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DaniloDassi

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Tudo que DaniloDassi postou

  1. CARACA!!!!! Sério Otávio? Bom, impossível de ir não deve estar, mas não recomendo NINGUÉM a subir com mochila com peso. Já era difícil com todos os degraus, quando tiraram a primeira leva já estava complicado, agora então... acho que só com uma via de escalada! ::lol4:: Estou muito afim de ir para serra! Devo arrumar minhas coisas em breve já que a temporada está pra começar. ::otemo:: Alguem tem emprego pra mim em Curitiba? ::lol3:: Abraços
  2. Eu fiz um pouco diferente... Peguei algumas correias de malas velhas que tinha em casa e pedi ajuda pra minha namorada, que sabe costurar. Peguei duas tiras com reguladores e fecho para a parte de cima (ombros) e uma para lombar. Essa lombar não precisou de alteração nenhuma, mas para o resto eu coloquei a mão na massa. Costurei as duas tiras em forma de "Y", de forma que a parte debaixo fosse uma argola onde a tira lombar iria passar. Assim tenho regulagem lombar e nos dois ombros. Chegando em casa eu coloco algumas fotos. Abraços
  3. Que ótima dica heim Trota?! Parabéns! Vendo as fotos com o filtro logo lembrei de algumas paisagens com esse tipo de contraste... teria sido muito útil. Vou dar uma pesquisada nesses sites. Abraços
  4. Olá luizfernandes7, Dê uma olhada nesse link: http://www.mochileiros.com/mochilas-lowe-alpine-t42315.html Abraços
  5. Xalibis, A bota "era" uma Snake Trilogia II. Pois é... ::putz:: Eu mandei ela pra garantia devido a uma pequena descolagem das solas: Observe que nessa segunda foto quase da pra ver os "cortes" no couro, bem onde ocorre a dobra dos dedos. Aconteceu isso nos dois pés. Quando eu mandei a boca, eles me devolveram com a sola colada e me informaram desse problema do couro ressecado. Eles trocaram o "bico" e tentaram tapar os cortes com o bico novo. Foi uma boa tentativa, mas me deixou desconfiado da qualidade do material. Já coloquei isso no tópico da Snake, já conversei com um representante da marca AO VIVO, pedi pra ele entrar aqui e nos dar um feedback mas nada foi feito. Uma pena para a marca! Mas voltando ao tópico... Acho que o Cacius tem uma Power Matic 400, não? Doidão, eu não diria que essa bota é cara... caro é quando você paga um preço alto por um produto que não vale. Foda é quando não temos o $$ pra comprar algo tão bom. Mas depois desse problema que eu tive com a Snake, que foi a maior decepção que tive quanto aos meus equipamentos, acabei investindo no que melhor encontrei por aqui e que meu bolso poderia aguentar. Esse valor ai vai ser diluído em viagens tranquilas sem preocupação com os pés... ou quase isso. Ah, quando ao nível de ventilação do couro, vou comprar os modelos que eu tenho. A maior surpresa que eu tive foi ver minha Quest completamente seca em depois de um toró sinisto em Chalten. Meu pé estava completamente molhado porque o burrão aqui esqueceu de comprar calças impermeáveis. Deixei a bota no avanço da barraca durante a noite, que estava fria e garoando o tempo todo. No dia seguinte quando fui calçar as botas para ir ao banheiro, surpresa! As bichinhas estavam SECA! Nessa hora ouvi passarinhos cantarolando e aquela musiquinha da Disney. Já com a Snake, pra secar aquela coisa é um PARTO! Não tem nem comparação. Foram sempre necessário HORAS e HORAS pra seca-la num dia ensolarado. Tive a mesma experiência de deixa-la molhada no avanço da barraca e no outro dia amanhecer igual. Porém, é uma Snake vs Asolo... não tem nem como comparar isso! Abraços
  6. Lico e China, Vou bem atento a quantidade que é colocada no tanque pra não ter esse problema... Também quero esperar pra ver o 3º tanque, mas a tocada é a mesma, sempre! A vantagem que você tem é a distância e tempo de "viagem". Eu moro perto do trabalho e como a cidade é pequena, a velocidade de cruzeiro é no máximo 80km/h, parando em muitos semáforos. Em média rodo 25km casa->trabalho->casa, talvez isso interfira também. De qualquer modo vou esperar o 3º tanque. Logo vou trocar oleo e filtro (15.000km), devido as condições fora do "normal" de uso, e já vou pedir para os cabaços da Yamaha verem isso novamente. Mas é isso ai, vamos conversando. ::otemo::
  7. Christian, Não é bem por ai não. Estou com "problemas" em minhas botas de couro, não são Asolo mas houve problema. O couro rachou e provavelmente entrará água daqui algum tempo. Por esse motivo deixei essa bota para andar de moto e comprei uma outra. Não quero arriscar perder uma trip por causa disso. Entrei em contato com a empresa responsável para usufruir da "garantia vitalícia" e a resposta foi a maravilhosa pérola: "Foi caracterizado mal uso e a garantia não cobre. A bota foi secada ao sol causando essas rachaduras". Bom, não sabia que não podia molhar a bota e depois continuar a caminhada no sol... De qualquer forma abandonei a marca e faço propaganda negativa da mesma quando me perguntam. Espero não ter o mesmo problema com a Salomon. Abraços
  8. Xaliba, Fugindo um pouco da comparação entre modelos, mas vou te alertar sobre algo que aconteceu comigo. Estava com minha semi-falecida Snake Trilogia felizão, curtindo várias trilhas no meio do mato aqui no Paraná, sempre em lama, terra batida e pedra seca. Estava muitíssimo feliz com a bota, peguei uma confiança veiaca até que um dia quase me fufu. Fui atravessar um riacho próximo a uma cachoeira. Estava encima de uma pedra que era permanentemente borrifada por spray d'agua que caia da cachu. Era o último da fila, todo mundo foi passando tranquilão até que, quando pisei na parte molhada, VAPT! Pro chão? Não... mas foi por pouco! Dei uma sambada SINISTRA! Me agachei pra evitar um tombo, foi então que comecei a escorregar em direção a uma pequena queda n'agua. Consegui parar só quando pisei em outra pedra seca e logo zarpei dali. Em resumo, um bom solado vai ser aquele que vai te atender NAQUELA situação, e acho difícil você encontrar algo tão abrangente assim. Eu estou com uma Salomon Quest 4D e só tive alegrias na patagônia argentina. Foi seu único uso até o momento e não sei como se comporta em pedra molhada. Abraços
  9. Descalço mesmo Xaliba, sem nada nos pés? Puxa... Bom, eu pelo menos não ando de tenis na praia, não gosto da areia dentro da meia. Sempre que fui, descalço estava. Mas fico imaginando a temperatura da areia...
  10. Xalibex, O UV é bastante usado para proteção da lente, no meu caso não é diferente. Não senti muita diferença neste porque 99% dos meus clicks foram usando o filtro. Já o polarizador eu só usei OUTDOOR. Para tirar reflexo de um lago, criar maior contraste da neve com o céu. O bacana desse filtro é que ele tem uma rosca, onde você vai girando a lente e consegue observar a mudança de tons. Na foto abaixo eu usei buscando as duas coisas acima, tirar aqueles brilhos na água e reforçar o azul do ceu. Já na seguinte, foi mais por causa dos tons mesmo, já que o sol não estava batendo na água. Não sou especialista na bagaça, mas fica ai algumas dicas... Abraços
  11. Galera deu uma ressuscitada no tópico, então vamos lá! Lico, vê o serviço que vão fazer na moto, dê um rolezinho com ela e dai é só negociar. :'> ... mas que dá uma pena, isso dá! Um pouco de OFFTOPIC agora. Ae China, tudo na paz? Tive uma ótima notícia nessa última semana. Minha única dor de cabeça com a moto começou depois da primeira queda, e não foi por conta dos pequenos ralados que foram pagos pelo Sr. Atrapalhado, mas sim por conta do gasto de combustível. Inicialmente a bichinha só bebia BR Podium, mas tinha ouvido que não mudava nada para os outros combustíveis mais baratos e resolvi mudar. Tentei a Shell V-POWER e pra minha surpresa manteve a mesma autonomia (29~31km/l na cidade) da Podium por um preço mais em conta. Eis então que me "cairam". Próximo tanque, 21km/l. Reclamei com a Yamaha e mandaram eu levar lá que eles precisavam dar um "boot" na injeção. Feita a reprogramação, 23km/l e assim ficou. Levei lá mais algumas vezes e a resposta era sempre a mesma: "Essa é a média dela, não vai fazer mais!". P****, antes ela fazia 29! Mas tudo bem. Eis então que pensando com meus botões, me liguei que nosso sistema de injeção não é fechado e resolvi arriscar. Voltei pra Podium. Primeiro tanque, 23... [email protected]&*%! Em outras ocasiões eu tinha abortado o teste no primeiro tanque, mas nesse fui em frente. PIMBA! Segundo tanque: 27,5km/l Vou rodar esse 3º tanque e veremos no que vai dar. Foda é que não encontramos Podium em todos os postos por ai, mas ta tranquilo. Abraços
  12. Parabéns pelo debate! É sempre bom essa troca de informação e "cases" próprios. Assim com o Xaliba eu também estou começando e aporrinhei legal o Adam com kilos e mais kilos de dúvidas. Sou iniciante mas gosto muito de fotografia e espero poder usar minha D5000 até ela acabar. Uma informação que esta um pouco fora de questão. Em Calafate eu conheci um figura de Sampa que tinha uma Canon com uma lente walk-around que não me lembro bem o range, mas acredito que era algo próximo desses que a gente vem discutindo, 18~55-200~250mm. Ele tinha comprado a lente a poucos dias em BsAs e comentou que havia gostado mais da Sigma do que da Canon porque a primeira possuia a função MACRO, sem contar é claro, pelo custo de ambas. Adam, Se puder fazer esse comparativo em diferentes zooms eu agradeceria. ::otemo:: Abraços
  13. Jorge, Te pago um pacote de trakinas pra me acompanhar numa travessia dessas! Estou doido para conhecer o Ciri, fazer essa travessia então... Ziero, Ótimo relato! Abraços
  14. Doidões do meu Brasil varonil, Sei que as lentes são totalmente diferentes, porém entretanto todavia, nunca vi nenhuma 18-250mm. Como o Xalibrown está pensando em pegar uma, exatamente com a mesma câmera e lente que eu tenho, não há melhor maneira para eu ver os resultados. O que eu gostaria de ver seria teste do mesmo tema utilizando as duas lentes. Quanto de aproximação eu iria ter com 250mm em comparação com os 55mm atuais. Sei dos cálculos, mas não aguento mais teoria! ::lol4:: Eu gostei muito da 18-55. Achei a lente clara e com um bom ângulo em wide, porém senti falta de zoom. É nesse ponto que gostaria de ver como a 18-250mm se comportaria e se supriria minha ânsia. Abraços malucos
  15. Que maravilha Mauro! A nivel de comparação, olha só como estava a Laguna Capri no dia 09/03/2010. Quase igual suas fotos heim Maurão?! HAUiohuaioauhauhua Abraços
  16. Também uso uma Tácio. Mas acabei adaptando as alças porque não tive coragem de pagar o mesmo valor da mochila no acessório para carrega-la como canguru. A imagem não é das melhores, mas da pra ter uma idéia. Se alguem quiser fotos melhores ou dicas de como fazer as alças eu coloco. Abraços
  17. Boooa Maurão! Como as coisas mudaram! Coisa de 1 mês e a paisagem está totalmente diferente!!! Fiz esse mesmo caminho em Chalten, no sentido contrário, e não tinha uma arvore com folhas alaranjadas, muito menos neve no transcorrer da trilha. Parabéns pelo relato Mauro. ::otemo:: Abraços
  18. É nóis de Nikon D5000!!! Graças ao Adam! Bom, se a coisa for bichada já sei quem vou pedir ajuda pra esfolar o Adam! Doidão, quando chegar a camera faz um comparativo com a 18-55 e a 18-250? Estou na dúvida se me inforco nessa lente ou espero alguns anos. Abraços
  19. DaniloDassi

    Barracas MANASLU

    André, Acredito que esse problema com as cintas já tenha sido resolvido, pelo menos foi o que o pessoal da fábrica disse. Sem dúvida que um fato desse põe em evidencia a empresa, questionamentos sobre a qualidade serão feitos e todos temos o direito de expor nossa opnião. Porém temos que levar em conta tudo, não só o problema. Houve? Sim! O que fizeram para resolver? Qual a posição da empresa quanto a isso? Quantos produtos foram afetados? Houve reincidência? Entre outras coisas. Não estou dizendo que o que aconteceu com o Paulo foi problema dele e f*da-se tudo! Ele teve "n" problemas decorrente de um produto DEFEITUOSO e tem todo o direito de brigar por seus direitos. Se fosse comigo não seria diferente, acho até que ficaria um pouco mais "emputecido". Acho que o Paulo é mais cuca-fresca. Mas me diz uma coisa André, porque a Voyager? Porque não uma Discovery? Só estou perguntando por curiosidade mesmo. Abraços
  20. Rumo a Patagônica! Chilena? Argentina! Os planos dessa viagem começaram em 01/05/2009, enquanto Marcos, Ulisses, Cátia, Anderson e eu caminhávamos pela Serra do Itibiraquire, rumo ao Pico Paraná. Inicialmente a idéia era conhecer o belo conjunto de Torres del Paine, mas devido “n” problemas, incluindo o trágico terremoto que varreu o Chile no início de Março/2009, meus planos mudaram e os ventos sopraram para os lados argentinos. Com a brusca mudança de planos pouca coisa consegui reunir sobre os destinos, não tinha reserva em nenhum lugar. Em mãos apenas a passagem de ida e volta Curitiba – Buenos Aires e pouco mais de 15 dias para aproveitar. Desembarquei no Aeroporto Internacional de Buenos Aires no dia 04/03/2010. Meio atordoado com a minha primeira viagem internacional e, de quebra, solo, fui resgatar minha bagagem com aquela sensação de que a mesma seria extraviada. Enquanto observava o baile de bagagens fui perguntando se alguém ali iria para algum hostel. Um figura veio até mim dizendo que estava indo para algum hostel mas que não sabia qual. Estávamos na mesma. Mostrei a ela uma listagem de possíveis locais e ele fez o mesmo. Resolvemos que tentaríamos os hostels em comum e logo fomos atrás de racharmos um taxi. Enquanto ele acertava os detalhes eu fui atrás de um Locutório e comprar minhas passagem para El Calafate para o mais breve possível. Por algo entorno de AR$140 conseguimos um Taxi até nossa primeira tentativa no America del Sur Hostel, em vão. Então seguimos para a rua Hipolito Yrigoyen onde havia mais duas opções: Sudamerica Hostel e Milhouse. No caminho íamos perguntando em outros hostel e a resposta era sempre a mesma, LOTADO. Conseguimos um quarto no Sudamerica e resolvemos ficar por ali. Deixamos as coisas no quarto, em lockers, e seguimos para conhecer o bairro porque ainda era cedo, por volta das 16hs. No role, Hugo me explicara que estava ali para tentar uma bolsa na faculdade de Buenos Aires. Bem interessante o que nossos hermanos têm a nos oferecer. Como estava em faze de reconhecimento da cidade, não arrisquei sair com câmera, documentos ou mais do que AR$50, mesmo porque a volta seria breve. Vi muitos turistas, com câmeras imensas, celulares e até computadores no meio da rua. Me senti seguro para aproveitar melhor no segundo dia. No dia seguinte o Hugo iria correr atrás das coisas da faculdade e eu resolvi conhecer a região. Estava hospedado em San Telmo e não sabia o que isso significava até pegar um mapa turístico e ver o tanto de coisas que estavam em volta. Dei uma boa volta por Puerto Madero e alguns pontos bacanas como, Casa Rosada, Plaza de Maio, o porto e um maldito parque onde os pernilongos se banquetearam com sangue brasileiro. Aproveitei e fui até o hostel America del Sur para reservar minha pernoite em El Calafate e também comprei um óculos de sol categoria 3 e um saco de dormir compatível com as temperaturas mais frias do sul argentino. De noite fomos até o restaurante Desnivel, mais uma indicação do Marcão, onde comemos um maravilho bife de chorizo. Um dos melhores que comi durante toda a minha viagem. A noite foi curta porque no dia seguinte partiria para El Calafate as 06hs. Não era 04hs e eu já estava de pé. Um pouco por causa da ansiedade, talvez pelo nervosismo e uma pitada de dor de barriga. Meu taxi já estava a minha espera. Em menos de 15 minutos estava no Aeroparque, procurando informações sobre meu vôo para El Calafate pela Aerolineas Argentinas. Ouvi muita gente falando mal da companhia, mas até o momento em que pisava no aeroporto não tinha problemas com ela. “DELAYED : 08h00”. Maravilha! O que seria mais de duas horas sentado no chão do aero? Sem problemas. Ocorreu que não havia teto em TRELEW, onde faríamos uma escala. As 8hs partimos, sem mais atrasos. Até agora. Faltando pouco mais de 30 minutos para o pouso em Trelew, o comandante avisa que o tempo fechou e iríamos pousar em Comodoro Rivadavia e que, quando estivemos em solo, veriam o que seria feito. Maravilha!!! Depois de um pouso sinistro cheio de sacolejos e mais ou menos 15 minutos dentro do avião sem qualquer explicação, uma mensagem do além diz através do rádio que voltaríamos para Trelew, que agora poderíamos pousar. Eba! Enfim, chegamos em El Calafate apenas com 04 horas de atraso. Todos desciam do avião enrolados em blusas e eu me arrisquei a descer apenas de bermuda e camiseta. Na verdade eu esqueci tudo na mochila e não tinha nada em mãos a não ser minha máquina fotográfica. Uma leve brisa arrepiava os pêlos, mas estava tranqüilo, perto dos 17°C. Peguei um transfer que leva você até a porta do seu hostel. Achei o serviço muito bom e barato. Acredito que foi algo de AR$20 na ida e com desconto de alguns pesos para a volta. Cheguei até o America del Sur Hostel e fiz meu check-in. A galera do hostel já se mostrou animadíssima logo de cara e me mostraram todo o lugar. Como ainda era cedinho, 16hs e o sol se punha próximo das 21hs, deixei minhas coisas por lá e sai para comprar comida, gás e passagem de ônibus para El Chalten. Foi então que conheci a simpática El Calafate. Com um mapa que deram no Hostel, sai em busca de um locutório, mercado e loja de camping para comprar gás e material de cozinha. Procurei bastante e só encontrei lojas com equipamentos caros. Me arrependi de não tem comprado isso em Buenos Aires, mas já que estava ali, não tinha outra saída. Paguei R$180 num kit para duas pessoas. O que mais gostei foi a chaleira, que a patroa iria usar bastante para esquentar a água para o chimarrão. Equipamento comprado, segui para o mercado para comprar as coisas da viagem. Como minha mochila era pequena tive que economizar e acabei pagando por isso mais tarde. Comprei o básico, macarrão, pão, atum, bolachas, chocolate e coisinhas bobas para degustar no caminho. Como não tinha uma sacola, paguei R$0,10 num saco de papel pardo para carregar minhas comprar. Boa política de preservação. Tudo empacotado, segui de volta para o hostel para organizar minhas coisas e jantar. De banho tomado fui até a recepção confirmar minha reserva para a janta. “ALL YOU CAN EAT OF MEAT AND SALAD” por ARG$55, com direito a uma bebida a sua escolha. Como viajante solitário, procurei uma companhia para o jantar. Vi um maluco sentado com uma câmera reflex Canon, pensei “assunto além do SMALL TALK eu tenho, vamos lá!”. Comecei a conversar com o maluco em inglês e assim foi por uns 10 minutos até que resolvi perguntar de onde era: -“Brazil”. Cai na gargalhada e reclamei por ter gasto 10 minutos do meu inglês ruinzão. Sentei na mesa e finalmente perguntei seu nome. "José". Putz, se tivesse perguntado isso antes teria sacado de onde era, mas tudo bem! Dividimos uma cerveja Quilmes de 1L que ele tinha ganhado de uma amiga e depois dessa foram outras duas "free" por conta do jantar e outras extras. Depois de um bom papo, parti para a cama pois o ônibus para El Chalten sairia as 8hs. Pulei da cama antes das 7hs para tomar meu "desayuno" com calma. Novamente encontrei com José e tomamos café. Entretido no papo perdi a noção do tempo e quase meu ônibus. Tive que sair correndo, mas deu tudo certo. Depois de um tempo de viagem, parada esperta no “LA LEONA”, onde se pode desfrutar de banheiros limpos e uma boa variedade de quitutes. Aproveitei para usar ambos. Seguindo viagem, com barriga cheia, adormeci. Fui acordar bem próximo da El Chalten. Nos preparamos para descer de encontro com o vento frio e assim que o ônibus parou entramos no centro de visitação para uma breve palestra sobre conservação, cuidados, locais proibidos, dentre outras, incluindo o recebimento de um mapa com as trilhas, acampamentos e pontos importantes. Depois retornamos ao ônibus que seguiu poucos quilômetros até o centro da minúscula cidade de El Chaltén. Ao sair da pequena rodoviária já encontrei a famosa placa de "boas vindas", com um "background" único.... Cerros Solo, Torres e Fitz Roy. Era próximo do meio dia e logo procurei um canto para forrar o estômago. A cidade estava repleta de mochileiros, pra onde se olhava via um bastão de trekking, mochila e um bom agasalho pra espantar o frio. Achei uma pequena e confortável pizzaria. Peguei 1/2 pizza (4 pedaços generosos) num preço show, ARG$12 (mais ou menos R$6) e um suco de laranja. Fiz minha refeição numa boa, sem pressa pois ainda era cedo e a primeira parada programada seria já para dormir, devidamente acampado no Camping Las Torres. Segui caminhando a procura de um mercado para abastecer meus suprimentos com queijo, água e perfumarias. Com tudo arrumado segui meu caminho, rumo a uma das trilhas do parque. Meu roteiro iniciava pela Laguna Torres então peguei o caminho mais a esquerda, rumo ao acampamento De Agostini. A trilha tem um "top" logo de inicio, com alguns cascalhos pra te ajudar a cair... Felizmente nenhuma queda nos primeiros 10 minutos. Ninguém acompanhando no inicio da trilha e um certo número de pessoas no sentido contrário, a maioria com mais idade, acompanhados de guia e sem bagagem, todos bate-volta. Logo o trecho de subida acaba e o parque mostra suas belezas. Meu coração disparou quando vi aquelas montanhas, com neve! E pensar que eu iria para lá pertinho.... Depois desse primeiro trecho, que é mais puxado, a trilha fica leve, com poucos trechos com pedras que exija do joelho ou subidas acentuadas. Cheguei num mirante onde parei para tomar água. Como estava com um pouco de pressa, e bem distraido, não "saquei" minha câmera. De relance vi uma mochila "TRILHAS E RUMOS", pensei, só pode ser brasileiro! Um casal que estava num bate-volta, só até o mirante e logo retornariam a cidade. Conversamos um pouco e tomamos caminhos opostos. Mais um tempo de caminhada e chego a bifurcação "De Agostini < > Laguna Madre / Hija / Poincenot". Mais um "PIT STOP". Nessa hora chega duas gurias e um rapaz, vindos do Poincenot rumo ao Agostini. São três canadenses figuraças que tive a felicidade de acompanhar por algum tempo. Aproveitamos o papo e seguimos rumo ao acampamento. Fui arrastando meu inglês primário, pedindo desculpas pelos erros e utilizando da linguagem universal, A MÍMICA! O que acabou gerando várias cenas bizarras! A conversa foi animada e ajudou a afastar a cabeça das nuvens que começavam a chegar... mas logo estavamos no acampamento. Bastante gente, em torno de umas 30 barracas. Encontrei um cantinho legal e mais que depressa já arrumei minhas coisas, não queria a chuva me pegasse no meio do processo. Aproveitei que a chuva ainda não tinha chegado e fui conhecer a Laguna Torres, com água cinza cimento. Voltei para a barraca para preparar meu jantar, macarrão com sopa de queijo (para engrossar o caldo) e seleta de vegetais. Enquanto preparava fui convidado para me juntar ao trio canadense. Terminei de preparar e fui "a mesa". Logo apareceu um solitário Norte Americano e um casal de Australianos. O inicio da noite foi ótima, regada com comida, muito papo e novas amizades. Não durou muito porque estava cansadíssimo, fui logo deitar. Passei uma noite tranquila, pouco vento e nada de frio, não dentro da minha morada. Preparei meu café da manhã e foi tentar chegar ao Mirante Maestri, mas com medo de errar, parei numas pedras e fiquei por ali mesmo. Tirei algumas fotos e voltei para baixar acampamento. A caminhada do dia seria para o "Campamento Poincenot", coisa de duas horas mais ou menos. Quando iniciei a caminhada logo vi que o tempo não estava muito bom para o lado do Torres, mas como ia "beira-lo", não me preocupei muito com a chuva. Acreditei que não iria encontra-la. Continuei minha caminhada até encontrar a minúscula Laguna Nieta, à direita, e as duas outras à esquerda, Madre e Hija, que são bemmmm maiores. Nessa hora quase fui arremessado pelo vento, tive que me abaixar e pensar no que estava acontecendo. Todo a trilha até aquele momento era por dentro de uma floresta de lengas e por algum morro. A partir desse momento era "campo aberto", com duas grandes lagoas que deixava o vento correr livre, e muito forte! Eis então que sinto alguns respingos d'água. Como estava a beira dos lagos imaginei que seria só "spray" e continuei com o passo apertado. Engano meu! A chuva chegou e trouxe com ela um "cadim" de frio. Cobri a bolsa da câmera com meu anorak e comecei a me arrepender por não ter comprado calças impermeáveis. Logo as lagunas deram lugar a floresta novamente, mas a chuva não cessara. Alguns minutos pelo bosque e me deparo com um campo aberto, cheio de pedras grandes. Era nessa hora que deveria seguir as "pircas" amarelas que marcavam o caminho. Porém a chuva estava forte o que me limitava MUITO a visibilidade. Com receio de continuar e com muito frio, resolvi voltar para o bosque, que era mais abrigado do vento/chuva/frio e belisquei alguns torrones e amendoins. Passado uns 15 minutos, o tempo não melhorou muito e eu estava doido para tirar aquela roupa molhada e me aquecer, de preferência tomando uma boa sopa! Resolvi arriscar e fui lutando pra ver a marcação da trilha. Estava indo tudo "bem" até que encontrei um vasto campo, coberto de seixos e sem qualquer marcação. Parei, respirei fundo, tentei procurar por um caminho. Ia voltar quando me deparo com uma galera chegando... aproveitei o "bonde", fui no embalo e no final deu certo. Chequei no "Campamento Poincenot"! Fui logo procurando um lugar pra montar minha "casa". Seguindo a dica (acredito eu) do Paulo Motta, olhei para cima antes de qualquer coisa. Muitas galhos grandes quebrados no chão eram sinal de que as coisas acima da cabeça poderiam causar estragos. Com bastante frio comecei a montar as coisas e assim que barraca estava pronta, por volta das 17hs, atirei tudo para dentro, arranquei aquela roupa molhada e tirei uma ótima soneca!!!! Lá pelas 19hs acordei. Já não ouvia mais o barulho de chuva, que agora fora substituído pelas vozes da galera, uns ajeitando os equipos molhados, outros preparando a janta. Era hora de fazer aquela sopa esperta! Separei todo o equipamento de cozinha, pronto para fazer minha janta quando me dou conta de que não tenho nenhuma roupa seca além da minha ceroula sexy. Tive que torcer para que “meus vizinhos” fossem boa gente. Tentei ouvir o que falavam, mas não entendia bulhufas de holandês. Resolvi arriscar pedi ajuda a um dos rapazes. Disse a ele, num inglês terrível, que precisava pegar um pouco de água, mas todas as minhas roupas estavam molhadas. O maluco foi bem camarada, ou fingiu ser, pegou minhas garrafas de água e as trouxe cheias até a boca. Agradeci o rapaz e toquei a fazer a minha sopa. Depois da minha janta, fui ver mais uma vez se minhas roupas estavam secas. Elas esticadas dentro da barraca não iam secar rápido... mas não ia sair de ceroulas. E agora com essa vontade de mijar??? Sem chance, terei que me submeter ao ridículo e desfilar até a “casinha”. Coloquei meus chinelos, ceroula e uma camiseta e iniciei minha caminhada. Dei apenas alguns passos e vi que não era o único apenas com roupas de baixo... acho que a chuva pegou muita gente desprevenido. Relaxei e fui tranqüilo fazer minhas necessidades. Retornei e tratei logo de arrumas as minhas coisas, afinal, tinha que queimar energia porque logo logo iria escurecer e eu estaria sem sono. Muita gente estendendo as roupas nos galhos próximos a sua barraca. Pensei comigo, ou o povo é bem confiante ou realmente ninguém rouba nada. Resolvi não arriscar muito, deixei apenas as meias estendidas em uma pedra e a segunda pele (calça) e o anorak ficaram entre o corpo da barraca e o sobre-teto. Peguei a “louça” suja e minhas garrafas d’água e fui para o riacho limpar e recarregar meu suprimento. Aproveitei para olhar com calma a região em que estava, já que quando cheguei, mal conseguia ver o enorme número de barracas que formava o grande acampamento. Depois de uma breve caminhada, voltei para a barraca para os preparativos de uma boa noite de sono. Novamente chequei pra ver se não havia nenhum galho pronto para cair sob minha barraca. Tudo limpo! Ao contrário do que imaginava, dormi rápido e sem problemas durante a noite. Acordei mais tarde do que esperava, mesmo o dia anterior ter sido cansativo, tinha ido dormir cedo. Depois do desjejum, iniciei minha caminhada por volta das 9h30, rumo a belíssima Laguna de los Tres e o majestoso Fitz Roy! Muita gente já estava na trilha, em ambos os sentidos. Uma dessas pessoas que estava indo a Laguna era um simpático israelense que, nem se quisesse MUITO, lembraria o nome. Fomos conversando e caminhando numa penosa trilha de grandes seixos que ziguezagueava de forma a amenizar a íngreme colina. Ele me contara sobre o funcionamento do exército israelense, que o serviço obrigatório durava 5 anos para homens e 4 para mulheres e que logo após a formatura todos ganhavam uma viagem do Governo para alguns lugares, como America do Sul ou Oceania. Pouco mais de 1 hora de caminhada, chegamos ao topo da colina. Um vento gelado soprava com uma certa força, o que ajudava bastante a recuperar o fôlego. Depois de um tempo admirando toda a paisagem lá de cima, era hora de descer e chegar perto do gelada água da laguna. Depois de alguns clicks com a câmera, não pude deixar de notar um local próximo onde acumulara neve... como um "bom" turista, lá fui eu!!! Depois dessa "pagação" de mico, resolvi voltar porque já era meio dia e a fome começou a me lembrar disso. Continua....
  21. DaniloDassi

    Barracas MANASLU

    Paulo, Foi exatamente quando eu recebi a minha e acho que o Marcão também. Tanto que testamos os equipamentos no Carnaval de 2009 no P. Paraná. Você não tem fotos dela estragada, tem? Vou ficar de olho nos ilhoses e cintas. Mantenha-nos informados Paulo! Abraços
  22. Opa, viva a comida da mamãe, viu Haole?! ::lol4:: Melhor que essa não tem
  23. DaniloDassi

    Morretes

    Ae Adam, almoçou no Nhumdiaquara então? mandou bem! Eu sempre fui muitíssimo bem atendido lá e recomendo para todos. Pô, vou parar de conversar com o Otávio! Toda hora você fica falando da Serra bicho! E eu aqui a 600km e "aguadíssimo" para ir e não consigo tempo ($$$). Mas já sei com quem pegarei ótimas dicas sobre as trilhas da região. Abraços
  24. DaniloDassi

    Barracas MANASLU

    Aproveitando o embalo da galera... Ram, eu não tive problemas com a minha D. Mountain, quem perdeu um ilhos foi o Marcão. Como foi relatado pela Julia, parece que houve um período de problemas. Seria interessante um RECALL por parte da empresa, ou pelo menos um contato com aqueles que compraram barraca nesse período. Paulo, quando foi que você comprou sua barraca? A minha foi comprada dia 26/01/2009 e não tive nenhum problema com nada até o momento. Apenas uma vez notei que estava entrando água e só depois notei que foi erro meu na montagem, então não conta. Eu acredito na seriedade da Manaslu e, levando em conta o histórico de pós-venda deles, algo será feito. Espero não quebrar a cara, igual me aconteceu com a Snake Abraços
  25. DaniloDassi

    Morretes

    Depois de tudo ainda tem a banana flambada, que é espetacular! ... mesmo depois de almoçar eu tenho que concordar contigo, deu fome! ::lol4:: No Rio Nhumdiaquara a gente só entrou na água pra fazer o boia-cross lá em Porto de Cima. É meio "bobinho" mas é bão! Vou tomar um café pra adoçar a boca.
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