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renato5129

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Tudo que renato5129 postou

  1. Affonso, pode comprar de olho fechado! Cheguei da Patagônia há 10 dias e tinham 5 dessas barracas no mesmo acampamento que eu estava e no qual peguei 40 horas de chuva forte. Olhei esse modelo bem de perto e acho que fará uma ótima compra. Como bom curioso e sem nada pra fazer com tanta chuva, tentei trocar ideia com o máximo possível de pessoas, inclusive com dois caras que estavam com duas Valde iguaizinhas essa que vc postou, ninguém reclamou da barraca, inclusive elogiando-a. Eu usei uma Tadpole 23 da TNF, que me surpreendeu positivamente. Não esperava que ela segurasse uma tempestade como a que peguei. Acho muito importante vc levar um bom saco de dormir, pois agora em pleno verão à noite estava fazendo 2 graus, além é claro de embalar suas coisas dentro de algo que as conserve secas, pode ser saco estanque ou sacos plásticos. Abraço!
  2. E aí, Adriano, beleza? Tem uns dias que não faço trilha aqui em Uruaçu, mas assim que surgir qualquer coisa eu te aviso. Vc tá vindo sempre em Uruaçu? A gente pode combinar uma pernadinha num final de semana que vc vier visitar sua mãe. Acho que esse mês vou da uma pernada na Chapada dos Veadeiros, se vc tiver afim, a gente combina. Abraço!
  3. Pois é, Peter, também acho que todos temos o direito de entrar num parque com ou sem guia. A obrigatoriedade é um absurdo! Na minha opinião, devemos ter liberdade de escolha. Cada qual sabe dos seus limites e conhecimentos, se vc se acha preparado, assuma as consequências e vá sem condutor. E o pior é que especialmente na Chapada dos Veadeiros, as trilhas são muito óbvias e bem sinalizadas. Qualquer pessoa com o mínimo de experiência, acha as mais clássicas baba. e era um dos poucos parques que mantinham essa obrigatoriedade. Lembro-me que na 1ª vez que visitei o parque há mais de 8 anos, caí num grupo com um idoso que atrasou demais minha caminhada.
  4. Peter, já voltou do nordeste? Tenho certeza que de junho a setembro é a melhor época, além do terreno estar mais seco, os campos estarão floridos. Mas antes de fazermos essa, podemos tentar a Janela-Segredo. Dei uma olhada no terreno da nossa futura travessia e acho que dá pra fazer num final de semana tranquilamente. Abraço!
  5. Otávio, também achei a iniciativa louvável! Conversando com o Pedro, do ICMBio, ele disse que o objetivo deles era aumentar o acesso às Unidades de Conservação, lógico que com fiscalização, responsabilidade e dentro das devidas restrições, mas que eles encontram muita resistência, inclusive dentro do própio Instituto. O Pedro também me falou sobre as trilhas que eles estão pra liberar na Tijuca, aproximadamente 75km de trilhas, com novidades que eu ainda não tinha ouvido falar aqui no Brasil, trilha para cadeirantes e trilha braille. Foi muito bom ver o empenho demonstrado pelo pessoal do ICMBio, tanto o Fábio, quanto o Pedro e o Gustavo.
  6. Helton, vc perdeu a matula. A comida tava ótima! Qdo surgir a próxima trilha te dou um toque.
  7. Com o propósito de permitir uma maior visitação dentro de algumas Unidades de Conservação, o ICMBio vem implementando políticas voltadas à atração e ao bem estar da população dentro dessas unidades, como a estruturação das mesmas, a sinalização das trilhas e o treinamento de profissionais. Ações bastante necessárias, afinal os Parques Nacionais foram criados para preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de ecoturismo. Na segunda-feira, 07 de janeiro, o Fábio me ligou convidando-me para uma travessia experimental dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Aceitei imediatamente e ele disse que me passaria um email com mais detalhes. A travessia teria início na entrada do parque, em São Jorge, acampamento nas Sete Quedas e finalizaria no Jardim de Maytrea, na base do Morro do Buracão, num trajeto aproximado de 27km. Como tinha combinado uma trilha com o Helton, liguei pra ele pra falar sobre a mudança de roteiro. Há alguns dias o sol castigava nossa região e o calor estava de matar. Por um “Presente Divino”, na quinta começou a chover forte. Saí de Uruaçu na sexta-feira às 14:00h debaixo de chuva, a qual me acompanhou pelos 220km até São Jorge. Ao chegar à vila, liguei pro Fábio e marcamos de nos encontrar mais tarde. Aproveitei pra procurar hospedagem pra mim e pro Helton, pois não estava afim de acampar naquela chuva e molhar o equipo antes da trilha. Resolvi ficar na Casa da Sucupira, onde fui muito bem recebido pelo Diogo e pela Nina. À noite, o Fábio me ligou e fui encontrá-lo numa pizzaria, onde conheci o Marco, a Silvana, o Pedro e o Gustavo, amigos do Fábio que também participariam da travessia. Tomamos umas cervejas e batemos um papo descontraído enquanto esperávamos o Helton vir de Brasília. Comentaram que desde o dia 10/01/2013 o ICMBio acabou com a obrigatoriedade das visitas guiadas dentro do Parque de Veadeiros e tem o projeto de liberar essa travessia dentro de alguns meses. Como a curto prazo isso trará certo impacto na economia local, algumas pessoas são extremamente contra as visitas sem a obrigatoriedade do guia, inclusive parte da sinalização de algumas trilhas foi vandalizada e já surgiram algumas acusações sobre a atuação do ICMBio. O Helton chegou por volta das 23:30 e ficamos conversando e bebendo umas cervejas até 01:00 hora. Deixamos o Fábio no parque e combinamos de nos encontrar às 08:30 da manhã. A noite foi tranquila, e às 07:00 horas já estava de pé. A chuva caía incessantemente. Tomei um banho e terminei de colocar as coisas na mochila. O Helton também terminou de arrumar a dele e descemos para tomar café. Ao conversarmos com a Nina e o Diogo, pudemos perceber a insatisfação dos moradores com as ações do Instituto Chico Mendes. O maior medo deles é em relação ao desemprego e eles disseram que os guias estavam revoltados com isso. Despedimos deles e rumamos pra a entrada do parque. No caminho, haviam placas com pichações ofencivas a funcionários do parque. Encontramos o Fábio e aguardamos a chegada do restante do pessoal. Foram chegando aos poucos e depois de um tempo a “equipe” estava completa. O Fábio, o Pedro e o Gustavo do ICMBio, o Marco, a Silvana, o Aldem, a Melissa, o Helton e eu, como convidados do Fábio. Após assistirmos a um vídeo e assinarmos o termo de responsabilidade, iniciamos a travessia. Seguimos a trilha tradicional até o Canion I, que por sinal está muito bem sinalizada. De lá, subimos a margem esquerda verdadeira do Rio Preto por uns 3km, passando por paisagens muito bonitas, de um lado o rio, do outro um paredão. É incrível a variação de ambientes, são áreas de cerrado, campos rupestres, pequenos trechos de mata de galeria, veredas, cada qual com seu encanto. Nesse trecho o rio também é exuberante. A caminhada seguia tranquila, por uma antiga trilha que saía da sede do parque, mas a chuva insistia em cair. Passamos por um trecho um pouco mais sujo e cruzamos diversos riachos até o local onde atravessaríamos o Rio Preto. Foi o primeiro momento tenso da travessia. Apesar de ser um local raso, a laje do fundo é bastante escorregadia e a correnteza estava um pouco forte. Todos passamos sem problemas e rapidamente continuamos a pernada. Desse lado do rio a trilha é mais limpa e caminhada fluía mais rápido. A trilha vai se afastando do rio e ganhando um pouco de altitude. A certa altura, alcançamos um lindo campo limpo com um ótimo visual do Morro do Buracão, do Morro da Baleia, do Palha Virada e já começávamos a ver a Cachoeira Sete Quedas. Por todo o campo havia umas coníferas minúsculas e inúmeros chuveirinhos mortos. Imaginei que esse trecho da trilha na época de floração dessas plantas, deve ser espetacular. Algumas horas depois, chegamos novamente à margem do rio. Nesse trecho, a trilha desaparece, pois o terreno é muito pedregoso e para chegar até a área do camping, deveríamos subir mais alguns metros. Enquanto o Fábio voltou pra pegar o bastão que tinha esquecido, o Pedro, o Gustavo, O Helton e eu nos separamos e entramos num “labirinto” de pedras. Foi tanto vara-mato, trepa-pedra e rala-bunda em meio a plantas espinhosas, que depois de mais de uma hora, resolvemos voltar, pois não estávamos avançando praticamente nada. O Pedro ligou pro Fábio, que estava com o GPS. O Fábio voltou e subimos margeando um riacho por uma laje fugindo do labirinto. Ao chegarmos à área de camping, a chuva tinha dado uma trégua e as meninas já tinham montado algumas barracas. O GPS do Gustavo marcava 19,8km de caminhada. O local é limpo, espaçoso e com ótima vista de Sete Quedas. Armei a minha tenda, tomei um banho e fui preparar meu jantar. Depois de muita conversa e de uma ótima macarronada, fomos dormir. A chuva só esperou a gente se recolher e voltou a derramar. Apesar de acordar algumas vezes na madrugada por causa do barulho da chuva, a noite foi tranquila. Pela manhã, após fazer o café e arrumar minhas coisas, ficamos conversando até todos arrumarem suas coisas. O Fábio ligou pro pessoal do instituto pra eles providenciarem uma corda pra realizar a travessia do Rio Preto, pois nesse ponto era mais profundo e a correnteza bem mais forte. Como o ICMBio tem uma base a uns 50 minutos de caminhada do ponto de travessia, daria tempo de sobra. Saímos às 09:00 horas e em pouco tempo chegamos no que pra mim foi o ponto alto da travessia. Nessa hora o sol deu as caras e deixou o clima ainda melhor. Passamos por uma laje por toda extensão da Cachoeira Sete Quedas, simplesmente fascinante. Logo acima ficava o ponto de travessia do rio e ao chegarmos, o Mateus, o Marcelo e o Adilson já nos aguardavam. Com a corda fixada, a travessia foi tranquila. Retomamos a pernada num trecho em que a trilha está bem sinalizada, passa por alguns corredores de pedras até alcançar um mirante com um visual incrível do Vale do Rio Preto e dos morros adjacentes. Dali até o posto do ICMBio foi um pulo, a orientação é facilitada pela existência de uma antena de rádio, é só segui-la. Lá jogamos as mochilas na caminhonete e seguimos sem carga. O Helton e a Melissa resolveram retornar de caminhonete com o Mauro, enquanto o restante seguiu caminho. A trilha a partir do posto do ICMBio é muito tranquila, totalmente plana, cortando em sua maioria campos limpos e veredas. Um ou outro ponto mais úmido, mas bem leve. A paisagem impressiona, a região do Jardim de Maytrea é exuberante e o Buracão sempre crescendo à nossa frente é magnífico. Com pouco mais de 3 horas de caminhada a partir do posto do ICMBio, chegamos ao final da travessia, fechada com chave de ouro, de um lado o Morro do Buracão, do outro a beleza indescritível do Jardim de Maytrea. Nesse 2º dia percorremos 11,7km, segundo o GPS do Gustavo. O Mauro já nos esperava e levou-nos até o Recanto do Valdomiro, onde fomos saciados com uma deliciosa Matula. Voltamos ao parque e após nos despedirmos, cada um seguiu seu rumo. A chuva me acompanhou até em casa e mal dei tchau à Chapada, a vontade de voltar já começou a despertar. Agradeço a todos os companheiros de trilha, pois cada um a seu modo, tornou essa travessia magnífica.
  8. José, ainda não usei a minha em voos nem ônibus. Mês que vem será a primeira vez. Se vc não conseguir embalá-la no aeroporto, vale sim retirar a barrigueira e transportar dentro da mochila. Não sei se os encaixes podem estragar numa pancada eventual, então, considere a hipótese de prendê-la bem pra não deixar fitas soltas. Eu não gosto de transportar mochila em avião com as alças e barrigueiras soltas. Eu fiz uma gambiarra pra transportar as minhas. Usei um sobreteto velho de uma barraca e uma costureira fez uma bolsa de transporte bem "primitiva." Foi uma solução caseira mas que quebra o galho. Praticamente, é um saco de uns 90cm com uma enorme abertura por ziper frontal. Fora isso, só há um buraquinho com costuras em volta no qual passo a alça de mão da mochila pra anexar a identificação da companhia aérea. Infelizmente não há alças. Mas ainda não senti falta. Só coloco ela no saco na hora de despachar. O meu é ziper único, mas se vc encontrar o duplo, dá pra passar cadeado. Fica a dica. Abraço!
  9. Getulio, confesso que fiquei com um pé atrás em relação a esse sistema, mas resolvi arriscar. Afinal, acho que toda a credibilidade da Arcteryx se deve à qualidade apresentada. A placa me pareceu bastante resistente, além de ser de um material que acredito não ressecar com o sol e calor. Desconfiei mais dos pinos, e como é melhor quebrar em casa que numa trilha, forcei-os bastante, tanto com eles soltos quanto empurrando-os encaixados na placa, pra ver a real resistência. Pareceram-me bem resistentes, mas com o tempo é que saberei.
  10. Parabéns pela trip! Infelizmente não consegui visualizar nenhum vídeo!
  11. Otávio, um amigo trouxe dos EUA. Acho que a marca não é vendida por aqui.
  12. Getúlio, segue o link do review, ficou bem mais ou menos. Abraço! mochila-arc-teryx-altra-65-t77213.html
  13. Há uns 30 dias adquiri uma nova companheira de aventuras. Nessa semana tive a oportunidade de usá-la. Como encontrei pouco material à respeito da mesma durante minhas pesquisas, posto aqui minhas primeiras impressões, pois talvez tenha alguém com as mesmas dúvidas que tinha e essas informações possam ajudar. Tamanhos disponíveis: Regular e Tall Peso: 2.200g (regular) 2.300g (tall) Preço: R$ 630,00 Cores disponíveis: Preto e Laranja Capacidade: 65 à 72 litros (regular) – 68 à 75 litros (tall) Materiais: 100D Invista HT Mini Ripstop™ with silicone and PU coatings 420ACT fabric 420D Invista HT Plain Weave EV®50 foam Hypalon™ trim Spacermesh™ 210D Ripstorm™ with silicone and PU coatings 840D Stretch mesh EV®50 Perforated foam 6061 aluminum stays Plastazote® HD80® Num primeiro contato, o material da mochila me pareceu menos resistente que o da Deuter. Além do compartimento principal, ela possui um grande bolso frontal tipo ganguru, dois bolsos espaçosos na tampa e dois bolsos lateriais nos quais cabem no máximo uma garrafa de 1,5l de cada lado. Não há divisão interna, o que facilita a organização e melhora o espaço. Possui um ziper em U enorme, fazendo com que sua abertura pareça a de uma mala. A barrigueira é bem alcochoada com um bolso elástico em ambos os lados. Há um disco que faz a barriqueira se movimentar de acordo com os movimentos do corpo. Confesso que quase deixei de comprá-la por causa desse sistema, mas após usá-la, confirmei as benesses do mesmo. As alças me pareceram um pouco finas, mas perfeitamente confortáveis. O sistema de sustentação é formado por duas varetas de alumínio 6061 em V. O ajuste das alças é feito por um velcro e encaiche de pinos. Não vem capa de chuva, pois a mochila é impermeável. Há tiras de compressão laterai e inferiores, nas quais dá pra fixar alguns objetos, como bastões, barraca e isolante. O sistema de hidratação é composto por apenas um bolso, com capacidade para um reservatório de 3 litros. Em minha opinião, o ponto alto da mochila é o conforto e a transferência de peso. Levei-a com quase 17kg e praticamente não senti os ombros. O sistema de movimento da barrigueira proporciona um conforto extra. A mochila é excepcional.
  14. Comprei uma Arc'teryx Altra 65 a um mês e essa semana coloquei-a para trabalhar. Achei bastante confortável, com uma ótima transferência de peso.
  15. Leo, tenho uma Scarpa Kailash GTX há 1 ano e meio e não tenho nenhuma reclamação em relação à ela. Nesse tempo, usei a bota em diversos trekkings e comprovei sua qualidade. Aderência, impermeabilidade, respirabilidade, conforto e durabilidade. Não faço ideia de qtos km percorri com ela, mas sem dúvida alguma, garanto que vc ficará satisfeito.
  16. Trota, fiquei impressionado com sua forma de classificar uma formação geológica tomando como parâmetro sua nomenclatura. Primeiro vamos às definições de maneira bem simples e superficial: Morro: Elevação natural do terreno com altura, a partir da base de até 300 m aproximadamente. Montanha: Grande elevação natural do terreno, com altura, a partir da base superior a 300 m, constituída por uma ou mais elevações. Serra: Cadeia de montanhas. Muitas vezes possui um nome geral para todo o conjunto e nomes locais para alguns trechos. Pico: Ponto mais elevado de um morro, montanha ou serra. Segundo vc, o Pico da Neblina (2993m de altitude) não é uma montanha, se fosse, chamaria-se "Montanha da Neblina", sem levar em consideração sua altitude ou altura da base ao cume. Então, de acordo com seu critério de classificação das formações geológicas, o Broad Peak (8.078m de altidude) não é uma montanha, assim como o Pico Ismail Samani (7495m de altitude), o Pico Jongsong (7462m de altitude), o Pico Jengish Chokusu (7439m de altitude), o Pico Baltistan (7282m de altitude), entre muitos outros não citatos. Afinal, não se chamam Broad Mountain, Montanha Jongsong, Montanha Jengish Chokusu ou Montanha Baltistan.
  17. Sou incapaz de listar as 7 montanhas mais bonitas do Brasil. Tampouco tenho competência pra isso. Mas o Monte Roraima, além da beleza singular, sem dúvida, é o mais fascinante.
  18. renato5129

    Mochilas CONQUISTA

    Gribel, pode ficar tranquilo. Tenho uma Conquista Fitz Roy 75l há mais de 3 anos e nunca tive nenhum problema. Os zíperes são os mesmos da sua e a mochilinha já aguentou bastante porrada, inclusive com sobrecarga. Quando a comprei, não conhecia a marca, foi indicação do Ogum777. Depois disso, comprei mochilas gringas, mas mesmo assim ainda a uso bastante. Continuo bastante satisfeito com ela, nunca me deixou na mão.
  19. Otávio, como vc não conhece as trilhas daqui e eu não conheço as trilhas do Sul, vamos fazer um intercâmbio. Eu particulamente gosto bastante do cerrado, a vegetação varia muito, vai desde de matas de caleria, cerradão, cerrado denso, cerrado sujo, veredas, campos sujos campos limpos e cerrado de altitude. Pra vc ter uma idéia do qto a vegetação varia, que nessa pernada peguei uns cinco tipos de vegetação num percurso relativamente curto. Venha fazer umas trilhas pra vc conhecer um pouco do nosso Centro-Oeste. O moleque gostou tanto que até já me perguntou quando iremos novamente. Abraço!
  20. Depois de ver os planos de ir pra Chapada dos Veadeiros com o Peter Tofte frustrados por ele já ter marcado uma trilha com o Edver no Pico Paraná e de não encontrar passagens num horário que me favorecesse para acompanhá-los nessa trip, resolvi aproveitar o fim de semana do feriado do dia 02/11 para fazer alguma trilha próxima. Escolhi uma caminhada que passasse pelas principais cachoeiras da região, seguindo o córrego da Matinha até a Cachoeira da Onça, de lá atravessar a extremidade norte da Serra Dourada, acampar próximo ao córrego da Pedra, descer das nascentes do Córrego Riachão até a Cachoeira do Zé Mineiro, local do 2º acampamento. De lá, descer aproximadamente 5km pelo vale do Riachão, subir a encosta da Serra Dourada e descer até as nascentes do córrego Acaba-Vida, descendo o vale do Acaba-Vida até sua cachoeira homônima, num total de aproximadamente 30km. A previsão era de chuva forte durante todo o feriado e devido às tempestades elétricas que vem assolando o município, e ao risco de inundações no vale do córrego da Matinha, resolvi abortar uma parte da travessia. O córrego da Matinha corta um vale profundo de encostas bastante íngremes, aumentando o risco de trombas d’água, além do trecho norte da Serra Dourada ser feito num longo trecho de crista, o que seria imprudente devido à ocorrência diária de tempestades elétricas desde o último dia 28. Como o trecho seria menor, convidei meu sobrinho de 10 anos a me acompanhar nessa trilha e ele aceitou, mas exigiu algumas guloseimas para a travessia. Definido o trajeto, tratei de arrumar as mochilas. Coloquei quase tudo na minha, deixando pra ele apenas 1 saco de dormir e uma bermuda. Para economizar uns 10km de pernada em estrada de terra, pedi que minha irmã me desse uma carona. Na sexta, dia 02/11, saímos de Uruaçu por volta das 15:00 horas. No caminho já vamos tendo uma ideia do que nos aguardava pelos bonitos rios que cruzamos. A estrada parece um caminho de séculos atrás, estreita, com pontes de madeira e casinhas simples em suas margens. Deixei o carro na casa do Sr. Antônio, há pouco mais de 1km de distância do córrego Acaba-Vida. De lá fui com minha irmã até a Fazenda Córrego da Pedra, de onde caminhamos uns 2km até o córrego Riachão. Como o dia estava bem quente, aproveitamos o final da tarde para um bom banho de cachu e para armar o acampamento. O Alexandre estava muito animado com sua primeira trilha. Arrumei nossa janta e ele comeu feito um leão. Mal entramos na barraca e começou a pingar. Pela quantidade de trovões e relâmpagos, achei que o mundo iria desabar, mas durante toda a noite a chuva foi bem fina. Acordei algumas vezes durante a noite e o Alexandre me chamou às 05:00 horas pra entrar na cachu. A chuva tinha parado, mas tava um friozinho bom pra dormir. Disse a ele que ainda não tinha amanhecido, que só levantaríamos com o raiar do sol e adormecemos novamente. Acordei com a claridade e por sorte, a chuva tinha sumido de vez. O sol raiava com algumas nuvens e pouco vento. Chamei o Alexandre para um banho gelado, afinal de contas precisava despertar. Depois do banho fui arrumar o desjejum para levantarmos acampamento e partir seguindo o Riachão. Mal terminamos de colocar as mochilas nas costas e o vento aumentou consideravelmente. Com ele vieram as nuvens e a chuva fina. Como estávamos seguindo o córrego e muitas vezes a água alcançava a cintura, achei desnecessário colocar o anorak e a capa na mochila. A chuva ia e vinha e a cada vez engrossava um pouco. Depois de umas duas horas caminhando pelo leito do riacho o sol apareceu forte e a chuva cessou de vez. A paisagem estava demais, inúmeras quedas d’água, corredeiras e a vegetação praticamente intocada. Fora alguns tombos, a caminhada corria tranquila. Logo após uma curva, havia um enorme desnível no terreno e o riacho desaparecia. Corri para ver se era uma cachoeira desconhecida, mas na verdade era uma enorme corredeira dividida em três quedas menores. Tinha certeza que éramos umas das primeiras pessoas a chegar naquele lugar, pois nunca tinha ouvido falar de tal corredeira. Descemos pela margem direita por algumas pedras e, no meio do caminho, levei uma queda cinematográfica. O resultado só não foi pior porque a mochila impediu que eu escorregasse e rolasse pelas corredeiras. Após algumas horas, muito trepa-pedra e inúmeras corredeiras, chegamos ao local que deixaríamos o vale para atravessar a Serra Dourada e rumar para as nascentes do Acaba-Vida. O início foi de um vara-mato difícil, complicando bastante a navegação, pois não via nada além de uns 15m, mas a partir do alto do morro, a vegetação vai raleando até tornar-se um campo relativamente limpo. Mais alguns minutos de pernada e já avistei as veredas onde nasce o córrego. O Alexandre começou a reclamar dizendo que queria ter continuado no riacho. Pouco tempo depois alcançamos outro córrego que aumenta consideravelmente o volume do Acaba- Vidas. Paramos para comer e nos refrescarmos um pouco. Não demorou muito e o sol foi coberto pelas nuvens, a chuva veio forte e pensei na possibilidade de deixar o leito do córrego. Passei a observar mais os sinais de enchente, pois a chuva não dava trégua. Numa pequena cachoeira tivemos que descer por uma pedra na margem de uns 2m de altura. Servi de escada, e ao descer o Alexandre se apoiou numa casa de marimbondos que não tínhamos visto. Coitado acabou levando algumas ferroadas que devem ter doído bastante, pois em alguns locai chegou a sangrar. Após nos livrarmos dos marimbondos, paramos por alguns minutos para tratar das ferroadas e pro Alexandre tomar um analgésico, pois ele estava reclamando muito. A chuva castigava. Continuamos a caminhada pelo Acaba-Vida até um afluente na margem direita, onde saímos da água para seguir pelas trilas do gado. Nesse ponto a encosta do lado direito se eleva e forma um dos pontos mais altos da Serra Dourada. Seguimos na trilha do gado alternando entre as margens direita e esquerda até um muro de pedras, onde a trilha seguia à esquerda e voltamos pra dentro do córrego. Com pouco mais de 30 minutos de caminhada debaixo de muita chuva chegamos no alto da cachoeira do Acaba-Vida. A descida pela margem esquerda foi meio tensa, pois o solo estava meio escorregadio e a chuva não cessava. Alcançamos o córrego uns 60m abaixo da cachoeira e por um enorme presente da natureza, ao terminarmos a descida, o sol raiou forte e as nuvens se afastaram. Foi muita sorte termos a cachoeira só pra nós em pleno sábado à tarde. Por ficar a apenas 16 km da cidade, ser aberta ao público e ter apenas uns 500m de trilha, essa é a cachu mais frequentada de Uruaçu. Então tratamos de aproveitar e nos esbaldamos em suas águas por mais de uma hora. As nuvens voltaram e com elas a gélida chuva. A Cachoeira do Acaba-Vida tem dois poços maiores e várias piscinas naturais menores, é um ótimo local pra descansar e pra tomar um banho numa cachu cristalina, o que atrai diversos visitantes durante feriados e finais de semana, que infelizmente ainda deixam bastante lixo pra trás. Era hora de cair na trilha novamente, pois a chuva acabou com nossa festa. Mas antes de partir, recolhemos todo o lixo deixado por alguns idiotas no dia anterior, sacolas plásticas, garrafas de cerveja e cachaça, latas de alumínio, embalagens de biscoito, garrafas pet, restos de carvão e bitucas de cigarro. Como eu tinha apenas um desses sacos que vem com 50kg de milho, tive que dar duas viagens e amontoar o lixo na beira da estrada. É nessas horas que chego a aceitar a ideia de cobrança por parte dos proprietários para visitação das cachoeiras. De lá até a fazenda do Sr. Antônio foi um pulo. Entramos no carro totalmente encharcados e voamos pra casa em busca de um longo banho quente e de um bom prato de comida. A travessia foi demais, apesar de ser curta, cerca de 13km, foram quase 9 horas de pernada, o Alexandre se portou muito bem e mesmo com os inúmeros tombos, foi uma ótima experiência “caminhar pelas águas” e ainda por cima descobrir alguns locais praticamente intocados tão próximos de minha cidade.
  21. Com uma TNF Tadpole 23 na Serra do Tamanduá
  22. Sprite I ao lado de uma Doite Zolo na Travessia dos Pirineus
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