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Mike Weiss

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Tudo que Mike Weiss postou

  1. Do norte da Tanzania eu voei para a moderna e limpíssima capital Kigali... não sem antes pedir o meu visto para Ruanda pela internet https://www.migration.gov.rw/index.php?id=203 É importante utilizar a internet também para fazer a reserva do seu permit para visitar os Gorilas de montanha, mande um e-mail para [email protected] e também visite o site http://www.rdb.rw/tourism-and-conservation/gorilla-trekking.html Eu mesmo fui até o Rwanda Development Board para pagar o meu permit e retirá-lo... sai muito mais barato do que fazer o trâmite através de uma agência. "Barato" é apenas força de expressão porque o permit custa USD 750, sim... são absurdos USD 750 para quem quiser ver esta espécie que está à beira da extinção. A visita a Kigali é básica, nada muito interessante para ver a não ser a absurda recuperação da cidade após o genocídio. Aliás, o Genocide Museum é sem dúvida um lugar de astral carregado, mas certamente um dos locais mais interessantes de Kigali. Vale também visitar o Hotel des Mille Collines - que é conhecido mundialmente pelo sucesso do filme Hotel Ruanda. Prossegui viagem num ônibus que serpenteou até Ruhengeri, onde subi num moto taxi até a Kinigi Guest House (única hospedagem barata para mochileiros) na pequena e agradável vila de Kinigi, que está exatamente na entrada do Parc National des Volcans, de onde partem os tão esperados trekkings. Acordei cedo para não perder a hora (quem chega tarde à recepção do parque perde o seu permit e deve pagar novamente para outro dia)... os grupos foram definidos pelos guias que utilizam o fator idade e forma física para escolher quem visitará qual família de gorillas. Ninguém visitou a família Susa (mais famosa de todas) no dia em que eu estava por lá... em geral quando há chuva ou tempo ruim os guias decidem por não seguir até os Susa devido ao risco de não encontrá-los, pois eles são os que estão mais longe da entrada do parque. Ao meu grupo foi atribuída a tarefa de encontrar a família Agasha... e não foi uma tarefa fácil. Iniciamos a subida passando por algumas vilas e campos, a chuva gelada começou a cair e só parou quando estávamos quase no topo da montanha. Foi quase um treinamento militar... muita chuva, muita lama até o joelho, alguns tombos, muito frio e felizmente muito bom humor! Não engane-se, trata-se de um trekking de verdade... nosso guia comunicava com os outros guias que partiram mais cedo e estavam buscando o grupo no meio da floresta munidos de facão para abrir caminho. Recomendo fortemente estar bem equipado com quebra vento e capa de chuva além de bons agasalhos... importante também é uma luva, pois há MUITAS urtigas bravas no caminho. Nada que não tenha sido recompensado pelo olhar profundo dos primatas que estavam ao meu lado. Mães brincando com os seus filhos, o silverback comandando a família toda... enfim, poderia ficar por horas observando a dinâmica do grupo. Tiramos muitas fotos e tentei respeitar o limite de 7 metros de distância dos animais... enquanto pedia ao guia para tirar uma foto minha com o silverback ao fundo, eis que ele começa a movimentar-se em minha direção (e eu sem perceber, olhando para a câmera) só vejo a expressão do guia que solta um "don´t move Mike, he is right behind you"... claro que não me movimentei, eu congelei... gelei! O gorilla bateu com a sua mão no meu ombro de leve e se distanciou batendo as duas mãos no seu peito como quem diz "quem manda aqui sou eu". Foi memorável, para ficar na história!!! Desci a montanha feliz, já com saudades daqueles primatas que tem muito mais personalidade e expressão que muitos humanos que conheço...
  2. O aeroporto de Kilimanjaro fica estrategicamente localizado entre Arusha e Moshi, as duas principais cidades receptoras de "muzungus" do norte da Tanzania. Do aeroporto fui direto para Moshi... lá fiz uma boa pesquisa por muitas agências de safari e cheguei até a Nyange Adventures, empresa que recomendo de olhos fechados como o melhor atendimento e preocupação com preços justos para mochileiros - Praise é o contato por lá, uma figura simpática que esclarecerá as suas dúvidas. Não espere conforto, o carro é um clássico Land Rover com teto conversível... a comida também é bastante simples, mas as paisagens são absurdamente incríveis. O safari de quatro dias foi inexplicável. Tarangire, Serengueti e Ngorongoro... estas três palavras são mais poderosas e amplas do que qualquer um pode imaginar. Foram dias de tranquilidade, de música com o teto do carro aberto, de animais caçando, de irmandade nos acampamentos, de tensão nas barracas quando ouve-se um leão rugindo logo ao lado... muito tempo para pensar, para apreciar tudo de mais bonito que a África tem para oferecer... fazer safari pelo norte da Tanzania é um clichê africano (e daí ter que dividir o espaço com tantos outros turistas)... mas vale a pena! Postei diversas fotos no facebook.com/indoaomundo e não quero estragar a surpresa, por isso a descrição do que vi e dos lugares vai ficar por aqui.
  3. Valeu, obrigado por acompanhar pessoal! Ramon, R$ 30.000,00 pode ser o suficiente sim. O valor de R$ 44.200 por ano é uma estimativa realista para quem vai efetivamente passar por todas as longitudes do planeta (completar uma volta ao mundo) em um ano... o valor sai caro porque você tem que voar entre os oceanos (cruzar o oceano pacífico é muitas vezes o bilhete mais caro). Quero deixar bem claro mais uma vez que É POSSÍVEL viajar gastando menos de R$ 44 mil em um ano... e muita gente o faz. Como fazem? Como todos querem fazer... ganhar dinheiro viajando! Dos que estão na estrada por um longo tempo / fazendo uma RTW, poderia afirmar que pelo menos 80% economizou o dinheiro em seu país de residência. Entretanto tenho conversado bastante com gente que tem as mais variadas ideias para ganhar dinheiro na estrada... estes são os 20% que trabalham enquanto viajam. COMO GANHAR DINHEIRO VIAJANDO: - Fazer artesanato e/ou comprar artesanato em áreas baratas e vender em áreas turísticas mais caras (milhares de argentinos estão viajando desta forma); - Fazendo arte em geral (malabaris, música na praça, pinturas, poesia)... (você ficaria surpreso ao saber o quanto esses artistas arrecadam num dia de sorte); - Trabalhando em hostels / atraindo turistas para hostels (além de pagar a sua hospedagem, alguns hostels pagam uns trocados para as despesas de alimentação); - Jogando poker online; - Sendo webdesigner ou fazendo outros freelas online enquanto viaja ( https://catracalivre.com.br/geral/emprego-trabalho/indicacao/10-sites-para-quem-quer-ser-freelancer ) - Aplicando no mercado financeiro / ações / forex trade; - Ensinando línguas... Enfim, existem as mais diversas formas de ganhar dinheiro enquanto viaja... mas eu (pelo menos até agora) continuo sendo da opinião de que é muito melhor viajar com a grana economizada por um tempo, digo isso por diversos motivos pois viajar com dinheiro possibilita que você tenha uma liberdade muito maior de estar no lugar que quer estar (muitos trabalhos te prendem a lugares onde você não gostaria de estar) e te permite aproveitar muito melhor a viagem e as possibilidades... e outro fator: é excelente após um ano de viagem ter um período de estabilidade num lugar só, aproveitando uma cidade só, curtindo os seus amigos por mais tempo, sua casa por mais tempo... e esse é o tempo que pode ser aproveitado para trabalhar sem estar viajando - até porque, em geral (e infelizmente) trabalhos em locais fixos são melhor remunerados que a maioria dos trabalhos itinerantes/online.
  4. Obrigado João, Márcio, Aline e Pedrada! Aline, em 17 dias você consegue ver muita coisa da ilha do norte... (tá, eu prefiro a ilha do sul... se vc tiver tempo de mudar, pensa no caso) Na ilha do Norte eu visitaria Auckland (onde vc vai pousar), Rotorua... que é muito legal pelas águas termais e poços coloridos... o parque Tongariro (perto de Wellington) e se gosta de vinho não deixe de passar por Gisborne. Va também ao lago Taupo... que é bonito e tranquilo. Se o tempo ainda não estiver muito frio vá para Bay of Islands no extremo norte.
  5. É claro que a viagem começa muito antes do primeiro passo... A preparação foi longa... e culminou no dia 28 de Fevereiro de 2014 em Blantyre no Malaui (onde eu estava trabalhando para uma empresa brasileira). Eu e um grupo selecionado de amigos fizemos a primeira perda do Indo ao Mundo juntos... fomos ao Lago Malaui e ficamos na Ilha de Domwe, com direito a praia particular, sem acesso à energia elétrica e muito menos ao telefone e internet... um verdadeiro privilégio encontrar lugares assim hoje em dia. Não poderia ter começado melhor! Quatro dias depois eu já estava seguindo rumo ao norte. Peguei um ônibus para Lilongwe, capital do Malaui, de onde pegaria um outro ônibus de 32 horas para Dar es Salaam na Tanzania... mas o ônibus para Dar quebrou e foi cancelado. O resultado foi que passei mais de 50 horas conectando pequenas vans até chegar a Dar es Salaam... só quem andou numa van africana é que sabe o aperto que é... um coloca os ombros para trás e outro coloca os ombros para frente, os pés fazem guerra por espaço no chão e a poltrona da van é claro que não reclina, o calor e o sol incomodam e fazem parte da experiência... 50 horas! Em Dar es Salaam fiquei num hotel barato e segui para explorar o centro da cidade... nada demais, praças, museus, o porto, muita sujeira e comércio. Dar é uma esquina do mundo... ali estão os africanos, árabes e todos estrangeiros num só caldeirão - fervendo! No outro dia segui para a Stone Town em Zanzibar... indescritível perder-se pelos seus caminhos labirínticos, ser seduzido pelo cheiro dos temperos, pela alegria das crianças brincando nas ruas, pela arquitetura decadente ou pelos frutos do mar expostos na feira noturna... Stone Town é dramática e possui uma beleza podre, impossível não ficar boquiaberto com as suas histórias e o seu comércio. Mas Zanzibar não é só Stone Town... a ilha possui praias incríveis, excelentes hostels, excelente snorkelling, muita comida boa e festa... foi na praia de Paje que passei uma semana tirando férias da loucura que foi o início da trip. De Stone Town voei num monomotor para Dar onde conectei para um vôo da low cost Fastjet para o aeroporto de Kilimanjaro no norte da Tanzania, preferi ficar na vila de Moshi onde tudo é mais calmo e tranquilo (e claro, de onde pode-se avistar o majestoso Monte Kilimanjaro). Não, eu não subi o Kilimanjaro por várias razões... primeiro porque o custo do trekking é superior a 1000 USD, dinheiro que eu viria a usar para fazer os safaris e o trekking no Parque dos Vulcões em Ruanda... mas esse é papo para o próximo post. Até lá. Obrigado por me acompanharem, abração!!!
  6. Na imagem, o traço em VERMELHO representa a primeira viagem de volta ao mundo, com o bilhete RTW Oneworld. Estão pintados de AMARELO os países que visitei antes de começar a segunda volta ao mundo, ou seja, antes de Fevereiro de 2014. O traço em AZUL representa o roteiro da segunda viagem de volta ao mundo, iniciando em Blantyre no Malawi (onde eu estava trabalhando) até a Costa Rica, onde estou agora, em Outubro de 2014. Ainda estou trabalhando no roteiro da segunda viagem de volta ao mundo... imagino continuar subindo pela América Central, visitar Cuba e alguns países do Caribe e seguir rumando ao Alaska... para depois cruzar para a Europa, possivelmente norte da África, Oriente Médio, os Stãos e Ásia... aceito sugestões e discussões sobre o roteiro!!!
  7. BILHETE RTW ONEWORLD 16 VOOS EM 5 CONTINENTES: R$ 12.000,00 PASSAPORTE, FOTOS, VACINAS E VISTOS TIRADOS NO BRASIL: R$ 1000,00 SEGURO DE VIAGEM DE UM ANO: R$ 2400,00 (não deixe de fazer o seguro se estiver em países como EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Japão). GASTO MÉDIO MENSAL NA ESTRADA: R$ 2400,00 *média dos gastos considerando 1/4 da viagem em países desenvolvidos, utilizando albergues e couch surfing e fazendo atividades turísticas de forma moderada. TOTAL DE GASTOS SEM LUXOS NEM GRANDES DESCONFORTOS DURANTE UM ANO: R$ 44.200,00. Simples assim. Indiferente da forma como você vai conseguir este dinheiro, se economizando do seu salário, com trabalhos na estrada ou na internet… é isso que você precisa para fazer uma viagem de um ano. Ah, mas você não vai comprar bilhete de volta ao mundo, vai viajar mais lentamente entre os países mais baratos? Melhor ainda! hehehe Outra dica fácil e sem complicações que eu sempre dou e costuma funcionar é ir ao hostelworld.com e achar o albergue mais barato (com quarto compartilhado, claro) do país onde irá ficar, multiplique o valor da diária deste albergue por 60 e terá noção do quanto irá gastar num mês naquele local.
  8. Eis que todo mundo faz várias perguntas, dá voltas mas quer mesmo saber como se faz para pagar uma viagem de volta ao mundo. E eis que muitos sites e blogs enrolam, enrolam mais um pouco e acabam dizendo que “não existe fórmula mágica” nem dizem quanto gastaram. Prometo que nesta página você vai ver números que poderá usar na SUA viagem, mas antes disso você vai querer ler algumas ideias sobre as duas principais commodities de um viajante: dinheiro e tempo. Escrevem blablabla demais sobre o assunto… “que cada um tem as suas necessidades e os seus gastos, por isso vai a verba vai depender do seu estilo de viagem , da velocidade e do tempo que tem para viajar”. Ora, isso é o que você já leu em todos os outros blogs por aí e eu não preciso repetir, não é? Eu levei um bom tempo para compreender a relação complicada que existe entre o tempo e o dinheiro na vida de um viajante… Já dizia a canção… “Cause it’s a bittersweet symphony this life, trying to make ends meet, you’re a slave to money then you die…“ São tantas as tentações e ostentações, que para nós da classe média é realmente complicado resistir à escravidão do carnê de prestações do carro, da casa própria e até daquela viagem de compras para Nova Iorque. O problema é que estas necessidades e até algumas coisas fúteis que lá no fundo compramos porque acreditamos merecer (afinal trabalhamos tanto) acabam nos dando a ilusão de que isso é a felicidade. Passamos a acreditar que Minha casa = Minha VIDA, quando a definição mais apropriada poderia ser Minha casa = Minha DÍVIDA. Seria cômico se não fosse trágico! Não confunda. Não estou questionando a necessidade e o conforto da casa própria (afinal eu escolhi ter a minha, mesmo não morando nela) ou trazendo à tona a velha questão “dinheiro compra felicidade?”. Acredito que todos nós já ultrapassamos este tipo de questão! EU acredito que dinheiro facilita a vida sim, mas felicidade é algo muito mais amplo, geralmente constituída por amor, saúde, paz e liberdade. O problema é que quanto mais associamos o dinheiro e objetos à felicidade plena, mais acreditamos que é de dinheiro que precisamos para viver de verdade… ficamos escravos dos objetos que temos que pagar, quando na verdade estamos pagando com algo muito mais valioso, pagamos muitas futilidades e necessidades com a nossa liberdade! (e há quem pague também com a saúde, paz e até amor). Enquanto isso o tempo passa, e nos convencemos de que somos pobres demais para comprar a nossa própria liberdade… que engano grotesco! É exatamente aqui que eu queria chegar. Acredito que muitas pessoas esqueceram-se de buscar o equilíbrio dessa equação entre dinheiro e liberdade, porque vivemos numa sociedade com muitas pessoas pobres. Os que não são pobres financeiramente, são pobres de tempo e vice-versa… acho triste que a nossa liberdade e tempo sejam tão inflacionados por nós mesmos! Tenha atenção: cada um prioriza e precifica a sua própria liberdade da maneira que quer. Muita gente acredita que longas viagens internacionais são privilégios de milionários, “bichos-grilo” ou estudantes sustentados pelos pais… é só mais um ledo engano, e fico feliz por ter compreendido ainda cedo que isto não é verdade. Posso garantir para vocês que um mês de viagem desfrutando das diferentes culturas, pessoas e lugares de qualquer país do mundo pode ser tão ou mais barato quanto “comprar” o estilo de vida da classe média brasileira por trinta dias. O problema é querer ambos ao mesmo tempo: viajar e ter o estilo de vida da classe média brasileira custará o dobro e será chato de doer… é questão de preferência pessoal, mas acredito que deixar alguns confortos de lado faz com que você fique muito mais exposto aos valores e culturas de um povo desconhecido – e isso é muito interessante! Mas agora dizem existir uma solução inovadora para os viajantes… está na moda se autodenominar “Nômade Digital”. Escreve aí: aparecerão (já apareceram) ainda mais blogs “altruístas” ensinando na maior boa vontade(?!) como ser um Nômade Digital e como a vida sendo um deles é legal e interessante quando sabe-se manter a disciplina do trabalho na estrada. Respeito, mas acho piada… porque as ideias da maioria desse pessoal não correspondem aos fatos! Exceto raríssimas exceções, não passam de pessoas querendo o seu tempo e a sua audiência transformada em patrocínio para pagar a viagem deles… a ideia é boa (porque vende) mas já é batida. Lá fora deu certo e fundaram até uma “Universidade para Digital Nomads”… tsc tsc tsc Não é nenhuma novidade que a internet possibilita o trabalho online em qualquer lugar do planeta. E penso que também não é nenhuma novidade que a imensa maioria dos viajantes que consideram-se nômades digitais são viajantes que juntaram dinheiro ANTES de cair na estrada. Poucos, uma parte bem pequena deles consegue financiar 100% da vida de viajante com trabalhos online enquanto viajam. Eu disse poucos, não disse que é impossível. A verdade que deve ser sublinhada é que ser um nômade digital requer paciência, muita dedicação prévia a viagem, disciplina e até uma dose grande de “estar no lugar certo fazendo a coisa certa para o público certo”, praticamente um alinhamento estelar que pode ser tão intenso e fugaz quanto uma viagem de férias de dez dias. É bonito demais quem consegue isso de uma forma genuína, duradoura e com integridade… mas não se iluda, ser o tal nômade digital propriamente dito não será a panaceia de todos os seus problemas, e a longo prazo é mais complicado do que você imagina. Outra vertente quase que oposta, também levanta a minha sobrancelha… é a turma do “Alegria Alegria” ou do “vou cair na estrada amanhã, sem planejamento e sem dinheiro, isso que é aventura de verdade”... "vou fazer como os milhares de argentinos que estão espalhados viajando por aí fazendo malabarismo e artesanato". Na música tropicalista com palavras copiadas de Jean-Paul Sartre até parece tentadora a ideia de sair por aí sem lenço, sem documento sob o sol de Dezembro… No mundo em que nós vivemos agora, o tal viajante sem identidade não embarcaria num ônibus interestadual. Ah é, ele pode pegar carona… mas só até a fronteira! E olha, essa conversa sobre viajar sem dinheiro dá “pano pra manga”, não quero me estender nesse assunto. Só quero deixar registrado para você, viajante, que é preciso o mínimo de planejamento, alguns vistos podem ser necessários e que viver por aí fazendo dinheiro na estrada pode ser uma função limitadoramente dura, e isso acaba restringindo demais as experiências, tirando o foco da viagem em si, pois a função principal pode passar a ser a mera sobrevivência... é uma questão pessoal, ponto. Então você me pergunta qual é a boa… e não, eu não caio em lugar comum dizendo que cada um tem a sua forma de ganhar e gastar dinheiro. Que os viajantes são diferentes, todos nós sabemos. Mas também sabemos que às vezes é preciso ter a segurança de um número guia, uma projeção, uma luz para saber se vai dar ou não, e é por isso que passo a expor os números que eu tenho da minha RTW e que tentei atualizar para 2014 e que postarei em outros posts "ao vivo" o que tenho gastado nessa nova volta.
  9. Fala Pessoal! Decidi postar por aqui também os relatos do http://www.facebook.com/indoaomundo Para quem não me conhece: Mike Weiss, 30 anos, tive uma infância tranquila no interior de Santa Catarina, ia para a mesma praia todos os anos e esperava ansiosamente pelas férias. Com 12 anos juntei várias mesadas e comprei um velocímetro para minha bicicleta… apostava com os amigos quem conseguiria descer a ladeira a mais de 80 Km/h. É… meu anjo é forte. Numa noite de 1995 acordei com água de enchente entrando no meu quarto, perdi meus cadernos e outras coisas, mas aprendi o sentido e a importância da solidariedade e da força da natureza. Segui a cartilha da educação acadêmica numa boa Universidade, fiz MBA de uma instituição renomada e Mestrado no exterior (obrigado UE pelo apoio financeiro), entretanto não nego que a estrada tenha me ensinado muito mais do que aprendi na sala de aula. Aprendizado é um ciclo infinito… sou adepto do Stay hungry, stay foolish, como disse Steve Jobs em seu discurso para a turma de formandos de Standford. Trabalhei muito… de digitador até gerente de área na maior empresa privada do Brasil. O melhor de trabalhar em ambientes corporativos são as pessoas (ok, nem todas). Fiz amigos para a vida... e isso é o que vale. Já dormi em caixa de papelão na rua, em hotel seis estrelas e no alto de uma duna, mas prefiro a minha cama, a minha geladeira e o meu banheiro. Quase morri afogado num refluxo hidráulico de uma cachoeira e quase morri de sede com o carro encalhado no deserto do Sahara, isso me ensinou que existe uma linha muito tênue entre a vida e a morte, e assim aprendi que a vida é mesmo um sopro. Se é curta que seja intensa! A morte já levou pessoas que eu amava muito. Sofri demais, mas aprendi que quem é amado nunca morre. Acabei reaprendendo o sentido de saudades e de eternidade. Enfim… acho que sou um sonhador aprendiz que tem paixão pela vida. Eu sou só mais um cara que acredita que vale a pena viver a vida que a gente sonha, sendo feliz e fazendo bem aos que fazem parte dela. E se sonhar é uma das minhas filosofias, um dos meus sonhos sempre foi viajar… e é por isso que eu viajo. Viajo porque gosto de gente, do desconhecido, do desconforto, dos desafios, do desapego, do simplismo, do complexo e principalmente da liberdade. É um ciclo vicioso… porque quanto mais tempo passo na estrada, mais questiono os paradigmas da nossa sociedade ocidental, nossos conhecimentos, valores e necessidades… e mais quero viajar. Por isso decidi que precisava começar uma nova viagem... precisava de uma nova volta, e assim surgiu o Indo ao Mundo
  10. Oi Marinas! Em primeiro lugar, parabéns pela decisão! A viagem não fará com que você seja um a pessoa melhor, a viagem vai fazer com que você faça jus ao seu nome... fará com que existam várias Marinas... cada uma com a bagagem de cada país que você vai visitar e das pessoas que vai conhecer! Sobre a programação e grana... não sei se é efetivamente uma dúvida minha, mas vou dar o meu input porque já morei na Europa e na África, então me sinto qualificado para dar pitaco... rs Começando por Miami, se você não vai pagar pela acomodação acho que a verba está justa e talvez até sobre... tudo vai depender de quanto vc vai gastar com cursos, bares, consumismo em geral... rs Os três meses na Europa: não, não acredito que R$ 3.000 são suficientes para vc pagar acomodação (mesmo que faça couch surfing) transporte e os cursos... definitivamente não é o suficiente. Repense o budget- Barcelona, Londres, Paris e Amsterdam são bem caras... e sei que os cursos também. Para os meses africanos o dinheiro ficará bem, bem, bem justo se você for bastante econômica... acho complicado, safaris custam bastante caro. O valor mensal mínimo por lá é de 1500usd para viajar sem passar aperto mas sem nenhum luxo. Para os três meses entre Tailandia, Índia e Cingapura... o budget está ok e até pode sobrar um pouco na Índia e Tailândia. Considerando esse teu roteiro eu não compraria um RTW mesmo... o melhor seria comprar um bilhete com antecedência/promocional para Miami, outro promocional para Europa e um AirAsia ou qualquer outro promocional para o Sudeste Asiático. Ficamos esperando o blog e o livro... Se precisar de qualquer tipo de apoio, estamos aqui! Abração de Puerto Viejo, Costa Rica
  11. Wiliam... eu não incluí a Ilha de Pascoa porque acabaria dando muitas voltas, não lembro direito mas não fechava o roteiro... e Taiti não incluí porque achava um destino muito romântico etc... na verdade dei bobeira, deveria ter ido. Pelo que eu saiba, o RTW da Oneworld (LAN Chile) cobre a Ilha de Pascoa e Taiti.Abração
  12. Beleza Va... o mesmo conselho permanece: tente visitar menos lugares e alocar mais tempo! Se precisar de alguma coisa, estou por aqui. Abraços de Baños, Equador.
  13. Fala Vinicius, Já há caixas automáticos em Zanzibar sim... mas são poucos. Tem um do Barclays que está perto da esquita da Benjamin Mkapa Road com Karume Road... eu usei e funcionou, mas tem várias casas de câmbio por lá tbem se precisar trocar moeda. Eu voei com uma cia bem pequena de Zanzibar para Dar... o voo atrasou uns 40 minutos pois choveu muito e me deixou em um terminal para vôos pequenos, longe do terminal principal (so de taxi) de onde pegaria o Fast Jet... mas acabei chegando em cima da hora. Os voos da Precision sairam a tempo... como disse, é a maior empresa lá mas é um jogo... não dá para saber se vão atrasar. Vc está comprando tudo num bilhete só? Se for num bilhete só eles se responsabilizam pela perda da sua conexão... Peguei o ferry na ida para Zanzibar, foi bonito... os ferrys rápidos geralmente levam 2 horas, alguns 90 minutos... depende do ferry. O transito para o aeroporto é que pode ser ruim. Para o ferry vc pode comprar na hora, sem problemas. Por que você não tenta antecipar o seu voo da Precision Air para ter uma folga maior? Abraaaços
  14. legal o seu relato... usei como base para a trip que fiz para Ouro Preto nesta semana. A visitação a parte interna das igrejas de São Francisco e do Pilar custa R$ 10... mas acho imprescindível entrar em pelo menos estas duas. Eu acabei pegando o último dia da Mostra de Cinema, por isso veja a programação no site de turismo de ouro preto antes de ir... é importante! http://www.ouropreto.org.br/ Também gostei muito do hostel Goiabada com Queijo. O café da manhã é bem caprichado, o atendimento e limpeza é excelente e a localização é muito boa, recomendo muito!!! Vi outros hostels em OP que tinham o quarto muito pequeno, acabei preferindo o Goiabada com Queijo pelo conjunto e valeu a pena. http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Goiabada-com-Queijo-Hostel/Ouro-Preto/66425?propNum=66425&dateFrom=2014-06-07&dateTo=2014-06-10
  15. Oi Paula Oliveira, A falta do inglês será muito mais uma limitação do que um problema em si. Eu gosto demais de ir para lugares onde ninguém fala inglês, onde é tão interiorzão que toda a comunicação tem que ser por gestos... onde não consigo ler nada, é muito gostoso! Mas sou sincero em dizer que a falta do inglês vai limitar MUITO a sua experiência... (afinal é angustiante passar muito tempo sem comunicação efetiva) nos hostels você ficará de fora de muitas conversas (ou terá só conversas superficiais e repetitivas, sem conseguir expressar bem as suas vontades e opiniões), vai ter dificuldades em conhecer pessoas locais, em entender explicações de guias ou placas... enfim, você imagina o quão limitador é não poder expressar-se nem entender o que os outros falam. Sobre os países asiáticos, é uma salada... são países muito distintos, mas em geral os jovens entendem pelo menos um pouquinho de inglês e nos lugares turísticos o inglês é bastante comum. Por isso, não veja a falta da fluência no inglês como um problema para viajar... mas como uma limitação das experiências que estarão ao seu alcance.
  16. Oi Va, Depende da sua disponibilidade (até física mesmo) de correr de um lado para o outro... Acho sim que é muito lugar para pouco tempo, mas essa é a minha opinião. Você pode fazer todos esses lugares em 90 dias, pode... mas será só uma amostra bem pequena de cada lugar e receio que você se arrependa de não ter se concentrado mais num lugar só, aprofundar na cultura local, nas histórias... enfim, para curtir a viagem a gente precisa de tempo para absorver os lugares... é como um almoço, é possível almoçar bem rápido, mas o sabor da comida não é igual!
  17. Fala Zilao, Não acho furada comprar na hora não... talvez você já tenha lido o roteiro da RTW que fiz em 2008... hoje não faria com bilhete RTW não. Depende muito do tempo que você terá e da quantidade de lugares para onde quer ir, mas é fato que hoje está bem barato viajar com bilhetes separados. O bilhete para a Europa você consegue promocional por um preço incrível... e bilhetes entre a Europa e Ásia também consegue encontrar opções bem interessantes por até 500 dólares. De Kuala Lumpur na Malasia consegue vôos bem baratos através da Air Asia, faça umas simulações! Tailandia, Vietna e Camboja vc pode fazer por terra... Cara, não fique desanimado não! Essa fase de planejamento é uma das mais interessantes da viagem!!! Mas tente não fechar demais o seu roteiro (a não ser que tenha pouco tempo), tente deixar o máximo aberto possível... vc não vai se arrepender. Abraçãaaao, Mike
  18. Fala Galerinha RTW! Feliz que a turma esteja aumentando por aqui... Me desculpem o atraso, geralmente recebo um e-mail do mochileiros quando tem um novo post e dessa vez não recebi... Se quiserem falar diretamente comigo, dicas etc podem postar também direto no www.facebook.com/indoaomundo (estou postando lá quase que diariamente) e estruturando uma página para dar dicas sobre viajar a longo prazo... aguardem! Mel, No meu RTW com a Oneworld não deixei os vôos em aberto não. Meu bilhete tinha todos os vôos confirmados. Eu não precisava ligar antes de cada vôo... só precisava ligar se quisesse alterar algum vôo. Sobre o dinheiro eu usei uma conta que tenho em Portugal e também a minha conta do Banco do Brasil. Na época não tinha tanto IOF e a conversão do Banco do Brasil era excelente se comparada com a taxa de câmbio dos cartões pré pagos como Visa Travel Money que tem um câmbio bem ruim. Recomendo fortemente você verificar a possibilidade de abrir uma conta offshore com o seu banco, seja HSBC ou BB porque somando os valores de IOF, conversão e taxas vc terá um gasto de 10% só com despesas bancárias e taxas e isso é um absurdo. Tenho amigos que abriram conta offshore em USD e EUR no BB de Paris, mas parece que o investimento mínimo é de 100.000 USD. Não tenho informações de como funciona no HSBC. Para quem quer economizar e vai fazer uma viagem de longo prazo como a gente é IMPRESCINDÍVEL fazer uma pesquisa exaustiva para saber qual a melhor opção bancária... e claro, é preciso uma bola de cristal! rs Eu acho sinceramente que o Real está relativamente valorizado hoje... se você não conseguir abrir uma conta offshore, recomendaria começar a carregar um cartão pré-pago quando a taxa der uma caída. Cabe também pesquisar bem qual administradora do cartão usar... a diferença das taxas de câmbio entre os bancos é muito grande! Sobre aluguel, eu também aluguei o meu imóvel no Brasil e recebo o pagamento normalmente na minha conta no Brasil até porque o swift para conta internacional custa muito caro. Eu aluguei através de imobiliária por comodidade... não quero ficar incomodando ninguém da minha família com problemas dos inquilinos, embora tenha deixado uma procuração para a minha prima gerir o contrato com a imobiliária... estou resolvendo tudo por whatsapp e e-mail mesmo. É isso pessoal! Empolguem-se muito... estar na estrada é bom demais. Completei na quarta-feira 90 dias de viagem... e estou pensando em encurtar um pouco a minha passagem pelo Brasil porque esse país está caro demais (obviedade dizer isso né, mas realmente está muito mais caro do que eu imaginava)!!! Abração apertado, Mike
  19. Fala Vinícius! Vamos por partes: em JNB você vai procurar pelo corredor de conexões internacionais e ganhará um carimbo de trânsito. Em Nairobi, se você só vai fazer conexão, simplesmente ficará na área internacional do aeroporto... sequer carimbam o seu passaporte. Em Zanzibar fará a Imigração da Ilha de Zanzibar e pagará a taxa lá no aeroporto mesmo... eles pedem a carteira de vacinação de febre amarela (eu estava lá em Março). Se você for para Dar ou para o continente fará imigração novamente pois Zanzibar é tratada de forma separada pela Imigração da Tanzania. A Precision Air é a maior cia aérea de lá... a Fast Jet que é a low cost também está ficando grande e nenhuma das duas é motivo para grande preocupação. Eu fiquei 4 dias em Stone Town e achei demais. Quanto ao tempo nas praias vai depender da sua preguiça e disponibilidade de ir para outras praias por lá... acredito que o seu roteiro está legal sim e não está corrido. O melhor de Stone Town é se perder. Em Stone Town recomendo o Princess Salme Inn, excelente custo x benefício. É um hotel simples, com um café da manhã bem caprichado numa área comum no topo do hostel... o que vale é o preço e o atendimento que é mesmo muito bom, fale com a Angel. Em Paje fiquei no Demani Lodge. Cara... sinceramente não vi melhor albergue que o Demani em Zanzibar. O clima é muito legal, piscina excelente, bar e restaurante legal... festas que reunem o pessoal até de outras praias. Recomendo muito também.
  20. Mel, É... negócio difícil ter tantas opções hein? Ó vida cruel... rs A Índia é uma contradição por si só. E é sem dúvidas um lugar MUITO interessante... se você puder, vá Mel! Você vai se arrepender várias vezes enquanto estiver lá, faz parte da aventura! rs Deixando a brincadeira de lado, andar sozinha a noite na Índia não é um negócio legal, até mesmo em Paharganj (não lembro se é assim que escreve) que é o distrito mochileiro onde a menina foi estuprada. Lembro que eu voei de Tóqui para Nova Delhi e no aeroporto de Delhi resolvi pegar um ônibus para chegar em Paharganj... o motorista me mandou descer numa rua escurona, povo estranho e tal... o povo encarando, a sujeira... enfim, para quem é virgem de Índia assusta um pouco mesmo, mas com o tempo a gente vai ganhando confiança, e é aí mesmo que mora o perigo: autoconfiança em excesso, que te diz que não tem problema nenhum ficar andando pelos becos a noite (convenhamos que isso é perigoso em qualquer lugar). Eu diria para você ir, em Paharganj você COM CERTEZA ABSOLUTA vai encontrar companhia para a sua trip! Na China recomendo Yangshuo e Guilin (pegar o barco entre as duas), seguir para Macau e Hong Kong, Xian (que é muito interessante e tem bastante coisa legal para ver além dos guerreiros de terracota) e claro, Beijing. Se você não fizer Índia nem Nepal nem Butão, vá para Chengdu e contrate lá o seu permit para o Tibet. Não tenha dúvidas de que será (literalmente) um dos pontos altos da sua viagem! Japão também é bem interessante. Encontrei uma turma legal e também passei alguns dias sozinho no estilo Lost in Translation. O Japão é fascinante e quero voltar para lá. Kyoto e Nara foram as minhas cidades favoritas, mas tem tanto para ver... Hahaha, meu roteiro é muito simples; norte. Amanhã eu chego em Curitiba! rs rs Gostaria de chegar em Prudhoe Bay, Alaska antes do inverno brusco, mas ainda não sei como vai ficar o meu timing na América Central, tenho impressão de que vou acabar assentando em algum lugar por lá por um tempo. Depois começo a viajar para o leste... Groenlândia, Svalbard, Tranmanchuriana, Coreia do Norte... depois começo a viajar para o sul, Taiwan, Filipinas... e assim vou... rs rs Beijo
  21. Alo Mel! Não sei as regras da Oneworld agora porque os caras podem mudar da noite para o dia... mas quando eu tinha o bilhete não podia alterar um vôo depois de perdê-lo... acho que tinha alguma multa para isso, mas mudar a data do vôo antes do dia é grátis. Aqui não tem milagre... o ideal é colocar um alarme via e-mail ou no telefone para te avisar sobre a data do vôo no dia anterior! rs rs Até porque em qualquer RTW a marcação de poltronas em cima da hora é sempre restrita a disposição de lugares livres... Agora a Star Alliance tem mesmo mais conexões... é mais fácil voar com eles, mas nada que justifique a diferença de preço, viu? Um ponto a favor da Oneworld para você é que é a única aliança que tem vôos da América do Sul direto para Nova Zelândia... por isso vc vai poder deixar a America do Norte de fora (Na Star vc teria que subir para EUA ou Mexico para cruzar o Pacífico). De qualquer jeito faça as cotações separadas, tente fazer mais por terra... lembre que a Air Asia tem preços bem interessantes! Acredito que você pode comprar o bilhete começando o terminando na Europa sim... porque eu fiz o contrário, eu estava morando na Europa e comprei o bilhete com cartão de crédito europeu para começar e terminar o bilhete RTW no Brasil, mas isso também pode ter mudado, dá uma olhada no site das alianças para confirmar. O negócio muda tanto com o tempo que na época que eu fiz nem dava para emitir o bilhete pela net... eu tive que emitir através do escritório da Qantas em SP, uma complicação se for comparar com a facilidade que é agora! Heheheh nômade ilegal nãaaaao... essa história de comprovar o retorno é sempre complicada, por isso além dos bilhetes você pode e deve explicar a história da viagem de volta ao mundo, sempre ajuda muito. Quando os caras vêem o seu passaporte (eu até mostrei um mapa com a minha rota numa imigração) eles piram... isso mostra a legitimidade de que você está ali para viajar e que tem muitos outros lugares interessantes para ver ainda... Sobre o roteiro: faz uma força para colocar a China... o sul da China ou até mesmo Beijing. É barato e vc está ali do lado... heheheh. Eu incluiria Índia... também não vai acrescer muito no teu budget. Se você acha que a Índia é muito barra pesada para você, inclua o Sri Lanka ou Nepal! Jordânia e Egito também não? rs rs Abração, beijo Mike
  22. Oi Mel, Que legal que você tomou essa decisão... eu mesmo fiz uma RTW em 2008/2009 e comecei mais uma agora em Fevereiro deste ano! (Ô vício bom)! rs Me acompanhe (curtal lá) no http://www.facebook.com/indoaomundo Indo ao que interessa, as respostas: Sobre pagar um bilhete RTW: a resposta é DEPENDE! Na minha primeira volta eu comprei o bilhete da Oneworld... primeiro porque só o trecho daqui para a Nova Zelândia custava uma nota preta naquela época... e segundo porque tinha um roteiro bem definido dos hubs por onde queria passar. O fato de ter o bilhete foi bom porque tive que mudar a data de vários vôos por gostar mais de um lugar ou de outro... e não precisei pagar para mudar estas datas devido ao RTW! Já nesta segunda volta eu não vou comprar o RTW por vários motivos... mas o principal deles é porque os poucos vôos transoceânicos que vou pegar já estão com preços mais baixos, e para os que não estão tão baratos assim vou emitir com milhas que tenho acumuladas. Sobre o preço de 15.000 Reais... você viajou sim. Pelo Oneworld Explorer uma RTW que faz mais ou menos o teu roteiro (simulei agora mesmo, mas voando sobre entre hubs - incluindo até um voo de Delhi para Joburg - Africa é o calcanhar de aquiles para quem voa com a Oneworld) saiu R$ 11.134 com taxas! O negócio é que os vôos transoceânicos estão ficando cada vez mais baratos. Meu conselho é que você faça uma simulação também comprando os bilhetes em separado... acho muito provável que saia quase o mesmo preço ou até um pouco mais barato! Para encurtar uma discussão que é longa, eu diria para você comprar o RTW somente se você acha que tem bastante certeza sobre o seu itinerário em geral e vai precisar mesmo de todos esses 16 vôos... e também se a sua simulação de comprar vôos em separado tiver saído muito mais cara que o RTW! rs Sobre driblar os 365 dias de viagem: sim... é possível começar a viagem RTW num país que não é o país do seu passaporte. Não tenho a certeza agora se você emitir fora do seu país como fica a questão do pagamento... pode ser que você tenha que pagar (com cartão) na moeda do país de onde vai iniciar a viagem, portanto pode não ser uma economia muito boa. O que vale é que começa a contar o prazo de 365 dias não da data em que você compra o bilhete mas sim da data do primeiro vôo! Sobre a pergunta de viajar sem comprar a RTW: eu já fiz várias viagens para a Asia (que são quase uma volta ao mundo rs) e não comprei o bilhete... e nesta volta ao mundo que estou fazendo agora, como disse aqui, não comprei um bilhete RTW justamente porque tenho muita flexibilidade de tempo e posso comprar bilhetes transoceânicos bem baratos quando precisar. Como driblar a questão de não ter uma passagem de volta: essa é uma excelente pergunta, já que vários consulados pedem um bilhete de volta (ou até nas fronteiras) para comprovar que você é um turista legítimo. Bem... aqui não existe mágica... Japão, Nova Zelandia, Australia, China, Africa do Sul e Uniao Europeia podem pedir este documento seja na imigração ou então para a emissão do visto (para os países que você precisa emitir visto com antecedência). Na maioria das vezes isso é apenas proforma... ou seja, eles pedem mas não necessariamente checam no sistema da empresa aerea se o seu bilhete foi emitido. "Um amigo meu" já fez vários bilhetes de viagem fake justamente para este propósito... somente para ter um comprovante de retorno ou de ida para um país onde você não precisa tirar visto antecipadamente. Se você não se sentir confortável com isso, pode fazer uma reserva online e deixar o bilhete pendente de emissão... ou seja, poderá imprimir a reserva que vai cair geralmente depois de 48 horas se você não fizer o pagamento. Compre bilhetes só de ida... muitas vezes os bilhetes transoceânicos só de ida são mais caros que os de ida e volta, por isso pesquise... às vezes vale a pena perder a volta. O que você tem que ter em mente é que as autoridades não querem a tua volta para o Brasil... elas querem que você prove que vai sair no prazo determinado para um lugar onde não vá ter problemas de conseguir um visto. Ai ai ai... dúvidas sobre tempo são as mais cruéis! heheheh Nova Zelandia... duas semanas é um tempo legal, mas sempre merece mais... Austrália vai depender do que você quer visitar, mas duas semanas também é um tempo bom... levando em consideração que são lugares caros quanto menos tempo melhor (a maioria das pessoas se arrepende de gastar muito tempo na Australia quando chega no Sudeste Asiático e nota que tudo lá é tão interessante e tão barato) mas aí vai do gosto e do bolso de cada um!!! É isso... desculpa se me alonguei na resposta, o assunto rende uma loooonga conversa... rs Abraços, beijo Mike Weiss
  23. Oi Luah... essa parte do forum é sobre roteiros de viagem de volta ao mundo, talvez o editor leve esse tópico para o local correto... Mas respondendo a sua pergunta: locomoção na Islandia é carro... alugue um carro ou pegue carona... muita gente pegando carona. Taxi é caro! Do aeroporto de Keflavik (internacional) para a cidade de Reykjavik é muito longe para ir caminhando... pegue carona ou shuttle bus! Muita gente fala ingles sim, melhor que a maioria dos países da europa continental! Tanto Islandia quanto Cabo Verde são países com poucas conexões. A maneira mais barata talvez seja ir para Islandia via Londres e depois para Cabo Verde via Lisboa.
  24. Sobre os onibus e taxis sim, existem estações informais onde o pessoal te ajuda a encontrar o bus correto... féácil e tranquilo. Recomendo dar uma olhada no guia Bradt... senão o bom e velho Lonely Planet também tem informações úteis.
  25. Thiago, Jounieh é muito bonita e tem um bonde com uma vista absurda lá de cima... Sidon tem áreas muito bonitas e é muito legal caminhar por lá. Pesquise também sobre Kfardebian. Vc vai voar para lá? Atenção porque as fronteiras com a Siria devem estar complicadas...
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