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baqueta182

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  1. Sim. Na ladeira da vó Salvelina. Falar com Marco Véio.
  2. Oi, acho seu roteiro muito corrido, cada um tem sua preferencia, eu acho melhor focar em uma determinada regiao, para nao perder tempo com deslocamento, principalmente quando o tempo é curto. Teu roteiro praticamente começa em Cusco, entao nao seria melhor pegar um voo para Lima e depois outro para Cusco, ao inves de ir para Santa Cruz, pegar voo para La Paz e depois um onibus de quase 24h ate Cusco? Tem voos bem baratos da Taca, e ser for de Lan pode fazer BSB/Lima/Cusco e depois Calama/Santiago/BSB, tudo pela Lan. Em relacao ao roteiro, como sao so 17 dias eu deixaria de fora o Chile, pelo menos Santiago, começaria em Cusco, depois Puno, Copacabana e La Paz (vi que vc nao deixou tempo para conhecer La Paz), voltaria para o Peru, Arequipa e o Vale do Colca, Nazca, Paracas e Lima. Voce pegaria um voo ida e volta BSB/Lima apenas. Em relacao a Assuncao no Paraguai, nao tem muita coisa para ver, mas é uma cidade bem traquila, de uma caminhada pelo centro historico: Plaza de Armas, Panteao dos Herois, Palacio Lopes. Nao se esqueca, nao é Ciudad del este, mas inda é Paraguay, entao aproveite para comprar!
  3. Sou mais Paraty do que Buzios... pense nisso!
  4. Tire um dia para fazer trilha no Parque Nacional da Floresta da Tijuca... gaucho_poa, tambem sou de porto alegre e tambem vou para o rio exatamente nesses dias 17 a 27 outubro, é colorado? vou para o jogo contra o Flamengo, dia 22 eu e mais dois amigos, fizemos um roteiro que revira o rio de cabeça pra baixo
  5. Ta bom, só que tem muitos dias em Madrid. Madrid não é uma cidade essencialmente turistica, é como se fosse São Paulo, em termos de Brasil e Barcelona o Rio... 4 dias nesse roteiro é muito... tire um desses dias e visite uma das tres opçoes nos arredores: Toledo, Avila ou Segovia. Avila inclusive fica no caminho para Salamanca. Melhor seria 2 dias mesmo em Madrid, um DT em Toledo e um em Avila... é o que eu faria... Outra coisa, vai de Salamanca para O Porto, porque porque Coimbra fica entre Lilsboa e Porto e voce ganharia algumas horas aí...
  6. Não que seja ruim mas tire 2 ou 3 dias de San Pedro de Atacama e coloque em Cusco, tem os sitios arqueológicos nos arredores, alem do Vale Sagrado. Em Lima, va no fim de tarde para Paracas e na manha seguinte faça o passeio nas Islas Ballestas, depois vá para Ica e passa a tarde em Huacachina, de repente fique por la e volte para Lima na manha do outro dia. Para Lima 2 dias é suficiente.
  7. hehe, carro eu digo qualquer transporte! O melhor entao é pegar um transporte de Vaqueria ate a entrada para a 69, pernoitar por la (é possivel?) e no outro dia descer ate llanganuco. Saindo de Cashinapampa chega-se que horas em Vaqueria? Nao seria possivel pegar um transporte de Vaqueria ate a entrada para 69, subir a pe´e depois voltar ate llanganuco até o fim da tarde? Quanto tempo demora para fazer a laguna 69? abraço
  8. Ola Peter, estou indo para Huaraz em fevereiro, sei que nao é a época boa, mas é o tempo que eu tenho. Meu roteiro é: Huaraz Dia 1: Chavin de Huantar Dia 2: Nevado Pastoruri Caraz Dia 3: Canon del Pato (down-hill de bike) Dia 4: Laguna Paron Dia 5, 6, 7 e 8 Trekking Santa Cruz-Vaqueria Minha pergunta é o seguinte: é possivel a partir de Vaqueria fazer a Laguna 69 e Llanganuco de carro, depois de chegar a Vaqueria? O que voce recomenda? Acredito que se chega em Vaqueria em torno do meio-dia. Sera que da para ir a Laguna 69 no mesmo dia e depois LLanganuco, mesmo com transporte? Ou seria melhor ia a 69 com transporte a partir de Vaqueria e pernoitar em Llanganuco ou Vaqueria e no outro dia conchecer Llanganuco... Obrigado Rodrigo
  9. As 7 Party-Maravilhas do Mundo: Las Vegas Cancun Ibiza Amsterdam Santorini/Mykonos/Malia Sharm-el-Sheik Bali
  10. Estive em Dahab por uma semana em dezembro, o onibus demora 9h ate o Cairo. Nao tem problema algum. Muitos turistas viajam tambem.
  11. Ola pessoal saindo dia 8 para Egito e Emirados acompanhar o Inter no Mundial de Clubes. vou manter um blog on line, o mesmo que fiz quando fiz um mochilao para Bolivia, Peru e Chile. Acompanhem la: www.baksdemochila.blogspot.com
  12. Pessoal, reativei o blog, estou saindo em mochilao por Egito e Emirados Arabes, a partir de 8 dezembro. Acompanhem ao vivo: www.baksdemochila.blogspot.com
  13. Enfim, o fim Olá pessoal! Já de volta ao Brasil. Pra matar a saudade: ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ççççççççççççççççççç hehehehee Na verdade ja tô aqui desde terça. Depois da ultima balada cusquenha domingo de noite, saí para visitar alguns museus por lá, na segunda pela manhã. Fui no Koricancha, que foi um templo inca mas hoje é uma igreja e no melhor museu de toda a viagem: o Museu Inka. O Museu é muito interessante, cheio de interatividades. Conta toda a história da civilização incaica, de forma muito agradável e criativa. Fica situada logo ao lado da praça central. Nas ruelas de Cusco, da pra ver muitas construções com pedras incas e depois, na parte de cima, ja com estilo colonial. Bueno. Depois da banda por Cusco, fui no hostal pegar minha mochila e me mandei pro aeroporto. Tinha uma procissao de sei-lá-o-quê por lá. O táxi demorou e quase perdi o vôo. Na verdade até perdi, pois não queriam me deixar entrar. Chorei até que me deixaram ir: Moro em PortoAlegre, se eu perdesse esse vôo, que saía agora as 14h, só amanhã de manhã. Um pouquinho de licença poética. Valeu Adoniran Barbosa. Cheguei em Lima no final da tarde. Ainda deu tempo de rever os amigos de lá. Fiz algumas compras no Shoping Larco, um centro de compras que fica a céu aberto na beira do mar. Muito legal. Comprei camisa da seleção peruana, um livro do Mário Vargas Llosa em espanhol e algumas garrafas de pisco, ou seja, futebol, cultura e cachaça. Creio que ja posso tirar meu brevê. Foram 8h30min de vôo, sem contar as esperas dentro do avião: 3h de Lima a Santiago, mais 1h30min de Santiago a Buenos Aires, daí 2h30min de Buenos Aires a São Paulo. Pô, passei por cima de Porto Alegre. Depois mais 1h30 de Sampa pra POA. Chegando em POA às 18h marcamos um rodízio de pizza na Cia pra rever os amigos, que acabou em cachaçaria no Tropicália. No outro dia, mais cachaça no Nova York, com outro grupo que nao pôde ir na terça. Dae fui desfazer as malas, rever alguns malas, botar em dia as notícias brasileiras, separar as fotos e vídeos no computador e me dedicar a obra-prima que vocês vao ver la embaixo. Bem, me despeço de todos os leitores e dos amigos que fiz na viagem. Espero ter passado um pouco do que vi e senti nesses 60 dias. Meu conselho é: vai pra lá, vai mesmo. Também um abraço a todos novos e grandes amigos que fiz na trip, em especial aos meus anfitriões, o Gerald e a Alejandra, em Lima e a Hilda, em Oruro. Koen - Bélgica Sam - Bélgica Luís - Brasil Fred - França Bruna - Brasil Carlos - Bolívia Toni - Bolívia Taila - Brasil Gisele - Brasil Hilda - Bolívia Will - Bolívia Ksenia - Rússia Irina - Rússia Thijs - Holanda Santiago - Argentina Anthony - Irlanda Álvaro - Chile Felipe - Peru Mayra - Peru Luz - Peru Tommy - Noruega Omar - Peru Adriano - Peru Zeno - Itália Martin - Alemanha Marlene - Canadá Camilo - Canadá Rolf - Alemanha Sonja - Alemanha Josune - Espanha (País Basco!) Nerea - Espanha Oriol - Espanha Carmélia - Peru Vitória - Argentina Carolina - Peru Gerald - Peru Alejandra - Peru Michelle - Austrália Lena - Suécia Ângela - Brasil Dani - Brasil Fui! Ops, já ia esquecendo, dá uma olhadinha no videozinho aí embaixo! Até a próxima, que vai se chamar Baks na Trilha do Gelo, Uma Jornada Até o Fim do Mundo.
  14. El Camino Inca Hasta Machu-Picchu A cereja do bolo. No final, Machu-Pichu. Saímos de Cusco às 6h da manha de quarta-feira. No início, uma viagem de ônibus até Ollantaytambo, onde no km 82 da estrada-de-ferro Cusco-Aguas Calientes desembarcariamos para a longa peregrinaçao a pé até a cidade perdida de Machu-Pichu, simplesmente o principal destino turístico da América Latina. Chegando no ponto de partida, tomamos um pequeno desayuno, ja que saímos muy temprano de Cusco e nao haviamos comida nada. Após uma pequena apresentacao do grupo (8 viajeros e 8 ajudantes) iniciamos a viagem, isso ja era meio-dia. No meu grupo, dois alemaes, dois canadenses e tres espanhóis. Cinco minutos de caminhada e ja temos que parar no primeiro posto de controle do Camino Inca. O governo peruano limitou o número máximo de viajantes em 500 por dia, contando tudo, turista, guias e portadores. O posto fica bem numa ponte, sendo impossível passar por ela sem que se passe pelo posto, ou seja, quem quer ir por conta, tem que descobrir com atravessar o Rio Urubamba. O inicio da caminhada é facil. Terreno plano. Umas 2 horas até a primeira parada, onde almocamos. O mais incrivel sao os portadores. Eles carregam 4 vezes mais peso que os turistas e chegam bem antes. Eles armam as barracas, a cozinha, deixam tudo pronto. Dai saimos. Eles desarmam tudo e quando chegamos a proxima parada lá estao eles de novo, com tudo pronto esperando pela gente. Depois do almoco mais caminhada. Aí veio a primeira subidona, uns 45 min de subida. Chegando no alto passamos pelo sítio arqueológico de Willkarakay, que vemos la no fundo do vale. Lá em cima, a agua ja custa 3 soles, e segundo me disseram, quanto mais longe da civilizacao mais inflacao. No proximo ponto ja estava 4 soles. Chegamos ao primeiro acampamento, onde jantamos e, sem nada pra fazer, tentamos dormir. Aí deu problema pra mim. Como durmo de bruços e o colchonete era pequeno, nao consegui dormir nada pois os joelhos doiam muito. E o pessoal tambem nao dormiu direito por causa do frio. No outro dia, acordamos, quer dizer, levantamos às 5h para comecar o segundo dia, o mais terrivel de todos. Estavamos a mais ou menos 2800m de altitude e comecamos a caminhada. Terrivel. Subida e baixada. Subida e baixada. Subiiiiiiiiiiiida e Baixaaaaaaaaaaada. Até o ponto mais duro de todos. A subida de uma hora e meia ate o primeiro passo, o monte Abra Warmiwanuska, a 4200m. Voce esta la embaixo e da um desanimo geral saber que tem que subir tudo aquilo. Quando se chega la em cima o frio é intenso. Voce esta muito cansado mas logo o suor da roupa comeca a gelar e fica pior ainda. O negocio é ficar sempre caminhando. Depois da longa subida, uma longa baixada. Quase uma hora descendo. E aí o camino inca se torna muito perigoso, pois as pedras resvalam e as escadas tem os degraus muito grandes. mas enfim, chegamos ao ponto final, depois de sete horas de subida e descida. Lá acampamos e, muito cansado, consegui dormir uma hora, afinal. No terceiro dia, sexta, acordamos as 5h30min. Seria o dia mais longo, com 7 horas de caminhada, perfazendo 16 kilometros. Logo no inicio uma super subida de 1h. Quando digo subida, é subida mesmo, em degraus, o que fica pior ainda. Lá no topo, as ruinas de Runkuraqay, que seria um posto de passagem inca. Atingimos o segundo passo, a 3780m. Os incas fizeram varios deles, a cada 10km, como se fosse um hotel para os caminhantes ate Machu-Pichu descansarem. Seguindo adiante, comecamos a baixar mais e a paisagem vai mudando, ficando mais verde. E veio a chuva. Antes havia chovido tambem, mas so uma garoa. O forte era a noite, para sorte nossa. Mas dae comecou a chuva de dia, o que atrapalhava ainda mais a caminhada. Passamos por alguns tuneis que os incas esculpiram na rocha e chegamos ate Sayaqmarca, um outro ponto de descanso e um templo de adoracao ao sol. Baixamos um pouco mais e chegamos exaustos ao ponto de almoco. Recomecamos a marcha até atingirmos o terceiro passo, Phuyutamarka, a 3620. A partir dali seria so descida. Mas nao quer dizer mais facil. Descida o tempo todo é muito ruim. Como se fosse descer escadas, mas escadas molhadas e tortas, feitas de pedras. Chegamos ate Phuypatamarca, um templo de adoracao a agua. Descansamos um pouco e seguimos numa descida de aproximadamente 3 horas ate perto do acampamento. Lá, o caminho se divide em dois, um mais curto ate o acampamento e outro mais longo, mas que passa pelas ruinas de Intipata, um centro agricola com terracas de cultivo que provavelmente abastecia a cidade de Machu-Pichu com comida. Resolvemos pegar o caminho mais longo, é claro. Em Intipata, a paisagem é incrivel. Estamos a 2h de Machu-Pichu. La embaixo da pra se ver o rio Urubamba e os trilhos do trem, alem dos nevados ao longe. Curtimos uns 30 minutos a vista e chegamos ao último acampamento, este um luxo. Em Wina-Wayma se pode tomar banho com agua quente, tem musica, se come dentro de um enorme restaurante e tem inclusive, bebida gelada, que nao via a tres dias. Todos os grupos se encontram lá. É um clima de festa total, depois da janta todo mundo acaba dancando. Mas só ate as 22h. No outro dia, acordamos as 4h. Deixamos tudo pronto e partimos. Nos despedimos dos portadores, os companheiros que trabalhavam e carregavam nossas coisas montanha acima. Agora faltavam so duas horas ate MP e depois voltariamos de trem. Consegui dormir 3h, o recorde. Bueno, chegamos as 5h10 no posto de controle, que abre as 5h30min. Isso porque queriamos ser o primeiro grupo a chegar a MP. Mas outros tambem haviam pensado nisso e ja haviam dois grupos na nossa frente. Passsamos pelo posto e recomecamos a caminhada, quase totalmente plana. No caminho passamos por mais ruinas, como Intipunku. Duas horas depois, apos uma curva nas montanhas, se abriu, na nossa frente, as maiores e mais bem preservadas ruinas incaicas ate entao descobertas, a cidade esquecida de Machu-Pichu. Machu-Pichu foi descoberta em 1911 pelo americano Hiram Bhingam, hoje nome de trem. Bhingam estava atras da cidade onde os incas remanecentes haviam se escondido depois da conquista espanhola. Mais tarde, descobriu-se que essa cidade estaria a 100 km dali, ja na selva peruana. O que se sabe sobre MP nao é muito. A teoria mais aceita é de que se tratava de um retiro do imperador Inka, para descansar e fugir do clima rigoroso de Cusco. Cusco esta a 3500m. MP, a 2500m. Segundo os historiadores, MP foi esquecido por ordem dos sacerdotes. Isso porque os espanhois estavam destruindo e saqueando tudo. Os sacerdotes entao ordenaram o abandono da cidade. Os incas nao haviam desenvolvido a escrita e seus registros historicos eram feitos em quipus, uma especie de corda com varios nozes. Os espanhois haviam matado todos os amautas, as pessoas que sabiam ler esses cordoes. Entao MP, ainda bem, so apareceu ao mundo em 1911. Machu-Pichu é uma cidadela cheia de fontes, templos e casas. Ao fundo, o Huayna Pichu, a montanha que cerca a cidade. Tinhamos decidido subir o Huayna Pichu, umas 2h para subir e descer mas estavamos tao cansados que desistimos. A visao la de cima deve ser fantastica. Da proxima vez, vou de trem, dai vou poder subir o monte. Demos uma volta geral pela cidade com o Jose, nosso guia, explicando varias das construcoes, como o relogio solar, que servia como calendario para saber a epoca certa da colheita e plantio. Depois de um tempo, la pelas 11h o Jose deu as ultimas coordenadas, de como pegar o trem, que saia as 14h e o local do almoco e disse que teriamos mais uma hora a vontade para percorrer a cidade, antes de descer ate Aguas Calientes, a cidadezinha no sopé da montanha. A partir das 11h, MP comeca a ficar lotada de gente. Chegam os trens de Cusco e só se ve turistada gringa por toda a parte. Estavamos todos podres e resolvemos ir para Aguas Calientes. Infelizmente, fazendo a trilha inca, voce chega a MP podrao e fica sem nenhuma vontade percorrer as ruinas. Faltou muita coisa pra ver la. Descemos para Aguas Calientes. O onibus vai ziguezagueando montanha abaixo. Lá almocamos e pegamos o trem para Cusco. Na verdade, ate Ollantaytambo, e dali, onibus ate Cusco, onde chegamos em torno das 6h. Dai dei um tempo, comi alguma coisa, mexi na internet e acabei nao dormindo. Quando foi 23h30 sai pra balada, é claro. Acabei no Mama Africa, o point da gringaiada em Cusco. Cheguei no hotel ja era 4h da manha e dai preguei no sono. Hoje de manha me acordaram as 8h para fazer o passeio de rafting pelo rio Urubamba, que ja havia comprado antes. Desisti. Tava podrao. Voltei a dormir e acordei hoje as quatro da tarde. Agora to legal. Vou aproveitar a ultima noite em Cusco. Amanha vou recorrer outros locais da cidade, uns museus e lugares de interesse turistico. As 14h30 sai o voo para Lima, onde chego as 16h. Depois, ja na terca, 2h30min, o voo de volta ao Brasil.
  15. O Umbigo do Mundo Napaykullayki! (Hola! em quechua) Estou em Cusco, a capital imperial. Cusco, em quechua, quer dizer "umbigo do mundo". Os incas acreditavam que a cidade era o centro do planeta. Bueno. Chegando domingo fui logo procurando um lugar para me quedar. Achei um quase ao lado da praça principal por 20 soles, o Fenix. Deixei minha equipaje e fui explorar a capital dos incas. Cusco é uma cidade de arquitetura colonial que conserva vestígios de construçoes incas aproveitadas pelos espanhóis para construir suas igrejas e palácios. Pode-se ver por toda a parte cosntruçoes com a base em pedra dos tempos dos incas e a parte superior colonial. Os espanhois destruiram quase tudo. A cidade conta com cerca de 270 mil habitantes. O que tem de gringo aqui nao é brincadeira. A estrutura turistica é excelente: restaurantes, hoteis, agencias de viagens, casas noturnas, para todos os gostos e bolsos. Tudo em Cusco gira em torno da Praça de Armas, como em quase todas as cidades peruanas. A praça é rodeada de restaurantes e lojas para turistas. De um lado esta a catedral, construida sobre o antigo palácio do Inca Viracocha. A construçao tem tres naves imensas e como é de costume, no se puede sacar fotos da parte interna. Saindo da catedral, logo ao lado, na outra esquina esta a Igreja de La Compania, erguida pelos jesuitas em 1576, no local onde ficava o palácio Amarucancha de Huayna Capac. Lá da parte de cima da igreja da pra se ter uma visao bem legal da Plaza de Armas. Saindo de la, tratei de jantar e voltar pro hotel. Aproveitei para comprar os passeios em Cusco. No dia seguinte foi reservado para conhecer o Vale Sagrado dos Incas, passeio de bus pelos vales a cerca de Cusco, por soles. O Vale Sagrado é o vale formado pela passagem do Rio Urubamba. Lá se espalham cidadezinhas pitorescas e diversas ruínas de templos e fortalezas construídas pelos incas. A paisagem é espetacular. A primeira coisa a fazer é comprar o Boleto Turístico, um papel que por 70 soles te dá direito de entrar em quase todos os museus e ruínas de Cusco e o Vale Sagrado. A primeira parada do passeio foi Pisac, a 33 km de Cusco. Lá se encontra as ruínas de Intihuatana, um templo inca dedicado ao ao sol. Uma subida forte pela encosta da montanha e logo se chega ao lugar. De lá se pode ver as terraças de cultivo incaicas esculpidas na montanha. A segunda parada é na cidade de Urubamba, onde almocamos e seguimos para Ollantaytambo. A cidade foi uma das bases de resistencia de Manco Capac contra os espanhóis. Lá existem uma fortaleza, um centro religioso e uma área de habitacao, planejada na forma de uma espiga de milho. Porem, o complexo nao fora totalmente terminado, a prova disso é que na base existem muitos blocos de pedras, talvez prontas para serem utilizadas. Saindo de Ollantaytambo e voltando para Cusco, passamos pela localidade de Chincheiro, onde há um colorido e autentico mercado de souvenirs peruanos. A pequena igreja também é bem interessante, construida em adobe. Na terça... Bem. Ja andamos de carro, taxi, bicicleta, 4 x4, aviao, barco, moto. Trem ja esta marcado na volta de Machu-Pichu, entao, terca, aluguei um cavalo. Aluguei um cavalo e fui dar uma banda. Nos arredores de Cusco existem várias atracoes. Uma delas é Sacsayhuaman, uma construcao enorme dedicada exclusivamente ao culto do deus-sol. A "fortaleza", estima-se, foi construida com a participacao de 20 ou 30 mil pessoas. Blocos de pedra de ate 350 toneladas se encaixam com total precisao, tanto que resistiram a vários terremotos. Os muros, tem quase 300m de comprimento e alcancam 9m. Como quase todas as outras construcoes incaicas, foi destruida pelos espanhois, que aproveitaram as pedras para construir suas proprias edificacoes. Cusco tem a forma de um puma. Sacsayhuaman seria a cabeca desse puma, situada no alto de uma montanha. Só se tem acesso ao complexo por um lado, por isso que se pensou, inicialmente, que seria uma fortaleza militar. Pizarro, percebendo a importancia estratégica de sua localizacao, instalou ali seu quartel-general quando tomou Cusco. Cavalgando pelo norte, cheguei a Tambomachay, que em quechua significa "lugar de descanso". Provavelmente o lugar foi um local de repouso para os imperadores incas, ou seja, um spa para a nobreza incaica. O conjunto é composto por pedras talhadas pelas quais flui água em vários pontos. Um sistema de aquedutos subterraneos traz a água de uma fonte na montanha próxima. Voltando em direcao a Cusco cheguei a Puca Pucara, uma pequena fortaleza militar incaica na enconsta de uma montanha. Devia terminar o passeio em Qenqo, um oratorio dedicado ao deus da guerra, porem, a galope, fui logo entrar o cavalo para o arrieiro pois as 17h comecava Cienciano X Cel. Bolognesi pela Taca Libertadores, grupo do Flamengo. Me toquei pro Estádio Inca Garcilaso de la Vega. Comprei a quase popular, onde fica a hinchada do Cienciano. Devidamente fantasiado de torcedor, acompanhei o jogo junto da Camisa 12 deles. Já que o Cienciano é vermelho e branco, levei junto minha bandeirona do Colorado. "Yo soy de Cusco, soy de Peru, soy Cienciano, de corazón". E assim por diante. O jogo tava muito morno, o Bolognesi, que é de Tacna, também do Peru, só se retrancava. O ciano pressionava, mas sem objetividade. Lá pelos 30 do segundo saiu o gol da equipe da casa. O Bolognesi, a partir daí, foi pra cima e chegou a botar uma bola no travessao. Mas terminou mesmo 1 a 0 pro Cenciano. Deu pé quente. O Cienciano agora é líder do grupo junto com o Nacional de Montevideo com 6 pontos. . Saí do estádio e fui comprar umas coisas pro dia seguinte. Ia comecar, na quarta, a peregrinacao até Machu-Pichu pela trilha inca, caminhando 35 km pelas montanhas do Peru. Apesar disso, dei uma escapada em Cusco na night. Cusco é o bicho. Os Incas Parte 2: O Declínio do Império Sul-Americano Capítulo 2: A captura e morte de Atahualpa Pizarro enviou um embaixador a Cusco pedindo um encontro com Atahualpa, na cidade de Cajamarca, ao norte do atual Peru. Este, dirigiu-se amavelmente ao Inka, mas fez, propositadamente, seu cavalo empinar, que relichou quase na cara do inca. A demonstracao de forca teve impacto na populacao: muitos suditos, apavorados, deram no pé. Quando o espanhol foi embora, Atahualpa, furioso, disse que o cavalo era apenas um anima, como a lhama, só que maior e menos dócil. Acrescentou que aqueles que fugiram eram covardes e o tinha envergonhado na frente do embaixador estrangeiro e como castigo, mandou matá-los. Aí começa um jogo de gato e rato que termina ruim para os incas. Atahualpa, que pretendia atrair os espanhois para uma cilada, mandou avisar que compareceria no encontro, mas que seus indios tinham medo dos cavalos e queria, portanto, que os animais estivessem presos. Sua intençao era, neutralizando o poder atemorizante dos animais, mandar seus guerreiros atacar os brancos, dominando-os. O tiro saiu pela culatra: era tudo o que os espanhóis precisvam, porque puderam enfiar seus cavalos nas casas em volta da praça, aparentemente atendendo ao pedido de Atahualpa, quando, na verdade, armavam uma cilada. O mais curioso é que Atahualpa sabia onde estavam os espanhóis, pois havia enviado um espiao que voltou com a noticia de que os brancos, apavorados, tinham se escondido nas casas e que só Pizarro e alguns estavam na praça esperando pelo Inka. Santa inocencia. Pouco antes de anoitecer Atahualpa cheou à praça com uma grande comitiva. Tinha atras de si um grande exército, mas nao havia espaco na praça para tanta gente e só um número limitado de guerreiros pode acompanha-lo. Pizarro propos que se convertesse ao cristianismo e aceitasse a autoridade de Carlos V, rei da Espanha e entregou uma Bíblia a Atahualpa. O Inka simplesmente nao conseguiu acreditar que meia dúzia de gatos pingados tivessem a ousadia de lhe propor tal coisa e atirou a Biblia ao chao. Isso foi o estopim para que os espanhois saissem de dentro das casas e atacasse a guarda pessoal de Atahualpa. Porem, independente do episódio da Bíblia, o ataque ja estava planejado. Os espanhois, numa jogada ousada e de pura sorte, conseguiram aprisionar Atahulapa. Assustados com aquela arma que matava a distancia com um estampido semelhante ao trovao, os cavalos e com seu lider nas maos dos espanhois, os guerreiros incas entraram em panico e, aterrorizados, tentaram sair todos ao mesmo tempo da praca, pisoteando-se. Os que ficaram para tras foram presa facil para os espanhóis. Mesmo assim, a quantidade de incas era imensamente superior. Passado o susto inicial, e reagrupando-se para a batalha, os guerreiros ficaram de maos atadas: seu lider era um refem nas maos dos espanhois e nao puderam fazer nada. Na escaramuça que durou menos de uma hora foi decidido o destino do Império Inca e a história da América e Europa restaria vinculado, por séculos, a essa conquista. Feito prisioneiro, Atahualpa nao foi maltratado e mantido com regalias. Em troca, Pizarro exigiu que o seu povo nao hostilizasse os estrangeiros. Temendo um acordo de Pizarro com seu irmao, Huascar, preso em Cusco, Atahualpa conseguiu mandar mensageiros ordenando que matassem Huascar. Agora, ele, Atahualpa era o último inca capaz de manter o controlo sobre seu povo. Isso feito, Atahualpa negociou com os espanhois sua libertacao: um quarto cheio de ouro e prata. Os incas trataram de recolher todo o ouro possível para libertar seu comandante. Enquanto isso, Pizarro, querendo ganhar tempo, foi recrutando outros indios que eram rivais dos incas, os povos que foram submetidos por eles. Além disso, outros espanhois foram chegando. Os incas entao entregaram o resgate pedido pelos espanhois. Mesmo assim, Atahualpa foi morto, depois de um simulacro de julgamento em que foi acusado de mandar matar seu irmao e de nao aceitar a fé crista. Os espanhois, apoiados pelos povos que tinham sido submetidos pelo imperio incaico entraram em Cusco em novembro de 1533. O que se seguiu foi uma pilhagem sem precedentes na História. Milhares de estatuetas de ouro, representando divindades foram saqueadas, tendo-se como desculpa o fato de nao serem cristas. Pizarro, astuto, sabendo que ainda nao era capaz de controlar o enorme império incaico, nomeou imperador Manco Capac, irmao de Huascar, um fantoche nas suas maos, enquanto esperava a chegada de mais reforcos da Espanha. Embora durante algum tempo tanha existido uma certa resistencia, comandada pelo proprio Capac, o império acabara. Com todo aquele ouro rolando solto, comecaram as intrigas: amigos de Almagro adivertiam-no a tomar cuidado com Pizarro, seu sócio. Pizarro era aconselhado a se livrar de Almagro. A divisao entre os dois foi inevitavel e uma guerra entre os dois terminou com a morte de Almagro, enforcado, sob a acusaçao de traiçao, em 1538. Tres anos depois, o proprio Pizarro morreria assassinado pelo filho de Almagro. Se Atahualpa soubesse que os espanhois eram muito mais perigosos que seu irmao. Se soubesse que, para dete-los, bastaria apenas uma centena de arqueiros. Se soubesse que estava enfiando uma cabeça na jaula de um leao aceitando se encontrar com Pizarro. Se o imperio nao estivesse em guerra civil quando Pizarro desembarcou. Se algo tivesse dado errado na ousadia de Pizarro na praça em Cajamarca. Se Atahualpa tivesse escapado do cativeiro. Talvez a história dos últimos 500 anos tivesse sido muito diferente. Mas seriam "se" demais.
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