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edver carraro

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Tudo que edver carraro postou

  1. Pessoal, Minha Lightwave t0 Trek andou por Ausangate, no Peru, num circuito de 80km acima dos 4.000 metros de altitude, divididos em 6 dias. Belíssimo trekking na cia de grandes amigos! Na quarta noite pegamos um fortíssimo vento, granizo e neve, mas o bom alinhamento com a ancoragem suplementar deram conta do recado! Peter, a minha ainda vai seguir os passos da sua! Bons ventos, Edy
  2. Grande Renato! Excelente relato! Fotos lindíssimas! Faço minhas, as palavras do Peter: "Foi realmente um trekking maravilhoso, com uma turma super legal e muito bem preparada." Também vou postar umas fotos assim que você finalizar a redação. Bons ventos, Edver
  3. Grande Peter! Excelente preparação para Ausangate! Bonitas fotos! Bons ventos, Edver
  4. Grande Peter! Excelente trekking e excelentes fotos! Como sempre, trilhando os melhores destinos de trekking, aqueles que permeiam os sonhos de muitos (inclusive os meus)! Lightwave guerreira! Rodou o mundo já e tem ainda muito chão pela frente! Tomei a liberdade e enviei algumas fotos dela para o Carol, para ele publicar no site da marca, afinal, quem não vai querer seu produto exposto num lugar destes? Ah, faltam poucos itens para Ausangate. Bons ventos, Edver
  5. Rafael e Rodrigo, Excelente aventura! Muito bom o relato e as fotos! Aquela região tem uma beleza única e singela. Tudo parece ser diferente quando pisamos por lá. Apenas uma correção, o nome da esposa do Sr. Willi é Noeli. Saudades deles! Gente simples e de grande coração! Tenho ideia de voltar para lá no feriadão de 20 de setembro. Vou acompanhar um amigo que não vê a hora de trilhar pela lagoa. Abraços, Edver
  6. Getulio, Mesmo sendo mais "fina" ela suportou muito bem o peso, sem machucar. Em todo o trekking, não senti nenhum incômodo com a mochila (ombros, costas e quadril). Creio que o material utilizado, por ser de boa qualidade, compense a construção minimalista da mesma. Poderia sim ser um pouquinho mais confortável, mas pela sua proposta tá excelente! Como o Peter mencionou, com um peso mais elevado talvez o conforto seja comprometido. Mas geralmente, meu peso de carga não passa dos 10kg. Abraços, Edver
  7. [align=justify]Pessoal, Enfim, estreei a Axios 50. Excelente mochila! Leve, prática e sem frescuras. Bom espaço interno no corpo principal e nos dois bolsos amplos da tampa. O zíper lateral ajuda muito no acesso à itens internos, sem a necessidade de se abrir a tampa. O bolso frontal é perfeito pra deixar anorak e coisas de uso corriqueiro. Gostei das alças e da barrigueira, que mesmo sendo minimalistas, são muito confortáveis e distribuem bem o peso. O costado merece nota a parte! Na minha opinião, o item que mais se sobressai na mochila. Fica muito bem grudado ao corpo e tem excelente ventilação. Pra quem está acostumado a usar Deuter ou outras marcas, sente uma diferença enorme. Abaixo, fotos da laranja atômica na Ferrovia do Trigo. Valeu o investimento! Sempre que sair com ela, posto fotos aqui. Abraços, Edver[/align]
  8. [align=justify]Pessoal, Quero postar aqui algumas fotos da belíssima travessia que fiz na excelente companhia de meu grande amigo e experiente trekker, Peter. Não preciso acrescentar nada ao belo relato descrito por ele mesmo. Apenas um aviso: quem dormir com ele na barraca, não esqueça do plug auricular . Não acordei com o trem no viaduto, fui acordado pelo trem que estava ao lado . Peter, brincadeiras a parte, agradeço pelo relato, pela grande parceria e pelo chocolate, que fez uma diferença enorme . Agora é minha vez de lhe acompanhar em algum trekking pelos Veadeiros. Sobre a mochila, vou deixar uma impressão lá no respectivo tópico. De antemão, posso adiantar o conforto e praticidade, mesmo tendo uma proposta minimalista. Gostei da barrigueira e ao contrário do que muitos falam, achei ela bem estruturada. Só acho que poderia ser mais confortável. Porém, percebi uma diferença enorme no conforto quando coloquei a sua! Quanto à sua tenda, que barraca! Perfeita para ambientes exigentes e remotos, alta montanha e regiões onde o clima impera sem piedade! Ótima para duas pessoas mais equipamento, três fica difícil. Fácil de montar e de bom peso (se divido em dois trekkers, como foi o caso). Bom espaço interno e bolsos bem distribuídos.[/align] Abraços, Edver
  9. Renato, Excelente relato e belíssimas fotos! Que lugares maravilhosos! Mesmo com a predominância de gerais e campos abertos, as cachoeiras demarcaram seu espaço proporcionando belezas naturais únicas! Eu que o diga! Já trilhei algumas vezes com ele e a parceria na trilha é espetacular! Só não sei de onde ele tira tanto estímulo para seguir mais e mais, sem cansar Não é só ali. Por aqui o pessoal também utiliza o fogo pra renovar o pasto. Principalmente nas regiões dos campos de cima da serra. Esses dias estava em deslocamento para uma filial e enxergava poucos metros a frente do carro em virtude da fumaça. Perde-se de vista a grande área queimada. Peter, Parabéns pela travessia! Vamos ver se encaixamos algum trekking com o Renato aí pelos Veadeiros! Abraços, Edver
  10. Luiza, Obrigado! Realmente cansa, mas a trilha geralmente passa por areia mais batida. Creio que no final deste mês ou em setembro, eu volte com um amigo que também quer trilhar pela Lagoa. Tu pode nos acompanhar, inclusive na carona, pois vamos de carro. Abraços, Edver
  11. Getulio, Baita trekking! Excelentes fotos e relato pra lá de detalhista! Parabéns a você e a todo grupo por essa fantástica travessia por uma das regiões mais belas do País. Lembro que em maio, visitei o Morro da Igreja num passeio de carro e ao longe, consegui avistar os geradores eólicos em Bom Jardim da Serra. Fiquei sentado por um bom tempo admirando aqueles contrafortes e encostas escarpadas. Andar pelos platôs e campos deve ter sido coisa de outro mundo! Agradeço pelo seu convite, mas infelizmente me passei e marquei bobeira Uma dúvida, qual o equipamento e peso médio que levaram? Sabes que sou fã do backpacking light e pergunto, pois vi mochilas enormes e "bem carregadas" em algumas fotos Abraço, Edver
  12. Renato, Não seria o contrário não? Sai do RS com -4°C e cheguei em Salvador com 26°C. Isso quebra qualquer um que sofra de rinite. O trekking é demais mesmo. Aquela região é magnífica e mereceria muito mais dias de contemplação! Carlos, A travessia é relativamente tranquila. Com bons relatos e um bom mapa você consegue concluir o trekking com segurança. Se você fizer este mesmo trajeto, atentaria mais para a subida do Quebra Bunda. Logo depois de cruzar os Gerais dos Vieira e antes de atravessar o Córrego Açucena (local onde fica o Rancho), você deve seguir à direita, em direção ao morro, para acessar os Gerais do Rio Preto. Ah, não esqueça de fazer o Cachoeirão por cima. Você vai ter belas vistas do vale do Pati. Boa trilha! Abraços, Edver
  13. Rafael, Belo relato e belas fotos! Uma baita travessia, embora em linha férrea. Já fiz o trajeto muitas vezes, fica no quintal de casa. Uma correção, a foto sua no reservatório de uma usina é na PCH Jararaca que pertence ao município de Veranópolis (trabalho aí ). Abraço, Edver
  14. Pessoal, Chegou minha Axios 50. Postei minhas impressões iniciais neste tópico - Mochila ARC'TERYX - Axios 50 Quem estiver interessado, pode dar uma espiada. Abraço, Edver
  15. Renato, Parabéns! Que maravilha a companhia de seu pai na trilha! Considere-se abençoado! Quando tirei férias em maio, levei meu pai para conhecer a Lagoa dos Patos (Link do relato). Meu sentimento naquela travessia tava diferente, tinha magia no ar e muito companheirismo! E aí? Ele aprovou o esporte? Vai querer lhe acompanhar novamente? Já estou bolando outra com meu velho! Abraço, Edver
  16. Getulio, Obrigado! Creio que em meados de julho teste ela num pequeno trekking aqui pela região. Peter, Agradeço os comentários! O material é bem similar ao silnylon de nossas Lightwave, porém de uma aparência mais forte e com costuras muito reforçadas. TDP acho que daria pra encarar. Lembro de um trekking que você fez no Peru com a sua ACT Lite 50+10 que foi "socada" e até lhe machucou um ombro, salvo engano. A Axios tem capacidade maior se comparada à Deuter, mas Dientes creio ser impossível! Bom mesmo seriam as nossas Bora 80. Abraço, Edver
  17. Peter, Excelente tópico! A cada ano que passa, mais brasileiros se lançam às maravilhas patagônicas, buscando a paz e tranquilidade nos trekkings! Boa citação. Os mapas da Aonneker são muito detalhados e confeccionados com boa escala para o trekking. Gostei do seu comentário referente ao saco de dormir. Na minha opinião, também não importa se o mesmo é sintético ou de pluma. Se o trekker tiver cuidado e um bom saco estanque para transporte, a pluma é a opção mais vantajosa (peso e desempenho). Substitui o saco de compressão que vem junto com o SD por um estanque, por indicação sua há algum tempo atrás Abraço, Edver
  18. Getulio, Excelente review! Antes de comprar minha Axios 50, pesquisei e analisei muito as mochilas da Conquista, especialmente os modelos Poincenot 50+10 e este que você descreveu. Quando peguei em mãos a Santiago 45l, consegui perceber que o volume informado pela fábrica, poderia não ser o real. Sabe quando você bate o olho e mentaliza os seus equipamentos nela? Pois é, tinha a nítida sensação de que ela era pequena e você conseguiu comprovar isso com um teste muito prático! Ainda bem que visitei seu tópico antes de comprar, senão O único ponto que me fez desistir da aquisição dela, foi a capacidade volumétrica. A Poincenot é uma excelente mochila, mas eu queria algo mais simples, sem fundo duplo, sem abertura inferior, sem bolsos laterais e mais leve. Acabei encontrando isso na Axios 50. Abraço, Edver
  19. Guilherme, A questão sobre qual é melhor é muito relativa. Na minha opinião, a Deuter pensa mais em detalhes (fivelas com o logotipo, bolsos extras, etiqueta de SOS, etc), porém isso acaba aumentando o peso da mochila. Outro ponto positivo para a Deuter é o sistema de regulagem do costado, presente na maioria, senão todos modelos. Isso é ainda um tanto quanto restrito em alguns produtos da Arc'Teryx. Tecnologicamente, a Arc'Teryx emprega materiais e construção muito superiores aos outros fabricantes e tem o design mais "clean", sem muita parafernalha pendurada na mochila, que as vezes só atrapalham. Até agora a Arc'Teryx se sobressai pois atende o que realmente estava procurando, simplicidade e leveza. Pra mim, quanto mais simples, melhor. Como mencionei anteriormente, nunca usei bolsos laterais, divisão bipartida, zíper do fundo da mochila, tiras extras na tampa, etc. Não posso te dizer com toda certeza qual é a melhor, pois a Axios não teve uso forte ainda. Gosto muito das duas fabricantes, mas de antemão posso te garantir que a Arc'Teryx supera a Deuter nos quesitos material e construção. Assim que usar, vou atualizar o tópico e repassar mais informações acerca do conforto e regulagens. Abraço, Edver
  20. [align=justify][t3]Review - Arc'Teryx Axios 50[/t3] A mochila é equipamento indispensável à vida do trekker. Poderia até afirmar que ela ocupa o topo da lista de itens mais importantes, sendo a responsável por uma série de fatores consideráveis na sua aventura. No intuito de auxiliar aos que desejam adquirir um novo equipamento, quero deixar aqui minhas impressões sobre a Arc'Teryx Axios 50, minha nova companheira de aventuras. Peso: 1.600g Preço: R$525,00 Cores disponíveis: Preto e Laranja Capacidade: 53 litros + 10 litros (corpo principal + bolso frontal) Tamanhos disponíveis: Regular (Torsos de 45.5cm - 50.5cm) e Tall (Torsos de 50.5cm - 55.5cm) Materiais: Spacermesh™, 100D Invista HT Mini Ripstop™, 420D Invista HT Plain Weave, EV®50 Perforated Foam, Hypalon™, 210D Ripstorm™, 840D Stretch Mesh, AeroForm™, 6061 Aluminum Stays. A marca dispensa maiores apresentações. A Axios foi desenvolvida aos olhos da linha Bora, uma das mais conceituadas e carro-chefe da empresa em mochilas para travessias. Impressiona pela sua leveza e alta impermeabilidade, aliada à tecnologia empregada em sua construção. Num primeiro momento, confesso que a capacidade volumétrica da mesma me surpreendeu e foi o primeiro ponto positivo que notei em comparação à outras que havia visto e com minha ACT Lite 50+10 da Deuter. O corpo principal é maior, mesmo tendo formato contrário à Deuter (triângulo invertido). A qualidade dos materiais também é um ponto perceptível e ganha destaque ao tecido, similar ao silnylon para conferir impermeabilidade ao conjunto, juntamente com as costuras reforçadas. No corpo principal, não há alças para o transporte de bastões de caminhada, mas os mesmos podem ser colocados nas laterais da mochila e presos com o auxílio das tiras de compressão. Fivelas em poliamida e tiras bem localizadas, dão bom suporte e estrutura à carga. Nada de bolsos laterais, apenas os inferiores em mesh para o transporte de cantis e um frontal que comporta aproximadamente 10l. Achei uma boa sacada da marca, já que das duas que tive com bolsos laterais, nunca usei os mesmos. Um zíper amplo instalado na lateral permite acesso fácil ao interior da mochila, sem a necessidade de se abrir a tampa (outras marcas utilizam zíper frontal). Ela não é bipartida e não possui zíper inferior; outra boa ideia, pois os antigos ficaram sempre fechados. Falando em tampa, achei a mesma muito grande, com bom espaço para se guardar diversos itens. Bolsos amplos e com zíperes impermeáveis são um ponto positivo e a mesma pode ser destacada para ser transportada separadamente. Achei que ela poderia ser um pouco mais côncava, para “abraçar” melhor o corpo da mochila, porém se fosse muito mais arqueada, não teria tanta capacidade de armazenamento. A barrigueira anatomicamente estruturada e com ajustes, me pareceu um pouco fraca e desuniforme com a proposta da mochila, mas muito confortável. Seu formato côncavo interno, permite bom ajuste ao corpo e facilita os movimentos. O que não gostei foi a falta de um bolso para se levar canivete, dinheiro ou câmera digital (estava acostumado às outras). Outro ponto negativo é a falta de ajustes na altura das alças. Quando você compra essa mochila, precisa medir seu torso e analisar em qual tamanho ele se encaixa para poder comparar com a tabela de medidas do fabricante. Achei um pouco arriscado, mas depois de me informar bem, desencanei. As alças revestidas em tecido telado são anatômicas, de bom tamanho e facilitam a dissipação do suor quando em uso. Possuem tira peitoral ajustável (comprimento e altura) e removível, tiras tensionadoras que estabilizam a carga e regulagem de posição. Possuem também pontos para fixação de objetos como GPS e mangueira do sistema de hidratação (bolso no corpo principal). Micro “daisy-chains” localizadas nas laterais da mochila podem ser utilizadas para se pendurar cordas, mosquetões e até mesmo a roupa molhada. O costado merece uma nota à parte e é o ponto forte do equipamento. Construído em AeroForm, ele se ajusta e acompanha o formato do seu corpo a cada passo, ficando sempre rente e colado em suas costas. Essa construção permite bom fluxo de ar entre a mochila e seu corpo, reduzindo consideravelmente a temperatura e a transpiração. O sistema de sustentação em alumínio 6061, consegue transferir boa parte do peso para a barrigueira, tornando a mochila muito mais confortável. Enfim, era exatamente o que procurava para minhas andanças. Peço desculpas pelas fotos, pois como estava com preguiça de mexer nos equipamentos, enchi a mochila com um cobertor. Consegui reduzir o peso, tamanho e aumentar a qualidade de meus equipamentos. Queria uma boa mochila para acompanhar essa evolução e encontrei na Axios 50 todas as características que buscava. Materiais empregados e construção de excelente qualidade aliam confiabilidade, leveza e conforto ao conjunto. Esta foi somente uma impressão inicial ao receber e analisar o produto. Com o tempo e nos trekkings, novas opiniões surgirão e na medida do possível atualizarei este tópico. Link para o site do fabricante: Arc'Teryx Axios 50 Abraços, Edver[/align]
  21. Guilherme, Generosidade em excesso nas tuas palavras Obrigado por ter visitado o tópico e curtido a leitura. Meu pai gostou não só da aventura, mas da postagem e dos comentários dos amigos! Quanto ao livro, não creio ter capacidade e conteúdo para tal. Tempo é um fator complicante, também; quem sabe futuramente. Enquanto isso, vou ampliando a bagagem da aventura! Francisco, Realmente, o duplo jantar rendeu uma excelente noite de sono Abraço, Edver
  22. Fala Renato! Frio aqui no Sul! Temperatura excelente para trekkings! A Tadpole é uma excelente tenda! Pena ser pesada, senão comprava uma. Já enviei e já receberam. O pessoal tá sendo muito solícito! Já me enviaram uma nova e logo mais deve chegar. É isso mesmo, 860g embalada! Um sonho de peso pra quem é preguiçoso na pernada Assim que chegar, posto as fotos e infos dela. Abraço, Edver
  23. Grande Getulio! Valeu! Já visitei a Lagoa dos Patos em outras oportunidades, mas de 4x4. Quando resolver tirá-la do "caderninho" me avise! Tenho certeza que você vai gostar, da mesma forma que meu pai gostou! Bom saber que conseguiu aproveitar essas aventuras na companhia de seu velho! Quanto à travessia no PNSJ, não tem galho. A dona onça "exigiu" minha companhia numa pequena viagem Abraço, Edver
  24. Otávio, Obrigado! Tenho certeza disso! Meu pai quer me acompanhar em outro, gostou da coisa! Peter, Finalmente mesmo, meu grande amigo Ainda estou de férias, mas sempre acho coisa pra fazer. Agradeço os comentários, embora o relato e o trekking não sejam tão técnicos quanto os seus! Não se preocupe por não ter trilhado com seu pai. Logo logo, Theo poderá lhe acompanhar e tenho certeza de que o sentimento e o companheirismo serão os mesmos, senão mais fortes! Abraços, Edver
  25. Pelo Pontal de Tapes, chegamos à Lagoa dos Patos “Coqueiro e figueira dos matos
 e a bela Lagoa dos Patos, ó verdadeiro tesouro. Lago verde e azul, 
que na América do Sul, Deus botou pra bebedouro.” A transcrição acima é de um pequeno trecho da linda canção Lago Verde Azul de Helmo de Freitas que exalta as peculiaridades e belezas pontuais da grandiosa Lagoa dos Patos, considerada a maior laguna do Brasil e a segunda da América Latina. Situa-se paralelamente ao Oceano Atlântico, na direção nordeste-sudoeste do Rio Grande do Sul, tem 265km de comprimento, 60km de largura e 7m de profundidade, nas suas quotas máximas, com uma superfície de 10.144 km². O nome estaria relacionado às tribos de índios que habitavam a região do Rio Grande do Sul, conhecidos como "patos". Outra versão conta que a origem do nome desta laguna teria ocorrido em 1554, quando viajavam para a região do Prata algumas embarcações espanholas que, acossadas por um temporal, viram-se na contingência de procurar abrigo na barra do Rio Grande. Aí deixaram fugir alguns patos que traziam a bordo e de tal modo se deram bem as aves com o lugar, que se reproduziram assombrosamente, chegando a coalhar a superfície das águas da laguna, dando-lhe o nome. Dentre os pacatos vilarejos banhados pelas suas douradas águas, Tapes conhecida como "a namorada da lagoa", se destaca por ser proprietária do famoso Pontal de Tapes, enseada de 20km de comprimento e 2km de largura, nas suas quotas máximas, não poluída e que serve de cartão postal do município. A programação e a ida até o Willi A ideia era usufruir das belezas da laguna no feriadão do dia do trabalho juntamente dos amigos Felipe Koch e Gean Cenci, porém ao confirmar as previsões do tempo para a data, obriguei-me a adiar a programação em virtude de fortes chuvas e ventos, confirmados após alguns dias com o simpático Simon (vou falar mais dessa figura). Entrei em férias na semana seguinte ao feriado, mas os amigos não poderiam me acompanhar. Iria me lançar a mais um trekking solo, mas tive uma enorme surpresa quando meu querido pai Edmiro (é daí que vem meu nome), pediu se poderia me acompanhar. Fiquei muito feliz, nossa convivência é pouca; ambos trabalhamos bastante e nos sobra alguns finais de semana para os almoços em família. Organizamos as mochilas (para meu pai, peguei a de Gean emprestada) e partimos às 4h30 da terça-feira 08.05.2012 para a viagem de 4h até a cidade de Tapes. A manhã estava coberta pelas brumas da serra e os ares característicos de outono nos obrigaram a andar boa parte da viagem com o ar quente ligado. Chegamos à namorada da lagoa por volta das 9h da manhã e fomos direto para a Pousada do Simon deixar o carro. Fomos muito bem recebidos pelo Seu Armindo, figuraça e dono da pousada. Cara calmo, sereno, de grande simpatia e com uma bagagem enorme da vida. Enchemos os cantis com água de uma fonte da pousada, ajudei meu velho a ajeitar a mochila e partimos rumo à praia do Jacarezinho para início do trekking, distante uns 400m da pousada em sentido sudeste. Simon disse que poderíamos seguir beirando a lagoa ou trilhar por uma estrada de terra até a porteira vermelha, nosso primeiro ponto de referência. Já havia estudado previamente o roteiro, então decidimos ir pela praia, caminho mais cansativo em virtude da areia fofa, porém mais curto. Logo que pisamos na areia, nos deparamos com um pequeno riacho que precisava ser cruzado; era o Jacarezinho. Atravessei sem maiores problemas, pois estava com a bota impermeável, mas meu pai teve que tirar o calçado e as meias. A água estava fria e ele, na preguiça de secar e limpar os pés para colocar novamente o tênis, andou por um bom tempo descalço na areia e se arrependeria no final do dia! A névoa estava baixa e cobria toda nossa volta, tornando impossível visualizar o trajeto e a lagoa. Uns poucos metros caminhados, encontramos um pescador no meio dos juncais e o indagamos sobre a pesca. Ficamos chocados quando ele afirmou que em mais de 20 anos, esta teria sido a pior época para a pesca na lagoa; nunca houve tanta escassez de peixes e o fato obrigava os pescadores menos preparados a lançar suas iscas várias vezes ao dia. A poucos quilômetros adiante, nos deparamos com uma pequena rês de gado, algo como 15 ou 20 cabeças. Meu pai já queria carnear uma para assarmos no almoço! Uns 3km após o início da trilha, nosso passo diminuia gradativamente; a areia fofa castigava, os pés atolavam e o progresso era absurdamente lento. Infelizmente, não há outro ponto para a passagem desse areal, que exige boa paciência e persistência por generosos 500m! Ao pisar em terra firme, a presença de juncos e arbustos alagados formando um banhado, te afastam da beirada da lagoa; aqui a caminhada fica fácil pois se dá boa parte do tempo sob a sombra dos cinco milhões de pés de pinus, plantados uniformemente em fiadas retas e bem distanciadas. Suas folhas secas formam uma boa camada para se andar, porém não permitem que nada se desenvolva sobre as árvores. O sol, timidamente mostrava seu brilho e, surgindo por entre a copa das árvores, esquentava a manhã fria de outono. As mínimas previstas eram de 9ºC a 10ºC e máximas na casa dos 20ºC a 22ºC sem chuvas. Paramos para um rápido lanche e descanso, sentados num tronco caído e observando ao longe, a costa da cidade de Tapes e alguns barcos trafegando pelas calmas águas da laguna. Meu pai nasceu no interior onde foi criado por poucos anos e mais tarde mudou-se para a cidade. Com muito trabalho e a ajuda de minha mãe querida e batalhadora, conseguiu construir uma família digna, honesta e simples. Aqui onde moramos é praticamente interior, região de serra com terras cultivadas, muita mata e mesmo assim, meu velho ficava maravilhado com aquela paisagem que contemplávamos. Em pensamento, agradecia por estar na companhia de meu pai, afinal não tínhamos um momento desses há tempos! Arrumamos as mochilas, recolhemos o lixo do lanche e partimos seguindo uma fiada de pinus na direção leste para fugir da areia fofa. Poucos minutos após, encontramos a porteira vermelha trancada e cruzamos para o pontal por um portão menor somente para passagem de pessoas. Sobre a porteira, uma ponte em madeira auxilia a travessia de um riacho que deságua na lagoa, vindo da Laguna Comprida, localizada à norte de onde estávamos. Meu velho que entende muito de madeira, logo saiu falando sobre os tipos que utilizaram para construir a porteira e observou que deveriam ter utilizado outra para a construção da ponte, pois aguentaria mais as intempéries da região. Aqui, novamente haviam duas opções: seguir pela estrada que fora aberta para o plantio dos pinus ou seguir beirando a lagoa. Como a sombra era maior na estrada, continuamos trilhando por ela por poucos metros. Concordei com a maioria das ideias e opiniões de meu pai que se mostrou um excelente “índio rastreador”, pois queria respeitar seu limite e como seu preparo não é o dos melhores, deixei-o ir boa parte na frente, puxando a fila para que ele desenvolvesse o ritmo adequado. Minha maior preocupação era com seus joelhos (deve ser defeito hereditário!) já que ele fez cirurgia em ambos e sempre reclamou de dores e desconforto ao caminhar. Felizmente, não tivemos maiores problemas. Queria mostrar a verdadeira beleza da Lagoa dos Patos e para isso seria necessário cruzar o pontal transversalmente (sentido leste) por aproximados 2km. Seguimos um pouco mais pela parte interna, para garantir uma menor distância até a praia de fora e novamente fomos obrigados a desviar a rota para o interior, desta vez numa escala maior. Chegamos num descampado enorme, com juncos e arbustos alagados nos dois lados da trilha, o sol batia forte no juízo e as temperaturas amenas deram espaço ao calor intenso que minava nossas forças a cada passo. Implorávamos por uma sombra que logo apareceu e não demorou para sacarmos a comida das mochilas e almoçarmos. A trilha que atravessa o pontal em sua largura, era bem visível e depois de saborear vários sanduíches de pão, queijo e salame coloniais, acompanhados de um delicioso suco de laranja, amendoins e chocolate (esse não pode faltar!), seguimos rumo à praia de fora. Meu pai sugeriu que andássemos na direção sudeste, com isso teríamos mais sombra e pouparíamos um bom trecho na praia de fora, onde a exposição ao sol é grande. Ficamos em silêncio por um tempinho e aí deu pra sentir aquela sensação de isolamento mesmo estando à 10km da civilização. O som das águas já não se ouvia, somente o vento balançando a copa das árvores, nossos passos calmos e nada mais. A chegada na praia de fora foi rápida. Ventos fortes que sopravam do leste amenizavam o forte calor do sol e de seu reflexo na areia. Fomos obrigados a caminhar bem na beira da água, onde a areia era mais dura, para render o passo e cansar menos. A lagoa estava tranquila, poucas ondas mesmo com o forte vento. Não avistamos barcos, nem pescadores e o clima estava igual aos filmes que mostram as praias desertas. Infelizmente, pudemos observar a grande quantidade de lixo trazida pelas ondas. Garrafas pet, calçados, chinelos, baldes e bombonas plásticas eram os itens mais comuns e em maior quantidade. Até uma televisão encontramos! Isso estraga qualquer trekking e muito mais do que isso, estraga pra valer qualquer ecossistema. Sentamos à sombra de uma árvore caída, lanchamos, tiramos os calçados e descansamos por uns minutos. O som das águas fez meu pai quase cair no cochilo. Se parássemos muito, não teríamos vontade de continuar até o Willi, a preguiça nos dominaria. Ao longe, na direção sul, dava pra ver onde a mata entrava na lagoa e lá seria o ponto de volta para a praia de dentro. Cruzaríamos novamente o pontal, mas desta vez na direção oeste, para chegarmos ao acampamento. Meu pai rendeu-se à teimosia e quebrou dois galhos da árvore para utilizar como bastões. O início foi meio desengonçado, sem ritmo, mas quando ele pegou o jeito da coisa, gostou e aprovou. Comentou que deveria ter levado um par desde o início. Novamente pegamos um bom trecho de areia fofa em subida e, igualmente ao anterior, atolávamos a cada passo. Nesses trechos, os bastões são extremamente úteis e indispensáveis! Passada a dificuldade, esbanjamos felicidade ao trilhar pela sombra das árvores, desta vez numa distância menor em virtude do estreitamento do pontal. Já havíamos trilhado aproximadamente 18km e por volta das 16h, chegamos ao acampamento, onde fomos recepcionados pelo pescador Vilmar. Cara humilde, de bom papo e que cozinha muito bem (já vou explicar mais)! Até então, ouvimos muito sobre o Sr. Willi e o local onde ele vive, porém não esperava encontrar tamanha infra-estrutura à disposição. Gerador para iluminação, além de um pequeno cata-vento para recarga das baterias, enormes barracas para cozinha e quartos, banheiros com chuveiro elétrico e até televisão! Vilmar estava aguardando o retorno do Willi que estava em Tapes comprando mantimentos. Ele voltaria com o óleo para o motor de seu barco que apresentava problemas. Enquanto isso, nos contou muito sobre a lagoa e a vida que leva como pescador. A conversa foi interrompida pelo som do barco que se aproximava; era Willi e sua esposa Noeli. Atracaram em meio aos juncos e passaram os mantimentos para uma canoa no intuito de se aproximarem mais da margem para a descarga. Ficaram surpresos e alegres ao ver que estávamos lá. Não recebiam visitas há tempos! Auxiliamos no transporte dos pesados sacos de milho para alimentar os bichos que criam (patos, galinhas e gansos), farinha, arroz e feijão. Como agradecimento e boas vindas, Noeli preparou um saboroso chimarrão e sentamos em roda para a prosa. A cuia passava de mão em mão e as histórias de vida contavam a experiência até então vivida. Willi, descendente de alemães, se mostrava forte e dono de uma invejável saúde no auge de seus 80 anos. Contou que visitou o médico apenas duas vezes: a primeira quando entrou para o exército e a segunda para remover o apendicite. Há 9 anos vive no pontal e percebeu a mudança drástica que o mesmo e a lagoa sofreram ao longo desse tempo. A prosa estava boa e mal percebemos que o sol havia se despedido. Willi mostrou onde poderíamos acampar e ligou o gerador para iluminar suas instalações. Gentilmente, Noeli nos cedeu uma bombona de água potável de 5l que havia comprado na cidade e enquanto arrumava as barracas e organizava a tralha para a janta, meu pai foi tomar banho na lagoa. Na volta, reclamou de dores nas plantas dos pés por ter andado muito tempo descalço na areia. Jantamos muito, a comida estava deliciosa. Infelizmente não pudemos curtir o silêncio e a calmaria do local em virtude do forte barulho do gerador. Ao menos tínhamos luz! Ao final da comilança, reuni a tralha para lavar e ao sair da cozinha, Vilmar surge com duas panelas cheias de arroz temperado com frango e feijão. Ele pediu desculpas por não ter nos convidado para jantar no seu abrigo, enquanto enchia nossas panelas com aquela saborosa comida local. Para não fazermos uma desfeita, jantamos novamente e não sobrou sequer um grãozinho de arroz nas panelas. Comida simples, saborosíssima entretanto. A sobremesa foi chocolate e já que meu pai não é muito chegado, se ofereceu para limpar a louça enquanto eu descansava e tomava um gostoso e gélido banho numa pequena sanga da lagoa. Noeli nos convidou para vermos televisão juntamente deles, mas o cansaço falou mais alto e a vontade mesmo era de cair no isolante e no saco de dormir. Nada de fotos à noite, deitei e fiquei visualizando as imagens do dia. Tive uma enorme surpresa ao ouvir meu celular tocando. No início do trekking, desliguei para economizar bateria mas creio que algo na mochila pressionou o botão e ele deve ter ligado. O sinal no acampamento era ótimo e Dai, minha dona onça, estava do outro lado da linha para ver como passamos o dia e se tudo estava em ordem. Confesso que desmaiei e entrei em sono profundo. O retorno para Tapes Dormimos extremamente bem e acordei as 5h30 com o cantar do galo de Noeli. Pensei em levantar, cruzar o pontal para a praia de fora e tirar umas fotos do nascer do sol, mas a preguiça era tanta que sem dar na conta, caí novamente em sono até o despertar do celular às 7h. A temperatura manteve-se boa a noite toda, estava de camiseta e fui fechar metade do zíper do saco quando acordei na madrugada. O café da manhã foi reforçado: sopa, cereais, granola e um chimarrão bem quentinho para espantar o friozinho. Mal começamos a comer e seu Vilmar veio correndo pedindo se queríamos carona em seu barco para Tapes. Ele pensava que já havíamos partido. Se a volta fosse a pé, seria necessário uma pernoite em Tapes ou viajar para casa à noite, pois meu pai tinha compromisso no dia seguinte e, indo contra os planos iniciais, aceitamos a carona. Meu pai ficou aliviado, pois estava cansado do dia anterior e queria muito dar uma volta de barco, assim unimos o útil ao agradável. Marcamos de partir as 10h e enquanto cevávamos um bom mate, Willi e Noeli revisavam as redes lançadas na lagoa. O velho ficou boquiaberto ao ver os frutos da pescaria e quis posar para a foto com os pescadores. Infelizmente, já era hora da partida. A despedida foi alegre, ainda mais quando Willi convidou meu pai para voltar e acompanhá-lo numa pescaria, um dos hobbies favoritos dele. Até hoje ele está tentando abrir uma brecha num final de semana ou feriado para visitá-los de novo e já está com o equipamento separado! Noeli tirou uma foto nossa com seu celular para guardar como lembrança e num abraço caloroso de ambos, partimos para o barco de Vilmar. A embarcação cortava as pequenas ondas, em sentido noroeste, empurrada pelo barulhento e ensurdecedor motor. Vilmar exibia agilidade nos movimentos ao navegar tranquilamente por aqueles 18km de calmas águas, apreciando toda a exuberância da lagoa por bons 50 minutos. O sol nos presenteava com as mais belas paisagens, banhando aquele mar calmo, ora doce, ora salgado, com um tom dourado. Via nitidamente a felicidade estampada no rosto de meu velho pai e se bem o conheço, estava adorando fazer aquilo. O pontal se distanciava a cada onda transpassada e a marina se aproximava. Passamos por vários barcos ancorados e Vilmar se dirigia ao box para atracarmos, mas um pescador havia utilizado o seu, fato que o obrigou a ancorar na areia mesmo. Auxiliamos na descarga dos materiais de Vilmar que estava no Willi há 11 dias e ele nos mostrou o caminho para a avenida principal. Aqui a despedida não poderia ter sido diferente; um abraço caloroso marcou o final da jornada entre os novos amigos. Já eram 11h da manhã e 5km nos separavam do carro. Poderíamos pegar um táxi para lá ou ir andando e, como estávamos com tempo, resolvemos caminhar. A estrada de chão batido cortava imensos campos onde predominam o cultivo de arroz e soja. Simon, dono da pousada, ficou feliz em ver que estávamos bem; achava que éramos doidos! Contamos sobre a aventura e ele nos falou muito sobre sua rotina. Contou sobre o gosto pelo jogo de bochas e pelos bailes da terceira idade que frequenta. Nos mostrou as plantações de frutas, verduras e legumes e a criação de abelhas produtoras de mel. Conhecemos a infra-estrutura que ele disponibiliza aos visitantes, sendo o chalé o que mais se destaca e chama a atenção. Não quis cobrar nada por guardar o carro e como agradecimento, compramos uns vidros de mel muito delicioso. Muito gentilmente, ele nos convidou para ficarmos no almoço e, não querendo abusar de sua boa vontade, partimos com um sorriso no rosto. O restaurante de frutos do mar no centro de Tapes e uma cerveja bem gelada, findaram essa fantástica jornada pela Lagoa dos Patos. Embora não seguimos a programação inicial, fiquei feliz em poder trilhar na excelente companhia de meu velho pai e vi que esses momentos são necessários para que nos conheçamos melhor, para que nos entrosemos mais. Aprendi muito com ele nesses poucos dias; dividimos experiências, companheirismo, uns goles de água e bons momentos. Estar inserido em toda aquela beleza digna da Criação e poder compartilhar a rotina dos locais é um dos presentes mais gratificantes que se pode ter na vida. Nenhum outro bem material supera esse sentimento! Abraços, Edver
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