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Ana Caroline Cunha

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Sobre Ana Caroline Cunha

  • Data de Nascimento 16-07-1994

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  1. Olá! Como vocês estão?! No final de 2018 eu estava morando no Reino Unido, mais especificamente em Londres. Em Outubro eu e meu ex namorado começamos a procurar algo para fazer nas férias dele. Foram várias análises, possibilidades, roteiros, até que concordamos em ir para a Escócia com um casal de amigos dele. Organizamos a viagem mais ou menos uma semana antes de ir e foi um estilo novo e diferente de tudo que eu já tinha feito: iríamos passar uma semana dormindo em uma campervan. Vou compartilhar com vocês todos os detalhes dessa viagem que foi a maravilhosa troca que acontece entre culturas, já que meus parceiros desses dias eram todos Australianos e para eles tudo era muito normal. Já eu, fui inserida em um ambiente completamente novo. Algumas informações gerais: Viagem realizada em outubro de 2018 A nossa saída foi de Londres Passamos 7 dias Não gastamos com hospedagem, nós 4 dormimos em uma campervan, que eu já contei aqui nesse post como foi a experiência Vou colocar os valores em Libra gastados em 2018, com a variação cambial é muito difícil converter para real (principalmente agora, com esse vírus solto por aí e dificultando a vida de quem ganha em real kkkkk). Na época, eu lembro que fiz o cálculo e o resultado foi cerca de R$ 1.500,00!!!! Eu estava muito resistente a essa viagem por vários motivos, mas ao final foi uma das experiências mais legais que eu tive e abri muito minha mente Vamos ao meu relato dos dias na Escócia? Eu saí de Londres em um ônibus noturno até Edimburgo, custou 37,70 libras ida e volta. Fomos com a empresa National Express, é cansativo passar a noite no ônibus, quase não dormi mas é a forma mais barata de transporte. Nossos amigos foram de trem, a viagem é de 4h e muito mais cara. Chegamos em Edimburgo cedo e os outros só chegavam meio dia, então tínhamos a manhã livre para turistar até encontrá-los e ir buscar a campervan. Essa foi a primeira vez que cheguei em um lugar sem absolutamente nada definido, foi bem engraçado. Já peguei um desses mini guias que estava distribuído na rodoviária. DIA 01 - EDIMBURGO E ST. ANDREWS Como chegamos de manhã cedo, fomos logo procurar um lugar para tomar café da manhã. Se tem algo que eu amo no Reino Unido, são os cafés da manhã estilo inglês/europeu. Achamos um lugar bem recomendado pelo aplicativo Yelp e depois de encher a barriga, saímos andando por Edimburgo. Eu simplesmente AMEI essa cidade. É uma capital com todas as características esperadas de um país antigo, mas muito mais aconchegante sabe? Não é aquela loucura de cidade grande como Londres. Conseguimos fazer tudo a pé, carregando as mochilas nas costas haha Fomos andando por vários monumentos até chegar ao castelo. Não entramos porque custava mais de 17 libras e não podia entrar com mochilas grandes, fica para a próxima. Era bem grande e parecia ser interessante. Uma segunda coisa que descobri para visitar em Edimburgo, eram referências de Harry Potter. Dei um Google e descobri que estávamos perto de várias! Tem o cemitério que deu nome a alguns personagens da série como Tom Riddle, duas cafeterias que dizem que J.K. Rowling escreveu os livros, entre outros. Com tempo na cidade, tem os "free walking tour" direcionados a esses pontos. Essas são promovidas a pé, por guias locais, de forma gratuita, mas que ao final espera-se uma gorjeta ao guia de acordo com o trabalho realizado. Com o fim da manhã, encontramos nossos amigos e pegamos a Campervan. Paramos no mercado para fazer as compras e seguimos para St. Andrews. Essa é uma cidade costeira que é referência em golfe e tem a famosa universidade em que o príncipe William e Kate se conheceram. Andamos um pouco por lá pela universidade, pelo castelo que tinha acabado de fechar e seguimos até o pier. Como o dia já estava praticamente no fim, seguimos dirigindo até Perth. Chegamos a noite, encontramos um estacionamento público apropriado para passar a noite e jantamos pizza. Acabamos não vendo nada em Perth, infelizmente porque parece ser uma cidade bem fofa! Apenas dormimos porque estávamos todos exaustos. DIA 02 - ROADTRIP ESCÓCIA Esse foi o dia que começamos a fazer trilhas pelas Escócia. Acordamos, tomamos café e seguimos para Dunkeld, mais especificamente uma trilha chamada The Hermitage. No outono, as folhas caídas e o cenário alaranjado me impressionou. Essa é uma trilha curta, cerca de 30 minutos e muito fácil, mas por paisagens lindas. Uma caminhada tranquila, que fizemos até com chuva durante o trajeto mas recomendo a parada. Não muito longe, seguimos para a segunda parada do trajeto, chamada Faskally Forest. Essa é uma que não recomendo tanto. É para ser uma floresta encantada, então a noite e com crianças deve ser bem divertido pois tem um show com luzes e música. Fizemos mais uma caminhada circular e seguimos para Inverness. Gostaria muito de ter passado uma noite nessa cidade, ela é um pouco maior e é uma delícia! Entramos apenas na igreja St. Andrews, porque nosso objetivo era visitar o Lago Ness nesse dia também. Vale citar que caso não esteja planejando um roteiro como esse de campervan, Inverness é a cidade mais perto do monstro do Lago Ness hahaha Seguindo nosso caminho, cometemos um grande erro. O Loch Ness é um lago enorme, com mais de 30 km de distância. Quando já estávamos no meio dele, percebemos que pegamos a estrada errada! É possível ir pelos dois lados e em um deles é possível pegar um passeio de barco, visitar o Castelo Urquhart, entre outras atrações turísticas. Mas no lado que estávamos, não tinha nem espaço para parar! Quando percebemos o erro, iríamos perder muito tempo para voltar todo o caminho, então continuamos até encontrar algum lugar para parar e pelo menos chegar um pouco mais perto do Lago: Decepcionados e com o fim do dia, seguimos mais um pouco até encontrar o Eilean Donan Castle. É muito bonito e demos a sorte do sol estar se pondo, criando um clima bem gostoso e compensando um pouco o que perdemos na parada anterior. Não entramos no castelo, até porque tinha acabado de fechar, mas essa é uma opção também.  Chegou a hora de seguir até encontrar um lugar para dormir e foi a noite que paramos ao lado da rodovia, em frente a um cemitério hahaha. Cozinhamos nossa janta embaixo de chuva e vento, dormimos cedo. DIA 03 - ISLE OF SKYE No terceiro dia, entramos oficialmente na Isle of Skye. Começamos parando na Sligachan Old Bridge, que foi uma sugestão minha. Estava chovendo, então paramos rapidinho só para umas fotos. É bem bonito ao redor, se não tivesse chovendo daria uma caminhada mais longa. Continuamos até Old Man Storr, a primeira trilha maior do roteiro. Foram 2h, cerca de 4.5 km e a grande dificuldade do percurso foi a chuva, vento e frio, mas a vista compensou do mesmo jeito. A trilha é muito bem demarcada e aberta, não tem como se perder e não tem segredo. Só seguir o caminho! Lembrando que o casaco GG impermeável foi um patrocinio do meu ex namorado hahahaha Quando terminamos a trilha, fomos até Kilt Rock and Mealt Falls Viewpoint, que é uma cachoeira caindo no mar e o vento quase me deixou sem celular! Hahaha. O estacionamento é super perto desse mirante, então não tem segredo! Fácil acesso, com uma paisagem incrível. Além disso, tem umas pegadas de dinossauro que foram encontradas por lá e estão sinalizadas A segunda trilha do dia foi a chamada Quiraing. Como já estava mais tarde, o vento estava ainda mais intenso. Novamente parecia que eu ia ser carregada e em vários lugares tivemos que ser bem cautelosos. O total é 6.8km, mas a gente não fez tudo porque as condições climáticas não estavam boas, andamos por cerca de 2h novamente. Se tivéssemos chegado um pouco mais tarde, provavelmente nem seguiríamos o percurso, o vento estava MUITO forte. Novamente, a paisagem compensou todo o esforço. Foi um dos dias mais pesados para mim que não era acostumada com trilhas e grandes caminhadas, que foram dificultadas pela força do vento. Mas fiquei muito feliz e orgulhosa de ter completado o roteiro e sentido a imensidão da natureza por lá. No fim do dia, após todas essas andanças, chuva, vento, tudo que precisávamos era um banho quentinho! Fomos até o Arainn Fhinn, The Fingal Centre e pagamos para tomar um banho. É tipo uma academia com piscinas, então é tranquilo utilizar o banheiro, com o pagamento de uma taxa pequena. Estacionamos e dormimos por lá. A CONTINUAÇÃO ESTÁ NO MEU SITE QUE PODE SER ACESSADO CLICANDO AQUI. (ou www.anavoando.com.br) Eu sei, é um saco eu redirecionar pro meu site privado, mas o conteúdo é exatamente o mesmo e estava me dando um trabalhão carregar as fotos aqui, porque são arquivos pesados e eu estou com preguiça hehehe Desculpaaa!!!! 😫😫😫 Bônus: eu descobri que a menina que estava com a gente tinha uma mapa completinho de tudo que a gente fez, onde estacionou e tal, copiei ele e está aqui para vocês acessarem as informações e terem uma visão geral do que eu fiz, mas esse mérito e empenho não é meu, é dela ok?! Espero que ela não se importe, mas acho que nunca nem vai ver hahaha CLIQUE AQUI para acessar! Que experiência! O ponta-pé nas minhas viagens de natureza, assim como totalmente fora da minha zona de conforto, mas saí muito realizada e feliz por ter me aberto a essa oportunidade, mesmo estando em um momento bem delicado emocionalmente da minha vida. Foi uma excelente forma de finalizar minha temporada no UK. Espero que tenham gostado desse post e que eu tenha plantado uma sementinha para ir visitar esse país incrível que nem sempre está na prioridade dos brasileiros. A Escócia ganhou meu coração Podem me acompanhar também pelo Instagram: anavoando e no site www.anavoando.com.br Se tiverem qualquer dúvida, é só perguntar!! ❤️
  2. Que bom que gostou Flavio!! Essa viagem foi muuuito especial e estou pensando em retornar pra Patagônia quando for possível entrar num avião novamente, consegues perceber como me marcou! Hahhaha
  3. Eu usei a mesma pra Patagônia, que foi uma viagem de frio! Então serve também Casaco e bota que eram maiores eu estava usando durante o voo, mas me atendeu super bem para minha viagem de 20 dias. Coube tudo que eu precisava. Acabei não despachando ela em nenhum momento com medo de ser extraviada mesmo hahaha adorei a postagem porque eu tive essa dúvida antes da viagem.
  4. Amando os seus posts!!! Eu fiz uma parte da Patagônia em dezembro/janeiro e foi uma das viagem mais marcantes da minha vida! Acabei de perceber que não passei pelo mirante, nem sabia que era tão lindo!!! Passei pela Laguna Capri e pela Hostería Pilar (que tem uma vista sensacional pro glaciar também). Estou louca pra voltar e queria muito fazer de carro como vocês! 😍❤️
  5. Obrigada!! Sou super detalhista né? hahaha Que bom que gostou! Entãooo, na ida não falaram nada, apenas pesaram. Na volta a mulher do balcão insistiu muito para eu despachar, disse que ia ser de graça. Eu com a mesma teimosia disse que eu não queria (porque tinha que mudar de aeroporto e a mochila é um simples zíper que abre toda né? mesmo sendo só roupa, queria ela comigo hahaha). Daí ela inventou que tinha passado do peso (8kg), eu falei que o peso da minha bagagem era 10kg pq meu voo era internacional. Daí ela disse que estava fora das medidas, eu disse que não... ela me fez ir lá naquele "molde", coloquei a mochila e ela entrou, ufaaaa hahaha Depois disso ela não pode mais dizer nada e deixou eu passar 😬😬😬 E na volta eu tava com uma outra mochila pequena, sacola com vinho, alfajor e fui carregada com tudo isso no voo 😅 Outro pessoal que conheci falou que na ida eles despacharam a mochila de graça também... De resto achei tudo tranquilo e se esse seu voo for para Patagônia e tiver que fazer a mudança de aeroporto em Buenos Aires, a Aerolíneas oferece o transfer de graça, tem que pegar o voucher 24hrs antes no site deles. As meninas que conheci voaram de Latam e tiveram que pagar extra o transfer (era a mesma empresa, fizemos juntas haha)
  6. Oie!! Quais suas datas? Também vou para lá em maio!
  7. Informações adicionais que eu acabei de lembrar: Eu não tinha nada de "equipamentos" para essa viagem. Pesquisei bastante principalmente sobre as roupas para não passar frio, basicamente é o tal do sistema de 3 camadas: segunda pele + fleece + jaqueta corta vento. Sem dúvida na Decathlon é o melhor custo benefício e aprovei tudo que usei. Não passei frio, na verdade peguei uns dias quentes e bem agradáveis, muitas vezes nem precisava vestir todas as camadas. A bota foi minha grande dúvida, provei vários modelos e marcas e no fim acabei optando pela da Decathlon mesmo. Ela não me machucou em nada e eu usei o máximo possível antes de viajar para amaciar. Comprei tudo na loja física, mas o preço é o mesmo da loja virtual. (Na verdade não comprei, ganhei de presente dos meus pais 😬😅) DECATHLON: Jaqueta corta vento impermeável - R$ 229,99 Calça impermeável - R$ 79,99 Meias cano curto - R$ 29,99 Meias cano longo - R$ 39,99 Fleece (duas) - R$ 59,99 cada Capa para mochila - R$ 49,99 Bota para trilha - R$ 379,99 Toalha - R$ 36,99 não foi exatamente essa do link, mas não tem mais no site a que eu comprei. Jaqueta - R$ 229,99 - essa não estava na minha lista inicial de "necessidades", mas minha mãe estava com medo de eu passar frio e como estava me dando de presente, aceitei. Achei bem útil e usei muuuito. A mochila eu já tinha ganhado de presente no meu aniversário, é da Decathlon de 50L mas não encontrei mais no site, acho que substituíram por um novo modelo. Na loja física ainda tinha. O bastão de trekking comprei em uma loja em Puerto Natales e paguei R$ 48,00, mas é made in Brazil haha a marca é NTK. Fiquei com medo de não passar na bagagem de mão, por isso deixei para comprar durante a viagem. Ajuda bastante e eu já deveria ter comprado dois porque senti que como eu esquecia de mudar de mão, forçou e comecei a ter dor no joelho oposto. Passou tranquilo como bagagem de mão na volta. Por fim, minha bagagem ficou assim (não despachei): 1 jaqueta corta vento impermeável (fui usando no voo) 1 jaqueta corta vento não impermeável 2 camisas de manga comprida 1 pijama curto (outra dica da Ana que me salvou, porque nos quartos tem aquecedor e é MUITO quente) 2 cachecóis (fui usando um) 1 luva 2 tocas 2 tops de academia 2 camisetas térmicas (eu já tinha de outras viagens) 2 camisas segunda pele (peguei emprestado de amigas) 2 camisetas manga curta 2 blusas arrumadinhas para sair a noite 1 tricot 2 leggings (fui usando uma no voo) 1 calça segunda pele 1 legging termica que dentro é com pelinhos 1 calça térmica (fui usando no voo, ela é bem fininha quase como uma meia, comprei na Primark na Europa) 1 calça jeans 2 fleece 1 capa de mochila 1 toalha de banho 1 toalha de rosto 1 chinelo 1 tênis normal de academia 1 bota de trekking (fui usando) 1 biquini (eu tinha a intenção de entrar em alguma das lagunas, mas não tive coragem hahaha) 1 kit de remédios (gelol, dor de cabeça, dores musculares, cólica, gripe) Necessaire com maquiagem Necessaire com shampoo, condicionador e sabonete pequenos, protetor solar, creme para mãos e protetor labial (a pele resseca muito, minhas mãos voltaram queimadas) 1 bolsinha menor para levar documentos, dinheiro, cartão e celular quando eu saísse 1 mochila para as trilhas, que levo no pé durante o voo com os documentos, câmera, carregadores e tudo que é mais "importante" Cadeado / talheres de plastico / pote de plástico para levar os lanches nas trilhas / Doleira / Ecobag para usar no mercado Minha mochila ficou com 7,6kg e não tive problemas de utilizar como bagagem de mão. Estava dentro das medidas. A única coisa que senti falta durante a viagem e levaria mais seriam as leggings. Mandei lavar uma vez tudo no meio da viagem e custou ARS 300 no Folk Hostel de El Cafalate. Lavei duas leggings no banho uma vez hahaha Acredito que agora o post está completo, caso tenham mais alguma dúvida é só falar 🙃
  8. 04/01/2020 - LAGUNA TORRE / CERRO TORRE Decidi parar de preguiça e voltar a ativa haha. Nesse dia acordei, arrumei as coisas e saí para fazer a trilha da Laguna Torre que, teoricamente, avistamos o Cerro Torre. O tempo estava nublado mas não estava chovendo. Depois de alguns dias rodeada de pessoas, fiz a trilha sozinha, foi um daqueles momentos de reflexão, silenciando externamente e me conectando comigo mesma. A natureza ajuda nesse processo. Nos últimos dias eu estava com muitas pessoas, já estava sentindo falta de ficar mais quietinha, então não ter ninguém comigo ali foi ótimo. A trilha é beeeem mais tranquila e também muito bonita, iniciei as 9h e terminei as 17h, mas fiquei bastante tempo parada, almocei e li um livro. Nesse dia as nuvens não deram trégua e não consegui ver o Cerro Torre, mas a Laguna é cheia de pedacinhos de gelo e com um glaciar no fundo, uma paisagem diferente. A água é mais escura do que as outras lagoas que eu tinha visto pela viagem. Como ela é grande e menos popular que o Fitz Roy, pude achar um lugar com menos pessoas e ficar sentada em paz. Existe um outro mirador contornando essa laguna caso continue mais um pouco, mas estava ventando muito e quando tentei continuar, quase fui carregada. Foi a primeira vez que realmente senti os ventos fortes da Patagônia. Achei que não valia a pena me arriscar, como contei em posts anteriores, já tinha andado bastante na viagem e superado vários limites. Não precisava de mais esse, sabe?! Retornei ao Hostel, dei uma boa organizada na minha mala e terminei a noite em um bar com pelo menos 20 brasileiros. É, do nada a cidade lotou de Brasil hahah Parecia que tinha descido um ônibus da CVC 🤣🤣 nesse dia vimos até o Reynaldo Gianecchini, que entrou no bar e acho que quando viu aquele monte de brasileiros olhando para ele, saiu rapidinho. Sei que fui dormir lá pelas 3h da manhã, com mais algumas amizades na bagagem. 05/01/2020 - MADRE E HIJA Depois da noite agitada, levantei por volta das 9h, de ressaca. Eu decidi fazer a trilha da Madre e Hija. Não tinha visto ela em nenhum relato, mas os meninos tinham me recomendado muuuito. Essa é uma trilha usada por quem quer fazer Fitz Roy e Cerro Torre no mesmo dia, ou está acampando por lá, mas se for fazer Cerro Torre e Fitz Roy no mesmo dia, se prepare para andar muuuuito. Um casal italiano que conheci estava mortoooo no final do dia após fazer isso. Abaixo o mapa para vocês entenderem: Fiz a rota em azul nesse dia... Comecei as 11h. Essa é uma trilha que começa pela entrada normal do Fitz Roy, ou seja pega toda a subida inicial que eu não tinha feito porque comecei a Laguna de Los Tres pela Pilar... e anda no total uns 7 kms até encontrar uma bifurcação e virar à esquerda. Ali começa efetivamente a Madre e Hija. Atravessei mais uns 7km em um caminho diferente e muito bonito. Tem uma floresta mais fechada e as duas grandes lagoas transparentes e lindas. Essa trilha é mais vazia e ainda assim encontrei um grupo de cariocas do meu hostel hahaha. O fim dela e a volta são 5km pela Laguna Torre. Andei no total 18km e eu estava beeem cansada do dia anterior, somado com o pouco que eu havia dormido, esse foi o dia que eu menos apreciei estar ali. Estando no 20º dia de viagem, senti dores nas pernas, joelho e pé. O caminho é muito bonito e recomendo para quem, assim como eu, tem bastante tempo em El Chaltén, mas confesso que eu só queria voltar pro hostel e dormir. Por isso, quase não parei e fiz tudo em 6h. O bom é que quando cheguei próximo ao Cerro Torre, o tempo abriu 💗 se eu não tivesse tão cansada, teria ido até lá perto de novo, mas fiquei satisfeita de ter visto a montanha que faltava e consegui uma foto de longe ao chegar no mirante. Minha conclusão é que os meninos estavam certos, valeu a pena ter ido até lá, foi uma trilha mais silenciosa e que pude apreciar ainda mais a natureza, ouvir os pássaros, sentir o ar puro, porém sem dúvida eu deveria estar descansada para aproveitar melhor 😅 Ah, recomendo fazer nessa ordem Fitz Roy – Madre e Hija – Cerro Torre, pois se fizer o inverso pega umas subidas mais tensas. As 17h, de volta ao hostel, fui direto dormir. No fim da noite, acabei no bar novamente com o pessoal de Curitiba que iria embora no dia seguinte. Falando nisso, as despedidas estavam começando, dois meninos que encontrei a maioria dos dias em El Chaltén foram embora e faltando poucos dias para acabar a minha aventura, comecei a sofrer antecipadamente pelo fim. Nesse dia, dois alpinistas da República Tcheca sentaram do nosso lado no bar e começaram a puxar assunto. Um deles era meio esquisito, não sei se tinha usado alguma droga kkkkk, mas com o outro consegui conversar bastante principalmente sobre as escaladas, eu ainda não tinha trocado ideias com as pessoas que se arriscam nas montanhas, então foi bem legal. Até peguei o instagram deles e fico acompanhando as subidas nas montanhas que eles fizeram. O pessoal de Curitiba foi dormir, eu fiquei sozinha mais um pouco no bar, sentou um monte de Argentinos na minha mesa, depois conversei com umas francesas e decidi encerrar a noite e descansar. Mais um dia de viagem concluído com sucesso e o fim da minha programação de trilhas em El Chaltén 06/01/2020 - EL CHALTÉN Depois de dois dias de trilhas seguidos e a viagem chegando ao fim, aproveitei para acordar tarde e descansar o corpo e a mente de tantas emoções que eu fui vivendo ao longo do caminho. Encontrei as meninas de Floripa que eu tinha conhecido dois dias atrás para almoçar, fomos no restaurante chamado Maffia que já tinha sido bem recomendado para mim. Comi um carbonara maravilhoso com uma taça de vinho, presente de natal dos meus pais que eu finalmente usufrui. Eu ainda tinha umas cervejas do mercado para acabar, então fomos todas para o meu hostel, montamos quebra cabeça, conversamos, encontramos o pessoal de Curitiba que ainda estava por lá e passamos uma tarde fazendo vários nadas. Tomamos a última cerveja juntos no La Zorra, o clássico happy hour. Despedimos com um “até logo” já que eu ainda ia cruzar com todos uma última vez em El Calafate e/ou no aeroporto. No fim do dia, eu com a minha dificuldade de aceitar o fim das coisas e querendo aproveitar cada segundo restante em El Chaltén, fui para um date (hahaha já tinha ativado o Tinder de novo porque estava entediada). Nos encontramos no Bourbon que é outro clássico de El Chaltén. Nessa noite tinha um cantor muito bom e apesar de eu estar super cansada, acabei ficando até a casa fechar! Postei até nos stories do instagram @anavoando para quem estava acompanhando, o menino juntava todos os instrumentos e sons na hora, abriu o microfone para o pessoal que quisesse cantar, foi uma noite animada. A conversa rendeu bem, toda hora que eu pensava em ir embora aprendia algo aleatório que me fazia ficar, tipo o sistema de educação da Holanda 😂😂😂 enfim, mais uma noite na qual eu aprendi coisas de outra cultura, do jeitinho que eu gosto. Por sorte, eu estava sozinha no quarto do hostel de novo porque o pessoal tinha ido embora, então pude organizar minhas coisas, ligar a luz e deixar a minha mochila pronta para pegar o ônibus no outro dia para El Calafate, as 8h. 07/01/2020 - EL CHALTÉN > EL CALAFATE O dia amanheceu nublado, bem diferente de quando cheguei uma semana antes em El Chaltén e foi com um arco íris que me despedi desse lugar que ficará para sempre marcado na minha história. Dica: Quem quiser ir direto de El Chaltén para o aeroporto de El Calafate, o ônibus faz uma parada no aeroporto para quem quiser ficar. Eu não sabia disso, por isso acabei deixando essa noite na volta em El Calafate para não correr riscos de perder o voo, mas poderia ter ido direto sem problemas, as meninas de Floripa fizeram isso. Apenas confirmar na hora que comprar a passagem de ônibus. Cheguei no Folk Suites de El Calafate por volta das 11h, assim que cheguei encontrei um dos meninos que conheci em El Chaltén, acreditam que estávamos inclusive no mesmo quarto? Eu nem imaginava essa possibilidade! Hahaha Ah, em El Calafate tem o Folk Hostel e o Folk Suites - ambos bons, mas o Hostel foi o meu favorito. O Suites é beeem grande e mais pro centro, não tinha incluso café da manhã na minha reserva e foi bem mais barato. O Hostel fica perto da rodoviária, mas também a uma distância ok do centro e com café incluído. Dei uma volta pela cidade até a hora do meu check in e quando consegui entrar no quarto dormi um pouco. Quando acordei, fui encontrar o pessoal de Curitiba adivinhem aonde...? La Zorra de El Calafate kkkkk entre encontros, idas e vindas, juntar mais gente aleatoriamente no mesmo lugar e despedir de outras pessoas, foi mais uma noite parecida com as últimas que já contei por aqui. A viagem realmente foi chegando ao fim. 08/01/2020 - EL CALAFATE - O FIM DA VIAGEM E VOLTA PARA O BRASIL Acordei no outro dia, fiz o check out, deixei minha mochila no hostel e fui passear sozinha. Na minha última caminhada por El Calafate, fiz o que eu mais amo fazer: tomei um café da manhã gostoso em uma padaria, segui sem rumo até encontrar o Lago Argentino, agradeci incontáveis vezes por ter tido a oportunidade de viver esses dias lindos, fui até o mercado e lojinhas comprar souvenir e alguns poucos presentes, almocei, comi o sorvete da fruta de Calafate e bebi a última cerveja no bar da Patagônia (encontrei o Gianecchini de novo kkkk) e assim chegou às 17h... Contratei um transfer com a Vaspatagonia (ARS 400 - reservei de um dia para o outro no site deles). Esperei o transfer e fui ao aeroporto. Por falar nisso, que aeroporto! Foi a decolagem mais linda que eu já vi, o Lago Argentino tem um azul indescritível e a vista da janela encerrou minha viagem na Patagônia com chave de ouro e lágrimas nos olhos. As meninas de Floripa tinham os voos em horários próximos aos meus, então reencontrei elas (e o Gianecchini, que aparentemente estava indo embora também). Apesar de a cia aérea ser diferente, nossa escala tinha longas horas em Buenos Aires e passamos juntas a madrugada (eu e as meninas de Floripa, o Gianecchini não hahahah). Foi ótimo estar com elas durante essas horas, acho que me ajudou a viver o fim da viagem de forma mais leve. É isso mochileiros! O meu primeiro mochilão sozinha foi uma experiência na qual não consigo colocar em palavras os sentimentos. 2019 foi de construção interna, questionamentos, inseguranças e medos, esses dias vieram para responder minhas dúvidas complexas de forma simples, me mostrar o quão forte eu sou, que não preciso de absolutamente ninguém, senão eu mesma, para realizar os meus sonhos. Eu estava de mente aberta para situações e pessoas novas, pessoas que por sinal foram incríveis e de todos os cantos do mundo, com as mais diferentes histórias. Eu fiquei triste e feliz quando acabou, em partes por sentir saudades já de todos esses momentos, mas também por saber que voltei transformada ao Brasil, finalizando 2019 e começando 2020 de forma linda. Nunca me senti tão livre e todos esses aprendizados e crescimento irão me acompanhar ao longo da minha vida. Espero que tenham gostado do meu relato, esse fórum foi essencial para a viagem ter saído do papel ❤️ Ana Caroline | Instagram: @anavoando (nos stories está salvo várias informações também 😍)
  9. 01/01/2020 - EL CHALTÉN Finalizado 2019, entrei em 2020 exausta hahah tinha ficado na festa até tarde, isso depois de ter feito a trilha do Fitz Roy, então tudo que eu precisava era descansar. A Carla iria embora, passamos o dia juntas perambulando pela cidade, até o ônibus dela sair. Foi um dia ensolarado e ótimo para trilhas, mas eu não tinha condições físicas para isso. Além disso, eu poderia dizer que todo o meu roteiro foi cumprido, então os próximos dias foram com poucas emoções. Sofri com a despedida da Carla, foi uma conexão muito boa proporcionada por esse fórum e uma amiga para vida! Muitas saudades @carla_red ❤️ Nesse dia aconteceu minha primeira história constrangedora de hospedagem em hostel: o quarto que eu estava era de apenas 3 pessoas, chegou 2 alemães que a princípio foram muito simpáticos, mas eles chegaram de madrugada e um deles trouxe uma menina para o quarto hehehe não preciso dar mais detalhes né? A sorte é que na noite seguinte eles ficaram de boa e foram embora. 02/01/2020 - EL CHALTÉN - CHORRILLO DEL SALTO O sol desapareceu e os dias começaram a ficar nublados e instáveis. Encontrei o Leonardo, outro brasileiro que estava no meu hostel e fizemos juntos a Chorrillo del Salto, essa é uma trilha de 3km até uma cachoeira, bem tranquila e rápida. Rola chegar de carro bem perto pela estrada, caso esteja em família/pessoas que não fazem trilhas. Ficamos um tempo por lá, li meu livro e voltamos para almoçar e descansar mais haha. No fim do dia, fui tomar sorvete (o da fruta de Calafate é maravilhoso, experimentem) com os meninos (encontrei o @vtorr Portela, que também conheci aqui no Mochileiros) e terminamos a noite bebendo cerveja nos famosos Happy Hours de El Chaltén. Na mesa também reuniu uns canadenses e conversamos por um tempo... como agora escrevo do Brasil, posso dizer que esses encontros com pessoas aleatórias e trocas é algo que sinto bastante falta. 03/01/2020 - EL CHALTÉN - MIRADOR DE LOS CONDORES Y LAS AGUILAS O dia amanheceu chuvoso, chegou mais um monte de brasileiros no hostel, inclusive no meu quarto, fiz amizade com eles que são de Curitiba. Fizemos um almoço compartilhado com os outros meninos que eu já conhecia, dormi e descansei. No fim do dia, lá pelas 17h, eu e outros 3 brasileiros fizemos a trilha completa do Mirador de los Condores y las Águilas. A primeira parte eu já tinha feito com a Carla, lembram? Postei as fotos no dia que cheguei em El Chaltén. Lembrem que nessa época escurece só as 22h na Patagônia. O tempo já não estava tão aberto, bem mais frio e ventando. Não demoramos tanto, mas andamos uns 10km. Também caminhamos do outro lado do rio de El Chaltén, mas só para explorar um pouco mais a região, não tem nada imperdível. Eu tinha um objetivo nessa viagem que era ir para o bar sozinha. Então fui no La Zorra sozinha comer e tomar uma cerveja, fiquei menos de 30 minutos por lá porque logo os brasileiros apareceram, um outro Peruano também e de novo eu estava rodeada de pessoas. Isso aconteceu incontáveis vezes, o mais legal é que sempre fui bem tratada mesmo estando rodeada de homens. Acho que esse é um tópico que pode ser bem extenso (direcionado para as mulheres desse mundão) mas resumindo um pouco, apesar de o sexo masculino estar MUITO mais presente ao longo da viagem, foram pouca vezes que senti segundas intenções... quando elas existiam eram sutis, sem constrangimento ou forçando a barra, eu sempre joguei para área da amizade e não tive nenhum problema. Teve um dia que eu estava no Tinder (kkkkkkkk) e eu encontrei aquele indiano que dividi o carro láááá em Puerto Natales, eu já estava em El Chaltén e ele também, até tínhamos combinado de encontrar para uma cerveja, mas a partir desse momento eu senti ele me tratando diferente. Oferecendo para pagar bebidas e jantas por mensagem, eu já desconversei e nem saí mais com ele, fui dormir. Inclusive nesse dia desativei a conta porque percebi que eu estava muito rodeada de homens e decidi tomar um pouco mais de cuidado e não me expor. Acho que essas coisas a gente sente, coisa de intuição mesmo, é óbvio que sempre com muita cautela, avisando pelo menos uma pessoa aonde você vai e o que está fazendo, não imagino ter grandes problemas. Me senti MUITO segura em toda a Patagônia, não sei como é no resto do mundo. Nesse dia, me despedi dos meninos e fui dormir cedo para no dia seguinte fazer mais uma trilha. La Zorra: Melhor happy hour de El Chaltén e El Calafate. As comidas são ótimas e preços também.
  10. 31/12/2019 - LAGUNA DE LOS TRES - FITZ ROY No meu roteiro inicial não estava planejado, mas quando conheci a Carla, ela sugeriu que no dia 31/12/2019 fizéssemos a trilha ao Fitz Roy, a famosa e desafiadora Laguna de Los Tres. Uma forma de encerrar o difícil 2019 que havia sido bem pesado para nós duas. Para colaborar com os planos, a previsão do tempo estava simplesmente maravilhosa. Praticamente um dia de verão (até calor) sem nuvens no céu. Começamos pela Hospedaria Pilar para economizar 2km de subida. Custou ARS 500 e reservamos no hostel da Carla, mas em todos os lugares é o mesmo valor e é bem fácil de reservar de um dia para o outro. O caminho todo por ali é lindo, passa por um mirante do Glaciar Piedras Blancas e é uma visão diferente do que começar a trilha tradicional do Fitz Roy que sai do centro de El Chaltén (todas as trilhas de El Chaltén são autoguiadas e sem custo). Como eu já tinha feito a trilha de Torres del Paine, estava muito mais confiante, mas acordei o dia meio estranha... ansiosa e bem introspectiva, devia ser porque era o último dia de um ano muito complicado para mim. Fizemos a trilha tranquilas, parando bastante para fotos. Começamos as 9h na entrada da trilha pela Pilar e as 11:30h avistamos a temida subida que todos alertavam pela internet. Ela realmente é íngreme e longa, vendo de longe, entendi a fama e imaginei ser mais pesada que Torres del Paine. Senti um pouco de medo e insegurança e então segui sozinha, a Carla optou por esperar na área antes da subida. Como o tempo estava muito aberto, a trilha estava lotada, então pessoas passam por você o tempo todo e não é realmente sozinha. É bem demarcada, não há dúvidas de onde seguir e eu levei 1:30h para fazer o tal do km final. Sei lá, nessas horas eu nem penso muito, vou apenas andando e andando com esperança do destino chegar logo. Eu geralmente não paro por muito tempo, apenas para tomar folego e continuar. O mapa que eu tinha baixado não funcionou e quando batia o desespero eu nem conseguia ver o quanto faltava hahaha Perguntei para uma mulher e ela me avisou que eu estava ainda na metade 😖😖 Quando finalmente cheguei, a vista lá de cima era impressionante e recompensadora. Sem dúvida o dia de sol deixou ainda mais mágico, as montanhas sem nuvens, a água azul e um monte de gente tão feliz quanto eu de estar lá. Foi a primeira vez que fiquei um pouco triste de não ter ninguém comigo compartilhando esse momento, acho que criei expectativa de que a Carla estaria lá comigo, tem disso também quando se viaja sozinha e quer bater um papo sobre as sensações no momento presente. Então almocei, tirei fotos, pedi para pessoas tirarem fotos minhas e fiquei um bom tempo por lá contemplando e vivendo, observando ao meu redor. A gente chega por cima da Laguna de los Tres, então ainda tem que descer caso queira colocar o pé na água (meu caso) e na esquerda tem mais uma subida com a vista espetacular da Laguna Sucia. TEM QUE IR! Eu estava bem cansada, mas já que estava ali, o que era mais uma subida não é mesmo?! Hahaha Conversei com um cara de camisa do Flamengo, na esperança de ser brasileiro, mas ele não era... só havia morado muito tempo no Brasil hahaha Ainda assim, ele tirou fotos minhas. Depois um casal de Brasileiros chegou perto, eles estavam fotografando muuuuuito, com várias câmeras profissionais e dos mais diversos ângulos, achei fofo porque falaram "você precisa de alguma ajuda que somente brasileiro entende?". Ah, essas pessoas boas que surgem no caminho ❤️ Me faz acreditar que o mundo é um lugar com mais gente legal do que ruim. Chegou a hora de ir embora e foi só aí que realmente me emocionei porque pensei e fiz uma revisão de tudo que 2019 representou para mim. Lá estava eu no último dia do ano em uma montanha grandiosa, mas foram poucas lágrimas que rolaram nesse dia, a sensação era mais de orgulho de mim mesma, sei lá, uma felicidade de ter sobrevivido e superado tudo que 2019 me trouxe. A volta foi um pouco mais desgastante, o cuidado é em dobro para não escorregar e se machucar. Se eu achei que ia ser mais fácil, estava enganada. Também não sabia se a Carla ainda estaria lá embaixo me esperando e ela não estava, mas tudo bem, segui sozinha e estava muito animada e energizada, as montanhas fazem isso comigo 😬😬 Em seguida vi uma menina com a jaqueta laranja e achei que era ela, chamei... não era. Nisso um outro casal brasileiro me ouviu e disse que minhas amigas estavam mais pra frente, que pediram para que me avisassem, caso eles me encontrassem! Elas estavam uns 10 minutos na frente... Tão vendo como todo mundo vira amigo e se cruza? hahaha Pouco depois, me juntei as 3 brasileiras que, assim como eu, estavam viajando sozinhas. Elas estavam pegando um sol e aproveitando uma “praia” que tinha formado em um riozinho do caminho. Seguimos juntas. Eu e a Carla oficialmente finalizamos a trilha as 19:30h. Combinamos o ano novo, nos arrumamos e jantamos no hostel dela. Outra brasileira chegou naquela noite, oferecemos o que sobrou da nossa janta e convidamos ela para sair com a gente. Terminamos 2019 em um bar que tinha uma festa naquela noite (Bourbon Smokehouse), com outros brasileiros que foram surgindo e brindando a meia noite com vinho argentino. Nem nos meus maiores sonhos eu imaginaria um encerramento de ano desse jeito, reunida de pessoas com energia boa, conexões, tendo subido montanhas difíceis e andado praticamente 200km nas últimas semanas sem ter treinado para isso, sem dores. Eu estava super animada e nem parecia que tinha feito uma trilha de 10h. Voltei para o hostel quase as 4 da manhã depois desse loooongo dia. Ainda bem que eu estava sozinha no meu quarto e não precisei me preocupar com barulhos 🙌 Começo pela Pilar Glaciar Piedras Blancas Primeira vista da temida subida... É aquela partezinha a esquerda um pouco acima da minha cabeça. A chegada. Pezinho na água congelante Laguna Sucia Me perguntaram como eu conseguia as fotos viajando sozinha: PEDINDO! Hahaha essa de cima tinha um gringo viajando sozinho e ele pediu se eu podia bater uma foto dele. Assim que eu tirei a foto percebi que o ângulo estava perfeito, pedi se ele podia tirar uma igual minha hahaha O caminho: Subida final Antes de começar a subida Viajando sozinhas porém se cruzando o tempo todo haha ❤️ Aqui encontrei elas pegando um solzinho. Observem esse dia SEM DEFEITOS! Caminho de volta para El Chalten pela trilha tradicional, a @appriim já tinha dado a dica no post dela: olhar para trás, ainda mais em um dia aberto como esse ❤️ Laguna Capri Vista da volta, praticamente em El Chalten. E agora fica o questionamento que ainda não sei como responder: qual é a melhor trilha? Base de Torres del Paine ou Laguna de los Tres/Fitz Roy? Torres del Paine significou mais para mim porque foi a base da viagem para Patagônia, quando vi a foto do lugar a primeira vez eu sabia que um dia queria ver com meus próprios olhos e também foi a primeira longa trilha da minha vida. Por outro lado, no Fitz Roy eu já estava mais confiante de que iria conseguir, mas peguei um dia completamente aberto e sem nuvens que toda vez que vejo as fotos ainda me questiono se foi real... Difícil escolher hahaha, recomendo as duas! O relato desse dia ficou gigante, espero que estejam gostando! Bjs, Ana (@anavoando no Instagram)
  11. Eu já quero voltar para lá! Infelizmente não consegui fazer o W dessa vez, mas está na minha lista 🤩 eu vivo pensando qual foi mais difícil, mas já adianto que Torres del Paine foi mais significativo pra mim hahaha o Fitz Roy não era tanto minha prioridade, mas igualmente desafiador 😊 escreve seu relato sim! É muito bom ver experiência de outras pessoas 🙏🏼
  12. Que laguna lindaaaa!! Adoro essas trilhas menos conhecidas, fiquei com vontade de conhecer também (novidade kkk) Hahaha esses Happy Hours são os melhores momentos e obrigada por ter me dado a dica do La Maffia quando eu estava lá! Realmente, uma das melhores massas que eu já comi na vida, até a entrada era deliciosa (and free) 😍😍
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