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José Marcos silva

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  1. Olá galera, essa foi nossa segunda trilha percorrida em um espaço de 2 anos, a primeira foi na funicular onde obtivemos êxito sem nenhum problema grave. Agora está trilha que a intenção era de descer pelo rio Mogi deu muito errado. Dia 15/06/2019 recebo a mensagem do meu cunhado, José Roberto me perguntando se eu toparia fazer a trilha que havíamos combinado que seria a nossa próxima aventura, logo topei de pronto, a princípio seria o mesmo grupo que desceu a funicular, porém 2 não puderam ir, então fomos eu o Zé Roberto o Santiago ( filho do Zé) e o Caio ( genro do Zé) esse eu conheci no dia. Marcamos de nos encontrar na estação Brás as 21:00 e seguir pra rio grande da Serra e depois pegar o ônibus até Paranapiacaba, até aí tudo Ok. Passamos a semana vendo vídeos e relatos sobre esta trilha e achamos que não teríamos problemas, " puro engano" rsrsrs. Pegamos o último ônibus pra Paranapiacaba e já chegamos no início da trilha as 00:20. Adentramos muito confiantes, porém o único que estava com botas e perneiras era eu, o restante estava com tênis, peguei meu facão e fui a frente abrindo caminho, ao entrar na trilha pegamos pra direita (1° erro) andamos uns 10 minuto e já demos de cara com um trabalho de macumba onde havia velas apagadas e uma cabeça feita de cera amarela (macabro) isso. Estava muito escuro e molhada a trilha pois estava uma garoa muito fina e muita neblina, seguindo em frente demos de cara com um barranco onde a trilha continuava, subimos com uma certa dificuldade os meninos até com um pouco mais de dificuldade por estarem de tênis, mais conseguimos subir, chegando ao fim pegamos uma curva a esquerda o meu cunhado tomou a dianteira e começamos a descer mato a baixo e já veio o primeiro rola do meu cunhado, descemos com mais cuidado até chegarmos entre duas torres de alta tensão, até aí achando que estávamos na trilha certa. A trilha sumiu debaixo das torres e começamos a procurar até que encontramos uma e seguimos andando mais um pouco demos de cara com o trabalho de macumba novamente, aí um olhou pro outro sem entender nada, eu até cheguei a achar que se tratava de outro trabalho, mais não, era o mesmo! Ali tivemos a certeza de que estava-mos "perdidos", porém ainda estávamos bem próximo da rodovia, resolvemos voltar e ver se tínhamos deixado passar algum caminho despercebido, subimos novamente e encontramos uma trilha e a seguimos com fé e coragem porém estava muito fechada de mato e em determinado momento até tinha-mos que abrir caminho com o facão, até que chegamos a um ponto em que não havia mais rastro de trilha e mais uma vez seguimos sem rumo. Voltamos novamente para a trilha e procuramos por outra até que achamos uma espécie de porteira, adentramos convictos de que agora seria a trilha correta e fomos com fé e coragem (2° erro), uma trilha bem demarcada começamos a descer, algumas árvores caídas pela trilha e depois de uns 25 minutos avistamos uma casa intacta com portas e janelas todas fechadas, nesta hora a garoa deu lugar a uma chuva leve, demos uma olhada ao redor da casa e realmente não havia indício de que haveria alguém lá dentro e resolvemos tentar abrir a porta. Não precisou de esforço pra abrir pois estava apenas amarrado com arame a fechadura entramos e já nos deparamos com uma mesa um fogão e um filtro de barro em cima de uma pia, a casa está em perfeitas condições e resolvemos dormir lá dentro mesmo. Fizemos uma varredura pra ver se não havia animais peçonhentos ou buracos por onde pudessem nos surpreender e em apenas um dos cômodos é que o forro havia caído. Nos ajeitamos pra pernoitar isso já as 3:00 da madrugada. Antes de dormir demos uma olhada nos relatos sobre a trilha do rio Mogi demos uma conferida pelo Google maps com imagem de satélite, pois eu ainda tinha sinal de internet e vimos que estávamos totalmente errados , e assim no "dia" seguinte retornariamos para o início da trilha na beira da estrada e faríamos o caminho correto, desta vem com a luz do dia para evitar mais erros. Bem, levantamos acampamento e retornamos, chegamos no início da trilha e agora pegamos o rumo certo em direção a trilha do rio Mogi, tendo como referência os cabos de alta tensão que passava horas a nossa esquerda e hora sobre nossas cabeças, paramos em um mirante pra tomarmos café e até aí tudo certo, o rumo estava Ok. Começamos a descer trilha abaixo sem dificuldade nenhuma seguindo orientações via relatos que estávamos vendo no celular, chegou um ponto em que a trilha tinha algumas bifurcações a esquerda e sempre seguimos as trilhas da direita (3° erro), passamos por algumas nascentes tomamos água abastecemos as garrafas com água e seguimos adiante, hora a trilha subia e hora a trilha descia e algumas vezes a trilha sumia rsrsrs, convictos de que estava-mos certos seguimos adiante até que a trilha começou a ter um grau de dificuldade bem alto, pois chegamos a um ponto em que tínhamos que descer por locais que parecia trilha, mais na verdade tratava-se de local de enxurrada (4° erro). O Santiago o mais novinho da turma já havia nos questionado umas duas vezes sobre estarmos errados, mais não demos ouvido a ele até que chegamos a um ponto em que tivemos que retornar, pois só restavam descidas muito íngremes e abismos. E ao retornar-mos por várias vezes não encontrava-mos a nossa própria trilha e ficando os 4 quase que totalmente desorientados, mais aos pouco fomos meio que tateando a mata e fomos encontrando as marcas deixadas pelos nossos facões. Depois de voltar quase um terço da trilha paramos pra tomar água em uma nascente e conversando e já sabendo totalmente que estáva-mos errados não me lembro quem, avistou uma fita vermelha no tronco de uma árvore sinalizando que estávamos na trilha das fitas vermelhas, ai meus amigos! vimos que tínha-mos cometido um grave erro de navegação, porém ainda convictos de que retornando iríamos pegar um caminho que deveríamos ter entrado a esquerda e seguir o rumo certo desta vez. Isso já era umas 10:30 da manhã já estávamos exaustos e o Santiago tinha um compromisso a noite com alguma namoradinha e disse que não seguiria com a gente para o Rio Mogi, até cheguei a zuar ele dizendo que ele estava amarelando e mesmo assim na bifurcação ele se despediria de nos, más só chegamos a está bifurcação as 11:15 e o pai do Santiago achou melhor acompanhar-mos ele até próximo da saída da trilha. Subimos até o ponto em que tomamos café pela manhã e ali resolvemos almoçar, meus pés já estavam detonados, embora a bota tivesse me dado mais tração em toda a trilha ela acabou com meus pés, pois não é muito confortável e judiou muito do meus dedoes, almoçamos e já com o corpo esfriando, esfriou também a vontade de continuar a aventura, já estávamos exaustos e aí eu resolvi titubear (amarelar mesmo rsrsrs) e o resto veio junto, pois eu sabia que o Zé não estava muito confortável em deixar seu filho voltar sozinho pela trilha e resolvemos ir embora todos juntos e tentar fazer a trilha em um outro dia. Saímos de casa convictos de que seria de um jeito e foi totalmente diferente, graças a Deus não aconteceu nada de mau com a gente, porém está aventura tinha tudo pra ter dado errado, pois passamos por situações reais de perigo, que este relato sirva de alerta para aqueles que acham que fazer uma trilha é coisa simples e que é só seguir uma trilha no meio do mato.
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