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Andersonhander

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  1. Oi Fabrício! VLw! Saí do Brasil no dia do natal (2013) e fiquei lá até o dia 10 de janeiro de (2014). Em santiago fazia MUITO CALOR (entre 20 e 24 C). Em São Pedro de Atacama, durante o dia, fazia calor, também. No final da tarde para início da noite, em alguns dias, senti frio (mas nada absurdo). Rumo ao sul do Chile a temperatura vai caindo. Faz MUITO frio em Puerto Montt e Punta Arenas. De dezembro a janeiro é verão no Chile (as temperaturas são como as nossas, a não ser mais no sul). Frio mesmo é em julho. Bruna, obrigado!
  2. Punta Cana é um lugar muito bonito para conhecer, mas acho que o excesso de resorts e o título de destino de “luxo” transformam a viagem para este local em uma experiência bastante superficial e “específica”. Você desfrutará da beleza local ao lado de toda a “farofa dos resorts”, além de não ter acesso à cultura local. Os dominicanos não vivem, por exemplo, em Punta Cana, pois os resorts fizeram essa região ser extremamente valorizada e cara. Há praias incríveis nesta ilha, seja em Punta Cana, Baiahibe ou em outras regiões, praias naquele tom de verde marinho caribenho ou azul-turquesa. Se você ainda não estiver satisfeito, vá à Ilha Saona. As grandes atrações dessa ilha são, obviamente, as praias, mas tenham atenção, pois algumas praias de alguns resorts são ruins (considere a grande possibilidade de encontrar boas praias nos resorts, pois praias públicas nessa região são raras). Tive a grande sorte de ficar hospedado de frente para uma praia espetacular em Baiahibe, uma praia caribenha com aquele verde-claro mesclado com azul-turquesa. Vejam, no Google Earth, a faixa de praia do hotel onde vocês se hospedarão, assim é possível ter mais noção sobre as praias. Cuidado com as fotos de sites, pois elas enganam. Valeu MUITO a pena a viagem. Saí de Punta Cana renovado e muito descansado. Recomendo muito essa viagem, há opções para todos os gostos: casais, famílias, amigos e até aqueles que querem viajar sozinhos. Viajei entre junho e julho. A viagem saiu mais em conta, pois não viajei em alta temporada. Fez sol durante toda a minha estadia. Não pensem em viajar para Punta Cana para ter uma experiência, exclusivamente, em função da rotina de resorts. Na verdade, recomendo a todos que paguem um táxi (mesmo que esse serviço seja um roubo) para passar em pelo menos duas áreas conhecidas como praia Macao em Uvero Alto, praia Bávaro... (de ônibus, esse “passeio” é complicado, em função da distância desses locais). Vale a pena também conhecer cidades como Ygues e La romana. Fiz esse percurso de ônibus e não fui assaltado. Não posso inferir se o lugar é violento ou não em função, apenas, da minha experiência, mas acredito que todo local é “perigoso” e devemos ter cuidados, como não querer chamar a atenção ou bancar “o turista”. Eu também sou aventureiro, então, o meu nível de “medo” é diferente das outras pessoas. Eu não me intimido muito em minhas viagens e já estive em lugares ditos “perigosos ou decadentes”. (Antes de escolher Punta Cana, eu havia escolhido uma ilha caribenha próxima à Venezuela, sem resorts, sem nada, mas me alertavam que o país estava tendo vários conflitos internos e que isso poderia comprometer a minha viagem. Nesse caso, fiquei realmente com medo e decidi não conhecer Los Roque, L. OBS: convenhamos que as coisas na Venezuela estão tensas). Se você não gostar muito de resorts, fique em um hotel ou mesmo em um hostel, há boas opções e preços acessíveis. Eu infelizmente não tive essa sorte quando sai dos resorts (mas vale a pena tentar). Ao final da minha viagem, eu não aguentava mais os resorts (nem a comida, nem a superficialidade, tampouco as atividades), então, depois de ficar em três resorts diferentes, fui para um hotel em El cortecito (Green Coast Deluxe - o hotel é bom pelo preço que se paga: 40 dólares, mas é BASTANTE inseguro e a água do local tem cheiro ruim), perto da praia (praia bonita, mas suja e sem estrutura ), o que foi uma experiência interessante rsrs (conheci mercadinhos, praias públicas, outros restaurantes). A comida da República dominicana é bastante variada. Sugiro que os que queiram comer a comida local de verdade, fujam dos restaurantes dos resorts, pois eles não a oferecem “de verdade”. Procurem algumas cidadezinhas como Ygues ou La romana para terem essa experiência. Também sugiro a todos que visitem o supermercado Jumbo, em Baiahibe (próximo de Baiahibe). Cuidado com os táxis na República Dominicana. Vale, realmente, a pena agendar um serviço de transfer do aeroporto para o seu hotel, pois no aeroporto, dificilmente irão cobrar menos de 40 dólares para levá-lo(a) ao seu hotel. Se escolher ficar em Uvero Alto, por exemplo, ou Baiahibe, a viagem de táxi pode custar entre 70 e 150 dólares (um roubo) do aeroporto de Punta Cana. NÃO PEGUEM TÁXI no aeroporto, é um ROUBO! Se vocês forem no guichê da CVC e disserem que compraram passagens aéreas com eles (que saía mais em conta do que em grandes sites de venda de passagens na internet), eles irão levá-lo ao seu hotel por um preço mais amigável do que um táxi. Não digam, no entanto, isso aos taxistas, pois você irá se meter em uma grande confusão (como eu me meti rrsrs). Os taxistas são muito competitivos e NÃO aceitam que o valor de táxi seja “negociado”. Saibam que param ônibus nas portas dos hotéis para levar os funcionários às suas casas, então, você poderá SIM andar de ônibus no local, como foi o meu caso: saí de Punta Cana até Baiahibe de ônibus. Ignorem os taxistas e os funcionários do hotel que irão insistir em você manutencionar o acordo entre aqueles e os resorts. Na verdade, os taxistas trabalham para empresas e ainda pagam parte do percurso que os turistas fazem para o hotel. Ou seja, eles exploram, são explorados e o ciclo de exploração por lá não tem fim. Os resorts não investem no país, estão lá apenas para ganhar em cima dos dominicanos. Disseram-me que pagam bons salários, mas duvido que não tenham feito um estudo local e tenham baseado o salário dos funcionários dominicanos em um pouco mais do que a média dos salários do país e não com base no preço médio dos salários de resorts internacionais. O governo cobra imposto dos resorts, mas esse dinheiro não retorna para as comunidades onde os resorts se instalam. Na verdade, não sei se podemos afirmar que esse dinheiro realmente volta, de fato, para a população, pois há muitos lugares na República Dominicana onde, por exemplo, falta água ou onde há água apenas três vezes por semana. Evitem comprar qualquer coisa nos resorts, pois elas custarão, no mínimo, o dobro do valor original. Certifiquem-se para saber se os resorts realmente são “all inclusive”, pois muitos serviços são para clientes diferenciados, aqueles que possuem pulseiras de identificação nas colorações mais diversas. Converse com os atendentes e com o pessoal da limpeza, eles podem dar-lhes boas dicas e informações mais locais. Se você tiver um blog, como eu, ofereça ao pessoal de relações públicas ou marketing a oportunidade de escrever sobre o hotel em seu blog em troca de um upgrade ou de algum benefício do hotel. Não percam a pulseira de seu resort, pois eles irão cobrar taxas extras caso isso aconteça. As pulseiras garantem o monitoramento dos clientes, além de sua diferenciação para determinadas “áreas”. Não acho que vale a pena fazer um upgrade nesses resorts e tornar-se um cliente diferenciado. No final das contas, talvez você fique de saco cheio do sistema de resorts, mesmo que ele seja um cinco estrelas, pois todos eles possuem a mesma chatice superficial de atendimento e de atividades. No final de minha viagem, estava tão saturado desse sistema de hospedagem que decidi não ficar hospedado em um resort cinco estrelas que havia reservado, decidi sair do sistema de resorts. Digam para todos os vendedores de seu resort ou para qualquer um que lhe parar: NO, GRACIAS e curtam a sua viagem. Cuidado para não perder uma manhã inteira de sua hospedagem em reuniões de vendedores que oferecem brindes. Ofereceram-me várias lembranças nos resorts, mas nada pagaria o meu sossego. Além disso, se você quiser, compre as suas lembranças e pronto. Não vá a essas reuniões de venda para se chatear se você realmente não tiver a intenção de comprar o que eles vendem. Queriam me vender um pacote anual de acesso a uma rede de resorts em vários lugares do mundo, mas eu não tinha o menor interesse, até porque não pretendo voltar tão cedo a me hospedar em um resort. Sobre lembrancinhas e etc. negociem esses valores com os vendedores, pois os preços podem variar em até 900%. Eu paguei 20 dólares em um quadro, mas o valor inicial custava 180 dólares. As pessoas em Punta Cana esbanjam dinheiro, e, por isso, todos “metem a faca”. Se você puder comprar lembranças fora dos hotéis, poderá pagar (se souber negociar) mais barato e terá outras opções. Punta Cana não é local para compras. Se desejar fazer compras no caminho, pare no Panamá por no mínimo 10 horas. (Tenho um relato sobre esse percurso no blog). Não exagerem na comida dos resorts ou no sol, pois isso pode transformar a sua viagem em um martírio. Comi exageradamente no início rsrs e tive desinteira. Para melhorar, passei um dia sem comer tomando água de coco na beira de um mar belíssimo, o que também foi bem legal rsrs (mas...). Abusem de protetor solar. Esqueci de retocar o protetor solar e o resultado foi uma insolação terrível, o pior foi a coceira bizarra que me deu, mas comprei uns produtos que me aliviaram um pouco (solar caine) e (Calamina locion). Hidratantes com Aloe Vera (babosa) são muito eficazes, abusem deles. Algumas atividades nos resorts são legais, como caiaque, o que vale muito a pena para explorar melhora as praias. OBS: todas as fotos deste post foram tiradas em Baiahibe. Boa viagem a todos =). Mais dicas de viagem em andersonhander.wordpress.com
  3. Oi Wellington, só vi o seu questionamento agora. Há duas paradas no parque e você paga nas duas. Sinceramente, eu não entendi o porquê (e não me lembro rsrs)... se alguém souber... O passeio custou por volta de 100 reais (não me recordo mais), se alguém estiver mais atualizado... O passeio vale muito a pena, pois o local é LINDO, diferente de nossas paisagens no Brasil. Quando você chega próximo das Torres, é incrível... E o passeio vale muito a pena, pois você passa quase todo o dia no parque e passa, praticamente, por todo o parque (o passeio encerra às 18h). A van faz várias paradas para que os turistas tirem fotos, almocem. O problema é a ventania. Venta demais!!!! Karla, obrigado. Tenho certeza de que você vai gostar muito do passeio. Volte para deixar o link com sua experiência. Abraços.
  4. Oi Welington. Não, fiz o tour com uma agência (conheci o parque sentado em uma van rsrs). Na verdade, combinei com o pessoal do hostel onde fiquei. Fiz a reserva com eles e no outro dia a van estava cedo na porta do hostel. (O hostel é de uma família muito simpática - Hostal Geminis. Café da manhã excelente). No parque, há apenas uma área de alimentação com preços muito elevados, e você paga duas vezes para entrar no parque (você vai ver quando chegar lá). Sobre as trilhas, acho que rola de vc fazê-las sim, embora o parque seja imenso... mas as grandes atrações mesmo são as Torres e o glaciar.
  5. Está aí um país que eu nunca pensei em visitar: África do Sul. Conheci Capetown em 2010. O meu destino nesse país foi Capetown, ou Cidade do Cabo. Infelizmente eu não tive muita oportunidade de conhecer muito bem o país, pois o meu intuito nessa viagem foi melhorar o meu inglês em um programa de estágio. Eu passei alguns meses estagiando em uma ONG chamada SCAT (Social Change Assistance Trust), na área administrativa. Essa experiência foi muito enriquecedora, eu participei de vários projetos sociais da ONG, viajei para várias cidades do interior do país. Um dos grandes espetáculos de Capetown é a Table Mountain, o que traz para a cidade um ar misterioso e fotografias extraordiárias. Mas a cidade não é apenas beleza e riqueza. Ainda há muita desigualdade socioeconômica na África do Sul. Casa de estudantes da Good Hopes Studies (não vale a pena): Churrasco na casa dos estudantes: Participei, aos finais de semana, de um programa com crianças carentes. O projeto ocorria em uma escola pública de uma comunidade de Capetown. As crianças iam, aos finais de semana, para a escola onde tinham aula durante a semana (escola pública) e participavam de diversas atividades que incluíam momento de contar histórias, jogos e brincadeiras. Fui voluntário com um grupo de estrangeiros nesse projeto. Nós contávamos histórias para as crianças em inglês, além disso, em um determinado momento do dia, havia um professora em cada uma das salas da escola para contar histórias às crianças em suas línguas nativas. Como a África do Sul é um país que possui várias línguas oficiais, as crianças, mesmo em escolas públicas, eram alfabetizadas em suas línguas nativas e posteriormente eram ensinadas a falar a língua franca: o inglês. Pode parecer boba a ideia do projeto, mas para essas crianças, o projeto era de extrema importância, uma vez que muitas delas possuíam apenas uma mãe como membro da família, algumas precisavam trabalhar ou eram alcoólatras, não podiam dar-lhes atenção necessária ou contratar uma babá para orientá-los. A escola, nesse momento, funcionava como refúgio acolhedor a essas crianças que, muito provavelmente, seriam maltratadas ou estariam sozinhas, dopadas com álcool pelas suas famílias, caso estivessem em casa. Trabalhei em uma ONG com nativos. Eles falavam inglês, mas era perceptível que eles não possuíam muita intimidade com esse idioma. Quando eles falavam entre si e especialmente quando estavam mais à vontade, conversavam em suas línguas maternas. Percebi que a ONG em que eu trabalhei enfrentava alguns problemas em relação à execução de alguns projetos pelos povos das comunidades. Segundo as pessoas que trabalharam comigo, os moradores de comunidades pobres, que eram selecionadas para atuar em parceria com a SCAT, às vezes, preenchiam indevidamente os formulários de feedback dos projetos sociais da ONG, omitiam informações, às vezes não compreendiam os questionários (analfabetismo funcional). Não era interessante para a ONG, no entanto, manter nesses projetos pessoas de outros locais ou diretamente da própria ONG, uma vez que havia a necessidade de empregar as pessoas da comunidade. Além disso, essas pessoas, apesar das dificuldades, “conheciam” os reais problemas de sua comunidade, o que “poderia” ser um mecanismo para “atingir” melhor as comunidades e facilitar a comunicação com aqueles que não falassem inglês. Galera da ONG onde fiz estágio (pensem em um pessoal bacana): Mais relatos em andersonhander.wordpress.com
  6. Galera, tenho mais relatos de viagens no meu blog: andersonhander.wordpress.com
  7. Sinceramente, não gostei muito de Buenos Aires. Achei mais interessante Mendonza. Estive lá em 2012. Essa viagem deu muita aventura. Eu comprei a minha passagem de avião para Argentina pela Pluna Airline, uma empresa Uruguaia. O meu voo saía no dia 10, uma segunda feira de julho. Empolgado com a viagem, entrei na internet, na sexta feira, em um site de notícias e curiosamente encontrei uma mensagem dizendo que a PLUNA havia falido. Fiquei pensando: “nossa, que droga para quem vai viajar”. Dois minutos depois eu me lembrei de que eu iria viajar pela Pluna e, a essas alturas, a minha viagem já estava perdida. Enfim, passei muita raiva até o dia dessa viagem tentando resolver vários problemas com o site decolar.com. Fiquei frustrado com a notícia, mas não desisti de viajar. Embora eu não tivesse muito dinheiro, continuei inculcado com essa viagem. Procurei um voo barato para Argentina, mas não encontrei nenhum. Ouvi dizer por aí que havia ônibus de Brasília rumo ao Paraguai. Fui à rodoviária interestadual da Capital Federal e para a minha surpresa havia um ônibus com destino a Assunción, no Paraguai para o dia seguinte a minha procura. Bem, comprei a passagem para de lá seguir até a Argentina e depois ir de ônibus ao Chile. Sim, eu viajei horas e horas de ônibus durante dias. Inclusive economizei bastante com hospedagem. As empresas de ônibus na Argentina são ótimas, com serviço de bordo, café da manhã, almoço e janta. Algumas empresas têm até bingo noturno rsrs. No caminho rumo ao Paraguai, conheci quase todo o Mato Grosso. Quando cheguei à Assunción estava escurecendo. Parei na rodoviária, no centro da cidade. Procurei uma pousada para me hospedar, mas achei tudo muito caro para os padrões latinoamericanos. Nesse dia eu jantei um frangão na rua rsrs, acompanhado com batatas e salada. Sim, a comida estava deliciosa, mas cara. No dia seguinte resolvi conhecer a cidade, mas para a minha infelicidade eu não consegui sacar um centavo do meu cartão. Pensei que aquele seria o fim da minha viagem. Peguei os poucos centavos finais que eu tinha no bolso e segui em direção ao aeroporto de ônibus, pensando que seria mais fácil sacar o meu dinheiro lá. Eu já tive vários problemas de saques na América do Sul. Quando eu fui ao Peru, foi tenso conseguir sacar dinheiro. No caminho, avistei um símbolo do Banco do Brasil. Sai correndo em direção a ele, mas não consegui sacar nada. Bem, eu já não tinha mais dinheiro algum e caso não conseguisse sacar não sei o que iria fazer. Nesse momento perguntei para uma moça na rua se ela sabia onde eu poderia sacar dinheiro, (Isso foi imaturidade de turista, mas eu não me senti ameaçado de ser assaltado), a moça gentilmente me levou ao shopping e disse para eu tentar sacar no caixa eletrônico 24H do BANCO DE LA PATAGONIA. Por incrível que pareça, já sem esperanças, eu consegui sacar. Paguei 5 reais nessa torta de marmelo: Ponte Inca: Os serviços de bordo dos ônibus argentinos são ótimos:
  8. Bolívia A Bolívia é um país lindo! Conheci esse país (em 2008) com um grupo de aventureiros que nunca havia saído do Brasil: Thaísa, Débora e José Olimpo. Conheci-os em uma comunidade sobre viagens no antigo orkut. O nosso trajeto foi o seguinte: Mato Grosso – Santa Cruz de La Sierra – Cochabamba – La Paz – Copacabana – Oururo – Potosi – Cuzco e na volta Sucre e Uyuni – deserto de sal. O custo de vida na Bolívia para nós brasileiros é muito baixo. Eu vivi muito bem lá com pouco dinheiro. O maior problema são os caixas de saque que não funcionavam muito bem. Fiquei em alguns hosteis muito bons. O melhor deles foi em La Paz, onde a estrutura turística é maior. O deserto de sal foi um dos lugares mais incríveis que eu já viajei. Há hotéis no meio do deserto, todos de sal. Comi carne de Lhama no deserto, tudo muito exótico e diferente. Em Uyuni, eu dormi em um hotel de sal, parecia um iglu de neve. E claro, fazia muito frio lá, inclusive durante o dia. Salar de Uyuni Copacabana – Lago Titicaca ao fundo: Live the life you have imagined (Thoreau): Apesar das belezas naturais do país, a Bolívia é um lugar ainda muito pobre. O turismo, em regiões como La Paz e Copacabana, é a grande fonte de movimentação econômica para a população. 5 reais esse prato. Truta na chapa, batata e arroz: Mais relatos em: andersonhander.wordpress.com Abraços.
  9. Realmente, Machu Pichu é um lugar incrível, repleto de boas energias e de mistérios. A capital do Peru, Cuzco, é muito bonita. Há bons restaurantes e muito turismo e história para ser contada. Vale a pena comprar o pacote City tour para conhecer os principais pontos turístico da cidade. Tomem cuidado, no entanto, com pacotes para Machu Pichu. Você pode ir para Machu Pichu de trem ou por uma agência. Eu fui por uma agência. A ida foi tranquila, mas na volta, fui em pé durante 4 horas em um ônibus muito velho. Paguei, no entanto, por uma viagem de volta em uma van. Mas durante o caminho, comecei a dizer ao homem que nos ofereceu o pacote, sobre a minha intenção de ir à polícia e levá-lo junto. Sério, eu resmunguei durante TODA A VIAGEM para ele e para todos no ônibus rsrsrs. Quando chegamos em Cuzco, não deixei-o passar o corredor do ônibus para descer antes do meu grupo. Nós o fizemos parar no mesmo destino que o nosso e começamos a exigir parte do nosso dinheiro de volta pela enganação do serviço oferecido. (Ao final ele nos devolveu uns trocados, Sim. Não me senti tão mais enganado). Os meus amigos diziam que nós apanharíamos ali dos nativos que estavam no mesmo ônibus que a gente, com galinha, cachorro e todos os animais que vocês puderem imaginar rsrs. Eu senti, nessa viagem de ônibus, todos os cheiros das comidas típicas do Peru. Um animal curioso e bonitinho que eu encontrei por lá foi a lhama. Esta estava solta no parque de Machu Pichu para distrair os turistas: Quando eu segui caminho para Machu Pichu de van, eu fiz um percurso perigosíssimo. Passei por umas estradas estreitas com penhascos enormes. Se o automóvel que nós estávamos fosse um pouquinho maior e houvesse qualquer desatenção, nós cairíamos Antes de subir a Machu Pichu, após horas de viagens, eu cheguei em Águas Calientes. Essa cidade era o paraíso perdido. Sinceramente, que lugar maravilhoso. Finalmente em Machu Pichu, após acordar de madrugada e subir durante 2 horas as montanhas ao redor da cidade: Choclo. Suco de milho roxo o/ (o gosto era bem diferente de tudo o que eu já bebi. Era bom, mas enjuativo. Também bebi um outro refresco quente de canela, clara de ovo e limão ). DSC00319 Mais propina fotográfica: Estive em Saqsayuman, um lugar mágico. Dizem que não era possível para a época da construção dessas muralhas, a tecnologia para que essas pedras fossem colocadas tão bem encaixadas. Dizem que alienígenas passam/passaram pelo local, enfim, lendas/mitos/histórias contadas como aquelas sobre as linhas de Nazca (infelizmente eu não consegui ir à NAZCA). Koricancha: Mais relatos em andersonhander.wordpress.com Abraços.
  10. Sul do Chile 12 de janeiro de 2014 O povo chileno pareceu-me de certa forma orgulhoso de sua nação. Há muitas bandeiras do Chile por todos os lugares. Apesar de o Chile ser um país bastante diverso de norte a sul, tive essa a impressão (posso estar enganado) de haver uma identidade nacional fortalecida ali, especialmente devido às guerras com os países vizinhos como ocorreu com a guerra do pacífico. Os chilenos não olham tanto para as pessoas na rua (ou fingem não se preocupar em olhar) como os brasileiros. Eles agem muito naturalmente com os estrangeiros (especialmente os europeus) e não os idolatram a todo custo como no Brasil. O país é organizado, as cidades são desenvolvidas e parecem potenciais prósperos para o futuro. É evidente também a desigualdade econômica no Chile. Achei o país, de maneira geral, caro. Há, no entanto, alguns produtos mais baratos do que no Brasil. Para compras, por exemplo, tênis lá é muito barato. Eu me arrependi profundamente de ter comprado um tênis no Brasil e não lá, antes de viajar. Encontrei um modelo semelhante ao meu pela metade do preço. Um amigo comprou um tênis que aqui no Brasil também custaria o dobro do que ele pagou. Iogurte (NESTLÊ) custa 40 centavos a unidade. Nesses dezoito dias perambulando pelo Chile de norte a sul, percebi que é comum as pessoas enterrarem familiares nas ruas/estradas. As estradas e costa chilena parecem grandes cemitérios. Até mesmo as cidades têm essa caraterística. Em Antofagasta, era comum as pessoas enterrarem nas calçadas, próximas à praia, seus familiares, que provavelmente morreram lá. E eles não colocam apenas cruzes, colocam fotos (eu vi um pequeno outdoor com a imagem de uma garota, com asas e algumas frases, era uma homenagem) dos entes falecidos. Talvez os chilenos lidem de uma maneira diferente da nossa com a morte e com a memória. É interessante também perceber que nessas covas em plena calçada/estrada/rua há sempre uma bandeira do Chile, sempre. Eu não consigo imaginar jamais isso no Brasil devido a nossa maneira de lidar com a memória, a necessidade do esquecimento: “o que passou passou”, “pare de ressuscitar defunto”, “esquece isso”, “quem vive de passado é museu” … No Brasil pode fazer sentido comermos batata, macarrão e carne ou ainda, purê de batata, macarrão/arroz e carne. Muitos estrangeiros, no entanto, não concebem em uma mesma refeição batata e macarrão, pois esses alimentos pertencem à mesma categoria, ambos são carboidratos. Eu já havia percebido isso em outros países, relembrei-me dessa fato no Chile, achei interessante comentar. A paisagem no sul do chile é completamente diferente do centro e do norte. As montanhas ao sul são repletas de árvores. Há muitas casas de madeiras. Ainda no verão, as cidades são frias. E quanto mais ao sul, mais fria é a cidade. Estive em Puerto Montt, em Punta Arenas e Puerto Natales. Puerto Montt é uma cidade cara. É um pouco fria em relação a Santiago, mas o frio de lá é suportável em relação ao de Puerto Natales e é mais forte do que o do deserto de Atacama. Puerto Montt não me pareceu uma cidade interessante. Não há muito o que fazer por lá, mas é inevitável passar por lá para ir à Punta Arenas. Punta Arenas é uma cidade muito bonita, interessante e barata. A cidade possui umas árvores lindas, diferentes de todas que já vi. Parece brincadeira, mas o cemitério da cidade é um ponto turístico, arquitetura lindíssima, repleto dessas árvores que mencionei. Há muitas atrações nessa cidade, recomendo o tour pela Isla Magdalena, uma pequena ilha habitada por centenas de pinguins. E há tantos pinguins na ilha, que os estrangeiros que chegam lá por barco é quem ficam intimidados. A circulação na ilha, no entanto, é limitada em função da preservação do local e dos animais. Puerto Natales é uma cidade interessante também, embora seja bastante pequena. A cidade é abrigo daqueles que querem conhecer as Torres del Paine. Fiz o tour de um dia no parque Torres del Paine. Os chilenos fazem propaganda de que o parque é a oitava maravilha do mundo, não sei o valor dessa afirmação. Talvez eu esteja sendo bastante criterioso para dizer isso, mas o que valida o meu discurso é o fato de eu ter conhecido muitas cidades no Chile e vários outros continentes. Mais relatos em: andersonhander.wordpress.com Abraços.
  11. Aluguei um apartamento, em Antofagasta, de frente para o mar, para passar o ano novo. A vista era do sexto andar do edifício. Ouvi muitas críticas a respeito de Antofagasta. A maioria das pessoas que estava em San Pedro decidiu passar o ano novo em Calama. Sinceramente, achei a cidade muito interessante e bonita. Na verdade, diferente, não temos cidades como Antofagasta no Brasil. A vegetação ainda apresentava-se desértica em contraste com as areias e o mar do pacífico. portaConversei com algumas pessoas da cidade, eles disseram que quem vive ali não costuma ficar para o ano novo. Percebi que muitas pessoas estavam indo também para La Sereña. Antofagasta é uma cidade de uns 300 mil habitantes. É uma cidade que cresceu bastante nos últimos anos em função da mineração. Eu não sabia na verdade que havia alugado um apartamento em um condomínio. Pensei que estava alugando um apart hotel. Encontrei o anúncio dessa habitación na site booking.com. O apartamento era lindo. A vista para o mar era perfeita. Havia banheira no apartamento, tudo muito limpo e novo. Paguei 35 dólares para ficar hospedado nesse apartamento. Como não havia comprado comida, procurei um mercado, mas havia apenas uma padaria aberta. Comprei pão, queijo e uma torta de amora, basicamente essa foi a minha ceia de ano novo. Depois da virada, desci para a praia, as pessoas estavam festejando e muitos estavam fantasiados, como no carnaval. Desci ao mar, banhei os meus pés na água e aproveitei aquele momento perdido nos meus planos para 2014. Foi um momento único. E a água estava ótima para tomar banho, ao contrário daqueles que dizem que não é possível tomar banho nas águas do pacífico. No dia seguinte, organizei a minha mala e pedi um táxi para La Portada. O local fica ao norte de Antofagasta. É uma janela de pedras imensas. O local é lindo e me lembrou um dos cartões postais de Malta: Azure Window. Peguei um táxi em seguida para a rodoviária de Antofagasta, lá experimentei uma das comidas mais populares do Chile: cachorro quente completo. Há aqueles que gostam, eu não gostei do acompanhamento “completo” da iguaria com abacate. Não adianta, abacate para mim é fruta (e toda fruta para mim é doce rsrs).
  12. Confesso que cometi um grande erro quando decidi inserir Caldera em meu passeio. O lugar não é nada como as propagandas anunciam na internet. Caldera é um lugar muito pequeno e sem graça. A Bahia Inglesa (onde localiza-se a melhor praia do Chile, fico imaginando a pior rsrs) fica a 6 km de Caldera. O local era caríssimo, a comida ruim… O falso azul turquesa de suas águas estendia-se por menos de um metro das areias dessa praia. Além disso, a água estava tão gelada e ventava tanto (apesar de o céu estar incrivelmente azul e de ser verão) que decidi não entrar na água. As praias brasileiras são muito mais bonitas do que nessa região chilena. Eu pensei que o contraste com o cenário desértico e o pacífico seria surpreendente… Na verdade, há alguns lugares no Chile que não me surpreenderam muito como as propagandas diziam. No entanto, eles sabem fazer propaganda. Passei por lugares no Chile com praias muito mais bonitas do que as da Bahia Inglesa. E eu acho que só pirata mesmo (há muitos séculos) para se refugiar nesse local. A grande questão é que os chilenos não têm muita opção de praia para o verão, ao contrário dos brasileiros e de outros turistas. A minha dica é: NUNCA viagem para o Chile com o intuito de ir à praia, o que é uma pena e um desperdício, pois a costa Chilena é imensa. Mas há poucas praias no Chile para banho. Os cenários são bonitos sim, mas nada como as praias do Caribe, do mediterrâneo ou mesmo do Brasil. Mais relatos de viagens em andersonhander.wordpress.com
  13. Eu viajei para malta em janeiro de 2010. Malta é uma ilha próxima à Itália, situada no mar mediterrâneo. Quando eu decidi viajar para Malta, acredito que eu estava inspirado, porque o lugar é extraordinário. Essa viagem foi uma das melhores viagens que eu já fiz. Na verdade, foi a minha primeira “grande” viagem sozinho para outro país. O meu objetivo nessa viagem foi melhorar o meu inglês e me divertir. Fiquei hospedado na casa de estudantes da Sprachcaffe Language Plus. Sinceramente, eu nunca vi nenhuma escola de idiomas como essa. Confesso que fui motivado pela beleza e pelo marketing bem feito da escola e recomendo, pois valeu cada centavo. A escola possui grande estrutura, os professores da escola eram ótimos, a escola possuía vários espaços para interação, sala de filmes, piscina e um pequeno pub, que funcionava inclusive durante a noite. A área de lazer da escola era tentadora. A beleza de malta é insuperável. E eu fiz essa viagem no inverno. Eu conheci muitas pessoas boas nessas viagens, muitas histórias de vida interessantes e personalidades de todos os tipos. A sensação de poder olhar para além de nossas próprias janelas é muito boa, perceber que os nossos costumes e trejeitos são muito pequenos diante de toda a diversidade de culturas e perceber a nós mesmos nesses novos cenários. Popye Village Além dos passeios turísticos e das belas paisagens naturais, a noite na Ilha é muito agitada. Há muitos restaurantes, boates, cafés e cassinos na cidade. Os gastos para turistas não são os mais baratos, mas sempre é possível vivenciar qualquer lugar do mundo em uma perspectiva mais “local”. Dica: Escreva a mensagem “100 things to do in…” e coloque o nome do país para onde você irá viajar. Aparecerão centenas de dicas de passeios para se fazer em sua viagem. Apesar de a ilha ser pequena, há lugares desconhecidos pela “rota dos turistas”, aproveite para vivenciar experiências mais cotidianas e locais de Malta, a ilha é repleta de surpresas. Azure Window Mais relatos em: andersonhander.wordpress.com (clicar em relatos de viagens)
  14. Para mais relatos de viagens, visitem o meu blog: andersonhander.wordpress.com (cliquem no botão relatos de viagens).
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