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Alexandre Herbst

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  1. @JoseEduardoAmaral Muito obrigado pelo feedback, que bom que gostou! Exatamente, o retorno pode ser contratado no momento em que se chega à hidrelétrica, são diversas vans disponíveis que fazem o trajeto. Porém é preciso tomar cuidado com o horário, pois acredito que todas elas partam no início da tarde, entre 14 e 15h. Além do fato de que muitas já tem lugares reservados, então não sei como é a questão da disponibilidade. Nesse caso, o ideal é se programar para chegar o quanto antes, acredito que próximo ao meio-dia seja suficiente, pois quando chegamos ainda tinha motoristas oferecendo o retorno.
  2. @Emiceh Obrigado pelo feedback! E desculpe a demora em retornar, estive um pouco desligado da internet ultimamente. O nome da agência é Andean A.W.E (tenho o cartão guardado, caso queira posso te passar depois com os contatos, além do recibo de todos os serviços contratados). Sim, estava incluído o ingresso, um pernoite com refeições, e van de ida e volta, por 75 dólares/pessoa. Na van fomos com outras pessoas, todos os lugares ocupados. Porém alguns pagaram apenas a van, fazendo o restante à parte ou por conta própria. O único porém é a caminhada de 13 km entre a hidrelétrica e Águas Calientes, tanto na ida quanto na volta, mas vale a pena. Na visita à Machu Picchu fomos nós dois e mais um casal de chilenos, acompanhados pelo mesmo guia, o que foi bastante vantajoso por estarmos apenas em quatro pessoas e não em um grupo grande. Realmente um valor bem em conta por tudo que estava incluído. Foi a opção mais econômica que encontramos.
  3. Olá, viajantes! Deixo aqui alguns relatos e dicas de uma viagem que fiz com minha esposa no início de 2018 para Cusco, incluindo o Valle Sagrado e Machu Picchu. O roteiro completo sai por pouco menos de R$ 1.000,00 por pessoa – não incluindo as passagens – sendo bem aproveitado. É possível talvez reduzir um pouco mais, optando por refeições mais econômicas, por exemplo. Porém, com a excelente culinária peruana, fica difícil não ceder às tentações, rs. Obs.1: Alguns valores podem estar desatualizados, porém servem como base; Obs.2: Não estão incluídos custos opcionais, como souvenires e afins; Obs.3: O relato ficou um pouco longo, mas procurei fazê-lo bem completo e detalhado. Espero que gostem! DIA 1 - CUSCO Gastos (por pessoa): Almoço: 30 Soles Jantar: 15 Soles Total: 45 Soles Fomos até Cusco de avião, partindo de Curitiba com escalas em Guarulhos e Lima, chegando lá pela manhã. Como levamos dinheiro em dólares, trocamos uma parte já numa agência de câmbio no aeroporto mesmo, e em seguida pegamos um táxi até o hotel. Os valores das corridas são negociados com o próprio taxista no momento do embarque. Ficamos hospedados no hotel Pachacuteq Inn, na avenida Pachacuteq, a 1,3 km do centro, 15 minutos de caminhada até a Plaza de Armas. As diárias giram em torno de R$ 100,00 para duas pessoas, com café da manhã (simples, mas suficiente), banheiros privativos (suítes), televisão e wi-fi. O atendente chamou um guia turístico, Heber, da agência Andean A.W.E., para nos dar informações sobre pacotes e afins. Atencioso, nos deu explicações bem completas sobre os passeios, locais turísticos, diferentes opções de pacotes, e fechamos um cronograma completo conforme nossa disponibilidade de tempo e dinheiro (detalhado mais adiante). Obs.: Durante a conversa experimentamos o famoso chá de coca, que ajuda a amenizar os efeitos da altitude (Cusco está a cerca de 3.400m). No hall do hotel, folhas de coca e água quente ficam à disposição dos hóspedes 24h por dia. Ficamos com o primeiro dia livre, para nos aclimatarmos e darmos uma volta por Cusco. Sendo assim, saímos para uma caminhada e para almoçar. Aqui sentimos pela primeira vez os efeitos da altitude, nos deixando bastante ofegantes numa caminhada leve. Pelo menos sem dores de cabeça ou náuseas. Durante o passeio encontramos uma senhora com uma alpaca (parecida com a lhama), que nos persuadiu a tirar uma foto com ela por 5 Soles cada. Em seguida paramos para almoçar em um simpático restaurante, chamado Los Tomines, a cerca de uma quadra da Plaza de Armas. Os valores de todos os restaurantes que vimos giravam em torno de 30 Soles por prato, e neste que almoçamos este valor incluía uma entrada e sobremesa. Recebemos de cortesia de entrada uma bandeja de pãezinhos de alho, e duas taças pequenas do famoso coquetel Pisco Sour. A culinária peruana se caracteriza por ser bem condimentada, de sabores marcantes, e de fato não decepciona. Dica: carne de alpaca, um sabor excelente, semelhante a carne de boi. Após o almoço seguimos para a Plaza de Armas. Por aqui circulam diversos ambulantes – sempre oferecendo seus produtos e muito abertos a negociações, ou seja, pechinchar é fundamental! Ao redor da praça é possível encontrar diversas casas de câmbio, agências de turismo, e restaurantes. Aproveitamos para dar uma caminhada nas proximidades, conhecer as redondezas, e visitar algumas feiras de artesanato, com suas infinidades de produtos e cores. Final da tarde retornamos ao hotel – pela avenida El Sol, uma das principais – e depois saímos para jantar em um local próximo. Nossa opção foi uma pizzaria chamada Leños, que oferecia uma pizza média com uma jarra de suco ou chicha morada (bebida típica local, feita a base de milho) por 30 Soles, aproximadamente. Assim como no almoço, nos ofereceram pãezinhos de alho de entrada. Além disso, aqui e em diversos outros estabelecimentos, são oferecidas promoções de coquetéis. Dois pelo preço de um, cerca de 15 Soles, e, em alguns casos, quatro pelo preço de um. Uma ótima pedida para quem aprecia coquetéis. DIA 2 - CITY TOUR Gastos (por pessoa): City Tour: 30 Soles Entrada para Qoricancha: 15 Soles Boleto turístico: 130 Soles Jantar: 30 Soles Total: 205 Soles No dia seguinte, para o começo da tarde, estava programado o City Tour. Nos buscaram de van no hotel pontualmente, nos levando ao encontro de outros turistas e da Mariela, nossa bem humorada guia. Nosso ponto de partida foi o Convento de Santo Domingo, originalmente chamado de Qoricancha. grande templo com uma praça central, da época do império Inca e que foi saqueado durante a colonização espanhola. Diversas cerimônias eram realizadas no templo, que durante o império tinha suas paredes forradas de ouro, retirado pelos espanhóis. O que chama a atenção é a arquitetura do local, com as paredes construídas de pedras sobrepostas, encaixadas com perfeição. Após visitarmos o templo, seguimos caminhando por alguns minutos até o ônibus que nos levaria aos demais locais. Percorremos um trajeto de cerca de 15 minutos de ônibus até nossa segunda parada, Sacsayhuaman, a dois quilômetros ao norte de Cusco. Aqui compramos o boleto turístico, que da direito a entrada em praticamente todos os pontos turísticos (com exceção da Qoricancha e Salinas de Maras). Sacsayhuaman era uma fortaleza, hoje em ruínas, com propósitos militares para defender Cusco, na época capital do império Inca. O que mais impressiona são as dimensões gigantescas de algumas pedras ali utilizadas, pesando toneladas. Percorrendo os interiores da fortaleza chega-se a um mirante, com vista da cidade de Cusco. Em seguida fomos até as ruinas de Qenqo, a seis quilômetros de Cusco. Este local era dedicado ao rito e são de particular interesse seu anfiteatro de forma semi-circular e suas galerias subterrâneas. Além disso, há uma enorme pedra que na época era esculpida em formato de um puma sentado, animal símbolo da cultura inca. Nas galerias internas encontra-se um altar esculpido na rocha, extremamente fria, que por conta disso era utilizada em rituais de mumificação, uma vez que a baixa temperatura ajudava a preservar o corpo por mais tempo. Ao lado deste altar, como o local é escuro, era colocada uma placa de ouro que refletia a luz que entra por uma abertura superior, com o intuito de iluminar o recinto. Presume-se que Qenqo foi um dos santuários mais importantes da era inca. Nossa terceira parada foi a poucos minutos de Qenqo, nas ruinas de Puka Pukara, com suas enormes paredes, terraços e escadarias. Assim como Sacsayhuaman, este local tinha propósitos militares, principalmente no sistema defensivo de Cusco, e também era utilizado como quartel e hospedagem. Dali é possível ter uma bela vista dos vales e montanhas da região, um dos motivos de sua finalidade militar. Finalizando o roteiro deste dia chegamos a Tambomachay, local mais alto em que estivemos, a cerca de 3.800 metros de altitude. Da entrada até as ruínas é preciso caminhar um pequeno trecho, e aqui sentimos novamente o ar rarefeito. O nome vem do Quechua, idioma inca, que significa tambo = refúgio e machay = cavernas. O local possui diversas cavernas nas encostas dos morros, e era utilizado como refúgio para pastores e viajantes. Além disso, na parte edificada há uma fonte de água canalizada, cuja origem é desconhecida até hoje. Esta fonte é dividida em duas vertentes, e a vazão de ambos os lados foi calculado e constatado como idêntico, mais uma prova da engenhosidade dos incas. Cumprido o cronograma, já no final da tarde, foi hora de voltar para o ônibus e retornar para o centro de Cusco. No caminho fizemos mais uma parada em uma loja de tecidos na estrada, onde um senhor deu uma explicação detalhada sobre as diferenças entre lã sintética, de alpaca jovem, e de alpaca velha. Após a explicação, tivemos um tempo livre para conhecer o local e, caso desejasse, comprar os produtos. No trecho final para Cusco recebemos no ônibus a visita de uma jovem vendedora local, que trazia Sumaq Andino, uma bebida alcoólica a base de anis. Ela nos ofereceu uma prova e propôs um brinde, disponibilizando para venda a seguir. Segundo informações, o Sumaq é uma bebida com diversas propriedades medicinais, e pode ser consumido diariamente em pequenas doses. Chegando a Cusco, já de noite, fomos a um mercado de artesanatos próximo ao hotel, onde paramos para jantar, na mesma média de 30 soles por prato. Um delicioso ceviche, prato tradicional da culinária peruana, feito com peixe cru temperado com limão e outras especiarias, acompanhado de uma bela cerveja Cusqueña. Ao voltar para o hotel tivemos uma surpresa. Tínhamos agendado a ida para Machu Picchu para o dia seguinte, de van. Porém uma greve estava prevista, o que causaria bastante tumulto no trânsito. Heber, o guia da agência, estava nos aguardando para informar que iríamos antecipar nossa ida, e sairíamos dentro de 1 hora e meia aproximadamente. Sendo assim, arrumamos nossas coisas, e partimos em seguida. DIA 3 - AGUAS CALIENTES Custos (por pessoa): Pacote para Machu Picchu: 75 dólares Total: 75 dólares A opção que escolhemos para ir até Machu Picchu foi de van até a Hidrelétrica de Santa Teresa – uma viagem de 6 horas – e de lá percorrer uma trilha de 13 km até o vilarejo de Aguas Calientes, base para a visita a Machu Picchu. Escolhemos essa opção por se enquadrar melhor no nosso orçamento, já que a opção tradicional, de trem, sairia bem mais caro. Fechamos por 75 dólares por pessoa, incluindo o transporte de ida e volta até a hidrelétrica, um pernoite em Aguas Calientes, almoço e janta, e também a entrada para Machu Picchu com acompanhamento de um guia. Somente a passagem de trem já sai mais caro que isso. Além do fato de que caminhando podemos admirar e aproveitar muito melhor o trajeto! Vale lembrar que também é possível fazer essa opção por conta, ao invés de contratar com uma agência. Saímos de Cusco por volta da meia noite, percorrendo uma estrada bastante sinuosa madrugada adentro. Dica 1: se possível, é bom tomar um remédio para enjoo, pois a viagem é bem torturante para quem fica enjoado na estrada. Fizemos uma parada para lanche e banheiros na metade do caminho, e chegamos na hidrelétrica pouco depois do amanhecer. A partir daqui, mochila nas costas e pé na trilha. O caminho acompanha os trilhos do trem que vem desde Ollantaytambo até Aguas Calientes, margeando o rio Urubamba, contornando as belíssimas montanhas da região, incluindo o conjunto Machu Picchu e Huayna Picchu. Dica 2: Importante levar algo para comer e água, pois no trajeto existem fontes de água mas de qualidade duvidosa. Após cerca de 2 horas de caminhada, a trilha chega a uma bifurcação que, para um lado leva a Machu Picchu e para o outro a Aguas Calientes. Mais uns 30 minutos e o vilarejo começa a surgir entre as montanhas. Um lugar extremamente charmoso, onde não existe circulação de veículos, cortado por um afluente do rio Urubamba e rodeado por enormes paredões rochosos e montanhas. Ao chegar fomos até a Plaza de Armas encontrar com o guia que nos levou ao hotel, onde deixamos as mochilas e recuperamos as energias após a longa caminhada. Em seguida o guia foi nos encontrar no hotel para nos levar ao restaurante onde iríamos almoçar e jantar. Um local pequeno na margem do rio, acolhedor e com uma comida excelente. Como o pacote que fechamos incluía as refeições, arcamos apenas com as bebidas. Aproveitamos a tarde para descansar, já que não dormimos quase nada na viagem durante a noite, e depois fomos conhecer um pouco a cidade e tirar algumas fotos. Visitamos o mercado local, onde compramos algumas frutas e um lanche para o dia seguinte. No início da noite voltamos ao restaurante para jantar, depois passamos numa farmácia para comprar remédios para o enjoo (pois sabíamos o que a viagem de volta nos reservava), e fomos para o hotel. Dica: em vários pontos da cidade há máquinas de venda de medalhas colecionáveis de Machu Picchu, uma ótima recordação, por 5 soles. DIA 4 - MACHU PICCHU Custos (por pessoa): Ônibus Aguas Calientes/Machu Picchu: 15 dólares Jantar: 15 Soles Total: 15 dólares + 15 Soles Saímos do hotel antes do sol nascer, com todas nossas coisas pois não retornaríamos mais. Nos deram um lanche de café da manhã, e fomos para a fila de embarque dos ônibus que levam até Machu Picchu. Este ônibus é pago a parte, no valor de 15 dólares por pessoa, e vão e voltam o dia inteiro. Optamos por comprar o ticket apenas para subir, a descida resolveríamos depois. O trajeto leva cerca de 30 minutos, subindo a encosta da montanha. Ao chegar na bilheteria de Machu Picchu os primeiros raios de sol iluminavam o topo das montanhas, um grande alívio, já que no dia anterior uma chuva fina e persistente caiu em Aguas Calientes. Encontramos o nosso guia e, enquanto aguardávamos os portões abrirem, deixamos algumas coisas no guarda volumes, pelo valor de 5 soles, para aliviarmos o peso durante a visita. A estrutura conta também com banheiros na entrada. Dica: ficar atento aos seus pertences antes de entrar, pois é um local com muita gente, e um descuido pode custar caro. Ao entrar o guia nos ofereceu folhas de coca para mascarmos, para amenizar os efeitos da altitude. Subimos um caminho de pedras até o mirante, que revela todo o esplendor da cidade perdida dos incas, o primeiro contato com a cidadela. A cidade é cercada por muros, e a única porta de entrada fica próxima ao mirante, pela parte alta da cidadela. Esta parte corresponde a área nobre de Machu Picchu, onde se encontram o Templo do Sol e a residência real, além de diversas outras residências e locais usados como estábulos, oficinas, entre outros. Percorrendo a parte alta passamos pela pedreira, de onde eram retiradas as pedras utilizadas na construção de Machu Picchu, e onde é possível observar algumas pedras inicialmente entalhadas. Um pouco adiante fica a Praça Sagrada, onde se localiza o Templo das 3 Janelas, o Templo Principal, onde eram realizadas cerimônias, e onde, curiosamente, uma enorme pedra que estava sendo transportada foi deixada. Seguindo o caminho, subimos por onde fica a Intihuatana, o calendário solar, uma pedra entalhada que foi relacionada com uma série de lugares considerados sagrados, a partir do qual se estabelecem claros alinhamentos entre acontecimentos astronômicos e as montanhas circundantes. Passando Intihuatana, descemos as escadas que levam até a Praça Central, uma enorme área de gramado que corta a cidade ao meio, dividindo a parte alta da parte baixa. Atravessando a praça entramos na área popular, e chegamos até a Rocha Sagrada, uma pedra de proporções imensas postada sobre um pedestal, que marca o extremo norte da cidade e é o ponto de partida para subir o Huayna Picchu. Dali percorremos a parte baixa, através de corredores entre diversas residências, passando por um mirante com uma vista espetacular do Cerro Putucusi e do vale do Urubamba, conhecendo os engenhosos canais de drenagem e irrigação da cidade, os espelhos d’água, e os impressionantes terraços agrícolas, responsáveis pelo cultivo de alimentos e também pela drenagem das chuvas, evitando a erosão da encosta da montanha. No final do percurso passamos por construções que eram utilizadas como armazéns, no extremo leste dos terraços, onde os telhados foram reconstruídos. Dica 1: Ao sair, há uma pequena bancada onde fica a disposição um carimbo de Machu Picchu para o passaporte. Curiosidade 1: As construções de Machu Picchu passam por manutenções constantes. As paredes são desmontadas para limpeza entre as pedras, e depois montadas novamente, exatamente da mesma maneira. Por conta disso, alguns setores podem estar fechados para acesso. Além disso, diversos funcionários se encarregam de raspar e tirar musgos que crescem nas pedras. Curiosidade 2: Os funcionários que trabalham na cidadela usam roupas com tons parecidos das pedras, para ficarem camuflados e chamarem o mínimo de atenção possível na paisagem. Ao sair pegamos novamente nossas coisas, carimbamos os passaportes, e decidimos descer a pé, tanto pela economia (30 dólares para os dois) quanto para conhecer a trilha de acesso à Machu Picchu. Consiste em uma escadaria de pedras entalhadas, com 1,7 km de extensão entre a mata nativa, que encontra os trilhos do trem no vale do Urubamba. No trajeto existem alguns pontos de descanso, um dos quais utilizamos para fazer um lanche. Após cerca de 1 hora de descida chegamos aos trilhos, onde retomamos os quase 13 km de trilha até a hidrelétrica. No trecho final existem áreas de camping e lanchonetes, onde é possível utilizar banheiros e comprar algo para comer ou beber. Chegando na hidrelétrica localizamos nossa van, tomamos nosso comprimido contra enjoo, e seguimos viagem para Cusco. Para quem quer fazer por conta própria, é possível contratar o retorno para Cusco ali mesmo. Chegamos em Cusco já de noite, e desembarcamos na Plaza de Armas, de onde fomos jantar (novamente a opção foi uma pizza) e depois ao hotel. DIA 5 - VALLE SAGRADO Custos (por pessoa): Pacote Valle Sagrado: 80 Soles Entrada para as Salinas de Maras: 10 Soles Total: 90 Soles O Último dia começou cedo. Novamente uma van foi nos buscar no hotel, pontualmente as 6:30 da manhã. Apanhamos outros passageiros, e então partimos para o Valle Sagrado. O pacote custou 80 soles por pessoa, incluindo almoço. Nossa primeira parada foi em Chinchero, uma cidadezinha a quase 3.800 metros de altitude e cerca de 30 km de Cusco, com suas ruas estreitas e uma praça, onde os espanhóis ergueram uma igreja sobre ruínas incas. A principal atividade econômica de Chinchero é a têxtil, e o nosso passeio incluía a visita a um casarão com um pátio onde são produzidos, expostos, e vendidos diversos tipos de tecidos, blusas, toucas, tapetes, e todo tipo de produto têxtil que se pode imaginar, dando ao local um colorido especial. Fomos brindados com uma excelente aula de uma jovem local – com um senso de humor apurado – sobre as técnicas e procedimentos utilizados na produção, que acontece todo de forma artesanal e sem produtos industriais. Desde o processo de tratamento da lã, tingimento – utilizando plantas e até insetos – até a confecção dos tecidos. Fomos servidos também com um chá de coca cortesia. Em seguida fomos até o vilarejo de Maras, onde o forte é o sal e chocolates. Paramos em um comércio ao lado da praça central, onde se pode adquirir o sal rosado dos Andes, flor de sal, sal medicinal, chocolates diversos, pedras, entre outras coisas. Pudemos também provar diferentes tipos de chocolate, incluindo chocolate com sal, um sabor peculiar mas muito gostoso. De lá partimos para as salinas, de onde são extraídos os famosos sais da região. Um complexo sistema de aproximadamente 3 mil piscinas, abastecidas pela água salgada que brota dos subterrâneos da montanha adjacente, com uma salinidade de 27%, bem mais alta do que a água do mar, que tem 17%. A extração é feita através da evaporação da água, resultando nas três camadas de sal: a primeira é a flor de sal, no meio o sal rosado, e embaixo o sal medicinal. Na entrada existem diversos produtos a venda, e uma estrutura com banheiros. Nossa próxima parada foi em Moray, um conjunto de terraços agrícolas esculpidos em uma depressão natural do terreno. O local era utilizado principalmente como um laboratório de plantios, devido a diferença de temperatura entre os níveis altos e os baixos. De lá é possível ter uma bela vista de alguns picos nevados da Cordilheira dos Andes. Em seguida partimos rumo a Ollantaytambo, descendo a encosta das montanhas por estradas sinuosas por cerca de 30 minutos. Ollantaytambo é a única cidade do império Inca ainda habitada, e é de onde parte o trem para Aguas Calientes. A cidade, como o nome sugere (tambo), servia de refúgio para viajantes, e logo na entrada há uma feira de artesanatos. Entrando na cidade nos deparamos com um imenso sistema de terraços entre duas montanhas. Nas encostas das montanhas existem construções que eram utilizadas como armazéns, pois a temperatura no alto é mais baixa, preservando melhor os alimentos. Subimos o sistema de terraços, e do alto é possível ter uma bela vista da cidade. Partindo de Ollantaytambo rumamos para a cidade de Urubamba, onde fizemos uma parada para almoço no Inkas House, um excelente restaurante, com uma área externa, buffet livre com ótima comida, e musica andina ao vivo. Como estava incluído no pacote, arcamos apenas com as bebidas. O custo do almoço é cerca de 40 soles para quem paga a parte. Após o almoço fomos para nossa última visita, as ruínas de Pisac, cuja área é maior que Machu Picchu. A cidade de Pisac fica a 33 km de distância da cidade de Cusco e a aproximadamente 3.500 metros de altitude. Pesquisadores acreditam que a cidade começou como um posto militar para combater invasores, mas virou um centro cerimonial e residencial, que foi povoado desde o século X. Chama a atenção, do outro lado do rio, um paredão rochoso com inúmeros pequenos buracos, que constituem o maior cemitério inca conhecido. Os buracos eram as tumbas, e são cerca de 3 mil conhecidas. No retorno paramos no centro comercial de Pisac, onde visitamos uma loja de pratas e pedrarias. O trabalho em prata de Pisac é reconhecido por utilizar prata .950, ou seja, pureza de 95%. Como em outras ocasiões, tivemos outra excelente aula sobre a produção – também artesanal – dos produtos, com demonstrações e explicações dos processos, tipos de pedras utilizadas, lapidação, até o produto final. O local também oferece inúmeros produtos em prata e pedras diversas para venda. Por fim retornamos a Cusco de noite, até a Plaza de Armas, onde paramos para tomar um café em uma das charmosas sacadas que rodeiam a praça, nos despedindo das belezas e riquezas culturais e históricas do Peru. GASTOS DIÁRIOS (POR PESSOA): 355 Soles + 90 dólares = R$ 733,00 (aproximadamente, na cotação atual). HOSPEDAGEM (POR PESSOA): R$ 50,00 x 5 DIAS = R$ 250,00 TOTAL DE GASTOS*: R$ 983,00 *NÃO INCLUSO PASSAGENS Para quem teve paciência para ler até o final (rs) espero que tenham gostado! E que sirva de inspiração para seus próximos roteiros! E para quem tiver interesse, deixo também este mesmo guia/roteiro em versão PDF, com alguns detalhes a mais, além de mapas e fotos! (disponível logo abaixo) Abraços a todos, e boas viagens! "O que importa é a jornada, e não o destino". ebook.pdf
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