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nathaliarodriguesg13

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  1. Em junho de 2018 resolvemos comprar nossas passagens e nos aventurarmos pelas terras geladas da patagônia em Janeiro. ANTES DE IR: Planeje! Pesquise e prepare os bolsos: a patagônia é realmente cara! Fomos em Janeiro de 2019 e pagamos mais ou menos o seguinte câmbio 1 REAL = 10 PESOS ARGENTINOS 1REAL = 168 PESOS CHILENOS Farei dois posts de relato: um da patagônia argentina (El Calafate, El Chaltén e Ushuaia) e um da patagônia chilena (circuito W do Parque Nacional Torres del Paine) Vou escrever nosso relato dia a dia do seguinte roteiro que fizemos: 31/12- sp-el calafate + reveillon 01/01- Passeio calafate 02/01- Glaciar perito Moreno + ir pra el chalten 03/01- Trilha maior el chalten 04/01- Passeio por el chalten 05/01- el chalten>puerto natales 06/01- w torres del paine 07/01- w torres del paine 08/01- w torres del paine 09/01- w torres del paine 10/01- puerto natales>ushuaia (busão) 11/01- Ushuaia 12/01- Ushuaia 13/01- retorno + buenos aires Para o relato sobre a Patagônia argentina: AQUI Aqui dou início a parte mais desafiadora da nossa viagem: realizar o circuito W do parque Torres del Paine. Pra início de conversa, pra iniciantes nessa arte, esse é um trekking que exige muito preparo e planejamento. Li muitos relatos e blogs de pessoas que realizaram o circuito e eu só consegui realmente compreender o parque e as trilhas fazendo. E a dica que sempre li e preciso dar é: apenas vá! O parque me surpreendeu de todas as maneiras possíveis! Nas belezas naturais, na conservação do local, no clima, na estrutura dos campings e eu mesma me surpreendi por ter conseguido fazer tanto, que é a melhor sensação! Neste relato sobre o Torres del Paine, vou colocar um pouco do nosso planejamento, dicas, considerações e depois o relato dia a dia. CONSIDERAÇÕES SOBRE O TORRES DEL PAINE Circuito W Fizemos o Circuito W no sentido Torres > Paine Grande em 4 dias e 3 noites Dessa maneira fica um pouco apertado no quesito tempo. O terceiro dia ficou MUITO pesado de forma que não conseguimos aproveitar tanto o 4º dia e nem finalizar o circuito propriamente dito. Se você for experiente em trekking e tiver em ótima forma física, dá pra fazer. Mas se você tiver um preparo mediano, quiser fazer com mais tranquilidade, curtindo bem o caminho (e as dores kkk) recomendo em 5 dias. Vi muitos relatos também sobre fazer o W invertido (começar em Paine grande e terminar nas Torres). A vista do W invertido realmente deve ser mais bonita, andando de frente pros Los Cuernos e para o lago Nordenskjold. Porém, novamente, se seu preparo físico não for excelente, você vai chegar inevitavelmente muito cansado no último dia e aí corre o risco de não chegar até as torres del paine ou chegar a base de muito sofrimento e remédios. Não me arrependo de termos feito da maneira que fizemos, mesmo sendo em 4 dias, devido ao nosso tempo e roteiro de viagem. A única coisa que poderia ter sido melhor é ter dormido no Acampamento Francês, pois reduziria uns 3km do terceiro dia, mas não achamos vaga neles quando fizemos nossas reservas. Ainda assim, amamos a hospedagem no Camping Los Cuernos! Resumo do nosso roteiro: Dia 1: Chegada, subida Torres del Paine. Dormimos: Campamento central Dia 2: Ir do Central para Campamento Los Cuernos Dia 3: Trilhas mirador francês e britânico e chegar ao Campamento Paine Grande Dia 4: Trilha glaciar Grey e ir embora do parque Acomodações No nosso caso, alugamos as barracas, colchãozinho e sacos de dormir, então não tivemos que levar nada disso. Esse “pacote” de hospedagem nos acampamentos custou cerca de 100 dólares por noite pra duas pessoas em uma barraca. Existem as opções em que você leva essas coisas, com a desvantagem de ter que carregar tudo por boa parte do percurso. Outra coisa: um bom saco de dormir -15 graus é grande e pesa! E com um saco menos ‘potente’ que isso você vai acabar passando frio! Existem também as opções mais ‘fancy’, nos hotéis, dormitórios e cabanas ou com refeições inclusas. Grande parte das refeições você tem que reservar antes. Esse pacote é BEM mais caro e não chegamos nem a cogitar. Se estiver com um dinheirinho sobrando, recomendo fazer uma reserva de jantar/almoço pro seu último dia. O que levar Vou postar a lista que fiz antes de ir com o que levei e comentar o que achei: - Mochila grande - Mochila de ataque (nós levamos um mochilão 50L e uma mochila 20L pro casal. Então nos dias que tinha que carregar o mochilão pela trilha o homi deu conta dele - uns 10kg- e eu com a outra - uns 3kg. Para as trilhas levávamos só a de 20L e fomos revezando. Funcionou bem pra nós!) - Capa impermeável para mochila (nem usamos, mas demos MUITA sorte com o clima. Pegamos umas gotinha de chuva no segundo dia e SÓ!) - Vestuário 01 bota de trilha (usada e amaciada antes!) 01 chinelo 01 casaco corta-vento impermeável (ou aqueles fofinhos boneco-michellin. Foi o que usei e funcionou. O ruim é que as vezes ficava suada, mas tirava e sentia frio! Eterno poe casaco-tira casaco) 01 fleece (quando não tava tão frio usava ele sem o casaco, quando muito frio ele por baixo do casaco) 01 ou 02 blusas térmicas (Levei só uma e usei só pra dormir) 02 blusas de manga/camiseta - tipo academia. (aqui errei! Levaria uma pra cada dia, dessas de tecido molinho que absorve suor e de manga ou manga comprida com proteção UV) 02 calças (corta-vento, legging, fleece) (errei feio também! Levaria uma calça de trekking boa e uma legging, fim!) 01 luva (não levei- achei que fez falta só em alguns trechos bem frios pra segurar o bastão de trekking) 01 gorro (bem essencial!) 01 cachecol/pescoceira/lenço (recomendo muito a pescoceira! Ela serve de faixa pro cabelo ou pra proteger o pescoço.) 03 meias de trekking (se tiver problemas em reaproveitar meias, leve 4) 01 pijama (dormi com a blusa e a calça térmica que levei) Higiene 01 toalha microfibra 01 sabonete 01 protetor solar (rosto e corpo) 01 hidratante (rosto e corpo – eu tenho a pele bem sensível e com o frio e sol que tava fazendo meu rosto ficou acabado! Antes de dormir estava passando um óleo de cabelo no rosto pq estava MUITO ressecado!) 01 shampoo/condicionador pequeno 01 protetor labial/bepantol (ESSENCIAL!!!) 01 pacote lenço umedecido 01 rolo de papel higiênico Remédios que achar necessário (os antiinflamatórios foram essenciais pros joelhos!) Utilitários Lanterna (o dia dura muito! Acabamos nem usando) Cantil/garrafa (bem essencial! Uma de 1L por pessoa) Boné/Chapéu (esqueci e me ferrei!) Óculos de sol Bastão de trekking (não levei e me ferrei MUITO! EXTREMAMENTE ESSENCIAL!) Fogareiro e gás Panela (levamos uma panelinha véia de casa mesmo. Tinha uma galera com umas panelas profissionais de camping!) Pratos, talheres e caneca/copo (também levamos o que tinha de plástico em casa) Canivete Cadeado (bom pra fechar a barraca em alguns momentos) - Alimentação Modéstia à parte, arrasamos muito no planejamento da alimentação! Podia ter sido melhor, mas nossas jantas ficaram bem confortantes! O Pedro (namorado) não queria comer miojo ou sopa pronta todos os dias, pq ele acha que não dá sustância. E realmente, depois de um dia inteiro andando, carregando peso, almoçando sanduíche, no fim do dia vc quer comida! Nos preocupamos e planejamos muito bem essa parte pra não estragar o passeio (ambos não são pessoas agradáveis quando com fome!) Vou descrever o que levamos por refeições: - Café da manhã: Levamos café solúvel (compramos em Chaltén, mas podia ter levado do brasil), chás e comíamos pão com manteiga e alguma outra coisa, tipo mortadela ou salaminho. No mercado que fizemos compras em Calafate tinham uns panetones em promoção e levamos também! Haha! Esses comemos logo nos primeiros dias pra diminuir o volume carregado. Nos primeiros dias tínhamos também frutas: maçã e bananas. - Lanche da Manhã/Tarde No brasil compramos em lojas a granel castanhas e frutas secas. Separamos essas porções em 4 saquinhos com um pouco de tudo, um para cada dia. Levamos também barrinhas de proteínas e um doce de amendoim (única coisa que não enjoamos de comer!). A vantagem dessa compra a granel também foi não gerar lixo durante a trilha. Isso tudo é muito gostoso e pareceu (e é!) uma boa ideia, mas deu uma enjoada. No terceiro dia já não aguentávamos ver as castanhas mais! (Até hoje, quase três meses depois ainda não consegui voltar a sentir vontade de comer castanhas, sos!) - Almoço Em calafate compramos todos os tipos de pães (baguete, pão de forma e rap), aquelas bisnagas tipo de mortadela, salaminho (alguns levamos do Brasil também). O pessoal comprou também um patê de carne enlatado e atum, mas não foi uma ideia muito boa isso não... No último dia o almoço e café da manhã ficaram meio judiados, pq só tinha Rap, por isso planejaria melhor essa parte. - Jantar Como disse antes, essa foi a parte que planejamos bem, pois era nossa maior preocupação! Como os fogareiros eram pequenos, cada casal (éramos 3 casais) fez seu planejamento. Janta 1: única que não levamos do Brasil. Compramos um pacote de macarrão desidratado sabor 4 queijos em Chalten e cozinhamos com os legumes que levamos (beterraba e cenoura). Pedro esqueceu que já vinha temperado e tascou sal no negócio, mas tirando isso ficou bom! Janta 2: levamos do Brasil um pacote de frango cozido e desfiado à vácuo (Vazpa) (Pedro tinha essa exigência da proteína animal. Achamos a carne desfiada muito cara!) e levamos também um arroz de saquinho com “legumes” (esse pacote vem com dois saquinho e cada um dá tranquilamente pra duas pessoas). Nesse dia arrasamos no jantar com uma carne e dois acompanhamentos (arroz + legumes cozidos) feitos em uma panela e um fogareiro (e meu prato da barbie em formato de coração, é claro!)! Janta 3: também do Brasil levamos esse pacote de risoto de funghi (pacote verde Vailigiana) e em calafate compramos o purê de batata em pó (só misturar água e manteiga e pronto), misturamos o frango a isso e pronto! Esse dia tava bem bom (ou estávamos muito cansados! Hahaha). Levamos um saquinho com sal e um com alho amassado (feito em El Chalten e que deixou um cheiro delicioso nos mochilões!) que ajudaram a dar um gostinho a mais nas comidas! RELATO DIA A DIA Chegando em Puerto Natales (05/01/19) Pegamos um ônibus pela Bus Sur de Calafate para Puerto Natales saindo às 16h30. Na fronteira da argentina-chile passamos um pequeno aperto pq eles falam que não poderia entrar no chile com alimentos. Tem uma lista específica, mas no ônibus não tínhamos acesso a ela e estávamos levando um bom carregamento de comida pra nos sustentar no parque. No papel que temos que preencher pra imigração vc deve marcar se está ou não entrando com alimentos e declarar. Ficamos naquela dúvida se declarávamos ou não e por fim o moço do nosso ônibus estava instruindo que todos marcassem NÃO. Marcamos o não e seguimos pra imigração onde eles colocam todos os mochilões no chão para um cão farejador analisar e nossas bagagens de mão passam num raio x. Deu tudo certo com os mochilões e uma mochila de mão que estava com mais comida foi vistoriada após o raio x, mas a moça falou que aquele tipo de comida não tinha problema! Ufla! Em Puerto Natales ficamos hospedados no Hostel Akrya, que era bem perto da rodoviária. Eram quartos pra dois com banheiro compartilhado. Tinha um café da manhã bem simples, mas que quebrou um galho pela nossa correria. Foi basicamente tudo que conhecemos de Puerto Natales, já que usamos a cidade apenas como base para ir para o Parque Torres del Paine. Dormimos nesse hostel nessa noite e na que voltamos do parque e deixamos boa parte da nossa bagagem nele, já que levamos só o essencial para o Parque. Dia 01 circuito W (06/01/19) Pegamos o ônibus em Puerto Natales às 7h da manhã pela empresa JB. Custou 10.000 pesos ida e volta. O preço de cada trecho separado seria 7.500 nessa empresa. Mais a frente digo se isso valeu a pena ou não. A ida foi tranquila, são cerca de 2h até a portaria da Laguna Amarga, onde todos os ônibus param e todos tem que descer até a recepção do parque pra fazer o registro, pagar a entrada (21.000 pesos chilenos), recebemos mapas e orientações. Quem vai fazer o W invertido volta pro ônibus pra seguir pra portaria do Pudeto e quem vai começar pelas torres aguarda o ônibus preto que leva ao hotel las torres e camping central. Pra entrar nesse ônibus é um caos, não tem fila e a galera fica no maior desespero! Nos enfiamos lá e conseguimos entrar no primeiro ônibus. Na entrada do ônibus tem que pagar 3.000 pesos por pessoa. Chegando na região do central tem uma boa estrutura com uma cafeteria (a partir de agora pode preparar o bolso pq é tudo MUITO caro! Espertos e mão de vaca que somos levamos TODA a nossa comida pros 4 dias). Fomos ao banheiro e seguimos numa caminhada de 5min até o camping. Fizemos o check in deixamos os mochilões na barraca, preparamos a mochila pra subir, fizemos um lanche e seguimos pra trilha do mirador das torres, já que já estava bem tarde (11:20 da manhã). Sobre a trilha: é uma trilha de 11km de subida até a base das torres. O dia começou meio nublado e foi abrindo. Diferente do Fitz Roy, não temos muita visão das montanhas das torres no caminho ou mesmo do camping e a trilha em si não tem tantos miradores no caminho. Saindo do camping central percorremos uns 2km de planície até o início da subida que inicia mais inclinada e com pedra e cascalhos e dura por cerca de 3km. Chegamos ao Passo dos Vientos onde estava realmente ventando MUITO e tive até medo de parar pra tirar foto e ser empurrada pelo vento praquele precipício. Essa parte tem uma vista realmente bonita pro vale e o rio lá embaixo. É a única parte um pouco mais plana e sem cascalho. Depois tem uma descida até o Refugio Chileno. Tem um restaurante e café e banheiros pra usar. Fizemos um lanchinho (quando ainda gostávamos de frutas secas e castanhas! Haha) e seguimos! Daí pra frente é só subida, não é tão inclinada, mas dá uma canseira. Faltando cerca de 1,0 km pra chegar, um pouco depois da Área de Acampar Torres começa a subida de verdade! A intenção era parar nesse ponto, usar o banheiro, comer nossos sanduíches e refletir se iríamos subir ou não. Porém, passamos direto do campamento sem ver e quando percebemos já estávamos iniciando a subida! Haha! Paramos pro sanduíche mesmo assim e seguimos. Não é uma subida fácil! É realmente inclinado e por pedras, a trilha nem fica um caminho tão claro, mas sempre tem uns indicadores laranja do caminho. E finalmente chegamos ao mirador! Chegamos lá às 16:30 e o mirador “fecha” às 17h. Foi o tempo de apreciar a beleza do lugar, tirar umas fotinhas, passar muito frio, ver uns floquinhos de neve caindo e voltar. A descida foi foda! Os joelhos sentindo e como já estava tarde tentamos dar uma acelerada. Entre mortos e feridos, todos chegamos vivos ao camping (por volta de 21h)! Dia 02 circuito W (07/01/19) Na noite desse dia iriamos dormir no Los cuernos, então a programação era supostamente leve: 12km. Só que com mochilão nas costas. Como estávamos em casais e havíamos fechado o pacote full camping (barraca + colchãozinho + saco de dormir) nossas mochilas eram de comida, roupa contada pros dias e utensílios de cozinha. Os meninos foram levando o mochilão e as meninas a mochila menor (20L). O check out do camping central era as 8:00. Demos uma enrolada e acabamos saindo umas 9:30, não sem antes levar umas chamadas de atenção dos caras do camping, pedindo que nós liberássemos as barracas. Fomos andando tranquilamente, essa trilha tem algumas subidas e descidas, mas nenhuma MUITO pesada (tipo a das torres do dia anterior), e muitas vistas maravilhosas do lago Nordenskjold. Parávamos a cada 1,5km e assim chegamos lá às 15:30. Tiramos o resto da tarde pra descansar e fazer uma janta mais cedo. Achamos esse camping o que tinha a melhor infraestrutura. Os banheiros eram limpos e organizados, banho quente (até demais!), tinha shampoo e sabonete dentro dos boxes! O bar também era bem estruturado e a comida tinha uma cara boa. A área de cozinha pra quem estava no camping também era bem agradável. Além da vista do camping para o los cuernos! Não é permitido deixar lixo nesse camping, você deve levar TUDO com você. Esse foi um pequeno erro de planejamento nosso, já que fizemos alguns legumes nesse dia e tivemos que sair carregando todas as cascas, restos e embalagens. O resultado foi uma mochila bem fedida pelo próximo dia todo e por muitos dias subsequentes. Dia 03 circuito W (08/01/19) Sabíamos que esse seria o dia mais pesado, brace yourselves! Para fazer todo o caminho incluindo o mirador britânico seriam 27km, sendo 12km com o mochilão nas costas. Saímos do Los Cuernos às 7:45 e seguimos até o Camping Italiano. O caminho até lá foi tranquilo, com algumas subidinhas, uma vegetação mais fechada e belas vistas pro Lago Nordenskjold. Chegamos ao Italiano umas 10:30, seguindo o tempo previsto no planejamento. Daí sentamos pra decidir se iriamos encarar o mirador francês. Uma pessoa do grupo estava sentindo dores no joelho e decidiu seguir direto com a esposa pro Camping Paine Grande. Nós, os outros 4, deixamos o mochilão no italiano e decidimos subir o mirador. Sobre o camping italiano: ele é um camping público sem muita conservação, então nem tente usar o seu banheiro! Seguimos então rumo ao mirador francês, com limites de horário e sem almejar muito o britânico. O caminho é bem de subida de pedra (como a primeira parte das torres) por 2km. No meio do caminho fomos presenteados com um avalanche inacreditável do monte francês que fez todos ficarem de queixo caído! Chegamos ao mirador francês com 1h10 (o tempo previsto é de 1h30), ficamos admirando aquela montanha com todo seu gelo, o dia estava muito lindo, bem limpo! Essa foi uma das minhas vistas preferidas de todo o parque! E tomamos a ousada decisão de seguir para o mirador britânico. São mais 4,5km, mas achei o caminho bem mais tranquilo que a primeira subida. A trilha é toda por dentro dos bosques, com uma inclinação bem mais amigável. Somente os últimos 300m são bem íngrimes (como o último trecho das torres) mas subimos essa última parte com 10min. Por fim, após 1h30 (tempo previsto era de 2h), chegamos ao britânico onde se tem uma vista 360o de várias montanhas do parque e do lago. É realmente impressionante, ainda mais com o dia limpo e claro que pegamos, mas acho que ainda gostei mais da vista do francês. In the end, it’s all about the journey! Começamos a nossa jornada de volta, demos uma última parada no francês que conseguiu ficar mais ensolarado e belo e chegamos ao italiano com quase 2h. Demos aquele pequeno descanso e recuperada do fôlego, afinal, ainda tínhamos mais 7,5km pra andar até o camping de mochilão. Saímos do italiano às 17:30. O caminho até paine grande é bem tranquilo, com pouquíssimas subidas e descidas. Mas a essa altura do campeonato, qualquer subidinha pra nós já era um Everest! Hahaha (o riso era de desespero!)! Nesse trecho passamos pela parte do parque que sofreu uma queimada em 2011/2012. Alguns acharam a paisagem bonita, eu achei de uma beleza meio triste, só conseguia pensar que tudo que o homem toca ele destrói... Reflexões à parte, as costas dessa trilha dá bem pros Los Cuernos e com o dia maravilhoso que estava fazendo a vista estava privilegiada. Mas dado nosso cansaço mal conseguimos aproveitar. Paine grande parecia cada vez mais distante e chegar lá nesse dia não foi fácil... mas chegamos com 2h30! E nada se compara a essa sensação de vitória. Sobre o camping Paine Grande: ele tem uma ótima infraestrutura! O hotel com restaurante e bar fica bem acessível pra quem está no camping (diferente do las torres, que é mais distante), a estrutura de cozinha e banheiro pro camping é boa. Porém temos algumas reclamações: o staff é muito mal educado e desorganizado! Chegamos mortos e demoramos muito pra fazer o check in e o cara que foi nos levar pra nossa barraca saiu abrindo várias barracas pra ver onde iria nos colocar. Tivemos que deixar um documento como garantia pros sacos de dormir. As barracas eram colocadas no chão mesmo, não tinha um tablado como nos outros campings, o que fez MUITA diferença na hora de dormir, pois o chão não era muito nivelado, então foi tipo dormir numa inclinação negativa. Tinha horário pra usar a cozinha e para o banho (18h às 22h). Chegamos 20h, o check in demorou e tivemos que fazer todo o resto correndo. Quando estávamos terminando de fazer a comida deu o horário da cozinha fechar e fomos expulsos do lugar. Parte do grupo teve que comer no frio, nas mesinhas de fora. Por fim fomos ao bar e pagamos 26 reais (4000 pesos chilenos) numa latinha de cerveja austral!!! E quando deu 23h fomos expulsos do bar! Não gostamos muito do tratamento dos funcionários com as pessoas que estavam no camping. O que nos surpreendeu é que nada disso aconteceu nos campings da Fantastico Sur (o Paine Grande é da Vertice)! Dia 04 circuito W (09/01/19) Enfim, pelo menos a vista da barraca pro Los Cuernos pela manhã estava espetacular! Acordamos bem cedo e ficamos fazendo o café da manhã nas mesinhas de fora (já que a cozinha só abria as 7h!). A pretensão do dia era chegar no refúgio Grey e voltar (22km total) pra pegar o barco e ir embora. Sobre o barco: no fim da tarde tem dois horários na alta temporada, às 17:00 e às 18:35. Existem 90 vagas no barco (teoricamente) e a fila começa a se formar uns 40min a 1h antes. Como havíamos comprado o ônibus das 19h, estávamos planejando pegar o barco das 18:35. Poréeeem, quando começamos a caminhar o cansaço do dia anterior bateu forte! Com algum sacrifício e falta de motivação fomos até o mirante do glaciar Grey, comemos aquelas castanhas e uva passas (que já não aguentávamos ver mais! Haha) e decidimos fazer o caminho de volta na tentativa de pegar um barco mais cedo. Chegamos no Paine Grande 12:30 e aí descobrimos que só teria o barco de 17:00 mesmo. O que nos restou então foi adentrar as dependências do hotel e nos estirar nos sofás de um lounge e dormir com uma bela vista até a hora do barco! Uns 40min antes fomos pra fila, o vento estava muito forte, apesar do sol. Esse ticket custa 20.000 pesos por pessoa e vc pode pagar no barco. Pegamos o barco de 17:00 e demora uns 30min até a portaria. E quando chegamos lá o ônibus da nossa empresa só sairia mesmo as 19:00. Teve um ônibus da Bus Sur que saiu antes, às 18:00. Por isso disse que não sei se vale a pena comprar os tickets do ônibus antes. Pq no estado que estávamos, daríamos tudo pra ter ido embora mais cedo! Mas enfim, ficamos numa cafeteria que tem lá e comemos os ovos mexidos com pão mais caro da vida (5000 pesos = 30 reais) até dar a hora de entrar no ônibus, que saiu atrasado. Esse ônibus demora uns 30min até a portaria das torres e nesse trajeto tivemos uma das melhores surpresas: vimos uma puma!!! Seguimos então até Puerto Natales onde chegamos umas 22:00, famintos por comida de verdade! Seguindo a recomendação de alguém da rodoviária, fomos ao restaurante mais próximo de lá. Fomos muito bem atendidos, tiramos a barriga da miséria e ainda fizemos a maior bagunça no karaokê! Haha! O prato com entrada custou 4.000 pesos (o mesmo valor de uma lata de cerveja no torres ). Voltamos pro nosso hostel, refizemos nossos mochilões, dormimos bem pouco, pra pegar nosso ônibus pra Ushuaia na manhã seguinte (continuação do relato dessa viagem). Enfim, assim terminou nossa aventura pelo Chile e no parque Torres del Paine! Sinceramente, foi um dos lugares mais incríveis que já vi na vida! Além de toda a experiência de superação e realização! Se tiver a oportunidade, apenas vá! (Todas as fotos desse relato são minhas - instagram @nathalia.rg - ou do casal que viajou conosco - instagram @a2sobrerodas)
  2. @joshilton Peguei ônibus de Puerto Natales a Ushuaia pela BusSur! https://www.mochileiros.com/topic/83824-patag%C3%B4nia-argentina-el-calafate-el-chalten-ushuaia-com-tdp-no-meio/ Nesse relato expliquei um pouco melhor!
  3. Em junho de 2018 resolvemos comprar nossas passagens e nos aventurarmos pelas terras geladas da patagônia em Janeiro. As passagens foram São Paulo (GRU) > El Calafate (escala rápida em Buenos Aires) e a volta Ushuaia > São Paulo (GRU) (escala em Buenos Aires) pelas Aerolineas Argentinas (pagamos 1.900 reais). Fizemos essa opção pois sabíamos que não seria uma viagem longa (foram 14 dias), pois queríamos fazer o circuito W do Torres del Paine e gastaríamos muito tempo de deslocamento se comprássemos ida e volta de Calafate. ANTES DE IR: Planeje! Pesquise e prepare os bolsos: a patagônia é realmente cara! Fomos em Janeiro de 2019 e pagamos mais ou menos o seguinte câmbio 1 REAL = 10 PESOS ARGENTINOS 1REAL = 168 PESOS CHILENOS Farei dois posts de relato: um da patagônia argentina e um da patagônia chilena (circuito W do Parque Nacional Torres del Paine) ROTEIRO: Vou escrever nosso relato dia a dia do seguinte roteiro que fizemos: 31/12 - SP > El Calafate + reveillon 01/01 - Passeio El Calafate (Laguna Nimez) 02/01 - Glaciar Perito Moreno + ir pra El Chalten 03/01 - Trilha maior El Chalten 04/01 - Passeio por El Chalten 05/01 - El Chalten > Puerto Natales 06/01 - W Torres del Paine 07/01 - W Torres del Paine 08/01 - W Torres del Paine 09/01 - W Torres del Paine 10/01 - Puerto Natales > Ushuaia (busão) 11/01 - Ushuaia 12/01 - Ushuaia 13/01 - Retorno RELATO DIA A DIA (PATAGÔNIA ARGENTINA) 31/12 Chegamos em El Calafate no meio da tarde. O transporte do aeroporto pra cidade é geralmente feito de taxi (valor fechado de 750 pesos) ou vans que cobram 250 pesos/pessoa. Como fomos aprendendo, o valor da maioria das coisas na patagônia é bem tabelado. Ficamos hospedados num apto do airbnb (Amigos del Mundo https://www.airbnb.com.br/rooms/16282048?adults=6&guests=1&s=z7O6eTRG) bem agradável! Eles também tem um site próprio que dá pra alugar os aptos (https://www.amigodelmundo.com) Logo que chegamos e nos ambientamos, fomos para o centrinho da cidade resolver nossa programação de réveillon e o passeio para o Perito Moreno. O plano era fazer o mini trekking no Perito Moreno no dia 01/01, mas rodamos as empresas da cidade e não havia mais vagas. Esse passeio é realizado somente por uma empresa (Hielo e Aventura) e nessa temporada estava custando 4500 pesos (sem a entrada do parque que é mais 700 pesos). Procurando no dia 31 só encontramos vaga pro dia 5/01, o que não se encaixava no nosso roteiro. Fortemente recomendado agendar antes (pelo menos um mês de antecedência) na alta temporada. Não encontramos nem transfer e barco pro dia 1, então o passeio no glaciar Perito Moreno ficou pro dia 2. Sei que fomos inocentes de achar que no feriado em super-alta temporada conseguiríamos fechar o passeio um dia antes. Mas a verdade é que ficamos com medo de fechar um passeio tão caro antes de ir... Quanto ao Reveillon, a cidade de Calafate não oferece muita coisa, a não ser que você seja rico! Muitos restaurantes fecham e os que ficam abertos cobram um preço fechado para um menu de jantar com uma bebida. Preços variam entre 1200 pesos até 100 dólares. Como bons brasileiros, compramos vinho e empanadas sentamos numa mesinha na rua e agregamos mais brasileiros (a princípio estávamos em 6 e no final da noite viramos uns 30!) e fizemos uma grande festa. Definitivamente, o Reveillon mais animado da cidade. 01/01 No dia 1, após todos reviverem de uma forte ressaca de vinho do ano novo, decidimos ir passear no lago argentino. Encontramos a Laguna Nimez, que acabou se tornando um passeio bem interessante. Normalmente é cobrado uma taxa de 350 pesos pra entrar. Mas como era feriado a bilheteria estava fechada, então fomos entrando. É uma trilha bem plana e bem demarcada e dava pra observar pássaros, flamingos e outros animais em cerca de 3km de trilha. Não é um passeio essencial na cidade, mas se estiver procurando atrações na natureza, essa pode ser uma delas. Mas acho que não vale o valor da entrada cobrada, se tivesse que pagar não teria achado que compensava. Saindo famintos desse passeio, fomos procurar restaurantes e descobrimos que nada abria antes das 19h! E muitos lugares estavam fechados (definitivamente, eles não gostam de trabalhar no feriado). Demos uma enrolada e aguardamos o restaurante Mi Rancho abrir. O que foi bom, já que esse é um restaurante bem bom a um preço justo em relação aos outros da cidade. Passeie pela rua principal, mas entre nas ruas perpendiculares e paralelas para encontrar restaurantes com preços melhores. Pedimos o cordeiro patagônico para duas pessoas e a quantidade foi adequada (660 pesos) e estava bem gostoso. O cubierto eram pãezinhos bem gostosos (40 pesos por pessoa) e no final ainda nos deram um copinho com sobremesa bem bom! Pedimos para beber uma coca e uma água e a conta final do restaurante para duas pessoas com 10% deu 960 pesos (mais ou menos R$100,00). 02/01 Fechamos o transfer para o Glaciar Perito Moreno com a Cal Tur. O valor do transfer ida e volta costuma ser 800 pesos. Como compramos com eles este transfer e a passagem de ida e volta para El Chalten, saiu tudo a 2100 pesos por pessoa (a passagem só de ida pra Chalten normalmente é 800 pesos). A saída do ônibus é às 9h da rodoviaria. O trajeto até o parque nacional dos glaciares demora cerca de 1h30. Assim que entramos no parque um funcionário entra no ônibus e vai cobrando a entrada do parque (700 pesos, somente no dinheiro). O ônibus nos deixou no estacionamento onde já compramos os tickets para o passeio de barco (mais 700 pesos) com horário agendado para 13h00, que foi o único horário restante. Os outros horários eram 10:45, 11:30, 13:00, 14:00 e 15:45 (eu acho). O nosso horário partiu um pouco o passeio, mas não foi de tudo ruim. Pegamos então o ônibus interno do parque e subimos para começar pelas passarelas de cima. Fizemos o caminho amarelo, que é o que tem a melhor vista para a frente do glaciar. Nenhuma foto consegue passar a beleza desse lugar! As partes de gelo ficam caindo, é bem impressionante! Ficamos um bom tempo ali apreciando e tirando fotos. Então seguimos pelo caminho azul para chegar ao porto e pegar o barco. Sobre o passeio de barco: dura uma hora e te dá uma outra perspectiva de visão do glaciar, mas não chega tão perto do gelo (pelo risco né) e é bem cheio de turistas mal educados que ficam se acotovelando por uma boa foto do glaciar. Achei que custou mais do que vale e não penso que seja um passeio essencial, mas é legal. Saindo do barco voltamos ao estacionamento e pegamos o ônibus interno pra voltar pra entrada das passarelas amarelas, fomos num café que tem lá e depois voltamos pras passarelas pra apreciar mais um pouco desse monumento da natureza. O ônibus da volta sai às 16h. Havíamos deixado nossos mochilões no guichê da Cal Tur e voltamos pra rodoviária pra só pegar as coisas, comemos numa lanchonete lá perto e já pegamos o ônibus pra El Chalten às 18h. São cerca de 2h30 de viagem. Considerações sobre El Calafate: a cidade em si não tem nada demais, é só uma rua principal cheia de comércio e agências de turismo. Pra mim, Calafate vale a estadia apenas para ir até o Perito Moreno. De resto, não vi nada muito demais e senti que é meio que aquele lugar que só quer explorar o turista. Chegando em Chalten fomos muito bem recebidos pela Verônica no Aires del Fitz (https://www.airbnb.com.br/rooms/16225590?adults=6&guests=1&s=eln11f4U) que nos recomendou jantar no La Tapera. Ficamos MUITO satisfeitos com esse restaurante. Atendimento muito simpático, ambiente legal e comida boa e farta! Nesse dia pedimos o Chorizo (acho que o prato era uns 600 pesos) pra dividir e ficamos bem satisfeitos. Acho que a conta deu cerca de 800 pesos para o casal (bebemos uma coca e uma água). 03/01 Decidimos fazer nesse dia a trilha pra Lagunal Los Tres com a vista pro Fitz Roy, de cerca de 24km. Acordamos com um dia lindo e ensolarado, com a visão limpíssima do monte e não podíamos perder essa oportunidade! Compramos a comida do café da manhã e sanduíches pra levar pra trilha numa padaria na rua San Martin (perto da Mathilda, onde não recomendamos tomar café da manhã se vc estiver com pressa). Uma menção honrosa pra essa padaria que vendia empanadas bem boas a 35 pesos, conitos de doce de leite a 10 pesos (1 real !!!!), sanduíches a 60 pesos e tudo lá era muito gostoso! Sobre a trilha, já aviso: é uma trilha de intermediária a difícil! São um pouco mais de 10km para chegar a laguna Los Tres, sendo os primeiros 2km de trilha de uma subida razoável e o último 1,5km de uma subida pesada, de pedras. Gastamos um pouco mais de uma hora só nesse último km. Mas a vista da trilha como um todo tem partes bem bonitas com miradouros que dão vista pro Fitz Roy. Se não quiser encarar todos os km até a lagoa, dá pra fazer cerca de 4km até os miradouros e a Laguna Capri, que tem um camping. Voltamos mortos dessa trilha e voltamos ao La Tapera para aquela jantinha reconfortante. Dessa vez pedimos um prato pra cada e eu pedi a truta. Estava muito boa e bem servida também! A conta final para o casal deu cerca de 1200 pesos. (namore com alguém que olha pra vc como o Pedro olha pra um prato de Chorizo!) 04/01 Em estado de recuperação do dia anterior e como ainda teríamos o circuito W em Torres del Paine pra fazer, decidimos fazer um dia leve e nos preservar. O dia também estava lindo e ensolarado e saimos andando pela cidade para resolver algumas coisas e curtir o dia. Fomos a um supermercado pra fechar as comidas pro torres e pra prepararmos um sopinha a noite pra fortalecer a imunidade! Haha! Precisávamos também de comprar o gás para o fogareiro. Fomos na loja de materiais esportivos perto da entrada pra trilha do Fitz Roy. O gás custou 200 pesos e comprei ainda uma faixinha de cabelo/pescoço (85 pesos) e um protetor de frio pras orelhas (90 pesos). A loja tem muitas roupas boas de frio, de marcas, mas são tão ou mais caras que no Brasil. Sentimos muita necessidade de bastões de trekking (utilizamos paus de madeira no Fitz Roy) mas estava bem caro (cerca de 2300 pesos o par). Bateu um grande arrependimento de não termos comprado os de 30 reais na Decathlon no brasil. Também levamos algumas roupas na lavanderia, cerca de 12 peças custaram 250 pesos (cerca de 3 reais). Após finalizarmos nossos afazeres, só queriamos curtir o sol. Sentamos no Burger and Beer, lugar muito agradável. Pedimos um pint de cerveja IPA (150 pesos), um hambúrguer (270 pesos) e uma porção de batata. Tava tudo muito bom! A intenção era pescar nesse dia (tinhamos dois pescadores no grupo) e então seguimos pro rio de las vueltas. Só que estava uma ventaniaaaa de carregar a gente. A pesca não foi muito bem sucedida. Quando sem vento, é um lugar agradável pra fazer um piquinique a beira do rio. Com os planos frustados, voltamos a cidade e fomos curtir o happy hour e aproveitar a vista com sol refletindo nos montes que cercam a cidade. Sentamos então no Cayetano que também serve um boa cerveja artesanal (2 pints por 200 pesos no happy hour). Tomamos muito sol na cara (de ficarmos vermelhos!) e passamos frio e então seguimos pra casa. Considerações sobre El Chaltén: Que cidade FOFA! Queria ter ficado mais tempo e é a cidade da Patagônia que fui embora com mais vontade de voltar. É realmente a capital do trekking e tem opções pra vc fazer uns 3 dias de trilha. Como as trilhas saem praticamente de dentro da cidade é tudo muito acessível (não cobram entrada) e é bem conservado. Achamos as pessoas bem mais simpáticas, preços muito mais baratos que em el Calafate e uma cidade muito mais acolhedora. Tudo bem que demos MUITA sorte com o clima, mas acho que ficaria pelo menos uns 3 dias inteiros em Chaltén, fácil fácil. 05/01 Pegamos o ônibus de El Chalten para El Calafate às 08h da manhã e chegamos às 10h30. Tínhamos um ônibus para Puerto Natales às 16h30 com a Bus Sur. Achamos bem absurdo que queriam nos cobrar 30 pesos por mochilão para deixar lá até o horário do ônibus e 20 pesos para imprimir a passagem. Fomos então pro airbnb que ficamos e pedimos pra deixar as bagagens lá. Eles foram super solícitos e ainda conseguimos imprimir umas coisas que precisávamos a 10 pesos por página. A programação do dia era arrumar a bota da nossa amiga, almoçar e descansar pela cidade. Almoçamos ao lado da nossa padaria preferida (não lembro o nome, mas era na rua 9 de Júlio perto da esquina com a avenida principal) que tinha um bom custo benefício no prato do dia a 220 pesos. Era um nhoque a bolonhesa e uma bebida. Pedimos também um chorizo com arroz que esqueceram de temperar (foram 3 saquinhos de sal!) e o chorizo não era aqueeeeele chorizo argentino, mas era um bom bife. No fim a conta deu 630 pesos pra dois. Comida bem razoável a um preço razoável. Compramos comidas na nossa padaria preferida e seguimos viagem. Fomos pra Puerto Natales, onde só passamos a noite e no dia seguinte fomos para o Parque Nacional Torres del Paine realizar o circuito W de trekking, onde passamos 4 dias. Pra mais informações sobre essa parte da viagem fiz um relato separado. ACESSE AQUI. Vou seguir esse relato aqui a partir do dia da nossa viagem de Puerto Natales a Ushuaia. 09/01 O dia seria de 14h de viagem de ônibus de Puerto Natales até Ushuaia. Viajamos pela Bus Sur e se vc olhar no site deles, só existe esse trajeto 3x na semana (mesmo em alta temporada). Mas uns dois meses antes de viajar, entramos em contato por email e nos falaram que teria como fazer esse trajeto, mas mudaríamos de ônibus duas vezes. E assim foi! Saímos de Puerto Natales 06:45 e fomos deixados no meio da estrada após umas 2h, onde um outro ônibus nos pegou e seguimos pra Rio Grande. A viagem é bem demorada por essas trocas e pelas saídas pra imigração na Argentina e Chile. Apesar de uma viagem longa não é tão cansativa. E após o Torres tudo que queríamos era ficarmos mais quietinhos mesmo. Em Rio Grande então pegamos uma van para enfim chegarmos em Ushuaia. Descemos no centro e fomos logo jantar um cordeiro patagônico no restaurante Casimiro Biguá. A comida é bem boa e ele é mais barato em ushuaia do que em el Calafate! Pedimos o cordeiro com uma guarnição, um vinho pra 4 pessoas e a conta pra dois ficou em 1600 pesos. Tiramos aquela fotinha na placa do fim do mundo e seguimos pro nosso airbnb, que merece um destaque! Apesar de um pouco afastado do centro (1,6km) a casa beagle (https://www.airbnb.com.br/rooms/15312978?adults=6&guests=1) oferece todo o conforto e aconchego de uma casa de família! Além da magnífica vista pro canal de beagle, sendo presenteados por incríveis pôr e nascer do sol! 10/01 Não fui esperando muita emoção e empolgação de Ushuaia. Os passeios que nos foram muito recomendados foram o Glaciar Martial, barco pelo Canal de Beagle e Laguna Esmeralda. Dado nosso cansaço acumulado do Torres, decidimos ficar nessa programação padrão pros nossos dois dias. Pegamos o contato de um remis que nos acompanhou por todos esses dias. Fechamos com ele o passeio pro Glaciar Martial na manhã do dia 10 e compramos o passeio de barco pras 15:30 desse mesmo dia. De manhã fomos nas empresas pra fechar o barco antes de ir pro glaciar. Existem alguns tipos de passeio de barco, o mais curto de 3h que vai só até o farol do fim do mundo, e o mais longo de 6 horas que vai até a pinguinera (a ilha que tem os pinguins). O passeio mais curto custa em média 1600 pesos e o longo 2400. Ficamos meio em dúvida sobre qual fazer e se fazer esse passeio. Como éramos um grupo de 6 e pagaríamos no dinheiro, conseguimos o passeio longo por 2000 pesos (o que ainda é muito dinheiro, uns 200 reais). Fomos então com o remis pro Glaciar Martial. No verão o glaciar ainda tem gelo, mas é preciso subir uma boa trilha de quase 1h pra chegar até lá. Como não estava me sentindo muito bem nesse dia, não subi tudo, fui até uma parte e voltei para o café pra esperar o resto do grupo. Quem foi se divertiu escorregando no gelo mas disse que não foi essa coisa toda lá muito empolgante. Nosso remis nos levou então de volta a cidade e nos deixou num ótimo lugar pra almoçarmos hambúrguer, batata frita e uma cerveja artesanal (330 o menu da promo) no Buena Birra! Gostamos muito! E então seguimos pro barco. É preciso pagar uma taxa portuária de 40 pesos por pessoa pra entrar e a fila estava bem grande e uma grande confusão! Por fim, entramos no barco e o passeio começou. Passamos pela ilha dos pássaros, a ilha dos leões marinhos, o farol do fim do mundo e aí eram 1h30 de viagem até a pinguinera. Na morte que nos encontrávamos e o frio que fazia fora do barco acabamos dormindo todo esse trecho! Haha! Tem uma guia que vai contando a história do local e dos animais. Quando estava chegando na ilha dos pinguins ela avisa e todos fomos passar muito frio lá fora e ver os animais da Antártida! Conseguimos ver duas espécies e eles são realmente animais interessantes. Esse tempo de observação dura uns 20 a 30min e voltamos então pro barco pras 3h de viagem de volta. E adivinha o que fizemos?! Zzzzzz! Hahaa! (Sim, pagamos 200 reais em um passeio pra dormir a maior parte do tempo!). Ainda não me decidi se é um passeio que vale a pena... é definitivamente caro pro que é. É muito tempo de passeio pra ser interessante só durante 1h, das 6 horas que ficamos no barco! Mas assim, onde mais eu veria uma ilha cheia de pinguins?! Se estiver com o dinheiro destinado ao passeio, acho que vale a pena. Mas se estiver contado e com outros interesses, talvez seja melhor fazer outra coisa mesmo. Por fim voltamos e jantamos mais uma vez no Casimiro, dessa vez o chorizo. 11/01 Nesse dia havíamos fechado o remis pra nos levar para a Laguna Esmeralda, que seria o último trekking da viagem. A entrada pra trilha fica a uns 20min de carro do centrinho da cidade. Não me lembro bem, mas acho que pagamos 700 pesos por carro (ida e volta da laguna esmeralda e o transfer pro aeroporto no dia seguinte. Fizemos uma negociação louca lá com ele). Sobre o trekking pra Laguna Esmeralda: são cerca de 9km total e é uma trilha realmente beeeem tranquila. A maior parte é bem plana. O nosso problema foi que havia chovido um bocado na noite anterior, então a trilha estava bem lamacenta. Além do nosso cansaço acumulado, nossa falta de vontade de lanchar castanhas e as paisagens maravilhosas que já tínhamos vivenciado nos dias anteriores. Então foi uma trilha que fizemos um pouco só por fazer, pra cumprir cronograma. Não quer dizer que não é bacana e nem bonito! É tudo isso! Mas o estado de espírito em que nos encontrávamos não foi o melhor... haha! Fizemos a trilha com umas 3h a 3h30 e durante o percurso tivemos um incidente que nossa amiga enfiou metade da perna na lama! Então, na volta, um casal ficou na casa pra trocar de roupa e tal e os outros seguiram pro centrinho. Como chegamos no centro por volta das 14h30 a 15h, muitos locais já estavam fechados. Encontramos o Bar Ideal aberto e pedimos uma pizza brotinho pra cada. A pizza de parma era muito boa e acho que custou uns 200 pesos. Não queríamos comer muito pois mais tarde o plano era jantar uma centoja. Depois desse almocinho ficamos andando pelo centrinho da cidade, que não oferece muuuitas atrações. São mais lojinhas de souvenir e roupas de frio (muito caras). Por fim, estávamos com muito frio e cansados de andar na rua e entramos num café muito simpático (acho que chama Casa Olma, de dia um café e a noite um bar) e ficamos lá até dar a hora de ir pro restaurante jantar. Recebemos algumas recomendações de comer a tal da Centoja (ou king crab). Na noite anterior tentamos ir em alguns restaurantes que nos foram recomendados e estavam todos cheios. Por isso, neste dia decidimos por comer no El Viejo Marino que nos pareceu mais “raiz”. Chegamos lá pouco antes do restaurante abrir, às 19h, e já tinha fila na porta! O restaurante oferece o prato da centoja inteira com arroz e uma salada (cerca de 1000 pesos) e você pode pedir a entrada de mariscos por 230 pesos. Tem também pratos feitos com a centoja que parecem ser bem apetitosos, mas rola toda uma aventura de tirar a carne das patinhas e acaba sendo um jantar bem divertido! Hahaha! O restaurante é bem um negócio familiar e fomos muito bem recebidos! O filho do dono nos contou como ocorre a pesca dos animais, sobre a regulamentação de tudo e saímos bem satisfeitos com a experiência! Enfim, fim da viagem! Hora de fazer as malas, beber um vinho com o pôr do sol da Casa del Beagle, começar a saga de volta pra casa e voltar a vida real (mas precisando de férias pra descansar dessas férias! haha)!
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