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Robson De Andrade

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Tudo que Robson De Andrade postou

  1. Se depender de mim os guias vão ficar pra trás haha Sobre Campo dos Padres eu li alguns relatos, alguns antigos outros mais recentes de pessoas que foram sem guia, apenas com autorização para passar pelas propriedades. Eu pretendo pedir apenas as autorizações e seguir. Eu sei que Campo dos Padres é um lugar difícil, mas isto não é desculpa pra enfiar guia pra mim, sei até onde vai minha segurança e assumo responsabilidade pelo caminho. Sobre Campo do Quiriri, o relato que li, https://trilhasetrips.blogspot.com/2017/08/travessia-da-serra-do-quiriri-do-monte.html Atualizado em julho 2020 apenas exigem autorização, e que devido a pessoas sem noção mudaram as regras, então aí devem ter incluído guia talvez. Procurei por outro caminho recomendado "Trilhas do queijo", porém não é mais permitindo o acesso por ali. Uma pena que eles vão fechando tudo, alguns vão acabar sendo transgressores e indo assim mesmo, não que seja meu caso ainda haha
  2. Legal! Estou de olho nas serras de Santa Catarina, não sou do estado, estive no começo do ano passando por lá, Araranguá. Gostei do lugar e cogito me mudar um dia. E tenho na minha lista Campo dos Padres e recentemente vi um lugar chamado de Serra dos Quiriri e já guardei no meu coração rsrs neste caso me parece que permite mais autonomia, também tem que pedir autorização, vi uns relatos e pretendo começar por lá antes de bater perna no Campo dos Padres.
  3. Eu encontrei alguns relatos de pessoas que partiram de Alfredo Wagner até Urubici sem guia, porém com autorização. Não sei como é pelo Soldado Sebold. Confesso que isso desanima, não sou um transgressor, assino e pago o que tiver, mas enfiar guia e pacotes é foda.
  4. Eu sempre penso em fazer sozinho a trilha, sei que alguns lugares eles não aconselham. Não sou muito fã de guia haha. E pelo visto é um trecho bastante turístico, mas o lugar é lindo, está no meu coração e em breve devo me perder por lá rsrs
  5. Lugar incrível e muito bonito. Venho acompanhando sobre aquela região porque pretendo fazer a travessia começando pelo Morro das Pedras brancas, passando pelo Campo do Padres até Urubici, aqui no site me indicaram começar pelos Soldados Sebold.
  6. Eu fiz no final de Janeiro deste ano, até escrevi um relato aqui, é um lugar legal, é um trecho "não permitido". Mesmo assim um dia desses eu quero voltar lá, ver algumas coisas que não vi. Quando eu fui tava chovendo muito e fazia calor, seria legal fazer num tempo frio, mas seco rsrs.
  7. Eu dei umas voltas pelo interior do RS, fiz uma travessia por lá, Ferrovia do Trigo, lugar de trechos muito bonito. A pandemia deixou a viagem um pouco marcada, principalmente no rosto hahaha mas deu tudo certo. Então tá na minha lista a Serra Catarinense "Campo dos Padres" também sem previsão e quem sabe voltar pro litoral. Você é de onde? Eu sou do Mato Grosso hihi
  8. Opa! Aquele lugar é da hora, só não sei quando vou rsrs Mas tenho em mente no fim de maio/começo de Junho. Então boa sorte e quando voltar muitas histórias pra contra pra gente
  9. Muito legal!!! Tenho planos de ir pra Santa Catarina fazer o Campo dos Padres e o tempo que sobrar seria pra dar umas voltas pelo litoral, conhecer um pouco. Eu confesso que não curto lugares agitados, muita gente, e trilhas perto de areas urbanas tem aquele receio de encontrar um doido haha. Eu estive em Araranguá, uma passagem rápida, lá conheci o morro dos conventos e pisei numa praia pela primeira vez.
  10. Nesse dia eu tava voltando de Santa Catarina, cheguei lá por volta do meio-dia, depois fui para o aeroporto.
  11. Tive que dormir por lá, tava acabado, chuva e a noite chegando. Não me arrependo pq descansei de boa e voltei para os trilhos pela manhã. Tomei a água e um refri do Clair kkk Eu fiquei em POA até o dia 3, no Hostel Rock.
  12. Fala Gustavo, blz? Não tinha como não compartilhar, essa vontade de ir até lá começou neste site haha Depois de ler relatos aqui guardei aquele lugar no meu coração kkkk Então, um dia eu sai do meu emprego hihihi e com dinheiro no bolso organizei essa travessia, o corona me fez adiar por quase um ano, quem sabe um dia eu volto lá, talvez acompanhado ou sozinho outra vez rsrs Abraço.
  13. Se o mundo não acabar, lá vou eu kkkkk Já não dava para adiar o inadiável, tinha de ser agora ou sabe se lá quando. Sai de Porto Alegre às 13 horas do dia 28, previsão de chegada lá por volta das 16 horas. Passagem de volta só na Estação Rodoviária de Muçum, vou lá pegar a minha kkkk As estradas para o interior são muito boas, a paisagem é agradável aos olhos a primeira vista. Em Guaporé desci numa calçada, vi um táxi e pedi para me levar até o Hotel 55 54 9106-7404 Ande com um pouco de dinheiro rapaz, tive que ir numa agência sacar para pagar o taxista. No Hotel Rocenzi ninguém usava máscara, foi assim até o dia seguinte a minha saída. Fim de tarde tive que ir num mercado local debaixo de chuva, por insistência do Sr. Rocenzi levei seu guarda-chuva rsrs Tudo de boa no hotel, só aguardar pelo dia seguinte. Meu plano era sair sem café da manhã e caminhar até os trilhos, só que não. Fiquei para o café da manhã, deveria ter comido mais rsrs E o plano de ir a pé também rodou, chamei um táxi que me deixou na estação, a chuva caiu logo em seguida, teria tomado ela na cidade se tivesse saído a pé. Ajustei a mochila nas costas protegida com sua capa, usei uma jaqueta impermeável que comprei em Porto Alegre, na Decathlon, já sabendo que ficaria feio o tempo durante a minha travessia. A estação reformada de Guaporé. Primeiro Dia: Chuva, chuva e mais chuva "Não é um dia ruim só porque está chovendo." segui de boa, não tinha me entusiasmado tanto assim rsrs Os primeiros passos são... sei lá os primeiros passos, um pouco chato, margeando casas, estradas, lixo visível nas beiradas... Quando cheguei no meu primeiro túnel abri um sorrisinho, fiz o mesmo quando cheguei no meu primeiro viaduto. Choveu praticamente o dia todo e quando parava tinha de tirar a jaqueta impermeável para logo em seguida botar ela outra vez, o terreno castiga e os pés começam a sofrer, todo o caminho é só pedras, dormentes. Dentro dos tuneis bateu uns pensamentos sobre a morte, a solidão que me seguiram por boa parte da travessia. Eu tive a ideia de parar e desligar a lanterna para ficar naquele estado de completa escuridão e silêncio, talvez aquele fosse o mais próximo da morte estando vivo, consegue imaginar escuridão total e silêncio? Mas eu estava vivo e tinha de seguir, que alívio trouxe cada luz da saída. Fiz uma pausa para comer, descobri que tinha comprado pão de alho, não era bem isso que queria haha Nunca mais quero saber de pão de alho e atum em óleo. Optei por não fazer fogo, enlatados são uma boa opção, barrinhas de amendoim também, pão de alho não rsrs Lá pela metade do dia fez um solzinho. E o resto da tarde cairia mais chuva. Chuva pra caralho! cheguei na estação abandonada com a bota encharcada, a água escorreu da calça para a coitada da bota. A estação abandonada me segurou, ali tirei as botas e segui de chinelo, os meus pés agradeceram, os ombros não tinham muita escolha, lá perto do fim da tarde já chegava no meu limite. Parei perto do Recanto da Ferrovia; não estava nos meus planos ir lá. Quando cheguei fui recebido por um cachorro muito simpático, não vi uma alma humana, já tava querendo vazar dali, até que o proprietário do lugar, o Clair surge nada simpático se comparado com seu cão. Acho que pensou que estava invadindo, depois disse que tinha que ter reserva, trocamos umas ideias, cada um no seu cada um, acabei ficando assim mesmo, pra mim tava bom, ali tomei banho, escovei os dentes e me reorganizei para vazar pela manhã. O trem passou algumas vezes durante a noite, fazendo um tremendo barulho. Segundo Dia: Sol O sol já dava as caras quando passei pelo Viaduto Pesseguinho, este também vazado, dava pra andar num bom ritmo pelo meio e dificilmente você vai cair se ficar só no meio. Andava parando para olhar ao redor, meu medo de altura não é lá grande coisa, mesmo assim eu senti que ia travar por lá junto do receio do trem passando por ali, imagina a correria ali rsrs Há placas com avisos de que não é permitido fazer passeios por ali. Bem, o que não é permitido? kkk Tomem cuidado dentro dos tuneis, eu tropecei uma vez e quase fui ao chão, fora que meu pé torceu umas duas vezes; sem grandes problemas. Parte de alguns tuneis desabaram e devem estar desabando, vi água saindo das paredes no meio de um túnel, não precisei correr até um daqueles "abrigos". Havia dormentes arrebentados e soltos dentro do túnel, sinal de que poderia dar merda. Há um túnel de mais de 1200 metros, este deu pra perder a noção do tempo por lá, e outros que você sonha kkkk Tentei seguir uma trilha perto de um túnel, ela ia pra cima de um morro, subi com mochila e tudo, até que vi uma fita, acho que era uma fita vermelha, fiquei receoso sobre aquilo, desci rapidinho, mas de ré em alguns pontos, caso contrário a queda seria engraçada kkkk Ao longo do caminho se vê locais de acampamentos, eu sabia que mais tarde teria que procurar um, os bons foram ficando para trás. Há lixo deixado pelo caminho, guardem o seu lixo e jogue na lixeira da cidade mais próxima. Fiz o meu almoço diante desta linda paisagem e o rio Guaporé nervoso lá embaixo , Segui com o sol de rachar. Percebi que o lugar não é totalmente isolado; há sítios e fazendas por quase todo caminho, às vezes ouvia pessoas falando, cachorros latindo, carros transitando por alguma estrada... Há sinal de telefone e até o 3g tava dando sinal em alguns trechos haha Achei uma cachoeira perto de um túnel, melhor água que tomei, haha Água não falta pelo caminho, obviamente de procedência duvidosa, usem clorin moças e rapazes kkk Uma surpresa no trilho, tomando um sol talvez? A mochila já castigava novamente, os pés pediam para parar e minha teimosia de continuar era maior. Saindo de um certo túnel, já tinha perdido as contas de qual era, mas era perto do ponto mais "turístico". Ali vi pessoas de bobeira, a primeira impressão é de manter distância e ficar esperto, mas vi que era um casal, trocamos algumas ideias e segui... Mais pra frente, encontro outras pessoas, um grupo de amigos fazendo a travessia até Guaporé, trocamos umas ideias também. Havia pessoas em outro túnel com lanternas, poxa vida ali percebi que não estaria mais sozinho rsrs saindo dali mais um grupo de pessoas, que estavam retornando, segui junto deles, conversamos sobre como fui parar ali, de onde era, para onde vamos... Confesso que foi a primeira vez que senti seguro ao caminhar por outro túnel, na verdade a companhia das pessoas que tinha acabado de conhecer trouxe essa sensação, um deles se ofereceu para carregar minha mochila, passamos por trabalhadores fechando um lugar que tinha uns arcos, e mais pessoas surgiam, quando saímos do túnel tinha praticamente dezenas de pessoas do outro lado. O rapaz apertou minha mão, desejou me sorte e perguntou meu nome, respondi e ele me disse o seu, e seguimos nossos caminhos. Segui desviando das selfies, dos caras das agências kkkk fui parar lá no meio do v13, cansado, a paisagem maravilhosa, até que mais gente se aproximou e eu tinha de ir. Por ali passou pessoas com cachorros, crianças, dei boa tarde, uma mulher me perguntou o que estava fazendo ali com a mochila nas costas, há maluco para tudo né? rsrs E assim uma hora você está completamente sozinho, no outro dia encontra pessoas dispostas a carregar sua mochila, apertar sua mão e lhe desejar sorte. Experimente um pouco de solidão e boas companhias também E continuei com minha teimosia, só pararia se achasse um lugar para acampar quando o sol já tava se escondendo, muitos paredões de pedras... Fique atento aos sinais do corpo rapaz, é hora para tudo, hora de caminhar, hora de parar, de cansar, de descansar... Terminei o dia exausto, montei a barraca e tentei dormir, a noite choveu pra caralho e o fim estava próximo. Terceiro dia O último dia começou, escovei os dentes, desmontei a barraca, arrumei as coisas, já não estava me sentindo bem, o cansaço do dia anterior ainda estava lá, andava cambaleando, a água estava ficando intragável, só queria parar. Acabei sonhando com mais tuneis e viadutos, pensei que o v13 estava a minha frente, quando na verdade já tinha passado por ele, encontrei um casal indo na direção contrária, apenas um bom dia. Quando vi a plaquinha de Muçum vi que o meu "sonho cansado" tinha chegado ao seu fim. A travessia pede prudência, paciência e resistência. São quase 60km caminhando por dormentes, pedras, tuneis e viadutos. Em Muçum me hospedei no Hotel Marchetti 55 51 9566-8544 muito bom o lugar. Almocei no Kiosque da Praça, os caras não usavam máscara huehue Mas a comida compensou. A noite pedi um hambúrguer que fica ao lado do hotel, havia alguns jovens no local vivendo como se não houvesse segunda-feira haha As passagens para Porto Alegre são vendidas na estação rodoviária, só aceitam dinheiro. Em POA me hospedei na chegada no POA ECO HOSTEL 55 51 3377-8876. Fiz a reserva pelo HostelWorld Na volta para POA fiquei hospedado POA CENTRAL - Acomodação Econômica 55 51 9415-5531. Se um dia retornar optaria pelo POA ECO HOSTEL sem dúvidas A empresa que opera por aqueles lados é a Bento Transporte, comprei a passagem até Guaporé pelo app da Veppo. http://www.bentotransportes.com.br/horarios Minha viagem não terminou em Porto Alegre como previsto, mas em Santa Catarina, e isso é uma outra história Agora devo estar de quarentena, quem sabe? rsrs Até a próxima.
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