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renato5129

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Tudo que renato5129 postou

  1. Kdusandes, se vc sair bem cedo dá pra fazer sim. Nós saímos das Cataratas dos Couros por volta das 11:00 da manhã, gastamos umas 4 horas até o lugar no qual acampamos. Mais umas 4 horas de caminhada vc chega num local de camping às margens do Rio Segredo. No mapa que postei está como "ponto de água (local de camping). Se vc sair dos Couros entre 08:00 e 09:00 horas da manhã, vc chegará ainda com luz nesse local. De lá a pernada até o Segredo é baba. Só descida e um pedaço de estrada. Se precisar de companhia, é só chamar.
  2. Idorr, -9ºC é a temperatura de conforto do Marmot Helium. Tenho uma Mountain Hardwear Sprite e acho os materiais e acabamentos superiores aos da TNF. Sou fã da MH Trango 2 e da TNF Mountain 25. Tenho o pé atrás em relação a barracas de um só tecido como a MH EV 2, sem o sobre-teto, mas não conheço esse modelo pessoalmente.
  3. Idorr, eu preferiria uma tenda 3 estações semi geodésica e dois sacos de dormir, um pra frio extremo entre -10º e -18º e outro entre -5º e 5 graus, de preferência de pluma, dependendo da trip e da época do ano, só trocaria o saco de dormir. Assim vc diminuiria o peso nas costas e teria uma tenda pra climas mais amenos. Mas cada um é cada um e cada pessoa tem seu estilo e disposição a carregar peso. Já que vc quer barraca pauleira pra duas pessoas, está disposto a carregar bastante peso nas costas e não tem restrição quanto a valores, dá uma olhada nessas tendas, todas de excelente qualidade: http://www.backcountry.com/mountain-hardwear-trango-2-tent-2-person-4-season?ti=UExQIENhdDo6MToyNDpiY3NDYXQ3MTAwMDA0MA http://www.backcountry.com/mountain-hardwear-ev-2-tent-2-person-4-season-mhw2133?ti=UExQIENhdDo6MToxMDpiY3NDYXQ3MTAwMDA0MA http://www.backcountry.com/the-north-face-mountain-25-tent-2-person-4-season?ti=UExQIENhdDo6MTozOmJjc0NhdDcxMDAwMDQw http://www.backcountry.com/marmot-thor-2-person-4-season-tent?ti=UExQIENhdDo6MToxNDpiY3NDYXQ3MTAwMDA0MA http://www.backcountry.com/sierra-designs-mountain-meteor-2-tent-2-person-4-season?ti=UExQIENhdDo6MToyODpiY3NDYXQ3MTAwMDA0MA Pode escolher qualquer uma delas que todas são fantásticas, lembrando que todas são pra alta montanha. Conheço tendas dessas fabricantes, não necessariamente esses modelos, mas todos modelos que tive contato eram de excelente material. Nunca vi uma Hilleberg, mas dizem que estão entre as melhores tendas, dá uma olhada nos modelos deles: http://www.moosejaw.com/moosejaw/shop/search_2-Person-Tents____?sFilter=true&searchDisplay=0&cmCat=-10021&storeId=10208&totalSize=96&langId=-1&catalogId=10000001&Nf=prop_Available|GT%200&searchTerm=2-Person-Tents&Nty=1&Ntt=2%20Person%20Tents&N=4294965140&Nu=prop_WebsphereProductId&Nr=dim_Catalog:10000001&Ns=prop_BestsellingRanking|0&Ntk=Products&D=0&&fg=&fs=&fl=green_4294966635|grey_4294966629|khaki_4294966616|offwhite_4294964690|orange_4294966628|red_4294966631|white_4294966632|yellow_4294966617&fw=1-2lbs_32|2-4lbs_33|4-7lbs_34|7-10lbs_35|Over%2010lbs_36&fr=2-3_15|3-4_16|4-5_17&fv=Under%2020_37|20-50_38&fo=New_4294966594|Sale_4294966641|Top%20Rated_4294966647&fh= Invista em bom saco de dormir. Eu, particularmente gosto e possuo modelos da Marmot. Tem uns modelos aqui: http://www.backcountry.com/marmot-helium-eq-sleeping-bag-15-degree-down?ti=UExQIENhdDo6MTo0OmJjc0NhdDcxMDAwMDQ http://www.backcountry.com/marmot-helium-sleeping-bag-15-degree-down?ti=UExQIENhdDo6MToxOmJjc0NhdDcxMDAwMDQ http://www.backcountry.com/marmot-hydrogen-sleeping-bag-30-degree-down?ti=UExQIENhdDo6MTozOmJjc0NhdDcxMDAwMDQ
  4. Idorr, conheço a barraca pessoalmente, acampei junto com o Peter Tofte. A barraca é um espetáculo, mas acho um exagero vc comprá-la pra usar no Brasil ou em TDP. É uma barraca pra alta montanha ou clima pesado como Dientes de Navarino. Realmente o peso dela é na faixa dos 4kg, além de ser bastante volumosa. O ideal é dividir o peso por duas pessoas, como Peter e eu fizemos. Eu não me animaria em fazer um trekking solo com ela não. A ventilação é adequada para os locais aos quais ela se destina, pro nosso clima, ela é muito quente e certamente haverá condensação. Não achei a montagem complicada não, a estrutura é formada por seis varetas de tamanhos variados que dão uma estabilidade fantástica. Se vc tiver propenso a usar em alta montanha, será um bom investimento, mas para TDP não tem necessidade de uma tenda tão robusta, pode investir em uma tenda mais leve. Eu usei uma TNF Tadpole 23 em TDP e Chaltén sem nenhum problema, apesar de ser toda telada. Você pode comprar uma tenda menos pauleira que a Montain 25 e um saco de dormir mais robusto, além de um bom conjunto pra Patagônia, terá uma tenda ideal para nosso Brasil. Eu achei melhor comprar uma tenda 3 estações e dois sacos de dormir, um pra clima mais frio e outro pra clima mais ameno.
  5. renato5129

    Torres del Paine

    Bullseye, a alimentação nos refúgio é pra todos que pedem, independente de vc estar alojado ou acampado. Nessa data vc não precisará de reserva, fim de temporada com certeza encontrará vagas. Estive no início de março e encontrei vaga sem reserva no campamento Los Cuernos, ao chegarmos lá, o tempo virou, muito vento, nuvens e bastante trovões, pra não ficar carregando equipo molhado resolvemos pernoitar no refúgio. Ficamos num quarto só pra gente, pois tinha bastante vagas. O pessoal foi super gente boa. Como não tinha pesos suficientes ele aceitaram o pagamento em real. Não sei se sempre agem assim, mas comigo foram super solícitos. No fim das contas acabou que não choveu. hehehehe! E se vc não encontrar vaga em algum refúgio, pode alugar equipo de camping no próprio refúgio.
  6. Otávio, conheci o Pedro em janeiro desse ano na Chapada dos Veadeiros, estávamos no mesmo grupo pra fazer a Travessia de Sete Quedas e tive a oportunidade de conversar bastante com ele durante 2 dias, na época ele ainda era diretor do ICMBio, e juntamente com outros funcionários do ICMBio, como o Fábio Bessa e o Gustavo, defendiam a ideia de abertura dos Parques Nacionais para o turismo sustentável. Foi através dele que fiquei sabendo das inúmeras aberturas de trilhas na Tijuca e no PARNASO, inclusive de trilhas sensoriais, voltadas para deficientes. Nessa época ele nos disse que acreditava estar com os dias contados na diretoria do ICMBio, pois muita gente do Ministério do Meio Ambiente era contrário a essas "aberturas". Vamos ver se os "cabeças fechadas " não vençam essas lutas.
  7. Guilherme, parabéns pela pernada, exatamente o trajeto que fizemos, mas nós voltamos à pé. Infelizmente, quando respondi sua mensagem, pra dizer que o ideal é ir de carro até a Cidade de Pedra, vc já tinha ido, assim como nós caminhou 17km á toa. Mas é bom passar por um perrengue de vez em quando. O local do seu acampamento foi bem próximo do lugar no qual acampamos, mas vc acampou na pedreira e nós no córrego abaixo dela. Guilherme, gostou da caminhada? Se tiver interesse, na próxima vez que marcarmos algo, chamo vc. Abraço!
  8. renato5129

    Torres del Paine

    Quelivar, no mapa estão circulados os refúgios e hosterias que vc chega sem precisar caminhar. Para ir ao Paine Grande vc deverá deixar o carro no Pudeto e ir de catamarã até lá. Os demais vc chega de carro. Pra a base das torres deverá ficar na Hosteria Las Torres, para o Glaciar Grey no refúgio Paine Grande. O Salto Grande vc alcança a partir do Pudeto.
  9. renato5129

    Torres del Paine

    Giovani tenho esse liner thermolite e tenho certeza que ele não aumenta a temperatura do saco de dormir como dizem. Acho mais efetivo dormir agasalhado do que com o liner. Uso o liner com saco de dormir de pluma somente onde não vou tomar banho, pra proteger o saco de dormir do meu odor, afinal nunca lavo saco de pluma. Acho que o risco de estragar é maior que carregar um liner, pois a lavagem do liner é muito fácil. Com saco sintético nunca usei, pois a lavagem é simples. Seu saco de dormir dá conta do recado, se sentir frio, durma agasalhado. Tenho um Marmot Arroyo pra -1º de conforto de pluma, minha mulher é muito friorenta usou esse saco e não reclamou dele em TDP. Tenho um Marmot Trestles sintético pra -9º mas como pesa 2,8kg e é bastante volumoso, pra mim, pra não carregar muito volume, levei um outro sintético meio vagaba pra + 10 e tive que dormir com agasalho pra não passar frio.
  10. renato5129

    Torres del Paine

    Giovani, o aluguel pode ser feito em alguns retiros sim, na parte privada dos circuitos de Torres del Paine. Se não me engano no circuito W vc encontrará esses serviços no Campamento Chileno, no Los Cuernos e no Paine Grande. Dá uma olhada nesse site que é do pessoal que administra alguns desses refúgios, neles vc pode alugar barraca, isolante e saco de dormir. http://www.fantasticosur.com/pt/mountain-lodges/chileno-mountain-lodges/ http://www.fantasticosur.com/pt/mountain-lodges/cuernos-mountain-lodges-and-camping/
  11. Lindgren, conheço as botas da TNF, mas nunca calcei nenhuma, aparentemente, parecem ser boas botas, mas não posso te falar do conforto e durabilidade. Como vc trará dos EUA, há inúmeras opções no mercado. Vou postar dois modelos que eu tenho e que considero ótimas botas: http://www.backcountry.com/asolo-fugitive-gtx-hiking-boot-mens?ti=UExQIENhdDo6MToyOmJjc0NhdDQxMTEwMDI5 http://www.backcountry.com/scarpa-kailash-gtx-boot-mens?ti=UExQIENhdDo6MTo1OmJjc0NhdDQxMTEwMDI5 Particularmente gosto mais da Scarpa. A Asolo é mais firme no pé, mas a Scarpa é mais confortável. As duas tem ótima aderência e durabilidade. Faço uso intensivo de ambas e estão em ótimo estado.
  12. renato5129

    Torres del Paine

    Fiz o mesmo trajeto que vc pretende fazer e o 3º dia fica meio puxado. O ideal é esticar o 2º dia até o Campamento Italiano, pernoitar lá e no dia seguinte subir o vale. Do Las Torres até o Italiano é uma caminhada longa mas tranquila, sem grandes subidas ou desníveis. No meu, como o Italiano estava fechado e não quis burlar as normas e acampar em área não autorizada, dormi no Los Cuernos e no dia seguinte segui pro Italiano, deixei a mochila lá e subi o Valle del Frances, depois parti pro Paine Grande. Do Italiano ao Paine Grande é baba. O bate e volta do Paine Grande ao Grey também é fácil. Como a Deia disse, depende do clima, estava tudo planejado pra fazer no sentido oposto, mas quando cheguei lá estava um dia lindo, claríssimo e mudei os planos com a certeza do ótimo visual das torres, pois a previsão apontava chuva pros próximos dias. Acabou que foram 4 dias de céu claro. Mas por via das dúvidas melhor não arriscar. Pra mim os melhores visuais de lá estão na base das torres e no Valle del Frances e o trecho mais difícil, sem dúvida, é a subida ao Valle del Frances, apesar da subida do Las Torres à base das torres ser bem mais íngreme, é muito mais curta, o que dificulta menos.
  13. renato5129

    Torres del Paine

    Cris, eu tbm não sou um poço de organização, na verdade estou mais pra desorganizado, mas me viro bem com mochila. Como está propensa a lavar suas roupas, vá tranquila que a de 40 litros será suficiente pra viagem. Qualquer coisa, é só perguntar. Boa viagem! Abraço!
  14. renato5129

    Torres del Paine

    Cris, vai depender da sua organização. 40 litros é um espaço bastante razoável. O que mais ocupa espaço na mochila são a barraca e o saco de dormir. Como vc não levará nenhum dos dois itens, acho que 40 litros dá tranquilamente. Em setembro fiquei 14 dias no Peru com uma mochila de 45 litros e não precisei lavar roupas. No seu caso, se necessitar, pode aproveitar um dia em alguma cidade e lavar suas roupas. Fiz TDP em março com todos equipos de camping com minha esposa, eu com uma mochila de 70l e ela com uma de 45l.
  15. Michael, fiz o trajeto em março no sentido inverso, El Calafate - Ushuaia. A viagem é bem longa, cerca de 19-20 horas. Vc pode fazê-la por dois trajetos: Via Rio Gallegos, que tem maior frequência de ônibus e é mais rápido, as empresas Taqsa e Tecni Austral operam essas linhas. Ou via Purto Natales, que é mais demorado é tem menor frequência de ônibus, mas se vc tiver tempo, tem a oportunidade de visitar Torres del Paine. Inclusive, se não gostar de trekking tem como fazer excursões de van, caminhando pouquíssimo. Fiz o trajeto via Puerto Natales, pela Buses Pacheco o trecho P. Natales - Ushuaia, se não me engano há saídas 3 ou 4 vezes por semana e o trecho El Calafate - P. Natales pela Cootra, com saídas diárias. Abraço!
  16. Após alguns anos alimentando a ideia, finalmente pude caminhar por algumas trilhas na Patagônia. Desde que vi um programa sobre a Patagônia na década de 90 fiquei fascinado pela região. Quando comecei a gostar de trekking e vi as imagens de Chaltén, TDP, Nahuel Huapi, Dientes de Navarino, Los Alerces a vontade de trilhar aqueles caminhos só aumentou. Finalmente, depois de 3 anos, nesse verão conciliei as férias nos dois trabalhos. Tudo pronto, zarpamos pra Argentina, eu e minha esposa, que nunca tinha feito uma trilha na vida. Ficamos 4 dias em Buenos Aires pra relaxar um pouquinho e de lá partimos pra Calafate. Como o voo atrasou quase duas horas , por pouco não perdemos o ônibus pra Chaltén, mal tivemos tempo de deixar algumas coisas no hotel e comprar um cartucho de gás antes de subirmos no ônibus. A Alyne dormiu praticamente a viagem toda, acordando apenas quando eu a chamava pra mostrar alguma coisa às margens da estrada. Sentei na escada próxima ao motorista e agente foi tentando conversar, afinal meu portunhol é péssimo e ele de português não falava nada. E assim, na enrolação fomos “batendo papo”, ele me mostrou onde ficava o Glaciar Viedma e que há alguns anos ele não retraía tanto como agora e podia ser visto desde a estrada, diferentemente de agora que não conseguimos observar o glaciar desde a rodovia. As nuvens encobriam tanto o Fitz Roy quanto o Cerro Torre. Ao chegarmos na portaria do parque descemos para ouvir as orientações e conheci uma colega de busão: Sabrina, uma argentina que falava sem parar. Perguntou-me o que iríamos fazer e disse-lhe que iríamos até o Campamento Poincenot e de lá até Campamento De Agostine. Insistiu em nos acompanhar e eu com o pé atrás, pois ela carregava uma parafernalha que me dava a certeza da garota não conseguir chegar nem ao mirante do Rio de Las Vueltas. Compramos os últimos suprimentos e a menina no nosso encalço, a Alyne como é um anjo, dava toda atenção pra Sabrina que não parava de falar que tinha medo de acampar só, que não tinha bastão, precisava alugar sei lá o que... Eu já estava puto, paramos numa lanchonete pra comer qualquer coisa e a Sabrina tava de prosa com uns caras que a convidaram pra uma festa no dia seguinte. Ela falou que gostaria de ir, mas que iria acampar nessa noite. Terminamos de lanchar e ao colocar a mochila nas costas já com toda comida percebi o “trambolho” que carregava. No aeroporto, tinha pesado 19,5 kg, como tinha colocado mais comida e a água, devia estar beirando 24-25 kg. Levar a esposa pra uma trilha não tem preço, mas tem um pesiiiiiiinho! Toda a comida e todo o material de acampamento pra duas pessoas estavam comigo, além de 4 litros de água. A Mochila da Alyne estava com pouco mais de 8 kg. A argentina enrolou mais um pouco e após 15 minutos esperando-a sair de uma loja qualquer, acabamos deixando-a para trás e seguindo nosso caminho sozinhos. O início da trilha para o Fitz Roy é uma subida puxadinha e no meio desse trecho a Alyne estava abrindo o bico. Juro que acreditei que ela não conseguiria e já estava disposto a subir com minha mochila e voltar pra buscar a dela ou carregar a mochila dela dependurada no meu peito. Como a danadinha é orgulhosa, negou-se a passar por qualquer uma das situações e devagar venceu a subida. Depois desse trecho a trilha é plana e bem arborizada, bem fácil. Como íamos num ritmo fraco, levamos mais de 2 horas até a Laguna Capri, nessa hora o tempo já estava bastante coberto e os trovões anunciavam a chuva. Resolvemos armar o acampamento ali mesmo. Armamos a tenda e fomos cozinhar, mal acabamos de jantar e a chuva caiu forte, depois de me agasalhar, pois eu estava com um saco de dormir meio vagabundo, dormimos com o delicioso barulho da água caindo na barraca acordei duas ou três vezes durante a noite e pela manhã a chuva insistia em continuar. Esperamos até ás 13:00 horas e como ela não passava, resolvemos ir até o acampamento Poincenot. Não gosto de caminhar na chuva, mas desarmar ou armar acampamento nestas circunstâncias é muito pior. Umas 2 horas depois chegamos ao Poincenot, o acampamento estava cheio de barracas mas não havia ninguém fora delas. Escolhemos um local e levantamos a tenda, pulamos pra dentro dela e o tempo parou, acho que uma hora à toa dentro da barraca parece um dia inteiro, sem contar que a TNF Tadpole é apertadinha pra duas pessoas, principalmente quando um deles está com físico baleia. Estupefato de ficar preso, aproveitamos uma diminuída na chuva pra subirmos até a Laguna de Los Três, partimos por volta das 17:00 horas. Mas parece que São Pedro estava de sacanagem conosco. Passamos pelo acampamento Rio Blanco e ao iniciarmos a subida o tempo começou a abrir e a chuva diminuiu mais ainda, pra alimentar ainda mais nossa esperança de melhora no clima. Com muita chuva a subida fica chatinha, mas nada de outro mundo. Cruzamos com algumas pessoas que nos disseram que a visibilidade estava péssima, mas que estávamos com sorte, pois com o vento que soprava, o tempo deveria abrir bastante e teríamos uma visibilidade melhor que a deles. Doce ilusão, vimos o lindo azul da Laguna de Los Três por no máximo 10 segundos, foi só chegarmos lá no alto o tempo virou totalmente, a névoa cobriu tudo e não tínhamos nem 5 metros de visibilidade, o que era uma chuva moderada se transformou numa tempestade e o frio começou a castigar. Ouvi um estrondo enorme e tive certeza de se tratar de uma avalanche em alguma geleira próxima. Tratamos de nos mandar dali, pois o tempo estava horroroso. A descida foi um pouco complicada, a trilha ficou bastante escorregadia e a chuva cada vez mais impiedosa. Na descida passamos por um cara que vinha correndo morro acima apenas de bermuda e agasalho. Entramos no Campamento Rio Blanco e esperamos pra ver se a chuva dava uma diminuída, havia 4 pessoas conversando bastante lá, mas não trocamos nenhuma palavra. Depois de uns 30 minutos, como o tempo não melhorou, seguimos rumo ao Poincenot. Pulamos pra dentro da barraca e de lá só saí no outro dia já quase 11:00 da manhã, quando finalmente a água deu uma trégua. Como a Alyne ainda dormia aproveitei pra trocar ideia com alguns “vizinhos”. Conheci o Juan Pablo e o Santiago, ambos argentinos. O Santiago disse que tinha 5 dias que estava no Poincenot aguardando o tempo melhorar pra ter uma boa vista do Fitz Roy. O Juan Pablo estava lá há 3 dias. Eu não sou tão paciente e como o tempo continuava extremamente nublado, partimos em direção ao Campamento De Agostini. O caminho pelas Lagunas Madre e Hija e pelos bosques patagônicos é fantástico, e mesmo nublado as paisagens são fascinantes. O Cerro Torre também estava coberto pelas nuvens, e depois de mais um dia nublado e noite nublada, mas felizmente secos resolvemos voltar para El Chaltén, saindo do De Agostini por volta das 15:00 horas. No final da tarde, no caminho de volta à cidade, o tempo nos presenteou com uma boa visão do Cerro Torre e do Fitz Roy. Seria ruim ter passado quatro dias em El Chaltén e não ter visto nem a silhueta dessas montanhas. Achei o caminho para o De Agostini bem mais cênico que para o Poincenot. Chegamos em Chaltén já escurecendo e entramos na primeira hospedaria que encontramos. O preço não era lá essas coisas, mas o quarto estava excelente. Tomamos um banho quente demorado e caímos na cama. Acordei antes das 07:00, deixei a Alyne na cama e fui ver como estava o tempo. Certeza que São Pedro estava nos sacaneando: enquanto estávamos na trilha só chuva e nuvens, foi só dormirmos na cidade que o sol estava radiante e o céu completamente limpo. O Fitz Roy estava lá, mostrando-se perfeitamente lindo sem o seu manto de nuvens. Juro que tive vontade de botar a mochila nas costas e voltar à Laguna de Los Tres pra ver o bichão de perto. Como tinha combinado com a Alyne de voltarmos naquele dia pra Calafate desisti da ideia. Assim que Alyne acordou, tomamos café, um outro bom banho e fomos comprar a passagem. Antes de ir pra Torres Del Paine, ficamos três dias em Calafate pra descansar, secar as coisas encharcadas e lavar algumas roupas, mas acima de tudo tiramos esses dias pra conhecer o Perito Moreno. Continua...
  17. Glaciar Perito Moreno - Argentina Laguna 69, Cordilheira Branca - Peru Quebrada Demanda, Cordilheira Branca - Peru Punta Cacanan, Cordilheira Huayhuash - Peru Laguna Carhuacocha, Cordilheira Huayhuash - Peru Laguna Carhuacocha, Cordilheira Huayhuash - Peru Nascer do sol, Cordilheira Huayhuash - Peru Caminho para o Paso Siula, Cordilheira Huayhuash - Peru
  18. Peter, tive febre e um pouco de cólica na noite anterior, lembra-se que tive que tomar um buscopan composto na veia? Mas mais que a infecção de urina, o que me incomodou foi a rinite, nem com antialérgico e descongestionante nasal dava jeito, além de ter tido sangramento nasal em todos os dias do trekking. Mas tenho certeza que o circuito vale cada gota de suor, de sangue e todo o frio e cansaço. Um dos lugares mais fantásticos que visitei. E tão ermo que pra sair de lá foram 6 horas no lombo de um jumento até Cajatambo e de lá mais 6 horas de ônibus até Patvilca. Mais algumas fotos da pernada: Laguna Carhuacocha Típica casa dos camponeses Barraca com gelo Nascer do sol na Laguna Carhuacocha Laguna Carhuacocha As três lagunas Viconga Despedida dos guias, da esquerda pra direita: Willi, eu, Elvis, Islande e Juan Evacuação com o Juan, uma pessoa extremamente simpática, atenciosa e prestativa
  19. Eu comecei pelo caminho inverso, como não conhecia ninguém que gostasse de trilhas, acabei iniciando no trekking solo. Sempre adorei ficar só, não importa se em casa ou no mato, pra mim era uma satisfação. Sempre deixo explicações sobre onde estou indo e quando retorno, às vezes até uma mapa com o traçado pretendido. Depois de quase 3 anos de muita pernada sozinho, salvo uma ou outra vez acompanhado por meu pai, conheci o Fábio e o Peter Tofte aqui no fórum e começamos a trilhar juntos, isso há pouco mais de um ano, foi uma ótima experiência, ter alguém pra dividir histórias e contar piadas nos acampamentos é muito legal. Alex Rosa, lógico que em solo precisamos ter um pouco mais de cuidado, afinal uma simples torção pode se tornar um martírio quando vc está num local isolado, imagine ter que se arrastar por uns 5, 10 km com o joelho ou tornozelo ferrado. Como disse o Divanei, temos que tentar não fazer besteira. Acidentes acontecem, mas a maioria acontece por descuido, desatenção ou burrice mesmo, quase sempre a pernada se desenvolve sem contratempos. Eu tive um único problema até hoje, estava descendo uma pirambeira e pisei numa pedra que rolou, estava sem bastão pra apoiar e acabei caindo e me ralando um pouco. Mas sou bastante cuidadoso quando estou só.
  20. Valeu, Helton! Sandro, também não sei se a planta tem algum uso, foi o Fábio que mostrou ela pra gente e disse que era a única espécie de conífera do cerrado. Beleza, Marcelo! O trajeto é exatamente esse. O que a gente fez foi um pouquinho diferente na parte final, mas é desnecessário, pois descemos a encosta contornando um morro por uma mata fechada numa trilha antiga, não utilizada mais, foi erro mesmo. Esse que está marcado é o correto e o mais fácil. Também achei o valor abusivo, mas sem dúvida é uma das cachus mais bonitas da Chapada dos Veadeiros. Agora deixe eu te assustar com valores, tem uma área de camping há uns dois km da cachu do Segredo, num lugar bem legal às margens de uma linda piscina natural, mas cobram R$ 180,00 pra vc acampar lá. Há uns 5 anos que não pagava pra entrar numa cachu, então estou desatualizado. Pra visitar almécegas custava R$ 15,00, Vale da Lua 10,00, Loquinhas R$ 15,00, mas acho que todos esses valores estão defasados, pois como disse visitei-os há algum tempo atrás. Dentro do PARNA não há cobrança, Couros e Sertão Zen tbm tem entrada livre. Abraço!
  21. Pra quem tiver interesse em fazer a travessia vão alguns dados: Distância do estacionamento do Rio dos Couros ao estacionamento do Segredo: 29,5km, acrescente mais uns 3km pra ir e voltar do 1º camping à borda do cânion e do 2º camping ao mirante da Cachoeira do Segredo por cima. Nós andamos um pouco mais, cerca de 3,5km, pois pegamos outro caminho na descida pra cachoeira, bem mais sujo e complicado que o caminho correto. Estacionamento - Rio dos Couros: 0,7km Rio dos Couros - 1º ponto de água: 4km 1º ponto de água - 1º camping: 4km 1º camping - 2º ponto de água: 7km 2º ponto de água - 2º camping: 2km 2º camping - Cachoeira do Segredo: 2,8km Cachoeira do Segredo - Estacionamento da fazenda: 9km (não medidos) Imagem do trajeto Arquivo do google earth Cataratas dos Couros - Cachoeira do Segredo.kmz
  22. Otávio, obrigado! Venha pra cá qualquer dia desses conhecer nosso cerrado. Rapaz, acho que as águas do Segredo devem competir com as geladas daí. Nadei em lagos na Patagônia e as do poço da cachu estão quase na mesma friaca, nunca imaginei que pudesse ter uma água tão gelada no nesse calorzão de Goiás. Peter, eu é que tenho a agradecer sua companhia e paciência com as molecagens. Também achei a pernada excelente!
  23. Aproveitamos a última semana para realizar uma pernada desejada há algum tempo, a Travessia das Cataratas dos Couros à Cachoeira do Segredo, na Chapada dos Veadeiros. Como Peter e eu iremos fazer o circuito de Huayhuash esse mês, a caminhada ainda serviu pra desenferrujar as articulações. A maior fonte de informação foi um relato aqui do mochileiros: travessia-segredo-a-cataratas-dos-couros-chapada-dos-veadeiros-45km-t48595.html e em conversas com um guia de São Jorge. Confesso que o relato superestimou tanto a distância, que não passa de uns 32km, como a dificuldade da travessia e que fomos preparados pra uma pernada bem mais complicada do que encontramos. Pra quem tem noção de navegação e experiência com trekking, a travessia fica relativamente fácil e pode ser feita somente com um mapa, pois a maior parte da trilha está bem marcada. Éramos três caminhantes nessa empreitada, além de mim, meus amigos Adriano Durães e Peter Tofte. Depois de analisarmos alguns fatores, decidimos realizar a travessia no sentido inverso à relatada, partindo de Couros e chegando na Fazenda do Segredo. Encontramo-nos na quinta, 01/08 na GO-239, na entrada da Fazenda do Segredo por volta das 20:00 horas. Seguimos até a entrada para a cachoeira onde mora o Tiago, que nos deixou guardar o carro no pátio da casa dele após ouvir nossas pretensões. Voltamos até a portaria da fazenda com o intuito de pagar as entradas, mas não havia ninguém lá, decidimos então ir pra Alto Paraíso e pagar as entradas quando terminássemos a travessia. Depois de uma pizza e algumas cervejas fomos pra o hostel curtir a cama. Acordamos cedo e ligamos prum taxista que iria nos levar até as Cataratas dos Couros. Ele nos pegou às 07:40 e após um breve café na padaria rumamos pra estrada. Chegamos por volta de 09:30 e com 15 minutos de caminhada alcançamos a primeira cachoeira. Em contraste com a fria noite anterior, o dia estava ensolarado e muito quente. Deixamos nossas mochilas no alto da cachoeira, na margem direita do Rio dos Couros e depois de um bom banho, seguimos nosso caminho às 11:00 horas. A trilha começa bem batida por um campo sujo na margem direita (verdadeira) do rio e segue sentido norte , depois atravessa um geral e pouco antes de chegar a uma mata, há uma bifurcação. Aqui há duas opções, pode-se pegar à esquerda e contornar a mata no sentido sudoeste, cruzando um córrego no final dessa mata e dali seguir a trilha sendido noroeste ou pegar à direita, contornar dois morrotes e depois seguir à oeste por um campo sem trilha e cruzar o córrego que pouco abaixo entra na mata um pouco mais densa. Seguimos pela segunda opção e aproveitamos esse ponto de água para almoçar. Logo após o córrego há uma estrada que seguindo à esquerda nos levou ao lugar do primeiro pernoite programado, um poço onde na época das chuvas há uma cachoeira, próximo a uma casa que estava repleta de bandeirolas de São João. Como chegamos muito cedo, às 15 horas, deixamos as mochilas ali e fomos explorar o lugar e decidir se continuávamos até o próximo ponto de água ou dormiríamos ali mesmo. Fomos até a borda do Cânion da Boa Vista de onde se tem um ótimo visual e depois de algumas fotos e de olhar o trajeto que faríamos, decidimos dormir ali mesmo, no caminho de volta ao local do camping, encontramos um saco de lixo jogado no cerrado, sinal de que algum idiota tinha passado por ali. Após montarmos o acampamento fomos tomar um banho no poção formado logo abaixo de onde ficava a cachu, e mesmo na seca chegava há uns 6 metros de profundidade. Como brinde ganhamos gratuitamente aquela terapia em que os peixes se alimentam dos tecidos mortos. Mas acho que os peixes daquele poço não foram treinados adequadamente, pois não diferenciavam os tecidos mortos dos vivos, mordendo qualquer coisa que entrasse na água. Fizemos o jantar e ficamos batendo papo até mais tarde. Depois de mais uma noite fria, acordamos antes das 06:00 da manhã. Depois de mais um banho e algumas mordidas às 08:06 rumamos em direção à Serra da Boa Vista. Nesse dia não há trilha no começo do trajeto, seguindo um campo sujo e logo depois, subindo a encosta do morro. O início da subida é um pouquinho íngreme, mas logo alcançamos a crista e a pernada fica suave. Lá no alto, mais uma vez deixamos as mochilas e fomos dar outra olhada no cânion. Seguimos a crista sentido norte até o cucuruto mais alto e depois encontramos uma trilha que seguia morro abaixo sentido noroeste. Do alto pudemos observar uma vereda com bastante buritis, onde provavelmente há água. Não fomos até lá, pois o Peter visualizou a continuação da trilha logo após a grota no fundo do vale, a qual subia a encosta no sentido sul. Essa trilha está bem marcada, cortando a Serra da Boa Vista no sentido sul e depois vira a oeste atravessando um geral até descer a encosta para o vale do rio Segredo. A caminhada seguia muito divertida com muitas piadas e brincadeiras, haja “todinhos e danoninhos” pra alimentar as piadinhas. Nas margens desse rio há uma área de camping pra umas três barracas. Aproveitamos pra almoçar às margens do rio e diminuir o calor com um banho de rio. A trilha segue a margem direita do rio por cerca de 40 minutos, quando cruza-o novamente. Ali demos uma olhada pra ver se dava pra acampar. Continuamos na trilha por mais 10 minutos onde largamos as mochilas e fomos dar uma olhada num geral à direita da trilha principal. Ali do geral, na borda da serra tivemos a primeira vista da Cachoeira do Segredo, tentamos identificar a trilha de descida, mas não conseguimos. Como tinha sinal de celular, ligamos pras respectivas esposas pra darmos notícias. Resolvemos acampar na margem do rio ali no alto e deixar pra descer no dia seguinte. Voltamos para o local onde tínhamos deixado as mochilas e de lá retornamos por 10 minutos até à margem do rio Segredo. Há uns 100 metros acima do local onde a trilha cruza o rio há uma área boa pra acampar, com um ótimo poço pra banho. Depois de montar o acampamento, mais um banho com terapia de peixinhos e muitas piadas por parte de todos nós. Para o jantar preparamos feijoada com arroz, apesar de o Peter e o Adriano reclamarem que preferiam danoninho com todinho. Hehehehehee! Essa noite foi menos fria que as demais e acordamos bem mais tarde. Depois de arrumarmos as coisas, por volta das 09:20 iniciamos o caminho pra Cachoeira do Segredo, seguindo a trilha que depois de uns 20 minutos fica meio apagada com algumas árvores caídas sobre o caminho. Por falta de atenção, não percebemos a descida pra cachoeira e continuamos na trilha que contornou o morro e foi acabando até entrar numa mata fechada. Depois de cruzar um capinzal encontramos uma trilha de animais, seguimos à esquerda e chegamos há um bebedouro num riacho, seguindo na outra direção encontramos a trilha que leva à cachoeira uns 500 a 600 metros adiante. No caminho pra cachoeira encontramos a trilha que leva ao alto da serra, bem mais fácil que o caminho que tomamos. Cerca de 1 quilômetro depois alcançamos a cachoeira. Uma das mais magníficas da Chapada dos Veadeiros, ela fica no final de um cânion, escorrendo no paredão verde pela presença de liquens. Ao entrar na água parece que seu corpo está sendo perfurado por agulhas, o quanto a água é gelada. Sem dúvida a água mais fria que enfrentei aqui no Brasil. Peter e eu nadamos até a queda d’agua, o Adriano preferiu não entrar na água, pois corria o risco de pegar um resfriado. Kkkkkkkkkkkk! Dali foram 4km de trilha e mais 5km de uma estrada poeirenta aberta esse ano até a entrada da fazenda, onde pagamos R$ 25,00 por pessoa e mais R$ 15,00 de estacionamento do carro. O final da pernada foi com o almoço no Rancho do Sr. Waldomiro com a deliciosa matula. Pra quem tiver interesse, é uma travessia bem legal que corta uma linda parte do cerrado da magnífica Chapada dos veadeiros. Apesar do nosso colega Afonso ter dito que não aconselha a realização da travessia sem guia, minha humilde opinião é totalmente contrária. Pra quem tem experiência em trekking, essa é uma pernada relativamente fácil, sem grandes variações no terreno, com a maior parte da trilha bem marcada e por uma região de fácil navegação, como recompensa, você passará por alguns cenários fantásticos, como as Cataratas dos Couros, o cânion da Boa Vista e a Cachoeira do Segredo.
  24. Um vídeo com algumas maneiras de amarrar as botas:
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