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Vanilsa Potira

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Posts postados por Vanilsa Potira

  1. Em 23/03/2018 em 19:32, Mirela Melo disse:

    Oi, boa noite.

    Queria sua opiniao, eu vou ficar 10 dias no chile. 5 deles sozinha e depois meu namorado vai pra lá. Vc acha que é viável ir para o Atacama ? Tem nocao se da pra ir de bus ?

    Oi Mirela. Sim é possível vc ir sozinha ao Atacama. Achei muito tranquilo. Eu voltei para Santiade ônibus. Foi um dia e uma noite viajando. Para ir ao Atacama fui de avião, como descrevi no relato.

  2. Em 23/03/2018 em 09:54, Sr_Sniper disse:

    De 05 a 19 de janeiro são só 15 dias.

     

    Conseguiste fazer do norte ao sul do Chile em tão pouco tempo?

    Não foi tudo a correr?

     

    Em 23/03/2018 em 09:54, Sr_Sniper disse:

    De 05 a 19 de janeiro são só 15 dias.

     

    Conseguiste fazer do norte ao sul do Chile em tão pouco tempo?

    Não foi tudo a correr?

    Sim, conseguimos e foi cansativo. rss. Pena que não deu tempo para ficar mais na região central do Chile. Mas, está nos planos futuros.

  3. 2 horas atrás, D FABIANO disse:

    Você fala em compra de passagens na bus sue pela net.Como?Primeiro que nem é necessário, mas principalmente, que há uma lei que exige RUT para esse tipo de transação. 

    Nesse dia que ficou em Natales,sem ter o que fazer,por que não foi ao museu?Eu também fiquei quando fui,pois voltei de navimag e o barco atrasou 2 dias,pois entrou Krill no motor dele,o museu passou algum tempo.

    Sim, o transfer no Atacama não é necessário reservar pela net. O que fizemos foi entrar em contato e agendar a hora da chegada para o agente nos pegar no aeroporto. Pagamos o transfer na chegada. Mas, o de Punta Arenas a Puerto Natales assim o fizemos com tudo confirmado por e-mail. Quanto ao dia em Puerto Natales, o dono do Hostel disse que naquele dia não tinha uma outra atividade a fazer na cidade a não ser trekking.

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    Olá galera da mochila!!! Relato o passeio que fiz com amigos para a Bolívia no Carnaval de 2017 dando informações úteis e otimistas para aqueles que desejam chegar ao Salar de Uyuni e outras maravilhas bolivianas sem perrengues, gastando a partir de um valor bem razoável e viável para se hospedar em hotéis com quartos individuais, banheiro privativo e água quente e fazer os passeios durante o dia em um carro confortável, seguro, sem aperto, sem pressa nas paradas e com guia “gente fina”. (risos)

     

    A ESCOLHA DA AGÊNCIA PARA O PASSEIO

     

    Quando decidimos ir à Bolívia, lemos vários relatos de viajantes e mochileiros e ficávamos desanimados com o que contavam: pessoas se apertando em carros caindo aos pedaços, motoristas-guias ranzinzas, quartos coletivos de abrigos precários, banheiros coletivos sem água quente ou ter que pagar por ela etc. Raramente encontramos posts otimistas sobre o passeio em Uyuni.

     

    Sobre a viagem, primeiramente queríamos ir por Corumbá/MS, mas, em pesquisas por voos de Boa Vista a Campo Grande vimos que os preços estavam muito elevados e que a opção mais viável era ir por Rio Branco/AC, depois seguir para a fronteira (cerca de 240 km de Rio Branco) e na cidade boliviana de Cobija pegar um avião para La Paz pela BoA - Boliviana de Aviación (http://www.boa.bo) que tem saída diária para outras cidades bolivianas também.

     

    Sobre a agência, no mês de janeiro passado, fechamos o pacote para a Bolívia com a agência peruana Go2Inkas (http://www.go2inkas.pe), com quem fiz a Trilha Salkantay em julho de 2015, no Peru. Rodolfo, proprietário da agência, nos apresentou a proposta de passeios na cidade de La Paz (city tour, Calle de las Brujas, Valle de La Luna, Sitio Arqueológico de Tiwanaco) e na região do Departamento de Potosi (Salar de Uyuni, lagoas, vales rochosos, desertos, gêiseres, vulcões, entre outros) com 8 dias e 7 noites, entre os dias 24 de fevereiro a 03 de março de 2017. O valor acertado foi de 730 dólares (para um grupo de no mínimo 6 pessoas), incluídos ainda hotel em Laz Paz, translado aeroporto-hotel-aeroporto, passagens de ida e volta de ônibus de La Paz a Uyuni, hospedagens em Uyuni com banheiros privados, alimentação, água, transporte em carros 4x4 e entradas nos parques.

     

    Enviamos uma parte do dinheiro através do Western Union que foi recebido pelo Rodolfo sem problemas. Por este meio, enviamos também 207 dólares ao agente da Go2Inka em La Paz, Sr. Fausto Lopez, para que este comprasse antecipadamente nossas passagens de Cobija a La Paz, ida e volta, pela BoA, com partida para o dia 24 de fevereiro as 11h35min, no horário boliviano, e a volta para o dia 3 de março, às 10h da manhã.

     

    SAÍDA DE BOA VISTA/RR PARA LA PAZ

     

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    Com tudo encaminhado, viajamos para Rio Branco no dia 23 de fevereiro passado, eu e uma amiga em voo da Tam e outra pela Gol. Em Rio Branco, outra amiga já nos aguardava, pois resolveu ir uns dias antes para conhecer a cidade. No grupo ainda foi um amigo, “o bendito entre as mulheres” (risos), que saiu de Humaitá, sul do Amazonas em seu carro particular e com quem viajamos até a fronteira Brasil x Bolívia. A sexta pessoa do nosso grupo desistiu.

     

    Saímos de Rio Branco no dia 24 de fevereiro às 7 horas da manhã – uma hora de atraso em relação ao horário que prevíamos sair. A rodovia tem trechos bons e trechos com muitos buracos. Por volta das 10h20min chegamos na cidade de Epitaciolândia (“colada” com a cidade de Brasileia) e fomos à Polícia Federal para registrarmos a saída do país.

     

    Na PF descobrimos que o fuso horário da Bolívia é diferente do Acre e que o voo que pegaríamos em Cobija sairia em alguns minutos! Nesse momento ficamos angustiados e corremos para Cobija na tentativa e na esperança do voo estar atrasado. Mas, tínhamos que passar na imigração boliviana e nosso amigo ainda tinha que ver um lugar para deixar seu carro com segurança... Tudo indicava que o voo estava perdido. (risos)

     

    Ao chegarmos no aeroporto de Cobija, descobrimos que o avião ainda não havia chegado e estava atrasado! Que Sorte!!!!!!!!!!!!! Com nossos bilhetes confirmados, a nossa preocupação foi com o carro do nosso amigo. Nenhum dos gerentes dos hotéis próximos do aeroporto quis se responsabilizar pelo carro nas garagens. E o estacionamento do aeroporto aparentava não ser seguro para deixar um carro por oito dias sozinho. Com os passageiros se preparando para embarcar, nosso amigo estava sem esperança e quase desistindo da viagem até que um mototaxista boliviano ofereceu seu quintal para guardar o carro por uma certa diária. Correndo contra o tempo, os dois saíram para deixar o carro e retornar ao aeroporto. (rss)

     

    Conseguimos embarcar no voo aos “quarenta e cinco minutos do segundo tempo”. Ou seja, só conseguimos chegar em La Paz nesse dia porque o voo estava muito atrasado (cerca de duas horas!). Foi muita sorte e todos os anjos estavam do nosso lado nesse dia (risos). Mas, é bom não contar com a sorte sempre e que fique de lição para nós.

     

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    HOTEL E CÂMBIO DE MOEDAS

     

    O voo para a cidade de El Alto foi tranquilo e durou uma hora. El Alto é uma cidade metropolitana de La Paz que está a uma altitude de 4050m. No aeroporto estava Fausto nos aguardando com uma plaquinha de identificação! Fausto nos levou direto para o Hotel Eva Palace 3***, localizado no centro de La Paz. Um hotel aconchegante com quartos encarpetamdos camas de casal duplas, TV e frigobar em alguns quartos, próximo a lojas, feiras, praças, bancos, etc.

     

    Após acertarmos o restante do pagamento do pacote com Fausto e ele nos repassar a programação do dia seguinte, fomos procurar casas de câmbio para efetuarmos a troca de dinheiro. A cotação nesse dia estava o seguinte: 1 real por 2,16 bolivianos; e 1 dólar por 6,70 bolivianos. Almoçamos no terraço de um prédio com vista maravilhosa para a área central da cidade.

     

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    Nesse primeiro dia em La Paz, sentimos um pouco de dor de cabeça, cansaço, mas, talvez a causa poderia ser a série de situações que vivemos nesse dia desde quando saímos de Rio Branco. Tomamos chá de coca após o almoço e depois fomos andar um pouco aos arredores do hotel. À noite demos um rápido passeio na Plaza San Francisco para prestigiar a abertura do carnaval por uma banda militar.

     

    CITY TOUR EM LA PAZ

     

    No segundo dia em La Paz, pela manhã, a guia Amara nos pegou no hotel de van e fomos visitar o Valle da Lua, que tem esse nome porque suas formações rochosas aparentarem o solo da Lua. Em seguida fomos conhecer uma parte do Teleférico de La Paz (Mi Teleferico), que tem 11 km de extensão e foi inaugurado em 2014 e é considerado o mais extenso do mundo. A título de informação, o teleférico venezuelano de Mérida é o mais alto alcançando uma altitude de 4765m. O Mi Teleférico liga La Paz (3600 metros de altitude) até a cidade de El Alto (acima dos 4000 metros). Há quatro linhas operando: Amarela (Amarilla), Vermelha (Roja), Verde e Azul (esta é recém-inaugurada).

     

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    Demos uma volta no teleférico Verde, depois fizemos um city tour por diferentes pontos atrativos de La Paz, como Plaza Murillo, Palácio do Governo, Palácio Legislativo, Catedral Metropolitana entre outros. A título de esclarecimento, politicamente, La Paz é a sede dos órgãos executivo, legislativo e eleitoral, enquanto Sucre é a capital da Bolívia e sede do órgão judicial.

     

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    La Paz é uma cidade de muitos contrastes: tem frio e calor é atual e ao mesmo tempo conservadora e é rica e pobre.

    É limpa e segura, de trânsito movimentado e um buzinaço ensurdecedor. As Cholas, mulheres que tentam manter a tradição indígena e estão por toda a parte envolta em tecidos de todas as cores alegram a cidade, se misturando aos bolivianos de terno e mulheres ligadas em moda atual. Em La Paz você encontrara uma rica vida cultural, importantes museus, igrejas, mercados e muitas outras atividades.

     

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    Ao fim do tour, fomos almoçar num restaurante/pub próximo ao hotel e mais tarde fomos a um complexo de feira livre chamado Alasita, onde se tem de tudo: diferentes tipos de artesanato, restaurantes, parque de diversão etc.

     

    Enquanto isso, pelas ruas, a população pulava o carnaval, animadamente espirrando jatos de espuma uns nos outros. Até eu entrei na brincadeira!!! (risos). Achei o carnaval de La Paz genuíno, diferente e, claro, animado como todo carnaval. Havia até desfile de fuscas fantasiados!!! Muito legal!!!

     

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    À noite, o comércio ainda estava aberto e aproveitamos para circular na Calle de las Brujas (Rua das Bruxas) e em outras ruas próximas ao hotel para fazer algumas compras. É um dos pontos turísticos mais visitados de La Paz. Lá são vendidos produtos indígenas que são usados na cultura dos Bolivianos, além das blusas, ponchos e roupas feitas de lã de alpaca, tecidos coloridos, objetos de prata, cerâmica, artesanato e uma imensidão de ervas, sapos e fotos de lhama dissecados. Esse mercado fica a poucos metros do Hotel Eva, onde ficamos hospedados.

     

    SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE TIWANACO E LAGO TITICACA

     

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    No dia seguinte, fomos para o Sítio Arqueológico de Tiwanaco (também se escreve Tiahuanaco, Tiahuanacu e Tihunaco), Patrimônio Mundial da Unesco desde 2000, a 72 km de La Paz. É um passeio imperdível para quem visita a capital administrativa da Bolívia. Ir por conta também é possível. A viagem durou cerca de 1hora e visitamos os dois sítios arqueológicos e o Museu Nacional de Arqueologia de Tiwanaku.

     

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    Tiwanaco está localizado a uma altitude de 3.850 m, um pouco mais alto que La Paz, fica próximo à margem do Lago Titicaca, mas do sítio arqueológico não é possível avistá-lo. A guia Amara nos contou a história da cidade de Tiwanaku, a capital de um poderoso império pré-hispânico que dominou uma grande área do sul dos Andes entre 1500 a.C. a 1000 d.C. e com o seu apogeu alcançado entre 500 e 900 d.C. Tiwanaku desempenhou um papel de liderança no desenvolvimento da civilização pré-hispânica nos Andes. Por isso, a visita ao sítio arqueológico de Tiwanaku é importante para entender também sobre a civilização Inca e encontrar semelhanças entre os dois impérios.

     

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    No Museu de Arqueologia de Tiwanaku estão peças de cerâmicas, metais e cestaria descobertas na área do sítio arqueológico. O sítio arqueológico é composto por uma série de estruturas arquitetônicas de diferentes períodos, como o Templo Semi-subterrâneo, o templo de Kalasasaya, pirâmide de Akapana, Pirâmide de Pumapumku. A pirâmide de Akapana e a Porta do Sol são os maiores destaques. O outro sítio visitado no bilhete é Puma Punku, que não tem as construções tão bem preservadas quanto Tiwanaku mas é interessante para observar as estruturas arquitetônicas da civilização, como, por exemplo, o encaixe das pedras e como usavam metais para fortalecer as construções.

     

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    No fim da visita às ruínas, fomos almoçar no terraço de um hotel, lugar muito agradável com vista para o Sitio Arqueológico. Fizemos um pedido a Amara para visitarmos uma parte do Lago Titicaca já que teríamos um tempo livre antes voltarmos a La Paz. Ela conversou com o motorista da van e ele concordou em nos levar o mais próximo possível do lago.

     

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    No fim da tarde, voltamos para La Paz e enfrentamos um quilométrico engarrafamento por conta de ruas fechadas para o carnaval. Mas, não atrapalhou nossa chegada ao hotel para pegarmos nossas mochilas e partirmos para Uyuni.

     

    VIAJANDO DE LA PAZ PARA UYUNI

     

    A distância entre La Paz e Uyuni é de cerca de 550 km. Viajamos no ônibus da agência Todo Turismo (http://www.todoturismosrl.com) que partiu às 21h de La Paz e chegou por volta das 6 horas em Uyuni. A viagem foi tranquila e sem contratempos. Os ônibus da agência são relativamente novos e limpos com banheiro interno. As poltronas reclinam bem, têm encosto para os pés e mesinha de refeições. Há travesseiros e cobertas disponíveis, wi-fi (mas só funciona mesmo na parte inicial da viagem), serviço de bordo com janta, café, chá de coca, chocolate e desjejum com iogurte e biscoitos, embalados de forma padronizada com a logo da agência. O ponto de descida dos passageiros foi no escritório da referida agência em Uyuni, que por sinal é bem confortável, tem espaço para espera de ônibus, banheiro, lojinha de souvenir, wi-fi e chá de coca.

     

    Dona Rosa, nossa agente em Uyuni, nos recepcionou e nos levou para um local onde funciona sua agência, a Expediciones Incahuasi (http://www.expedicionesincahuasi.com), para deixarmos as mochilas e, em seguida, tomar um café da manhã num local bastante movimentado por turistas. Ali encontramos uma brasileira do Rio de Janeiro que acabara de chegar na cidade e estava aguardando seu companheiro que tinha saído para ver hotel e pacotes para o Salar em valores mais em conta.

     

    Depois voltamos para a agência de D. Rosa para aguardar os guias e iniciar nosso passeio que foi realizado em dois jipes 4×4 com capacidade para 6 pessoas cada um, além do motorista-guia. Um padre polonês entrou no nosso grupo que também tinha uma cozinheira especial, dona Bete. (Como se vê, nem sempre são os próprios motoristas que cozinham). Nossos motoristas-guias se chamavam José Carlos e Alex. Os dois foram muito atenciosos e prestativos conosco. José Carlos só não nos acompanhou no Salar, pois neste foi outro guia.

     

    A respeito de Uyuni, esta é uma cidade no departamento de Potosí, na Bolívia, capital da província Antonio Quijarro. Situada numa aérea de deserto, é pequena e rústica e muito movimentada por turistas de várias partes do mundo. É o ponto de partida mais frequente para a visita ao circuito de desertos e lagoas coloridas nessa região da Bolívia. Uyuni se encontra a 219 quilômetros da cidade de Potosí e aproximadamente 310 quilômetros de Oruro. Tem uma altitude de 3.676m e uma população aproximada de 11.320 habitantes. A temperatura média anual é de 10 graus com uma baixa precipitação e radiação solar intensa.

     

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    CEMITÉRIO DE TRENS E SALAR DE UYUNI

     

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    Uyuni é também um importante entroncamento ferroviário no meio do deserto por onde passam trens que exportam minérios para países vizinhos. Por isso, a primeira parada foi no Cemitério de trens, onde centenas de turistas se divertiam escalando as carcaças abandonadas ao lado da linha férrea. Estas locomotivas foram utilizadas no transporte de minério até a costa do pacífico, no início do século XX. Com a segunda guerra e o declínio do comércio, os trens foram abandonados no meio do deserto, criando um “cemitério”.

     

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    Depois, seguimos para o vilarejo de Colchani, importante centro de extração e processamento de sal, com uma capacidade de produção de quase 20.000 toneladas por ano, dos quais 90% es destinado al consumo humano, segundo informações obtidas no local. Também se caracteriza por confecção de artesanato de sal. Tanto que na entrada da cidade há várias bancas e lojinhas que vendem artesanatos. Nossos guias nos deram vinte minutos para irmos ao banheiro ou fazer compras.

     

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    Depois do tempo estimado, seguimos para o Salar e simplesmente foi tudo aquilo que imaginávamos e muito mais. A primeira parada no sal é fantástica e não tem como não tocá-lo e tirar fotos e mais fotos. Nossos guias nos deram botas de borracha para usarmos com a intenção de proteger nossas roupas.

     

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    O Salar de Uyuni tem uma extensão de cerca de 12.000km² e é conhecido como o maior deserto de sal do mundo. Fica localizado no sudoeste da Bolívia, próximo das cidades de Uyuni e Potosí, distante cerca de 600 km de La Paz e com 3.663m de altitude. O Salar foi, há milhares de anos, um lago de água salgada que secou em um processo lento e resultou na paisagem no deserto que se vê hoje.

     

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    A maior parte do ano o Salar fica seco, mas, tivemos a oportunidade de visitá-lo no período chuvoso (verão) e encontrá-lo alagado. Foi um espetáculo inesquecível! Alagado, o Salar é como um espelho que, reflete o céu, as nuvens e até as estrelas durante a noite.

     

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    Numa certa parte do Salar, há um monumento do famoso RALLY DAKAR que tem passado por ali nos últimos anos. Mais adiante tem um antigo hotel de sal que está desativado e virou um museu, o Museo Hotel de Sal Playa Blanca (Por questões ambientais é proibido hotéis dentro do Salar). Não é cobrado taxas para entrar no museu, mas pode-se consumir alguma coisa. Eles vendem água, refrigerantes, bolachas, etc. Nosso consumo foi a ida ao banheiro que é pago. Ao lado do hotel fica o famoso monumento com bandeiras de vários países.

     

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    Depois de ficarmos à vontade para conhecer o local e, claro, tirar fotos e mais fotos. Testemunhamos até um casamento sendo realizado naquele momento. Almoçamos ali mesmo, no meio do Salar, diante de uma paisagem espetacular. Inesquecível! Foi-nos servido linguiças e carne de lhama fritos, quínoa e legumes cozidos, além de frutas, refrigerantes e água.

     

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    Depois do almoço, nos despedimos do Salar passando por amontoados e blocos de sal que estavam sendo preparados para a refinação. Voltamos para Uyuni para troca de um dos guias, inclusive de carro também. Com isto, infelizmente não tivemos tempo para retornar ao Salar e visitar a região dos cactos gigantes. Fica para a próxima. Partimos rumo a San Juan de Rosário, na região sul da Bolívia para janta e descanso.

     

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    Durante a viagem para San Juan, observamos uma paisagem singular, linda e encantadora. Nos campos havia vários grupos de vicunhas e lhamas. E por falar em vicunhas, de longe elas se assemelham a veados, mas são camelídeos andinos ameaçados de extinção e cuja caça foi proibida, segundo o guia José Carlos.

     

    Chegamos no povoado de San Juan no fim da tarde e logo fomos acomodados no Hostal de Sal Los Lipez (https://www.facebook.com/turismoseldesierto). Nesse hostal, tudo é feito de blocos de sal: paredes, piso, a base da cama, mesinhas de apoio. Muito interessante!!! Ficamos em quartos com camas duplas e banheiro privado e água quente. Mas, esse hostel oferece também quartos com até 6 ou mais camas e banheiros coletivos.

     

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    O vilarejo de San Juan se compõe de casas com vários albergues turísticos e foi um dos pioneiros a investir na atividade turística na região, além disso, seus habitantes vivem do cultivo de quínua e da criação de lhamas, entre outras atividades.

     

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    Depois de nos acomodar nos quartos, a equipe nos serviu um lanche contendo café, chá, biscoitos, chocolate. E no jantar nos foi servido uma sopa como entrada e depois carne com legumes.

     

    SALAR DE CHIGUANA, LAGOAS CAÑAPA, HEDIONDA E HONDA

     

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    No dia seguinte, após um bom café da manhã, às 7 horas e com uma temperatura de 4 graus segundo o guia José Carlos, seguimos nossa viagem pela rota das lagunas altiplanas, com destino final a lagoa Colorada. No trajeto observamos o Salar de Chiguana, na fronteira com o Chile avistamos o vulcão semiativo conhecido como Ollague e depois fomos para um mirante para uma melhor visão dele. Em seguida, passamos pelas Lagunas Cañapa, Hedionda, Honda e outras. Nestas lagoas, os inúmeros flamingos rosados compartilhavam o espaço com outras aves andinas, dando um charme especial à paisagem. Almoçamos na laguna Hedionda. Neste local havia banheiros ecológicos ou banheiros secos e por 15 bolivianos a internet era liberada por 20 minutos.

     

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    RESERVA NATURAL DE FAUNA ANDINA EDUARDO AVAROA – ERA

     

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    Continuando nosso circuito, entramos a Reserva Natural de Fauna Andina Eduardo Avaroa (http://boliviarea.com/ES/) localizada no extremo sul de Potosi, na fronteira com Argentina e o Chile. A Reserva Eduardo Avaroa (REA) ocupa a região vulcânica da cordilheira ocidental com uma superfície de 7.147 Km² e altitude que oscila entre 6.000 e 4.200m.

     

    Nessa região administrada pelo SERNAP (Serviço Nacional de Áreas Protegidas), a Bolívia mostra um lado selvagem apresentando uma geografia de cenários surreais, uma fauna se mostrando sem timidez e uma vegetação com plantas milenares. Os pontos mais visitados na região são: Árbol de Piedra, Sol de Mañana, Polques, Valle de Dalí, Avifauna, Laguna Colorada e Laguna Verde.

     

    As ameaças sobre a REA provêm de atividade de mineradoras dedicadas à exploração de Bórax, dos impactos negativos do turismo não regularizado, as intenções de explorar energia dos poços geotérmicos (por exemplo no Sol de Mañana), entre as mais importantes.

     

    DESERTO SILOLÍ, LAGOA COLORADA, ARVORE DE PEDRA

     

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    Atravessamos o deserto Silolí (Pama Silolí) situado a 4550 m de altitude e por onde transcorrem algumas etapas do rally Dakar. Considerado como parte do deserto de Atacama (o deserto mais árido do mundo), o deserto de Silolí é caracterizado pelas suas formações rochosas, resultantes dos fortes ventos que a região tem. No trajeto, em uma parte de cânions, visualizamos uma vizcacha, espécie de roedor parecido com um coelho. Falando em animais, vimos também, além das vicunhas e aves, a fox, a raposinha do deserto. Muito fofinha!! rsss

     

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    Na famosa Árvore de Pedra (Árbol de Piedra) e outras diferentes esculturas rochosas que a rodeiam, a beleza é cinematográfica. Essas impressionantes rochas foram lançadas a grande distância pelos vulcões e depois o vento e as condições extremas do lugar foram modelando pouco a pouco as enormes pedras. A Arvore de Pedra, que tem 5 metros de altura, é um dos ícones da reserva e foi declarada Monumento Natural da Bolívia.

     

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    A força do vento no local é impactante, podendo chegar a 70 km/h. E o frio é de ranger os dentes! Não demoramos muito neste lugar pois a forte ventania e o frio nos incomodava um pouco. Seguimos nosso trajeto para a laguna Colorada a 18km dali.

     

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    A laguna Colorada se encontra a uma altitude de 4278 metros, é a maior da região com uma extensão de 60 km e com profundidade de 80 cm mais ou menos. A laguna tem uma singular cor vermelha intensa e brilhante devido aos pigmentos de algas microscópicas vermelhas e sedimentos que muda a intensidade ao longo do dia. A lagoa se encontra rodeada por salares, vulcões nevados e águas termais. A paisagem é um espetáculo!

     

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    Seguimos nossa viagem para janta e pernoite no acampamento de Huayllajara, que fica a 15 minutos dali. As acomodações no acampamento de Huayllajara são básicas. Eu e minhas amigas dividimos um quarto com quatro camas e banheiro privativo, mas também há a opção de quartos com mais camas e banheiros coletivos. O acampamento estava lotado de turistas. Fizemos um lanche reforçado e logo em seguida jantamos carne de lhama com purê de batatas. Depois do jantar tomamos um bom vinho boliviano para comemorarmos o maravilhoso passeio. Esse lugar é bastante frio. José Carlos disse que as temperaturas frequentemente ficam abaixo de zero grau.

     

    GÊISERES, ÁGUAS TERMAIS, DESERTO DE DALI, LAGUNA VERDE E VALE DAS ROCHAS

     

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    Dando continuidade ao nosso circuito, no dia seguinte o passeio começou às 5 horas da manhã para podermos visualizar melhor o volume dos gêiseres que ocorre sempre antes das 6h. Vários outros grupos também fizeram o mesmo.

     

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    O Sol da Manhã é uma das áreas mais altas da região com quase 5000 m de altitude. O lugar se caracteriza pela presença de crateras que produz uma constante atividade vulcânica desprendendo-se gases de enxofre e poços que produzem emissões verticais de vapor de agua que alcançam alturas de 10 a 50 metros normalmente e excepcionalmente de 80 até uns 200 metros de altura. De maneira prudente, os visitantes podem se aproximar até a uma certa distância para sentir a temperatura dos gêiseres. Primeiro visitamos os gêiseres artificiais e depois outros gêiseres originários de vulcões. Continuando o percurso, seguimos para Águas Termais de Polques para fazermos o desjejum e visitar a laguna Verde e o espetacular Deserto de Dalí.

     

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    O Deserto de Dali é uma encosta de areia com pedras de formatos surreais e de montanhas de cores vibrantes. Os tons de cores das montanhas que cercam o deserto se dão devido aos minerais contidos na região advindos de atividades vulcânicas e energia geotérmica do lugar. Esse deserto se encontra a uma altitude média de 4750m e tem uma superfície aproximada de 110 km² e leva o nome do pintor espanhol devido as formações rochosas assemelharem-se com as paisagens dos quadros de Salvador Dalí.

     

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    A laguna Verde é linda demais! A lagoa tem uma superfície aproximada de 17 km², localiza-se aos pés do imponente Vulcão Licancabur (5.868 m de altitude) e sua cor se deve pelo elevado teor de arsênio e cobre. A intensidade da cor verde da água depende do vento e no caso de não existir o vento é possível ver o reflexo do vulcão na Lagoa. O vulcão Licancabur indica o limite natural entre Bolivia e Chile.

     

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    Sobre as Águas Termais de Polques, estas são resultados de atividades vulcânicas, a temperatura varia de 28 a 30 graus. Acredita-se que a grande quantidade de minerais presente na água pode aliviar sintomas de artrites e reumatismo.

     

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    Finalizando o passeio, voltamos para Uyuni sempre nos deparando com paisagens incríveis. Vimos uma área com produção do Bórax e como isto avança pelo deserto. Almoçamos no Valle das Rocas, outra região com gigantes formações rochosas. Neste local uma espécie de planta conhecida como yaretas (Azorella compacta), que de longe parece um musgo gigante, chama a atenção. Essas plantas são antigas e algumas estão na região há milhares de anos.

     

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    Após o almoço, visitamos uma cidade chamada San Cristobal, uma histórica cidade mineira. E por fim, ao chegamos no escritório da agência de dona Rosa, despedimo-nos dos nossos guias e depois fomos apreciar uma pizza como cortesia de D. Rosa. Nosso ônibus para La Paz partiu as 20h.

     

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    FIM DA VIAGEM

     

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    Chegamos cedo em La Paz e Fausto Lopez já estava a nossa espera. Chovia na cidade e fomos direto para o Hotel Eva. Quando a chuva passou, eu e uma amiga saímos para tomar café próximo à feira Alasita. A intenção foi de fazer comprar na feira, mas as tendas estavam fechadas. No local fomos informados de que quando chove na cidade, a feira não abre. Ou, dependendo do tempo de duração da chuva, pode abrir no mais tarde. Então, resolvemos voltar para o comércio próximo ao hotel para fazer as compras. E assim foi o nosso penúltimo dia em La Paz.

     

    Na manhã chuvosa do dia 03 de março, Fausto prontamente nos levou para o aeroporto, dessa vez não tivemos sustos!! rss. Em Cobija, meu amigo foi buscar seu carro na casa do mototaxista. Mas, fronteira estava fechada devido a uma manifestação. Quando a passagem foi liberada, resolvemos almoçar em Xapuri e conhecer um pouco a cidade. Depois seguimos para Rio Branco onde ficamos hospedados na casa de um amigo até o dia do voo de volta para nossas cidades.

     

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    CONSIDERAÇÕES SOBRE O PASSEIO NA BOLIVIA

     

    Nosso passeio transcorreu de maneira pontual, rica de informações e que nos permitiu conhecer paisagens muito lindas como se fossem um quadro pintado de tão perfeitas que são. Quando se visita o Salar de Uyuni, por exemplo, normalmente se faz um passeio que abrange várias paradas, e apenas uma delas é o Salar propriamente dito.

     

    Ao longo do trajeto as paisagens são distintas e sempre surpreendentes. Nos deparamos com lagos coloridos cheio de flamingos e outras aves, gêiseres em pleno funcionamento, uma enorme lagoa com águas avermelhadas, montanhas, vulcões, pedras esculpidas pelo vento, animais silvestres e cenários que parecem como um oásis no meio do deserto. O passeio é, sem dúvidas, lindo e impressionante.

     

    Diversas agências turísticas oferecem o passeio ao Salar de Uyuni e outras atrações na região. O passeio tradicional é feito em carros tracionados, com capacidade para 6 passageiros cada, fora o motorista, que podem ser compartilhados com diferentes pessoas ou não. Ao longo da viagem, o motorista pode ser, além de condutor do veículo, cozinheiro, guia, mecânico e qualquer outra coisa que as necessidades exijam.

     

    Vale a pena incluir La Paz no roteiro. A cidade, que é a capital administrativa da Bolívia, tem diversas atrações para todos os gostos. É possível também fazer trekking na região de San Juan do Rosário e em outras localidades. Há um circuito de bike que os mais aventureiros podem realizar. As agências oferecem desde a bicicleta às vestimentas apropriadas. O lago Titicaca é outro passeio imperdível e pode ser visitado principalmente por Copacabana. Enfim, na Bolívia tem para todos os gostos! Visite Bolívia.

     

    Por fim, agradeço ao Rodolfo Hermoza por mais uma viagem linda e inesquecível, aos agentes Fausto Lopez e Rosa por serem muito prestativos e atenciosos, à guias Amara e aos guias José Carlos e Alex pelas excelentes informações sobre os pontos que visitamos e por parar os carros sempre que solicitávamos para fazer fotos, à cozinheira D. Bete, que preparava deliciosos pratos e me fez até comer a carne de lhama e foi uma delícia! Às amigas Elizene, Amanda e Roseli e aos amigos André pela coragem e determinação e ao Fábio e sua Sandra por mais uma acolhida em sua casa em Rio Branco, sendo mais uma vez apoio para nossas aventuras pelos lados de lá e a Deus por ter nos guiado nessa aventura de conhecer outras realidades e paisagens naturais. Foi um passeio inesquecível.

     

    O QUE LEVAMOS PARA UYUNI

     

    - uma garrafinha de água;

    - Protetor solar;

    - Óculos de sol;

    - Boné ou chapéu;

    - Toalha;

    - Papel higiênico;

    - Roupas de frio: segunda pele, casaco corta-vento, gorro, cachecol e luvas;

    - Tênis ou calçado de trekking;

    - Hidratante para o corpo, rosto e boca (principalmente);

    - Escova e pasta de dente;

    - Lenços umedecidos;

    - Mochila cargueira;

    - Remédios de uso costumeiro;

    - biscoitos, barras de cereais, chocolate, castanhas, etc.

  5. Oi Talita. Que bom que gostou das dicas. Um final de semana dá para conhecer várias cachoeiras e ainda subir o platô, em em cinco horas ida e volta. No feriado prolongado dá para conhecer o local com mais tranquilidade. Para acampar procure o Platô 2112, do amigo Joaci Luz, um excelente local para conhecer pessoas novas e curtir a natureza. Ou se preferir, há outros espaços como pousadas e diversas áreas de camping na vila. Abraços.

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    Há quem vá de veículos tracionados, quadriciclos, motos e bicicletas, mas, um grupo de treze trilheiros e trilheiras ousou realizar a pé o percurso que os aventureiros off-road fazem à Serra do Sol (Uei-Tepui ou Wei Tepui, na língua dos Pemóns), uma imponente montanha de 2.150 m de altitude cortada pela linha de fronteira entre o Brasil e a Venezuela, a menos de 30 km ao sul do Monte Roraima. A rota alternativa à trilha da galera do 4x4 foi marcada pelas pegadas dessa turma nas pedras e nos capins, subindo e descendo serras e montanhas, atravessando rios, riachos e igarapés, contemplando a natureza, admirando animais silvestres e pernoitando ao lado de belas cachoeiras, em um percurso de 102 km de ida e volta em oito dias, entre os dias 02 a 09 de Abril passado, partindo da comunidade de São Camilo de Kukenan, cerca de 1 hora de Santa Elena de Uairén, dentro do Parque Nacional Canaima. Esta história conto em detalhes a seguir.

     

    Cada vez que se executa uma aventura a próxima já está sendo pensada, desejada e planejada. Foi o que aconteceu quando, no Carnaval de 2015, estivemos no Monte Roraima e de uma de suas “janelas”, próximo à gruta Quati, avistamos a Serra do Sol que, no território brasileiro, no município do Uiramutã, é o limite da polêmica área indígena denominada Terra Indígena Raposa-Serra do Sol (TIRSS). A TIRSS é uma área homologada pelo governo federal em abril de 2005 situada no nordeste do estado Roraima, entre os rios Tacutu, Maú, Surumu, Miang e a fronteira com a Venezuela, e destinada à morada permanente dos povos indígenas macuxi, wapixana, ingaricó, patamona e taurepang. Quando admirávamos a beleza singular da serra do alto do Roraima, o guia Juan Pablo nos disse que era possível fazer uma trilha para aquela região e que ele mesmo poderia guiar os interessados. Assim, manifestamos interesse em realizá-la um dia.

     

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    Um ano se passou e a oportunidade de conhecer a Serra do Sol foi se tornando realidade. Entrei em contato com o Juan Pablo para verificar se realmente havia a possibilidade de fazer a trilha, acertar a data de ida e volta e outros detalhes como valores do trekking. Porém, ficava a dúvida se os Ingaricós, povo que habita a região da Serra do Sol, permitiriam nossa estada na serra. Juan Pablo esclareceu que não iriamos ultrapassar os limites fronteiriços e que faríamos a trilha apenas pelo lado venezuelano, dentro do Parque Nacional Canaima, sul da Venezuela.

     

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    Numa consulta ao mapa da região pelo Google Maps constatamos que a Serra está localizada entre os dois países separados por marcos de concreto no alto da serra. Depois, fomos informados pelo amigo Roberto Félix que o entorno da serra, no lado venezuelano, é bastante frequentado por clubes off-roads venezuelanos e brasileiros; que no fim de 2003, chegaram lá os primeiros brasileiros em motos próprias para trilha, que inclusive ele próprio já fez essa aventura de moto e postou alguns vídeos no You Tube. No final ano de 2012, foi a vez de ciclistas brasileiros fazerem história como o primeiro grupo a fazer o percurso de bike.

     

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    Após as informações iniciais, montamos o grupo com seis amigos de Manaus e sete de Boa Vista: Gracie, Ana Elene, Dorinha, Roberto, Sanderson, Wanessa, Rozangela, Enoque, Jacielen, Sarah, Franco e Daniel. Dona Ana foi a mais experiente do nosso grupo, com 65 anos, e a maioria com experiência em trilhas (Monte Roraima, Salkantay, Santiago de Compostela e outras). Assim, arrumamos as mochilas e viajamos de Boa Vista no dia 1º de abril para Pacaraima (cidade fronteiriça com a Venezuela) onde Juan nos encontrou após o almoço e nos levou para a comunidade pemón São Camilo de Kukenan, distante cerca de uma hora de Santa Elena.

     

    São Camilo de Kukenan, segundo informações obtidas no local, é uma comunidade nova, pois há sete anos os indígenas se mudaram para aquele local. O acesso se dá pela única rodovia conhecida como Troncal 10, que liga Santa Elena a outras cidades venezuelanas, depois de uns 20 minutos mais ou menos, virar à direita em frente à uma placa que informa o início do Parque Nacional Canaima e seguir em frente por uma estradinha de terra por mais ou menos 40 minutos.

     

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    Ao chegarmos à comunidade, pagamos uma taxa de entrada no valor de dois reais e depois Juan reuniu o grupo para apresentar a equipe de porteadores e cozinheiros que seguiriam conosco na trilha, e apresentou seu irmão José e seu cunhado Carlos, nossos guias. Juan enfatizou que, por não ter registros oficiais, seríamos o primeiro grupo a realizar um trekking à Serra do Sol. Ele próprio disse que era a primeira vez que fazia uma caminhada com um grupo para a serra, assim como para sua equipe tão acostumada com o Monte Roraima. Mas, que conheciam bem essa região habitada pelo seu povo pemón e outras etnias.

     

    Juan informou que não poderia guiar-nos nessa trilha por problemas familiares e assegurou que Carlos conhecia a rota para a serra e destacou, ainda, que a trilha é diferente da do Monte Roraima, primeiro porque não haveria fluxo de pessoas indo ou vindo, ou seja, somente nós estaríamos nesse trajeto, mas que poderíamos cruzar com jipeiros a qualquer momento, e segundo porque havia trechos com ausência de trilha marcada e outros com subidas e descidas, algumas bastante íngremes, muitas cachoeiras e que atravessaríamos o rio Arabopó cinco vezes na ida. Ele explicou o tempo de caminhada, alimentação, carregadores particulares etc e fez uma previsão de chegada ao conhecido acampamento denominado Milênio no quarto dia de caminhada. Depois desse briefing, fomos tomar banho em um riacho próximo à comunidade, para depois jantar e descansar.

     

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    No dia seguinte, 02 de abril, após o desayuno (desjejum) iniciamos a caminhada com estimativa de 7 km em 4-5 horas mais ou menos. O destino final desse primeiro dia foi a cachoeira Morok Meru, no rio Kukenan, com uma parada no salto Rue (Lue) Meru após as duas primeiras horas de caminhada para um lanche e banho de cachoeira. Assim que chegamos no riacho Rue (Lue) descobrimos um pé de mangueira carregada de saborosas mangas maduras na margem direita do riacho. Inacreditável que ali no meio do lavrado, encontraríamos uma mangueira, tão comum em Boa Vista. Os rapazes do grupo subiram nela em um pulo para colhê-las e só sobraram as que estavam no topo da árvore pois não tinha como pegá-las. Como estavam deliciosas!!! (risos).

     

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    Situada à margem direita do rio Kukenan, a Rue (Lue) é uma cachoeira alta de mais ou menos 100 m de altura formada a partir do riacho Rue (Lue) de água transparente e de temperatura agradável. Seu muro é formado por pedras quadrangulares que dão a impressão de terem sido uma fabricação humana. O guia José disse que lue (rue) é um tipo de bambu fino e comum na região e antigamente era usado pelos habitantes do local para fazer apitos ou para degustar mel das colmeias. A descida para a base dessa cachoeira é bastante íngreme, mas vale a pena, a paisagem é espetacular.

     

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    Bem, depois de desfrutarmos das mangas, da melancia e da cachoeira, seguimos nossa jornada por um caminho que segue até o destino final do primeiro dia de caminhada. Cruzamos o rio Kukenan e ali na sua margem esquerda foi montado o primeiro acampamento. Ao chegarmos tivemos um almoço e logo fomos desfrutar da cachoeira Morok Meru. Logo em seguida caiu uma forte chuva que deixou a cachoeira mais caudalosa, barrenta e com correnteza mais forte. Passada a chuva, aproveitamos o resto da tarde para alongamentos, fotos da paisagem, soneca, etc.

     

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    A Morok Meru é uma cascata não muito alta, com uma altura aproximada de 20 metros, mas de notável formosura. Formada por duas cachoeiras, o Ivarkararima e Arasa, à direita na base entre os dois saltos apresenta uma formação rochosa que os indígenas dizem que é um macaco que foi deixado petrificado por uma falha que ele cometeu, condenado para sempre para preservar e proteger este lugar fantástico.

     

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    No segundo dia de caminhada, sempre após um bom café da manhã, fizemos uma caminhada de 14 km que durou cerca 7 horas. Em alguns trechos havia trilha, em outros não. O fato de não haver trilhas ou estar escondidas pelo capim, faz com que o risco de se perder seja grande. Assim, tivemos sempre o cuidado seguir os guias. Então na ida, os últimos sempre estavam com o guia José e os mais ligeiros iam na frente com o Carlos. Nessa parte da trilha havia algumas descidas e subida duras que exigiram esforço físico e muitos trechos planos. A cada esforço feito nas subidas éramos compensados por belíssimas paisagens das colinas, dos buritizais e do vale do rio Arabopó.

     

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    Logo chegou o momento de atravessamos pela primeira vez o Rio Arabopó. Este rio nasce a partir da junção de várias nascentes no Monte Roraima e percorre paralelamente à fronteira com o Brasil, serpenteando colinas formando belíssimas cachoeiras até encontrar o rio Kukenan. Suas águas são límpidas e de temperatura amena que são um convite para um mergulho. Após a travessia do rio fizemos um lanche na margem esquerda, e logo, em vinte minutos, já estávamos no segundo acampamento, na cachoeira Kae Meru (conhecida como K Meru), no Arabopó.

     

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    A cachoeira K, com mais de 30 m de queda d'água, é tão bela quanto as duas primeiras que conhecemos e seu atrativo é uma praia que se forma às margens do rio quando este não está tão abundante. A equipe do Juan teve o cuidado de colocar nossas barracas em frente a essa cachoeira o que nos proporcionou um visual deslumbrante. E, depois de horas de caminhada sob forte calor, passar a tarde relaxando na cachoeira e dormir com o som dela foi uma cantiga de ninar para nossos ouvidos.

     

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    A K Meru é um dos destinos obrigatórios dos jipeiros/motoqueiros/cilcistas. Pode-se notar pela quantidade de lixo deixado aos arredores daquele paraíso. Papéis higiênicos, latas de cervejas, garrafas pet, peças de carros e até uma lataria de carro capotado (!) é o que mais se via. Penso que os nossos colegas de trilhas têm mais espaço para seu lixo nos seus carros do que em nossas mochilas. Tivemos o cuidado de colocar o papel higiênico e todo o lixo que produzimos num saquinho e levamos sempre conosco em nossas mochilas para descartá-lo em lugar apropriado quando havia a oportunidade. Cadê a consciência ambiental dessas pessoas? Gostam de ir a lugares bonitos, paradisíacos, mas preservar que é bom, nada! Ou pensam que vai ter um serviçal só para juntar o lixo feito por eles? Ou que a natureza vai reciclar esses poluentes num passe de mágica?? Ficamos indignados quando vimos uma cena de poluição contrastando com uma cena de rara beleza.

     

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    No terceiro dia de jornada, iniciamos o percurso com uma subida bastante íngreme, mas, com cuidado conseguimos vencê-la e seguimos por um trecho mais plano. Atravessamos duas vezes o rio Arabopó e, após a segunda travessia, fizemos uma pausa para descanso, mergulho e almoço. Essa parte do percurso teve uma distância de 17 km com duras subidas e descidas. Caminhamos cerca de oito horas até uma parte do vale do Arabopó com uma belíssima corredeira e que desse ponto já podíamos avistar o cume da Serra do Sol. Chegamos nesse acampamento no fim da tarde muito exaustos, pois foi uma caminhada pesada e com muito Sol nas costas. Apesar de estarmos próximos, não seguimos a trilha dos carros porque essa rota faz um ziguezague nas colinas e 1 km em linha reta significavam 3 km de distância. Então, uma hora a gente seguia a estradinha e outra hora cortávamos essa rota. Nesse percurso tivemos uma companhia indesejável e indigesta: os borrachudos e os mosquitinhos que os indígenas chamavam de lambe-lambe (risos), atraídos pelo nosso suor. Rss.

     

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    No quarto dia, continuamos a caminhada numa parte mais de descida e poucas subidas, com travessia do caudaloso salto do Arabopó. Como de costume, não deixamos de usufruir de momentos de lazer. Mergulhamos nas águas do rio e descemos para a base da cachoeira. Banho delicioso que refrescou o corpo e a mente! Após uma hora de desfrute da cachoeira, continuamos nossa expedição numa área mais plana com visual espetacular dos 4 tepuis: Kukenan, Monte Roraima, Wei-Assipu Tepui (Monte Roraiminha) e Uei-tepui, nossa magnifica Serra do Sol. Enquanto Kukenan, Roraima e Roraiminha "disputam espaço entre si", a Serra do Sol destaca-se na imensidão do lavrado numa visão mais privilegiada da cadeia de Tepuis do setor oriental do Parque Nacional Canaima.

     

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    Cerca de 13 km percorridos em 4h de caminhada incluindo a parada no Salto Arabopó e outra travessia do mesmo rio (a quinta) chegamos ao acampamento denominado Milênio (porque foi construído na virada do ano de 1999 pelos praticantes off-roads). Neste local, que está a uma altitude de cerca de mais 1.100 m, estava um grupo de 4x4 da Venezuela que nos deu as boas-vindas. Eles tentavam continuar a trilha pelo lado brasileiro, mas perceberam que isso não era possível e que estavam retornando naquele momento da nossa chegada.

     

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    Após a ida do grupo 4x4, descansamos um pouco, enquanto a equipe de porteadores montavam as barracas e preparavam nosso almoço. Ao lado desse acampamento encontra-se o salto Chirimata, popularmente conhecido como Salto Milênio. Esta pequena cachoeira tem cerca de 3 metros de altura e 30 metros de comprimento com degraus de pedra que formam uma piscina com água escura e temperatura agradável ao corpo. Foi outro convite para um mergulho, pois o sol estava escaldante. Em seguida, almoçamos e cochilamos sentindo o vento vindo do leste em nossos rostos queimados pelo sol. Lá pelos lados do Monte Roraima havia muita chuva e foi impossível visualizá-lo. O Roraima, visto de outro ângulo, continua lindo e majestoso.

     

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    A Serra do Sol possui é um tepui (montanha em forma de mesa) que possui uma uma elevação de 2150 metros de altitude (http://elevationmap.net/uei-tepui-venezuela?latlngs=(5.0166667,-60.616666699999996) e, ao contrário dos tepuis tradicionais dessa região, não é de porte rochoso, pois é coberta com a mesma característica da vegetação do ambiente ao seu redor e culmina com uma ponta de cúpula semelhante um taipiri ou maloca. Do outro lado da serra, lado brasileiro, vivem os ingaricós e o acesso de não–índios nessa região é restrito.

     

    Cercada de lendas e mitos, a Serra do Sol é chamada assim por ser a primeira montanha a receber a luz do Sol ao amanhecer - e realmente foi incrível observar o fenômeno com uma aurora avermelhada iluminando a serra e, em seguida, o sol começar a iluminar os 2810 m do Roraima Tepuy e seu irmão gêmeo Kukenán Tepuy, de 2650 m, ambos cobertos por nuvens, mas que logo cobriram também a Uei.

     

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    Nosso grupo infelizmente não fez a ascensão à serra por falta de tempo, pois seriam necessários pelos menos mais um ou dois dias para realizarmos esse objetivo. Há relatos de que o caminho é íngreme e atinge-se com segurança até uma altitude de 1805 metros em um tempo de duas horas mais ou menos. Mas, já estamos planejando nossa segunda expedição com tempo suficiente para ascender até onde for possível.

     

    No dia seguinte, quinto dia de trilha, mochila nas costas, pausa para as últimas fotos e pé na estrada, digo na trilha. Pouco a pouco nosso pés foram se acostumando com o terreno irregular. Após umas 6 h de percurso mais ou menos, acampamos num local improvisado ao lado do Arabopó, nosso companheiro de trilha, rss. No outro dia seguimos rumo à K Meru pela estrada dos jipeiros. Próximo às montanhas que separam a Venezuela do Brasil, pude observar ao longe os marcos divisórios. Da k meru fizemos o percurso de volta pelo mesmo caminho por onde viemos mas, sem acampar na Morok Meru, como o trecho é mais plano fomos direto acampar na Lue (Rue) Meru, mais próxima de São Camilo.

     

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    No oitavo e último dia de trekking, o retorno durou cerca de uma e hora e meia. Ao chegar à comunidade degustamos um beiju com pimenta. Logo Juan Pablo chegou para levar uma parte do grupo à Santa Elena e outra parte à Pacaraima. Apesar do desconforto dos calos e das dores no corpo, nossa ousadia vai ficar na memória por muito tempo. Nossos pensamentos pairavam no desejo de voltar a um dos lugares mais míticos e espirituais do planeta para contemplar a imensidão da Gran Sabana e do Canaima a partir do topo da Serra do Sol. A Serra do Sol é mais que o limite entre Brasil x Venezuela e de terra indígena, é símbolo de mitos, lutas e resistências dos povos indígenas.

     

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    Agradeço à Pacha Mama por nos proteger das intempéries e de nos permitir caminhar pelo seu solo sagrado sem danos físicos e em troca de cuidamos da natureza levando conosco nossos resíduos inorgânicos. E gratidão aos amigos que toparam essa ousada aventura, caminhando rumo ao desconhecido, descobrindo uma natureza de impactante beleza, construindo e aprofundando amizades. Como bem disse Sanderson: "o que era para ser mais uma caminhada, mais um trekking, mal sabia o que me esperava, foi uma agradável surpresa atrás da outra." Rss.

     

    Por fim, minha gratidão e amizade a Juan Pablo e sua equipe por nos conduzir sempre aos bons e maravilhosos caminhos. (Contato do Juan Pablo no Facebook: https://www.facebook.com/juanpablo.perez.336?fref=ts).

     

    É isso aí galera da mochila. Até a próxima aventura!!!

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  7. olá Reginaldo. Acredito que é possível fazer a trilha sozinho sim, até porque a trilha é bem marcada e sempre tem uma vendinha de água e lanches rápidos a cada 2 ou 3 km e os acampamentos são amplos e a trilha é bastante movimentada. Agora não sei te informar como isso é possível. Devido a altitude, penso que carregar mochila, barraca e tralha de cozinha seria muito peso! a não ser que já esteja acostumado. Fale com alguém da agência que informei no relato. abraços.

  8. Salkantay: uma trilha para o Machu Picchu – Via Acre/Brasil.

     

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    Olá galera da mochila!!!!! Amigos e eu recentemente realizamos a fantástica Trilha Salkantay, no Peru, e que tenho a oportunidade e o prazer de relatar essa aventura que fizemos entre os dias 10 e 21 de julho de 2015, com a intensão de contribuir com dicas e informações atualizadas para aqueles que desejam trilhar a Salkantay.

     

    Conhecer Machu Picchu, construída no Século XV, é um sonho para muitas pessoas. Depois de conhecê-la, em 2008, notei que é mesmo um lugar maravilhoso e que tem muitas histórias para se ouvir. Porém, achei interessante a maneira de se chegar até lá por meio de trilhas – existem pelo menos umas sete opções de caminhos – e senti o desejo de realizar essa aventura numa outra oportunidade.

     

    Conforme informações obtidas nos sites especializados do Peru, as Trilhas Incas são uma enorme e complexa rede de estradas que interligavam Cusco – o centro geográfico e capital do império inca – e diversos pontos na região andina ao longo de todo o continente sul-americano. Atualmente, apenas alguns trechos desses caminhos estão abertos para turismo, como a Trilha Inca Clássica, por exemplo. Esta trilha, de duração de até 4 dias, começa no km 82 da ferrovia para Machu Picchu e termina com a clássica vista de postal da cidade perdida vista de cima.

     

    Considerada uma das melhores rotas de trekking do mundo, a Trilha Inca Clássica é, sem dúvida, a trilha mais procurada para chegar a Machu Picchu, mesclando muita história e muita natureza. Caminha-se em trechos de uma antiga estrada inca pavimentada com pedras, passando por túneis e outras construções originais. A fim de preservá-la, o tráfego de animais de carga é proibido, o Governo Peruano limita o número de visitantes a 500 pessoas por dia (incluindo guias e carregadores) e a trilha é fechada no mês de fevereiro para manutenção.

     

    Quando os espaços tradicionais da Trilha Inca estão ocupados, ou seja, lotados com o número máximo permitido de pessoas, ou para aqueles que desejam escapar dessa rota congestionada, uma outra excelente opção é a Trilha Salkantay ("A Montanha Selvagem" na língua nativa Quéchua). Apesar de não possuir calçamento inca ou sítios arqueológicos, Salkantay também era percorrido pelos incas. O ponto mais alto da trilha, que dura pelo menos cinco dias, fica a 4.600 metros de altitude, o que requer fôlego. Este passeio impressionante passa ao lado da magnífica montanha Salkantay (6.271 m de altitude) uma das mais altas e mais impactantes dos andes peruanos.

     

    A Trilha Salkantay é mais longa que a clássica (ao todo são 55 km de trilha) e conhecida pelas suas exuberantes paisagens naturais e seus extremos: picos nevados das montanhas Salkantay e Humantay e trechos de mata amazônica, temperaturas negativas e acima dos 30ºC, altitudes que variam de 2.000m a 4.600m. Porém, o caminho não desemboca direto em Machu Picchu como a trilha clássica. Primeiramente, no penúltimo dia da caminhada, chega-se ao povoado de Águas Calientes para pernoitar e no outro dia segue-se para Machu Picchu, de ônibus ou a pé, conforme o desejo ou o pacote contratado com a operadora.

     

    A oportunidade de visitar o Peru pela segunda vez surgiu quando alguns amigos queriam realizar o trekking à cidade perdida do Machu Picchu e eu me animei a ir também. Assim, decidimos fazer a Trilha Inca Clássica e começamos a pesquisar valores de passagens aéreas e terrestres, de hotéis e de agências, ler relatos de viajantes e subimos o Monte Roraima novamente, no carnaval de 2015, como treinamento para a trilha inca ( :lol: ).

     

    Ao voltamos do Monte, no final de fevereiro, fomos consultar o site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/) para fazer a reserva da trilha inca e descobrimos que não havia mais vagas para o período de julho, somente a partir de agosto em diante. Imaginem nossa frustração. Mas, que havia uma opção que parecia desafiadora e empolgante: a trilha Salkantay. Ao ler os relatos dos viajantes, essa trilha nos deixou apreensivos e receosos e, ao mesmo tempo, nos encorajou a reconhecer os limites do nosso corpo e nos motivou a vencer os desafios que o trajeto poderia nos proporcionar. Resolvemos fazer a Trilha Salkantay.

     

    Consultamos novamente vários sites de agências que operam a trilha escolhida, lemos relatos e mais relatos de pessoas que fizeram a Salkantay e providenciamos as roupas e acessórios para não passarmos perrengues na trip. Vejam bem, nós moramos em Boa Vista /RR e a outra amiga em Manaus. Aqui no Norte não se encontra facilmente equipamentos e acessórios com alta tecnologia ou pelo menos de boa qualidade para quem deseja realizar qualquer tipo de trekking. Compra-se tudo a partir de sites especializados ou ao realizar uma viagem a outros estados ou países aproveita-se a oportunidade.

     

    Bem, com a mochila pronta, dólares na polchete (fiz o câmbio a 3,60 reais por 1 dólar) e documentos em mão ( :D ), viajamos no dia 10 de julho de Boa Vista e Manaus até Rio Branco/AC de avião. Resolvemos ir por terra a partir do Acre visando a aclimatação e porque as passagens saindo de Manaus a Lima estavam muito caras. E mochileiro é mochileiro!!!!! Em Rio Branco ficamos hospedados na casa do amigo Fábio Santiago, conhecedor de Cusco, Machu Picchu e da cultura peruana, porque já trabalhou como guia, levando viajantes de Rio Branco a Cusco. Ele nos deu umas dicas interessantes e nos indicou a agência com quem ele ainda mantém um elo.

     

    Ao apresentar a proposta, o grupo concordou e fechou os serviços com a agência Go2inkas (http://www.go2inkas.pe/tour/salkantay-machupichu-5d4n/), por 450 dólares, incluídos: guia exclusivo só para nós quatro, sacos de dormir, isolantes térmicos, alimentação, barracas, passagens de ida e volta de ônibus até o Machu Picchu, a passagem de trem na volta para Cusco, entrada no Machu Picchu, uma diária no hotel em Águas Calientes e duas diárias no Hotel El Puma (http://www.elpumahotelcusco.com/en), na chegada a Cusco, e outra ao voltamos da caminhada. Infelizmente não foi possível incluir a visita ao Wayna Picchu porque não havia mais vagas - o governo também limita o número de visitantes a 400 por dia.

     

    Assim no dia seguinte, 11 de julho, viajamos bem cedo de táxi para Assis Brasil, o município fronteiriço com o Peru, com duração de 4 horas de viagem e cada um de nós pagou R$ 100,00 pela corrida. Ainda tivemos que trocar de táxi ao chegarmos em Brasiléia, mas, como fomos em quatro pessoas, não tivemos que esperar o táxi lotar para nos conduzir até Assis Brasil. Na chegada em Assis, fomos à Polícia Federal carimbar os passaportes e logo sem seguida cruzamos a fronteira com o Peru.

     

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    Numa localidade conhecida como Iñapari (localizada na tríplice fronteira formada por Peru, Brasil e Bolívia e separada do território brasileiro pelo rio Acre), carimbamos a entrada no país, fizemos o câmbio de real para soles (oscilando entre 0,95 – 1,00 real por 1 novo sol peruano) e almoçamos próximo ao ponto das vans que fazem rota para diversas localidades do Peru, principalmente para Porto Maldonado, nosso destino.

     

    Após o almoço, tomamos uma das vans para Porto Maldonado numa viagem que durou umas quatro horas, contando com a parada para troca de pneus, pois no caminho um deles furou... Na chegada a van nos deixou direto na rodoviária, onde havia vários ônibus que em breve partiriam para Cusco e optamos pela empresa Huareños (http://transporteshuareno.com/), com saída prevista para as 20h direto. Compramos as passagens com direito a poltronas-leitos por um preço bom, 50 soles cada. A empresa ainda prometia cobertores e travesseiros, mas não vimos isso dentro do ônibus. :) . Além de sair um pouco atrasado, o motorista não parou para sequer um lanche rápido na estrada. Então, levem um lanche na mochila. ::otemo:: . Aliás, os motoristas só pararam quando um dos pneus do ônibus estourou (de novo... será que estávamos com pé frio nesse dia?? ::lol3:: ) e eles tiveram que fazer a troca. Não vimos a paisagem da rodovia porque estava de noite, mas pudemos sentir a altitude e as inúmeras curvas fechadas num “sobe-sobe” sem parar. :lol: . Ah, leve o casaco de frio junto com você, pois ao descer do ônibus em Cusco a temperatura é baixa.

     

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    Para quem preferir, há possibilidade de chegar em Cusco de avião pela LAN Peru, saindo de Porto Maldonado todo dia às 11:00h e 12:00h, duração de vôo de 40 minutos, ao preço de 110-125 dólares, ida e volta ou 75 dólares só a ida. Até para Lima é possível ir de avião saindo de Porto Maldonado de avião.

     

    Chegamos em Cusco às cinco horas da manhã e o Rodolfo Hermoza, operador da agência Go2Inkas, estava à nossa espera na rodoviária com uma plaquinha com nossos nomes e nos levou direto ao hotel para fazermos o check-in e tomar o café da manhã. Depois, reunimo-nos com ele para acertar os detalhes da trilha e ele nos apresentou Margot, a nossa guia exclusiva, que nos explicou o roteiro da trilha, a realidade da caminhada, camping, alimentação e a boa notícia de que havia cavalos para levar até 5kg de nossas bagagens (o resto é conosco. Rsss). Quanto a valores em dinheiro, Margot nos orientou a levar tudo em soles e 300,00 soles extras para pagar o retorno caso alguém queira desistir ( ::ahhhh:: oi???). Ela informou também que não é recomendável bebermos água durante o caminho porque nosso organismo não está acostumado com o tipo de água que desce das montanhas, mas que poderíamos comprar água durante o trajeto da trilha, que havia vários pontos estratégicos para descanso e vendas de garrafas de água, refrigerantes, etc., porém, à medida que vamos nos afastando do início da trilha, uma garrafa de água de até 2L pode custar até 12 soles (!!!!). E, também, nestas paradas de apoio há sanitários com descargas que podem ser usados por 1 sol por pessoa. Margot disse ainda, que é comum os porteadores (carregadores) ou cozinheiros serem agraciados com gorjetas pelos serviços e solicitou que nós, ao final da trilha, doássemos pequenas quantias de dinheiro para o cozinheiro e seu ajudante. E, por fim, se alguém de nós passar mal devido à altitude temos que comunicá-la imediatamente. Depois de esclarecidos o roteiro e as dúvidas, fomos ao comércio comprar alguns itens que ainda faltavam para levarmos na nossa caminhada, como bastões, chapéu, capas de chuvas, mochilas de ataque, etc.

     

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    E assim, no dia seguinte, dia 13 de julho, começou nossa aventura:

     

    Primeiro dia: Mollepata – Soraypampa (19 km)

     

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    No primeiro dia despertamos às 4h da manhã para organizar as mochilas e esperar a van. Margot já nos aguardava na portaria do hotel. Como a van atrasou alguns minutos, tivemos tempo para um rápido café da manhã no hotel, uma vez que isto não estava previsto, pois sairíamos muito cedo e a sugestão foi de tomarmos café no local de início da caminhada. Quando a van chegou, já com os outros viajantes, partimos direto para povoado de Mollepata (2800 m de altitude), numa viagem de cerca de duas horas e quarenta minutos de duração. Durante a viagem, observamos a paisagem e o visual é lindo demais.

     

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    Em Mollepata a equipe organizou todo o carregamento, incluindo nossas mochilas com 5 kg cada, conforme orientações recebidas no hotel. Enquanto isso, outros viajantes tomavam o café da manhã, compravam itens que ainda faltavam, eu e a Gracie, por exemplo, compramos um bastão de madeira para ajudar nas descidas. Em seguida, ainda subimos a montanha por uns 15 minutos de van para adiantar a caminhada. Às 9h, finalmente, iniciamos o trekking até Soraypampa, o primeiro acampamento a 3880 m de altitude, com previsão de umas 6-7 horas de caminhada.

     

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    Sentimos o impacto da altitude logo nos primeiros trechos. Nós subimos, subimos, subimos, subimos e subimos! ::lol3:: . Em qualquer trilha, o meu ponto fraco são as subidas, canso rápido. Nesse primeiro dia, a cada três passos eu cansava mais rápido do que o de costume. Haja panturrilha e fôlego! Então, eu segui a trilha no meu ritmo, mas, conseguia alcançar meus amigos quando estes paravam para descansar. Nossa como sofri com as subidas! Pensando no dia seguinte quando caminharemos pelo trecho considerado mais difícil em termos de subida e altitude, olhei para a Margot e perguntei-lhe o valor do aluguel do cavalo para eu chegar até o ponto mais alto da trilha. Ela disse que custava 100 soles (100 reais) somente para subir a montanha. Mesmo assim solicitei a reserva na hora! :lol: . Nesse primeiro dia caminhamos tanto que nem vimos a hora passar, mas, víamos todos os outros viajantes passarem por nós! ::lol3:: . Sentimos leve tontura na caminhada e para cessar esse mal-estar Margot sempre nos oferecia água florada para inalarmos.

     

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    Num dado trecho a trilha é mais plana, porém se caminha sempre sob o sol forte. Tem que usar bastante protetor solar e repelente de insetos nesse trajeto. Agora o visual das montanhas é espetacular! A geleira nevada do Salkantay fica sempre à nossa sempre. É lindo demais! Além dessa maravilha, havia muitas orquídeas e margaridas rasteiras pelo caminho e até lhamas próxima da trilha. Já próximo ao acampamento Soraypampa passamos em frente a um hotel cuja diária custa 3 mil dólares segundo a Margot e notamos um campinho de futebol próximo ao camping. Que legal! E a temperatura foi ficando mais amena.

     

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    Fomos os últimos a chegar no acampamento, lá pelas 15h da tarde, muito cansados e famintos. Deixamos nossas mochilas nas barracas e fomos almoçar. Os cozinheiros capricharam na refeição: uma sopa quentinha como entrada, depois o prato principal com arroz, legumes e carne. Durante a refeição, minha amiga Angélica manifestou o desejo de conhecer um lago que fica nas proximidades, mas para chegar até lá teríamos que subir a montanha por uma hora mais ou menos. Cansei só de ouvir ela dizer isso. ::lol4:: . Mas, como os outros dois estavam muito cansados e com dor de cabeça, desistimos de ir no lago.

     

    Dando uma visão geral no acampamento, observamos que eles são improvisados, mas que havia uma estrutura mínima, ou seja, existe lugar com mesas e bancos para as refeições, sanitários com descarga, uma pia grande com água encanada onde os cozinheiros e ajudantes lavavam os utensílios de cozinha, um galpão onde eles montam as barracas dentro. Aliás, quando chegamos, nossas barracas eram as únicas que estavam fora do galpão, ou seja, iriamos dormir ao relento! Falamos com a nossa guia para arrumar um jeitinho de nos colocar dentro do galpão para não virarmos picolé! Kkkk. Outra informação importante desse acampamento é que não existe energia elétrica e nem banho quente. Levem bastante toalhinhas úmidas.

     

    Depois do almoço, Margot pediu para que nós descansássemos bem e às 17 horas ela iria nos chamar para tomar um chá com biscoitos e chocolate quente, além de outras guloseimas e às 19 horas seria servido o jantar. Fui para a barraca quase morta de cansada e com as panturrilhas bastante doloridas. Rsss. Na hora do lanche, preferi ficar na barraca e aguardar a hora da janta. Dividi a barraca com a amiga Gracie, que mora em Manaus, e o casal Paulino e Angélica ficaram em outra barraca próxima à nossa. Não sei dizer em números exatos quantas pessoas estavam nessa trilha, mas eram vários grupos de diversos países, inclusive grupos de brasileiros de Minas Gerais.

     

    Como era de se esperar, a noite foi bastante gelada em Soraypampa. ::Cold:: Mas, o saco de dormir que a agência do Rodolfo nos ofereceu foi excelente! Nos aqueceu bastante, tanto que no decorrer da noite, fui tirando o anorak, o casaco de fleece e dormi somente com o conjunto segunda pele, :D .

     

    Segundo dia: Soraypampa – Chaullay (22 km).

    No segundo dia acordamos às cinco horas da manhã com um dos porteadores servindo chá de coca na porta das barracas e, após o chá, arrumamos nossas mochilas para desocupar as barracas que seriam desmontadas logo em seguida. Fomos orientados a nos agasalhar bem, pois a caminhada até o Abra Salkantay seria muito fria. O café da manhã foi servido às 6:00 e em seguida deu-se o início à caminhada: 8 km para subir dos 3.880 m aos 4.630 m, em cerca de 4 horas mais ou menos. Eu, a Gracie e outras duas pessoas saímos mais tarde, às 7h30min, porque os porteadores estavam preparando nossos cavalos. Enquanto isso, pagamos o aluguel dos cavalos a uma senhora que atende numa vendinha no acampamento.

     

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    Gente, eu nunca havia andado de cavalos antes! O porteador perguntou-me se eu já tinha andado a cavalo e ao ouvir a resposta negativa, ele me deu umas orientações que segui à risca: quando eu estiver montada não mexer na mochila, não tirar fotos, segurar firme a cordinha que estava presa ao cavalo e evitar se mexer pois podia assustar o animal e ele sair correndo! Então, segurei firme na cordinha e seguir cavalgando sem me mexer para não assustar o animal. ::lol4:: ; Quando o cavalo começou a andar, achei que iria cair e pensei em desistir!! ::lol4:: , e ele sempre andava bem na borda do precipício. Jesus!!!! Eu fechava os olhos e tinha que confiar naquele bendito cavalo! ::mmm: . E ele parava a cada instante, parecia que foi escolhido a dedo para mim ( :D ), parava para comer, parava para olhar o chão, parava para o outro cavalo ultrapassá-lo, parava por parar :P . Ele só ia para frente quando o porteador que nos acompanhava, cutucava-lhe com uma vara. ::quilpish:: , que loucura! Meus dois amigos que resolveram seguir a trilha pé, cansaram bastante e resolveram alugar um cavalo para finalizar a subida na montanha. Pagaram os mesmos 100 soles. A subida de cavalo foi rápida – talvez uma hora de duração -, até alcançamos os outros que saíram na nossa frente mais cedo. Fora o medo do cavalo despencar do precipício, a chegada foi muito tranquila. Mas, reafirmo que não conseguiria subir a pé pois, como já disse antes, meu ponto franco numa caminhada ou trilha são as subidas. ::otemo:: . Mas, você que não ver as subidas como um problema, vale a muito a pena ir a pé, no fundo gostaria muito de chegar à Abra Salkantay caminhando, quem sabe numa outra oportunidade. Ao chegarmos no local, dei uns trocados ao porteador que nos acompanhou.

     

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    Enfim, estávamos no local denominado Abra Salkantay (4,632 m / 15,196 pés), o ponto mais alto da trilha situado entre duas montanhas imponentes dos andes peruano: a Humantay (5,917 m / 19,412 pés) e a Salkantay (6,271 m / 20,574 pés). Ao deixarmos os cavalos, Margot reuniu nós quatro para vivenciarmos um tradicional ritual quéchua: entregou-nos três folhas de coca que simbolicamente representavam a trilogia andina baseada em três animais sagrados associados aos níveis espirituais, sendo o Cóndor, o guardião do mundo de cima, do macrocosmo, que representa a visão com amplitude, à elevação espiritual; o Puma, guardião do mundo dos homens, o real, que representa a coragem, a força e está ligado ao trabalho; e por último, a Serpente, guardiã do mundo dos mortos, da terra em sua essência, que representa a sabedoria e está ligada ao amor. Segundo Margot, a trilogia andina representa o conjunto de forças e características de cada mundo que deve estar presente na vida das pessoas para a contemplação do equilíbrio, da sabedoria, do desenvolvimento, do amor e da elevação. Nesse momento místico, nossa guia pediu que cada um de nós escolhêssemos um local para fazermos uma breve oração e uma oferenda das folhas de coca às três montanhas que nos circundavam, deixando-as sob pedras. Achei mágico esse momento. ::otemo::

     

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    Depois do momento místico, fomos observar as geleiras nevadas de Salkantay e fazer fotos. Mas, rapidamente o tempo fechou, veio uma ventania e o tempo esfriou ainda mais. E que frio! ::Cold:: Não conseguíamos tirar as fotos, pois ao tirarmos as luvas nossos dedos ficavam enrijecidos! Rssss. Uma pena, mas, tivemos que descer a montanha bem rápido por causa do vento gelado que levantava poeira e da ameaça da chuva de granizo. Mas, valeu a pena, o local é lindo demais!

     

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    Assim, continuamos a caminhada em declive para outro ponto de parada denominado Huayrac Pampa, local de descanso e almoço. Chegamos por volta das 13h e, como sempre, fomos os últimos a chegar. Rsss. Os outros já tinham descansado, almoçado e seguiram na caminhada. Em Huayrac, meu amigo sentiu alguns dos sintomas do mal de altitude: muita dor de cabeça, enjoo e ânsia de vômito. Margot deu-lhe um chá poderoso que, meia hora depois, ele se sentiu tão bem que após o almoço continuou na trilha turbinado! :lol: , desceu a montanha sempre na frente. Mas, brincadeiras à parte, gente, a altitude “pega” mesmo! Caso nosso amigo não estivesse com condições de continuar a descida caminhando, ele teria que pagar mais 150 soles pelo aluguel de um cavalo para carregá-lo até o próximo acampamento, numa altitude mais baixa. Mas, graças a Deus ele se recuperou muito bem.

     

    Assim, seguimos nossa caminhada pela borda da floresta com cerca de 14 km de descida. Olha, nós descemos, descemos ,descemos e descemos! Eu, claro estava mais contente porque descida não é problema para mim, em alguns trechos desci até correndo! ::otemo:: . O caminho é relativamente tranquilo, porém em algumas partes há muitos pedregulhos grandes e soltos que exige cuidado e atenção para não torcer o pé. E ainda tivemos que encarar uma fina chuva que perdurou naquela tarde. E após umas 4 horas de descida chegamos a Chaullay, situado a 2900 m de altitude, o camping da segunda noite. É preciso dizer que fomos os últimos a chegar? Rsss. Os outros grupos já estavam todos acomodados e servindo-se do chá que a equipe de cozinha preparava sempre no capricho no fim das caminhadas: chá quente, café, bolachas, pipoca, geleias, etc. E às 19 horas foi servido o jantar. Destaco que os cozinheiros sempre caprichavam na apresentação dos pratos. Rsss. Durante o jantar, senti um ligeiro mal-estar estomacal após ter ingerido uma bebida artificial de frutas. Mas, logo melhorei após coloca-la para fora e fui dormir. :mrgreen: .

     

    Nesse acampamento, Chaullay, pode-se notar que existe energia elétrica limitada apenas à área de refeição e chuveiro com água quente a 10 soles. Uma garrafa de água de 600 mL custa 6 soles. As barracas foram montadas ao ar livre, mas a temperatura neste local é mais suportável que em Soraypampa.

     

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    Terceiro dia: Chaullay – La Playa (Sawayaco) - Santa Teresa (15 km).

     

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    No dia seguinte, às 5h30min acordamos assustadas, pois os cozinheiros deveriam estar servindo o chá de coca às 5 horas da manhã. Enquanto não chegavam, começamos a arrumar nossas coisas, pois Margot disse que às 7 horas deveríamos iniciar a caminhada. Mesmo atrasados, os cozinheiros logo em seguida começaram a nos servir o chá de coca na porta das barracas. Depois do café da manhã, às 6h45min, reiniciamos a caminhada de 10 km até um local chamado La Playa com duração de umas 6 horas. Neste percurso, pudemos observar um povoado, próximo do acampamento Chaullay, denominado Collpapamba, muitas cachoeiras, árvores frutíferas e variedades de flora. Durante o trajeto havia outros povoados e também observamos diferentes variedades de orquídeas e cachoeiras de grande magnitude e apreciamos as variedades de café e árvores frutíferas como bananeiras, abacateiros e maracujazeiros. Comi muito morangos durante a trilha. rsss . Num certo trecho, uma semana atrás, houve um deslizamento por causa das fortes chuvas. Mas a trilha foi refeita para que todos possam cruzá-la com segurança.

     

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    Assim, do início ao fim caminhamos numa rapidez, que quase não paramos para descansar. Ao chegarmos em um certo ponto da trilha, para a surpresa de nós quatro, pelo menos, havia umas vans à espera de todos os grupos para levar-nos por uns 40 minutos à Santa Teresa, local do almoço. Bem, eu acordei nesse dia preparada psicologicamente para enfrentar o sobe e desce da trilha durante todo o dia rsss, Até porque nossa guia disse que caminharíamos bastante e que éramos para poupá-la de perguntas como “falta muito Margot”!!! ::lol3:: , claro que ela falou isso de maneira descontraída. Mas, ela deve ter comunicado em algum momento que teríamos o privilégio do transporte terrestre, mas devo ter me distraído quando ela disse que caminharíamos muito! :lol:

     

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    Margot se surpreendeu e vibrou muito ao ver que seus quatro pupilos foram um dos primeiros a chegar no local onde as vans estavam estacionadas. Ao ser perguntada sobre o nosso desempenho nos três dias de trilha, Margot disse-nos: “primeiro dia malo, segundo dia malo, terceiro dia biennnnn, muy biennnnnn!” ::lol4:: . Ou seja, diferentemente dos outros dias, fizemos uma excelente caminhada. Daí, tivemos a honra de aguardar os outros grupos chegarem. Não esperamos muito e logo já estávamos na estrada de van em direção ao local do almoço.

     

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    Uns quarenta minutos depois, chegamos a uma vila chamada La Playa (Sawayaco), Santa Tereza (1650 m de altitude), onde almoçamos, por volta de umas 13h. Nessa hora a nossa paçoca roraimense fez sucesso com os gringos! ::otemo:: . Todos ficaram curiosos e queriam provar a mistura de carne seca com farinha. Eles provaram, aprovaram e tiraram até fotos. Rsss. Depois do almoço, tivemos um breve descanso, e a van nos levou ao local do acampamento da terceira noite, um local chamado Camping Oficial Inka Tour. Este camping é um pouco mais estruturado, pois fica dentro de uma cidadezinha, tem eletricidade, banheiros, uma lojinha/bar, que vendia bebidas, frutas, produtos de higiene, biscoitos, chinelos, etc. Pudemos até carregar os celulares por 1 sol no bar. Ah, antes que me esqueça de relatar, pagamos 10 soles cada um de nós pela corrida da van.

     

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    Depois, as vans nos levaram para os banhos termais, no balneário de Cocalmayo. Liinnndo!!! O local tem três piscinas grandes e a água quentinha resulta de falhas geológicas de caráter vulcânico, segundo as informações obtidas no local. No espaço apropriado, tomamos um bom banho quente, ensaboamos o corpo e até lavamos os cabelos, que estavam precisando. :D . Detalhe: se você estiver desprevenido de roupas de banho ou chinelos, não se preocupe, há quiosques que alugam estes itens por dois soles! Após umas duas horas desfrutando das águas termais voltamos para o acampamento. Assim que chegamos fizemos um lanche com chá de diversos tipos de ervas, pasteizinhos, pipocas, geleias, biscoitos, café com leite, chocolate quente e outras guloseimas, como sempre servidas no capricho! ::otemo::

     

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    Depois, Margot nos procurou e fez-nos uma proposta irrecusável, que não estava dentro do pacote contratado. Ela nos disse que a trilha podia nos proporcionar uma aventura numa tirolesa de seis trechos. Gostamos da proposta e ela nos levou até um agente que estava presente no acampamento oferecendo o pacote aos viajantes por 90 soles. Ele nos explicou como funcionam as tirolesas e mostrou-nos fotos do local e das pessoas que fizeram a aventura. Nós fechamos o pacote com ele e dentro do valor acertado estavam incluídos transporte até o resort Cola de Mono, guias para ajudar na descida das tirolesas e transporte até a hidrelétrica para continuarmos nossa caminhada até Águas Calientes.

     

    Ou seja, tivemos a opção de escolher o roteiro do dia: caminhar umas seis horas até a hidrelétrica e de lá tomar um trem até Águas Calientes, ou realizar a tirolesa e aproveitar o transporte que iria nos deixar até à Hidroelétrica e neste local, almoçaríamos e depois seguiríamos a caminhada de três horas até nosso destino. Claro que resolvemos nos aventurar na tirolesa! Rsss. Assim ficou acordado para acordamos às 6h da manhã e às 8h a van viria nos buscar para levar até o local das tirolesas. ::otemo::

     

    Mais tarde, durante o jantar, Margot nos propôs fazer uma homenagem aos dois cozinheiros da equipe, porque no dia seguinte, após o café da manhã, não necessitaríamos mais do serviço de cozinha. A guia sugeriu que fizéssemos uma doação em dinheiro para ambos como forma de agradecimento. Então doamos 40 soles para cada um dos dois e agradecemos o carinho com que preparavam nossa alimentação durante a trilha. Depois, houve uma baladinha no camping em local improvisado que tinha até um globo de luzes e um DJ que colocava músicas dançantes para a galera agitar o acampamento. Não fiquei na balada, preferi ir para a barraca mais cedo, pois precisava descansar o corpo, minhas panturrilhas estavam muito doloridas, devido ao sobe e desce da caminhada na parte da manhã.

     

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    Quarto dia: Santa Teresa - Hidroelétrica - Aguas Calientes (11 km).

    Acordamos todos dispostos, tomamos um excelente café da manhã com diversas opções de chá, panqueca com banana, iorgurte, cereais, pão e margarina e café com leite (Para mim esse quarteto é o café da manhã perfeito! Rss), em seguida arrumamos as mochilas e embarcarmos na van com destino às tirolesas. Uma aventura que nem imaginava fazer na trilha. Do acampamento até esse local foram mais ou menos meia hora de viagem, cruzando por uma estradinha estreita e cheia de plantações de banana, café, maracujá. Etc.

     

    A estância da tirolesa, conhecida como Cola do Mono (http://canopyperu.com/en/), está situada a 2km do povoado de Santa Teresa e foi uma aventura opcional que pagamos à parte. Segundo informações do pessoal da estância, a tirolesa Cola do Mono tem um total de 2.500 m de extensão divididas em seis trechos. As tirolesas são conectadas em 3 montanhas distintas. A primeira é a mais alta da América Latina, com 150 metros acima do solo, a viagem mais longa chega a 400m e a velocidade máxima atingida nos cabos é de 60 km/h. ::otemo::

     

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    Uma orientação nos foi dada antes da atividade, claro, e usamos equipamento de proteção individual. Depois desse breve ensaio, partimos para começar as tirolesas. Para chegar na mais alta foi necessária uma pequena caminhada montanha acima por uns 20 minutos mais ou menos. Foi um pouco puxado, porque a subida é íngreme. Nesse primeiro circuito fiquei apreensiva, afinal nunca tinha descido de uma tão alta!. Fechei os olhos na descida, mas, foi uma delícia sentir o ventinho gelado no corpo debaixo de um sol escaldante! A partir da segunda, o medo foi superado e pude apreciar a vista impressionante e privilegiada. Foi muito show!! Amamos a aventura. O tempo total do circuito durou cerca de duas horas. Então, galera, considere a proposta de fazer o circuito das tirolesas, além da maravilhosa vista das montanhas, vale também pela diversão e usem bastante protetor solar.

     

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    Após a diversão na tirolesa, a van nos deixou na Hidroelétrica, já no Santuário Histórico de Machu Picchu, onde fizemos uma parada para almoço e um breve descanso. Em seguida, com um mínimo de bagagem, empreendemos uma caminhada de 11 quilômetros seguindo uma via férrea, paralela ao rio Urubamba. No caminho, cruzamos com muitas pessoas de diversas localidades e países. Uns seguiam para Águas Calientes ou Machu Picchu e outras viam no sentido contrário para visitar águas termais em Santa Tereza.

     

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    Vale destacar que foi uma vantagem termos optado em realizar a tirolesa. Caso contrário, continuaríamos a caminhada do dia bem cedo carregando as próprias mochilas (pois não haveria cavalos para carregar os 5kg) até a hidroelétrica (cerca de 4 horas de duração). Neste local, tomaríamos um trem até Águas Calientes às 15h40m min com previsão de chegada às 17h. Isto seria o trajeto inicial, mas, com a inclusão da tirolesa no nosso trajeto, ao chegarmos na Hidrelétrica, seguimos a caminhada somente com a mochilas de ataque, porque as mochilas maiores foram despachadas no trem.

     

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    Após três horas, chegamos à cidadezinha de Águas Calientes muuuuitos cansados e fomos direto ao hostel The Tayta (incluso no pacote da trilha). Margot sugeriu que descansássemos um pouco e às 17h30min pediu que fôssemos ao seu encontro num ponto de parada do trem buscar nossas mochilas que chegariam neste horário.

     

    Depois de pegar nossas mochilas, jantamos num restaurante (também incluso no pacote da trilha) e na oportunidade nossa guia nos repassou os ingressos ao Machu Picchu, as passagens de ida e volta de ônibus (Águas Calientes – Machu Picchu – Águas Calientes) e a passagem de trem com parada em Ollataytambo, onde haveria uma van à nossa espera para nos levar de volta a Cusco. Em clima de despedidas, Margot solicitou que fizéssemos uma avaliação por escrito sobre os serviços prestados pela agência. Em seguida, ela solicitou que no dia seguinte, dia da vista ao Machu Picchu, estivéssemos às 5h10min no ponto dos ônibus com destino às ruinas, e que ela estaria nos esperando na fila nesse horário. Em seguida, voltamos ao hotel para um bom banho demorado e quente. Estava friíssimo em Águas Calientes! ::Cold::

     

    Quinto dia: Aguas Calientes – Machupicchu – Cusco (9 km).

     

    E finalmente chegou o “gran finale”! Eu quase não podia acreditar que eu realizei um desejo de chegar ao Machu por meio de uma trilha cheia de aventuras e diversão. Assim, neste último dia, servimo-nos do café da manhã no hotel antes do horário combinado com a guia e logo fomos ao seu encontro na fila do ônibus para Machupicchu. Havia muita gente na entrada das ruínas da cidade perdida. Machu Picchu recebe diariamente uma média de 3 mil pessoas. Assim que entramos na cidade, a guia nos explicou o significado e importância do lugar, do Machupicchu e seus arredores. Machu Picchu (em quéchua Machu Pikchu, "velha montanha") também chamada "cidade perdida dos Incas", está localizada a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, protegida por grandes montanhas.

     

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    Visitar Machu Picchu é como misturar o real e o imaginário, fazendo com que cada pessoa tenha sua própria interpretação dos fatos que cercam essa misteriosa cidade. Nós, por exemplo, ao observar Machu Pacchu a partir da cabana do guardião conseguimos enxergar um rosto de um Inca, talhado nas montanhas. Em relação à estrutura física das ruínas, é algo incrível e impressionante observar que a cidade foi toda construída com pedras enormes, encaixadas perfeitamente sem o auxílio de cimento ou de barro. Margot contou que há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi construída para supervisionar a economia das regiões conquistadas e refugiar o imperador Inca, no caso de ataques.

     

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    A guia explicou, ainda, que os Incas eram formados principalmente pelas tribos indígenas Quéchuas, Aymará, Yunka e outras, que fisicamente eles eram de estatura baixa e pele morena – o que explica o tamanho das portas e entradas nos compartimentos da cidade –, que adoravam o Sol e acreditavam que o astro se reencarnava em cada Inca ou imperador. Aliás a expressão inca significa, na língua quéchua, “filho do sol”, e que esse termo era utilizado por uma elite que dominava politicamente o território e que, para a grande parte da população, o termo só era empregado para designar o imperador, a mais importante autoridade política, considerado um descendente do sol, pertencente à tribo dos Quéchuas, a principal do império.

     

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    Após essa e outras explicações Margot encerrou seus serviços como guia e despediu-se de nós, deixando-nos livres para apreciar Machu Picchu. Assim depois de horas fotografando e filmando finalizamos nosso passeio à cidade perdida. Pela tarde tomamos o trem de retorno conforme o combinado. Fizemos um percurso de trem a partir de Águas Calientes até a cidade de Ollataytambo e depois de van até Cusco, onde permanecemos por mais um dia até voltarmos a Rio Branco, seguindo o mesmo roteiro da ida. ::otemo::

     

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    Trilhar a Salkantay foi surpreendente. O caminho é lindo, florido e tem uma vista maravilhosa das montanhas . De fato, a trilha tem seus extremos: calor e frio, subidas e descidas, picos nevados e floresta. Além disso, andei pela primeira vez a cavalo, mergulhamos nas piscinas de águas termais e aventuramo-nos na maior tirolesa da América Latina! E hoje, quando lembro do sufoco que passei nas subidas do primeiro dia da caminhada, sinto que foi uma prova para que eu pudesse conhecer melhor meu organismo e, quem sabe, voltar à Abra Salkantay com as próprias pernas! Ou realizar a Trilha Inca Clássica. Vou treinar muito para isso! rsss. Acho que vou até tentar subir o Monte Roraima em um dia! ::lol4:: Não temam a Salkantay, limites e desafios podem ser superados, e sempre tem-se uma recompensa ao final dessa trilha: Machu Picchu. ::love::

     

    Agradeço ao amigo Fábio, e sua companheira Sandra, pela acolhida em sua chácara, na cidade de Rio Branco, capital do Acre, e Rodolfo Hermoza pelo compromisso de nos proporcionar essa grande aventura. E aos meus amigos fiéis Angélica e Paulino, que desde o ano passado (2014) sonhávamos juntos em realizar essa trilha e mesmo com tantas adversidades fomos firmes e fortes nesse propósito. E agradeço nossa amiga Gracie, que conhecemos no Monte Roraima e que aceitou o desafio de realizar essa aventura mesmo sem nos conhecer. E ela é uma mulher que caminha viu! ::otemo:: Já fez diversas trilhas, incluindo Santiago de Compostela e Monte Roraima. Gracie, obrigada pela companhia, pelo carinho e pela amizade. Valeu amigos, Salar de Uyuni nos espera! ::otemo::

     

    Dicas para realizar a Trilha Salkantay com tranquilidade. ::otemo::

    • Em primeiro lugar, acredito que sedentários terão dificuldades. Eu, por exemplo, não sou uma atleta, porém exercito o corpo na academia. Assim, um bom treino antes de realizar a trilha ajuda bastante.

    • Leve o necessário para trilha. Mas somente o necessário mesmo! A seguir uma relação de itens considerados essenciais nessa caminhada: uma mochila de 10 litros (nós levamos duas mochilas, uma maior para levar os 5kg nos cavalos); 2 blusas de manga longa tipo dry fit; 2 blusas de manga curta tipo dry fit; 1 jaqueta tipo anorak; 1 casaco tipo polar/ fleece; 1 calça de tactel, com zíper que vira short para a caminhada; 1 calça de fleece ou outra de tecido leve para usar nos acampamentos; 1 blusa segunda pele; 1 calça segunda pele; 1 bota para trekking; uns 3 pares de meia especiais para trekking (2 mais finas, 1 mais grossa); 1 cachecol; 1 par de luvas; 1 gorro; 1 chapéu com abas; 1 toalha leve e que seque rápido; 1 capa de chuva; 1 cantil de 1 litro; Estojo de remédios de uso costumeiro; Repelente, bloqueador solar; lanterna e pilhas extras; Óculos escuros; Desodorante; Pasta e escova de dente; Lenços umedecidos; Papel higiênico; Roupa íntima; cobertor de emergência; Máquina fotográfica e baterias extras com carga; bastão de trekking e alimentos energéticos. Saco de dormir e isolante térmico podem ser alugados na agência contratada. Cada pessoa decide o que pode ser levado pelos cavalos/mulas.

    • a melhor época para fazer a trilha Entre abril e novembro, que são os meses mais secos.

    • Não é necessário reservar o trekking com antecedência. Tem inúmeras agências de turismo em Cusco que realizam saídas diárias. Fechando o passeio pessoalmente você consegue um valor melhor do que se reservar do Brasil. Pode ir tranquilo(a) que você não corre o risco de ficar sem vaga.

    • Não precisa um número mínimo de pessoas no grupo, pois eles juntam pessoas de diferentes agências. No nosso caso, contratamos uma guia exclusiva para nós quatro.

    • Sobre os custos do trekking de 5 dias, os preços variam muito (mesmo) de agência para agência. Em Cusco, vi agência vendendo pacotes a partir de US$ 165 a US$ 800. Mas é preciso estar atento ao que se cobre ao contratar o trekking. O que pode justificar as diferenças de preços são: o tipo de acomodação no 4º dia em Águas Calientes e o horário do trem da volta de Águas Calientes a Ollantaytambo (horários mais “convenientes” são mais caros). Trens com serviço de bordo também são mais caros.

    • Levar dinheiro em soles, pois você vai precisar comprar água nas “lojinhas” do caminho, onde também é possível comprar biscoitos, chocolates, refrigerantes e outros, dar gorjeta aos porteadores e cozinheiros, pagar por um banho quente em um dos acampamentos, pagar para usar sanitários, pagar entrada nos banhos termais e, se optar, pagar pelo passeio nas tirolesas. E ainda, levar uns 300,00 soles extras para pagar o retorno a Cusco, caso pense em desistir da trilha. Pelo menos foi a orientação da agência que contratamos.

    • E sobre o custo das passagens para quem decidir entrar no Peru pelo acre, segue-se os valores:

    - Passagem de táxi Rio Branco/Assis Brasil/Rio Branco (com parada em Brasiléia para troca de táxi): R$ 200,00.

    - Passagem de van Iñapari/Porto Maldonado/ Iñapari: 60,00 soles (60 reais, no cambio a 1 real por 1 sol);

    - Passagem de ônibus Porto Maldonado/Cusco/Maldonado: 100 soles.

    - Passagem de avião Porto Maldonado/Cusco/Porto Maldonado: 140 a 300 dólares (depende do dia e da companhia)

    • Valores inclusos no pacote contratado:

    - Passagem ônibus Águas Calientes/Machu Picchu/Águas Calientes: 24 dólares;

    - Boleto de acesso ao Machu Picchu: 128 dólares;

    - Passagem do trem de volta a Ollantaytambo: 70 dólares (http://www.perurail.com/)

     

    Por enquanto é isso galera, até a próxima!!!

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    Olá galera da mochila!!! Voltei para descrever minha terceira ida ao espetacular Monte Roraima numa jornada de oito dias no período do Carnaval 2015. Neste relato pretendo complementar o que descrevi no “Trekking no Monte Roraima, Carnaval de 2014” (trekking-no-monte-roraima-carnaval-de-2014-t93610.html) com novas impressões que tive ao realizar uma viagem quase completa no topo do tepuy tão amado e admirado por mim e por inúmeras pessoas. Descrevo essa viagem a partir do meu ponto de vista e dos momentos que vivi nessa aventura.

     

    A oportunidade de reviver pela terceira vez essa aventura surgiu, ainda na segunda ida no carnaval do ano passado, quando alguns amigos manifestaram o desejo de realizar o trekking ao Monte Roraima outra vez, porém com mais dias no seu topo. Eu me animei porque ainda não havia realizado uma viagem de mais de seis dias no Roraima. Dessa forma, no final do ano passado formamos um grupo de vinte e dois amigos de Boa Vista/RR e seis de Manaus/AM e, em seguida, entramos em contato com nosso amigo venezuelano Juan Pablo, claro, o guia que nos conduziu no carnaval do ano passado, e informamos ao ele nossa pretensão de realizar o passeio de oito dias. Para tanto, Juan Pablo solicitou de todos a cópia da Carteira de Identidade ou do Passaporte para ele pedir autorização do ICM-Bio para entramos npo lado brasileiro do Monte. Pelos oito dias pagamos o valor de R$ 670,00 reais por pessoa. Neste pacote foram incluídos transporte Santa Elena-Paraitepuy-Santa Elena e equipamentos de camping, de cozinha e outros a serem transportados pela equipe de Juan Pablo. Não estava previsto nenhum tipo de seguro neste pacote. A novidade foi que Juan contratou cinco guias para nos acompanhar na visita ao Monte Roraima.

     

    Como nem todos do grupo se conheciam, formamos um grupo no whatsapp – que foi a melhor coisa que fizemos antes de nos encontrarmos para o trekking. Por este grupo trocamos informações sobre os itens a serem levados para a caminhada, trocamos experiências em viagens e postamos fotos das mochilas prontas. Juan também foi adicionado ao grupo e foi muito bacana a interação entre viajantes e guia. E, assim, partimos de Boa Vista na sexta-feira dia 13 de Fevereiro à fronteira do Brasil com a Venezuela. Após os tramites de entrada ao país vizinho fomos direto ao hotel que Juan reservou para pernoitarmos, mas, que não estava incluído no pacote e pagamos 20,00 a diária.

     

    No final da tarde, o guia reuniu o grupo e com um mapa do Monte Roraima nas mãos mostrou o percurso da trilha e os pontos que visitaremos no topo da montanha. Até a gruta Coati, lado brasileiro, Juan Pablo explicou que caminharemos quatro dias com pernoites no acampamento Tek, no acampamento Base e na gruta Sulcre (este no topo do monte), nesta ordem. A partir do sexto dia, iniciaremos o retorno do Coati para o Sulcre e deste para o Tek, e depois para Paraitepuy, em dois dias de descida. Depois, Juan Pablo explicou a forma de como seriam servidas as refeições, sensibilizou para a importância da consciência ambiental durante nossa estada no Roraima, e outras regras que já descrevi no relato mencionado no início deste texto. Juan Pablo marcou nossa saída para as 8h da manhã. Após todas as informações, fomos jantar em restaurantes próximos ao hotel e descansamos pois no dia seguinte teríamos uma longa caminhada.

     

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    Os quatro dias de caminhada até chegar ao acampamento final no topo do Roraima

     

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    No dia seguinte saímos de Santa Elena em jipes 4x4 direto para Paraytepuy, o ponto de partida da caminhada e onde o grupo teve um tempo para organizar seus pertences e contratar carregadores particulares por cerca de 2 mil bolívares a diária, mais ou menos uns 37 reais.

     

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    Após saboreamos bananas, enfim, começamos a trilha lá pelas 11h da manhã. Nesse grupo havia cinco pessoas que praticavam maratona e sempre chegavam primeiro nos acampamentos numa rapidez admirável. Cheguei às 16 horas no acampamento Tek e as barracas já estavam montadas. Depois de acertada as duplas que dividiriam as barracas a partir de então, eu e outros amigos fomos tomar um merecido banho nas águas geladas do rio Tek. Maravilhoso! Após o jantar, Juan Pablo nos apresentou a sua equipe composta por 15 pessoas, entre elas, dois irmãos, três sobrinhas e um filho. Em seguida, fomos ao descanso na nossa primeira noite da aventura. Dormi um pouco apreensiva pensando na dura caminhada que teremos no dia seguinte...

     

    Como já relatei, considero o segundo dia do trekking o mais duro de todo o trajeto. São mais de 10 km de subida constante e quase sem sombra em meio à vegetação savânica. Maaaass, os meses de academia me ajudaram bastante a superar este trecho, pois não me senti tão exausta e tampouco sem fôlego como das outras vezes. Porém, é bastante cansativo caminhar sob o sol torrando! Cheguei com outros três amigos por volta das 14h, o menor tempo que já realizei nesse percurso. Rsss.

     

    Tivemos tempo suficiente para outro banho gelado, para entrosarmo-nos uns com outros, para posar para fotos, etc., enquanto a janta estava sendo preparada. Após o jantar ficamos um tempo conversando e depois fomos para as barracas repousar e recuperar a energia para o terceiro dia de caminhada. Devido a uma gripe que contraí antes da viagem, nessa noite dormi mal por causa do desconforto da dor de cabeça e da tosse.

     

    Amanheci ruim, porém, tomei uns comprimidos para amenizar o resfriado e pernas para que te quero! Rss. O terceiro dia foi tão duro quanto o segundo, porém, a trilha é quase sempre dentro da mata que cerca o Monte Roraima. O trecho conhecido como Paso de las Lágrimas, onde se passa sob uma das cachoeiras que despencam sobre a rampa estava seco e passamos de forma tranquila. Ufa!! ::mmm:

     

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    Claro que num grupo de 28 pessoas não é de se esperar que todos caminhassem juntos. Rsss. Obviamente os meus amigos maratonistas estavam sempre na frente. Haja fôlego para acompanhá-los. (risos) Fiz o percurso acompanhada pelo guia José, avancei na frente de alguns amigos porque estava com bastante energia para tanto! Rss. Lá pelas 14h alcancei o topo do Monte Roraima onde já estavam os amigos de Manaus e outros dois integrantes do nosso grupo à espera do guia José que nos conduziu por mais uns vinte minutos até o “hotel” Sulcre. E lá já se encontravam os maratonistas se preparando para realizar um passeio guiado pelo carro Maverick, o ponto mais alto do Monte Roraima. Não fui dessa vez, preferi tomar um banho numa piscina de água gelada próxima à caverna. Os meus amigos que ficaram por último estavam sendo acompanhados por outro guia e chegaram logo em seguida.

     

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    Durante o jantar, Juan Pablo propôs de acordamos às 4h30min da madruga para desocupar as barracas porque havia vários grupos de viajantes de diferentes agências se dirigindo para a gruta Coati e Juan temia que ficássemos ao relento, pois a tal gruta não comporta tanta gente. Porém, se os carregadores chegassem cedo nesse local com nossas barracas talvez conseguiríamos vagas. Todos concordaram com a proposta e rapidamente zarparam para as barracas para aproveitar mais a noite de sono dentro delas. Rsss. ::otemo::

     

    No dia seguinte, conforme o combinado, os carregadores saíram cedo e nós saímos logo após o desjejum em direção ao hotel Coati. Durante o trajeto paramos no El Fosso e no ponto tríplice. Depois, cada um seguiu seu ritmo, que muitas vezes coincidia com o de outras pessoas. Assim, foi nossa rotina de caminhada. Uns caminhavam rápido e chegavam primeiro nos acampamentos e outros caminhavam sem pressa com o desejo de conhecer cada parte do surreal Monte Roraima ou para respeitar os limites do corpo. Eu sempre caminhava em companhia da minha amiga Sara. Mas, quando eu estava com bastante energia avançava na frente e esperava por ela em certos pontos (risos).

     

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    Após pausa para fotos no El Fosso e no Ponto Tríplice, continuamos nossa jornada em poucos minutos já estávamos no lado brasileiro e fiquei surpresa com a paisagem que vi nesse lado. É diferente com muitas árvores e arbustos, musgos verde e amarelo e muita bruma.

     

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    Infelizmente não conseguimos acampar na gruta Coati porque estava lotado, como foi previsto. Para se ter uma noção, essa caverna abriga mais de 20 barracas em alta temporada. Porém, Juan nos abrigou em outra gruta que fica cerca de 200 m após a do Coati e que ainda não tem nome. Mas que abrigou as 14 barracas mais as outras da equipe do Juan. Essa gruta nos protegeu das rajadas de vento durante as duas noites que permanecemos no local. E a primeira noite nessa gruta foi gelada!!!! ::Cold::::Cold:: Dizem que chegou a 4 graus!

     

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    Como boa parte do grupo chegou cedo, muitos aproveitaram para passear pelas redondezas, como no mirante em frente ao acampamento e de onde se avista o Monte Roraiminha e a Serra do Sol, no Estado de Roraima. Liiiiiiindo demais!

     

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    O quinto dia da caminhada: nascente do rio Cotingo – Roraiminha - Lago Gládys - Labirinto

     

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    No dia seguinte, após o desjejum iniciamos mais uma caminhada de cerca de duas horas em direção à nascente do Rio Cotingo (lado brasileiro e que corta o nordeste do Estado de Roraima), o Lago Gládys, o mirante para o Roraiminha e o labirinto (os três no lado guianense). Genteeee!!!! Que lugar divino!!! Esse lado do Monte Roraima é uma das coisas mais lindas que já vi nessa montanha! Indescritível! Nessa parte tem muitas árvores e arbustos que formam uma floresta! (risos) A nascente do rio Cotingo e outras nascentes correm por entre as pedras e se despencam formando belas cachoeiras e piscinas naturais de águas límpidas, transparentes e geladas. A bruma dá um charme a esse paraíso. Espetacular!

     

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    Seguimos nosso trajeto paralelo às cachoeiras das nascentes do rio Cotingo até certo ponto e depois seguimos numa trilha marcada nas pedras em direção ao Lago Gládys. Outra maravilha! Não ousamos mergulhar, pois, segundo os indígenas, o lago é sagrado e chove quando alguém mergulha nele. E como estávamos torcendo para que não chovesse contentamo-nos com belas fotos do famoso lago. Depois fomos ao labirinto, mas não pudemos ver o Monte Kukenam porque havia muita névoa. Assim, voltamos para o Lago Gládys para um lanche e depois retornamos para uma das piscinas naturais do Cotingo para um mergulho na água gelada. No retorno, fui com alguns amigos ao mirante que fica em frente ao nosso acampamento para contemplar o Roraiminha e a Serra do Sol. A vista é deslumbrante!

     

     

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    E assim foi nosso quinto dia no Roraima que se encerrou com uma noite de muita chuva, vento que sacudiu as barracas e muito, muito frio!!!

     

    O sexto dia da caminhada: a volta à gruta Sucre

     

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    No sexto dia do treekking saímos cedo do acampamento para conhecer o Vale dos Cristais, que fica próximo ao Ponto Tríplice. Eu e dois amigos fomos os últimos a sair da gruta e no caminho, aproveitamos para conhecer a gruta Coati. Havia muitas barracas e a gruta é realmente grande. Depois dessa visita, seguimos nosso caminho até o ponto tríplice e de lá o vale dos cristais. Não demoramos muito porque tínhamos uma longa caminhada até o Sulcre. Uma parte do nosso grupo foi para o El Fosso e eu segui com duas amigas para a gruta contemplando as cachoeiras que estavam mais caudalosas por causa da forte chuva que caiu na noite anterior.

     

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    Chegamos cedo na Sulcre e aproveitamos o tempo livre para fazer um passeio na Jacuzzis e La Ventana, com um dos guias, José. É preciso dizer o que achei? Claro que vou dizer! Kkk. Linda! Simplesmente linda a Jacuzzis! Seguimos o percurso das águas dessas piscinas por um longo trajeto e vimos que também formam lindas cachoeiras. Outro espetáculo do Monte Roraima! E o que falar da La Ventana? Confesso que tremi nas bases ao me aproximar do abismo e da janelinha que o avista. Rsss. Em compensação, nesse ponto, tivemos a oportunidade de conhecer as cachoeiras que despencam dos paredões do Tepui Kukenan. Na volta para a gruta, finalmente, conheci o sapinho preto que habita o Monte Roraima! Que fofo!!! tão pequenininho! Rsss. Esse passeio foi para fechar com chave de ouro o último dia no topo do Monte Roraima. À noite, dentro da barraca, após um bom bate-papo com meu companheiro, dormi com a sensação de mente e corpo renovados e sentindo a magia e o mistério do Monte Roraima.

     

     

    A despedida do Monte, um até logo!

     

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    No dia seguinte, iniciamos a descida do topo diretamente ao Rio Tek. Definitivamente, no meu ponto de vista, não é fácil a descida e a caminhada até o acampamento Tek para quem não tem muita técnica ou resistência física. Como dizia Juan Pablo “a descida é dura”! Não tenho problemas nos joelhos, mas minhas panturrilhas sofreram um choque!!! Kkkkk. Era esquisito andar no plano. Rssss. E o calos? Ah os calos... Desci de papete porque os calos me impossibilitaram de calçar as botas. Foi pior porque arrebentei a pele do dedinho numa pedra. Ui que dor! Ainda bem que nossos amigos de Manaus são enfermeiros, kkkk. Sanderson foi o nosso queridinho que tratava dos nossos calos mais graves. Kkkkkk.

     

    E os maratonistas? ah, os nossos amigos maratonistas pediram permissão ao Juan para descer do Sulcre ao Paraitepuy no sétimo dia de caminhada, queriam vencer o desafio de descer a montanha em um dia, façanha dos guias e carregadores que trabalham no monte. E deu tudo certo, o grupo chegou lá pelas 4 horas da tarde em Paraitepuy.

     

    Enquanto isso, iniciamos a descida com muitas pausas para fotos e descanso. Ao chegar no Rio Tek no final da tarde, a primeira coisa que fiz foi mergulhar no rio, pois o calor e o cansaço eram imensos. Durante a janta propomos ao Juan de iniciarmos a caminhada do dia seguinte às 5h da manhã para evitar o sol forte, ele concordou e nos garantiu o café a partir desse horário. E assim, no dia seguinte, partimos no horário combinado rumo ao Paraitepuy e de lá paramos para almoço e, depois, seguimos de volta ao Brasil.

     

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    Na volta para casa a saudade começou a invadir meu coração. Gosto muito de realizar a caminhada ao Monte. São muitos desafios a vencer: caminhadas longas e exaustivas, calor, caminho íngreme, mosquitos, alimentação simples, sobe e desce sem parar durante o percurso da caminhada, uso das mesmas roupas todos os dias, banhos limitados e gelados, nada de shampoo, nada de uma cama confortável, etc... São experiências que passam longe do meu dia-a-dia. E amo fazer esse tipo de aventura por proporcionar-me um encontro comigo mesma e com meus limites e esquecer as vaidades, embora não seja muito vaidosa. A respeito do grupo, acredito que a maioria aproveitou bem os oito dias de passeio, principalmente durante a estada no topo, onde teve a oportunidade de realizar passeios nos principais pontos turísticos do Monte Roraima.

     

    Essa minha terceira subida ao Monte foi muito especial. Conheci lugares deslumbrantes, pessoas maravilhosas e o famoso sapinho que nas outras vezes não tive o prazer de encontrá-lo! Rsss. Conhecer o lado brasileiro e, principalmente, o guianense foi fascinante e encantador. É muito diferente do que já estava acostumada a ver no lado venezuelano. Não imaginei que havia árvores e tantas piscinas naturais e cachoeiras em um só lugar e uma parte quase plana de pedra que circunda o lago Gládys. E por falar nele, como é perfeito! Com certeza, vou sempre recomendar aos pretendentes o passeio de no mínimo oito dias no topo do Monte Roraima. Vale muito a pena caminhar mais de dois ou três dias no topo e contemplar uma beleza particular em cada ponto do Monte Roraima. E por falar em caminhada, fizemos as contas e constatamos que caminhamos cerca de 110 km nos oito dias da viagem. Nooooossssa, nunca imaginei que eu andasse tanto! rsss.

     

    Por fim, registro aqui um abraço especial ao amigo Juan Pablo e sua equipe (Jose, Celma, Sandra, Arnold, Norma, Carmen, Valeria, Kendry, Reynaldo, Dixon, Willian, Carlos, Omar, Melvyn, Ostiquio, Saturnino, David, Julio, Willmer, Alexis e Ángel Luis; um abraço aos meu amigos Angélica, Paulino, Estácio, Irislene, Sara, Gilmar, Dorinha, Fátima, Dianne, Brenda, Dona Francisca, um beijo especial aos amigos de Manaus: Sanderson, Kelly, Vânia, Ana Lúcia, Paula e Ray e outro aos amigos que consagrei na trilha: Roseli, Jairo, Thalita, João Paulo, Nana, Blaine, Roberto, Elinaldo, Sandra e Elizabeth. Em breve nos reencontraremos nas trilhas andinas, preparem-se! rss

     

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  10. Realmente o carregador quebra o galho. Quando a carga esta completa ele carrega 92% da bateria do meu celular que tem 2070 mAh e a capacidade da bateria do carregador é de 2500 mAh. Agora o carregador tem que ficar no minimo oito horas no sol e tem a vantagem de que você pode carregar seu aparelho e recarregar o Carregador Solar ao mesmo tempo. Mas, ainda está em fase de teste. Pois tenho a impressão de que esse produto carrega lentamente... Vou dá uma olhada no link que VC enviou.

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