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renato5129

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Tudo que renato5129 postou

  1. Maurício, ela tem um afastamento grande entre o sobreteto e o solo. É uma barraca três estações, na teoria, não é para épocas ou locais muito frios. Ela é toda telada, o que ajuda muito na ventilação. Eu a usei em 4 oportunidades na Patagônia sem problemas, mas sempre no verão. Em abril irei de moto para Peru, Bolívia e Chile e irei usá-la. Tem ótima resistência a ventos e à chuva.
  2. Jon Jon, bom dia! Eu levei um Marmot Arroyo de pluma de ganso para -1°, mas eu durmo agasalhado, com conjunto de calça e blusa 2ª pele, calça e blusa de fleece, luvas, meias e uma blusa de pluma. Foi bem confortável! Dá pra fazer com barraca 3 estações. Nos Andes o clima é muito instável e varia muito de um dia pro outro. Nós pegamos chuva fina na maioria dos dias. No penúltimo dia, pegamos muito vento, granizo e neve. Como na montanha tem essa certa imprevisibilidade, o ideal é que seja uma barraca resistente a vento forte e com boa impermeabilização. A questão da ventilação (3 estações é bem mais ventilada, o que propicia maior perda de calor) você compensa com o saco de dormir e vestimentas.
  3. Bruno, o Morro do Buracão fica fora do parque, então não precisa de autorização para subir nele. Subimos pela encosta sul, na qual não há trilhas, é vara mato e trepa pedra. Descemos pela encosta norte, por uma trilha que termina em frente ao Rancho do Valdomiro.
  4. Taci Neves, é possível e acredito ser até mais fácil pela disponibilidade de água. O único rio mais caudaloso e que pode ficar um pouco mais difícil de atravessar é o Rio dos Couros, mas nada que atrapalhe, pois ele tem muitos trechos bem rasos. Não há risco dessa travessia ou dessa parte da chapada fechar, pois fica fora do parque.
  5. Ramon, desse trajeto que vc postou, nós passamos só numa pontinha, de Ausangatecocha à Pampacancha, pelo Paso Palomani. Nosso roteiro foi circundar o Nevado Ausangate, esse trajeto do wikloc é ao sul do Ausangate. Peter, acho que o local mais parecido com esse, que nós passamos, (apesar de não chegar nem perto dessas tonalidades), foi no terceiro dia, na região de Ausangatecocha e do Palomani. Lá havia colinas avermelhadas, amareladas e malhadas, mas nada que se compare à essas imagens. Ramon, essas imagens que vc postou são surreais, deu vontade de voltar pra lá e percorrer esse trecho, juntando ao circuito que fizemos. Há vários roteiros alternativos nessa região, inclusive trekkings de mais de dez dias. Quando estávamos pesquisando pra definirmos nosso trajeto, vi algumas descrições de trilhas que iam até a Laguna Sibinacocha, aumentando bem a pernada. Mas não tinha visto essas imagens das Rainbow Mountains. Realmente é impressionante. Tirei essas fotos desse lugar que citei, Ausangatecocha e Palomani:
  6. Ramon, que travessia legal! Dando opções de novas rotas e travessias invernais de fácil acesso. Parabéns!
  7. No nosso caso tínhamos duas barracas cozinha, uma pra nós e outra pra eles, pois decidimos que nós mesmos faríamos nossa comida. Então cada dupla providenciou sua alimentação, seus utensílios de cozinha, seu fogareiro e seu combustível. Os arrieros dormiram nas tendas cozinha. Mas foi uma combinação nossa que nós nos viraríamos com nossa comida e nossa acomodação. Se forem contratar os arrieros em Tinki, vá com os equipamentos, pois dificilmente os arrieros terão equipamentos completos. Os utensílios de cozinha eles devem ter, mas aí todos vcs terão que cozinhar juntos. Como gosto de preparar minha própria comida, preferi levar minhas coisas e meus alimentos. Assim como o que eu gosto e preparo da maneira que acho melhor.
  8. Daniel, boa noite! Levamos quatro barracas para os sete, um fogareiro e conjunto de cozinha pra cada dupla e cada um levou seu saco de dormir. Nós alugamos uma tenda pra cozinha e uma mesa com os banquinhos. É tranquilo levar o equipamento no avião, pois os mesmos não pesam tanto, ficando facilmente dentro do limite de peso por passageiro. Todas as barracas eram 4 estações, levamos uma Marmot Thor para 2 pessoas, uma The North Face Mountain 25 para 2 pessoas, uma Lightwave t0 trek para 1 pessoa e uma Sierra Designs que não me lembro o modelo, também para 2 pessoas. Os sacos de dormir variavam na temperatura de -1ºC à -12ºC. As noites lá foram bem frias e pegamos neve em duas delas. Em uma das noites ventou bastante, as outras foram tranquilas. Em Cusco vcs conseguem alugar os equipamentos sem contratar o trekking. Em Tinki não há nenhuma loja, mal há uns mercadinhos, lá vcs não encontrarão nada. Abraço!
  9. Do San Sebastian vc terá vistas fantásticas, ainda mais nessa época do ano que as montanhas em volta estarão cobertas de neve.
  10. Como temos pouca informação sobre essa trilha e algumas pessoas estavam interessadas em percorrê-la, vou postar o link do relato do Circuito Ausangate, que fiz com alguns amigos em junho de 2015. Uma das mais belas trilhas que conheci na América do Sul e na minha humilde opinião, é ainda mais linda que Huayhuash, tida por muitos como a mais bela trilha do Peru. Fiz as duas e gostei mais de Ausangate, mas recomendo ambas para os amantes de trekking. Os Andes Centrais são fabulosos. As imagens de Ausangate, apesar de não retratar com a real grandiosidade e beleza vistas a olhos nus, dará uma ideia da recompensa que terão naquelas paragens. Segue o link do relato com imagens: circuito-ausangate-sete-amigos-e-um-intruso-ou-novo-amigo-na-cordilheira-vilcanota-t114704.html
  11. Grande, Peter! Huerquehue é lindo! Lagos de variadas tonalidades, bosques fantásticos e bonitas montanhas. Mas quem vai até lá não pode deixar de subir o Cerro San Sebastian, de onde se tem as melhores vistas do parque. A descrição do trekking no Lonet Planet não faz referência a essa subida. Também não menciona essa saída alternativa pelo Lago Caburgua. A foto é do Lanin sim. Realmente o trekking não é difícil. A subida para o Cerro San Sebastian tem trechos íngremes, mas como a maior parte é feita por um bosque, fica sempre fresco e agradável. O resto é bastante tranquilo. As trilhas dentro do parque são muito bem sinalizadas. Como decidi sair do parque por um caminho alternativo, a partir do acampamento Renahue tive que caminhar por uma trilha utilizada por moradores e animais e nessa trilha não há nenhuma sinalização. As vezes há algumas bifurcações que confundem um pouco, mas também é um caminho relativamente fácil. Dentro da água não era um boto, era um hipopótamo. Fiquei surpreso ao ver esse bicho na Patagônia. hehehehe Abração!
  12. Peter, realmente a única crítica que podemos fazer sobre o trekking foi em relação aos locais de acampamento da 1ª e da 3ª noite. Foram as duas noites que acampamos no quintal de moradores e, se tivéssemos caminhado um pouquinho mais nesses dias, teríamos acampado em locais mais bonitos e agradáveis e com vistas ainda mais espetaculares. Mas no primeiro dia, ao ficarmos no terreno dele, tivemos o bônus de um contato maior com as pessoas locais, tanto os familiares, quanto os vizinhos do Cirillo.
  13. Agora com um pouco mais de uso posso deixar minha opinião sobre minha Marmot Thor 2P, que tenho há mais de um ano. É uma barraca 4 estações, semi geodésica, para duas pessoas, que pesa 3,7 quilos. Composta por dois tecidos (quarto e sobreteto) e 6 varetas de de alumínio DAC Featherlite NSL de 9mm. O quarto é fabricado em 100% Nylon 70d no fundo, com 5000mm de impermeabilização e 100% Nylon Ripstop 40d na parte superior do quarto. Duas portas duplas (tela + nylon com abertura/fechamento em zíper), possibilitando melhorar a ventilação; e duas aberturas duplas (tela + nylon com abertura/fechamento em zíper), superiores para ventilação. O sobreteto é fabricado em 100% Nylon Ripstop 40d Silicone/PU com 1800mm de impermeabilização, com duas aberturas para ventilação com abertura/fechamento em zíper. Tem um bom espaço interno para duas pessoas ( comprimento 2,36m; largura 1,42m; altura 1,09m; vestíbulo 56cm), cabem tranquilamente duas pessoas e seus equipamentos. Usei-a num total de 13 noites, aqui no Brasil (9 noites) e nos Andes (4 noites). Foi usada nos Andes Centrais (Ausangate), 4 noites na faixa dos 4.600m de altitude, com muito frio, duas noites com chuva bem fina e uma com neve. Em nenhuma noite houve problemas com ventilação, condensação ou impermeabilidade, absolutamente nada. Muito boa resistência ao vento. Das 13 vezes que dormi nessa barraca, pequei chuva em quatro oportunidades, sendo numa das noites um temporal, e também uma noite com neve. Sempre usei em duas pessoas e nunca houve nenhuma condensação, nem problemas com impermeabilização, mesmo com chuva forte e clima úmido em algumas noites. Também não houve problemas em noites muito frias. Pra quem procura uma barraca 4 estações para duas pessoas, considero uma ótima opção. Seguem algumas fotos da Thor: Numa noite na Chapada dos Veadeiros Depois de uma noite chuvosa no Morro do Buracão Entre uma Lightwave T0 Trek e uma TNF Mounthain 25 em Ausangate Coberta de neve em Ausangate
  14. Sei que Dientes de Navarino é um desejo antigo seu, assim como Ausangate era um desejo meu. E se tudo der certo em janeiro ou fevereiro desembarcaremos em Navarino. Vcs foram ótimos companheiros e deixaram essa pernada ainda mais fantástica. Tomara que nosso grupo tenha outras oportunidades de caminhar juntos pelas mais variadas trilhas que desejarmos.
  15. Peter, bem legal essa caminhada para aclimatação. Lindas fotos! Parece que havia mais crianças que em Ausangate. Enquanto vcs estavam se preparando bem em Lares, eu e Adriano nos aclimatamos nas cervejas de Águas Calientes.
  16. Dia 04: Pampacancha (4600m) à Otorongo (4650m) – Os encantos da neve. Nesse dia saímos mais cedo, pois percorreríamos cerca de 15 quilômetros e teríamos um passo de 5.000 metros de altitude pela frente. Desde Pampacancha descemos até alcançar uma linda pampa que subia suavemente em direção ao nevado Três Cumes. Ali passamos por mais um acampamento oficial do circuito, encravado num lugar lindo, com uma vista fantástica dos nevados ao redor. Todos tivemos certeza que seria muito melhor ter caminhado um pouco mais no dia anterior e ter acampado nesse lugar maravilhoso. O Fábio estava com diarreia e não aparentava estar muito bem. Apesar de suave, a subida era longa e o Fábio estava ficando pra trás. Diminuímos o ritmo para que ficássemos mais juntos e no início do trecho mais íngreme o guia parou para almoçarmos. O Fábio disse que se parássemos seria pior pra ele, pois o frio estava forte e ele não queria comer, achando melhor continuarmos e pararmos somente após o passo. Concordamos e seguimos em frente. Nesse trecho há muitos totens e fomos enganados duas vezes, achando que havíamos alcançado o passo, mas aí, víamos que estava mais adiante. E nesse chega, não chega alcançamos o Campa Abra, com 5000 metros de altitude e começamos a descer com um vento forte vindo do norte. A descida foi tranquila e cerca de uma hora após o passo paramos pra almoçar. Ali ao lado, a Andrea encontrou o acampamento base pra que vai escalar o Campa. Depois de comer voltamos à trilha mais animados. O tempo estava fechando e vez ou outra caía um pouquinho de granizo. Nesse trecho vimos muitas vicunhas e viscachas. Encontramos uma camponesa vendendo seus artesanatos de tecido e após uma leve subida chegamos ao mirador da Laguna Ticllacocha, uma visão fantástica, é indescritível a beleza daquele lugar. Descemos até a área de acampamento de Otorongo e aproveitamos pra descansar um pouco e jogar conversa fora na tenda refeitório depois de oito horas de caminhada. O acampamento fica às margens de duas lagunas, com um visual paradisíaco. Enquanto o restante do pessoal foi armar as tendas, eu, Adriano e Yatir ficamos comendo pipoca e conversando. No fim da tarde começou a nevar e corremos pra montar as tendas. No início foi ótima a sensação dos flocos caindo na gente, mas a neve foi aumentando e o frio castigando, o vento forte atrapalhava bastante a montagem da barraca e quando terminamos, eu e Adriano estávamos exaustos. Escureceu bem mais cedo e o frio estava de doer. Mal terminamos de jantar, corremos pros sacos de dormir. Por causa do cansaço, dormi feito uma pedra e pela manhã o céu limpo foi uma agradável surpresa. Dia 05: Otorongo (4650m) às Termas de Pachanta – A beleza das lagunas sagradas. O dia amanheceu limpo e os campos brancos por causa da neve da noite anterior. O branco deu um ar especial ao lindo local de acampamento. Saímos para vislumbrar e aproveitar aquele local magnífico. Rolaram até algumas brincadeiras com a neve, a volta à infância acaba sendo inevitável. Andando pelos arredores do acampamento, tive noção do frio da noite anterior, algumas lagunas estavam congeladas mesmo após o nascer do sol, que coisa linda era aquilo. Eu e Yatir fizemos vários filmes dessas lagunas. Na volta ao acampamento, enquanto arrumávamos as coisas, o menino Elbis reclamou de dor no ouvido e o Adriano confirmou que ele estava com otite e medicou o pequeno guerreiro. Eu e Luciano queríamos ficar mais tempo ali, pescar um pouco e curtir toda a aura mágica daquelas paragens, mas como a maioria preferiu seguir até Pachanta, nos planos tiveram que mudar. São apenas sete quilômetros, mas um caminho esplendoroso. Passamos por inúmeras lagunas que segundo o guia eram consideradas sagradas pelos locais, cada qual com sua beleza singular. Esse trecho é fácil e rápido e depois de passar pela casa de alguns camponeses e margear um bonito rio, chegamos ao povoado de Pachanta e suas águas termais. Decidimos não acampar e dormir nuns quartos que os moradores alugame também achamos melhor contatar a van para que viesse nos buscar em Pachanta, assim economizaríamos 10 quilômetros de caminhada por estrada de terra. À tarde caiu granizo e mais um pouco de neve e tiramos o resto do dia para ficar de molho naquelas águas cálidas, alguns bebendo cerveja, outros só curtindo a água deliciosa depois de cinco dias sem banho. O frio externo não nos intimidou e só saímos da água depois de anoitecer. Como eu e Luciano éramos os reis do desleixo, pra variar, não levamos lanterna e na volta para o quarto acabei caindo dentro do córrego de águas geladas que separa as piscinas dos quartos. Noite um pouco ruim, mas deu pra descansar um pouco. O Adriano apresentou diarreia e disse que não dormiu nada. Dia 06: Pachanta à Cusco - A despedida e a vontade de repetir o trekking. Acordamos cedo e depois de nos despedirmos dos arrieros e de dar algumas lembrancinhas a eles partimos de van em direção a Cusco. Na van já comecei a sentir saudades daquele que foi um dos mais belos trekkings que fiz pela América do Sul. As paisagens paradisíacas, as companhias, as novas amizades, enfim, todo o conjunto tornou essa caminhada excepcional e especial e ao rever as imagens em casa, a saudade foi grande. Obrigados aos companheiros Adriano, Peter, Fábio, Andrea, Edver, Luciano, Cirilo, Yatir, Elbis, Alejandro e Pascoal pela agradável compahia e por terem feito parte desse sonho que se tornou esse trekking. Um abraço a todos!
  17. Minha história com o trekking de Ausangate teve início em 2013, quando pesquisando sobre alguns circuitos de trekking em altitudes elevadas encontrei umas imagens que me deixaram impressionados pela beleza do lugar. Naquele ano falei com meu grande amigo Peter sobre o circuito e meu interesse em percorrê-lo, mas Peter sugeriu que fôssemos a Huayhuash e assim Ausangate ficou pra outra oportunidade. A ideia de percorrer aquelas paragens nunca saiu da cabeça e em novembro de 2014 durante uma trilha na Chapada dos Veadeiros, voltei a falar com Peter sobre esse projeto e ele topou. Devido à gravidez da esposa, eu só poderia em maio ou início de junho. Com a data definida tratei de convidar mais amigos para o trekking, chamei Adriano, Fábio e Andrea, todos moradores de Brasília e Peter convidou o Edver, de Veranópolis, formando nosso grupo para essa pernada. Depois da má experiência com a alimentação em Huayhuash, sugeri que não fôssemos com uma agência, que contratássemos guia e arrieros e que levássemos nossos equipamentos e nós mesmos preparássemos a comida. A ideia foi aceita por todos do grupo e assim começamos os preparativos. O Peter conseguiu o contato do guia Cirilo e entrou em contato com ele, explanou nossa ideia e definimos os dias e as condições da pernada, ficando a responsabilidade do Cirilo em contratar arrieros e mulas, fornecer uma tenda pra cozinharmos e ser responsável por sua alimentação e pela alimentação dos arrieros. Assim, ficou combinado de nos encontrarmos em Cusco no dia 30 de maio para partirmos para Tinqui, onde iniciaríamos a caminhada. Faltando 15 dias para nosso trekking, Luciano, amigo do Peter foi convidado a participar da trilha e se juntou ao nosso grupo. Decidimos contratar um transporte privado para nos levar até Tinqui e nos trazer de volta a Cusco ao final do trekking e Cirilo ficou responsável em alugar uma van para nos transportar. A galera chegou em Cusco em dias distintos, Peter, Luciano, Fábio e Andrea foram antes e fizeram o Trekking em Lares como aclimatação, Edver foi com a esposa no dia 25 de maio e Adriano e eu chegamos no dia 27 e, aproveitamos para conhecer Machu Picchu. Dia 29 de maio nosso guia entrou em contato com Peter para perguntar se poderia acrescentar um caminhante ao grupo, e como não houve objeção, o intruso se juntaria aos sete amigos para o Circuito Ausangate, na Cordilheira Vilcanota. No dia 30 de maio todos nos encontramos e partimos rumo a Tinqui, cerca de 150km de Cusco, antes de cair na estrada fomos a uma rua de comércio popular comprar brinquedinhos que distribuiríamos para as crianças que encontrássemos nas trilhas. Na van conhecemos o intruso, que viria a se tornar um amigo querido, Yatir, um israelense gente boa que rapidamente se entrosou ao resto do grupo e acabou se tornando um amigo de todos. A estrada até Tinqui é sinuosa, o que me deixou um pouco mareado. Em Tinqui almoçamos e passamos o resto da tarde conversando sobre o trekking e tirando as últimas dúvidas com o guia, além dessa parada servir como aclimatação, pois Tinqui está 800m de altitude acima de Cusco. Depois de uma péssima noite, no dia 31 de maio pela manhã depois de conhecer o restante da equipe, os arrieros Alejandro (irmão de Cirilo), Pascoal (tio de Cirilo) e o garoto Elbis (sobrinho de Cirilo), partimos para o início do trekking. Dia 01: Tinqui (4100m) à Upis (4300m) – A mamãe noel e o futebol nas alturas. Depois de nos registramos num posto de controle, saímos de Tinqui em direção à Upis, caminhada fácil, 10km por estrada de terra que levamos pouco mais de 3 horas para percorrer, não sei se pela péssima noite que passei ou por não ter tomado café da manhã, meu ritmo era horrível, estava sempre atrás e seguia num passo de lesma, devagar e sempre. Nesse primeiro dia Yatir e Adriano já se destacavam pelo bom condicionamento físico e aclimatação, caminhando sempre mais rápido que os demais. No caminho encontramos várias crianças e a Andrea, muito paciente, era a relações públicas do grupo, tentava conversar com as crianças e fazia o papel de mamãe noel, distribuindo brinquedinhos a elas. Durante o trajeto, apesar de muito nublado já tínhamos uma vista do imponente nevado Ausangate e seus 6.384 metros de altitude. Nesse dia acampamos no quintal da casa do Cirilo e logo após armar as tendas caiu uma chuva fina. Depois da chuva fomos conhecer os familiares de Cirilo e aproveitamos para jogar futebol com as crianças, atividade cansativa nos 4300 metros de altitude de Upis. O grupo mostrava muita sintonia e até Yatir já fazia parte das brincadeiras. Ainda nos divertimos experimentando os trajes típicos, curtimos um lindo entardecer e depois de jantar, caímos no sono. Tive uma ótima noite, acordei brevemente apenas uma vez e pela manhã as barracas estavam cobertas de gelo, confirmando o frio que faz nessa época do ano. Dia 02: Upis (4300m) à Janpaucacocha (4600m) – Caminhando nas trilhas de “O Senhor dos Aneis”. Começamos a caminhar às 09:15 da manhã e com 1:30 chegamos às termas de Upis, camping oficial do circuito. Um local agradável e com uma visão espetacular do Ausangate. A partir desse ponto praticamente não há casas e começamos a caminhar numa região muito parecida com os locais onde foram gravadas as cenas de O Senhor dos Aneis. Diferentemente do dia anterior, meu ritmo melhorou absurdamente e já caminhava com certa facilidade nas elevadas altitudes. Com cerca de cinco horas de pernada, alcançamos o primeiro passo do trekking, o Arapa Abra, de 4850m de altitude. Logo depois do passo vimos as primeiras vicunhas, que pastavam no alto de um cerro à esquerda. O cenário era espetacular e trazia visuais de tirar o fôlego: picos nevados, cachoeiras, lagunas e montanhas fantásticas surgiam a todo momento. Em sete horas de pernada chegamos às margens da Janpaucacocha, uma linda laguna cercada por montanhas onde passaríamos a segunda noite. Mais um final de tarde com chuva e outra noite fria. Dia 03: Janpaucacocha (4600m) à Pampacancha (4600m) – O dia das geleiras e lagunas. Felizmente o dia amanheceu meio limpo e o sol deu as caras, tornando o visual ainda mais espetacular. Alguns gansos nadavam tranquilamente na laguna abaixo do acampamento. Teríamos pela frente o dia mais puxado do circuito, com dois passes em 12 quilômetros de caminhada, sendo um deles de 5200m de altitude. Sem dúvida nenhuma, esse é um trechos mais fantásticos do trekking, caminhamos ao lado de geleiras paradisíacas, passamos por cachoeiras, lagunas de diversas tonalidades e lindas montanhas, algumas com picos nevados, outras de uma arquitetura deslumbrantes e algumas de tons avermelhados. Nesse trecho avistamos mais vicunhas e também viscachas. Deslumbrados com a beleza do lugar, alcançamos o Apaneta Abra de 4850m de altitude sem dificuldades. Dali, descemos até Ausancatecocha, onde fica outro acampamento oficial do circuito, a 4650m de altitude, local no qual paramos para o almoço. Aqui começa a íngreme subida para o Palomani Abra, com seus 5200m de altitude, ponto culminante do circuito, que levamos pouco mais de uma hora e meia para alcançar a partir de Ausangatecocha. No Palomani havia neve e brincamos feito crianças. O vento frio cortava a pele e depois da curtição e de inúmeras fotos, o Cirilo nos deu algumas folhas de coca para que fizéssemos agradecimento aos Apus (divindades) por termos conseguido chegar até ali. Na descida para Pampacancha passamos pela Laguna Colorada, uma impressionante laguna avermelhada com uma linda geleira debruçada sobre ela. E assim, caminhando por paisagens paradisíacas chegamos à Pampacancha, onde acampamos no quintal de uma casa de pastores. Nessa noite comemos trutas fritas pescadas pelos arrieros. A noite fria não impediu que ficássemos fora da barraca para apreciar a lua cheia iluminando as montanhas em volta. Outra noite tranquila e gelada.
  18. Na língua Mapuche, Huerquehue significa lugar de mensageiros. É um dos parques nacionais mais antigos do Chile e da América do Sul, sua história data de 1912, com a criação do Parque Nacional Vicuña Mackena, que englobava a área atual do parque e posteriormente, em 1967 foi criado oficialmente o Parque Nacional Huerquehue. O Parque Nacional Huerquehue foi uma grata surpresa! Inicialmente a ideia era fazer a Villarrica Traverse, mas devido à erupção do vulcão Villarrica, parte dessa travessia foi fechada e como não queria fazer só a metade dessa trilha, tive que partir para o plano B, e deixar a Villarrica Traverse para outra oportunidade. No hostel em Pucón, conheci o Bruno, brasileiro que estava no mesmo dormitório que eu. Ao mostrar meu trajeto em Huerquehue, ele disse que iria fazer uma parte das trilhas também e combinamos de irmos juntos no outro dia. O acesso ao parque é bem simples. A partir de Pucón, há ônibus diários pela Buses Caburgua, que saem da garagem dessa empresa, em frente à garagem da JAC Buses. Fomos no ônibus de 08:30 e levamos uma hora para percorrer os cerca de 35 quilômetros até o Parque Nacional Huerquehue. Assim que chegamos ao parque fomos nos identificar, indicar as trilhas que faríamos e pagar a taxa. Eu faria o Cerro San Sebastian mais a trilha das Termas Rio Blanco, pelo acampamento Renahue. O Bruno faria o Cerro San Sebastian. Informaram-nos que somente o Camping Olga estava aberto às margens do Lago Tinquilco. A guarda que nos atendeu ainda nos disse que com o clima daquele jeito não era bom irmos ao San Sebastian, pois estava muito nublado e não teríamos vista nenhuma. O Bruno disse a ela que a previsão indicava que o tempo abriria, e que mesmo com nuvens, subiríamos. Os guardas não nos deixaram subir o Cerro San Sebastian com as cargueiras, alegando que era perigoso e tivemos que deixá-las na guarderia. Eles nem imaginavam que a insistência em subirmos com as cargueiras era porque nossa intenção era subir com toda a tralha, pois se encontrássemos um lugar legal no topo, pretendíamos acampar lá. Mas como não conseguimos dissuadir os guardas, deixamos as cargueiras e subimos apenas com as mochilas de ataque com água e um lanche. Toda a trilha até o topo do San Sebastian é uma subida só, não há nenhum trecho plano, mas é relativamente tranquila, a maior parte por bosques de coigues, lengas e araucárias. O trecho final é por uma crista exposta, que às vezes fica estreita e com algumas pedras, exigindo um pouquinho de atenção, mas nada demais. A vista lá do alto é fantástica. Visualiza-se vários lagos, o Caburgua, o Tinquilco, o Chico, o Verde, o Toro e a linda Laguna San Manuel, com seu azul intenso. Além dos inúmeros vulcões. Ao norte os vulcões Sollipulli, Llaima, Sierra Nevada, Tolhuaca e Lonquimay, que eu tinha acabado de circundar. Ao sul o Lanin, Quinquilil, Quetrupillan, Mocho-Choshuenco e Villarrica. Depois de um bom tempo no topo, descemos tranquilamente, fazendo várias paradas para saborear as amoras silvestres. Pegamos nossas mochilas na guarderia e fomos até o Camping Olga, dois quilômetros à frente, no final do Lago Tinquilco. No camping havia um lugar para ascender uma fogueira e depois de jantar resolvemos fazer um foguinho pra aplacar um pouco do frio que começava a aumentar. Uma galera que estava acampada foi curtir o fogo, além de nós dois, duas alemãs e um grupo de chilenos que fizeram um churrasco ao lado da fogueira e ofereceram comida e cerveja pra todos nós. Ficamos até tarde comendo, bebendo e jogando conversa fora. Essa foi a noite mais fria em Huerquehue. Nas primeiras horas da manhã já estávamos com as mochilas nas costas e iniciando a trilha em direção aos lagos que havíamos visto do alto do Cerro San Sebastian. A tilha segue num bonito bosque, por uma subida longa, mas leve. Sempre em zig e zag e antes de chegar aos lagos, passa por um posto de controle dos guarda parques, e depois por duas cachoeiras que estavam quase secas nessa época do ano. Dali continua subindo até chegar ao primeiro lago, o Lago Chico, margeia esse lago e mais à frente chega à bifurcação que à esquerda vai para o lago Verde e á direita para o lago Toro. Fomos até o Toro e encontramos um francês, o Arthur, descansando às margens desse bonito lago. Aproveitei que o sol estava forte e dei um mergulho nas águas geladas do lago. Bruno e Arthur me acompanharam e também caíram na água. Depois do impacto inicial da água gelada, o banho ficou uma delícia. Devo ter ficado quase uma hora ali e depois de um lanche, voltei à trilha. Ali despedi-me de meu companheiro de trilha Bruno, que voltaria pra Pucón enquanto eu seguiria pro Renahue. A trilha segue margeando o Lago Toro e proporciona bonitas vistas tanto do lago, quanto das montanhas atrás dele. Alguns quilômetros à frente há a placa que sinaliza o caminho para a Laguna Huerquehue, bem menor e menos bonita que os outros lagos. Aqui também é o último trecho quem faz o Circuito Los Lagos, retornando pela Laguna Huerquehue, Laguna Los Patos e Lago Verde. A partir desse trecho a trilha é bem menos batida, o que mostra que a grande maioria faz apenas o circuito dos lagos, mas a trilha continua bem sinalizada. Uns vinte minutos à frente, logo após a Laguna Avutardas, alcancei o mirador Renahue, que dá uma bonita vista do vale do Estero Renahue até o Lago Caburgua à oeste e do cerro Araucano à leste e diversos morros ao norte. Identifiquei o domo que fica no Renahue e desse ponto em diante é só descida até o local de camping. Como cheguei muito cedo, armei minha tenda e tirei o resto da tarde pra curtir o lugar e preparar minha comida. O local de acampamento é bem bonito, mas havia bastante lixo em alguns cantos e o “banheiro” estava fechado por algum motivo. Vi que minha bota estava começando a abrir o bico e fiz uns remendos com silver tape pra bichinha aguentar o restante da pernada. Logo depois que armei a tenda, mais um trekker chegou ao acampamento, um alemão chamado Stephan, um cara de conversa tranquila e bem solícito, disse-me que era a 17ª vez que passava as férias no Chile e a 4ª vez que visitava Huerquehue. Conversamos bastante (com meu péssimo portunhol) sobre trilhas e ele me deu bastante dicas e informações sobre os trekkings que havia feito no Chile. Ainda recebemos a visita de cavalos e vacas. Dormi cedo e não acordei nenhuma vez. O vale é bem abrigado e nem ventou, nem fez tanto frio durante a noite. Após o café, decidi deixar a tenda armada e ir até as termas sem mochila. Conversei mais um pouco com Stephan e saí antes dele arrumar as coisas em direção ás termas. Existem dois caminhos até as termas a partir do Renahue, fui pela direita, passando próximo à Laguna Pehuen e voltei pelo outro lado. O caminho que passa pela Laguna Pehuen é um pouquinho maior e bem mais íngreme. As termas são legais, mas longe de toda a beleza que algumas pessoas me falaram lá em Pucón. O Stephan chegou bem depois de mim e ainda conversamos um pouco mais. Ele acamparia ali, eu voltaria pro acampamento da noite anterior, e depois de curtir o lugar por umas 3 horas, voltei pro Renahue. Durante o retorno, tive que refazer o remendo na bota. Outra tarde com direito a visita de cavalos e vacas e mais uma noite bastante tranquila, dessa vez só eu estava acampado ali. No dia seguinte, acordei e após arrumar minhas coisas segui em direção ao Lago Caburgua. Inicialmente a sinalização continua até uma casa onde vende alguns suprimentos, mas estava fechada. Após essa casa, a trilha não é mais sinalizada e pode ser confundida por inúmeras trilhas de animais que às vezes cruzam, outras vezes seguem em paralelo à trilha certa. Para não cometerem erros como cometi, tem uma dica importante. Logo após essa casa, há uma porteira e a trilha cruza o Estero Renahue para a margem esquerda verdadeira. A partir dessa travessia a trilha segue sempre pela margem esquerda verdadeira do Renahue, qualquer outra trilha que cruze o estero está errada. Passei por alguns pomares antigos, onde apanhei maçãs e ameixas pra comer no caminho, além de parar várias vezes pra comer amoras. Nessa parte da trilha é onde há mais amoras. Após uma longa cerca de madeira, há uma bifurcação onde errei o caminho. A trilha à direita é muito mais marcada, e tem inclusive uma pequena ponte pra cruzarmos o riacho, mas leva somente até uma casa, uns 2 ou 3 quilômetros à frente. À esquerda, ela sobe em direção sul e depois faz uma curva de 90º entrando num bosque e indo até o Lago Caburgua. Nas margens do Lago há uma pequenina estação energética e a partir daí são 13 quilômetros margeando o lago por uma estradinha de terra até a cidade de Caburgua. Só encontrei dois locais que davam acesso ao lago e suas águas limpíssimas, de um azul intenso. O restante é propriedade privada, algumas só o terreno, outras com bonitas casas de veraneio. Durante o trajeto tive que remendar a bota mais uma vez, e não sei se por estar pisando um pouco diferente do habitual, acabei ganhando uma enorme bolha de sangue na lateral do calcanhar do pé esquerdo. Assim que alcancei o asfalto, um carro se aproximava, levantei o dedo e o rapaz parou e me deu uma carona até Pucón. Era um topógrafo que disse estar medindo lotes nas margens do lago. Cheguei em Pucón cansado, fui até o Hostel onde tinha deixado boa parte das minhas coisas, tomei um banho e fui tomar uma cerveja gelada pra relaxar as pernas dessa magnífica caminhada.
  19. Ramon, em março realmente não tinha nem sinal de neve em nenhuma das trilhas que fiz, nem Lonquimay, nem Huerquehue. Também acho que eles são "super protetores", às vezes algumas recomendações beiram o ridículo, mas vá saber que tipo de merda já viram as pessoas fazendo, provavelmente, para nos tratar feito "crianças bobas", devem ter presenciado alguns manés fazendo cagadas. Também não concordo com essa chatice e todo esse zelo conosco. Eu me enquadro no biotipo do gordinho sedentário sem experiência, mas já dei minhas pernadas, e por causa do bom senso, nunca passei apuros nem no Brasil nem lá fora. Inclusive conheço bem meus limites, abandonei Huayhuash nas águas termais por causa de uma infecção urinária. Fiz Lonquimay de maneira clandestina, mas é uma trilha tão bem marcada que utilizei só o mapinha do Lonely Planet e não senti falta de um mapa melhor. Não carrego GPS nas trilhas, mas não é questão de ser "macho e navegar no olho", é questão de gosto e modo de trilhar, acho até que fico mais focado com a falta desse companheiro pra indicar o caminho em caso de me perder. Das trilhas que conheci no Chile e na Argentina em nenhuma achei necessário o uso do GPS, são tão bem marcadas que é praticamente impossível de se perder. Como você disse, algumas pessoas não respeitam determinadas leis, mas respeitam bastante a natureza. Acho que me enquadro aí! Aqui no Brasil também presenciamos alguns abusos. No Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros até 2013 era obrigatório a companhia de guias em todas as trilhas, e todas eram muito bem sinalizadas e babas. Acabaram com essa obrigatoriedade em 2013 e o parque continua super tranquilo. Lógico que as condições nos Andes são mais extremas, e pode haver variação brusca na temperatura, mas mesmo com essa variante acho o zelo excessivo. Ao invés de fazer a Travessia do Villarrica, fiz Huerquehue, subindo o San Sebastian no primeiro dia e dormindo no Camping Olga, no Lago Tinquilco, no outro dia fui pro Renahue e acampei. No terceiro dia fui até as Termas Rio Blanco num bate e volta e novamente dormi no Renahue. Dali, ao invés de voltar pelo mesmo caminho, eu saí do parque pelo lago Caburgua e contornei a margem leste desse lado até a cidade de Caburgua. Um parque muito bonito, a maior parte das trilhas é feita por bosques, o que torna o clima ameno e a caminhada bastante agradável. Gostei muito dessa frase: "Melhor pedir desculpas do que permissão."
  20. Quando estava em Pucon, parte da travessia estava fechada por causa da erupção, do Centro de Esqui à Chinay. Vcs dois elogiaram tanto essa travessia, que eu não quis fazer só a metade. Voltarei em outra oportunidade para fazê-la completa. Ramon, respondendo ao seu questionamento lá atrás sobre os tábanos, fui pra lá entre os dias 15/03 e 01/04 e não vi nenhum tábano. E o sol estava maravilhoso, chegava a fazer calor durante o dia. À noite e ao amanhecer fazia frio. Há algum tempo tenho um pensamento sobre clandestinidade, considero que entrar num lugar público sem autorização não é um delito, estou apenas resguardando meu direito de ir e vir. Inclusive o Peter sabe e me acompanhará numas trilhas "clandestinas", num parque aqui do Brasil, que não entendemos por que determinada parte fica fechada.
  21. O relato é esse: lonquimay-circuit-um-clandestino-trilhando-na-reserva-nacional-malalcahuello-nalcas-t111900.html
  22. Peter, notei que estava tendo alguns episódios de anorexia durante a prática de trekking. Desde então comecei a levar alimentos que tem um sabor melhor, como feijoada enlatada, almôndegas enlatadas, sardinhas e atum, fiambre e outros alimentos que aumentam consideravelmente o peso. Comida liofilizada nunca mais. Planejava deixar o que não fosse necessário guardado na CONAF, mas devido ao imprevisto, tive que carregar tudo morro acima.
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