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Thais Ito

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Tudo que Thais Ito postou

  1. Sensacionais o relato, o vídeo e as fotos! Também estou um pouco receosa de acampar os três dias sozinha no W. Acampei poucas vezes e sempre acompanhada. Também me preocupa meu joelho, que está um pouco ruim. Estou ainda considerando se é a melhor época (pra não dizer condicionamento físico...) para eu ir. De qualquer maneira, parabéns pelo material. É um relato inspirador e me deixou ainda mais empolgada para fazer essa viagem. Um abraço, Thais
  2. Oi, hkario! Acredita que só vi teu post anos depois? E aí, como foi a viagem? E a viagem internacional, aconteceu? Sou louca pra conhecer Mossoró, quem sabe um dia! Abraços!
  3. Só agora vi as mensagens e engrosso o coro: o Nordeste tem maravilhas impagáveis, para deixar pacote disney no chinelo (brincadeira, já fui a disney quando criança e nada se compara à emoção de ver o Puff e achar que é ele mesmo. Melhor que Papai Noel) e muito bacana encontrar dicas por aqui. Sempre passo para conferir algumas informaçoes antes de viajar ou até para escrever alguma coisa. Abs!
  4. Um mês pelo nordeste com R$1500 Como conhecer as belezas paradisíacas da região litorânea mais visitada do Brasil gastando pouco e aproveitando muito. Uma pena não ter conseguido postar antes – fiz a viagem em novembro de 2008, por isso os valores podem ter mudado -, mas acho que o roteiro pode ajudar! A grana é curta, mas a disposição para conhecer o nordeste brasileiro é enorme? Caros, vou explicar como é possível desfrutar 34 dias em lugares imperdíveis do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas com apenas R$1500. A quantia é suficiente para cobrir hospedagem, transporte (com exceção das passagens aéreas de ida e volta a São Paulo, que adquiri com milhas), alimentação e passeios, além de algumas cervejas, ímãs de geladeira, acesso a internet e um eventual presente para a mamãe, para que ela deixe de reclamar da falta de ligações durante suas viagens. Revelo desde já algumas dicas para abater boa parte dos gastos da jornada. Primeiro, os programas de resgate de milhas são um grande amigo. Segundo, o CouchSurfing, projeto online de serviço de hospitalidade (http://www.couchsurfing.com), também facilita – além de conhecer o lugar a partir de dicas de residentes locais, você não paga estadia e ainda pode ganhar um amigo. Terceiro, cozinhe quando puder, eventualmente as pousadas permitem o uso de suas cozinhas. E, quarto: pesquise antes e durante a viagem. Não tenha vergonha de perguntar por opções baratas de qualquer coisa para outros viajantes que encontrar no caminho e para os moradores locais. Neste relato estou indicando os principais gastos, sem aprofundar em detalhes (por exemplo, quanto gastei em serviço de bar, água de côco, protetor solar, cigarros ou ímãs de geladeira para minha mãe, mas ressalto que trouxe uma de cada cidade!), lembrando que a maioria dos valores se refere à quantia total para duas pessoas, já que viajei com uma amiga. Aliás, viajar a dois ajudou a economizar, principalmente em hospedagem e alimentação. Aproveitamos, inclusive, para emagrecer – perdi uns 3 kg nessa viagem, além de ter voltado muito hidratada pelas águas de côco e pelos cremes que investi no corpo. Ou seja, voltei arrasando, um glamour que só...que só durou uns dois meses. Enfim, aqui estão outras dicas essenciais, sem contar aquelas básicas, tipo beba água, leve protetor solar, roupa leve, blá blá, blá. 1) A canga é sua melhor amiga: toalha, travesseiro, roupa, cobertor, guarda-chuva, chapéu e até guardanapo. É tudo. 2) Esqueça o tênis (a não ser que você vá praticar triathlon), vá de chinelo. Arejado, leve e confortável, além de ser muito fashion hoje em dia. 3) Calça só é interessante para protegê-lo de insetos, coisa que só me aconteceu uma vez. MARANHÃO São Luís No Maranhão está a menina dos olhos dessa jornada, os Lençóis Maranhenses, mas antes devo falar sobre São Luís, cujo centro histórico é famoso pelos belos azulejos portugueses que rodeiam as janelas de casas coloniais. Infelizmente esse patrimônio cultural da humanidade está um pouco deteriorado, mas vale o passeio pelas ruelas de paralelepípedos, que rendem fotos generosas, e pelo museu cultural Casa do Maranhão. Bares agradáveis, como o Antigamente Restaurante e Bar e o Le Papagaio, convidam o turista para um momento de reflexão: se os franceses não tivessem sido expulsos da região pelos portugueses, haveria azulejos...góticos? Hospedagem - casa do amigo de um amigo (além de não gastar com hospedagem, fiz um novo amigo) Alimentação - Pescada ao molho de camarão no Antigamente Restaurante e Bar – R$33 (para 2pax. Começamos com estilo porque os dias seguintes seriam de pura dieta, física e financeira). (98) 3232-3964/8135-6648 Santo Amaro, a cidade de areia Santo Amaro foi base para as filmagens do filme nacional Casa de Areia, com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres. Assim como no filme, a areia é o pano de fundo – e de chão – da cidade. Os chinelos das crianças que seguem para a escola cortam montes de areia, os ventos parecem dormir sobre as calçadas e praça repletas de grãos, enquanto as dunas ao longe anunciam uma das portas de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. (Ah, acabo de lembrar que havia postado aqui um relato mais detalhado sobre a travessia dos Lençóis, caso tenham paciência para me ler ainda mais! travessia-santo-amaro-x-atins-t29807.html) Transporte - São Luís/ Santo Amaro (Ônibus Cisne Branco) – R$25 (inclui trecho com ar condicionado até o Povoado do Sangue + trecho em Toyota até Sto Amaro) Hospedagem -Pousada do Pontual (com café, banheiro privado e toalha) – R$50 (2pax. Doeu, mas é caro mesmo nas casas de família que hospedam turistas). (98) 3369-1149/9146-3182 Alimentação - Pescada na pousada – R$15 (para 1pax. Muito bem servido, comemos em duas pessoas e sobrou) - Picanha na pousada – R$ 15 (para 1pax, mas comemos em duas pessoas) Passeios - Lagoa da Gaivota (i-m-p-e-r-d-í-v-e-l) em Toyota – R$ 8 para cada. Éramos 8. DICA IMPORTANTE: para não avançar com muito peso pelos Lençóis, onde tinha planos de caminhar quilômetros e quilômetros, despachei meu mochilão em uma companhia de ônibus para buscá-la depois em Barreirinhas Betânia, a pura areia Pisar em concreto só quando se entra na casa de alguém, na escola ou num pequeno comércio. Há poucos anos a energia elétrica chegou nessa comunidade de ruas de areia. Betânia, uma das poucas cidades que possuem autorização para permanecer dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, guarda jogos informais de futebol (de areia, claro), porcos soltos e lagoas e dunas fascinantes nos quintais de famílias inesquecíveis, como a de Seu Chico e Dona Chaga, um casal que conquista pela simplicidade, carisma e histórias de lendas vividas. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100428195210.JPG 500 375 Seu Chico]Seu Chico e a lagoa no seu "quintal" [ ].[/picturethis] Transporte - Santo Amaro/Betânia em Toyota – R$ 50 Hospedagem e alimentação - Casa da Dona Chaga e Seu Chico (poderíamos dormir em redes, mas armamos nossa barraca no seu quintal) – pague quanto puder – (98) 9127-2753 Guia - José Orlando da Cruz Souza, o Orlandinho, que nos guiou por três dias nos Lençóis, incluindo o trecho de travessia a pé pelo parque até a praia – R$50 a diária – (98) 3369-1149 / 43 Queimada dos Britos, uma joia bruta Aqui a energia elétrica não chegou (mas já chegou o futebol, vi uma camisa de não lembro qual time estendida no varal.). Nem precisa: a lua ilumina mais que qualquer poste. O bode que jantamos fora sacrificado naquele mesmo dia. O banho que tomamos foi no lago, iluminadas pela lua. Assim como em Betânia, era tudo areia, a não ser dentro da residência. A família dormia em redes, mas sentimos a casa muito abafada, optamos por acampar lá fora, na “rua” – era certo que nenhum carro passaria ali. Transporte Betânia /Queimada dos Britos – pegamos carona com um grupo sensacional de jipeiros. Aventura e camaradagem. Hospedagem e alimentação - Casa da Dona Rosa e seu Neto – pague quanto puder (eles ofereceram as redes, mas acampamos em frente a sua casa) Travessia a pé - Lençóis Maranhenses – Da Queimada dos Britos ao Canto do Atins Sabe como é estar dentro do infinito, senti-lo em si e em toda a sua volta? Pois eu não sabia até enfrentar essa caminhada de aproximadamente 30 km. Estar entre as dunas (mesmo encarando o período de seca dos Lençóis) foi a melhor coisa da minha viagem inteira. Foram cerca de sete horas de caminhada com água, castanha de caju, pés descalços e puro êxtase. Canto do Atins - o melhor camarão No canto dos Lençóis, a beira da praia. Tranqüilidade e fortes ventos. Alimentação - Camarões na pousada da Dona Luzia (os melhores que já provei. A chef não revela a receita por nada no mundo) – R$15 por pessoa. Hospedagem - não pernoitei lá, mas para quem quiser ficar na pousada da Dona Luzia: (98) 9132-3187 Atins/Barreirinhas/Paulino Neves/Tutóia Transporte - carona para Atins - Atins/ Barreirinhas em Toyota (linha popular) – R$10 - Barreirinhas /Paulino Neves em Toyota – R$12,50 - Paulino Neves /Tutóia em pau-de-arara – R$8 Hospedagem - Em Atins: Pousada da Dona Rita – R$15 por pessoa com café - Em Tutóia: Pousada Guarás – R$20 por pessoa (com café, toalha e ar condicionado) PIAUÍ Delta do Parnaíba / Parnaíba (PI) O passeio pelo delta é impressionante. Vírgula. Mas a paisagem pode sofrer mutações dependendo da sua companhia, principalmente porque é comum realizar o passeio em embarcações pequenas. Não é por mal, mas no meu caso tudo ficou mais bonito porque uma carioca mala que nos acompanhava passou mal e ficou quietinha. O silêncio foi importante para curtir os pássaros e vegetação surpreendente, além do por-do-sol eterno. Passeio/Transporte - Tutóia/Parnaíba (barco) – R$50 por pessoa (com frutas e água). Embarcação para 6 pessoas. Barco do Josias Brandão (98) 3479-7007 / (98) 9601-5540 Alimentação - Almoço no meio do Delta – R$12 (fartura!) Hospedagem - Em Parnaíba: Pousada Casa Nova, no centro – R$ 30 (para 2pax, com café e toalha). (86) 3322-3344 CEARÁ Parnaíba / Camocim / Jericoacoara (CE) Jeri, como é carinhosamente conhecida a preciosa cidade que atrai gringos e brasileiros, é um oásis rústico-chique. As ruas de areia são opção, não falta dela. As pousadas misturam cores e estilos para todos os gostos. Os ventos favorecem a prática do windsurfe e do kitesurfe. O clima é extremamente agradável, facilmente você se sente parte daquela cidade. O único perigo aqui é esquecer que há muito mais para se ver pela frente, e acabar ficando mais um, dois, três dias... Transporte - Parnaíba /Camocim (CE) – R$15 por pessoa - Camocim/ Jericoacoara em Toyota – R$25 por pessoa (também há a opção do bugue, por R$150, cabendo até 4 pessoas, com a vantagem de poder parar onde o passageiro quiser. Outra alternativa é pegar um Toyota que vai até Jijoca, mais pelo sertão, e de lá pegar outro transporte, pagando, por tudo, R$17, levando cerca de 2 horas. Hospedagem - Em Jeri: Pousada da Juventude Familiar – R$ 17 por pessoa com café. (88) 3669-2121/1376 - http://www.pousadajuventude.com.br Alimentação - Comidinha paulistana no Bistrogonoff – R$ 11 (prato para 1pax, mas dividimos em duas e deu) – (88)3669-2220 - PF na Pousada da Juventude Família – R$ 6 (prato para 1pax, mas dividimos em duas e deu) Passeios - Praia do Preá, Lagoa Azul, Lagoa do Paraíso e Pedra Furada com bugue – R$ 25 por pessoa. Com Leandro, filho da dona da Pousada da Juventude Familiar Fortaleza Digamos que não foi tão legal encarar uma capital depois de tantas cidadelas charmosas, rústicas e simples. Mas Fortaleza tem seu brilho, que vem da mistura do urbano moderno em ascensão com as praias convidativas. Transporte - Jericoacoara/Fortaleza – R$ 38 Hospedagem - Couchsurfing Alimentação - PF – R$5 (dividimos em duas) - TimeShare (convidaram-nos a ouvir uma proposta de TimeShare enquanto ofereciam um jantar delicioso e de graça. Valeu a pena) Passeio - Barco pela costa – R$ 20 (poderia ter passado sem esse passeio ao som de axé altíssimo) Canoa Quebrada Com uma infraestrutura turística bacana (restaurantes, pousadas e bares variados e aconchegantes), lembra a querida Jeri, mas em vez de dunas guarda paredões cor terracota. Transporte - Fortaleza/Canoa Quebrada – R$ 18,40 Hospedagem -Pousada Europa – R$15 por pessoa (com café, toalha e vista privilegiada do mar). (88) 3421-7004 RIO GRANDE DO NORTE Natal Outra capitalzona, mãezona de todas as coisas, mas arrumadinha com ar de tranquilidade. Cidade espaçada, cheia de vias principais e longas. Claro que é notável pelas dunas e dromedálios de Genipabu, tanto quanto pela noite movimentada (o movimento, segundo moradores, é regido pelos gringos, profissionais do sexo e nativos, um atrás do outro, migrando de bar em bar). Aqui fiz passeios clássicos pela orla, fui à Fortaleza dos Reis Magos, mas também arriscamos outros, não tão convencionais, como na muvucada e farofenta praia de Redinha e na cidade de canaviais Ceará-Mirim. O que merece destaque, no entanto, é São Miguel do Gostoso, fora Pipa, claro. Transporte - Canoa Quebrada/Aracati – R$2 - Aracati/Natal (RN) – R$38 Hospedagem - Couchsurfing Alimentação - Mangai, comida típica regional – R$17,70 (é por kg!) - Café da manhã no CityPães, no centro – R$ 4 - Almoço – R$8,15 - Compras no mercado – frutas, congelado, miojo, bronzeador... – R$37,14 - Bar Balacobaco – R$10 - PF – R$9 São Miguel do Gostoso As fotos que vi na internet eram bonitas, mas confesso que foi o nome que mais me atraiu. Foi um bate-volta, mas valeu a pena conhecer uma pequena cidade que está prestes a aproveitar um boom turístico. Muito vento, ou seja, gringos aproveitando essa praia como alternativa para praticar windsurfe e kitesurfe. Não dá para tomar sol, a não ser que curtam virar risólis. Mas vale caminhar pela rua principal, uma calma linha reta cercada por casinhas, janelas e cadeiras que te miram sem dizer nada, mas dizendo tudo. Tranqüilidade. Transporte - Natal/São Miguel do Gostoso - R$14,30 - São Miguel do Gostoso/Natal – R$ 12,80 Alimentação - PF + batatinhas – R$5,50 para cada - Suco (que suco!) – R$ 0,50 (dica: compramos um abacaxi inteiro por esse preço e pedimos ao dono do restaurante para fazer com o suco com a fruta. Ele não cobrou nada pelo favor!) Pipa Lembram do termo oásis rústico-chique que usei para Jeri e Canoa Quebrada? Well, same here. Boa infraestrutura turística, muitas pousadas gracinhas, mas caras. Graças a uma caminhada pelas subidas e descidas sob um sol impiedoso, achamos um lugar baratésimo. E tudo vale a pena quando se consegue ver golfinhos (não foi o meu azarado caso) ou sentir a imponência do chapadão vermelho. Transporte - Natal/Pipa – R$ 9,45 (mais R$1 de taxa de embarque) Hospedagem - Quartos dos fundos da casa da D. Mônica – R$10 por pessoa (com banheiro privado) R. Albacora – Centro. (84) 3246-2344 Alimentação - PF – R$2,50 para cada - Suco (e que suco) – R$2 (deu certo de novo, compramos um abacaxi por esse preço e pedimos que o dono do restaurante fizesse o suco com ele) - Café da manhã no Esperança, a caminho do chapadão – R$2 PARAÍBA João Pessoa Surpreendente. O que você espera de João Pessoa? Eu não esperava nada, ou até menos. Pois foi justamente a capital que mais me cativou, talvez pelas ruas planas, pelas pessoas extremamente educadas e simpáticas, pela organização urbana, pelo famoso bolero de Ravel tocado durante o por-do-sol na praia fluvial do Jacaré. Mas talvez tenha sido pela ausência de tantos arranha-céus, pelo clima interiorano, pelos bares com espaço para respirar, como o bar Base. Isso sem contar outros lugares da Paraíba que me impressionaram (leia-se praias do sul). Dica: evite andar a esmo pela Praia do Seixas, você pode virar prato cheio para assaltantes. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100428200835.JPG 375 500 Legenda da Foto] No Jacaré: músico embarca para, de longe e sob as cores mutantes do por-do-sol, tocar o Bolero de Ravel [ ].[/picturethis] Transporte - Pipa/Goianinha – R$3 (numa van) - Goianinha/João Pessoa – R$20 Hospedagem - Couchsurfing Alimentação - Mangai, comida típica regional – R$ 13,44 Passeios (praias do sul, com carona do nosso anfitrião!) - Coqueirinho – Uma das melhores para banho, águas calmas, praia curta, boa para famílias. - Tambaba – Boa para tirar a roupa, inclusive é obrigatório aqui. Mar meio bravo, bom para tomar sol. - Praia Bela – Laguinhos e mar se encontram, se dividem, deixando piscinas naturais agradabilíssimas para se tomar uma cerveja ou comer petiscos com as crianças. PERNAMBUCO Recife Cidade grande, ativa, com tubarões. Era isso que sabia e que vi, com exceção do último item (porque fiz questão de ir a praia de Boa Viagem e não chegar nem perto da água – morro de medo! Mas todos me disseram: basta não passar dos corais. Acredito, mas ainda assim...medo). Fora essas obviedades, há outra, mais encantadora: Olinda e suas cores. Vale a pena desvendar suas ladeiras. E uma curiosidade: está guardado nesta cidade, mais precisamente no Instituto Ricardo Brennand, um dos maiores acervos pessoais de armas brancas do mundo. (Em Pernambuco uma amiga, muito amavelmente, nos hospedou, alimentou e nos levou para Olinda e Porto de Galinhas) Transporte - João Pessoa/ Recife – R$18 Hospedagem - casa de amiga Passeios - Instituto Ricardo Brennand – R$5 (http://www.institutoricardobrennand.org.br) - Porto de Galinhas – que lugar para se tomar sol e se banhar com tranqüilidade! Incomparáveis piscinas naturais azul-esmeralda. É por isso que Porto sempre sai bem na foto. ALAGOAS Maragogi Sim, Alagoas é o estado das praias mais lindas, das águas mais verdes/azuis/esmeralda/paradisíacas (e isso inclui a capital Maceió!). Maragogi é exteeeeeeeensa, por isso o passeio de bugue foi bacana, mas o principal mesmo está no mar. O agito é tanto na área de piscinas naturais, onde se chega a bordo de um dos muitos catamarãs, que o comércio migrou para lá – barquinhos de churrasquinhos e queijos-coalho express compõem a farofada em alto-mar. Transporte - Porto de Galinhas/Barreiro – R$5 - Barreiro/Maragoggi – carona “confiável”: um policial rodoviário parou um carro e perguntou, sério perguntou, não intimidou, se o motorista poderia nos levar) Hospedagem - Pousada São Francisco – R$15 por pessoa (sem café, com banheiro privado). (82) 3296-1382 / (81) 8652-0438 Passeios - bugue – R$30 para 2pax - Catamarã – R$20 (com direito a teste gratuito dos equipamentos de mergulho. Eu tenho medo de peixes, mas de graça até na testa. Tentei, passei mal, fui pro barco. A paisagem era bonita) Maceió Incrível, a cidade é grande mas a água ainda parece virgem, verdinha, verdinha. Transporte - Maragoggi/Maceió – R$10 (“suborno” ao motorista de uma van turística. Táxi ou ônibus cobram cerca de R$20 por pessoa) Hospedagem - Couchsurfing Alimentação - Truffas Restaurante e Pizzaria (1º andar do Pavilhão do Artesanato, na orla) – R$ 5,60 (macarronada ao suco com bife a parmeggiana para 1pax, mas dividimos e deu) Passeios (praias do sul, de carona com nosso anfitrião!) - Praia do Gunga – praia “protegida” por uma extensa plantação de coqueiros – uma paisagem hipnótica. Fica dentro de uma área particular - Praia do Francês – é de perder a vista e de tirar o chapéu (o que não é difícil: venta pra cacete aqui) Penedo Eu só não era a única turista ali porque, coincidentemente, haveria um grande evento no dia em que cheguei, o Luau de Cristo. Enfim, vim parar nesta cidade porque queria ver a foz do rio São Francisco e porque me interessei por alguns lances históricos, como, por exemplo, o Oratório da Forca, uma construção colonial de 1769, destinada às orações dos escravos condenados à morte, que rezavam à espera da chegada do carrasco. Mas como havia um mendigo dormindo lá dentro, acabei me interessando mais pela Igreja Nossa Senhora da Corrente, com azulejos portugueses fabulosos e esconderijos de escravos na parede, e pelo fato de a cidade ter sediado o Festival Brasileiro de Cinema, desde sua criação, em 75, até que o evento foi transferido para Gramado. Ah, e não poderia deixar de mencionar que percorrer o rio São Francisco é uma das minhas metas, portanto, ver um pedacinho dele em Penedo e no passeio já me encheu de alegria. Transporte - Maceió/Penedo – R$17 Hospedagem - Hotel Turista – R$15 (com café, toalha e banheiro privado) Passeio - Piaçabuçu, de onde saem as embarcações para a foz do São Francisco. Ônibus Penedo/Piaçabuçu – R$2,50. Passeio – R$20. E-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r, mesmo com o axé rolando solto no barco, porque a paisagem compensava: o majestoso rio, as dunas e o mar ao longe. De volta à Maceió. Aliás, voltei em grande estilo, fechando a viagem com chave de ouro: um casal de gaúchos me deu carona de Piaçabuçu até a capital alagoana. Acabei comendo no Truffas de novo, desta vez com a mulher do sul, com quem conversei horas, horas maravilhosamente gastas em desabafos, compreensão e humanidade.
  5. Caros, fiz metade da travessia e foi uma das melhores experiências da minha vida. Demorei para postar aqui as dicas, mas cá estou. Aproveitei o embalo de ajudar um companheiro aqui do site, o Diego Pinto, que está indo para lá neste mês e reuni dicas e contatos. Repasso aqui o que escrevi para ele: Oi, Diego, espero que vc realmente faça a viagem pq foi uma das experiências mais legais que já tive! Andei 35 dias no nordeste, do Maranhao a Alagoas (gastando apenas o necessário - R$1500) e afirmo: essa caminhada foi a melhor parte para mim. Estar no meio das dunas é como se sentir dentro do próprio infinito. E vc vai pegar a melhor época: as lagoas estao cheias! Não conheci Alcantara, mas me disseram que vale a pena. Barreirinhas tb não explorei mto nao, preferi o passeio alternativo, que descrevo a seguir. Como vc se diz esportista, não terá problema nenhum em aguentar. Faz calor, sim, mas venta mto tb. E os pés não afundam em toda parte, o que facilita a caminhada. Vou te passar minha trajetória, preços, contatos e dicas. Guia Orlandinho (José Orlando da Cruz Souza). Recomendo-o pq não nos deixou na mão em nenhum momento, conhecia todo mundo em todas as cidades que fomos e nos guiou pelas dunas. (98)3369-1149/3369-1143. Ligue antes pq cada hora ele está em um lugar. Detalhe: ele é tão nativo que atravessou os lençois descalço. A diária dele é R$50. Peça que ele o acompanhe de Sto Amaro até Canto do Atins. Dicas para a travessia - roupas leves. Uma muda de roupa é o suficiente, leve umas duas cuecas e uma sunga. (usei um vestido e dois biquinis no total) - levar água e algo para comer nas caminhadas (barra de cereal, castanha, coisas nao pereciveis) - protetor solar - chinelo (tenis nao recomendo pq a areia entra) - mini-shampoo, q tb serve de sabonete - dinheiro e documento - pode levar a camera, perigoso não é , mas corre o risco de entrar areia, como aconteceu com minha camera analogica. MAS LEVA! - levar CANGA (cara, a canga é tudo: toalha, travesseiro, roupa, guardanapo, limpador, tapa-vento, chapeu...) - bloco de notas, caso curta escrever Infos São Luis - Sto Amaro - Sto Amaro é a alternativa para quem não gosta de muvucas turísticas, o que é o caso de Barreirinhas. Comecei por lá pq dizem que a Lagoa da Gaivota (Sto Amaro) é muito mais bonita que as de Barreirinhas, e além disso, não gosto de mta gente nos passeios que faço, tb prefiro a natureza como ela é. - Onibus R$25 (inclui onibus até Povoado do Sangue e um toyota de lá até Sto Amaro) - Hospedagem - Pousada do Pontual (cerca de R$15 a diária, com café). Se quiser, há residencias que acomodam pessoas, mas nao costuma ser tao mais barato - Almoço na propria pousada (cerca de R$13, bem servido) - Passeio até Lagoa da Gaivota - tem que fretar um toyota, que custa em torno de R$70. Procure pessoas para rachar o passeio. Eu paguei R$8 pq fui com um grupo - Ah, Sto Amaro foi palco do filme Casa de Areia - Compre aqui comidinhas e água para levar na travessia (pra vc ter uma ideia, levei 5L de água para mim, uma amiga e o guia. Tomamos tudo nos 30km). E levamos castanha d caju tb, foi legal. - Despache seu mochilao aqui e pegue-o de volta em Barreirinhas. Foi sugestao do Orlandinho e super deu certo, pq nao tivemos que carregar o mochilao nas dunas. Só não lembro qto paguei, mas foi na unica (acho q é a unica) cia de bus que tem lá e vai pra Barreirinhas. Sto Amaro - Betânia - Betânia é um povoado sem asfalto, mas com energia já ha uns dois anos. E mais que isso: gente simples, simpática, batalhadora e mto mais humana que qq outra gente que conheci. - Transporte - R$100 até Betania (alugar um toyota) - Hospedagem: casa da D. Chaga e do Seu Chico (98) 9127-2753, geralmente cobram o que vc puder pagar. Paguei R$20, com café e jantar. Pode dormir em redes deles ou armar sua propria barraca - Ah, aproveite a família de Seu Chico e principalmente ele, que tem altos causos para contar e é uma ótima cia para conhecer as lindas lagoas que existem no "quintal"dele - Não perca o por- do-sol e uma volta pelo povoado Betania - Queimada dos Britos - consegui uma carona com um grupo de jipeiros para fazer esse trajeto. Você pode tentar a mesma sorte ou já começar a pé. Eu gostaria de voltar para lençois e fazer a pé. - Hospedagem: Casa da D. Rosa. pode dormir em redes ou acampar. - Não tem energia elétrica - Eles oferecem jantar e café - Contribua com o que puder de dinheiro, eles não tem um preço fixo Queimada dos Britos - Canto do Atins - nada melhor que finalizar essa caminhada numa praia eterna e solitária. É lindo e a recompensa vem da experiência, da superação, dos momentos internos e da visão das aves na praia. - Vale um almoço na pousada da D. Luzia, cujos camarões são famosos. E com razão. O prato custa R$15 ou R$20, acho. Pode se hospedar lá, mas eu não dormi e nem peguei o preço. Tel D. Luzia - (98) 9132-3187 Canto do Atins - Atins - transporte: peguei carona, mas acho que custa uns R$10 - Hospedagem: Pousada da D. Rita (R$15, com café) Atins - Barreirinhas - transporte: toyota de madrugada (às 4h) é a opção barata, utilizada pelos próprios habitantes. Demora umas 2h e custa R$10 - hospedagem: não saberia te dizer, pq acabei ficando na casa da prima do guia...e foi free. - assim que acordei, fiu embora pq não tava no clima do furdúncio. Barreirinhas é uma cidade relativamente grande...e depois de conhecer os povoados de Lençois tava mesmo a fim de buscar outros lugares semelhantes. Bom, espero que ajude, são preços de nov/2008 mas dá pra ter uma base. Ressalto novamente que espero msm que vc faça essa trilha, só de lembrar fico emocionada. Uma pena a dinastia Sarney acabar com o Maranhão pq esse estado tem mto que ainda quero conhecer e reviver. As estradas são pessimas, as condicoes do povo tb. Mas fica aí a dica; ouça bastante, documente e reserve momentos pra si nas dunas.
  6. Caros, alguém já fez essa trilha, passando pela Queimada dos Britos? Como fazer, quanto tempo leva, quanto custa e quais as dicas para não passar aperto? Bjs Thais
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