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B.G.

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  1. Lucas e Marcelo, Que maravilha de relato, delícia de ler! Dicas ótimas e boas reflexões políticas... Viajar é ou não é uma experiência antropológica?! Pra mim é, sempre...e só se pode, de fato, afirmar que "conheceu" um lugar quando nos permitimos conhecer as pessoas do lugar, olhar pra elas, ouvir as suas histórias, trocar ideias...e o mais louco é que assim saímos com a impressão de que há ainda muito, muito mesmo, a se conhecer. Compartilho da opinião de que o tema "Revolução" é bastante controverso (impossível tirar qualquer conclusão precipitada e simplista) e, logo no incício do nosso relato, Pedrada e eu destacamos que estar em Cuba é um exercício constante de "relativização"...Cuba é intensa e complexa. Viva Cuba! Viva os cubanos! Grata pelo relato...aumentou minha vontade de voltar, e logo!
  2. B.G.

    Cuba

    AnaChrist e Pedrada, faço minhas as palavras de vocês, me representam. Até porque, aqui a maioria é dos que pensam que falar sobre política num site de viagens/viajantes é chato, desinteressante ou "foge" ao tema. Realmente acreditoque viajar é se abrir pra conhecer o outro, outra cultura, outros modos de vida... No relato que escrevi com Pedrada sobre nossa viagem à Cuba procuramos ressaltar o quão intensa foi a experiência...difícil passar por isso sem se deixar afetar sobre as outras possibilidades de se organizar politicamente e de estar nesse mundo. Mas claro, não é relevante. Voltemos aos preços, aos câmbios e aos julgamentos preconceituosos, sim, sobre Cuba e os cubanos. Encerro aqui minha participação nesse tópico. Grata pela atenção.
  3. B.G.

    Cuba

    "...lá as coisas nao funcionam como na maior parte do mundo. eles estao uns 40 anos atrasados em tudo por lá" Gente, quando leio uma frase como essa, a primeira pergunta que me vem à cabeça é: afinal de contas, o que é ser "atrasado"? Ou melhor, são atrasados em relação a quê e a quem, exatamente? Que critérios usamos pra definir o que é "atraso"? Se definirmos políticas públicas para saúde e educação como parâmetro de comparação do grau de "desenvolvimento" (muitas aspas, por favor, muitas mesmo...) poderíamos afirmar que Cuba está bem à frente de países tidos como "desenvolvidos" (mais aspas...esse termo é praticamente um sinônimo de "capitalistas", "ocidentais", assim como "atrasado" pode ser facilmente associado a qualquer outro sistema, modelo ou cultura diferente do que engolimos como "padrão" a ser adotado). Cuba é um país onde as taxas de mortalidade infantil são irrisórias, assim como as taxas de analfabetismo, e o são porque há oferta de saúde e educação públicas de qualidade para a população; não é preciso pagar para morar, todos tem casa própria; possui experiências admiráveis de agricultura urbana (quintais agroecológicos, hortas urbanas); lá, as pessoas não passam fome e qualitativamente se alimentam melhor do que muitos de nós; é possível transitar pelas ruas, sem o medo de ser assaltado a qualquer momento...enfim, nada disso me remete a uma idéia de "atraso", especialmente quando os critérios para definir o que é "qualidade de vida" não estão associados à possibilidade de consumir e, principalmente, consumir supérfluos. Claro, tem a questão da privação da "liberdade", do poder ir e vir, questão polêmica e que acaba ocultando os tantos "avanços" conquistados após a revolução. Aliás...e quem é que tem "liberdade" num país capitalista ou o que exatamente isso $ignifica para nós? Sem querer polemizar...mas atrasado mesmo é preconceito, viu?
  4. Valeu, Ana! Estou curtindo muito o seu relato e ansiosa para saber como foi o resto da viagem! Me identifico muito com algumas questões politicas que você coloca...como dissemos no início do relato, a experiência em Cuba é um exercício de relativização constante e muito rico...quer dizer, é assim para quem se permite ouvir as pessoas, se aproximar da cultura local, fugir dos estereótipos e principalmente fugir dos nossos conceitos e padrões burgueses! Somente assim é possível viver a experiênca sem preconceitos e voltar com histórias muito mais interessantes para contar. É isso mesmo: aos cubanos, não falta o essencial. E qualidade de vida não significa ter poder aquisitivo para consumir supérfluos. Enfim, o tema é muito polêmico e Cuba nos faz (de novo: quando nos permitimos a isso) questionar muitas das certezas construídas por esse sistema capitalista nada sustentável que conhecemos. Impossível chegar a uma conclusão...as contradições são muitas mesmo. Curti as reflexões que voce compartilhou no blog e botei fé quando você disse: "Se eu gostei de Cuba? Sim, me apaixonei. Se eu moraria lá? Não, prefiro meu conforto burguês. Mas não tenho dúvidas que minha faxineira preferia fazer faxina em Cuba. Lá, ela ganharia praticamente igual a um médico e não precisaria pagá-lo para ter seu serviço. E sua filha poderia também ser médica, se quisesse. Ser pobre em Cuba é infinitamente melhor que ser pobre no Brasil. Mas o rico... ah, esse foge, claro, afinal lá ele não vai ter o carro do ano, nem a casa na praia e seu filho vai ser coleguinha de classe do filho da faxineira" É bem por aí! Continue! Grande abraço!
  5. Olá, zeclaudio, Obrigada pelos comentários sobre o nosso relato. De fato, voltamos sentindo um carinho enorme por Cuba e pelas pessoas que conhecemos lá. E por falar em carinho, Carmen e Ariel, sem dúvida, foram as pessoas a quem mais nos apegamos! Recomendo, sem sombra de dúvida, a hospedagem na casa deles, vá sem medo de errar! Embora eles não sejam de Havana, já estão lá há um tempinho e podem dar boas dicas - claro, talvez não como poderiam dar os anfitriões nativos, mas o trato deles com os hóspedes faz toda a diferença: eles são extremamente hospitaleiros, gostam de conviver com os hóspedes e foram os únicos anfitriões que se sentaram à mesa com a gente, nos proporcionando momentos de boas conversas. Bom lembrar que na primeira passagem por Havana nos hospedamos em outra casa, que era de uma "nativa" da cidade, e embora a casa também fosse muito bonita, bem localizada e a dona fosse muito educada, não se compara ao tratamento oferecido por Carmen e Ariel. Ah...sou suspeita mesmo! Fomos os primeiros brasileiros naquela casa, mas depois do relato e do comentário na Trip Advisor, muitos outros brasileiros passaram por lá (dê um aolhada nas avaliações da Trip) e eles adoram! Abraços!
  6. Pôxa, que pena...mas acontece, né? Nem sempre temos sorte com o que comemos por aí. No nosso caso foi diferente, gostamos muito das refeições nas casas particulares (quase todas as jantas foram nas casas), gostamos das comidas de rua e também dos restaurantes, especialmente o San Cristobal,em Havana. Abraços!
  7. Manuela, legal seu relato! Fiquei com muita vontade de conhecer as cachoeiras e Baracoa Ei, Deia, você achou a comida cubana tão ruim assim? Eu adorei as comidas, sério mesmo! Abraços!
  8. Olá, Lívia! Suas fotos ficaram incríveis! Vi que você aproveitou parte do nosso roteiro e dicas sobre o que fazer em Havana, fico feliz que nosso relato tenha ajudado
  9. Valeu, Bruno! Não deixe de ir a Cuba, é uma experiência incrível! Qualquer dúvida estamos às ordens!
  10. Olá, Greice, Você poderá se comunicar com os seus pais por telefone ou internet, sem problemas. Em Havana, a conexão a internet é melhor do que no interior e é possível acessar nos grandes hotéis (Hotel Inglaterra, Telégrafo, Florida, etc), basta comprar um cartão no próprio hotel.
  11. Olá, rafahitoshi! O ponto de partida para os Cayos Santa Maria e Las Brujas costuma ser Santa Clara e Remedios (mais próximos de Remedios). Partindo de Trinidad tem outras opções de passeios (cayos, Vale dos engenhos, playa ancon, etc.). Não fomos a Viñales, mas fiquei com muita vontade de conhecer essa parte mais "rural". E de lá é possível acessar o cayo Jutia (se não me engano). Sobre a casa, não conheço nenhuma opção que comporte tantas pessoas, mas é possível que o grupo se divida em casas próximas, se for o caso. Em Havana Velha, que considero o melhor lugar para se hospedar, tem muitas opções de casas com 2 ou até 3 quartos para turistas. E os donos das casas sempre tem um parente ou amigo que também aluga quartos. Espero ter ajudado, qualquer dúvida escreva
  12. Olá, Carol, Sobre hospedagem: - Nós ficamos apenas em casas particulares e todas confortáveis, recomendo. Em Havana ficamos na casa de Isabel (Centro) e na casa de Carmen e Ariel (Havana Vieja). Embora a primeira seja muito boa, a segunda é a nossa preferida. Talvez os dois ou três lances de escada não sejam muito apropriados para a sua mãe, mas os quartos eram muito bons e o convívio com Carmen e Ariel foi muito especial. Site: http://www.laventilada.com e contato: [email protected] - Tem vários hotéis entre o Centro e Havana Vieja (Sevilla, Inglaterra, Telégrafo, Florida, Ambos Mundos, Parque Central, dentre outros) e em Vedado (Hotel Nacional, Habana Libre, etc). Dê uma pesquisada em http://www.cubaccommodation.com e, se preciso, entre em contato com o Alain Tamayo (tiramos várias dúvidas com ele, que foi sempre muito solícito): [email protected] No site você encontrará informações sobre casas particulares em várias cidades de Cuba, além de hotéis, aluguel de carros, dentre outras. -Também sugiro dar uma olhada nos comentários sobre hotéis e casas aqui: http://www.tripadvisor.com.br/Tourism-g147271-Havana_Cuba-Vacations.html Sobre o roteiro: - Não fomos a Varadero. Há quem goste e há quem ache demasiadamente turística, fica a critério de vocês. Lá tem várias opções de hotéis e casas particulares, dê uma olhada nos sites acima. Também não fomos a Cayo Largo. - De fato, acho 9 dias pouco para Cuba...nesse caso e como vocês tem outros países no roteiro, talvez seja cansativo para os seus pais ir até Cienfuegos e Trinidad. - Viñales deve ser muito interessante, todos falam muito bem de lá. É uma zona bem rural, com motanhas e plantações de tabaco, passeios a cavalo e ainda tem belíssimas praias por perto (cayos). Espero ter ajudado!
  13. B.G.

    Cuba

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