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Bibi Junges

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  1. Bom...vou citar uns lugares menos conhecidos e lembrados mas que são muito legais também, dependendo do teu interesse: umas 5 horas de Uruguaiana tem o Palácio San José, que foi onde morou o general Urquiza; em direção a Patagônia tem o Apostadero de Lobos Marinos, que é uma praia onde eles ficam, dá pra chegar bem perto deles; o parque monte león é lindíssmo, e na época que fomos, em Março, estava cheio de pinguins, dá pra ver eles bem de pertinho também; na Villa el Chocón tem o Museo Paleontológico Municipal Ernesto Bachmann; Córdoba é uma cidade muita bonita, com vários museus, igrejas e roteiros turísticos no seu entorno; parque ischigualasto; em Cafayate tanto o caminho da quebrada de las conchas quanto o da quebrada de las flechas passando pelo parque los cardones vale muito a pena..e se gosta de vinho, praticamente todas as regiões da Argentina e do Chile possuem vinícolas, até no Atacama hehe
  2. Obrigada Guilherme! Foi realmente incrivel essa viagem, recomendo muito para quem quiser ir em pelo menos alguns dos lugares que fomos. Abraços!
  3. Após muito pensar e ter adiado as férias várias vezes, como parecia que estava mais tranquilo para viajar, acabamos fazendo uma viagem de carro de 30/10/2020 a 21/11/2020. Tivemos todos os cuidados necessários, como sempre estar de máscara, usamos muito álcool gel e evitamos multidões, aglomerações, etc. Inclusive vimos muitas pessoas viajando de carro também. Em relação às estradas, de maneira geral as que passamos estão em condições médias. Algumas com trechos muito bons e outras com buracos, poucas estradas em condições excelentes e uma boa parte em condições deploráveis. Também pagamos vários preços de gasolina, a mais cara foi em Minas Gerais, quase R$ 5,00. A mais barata em São Paulo, variou de R$ 3,99 a R$ 4,20. As demais estavam custando entre R$ 4,39 a R$ 4,79. Eu sempre uso o seguinte site para ter uma base de gastos em relação a km e pedágios: https://qualp.com.br/. Apesar de termos passado por 7 estados, fomos parados pela polícia apenas uma vez para conferência de documentação, na BR381, um pouco antes do estado de Minas. Pegamos movimento intenso de caminhões em praticamente todas as estradas que passamos, a exceção foi da Praia do Forte até Aracaju e de Jeremoabo a Petrolina. Tive pouco mais de 1 mês para organizar o roteiro, mas como tenho vários rascunhos de viagens que pretendo fazer, não foi tão difícil organizar tudo. Ficou assim: 1º dia Sorocaba/2º dia Mariana/3º e 4º dia Alcobaça/5º dia Prado/6º dia Ilhéus/7º e 8º dia Morro de São Paulo/9º dia Salvador/10º dia Praia do forte/11º e 12º dia Aracaju/13º e 14º dia Petrolina/15º e 16º dia Mucugê/17º dia Vitória da Conquista/18º e 19º dia BH/20º e 21º dia Capitólio/22º dia Curitiba/23º dia Chapecó. Em relação aos hotéis, todos eu reservei pelo booking, só para Ilhéus que reservei pelo Airbnb. Todas as hospedagens possuíam garagem, banheiro privativo, TV, frigobar, wifi, ar-condicionado ou ventilador, alguns cozinha e de modo geral todos eram muito bons. Dia 1, 30/10 Primeiro dia de viagem com muita estrada. Até Vargeão a estrada está boa, depois até São Mateus do Sul tem alguns trechos com buracos, depois de Lapa a estrada está excelente, após Curitiba entramos na Rodovia Régis Bittencourt e, como era feriado e o movimento era intenso, decidimos não continuar na BR116, em Juquiá pegamos uma estrada de interior, com trechos bons e ruins, até chegar em Sorocaba. Ficamos no Nacional Inn Sorocaba: um hotel bom e bem localizado. Dia 2, 31/10 Nesse dia pegamos movimento bem intenso, principalmente de Sorocaba até Campinas e depois na BR381. Quando saímos da 381 e fomos à direita em direção a São João del Rei o movimento diminuiu bastante. Fizemos esse caminho ao invés de ir direto a Mariana porque queríamos passar em Lagoa Dourada, a terra do rocambole. Vale muito a pena passar ali para comprar o delicioso rocambole que eles fazem. As lojas que vendem a iguaria estão todas na rua principal, não precisa fazer nenhum desvio. Paramos na loja O Legítimo Rocambole e também aproveitamos também para tomar um cafezinho e comer um pão de queijo. O rocambole dá para pedir metade ou inteiro..o inteiro dá +-R$35,00, com opção de escolha de até 2 sabores. Os escolhidos dessa vez foram o de doce de leite com morango e goiabada. Essa loja possui filial em São João del rei. Depois seguimos até Mariana. A cidade estava bem vazia e as igrejas fechadas em virtude da pandemia. De qualquer jeito tiramos fotos das fachadas das principais igrejas e caminhamos pelo centro histórico. Nesse dia ficamos no Hotel Sinhá Olimpia em Mariana, muito bom, tem restaurante junto, o proprietário é super simpático. Pedimos uma pizza e estava deliciosa. Dia 3, 01/11 Nesse dia passamos por muita estrada de interior, no geral todas em bom estado. O movimento diminuiu bastante, e conseguimos andar bem, apesar de alguns trechos termos pego muita chuva. De Teófilo Otoni a Carlos Chagas passamos por umas formações rochosas impressionantes. Ficamos nesse e no dia seguinte na Pousada Verdes Mares em Alcobaça. Pousada simples e bem localizada. Dia 4, 02/11 Tínhamos tirado esse dia para ir até a ponta do Corumbau, mas estava chovendo muito, desistimos pois a estrada até lá fica intransitável quando chove. Por isso conhecemos o centro histórico de Prado, a praia do centro e do coqueiro e ficamos por Alcobaça mesmo. Igreja de Prado Praia dos Coqueiros Igreja de Alcobaça Dia 5, 03/11 Nesse dia tínhamos nos programado para fazer o passeio de barco até Abrolhos, mas, infelizmente, as condições marítimas não permitiram. Continuou chovendo e ficamos de boa em Prado. Cedo da noite fomos no Beco das Garrafas, local que concentra a maioria dos restaurantes de Prado. Escolhemos o Restaurante Jubiabá e provamos a especialidade deles, Budião ao molho de pitanga, de acompanhamento purê e arroz. Veio muita comida, muita mesmo, estava delicioso e custou R$ 150,00. Ficamos na Pousada Guaratiba, que tem uma infraestrutura excelente. Pena que não pudemos usufruir muito por causa da chuva. O Budião.. Dia 6, 04/11 Nesse dia fomos conhecer a Fazenda Yrerê, que é uma fazenda de cacau. A localização é fácil, fica bem na estrada de Itabuna a Ilhéus, quase chegando em Ilhéus. Por causa da pandemia estão atendendo em apenas 2 horários: 9h30 e 11h. Saímos um pouco depois das 4h da manhã para chegarmos a tempo. Na estrada pegamos muito movimento entre Itabela e Itagimirim, que ficam próximos a Porto Seguro (não fomos para Porto Seguro nesta viagem porque já havíamos conhecido Porto Seguro, Trancoso, Arraial d’Ajuda e Santa Cruz da Cabrália há poucos anos atrás, mas são lugares incríveis que recomendo muito conhecer). Chegamos às 10h40 na Fazenda. O guia foi um dos funcionários da fazenda, que nos deu uma aula sobre o plantio do cacau e das espécies de plantas que estão na área, enquanto caminhamos pelo trecho de Mata Atlântica preservado que a fazenda possui. Também pudemos provar da fruta cacau e depois fomos para as barcaças ver o processo de fermentação e secagem dos grãos. A visita termina com uma prova de suco de cacau, os chocolates produzidos na fazenda (com 60%, 70% e 80% de cacau), e dos nibs (as sementes de cacau fermentadas, secas, torradas e trituradas), além de uma explicação completa das diferenças entre os chocolates. Todo o passeio dura em torno de 2h, custa R$ 30,00 e é um programa imperdível. Para mais informações: https://www.instagram.com/fazendayrere/?hl=pt-br. Depois da visita estacionamos o carro no centro de Ilhéus e fomos conhecer o centro histórico, com os cenários que serviram de inspiração para os livros de Jorge Amado. Em função da pandemia a casa de cultura e o bataclan estavam fechados, mas o bar Vesúvio estava aberto, bem como o mercado de artesanato. Nesse dia ficamos em uma casa pelo Airbnb. Fazenda Yrerê Casa de Cultura Bataclan Dia 07, 05/11 Nesse dia íamos conhecer o tão aguardado Morro de São Paulo. Saindo de Ilhéus, a estrada está em ótimas condições até um pouco antes de Camamu, a partir daí se alterna entre trechos ruins e péssimos, com enormes buracos no asfalto. Para chegar em Morro de São Paulo pelo sul da Bahia de carro existem 2 opções: partindo de Valença, pelo Terminal Hidroviário e mais ao norte pelo Atracadouro Bom Jardim. Pelas minhas pesquisas o local com mais informações sobre tipos de embarcações, estacionamento, tempo de chegada, etc., era o atracadouro bom jardim, por isso decidimos ir até lá. Mas, como para chegar lá precisa atravessar a cidade de Valença, existem muitas pessoas, muitas mesmo, que ficam oferecendo vaga de estacionamento para pegar a balsa do terminal hidroviário de Valença. Elas são muito insistentes, ficam literalmente perseguindo o carro por várias quadras, falam todo o tipo de coisa ruim sobre o atracadouro e não desistem fácil, ainda mais vendo que a placa era de longe, como era o nosso caso. Seguimos firmes com a decisão de ir até o atracadouro e recusamos as demais ofertas com a maior educação possível. Não sei como é a experiência indo por Valença, mas posso dizer que pelo atracadouro a experiência foi muito boa. Chegando no atracadouro existem em torno de 4 opções de estacionamentos, todos com muitas vagas. Ficamos no primeiro da direita que apareceu. O estacionamento custou R$ 20,00 a diária. Para chegar até o Morro são duas opções de embarcações: a lancha rápida que demora 10min e custa R$ 19,00, nossa opção da ida, e barco convencional que demora 30min e custa R$ 11,00, nossa opção da volta. A lancha rápida vai bem rápido mesmo, a dica é cuidar para não deixar voar a máscara. No morro não existe trânsito de veículos, então tudo é feito a pé. Na chegada, o primeiro desafio é vencer as escadarias logo após o cais, que levam até a Igreja Nossa Senhora da Luz. É possível pagar por carregadores de malas, que levam a bagagem de carrinho de mão até a pousada. Como não tínhamos tanta bagagem assim e somos guerreiros hehe, fomos carregando a própria bagagem até a pousada, que ficava um tanto longe do cais. Foi castigado, mas conseguimos!! Era perto das 12h quando chegamos na Pousada Lagoa Flat, que é excelente, com cozinha completa e longe do agito. Almoçamos e fomos curtir a ilha. Morro de São Paulo tem 5 praias, nomeadas pela ordem que aparecem: Primeira praia, segunda praia, etc. A primeira praia é bem pequena, é onde está o comércio. Passamos ela, chegamos na orla e fomos caminhando até chegar na segunda praia, que é onde a maioria dos turistas fica. Na segunda praia estão muitos restaurantes, com cardápios e preços variados. Caminhamos até a ilha da saudade, tiramos fotos e seguimos para o deck que permite a passagem para a terceira praia. A terceira praia é muita mais calma que a segunda e foi onde passamos mais tempo nesse dia. Dia 08, 06/11 Nesse dia fomos até a 4ª praia, a maior do morro, caminhando. Da nossa pousada deu cerca de 30min. O dia estava bem quente, então haja água de coco para conseguir. Voltamos até a primeira praia e fomos na Igreja Nossa Senhora da Luz e depois subimos até o farol, que é onde fica a tirolesa também, que estava funcionando. No local existe também um mirante onde muitas pessoas vão para assistir ao pôr do sol. A tarde fomos novamente até a 3ª praia para ficarmos de boa. Em relação aos restaurantes, dá para economizar bastante pesquisando, as opções são muitas. No primeiro dia jantamos no Restaurante Ponte G e pedimos lagosta com acompanhamentos, saiu cerca de R$ 120,00. No segundo dia pedimos uma moqueca para levar para jantar na pousada no Restaurante Papoula e custou R$ 79,00. Ambas as opções vieram bem fartas, com muitos acompanhamentos. Em todos os lugares que fomos as pessoas foram muito simpáticas. A paisagem é de tirar o fôlego. Morro de São Paulo é um desses lugares que com certeza dá pra chamar de paraíso! A quarta praia Vista do mirante Dia 09, 07/11 Dia de conhecer Salvador, por isso, como a primeira lancha rápida saía apenas as 6h50, fomos com o barco convencional, no primeiro horário, 5h. Vi em alguns relatos que o ferry boat de Itaparica estava tendo muita demora, muita fila, por isso, fizemos um trajeto maior, mas mais garantido que iríamos chegar cedo em Salvador. Fomos pelo caminho que passa por Nazaré, São Felix e Santo Amaro. De modo geral todas as estradas estão boas, e entre São Félix e Cachoeira precisa atravessar a ponte dom Pedro II, que foi encomendada pelo próprio imperador. Passando a ponte em Cachoeira a cidade estava muito movimentada, o trânsito é um pouco confuso. Chegando em Salvador o trânsito estava fluindo bem, talvez por ser sábado. Era cerca de 10h quando chegamos no hotel, o Grande hotel da barra, que estava com uma ótima tarifa pelo Booking. O hotel é excelente, tem uma vista incrível, ficamos em um dos quartos de frente para o mar, foi maravilhoso. Normalmente quando viajamos de carro fazemos praticamente todos os passeios de carro próprio pela comodidade, mas como queríamos conhecer o centro histórico e vi que é meio complicado de estacionar nos arredores, dessa vez pedimos um uber. Primeiro fomos na Igreja do Bonfim, lindíssima. Só se preparem para os muitos vendedores que querem vender as famosas fitinhas ou tirar uma foto de você. Acabamos comprando as clássicas fitas, mas já adianto que elas são bem mais caras na igreja do que em outros lugares, mas, enfim, faz parte da experiência. Pedimos para o motorista do uber nos esperar para nos levar até o mercado modelo e ele foi super gentil nos esperando e comentando sobre várias curiosidades da cidade. Fomos no mercado modelo, bem turístico, achamos os preços um pouco caros, mas é um mercado bem bonito, com muitas opções de artesanato. Depois subimos no elevador lacerda até a parte alta da cidade, custa R$ 0,15 e a vista de cima é espetacular. Almoçamos o tradicional acarajé, e claro que pedimos com menos pimenta 😜.. Depois caminhamos pelo pelourinho, a maioria das igrejas estava fechada, mas conseguimos entrar na Igreja São Francisco, que é recoberta por entalhes folheados a ouro, impressionante. A entrada custa R$ 5,00. Também fica a dica porque vimos diversas pessoas se oferecendo para pintar os turistas com tinta branca, se não quiser pagar por isso, apenas diga que não quer. Voltamos para o elevador e fomos na famosa Sorveteria Cubana, pedimos um sorvete de mangaba e cajá, uma delícia. 2 bolas custaram R$ 11,00. Acabamos indo a pé até o MAM, não pela orla porque dizem ser perigoso, mas o museu estava fechado. Assim, pedimos um uber e voltamos até o hotel. Descansamos um pouco e fomos até o Farol da Barra a pé, era pertinho, 15 minutos do hotel, para ver o pôr do sol. Também aproveitamos e passamos no Restaurante Tudo Azul e pedimos uma mariscada para comer no hotel. Custou R$ 110,00, estava deliciosa e veio muita comida. Igreja do Bonfim Elevador Lacerda Vista de cima do Elevador O Pelourinho Igreja São Francisco Farol da Barra Dia 10, 08/11 Nesse dia acordamos mais tarde e fomos até a casa do Rio Vermelho, que abre às 10h. A Casa do Rio Vermelho é onde Jorge Amado e Zélia Gattai moraram por 30 anos e foi transformado em museu. É imperdível. Custa R$ 20,00 a entrada. Para mais informações: http://casadoriovermelho.com.br/. Nossa última parada em Salvador foi em Itapuã, a orla nesse local é linda. Claro que ficaram muitas coisas para ver da cidade, mas muitas ainda estavam fechadas. De qualquer forma nos apaixonamos por Salvador e com certeza voltaremos em outra oportunidade para aproveitar mais. No caminho até a Praia do Forte paramos na Sorveteria da Ribeira, para conhecer a concorrente da Sorveteria Cubana. Os sabores da vez foram coco verde, biribiri e graviola, 3 bolas custaram R$ 25,00 e estava delicioso. Chegando na Praia do Forte estacionamos o carro em um estacionamento pago e fomos conhecer o Projeto Tamar. Vale muito a pena visitar o projeto, e ainda tivemos a sorte de ver a alimentação dos tubarões, que ocorre quase na hora de fechamento da atração. A entrada inteira custa R$ 28. Nesse dia ficamos na Pousada Aruá, bem simples, sem TV, e mais voltada para o turismo de observação de aves. A vista do hotel...o porto da barra A Casa do Rio Vermelho Farol de Itapuã O Projeto Tamar Dia 11, 09/11 Dia de atravessar mais um estado, rumo a Aracaju. Da Praia do Forte até Aracaju a estrada está em ótimas condições. Chegamos na cidade e estacionamos o carro em um estacionamento pago pertinho do centro histórico. Fomos na catedral, na ponte do imperador e no largo da gente sergipana e depois até o Mercado Municipal Antônio Franco, que é enorme. Passamos um bom tempo lá, que tem de tudo, uma parte concentra as frutas, verduras, temperos, comida em geral.., outra concentra os artesanatos e outra os restaurantes. Os preços dos produtos, pelo menos comparado com os preços que encontramos em nossa cidade ou outras cidades que já fomos, estavam baratos. Provamos a mangaba in natura, compramos molhos de pimenta (eles tem molhos de pimenta e pimenta in natura de todos os tipos), castanha de caju, artesanato...aproveitamos muito. Depois fomos até o Hotel Algas Marinhas, nossa opção em Aracaju, hotel mais antigo e simples, mas muito bem localizado. Descansamos um pouco e depois saímos para caminhar pela orla da Praia Atalaia, que é onde o hotel fica. A orla é lindíssima. À noite fomos no Restaurante o Rei da Sopa, fica pertinho do hotel, e comemos o famoso Aratu, que estava delicioso. Custou R$ 89,00 com acompanhamentos. Centro histórico de Aracaju Largo da gente sergipana Dia 12, 10/11 Nesse dia fomos visitar o Parque dos falcões. Atualmente eles estão atendendo em 2 horários, às 9h e às 14h, e para a visita é necessário fazer o agendamento. O custo é de R$ 25,00 por pessoa e mais informações estão no site: https://www.parquedosfalcoes.com.br/. Para quem estiver em Aracaju é um passeio obrigatório. Começa com um vídeo explicando um pouco das origens e do Parque em si e depois é visitado os locais onde as aves ficam. O funcionário que nos atendeu foi extremamente atencioso e nos deu uma aula sobre as diversas aves que eles cuidam, além de contar os tristes relatos de como algumas vão parar ali. Realmente é difícil entender como o ser humano consegue ser tão cruel com esses animais silvestres, apenas pensando no benefício próprio. É um lindo parque, as aves são muito bem cuidadas e fiquei pensando no imenso trabalho que deve ser cuidar de cada uma com a dedicação que eles têm. Passamos cerca de 2horas no parque dos falcões e seguimos para a cidade histórica de São Cristóvão, cujo centro histórico está concentrado na parte alta da cidade, e as atrações ficam pertinho uma da outra. Boa parte das igrejas estava fechada, mas mesmo assim fizemos diversas fotos e aproveitamos para comprar a famosa queijada, que não é feita com queijo, na casa da queijada. Fomos recebidos pela própria Dona Marieta, que é quem faz as delícias do local. Depois fomos na Casa dos Bricelets, onde é feito o também famoso biscoitinho que dá nome ao lugar. Chegando em Aracaju fomos aproveitar mais uma vez a orla da cidade. O Parque dos falcões São Cristóvão. Dia 13, 11/11 Nesse dia saímos às 4h30 porque tínhamos hora marcada para fazer a visita na vinícola Rio Sol em Petrolina. O começo da estrada estava razoável, mas um pouco antes de Jeremoabo até chegar quase em Petrolina as condições da estrada variam de ruim a péssimo, com uma infinidade de buracos na pista. Passamos um trecho em que estavam asfaltando a via, passamos o pessoal fazendo o asfalto novo, porém, alguns km adiante tinha outra equipe tapando os buracos no asfalto recém feito. Coisas que só o Brasil nos proporciona ver. Chegamos em Petrolina perto das 12h e fomos direto na Oficina do Artesão Mestre Quincas, local que vende artesanato e, principalmente, as famosas carrancas. Depois seguimos até a Vinícola Rio Sol. Eles atendem de Segunda a Sexta das 9h às 11h e das 14h às 16h; e Sábado das 9h às 11h. Para a visita é necessário reservar e o Tour tradicional custa R$ 20,00. A vinícola fica em Lagoa Grande-PE e as condições da estrada estão boas. A visita foi boa e os preços dos vinhos e espumantes no local estavam excelentes. Em Petrolina ficamos no Apart Hotel Urbanu's. O apartamento é super completo, com uma localização excelente e o sr. Urbano, o dono, é muito simpático. Dia 14, 12/11 Nesse dia fomos conhecer o centro de Petrolina e depois fomos até as dunas do São Francisco. A estrada está em muito ruim, principalmente depois de Santana do Sobrado, mas vale a pena. O lugar é muito lindo. Depois fomos até a vinícola Casanova, que pertence ao grupo Miolo. Também atende apenas com agendamento antecipado e custa R$ 15,00. Novamente os valores dos vinhos e espumantes produzidos ali estavam muito bons. A noite fomos no famoso bodódromo, espaço que contém diversos restaurantes especializados na carne de bode ou de carneiro. Muitos restaurantes por causa da pandemia continuam fechados, mas a prefeitura está revitalizando o espaço. Escolhemos o restaurante Bêra D'agua e comemos um delicioso carneiro com muitos acompanhamentos por R$ 70,00. Dia 15, 13/11 Dia de conhecer a Chapada Diamantina! Como para entrar na cidade de Lençóis era necessário na época apresentar o exame de Covid, decidimos ficar em Mucugê. Também vários dos passeios ainda estavam fechados, por isso as opções ficaram um pouco limitadas. De Petrolina até Andaraí a estrada está em condições razoáveis. Depois de Andaraí e ela começa a piorar e tem uns trechos muito ruins chegando em Mucugê. Fomos direto para o Parque Municipal de Mucugê, que fica na rodovia e custa R$ 20,00 por pessoa. Dentro do parque está o projeto sempre viva (destinado a preservar uma variedade dessa planta) e, depois de uma breve explicação do projeto por uma funcionária, dá para visitar duas cachoeiras no parque, a Cachoeira da Piabinha, que fica bem ao lado do Centro de Visitantes, a apenas 3 minutos de caminhada e a cachoeira do Tiburtino, que fica cerca de 25min do centro de visitantes. Ambas muito bonitas. Infelizmente o Cemitério Bizantino estava fechado, por isso tiramos fotos da rodovia mesmo. Ficamos na Pousada Monte Azul em Mucugê, perto do cemitério bizantino. Pousada muito boa, com um excelente café da manhã. Projeto Sempre Viva Cachoeira da Piabinha Parte de cima da Cachoeira do Tiburtino Cemitério Bizantino Dia 16, 14/11 Nesse dia acordamos cedo e chegamos no horário de abertura da Gruta da Lapa Doce, às 8h. O valor deste passeio é de R$ 40,00, e é somente realizado com a presença de guias da própria atração. A trilha é fácil, um dos passeios de gruta mais fáceis da região, e dura cerca de 2h. Nunca tínhamos feito um passeio parecido e foi surpreendente, tanto pela qualidade do guia quanto pela gruta em si. Depois do passeio passamos pela entrada do Morro do Pai Inácio, mas a atração estava com o acesso fechado. Tinha uma pessoa na entrada informando isso, porém o questionei pois vi na internet algumas pessoas postando fotos do lugar. Ele disse que essas pessoas estavam entrando ilegalmente na propriedade e que as que postam fotos eles vão atrás para cobrar multa, não acreditei muito, mas enfim, não subimos. Assim, fomos na Fazenda Marimbus, conhecer o pantanal da Chapada. O passeio é de aproximadamente 2 horas de duração e é feito em canoas canadenses, custa R$ 40,00 por pessoa e no final é permitido uma parada para banho. Gostamos bastante do passeio. Depois disso fomos descansar um pouco no hotel e a noite jantamos no restaurante Matuto em Mucugê. O atendimento e a comida estavam ótimos. Gruta da Lapa Doce Fazenda Marimbus Dia 17, 15/11 Nesse dia fomos até o poço encantado pela manhã. O poço é muito bonito, só não pode entrar na água como o poço azul, que não estava aberto na época. A caminhada é relativamente fácil. A atração custa R$ 30,00 e o passeio é somente realizado com a presença de guias da própria atração. O tempo total de passeio é de 1 hora. Tínhamos programado para conhecer Igatu, mas, como o aplicativo para justificar o voto não funcionou e como eu li que de Mucugê até Vitória da Conquista, que era onde íamos dormir o asfalto estava ruim, depois do poço decidimos ir embora para justificar o voto presencialmente. De mucugê até Barra da Estiva o asfalto está novo, de Barra da Estiva até Anagé ele começa a piorar consideravelmente e em alguns trechos está em estado deplorável, para nós foi o pior trecho de toda a viagem. Vários carros estavam parados no acostamento porque o pneu furou. De Anagé a Vitória da Conquista ele melhora de novo. Depois de justificar o voto fomos para o hotel, Conquista Palace Hotel, hotel bom e simples. Dia 18, 16/11 Dia de muita estrada até Belo Horizonte. De modo geral as estradas estavam boas, todas de pista simples até Curvelo, depois a estrada é pista dupla até chegar em BH. Em Belo Horizonte ficamos no Cheverny Apart Hotel, muito bom e bem localizado. Dia 19, 17/11 Como já havíamos estado em BH em outra oportunidade em que visitamos o centro histórico e a Pampulha, pontos turísticos obrigatórios da cidade por sinal, nesse dia resolvemos aproveitar melhor o Mercado Central, que da outra vez não conseguimos aproveitar muito. Por isso tiramos o dia para ficar no Mercado, almoçamos o famoso fígado acebolado com jiló no Bar da Lora, pedimos o tradicional café com pão de queijo e broa no Café Dois Irmãos, compramos as famosas empadas do ponto da empada, caminhamos muito e fizemos algumas compras. Dia 20, 18/11 Nesse dia saímos cedo de novo rumo a São Roque de Minas para conhecer a região do famoso Queijo da Canastra. Até São Roque e depois até Capitólio as estradas estão em bom estado. Fomos na Roça da Cidade, no Empório é Nóis Canastra e em outra loja do centro, todos dão provas do queijo, que é delicioso. Depois fomos até Capitólio e como era 13h, fomos direto onde saem os passeios de lancha no lago de furnas, a ponte do Rio Turvo, e contratamos o passeio com a Furnas Aventura. O passeio custa R$ 90,00, dura 3 horas e o trajeto é Lagoa Azul, Cânions, Vale dos Tucanos, Cascatinha, Bar flutuante. Adoramos o passeio, pelas paisagens e porque tinham poucas embarcações, já que era uma quarta-feira. Quando passamos pela ponte no outro dia, no mínimo o movimento devia estar 3 vezes maior. Quem puder evitar os dias mais cheios com certeza irá ter uma experiência melhor. Em Capitólio ficamos na Pousada Limas suíte, muito nova e aconchegante. Dia 21, 19/11 Passamos o dia na atração Retiro Viking, que é pouco conhecida em relação às outras e mais barata também. Custa R$ 15,00 a entrada, tem 5 cachoeiras e o acesso é um pouco ruim, mas indo com calma qualquer carro chega. Como tinha pouquíssimo movimento, conseguimos aproveitar bastante. Dia 22, 20/11 Mais um dia de muita estrada. De modo geral todas as estradas estão boas, apenas de Alpinópolis a Guaxupé alguns trechos não estão asfaltados. Decidimos ir por Sorocaba novamente porque era feriado em São Paulo e por ali o movimento é menor. Chegando em Curitiba ainda deu tempo de aproveitar o mercado municipal. Nesse dia ficamos no Nacional Inn Torres Hotel. Hotel mais antigo, porém bem localizado e confortável. Dia 23, 21/11 Último dia de viagem...mais uma aventura inesquecível concluída com sucesso!!
  4. Apesar de já termos feitos diversas viagens de carro para alguns países da América do Sul, nunca postei relato por falta de tempo...essa viagem foi feita na metade de setembro de 2019, já faz algum tempo, mas como ela tem um roteiro diferente dos relatos que já li por aqui e teve algumas particularidades, resolvi postar mesmo assim. Espero que no futuro quando as coisas voltarem pelo menos um pouco ao normal, possa servir de alguma ajuda aos futuros viajantes! Viajantes: eu e o maridão. Dias de viagem: 10 Carro utilizado: Sandero 1.6 Roteiro: o roteiro original era para ter sido: 1º dia Aviá Teraí, 2º dia Humahuaca, 3º e 4º dia Uyuni, 5º dia Salta, 6º dia Cafayate, 7º dia Villa Unión, 8º dia Córdoba, 9º e 10º dia retorno. Porém, tivemos que fazer uma mudança, pelo motivo que relato abaixo, e no fim passamos o 3º dia em Sucre na Bolívia. Documentos que levamos: Passaporte, carta verde, leis de trânsito da Bolívia e Argentina, certificado de vacinação internacional, PID (documentos que levo em uma pasta organizadora sanfonada para agilizar caso precise de algum). Equipamentos que levamos: 2 triângulos e extintor de incêndio (obrigatórios), colete amarelo, cambão, kit primeiros socorros (não são obrigatórios, mas já viajamos diversas vezes pela Argentina e parados muitas vezes, nunca pagamos propina, multa...enfim, mas já pediram tudo o que é tipo de utensílio e documento, o cambão e o colete são itens baratos e não totalmente inúteis, vale a pena ter e não ter que pagar sabe-se lá quanto para os policiais e não se incomodar. Realmente pelas nossas experiências e pelo que li, os únicos lugares que ainda fazem esse tipo de abordagem é em Pampa de Los Guanacos, San Jaime de La Frontera e em Chajarí. Nas outras regiões da Argentina os policiais são inclusive bem simpáticos. Ajuda ligar o pisca alerta quando avistar um, reduzir a velocidade, baixar os vidros e saber o destino, eles costumam perguntar isso sempre. Nunca precisei usar, mas além das leis de trânsito levo o reporte de incidentes, que já foi citado neste post Não colocarei os gastos reais porque na época eu não anotei. Preço do combustível na Argentina dá para ver nesse site: https://preciosensurtidor.minem.gob.ar/index/mapa-busqueda-v2 A gente costuma fazer uma quilometragem bem alta por dia. Para isso, sempre saímos da hospedagem antes das 6h da manhã, é muito mais tranquilo dirigir pela manhã, o movimento é bem menor. Também costumamos fazer sanduíches de almoço, além da economia de dinheiro, a economia de tempo é enorme, em muitos lugares a distância entre postos de gasolina ou qualquer tipo de civilização é grande, às vezes não é tão simples achar um lugar que venda comida. Para fazer o roteiro sempre faço uma pesquisa das condições da estrada, preços da gasolina, pedágio, reservo todos as hospedagens com antecedência, localização de mercados e restaurantes, baixo mapas off-line pelo google maps, vejo se é feriado onde vamos estar, preço e horários das atrações que queremos ver, enfim, passo um bom tempo pesquisando porque como normalmente não temos muito tempo disponível para a viagem, é importante que a viagem seja, pelo menos quase, igual ao roteiro, pois assim conseguimos ver muito mais coisa. Ginkgo biloba: Quando fomos até Santiago do Chile de carro em outra viagem, fomos conhecer o Parque Aconcágua, que está a 3 mil metros de altitude, primeira viagem num lugar com altitude, e sentimos seu efeito, ficamos com dor de cabeça, sonolentos, nada que não deu para administrar, mas sentimos sim. Depois, ao planejar nossa viagem para o Atacama em 2018, fiquei com medo que passássemos realmente mal, pois só o Paso de Jama fica a 4.200 metros de altitude. Li em alguns lugares que o Gingko ajudava, também li que não adiantava nada, mas resolvi testar igual. Um mês antes da viagem começamos a tomar uma cápsula por dia (120mg) e realmente para nós funcionou, o único efeito que sentimos foi a falta de ar, que em relação a isso não tem o que fazer...de resto ficamos super bem em todos os passeios que fomos. Quando fomos em setembro para a Bolívia fizemos o mesmo “tratamento”, e novamente não sentimos nada. Enfim, recomendo. Dia 1, 12/09 Chapecó - Aviá teraí (hotel Las Curiosas): 13h30min, 1052km. Primeiro dia de viagem, passamos pela aduana de Dionísio Cerqueira. Uma dica que quem mora na região sabe, dependendo de onde vocês vão estar, o google maps indica ir até São Miguel do Oeste e entrar a direita passando por São José do Cedro, em Km realmente é menos, porém, em São José do Cedro a estrada está no pior estado possível, além de ter muito movimento de caminhões. A melhor opção é ir por Modelo, Campo Erê, Flor da Serra do Sul até Dionísio. A estrada não é a melhor do mundo, mas o pior trecho não chega nem perto do de São José do Cedro e o movimento é bem menor, leva bem menos tempo. Antes de passar a aduana abastecemos em Dionísio Cerqueira. A Aduana é tranquila, a única coisa que eles pedem é o destino e uma hospedagem de referência (normalmente eu imprimo o papel da reserva e entrego para eles conferirem). Em relação a revista, até hoje só pediram para abrir o porta malas e alguma bagagem. Até Aviá Teraí a estrada está em ótimas condições, a única observação é que depois de Eldorado até Posadas a polícia está fazendo fiscalização com radar, se avistar um furgão preto parado ao lado da ruta já pode desconfiar, pois eles ficam dentro desses furgões com os radares na mão. De resto a maioria da estrada é uma reta interminável, com várias capelinhas do Gauchito Gil, um santo local, até chegar no hotel Las Curiosas. É um bom hotel, bem simples, que atende o básico, tem banheiro privativo, Wi-fi, TV a cabo, ar condicionado, estacionamento e café da manhã (que nunca experimentamos porque sempre saímos cedo). Possui um restaurante também. Dia 2, 13/09 Dia de passarmos por mais retas intermináveis. Nesse dia passamos também a polícia caminera de Pampa de Los Guanacos, famosa pela corrupção, porém, nunca tivemos o “prazer” de sermos abordados por essa polícia, pois, como saímos sempre muito cedo, passamos pelo posto deles antes das 7h da manhã, nessa hora pelo jeito eles trocam de turno, que foi o que deu para perceber nas duas vezes que passamos por ali. Aqui a surpresa ficou por conta do trecho de Monte Quemado a Taco Pozo, que, quem já passou por ali sabe, está em estado deplorável. Em Setembro/2019 haviam começado a reparação da Ruta e tiraram todo o asfalto. Ainda havia muitos buracos, mas a probabilidade de rasgar um pneu ficou muito menor, deu para em alguns trechos atingir até 60km/h!! Infelizmente pelo que andei lendo em Dezembro suspenderam a obra pois estavam investigando uma suspeita de fraude...não sei como está agora o estado dela. Imagino que se estiver chovendo sem o asfalto fique bem complicado de dirigir, mas se o tempo estiver a alguns dias seco, melhor que antes com certeza ainda está. Depois desse trecho as retas se estendem por km, é preciso ter cuidado porque alguns animais atravessam a pista. Dessa vez quando entramos na ruta 9, que vai em direção a Salta, haviam diversos peregrinos, pois a festa do Señor y Virgen del Milagro em Salta é de 13 a 15 de setembro todo ano. Os peregrinos saem de várias regiões até Salta, alguns de bicicleta, outros a pé, existem pontos de apoio para eles poderem descansar, se hidratar e comer...realmente a devoção deles é emocionante de ver. Para quem tiver curiosidade de saber mais: https://www.360meridianos.com/especial/festa-de-senor-y-virgen-del-milagro-em-salta. Depois de tanta reta e postos bem pequenos sem muita infraestrutura, um posto grande fica à direita na rótula de entrada para a ruta que segue em direção a Salta à esquerda. Depois de San Salvador de Jujuy, está o Mirante do Río Grande, no lado direito da Ruta, rende umas boas fotos. Na outra viagem que fomos até o Atacama, já havíamos visto algumas atrações da região. Recomendo conhecer o Cerro de los siete colores em Purmamarca e Pukará de Tilcara em Tilcara. Em Tilcara para comprar artesanato é bem barato, vale a pena. Dessa vez fomos conhecer o Relógio de Sol, que marca a linha do Trópico de Capricórnio. Indo de Tilcara a Uquía, o relógio solar pode ser visto à esquerda a poucos metros do cartaz que anuncia Huacalera. É meio pega turista, mas não custa nada dar uma parada rápida para conhecer. Chegando em Humahuaca, decidimos ir direto para o Mirador da Quebrada de Humahuaca, Cerro de los 14 colores, pois já passava um pouco das 16h e queríamos ver antes de escurecer. Para chegar são 25 kms de rípio, em bom estado. Não tem muito erro, mas existem algumas bifurcações no caminho, é só seguir sempre reto. No final do caminho a subida é um pouco mais íngreme, vimos alguns carros menores tendo mais dificuldade para subir. Pagamos em torno de 70 pesos para entrar. Quando chegamos estava quase nevando, com muito vento. Os tons de terra ficaram mais escuros, mas ainda assim lindos. Se estiver em condições siga a pequena trilha até a melhor vista do cerro, a ida é só descida, mas vá preparado para o vento e o frio e volte caminhando devagar, pois a subida a 4.000m de altitude pode castigar os desavisados. Voltando a Humahuaca, estacionamos em uma ruela e fomos a pé até a praça, onde está o Cabildo, a Iglesia de la Candelária e uma escadaria que leva até o Monumento a los Héroes da la Independencia. Depos de Tilcara, só existe posto de gasolina em Humahuaca e em La Quiaca. Neste dia ficamos em uma hospedagem bem simples e confortável, a El reposo de mandinga cabañas temáticas, com banheiro privativo, Wi-fi, estacionamento, cozinha compartilhada e aquecimento, mas sem TV nem ar condicionado. Aqui preciso destacar um percalço que tivemos nesta viagem. Algumas semanas antes de qualquer viagem eu tenho o costume de olhar as notícias recentes dos lugares que vamos ir pelo google. Assim, umas 2 semanas antes de viajar, li uma notícia em um site da região que haviam fechado as fronteiras da cidade de Uyuni, porque os locais queriam que alguns conselheiros municipais renunciassem. Ninguém podia entrar nem sair, inclusive os turistas. Porém ainda faltavam alguns dias para a nossa viagem, pensei que resolveriam o problema até lá. Reabriram a cidade em 2 dias. Mas...infelizmente, 4 dias antes da nossa viagem, 08/09, fecharam as fronteiras novamente. Entrei em contato com o hotel que iríamos ficar lá e disseram que provavelmente em poucos dias eles iriam abrir a cidade novamente, o que não aconteceu. Fiquei lendo as notícias diariamente e vendo que as negociações estavam difíceis e aqui quero ressaltar como foi importante ter lido as notícias locais. No Brasil, elas só apareceram no dia 13/09, depois da primeira notícia que li, pois alguns turistas brasileiros já estavam a dias sem tomar banho e comer porque estavam presos lá. Então, isso vale para qualquer viagem, seja de carro, de avião...se puder antes de viajar ler as notícias de algum site local recomendo, pode evitar dor de cabeça. Fomos viajar sem saber se iríamos conseguir visitar Uyuni ou não. Tínhamos que decidir porque no outro dia seguiríamos direto para a Bolívia. Chegando na hospedagem fui ver novamente as notícias e estavam dizendo que iriam abrir a cidade no dia seguinte, falei com o hotel de lá e disseram que realmente era o que estavam comentando, mas que não podiam confirmar se realmente iriam abrir tudo. Como estava muito em cima, e com medo de até conseguirmos entrar em Uyuni mas não conseguir sair, decidimos abortar o passeio e ir até Sucre, conhecer a capital constitucional da Bolívia. Tive que baixar todos os mapas em pouco tempo, pois Sucre fica mais distante que Uyuni, nossa viagem assim aumentou em mais de 700km, pesquisei pontos turísticos e fomos dormir ansiosos pelo dia seguinte. As intermináveis retas Mirante do Río Grande Relógio de Sol Estrada para o mirante do Cerro de los 14 colores Dia 3, 14/09 Mais uma vez saímos cedinho. Rumo à Bolívia. Estrada em ótimas condições até La Quiaca, com alguns vilarejos no caminho e muitas lhamas. Chegando em La Quiaca, abastecemos no YPF que fica um pouco antes da aduana. Para quem não sabe, na Bolívia o preço do combustível é diferente para turistas e estrangeiros, e tabelado pelo governo. Para os estrangeiros é mais que o dobro do preço, e nem todos os postos abastecem para estrangeiros, pois para abastecer legalmente eles precisam de um sistema que registra os dados do veículo. Já outros postos abastecem sem o registro e fazem por um preço menor. Na Bolívia abastecemos 3 vezes, uma na ida em Betanzos, um povoado entre Potosí e Sucre, e duas na volta, uma em Potosí e outra em Villazon. Na aduana entre La Quiaca e Villazon os trâmites são: estacionar o carro (tem um pessoal da gendarmería da Argentina no local que orienta). Primeiro no posto da Imigração Argentina se carimba a saída no passaporte (fica na esquerda de quem está indo em direção à Bolívia). Do outro lado da rua está a Imigração Boliviana. Se preenchem alguns papéis para a entrada no país. Eles entregam a ¨Declaracion Jurada¨, que é a permissão para trafegar de carro pela Bolívia. Sem esse documento o veículo pode ser retido sob a acusação de entrada ilegal no país. Não precisa do seguro SOAT para dirigir na Bolívia. E eles não dão carimbo no passaporte. Depois de entregar a papelada o mesmo funcionário foi conferir o carro. Nós nos adiantamos e já fomos abrindo as portas e o porta-malas do carro, ele só deu uma olhada e disse que estávamos liberados. No nosso caso foi tudo muito rápido pois chegamos quando a aduana estava abrindo e só havia uma pessoa na nossa frente. Depois da aduana, na mesma rua, estão diversas casas de câmbio, trocamos toda a quantia que provavelmente iríamos gastar e seguimos viagem. Outro detalhe são os postos de pedágio na Bolívia. A maioria já é “moderna”. Antes só haviam casinhas na beira da estrada com um cordão no meio da pista. Só vimos 2 assim, um em Yotala, quase chegando em Sucre e outro em Atocha, entre Uyuni e Tupiza. Nesses precisa parar o carro antes do cordão, sair do carro e pagar o valor do pedágio na casinha, outro funcionário depois tira a cordinha e libera a passagem. Agora a maioria dos pedágios são os mesmos dos nossos. A casinha fica no meio da pista, é só parar o carro e pagar o valor. Em relação ao valor, em ambos na hora da cobrança o funcionário vai perguntar o destino. Os valores são definidos por trechos, normalmente entre os departamentos da Bolívia. Se aparecer outro posto de pedágio e você já tiver pago por ele, é só mostrar o ticket que eles irão dar no primeiro posto e eles liberam para você passar. Já sabíamos dessa informação ao entrar na Bolívia, mas, ao ver a placa de estrangeiro, no primeiro pedágio que paramos o funcionário foi bem atencioso e fez questão de explicar tudo e ressaltar várias vezes para não perdermos o ticket para não precisar pagar os trechos novamente. A estrada que percorremos de Villazon até Sucre está em perfeito estado. Passamos vários vilarejos, dá para ver que as pessoas vivem com pouco, mas todas que tivemos contato foram muito simpáticas. Na época alguns trechos inteiros de pista e umas casinhas estavam pintados com azul, preto e branco e o slogan de Evo Morales, pois era ano de eleição. Não dava para imaginar toda a confusão que iria acontecer depois e que ele iria renunciar. De Tupiza até Potosí subimos muito. As montanhas, algumas ainda com neve na época, se espalham ao redor. É realmente muito bonito. Chegando em Potosí, a paisagem muda. A altitude é altíssima, se nota os efeitos da extração da prata no ambiente. A rodovia que vai até Sucre passa na parte alta da cidade, o transito é meio caótico, e do lado esquerdo dá para ver que a maior parte de Potosí fica no meio de um enorme buraco, cercado de montanhas. Passando Potosí a estrada começa a descer e se torna um emaranhado de curvas. A paisagem começa a mudar, aparecem mais tons de verde e chegando em Sucre se percebe, pelo menos ali, que a qualidade de vida é melhor. Chegando em Sucre, era em torno de 15h, fomos direto procurar uma hospedagem. Fomos pegos de surpresa pelo intenso movimento na cidade. Trânsito quase parado perto do centro e muita gente nas ruas. Acabamos ficando no Hotel Sucre, bem perto do centro, com estacionamento, café da manhã, banheiro privativo, TV. Se não me engano pagamos R$ 150,00 por uma noite. E foi barato, afinal chegamos bem no dia da festa da Virgem de Guadalupe. Nem sabíamos da festa, o pessoal do hotel que comentou com a gente assim que chegamos se tínhamos vindo até Sucre para ver a festa. Fomos até a rua principal ver os desfiles. São vários grupos que se apresentam. A festa é linda, cheia de cor, trajes típicos, música e dança. Vale muito a pena. Depois fomos ver as principais atrações turísticas do centro a pé, prédios históricos, igrejas, praças. Sucre é chamada de cidade branca porque a maioria dos prédios históricos estão pintados com essa cor. Sugiro que comprem umas empanadas em uma das padarias da cidade, são deliciosas. A dica alcoólica fica por conta da cerveja Paceña e dos vinhos finos produzidos na região de Tarija, sul da Bolívia. Chegando no hotel, fomos ver as notícias e realmente Uyuni havia reaberto, assim, resolvemos ir até o salar no dia seguinte. As simpáticas lhamas Propaganda do Evo Morales As incríveis montanhas bolivianas Mirante no caminho até Sucre Sucre...a cidade branca! A festa da Virgem de Guadalupe Dia 4, 15/09 Mais uma vez saímos cedo. Voltamos pela mesma estrada até Potosí, e dessa vez tivemos que passar no meio da cidade. Não pegamos trânsito porque era cedo da manhã. De Potosí até Uyuni a estrada também está em perfeito estado e passa por alguns vilarejos. As paisagens mais uma vez encantam e, chegando em Uyuni a estrada começa uma descida, ao longe já se avista o imenso Salar, é de arrepiar. Chegando em Uyuni, se pega a rodovia em direção a Colchani, que é onde se encontra o Salar. Nessa estrada colocaram um pedágio há pouco tempo e o asfalto está novíssimo. Logo após o pedágio está Colchani. É só entrar a esquerda na rodovia, passar o povoado e ir sempre reto para chegar ao salar. Quando planejei a viagem íamos contratar um passeio para conhecer o Salar, mas indo com o nosso próprio carro decidimos ir apenas até as atrações do começo do Salar, pois sem guia é perigoso adentrar muito o deserto de sal. Mas para as atrações que fomos é simples, tem a indicação até no google maps. Na dúvida siga os carros ou as marcas de pneu, elas estão bem fundas, e, após alguns km já dá para avistar o hotel de sal ao longe. Ficamos nas atrações ao redor do hotel, que é o marco das bandeiras e o monumento em homenagem ao rally dakar. E aproveitamos para tirar diversas fotos em perspectiva. Sorte que havia visto algumas ideias na internet para ter uma noção de como fazer. Ficamos um tempão nos divertindo tirando as fotos e admirando o salar. É uma paisagem impressionante. Como não íamos dormir em Uyuni por medo de talvez fecharem a cidade mais uma vez, seguimos em direção ao cemitério de trens para conhecê-lo e depois seguir viagem. O cemitério fica em Uyuni, é uma atração boa para tirar algumas fotos, mas nada espetacular. Perto das 14 horas seguimos em direção a Tupiza. O começo da estrada está ótima e também passa por umas paisagens lindas. Depois de Atocha, na época em que fomos ainda estavam terminando de asfaltar um lado, mas faltava bem pouco para terminarem a obra. O único problema é que, chegando em Tupiza, nem começaram a fazer a ponte para atravessar o rio Tupiza, assim, tivemos que atravessar o meio do rio, ainda bem que ele estava com um nível baixo hehe A notícia mais recente da obra entre Uyuni e Tupiza que descobri é essa: http://www.abc.gob.bo/?p=10347 Ou seja, ainda falta 1km para asfaltar a rodovia e fazerem toda a ponte. Decidimos passar a fronteira e dormir em La Quiaca. Assim, voltamos para a estrada que havíamos passado no dia anterior e, chegando em Villazon, vimos pela primeira vez um policial usando controlador de velocidade móvel na estrada. Dessa vez, para sair, havia mais movimento e, antes de estacionarmos o carro para fazer os trâmites, um policial da Bolívia nos indicou um local para estacionar e um escritório deles em que deveríamos ir. Fomos até o local indicado, ele pediu para entrarmos numa sala, entrou junto e fechou a porta. Pediu o passaporte e a declaración jurada, deu uma olhada e disse que a gente precisava dar uma contribuição para a polícia. Eu, com a maior calma do mundo disse, em espanhol, que havia gasto todos os bolivianos que tinha e só possuía meu cartão de crédito no momento. Ele não gostou nada, mas, não discutiu e nos liberou sem maiores complicações, ainda bem. Depois fizemos os trâmites para entrar na Argentina, inclusive dessa vez passamos a bagagem pelo raio X. Depois, fomos procurar um hotel em La Quiaca. Não foi muito fácil mas conseguimos um hotel bem aconchegante e barato numa rua só para pedestres, a Hostería La Quiaca, que tinha TV, banheiro privativo, estacionamento e café da manhã. Estrada de Potosí a Uyuni Uyuni e o salar ao longe Da rodovia de Uyuni a Colchani as construções em cima do salar parecem flutuar Caminho dentro do salar Marco das bandeiras Dá-lhe tricolor hehe Monumento ao Rally Dakar Foto em perspectiva Cemitério de Trens Estrada de Uyuni a Tupiza Dia 5, 16/09 Nesse dia aproveitamos para descansar um pouco mais. Tomamos café-da-manhã no hotel e saímos às 8h em direção a Salta, que já conhecíamos. Fomos direto no Cerro San Bernardo, que tem uma bela vista para a cidade de Salta. Para chegar pode-se usar o teleférico ou ir de carro mesmo, que foi o que fizemos. Depois fomos dar uma volta no centro histórico. Ao redor da Praça 9 de Julho se encontra a catedral, o cabildo e o Museu de Arquelogía de Alta Montaña (como era segunda-feira estava fechado, mas já havíamos conhecido o museu em outra oportunidade, é imperdível). Outras igrejas ficam a poucas quadras da praça. Após o passeio fomos para o apartamento que reservamos pelo airbnb. Cerro San Bernardo Vista do cerro Iglesia La Viña Cabildo Catedral Iglesia San Francisco Dia 6, 17/09 Dia de sair cedo pois tínhamos várias atrações pela frente. Da outra vez que fomos de Salta até Cafayate passamos pela Quebrada de las conchas, que é um caminho lindo, com atrações imperdíveis como a Garganta del Diablo e o Anfiteatro. Dessa vez queríamos conhecer a Cuesta del Obispo e a Quebrada de las flechas. Saindo de Salta, em El Carril entramos à direita na Ruta 33, passamos pela região chamada de Quebrada do Rio Escoipe e paramos algumas vezes para tirar fotos. Logo depois começa uma subida e um pequeno trecho de rípio, que é onde está a cuesta del obispo, cheia de curvas. Chegando no topo (3340m), a estrada volta a ser asfaltada e é onde está a Piedra del Molino e a capilla de San Rafael. Estávamos ansiosos para chegar no topo e tirar a foto da cuesta com suas curvas intermináveis, mas a natureza nos presenteou com uma surpresa maravilhosa, ficamos acima das nuvens, que taparam a vista da cuesta, mas que se estendiam até o horizonte e pareciam água escorrendo pelas paredes das montanhas. Muito lindo. Logo após está o Mirador Los Secretos Del Cardonal, de onde se tem a vista dos cactos do Parque Los Cardones. O parque está na beira da rodovia e é gratuito. Neste trecho também está a recta del Tin Tin, que é do período Inca. É incrível pensar em como conseguiram deixar o traçado perfeitamente reto sem a tecnologia de hoje, apenas usando fogueiras para servir como marcos alinhados. Passamos Payogasta e Cachi e a estrada passou a ser de rípio. O rípio não está no melhor estado, então é preciso dirigir com cuidado. Foi difícil passar do 60km/h. Mas valeu a pena pelo cenário. A quebrada de las flechas tem uma paisagem surpreendente. No caminho estão alguns mirantes para apreciar o cenário. A ruta volta a ser asfaltada em San Carlos. Chegando em Cafayate, fomos em duas vinícolas, a Piatelli e a Domingo Hermanos, ambas têm um atendimento muito bom. Já tínhamos ido em algumas da outra vez, e, como bons apreciadores de vinho, não podíamos deixar de ir em alguma vinícola de novo. Cafayate é uma cidade pequena, fácil de se locomover e localizar, tem vários restaurantes ao redor da praça. Dessa vez ficamos novamente em um apartamento pelo airbnb. Subindo a cuesta del obispo Paisagem maravilhosa Vicunhas Vista do Mirador Los Secretos Del Cardonal...ao fundo a recta del Tin Tin Passando a recta del Tin Tin Parque los Cardones Em direção a Payogasta Quebrada de las Flechas Dia 7, 18/09 Saímos cedo mais uma vez. De Cafayate até o Parque Ischigualasto as estradas estão em geral bem conservadas, todos os trechos estão asfaltados. Pegamos movimento na estrada só quando passamos La Rioja, que é uma cidade maior e com mais infraestrutura. No restante do tempo poucos carros nas Rutas, principalmente depois de Patquía, quase chegando no Parque. Chegamos no Parque Ischigualasto às 14h30 e fomos logo comprar os bilhetes para o passeio. Bem no estacionamento um zorro já nos deu as boas-vindas. Como o nosso tour só saía as 15 horas, aproveitamos para ver as casinhas que vendem artesanato e o museu, que possui alguns dos fósseis de dinossauro que foram encontrados no local (o parque está em uma das áreas de fósseis mais ricas do planeta), além da representação de todas as espécies de animais que viveram no local. O tour sai a cada hora (o último é as 16h), tem 3h de duração e se faz com o próprio carro, percorrendo os 40km de estrada de rípio do parque. O guia vai na frente em uma moto própria e para em 5 atrações. Antigamente a visitação podia ser feita sem guia, mas, devido à depredação do local pelos turistas, eles tornaram a presença do guia obrigatória. Se consegue ver do parque uma parte do Parque Talampaya, que acabamos não indo conhecer. O circuito é dividido assim: 1ª parada Valle Pintado; 2ª parada La Esfinge e La Cancha de Bochas (o número de pedras era bem maior há alguns anos, os turistas acabaram levando várias); 3ª parada El Submarino; 4ª parada Museo de Sitio William Sill, que explica um pouco do paleontólogo que fez o Parque Ischigualasto ser reconhecido no mundo e demonstra como é feito o trabalho de escavação; 5ª parada El Hongo. Em cada parada o guia faz uma explicação bem completa da atração que está sendo vista. A paisagem é única, vale muito a pena. Terminamos o tour às 18h e fomos até Villa Unión, onde ficamos no Hotel Valle Colorado, bom e simples, que tem banheiro privativo, frigobar, TV a cabo, ar-condicionado, estacionamento, micro-ondas, chaleira e café da manhã. Para quem gosta de vinhos, não deixem de ir em um dos mercados de Villa Unión e comprar um dos vinhos da região. Os vinhos riojanos não são tão fáceis de encontrar como os de Mendoza e de Cafayate, e são excelentes. Um zorro Fósseis do museu do parque 1ª parada - Valle Pintado 2ª parada La Cancha de Bochas Ainda na 2ª parada La Esfinge Fundos do Parque Talampaya 3ª parada El Submarino 4ª parada Museo de Sitio William Sill 5ª parada El Hongo Dia 8, 19/09 Saímos cedo novamente. De Villa Unión até Córdoba as estradas estão em ótimo estado. Depois de Capilla del Monte o movimento de carros aumenta bastante e passando Valle Hermoso a estrada vai subindo uma serra muito bonita. Vale a pena passar por esse caminho. Chegando em Córdoba o movimento é intenso. Fomos direto para o apto reservado pelo Airbnb, que ficava bem pertinho do centro, arrumamos nossas coisas e fomos aproveitar a cidade a pé.Passamos pela Manzana Jesuítica, a Plaza San Martín e a Catedral, todos os lugares muito bem conservados. Também passamos no Museu da memória, que fica na Calle San Jerónimo, que possui um grande acervo contando a história e dando nome e rosto para as pessoas que sofreram com a ditadura militar da Argentina. É um museu com um clima pesado pelo tema, mas super completo e necessário para esse triste momento da história nunca ser esquecido. Depois fomos no Paseo del Buen Pastor, um complexo cultural onde antigamente era uma capela e, pertinho dali está a Paróquia do Sagrado Coração dos Capuchinhos, linda igreja de estilo neogótico. Manzana Jesuitica Catedral de Córdoba Museu da memória Paseo del Buen Pastor Paróquia do Sagrado Coração dos Capuchinhos Dia 9, 20/09 Nesse dia saímos às 5h porque teríamos muita estrada pela frente. Até a fronteira com o Brasil as estradas estão em ótimo estado, apenas alguns trechos na ruta 127 estão um pouco esburacadas. Passamos pela policia caminera de San Jaime de la Frontera e, dessa vez, não fomos parados. Sempre entramos no Brasil por Uruguaiana, mas, como de Uruguaiana até São Borja a estrada está muito ruim, decidimos pagar o caríssimo pedágio de Santo Tome (+-R$ 50,00) e entrar por São Borja. Pelas condições da estrada e a economia de tempo que tivemos valeu a pena, a viagem rendeu muito mais. Em Ijuí ficamos no Hotel 44, que fica bem na rodovia. É um hotel muito bom, com estacionamento, banheiro privativo, TV a cabo, e um café da manhã excelente (esse nós aproveitamos). Além disso, a tarifa nos finais de semana é mais barata. Dia 10, 21/09 Último dia de viagem. Depois do café, direto pra casa. De Ijuí a Panambi a estrada está em estado razoável. De Panambi até Palmeira das Missões a rodovia tem uns trechos bem ruins e de Sarandi a Chapecó ela está ótima, acabaram de asfaltar. E essa foi nossa aventura, espero que tenham aproveitado esse relato. Foi incrível ter relembrado tudo, é viajar de novo. Apesar do percalço de Uyuni, no fim da viagem ficamos felizes com o que aconteceu, pois ter conhecido Sucre foi maravilhoso. Fica a torcida para que a pandemia passe logo e nós, viajantes, possamos continuar desbravando esse mundo enorme e cheio de surpresas!
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