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Leandro Duarte S.

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6 Neutra
  1. Pessoal ajuda aí Estou em dúvida entre essas duas barracas, usarei ela em cicloturismo, e eventualmente em campings no Brasil com minha esposa e também pretendo fazer a carretera austral com ela de bike, elas tem preço parecido. A Cirrus 2 já ouví falarem muito bem dela, mas será que a Mongar é melhor? https://pt.aliexpress.com/item/32799042669.html?spm=a2g0o.cart.0.0.228d3c00wKKCk0&gps-id=shopcart_buyagain&scm=1007.13440.95620.0&scm_id=1007.13440.95620.0&scm-url=1007.13440.95620.0&pvid=a15becc2-cff5-46cf-98ee-a394b04c947a https://pt.aliexpress.com/item/32798013081.html?spm=a2g03.search0604.3.3.2c6d2c57ycpNMR&ws_ab_test=searchweb0_0%2Csearchweb201602_10_10065_10068_10547_319_10059_10884_317_10548_10887_10696_321_322_10084_453_10083_454_10103_10618_10307_537_536%2Csearchweb201603_53%2CppcSwitch_0&algo_expid=c6024ee0-1c4c-4d9c-a935-95764015fd63-0&algo_pvid=c6024ee0-1c4c-4d9c-a935-95764015fd63&transAbTest=ae803_4
  2. Sái do Rio de Janeiro no dia 2 num voo com conexoes em Guarulhos, Santiago pra chegar finalmente em Mendoza, Argentina, fiquei dois dias lá começar a cicloviagem, fiquei no hostel internacional na rua Espanha, pagando cerca de 50,00 reais por diária com café da manha. Mendoza é uma cidade linda, com ruas amplas, muito limpa e muito arborizada Um passeio muito indicado e o parque general San Martin ele é imenso e tem o Cerro de La Gloria, lá eu conhecí o Dario um brasileiro que mora em Mendoza (pena não tirei foto com ele) mas me deu dicas ótimas de como sair da cidade com segurança e o melhor caminho até Potrerillos que era seguir pela rota 82, muito mais bonita. No dia 04/05/2019 comecei a cicloviagem de fato, saí do Hostel as 10:00 da manha com destino a Potrerillos até lá 54 km, fazia 15ºc vestia uma calça de ciclismo, segunda pele e corta vento e seguia devagar me acostumando com o peso dos alforges na bike. Ponte em Cacheuta na Rota 82 Um dos inúmeros oratórios em homenagem a Defunta Correa O caminho até Potrerillos é lindo, tem uma parte que vc passa um tunel e na saída dá de cara com esse lago é lindo uma água azul turquesa que abastece Mendoza o caminho é bem tranquilo com duas subidas mais íngremes que fizeram quebrar um raio, no caminho encontrei um grupo de argentinos gente boa que me acompanharam até Potrerillos. Chegando em Potrerillos uma 15:00 fui em busca do Hostel que tinha combinado um dia antes e pra minha surpresa estava fechado, aliás tudo estava fechado e ninguém nas ruas, não sei se por ser baixa temporada ou se era a hora da siesta, de qualquer forma parei no único comécio que estava aberto uma especie de restaurante/padaria/acougue/lanchonete e mercado, comi duas empanadas com uma taça de vinho, fui indicado a procurar o Pablo que estava começando com um Hostel cheguei lá e depois de um tempo de espera fiquei lá por 350 pesos (uns 30 reais), acabei ficando sozinho no quarto, depois de um banho quente voltei no restaurante e jantei duas empanadas e taça de vinho. Dia 02: 05/05/2019 Acordei umas 08:00 e saí pela Ruta 7 em direção a Uspallata, até lá uns 50km, saí sem cafe da manhã na esperança de achar alguma coisa no caminho pra comer algo, sorte que tinha duas tortillas compradas a 10 pesos cada (0,8 real) e dois salames que tinha do dia anterior ( comprei três do tamanho de uma linguiça paio por 100 pesos, cerca de 8,0 reais), não achei uma viva alma no caminho. Nas fotos acima: O rio Mendoza que nos vai acompanhar por toda viagem e um dos inúmeros tuneis que se passa, o susto é grande quando se cruza um caminhão dentro do túnel. O caminho Poterrillos x Uspallata é bem fácil a ruta 7 tem pouco trafego e os caminhões que passam respeitam e invadem o outro lado da pista pra desviar de voce, pelo menos foi o que senti, na foto acima um vento leve fazia as folhas das arvores caírem um visual lindo das árvores parecerem estar derretendo Cheguei em Uspallata cedo umas 14:00 e com energia pra pedalar mais um pouco, mas a proxima cidade com hospedagem certa seria Punta de Vacas mais 53 km, chegaria lá de noite e eu estava sem lanterna, a bike também não estava muito confiável por causa do raio quebrado, melhor dormir por Uspallata mesmo. Parei pra almoçar (220 pesos, uns 20 contos brazucas) num restaurante de posto de gasolina e almocei de verdade, no dia anterior tinha sido só empanadas todo dia não dá né. Fui procurar um Hostel e achei o ótimo Samadi (450 pesos, uns 40 reais) que é limpo, tem um café da manhã legal e a noite acenderam uma lareira que não me deu com vontade de sair. Quando cheguei no hostel e me indicaram o Cerro 7 colores a 10 km de distância, era tudo que queria pra matar a fome de pedal, tirei os alforges e fui, foi saboroso sentir a bike de novo sem os alforges o caminho é irado tem montanha de todas as cores e o Cerro (foto abaixo) é a mistura de todas elas. Dia 03: 06/05/2019 Saí de Uspallata umas 09:00 sem saber até onde ia hospedar, já tinha acordado a muito tempo mas demora a clarear, fazia frio e vesti o fleece embaixo do corta vento, comecei devagar e preocupado, uma pela bike que a marcha pulava e o raio quebrado (até vi por uma bicicletaria em Uspallata era domingo estava fechada) a outra pelo frio tudo que tinha de roupa de frio ja estava usando Difícil escolher a parte do caminho mais bonita, montanhas imponentes de cores nunca antes vista, natureza de forma mais crua e selvagem, silencio total, só quebrado por um caminhão que passa uma vez ou outra. Na foto acima Polvaredas. Pouco antes dessa foto com uns 60 km parei no Hostel refugio de montaña mundo perdido, que tem um mercadinho na frente, entrei (não sabia se teria mais algum comercio pela frente), não tinha ninguém pra atender escolhi um biscoito recheado deixei o dinheiro com um bilhete pro dono e na saída o dono chegou e me pegou com o biscoito na mão, mostrei pro dono ele foi super simpático me deu várias dicas que me tranquilizou com as distâncias que faltavam e eu segui a viagem feliz. Depois de pouco mais de 70 km pedalados em Puente del Inca por volta das 15:30 mais uma vez poderia ir mais um pouco mais, mas chegaria de noite na próxima cidade pra procurar hospedagem, além da marcha da bici estar pulando muito (descobri que era o cassete e não a roda torta por causa do raio quebrado) e ter começado um vento frio contra. Em Puente del Inca tem uma feirinha de artesanato e perguntando sobre hospedagem um dos atendentes me mostrou o hostel de seu primo que ficava alí do lado, fechei com ele por 500 pesos (uns 45 reais), como era baixa temporada só tinha eu de hóspede, a noite o cara que trabalha na feirinha fez um jantar, apareceu o amigo dele, rolou uns vinhos umas cervejas com musica foi uma noite muito agradável Dia 04: 07/05/2019 - Nevou durante a noite e fazia muito frio as 8:30 quando saí, os vinhos da noite anterior pesavam na cabeça mas o dia prometia tinha 13 km pra chegar a Las Cuevas subir o Cristo e bom ....ver o que ia rolar Frio do cacete, comprei uma camisa do Racing em Mendoza, era barata e na promoção vinha esse "cachecol" (tem outro nome que não sei) na hora pensei: "pra que vou querer isso moro no litoral um calor danado, vou dar pra minha cachorrinha" Cara isso foi tudo!! pense: um frio danado, nas decidas as orelhas e o nariz queimam de frio o cachecol do Racing me salvou. Pouco depois o Sol apareceu e amenizou o frio, nunca elogiei tanto o sol, já sentia cansaço creio que pela altitude estava pedalando a mais de 3000 metros de altitude. Pena que não se consegue passar por fotos a magnitude do lugar. Cheguei em Las Cuevas que era um localidade bem simpática e me pareceu bem turística, parei numa lanchonete na base da montanha, tomei um café e perguntei se podia deixar os alforges e fui, segundo info eram 8 km até lá o Cristo Redentor de los Andes. A subida tem 8 km bem medidos, pensei em desistir várias vezes, mas as vans com os turistas batiam palmas e dando tchauzinho um excelente incentivo, uns policiais passaram por mim de caminhonete e perguntaram se estava bem e também me incentivaram, era dificílimo pedalar, mesmo sem os alforges, voce puxa mas o oxigênio não vem empurrei a bike várias vezes Mas finalmente cheguei la em cima, foi uma festa as vans buzinaram os turistas batiam palmas foi incrível!! estaria triste se tivesse desistido. Cristo Redentor de Los Andes 8830 metros de altitude, divisa Argentina x Chile Fiquei lá no maximo uns 15 minutos, fazia muito frio, mas estava muito feliz, subí alí com minhas próprias pernas, com meu esforço as fotos pra mim tem um sabor todo especial depois desci em alta velocidade e parei na lanchonete pra descançar um pouco e tentar entender tudo aquilo que estava acontecendo, alguns turistas que me viram la encima vieram me perguntar sobre a cicloviagem, mas tinha que decidir rápido eram 15:45 e não sabia se ficava alí ou tentava ir mais adiante fui num hostel que tinha vagas o atendente foi super simpático e me deu todas as informaçoes: até o túnel eram 2km até aduana 5km e até Los Andes 65km, mas daqui adiante era só descida. Resolvi arriscar e segui. No Tunel que divide Argentina x Chile não se atravessa pedalando, vem essa picape da concessionária te atravessar Passei na Aduana e foi engraçado a atendente me dar um formulário pra preencher achando que estivesse de carro, de ver guichês pra ônibus, carros e caminhões e você uma linha fora da curva de BICICLETA rsrsrsrs. Na foto acima Los Caracoles Desci a cordilhera no lado do Chile em alta velocidade, fazia altas velocidades, tinha 60 km pela frente até Los Andes, que cheguei já a noite, detalhe sem pesos chilenos e sem lugar pra dormir, mas explodindo de felicidade, a adrenalina corria nas veias pela descida e por tudo que tinha acontecido. Los Andes achei tudo bem caro deve ser uma mineradora que tem na cidade e movimenta grana lá, no Chile o fuso horário é uma hora a menos, encontrei uma bicicletaria aberta perguntei se podiam mexer na bike pre repor o raio partido e ver o cassete me informaram que só podiam ver no dia seguinte, deixei pra lá o pior já tinha passado sobre a estadia achei um modesto hotel que me cobraram 20.000 pesos (uns 110 reais) não tinha ideia de quanto era isso na hora, mas deixaram pagar no dia seguinte, quando trocasse o dinheiro, estava cansado e na hora aceitei, foi aestadia mais cara que paguei na viagem. Las cuevas, no centro da foto o portal que tem a subida até o Cristo Redentor. No 5º dia pedalei uns 80 km até Santiago, nem tirei fotos depois de toda exuberância que tinha passado na cordilheira, um sentimento de dever comprido, tentando processar tudo que tinha passado nesses dias. Algumas considerações: o caminho é fácil não tem subidas muito íngremes e as cidades não são tão distantes, não é preciso ser o super homem da bike pra fazer
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