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rodrigoschemes

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  1. Cabo Polonio ainda não fechei ! Mas todos os outros fechei pelo Hostel World mesmo. Vai outro site pra você... talvez já conheça mas tem o que você necessita que são os itinerários. Ele é tipo um ônibus turístico que faz todo o litoral do Uruguai. http://www.summerbus.com Espero que te ajude.
  2. Olá! Seu roteiro ficou bom tb... mas tiraria um dia de Montevideo pra dormir em Colonia... falam q a cidade pela noite tb tem seus encantos. Segue um site site sobre horários de ônibus: http://www.trescruces.com.uy/horarios.php Ah, vou direto pra Punta pois do aeroporto tem ônibus direto pra lá.. não preciso ir para Montevideo antes. []'s
  3. Olá! Venho pedir ajuda para montar um roteiro no Uruguai... já está mais ou menos definido.. só tenho dúvida do que conhecer no litoral.. pois são muitas cidades, Punta del Diablo, Cabo Polonio, La Paloma.. etc.. Vou viajar no carnaval 2013 e juntar com minhas férias, ao todo serão 14 dias. A princípio planejei o seguinte roteiro: * Carnaval vou passar em Punta del Leste Dia 1 - São Paulo / Montevideo / Punta del Leste Dia 2 - Punta del Leste Dia 3 - Punta del Leste Dia 4 - Punta del Leste * Pretendo conhecer Colonia del Sacramento durante a semana, deve ser bem tranquilo e ótimo para fotos Dia 5 - Punta del Leste / Montevideo / Colonia del Sacramento Dia 6 - Colonia del Sacramento Dia 7 - Colonia del Sacramento * Sábado e domingo passarei em Montevideo para andar pelo centro e conhecer as feiras Dia 8 - Colonia del Sacramento / Montevideo Dia 9 - Montevideo * Aqui é minha maior dúvida, pretendo alugar um carro e partir para o litoral.. planejei os seguintes pernoites Dia 10 - Montevideo / Punta del Diablo Dia 11 - Punta del Diablo Dia 12 - Cabo Polonio Dia 13 - Cabo Polonio / La Palomoa / Montevideo Dia 14 - Montevideo / São Paulo E aí.. que me sugerem de dicas para este roteiro? []'s
  4. Leo, blz ? MInha dica.. não sei quantos dias tem disponível mas sugiro que desfrute o máximo possível nesta viagem de Torres, El Chalten e do Parque Nacional Tierra del Fuego em Ushuaia. São lugares maravilhosos, mais acessíveis e com inúmeras possibilidades de trilhas.. e quando você voltar pra tua cidade mais experiente e sentir aquela saudade da Patagônia, planeje seu retorno para Navarino. Você conhecerá "outra" Patagônia lá! Sobre qual material usar, eu já vi gente fazendo trilha de camiseta, bermuda, calça jeans e até de papete no Torres del Paine... aí vai da sua resistência ao desconforto e ao frio. O imprescindível é sempre ter uma roupa de troca seca e quente e evitar que seu saco de dormir molhe.
  5. Olá Mioto, tudo bom ? Só vi hoje sua mensagem... infelizmente acesso o mochilas menos do que gostaria! Respondendo sua questão... Navarino sim é um trekking mais complicado do que Torres e El Chalten e também Circuito dos Refugios em Bariloche. É um trekking mais selvagem... como disse em 4 dias de caminhada só achei uma pessoa. Mas diria que a maior dificuldade desse trekking é o clima, que por sinal, pegamos excelente tempo.. e além do clima, o medo de alturas, pois todo boa parte do tempo anda-se em trilhas expostas... que para pessoas normais não se tem grande problema... mas quem tem problemas com vertigem, assim como minha esposa, pode ser um problema. Exceto no Paso Virginia, lá sim... todo cuidado é pouco... procure por vídeos no Youtube pra vc ter uma ideia de como é a descida. Quanto a navegação, o livro do Guilherme Cavallari é excelente e além disso há o tracklog que eu disponibilizei no relato. Na cidade também há mapas disponíveis... nos ajudou bastante também! Recomendo um dia fazer este trekking.. e o quanto antes melhor, ainda está selvagem... mas há fortes indícios de transformar aquilo em um ambiente comercial.. muitas agências e excursões... []'s Rodrigo.
  6. Pessoal, necessito de ajuda para fechar meu roteiro e também gostaria de receber dicas de agências, hospedagens, restaurantes e etc... Dividi minha trip em três partes, sendo Atacama + Uyuni, Região do Lago Titicaca e Trekking na Cordillera Real. Bom, vamos lá ao roteiro: 1ª parte - Atacama + Uyuni 1º dia - SÃO PAULO / SANTIAGO/ CALAMA / SAN PEDRO DE ATACAMA 2º dia - SAN PEDRO DE ATACAMA / CITY TOUR / VALE DA LUA 3º dia - SAN PEDRO DE ATACAMA / SALAR DE ATACAMA / TOCONAO / LAGUNAS ALTIPLANICAS 4º dia - SAN PEDRO DE ATACAMA / GEISERS DEL TATIO 5º dia - TRAVESSIA SAN PEDRO DE ATACAMA / SALAR DE UYUNI 6º dia - TRAVESSIA SAN PEDRO DE ATACAMA / SALAR DE UYUNI 7º dia - TRAVESSIA SAN PEDRO DE ATACAMA / SALAR DE UYUNI 8º dia - UYUNI / LA PAZ 2ª parte - Região do Titicaca Aqui é onde tenho mais dúvidas quanto ao roteiro, quero dormir em alguma ilha e gostaria de um roteiro que fosse até Puno e voltasse para Copacabana, dessa vez não quero esticar para Cuzco. Então o que eu montei mais ou menos foi o seguinte: 9º dia - LA PAZ / COROICO (DOWNHILL) 10º dia - LA PAZ / TIWANAKU / VALLE DE LA LUNA 11º DIA - LA PAZ / CATAMARÃN / ILHA DO SOL (Lago Titicaca) 12º DIA - ILHA DO SOL / COPACABANA / PUNO (Lago Titicaca) 13º DIA - ILHAS FLUTUANTES DOS UROS E ILHA TAQUILE / PUNO (Lago Titicaca) 14º DIA - PUNO / COPACABANA 15º DIA - COPACABANA / LA PAZ Queria encaixar Ilha de Amantani nesse roteiro.. será que é possível ? 3ª parte - Cordillera Real - Condoriri 16º DIA - TRANSFER TUNI / CAMINHADA À LAGUNA JURIKHOTA 17º DIA - CAMINHADA À CHIARKHOTA 18º DIA - CAMINHADA AO PICO MIRADOR 19º DIA - CAMINHADA AO PICO ÁUSTRIA 20º DIA - LA PAZ / CITY TOUR 21º DIA LA PAZ / SÃO PAULO Bom.. é isso, me mandem comentários principalmente em relação a 2ª parte do meu roteiro... estou com bastante dúvidas para fechá-lo. Obrigado. Rodrigo.
  7. Ola Peter! Espero contribuir com informações para os interessados a fazer esta viagem. Com certeza vale muito a pena visitar o fim do mundo. É mais bonito e acessível do que imaginava ! []'s
  8. Para registrar no tópico oficial, postei um relato sobre o Circuito de Dientes de Navarino em Puerto Williams, Chile. Segue o link: http://www.mochileiros.com/relato-circuito-dientes-de-navarino-puerto-williams-e-ushuaia-t69868.html
  9. Prelúdio – Dientes de Navarino, Trekking do Fim do Mundo. [align=center][/align] Sempre tive atração por locais remotos, me atraía a sensação de como era estar na última cidade do continente (Puerto William, não Ushuaia) e melhor ainda, qual seria a sensação de fazer um trekking remoto, inóspito e selvagem na Patagônia. Foi lendo o Lonely Planet - Trekking In The Patagonian Andes que soube da existência do circuito de Dientes de Navarino e fiquei mais empolgado ainda com a publicação do roteiro nos guias de trekking do Guilherme Cavallari. Sendo assim ainda consegui reunir bons amigos de caminhada, Ronald e LH e a minha esposa Roberta para encarar este desafio. Desafio sim, pois Dientes não tem nada a ver com Torres Del Paine, El Chalten, Refúgios de Bariloche (já fiz todos esses citados) onde, na maioria deles você conta com apoio, comida, cama, e até banho quente! Já Dientes não, pela proximidade do Cabo de Hornos, mal tempo, frio, chuva e ventos antárticos são quase que uma garantia e não se tem para onde correr. Na trilha encontramos somente uma pessoa, a qual estava trabalhando na demarcação da mesma! O circuito pode ser feito em 4 ou 5 dias (optamos por 4 dias) de caminhada e apesar das distâncias não serem longas e não haver grandes desníveis, o terreno é muito irregular e a caminhada não rende, pois sempre se caminha por pedras, encostas e sobe-desce de pasos de montanhas, bosques com inúmeras árvores tombadas e também muitas áreas de charcos enlameados. Em alguns trechos não há marcação alguma e o caminho não é tão óbvio assim. Tem de estar bem preparado, encarar e também claro, desfrutar de suas magníficas paisagens, lagunas, montanhas e bosques multicoloridos. Bom, abaixo segue o esquema relatado para se alguém quiser (e eu incentivo, não vão se arrepender) a repetir a viagem. Dia 1 – Sexta-Feira, 9/3/2012 – São Paulo / Buenos Aires Saímos Roberta, Ronald e eu do aeroporto de Guarulhos pela Aerolíneas com destino a Ezeiza, Buenos Aires. Chegando lá, fizemos câmbio (cotação horrível) e fechamos um taxi (Ar$ 250) para o Aeroparque de onde tomamos o primeiro voo do dia para Ushuaia. Dia 2 – Sábado, 10/3/2012 – Buenos Aires / Ushuaia [align=center][/align] Chegamos em Ushuaia quase 10 da manhã. O taxi para o hostel saiu por Ar$20. O hostel que escolhemos foi La Casa de Alba (http://www.lacasadealba.com.ar/), diária em quarto privado por Ar$300. O hostel é simples, mas é bem limpo, silencioso e tem um bom café da manhã. Fica a uns 10 minutos de caminhada do centro e a Dona Alba agiliza muita coisa para os hóspedes, desde táxi até passeios. Neste dia fechei o barco para Puerto William com a agência Fernandez Campbell (http://www.fernandezcampbell.com/) (Us$125 ida + Us$8 taxas portuárias). A cabine de atendimento dele fica no porto de Ushuaia. São lanchas rápidas e muito confortáveis ao contrário dos botes infláveis da Ushuaia Boating. Além disso, a lancha nos deixaria direto na cidade de Puerto Williams, sem a necessidade de usar van, caso optássemos pela Ushuaia Boating. E outro detalhe, somente Fernandez Campbell possui saídas aos domingos. No restante do dia, andamos pela cidade, pegamos um tempo ótimo, céu azul o tempo todo. Comemos empanadas nas casas de comida próxima a Rua Perón, longe do centro comercial. São as melhores e mais baratas, pois não é para turista e sim para os locais. Indicação da Dona Alba. Ao fim do dia encontramos o LH que chegou o voo da noite e saímos para tomar umas e fechar os últimos detalhes da trilha. Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/265/Ushuaia_-_ARG Dia 3 – Domingo, 11/3/2012 – Ushuaia / Puerto Williams [align=center][/align] Saímos de Ushuaia para Williams às 14h. O trajeto leva em torno de 1h30min. Demoramos mais na aduana chilena, pois não havia ninguém para recepcionar a gente! Imaginem esta cena... você chega num país e não há ninguém para carimbar seu passaporte, realmente chegamos no fim do mundo! Enfim, após algumas ligações dos barqueiros vieram os agentes para fazer os trâmites de alfândega. Revistaram nossas mochilas para saber se havia algo orgânico e nos levaram até o prédio onde tivemos nossa entrada na cidade liberada. Júlio do Hostel Akainij (http://www.turismoakainij.cl) já nos esperava lá para nos levar à casa dele, que por sinal fica próximo, aliás tudo é próximo lá. Gostei bastante do hostel, apesar da água quente não estar funcionando bem, mas tanto Gabi quanto Julio são pessoas muito simpáticas e o quarto privativo é bem aconchegante e o café da manhã é excelente. Tudo por Us$50 o quarto. Nosso problema agora era encontrar algo para comer. Como era Domingo, todos os 2 restaurantes da cidade estavam fechados. Sorte encontrar um mercadinho aberto onde compramos pães, frios e cervejas. Além disso, a Roberta perguntou e descobriu que em frente ao mercado havia uma senhorita chamada Paty, Dona do Hostel Pusaki, que servia jantar mediante reserva e foi o que fizemos. Antes do jantar eu e o Ronald saímos para bater perna na cidade, estava bem frio e ventando, prévia do que encontraríamos na trilha. Desde a cidade é possível avistar o Cerro Bandera e os picos de Dientes de Navarino, nosso destino para o dia seguinte. Fomos ao museu que conta a história dos índios Yaganes, visita que vale muito a pena, e lá conheci uns americanos que haviam concluído o circuito e nos alertam pela quantidade de charco na trilha e também sobra e temível descida do Paso Virginia. Andamos mais um pouco pela vila, típica vila militar, casas idênticas, veículos militares a mostra como exposição, grandes navios, etc... povo muito simpático e que gosta de conversa. Já me sentia adaptado ao fim do mundo, ainda mais tomando uma cervejinha Austral. De volta, compramos algumas bebidas no mercado e voltamos a casa de Paty para jantar. Estava excelente, ela preparou uma salada com King Crab e mais umas costelinhas de boi com arroz. Tudo por Us$ 20. Por coincidência os americanos estavam lá e conversamos mais um pouco sobre a trilha e conseguimos pegar algumas dicas valiosas. Terminado o jantar, fomos aos Carabineiros para nos registrar para o Trekking. Lá você informa seus dados, passaporte, a data de ida e volta da caminhada. Além disso, ainda eu tinha mais um objetivo em Williams, o qual era conhecer o Micalvi Yatchi Club. Este lugar é sensacional, é um bar-barco onde claro, tomamos mais umas Austral e apreciamos o lugar. Viajantes do mundo inteiro, inclusive Amyr Klink, decoram o local com flâmulas de seus respectivos barcos, expedições ou países. Valeu muito a pena a visita. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/267/Puerto_Williams_-_CHI Dia 4 – Segunda-Feira, 12/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Laguna Del Salto – Dia 1 [align=center][/align] Enfim começamos a caminhada, passamos pela Plaza De La Virgem, continuamos pela estrada cercada por bosques até chegarmos ao começo da trilha para o Cerro Bandera, onde há uma placa com indicação do caminho. A trilha inicia por um bosque, caminho aberto e fácil de caminhar até chegamos ao topo do Cerro Bandera, após vencer 600m de desnível. Paramos um pouco para descansar a apreciar o visual ali mas foi uma péssima ideia, muito vento e frio... quase congelamos. Tratamos de continuar a trilha que entrou por uma encosta muito íngreme de montanha e foi assim praticamente até o fim do dia. Sempre acompanhando a Laguna Del Robalo à direita e o pico de Los Dientes à frente. Sempre na encosta, Chegamos até a Laguna Del Salto e descemos a pirambeira com o máximo de cuidado. O local foi excelente para acampar, pouco vento, bem protegido e água e muito visual. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/268/Dientes_de_Navarino_-_Laguna_del_Salto_-_Dia_1 Dia 5 – Terça-Feira, 13/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Laguna Escondida – Dia 2 [align=center][/align] Já começamos o dia subindo uma piramba enlameada. Passamos pelo Paso Primero e depois Paso Austrália. Fizemos uma descida perigosa por gelo e enfim chegamos ao Paso de Los Dientes onde começamos a ter visão sul da ilha. Como o tempo estava ótimo, foi possível ver o arquipélago de Hornos. Seguimos a esquerda de uma linda lagoa até uma bifurcação que iria para Lago Windhond, outra opção de trilha que há por lá. Adentramos em um trecho de bosque colorido e vimos a Laguna de Los Dientes, por difícil decisão elegemos este lugar o mais lindo de toda a travessia. Descansamos por um bom tempo lá até retomar a caminhada por um bosque (trecho confuso, quase não há marcações), pois tínhamos que descer ao nível da lagoa e contornar o Cerro Gabriel e enfim chegar à Laguna Escondida. Não vou me estender no relato para tentar detalhar a beleza do local, pois as fotos já o fazem. Acampamos num local meio exposto na Laguna e com poucos pontos de fixação. Resultado, noite mal dormida devido aos fortes ventos. A barraca do LH (que na verdade estava emprestada pelo Bob) teve suas varetas envergadas, tamanha era a força do vento. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/269/Dientes_de_Navarino_-_Laguna_Escondida_-_Dia_2 Dia 6 – Quarta-Feira, 14/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Laguna Martillo – Dia 3 [align=center][/align] Iniciamos o dia caminhando pela borda da lagoa e descobrimos pontos melhores para se acampar, mais ao fim da lagoa. Cruzamos um rio por cima de uma castoreira e começamos a andar numa sucessão de bosques e rochas até iniciar a subida do Paso Ventarrón, onde encontramos a única pessoa durante a trilha toda. Fugiu-me o nome dele, mas era um guia local que estava trabalhando na demarcação da trilha. Por coincidência, mostrei uma foto do livro do Guilherme Cavallari e ele disse que era ele na foto e havia sido ele quem guiou o Guilherme na publicação do livro, que coincidência! Muito solicito, nos forneceu dicas valiosas, pois pretendíamos avançar ao máximo o dia de hoje e conseguimos obter informações de onde acampar, mais próximo ao Paso Virgínia. Após terminar a subida do Paso, demos de cara com um local belíssimo. Um vale com inúmeras lagoas e picos nevados ao fundo. Beleza cênica! O problema que para descer o paso teríamos que andar pela encosta íngreme novamente. Neste local devido aos fortes ventos, já li relatos de pessoas que despencaram morro abaixo e se quebraram inteiro. Ainda bem que não foi o nosso caso e conseguimos chegar inteiros ao vale. Em outra bela lagoa paramos para fazer nosso almoço e descansar para encarar a subida do Paso Guerrico. Este subida na maior parte é por mata fechada e a descida bem mais tranquila. Fomos andando pela margem esquerda da “hermosa” Laguna Hermosa até enfim cruzar o riacho e chegar ao local de acampamento da Laguna Martillo. Como nossa ideia era avançar o máximo possível e ainda tínhamos muito tempo, continuamos margeando a laguna por um trecho bem difícil de pedras e charco. A trilha sobe se afastando um pouco da laguna para contorná-la e em seguida descemos para acompanhar a margem de um rio. Chegamos num bosque excelente para acampamento, bem protegido e o visual das montanhas estava magnífico naquele momento. A Roberta sugeriu pararmos por ali e como já havíamos avançado pelo menos umas 2h ficamos o resto do dia cozinhando e curtindo o visual. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/270/Dientes_de_Navarino_-_Laguna_Martillo_-_Dia_3 Dia 7 – Quinta-Feira, 15/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Paso Virgina – Dia 4 [align=][/align] Como combinado, levantamos às 5h da manhã, em pleno breu tomamos nosso café a luz de lanterna, sorte que a chuva da noite e o frio nos deram uma trégua. O dia seria puxado e o mais difícil, por isso decidimos partir cedo a fim de terminar naquele dia a trilha. Começamos a andar 7h em ponto e já pudemos ver a piramba da subida do Paso Virgina. Para chegar a sua base, andamos por charcos e por lagunas, uma delas era a Rocallosa que como o próprio nome diz é cheio de pedras que dificultam muito o avanço. Qualquer vacilo era um pé torcido. Enfim chegamos à base do Virginia e pra variar mais lama. O trecho inicial é difícil, vamos tomando cuidado para não se afundar na lama e vamos ganhando altitude aos poucos, afinal eram quase 500m de desnível. Após vencer o trecho do bosque enlameado, vem o que? Encostas de montanha que a Roberta tanto adora... porém o visual vai ficando cada vez mais magnífico. Pudemos observar Ushuaia, a estância Haberton e também o conjunto de montanhas conhecidas como Montes Lindenmayer. Ao final da subida tem-se a impressão que estamos na Lua. Pedra por todos os lados e uma superfície plana por onde andamos por alguns KM, até enfim chegar à famosa descida do Paso Virgínia. Aqui eu entendi o porquê que todo mundo recomenda utilizar bastões na trilha e também o porquê que eu lia frases do tipo “Mais assustadora do que perigosa”. Como a Roberta sofre com alturas já estava fazendo um psicológico nela e mostrando a “trilha” que deveríamos fazer. O Ronald arriscou ir à frente acompanhado pelo LH. Quando vi o Ronald sentando na trilha, logo no começo, escorregando e sem conseguir ficar de pé... pensei, “fudeu, vamos todos se arrebentar aqui!!!”. Sorte que ambos se ajudaram e conseguiram vencer este trecho técnico e o LH foi me orientando como descer enquanto eu segurava a Roberta para não entrar em pânico da maneira que dava, tentando transmitir segurança para que ela desse um passo por vez. Na base da motivação consegui que ela vencesse seus medos e caminhasse, mesmo que devagar. Perguntava várias vezes se ela queria um banho e uma cama quente à noite, não havia outra opção, teríamos que descer! Passado este trecho, o restante foi mais tranquilo e sem sustos até chegar a Laguna de Los Guanacos. Local onde fizemos mais uma parada para restabelecer o físico e principalmente o psicológico. Contornamos a laguna e fomos seguindo o curso do rio até chegar a Laguna de Las Guanacas, onde seria o último ponto de acampamento para quem faz em 5 dias. Como estávamos de acordo com o planejamento por termos levantado cedo, decidimos continuar e cruzar o último trecho de bosque até o pesqueiro, fim da trilha. Todas as informações que tínhamos sobre este bosque eram unânimes. Estava terrível, sem trilha, lamaçal e sem marcações, pois havia muitas árvores tombadas, nas quais estavam as marcações. Pelo menos tínhamos uma direção, uma bússola e um mapa. Nosso objetivo era tocar sempre para Nordeste, contornado as árvores tombadas e tentando nos manter na encosta da montanha e não margear o rio, pois aí sim segundo informações teríamos vários problemas com obstáculos naturais. Por sorte (ou competência de navegação, ou os dois) conseguimos identificar algumas poucas marcações que serviram de alento para nós. Continuamos sempre na direção por umas 3h de caminhada dentro do bosque, até enfim sairmos num pasto onde conseguimos ter uma navegação visual a partir daqui, pois a estrada já estava visível a nossa frente. Nem bem chegamos à estrada, já conseguimos carona para o centro da cidade com duas senhoras em uma Van, parece que a sorte do dia não tinha fim mesmo. Percorremos os 7km restante até a cidade onde pegamos nossas coisas no Akainij Hostel (não continuamos lá pois não haviam mais vagas) e migramos para o Pusaki Hostel da Paty, a qual nos esperava com uma deliciosa janta de frutos do mar. Antes passamos nos Carabineiros para dar baixa de nossa retorno e também passamos no Shila Turismo para confirmar nossa passagem de volta para Ushuaia. O hostel tem um ambiente legal, ela prepara a comida para todos os hóspedes e serve na mesma mesa. Muito legal a interação, havia chilenos, um austríaco, um lituano e nós. A Paty é muito simpática e gosta de beber um vinho com a galera e também gosta de música brasileira, pois a Roberta teve que explicar qual o sentido do “Ai Se eu Te Pego” para ela depois de uns vinhos e outros. Parece que a onda Michel Telló chegou até ao fim do mundo também! Nesta Babel no fim do mundo, bebemoramos a noite toda o sucesso da travessia. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/271/Dientes_de_Navarino_-_Paso_Virginia_-_Dia_4 Dia 8 – Sexta-Feira, 16/3/2012 – Puerto Williams / Ushuaia [align=center][/align] Acordei na ressaca brava, mas não me impediu de dar mais umas voltas na cidade de Puerto Williams. Desocupamos o hostel e fomos para a Shila Turismo por volta do meio-dia para fazer os trâmites de alfândega e pegar nosso barco de volta para Ushuaia. Em Ushuaia voltamos para a Casa de Alba e fomos comer no El Turco (fuja dessa merda!) Dia 9 – Sábado, 17/3/2012 – Ushuaia - Glaciar Martial [align=center][/align] As montanhas amanheceram brancas, resultado na nevasca da noite anterior e da manhã de sábado. O céu azul deixou o tempo perfeito para uma visita ao Glaciar Martial (pelo teleférico, claro... nada de andar!). Em pleno verão, Ushuaia chegou a marcar -5º ! Era tudo o que desejávamos pra aproveitar o Glaciar. Comemos no Bodegon Fueguino, gostei bastante da comida, preço e do atendimento. Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/266/Glaciar_Martial_-_Ushuaia Dia 10 – Domingo, 18/3/2012 – Ushuaia - PN Tierra del Fuego [align=center][/align] Logo pela manhã nos despedimos do LH. Enrolamos mais um pouco no hostel e fomos para o Parque Nacional Tierra de Fuego. O clima não estava lá grande coisa, muito vendo e a chuva se alternava com as nuvens cinzentas. De qualquer modo fizemos a Senda Costera, tomamos umas Quilmes no Lago Roca e depois voltamos para a cidade para enfim, degustar um Tenedor Libre de Cordero Fueguino no restaurante La Terraza (é bom dar uma gorjeta antes para o parrilheiro, gentileza gera gentileza!). Como já havia visitado Ushuaia anos atrás, estava mais focado em desfrutar a culinária mesmo! Dia 11 – Segunda-Feira, 19/3/2012 – Ushuaia [align=center][/align] O Ronald ainda se arriscou a caminhar, foi subir o Jaraguá com neve de Ushuaia, conhecido também como Cerro Guanaco. Teve sorte pois o tempo estava bom, aberto. Eu e a Roberta continuamos nossa epopeia etílica, visitamos o bar mais antigo de Ushuaia, o Bar Ideal. Aqui acho que presenciei uma das cenas mais globalizadas da viagem. Estávamos em Ushuaia, em um típico pub irlandês, o qual estava tocando Bossa Nova. Comemos hamburgers americanos, bebendo a Quilmes Argentina e de repente toca o celular de uma portenha ao lado com o ringtone de “Ai Se Eu Te Pego” (de novo ela). À noite fomos comer uma truta no restaurante Tante Nina, muito bom também. Dia 12 – Terça-Feira, 20/3/2012 – Ushuaia [align=][/align] O Ronald partiu logo cedo. Nós ainda tínhamos o resto do dia pois nosso voo só sairia a noite. A Roberta fez questão de me surpreender e reservar um almoço no Cerro Castor, no restaurante La Morada Del Aguila (http://www.cerrocastor.com/). Sim, lá só atende por reserva. Por ser bem afastado da cidade, a comida é preparada por demanda e na ocasião estávamos a sós no restaurante. O local é bem aconchegante e foi a melhor comida que provei na viagem e também não achei caro, Ar$100 pelo Cordeiro Fueguino, à vontade. No local há algumas cabanas para alugar, fiquei com vontade de retornar lá em uma outra ocasião, a região do Cerro Castor é magnífica, cercada de boques coloridos e de montanhas, além claro, da excelente comida. Voltamos para a cidade, fizemos algumas compras finais, arrumamos a mala e deixamos Ushuaia debaixo de uma chuva gelada, quase virando neve. Não tivemos problemas com os voos e chegamos em Sampa na quarta-feira, pela manhã. Tracklog do Circuito Dientes de Navarino: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2674988
  10. Pretendo fazer um relato prático, sem muitas firulas com informações precisas de hospedagem, passeios e valores pra quem quiser programar uma viagem por lá. Já adianto que o meu relato não é da viagem mais econômica do mundo, pois não sou a favor de economizar em férias. O meu negócio é aproveitar o tempo da melhor forma possível, então não espere que eu escreva que pedi carona, viajei em caminhão de bóia-fria, que andei estradas de terra de 10 km sendo que podia pegar um transporte. Por outro lado, não sou favor de certos abusos de agências de Lençóis que queriam cobrar R$900 pela Travessia do Pati em 3 dias. Ao todo gastamos aproximadamente R$1500 por pessoa em 15 dias, contando vôos, taxis, pousadas, alimentação (sem privação alguma), pacotes carnavalescos de hotéis, locação de carro, passeios, cervejas, etc... Dia 1 – 22/02/2011 – São Paulo / Salvador Embarcamos com destino a Salvador pela TAM graças às milhas acumuladas. Chegamos lá pela 1 da manhã e pegamos taxi Coometas (R$89). Fomos diretos para o Ibis Rio Vermelho (R$129). Dia 2 – 23/02/2011 – Salvador / Lençóis Saímos às 6h com o taxi (R$20) já nos esperando na porta do Hotel. Nosso ônibus sairia às 7h da rodoviária de Salvador pela Real Expresso (aprox. R$50 cada trecho) com destino a Lençóis. Este trecho não levou nem 20min, ainda deu tempo de tomar café na rodoviária. As passagens já haviam sido compradas aqui em São Paulo, lá bastava pagar uma taxa de embarque baratinha. A previsão de chegada em Lençóis era 13h30min, entretanto, devido a uma colisão na estrada envolvendo nosso ônibus e a demora da polícia rodoviária em fazer o boletim, chegamos em Lençóis às 16h. Ao chegarmos à rodoviária, o pessoal da pousada/albergue Pouso da Trilha (R$80/casal, quartos simples, arejados, excelente café da manhã, localização e atendimento) nos esperava com o carro para nos levar à pousada que é bem próxima de tudo. À noite rodamos pela cidade, tomamos uma gelada (Dica importante: Skol é mais barata e bem melhor que Original naqueles lados). Dia 3 – 24/02/2011 – Passeio Grutas e Pai Inácio Fechamos um tour com a agência Fora da Trilha (tem convênio com a pousada) para conhecer o Poço do Diabo, Gruta Lapa Doce (R$10), Pratinha (R$15), Gruta Azul e o Pai Inácio. O preço saiu R$90 p/ pessoa. Fizemos as contas e saiu um pouco mais caro que alugar um carro na Lukdan (R$100 período de 12h / R$150 período de 24h), porém mais conveniente por não termos burocracia e risco de carro alugado. Sobre os passeios, Poço do Diabo é uma trilha curta com um bom poço para banho. Lapa Doce é uma gruta muito interessante apesar de não haver formações distintas nem muitas galerias. Na Pratinha demos muita sorte em pegar a água transparente, pois quando repetimos o passeio nos dias seguintes uma tromba d’água havia deixado o rio sujo. Não fizemos o mergulho (R$30 p/ pessoa) devido ao tempo escasso, aproveitamos para ficar nadando no rio e almoçar (tem um barato e bom restaurante lá). Gruta Azul é interessante, mas sinceramente o efeito daquele azul só pude ver através da fotografia, pois a olho-nu me pareceu uma gruta com água parada e suja. Quando chegamos ao Pai Inácio desabou o mundo em água, mesmo assim fiz a curta trilha de subida (15min.) pra não ver nada e passar frio. A noite jantamos no Tex-Mex da cidade, Burritos e Taquitos, gostei muito. Dia 4 – 25/02/2011 – Travessia Lençóis – Capão Iniciamos a travessia partindo da pousada a pé às 8h30min. Fomos em direção ao hotel Portal de Lençóis, a trilha parte de lá. A única informação que tinha era um tracklog de uma trilha de bike que partia de um bairro mais distante, o Barro Branco. Eu me baseei na direção deste track de bike para conseguir me orientar na trilha a pé. No começo da trilha ganhamos altitude e vamos deixando Lençóis para trás. Após uns 5 km andando a trilha nítida vira um lajedo e é onde tenho certa dificuldade para encontrá-la após a cachoeirinha, mas nada que uma “palmilhada” na trilha não resolva para encontrá-la. Adentramos na Serra de Sobradinho, paisagem linda, aqui andamos cercados pelos chapadões, cruzamos rios e riachos e ao norte temos o Monte Tambor ou Morrão como referência de nossa pernada. Após horas de caminhada e quase nos aproximando ao Morrão, intercepto a trilha de bike do meu track e sem mais erros sigo direção à Capão e chego ao destino quase anoitecendo após 25 km e quase 7hrs de caminhada. Lá nos hospedamos na Pousada Pé No Mato (R$95/casal, tudo excelente neste pousada). Tracklog: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1532874 Dia 5 – 26/02/2011 – Cachoeira da Fumaça Guias cobrando R$90/casal para fazer a Fumaça. Eu já estava prevenido e sabia de onde partia a trilha e tudo mais. Subida inicial de 2 km que pode cansar quem não está com o fôlego em dia. A trilha na parte superior é uma avenida intercalada com trechos alagadiços que é necessário retirar a bota. Atenção ao trecho após um grande lajedo onde acredito ser o único ponto de erro. Eu acabei caindo em uma trilha que senão me engano vai para a parte baixa da cachoeira, refiz o caminho prestando atenção e achei a trilha correta que é a mais batida. No mais foi só curtir o lindo visual. Apesar de hoje em dia ser uma trilha bem batida, não deixa de ter sua beleza. Ficamos horas admirando seu cânion e sua queda d’água, uma das mais altas do Brasil. Dica gastronômica: à noite comemos em uma pizzaria ao lado da Igreja. Pizza de massa integral, muito boa, uma das melhores que já comi. Fica mais gostosa ainda com o Mel com Pimenta caseiro, produzido no próprio Capão. Tracklog: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1532934 Dia 6 – 27/02/2011 – Vale do Capão Dia de curtir um pouco o vilarejo do Capão, tava rolando uma feira hippie, roda de capoeira e artistas circenses tentando ganhar um trocado. Nos alimentamos bem, descansamos, curamos as bolhas, consertamos as botas já abrindo o bico (ou pelo menos tentamos) e fizemos algumas compras para partirmos para a Travessia do Pati. Conseguimos uma carona com o Sr. Enilson até o vilarejo do Bomba por R$50/casal. Para encontrá-lo, pergunte a Dani da pousada Pé no Mato, este senhor é o pai da garota. Ele possui uma D20 adaptada, pode levar grupos grandes. A estrada está péssima e com as chuvas há um cruzamento de rio onde só veículos mais altos e com tração passam. Dia 7 – 28/02/2011 – Travessia do Pati – Dia 1 Naquelas bandas, parece um sacrilégio dizer que você vai fazer a travessia sem guias, mas me parece muito mais um sacrilégio nos cobrar R$900 pelos 3 dias. Já prevenido disso, estava munido de relatos, mapas e tracklog. O Sr. Enilson nos deixou no Bomba e mal começamos a caminhar já tivemos trabalho pra passar os 3 cruzamentos de rio antes da placa do Ibama devido a chuva da noite anterior. Vamos ganhando altitude, apreciando a paisagem e os Gerais ao fundo. Fizemos uma breve parada no Rancho, onde havia um guia e 3 garotas inglesas almoçando por lá. Decidimos continuar a trilha por cima das Gerais dos Vieiras, caminho muito bonito, aqui percebo que não é a toa a fama de travessia mais bonita do Brasil. O visual de cima é fantástico, o que dificultava um pouco além da longa distância de 25 km eram os charcos, muitos. Fim do dia, ao chegarmos ao início da descida da rampa, temos o melhor visual da travessia. Após a descida, passamos direto pela bifurcação para a igrejinha e tocamos direto para a casa do Sr. Wilson. Fomos muito bem recebidos por ele e sua humilde família. O valor do pernoite é R$60 p/ pessoa e inclui cama, janta e café da manhã fartos, melhor do que muita pousada, sem contar a hospitalidade. O vale possui outras casas próximas, acredito que quem não leve barraca nem comida, não encontrará problemas para achar acomodação. Tracklog: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1532915 Dia 8 – 01/03/2011 – Travessia do Pati – Dia 2 Por estar mais interessado em curtir o caminho da travessia e também pelo tempo escasso, decidi não ir aos Funis nem ao Castelo, o Cachoeirão ficou para uma próxima também. Saímos da casa do Sr. Wilson e fizemos nossa parada na Prefeitura para almoço. De lá a trilha segue por mata fechada com pouco visuais até enfim chegarmos à ponte de concreto que cruza o Rio Lapinha e nos dá acesso à casa de Dona Linda. O pernoite também é R$60 p/ pessoa. Por mais que muita gente ache um valor salgado, há de pensar que este valor é mais uma questão de necessidade e ajuda aos moradores do vale do que comercial. Há também as casas do Sr. Joia e Massu, respectivamente irmão e pai de Dona Linda. Ambas ficam do outro lado do rio 2 km à frente. Não fiquei lá, pois em caso de chuva cruzar o rio pode ser complicado, além do mais a trilha que parte da casa de Joia sobe diretamente a Ladeira do Império e, portanto é mais puxada do que a trilha que parte de Linda que sobe bordejando a ladeira mais suavemente. Dia 9 – 02/03/2011 – Travessia do Pati – Dia 3 Dia final da travessia, partimos de Linda e subimos a Ladeira do Império. O trecho final é mais íngreme e cansativo. Após 2h de caminhada terminamos a subida aí é só ladeira para Andaraí. Ao todo levamos quase 5h para chegarmos a Andaraí onde pegamos o ônibus para Tanquinho (R$3,50) às 14h. Quando o ônibus chega a Tanquinho, já havia taxi esperando para levar passageiros para Lençóis. Dividimos o carro com outros dois locais e pagamos R$5 cada. Chegando a Lençóis, negociamos para ficar com um carro alugado por 4 dias para fazer os outros passeios planejados. Dia 10 – 03/03/2011 – Mucugê De carro partimos para Mucugê, nos demos ao direito de certo luxo na viagem e ficamos no Hotel Estalagem Alpina (R$200 p/casal, tem piscina). Andamos pela cidade e conhecemos o Cemitério Bizantino. À noite comemos na Pizzaria Point da Chapada. Dia 11 – 04/03/2011 – Cachoeira do Buracão – Ibicoara Partimos cedo de Mucugê em direção a Ibicoara. Ao entrarmos na cidade já vimos placas da ACVIB onde fechamos um guia para o Buracão por R$60 p/ casal. Por se tratar de um parque municipal o guia é obrigatório e deve ser nativo da região. A cachoeira do Buracão dispensa comentários. Nadar dentro de seu cânion foi uma das coisas mais incríveis da viagem, chegar perto de sua queda d’água então nem se fala. Com certeza é a cachoeira mais linda que já visitei. Infelizmente não foi dessa vez que consegui ir a Fumacinha, que acredito eu, ter beleza semelhante. Dia 12 – 05/03/2011 – Igatu Deixamos Mucugê e logo pegamos o caminho para Igatu, a cidade de pedra. A estradinha é transitável para qualquer veículo, mas seu carro nunca mais será o mesmo, garanto. Conhecer Igatu foi bem mais que eu esperava, foi uma agradável surpresa na viagem. A vila é charmosa e seus moradores simpáticos. Andamos um pouco pelas suas ruas e conhecemos outro cemitério Bizantino e também ruínas do Garimpo. De volta à estrada, ao chegarmos próximo a Andaraí, havia um acidente com um caminhão interditando a pista, o que nos obrigou retornar a cidade e aguardar. Infelizmente este transtorno nos fez abortar a visita ao Poço Azul. Chegamos a Lençóis e como já era Carnaval, os preços de pousada estavam bem abusivos. O melhor preço que consegui foi R$500 pelo pacote de carnaval no Hotel Tradição (Nossa avaliação: Hotel categoria Pulgueiro Master). A noite foi só curtição, tomamos umas Skol e curtimos o carnaval de rua meio improvisado de Lençóis. Dia 13 – 06/03/2011 – Morro do Pai Inácio A cidade ficou bem muvucada com o carnaval. Pra nós que chegamos dias antes quando estava o paraíso, estranhamos o movimento. Como a Roberta adorou a Pratinha, fomos repetir o passeio. O que encontramos foram rodas de pagode, churrasco ao lado do rio, filas de carros, pessoas mal-educadas deixando seu lixo no chão e uma tromba d´água na noite anterior que havia deixado o rio enlameado. Almoçamos e deixamos o lugar, fomos para o Pai Inácio e dessa vez curtir o lugar com tempo bom. Pela noite fui ao Bode Grill e experimentei a famosa carne de bode, muito boa e barata. Dia 14 – 07/03/2011 – Ribeirão do Meio. Lençóis / Salvador Diferente do sudeste, lá estava muito calor. O jeito era aproveitar os rios próximos e nos banhar. Chegando ao Ribeirão tava rolando aquele churrascão e a galera amontoada. Tratamos de descer o rio e encontrar um poção sossegado para ficar lá e curtir. Ficamos lá um bom tempo até a galera do The Others (Lost) descobrirem a gente, mas tudo bem, o apetite apertava e voltamos à cidade para bebemorar o carnaval mais um pouco. À noite fomos ao restaurante Cozinha Aberta e pedi um prato de Frango Thai c/ curry muito bom. As 23h30min pegamos o ônibus de Lençóis para Salvador. Dia 15 – 08/03/2011 – Salvador / São Paulo O ônibus chegou por volta das 6h da manhã, pegamos o taxi na rodoviária (R$69) para o aeroporto. Nosso vôo estava marcado para as 13h30min. Por sorte conseguimos adiantar o vôo e embarcamos às 8h30min para São Paulo. As demais fotos da viagem estão em: http://diarionamochila.multiply.com/photos
  11. Olá... Dá uma olhada no relato que postei, pode te ajudar... topic51805.html []'s Rodrigo
  12. Feriadão de São Paulo sem emenda, em plena terça- feira, nós resolvemos fazer um bate-volta em São Francisco Xavier para subir o Pico Focinho D’Anta. [align=center][/align] O grupo formado foi Ronald, Cristiano, Bruno, Felipe e eu. Encontramo-nos às 7 da manhã no Graal da Ayrton e após breve café da manhã já estávamos entrando em São José dos Campos, passando pela bela e pacata cidade de Monteiro Lobato até chegarmos à entrada do Bairro dos Remédios, localização do pico e que fica um pouco antes da entrada da cidade de São Francisco Xavier. A estrada do bairro até o Pico está em condições regulares, muita subida com cascalho onde fez meu carro patinar várias vezes. Após o cascalho, o mato quase toma conta da pista. Chegando ao acesso ao pico, que fica numa propriedade privada, somos recepcionados pela Dona Ricardina e pelo seu marido, que nos informa que a taxa de visitação é R$10 por pessoa com direito ao estacionamento. Ela também nos informa que há possibilidade de camping e de aluguel de casa no local. Local este muito tranqüilo, bonito e bem cuidado. [align=center][/align] O início da trilha é saindo de sua propriedade, retornando a estrada e logo encontramos sinalização da trilha. O trecho inicial é exposto ao sol e subida leve entre samambaias. Após meia hora de caminhada já atingimos os pontos de água disponíveis no caminho. Depois deste trecho, temos sombra provocada pela altura da copa das árvores e a subida torna-se mais íngreme gradualmente. Assim que começamos avistar a pedra, a subida torna-se mais pesada e em muitos trechos temos que nos agarrar em galhos e raízes para conseguirmos subir. Vamos ganhando altitude aos poucos, contornado a pedra para enfim atacar seu cume por trás, através de um estreito filo que nos leva diretamente a crista da montanha. [align=center][/align] Entretanto, para chegar ao cume do Focinho D’Anta e seus 1712m, temos que caminhar um pouco mais na crista e perder altitude através de uma descida de rocha por uma corda, que na verdade são vários cintos de segurança atados uns aos outros e que formam um “mini-rapel”. Detalhe que a “corda” é mais curta que a rocha, o que me obriga um salto forçado no último lance da pedra. O Bruno decidiu não descer e ficar curtindo o visual de lá mesmo, o que já estava de bom tamanho realmente. O restante do grupo continuou pela crista por mais uns 5 minutos até enfim chegar ao cume verdadeiro, onde assinamos o livro de cume e demos risadas com algumas mensagens lá escritas. [align=center][/align] O papo foi interrompido pelas nuvens cinzentas que tomavam o céu e imaginando que a descida seria difícil sem chuva, imagina com esses pés d’água que tem caído ultimamente. Prontamente voltamos à trilha, escalamos o trecho da “corda” e continuamos a caminhada. No trecho mais íngreme de descida, vários tombos e ralados, mas nada mais grave. Só paramos no trecho de água para matarmos a sede e beliscarmos alguma comida, pois já sonhávamos com a comida mineira que o Ronald falara que havia em São Francisco Xavier. [align=center][/align] Já passavam das duas da tarde quando enfim chegamos ao centrinho da cidade e fomos para o restaurante Recanto Mineiro. Excelente comida e preço bem em conta. Após o almoço fomos para a Cachoeira Pedro David. Próxima ao centro, a cachoeira possui várias quedas e bons poços para banho, porém em final de semana, por ser uma cachoeira pública e próxima, ela pode estar lotada como o próprio Ronald testemunhou. O banho na cachoeira pelo menos serviu para deixar-nos tranqüilos e enfrentar os alagamentos na chegada de São Paulo e o trânsito de 10 km na Dutra e assim fechar com chave de ouro nosso curto passeio. [align=center][/align] Enfim, São Francisco Xavier mostra que tem muito mais a oferecer do que sua tradicional travessia para Monte Verde. Mostra que há boa comida, hospitalidade e muitas outras opções para cachoeiras e trilhas bem próximas a São Paulo. Tracklog da trilha: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1435289 Mais Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/224/224
  13. Voltamos ao Mamanguá dessa vez pra fazer a travessia de Laranjeiras até Parati-Mirim. [align=center][/align] Começamos a trilha no sábado, eu, Ronald, Cristiano e William. Roberta e Vivi foram de barco na frente pra colocar a cerveja pra gelar.. hehe A estrada de Parati-Mirim estava bem prejudicada devido as chuvas, o que atrasou um pouco o trajeto. Iniciamos a trilha perto do meio-dia e fomos num ritmo bom até a Praia da Foice onde fizemos nossa primeira parada. [align=center][/align] Depois voltamos onde a trilha bifurca para o Mamanguá, passamos pela vila de Regato e paramos na Praia de Curupira, praia típica caiçara onde tomei a liberdade de fazer um “ensaio” P&B. [align=center][/align] A chuva dava sinais que ia nos alcançar e não deu outra... a partir deste trecho caiu o mundo e apertamos o passo que nem pudemos apreciar as praias do Pontal e Praia Grande, onde na pousada havia um grupo de turistas nos desejando “Bon Voyage”. Chegamos a casa do sueco, breja geladíssima e macarrão com atum servido pra celebrar os 17km andados nesse dia em aproximadamente 6h de trilha. A Roberta já estava desesperada preocupada com as catástrofes dos últimos dias e pensando no temporal que caiu enquanto estávamos na trilha. A chuva não deu trégua e foi assim até a madrugada, entretanto ao amanhecer, o sol deu as caras e pudemos curtir muito as praias ao redor. Ronald e Cristiano atravessaram o saco na canoa e subiram o Pão de Açúcar. Eu como já havia feito isso em Novembro, decidi ficar fotografando e curtindo as praias. [align=center][/align] As 16h o barco apareceu para levar o pessoal. Ronald e eu decidimos ir pela trilha até Parati-Mirim. A trilha apesar do temporal que nos atacava novamente estava transitável e em pouco mais de 1h chegamos em Parati-Mirim. O duro, como sempre, foi subir a serra de volta para São Paulo. Data: 15 e 16/jan/2011 Tracklog: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1413260 Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/222/222
  14. Bom, já fiz um roteiro visitando os 5 países do Reino Unido e Irlanda, vou colocar as cidades que conheci e se alguém tiver alguma dúvida só escrever ou visitar meu blog ok ? http://diarionamochila.multiply.com/blog Inglaterra - Londres - York (linda cidade medieval, York Cathedral é linda) - Chester (parece York, porém menos turística) - Salisbury / Stonehenge (a catedral de Salisbury vale a visita) Irlanda - Cork (Blarney Castle imperdível) - Killarney (Ring of Kerry imperdível, cidade muito charmosa) - Galway (Cliffs of Moher imperdível, a noite há muitos pubs para tomar uma Guinness) - Dublin Irlanda do Norte - Belfast (Giants Causeway impedível) Escócia - Edinburgh - Stirling - Inverness (Loch Ness) - Isle Of Skye (Valeu a pena) - Portree (Valeu a pena) - Armadale (Armadale Castle muito bonito) - Mallaig - Fort William (não gostei) - Glasgow (não gostei) País de Gales - Cardiff (Cardiff Castle imperdível)
  15. Estive em agosto do ano passado na Escócia, Edinburgh apesar da chuva e vento, temperatura ok.. agora se for pro Norte, onde fui para Ilha de Skye, Portree, Mallaig, aí sim prepare-se para o frio mesmo no verão. O vento é muito forte e garoas são comuns naquela região.
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