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Yunes

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Tudo que Yunes postou

  1. Capítulo 11 - Plitvice Lakes e o primeiro Pub Crawl No dia anterior, havia comprado um passeio para o Parque Plitvice Lake saindo de Split por €75 (transporte + entrada no parque). Tanto o valor quanto o tempo no parque não foram a melhor escolha, mas um dos grandes motivos da minha viagem era conhecer o parque. Até me recomendaram substituir pelo parque de Krka, mas provavelmente eu voltaria pra casa com um gostinho amargo. Dessa forma, às 06 da manhã já estava de pé para preparar minha mochila e encontrar o fretado da Sugaman Tours (super recomendo) no centro de Split. Haviam cerca de 15 pessoas na van, bastante confortável e com guias croatas que falavam um inglês muito bom, o que foi ótimo pois a guia passou a viagem falando curiosidades da cidade, a ligação deles com futebol, a paixão dos croatas pela Alemanha e como a Croácia é o que é hoje. Chegamos em Plitvice por volta de 10:50 da manhã e nossas entradas já estavam compradas, então não precisamos pegar nenhuma fila. Plitvice é um Parque Nacional enorme e, para uma visita completa, recomendam uma hospedagem na região para aproveitar dois dias inteiros. Como nosso tempo era bem mais escasso - cerca de quatro horas - exploramos um dos quatro (?) caminhos disponíveis dentro do parque. Não tenho dúvidas que este foi um dos pontos altos da viagem. Inúmeros lagos e cachoeiras em tons de azul e verde e passarelas feitas para caminharmos praticamente sobre a água eram vistas comuns naquele instante e todo o cuidado e preservação com a fauna e flora eram admiráveis. Alguns ursos residem no parque, mas infelizmente (ou felizmente 😂) não encontramos nenhum deles. A guia conhece o parque de ponta e ponta e com ela conseguimos evitar algumas filas quilométricas pra visitar alguns pontos específicos. Deixo as fotos falarem por si: Voltamos e paramos em um restaurante (foi claro que a empresa tinha um convênio com o local) mas achei o preço do almoço justo comparado ao que havia pagado anteriormente na Itália. A culinária croata é muito baseada em batatas, vegetais e algum tipo de carne ou frutos do mar. Optei por uma opção com carne e o prato acompanhado de uma cerveja local estava muito bom ao preço de €14. Caímos na estrada em direção a Split e chegamos na cidade por volta das 18hrs. Na noite anterior percebi bastante movimentação na cidade apesar de ser uma terça-feira à noite e estava (mais do que) na hora de curtir a vida noturna na Europa. A ideia de ir para um bar sozinho e tentar socializar não me pareceu atrativa no primeiro momento e, como alternativa, decidi experimentar o Pub Crawl croata. Funciona da seguinte forma: primeiro bar com 1 hora de bebida e comida free, segundo e terceiros bares com uma bebida inclusa. Encontrei com o pessoal no centro histórico de Split e numa troca de olhares fiz amizade com uma americana. Conversamos bastante durante o caminho ao primeiro bar, inclusive ela sabia as palavras 'rinoceronte' e 'acetona' de uma viagem anterior que ela havia feito ao Brasil e coincidentemente eramos as únicas pessoas sozinhas a caminho do Pub Crawl, então acabamos ficando juntos. A primeira hora foi regrada a muita cerveja, vodka com sprite e Rakija, uma espécie de cachaça croata. Essa mistura só poderia dar errado e por consequência tenho somente alguns flashes dessa noite 😂, mas em certo momento essa americana que conheci teve que sair pois uma das organizadores do Pub Crawl era uma amiga de longa data. Confesso na hora fiquei triste, mas nada que álcool e muita bagunça não curassem. Não tenho nenhuma lembrança do que ocorreu no segundo bar e, no terceiro, encontro novamente a americana dizendo que estava me procurando em vários lugares. Foi inevitável que essa primeira e uma das melhores noites da viagem acabasse da melhor forma. Até hoje mantemos contato e quem sabe nos encontramos novamente em uma próxima viagem. 💰 Custos do dia: Plitvice Lakes: €75 Almoço: €14 Pub Crawl: €25 Um gasto aleatório em algum lugar durante o Pub Crawl: €3 💸 Total: €117 (R$520,65) Próximo post: Capítulo 12 - Ressaca, bate-volta à uma cidade medieval e mais Pub Crawl
  2. @Trip-se! Muito obrigado pela postagem! Itália e Croácia realmente são dois países incríveis, impossível não bater a saudade e nostalgia revivendo através das fotos todos esses momentos inesquecíveis.
  3. Capítulo 10 - Viagem para Croácia e um choque cultural Esse dia marcou meus últimos momentos na Itália e não poderia me despedir de melhor maneira: comendo uma bela pasta (€13). Minhas refeições durante esses dias na Itália se basearam em carboidrato e não faria diferente. Houve uma certa decepção com a pizza italiana, mas acredito que eu tenha escolhido o lugar errado. Felizmente todas as pastas, lasanhas e afins estavam ótimos, realmente se come muito bem no país. Mala feita, check-out realizado e era hora de seguir a um novo país. Estava muito ansioso por esse momento principalmente nos últimos dias e não via a hora de chegar no aeroporto e me preparar para a viagem. Tive uma surpresa infeliz ao descobrir que o ticket que havia comprado no dia anterior não dava direito ao trajeto até o aeroporto. Me vi obrigado a gastar €10 no vaporetto com trajeto direto ao aeroporto de Veneza, viagem que demorou cerca de 30min. Há também um ônibus que faz esse trajeto, mas o preço é semelhante e estava com receio de me atrasar. A viagem de Veneza até Split foi bem rápida - 1 hora e 15 minutos - e não houve nenhum problema no desembarque. Chegando no aeroporto de Split, tive meu primeiro problema: a moeda. A Croácia, apesar de pertencer a União Européia, não adota o Euro como moeda oficial. Dessa forma, eles utilizam e, em alguns lugares, somente Kuna, sem possibilidade de pagamento em Euro. Cheguei ao país sem saber como fazer essa conversão (€1 = kn0,11 aproximadamente) e a conversão nos ATMs do aeroporto estavam péssimas, logo tinha que dar sorte ao achar algum meio de chegar ao centro da cidade com euros. Felizmente encontrei um translado que aceitava tanto Kunas quanto Euros para fazer o trajeto, que me custou €5. Saindo do aeroporto, algo que me marcou bastante foi uma placa de publicidade totalmente compreensível, como podem ver abaixo: Propaganda super compreensível para nós Nesse momento bateu um medo de não conseguir me comunicar, me perder, enfim, algo acontecer 😂 mas felizmente isso não ocorreu, os croatas falam um inglês bastante compreensível, pelo menos nas cidades que me hospedei. A viagem de translado levou cerca de 45min até o centro de Split. Minha primeira percepção é que estava em um lugar povoado e chique, com inúmeros barcos ancorados, muitos deles dessas empresas de cruzeiros. Meu hostel ficava à uns 10min de distância do centro e pude ter uma primeira percepção de Split, com muitos carros, ruas limpas e pessoas que até então eu tinha como estereótipo de serem russas. Pude perceber também a extrema ligação da cidade com o time de futebol Hadjuk Split - foi muito comum ver paredes pintadas com os símbolos do time. Pinturas do Hajduk Split, time de futebol da cidade Apenas deixei minhas coisas no hostel e fui até o centro pois precisava trocar dinheiro e de um corte de cabelo. Peguei kn1200 (aproximadamente €160) para ficar seguro por três ou quatro dias, visto que ainda não sabia o custo de vida na Croácia. Split acabou sendo a cidade mais barata na minha estadia na Croácia, então deu pra segurar as kunas por um bom tempo. Fui até o barbeiro (kn110 - €14) e resolvi dar uma volta pelo centro, que é bem pequeno mas muito bonito. Todo o centro histórico possui construções desde o século II e andar pelas ruas e labirintos da cidade foi uma ótima experiência. Palácio de Diocleciano Jantei um ótimo lanche acompanhado de cerveja croata (57HRK - €6,84) e fui para o hostel, afinal precisava acordar bem cedo no dia seguinte. 💰 Custos do dia: Almoço: €13 Ticket Vaporetto: €10 Translado: €5 Barbeiro: €14 Jantar: €6,84 💸 Total: €48,84 (R$217,39) Próximo post: Capítulo 11 - Plitvice Lakes e o primeiro Pub Crawl
  4. Capítulo 9 - Murano e Burano No meu último dia em Veneza passei a manhã 'trabalhando' no roteiro, vendo possíveis passeios nas próximas cidades e editando algumas fotos. Não havia tido muito tempo para essas atividades nos dias anteriores e ter esse descanso foi bem interessante. Era por volta de 13hrs e saí para almoçar em um local próximo ao hostel (€13), algo que seria interessante para a programação do dia, afinal estava muito próximo da uma estação de vaporetto que serve como hub para Murano e Burano. Os tickets individuais possuíam duas horas de duração e não valeria a pena visto que pretendia passar a tarde nessas duas cidades. Dessa forma, comprei o ticket de 24 horas após primeira ativação, que custou €20 (tudo em Veneza é caro!). Esperei por volta de 20min até a chegada e embarque no vaporetto com destino a Murano. A viagem foi bem tranquila e confortável. Ilha que é um cemitério no trajeto de Veneza à Murano Murano é conhecida como a ilha dos vidros e, de fato, a cidade é voltada a fabricação e exposição dos mais diferentes artefatos feitos em vidros coloridos. Muitas lojas ficam próximas a estação de vaporetto, indo desde 5 euros (desconfiei bastante da veracidade dessas peças 😂) até os mais exorbitantes valores. Caminhando pelo interior da cidade, há muitos locais no qual é possível ver todo o processo de fabricação dos vidros. Não tive muito interesse até porque era pago, mas queria mesmo ter trazido alguma peça em vidro para casa, mas fiquei com medo de quebrar entre as viagens de avião que viriam nos próximos dias. Murano Após algumas horas conhecendo cada pedaço de Murano, era a hora de visitar Burano. A cidade fica mais afastada e o vaporetto levou cerca de 30 minutos até chegar na estação. Burano chama muito a atenção pela quantidade de casas coloridas, com cores fortes e diferentes entre si. Andando pelo interior da cidade, era perceptível que os locais vivem uma vida simples mas com qualidade. Diversas vezes vi barcos trazendo grande quantidade de peixes, uma das principais fontes de renda dos moradores. Recomendo muito passar uma tarde inteira caminhando sem rumo, admirando as cores das casas e o seu reflexo nos canais. Burano O dia estava acabando e era hora de voltar a Veneza. O passeio de volta proporcionou um pôr-do-sol muito bonito que valeu a pena os dias passados na cidade, apesar de que hoje, se eu voltasse à Itália sozinho, não escolheria Veneza como um destino. Experiências boas e ruins fazem parte da vida e sempre são um aprendizado. Foi impossível não ficar no cais admirando o pôr-do-sol Fechando a noite, fui ao centro de Veneza procurar alguns chaveiros (€10) e jantei na rua visto que o lugar era muito pequeno, mas valeu a pena pelo preço (€4) e pela qualidade do lanche, foi realmente um achado e é uma pena que não tenho o nome aqui para recomendação. 💰 Custos do dia: Almoço: €13 Ticket Vaporetto: €20 Chaveiros: €10 Lanche: €4 💸 Total: €47 (R$209,15) Próximo post: Capítulo 10 - Viagem para Croácia e um choque cultural
  5. Havia comprado passagens pelas seguintes companhias: TAP - ofereceu voucher válido por dois anos Vueling - reembolso LATAM - ofereceu voucher, mas esse vou esperar para ver se cancelam a viagem e estornam o valor pago.
  6. Tinha me programado para ir a Europa daqui 20 dias e logicamente tive que cancelar todos os planos. Infelizmente tinha comprado todas as passagens e reservado hostels e, principalmente nas passagens, tive que pedir voucher pois as companhias não estão devolvendo o dinheiro. Tenho o roteiro pronto mas está impossível fazer qualquer planejamento nesse momento. Achava que até Setembro a situação estaria controlada, mas hoje vejo que esse é um cenário considerando o maior otimismo possível.
  7. Capítulo 8 - Amor e ódio por Veneza Dado a percepção que tive do clima da cidade no dia anterior, resolvi recarregar as energias e acordar mais tarde depois de andar bastante nas cidades anteriores. Aproveitei também para lavar roupa e talvez esse tenha sido o único momento que achei algo barato em Veneza 😂 onde paguei €5 pela lavagem de roupas brancas, pretas, secagem e sabão. Saí para almoçar e passear pela cidade e pude perceber a diferença de preços comparado a Roma: mesmo nas opções mais baratas do TripAdvisor, era muito, mas muito difícil achar um restaurante barato. Acabei entrando em um com uma boa classificação, mas deixei €18,70 por uma pasta e percebi a necessidade de ir ao mercado. Mudei os planos do dia e fiz compras de algumas coisas básicas, dando um total de €7,07. Durante toda a viagem percebi que vale super a pena fazer uma das refeições de forma mais simples, como um lanche ou algo do tipo com produtos comprados no supermercado e outra refeição em um restaurante barato/médio, te faz economizar uma boa quantia de euros para gastar em museus, festas etc. Compras deixadas no quarto, saí para conhecer um pouco mais de Veneza. Minha percepção é que a cidade é bem pequena e é super possível visitar todos os lugares sem precisar pegar um vaporetto (ou uma gôndola que custa a bagatela de €80). Além disso, é muito fácil se perder pelos labirintos de pontes, vielas e escadas e vivenciar esse clima é a melhor parte da viagem. Diversas vezes senti que estava andando em círculos. ] Piazza San Marco Essência de Veneza Descrita a parte do amor... vamos ao ódio. Um viajante sozinho, em um hostel que não promove uma integração entre os hóspedes e numa cidade romântica em sua essência foram alguns fatores que fizeram Veneza ser a cidade que menos gostei durante a viagem. A cidade não tem vida noturna e pouquíssimos bares/pubs e tenho certeza que eu não estava no clima na cidade. Além disso, reservei três noites... acredito que duas teriam sido suficientes. Cheguei até pesquisar algum bate-volta para uma cidade próxima, mas o preço não valia a pena. Dessa forma, decidi fazer as coisas com a calma que Veneza pede, me adaptando a sua atmosfera. 💰 Custos do dia: Lavanderia: €5 Almoço: €18,70 Supermercado: €7,07 💸 Total: €30,77 (R$136,93) Próximo post: Capítulo 9 - Murano e Burano
  8. @D FABIANO Quanto ao ônibus, realmente não sei... eu mesmo não tive muito interesse em fazer essa viagem de outra forma. Fora o trem caindo aos pedaços, todos os outros eram modernos mesmo na segunda classe. Em todo o período que fiquei na Itália, conferiram meu ticket somente uma vez, chegando em Veneza. Em um contexto geral realmente não tenho o que reclamar. Sobre Roma, acredito que ela seja compacta ao invés de pequena. É possível fazer tudo andando visto que diversos pontos históricos ficam bastante próximos uns dos outros, mas como você disse há toda uma região que somente os locais frequentam. Acabei não explorando essa região, que deve demandar mais alguns dias numa viagem à cidade.
  9. Pelo Omio e Rome2Go não há ônibus que fazem esse trajeto. Há linhas com menos baldeações e trens de maior velocidade, mas ainda assim demora entre 5~6 horas.
  10. Capítulo 7 - Champions League em Veneza Acordei por volta de 6 horas da manhã para efetuar os últimos ajustes e seguir para Veneza. Como iria atravessar a Itália de oeste à leste, sabia que a viagem seria longa e resolvi sair o mais cedo possível. Segui em direção à estação e tomei um café da manhã ali perto (€7) no Ristorante Roma, pois o primeiro trem com destino a Veneza iria demorar alguns minutos. Passado o tempo conversando com o dono do local, fui para a estação onde comprei o bilhete por €28,25. Até mesmo pela distância entre as duas cidades, não há trens que façam o trajeto sem escalas. Dessa forma, as baldeações foram as seguintes: La Spezia – Parma (2 horas) Parma - Piadena (52 min) Piadena – Mantova (25 min) Mantova – Verona (1 hora e 3 min) Verona – Veneza (2 horas e 30 min) Dado o tempo esperando em algumas estações, demorei 8 horas até chegar na estação central de Veneza. Acabei não tirando muitas fotos, mas as paisagens do interior da Itália eram absurdamente bonitas, bem diferente dos arredores de Roma que é uma megalópole. Nessa viagem peguei trens muito bons e um caindo aos pedaços, mas ainda bem que ele fez o trajeto mais curto (Piadena – Mantova). De verdade, hoje a imagem que eu tenho dos anos 30 é desse trem. Chegando na estação central de Veneza, fui até o meu hostel que fica no bairro de Cannaregio. Foi ‘tranquilo’ fazer todo o trajeto andando exceto pela enorme quantidade de escadas que há na cidade, o que tornou esse trajeto não tão confortável por estar carregando uma mala de 23kg. De cara fiquei impactado pelo fato de que o único transporte feito dentro da cidade é o marítimo, algo que nunca havia visto. Escolhi esse bairro e especificamente esse hostel chamado Combo Venezia porque ele fica muito próximo de uma parada dos boats. Vista de uma das inúmeras pontes, bem próxima ao meu hostel Efetuado o check-in, fui conhecer meu quarto. O hostel é absurdamente grande e estava em processo de modernização, então algumas partes estavam em reforma, mas nada que incomodasse. Acredito que pela baixa quantidade de hóspedes, me colocaram em um quarto com cama dupla, super confortável mas... solitário. O andar possuía cinco quartos e não havia ninguém para conversar no espaço de convivência do próprio andar e, durante minha estadia, não dividi o quarto com ninguém. Vou tocar nesse ponto da solidão em um post específico. Banho tomado, bagagem arrumada e era 01/06/2019, dia da final da Champions League. Saí em procura de um bar na cidade e, de verdade, achei somente dois, onde um deles (um irish pub, inclusive) não iria transmitir o jogo. Fui para o Il Santo Bevitore, um bar totalmente comandando por mulheres. Foi bem interessante descobrir conversando com a chopeira o motivo do staff ser totalmente feminino e por umas três vezes elas pediram para algumas pessoas mais exaltadas se retirarem do bar. Assisti ao jogo com alguns ingleses porém confesso que esperava mais da experiência de assistir uma final de Champions League na Europa... Vai Curintcha! Entre algumas pints, petistos e um bom atendimento, gastei €18,50. Voltando ao hostel tive a impressão (que se confirmou posteriormente) que a cidade não funciona a noite e eram somente 23:30. Uma iluminação não tão boa e os labirintos de Veneza me fizeram demorar além do previsto para chegar ao hostel. As três noites na cidade seriam longas... 💰 Custos do dia: Café da manhã: €7 Ticket La Spezia - Veneza: €28,25 Pub: €18,50 💸 Total: €53,75 (R$239,19) Próximo post: Capítulo 8 - Amor e ódio por Veneza
  11. Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho Eram 7:30 da manhã e eu já estava de pé arrumando minha mochila para conhecer Cinqueterre. As cinco cidades foram um dos grandes motivos para visitar a Itália e acabei conhecendo esse destino através de uma foto que vi no Instagram. Na mesma hora, coloquei no meu roteiro e nenhuma outra cidade que acaba fazendo parte de um roteiro padrão (Florença, Bologna, Verona) seriam capazes de me fazer mudar de trajeto. Cinqueterre é formada pelas seguintes cidades: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Todas são bem próximas umas das outras mas cada uma tem características bem particulares, então é obrigatório conhecer a cinco numa visita a região. Para se deslocar entre as cidades, há a opção de fazer trilha, trem (por volta de 3-5 minutos entre cada cidade) e barco (não fiz esse caminho). Tomei café da manhã no centro histórico de La Spezia (€4,50) e segui em direção a estação central, pois lá você compra o ticket (€16) que lhe permite entrar em cada uma das cinco cidades. O bilhete tem validade de 24 horas e acredito que sejam suficientes caso tenha bastante disposição. As cidades são em sua maioria montanhosas, o que faz toda a caminhada não ser tão fácil assim. Bilhete comprado para o trem das 10hrs da manhã, embarquei no trem com destino a Monterosso, a última das cinco cidades. Saindo da estação, tive uma vista que justificou todo o esforço da viagem... é um lugar bem pitoresco, cenário de filme europeu. O mar tem um azul que eu, paulista que quase não vai à praia, nunca havia visto. Mar de Monterosso Depois de andar bastante pelo centro da cidade, peguei o trem com destino à Vernazza. Se Monterosso já é bonito, Vernazza então... caso visite as Cinqueterre, dê um destaque a essa cidade. Achei que havia uma quantidade maior das famosas casas coloridas além de algumas fortificações, onde uma delas é o ponto mais alto da cidades. Aproveitei minha passagem por Vernazza para comer uma focassia, especialidade local (€7). Ainda tomei um sorvete (€3,50) antes de me encarar uma trilha entre as cidades de Vernazza e Corniglia. Em alta temporada há um controle para ter acesso as trilhas mas, quando fui não vi ninguém exigindo ticket. Ao todo, andei 1hr e 20min pelo Parque Nacional, por ora no meio da floresta, ora beira-mar. Com certeza vale a pena deixar o metrô de lado e enfrentar a trilha, que é sinuosa e possui muitos pontos de subida e descida. O fluxo de pessoas é intenso para uma trilha, seja indo ou voltando de Corniglia, então é bom ter cuidado e calçar um tênis apropriado. Centro histórico de Vernazza Uma das vistas mais conhecidas de Cinqueterre fica no início da trilha entre Vernazza - Corniglia Caminho da trilha entre Vernazza - Corniglia Cheguei em Corniglia morto depois de toda a caminhada debaixo de um sol aos 30ºC, então peguei leve nessa cidade. Aproveitei para comprar uma água pois as minhas garrafas já estavam secas (€1,50). Como Corniglia é a cidade mais alta das cinco, aproveitei para andar com mais calma, tirando algumas fotos e conhecendo vários cantos da cidade. Corniglia Lugar ruim para se ter uma casa né? Manarola estava absurdamente lotada e não estava com muita paciência pra encarar uma multidão de turistas 😂. Fiquei pouco tempo e já fui para Riomaggiore. Nessa cidade acabei rasgando dinheiro comprando três chaveiros por €15, mas tinha que trazer alguma lembrança desse lugar tão marcante. Fiquei perambulando pela cidade e não queria voltar pro hostel, então decidi passar o fim do dia em Levanto, cidade que fica após Cinqueterre. O transporte foi feito pelo mesmo trem que opera entre as cinco cidades. Levanto tem toda a cara de uma cidade litorânea e, pelo menos naquele dia, quase não havia turistas. Valeu muito a pena encerrar meu dia aqui aproveitando uma praia de areia, raridade nessa viagem. Praia de Levanto Voltei pro hostel e aproveitei para tomar um bom banho depois de toda a caminhada do dia. Jantei em um restaurante de La Spezia (€13) com direito a duas pints, achei a cidade barata no geral, apesar de ser pequena. Tinha um bar bem agitado nas proximidades mas não fiquei muito animado, precisava dormir pois o dia seguinte iria atravessar do oeste ao leste da Itália. 💰 Custos do dia: Café da manhã: €4,50 Ticket Cinqueterre: €16 Focaccia: €7 Sorvete: €3,50 Água: €1,50 Jantar: €13 💸 Total: €45,50 (R$202,48) Próximo post: Capítulo 7 - Champions League em Veneza
  12. Yunes

    Pacotes HURB

    Eu estou pensando seriamente em pegar o pacote de Aruba (R$1300 + 50% por ir sozinho) ou Cancún. Meu receio é o hotel não ser bom mas aparentemente eles são flexíveis quanto a isso. E como eu prefiro hostel do que hotel... acho que vai dar certo.
  13. Acompanhando, ótimo relato! Fez minha curiosidade em conhecer essas cidades francesas além de Paris aumentar ainda mais.
  14. Capítulo 5: Bate-volta em Pisa e chegada em La Spezia Acordei por volta das 7 da manhã para tomar um rápido café da manhã no hostel (€7), fazer os últimos ajustes na minha bagagem e me despedir de Roma. Acredito que não poderia ter iniciado minha viagem numa cidade melhor, gostei muito dos dias que passei e espero voltar daqui há alguns anos. Arrependimentos... talvez só não ter aproveitado tanto a vida noturna da cidade. Comprei alguns chaveiros em uma dessas bancas que possuem de tudo (€10) e fui para a Estação Termini, onde comprei um bilhete para Pisa pelo valor de €38. A compra foi bem tranquila em uma das várias máquinas distribuídas pela estação. O trem saiu no horário e foi uma viagem confortável, apesar de você sentar frente a frente com outras duas pessoas mas nada que seja de grande incômodo. Boa parte do trajeto foi feito a beira-mar e felizmente estava sentado do lado esquerdo... a vista da janela do trem beirava ao inacreditável. Minha nota mental foi: "um dia eu venho para Livorno". Vista do trem do litoral de Livorno Após três horas de viagem, cheguei na estação central de Pisa. Como faria apenas um bate-volta (e eu recomendo fazer isso, passar uma noite na cidade pode ser considerado como ‘tempo perdido’), deixei minha mala em um guarda-volumes da própria estação pagando €5. Eles também fornecem aluguel de bicicleta, mas achei que não valeria a pena naquele momento. Comparado com Roma, Pisa é uma cidade bem interiorana. Há uma praça central logo após a estação com uma feira cheia de barracas vendendo coisas falsas ou lembranças da cidade e logo após vira uma zona residencial. Durante os 20 minutos andando até chegar na Piazza dei Miracoli, somente perto da praça havia um movimento mais intenso de pessoas. Na praça, aquele aglomerado de pessoas fazendo as mais diferentes poses empurrando a torre e muitas pessoas deitadas no jardim que beira o Duomo, o dia realmente estava propício para isso. Obviamente não podia ficar de fora e passei um pouco de vergonha pedindo para as pessoas tirarem uma foto minha empurrando a torre 😂 Torre de Pisa E basicamente a cidade gira em torno da praça, então era hora de continuar minha jornada. Antes, busquei um lugar para almoço e acabei me perdendo nos labirintos que são as ruas de Pisa, mas valeu a pena pela ótima experiência almoçando no La Ghiotteria. Paguei €13,50 em uma pasta e um limoncello, que achava que era limonada mas quando vi um copo de dose e senti o cheiro de álcool puro já era tarde demais 😂. É uma bebida alcoólica bem forte, comparo com a nossa cachaça com limão. Uma das poucas ruas retas de Pisa Antes de chegar na estação, comprei alguns chaveiros (€5) na praça e fui retirar minha mala. Tudo estava em ordem e era hora de comprar o bilhete para La Spezia, cidade satélite das Cinqueterres. Paguei €7,80 no bilhete e o preço justificou o trem, dessa vez bem antigo, não tinha nem ar-condicionado. Uma hora e trinta minutos no trem e cheguei em La Spezia, uma cidade litorânea com mais vida e movimento comparado a Pisa. A cidade não tenha praia, mas vale a visita no porto e na praça da cidade. Porto de La Spezia Centro de La Spezia Porto Meu hostel era pequeno, então isso tornava um ambiente mais familiar entre os hóspedes. Compramos algumas cervejas no mercado (€6,20) e dividimos algumas pizzas (€5) com direito a muita conversa, sendo uma delas como eu poderia ser brasileiro se eu era mais branco que duas alemãs que estavam lá 😂. Fui dormir cedo pois o dia seguinte seria de bastante caminhada. 💰 Custos do dia: Café da manhã: €7 Chaveiros: €10 Bilhete de trem Roma - Pisa: €38 Guarda-volumes: €5 Almoço: €13,50 Bilhete de trem Pisa - La Spezia: €7,80 Carrefour: €6,20 Pizza: €5 💸 Total: €92,50 (R$411,62) Próximo post: Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho
  15. Capítulo 4 - Vaticano Último dia em Roma e eu não poderia deixar de ir no Vaticano. Seguindo o péssimo planejamento, também não reservei online um dia e horário, então lá vamos nós encarar fila novamente. Antes, passei no Trecaffé (€5,50) para tomar café da manhã, muito bom por sinal. O local é bem próximo a Fontana di Trevi, foi inevitável passar por lá e tirar mais algumas fotos. Fontana di Trevi pela manhã e, obviamente, cheia de turistas Após uma rápida visita, peguei um ônibus até a Cidade do Vaticano. Do centro de Roma até o Vaticano demorei cerca de 25 minutos, então recomendo ir de transporte público até o ponto Vatican City. Ao chegar, uma rápida revista foi exigida. Vários locais estavam bloqueados e você só poderia entrar no país passando por essa pequena burocracia, mas foi coisa de 20-30 segundos mostrando todo o conteúdo da minha mochila. Após a entrada no Vaticano Já no Vaticano, comprei um ticket de visita ao Museu + Capela Sistina por €30 com direito a um ‘guia’ até o museu que possui uma fila priorizada. Ao olhar agora o site do Museu (http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html), percebi que caí num golpe 😂, o valor na bilheteria custa €17. Sinceramente não sei se há prioridade na entrada, mas havia uma fila gigantesca de pessoas sem esses guias que devem ganhar muito dinheiro diariamente de pessoas apressadas como eu. Acredito que experiências são únicas e pessoais, então prefiro não contar muitos detalhes da visita. Mas algo que gostaria de deixar registrado é que, sem dúvidas, foi o melhor museu que já fui na vida. A coleção dos artefatos egípcios era algo que não imaginava encontrar no Museu e foi uma puta surpresa. Um dos artefatos da exposição egípcia Em certos momentos, havia uma aglomeração de pessoas com destino a Capela Sistina, então o caminho exige um pouco de paciência. Recomendo não ir com pressa: tire um dia para visitar o Museu, vá além da Capela Sistina... com certeza o local merece uma manhã e/ou uma tarde inteira destinadas ao local. Na Capela Sistina, há uma regra de que não pode tirar fotos do local, inclusive com uma segurança reforçada para impedir que as pessoas fiquem paradas por muito tempo com uma câmera na mão. Acredito que isso seja para evitar aglomeração e por respeito ao local que, sem dúvidas, é o ponto alto de toda a visita. Um dos tetos mais famosos do Museu Jamais pensaria encontrar uma taça da Libertadores no Museu Escadaria Bem próximo ao Museu do Vaticano há a opção número um do TripAdvisor, não poderia deixar de ir. O local se chama Vuliò Apulian, o preço é ótimo pela melhor bruschetta que você vai comer na vida. Paguei €8 por uma bruschetta e uma cerveja. Por ser um lugar muito bem colocado nos rankings, é muito provável que você pegue fila para entrar, independente do horário. Comida boa e ótimo atendimento é um combo infalível. Valeu a pena esperar na fila! Peguei o metrô pela primeira vez em Roma para voltar a região central. Sem ser clubista com a cidade que eu moro, mas achei o transporte público de São Paulo bem melhor comparado a Roma (e com Atenas, outra grande cidade que visitei). Andei sem rumo pela Piazza di Spagna e essa praça em específico nunca fica vazia, assim como a Via dei Condotti, rua com lojas de grandes (e caras) marcas. Como não podemos gastar euros adoidado igual a rua sugeria, procurei por lugares recomendados e decidi ir na sorveteria mais famosa de Roma, Giolitti. O preço varia dependendo da quantidade de sabores, mas garanto que são €4, €5 muito bem gastos (tanto que peguei dois sorvetes seguidos 😂) dando um total de €9. Mais um lugar que você pegará fila, mas vale a pena! Aproveitei o restante do dia para visitar alguns lugares que queria muito visitar com calma, sem a correria e o stress de visitar na chuva. Logo, passei pela Piazza di Spagna, Panteão e Piazza Navona. Panteão Panteão Escultura na Piazza Navona Voltando pro hostel, procurei possíveis lugares para aproveitar a noite, mas todos eram bem caros pra entrar. Acabei ficando no hostel com direito a cerveja, pebolim e bastante conversa com a galera que também estava hospedada, gastando um total de €9. 💰 Custos do dia: Café da manhã/almoço: €5,50 Ticket do Museu do Vaticano e Capela Sistina: €30 Almoço do Vuliò: €8 Giolitti: €9 Happy hour no hostel: €9 💸 Total: €61,50 (R$273,68) Próximo post: Bate-volta em Pisa e chegada em La Spezia
  16. Um site que eu gosto bastante de olhar os hotspots e bate-volta das cidades é o thecrazytourist, talvez te ajude!
  17. Obrigado por acompanhar! Rodrigo, obrigado pelo elogio e por acompanhar o relato. Vi que você vai pra Croácia, espero chegar em breve em Split, Hvar e Dubrovnik, o país é incrível! Não tive curiosidade de perguntar se havia arroz no almoço/jantar, mas pelos poucos cardápios que vi não tinha 😂
  18. Capítulo 3 - Finalmente sol e noite em Trastevere Dia começou ensolarado e finalmente poderia aproveitar Roma de verdade. Mas antes, baixei o TripAdvisor para descobrir lugares bons e baratos devido ao trauma do dia anterior 😂. Deu super certo para o café da manhã, onde praticamente almocei no D’Angelo por €6, recomendo muito o lugar. Fiz a besteira de não ter reservado online o dia e horário para visitar o Coliseu, então tive que encarar uma fila de quase duas horas para efetuar a reserva para o período da tarde (sério, reservem a entrada... a fila estava enorme e nem era alta temporada). Arco de Constantino, bem próximo ao Coliseu Efetuada a reserva, tinha 3 horas até iniciar o tour, então decidi ir para o Castel Sant’Angelo, antigo edifício militar. A entrada foi gratuita pelo fato de eu ter comprado o Roma Pass. Vale muito a pena a visita, é um lugar de muita história, muito bonito e bem preparado para receber os turistas. Há um restaurante dentro do Castelo mas confesso que não tive curiosidade de olhar os preços. Fora do castelo ainda tem um jardim onde as pessoas fazem piquenique, praticam esporte etc, é possível passar uma manhã ou tarde sem perceber o tempo passar. Castel Sant'Angelo Catapulta utilizada na fortaleza O Castelo também foi residência papal Ponte Sant'Angelo Anjo que dá nome ao castelo E foi isso que aconteceu, pois precisava estar no Coliseu às 16hrs e ainda estava no Castelo às 15:20. Corri pra pegar o ônibus e cheguei em cima da hora por conta do trânsito, então não pude iniciar o tour pelo Palatino, entrando diretamente pelo Coliseu. Foi uma sensação única entrar em um lugar com tanta história, sem dúvidas um dos pontos altos da minha estadia em Roma. Não utilizei um guia e bateu o arrependimento depois, recomendaria bastante. Durante minha visita, percebi alguns guias brasileiros inclusive. Imagina quantas pessoas passaram por aqui... Vista interior do Coliseu, em constantes reformas Após a visita no Coliseu, fui para o Fórum Romano, amplo espaço com algumas ruínas de construções muito importantes na história da Itália. Fórum Romano Fórum Romano Trajeto feito, voltei para o meu hostel. No caminho passei pelo Carrefour e comprei uma cerveja e alguma coisa pra beliscar, gastei €6. Havia lido bastante coisa sobre Trastevere, principalmente sobre ser um bairro boêmio e é isso que a gente gosta. Peguei um ônibus próximo ao hostel e cheguei por volta de 22hrs. Parei num bar que estava quase vazio, tinham três pessoas que não deram abertura para conversar com uma pessoa que estava sozinha. Cerveja tomada (€5) e andei sem rumo pelo bairro. Achei um bar brasileiro, mas não queria viajar e ir para um bar com cara do Brasil 😂, acabei passando direto. Válido dizer que não me senti inseguro em nenhum momento andando sozinho a noite. Bar brasileiro chamado BumBum, no mínimo sugestivo Acabei parando no Baccanale Trastevere, lugar bastante acolhedor com muitas opções de cerveja e petiscos por um preço justo. Paguei €12 em um lanche mais uma pint e, com um pouco de álcool na cabeça, foi mais fácil conversar com a galera que estava no bar. Uma das coisas que mais aprendi e gostei viajando é que você tem que botar a cara a tapa e perder a vergonha/timidez, senão você praticamente não se comunica e perde a oportunidade de conhecer pessoas interessantes com uma cultura totalmente da sua. Salute! Tive que sair do bar um pouco antes da meia-noite pois o transporte em Roma para de funcionar pela madrugada. Além disso, Trastevere fica um pouco afastado do centro. Ônibus e cidade vazias, era hora de voltar pro hostel. 💰 Custos do dia: Café da manhã/almoço: €6 Carrefour: €6 Matebar: €5 Baccanale Trastevele: €12 💸 Total: €29 (R$129,05) Próximo post: Capítulo 4 - Vaticano
  19. Juliana, obrigado por acompanhar! Confesso que a quarentena foi um motivador pra iniciar o relato 😂
  20. Capítulo 2 - Chuva, pontos turísticos e tourist traps Depois de uma boa noite de sono (isso é possível em hostels!), acordei com um frio de 12ºC em plena véspera de verão europeu. Fui tomar café da manhã no bar do hostel (€7) e gostei da variedade de opções, mesmo achando estranho ter arroz em pleno café da manhã, mas é melhor não julgar. Café da manhã tomado, me arrumei e fui para Termini, pois queria comprar o Roma Pass. No dia anterior a galera do hostel havia dito que o Roma Pass é uma tourist trap, mas na época e ponderei que isso depende. No meu caso, eu utilizei nas atrações mais caras (Castel Sant’Angelo e Foro Romano/Coliseu/Palatino) e aproveitei a oportunidade para utilizar transporte público (sinceramente não recomendo utilizar tanto assim o metrô ou ônibus, pois Roma é uma cidade muito bonita e vale muito a pena fazer tudo a pé, exceto se algo for bastante longe ou você precisa chegar em algum lugar com rapidez). Segue aqui o site que explica como funciona o Roma Pass: https://www.romapass.it/en/the-cards/ Obs: tomei um susto quando vi que o cartão está €52 com somente dois museus incluídos. Sinceramente não sei se vale a pena pagar tão caro em um cartão para ter um desconto mínimo em algumas atrações, furar a fila (mas ainda pegará fila!) no Coliseu e transporte público ilimitado numa cidade tão compacta e ótima para andar como Roma. Roma Pass válido por 72 horas Comprado o Roma Pass (€38,50), a primeira parada foi no Coliseu, mas por conta da chuva eu preferi entrar em outro dia. Também passei pelo Arco de Constantino, Fontana de Trevi, Panteão, Piazza Navona, atravessei o Rio Tibre para ir ao Parco del Gianicolo (não entrei porque estava caro) até que cheguei no Museu e Cripta dos Frades Capuchinhos. Gostaria de destacar essa parte porque sem dúvidas foi a parte mais dispensável da viagem. Paguei €8,50 e realmente não vale a pena, não justifica o valor pago. Saí do local em 30 minutos com a sensação de dinheiro mal aproveitado. Coliseu Via Benedetta Após esse lugar totalmente sem graça, almocei (praticamente às 17hrs da tarde) no White Bar & Restaurant. Infelizmente caí numa tourist trap e paguei 17 euros em uma massa e vinhos ok, que não valem o custo benefício. No fim do dia meu tênis estava completamente encharcado e eu realmente estava com medo de perde-lo por mau cuidado. Tive que me dar um luxo (que no fim foi um ótimo negócio) de comprar um tênis na FootLocker que fica na estação Termini. Paguei €140 euros, praticamente o mesmo preço do Brasil, então a vantagem foi pelo conforto de ter um tênis destinado a academia/corrida, o que facilitou bastante durante o resto da viagem. Fiz uma péssima escolha levando apenas um tênis que está longe de ter esse conforto. Voltei para o hostel, tirei toda a inhaca de um dia inteiro tomando chuva, fiquei trocando ideia com a galera do hostel e resolvi conhecer Roma a noite (e sem chuva!), por volta das 22:30. Decidi ir pra Fontana de Trevi e sério, que decisão acertada... aquele lugar se transforma a noite: muito mais bonito e com muito menos turistas. Um dos meus lugares preferidos em Roma Fontana di Trevi Que lugar! Ao fim, fui jantar num lugar péssimo perto da Fontana chamado Trevi Café, outra tourist trap (prometo que no decorrer do relato eu aprendi a usar o TripAdvisor 😂) mas esse é até justificável pelo horário. Paguei €11 em uma pizza nota 4 que comi somente a metade. Barriga cheia, voltei pro hostel após 17km caminhados pra descansar. Não dei sorte com as pizzas em Roma 😂 💰Custos do dia: Café da manhã: €7 Roma Pass: €38,50 Museu e Cripta dos Frades Capuchinhos €8,50 Almoço: €17 Tênis: €140 Jantar: €11 💸Total: €222 (R$989,70 ou R$364,90 desconsiderando o tênis) Próximo post: Capítulo 3 - Finalmente sol e noite em Trastevere
  21. Choveu bastante durante meus dois primeiros na Itália. Felizmente o restante da viagem foi de sol com temperatura quase sempre acima dos 30ºC kkkk. Amanhã continuo o relato, obrigado por acompanhar!
  22. Capítulo 1 - Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade Decidi destinar um capítulo para a viagem e esse primeiro dia em Roma porque foram momentos marcantes (e até mesmo desesperadores) da viagem. Ansiedade estava enorme, mal havia conseguido dormir na noite anterior. Meu voo sairia às 16:05 e cheguei no aeroporto por volta das 13:30, então pude aproveitar o tempo livre na sala Vip da Mastercard, que particularmente achei muito boa. Já durante a viagem, simplesmente não consegui dormir durante todo o trajeto. Era angustiante ver o mapa na televisão de bordo e nada de Fiumicino chegar 😂. Passadas às 10 horas mais longas da minha vida, enfim cheguei por volta das 09:30 com direito a chuva e 15ºC. Aeroporto de Roma - Fiumicino A imigração foi bem tranquila, somente pediram meu passaporte. Saindo para o saguão, comprei um chip de celular da Vodafone ao preço de €30 por redes sociais ilimitadas e uma quantidade de GB que não me recordo, mas era mais do que o suficiente para passar um mês na Europa. Algo que achei engraçado é que a atendente logo reconheceu que eu era brasileiro e pediu para falar em português ao invés de inglês, então não tive problemas de comunicação nos meus primeiros minutos em terras italianas. Logo após, peguei um trem expresso de Fiumicino para Roma Termini, a estação central de Roma, pagando €10. O trem é bastante confortável e fez somente uma parada (Trastevere) até chegar em Termini. Chegando em Termini, pequenos problemas começaram a aparecer: eu precisava esperar 2 horas para ativar meu chip da Vodafone e o trajeto entre Aeroporto - Roma Termini demorou cerca de 40 minutos, logo estava desconectado. O wifi da estação não estava funcionando, então tive que ir de loja em loja pedindo para utilizar o wifi, mas o uso estava condicionado a comprar algo. Acabei parando numa cafeteria e gastei €3,40 em um cookie e uma água para poder usar wifi e achar o caminho até meu hostel. Caminhei cerca de 10 minutos da estação até meu hostel e nesse pouco tempo passei em dois pontos importantes da cidade e, convenhamos, em Roma você encontra em praticamente todas as esquinas: Piazza della Repubblica e Fontana del Mosé. Fontana del Mosé Chegando no hostel, fui muito bem atendido e, apesar de não ter sido o horário de check-in, a equipe pediu pra agilizar a organização da minha cama e liberou meu acesso para as áreas comuns. Banho tomado, bagagem organizada, muita curiosidade e nenhum sinal de cansaço, resolvi andar sem rumo para conhecer o entorno do meu hostel. Procurei um lugar para comer e acredito que pelo fato de ser domingo de manhã, poucos lugares estavam abertos. Paguei €8 em um café da manhã no MSM Aurora, que tinha bastante variedade de opções mas estava somente ok. Voltei ao hostel para esperar pelo Free Walking Tour organizado pela própria equipe. Ao todo nos reunimos em 10 pessoas de diferentes países para descobrirmos um pouco sobre os locais e a história de Roma. Nesse momento tive meu choque de realidade: ninguém ali falava português, nem sequer eram latinos. Eu praticamente esqueci toda e qualquer palavra em inglês que havia aprendido na vida, não conseguia manter uma conversa com alguém, foi bizarro. Além disso, estava chovendo e isso acabou nos deixando ensopados, atrapalhando um pouco o tour pela cidade. Mesmo assim achei que o tour foi bom, principalmente por dar meus primeiros passos em um país totalmente desconhecido por mim acompanhado de um local. Além de toda a história e pontos turísticos, passamos pelo Pompi, lugar do tiramisu mais famoso do mundo. Não gosto de café mas realmente é um doce muito bom com um preço bem honesto (€4) comparado a quantidade servida, recomendo bastante. Telhados de Roma Igreja Santo Ignácio de Loyola Pompi Caminhamos por cerca de 3 horas e 30 minutos e, ao fim, dei uma gorgeta de €10 euros para o cara que nos acompanhou pelo tour - apesar dele ter explicado muito bem diversos detalhes que jamais saberia sem pesquisar, vejo que o valor foi um pouco alto, mas faz parte. Voltamos pro hostel de ônibus (€1,5) porque a chuva não parava e particularmente estava exausto. Achei curioso o fato de que você pode pegar um ônibus e simplesmente não validar o bilhete, mas preferi não arriscar durante minha estadia em Roma a pagar uma multa bem maior que o valor do ticket unitário. Banho tomado, resolvi ir ao pub que fica ao lado do hostel. Os preços não eram tão atrativos assim (somente agora estou tendo essa noção 😂) mas estava bastante cansado para procurar algum outro lugar para jantar. Paguei €19 euros por um prato de carne com fritas e duas pints - nesse momento percebi que não gosto de Guinness. Não bebi muito além disso, confesso Voltei ao hostel e encontrei um chileno e um colombiano e finalmente pude ter minha primeira conversa de fato com alguém em um portunhol bem arranhado. Hoje vejo como a comunidade latina é parecida pela energia, modo de falar e facilidade em fazer amizades e com eles não foi diferente, conversamos sobre a viagem, aspectos econômicos dos países e o câmbio do Brasil realmente é uma m. Pouco mais de 60 horas depois de um sono adequado, fui para o meu quarto descansar, tentando processar tudo aquilo que havia vivenciado durante o dia, extremamente diferente de toda a minha rotina. 💰Custos do dia: Trem Fiumicino - Termini: €10 Cookie + água + wifi: €3,40 Café da manhã: €8 Pompi: €4 Gorjeta do Free Walking Tour: €10 Ônibus: €1,50 Jantar: €19 💸 Total: €55,90 (R$248,75) Próximo post: Capítulo 2 - Chuva, pontos turísticos e tourist traps
  23. Pessoal, tudo bem? Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares: 🇮🇹 Itália: 4 noites em Roma; Bate-volta em Pisa; 2 noites em Cinqueterre; 3 noites em Veneza. 🇭🇷 Croácia: 3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes; 3 noites em Hvar; 2 noites em Dubrovnik. 🇬🇷 Grécia: 4 noites em Santorini; 4 noites em Mykonos; 3 noites em Atenas. Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros. Planejamento Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários. Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!). Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato. Custos Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: ✈️ Passagens Aéreas: 🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00 🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20) 🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00) 🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55 💸 Total: R$5049,78 _ 🛏️ Hostels: 🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858 🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365 🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809 🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231 🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274 🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377 🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028 🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258 🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412 💸 Total: R$5612 _ Outros custos: 🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27 🛂 Emissão do passaporte: R$257,25 Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade
  24. Yunes

    europa junho

    Estou na mesma situação de vocês. Tenho passagem comprada no dia 22/05 para Barcelona e não sei o que fazer além de aguardar (acho até que é a melhor opção) neste momento. Porém, confesso que estou com vontade de remarcar tanto pelo coronavirus quanto pelo Euro absurdamente caro. Talvez nessa época os países europeus estejam com a situação mais controlada, mas e o Brasil? Não podemos deixar de lado a possibilidade dos países fecharem fronteiras pra nós.
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