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Yunes

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Sobre Yunes

  • Data de Nascimento 24-09-1992

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    Barcelona

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  1. Capítulo 11 - Plitvice Lakes e o primeiro Pub Crawl No dia anterior, havia comprado um passeio para o Parque Plitvice Lake saindo de Split por €75 (transporte + entrada no parque). Tanto o valor quanto o tempo no parque não foram a melhor escolha, mas um dos grandes motivos da minha viagem era conhecer o parque. Até me recomendaram substituir pelo parque de Krka, mas provavelmente eu voltaria pra casa com um gostinho amargo. Dessa forma, às 06 da manhã já estava de pé para preparar minha mochila e encontrar o fretado da Sugaman Tours (super recomendo) no centro de Split. Haviam cerca de 15 pessoas na van, bastante confortável e com guias croatas que falavam um inglês muito bom, o que foi ótimo pois a guia passou a viagem falando curiosidades da cidade, a ligação deles com futebol, a paixão dos croatas pela Alemanha e como a Croácia é o que é hoje. Chegamos em Plitvice por volta de 10:50 da manhã e nossas entradas já estavam compradas, então não precisamos pegar nenhuma fila. Plitvice é um Parque Nacional enorme e, para uma visita completa, recomendam uma hospedagem na região para aproveitar dois dias inteiros. Como nosso tempo era bem mais escasso - cerca de quatro horas - exploramos um dos quatro (?) caminhos disponíveis dentro do parque. Não tenho dúvidas que este foi um dos pontos altos da viagem. Inúmeros lagos e cachoeiras em tons de azul e verde e passarelas feitas para caminharmos praticamente sobre a água eram vistas comuns naquele instante e todo o cuidado e preservação com a fauna e flora eram admiráveis. Alguns ursos residem no parque, mas infelizmente (ou felizmente 😂) não encontramos nenhum deles. A guia conhece o parque de ponta e ponta e com ela conseguimos evitar algumas filas quilométricas pra visitar alguns pontos específicos. Deixo as fotos falarem por si: Voltamos e paramos em um restaurante (foi claro que a empresa tinha um convênio com o local) mas achei o preço do almoço justo comparado ao que havia pagado anteriormente na Itália. A culinária croata é muito baseada em batatas, vegetais e algum tipo de carne ou frutos do mar. Optei por uma opção com carne e o prato acompanhado de uma cerveja local estava muito bom ao preço de €14. Caímos na estrada em direção a Split e chegamos na cidade por volta das 18hrs. Na noite anterior percebi bastante movimentação na cidade apesar de ser uma terça-feira à noite e estava (mais do que) na hora de curtir a vida noturna na Europa. A ideia de ir para um bar sozinho e tentar socializar não me pareceu atrativa no primeiro momento e, como alternativa, decidi experimentar o Pub Crawl croata. Funciona da seguinte forma: primeiro bar com 1 hora de bebida e comida free, segundo e terceiros bares com uma bebida inclusa. Encontrei com o pessoal no centro histórico de Split e numa troca de olhares fiz amizade com uma americana. Conversamos bastante durante o caminho ao primeiro bar, inclusive ela sabia as palavras 'rinoceronte' e 'acetona' de uma viagem anterior que ela havia feito ao Brasil e coincidentemente eramos as únicas pessoas sozinhas a caminho do Pub Crawl, então acabamos ficando juntos. A primeira hora foi regrada a muita cerveja, vodka com sprite e Rakija, uma espécie de cachaça croata. Essa mistura só poderia dar errado e por consequência tenho somente alguns flashes dessa noite 😂, mas em certo momento essa americana que conheci teve que sair pois uma das organizadores do Pub Crawl era uma amiga de longa data. Confesso na hora fiquei triste, mas nada que álcool e muita bagunça não curassem. Não tenho nenhuma lembrança do que ocorreu no segundo bar e, no terceiro, encontro novamente a americana dizendo que estava me procurando em vários lugares. Foi inevitável que essa primeira e uma das melhores noites da viagem acabasse da melhor forma. Até hoje mantemos contato e quem sabe nos encontramos novamente em uma próxima viagem. 💰 Custos do dia: Plitvice Lakes: €75 Almoço: €14 Pub Crawl: €25 Um gasto aleatório em algum lugar durante o Pub Crawl: €3 💸 Total: €117 (R$520,65) Próximo post: Capítulo 12 - Ressaca, bate-volta à uma cidade medieval e mais Pub Crawl
  2. @Trip-se! Muito obrigado pela postagem! Itália e Croácia realmente são dois países incríveis, impossível não bater a saudade e nostalgia revivendo através das fotos todos esses momentos inesquecíveis.
  3. Capítulo 10 - Viagem para Croácia e um choque cultural Esse dia marcou meus últimos momentos na Itália e não poderia me despedir de melhor maneira: comendo uma bela pasta (€13). Minhas refeições durante esses dias na Itália se basearam em carboidrato e não faria diferente. Houve uma certa decepção com a pizza italiana, mas acredito que eu tenha escolhido o lugar errado. Felizmente todas as pastas, lasanhas e afins estavam ótimos, realmente se come muito bem no país. Mala feita, check-out realizado e era hora de seguir a um novo país. Estava muito ansioso por esse momento principalmente nos últimos dias e não via a hora de chegar no aeroporto e me preparar para a viagem. Tive uma surpresa infeliz ao descobrir que o ticket que havia comprado no dia anterior não dava direito ao trajeto até o aeroporto. Me vi obrigado a gastar €10 no vaporetto com trajeto direto ao aeroporto de Veneza, viagem que demorou cerca de 30min. Há também um ônibus que faz esse trajeto, mas o preço é semelhante e estava com receio de me atrasar. A viagem de Veneza até Split foi bem rápida - 1 hora e 15 minutos - e não houve nenhum problema no desembarque. Chegando no aeroporto de Split, tive meu primeiro problema: a moeda. A Croácia, apesar de pertencer a União Européia, não adota o Euro como moeda oficial. Dessa forma, eles utilizam e, em alguns lugares, somente Kuna, sem possibilidade de pagamento em Euro. Cheguei ao país sem saber como fazer essa conversão (€1 = kn0,11 aproximadamente) e a conversão nos ATMs do aeroporto estavam péssimas, logo tinha que dar sorte ao achar algum meio de chegar ao centro da cidade com euros. Felizmente encontrei um translado que aceitava tanto Kunas quanto Euros para fazer o trajeto, que me custou €5. Saindo do aeroporto, algo que me marcou bastante foi uma placa de publicidade totalmente compreensível, como podem ver abaixo: Propaganda super compreensível para nós Nesse momento bateu um medo de não conseguir me comunicar, me perder, enfim, algo acontecer 😂 mas felizmente isso não ocorreu, os croatas falam um inglês bastante compreensível, pelo menos nas cidades que me hospedei. A viagem de translado levou cerca de 45min até o centro de Split. Minha primeira percepção é que estava em um lugar povoado e chique, com inúmeros barcos ancorados, muitos deles dessas empresas de cruzeiros. Meu hostel ficava à uns 10min de distância do centro e pude ter uma primeira percepção de Split, com muitos carros, ruas limpas e pessoas que até então eu tinha como estereótipo de serem russas. Pude perceber também a extrema ligação da cidade com o time de futebol Hadjuk Split - foi muito comum ver paredes pintadas com os símbolos do time. Pinturas do Hajduk Split, time de futebol da cidade Apenas deixei minhas coisas no hostel e fui até o centro pois precisava trocar dinheiro e de um corte de cabelo. Peguei kn1200 (aproximadamente €160) para ficar seguro por três ou quatro dias, visto que ainda não sabia o custo de vida na Croácia. Split acabou sendo a cidade mais barata na minha estadia na Croácia, então deu pra segurar as kunas por um bom tempo. Fui até o barbeiro (kn110 - €14) e resolvi dar uma volta pelo centro, que é bem pequeno mas muito bonito. Todo o centro histórico possui construções desde o século II e andar pelas ruas e labirintos da cidade foi uma ótima experiência. Palácio de Diocleciano Jantei um ótimo lanche acompanhado de cerveja croata (57HRK - €6,84) e fui para o hostel, afinal precisava acordar bem cedo no dia seguinte. 💰 Custos do dia: Almoço: €13 Ticket Vaporetto: €10 Translado: €5 Barbeiro: €14 Jantar: €6,84 💸 Total: €48,84 (R$217,39) Próximo post: Capítulo 11 - Plitvice Lakes e o primeiro Pub Crawl
  4. Capítulo 9 - Murano e Burano No meu último dia em Veneza passei a manhã 'trabalhando' no roteiro, vendo possíveis passeios nas próximas cidades e editando algumas fotos. Não havia tido muito tempo para essas atividades nos dias anteriores e ter esse descanso foi bem interessante. Era por volta de 13hrs e saí para almoçar em um local próximo ao hostel (€13), algo que seria interessante para a programação do dia, afinal estava muito próximo da uma estação de vaporetto que serve como hub para Murano e Burano. Os tickets individuais possuíam duas horas de duração e não valeria a pena visto que pretendia passar a tarde nessas duas cidades. Dessa forma, comprei o ticket de 24 horas após primeira ativação, que custou €20 (tudo em Veneza é caro!). Esperei por volta de 20min até a chegada e embarque no vaporetto com destino a Murano. A viagem foi bem tranquila e confortável. Ilha que é um cemitério no trajeto de Veneza à Murano Murano é conhecida como a ilha dos vidros e, de fato, a cidade é voltada a fabricação e exposição dos mais diferentes artefatos feitos em vidros coloridos. Muitas lojas ficam próximas a estação de vaporetto, indo desde 5 euros (desconfiei bastante da veracidade dessas peças 😂) até os mais exorbitantes valores. Caminhando pelo interior da cidade, há muitos locais no qual é possível ver todo o processo de fabricação dos vidros. Não tive muito interesse até porque era pago, mas queria mesmo ter trazido alguma peça em vidro para casa, mas fiquei com medo de quebrar entre as viagens de avião que viriam nos próximos dias. Murano Após algumas horas conhecendo cada pedaço de Murano, era a hora de visitar Burano. A cidade fica mais afastada e o vaporetto levou cerca de 30 minutos até chegar na estação. Burano chama muito a atenção pela quantidade de casas coloridas, com cores fortes e diferentes entre si. Andando pelo interior da cidade, era perceptível que os locais vivem uma vida simples mas com qualidade. Diversas vezes vi barcos trazendo grande quantidade de peixes, uma das principais fontes de renda dos moradores. Recomendo muito passar uma tarde inteira caminhando sem rumo, admirando as cores das casas e o seu reflexo nos canais. Burano O dia estava acabando e era hora de voltar a Veneza. O passeio de volta proporcionou um pôr-do-sol muito bonito que valeu a pena os dias passados na cidade, apesar de que hoje, se eu voltasse à Itália sozinho, não escolheria Veneza como um destino. Experiências boas e ruins fazem parte da vida e sempre são um aprendizado. Foi impossível não ficar no cais admirando o pôr-do-sol Fechando a noite, fui ao centro de Veneza procurar alguns chaveiros (€10) e jantei na rua visto que o lugar era muito pequeno, mas valeu a pena pelo preço (€4) e pela qualidade do lanche, foi realmente um achado e é uma pena que não tenho o nome aqui para recomendação. 💰 Custos do dia: Almoço: €13 Ticket Vaporetto: €20 Chaveiros: €10 Lanche: €4 💸 Total: €47 (R$209,15) Próximo post: Capítulo 10 - Viagem para Croácia e um choque cultural
  5. Havia comprado passagens pelas seguintes companhias: TAP - ofereceu voucher válido por dois anos Vueling - reembolso LATAM - ofereceu voucher, mas esse vou esperar para ver se cancelam a viagem e estornam o valor pago.
  6. Tinha me programado para ir a Europa daqui 20 dias e logicamente tive que cancelar todos os planos. Infelizmente tinha comprado todas as passagens e reservado hostels e, principalmente nas passagens, tive que pedir voucher pois as companhias não estão devolvendo o dinheiro. Tenho o roteiro pronto mas está impossível fazer qualquer planejamento nesse momento. Achava que até Setembro a situação estaria controlada, mas hoje vejo que esse é um cenário considerando o maior otimismo possível.
  7. Capítulo 8 - Amor e ódio por Veneza Dado a percepção que tive do clima da cidade no dia anterior, resolvi recarregar as energias e acordar mais tarde depois de andar bastante nas cidades anteriores. Aproveitei também para lavar roupa e talvez esse tenha sido o único momento que achei algo barato em Veneza 😂 onde paguei €5 pela lavagem de roupas brancas, pretas, secagem e sabão. Saí para almoçar e passear pela cidade e pude perceber a diferença de preços comparado a Roma: mesmo nas opções mais baratas do TripAdvisor, era muito, mas muito difícil achar um restaurante barato. Acabei entrando em um com uma boa classificação, mas deixei €18,70 por uma pasta e percebi a necessidade de ir ao mercado. Mudei os planos do dia e fiz compras de algumas coisas básicas, dando um total de €7,07. Durante toda a viagem percebi que vale super a pena fazer uma das refeições de forma mais simples, como um lanche ou algo do tipo com produtos comprados no supermercado e outra refeição em um restaurante barato/médio, te faz economizar uma boa quantia de euros para gastar em museus, festas etc. Compras deixadas no quarto, saí para conhecer um pouco mais de Veneza. Minha percepção é que a cidade é bem pequena e é super possível visitar todos os lugares sem precisar pegar um vaporetto (ou uma gôndola que custa a bagatela de €80). Além disso, é muito fácil se perder pelos labirintos de pontes, vielas e escadas e vivenciar esse clima é a melhor parte da viagem. Diversas vezes senti que estava andando em círculos. ] Piazza San Marco Essência de Veneza Descrita a parte do amor... vamos ao ódio. Um viajante sozinho, em um hostel que não promove uma integração entre os hóspedes e numa cidade romântica em sua essência foram alguns fatores que fizeram Veneza ser a cidade que menos gostei durante a viagem. A cidade não tem vida noturna e pouquíssimos bares/pubs e tenho certeza que eu não estava no clima na cidade. Além disso, reservei três noites... acredito que duas teriam sido suficientes. Cheguei até pesquisar algum bate-volta para uma cidade próxima, mas o preço não valia a pena. Dessa forma, decidi fazer as coisas com a calma que Veneza pede, me adaptando a sua atmosfera. 💰 Custos do dia: Lavanderia: €5 Almoço: €18,70 Supermercado: €7,07 💸 Total: €30,77 (R$136,93) Próximo post: Capítulo 9 - Murano e Burano
  8. @D FABIANO Quanto ao ônibus, realmente não sei... eu mesmo não tive muito interesse em fazer essa viagem de outra forma. Fora o trem caindo aos pedaços, todos os outros eram modernos mesmo na segunda classe. Em todo o período que fiquei na Itália, conferiram meu ticket somente uma vez, chegando em Veneza. Em um contexto geral realmente não tenho o que reclamar. Sobre Roma, acredito que ela seja compacta ao invés de pequena. É possível fazer tudo andando visto que diversos pontos históricos ficam bastante próximos uns dos outros, mas como você disse há toda uma região que somente os locais frequentam. Acabei não explorando essa região, que deve demandar mais alguns dias numa viagem à cidade.
  9. Pelo Omio e Rome2Go não há ônibus que fazem esse trajeto. Há linhas com menos baldeações e trens de maior velocidade, mas ainda assim demora entre 5~6 horas.
  10. Capítulo 7 - Champions League em Veneza Acordei por volta de 6 horas da manhã para efetuar os últimos ajustes e seguir para Veneza. Como iria atravessar a Itália de oeste à leste, sabia que a viagem seria longa e resolvi sair o mais cedo possível. Segui em direção à estação e tomei um café da manhã ali perto (€7) no Ristorante Roma, pois o primeiro trem com destino a Veneza iria demorar alguns minutos. Passado o tempo conversando com o dono do local, fui para a estação onde comprei o bilhete por €28,25. Até mesmo pela distância entre as duas cidades, não há trens que façam o trajeto sem escalas. Dessa forma, as baldeações foram as seguintes: La Spezia – Parma (2 horas) Parma - Piadena (52 min) Piadena – Mantova (25 min) Mantova – Verona (1 hora e 3 min) Verona – Veneza (2 horas e 30 min) Dado o tempo esperando em algumas estações, demorei 8 horas até chegar na estação central de Veneza. Acabei não tirando muitas fotos, mas as paisagens do interior da Itália eram absurdamente bonitas, bem diferente dos arredores de Roma que é uma megalópole. Nessa viagem peguei trens muito bons e um caindo aos pedaços, mas ainda bem que ele fez o trajeto mais curto (Piadena – Mantova). De verdade, hoje a imagem que eu tenho dos anos 30 é desse trem. Chegando na estação central de Veneza, fui até o meu hostel que fica no bairro de Cannaregio. Foi ‘tranquilo’ fazer todo o trajeto andando exceto pela enorme quantidade de escadas que há na cidade, o que tornou esse trajeto não tão confortável por estar carregando uma mala de 23kg. De cara fiquei impactado pelo fato de que o único transporte feito dentro da cidade é o marítimo, algo que nunca havia visto. Escolhi esse bairro e especificamente esse hostel chamado Combo Venezia porque ele fica muito próximo de uma parada dos boats. Vista de uma das inúmeras pontes, bem próxima ao meu hostel Efetuado o check-in, fui conhecer meu quarto. O hostel é absurdamente grande e estava em processo de modernização, então algumas partes estavam em reforma, mas nada que incomodasse. Acredito que pela baixa quantidade de hóspedes, me colocaram em um quarto com cama dupla, super confortável mas... solitário. O andar possuía cinco quartos e não havia ninguém para conversar no espaço de convivência do próprio andar e, durante minha estadia, não dividi o quarto com ninguém. Vou tocar nesse ponto da solidão em um post específico. Banho tomado, bagagem arrumada e era 01/06/2019, dia da final da Champions League. Saí em procura de um bar na cidade e, de verdade, achei somente dois, onde um deles (um irish pub, inclusive) não iria transmitir o jogo. Fui para o Il Santo Bevitore, um bar totalmente comandando por mulheres. Foi bem interessante descobrir conversando com a chopeira o motivo do staff ser totalmente feminino e por umas três vezes elas pediram para algumas pessoas mais exaltadas se retirarem do bar. Assisti ao jogo com alguns ingleses porém confesso que esperava mais da experiência de assistir uma final de Champions League na Europa... Vai Curintcha! Entre algumas pints, petistos e um bom atendimento, gastei €18,50. Voltando ao hostel tive a impressão (que se confirmou posteriormente) que a cidade não funciona a noite e eram somente 23:30. Uma iluminação não tão boa e os labirintos de Veneza me fizeram demorar além do previsto para chegar ao hostel. As três noites na cidade seriam longas... 💰 Custos do dia: Café da manhã: €7 Ticket La Spezia - Veneza: €28,25 Pub: €18,50 💸 Total: €53,75 (R$239,19) Próximo post: Capítulo 8 - Amor e ódio por Veneza
  11. Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho Eram 7:30 da manhã e eu já estava de pé arrumando minha mochila para conhecer Cinqueterre. As cinco cidades foram um dos grandes motivos para visitar a Itália e acabei conhecendo esse destino através de uma foto que vi no Instagram. Na mesma hora, coloquei no meu roteiro e nenhuma outra cidade que acaba fazendo parte de um roteiro padrão (Florença, Bologna, Verona) seriam capazes de me fazer mudar de trajeto. Cinqueterre é formada pelas seguintes cidades: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Todas são bem próximas umas das outras mas cada uma tem características bem particulares, então é obrigatório conhecer a cinco numa visita a região. Para se deslocar entre as cidades, há a opção de fazer trilha, trem (por volta de 3-5 minutos entre cada cidade) e barco (não fiz esse caminho). Tomei café da manhã no centro histórico de La Spezia (€4,50) e segui em direção a estação central, pois lá você compra o ticket (€16) que lhe permite entrar em cada uma das cinco cidades. O bilhete tem validade de 24 horas e acredito que sejam suficientes caso tenha bastante disposição. As cidades são em sua maioria montanhosas, o que faz toda a caminhada não ser tão fácil assim. Bilhete comprado para o trem das 10hrs da manhã, embarquei no trem com destino a Monterosso, a última das cinco cidades. Saindo da estação, tive uma vista que justificou todo o esforço da viagem... é um lugar bem pitoresco, cenário de filme europeu. O mar tem um azul que eu, paulista que quase não vai à praia, nunca havia visto. Mar de Monterosso Depois de andar bastante pelo centro da cidade, peguei o trem com destino à Vernazza. Se Monterosso já é bonito, Vernazza então... caso visite as Cinqueterre, dê um destaque a essa cidade. Achei que havia uma quantidade maior das famosas casas coloridas além de algumas fortificações, onde uma delas é o ponto mais alto da cidades. Aproveitei minha passagem por Vernazza para comer uma focassia, especialidade local (€7). Ainda tomei um sorvete (€3,50) antes de me encarar uma trilha entre as cidades de Vernazza e Corniglia. Em alta temporada há um controle para ter acesso as trilhas mas, quando fui não vi ninguém exigindo ticket. Ao todo, andei 1hr e 20min pelo Parque Nacional, por ora no meio da floresta, ora beira-mar. Com certeza vale a pena deixar o metrô de lado e enfrentar a trilha, que é sinuosa e possui muitos pontos de subida e descida. O fluxo de pessoas é intenso para uma trilha, seja indo ou voltando de Corniglia, então é bom ter cuidado e calçar um tênis apropriado. Centro histórico de Vernazza Uma das vistas mais conhecidas de Cinqueterre fica no início da trilha entre Vernazza - Corniglia Caminho da trilha entre Vernazza - Corniglia Cheguei em Corniglia morto depois de toda a caminhada debaixo de um sol aos 30ºC, então peguei leve nessa cidade. Aproveitei para comprar uma água pois as minhas garrafas já estavam secas (€1,50). Como Corniglia é a cidade mais alta das cinco, aproveitei para andar com mais calma, tirando algumas fotos e conhecendo vários cantos da cidade. Corniglia Lugar ruim para se ter uma casa né? Manarola estava absurdamente lotada e não estava com muita paciência pra encarar uma multidão de turistas 😂. Fiquei pouco tempo e já fui para Riomaggiore. Nessa cidade acabei rasgando dinheiro comprando três chaveiros por €15, mas tinha que trazer alguma lembrança desse lugar tão marcante. Fiquei perambulando pela cidade e não queria voltar pro hostel, então decidi passar o fim do dia em Levanto, cidade que fica após Cinqueterre. O transporte foi feito pelo mesmo trem que opera entre as cinco cidades. Levanto tem toda a cara de uma cidade litorânea e, pelo menos naquele dia, quase não havia turistas. Valeu muito a pena encerrar meu dia aqui aproveitando uma praia de areia, raridade nessa viagem. Praia de Levanto Voltei pro hostel e aproveitei para tomar um bom banho depois de toda a caminhada do dia. Jantei em um restaurante de La Spezia (€13) com direito a duas pints, achei a cidade barata no geral, apesar de ser pequena. Tinha um bar bem agitado nas proximidades mas não fiquei muito animado, precisava dormir pois o dia seguinte iria atravessar do oeste ao leste da Itália. 💰 Custos do dia: Café da manhã: €4,50 Ticket Cinqueterre: €16 Focaccia: €7 Sorvete: €3,50 Água: €1,50 Jantar: €13 💸 Total: €45,50 (R$202,48) Próximo post: Capítulo 7 - Champions League em Veneza
  12. Yunes

    Pacotes HURB

    Eu estou pensando seriamente em pegar o pacote de Aruba (R$1300 + 50% por ir sozinho) ou Cancún. Meu receio é o hotel não ser bom mas aparentemente eles são flexíveis quanto a isso. E como eu prefiro hostel do que hotel... acho que vai dar certo.
  13. Acompanhando, ótimo relato! Fez minha curiosidade em conhecer essas cidades francesas além de Paris aumentar ainda mais.
  14. Capítulo 5: Bate-volta em Pisa e chegada em La Spezia Acordei por volta das 7 da manhã para tomar um rápido café da manhã no hostel (€7), fazer os últimos ajustes na minha bagagem e me despedir de Roma. Acredito que não poderia ter iniciado minha viagem numa cidade melhor, gostei muito dos dias que passei e espero voltar daqui há alguns anos. Arrependimentos... talvez só não ter aproveitado tanto a vida noturna da cidade. Comprei alguns chaveiros em uma dessas bancas que possuem de tudo (€10) e fui para a Estação Termini, onde comprei um bilhete para Pisa pelo valor de €38. A compra foi bem tranquila em uma das várias máquinas distribuídas pela estação. O trem saiu no horário e foi uma viagem confortável, apesar de você sentar frente a frente com outras duas pessoas mas nada que seja de grande incômodo. Boa parte do trajeto foi feito a beira-mar e felizmente estava sentado do lado esquerdo... a vista da janela do trem beirava ao inacreditável. Minha nota mental foi: "um dia eu venho para Livorno". Vista do trem do litoral de Livorno Após três horas de viagem, cheguei na estação central de Pisa. Como faria apenas um bate-volta (e eu recomendo fazer isso, passar uma noite na cidade pode ser considerado como ‘tempo perdido’), deixei minha mala em um guarda-volumes da própria estação pagando €5. Eles também fornecem aluguel de bicicleta, mas achei que não valeria a pena naquele momento. Comparado com Roma, Pisa é uma cidade bem interiorana. Há uma praça central logo após a estação com uma feira cheia de barracas vendendo coisas falsas ou lembranças da cidade e logo após vira uma zona residencial. Durante os 20 minutos andando até chegar na Piazza dei Miracoli, somente perto da praça havia um movimento mais intenso de pessoas. Na praça, aquele aglomerado de pessoas fazendo as mais diferentes poses empurrando a torre e muitas pessoas deitadas no jardim que beira o Duomo, o dia realmente estava propício para isso. Obviamente não podia ficar de fora e passei um pouco de vergonha pedindo para as pessoas tirarem uma foto minha empurrando a torre 😂 Torre de Pisa E basicamente a cidade gira em torno da praça, então era hora de continuar minha jornada. Antes, busquei um lugar para almoço e acabei me perdendo nos labirintos que são as ruas de Pisa, mas valeu a pena pela ótima experiência almoçando no La Ghiotteria. Paguei €13,50 em uma pasta e um limoncello, que achava que era limonada mas quando vi um copo de dose e senti o cheiro de álcool puro já era tarde demais 😂. É uma bebida alcoólica bem forte, comparo com a nossa cachaça com limão. Uma das poucas ruas retas de Pisa Antes de chegar na estação, comprei alguns chaveiros (€5) na praça e fui retirar minha mala. Tudo estava em ordem e era hora de comprar o bilhete para La Spezia, cidade satélite das Cinqueterres. Paguei €7,80 no bilhete e o preço justificou o trem, dessa vez bem antigo, não tinha nem ar-condicionado. Uma hora e trinta minutos no trem e cheguei em La Spezia, uma cidade litorânea com mais vida e movimento comparado a Pisa. A cidade não tenha praia, mas vale a visita no porto e na praça da cidade. Porto de La Spezia Centro de La Spezia Porto Meu hostel era pequeno, então isso tornava um ambiente mais familiar entre os hóspedes. Compramos algumas cervejas no mercado (€6,20) e dividimos algumas pizzas (€5) com direito a muita conversa, sendo uma delas como eu poderia ser brasileiro se eu era mais branco que duas alemãs que estavam lá 😂. Fui dormir cedo pois o dia seguinte seria de bastante caminhada. 💰 Custos do dia: Café da manhã: €7 Chaveiros: €10 Bilhete de trem Roma - Pisa: €38 Guarda-volumes: €5 Almoço: €13,50 Bilhete de trem Pisa - La Spezia: €7,80 Carrefour: €6,20 Pizza: €5 💸 Total: €92,50 (R$411,62) Próximo post: Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho
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