pátio do Wat Pho; Detalhes dos portais que dão acesso entre os vários pátios do complexo; uma das diversas fontes com peixes e estátuas que parecem uns duendes; pátio dos budas. O Wat Pho também é famoso por abrigar em seu complexo a primeira escola de massagem da Tailândia e, não perdemos a oportunidade de experimentar uma massagem ali. Dessa vez, devido à oportunidade única, resolvemos abrir a mão e fazer a massagem "quase" completa, que custava 400 baths. Tem umas outras mais "gourmet" onde a gente via o pessoal passando pelo corredor sem roupa, só com uma toalinha enrolada, mas aí já era demais pra nós. Essa que fizemos já foi bastante completa e valeu muito a pena. É aquela que a pessoa põe tuas perna prum lado, puxa a coluna pro outro, sobe com os pés em cima de ti, enfim, aquela mesma que vem a cabeça quando se pensa em massagem tailandesa. Saímos dali todo doloridos mas como se estivéssemos novinhos em folha, bem louco. Já era 17h30 quando começamos o caminho de volta ao hostel, já que tínhamos que estar no Pier às 19h. O ferry demorou um pouco para vir e o carinha na estação (fiscal, vendedor, funcionário da estação, sei lá) estava direcionando a turistada para o barco da linha azul, um que é mais caro, mas nós como não somos bobos, ficamos e esperamos o nosso pinga pinga da linha laranja. No caminho ainda passamos bem em frente ao Wat Arun e deu pra ver que é bem bonito. Lamentamos o fato dele estar em reforma durante nossa viagem. Wat Arun em reformas visto do Chao Phraya, fica pra uma outra vez Chegando no hostel, tomamos um banho, colocamos nossa roupa mais bonita (ou menos chinelona) e fomos ao Píer para nosso passeio "romântico" pelo Chao Phraya, que já estava comprado e agendado desde antes de sairmos do Brasil. No pier, que não é o mesmo onde se pega o barco público mas é ao lado, havia várias companhias que fazem esse passeio. Barcos luxuosos, espelhados, temáticos, e o nosso claro era o mais simplesinho, mas nem por isso menos chique. No píer, aguardando nosso barco para o passeio (lá atrás passando já um barco mais luxuoso). O trajeto do barco é ir até a Oldtown, a área dos templos, numa ponta e termina, na outra ponta, no complexo Asiatique Riverfront, outro lugar que vale a pena uma visita quando se está em Bangkok, um complexo à beira do rio numa zona mais nobre, com lojas, restaurantes, comidas de rua e uma roda gigante daquelas para observar a cidade. No caminho as pontes todas iluminadas, bem como os templos, fazem desse um passeio muito bonito. Tailandesinha fazendo uma dança típica durante o passeio e vista da região dos templos, todos iluminados à noite. Mas o que mais estávamos esperando era a hora de servir a janta, que desde já sabíamos se tratar de um buffet livre. Pensei comigo mesmo: é agora que vou comer até me fartar! Porém, na hora que liberaram para se servir, a comida era muito "tailandesa" pra nós (a Juju até que gostou). Não entendíamos quase nada que tinha ali para se servir. O que tinha cara boa tinha um tempero muito ruim, o que parecia salgado tinha gosto doce, e assim foi. Pra quem achou que ia encher a pança, foi uma decepção. O consolo é que a salada era boa, hehehe. Nosso jantar romântico no barco a luz de velas. Achou que ia encher a pança hoje? Achou errado! Durante a janta ficava um carinha tocando saxofone no meio das mesas e depois começou a "apresentação musical", bem no estilo bailão, com um carinha cantando em cima de umas bases prontas eletrônicas. Ficamos ali então conversando sobre como Bangkok tinha nos maravilhado de um jeito que parecia que pertencíamos àquela cidade e ouvindo as musiquinhas que o tio cantava. Na época gravamos a "performance" para postar no finado snapchat, mas nunca esquecemos até hoje daquelas melodias. Depois pegamos umas cervejas (3 por 150 baths) e fomos pro convés do barco observar as luzes da cidade pela última vez. Assim, nos despedimos de Bangkok, com a certeza de que temos que voltar muitas outras vezes. Se despedindo de Bangkok. Atrás a roda gigante do Asiatique Riverfront
  9. SUDESTE ASIÁTICO 4º Dia - Passeando nos shoppings de Bangkok (07/11/2016) A ideia hoje era conhecer o Gran Palace e o Wat Pho, as duas atrações principais de Bangkok, porém como estava chovendo sem parar, resolvemos trocar pelo dia de conhecer os shoppings do bairro Siam. Siam é um "bairro de shoppings" de Bangkok. Tem para todos os gostos, desde os para milionários quanto os para a classe média baixa. Para se ter uma ideia, a estação de metrô de superfície (chamam de skytrain) principal do bairro, sai dentro de um shopping, e vários shoppings são interligados por passarelas e passagens subterrâneas, não sendo necessário nem sair na rua para passar de um para outro. Há dois shoppings principais no bairro, o Siam Paragon, que é um shopping mais "chique", com várias lojas de marcas, e o MBK Center, um dos maiores shoppings da Ásia com 8 andares e muitas lojas de produtos falsificados, sendo mais parecido com um camelódromo do que com um shopping. Qual que decidimos ir? MBK é claro! Mas a ideia era também dar uma passada no Paragon para conhecer se desse tempo. Saímos de manhã do hostel e após tomarmos nosso café no 7eleven pegamos o metrô até a estação Si Lom, onde iriamos fazer a baldeação para o Skytrain. O metrô e o skytrain em Bangkok não são interligados, então você tem que descer, ir até a outra estação e comprar uma nova passagem. Na saída da estação Si Lom fica a entrada do parque Lumpini, que é tipo o Central Park de Bangkok, o principal parque da cidade. Enorme, ele conta com quadras esportivas, lagos, animais, sendo uma atração imperdível de ir também para quem está visitando a cidade, e que infelizmente não conseguimos ir devido a chuva. Parque Lumpini e a Juju tomando chuva Pegamos o Skytrain já um pouco encharcados visto que como dito o metrô não tem ligação com ele e, como a ideia era ir primeiro no MBK, não descemos na estação principal de Siam, e sim uma depois, a do Estádio Nacional (onde fica o antigo estádio principal de Bangkok, hoje em dia já fizeram um novo totalmente moderno em outra área da cidade). O prédio do MBK por fora é bastante bonito, espelhado. Já por dentro, é como o mercado Chatuchak, um monte de barraquinhas, gritaria e a necessidade de pechinchar por tudo. Os 8 andares do Shopping são divididos (mais ou menos) por categorias. Tem o andar das lojas grandes (tipo Renner, Americanas), tem o andar só de roupas falsificadas, andar de comidas, andar de lojas de beleza (cabeleireiros, manicure), andar de souvenires, andar de entretenimento com boliche, cinema e fliperama e o andar mais frenético de todos (onde os vendedores te importunam mesmo) que é o andar de eletrônicos (com lojas de conserto de celulares a rodo). Os 8 andares do MBK Center Depois de dar um pulinho no fliperama, fomos passar no andar onde ficava localizado o tourist loundge, pois havíamos ganhado um panfleto na entrada do shopping dizendo que apresentando o passaporte, o turista estrangeiro ganhava gratuitamente um "welcome drink". Um drink alcoólico que parecia de amarula, bonzinho mas doce que é o capeta. Nesta área havia várias mesas, sofás e no meio ilhas de lanchonetes, todas voltadas ao turista com menus em inglês e comidas de todo o mundo. Também havia um lugar para guardar sua mala gratuitamente. Obviamente não almoçamos ali, fomos na praça de alimentação onde os locais comiam. Gastando um dinheiro no fliper e tomando o "welcome drink" no tourist loundge A praça de alimentação do MBK fica num local fechado, demoramos um pouco pra entender como funcionava mas era o seguinte: você compra um cartão e põe créditos nele, daí passa nas lancherias e desconta o que você quiser pedir. Eu experimentei o meu primeiro Pad Thai (achei muito ruim) numa lojinha que eles te serviam a massa pura e os ingredientes tu mesmo se servia à vontade (capim limão, amendoim, limão, broto de feijão) e a Juju pegou um Yakissoba. Apesar de ser num shopping, a questão da higiene é a mesma ou pior do que as barraquinhas de rua. Enquanto esperava a minha massa, pude observar várias baratinhas, daquelas pequenas, "passeando" pelos balcões onde se serve a comida, inclusive, o mesmo balcão onde tu se serve dos ingredientes ali do Pad Thai, aliás, os ingredientes ficam todos expostos ali em cima do balcão ao alcance de todos, sei lá por quantas horas (ou dias). É, o negócio é ignorar e tocar ficha kkkkk. Dá pra ver claramente quem se deu bem com a comida que escolheu e quem não O resto da tarde foi de olhar as lojas e comprar algumas coisinhas (sempre naquela ladainha de ter que ficar pechinchando um tempão antes da compra), embora como viajamos só de mochila e ainda em vôos Low-Cost, onde não se pode despachar malas, deixamos pra comprar as lembrancinhas mais "graúdas" para o final da viagem, quando voltássemos a Bangkok. Também fomos até os andares de cima onde ficava uma loja gigante de animes que é uma loucura, uma daquelas lojas japonesas bizarras de "maid" (pra quem não sabe, procura no google depois, é muito estranho...) e um cinema muito moderno. Para se ter uma ideia de quão turística é Bangkok, os filmes todos tinham sessões com legendas em inglês. Há também um outro fliperama maior do que o que tínhamos jogado, o qual também paramos para dar uma jogadinha. Cinema podre de chique, criança faceira no fliperama, criança faceira na loja de animes e loja bizarra de maids Saímos do shopping já a noite, desistimos de passar no Siam Paragon (até porque não tínhamos nem roupa pra entrar naquele shopping) e, como era a nossa última noite livre, visto que no outro dia tínhamos agendado um passeio de barco pelo Chao Phraya, era agora ou nunca para conhecermos a Khao San Road, a rua dos mochileiros mais famosa de Bangkok e a principal da vida noturna da cidade. A Khao San Road não fica perto de nenhuma estação de metrô, dessa forma, fomos pesquisar no Google Maps, aproveitando o Wi-Fi do MBK e vimos que teríamos que pegar o ônibus nº 15 para ir para lá. Na parada de ônibus, novamente cometi a mesma gafe do dia anterior: tentei perguntar em tailandês para um casal se o ônibus 15 passava ali (nang hák, 15 em tailandês), mas eles não entenderam e perguntaram em inglês o que eu queria hehehe. Falaram que havia outros ônibus, 19 se não me engano, que também iam para lá, e foi este que pegamos. Eis que bem belos dentro do ônibus, acompanhando o trajeto no Maps.me, o ônibus pára no meio do nada e a cobradora começa a pedir para nós dois descermos num tom um pouco ríspido. Ficamos ali parados sem saber o que estava acontecendo e sem entender se era isso mesmo, já que a tiazinha só falava em tailandês. Uma guria sentada a nossa frente então tentou servir de intérprete, mas só dizia que: "ela disse que vocês dois tem que descer aqui", mas não explicava porquê. O ônibus ficou parado ali no meio do nada e não arrancou até que descêssemos. Pois bem, descemos então ali, ainda tentei pagar a passagem e a cobradora não aceitou e até hoje não entendemos o que aconteceu. Não fizemos nada, não demonstramos afeto no ônibus (algo que é mal visto na Tailândia), estávamos até quietos dentro do ônibus. Uma hipótese é que, como eramos turistas, a tiazinha sabia que iriamos para a Khao San Road e o ônibus não estava indo para aquela direção (ele dobrou para o lado contrário depois que descemos), mas sei lá. A questão é que eram 10 horas da noite e estávamos a 2 km da bendita rua, numa área totalmente escura e residencial. Cabe agora falar um pouco da questão de segurança não só na Tailândia mas no sudeste asiático como um todo. O índice de assaltos a mão armada é praticamente inexistente, já batedores de carteira ou aproveitadores de turistas (como taxistas ou tuk-tuks) é grande, como em qualquer cidade turística. Sendo uma região considerada mais pobre que o ocidente e com uma desigualdade social semelhante, pesquisadores apontam duas hipóteses principais para explicar tamanha diferença nos índices de violência entre aqui e lá. Uma é a questão da punição. Nesta região, crimes são punidos com pena de morte muitas vezes (inclusive no aeroporto de Bangkok há um cartão gigantesco com os dizeres: "morta aos traficantes"), além de desmembramento de corpos como por exemplo, cortar o pênis de estupradores, etc. Outra questão é a religião, muito forte entre os budistas e hinduístas, que acreditam severamente no Carma, ou seja, que aquilo que você faz para outra pessoa volta ainda mais forte para você, nesta ou noutra vida, enquanto que na religião cristã é só pedir perdão pelos seus atos que tá tudo de boa. Pois bem, seja o motivo que for, o fato é que diante das estatísticas, fomos caminhando os 2 km até a Khao San Road um pouco mais tranquilos (mas um pouco cagados é claro, afinal somos brasileiros kkkk). O bom é que no caminho pudemos passar por dois monumentos que eu queria conhecer (pena que era noite e não dava pra ver direito), o balanço gigante (giant swin), literalmente uma estrutura de balanço de 50 metros, que dizem ser uma construção do Rama I em 1784, e que realmente funcionava como um balanço em cerimonias realizadas neste, o que obviamente resultava em muitas mortes, até a cerimônia ser proibida pelo Rama II, e o Monumento à Democracia, este bem próximo a Khao San Road, que foi construído para celebrar a abertura democrática no país, algo que durou menos do que a democracia brasileira. Monumento à Democracia Enfim na Khao San Road depois da longa caminhada, entramos finalmente na zona turística de Bangkok. Não que as outras que passamos não fossem, mas esta é quase que 100% voltada para turistas, aquele lugar de turismo estereotipado, onde os gringos vão pra encher a cara como estivessem numa terra sem lei, onde você é constantemente abordado por gente querendo te vender passeios, pulseirinhas, drogas, ping-pong shows (se você não sabe o que é isso, pesquisa aí no google, mas já digo que é um espetáculo que envolve genitálias femininas e bolinhas de pingue-pongue), enfim, uma terra sem lei. Não tem nada haver com a Bangkok real, mas nem por isso deixa de ser um lugar muito legal para ir a noite, tomar uma cerveja e comer alguma iguaria, uma atração imperdível da cidade. Khao San Road Também é aqui que que se pode provar aquelas iguarias que estávamos ansiosos para provar desde que começamos a planejar a viagem. Aqueles petiscos pra turista ver, já que nenhum local come isto: escorpiões, larvas, gafanhotos, aranhas e afins. Khao San Road é o nome da rua principal, mas a badalação inclui também as adjacentes. Dizem que também é o lugar que tem os hostels mais baratos, mas mais muvucados. Fizemos então como gostamos de fazer, compramos umas latinhas no 7eleven e fomos caminhar pela área para observar o movimento. No caminho passamos por umas lojinhas que vendiam umas falsificações perfeitas de roupas da North Face, mas como já comentado, não temos como despachar bagagem, então não pudemos comprar nada no momento. Para comer, comprei um crepe de presunto e queijo de uma barraquinha de rua, daquelas que o cara faz o crepe, pega os ingredientes tudo com a mão e depois te dá o troco com a mesma mão, bem tranquilo, e a Juju encontrou um espetinho de coração, algo que foi consumido com muita alegria visto que já estávamos há alguns dias sem comer alguma carne "de verdade". Tomando uma Archer e observando o movimento; faceiros com o espetinho de coração; dando um Sawadii Ka pro Ronald McDonalds; Vendo o cara fazer o meu crepe com a mão e me dar o troco em dinheiro com a mesma mão. O resto da noite ficamos pegando latinhas de Archer no 7eleven e passeando pela zona. Depois fomos comer as comidas exóticas. Provamos o escorpião: que é uma casquinha que parece uma pipoca não estourada com uma gosma lá pelo meio; gafanhotos: que eram bens bons, bem temperadinhos e crocantes; e um saquinho de larvas: esse o melhor petisco, parceia um salgadinho com bastante soyo (delícia!), taí as fotos pra provar: Nesta época a moda nos bares era o baldinho (o equivalente ao nosso Kit aqui do sul), um balde que você compra e vem uma bebida alcoólica como vodka ou whiski, um energético e um refrigerante, e aí você mistura a quantidade que quer no baldinho e toma com um canudo, com um custo que variava entre 150 à 500 baths (15 à 50 reais). Não tomamos nenhum mas tiramos uma foto com uns turistas pra guardar de recordação. Bizarramente, um deles, um americano, quando falei que era do Brasil, a primeira coisa que ele perguntou foi: "você é de porto alegre?" Acho que ele reconheceu meu sotaque gaúcho hehehe. Na verdade ele disse que foi a última cidade que ele visitou no Brasil, então ele chutou essa, o cara devia jogar na loteria! O famoso "baldinho" Já passava da meia-noite quando decidimos voltar pro hostel e como os ônibus, assim como na maioria do Brasil, só rodam até a meia-noite, tinhamos que dar um jeito de pegar um Uber ou um táxi. Rodamos tentando conseguir um wi-fi pra chamar um Uber mas não rolou, então fomos tentar um táxi mesmo. Paramos o primeiro que vimos e, como manda o manual de defesa contra a extorsão de turistas, pedimos pelo taxímetro, que obviamente o taxista disse não possuir. Perguntamos então quanto para nos levar até Hua Lamphong e o mesmo ofereceu a corrida por 100 baths (10 reais). Tenho quase certeza que o cara nos enrolou e faturou em cima da gente, a corrida na verdade deve ter dado no máximo 50 baths, mas pô, por 10 reais até a estação do nosso hostel tava mais que barato. Descemos na estação e fomos caminhando o nosso caminho de sempre, costeando o córrego. No caminho ainda deu tempo da gente ficar embasbacado com mais uma coisa: as lojas de material fechadas e os materiais todos do lado de fora. Realmente, roubo por ali não parece mesmo ser uma coisa comum. Materiais de construção todos na rua e as lojas fechadas
  10. SUDESTE ASIÁTICO 3º Dia - Domingo em Bangkok observando as homenagens ao Rei (06/11/2016) Domingo em Bangkok. Hoje a programação era conhecer alguns templos budistas da cidade, o que sempre foi um dos nossos principais motivos para visitar a Tailândia. Pesquisamos bastante sobre os templos de Bangkok e, como é impossível, mesmo pra quem vive aqui, conhecer todos, visto que são milhares, elegemos os que pensávamos ser os mais interessantes e de mais fácil logística, visto o nosso pouco tempo na capital tailandesa e nossa aversão em pegar táxis. Dessa forma, nossa meta do dia era conhecer o templo do grande buda em pé, ou Wat Intharawihan, e o templo de mármore (Wat Benchamabophit). O leitor mais atento deve ter percebido que wat em tailandês significa templo (se você leu todos os posts até aqui, já sabe agora duas palavras em tailandês!). Também estava programado para assistirmos uma luta de Muay Thai no Estádio Ratchadamnoen, o segundo mais importante de Bangkok, mas devido a morte do rei duas semanas antes, todos os eventos no país foram cancelados por um mês. Aqui cabe fazer um parenteses importante para falar sobre a monarquia da Tailândia. Sim, a Tailândia é uma monarquia, com o trono passando de geração em geração. Quanto ao governo executivo, desde 2006 o mesmo é comandando por uma junta militar, empossada depois de um golpe de Estado. Porém, na Tailândia o rei é considerado quase como um deus, tanto que ambos governos democráticos ou autoritários sempre respeitaram a figura do rei e em nenhum deles nunca se questionou a abolição da monarquia. Embora como nas demais monarquias do mundo contemporâneo o rei não tenha um poder decisório significativo, este é um símbolo de unidade nacional, figura respeitadíssima, sendo inclusive crime inafiançável "falar mal" do rei ou desrespeitar imagens deste, incluindo amassar notas de dinheiro (visto que todas tem a imagem do rei) ou mesmo pisar em moedas no chão. Este respeito e admiração ao rei pareceu para nós uma coisa natural, não imposta, acredito que principalmente porque o rei à época, Bhumibol Adulyadej, que esteve no poder desde 1946, era uma figura muito carismática e colocava ele próprio diversas políticas públicas em prática, sempre visitando comunidades periféricas em situação de vulnerabilidade, levando alimentos, dando entretenimento para crianças carentes, acompanhando campanhas de vacinação etc. Inclusive o mesmo conseguia, por sua popularidade, ser um contraponto aos governos militares que permearam o Estado tailandês nos seus 70 anos de reinado, conseguindo frear diversas medidas autoritárias que seriam postas em prática. Diante disso, sua morte em 2016 foi uma das maiores tragédias para o país, que imediatamente decretou estado de luto por um ano, sendo que no primeiro mês muitos serviços e lojas foram fechados para prestar suas homenagens ao rei e o entretenimento local (não o para turistas) foi proibido também (mesmo na Khao San Road dizem que na primeira semana muitos bares permaneceram fechados). Ah, toda população também foi convocada a andar de preto pelas ruas e, realmente, todos tailandeses na rua estavam vestindo preto, inclusive nós, por respeito, tentávamos sempre andar de preto em Bangkok. Não preciso dizer que a morte do rei duas semanas antes de embarcarmos nos deixou putos. Pensávamos que isso iria estragar toda nossa viagem, já pensava até que isso aí era olho grande que tinham botado na nossa primeira viagem pra fora do continente, enfim, entramos numa bad, mas no fim deu tudo mais que certo, dou mais detalhes depois. Voltando ao nosso roteiro do dia, fomos então em direção ao terminal de ferrys para pegar o barco rumo ao norte da cidade. No caminho, paramos em um 7eleven para tomar um café da manhã e descobrimos o que seria o nosso café da manhã favorito de toda a viagem: um sanduíche de salsicha (a salsicha da Tailândia tem um gosto muito bom, bem diferente do brasileiro), um café daqueles prontos solúveis da Nescafé e mais um doce, tipo um bolinho, um rocambole doce ou um saquinho de manga desidratada com pimenta (sim, é bom!). Um pra cada um disso tudo sempre dava em torno de 80 baths (8 reais!) e desde então o 7eleven, que já era nossa loja favorita até então, passou a ser o nosso deus (kkkk). Café da manhã no 7eleven: pão com salsicha, café e doce de banana. Chegamos no terminal de ferrys, que ficava a uma quadra do nosso hostel e fomos pegar nosso ferry, que na Tailândia é um transporte público como outro qualquer, parando em diversas paradas percorrendo o Rio Chao Phraya (um rio que cruza quase toda a Tailândia), e com o custo de 14 baths (1,40 reais). Ficamos pensando porque no Brasil não se investe mais neste tipo de transporte em cidades que possuem rios navegáveis as cruzando? Aqui em Porto Alegre mesmo a cidade é costeada por um rio que podia muito bem possuir um ferry que percorresse a costa como um ônibus de linha. Uma das respostas, pelo menos aqui na cidade, envolve a máfia dos ônibus. Lembro que quando se quis implementar um ferry (aqui chamamos de catamarã) que cruzasse o Rio Guaíba em direção à cidade de Guaíba, que fica na outra margem, a licitação choveu de impugnações e mandatos de segurança impetrados pela empresa que faz este transporte de ônibus pela ponte que liga as duas cidades. Só depois de muito tempo conseguiu-se colocar em funcionamento o catamarã, porém só dois barcos fazem a travessia diariamente, a um valor absurdo de 10 reais, e ainda parece que a empresa vencedora da licitação é uma subsidiária da mesma empresa de ônibus que fez de tudo para embargar o projeto. Ferry Boat e sua bonita vista do Chao Phraya Mas voltemos à Bangkok! Havíamos lido que a linha laranja de ferrys era o "pinga-pinga", portanto a mais barata, e foi esta que pegamos. Fizemos aquela cara de espanto pela barateza do negocio e seguimos até a estação Tha Phra Chan, esta uma estação mais "gourmet", com um mini mercadinho, várias lojas de comidas e locais tentando te empurrar passeios ou oferecendo serviços de guia pelos templos, mas de forma bem discreta, acho que pela morte do rei. No caminho, passa-se por pontes muito bonitas e modernas, vários templos na beira do rio, incluindo o templo Wat Arun, um dos principais de Bangkok, ponto turístico principal para subir e apreciar o por-do-sol, porém infelizmente o mesmo estava fechado para reforma naqueles dias. Descemos na estação e seguimos por uma rua costeando o rio. Passamos por uma espécie de shopping a céu aberto, meio chique, onde havia vários estudantes uniformizados tirando fotos, acredito que para uma formatura (mais tarde descobrimos que havia estudantes por toda a cidade tirando fotos pra isso). No shoppinzinho curtimos o deck a beira do rio, comemos uma comida estranha japonesa, bolinhos de polvo (takoyaki) e tomamos uma raspadinha azul (blue lagoon), que é bastante apreciada entre os jovens, principalmente no verão. Ainda estávamos com receio da comida tailandesa, então preferimos não arriscar muito. Shoppinzinho a beira do Chao Phraya; Deck com vista para o rio; Takoyaki e Raspadinha de Blue Lagoon Seguimos então até uma grande área aberta gramada, um parque chamado de Sanam Luang, todo cercado e que mais tarde se edificou o crematório real. Esta é uma área bem conhecida (onde foi filmada uma das cenas do filme Dragão Branco do Van Damme) onde os tailandeses vão para praticar esportes, fazer piquenique e passear, ficando ao lado do Gran Palace, e onde se obtém uma vista muito bonita. Neste dia porém, estava rolando uma grande homenagem à morte do rei, com telões, desfiles e apresentações musicais na praça. Até era permitido a entrada de estrangeiros, mas a grande maioria era de tailandeses, todos vestidos de preto. A rua ficava fechada e para entrar era necessário mostrar passaporte o que, por sorte, eu possuía uma cópia no bolso. Ruas lotadas de tailandeses vestidos de preto e apresentação musical com a imagem do rei ao fundo Ao passar pelas gurias que estavam na catraca que dava acesso à área do parque, as mesmas quando viram que eramos brasileiros abriram um sorriso, disseram que na Tailândia adoram brasileiros (na época, apesar de já ser em 2016 após o golpe, ainda não tínhamos um governo fascista no poder, não sei se hoje elas ainda pensam assim kkkk). Pelo caminho ainda ganhamos gratuitamente uma sacola com uma fruta estranha que até agora não sei o que é, uma espécie de bergamota com casca dura mas menor e com um gosto bem diferente, mais doce, e várias garrafinhas de água pelo caminho. A tal frutinha que estavam distribuindo Nessa hora todo aquele medo que tínhamos de que a morte do rei estragaria a nossa viagem se mostrou infundada. Pelo contrário, vivenciamos um momento único na história da Tailândia, uma experiência incrível acompanhar toda a movimentação e observar a devoção do povo tailandês ao seu rei. Bhumibol que me perdoe, mas sua morte acabou sendo um ponto alto da nossa viagem. Nos demos também o título de "turistas respeitosos", pois sempre tratávamos de andar de preto nestes lugares, não rir, e não tirar fotos que desrespeitassem as imagens do rei. Enquanto isso, víamos tristes e horrorizados vários gringos dando gargalhadas perto das imagens do rei e tirando um monte de foto das pessoas prestando sua homenagem, ainda por cima sempre com suas roupas coloridas estampadas, muitas vezes usando bermuda. Auto-retrato pintado do nosso Rei Continuando a caminhada, compramos numa vendinha mais uns potes de Tiger Balm (outro motivo pelo qual viemos para a Tailândia hehehe) e passamos pela frente do Museu Nacional da Tailândia. A princípio ele não estava no nosso roteiro devido ao curto tempo, mas como ainda era cedo, por volta de 11 da manhã e a entrada nele (assim como a maioria dos templos da Tailândia) estava gratuita por causa da morte do rei (salve Bhumibol), resolvemos conferir. Museu Nacional da Tailândia O Prédio do museu é uma atração por si só. Tem a arquitetura de um templo budista, vários prédios por sinal, e dá um panorama de toda a história da Tailândia, desde o antigo reino do Sião até as monarquias atuais, com a exposição das carruagens reais, talheres reais, roupas reais usadas pelos reis ao longo dos séculos, etc. Há também a exposição de vários monumentos recuperados da antiga capital Ayutthaya, os que sobraram após a invasão e destruição dessa pelo exército birmanês. Nossa ideia era seguir dali caminhando até o templo do grande buda em pé, mas olhamos no mapa e parecia ser um pouco longe e, como este templo é próximo de uma estação de ferrys e o ferry é tão barato, fomos de ferry. Pegamos novamente a linha laranja e descemos na estação Rama 8 Bridge. Esta estação fica num bairro bem residencial, e assim pudemos ter mais um gostinho da "vida real" de Bangkok. No caminho em direção ao templo, várias tendas vendendo peixes vivos em bacias, enguias, tartarugas e arraias, bem interessante, além de flores também, milhares. Paramos então no 7eleven para fazer o nosso "almoço". Compramos uma destas bandejas de comida congelada (pra variar a Juju pegou uma super apimentada), massa com legumes e frango, esquentamos no microondas e comemos ali mesmo sentados na calçada em frente ao 7eleven, observando (e torcendo) alguns peixes tentando fugir dos baldes que havia nas tendas que mencionamos, acompanhado de uma Archer (a cerveja mais baratinha). Descobrimos então uma excelente alternativa de almoço caso nada nos apetecesse neste país. As comidinhas prontas do 7eleven são boas, não vem muito mas servem pra tapear o estomago e a quantidade de tempero também igual não permite comer muito. O preço? 30 baths (3 reais)! O templo do buda em pé fica a 750 metros da estação, após cruzar uma avenida grande por baixo de um viaduto. Este templo possui fama por possuir o maior buda em pé do mundo (o que depois descobrimos que é mentira, o maior fica na Indonésia). Realmente é bem impressionante, majestoso, e o mais interessante é que, como fica no meio de uns prédios, você não enxerga da rua, apesar de bem alto. Foi a primeira vez que tivemos que tirar os tênis para entrar num local na Tailândia. Também foi o nosso primeiro contato com o "capitalismo budista". Apesar de ser uma filosofia de vida (já que muitos budistas não a consideram uma religião) que prega o não consumismo e o não apreço por bens materiais, tudo dentro do templo se cobra uma "contribuição voluntária", normalmente de 20 baths (2 reais). Não só neste mas em todos os templos. Se paga para acender um incenso, para fazer uma oferenda ao buda com uma flor de lótus, para pegar um papel com um mantra budista... É, acho que templo religioso é sempre igual, independente da religião e tirar dinheiro de fiéis é uma coisa universal. Templo do Grande Buda em Pé Também ali, mas do lado de fora, tinha um carinha vendendo uns passarinhos dentro de uma gaiolinha. Ele disse que tu tinha que comprar a gaiola com o bichinho e soltar ele ali na frente do buda pra dar boa sorte. A Juju, achando que podia comprar a liberdade de um passarinho, desembolsou os 150 baths que o vendedor cobrou e fez o "ritual". Um detalhe, não se pode ficar com a gaiola, tem que devolver pro vendedor depois, meio estranho não? Mais tarde lemos que os pássaros que estes caras vendem são treinados e voltam para a casinha depois de soltos, permitindo ao adestrador vendê-lo novamente para outro trouxa, digo, pessoa. Juju se preparando para "libertar" os passarinhos (pelo menos puderam dar uma voltinha) Comemos também um sorvete tailandês, esses que são febre agora no Brasil, que o cara faz com uma espátula numa lâmina gelada. Tínhamos lido num blog que o sorvete ali na frente deste templo era muito bom. E realmente é, de coco, servido dentro de um coco aberto, permitindo ainda poder raspar o resto da fruta da casca. Dali seguimos a pé pela Krung Kasem Road, uma avenida grande cortada por um riacho, muito parecida com a Avenida Ipiranga aqui de Porto Alegre (mas sem fedor de esgoto). No caminho passamos ainda por uma feira gastronômica que estava acontecendo, tipo aquelas feiras de nações com comidas de vários lugares do mundo. Bem legal pois não tinha quase turistas, só locais e todas as banquinhas davam amostras grátis das comidas e bebidas. Depois de provarmos de tudo, numa tenda pegamos um prato com uns 5 tipos de arroz diferentes, um de cada cor, (mas com o mesmo gosto) que estavam oferecendo e sentamos pra comer junto com uns tiozinhos muito simpáticos que tentavam puxar conversa. Assim, gratuitamente, já estávamos jantados (kkkk). Avenida Krung Kasem Road Ainda em direção ao Templo de Mármore, passa-se por outra avenida bastante bonita, com vários "portais" com fotos dos reis e rainhas. No fim dela há o Palácio Real, um palácio estilo europeu imponente. No dia a esplanada gigante que tem em frente a ele, onde fica uma estátua do Rama IV, estava com acesso restrito, acredito que devido às homenagens ao rei. Só havia mais um monte de estudantes tirando fotos para formatura, tanto na esplanada quanto ao longo da Avenida. Mais uma caminhadinha e chegamos no templo, que como os outros também, devido ao luto pela morte do rei não estava cobrando entrada. Palácio Real; Avenida em frente ao Palácio real com seus murais; Estudantes tirando foto para formatura O Templo de Mármore é muito bonito, com o chão do pátio interno todo feito de mármore, além das pilastras e das paredes (dizem que o mármore foi importado da Itália lá pelos anos 800 pelo Rei Rama IV) e lá dentro uma estátua de buda dourada majestosa, onde paramos para contemplar (descansar) um pouco. Pátio interno do Templo de Mármore (a Juju botou uma camiseta por cima para cobrir os braços para poder entrar no templo) Ainda no pátio interno, costeando o muro, há a exposição de 50 estátuas de budas. Todos eles possuíam uma placa embaixo com o nome e o que significava, o que deu pra aprender um pouco sobre o porque das posições de cada estátua (buda da flor de lótus, buda da mão na terra, buda indonésia, buda japonês, etc). Pátio dos 50 budas O lugar também conta com a presença massiva de gatos, devem ser todos budistas (dã). Fotinho de Instagram Na parte externa funciona também um convento onde moram os monges, numa área de jardins bastante bem cuidado com passagens de córregos e pontes, muito bonito e agradável. Parte interna do templo com seus murais belíssimos contando a história de Buda e parte externa com jardim, lagos e pontes Quase no fim da tarde, começamos nosso retorno para o hostel. Essa parte da cidade não fica perto de nenhuma estação de metrô, sendo assim, quando fiz o roteiro pesquisei que numa rua paralela podia-se pegar um ônibus em direção à Estação de trem. No caminho até a tal rua passamos ainda na frente do estádio de Muay Thai que iríamos assistir a luta à noite. Infelizmente, como já mencionado, as lutas foram suspensas durante este mês, mas tiramos uma foto em frente ao estádio para prestar homenagem ao nosso rei (há uma foto gigante do rei na frente do ginásio). Estádio Rajadamnern Chegamos na rua que o Google Maps havia indicado e não havia nenhuma parada de ônibus. Encontramos uma só uma quadra depois. Havia uma senhorinha na parada e decidimos perguntar para ela se o tal ônibus passava ali. Achando que uma senhorinha idosa não deveria saber falar inglês, colocamos a frase no google tradutor e depois de um Sawadii Ka (que significa Oi e agora você já sabe 3 palavras em tailandês), mostramos a tela do celular para ela. E não é que ela nos responde em inglês? Bangkok é muito turística, realmente é muito difícil um morador não saber falar inglês. Muito simpática, ela disse que sim, que o ônibus passava ali e antes que ela terminasse de falar passou o dito cujo e o pegamos. Os ônibus na Tailândia são uns caco velho horrorosos, e você paga dentro do ônibus pruma cobradora que fica passando de banco em banco. O preço? 11 baths (1,1 real)! Nóis no busão! Quando avistamos a Estação de trem Hua Lamphong descemos e foi aí que presenciamos uma das coisas mais impressionantes de toda a viagem. Já havíamos lido que não sei quantas vezes por dia, auto-falantes espalhados pela cidade tocavam a "música do rei", tipo um hino orquestrado e todos na rua paravam para demonstrar o seu respeito, mas achávamos que era uma coisa simples, que rolava meio discretamente. Foi aí que, descendo do ônibus, começou a tocar a tal música, virei pra Juju pra questionar o que estava acontecendo e quando olho de novo para a rua, TODOS pedestres estavam parados, eretos, tipo estátua, parecia um Flash Mob, ainda mais que estávamos num lugar com bastante movimento, todos pararam de fazer o que estavam fazendo para ficar ouvindo a tal música do rei. Foi uma experiência indescritível, um fenômeno sem explicação, ainda mais que tava todo mundo andando de preto naqueles dias. Estação de Trem Hua Lamphong à noite Maravilhados, voltamos pro hostel já a noite. Antes porém, fomos procurar para fazer mais uma Foot Massage, o que não foi difícil encontrar pois as casas de massagem tailandesa só perdem para o 7eleven em questão de quantidade por metro quadrado. Depois de mais uma massagem revigorante, compramos umas cervejas Archer e ficamos pela área comum do hostel mesmo, passando as fotos para o Google Drive no computador que tinha disponível ali para os hóspedes. Tomando uma Archer tranquilão para terminar o dia
  11. SUDESTE ASIÁTICO 2º Dia - Conhecendo o maior mercado de rua da Tailândia (05/11/2016) A Juju acordou cedo e foi tomar café da manhã no hostel. O hostel não possuía café, mas você podia pedir na portaria e eles traziam, fornecido pelo restaurante ao lado, tipo pão com manteiga, ovos e um suco "natural". Eu, me recuperando da vomitança do dia anterior, só fui acordar lá pelas 10h, bem capenga e morrendo de medo de vomitar novamente. Com o meu corpo em frangalhos, partimos em direção ao mercado Chatuchak, o maior mercado de rua da Tailândia e um dos maiores do mundo. Pegamos o metrô na estação Hua Lamphong e descemos na estação Chatuchak, sem necessidade de baldeação. Entre a estação e o mercado ainda se passa dentro de um parque muito bonito, de mesmo nome do mercado, Chatuchak. Parque Chatuchak O mercado é um camelô gigante, bem o que se imagina quando se pensa em Tailândia e sudeste asiático, com os mais variados produtos: roupas, comidas, bebidas, massagens (dos mais variados tipos), eletrodomésticos, enfim, de tudo (tudo de procedência duvidosa, é claro, mas as falsificações muito melhores que as encontradas aqui no Brasil). A Muvuca do Mercado Chatuchak e minha cara de quem vomitou a noite toda anterior. Demos uma volta rápida e fomos procurar um lugar para almoçar. Como eu estava com receio de comer qualquer coisa por causa da noite passada, procuramos uma comida mais "ortodoxa" e encontramos um food truck com pizza num lugar um pouco mais afastado do mercado. Na época food trucks não eram moda ainda, pelo menos aqui em Porto Alegre, e comemos aquilo com um certo ar de estar fazendo uma coisa nova (hehehe). Nosso almoço Com a comida não causando nenhum efeito indesejado, partimos então para conhecer a fundo o mercadão. Entre uma Chang e outra (para isso não tem dor de barriga né), entramos em milhares de vendas e começamos a prática daquilo que já tínhamos lido que é um esporte no sudeste asiático: a pechincha! Nada nunca tem preço, você paga o que seu poder de barganha permite, inclusive os vendedores se ofendem se você aceitar o primeiro preço oferecido. No começo é divertido, você interage, se diverte, mas lá pelo fim da viagem, quando você já está cansado, você acaba pensando duas vezes quando se lembra que para comprar um simples chaveiro vai ter que desenvolver todo um diálogo... Também aproveitamos para provar coisas exóticas, como o café gelado tailandês que tínhamos lido ser uma delícia (pura mentira, é horrível) e os milhares de sucos que eles fazem na hora: de romã, dragon fruit, maracujá, morango, etc (esses sim, uma delícia). A cara da Juju de faceira tomando o café dos diabo e a minha cara de feliz com os milhares de sucos deliciosos para escolher Também há o famoso Durian, fruta típica dessa região da Ásia, que parece uma jaca e é caracterizada por ser muito fedorenta, a ponto de ser proibida de se comer em lugares públicos em diversos países. Essa provamos uma amostra grátis só e não nos pareceu nada demais, lembrando muito o gosto da nossa fruta do conde. Depois de caminhar bastante, fomos experimentar nossa primeira foot massage, a massagem tailandesa tradicional, mas só para os pés, já que era a mais barata (150 baths) e: nos apaixonamos! Nem parecia que tínhamos caminhado o dia inteiro, o negócio é mágico, estávamos prontos para andar tudo novamente dentro do mercado. Ficamos pensando como faz falta hoje essa massagem nas nossas viagens quando andamos feito uns condenados. Parando para tomar mais uma Chang, pudemos observar mais uma coisa interessante. A quantidade de homens ocidentais com parceiras tailandesas. O motivo não nos interessa, mas o que nossa mente maldosa pensava era: "é uma boa ideia para conseguir visto para morar na Tailândia hein?" Tomando uma Chang e vendo a vida passar Ainda antes de voltar, como costume que tenho e acredito que a única coisa consumista que faço que é colecionar camisas de futebol dos lugares aonde passo, adquiri uma camisa da seleção tailandesa de futebol, depois de pechinchar bastante é claro, de um tiozinho machista que ficava falando mal da mulher dele (que segundo ele era a dona) em inglês só porque ela não entendia. Já noite, voltamos para o hostel alimentados, com os pés descansados, com algumas camisetinhas novas, vários potes de tiger bond (uma pomada tipo vick varup que também serve para dor muscular, a mais famosa da Tailândia) e felizes por toda a interação e observação com os locais nesse mercado gigante e muito doido. Ah! Ainda demos uma volta novamente na China Town e experimentamos a fish massage, massagem também tradicional onde você enfia os pés num aquário e os peixes literalmente ficam "comendo" seus pés. No começo é muito esquisito mas depois é relaxante, vale muito a pena! Fish Massage!
  12. Depois de muitos pedidos e muita procrastinação, eu e minha esposa resolvemos começar a publicar os relatos das nossas viagens. Para isso criamos um blog num formato meio que de diário, contando o dia-a-dia das nossas viagens pelo mundo sempre só com uma mochila nas costas e pouca grana. Para quem quiser acessar nosso blog, vai aqui o link: http://arielbrothers.wixsite.com/osmochilinhas De qualquer forma, pretendemos publicar nossas histórias aqui também no site dos mochileiros, site este que sempre nos ajudou nos nossos planejamentos. Dessa forma, queremos dar também nossa retribuição para ajudar outros viajantes e incentivar as pessoas a viajar, mostrando que é possível sim conhecer outros países gastando pouco e até menos do que gastaríamos se ficássemos este mesmo período no Brasil. Nosso primeiro relato é de uma viagem que fizemos de 35 dias pelo sudeste asiático, nossa primeira viagem para fora do continente. A viagem foi em 2016, sendo assim, há muitas informações que devem ser atualizadas por quem quiser se inspirar em nosso roteiro. Ainda estamos em processo de montagem do blog, por isso, vamos ir postando aos poucos o nosso itinerário, inclusive, no fim de cada cidade/país, pretendo fazer um resumão com mapas e dicas mais práticas dos locais e meios de transporte utilizados. SUDESTE ASIÁTICO 1º Dia - Chegando em Bangkok (04/11/2016) Chegamos em Bangkok por volta das 3h da tarde. Entre imigração, banheiro e trocar um pouco de dinheiro no aeroporto, fomos sair de lá umas 16h30. Aqui já vai uma dica: Antes de passar na imigração é necessário preencher uma outra ficha que não a de imigração e passar no "Health Control" para apresentar a carteira de vacinação contra a febre amarela. No dia que chegamos tinha uma filinha ali, principalmente porque tinha um suíço que não sabia falar inglês (e muito menos tailandês), e a tiazinha no guichê tentava achar alguém que falasse a língua dele para ajudar enquanto gritava para o mesmo: "complete! complete!". O aeroporto Suvarnabhumi é imenso e lindo, todo coberto com uma cobertura (dã) abobadada que lembra muito o Estádio Beira-Rio aqui em Porto Alegre. Aeroporto Suvarnabhumi, o principal aeroporto de Bangkok e um dos maiores da Ásia Fomos para o hostel de metrô, é claro, a forma mais barata de sair do aeroporto rumo a cidade. Depois de uma baldeação, chegamos a estação Hua Lamphong por voltas das 17h. Estação esta que dá de frente para a Estação de trens de mesmo nome: Hua Lamphong, a principal estação de Bangkok e onde depois pegaríamos nosso trem em direção à Ayutthaya e Chiang Mai. Primeira coisa a fazer, passamos no prédio em frente a estação retirar nossos tíquetes de trem de Ayutthaya para Chiang Mai, comprados com antecedência junto a uma agência de turismo pela internet por garantia devido à época que estávamos visitando, o Festival das Lanternas de Chiang Mai. Depois, antes de seguirmos para nosso hostel, a Juju estava morrendo de fome, por isso fomos logo provar nossa primeira comida de rua na Tailândia. Na primeira venda que enxergamos, ao lado da saída da estação de metrô, pedimos para uma tiazinha, com a ajuda de outra que estava na fila que falava inglês, o mesmo que um outro casal estava comendo (já que não tínhamos ideia do que a tia servia ou o nome das comidas). Para nossa surpresa era uma sopa que mais tarde descobriríamos ser o famoso Tom Yum (muito bom por sinal). A tiazinha nos cobrou ali, aleatoriamente 50 baths (o equivalente a 5 reais), ainda disse que o normal era 40 mas que o nosso era "especial" (será?), por isso mais caro. Desde cedo então descobrimos a gentileza e o carisma dos tailandeses, tanto da tia vendendo o lanche, quanto a tia da fila que nos ajudou, quanto aos demais na mesa improvisada que perguntaram se estávamos gostando da comida, todos muito simpáticos! Ainda improvisei um aroi (gostoso em tailandês) para responde-los, o que os desarmou ainda mais conosco. Devidamente alimentados, seguimos para o hostel, a pouco mais de 800 metros dali, costeando um afluente do rio Chao Phraya, o principal rio que cruza a cidade e que é utilizado pela população entre outros, como meio de locomoção. No caminho diversos templos budistas muito bonitos, tuk-tuks e 7elevens (para quem não sabe, 7eleven é uma franquia de lojas de conveniências muito presente mundo afora, sendo que a Tailândia e o Japão são os países que mais possuem lojas desta franquia). Espalhados pelas ruas há vários cartazes informando como se deve respeitar o budismo e a figura do Buda. Acha que os turistas respeitam isso? Chegamos no hostel Oldtown e de cara seria um dos melhores hostels, se não o melhor, que ficamos em toda a viagem pela Ásia. Quartos limpos, camas extremamente confortáveis, área comum enorme com jogos, geladeiras, banheiros gigantes também, entrada nos andares com cartão, tudo perfeito, e ainda por cima, pelo preço de 12 reais por pessoa por dia (hoje deve estar mais caro), um dos mais baratos que já ficamos. Quarto de 8 pessoas do Oldtown hostel Nos acomodamos num quarto com 8 pessoas e, como sempre, com a adrenalina a mil por recém chegar num lugar diferente, já saímos pela rua para explorar, sem dar a mínima para as mais de 30 horas de voo nas costas ou para o fuso-horário (o que se revelaria uma tremenda burrice mais tarde...). Saímos já a noite, em direção a China Town de Bangkok, que fica pertinho do hostel. Aliás, a escolha do mesmo foi justamente por isso. Além de estar perto da estação de trem, onde teríamos que pegar o trem dias depois cedo da manhã, a noite na China Town é uma das melhores da cidade, menos turística que a famosa Khao San Road. Além disso o hostel fica praticamente do lado de uma estação de barco, o que permitiria também ir facilmente (e barato) até o bairro antigo da cidade, onde fica o Grand Palace e o Wat Pho, principais atrações da Tailândia. No caminho para a China Town, entramos pela primeira vez num 7 eleven, e foi nosso primeiro choque econômico da viagem. Tudo muito barato! Protetor solar, shampoo, água, comidas, salgadinhos, cervejas... um absurdo! Se já estávamos animados com tudo que vivenciávamos até o momento, ficamos mais ainda. Compramos nossa primeira cerveja Singha (a melhor de todas junto com a Chang) e seguimos, passando pelo arco chinês e adentrando a rua Yaowarat, a principal da China Town. Salgadinhos exóticos e baratos do 7eleven; Cerveja Singha, a melhor da Tailândia, Arco Chinês que dá acesso à China Town. Com aquela adrenalina e vontade de desbravar já mencionada, seguimos através das ruas lotadas de barraquinhas de rua e gente, letreiros chineses em neon e enfeites bem característicos de uma China Town. Paramos então para comer o que mais de exótico achássemos e pedimos um espetinho de polvo, o qual foi servido mergulhado numa sacola com um tempero que nós né, tipo: "estou na Tailândia quero provar tudo" pedimos para incluir. Não preciso dizer que aquele tempero era apimentado que é um diabo, e nos fez sofrer para comer aquilo ali (mas comemos tudo!). Saboreando um espetinho de polvo de nome impronunciável, conforme se vê no cartaz Demos mais uma volta pela rua e fomos parados por um grupo de adolescentes que, ou queriam treinar seu inglês, ou estavam fazendo um trabalho para o colégio, pois fizeram umas perguntas para nós sobre o que achávamos da Tailândia e anotavam as respostas num caderno. Muito simpáticos também (como todos tailandeses que conhecemos). Depois entramos num restaurante/lancheria e pedimos mais uma comida exótica, uma massa tipo yakissoba com bolinhos de frutos do mar, porém essa, mais apimentada ainda que a comida anterior, não conseguimos comer toda. Fomos conhecer então as ruas transversais, que também possuem um comércio vasto. Numa delas, vimos uma grande (e estranha) movimentação próxima de um caminhão que descarregava alguma coisa para algumas lojas. Fomos conferir e era um caminhão vendendo calçados muito baratos! A Juju achou uma pantufa do Totoro que custava algo em torno de 90 baths se não me engano (9 reais) e comprou-se então o primeiro souvenir da viagem. China Town de Bangkok Antes de voltar para o hostel, ainda ficamos ali observando mais um pouco a vida noturna da região e tivemos mais um choque cultural (que se tornaria natural ao decorrer da viagem). Descobrimos que as louças das barraquinhas de rua não são descartáveis, são todos lavados em uns baldes de higiene duvidosa, sem água corrente. Além disso, descobrimos a convivência pacífica entre os vendedores de rua e os ratos (que pareciam gatos de tão grandes). Um dos vendedores inclusive observava um rato se mexer perto dele e ria. Descobriríamos mais tarde que o Brasil é um dos países "mais higiênicos" do mundo. Já de volta ao hostel, esperando a Juju tomar banho, acabei conhecendo na área comum um canadense que estava no nosso quarto e que queria se enturmar a qualquer preço. Me contou que estava nas praias, curtindo muito: "So much party" (frase que depois virou um meme interno) mas teve que vir para a capital para tomar remédios anti rábica por um mês pois levou uma mordida de um macaco na Monkey Island (imagino como deve ter importunado o bichinho). Depois ele tentou puxar papo com um russo que também estava no nosso quarto (o que não deu muito certo), e depois saiu tentando conversar com qualquer coisa que esbarrasse no seu caminho. Depois que a Juju voltou para o quarto é que paguei o preço de não ter respeitado o tal de "Jet Lag". Vomitei as tripas, dentro do quarto mesmo, inclusive pingando um pouco nas coisas de um suíço que estava no beliche ao lado (por sorte não tinha ninguém no quarto naquele momento). A Juju rapidamente pegou um pano num armário que tinha no corredor e limpou tudo, mas continuei vomitando até altas horas da madrugada. Com enjoo, dor de cabeça e náuseas, comecei a tomar tudo que é remédio: Dramim, plasil, paracetamol, etc. Enquanto a Juju tranquilona, ficou mais um tempinho lá na área comum apreciando umas Singhas. Continuei vomitando até que consegui dormir, porém no meio da madrugada acordei com uma dor insuportável na barriga, tentei dormir de novo mas não conseguia, até que resolvi tomar um remédio para gases e fui no banheiro onde fiquei por algumas horas, até que, enfim, aliviou as dores e consegui dormir. Fica a lição, respeitar o corpo e não comer nada pesado nem se agitar muito recém chegando depois de 30 horas de voo num fuso horário de 10 horas de diferença.
  13. Teruel! Gostei muito do seu relato e estou pensando seriamente em copiar sua viagem :) Tenho só uma dúvida, os "onibus" de Lethem para Georgetown ou o onibus de macapá para o oiapoque, pelo que você relata passam por estradas "no meio do mato" parando em locais bem remotos, você acha que é seguro para fazer fazer estes trechos com a minha namorada? Você vê outras mulheres fazendo estes trajetos? Obrigado!
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