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renanlouzada

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  1. 23/02 Infelizmente, hora de voltar pra casa. Acordamos bem cedo, pagamos o hotel e tomamos um último café da manhã na cidade, tomando um transfer em seguida para o aeroporto de Ushuaia. No caminho, ainda paramos para umas fotos. Quanto ao Hostel, nao achei muita coisa barata lá (busquei quarto individual com banheiro privativo). O Rio Ona foi um dos mais em conta. Num primeiro momento achei o proprietário um pouco ignorante, mas vi que era o jeito do cara mesmo.. nos demais ele foi bem prestativo em tudo que precisei, mas sempre bem quieto. Não era de falar muito. Aqui fica uma dica preciosa: SE PRETENDE COMPRAR ALGO EM AEROPORTO, AQUI É SEU LUGAR. Eu já havia comprado algumas coisas no freeshop Atlantico Sur, no centro de Ushuaia, mas te falo que muitas das coisas que comprei estavam mais baratas no Aeroporto. Eis que tive a brilhante ideia de pensar que, se ali estava mais barato, em Buenos aires estaria mais ainda. Erro meu. Muitas coisas estavam ate menos que a metade do preço no Aeroporto de Ushuaia quando comparado ao Aeroparque. Vacilei nesse ponto. Portanto, sugiro que, se forem às compras em freeshop, aproveite Ushuaia. Depois de quase 04 horas de voo, conexão em Buenos Aires e um almoço no restaurante DON JULIO. Caro, mas também sensacional a comida. Sem muito relato.. aqui foi só o almoço e a lamentação por não ter comprado as coisas no freeshop de Ushuaia. Depois, embarcamos para São Paulo. Na chegada em São Paulo tivemos uma infeliz notícia de que a bolsa havia sido danificada. Fizeram a “gentileza” de nos pagar R$ 100,00 pelo dano.. chegamos por volta das 21h e só conseguimos resolver isso umas 23h30min. Não queria arrumar problema ao término dessa viagem, tudo tinha sido quase perfeito. Nos hospedamos num hotel/motel chamado Guess Hotel/Motel. Também “próximo” do aeroporto, foi só desgosto. Cheguei lá, minha reserva feita há meses atrás não havia sido processada. Eu tinha o comprovante, o funcionário via o comprovante em seu sistema, mas não havia quarto disponível. Depois de uns 40 minutos de espera – já passavam de 0h50min, conseguiram um quarto para nós. Até que era novo, bem organizado, mas era nítida a carência de acabamento e atenção de quem projetou o ambiente. Mas, ignorei isso e fui dormir. Por fim, no dia 24/02, conseguimos embarcar de volta pra Vitória. E assim finalizou o tour pela Patagônia. Acredito que tenha ficado um pouco extenso, mas tentei ser o mais explicativo possível. Vou deixar também a minha planilha de gastos. Há muita coisa que poderia ser evitada, mas é pessoal. Então usem como parâmetro aquilo que seria comum (hospedagens, passeios, etc). Quando busquei informações, não encontrei, então espero que, se tenham dúvidas, estas sejam sanadas aqui. Um abraço a todos e boa viagem para quem estiver se planejando!
  2. 22/02 Mais um teste pro pé torcido e joelho bichado. Trekking à Laguna Esmeralda. Acordamos cedo e tomamos café no hostel e, por volta das 08h30min, o transporte nos buscou. Chegamos na base umas 09h30min, fizemos uma rápida reunião e, 15 minutos depois, começamos a caminhada rumo à Laguna. Menos subidas que Torres del Paine e, basicamente, metade da distância. Porém, o trajeto era um tanto quanto dificultoso. Lama, buracos, subidas, descidas e muita paciência. Mas tudo isso, preciso nem dizer que valeu a pena, ne? Havia um grupo de idosos dinamarqueses que faziam o trajeto como se fosse a coisa mais normal do mundo. Disposição demais de todos eles. FOTOS TRAJETO LAGUNA ESMERALD Apareceram do nada "treinando". São os mesmos do Vale de Lobo do dia anterior. Depois de umas horas de caminhada, neve, sol, chuva, lama, chegamos. A caminhada vale a pena. São vistas que, pelo menos por aqui, eu jamais teria a oportunidade. Ao chegarmos, achamos um lugar próximo à Laguna e comemos uns sanduiches e biscoitos, que foram nosso almoço. Ficamos cerca de 1h30min lá em cima e depois retornamos, tendo as mesmas dificuldades (só que muito mais cansado e sem ânimo pra ir embora haha) para descer. Tivemos que parar em alguns momentos por conta do joelho, mas conseguimos chegar todos inteiros na base. Dali, embarcamos na van e fomos embora pro hotel. Chegamos no hotel, exautos, mas ainda era “cedo”. Marcava por volta das 18h30min. Tomamos um banho e decidimos dar mais uma ultima volta na cidade. Fomos então ao Museu do Presidio. Tivemos pouquíssimo tempo.. cerca de 40 minutos apenas. Mas não tínhamos ido ainda e iriamos embora no dia seguinte, então aproveitamos pra ir assim mesmo. Deu pra conhecer um pouco da história do local, de como funcionou, etc. Sugiro um pouco mais de tempo no local. O museu não fala apenas do presídio em si. Conta histórias diversas de Ushuaia e de sua população, bem como da fauna, etc. Dali, não nos restava mais nada a não ser jantarmos. Fomos então ao restaurante “Christopher Grill & Cerveza”. Jesus, que comida! Pedi um bife que nem me recordo o nome e um filé de merluza negra. Ouvi histórias de que a verdadeira merluza negra não era encontrada ali.. se era a verdadeira, eu não sei, mas que tava deliciosa, putz.. E o atendimento foi excelente. Por fim, retornamos ao hostel para nossa ultima noite no fim do mundo.
  3. 21/02 Nesse segundo dia do pacote, em Ushuaia, pegamos o transporte e fomos para o os lagos escondido e Fagnago. É um passeio 4x4, é até animado, mas uma hora cansa kkk. Mas tem almoço (asado) incluído, rola um café da manhã também em uma das paradas. O visual é muito bonito, vale a pena o passeio. Finalizamos o mesmo em um centro de treinamento de cães puxadores de trenó, chamado “Valle de Lobos”. Fiquei impressionado com o “treinamento” deles: alguns correm até 50km POR DIA. E eu, morrendo pra fazer 5km.. hehe. Em ordem cronológica, primeiro fizemos uma rápida parada no Valle de Lobos, sem explicação alguma e sem ver os cães. Estava nevando, em pleno verão. Depois, fomos para o Mirador Paso Garibaldi, com uma linda vista do Lago Escondido. A felicidade de quem mora num lugar onde a temperatura não baixa de 20º e encontra neve no verão Dali, fomos descendo ao Lago Escondido, por um caminho coberto de gelo, cachoeiras e arvores na estrada.. algumas paradas com uma motosserra para tira-las do local e prosseguimos. Primeira parada foi no Lago Escondido.. passamos rapidamente e fomos depois para o lago Fagnago. Gigantesco. Lá, fizemos uma parada e tomamos um café da manhã. Calafate Depois, retornamos ao trajeto inicial e paramos, novamente, no Valle de Lobos. Almoçamos por lá (o famoso asado) e, depois, tivemos uma grande explicação de como são treinados os cães, como vivem, etc. Permanecemos la até por volta das 16h, retornando posteriormente para a cidade, tendo o transporte nos deixado na porta do hotel. Já no hotel, como ainda estava de dia, fomos até a praça Islas Malvinas novamente, com tempo aberto, para umas fotos melhores na placa USHUAIA hehe. Algumas fotos aleatórias no local e, finalizando a noite no restaurante EL VIEJO MARINO. Existem varias opções para se comer a tradicional CENTOLLA (King Krab), mas esse pequeno restaurante era o único (que eu vi) que tinha preço fixo pelo crustáceo. Custou cerca de 1200 pesos, salvo engano (tá na planilha ao final). Conseguimos comer em dois e ficamos satisfeitos. Obviamente: não sabia comer isso. Veio aquele bicho gigante com duas tesouras. Disfarcei, olhei nas mesas ao lado e não tinha ninguém comendo. Ou já tinha acabado ou ainda tava esperando. Por sorte, o dono estava na mesa do lado e, gentilmente, se ofereceu pra nos ensinar. Kkkk. E, assim, com sua ajuda, conseguimos comer. Vale a pena pela experiência: é até um pouco caro, mas você não vai achar isso no Brasil e, se achar, não custará menos de R$ 250,00. Eu paguei o equivalente a R$ 130,00 +- (no Chile também era bem mais caro). Fora que serviu a duas pessoas tranquilamente. Por fim, retornamos ao hotel e repousamos, já que o ultimo dia seria “mais puxado” fisicamente.
  4. 20/02 Para os três dias seguintes, optei por contratar um pacote de viagens com a empresa “Info de Ushuaia”. Paguei cerca de R$ 1000,00, individual, pelos três dias full de passeios. Nesse primeiro dia, logo pela manhã fomos até ao Parque do Fim do Mundo, com passeio pelo Trem do Fim do Mundo. Não desembolsamos mais nada, se não me falhe a memória. Renderam algumas fotos.. o passeio é monótono também. Cansa, mas a vista compensa. Depois, rodamos no ônibus em outros pontos turísticos. Fui sozinho, pois a chuva deu uma apertada. Prejudicou até o uso da câmera.. molhava a lente e era horrível pra limpar depois. Ai tirei umas pelo celular. Fomos até a Bahia Lapataia, ao lago Acigami e, por ultimo, na “agencia” dos correios do fim do mundo – aqui, vários brasileiros de moto chegando no local. Finalizamos pela manhã o passeio e fizemos uma rápida refeição no local chamado “MARCOPOLLO FREE LIFE”. Local barato, de comida leve. Depois, começaríamos talvez o passeio que mais me chamaria a atenção, porém o tempo não deu a devida colaboração. Por volta das 15h, entramos num catamarã rumo as Islas Lobo, Pajaro e Tierra del Fuego, além do farol do fim do mundo. Durou umas 04 horas de passeio e, mesmo com chuva, foi sensacional. Um frio de rasgar, ventando muito, mas o contato com a natureza daquele lugar foi top. Leões marinhos, aves nativas da região, pinguins e até uma baleia que deu o ar da graça bem próximo à orla, navegando lentamente há menos de 100 metros da embarcação. Mesmo com o mau tempo, iria de novo sem problema. Apreciamos tudo que pudemos. Ao desembarcarmos, fomos até a lanchonete MARCOPOLLO novamente. Preço bom, comida boa.. melhor alternativa hehe. Fizemos a janta por lá mesmo, e depois fomos para o hotel por volta das 21h30min. Pinguins de Madagascar? Intruso Kattegat ao fundo.
  5. 19/02 Primeiro dia em Ushuaia. Nesse dia ficamos livres pra fazermos o que quisermos. Então, rodamos a cidade, conhecemos alguns pontos dela. Há um free shop bem na rua principal. “Atlantico Sur Free Shop”. Vá por mim: VALE A PENA. E, dependendo, você encontra ainda mais barato no free shop do aeroporto. Só pra comparar: uma garrafa de absolut no Free Shop do Aeroparque, em Buenos Aires, e em Guarulhos, custava cerca de R$ 70 reais quando convertidos. No aeroporto de Ushuaia custava o equivalente a R$ 30,00. Dentre varias outras bebidas, comidas, perfumes, roupas, etc. Pela manhã, rodamos alguns pontos. Procuramos a famosa placa de Ushuaia – Fin del Mundo, e depois almoçamos no restaurante chamado “La Casa de Los Mariscos”. Observei que os preços por aqui eram bem mais em conta do que nas cidades Chilenas. A comida era boa, tomamos um sorvete de Calafate, bem gostoso também. Em determinado momento a cidade toda ficou sem energia, então almoçamos “à luz de velas.” Sorvete de Calafate Depois do almoço, fizemos um passeio de 1h num trem/ônibus que roda pela cidade, contando um pouco sua história. Monótono, mas já estávamos lá mesmo.. então fomos. Começou a chover assim que acabamos o passeio.. então retornamos pro Hotel, já era quase 18h. Estávamos bem cansados.
  6. 18/02 Uma das partes mais sofríveis da viagem. Ir a Ushuaia de avião, certamente, é a melhor opção. Mas, a agilidade é proporcional ao custo. Então, optei por enfrentar um ônibus por quase 12 horas. O problema: não sai de madrugada.. O ônibus saiu as 08h de Punta Arenas. Com cerca de 2h ou menos de viagem, realizamos a travessia em ferry boat do estreito de Magalhães. Uma bela vista durante todo trajeto. O “mar” azulzinho. Durou cerca de uns 30 minutos a travessia. Realizamos mais duas paradas nas fronteiras para verificação de documentação e bagagem, e depois de 12 sofridas horas, estávamos chegando em Ushuaia. O resultado é um dia perdido, porém MUITOS REAIS economizados. A passagem ficou em cerca de R$ 200 cada, quando de avião seria uns 1200 heheh. Mas também, há um porém: achar empresa de ônibus que faça o trajeto é muito difícil. Pesquise bem e compre, sem medo, com antecedência. Li uns dois ou três relatos de pessoas que orientam a comprar na hora. Vai por mim: se deixasse pra comprar na hora, estaria até agora em Punta Arenas. Não tinha ônibus. A empresa foi a mesma que vim de Puerto Natales a Punta Arenas: BUS SUR. Não são os melhores ônibus, mas nada a reclamar. Usem, como sugestão, o aplicativo/site BUS BUD para verificar algumas passagens. Agora, sim.. a cereja do bolo. Aqui passaria os últimos cinco dias da minha viagem. Chegamos na “rodoviária”, bem ao centro, por volta das 19h. Bem claro, por sinal: como toda a patagônia, o sol só ia embora por volta das 22h. Corremos até o Hostal (Hostal Rio Ona), fizemos checkin e deixamos as bagagens. Retornamos às ruas e deu tempo de ir até a Plaza Islas Malvinas, conhecer um pouco da historia e tirar uma foto na placa de Ushuaia (não ficou boa, voltamos outro dia). Depois, fomos procurar um lugar pra comer. Achei um restaurante que já havia visto um em El Calafate: CASIMIRO BIGUÁ. Caro, porém muito gostoso. Um garçom falava português fluentemente, conhecia até o Espirito Santo (“quem tira o mar de Minas Gerais”). Depois percebi que eles “filtram” os clientes por garçom: uns falam português, inglês, espanhol (!!), francês, etc.. Esse cordeiro patagônico... nossa mãe! Alimentados, voltamos pro hostal pra um descanso merecido.
  7. 17/02 Acordamos nesse dia com o intuito de ir ate o museu NAU VICTORIA, onde tem os navios réplicas 1:1 de Fernao de Magalhães e Charles Darwin. Visita interessante, um dos pontos “turísticos” da cidade. No caminho, passei pela base naval do chile e tirei umas fotos. Depois embarcamos em um uber e fomos pro centro da cidade de novo, esticando até o “Cerro de La Cruz”. Algumas fotos, pra despedir da cidade, e depois, retorno à casa. Ps.: Lugar que também vale a visita. Tem uma bela vista da cidade. Poupei dinheiro: a janta foi em casa. Pão com presunto e queijo. Rs
  8. 16/02 A missão do dia era ir até a zona franca e procurar por uma lente, pois não tinha menor possibilidade de passar o restante da viagem somente com a lente de distância. Fui feliz e encontrei uma 18-105 por aproximadamente R$ 800,00 já convertidos (no BR não seria menos de 1200, após rapida consulta em sites de buscas). E digo mais: comprem na zona franca. Os preços valiam muito a pena. Mas caso ainda tenham Ushuaia como próximo destino, esperem pra comprar por lá. Aproveitei pra almoçar la na zona franca mesmo. Nesse dia, comi no DOGGIS. Um fast food de cachorro quente. Tamanho aceitável, vem um pastelzinho muito bom e um sorvete. Deu pra satisfazer o almoço tranquilamente. Depois de dar uma rodada na Zona Franca, resolvemos dar uma volta pela cidade por conta própria. Fomos até o cemitério (apesar de ser um cemitério, é um cartão postal da cidade). Bem bonita a construção e as arvores existentes. Passamos pelo Monumento Al Ovejero e por alguns bosques, e muitos cachorros. Não há cachorro pequeno na patagônia. Todos são gigantescos. Fomos também ao Santuário Maria Auxiliadora. Uma bonita igreja que tinha ali no centro. Depois, uma volta na orla, com uma foto na placa de PUNTA ARENAS e alguns outros pontos e, por fim, casa. Dessa vez, em Punta Arenas aluguei pelo AIRBNB. Saiu mais em conta e não me faltou nada. Não consegui fotografar pois nao esperava ver, mas haviam muitos golfinhos na orla. Ninguém tinha me falado dessa possibilidade. hahaha. Ps.: sem paciência pra por marca d'agua em todas as fotos. Se por acaso alguém quiser usar alguma foto, apenas faça referência ao autor. Posso encaminhar as demais sem marca d'água.
  9. 15/02 Já indignado por conta da lente, procurei locais próximos que poderiam vender uma substituta pra mim, mas em Puerto Natales não tinha nada. Nesse dia, queria ter ido até a Cueva del Milodon e estar mais disposto a dar uma volta na cidade.. mas apenas fui até a “praia”, tirei umas fotos +- na estátua do Milodon, almoçamos e fui pra rodoviária tentar alguma informação sobre a lente. Vi alguns brasileiros de moto na cidade também. Noticia boa, noticia ruim. A mulher que trabalhava no guichê da empresa de ônibus que esqueci a lente, informou que fez contato com o motorista e ele confirmou a lente no carro, dizendo que deixou no painel do mesmo para que o próximo motorista do dia desse os devidos encaminhamentos. Solicitei a ela que, se possível, me enviasse até Punta Arenas. Ela disse que poderia. Nesse momento estava aliviado. Por volta das 17h, fui para Punta Arenas e chegamos umas 22h, se não me engano. E assim que chegamos, a mensagem da mesma funcionária: o motorista não sabia de quem era a lente, a deixou no painel do mesmo jeito mas alguém pegou. No Brasil eu não acreditaria muito nessa versão, mas vi boa vontade neles.. enfim, perdi. Em Punta Arenas ventava demais!! Mas fomos comer, assim mesmo. Encontramos uma casa de lanches artesanais de nome KARTEN PASH. Comi um hambúrguer de cordeiro, muito bom. Não vendia bebida industrializada: só os sucos feitos por eles (geralmente misturados). Depois do lanche, retornamos pra casa. E com muito vento!
  10. 14/02 Um dos passeios mais esperados, tanto pela beleza quanto pelo sofrimento. Acordamos bem cedo, tomamos um café no hostel e fomos para a rodoviária. Saímos por volta das 07h20 de lá, em direção à Torres del Paine. Deu pra dar uma cochilada. Chegamos por volta das 08h30m, se não me engano. Daí em diante, sem sinal de internet. Só se pagar no acampamento, mas era muito caro e não achei necessário. Após o cadastro, seguimos em outro ônibus até a base das torres, onde tem um primeiro acampamento e é o ponto de saída. Ali começou a subida. O tempo não colaborou muito. Às vezes, dava uma chuvinha bem fina, mas na maior parte do tempo esteve nublado e com um vento gelado. Eu, com o pé torcido, e minha namorada com o joelho ruim. E, pela frente, 10km de subida (depois, 10km de descida). Porém, cada passo era válido. A vista foi perfeita do começo ao fim. Depois de praticamente 05 horas subindo, fomos contemplados com as torres. Um pouco escondidas nas nuvens, mas era espetacular. Não queria descer pra não perder aquela vista... e enfrentar os 10km de retorno.. mas vamos nós. Após quase 5h descendo também, com muita dor no pé e muita dor no joelho, conseguimos chegar na base. Em cima da hora para o último ônibus de retorno. Lembrando: fomos por nossa conta, nada de agencia de turismo. Pegamos ônibus de linha e fomos. Vale muito a pena e, pra quem tem disposição pra uma boa caminhada, é a melhor maneira. Existem os circuitos a serem feitos... mas por falta de tempo e disposição, nem cogitei. Leva mais de 01 dia. A parte triste: voltei tão cansado que apaguei no ônibus das torres até Puerto Natales. Como estava com minha câmera profissional, por conta da preguiça preferi guardar a lente no bolso do casaco e não na mochila dela.. acordamos na rodoviária destruídos. Saí do ônibus e fui pro hotel, tomamos um banho e fomos jantar. Até o presente momento, o melhor cordeiro que comi na vida, nesse restaurante chamado "El Asador Patagonico", em Puerto Natales. Só fui dar falta da lente original (18-55) no dia seguinte, no hotel. Fiquei apenas com a lente de fotos distantes (55-200). Triste.. algo tinha que estragar o passeio hehe.
  11. 13/02 No ultimo dia na cidade de El Calafate, optei por um “free walking tour” no estilo “DIY”. Escolhi mais ou menos o que ver, contratei um taxi para os locais mais distantes e consegui, praticamente, conhecer toda a cidade. Dois dias (inteiros) são suficientes para os melhores e principais pontos da cidade. Vou aproveitar e por as fotos relativas ao Hotel. Deixamos as coisas na recepção do hotel para podermos rodar a cidade. Por sinal, acredito ter sido a melhor hospedagem de toda a viagem. Um pouco mais caro, claro.. mas compensando em tudo: vista, atendimento, conforto. Após a caminhada, almoçamos no restaurante chamado La Lechuzita. Comemos em lugares melhores.. rs. Depois, tomamos um sorvete na sorveteria LAS OVEJITAS. Diversas opções. Lugar para conhecer o sorvete de calafate.. hehe. Recomendo a ida. Na parte da tarde do dia, por volta das 16h, embarcamos em um ônibus da empresa BUS ZAAHJ com destino Puerto Natales, no Chile. Importante salientar que, nesse ponto, tive MUITA DIFICULDADE em achar qualquer informação acerca do transporte entre El Calafate x Puerto Natales. Só consegui, de fato, encontrar essa empresa, faltando umas 3 semanas pra viagem. Ônibus confortável, viagem tranquila. Faz duas paradas: na fronteira pela parte da argentina e, depois, na parte chilena, onde são bem rigorosos. Não se pode entrar com nada de origem animal ou vegetal (não me deixaram entrar com uma maçã!). Nas duas paradas ventava MUITO! E não achei demorado.. levamos cerca de 20 minutos em cada parada. Por volta das 22h, chegamos a Puerto Natales e fomos direto para o HOSTEL VAIORA. Simples, porém bem recebidos e não nos faltou nada. Aliás, como era a primeira cidade chilena, eu ainda não havia feito câmbio de moeda. Cheguei com pesos argentinos e uns poucos dólares, que a dona do hostel trocou pra mim na cotação atual em pesos chilenos, pois no dia seguinte logo pela manhãzinha iríamos para Torres del Paine, e lá precisava de pagamento em “efectivo”, ou seja, não aceitava cartão, somente dinheiro e em moeda local. Finalizei com uma cerveja chilena pra dar sorte. Praticamente só foto nesse dia, pois nao tem muita coisa a ser narrada. Grande parte do dia foi viajando.
  12. Boa tarde, mochileiros. Decidi tentar compartilhar com os senhores um pouco da minha experiência nesse segundo "mochilão". Tinha 15 dias de férias para tirar e estava muito em dúvida sobre qual roteiro traçar. Estava quase decidido a ir para a Costa Rica e Panamá, quando no dia da compra, decidi por ir para a Patagônia. Já tinha ido à Argentina, mas não ao sul. Conhecia apenas Buenos Aires. Pois bem, iniciou-se, então, em novembro/2017, o planejamento para essa viagem de fevereiro/2018. Fui com, à época, minha namorada, então algumas coisas saíram mais caras do que era esperado - optamos por quartos individuais e com banheiros privativos em todos os casos. Tive dificuldade em colher algumas informações, mas vou tentar repassar tudo da melhor forma aqui pra quem, por ocasião, quiser fazer um roteiro similar e tiver as mesmas dúvidas. Nossa viagem começou dia 10/02, saindo de Vitória/ES para São Paulo. PS.: MUITAS FOTOS. Nosso roteiro foi: - Vitória x São Paulo (aéreo) - São Paulo x Buenos Aires x El Calafate (aéreo) - El Calafate x Puerto Natales (ônibus) - Puerto Natales x Punta Arenas (ônibus) - Punta Arenas x Ushuaia (ônibus) - Ushuaia x Buenos Aires x São Paulo (aéreo) - São Paulo x Vitória. (aéreo) Custos de passagem: R$ 3100,00 para duas pessoas, aproximadamente. Saindo de Vitória, tomei uma decisão que não havia seguido nas viagens anteriores: preocupado com a minha namorada, fiz seguro de viagem para nós dois. R$ 125,00 cada. Detalharei a seguir. Chegamos em São Paulo, após voar pela AVIANCA, por volta das 21h. Pelo Booking, localizei um motel/hotel relativamente perto do aeroporto. Só não sabia que, apesar de perto, era mal localizado. O nome do estabelecimento era: VISON MOTEL. Para a proposta, pernoitar apenas uma vez até que não tive problema. Lugar relativamente tranquilo PRA DORMIR. Se não me engano, custou R$ 50,00 a pernoite para nós 02. Chegamos tranquilamente com Uber no local. Apesar de "próximo", estávamos cerca de 20 minutos do aeroporto. Acima, umas fotos do quarto em si. 11/02 A luta, porém, foi para, na manhã do dia seguinte, conseguir ir para o aeroporto. Tentei por 05x chamar um Uber e todos cancelavam a corrida. O tempo passando e eu, como não conhecia nada ali, ja estava ficando desesperado com medo de perder o voo. Quando, na sexta tentativa, assim que o motorista aceitou eu liguei e expliquei que queria ir para o Aeroporto pegar um voo internacional. Assim, com 5 minutos ele chegou. E então me explicou a razão de ninguém aceitar a corrida: o local era periferia e, geralmente, dali as pessoas iam para o interior de favelas. Perigo de não conhecer a cidade onde vai se hospedar.. mas enfim. Tudo certo, embarcamos em voo pela LATAM para Buenos Aires, chegando por la aproximadamente as 10h. Descemos no Aeroparque. Como eu já havia comprado o chip de internet EasySim4u, procuramos uma loja da Personal para comprar um chip para minha namorada, apenas para se comunicar via whatsapp, já que fotos e videos seriam enviados tudo pelo meu chip. Encontramos um por cerca de R$ 60,00. Funcionou por toda a viagem. Ps.: todos os valores serão informados ao final, com uma planilha detalhada que fiz. Por fim, após algumas poucas horas de espera, embarcamos em outra aeronave da LATAM para, agora, com destino a El Calafate, nosso primeiro ponto de parada. Chegamos nessa bela cidadezinha por volta das 16h local e dividimos um transfer com dois chineses (nunca vi tantos!!!!) até o centro da cidade, ficando mais precisamente no hotel TERRAZA COIRONES. Uma bela vista. Mas falo dele a seguir. Nao perdemos tempo: deixamos as coisas no quarto e partimos para o centro da cidade, onde conseguimos um transporte (gratuito. A cidade oferece!! Não paguem por isso!) até o Glaciarium. Apesar de já um pouco tarde, conseguimos chegar a tempo. Não me interessou muito o museu, então fui apenas para o Bar de Gelo. Algo extraordinário e inimaginável, até então - como muitas outras coisas vistas. Todo o bar é feito de gelo, como puderam ver nas fotos. Temperatura varia entre -5 a -7ºc e, para permanecer pelos 30 minutos que permitem, é necessária a utilização dessa roupa estranha que parece de astronauta. É possível desfrutar de alguns drinks feitos na hora, já inclusos no valor da entrada do bar. Finalizada a experiência, esperei por alguns minutos o transfer chegar para retornarmos à cidade. O Glaciarium fica uns 20 minutos do centrinho. E a vista, pelo lado de fora, já estava me empolgando. Muito bonito o visual. Finalizada a ida ao Glaciarium, voltamos ao centro e conseguimos dar uma caminhada pela cidade, visitando alguns rápidos pontos. Demos uma volta (sem comprar nada) no “Paseo de Artesanos” e “La Aldea de los Gnomos”. Há algumas coisas legais, até vale a pena comprar. Mas como tinha acabado de chegar, não estava disposto a comprar nada até então. Por fim, fui para uma cervejaria artesanal que pesquisei antes, a fim de comer e, claro, tomar um gelo. O nome do local é LA ZORRA TAPROOM. Recomendo. O preço não é dos mais baratos, mas não espanta. Um lanche foi suficiente para cada um, além de uns dois chopps. Na foto, inclusive, o relógio já marcava 21h40. E o sol tava ali, firme e forte Dia 12/02 No segundo dia, acordamos cedo e tomamos café no próprio hotel, partindo em seguida junto ao transfer para o passeio no Perito Moreno. Antes de andar na geleira, contudo, foi feita a visita ao Parque Nacional Los Glaciares, onde, a partir das passarelas existentes, se vê e observa a geleira, que em alguns momentos se rompe e te permite ter uma das vistas mais belas possíveis. O barulho, quando acontece, parece um trovão. Difícil explicar. Hehe. Dali, partimos para um porto onde entramos numa embarcação rumo à base do Perito Moreno, onde começaríamos a caminhada pelas geleiras. Aqui vai uma observação: existem dois tipos de passeios que se podem fazer: o Mini Trekking, que tem duração aproximada de 1h30min, e o Big Ice, que dura pouco mais e “entra” nas cavernas de gelo. Porém, isso também depende do dia, pois a geleira se modifica sempre e, às vezes, pagarão mais pra fazer o Big Ice e não terá tanta coisa diferente. Eu fiz o Mini Trekking e, pessoalmente, saí bem satisfeito. As empresas de turismo, pelo que me constou, revendem o pacote da empresa “Hielo y Aventura”. Eu comprei direto dela, o preço é tabelado então é tudo a mesma coisa. Por fim, após o passeio de dia todo (necessário um dia somente pra isso), retornamos à cidade. Fomos ao hotel, tomamos um banho e, depois, fomos jantar. Ainda tinha sol: escurecia em quase todos os pontos da patagônia próximo das 22h. Lembra que falei lá no começo do seguro de viagem pra minha namorada? Então.. saindo do hotel, consegui a proeza de torcer o pé na escada. O pior não foi nem a torção, foi o barulho como se tivesse quebrando algo. Com sangue quente, fui mesmo assim pra rua e fomos jantar num restaurante chamado El Ovejero. Comi, bebi, andei mais e, por volta das 22h30m, retornamos pro hotel. Aí, sim: DOR. Tomei banho, deitei na cama e começou uma dor intensa no pé. Inchou demais, quase dobrou de tamanho. Tentei aguentar por uma hora a base de uns remédios que levamos e gelo, mas estava impossível. Fomos até o hospital local e, graças ao seguro de viagem (!!), fomos atendidos e liberados (cerca de 1h20m entre atendimento, medicação e liberação). Compensou um pouco, pois a consulta e os medicamentos ficariam em cerca de R$ 180 reais. Economizei R$ 55,00, no caso.. enfim. Fui pro hotel já com a dor tranquilizada e o inchaço diminuindo. O desespero seria pelo que viria mais à frente.
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